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TERMO DE USO E PARCERIA

TERMO DE USO E PARCERIA

Regras de Uso

1º - A utilização gratuita e livre dos materiais produzidos pelo Brasil 61 só será permitida depois que este termo de parceria for aceito pelo usuário, prevendo as seguintes regras:

a) A utilização do material - na íntegra, ou em partes - só será permitida desde que as informações não sejam distorcidas, manipuladas ou alteradas.

b) Não é necessário a identificação do Brasil 61 na hora da replicação do conteúdo. Mas toda e qualquer veiculação de áudios produzidos pelo Brasil 61 prevê o cadastro no site, com a disponibilização de dados que serão utilizados para a organização do mailing desta empresa,

2º - OBRIGAÇÕES DO BRASIL 61

a) O Brasil 61 se compromete, a partir deste termo de uso, a produzir conteúdo particularizado diariamente, trazendo informações de dia-a-dia e bastidores do Planalto Central, além de outras temáticas de relevância do noticiário nacional. 

b) O acesso ao conteúdo jornalístico (na versão de leitura) é livre e gratuito, podendo ser replicado por qualquer usuário que acesse o site. O download do áudio para que seja utilizado na programação das rádios requer que o radialista realize o login no site da Agência do Rádio - informando e-mail e senha cadastrados. 

3º - OBRIGAÇÕES DOS COMUNICADORES PARCEIROS

Não alterar o sentido dos materiais, ou distorcer fala de entrevistados ou mudar a conotação das mensagens dos materiais. 

ADENDOS IMPORTANTES SOBRE A PARCERIA

a) O Brasil 61 poderá distribuir conteúdo patrocinado com ou sem assinatura dos clientes patrocinadores do boletim e sem aviso prévio ao comunicador. 

b) As rádios parceiras não vão ter participação financeira sobre o faturamento do Brasil 61.

c) Os comunicadores podem patrocinar os conteúdos do Brasil 61, desde que não alterem o sentido e a conotação dos conteúdos oferecidos. Nesses casos, o Brasil 61 Mais não terá participação nos lucros conquistados pelos veículos parceiros. 

Ao clicar em ACEITO, a emissora aqui cadastrada afirma concordar e estar ciente de todas as condições apresentadas neste Termo de Utilização de Conteúdo.

Pará

14/07/2020 09:00h

Pará lidera ranking de registros e de óbitos da doença

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Pará, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina concentram cerca de 97% de todos os casos confirmados de sarampo no país. De acordo com o último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde sobre a doença, entre 29 de dezembro do ano passado e 20 de junho deste ano o Pará apresentou 2.618 registros da enfermidade; Rio de Janeiro, 1.185 e São Paulo, 681. No Sul, o Paraná apresentou 209 registros e Santa Catarina e Santa Catarina 111.

O Pará também lidera o número de mortes, com três óbitos. Segundo a Secretária de Saúde do estado, os jovens com idade entre 20 e 29 anos de idade são os mais atingidos pela doença e os municípios com a maior concentração de casos de sarampo são: Belém (1.233), Ananindeua (418), Breves (244). 

SARAMPO: Mais de 3 milhões de crianças e jovens devem se vacinar

Segundo a Secretária de Epidemiologia do estado, há estoque suficiente de vacinas contra o sarampo no estado, mas a procura é muito baixa, especialmente durante a pandemia da Covid-19. A mesma constatação foi feita pelo governo de São Paulo, que alega que vai intensificar campanhas de vacinação no estado a partir do dia 15 de julho. 
 

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14/07/2020 03:00h

Tratado define que lucros de produtos elaborados com recursos genéticos devem ser compartilhados com país de origem, o que favorece atividade extrativista

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O deputado federal Paulo Bengtson (PTB-PA) considera que a ratificação do Protocolo de Nagoya pode atrair investimentos para a região amazônica e contribuir para a preservação da biodiversidade brasileira. O acordo assinado pelo Brasil em 2011 prevê o acesso a recursos genéticos e a repartição dos benefícios obtidos com a exploração da diversidade biológica. 

“Nós temos na região amazônica a maior biodiversidade do mundo. As nossas espécies nativas estão sendo conhecidas não apenas na questão de alimentos, mas na parte medicinal e cosmética. O protocolo vem para trazer uma segurança jurídica para nós e na proteção dos nossos produtos”, acredita o parlamentar. 

A matéria, já aprovada pela Câmara dos Deputados na última quarta-feira (8), estabelece que os países têm soberania sobre seus recursos genéticos. Com isso, a exploração de plantas, animais ou micro-organismos nativos por empresas ou organizações estrangeiras passa a depender de autorização expressa das nações detentoras. 

Protocolo de Nagoya une ruralistas e ambientalistas e abre mercado de bioeconomia para o Brasil

Protocolo de Nagoya é primeiro passo para Brasil se tornar potência global em bioeconomia, avaliam deputados

O extrativismo, uma das principais atividades econômicas do Pará, pode ser beneficiado. Isso porque o tratado internacional define que os lucros de produção e a venda de produtos elaborados com recursos genéticos serão obrigatoriamente compartilhados com o país de origem, por meio do pagamento de royalties, estabelecimento de parcerias, transferência de tecnologias ou capacitação. 

Segundo dados da Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), o estado é o maior produtor de açaí do país, com produção anual de mais de 1,3 milhão toneladas, em uma área plantada superior a 219 mil hectares. Apenas em 2018, o mercado de açaí (polpa, mix e pó) gerou receita próxima de R$ 684 milhões para a economia local, de acordo com a Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca do Pará (Sedap).

“Há muitas árvores nativas que precisam dessa proteção legal para que possam ganhar o mundo. O açaí já ganhou o mundo inteiro e é um produto amazônico. O protocolo vai trazer benefícios, não só para a região amazônica, especificamente falando do estado do Pará, em que nossos produtos não serão patenteados lá fora. Poderemos produzir mais e melhor”, aposta Paulo Bengtson. 

O acordo internacional, que já foi ratificado por 126 países, foi criado pela Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) e entrou em vigor em 2014. Caso o tratado seja referendado também no Senado, o Brasil passa a ter direito a voto na elaboração das regras internacionais sobre a repartição de benefícios, ou seja, o país passa a ter participação direta na agenda internacional da biodiversidade. 

Para o professor da Universidade de Brasília (UnB) e ex-secretário-executivo da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), Bráulio Dias, a entrada efetiva do Brasil nas negociações sobre acesso a recursos genéticos traz mais respaldo ao país no cenário internacional.

“Teremos assento nas mesas de negociação de aprimoramento do protocolo daqui para frente. As leis nacionais só alcançam até o limite da fronteira nacional. Se queremos que os outros países respeitem as nossas leis nacionais, é importante a ratificação do protocolo”, defende. 

Para Bráulio Dias, a segurança jurídica garantida pelo Protocolo de Nagoya é uma das principais vantagens do acordo. “A agropecuária brasileira, por exemplo, depende bastante de recursos genéticos de outros países. Sem respeitar as regras de repartição de benefício será difícil ao Brasil conseguir ter acesso a novas amostras de recursos genéticos das plantas exóticas cultivadas no Brasil. Sem segurança jurídica, fica muito difícil as empresas investirem no país”, ilustra o especialista. 
 

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13/07/2020 00:00h

Segundo Ministério da Saúde, Pará, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina concentram 96,8% dos registros da doença

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No momento em que gestores de saúde e governantes de todo o país somam esforços para combater a pandemia da Covid-19, as cinco regiões do país sofrem um surto de sarampo. Segundo o boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, entre 29 de dezembro do ano passado e 20 de junho deste ano, foram confirmados 4.958 casos da doença em 20 estados brasileiros, além do Distrito Federal.

Os estados do Pará, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina concentram 96,8% de todos os diagnósticos de sarampo no Brasil, com 4.804 casos confirmados. De acordo com o Ministério da Saúde, o Pará lidera o ranking de registros (2.618) e de óbitos (3). A Secretaria de Saúde do estado (Sespa) confirma um número ainda maior de casos, com 3.759 registros. 

De acordo com a pasta, os jovens paraenses com idade entre 20 e 29 anos de idade são os mais atingidos pela doença e os municípios com a maior concentração de casos de sarampo são: Belém (1.233), Ananindeua (418), Breves (244), Abaetetuba (217) e Marabá (183).

Segundo Sâmia Borges, diretora de epidemiologia da Sespa, há estoque suficiente de vacinas contra o sarampo no estado, mas a procura é muito baixa, especialmente durante a pandemia da Covid-19. No Pará, a cobertura vacinal, neste ano, atingiu apenas 7% da meta. “A baixa procura pela imunização vem causando a baixa cobertura [vacinal]. O estado destina as vacinas aos municípios, mas a procura pela mesma está pequena”, afirma a superintendente. 

Segundo o Ministério da Saúde, existem três vacinas que protegem contra o sarampo. Entre elas está a tríplice viral que é aplicada em duas doses. Além do sarampo, vacina protege contra a caxumba e rubéola.  Entre os sintomas da doença estão febre acompanhada de tosse, irritação nos olhos e mal-estar constante. A transmissão pode ocorrer entre 4 dias antes e 4 dias depois do aparecimento de manchas vermelhas pelo corpo. 

SARAMPO: Mais de 3 milhões de crianças e jovens devem se vacinar

Mortes

O estado de São de Paulo é o terceiro do país em número de casos confirmados da doença (681). Segundo a Secretaria de Saúde do estado, 29 municípios paulistas possuem circulação ativa do vírus causador da doença, sendo que a grande concentração está em cidades da região metropolitana da capital e da Baixada Santista. 

Em 1º de janeiro deste ano, o país registrou a primeira morte por sarampo, que ocorreu na cidade de São Paulo.  De acordo com Maria Lígia Nerger, enfermeira da Divisão de Vacinação do estado de São Paulo, um dos fatores que ocasionou o surto no estado é o fato de muitas pessoas não retornarem aos postos de vacinação para tomar a segunda dose da vacina. Ela alerta que a maior incidência da doença ocorre nas crianças. 

“Estamos programando uma intensificação de vacinação a partir do dia 15 de julho até 31 de agosto para a faixa etária de seis meses até 29 anos e uma campanha indiscriminada para a população de 30 a 49 anos de idade”, afirma. 

Covid-19

Por conta da pandemia da Covid-19, 117 milhões de crianças, em 37 países, não serão vacinadas, estima o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e a Organização Mundial da Saúde (OMS), o que pode ocasionar o retorno de doenças erradicadas, como a poliomielite e o sarampo. 
 

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Economia
29/06/2020 15:00h

Atualmente, já estão na carteira do programa os projetos para desestatização dos TPPs de Cabedelo, na Paraíba; Belém, no Pará; e de Manaus, no estado do Amazonas

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Com a publicação da resolução 128/2020 no Diário Oficial da União (DOU), cinco novos Terminais Pesqueiros Públicos (TPP) foram qualificados na carteira do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI). Os terminais são o TPP de Aracaju, em Sergipe; TPP de Natal, no Rio Grande do Norte; os TPPs de Santos e de Cananéia, no estado de São Paulo; e o TPP de Vitória, no Espírito Santo.

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento é responsável por promover e acompanhar os procedimentos licitatórios das desestatizações. Atualmente, já estão na carteira do programa os projetos para desestatização dos TPPs de Cabedelo, na Paraíba; Belém, no Pará; e de Manaus, no estado do Amazonas.

Terminais Pesqueiros Públicos (TPP) são as estruturas físicas utilizadas para as atividades de movimentação e armazenagem de pescado. Esses locais podem servir de entreposto de comercialização, além de beneficiamento e apoio à navegação de embarcações. 

Em 2019, a produção pesqueira nacional atingiu cerca de 722 mil toneladas. A estimativa da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura é que, em 2030, essa produção possa chegar a 20 milhões de toneladas. 
 

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25/06/2020 10:30h

Segundo senador, abertura de concorrência entre empresas públicas e privadas vai ampliar cobertura de água e esgoto no estado, um dos mais atrasados do país no setor

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Na avaliação do senador Zequinha Marinho (PSC-PA), o novo marco do saneamento (PL 4.162/2019) vai ajudar a universalizar o acesso a água e esgoto no Pará, já que o governo local, segundo ele, não tem capacidade suficiente de investimento. O texto abre concorrência no setor entre companhias públicas e privadas para operação dos serviços. Hoje, o abastecimento de água tratada não alcança nem metade da população do estado. Segundo dados do Painel Saneamento Brasil, o quadro é ainda pior quando se observa que 94,8% dos paraenses não têm coleta de esgoto.

“O Pará não tem dinheiro para investir. Se for buscar dinheiro emprestado, vai trazer um grande endividamento ao estado. Na medida em que você regulamenta o setor, estabelece regras claras e segurança jurídica, certamente vamos atrair empresários dessa área, inclusive capital externo. Isso é saudável para a economia”, avalia o parlamentar.

O relatório do PL 4.162, apresentado pelo senador Tasso Jereissati, cita dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI) que apontam que o atendimento universal de saneamento reduziria em R$ 1,45 bilhão os custos anuais com saúde.

Diante disso, Zequinha Marinho cita o exemplo da pandemia de covid-19 e entende que a nova lei pode evitar que milhões de brasileiros fiquem expostos a doenças de veiculação hídrica. “Como que você vai exigir procedimentos de higiene para evitar a propagação do vírus se o país não está cumprindo com a obrigação de fornecer água tratada?”, questiona.
Para o professor de Direito Concorrencial e Econômico do Ibmec SP Bruno Renzetti, a entrada de novos investidores, por meio de licitação, permite que o setor de saneamento deixe para trás décadas de atraso no país.

“A partir da introdução da competição nas outorgas de saneamento básico, a outorga passa a ser decidida por licitação e não mais por delegação à estatal. Teremos uma grande competição entre as empresas privadas que quiserem ganhar a licitação. Isso tende a trazer players com mais expertise em saneamento”, explica.

Para guiar as mudanças previstas no novo marco legal, a Agência Nacional de Águas (ANA) passa a emitir normas de referência e padrões de qualidade para os serviços de abastecimento de água, esgotamento sanitário, gestão de lixo urbano e drenagem de águas pluviais.

“A ANA editando as normas gerais vai procurar estabelecer um padrão mínimo para o saneamento básico no Brasil. A ANA também vai harmonizar a atuação das agências reguladoras estaduais, para que não haja conflito de regulação entre elas, o que pode causar insegurança jurídica e acabar afastando investimentos”, completa Renzetti.

A formação de blocos regionais para a prestação do serviço, onde uma empresa escolhida por licitação pode operar em mais de uma cidade, é outra novidade. Esse mecanismo é uma tentativa de ajudar locais que individualmente não teriam capacidade de atrair investimento. Segundo Bruno Renzetti, isso é importante para que os serviços de saneamento cheguem a todos os municípios do país, incluindo áreas rurais.

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Saúde
15/06/2020 09:30h

Pandemia de covid-19 escancarou realidade vivida pela maioria dos moradores: a falta de acesso à coleta de esgoto e água tratada no estado

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A maior crise do século na saúde já fez mais de 4,1 mil mortos no Pará. Até 14 de junho, segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde, o número de casos confirmados de covid-19 passava de 69 mil. Além da falta de leitos e de unidades hospitalares estarem operando em capacidade máxima, o estado tem mais um adversário na luta contra o coronavírus: o acesso deficiente a serviços de saneamento. Para se ter ideia, mais da metade da população paraense (54,4%), estimada em oito milhões e meio de pessoas, ainda não tem acesso à água tratada, segundo dados do Painel Saneamento Brasil. 

Diante desse cenário crítico, medidas básicas, como lavar as mãos com água e sabão e cozinhar alimentos para evitar o contágio do novo coronavírus, tornam-se cada vez mais difíceis. 

“Como é que essas pessoas podem se higienizar, em um momento de pandemia, se elas não têm água? Muitas usam água de poço, de cacimba, de cachoeira, de rio. Além de não se higienizar contra o coronavírus, elas podem adquirir outras doenças que são tradicionalmente transmitidas pelo esgoto doméstico”, alerta o presidente do Instituto Trata Brasil, Édison Carlos. 

Nem mesmo quem vive na capital escapa disso. Com 1,4 milhão de habitantes, Belém deixa de oferecer água encanada para mais de 440 mil pessoas e rede de esgoto para 86% dos moradores (1,2 milhão).

Em Ananindeua, dos 525 mil moradores, 354 mil vivem sem acesso à água, o que corresponde a 67,4% da população. Com o esgoto, a situação é ainda pior: 98% não contam com os serviços de coleta de dejetos. O índice de tratamento, segundo o Painel Saneamento Brasil, é menor que 2%. 

Outra cidade populosa do estado, Santarém também sofre com a falta de saneamento. Quase 290 mil pessoas não têm o esgoto coletado (95,8%) e 147 mil vivem sem água potável nas torneiras. 

Para o presidente da Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (Abcon), Percy Soares Neto, a solução do problema é ampliar os investimentos no setor, o que ajudaria a diminuir a pressão no sistema público de saúde, com menos pessoas doentes em virtude da prestação inadequada desses serviços essenciais.

“Para a pessoa que vive em um bairro sem esgoto, não interessa se ela é 1%, 10% ou 20% da população. É um cidadão ou uma comunidade de cidadãos que não está atendida pelos serviços”, ressalta. 

Apesar dos números oficiais do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), compilados pelo Painel Saneamento Brasil, mostrarem uma realidade alarmante, o site da Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa) informa que “atende a população urbana do estado do Pará com serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário, de forma a alcançar elevados níveis de qualidade e de universalização.” 

A Cosanpa aponta que estão sendo feitas obras de ampliação de abastecimento de água em Santarém, por exemplo. Os investimentos, segundo a estatal, estavam paralisados desde 2016. As obras foram retomadas no ano passado e 45% delas já foram executadas. O investimento de cerca de R$ 130 milhões vai para perfuração de seis poços, construção de cinco reservatórios e 300 quilômetros de novas redes para ampliar o abastecimento de água para mais de 20 bairros. A previsão de conclusão é para 2021. 

Em Ananideua, segundo relatório de investimentos de janeiro deste ano, há pelo menos três obras de ampliação e/ou melhoria em andamento que beneficiariam diretamente os moradores da cidade – todas com previsão de término até dezembro deste ano. 

O problema é que em 2018, pelo 15º ano consecutivo, a Cosanpa fechou o ano com saldo negativo entre receitas e despesas, com prejuízo superior a R$ 240 milhões, o que coloca em xeque os investimentos futuros para universalização dos serviços. 

Novo marco legal

Para dar fôlego ao setor, no Congresso Nacional, senadores podem votar o Projeto de Lei 4.162/2019 ainda este mês. Um dos pontos do texto determina que a Agência Nacional de Águas (ANA) passe a emitir normas de referência e padrões de qualidade para os serviços de abastecimento de água, esgotamento sanitário, gestão do lixo urbano e drenagem de águas pluviais.

Baseado na concorrência entre companhias públicas e privadas, o novo marco legal prevê que os contratos de saneamento sejam firmados por meio de licitações, facilitando a criação de parcerias público-privadas (PPPs). Ainda de acordo com a proposta, a privatização dos serviços de saneamento não se torna obrigatória, apenas garante a oferta mais vantajosa para o setor, por meio de concorrência. Dessa forma, as empresas estatais podem ser mantidas, livres para participarem das concorrências, desde que se mostrem mais eficientes que as empresas privadas que participarem da licitação.

“Isso é importante por conta do déficit que a gente vive. Os recursos públicos para investimento em saneamento são cada vez mais escassos. Com isso, há a necessidade de atrair investimentos privados para o setor”, analisa a pesquisadora do Centro de Estudos em Regulação e Infraestrutura da Fundação Getulio Vargas (FGV/CERI) Juliana Smirdele.

Para melhorar os índices de cobertura no interior dos estados – locais que mais sofrem com falta de serviços de saneamento, a nova lei possibilita a criação de blocos de municípios. Com isso, duas ou mais cidades passariam a ser atendidas, de forma coletiva, por uma mesma empresa. Entre os critérios que poderão ser utilizados, está a localidade, ou seja, se dois ou mais municípios são de uma mesma bacia hidrográfica, por exemplo.
 

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Brasil
28/05/2020 04:00h

Ao todo, 11 unidades de saúde foram beneficiadas, entre elas a Santa Casa de Misericórdia e o Hospital de Campanha - Hangar

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Para fortalecer o atendimento a pacientes com covid-19, o setor industrial tem se mobilizado para prestar assistência ao governo do estado. A Federação das Indústrias do Pará (FIEPA), por meio de SESI e SENAI, se juntou à empresa Sococo para doar 28 mil caixinhas de água de coco a 11 unidades de saúde de Belém e Ananindeua.
 
Uma das instituições contempladas com a doação foi a Santa Casa de Misericórdia, sediada na capital. A responsável pelo serviço de nutrição da unidade, Ciléa Ozela, explica que a água de coco é um produto que pode ajudar na dieta dos pacientes internados.
 
“A água de coco é bem-vinda o ano inteiro. Composta predominantemente de água, ainda possui na composição vitaminas, sais minerais, carboidratos, aminoácidos e antioxidantes. É uma bebida que promove benefícios que vão da hidratação à diminuição de estresse e ainda prevenção de doenças. É eficaz na desidratação por diarreia e vômito e tem uma boa aceitação entre os pacientes com enjoos”, enumera.
 
Além da Santa Casa, as doações foram direcionadas para o Hospital Abelardo Santos; Policlínica Metropolitana; Hospital de Campanha – Hangar; Hospital de Retaguarda Dom Vicente Zico; UPA Cidade Nova (Ananindeua); Secretaria de Saúde de Ananindeua; Hospital Universitário Barros Barreto; Hospital Naval de Belém; Hospital da Aeronáutica de Belém e Hospital Geral do Exército de Belém.
 
Segundo o diretor regional do SENAI-PA, Dário Lemos, a FIEPA mantém contato com indústrias de bebidas e de outros setores para viabilizar doações.
 
“Temos obtido êxito no contato com outras indústrias para a doação de produtos a serem distribuídos a esses pacientes. Há uma sensibilização muito grande por parte das indústrias. E nesse momento em que estamos passando por tantas incertezas, esse gesto faz a diferença”, aponta.
 
Além dessa ação, a FIEPA também atua em outras iniciativas de combate ao coronavírus. SESI e SENAI fizeram a doação de mil equipamentos de proteção individual (EPIs), como máscaras “face shield” para as secretarias de Saúde do Pará e do Maranhão. Unidades do SENAI também atuam na manutenção de respiradores mecânicos danificados, aparelhos que são essenciais no tratamento de pacientes com quadro grave de covid-19.


 

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Brasil
07/04/2020 10:41h

Segundo diretor regional da instituição, Dário Lemos, a expectativa é entregar esta semana mil equipamentos de proteção a unidades de saúde do estado

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Para apoiar os profissionais de saúde que atuam no combate à pandemia do novo coronavírus, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) vai doar protetores faciais para centros públicos do estado. O diretor regional do SENAI-PA, Dário Lemos, conta que a expectativa é de que até o fim desta semana sejam entregues cerca de mil unidades, distribuídas em Belém, Santarém, Altamira, Marabá e Castanhal, por exemplo. Uma das instituições que já recebeu o material foi a Santa Casa de Misericórdia, na capital.

“Estamos sempre trabalhando para amenizar toda essa situação que se alojou no mundo e aqui no Brasil com uma intensidade maior. Nós estamos fazendo o possível para diminuir essa falta de manutenção e de equipamentos nos hospitais”, afirma Lemos. 

Além de doar os protetores faciais, o SENAI-PA atua na manutenção de aparelhos respiradores danificados de unidades de saúde do estado. Apenas do Hospital das Clínicas Gaspar Vianna, sete aparelhos foram recuperados. A restauração foi feita nos laboratórios de mecânica industrial e eletrônica do SENAI Getúlio Vargas, em Belém. A estimativa é que cada aparelho possa atender até 10 pessoas.

Segundo Dário Lemos, está sendo feito um levantamento da demanda de manutenção de respiradores em outras unidades, como o Hospital da Santa Casa e o Hospital de Aeronáutica de Belém, que também já entrou em contato com o SENAI. Todo o trabalho de manutenção é realizado de forma gratuita.

“Nós temos uma tecnologia voltada para a eletrônica e eletroeletrônica. Com isso, o SENAI tem conseguido recuperar esses equipamentos. É um trabalho voluntário feito pelos nossos instrutores que se dispuseram a fazer essa manutenção. Como temos essa expertise, fica mais fácil realizar essa restauração”, completa o diretor.

Mais informações podem ser acessadas pelo site senaipa.org.br.     

Edital de inovação 

Para amenizar em todo país os efeitos da Covid-19 e proteger quem produz e quem consome, o SENAI lançou o Edital de Inovação para a Indústria, que prevê, por exemplo, a recuperação de aparelhos danificados e a aquisição e produção de materiais essenciais para o enfrentamento da crise, como álcool em gel e máscaras.

“A nossa atuação será no suprimento de problemas, como os testes rápidos para a detecção da doença. No isolamento, ter uma gama ampla desses testes vai ser de grande importância, bem como a fabricação de ventiladores (respiradores). Estamos focando em ações do Sistema Indústria que vão ao encontro das necessidades da sociedade, do país e da indústria brasileira”, afirma o diretor geral do SENAI, Rafael Lucchesi, que reforça a importância de “salvar vidas”.

O investimento disponível para empresas e startups chega a R$ 30 milhões, se somadas as duas chamadas da licitação, e cada projeto poderá captar até R$ 2 milhões. Os resultados devem ser apresentados em até 40 dias. Para participar do edital de inovação, as proposições podem ser realizadas por meio do Whatsapp, no número (61) 99628-7337 ou pelo e-mail [email protected]

As iniciativas da Findes e do SENAI fazem parte da campanha nacional “A indústria contra o coronavírus”, que também conta com a participação da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Serviço Social da Indústria (SESI), o Instituto Euvaldo Lodi (IEL) e as Federações das Indústrias dos demais estados e do DF. Mais informações podem ser acessadas nas redes sociais de cada entidade.

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Saúde
17/03/2020 10:00h

Apenas nos seis primeiros meses de 2019, a sífilis infectou 79 pessoas na região. Os dados são do DataSUS

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A população dos municípios pequenos do nordeste paraense precisa se prevenir das infecções sexualmente transmissíveis, as ISTs. São doenças causadas por vírus e bactérias, como HIV, hepatites virais e sífilis, e repassadas de uma pessoa a outra por meio de contato sexual desprotegido, ou seja, sem o uso de preservativos. 

Na microrregião Bragantina, onde estão os municípios de Capanema, Bragança, Bonito, Quantipuru, e outras 9 cidades paraenses, o número de infecções por sífilis entre a população teve aumento de 132%, em apenas um ano, de 2017 a 2018.  Apenas nos seis primeiros meses de 2019, a sífilis infectou 79 pessoas na região. Os dados são do DataSUS.

As autoridades em Saúde alertam que a negligência no uso de camisinha e a crença de que essas doenças são problemas apenas das cidades grandes podem ser fatores que contribuem para aumento das ISTs, principalmente, entre os jovens. A coordenadora de IST/Aids da Secretaria de Saúde do Pará, Andrea Miranda, explica que a camisinha é indispensável para evitar essas doenças.

“É importante que a gente mostre a necessidade da prevenção nesse momento, em que o índice tem aumentado no público jovem. Esse grupo pode estar passando essas doenças para outras pessoas. É importante a gente se prevenir para evitar consequências mais graves na frente. Se eu me gosto, se eu me previno, eu evito infecções sexualmente transmissíveis”, disse. 

O Pará registrou, ao todo, 1.140 casos de sífilis, no primeiro semestre do ano passado. Nos últimos 10 anos, foram 7.992 casos registrados. Além disso, o estado teve mais de mil casos de HIV notificados, apenas nos seis primeiros meses de 2019. Já a Aids, doença causada pelo HIV, atingiu quase 27 mil paraenses, nos últimos 20 anos. As hepatites virais mataram mais de 1,3 mil pessoas, de 2000 a 2017, no estado. Os dados são do último Boletim Epidemiológico HIV/Aids, divulgado pelo Ministério da Saúde.

Arte: ARB Mais

A prevenção é a melhor forma de proteção das ISTs e o uso da camisinha é um hábito que precisa ser constante durante todo ano também entre os jovens dos municípios pequenos, como ressalta o diretor do Departamento de ISTs do Ministério da Saúde, Gerson Pereira.

"Não podemos relaxar no uso dos preservativos. São importantes para diminuir o número de infecções sexualmente transmissíveis. Então, a gente precisa trabalhar com os jovens, no sentido de alertar que a camisinha é importante e o uso dela livra das ISTs”, alerta.

Este ano, o Ministério da Saúde pretende distribuir mais de 570 milhões de preservativos. A quantidade representa um aumento de 12 por cento em relação ao número de camisinhas distribuídas no ano passado, quando foram enviadas 509,9 milhões de preservativos aos estados. 

Além disso, todas as unidades de saúde do Sistema Único de Saúde, o SUS, contam com testes rápidos para ISTs. Apenas para o diagnóstico da sífilis, serão distribuídos quase 14 milhões de testes rápidos em todo país.
 
Proteja-se! Usar camisinha é uma responsabilidade de todos. Para mais informações, acesse: saude.gov.br/ist.
 

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Saúde
12/03/2020 11:39h

A incidência no Estado não é alta, se comparada com outras regiões do país. São seis casos a cada 100 mil habitantes.

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O Estado do Pará registrou 514 casos prováveis de dengue em 2020 segundo números do boletim epidemiológico do Ministério da Saúde. Os dados são do mês de janeiro. A incidência no Estado não é alta, se comparada com outras regiões do país. São seis casos a cada 100 mil habitantes. 

O número de casos é parecido com o registrado no mesmo período do ano passado, quando o estado registrou mais 394 casos e tinha uma taxa de incidência de 5 casos por 100 mil habitantes. 

Apesar da redução na quantidade de casos o diretor do Departamento de Imunizações do Ministério da Saúde, Júlio Croda ressalta a importância da população estar sempre em alerta para os possíveis focos de dengue.

“Elimine os focos na sua residência. Essa eliminação tem que ser semanalmente. Você pode eleger um dia, geralmente, aos fins de semana, para fazer essa busca no sentido de encontrar e eliminar esses focos. ”

ARB MAIS

Em janeiro, o Ministério da Saúde declarou que 12 estados brasileiros correm o risco de sofrer surto de dengue. Além de toda a região Nordeste, a população do Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo, deve ficar atenta para o possível surto do sorotipo 2 da dengue. 
Coordenador-Geral de Vigilância em Arbovirose, do Ministério da Saúde, Rodrigo Said, pede que a população dos estados siga as orientações e entre no enfrentamento ao Aedes aegypti. 

“Hoje, mais de 80% dos criadouros do mosquito são domiciliares. Então, a ação de controle é necessária, integrada de atividades do poder público, tanto do Ministério da Saúde, como das secretarias estaduais e municipais, de saúde, aliado as ações de mobilização da população. ”

E você? Já combateu o mosquito hoje? A mudança começa dentro de casa. Proteja a sua família. Para mais informações, acesse saude.gov.br/combateaedes. Ministério da Saúde, Governo Federal. Pátria Amada Brasil.


 

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