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Baixar áudioAtenção! A Agência-Barco Chico Mendes, da CAIXA, já tem as datas de atendimento definidas para o mês de fevereiro.
Ao todo, a embarcação vai atender seis localidades neste período, com os serviços de desbloqueio de cartões e cadastro de senhas para recebimento de benefícios sociais, como FGTS, Seguro-Desemprego, Bolsa Família e INSS, entre outros serviços. Vale lembrar que no barco não tem movimentação de dinheiro em espécie.
Confira o cronograma e anote a data em que a CAIXA vai estar mais perto de você.
Inicialmente, a embarcação vai atender a população de Fonte Boa, entre os dias 2 e 4 de fevereiro.
Na sequência, a Agência-Barco Chico Mendes segue para Jutaí, onde oferecerá os serviços CAIXA aos moradores, do dia 5 ao dia 6.
Já no dia 9 de fevereiro, será a vez da população de Tonantins receber os atendimentos.
Nos dias 10 e 11, os serviços serão oferecidos aos moradores de Santo Antônio do Içá.
A população de Amaturá contará com os atendimentos entre os dias 12 e 13 de fevereiro.
Para finalizar o calendário do mês, a embarcação estará em Barcelos, do dia 23 ao dia 27.
O horário de atendimento da Agência-Barco Chico Mendes é das 9 horas da manhã às 3 horas da tarde.
Para mais detalhes, acesse caixa.gov.br.
Copiar o textoInfovias devem atender comunidades ribeirinhas e indígenas. Estrutura começa a chegar em maio
Baixar áudioO Governo do Brasil prevê fazer três novas infovias na Região Amazônica. A infraestrutura de rede de comunicação de alta capacidade visa levar internet a 40 municípios. Para conectar as localidades remotas, o Brasil recebeu 3.170 quilômetros de cabos de fibra óptica provenientes da China. O investimento é de R$850 milhões.
Destinada à implantação das infovias 05, 06 e 08, a remessa de cabos pesa cerca de 5 mil toneladas e representa a maior operação logística realizada pelo programa Norte Conectado. O volume supera as etapas anteriores do programa, que utilizaram 2.400 quilômetros de fibra óptica, com aproximadamente 3,6 mil toneladas, nas infovias 02, 03 e 04, já concluídas.
Cada cabo reúne 24 pares de fibra óptica e capacidade de transmissão de até 96 terabytes por segundo, garantindo internet de alta velocidade mesmo em regiões remotas. Produzidos com materiais inertes e atóxicos, os cabos são instalados de forma estável no leito dos rios, sem reagir com a água ou impactar os ecossistemas. Não há necessidade de grandes obras terrestres, o que evita o desmatamento de áreas sensíveis da Floresta Amazônica.
A transferência dos cabos chineses para as embarcações nacionais levará 30 dias. O início do lançamento da estrutura nos leitos dos rios deve ocorrer no mês de maio.
Para o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, o projeto vai além da infraestrutura. “Ele promove desenvolvimento social e econômico, conecta escolas, unidades de saúde, órgãos públicos e, principalmente, leva oportunidades à população amazônica. É conectividade como instrumento de cidadania e inclusão”, afirmou.
De acordo com o ministro, os cabos de fibra óptica partem de Belém, passam por Macapá e Santarém e chegam a Manaus, de onde seguem para outras cidades, tanto do Amazonas, quanto de outros estados da Região Norte.
“Trata-se de um grande e inovador trabalho de ampliação das telecomunicações, realizado por meio de plataformas que instalam as infovias sob as águas. Dessa forma, preservamos a floresta e levamos, de maneira sustentável, a inclusão digital a quem mais precisa. Somente no Amazonas, o programa prevê mais de 600 pontos públicos de acesso à internet em escolas, unidades de saúde, fóruns e praças com Wi-Fi”, disse Siqueira Filho.
Gina Marques, CEO da Entidade Administradora da Faixa (EAF), parceira do Ministério das Comunicações na operação do Norte Conectado, ressalta a qualidade do planejamento do programa.
“Quando falamos em conectividade significativa, falamos de algo que vai além de sinal. Esse projeto propõe infraestrutura pensada para durar, respeitar a floresta e chegar onde o Brasil sempre teve mais dificuldade de chegar. Ao lançar fibra óptica pelos rios da Amazônia, estamos transformando geografia em oportunidade e tecnologia em cidadania. É assim que a EAF, por meio do Norte Conectado, traduz política pública em impacto real na vida das pessoas”, conclui.
O Norte Conectado é um dos principais programas estruturantes do governo do Brasil para expandir a infraestrutura de comunicações na Amazônia Legal. A iniciativa tem potencial para beneficiar cerca de 7,5 milhões de pessoas em 70 municípios dos estados do Amazonas, Amapá, Acre, Rondônia, Roraima e Pará.
Com investimento total estimado em R$1,3 bilhão, o projeto utiliza o modelo subfluvial para instalação dos cabos de fibra óptica, evitando o desmatamento e contribuindo para a preservação de mais de 50 milhões de árvores. A proposta alia inclusão digital, desenvolvimento regional e sustentabilidade ambiental, conectando a Amazônia ao futuro sem abrir mão da proteção do bioma.
A Entidade Administradora da Faixa é uma instituição sem fins lucrativos criada por determinação da Anatel e vinculada ao Ministério das Comunicações. Entre suas atribuições estão a limpeza da faixa de 3,5 GHz, essencial para a operação do 5G no país, os programas Siga Antenado e Brasil Antenado, a execução das infovias na Região Amazônica, para expandir a infraestrutura das telecomunicações no norte do Brasil, e a implantação das redes privativas de comunicação para o Governo Federal.
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Baixar áudioO Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO) tem contribuído para avanços econômicos, sociais e ambientais na Amazônia ao longo das últimas duas décadas. É o que revela uma pesquisa conduzida pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), que identificou efeitos consistentes sobre emprego, renda, produção e redução do desmatamento em municípios que receberam mais recursos do fundo.
Pelo estudo, empresas beneficiadas pelo FNO registraram crescimento médio de 12,9% no estoque de empregos, 14,6% na massa salarial e 1,8% em relação ao salário médio. Os reflexos positivos também chegaram às esferas de produtividade e dinamismo regional.
A pesquisa identificou, ainda, avanços relevantes em indicadores sociais, como redução da mortalidade infantil, melhora no déficit educacional e no saneamento básico em municípios mais financiados.
Os resultados foram apresentados em Belém (PA), durante a programação oficial da COP30 no Pavilhão do Banco da Amazônia, na Green Zone. O estudo foi apresentado em meio às discussões sobre desenvolvimento sustentável.
O diretor corporativo do Banco da Amazônia, Diego Lima, avaliou que o estudo é uma ferramenta que pode orientar melhorias e novas estratégias na região.
“É muito clara a potencialização de resultado que a promovemos através das políticas públicas e do fundo constitucional. Também é muito importante realizarmos uma avaliação de quais pontos precisam ser melhorados e quais oportunidades se mostram à frente para que o banco consiga, cada vez mais, se aproximar da sociedade”, disse Lima.
Durante o painel “Políticas Públicas e o Desenvolvimento da Amazônia: Os Impactos do Fundo Constitucional do Norte no Desenvolvimento Sustentável da Amazônia”, especialistas destacaram que o FNO tem sido um mecanismo redistributivo – com atuação na redução de desigualdades.
O professor da UFV e coordenador do estudo, Marcelo José Braga, avaliou que, em síntese, as conclusões do estudo mostraram que os eixos da COP30 e a atuação do FNO estão alinhados:
“Na medida que o FNO consegue promover o desenvolvimento regional, consegue reduzir os impactos sobre o meio ambiente, na medida que o crédito é direcionado para reduzir o desmatamento; e na medida que os indicadores sociais apresentam alguns resultados, apesar de modestos, mas são resultados significativos, mostrando que aqueles municípios que recebem mais FNO, você consegue ter um pouco de redução de mortalidade infantil, você melhora o déficit educacional e melhora as condições de saneamento”, destacou Braga.
Na avaliação dele, os resultados demonstram que o Fundo está alinhado aos grandes desafios socioambientais do país. “O FNO contribui para o aumento do emprego, da massa salarial e do salário médio. Além disso, existem impactos no PIB e no valor adicionado da agropecuária. Do ponto de vista social, conseguimos identificar regiões onde o retorno é maior, e estas deveriam ser priorizadas”, frisou Braga.
Um dos destaques do painel foi o desempenho do FNO Verde – linha direcionada à transição ambiental. Conforme o levantamento, os financiamentos associados ao programa tiveram impactos na redução do desmatamento e de emissões, especialmente em municípios que conseguiram combinar produtividade com conservação.
O relatório recomenda ampliar o alcance do FNO Verde, incorporar indicadores ambientais às avaliações de crédito e priorizar áreas onde o retorno social é maior. O documento sugere, ainda, fortalecer ações de inovação, qualificação e governança territorial para ampliar os efeitos econômicos e reduzir desigualdades.
Copiar o textoNovos fundos anunciados na conferência visam conectar capital global a projetos de impacto na região
Baixar áudioO Banco da Amazônia encerrou sua participação na COP30 consolidando sua posição como principal agente financeiro do desenvolvimento sustentável da região. Durante toda a Conferência, a instituição apresentou projetos prontos e a arquitetura financeira para executá-los, destacando a capacidade de conectar capital global a projetos de impacto.
O principal anúncio com foco no desenvolvimento local foi a criação de três novos fundos destinados a alavancar a bioeconomia, o crédito de carbono e a infraestrutura verde na Amazônia Legal.
"Enquanto o mundo discute os compromissos, nós apresentamos os projetos prontos e a arquitetura financeira para executá-los", disse o presidente do Banco da Amazônia, Luiz Lessa.
O Banco da Amazônia anunciou o aporte de R$ 500 milhões que servirá como capital catalisador. A meta é alavancar R$ 4 bilhões em investimentos para o desenvolvimento sustentável da região.
Transição Energética e Parcerias
A agenda de investimentos incluiu também a confirmação da fase final de uma operação de crédito de US$ 100 milhões com o Banco Mundial. O financiamento visa acelerar a transição energética na Amazônia Legal.
Além dos eventos próprios, a instituição participou de painéis promovidos por organizações como CNT, CNI e o Governo do Brasil, reforçando a expertise no financiamento sustentável na Amazônia.
O diretor de Crédito do Banco da Amazônia, Roberto Schwartz, pontuou que o fomento deve ser um indutor de práticas sustentáveis. Por isso, o banco adota padrões rigorosos, não financiando atividades que gerem supressão vegetal ou usem queima de diesel/carvão.
A discussão sobre governança foi central, contando com a presença do ex-presidente e ministro do Tribunal de Contas da União, Augusto Nardes. O debate focou em como garantir que o dinheiro destinado à Amazônia seja usado de forma transparente e auditável, ressaltando a importância do monitoramento e avaliação de risco.
A inclusão financeira foi reforçada com o lançamento da Maquininha Verdinha e do Cartão Verdinho. “O Cartão Verdinho simboliza o compromisso do Banco com a Amazônia e com a inclusão produtiva. Ele é o primeiro passo de uma linha de cartões com propósito sustentável, produtos que refletem quem somos e o que acreditamos, o desenvolvimento e cuidado com o território podem caminhar juntos”, afirmou o presidente Luiz Lessa.
A instituição também destacou o programa Basa Acredita para Elas, que incentiva o empreendedorismo feminino na região com condições especiais de crédito.
O Banco da Amazônia apresentou o estudo inédito da UFV sobre o impacto do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO). O levantamento comprovou a relevância do FNO no desenvolvimento regional, com efeitos positivos no emprego, massa salarial e, por meio do FNO Verde, na redução do desmatamento. Em 2023, o Fundo financiou mais de 31 mil empreendimentos, totalizando cerca de R$ 11,2 bilhões em recursos aplicados.
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Baixar áudioO Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou na terça-feira (18) uma revisão dos limites dos biomas Cerrado e Mata Atlântica nos estados de Minas Gerais e São Paulo. Com as atualizações, o Cerrado ganhou 1,8% de área, enquanto a Mata Atlântica perdeu 1%. Ao todo, as alterações correspondem a 19.869 km², sendo 816 km² em Minas Gerais e 19.053 km² em São Paulo. Os demais biomas não foram avaliados nesta etapa.
O IBGE reforça que a revisão não está ligada a desmatamento ou reflorestamento, mas sim à aplicação de critérios técnicos, incluindo geologia, geomorfologia, pedologia, vegetação e clima. As mudanças se concentraram especialmente nas regiões de contato entre florestas estacionais e savana, onde os limites naturais dos biomas tendem a ser mais complexos.
A atualização tem relação direta com a escala mais detalhada adotada pelo IBGE desde 2019, com a publicação Biomas e Sistema Costeiro-Marinho do Brasil, que passou a usar escala de 1:250 mil, vinte vezes mais precisa que a anterior. Com isso, revisões periódicas tornaram-se necessárias para ajustar a delimitação das áreas.
O instituto indica que essas atualizações devem ocorrer a cada cinco anos.
Em Minas Gerais, a Mata Atlântica foi ampliada nas proximidades de Belo Horizonte, passando a incluir todo o município e áreas ao norte da capital. Já em São Paulo, o Cerrado avançou, principalmente no centro-norte do estado, região que possui legislação de proteção ao bioma desde 2009.
A revisão abrangeu áreas do Nordeste Paulista, Triângulo Mineiro e Serra do Espinhaço. Entre os municípios contemplados estão:
A revisão é resultado de uma análise integrada entre especialistas de diferentes áreas e cinco expedições de campo, realizadas em trechos questionados por organizações da sociedade civil e instituições ambientais.
O IBGE afirma que revisões futuras seguirão o compromisso de manter os mapas de biomas atualizados e tecnicamente alinhados ao comportamento ambiental real das regiões.
As informações são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
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Baixar áudioA Confederação Nacional da Indústria (CNI) inaugurou, nesta terça-feira (11), seu estande na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), em Belém (PA). A inauguração teve tom de mobilização e marcou o compromisso da indústria brasileira em protagonizar a transição para uma economia de baixo carbono, com inovação, desenvolvimento e geração de oportunidades.
Durante a abertura, o presidente da CNI, Ricardo Alban, afirmou que a agenda climática precisa ser também uma agenda de prosperidade. Para ele, o crescimento econômico é o caminho mais justo e viável para melhorar as condições sociais da população da região.
Alban destacou a importância de aliar desenvolvimento sustentável e crescimento econômico na Região Amazônica, com atenção especial à exploração responsável da Margem Equatorial. Segundo ele, o potencial produtivo dessa faixa costeira — que se estende do Pará ao Rio Grande do Norte — pode contribuir para a transição energética e o fortalecimento econômico de regiões historicamente carentes de investimentos.
“Não podemos desperdiçar a oportunidade que está sendo dada a regiões tão necessitadas como a faixa equatorial. A faixa equatorial está aí para ajudar neste processo de transição, auxiliar o ser humano que precisa de expectativa de vida. O ser humano precisa saber que vale a pena continuar lutando porque ele pode melhorar, e o caminho mais justo e viável para esta melhoria é o crescimento econômico", afirmou Alban.
Estudo do Observatório Nacional da Indústria estima que a exploração responsável da Margem Equatorial pode gerar 495 mil empregos e acrescentar R$ 175 bilhões ao PIB brasileiro, conciliando desenvolvimento regional e preservação ambiental.
A Margem Equatorial é uma faixa costeira que abrange os estados do Pará, Amapá, Maranhão, Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte, e onde se analisa a existência de reservas de petróleo e gás natural. Parte deste local está inserida na Região Amazônica, que recebe, pela primeira vez, a COP.
Para o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), Alex Carvalho, "esta é a oportunidade de protagonizar a voz e a vez de um recorte territorial da Amazônia que todos no mundo ousam falar sobre nós. Mas poucos de nós tivemos oportunidade de falarmos sobre nós mesmos, sobre o nosso futuro e aquilo que a gente deseja. Entendo que isto é necessário para romper a barreira do subdesenvolvimento perene, e que nem é sustentável, na nossa região".
Sobre desenvolver economicamente a Região Amazônica, a presidente da Federação das Indústrias de Roraima (FIER), Izabel Itikawa, pontou os seis pilares necessários citados na COP30: financiamento, tributação, infraestrutura, estrutura energética, transportes e meio ambiente. "Saímos daqui com a expectativa de que, os pleitos aqui colocados, saiam do papel para, de fato, vermos o potencial do setor produtivo da nossa Amazônia ocupar o lugar de destaque que ela merece".
Ainda durante o evento de inauguração do estande, o chair da Sustainable Business COP (SB COP), Ricardo Mussa, ressaltou a importância da CNI para o evento. "Genuinamente acredito que, graças à CNI, nós conseguimos criar um veículo que consegue organizar e influenciar positivamente essa agenda".
E Dan Ioschpe, high-level climate champion da COP30, ressaltou a necessidade de parcerias para encontrar soluções para as questões ambientais e climáticas globais. "Sistemas energéticos, cidades, florestas e cadeias de suprimentos atravessam fronteiras. O progresso real depende da atuação conjunta de empresas, investidores, governos internacionais e a sociedade civil".
Nestes dias em que ocorre a COP30, em Belém (PA), o setor industrial brasileiro vai apresentar soluções concretas para a descarbonização, promover diálogo com tomadores de decisão e reforçar o papel da indústria na transição para uma economia de baixo carbono.
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Baixar áudioPrincipal instituição financeira de fomento da Pan-Amazônia, o Banco da Amazônia participa da COP30 com uma agenda voltada ao desenvolvimento sustentável da região. A instituição leva à conferência soluções de crédito verde, programas de bioeconomia, projetos de transição energética e modelos econômicos que valorizam a floresta em pé.
O banco estará presente na Cúpula de Líderes e manterá uma ampla programação na Green Zone, com estande próprio e atividades temáticas durante todo o evento. No espaço, serão apresentados novos instrumentos financeiros, parcerias estratégicas e programas de impacto que buscam aproximar o capital público e privado do desenvolvimento sustentável na Amazônia.
Durante a COP30, o Banco apresentará soluções inovadoras que fortalecem cadeias produtivas sustentáveis, ampliam o acesso ao crédito e impulsionam modelos econômicos que valorizam a floresta em pé. Entre os temas debatidos, estarão:
A programação reúne representantes do governo federal, organismos multilaterais, setor privado, instituições financeiras, academia, organizações da sociedade civil, empreendedores e comunidades tradicionais. Confira ao final a programação completa.
Dia 10/11: Abertura Institucional
Dia 11/11: Dia da Bioeconomia
Dia 12/11: Espiral do Crescimento Sustentável
Dia 13/11: Finanças Sustentáveis
Dia 14/11: Transição Energética
Dia 15/11: Infraestrutura Verde
Dia 16/11
Dia 17/11: Agropecuária Sustentável
Dia 18/11: Pecuária Verde e Financiamento Sustentável
16:00: Encerramento
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Baixar áudioA primeira etapa da edição Cafés Especiais do programa Exporta Mais Brasil, promovido pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), reuniu 9 compradores da América, Europa, Ásia e Oriente Médio em Rio Branco (AC) para ter contato direto com a cafeicultura amazônica.
Nos dias 2 e 3 de novembro, os participantes realizaram visitas técnicas a fazendas e cooperativas produtoras de café robusta amazônico, atividades de cupping e encontros de negócios com produtores do Acre e de Rondônia.
A iniciativa busca expandir a presença dos cafés brasileiros de alta qualidade no mercado global, além de reforçar o protagonismo da agricultura familiar e dos povos indígenas na produção do café robusta amazônico, variedade que se destaca pelo reconhecimento nacional e internacional.
Segundo o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, iniciar a agenda pelo estado demonstra a força da região na produção de cafés diferenciados e sustentáveis: “A Amazônia tem mostrado ao Brasil e ao mundo seu potencial para produzir cafés especiais, combinando tradição, tecnologia e sustentabilidade”.
Pedro Netto, representante regional da ApexBrasil na Região Norte, destaca que “a expectativa é gerar muito negócio, renda e trabalho para quem vive no Acre, em Rondônia, no Amazonas e em toda a Região Norte do Brasil.”
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção de café robusta na Amazônia tem crescido 4,6% ao ano desde 2019, quase três vezes acima da média nacional. Os dados também revelam avanço significativo na performance produtiva: Rondônia e Acre registraram aumentos anuais de 9,7% e 9,1%, respectivamente.
Além dos resultados econômicos, a cafeicultura amazônica tem promovido benefícios sociais e ambientais, como o reconhecimento da produção indígena e a recuperação de áreas degradadas. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a Região Norte já é a mais produtiva do país em sacas por hectare (54,8) e ocupa o terceiro lugar em volume total de produção.
Durante o encontro, a ApexBrasil anunciou duas ações que representam um avanço estratégico para o café amazônico. A primeira foi o lançamento do The Best of Canephora, o primeiro concurso internacional dedicado aos canephoras robustas amazônicos, que promete dar visibilidade global à qualidade da variedade.
O segundo anúncio foi a criação de um curso para formação de provadores profissionais de café na Região Norte, com previsão para fevereiro de 2026. O foco será a capacitação técnica e o fortalecimento da cadeia produtiva local.
Essas medidas somam-se aos esforços do Governo Federal para apoiar o setor cafeeiro, com destaque para a abertura de cerca de 500 novos mercados internacionais em parceria com a ApexBrasil e o Itamaraty.
A estratégia, alinhada aos compromissos ambientais da COP30, integra as ações para diversificar mercados e apoiar exportadores brasileiros impactados pelas tarifas dos Estados Unidos.
Após a etapa no Acre, a edição Cafés Especiais do Exporta Mais Brasil seguiu para Minas Gerais e Espírito Santo. Entre os dias 4 e 6 de novembro, os compradores participaram da Semana Internacional do Café (SIC), em Belo Horizonte, e depois visitaram as regiões de Matas de Minas e Caparaó, conhecidas pela produção de cafés especiais.
Com apoio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae Nacional), da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) e de associações regionais de produtores, o programa realizou 28 edições entre 2023 e 2024, conectou 875 empresas brasileiras a 305 compradores internacionais de 65 países e resultou em R$ 553 milhões em negócios.
A ApexBrasil tem desempenhado papel decisivo na internacionalização do café robusta amazônico. Em agosto de 2023, a agência levou 20 compradores de 11 países a Cacoal (RO), o que resultou em R$ 8 milhões em negócios.
Já a parceria com a rede chinesa Luckin Coffee resultou em acordos bilionários: US$ 500 milhões em 2024 e US$ 2,5 bilhões entre 2025 e 2029, para fornecimento de até 360 mil toneladas de café brasileiro.
“Iniciativas como essa têm impulsionado significativamente o crescimento das exportações nacionais, que incluem não apenas o robusta amazônico, mas também outros tipos de café, como o arábica”, ressalta Jorge Viana.
Por meio das ações, as exportações da Região Norte saltaram de US$ 287 mil em 2022 para US$ 131 milhões em 2024, um crescimento de 456 vezes em dois anos.
VEJA MAIS:
Copiar o textoA medalha traduz o elo entre natureza, conhecimento e ação climática
Baixar áudioEm celebração à realização da 30ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 30) 2025, que ocorre em Belém (PA), o Banco da Amazônia lança uma medalha comemorativa especialmente cunhada pela Casa da Moeda do Brasil.
A peça simboliza o reconhecimento, o compromisso e a esperança em torno da pauta climática global, destacando o protagonismo do Banco da Amazônia no fomento ao desenvolvimento sustentável da região. A entrega da medalha marca um momento de valorização da Amazônia como centro estratégico da agenda ambiental mundial e reforça a missão institucional de conciliar progresso econômico com a preservação ambiental.
Serão entregues 150 unidades da edição limitada da medalha, que irão compor os kits destinados aos chefes de Estado e autoridades presentes na COP 30, como gesto simbólico de reconhecimento e compromisso com a agenda climática e o futuro sustentável da Amazônia.
“Esta medalha representa o elo entre conhecimento, natureza e ação climática. É um tributo à Amazônia, à sua riqueza incomparável e ao papel do Brasil como guardião de um bioma essencial ao equilíbrio do planeta”, destaca Luiz Lessa, presidente do Banco da Amazônia.
Desde a sua criação, o Banco tem atuado como agente estratégico na promoção de cadeias produtivas sustentáveis, no fortalecimento das comunidades tradicionais, na bioeconomia e na transição energética limpa. Por meio de políticas de crédito verde e inovação financeira, a instituição impulsiona projetos que unem desenvolvimento, justiça social e respeito ao meio ambiente.
A medalha comemorativa COP 30 apresenta, em seu anverso, as legendas “COP 30 Belém/PA Brasil – 2025” e o logotipo do Banco da Amazônia em tampografia colorida, acompanhados por elementos decorativos inspirados na vitória-régia e nos grafismos indígenas. No reverso, estão as inscrições “A maior riqueza do mundo – Amazônia”, com ilustrações que simbolizam a integração entre fauna, flora e humanidade.
O design é assinado por Monique Porto, com modelagens desenvolvidas pela mesma e por Luiz Henrique Peixoto, em uma criação que celebra a diversidade cultural e natural da região.
Mais do que um objeto comemorativo, a medalha é um convite à responsabilidade compartilhada e um símbolo duradouro do papel transformador que a Amazônia exerce nas discussões sobre o futuro do planeta.
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Baixar áudioO Congresso Nacional aprovou o Projeto de Lei do Congresso Nacional (PLN) 12/2025, que prevê a abertura do crédito suplementar de R$ 2,15 bilhões no Orçamento de 2025, direcionado principalmente ao Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA), como também ao Fundo Geral de Turismo (Fungetur) e para fundos de desenvolvimento regionais, com a finalidade de atender projetos do mesmo setor.
O crédito também contemplará outros órgãos, como a Presidência da República e os ministérios da Justiça e Segurança Pública, da Cultura, do Esporte e da Integração e do Desenvolvimento Regional. Os recursos serão distribuídos para a implantação de atividades produtivas e pagamentos de contribuição de associações e voluntários.
A proposta, que será enviada à sanção presidencial, também permite a contratação de mais de 2 mil servidores das forças de segurança do Distrito Federal, utilizando recursos do Fundo Constitucional do DF. Os recursos serão retirados do superávit financeiro de 2024.
Veja o projeto de lei aqui.
As informações são da Agência Câmara.
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