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TERMO DE USO E PARCERIA

TERMO DE USO E PARCERIA

Regras de Uso

1º - A utilização gratuita e livre dos materiais produzidos pelo Brasil 61 só será permitida depois que este termo de parceria for aceito pelo usuário, prevendo as seguintes regras:

a) A utilização do material - na íntegra, ou em partes - só será permitida desde que as informações não sejam distorcidas, manipuladas ou alteradas.

b) Não é necessário a identificação do Brasil 61 na hora da replicação do conteúdo. Mas toda e qualquer veiculação de áudios produzidos pelo Brasil 61 prevê o cadastro no site, com a disponibilização de dados que serão utilizados para a organização do mailing desta empresa,

2º - OBRIGAÇÕES DO BRASIL 61

a) O Brasil 61 se compromete, a partir deste termo de uso, a produzir conteúdo particularizado diariamente, trazendo informações de dia-a-dia e bastidores do Planalto Central, além de outras temáticas de relevância do noticiário nacional. 

b) O acesso ao conteúdo jornalístico (na versão de leitura) é livre e gratuito, podendo ser replicado por qualquer usuário que acesse o site. O download do áudio para que seja utilizado na programação das rádios requer que o radialista realize o login no site da Agência do Rádio - informando e-mail e senha cadastrados. 

3º - OBRIGAÇÕES DOS COMUNICADORES PARCEIROS

Não alterar o sentido dos materiais, ou distorcer fala de entrevistados ou mudar a conotação das mensagens dos materiais. 

ADENDOS IMPORTANTES SOBRE A PARCERIA

a) O Brasil 61 poderá distribuir conteúdo patrocinado com ou sem assinatura dos clientes patrocinadores do boletim e sem aviso prévio ao comunicador. 

b) As rádios parceiras não vão ter participação financeira sobre o faturamento do Brasil 61.

c) Os comunicadores podem patrocinar os conteúdos do Brasil 61, desde que não alterem o sentido e a conotação dos conteúdos oferecidos. Nesses casos, o Brasil 61 Mais não terá participação nos lucros conquistados pelos veículos parceiros. 

Ao clicar em ACEITO, a emissora aqui cadastrada afirma concordar e estar ciente de todas as condições apresentadas neste Termo de Utilização de Conteúdo.

Transporte

08/07/2020 00:00h

Governo suspendeu até dezembro pagamento de financiamento de veículos para aliviar fluxo de caixa do setor de mobilidade urbana

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São vários os setores que precisam de um fôlego na crise econômica provocada pela pandemia. E agora é a vez das empresas de mobilidade urbana. Como as companhias de transporte coletivo sofrem com a queda de receita durante o período de calamidade, o governo federal decidiu suspender até dezembro o pagamento dos financiamentos contratados por meio do programa Renovação de Frota do Transporte Público Coletivo Urbano de Passageiros (Refrota). A ideia é que a medida ajude a preservar empregos no setor.

As operações de crédito foram realizadas com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A expectativa é gerar, durante o período de suspensão de pagamento, um alívio no caixa de R$ 51 milhões para as empresas com contratos de financiamento vigentes junto à Caixa Econômica Federal, responsável pelo Refrota. Segundo o governo federal, a decisão não vai gerar prejuízos ao FGTS, já que as parcelas foram adiadas, não canceladas. A diluição do débito será feita ao longo do período que resta dos contratos.

Em reunião do Conselho Curador do FGTS, o secretário-executivo adjunto Daniel de Oliveira Duarte falou sobre a importância de os agentes financeiros terem concedido a suspensão de pagamento a um dos setores que mais sofreu com o distanciamento social.

“Essa situação que o mundo está vivendo, não só o Brasil, causa restrição à locomoção em razão do isolamento. Então, os operadores do transporte público coletivo têm sido afetados pela redução de demanda. O transporte coletivo urbano, segundo os dados da Secretaria de Mobilidade e Desenvolvimento Regional do MDR, observou que alguns municípios tiveram redução de até 80%”, ressalta. 

O presidente da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos, Otávio Cunha, (NTU), explica que o Refrota chegou em 2017 como uma ferramenta para renovar os veículos, ao passo que as empresas estavam sem linhas especiais de financiamento à época. Agora, a suspensão do pagamento de parcelas até o fim do ano, na avaliação de Cunha, ajuda as companhias que enfrentam dificuldade para honrar os compromissos. 

“A suspensão desses pagamentos até dezembro foi importante porque o setor hoje está operando com cerca de 60% da frota normal e com uma receita 30% do normal. Ou seja, o setor vem operando com déficit de fluxo de caixa apesar dos pedidos que temos feito ao governo por um socorro emergencial, mas, naturalmente, essa suspensão do pagamento ajudou a aliviar compromissos”, comemora.

“Temos expectativa de melhora para o setor de transporte terrestre ainda este ano”, diz conselheira da ABRATI

Decreto do governo prioriza transporte sobre trilhos para a mobilidade urbana

O ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, garante que tem tentado evitar que os serviços essenciais à população sejam prejudicados.

“Estamos empreendendo um esforço para mitigar os efeitos da pandemia, para possibilitar que a economia se mantenha ativa e, com isso, preservar os empregos e a renda das famílias. O transporte público é um serviço essencial e que recebe esse apoio do governo federal para manter as empresas rodando e sem prejuízos à população”, afirma.

A iniciativa de ajudar o setor de mobilidade urbana partiu de uma ação conjunta entre os Ministérios do Desenvolvimento Regional e da Economia. A medida, aprovada no fim de junho, direciona agora o próximo passo ao agente operador desse fundo, a Caixa Econômica Federal. A instituição fica autorizada a suspender as prestações dos financiamentos dos ônibus até dezembro de 2020, mas as empresas que se beneficiaram com o Refrota precisam solicitar formalmente o adiamento dos pagamentos.

Refrota

O Programa de Renovação de Frota do Transporte Público Coletivo Urbano (Refrota) foi lançado em 2017, com um aporte de R$ 3 bilhões oriundos do FGTS para estimular a compra de coletivos novos para as linhas urbanas e metropolitanas de todo o país. 

A linha de financiamento é disponibilizada por meio do Programa de Infraestrutura de Transporte e da Mobilidade Urbana - Pró-Transporte, regulamentado pela Instrução Normativa n° 27/2017

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07/07/2020 18:00h

Participaram do evento integrantes de associações do segmento

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O Fórum Brasil Export, entidade que defende  o setor de transporte de cargas brasileiro, promoveu um web seminário intitulado de "Otimização da infraestrutura de transportes e soluções para gargalos logísticos”. No evento, o diretor da Associação Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Davi Barreto, afirmou que o setor de transportes está encontrando uma saída para a crise gerada pandemia da Covid-19.

Já o vice-presidente da Confederação Nacional de Transportes (CNT), Flávio Benatti, lembrou que cerca 80% das empresas do segmento tiveram grande redução nas atividades e 65% sofrem com a queda em seus faturamentos.

O Secretário Nacional de Transportes Terrestres do Ministério da Infraestrutura, Marcello Costa, disse que o governo federal não poupou esforços para diminuir ao máximos os impactos negativos da pandemia no setor. Ele citou a continuidade das discussões de concessão de rodovias que não foram interrompidas neste ano. 

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06/07/2020 11:00h

Ministro da Infraestrutura participará de solenidade no estado

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O Ministério da Infraestrutura e a empresa CCR devem assinar nesta segunda-feira (6) o contrato de concessão de cerca de 220 km da BR-101, em Santa Catarina. O trecho vai do município de Paulo Lopes, na grande Florianópolis, até São João do Sul, divisa com o estado do Rio Grande do Sul. 

O evento de assinatura para firmar a parceria privada vai ocorrer no Aeroporto Regional Sul Humberto Ghizzo Bortoluzzi com a presença do ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, executivos da CCR e autoridades catarinenses. No primeiro ano de concessão, a empresa fará obras de recuperação no trecho sul da BR-101 e só depois deve iniciar a cobrança de pedágio a partir de R$ 1,97.

Ao longo de 30 anos, o contrato prevê investimentos privados de R$ 7,5 bilhões, média anual de R$ 250 milhões. Essa vai ser a segunda concessão de rodovia com cobrança de pedágio em Santa Catarina.

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06/07/2020 11:00h

Maior retração no trabalho foi no setor de transporte rodoviário de passageiros

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Desde o começo da pandemia do novo coronavírus, o setor de transportes já fechou 56.117 postos de trabalho. Em três meses o valor já beira o que foi perdido em um ano de recessão econômica, em 2015, por exemplo, quando 60.541 vagas foram fechadas. Só em maio de 2020 foram fechadas 20.852 vagas de trabalho com carteira assinada - o quarto pior resultado já registrado pelo boletim Economia em Foco, da Confederação Nacional do Transporte (CNT), que começou a registrar os dados de emprego no setor em 2007.

O número de vagas fechadas é o resultado dos novos empregos menos as demissões formais que ocorreram no período. Esses dados foram extraídos do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), pesquisa do Ministério da Economia.

“Temos expectativa de melhora para o setor de transporte terrestre ainda este ano”, diz conselheira da ABRATI

Com menos gente viajando de ônibus, a maior perda registrada em maio no setor foi no transporte rodoviário de passageiros, que terminou o mês com 12.342 postos de trabalho a menos, o que representa 59,2% da retração no setor. Em seguida está o setor de cargas, que perdeu 7.955 postos de trabalho (38,1%).

A CNT analisa, contudo, que o número de demissões poderia ter sido ainda maior se não fosse o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda, criado pela MP 936.

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06/07/2020 05:00h

Construção dos novos trechos da Ferroeste vai ligar antiga linha a Foz do Iguaçu e Mato Grosso do Sul, promovendo mais de 400 mil empregos

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A Ferroeste (Estrada de Ferro Paraná Oeste S.A.), estatal que opera a malha ferroviária entre Cascavel e Guarapuava, vai passar por uma privatização. O projeto recebeu parecer favorável do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), do Governo Federal, e agora aguarda posicionamento do presidente da República, Jair Bolsonaro, para montar o Comitê que acompanhará todo o processo.

Atualmente a Ferroeste opera em apenas 250 quilômetros, ligando Cascavel a Guarapuava. O projeto prevê a extensão em até 1.370 quilômetros, com uma nova ferrovia entre Maracaju, no Mato Grosso do Sul, e Cascavel, a revitalização do atual trecho até Guarapuava e uma nova ferrovia entre este último ponto e Paranaguá, onde está o porto. Além disso, há a intenção de construir um ramal multimodal entre Cascavel e Foz do Iguaçu.

O lucro no primeiro quadrimestre de 2020 da Ferroeste chegou a R$ 1,6 milhão, mas graças a uma parceria com a iniciativa privada para o escoamento da última supersafra. No entanto, a companhia se mostrou deficitária nos últimos 30 anos e apontou a necessidade de reformulação para modificar a infraestrutura ferroviária.

Sandro Alex, secretário de Infraestrutura e Logística do Paraná, explica que a inclusão do projeto no PPI foi um passo importante e decisivo na história da nova Ferroeste. 

“Para o ano 2020 nós iniciamos com parcerias público privadas para o escoamento da supersafra da região Oeste e já com os planos da sua ampliação. Os números de 2020 já comprovaram a necessidade da sua ampliação, e de quanto a malha ferroviária vai ser importante para o desenvolvimento do Paraná e do País”, ressalta o secretário. “Nós estamos trabalhando agora com a perspectiva de estarmos com o cronograma em dia para que até o ano que vem possamos definitivamente entrar nessa nova etapa da Ferroeste. Tenho certeza que o Paraná está no rumo certo, ou melhor, no trilho certo.” 

Investimento já começou

O pedido de inclusão da ferrovia no PPI foi feito pelo governo do Paraná. Caso o presidente aprove a decisão, o próximo passo é a formação de um comitê para acompanhar a execução do projeto em todas as etapas para sua implementação. Ele é constituído por um representante do Ministério da Economia, um do Ministério da Infraestrutura; um da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e dois representantes indicados pelo governo do Paraná.

O governo do estado, aliás, começou a investir no projeto antes mesmo dele ser incluído no PPI. A prefeitura aplicou R$ 30 milhões em melhorias e num Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica, Ambiental e Jurídica para o Nova Ferroeste.

Geração de empregos

Atualmente a Ferroeste também transporta cimento, produtos industrializados do agronegócio, madeira e combustível. O foco principal, no entanto, é o transporte de grãos, já que Paraná e Mato Grosso do Sul então entre os maiores produtores do mundo. E é justamente por esse motivo que será feita a expansão.

Segundo André Luis Gonçalves, diretor presidente da Ferroeste, o objetivo é fazer da Nova Ferroeste uma grande ferramenta de transformação do estado do Paraná. Como a concessão de exploração do trecho ainda tem mais 58 anos pela frente, uma infraestrutura ampliada capaz de alavancar ainda mais o agronegócio, dando mais poder de escoamento, além de desafogar a malha rodoviária e promover centenas de milhares de empregos.

“O projeto é tão transformador que só durante a construção, que pode levar de três a cinco anos, a expectativa é gerar quase 400 mil empregos durante o processo”, destaca André. “É um trabalho grande, que vai transformar o estado e vai ficar aí para sempre.”

Além da criação de novos empregos, o Programa de Parcerias de Investimentos do Governo Federal tem entre seus objetivos ampliar as oportunidades de investimento, estimular o desenvolvimento tecnológico e industrial e expandir com qualidade a infraestrutura pública.

Futuro

O novo projeto foi qualificado no PPI no dia 10 de junho e, no último dia 25, foi promulgada a resolução. Assim que o Comitê estiver designado, o que deve ocorrer dentro de dez dias, será criado um cronograma com as datas de reuniões e execuções futuras do projeto, que deve ser encerrado no prazo de 12 meses. Isso porque a estimativa é de que o edital seja lançado no final de 2021.

A ideia é de que a ampliação possibilite que 40 milhões de toneladas de cargas, entre exportações e importações, sejam transportadas por este novo ramal a partir do Porto de Paranaguá. As projeções para 2030 são de 83 milhões de toneladas, com a possibilidade de 70% serem escoadas por ferrovia.
 

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04/07/2020 11:00h

De acordo com governo, o plano é entregar mais 33 obras até o fim do ano

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De acordo com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, o governo realizou 39 entregas no setor de transportes no primeiro semestre de 2020. Foram 36 obras finalizadas, dois leilões de concessão de projetos, além da renovação do contrato de concessão da Malha Paulista

Dados do Ministério da Infraestrutura mostram que neste ano foram 126,9 quilômetros de rodovias duplicadas, 88,5 quilômetros de pavimentação e 110,6 quilômetros de pistas restauradas. O valor total dos investimentos é de R$ 3,5 bilhões.

Entenda a matemática da sigla das rodovias federais

Projeto de lei dispensa licenciamento ambiental em reformas de rodovias

Em aeroportos, foram sete projetos concluídos, entre reformas e ampliações. Um exemplo é a ampliação do Aeroporto de Fortaleza e a reforma do terminal de passageiros do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu-Cataratas (PR). Também foi inaugurado um pequeno porto em Paritins (AM).

A expectativa do governo é entregar mais 33 obras até o fim do ano, sendo 19 obras de pavimentação, duplicação de rodovias e construção de pontes. Entre os planos está a conclusão da pavimentação da rodovia Transamazônica (BR-230) e do trecho em obras da BR-163, importante para o escoamento das produções. O governo também planeja realizar mais 14 leilões neste ano.

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04/07/2020 00:00h

Sociedade poderá contribuir para a elaboração do plano. Governo Federal dividiu o projeto em dez objetivos básicos para os setores rodoviário e ferroviário.

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O Ministério da Infraestrutura (MINFRA) planeja publicar até o final do ano o Plano Setorial de Transportes Terrestres (PSTT). O projeto, segundo a pasta, é um instrumento de planejamento de nível tático, ou seja, um desdobramento dos elementos estratégicos macrosetoriais do MINFRA em iniciativas setoriais relacionadas aos modos de transporte rodoviário e ferroviário.

Essas iniciativas têm por objetivo a orientação do setor e o planejamento operacional das entidades vinculadas. O plano foi dividido em dez objetivos básicos: satisfação do usuário, desenvolvimento da estrutura viária, segurança viária, sustentabilidade, segurança jurídica, desempenho logístico, desenvolvimento regional, intercâmbio, desenvolvimento tecnológico e sustentabilidade econômica.

Até o dia 10 de julho, o projeto está em fase de consulta estruturada, que permite a participação da sociedade. A Secretaria Nacional de Transportes Terrestres (SNTT), do Ministério da Infraestrutura, ouve instituições do setor em busca de definir quais iniciativas serão contempladas no plano setorial. 

“Como o PSTT é um instrumento de planejamento com caráter de política pública, a participação social é um instrumento importante para se conferir legitimidade e transparência ao documento, isto é, garantir que os anseios sociais se verão refletidos nesse plano”, ressalta Alessandro Reichert, diretor do Departamento de Planejamento, Gestão e Projetos Especiais da SNTT. 

Atores envolvidos

O projeto é conduzido pela Secretaria Nacional de Transportes Terrestres e conta com a participação de entidades do poder público, como o Departamento Nacional de Infraestrutura de Trânsito (DNIT) e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), além de representantes da indústria, da agricultura, do setor de prestação de serviços de transporte de cargas e passageiros, sociedade civil e universidades. 

Implementação

Segundo o Ministério da Infraestrutura, as iniciativas táticas do Plano Setorial de Transportes Terrestres serão desdobradas, no nível de planejamento operacional, em programas e projetos. 

No âmbito federal, a implementação ficará a cargo das entidades vinculadas ao Ministério. Já em nível estadual, respeitada a autonomia das unidades da Federação, a pasta articulará com os governos estaduais para que as medidas do projeto sejam também colocadas em prática pelos estados.

“Um exemplo prático do que seria a implementação das ações do projeto como uma iniciativa tática relacionada ao objetivo da segurança viária, tal como a implementação de área de escape em trechos de serra”, explica Alessandro Reichert.

“Para atingir essa iniciativa, ela precisará ser desdobrada em nível operacional, em projetos, como a criação de uma norma rodoviária sobre o assunto pelo DNIT, a necessidade de contemplar essa diretriz nos estudos de concessões rodoviárias, e também a necessidade de um programa que permita avaliar os pontos críticos de saída de pista em trechos de serra nas rodovias brasileiras”, conclui o Reichert. 

Infraestrutura

Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Brasil é um dos países com maior dependência do modal rodoviário para o transporte de cargas. Como consequência, há elevação do custo de transporte e penalização do setor produtivo e consumidores finais, devido às condições das estradas.

A Pesquisa CNT de Rodovias 2019 aponta que 41% dos quilômetros avaliados estão com o estado geral considerado “ótimo ou bom” e 24% “ruim ou péssimo”.

De acordo com dados da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o setor ferroviário brasileiro ainda apresenta baixa conectividade. De acordo com dados da Agência Nacional de Transportes Terrestres, 30% da malha ferroviária permanece ociosa e aproximadamente 25% já não apresenta condições operacionais.
 

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30/06/2020 10:45h

Segundo pesquisa da CNT, resultado negativo já era previsto por conta da pandemia do novo coronavírus

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Dados da Confederação Nacional do Transporte (CNT) mostram que o setor registrou retração de 21,2% em abril deste ano, se comparado ao mesmo período do ano passado. Em relação a março, também houve queda 17,8%. Esse é considerado o pior desempenho no volume de serviço prestado pelo setor de transporte, armazenagem e correio na série histórica, iniciada em fevereiro de 2011. 

A pesquisa, que usou dados do IBGE, mostra também que o segmento mais atingido foi o aéreo, com queda superior a 77% na comparação com abril de 2019.  O transporte terrestre também registrou o pior desempenho e teve queda de 28,5% em relação a abril de 2019 e de 20,6% na comparação com março deste ano.

De acordo com a análise da CNT, os dados da pesquisa de abril mostram uma realidade que já havia sido alertada nas três rodadas da Pesquisa de Impacto no Transporte - Covid-19, realizadas pela Confederação desde o início da pandemia do novo coronavírus. 
 

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27/06/2020 00:00h

Entre janeiro e maio, o setor de transporte terrestre de passageiros chegou a sofrer redução de 95% no movimento

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No final de maio, a dona de padaria Ana Sebastiana Lemos de Matos, de 49 anos, fez a viagem de Montes Claros, em Minas Gerais, até Brasília, para onde vai frequentemente visitar parentes. No ônibus interestadual, poltronas vazias e distância entre os poucos passageiros que viajavam.

“A distribuição dentro do ônibus foi de duas poltronas para cada passageiro, a não ser as pessoas que eram da mesma família. Antes de embarcar estava com medo, mas depois me senti confortável porque o número de pessoas era reduzido”, relata Ana Sebastiana.

O setor de transporte terrestre entre estados e intermunicipal foi fortemente afetado pela pandemia do coronavírus. Segundo a Associação Brasileira das Empresas de Transporte Terrestre de Passageiros (ABRATI), entre janeiro e maio, o segmento chegou a sofrer redução de 95% de embarque de passageiros, em comparação com os cinco primeiros meses do ano passado.

Por ano, ainda de acordo com a ABRATI, o setor de transporte rodoviário interestadual movimenta 50 milhões de pessoas, com faturamento de cerca de R$ 7 bilhões. A associação estima que neste ano já houve prejuízo de R$ 2,8 bilhões para as empresas do setor regulado de passageiros.

“Tendo em vista que as férias de julho e os festejos de São João se foram, temos de ser realistas. No entanto, existe um olhar do governo para esses setores. A Medida Provisória que permitiu a suspensão de contratos e redução da jornada foi muito importante”, destaca Letícia Pineschi, conselheira da ABRATI. 
Algumas rodovias brasileiras ainda estão com restrição de circulação de passageiros. Locais na Bahia, Ceará, cidades do litoral e interior de São Paulo, alguns lugares em Minas Gerais e Rio de Janeiro ainda implementam barreiras sanitárias. 

Mesmo com o setor de transporte afetado pela pandemia e previsão de baixo movimento pelos próximos meses, Letícia Pineschi ainda vê com otimismo o restante de 2020. 

“Podemos sim reagir, mais para o fim do ano, para depois de setembro, se a gente pensar em viagens mais curtas, viagens voltadas para o ecoturismo. Brasileiro gasta muito fora do Brasil. Se essa verba for incentivada e puder ser gasta dentro do Brasil, temos expectativa de pequena melhora para o setor ainda este ano”, diz a conselheira da ABRATI.  

Resolução

No início de junho, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) publicou a Resolução nº 5.893/2020, que trata das medidas a serem adotadas pelos prestadores de serviços de transporte rodoviário interestadual de passageiros e dos serviços de transporte ferroviário de passageiros, para enfrentamento da pandemia do coronavírus.

De acordo com a norma, as operadoras dos serviços devem adotar alguns procedimentos mínimos, como ações para limpeza e desinfecção dos veículos e cuidados para prevenção da disseminação do vírus entre as pessoas no interior dos veículos.

As empresas devem ainda instruir, a cada viagem, sobre as medidas básicas relacionadas à higienização e cuidados a serem adotados pelos passageiros quanto à prevenção da Covid-19.

A norma também esclarece temas como alterações no esquema operacional. O texto estabelece que a frequência de viagens definida para cada linha poderá ser reduzida, inclusive abaixo da mínima durante o período de pandemia.

“Temos que torcer para que tudo dê certo. Os protocolos de biossegurança estão sendo atendidos. Aos grupos de risco, recomenda-se evitar ao máximo as viagens. Para os que precisam viajar, o que pedimos é a constante higienização das mãos, utilização da máscara durante toda a viagem. Isso é muito importante”, ressalta Pineschi. 


 

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21/06/2020 00:00h

Solução se destaca por poluir menos o meio ambiente

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Um decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro e pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, prioriza a adoção do transporte sobre trilhos como solução para o setor de mobilidade urbana. 

Publicado no Diário Oficial da União (DOU), o documento visa priorizar os investimentos em projetos de infraestrutura com benefícios ambientais e sociais. O decreto elenca monotrilhos, metrôs, trens urbanos e veículos rápidos sobre trilhos (VLT) como alternativas ao transporte público motorizado. 

Os modais se destacam por menos produção de carbono do que os convencionais. O documento ainda destaca a aquisição de ônibus elétricos, por células de biocombustível, e híbridos a biocombustível ou biogás, além de falar em implantação do BRT (Bus Rapid Transit).
 

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