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TERMO DE USO E PARCERIA

TERMO DE USO E PARCERIA

Regras de Uso

1º - A utilização gratuita e livre dos materiais produzidos pelo Brasil 61 só será permitida depois que este termo de parceria for aceito pelo usuário, prevendo as seguintes regras:

a) A utilização do material - na íntegra, ou em partes - só será permitida desde que as informações não sejam distorcidas, manipuladas ou alteradas.

b) Não é necessário a identificação do Brasil 61 na hora da replicação do conteúdo. Mas toda e qualquer veiculação de áudios produzidos pelo Brasil 61 prevê o cadastro no site, com a disponibilização de dados que serão utilizados para a organização do mailing desta empresa,

2º - OBRIGAÇÕES DO BRASIL 61

a) O Brasil 61 se compromete, a partir deste termo de uso, a produzir conteúdo particularizado diariamente, trazendo informações de dia-a-dia e bastidores do Planalto Central, além de outras temáticas de relevância do noticiário nacional. 

b) O acesso ao conteúdo jornalístico (na versão de leitura) é livre e gratuito, podendo ser replicado por qualquer usuário que acesse o site. O download do áudio para que seja utilizado na programação das rádios requer que o radialista realize o login no site da Agência do Rádio - informando e-mail e senha cadastrados. 

3º - OBRIGAÇÕES DOS COMUNICADORES PARCEIROS

Não alterar o sentido dos materiais, ou distorcer fala de entrevistados ou mudar a conotação das mensagens dos materiais. 

ADENDOS IMPORTANTES SOBRE A PARCERIA

a) O Brasil 61 poderá distribuir conteúdo patrocinado com ou sem assinatura dos clientes patrocinadores do boletim e sem aviso prévio ao comunicador. 

b) As rádios parceiras não vão ter participação financeira sobre o faturamento do Brasil 61.

c) Os comunicadores podem patrocinar os conteúdos do Brasil 61, desde que não alterem o sentido e a conotação dos conteúdos oferecidos. Nesses casos, o Brasil 61 Mais não terá participação nos lucros conquistados pelos veículos parceiros. 

Ao clicar em ACEITO, a emissora aqui cadastrada afirma concordar e estar ciente de todas as condições apresentadas neste Termo de Utilização de Conteúdo.

Indústria

14/07/2020 10:30h

Contudo, os rendimentos em dólar no período apresentaram recuo de 12,45%

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O faturamento do Polo Industrial de Manaus  (PIM) aumentou 7,4% no primeiro trimestre deste ano, em comparação ao mesmo período de 2019, informa a superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa). Entre janeiro e março deste ano,  o parque industrial localizado na capital amazonense faturou cerca de R$ 26,4 bilhões, contra um faturamento de aproximadamente R$ 24,5 bilhões no primeiro trimestre de 2019. 

No entanto, de acordo com a Suframa, o faturamento em dólar caiu 12,45% nesse período, passando US$ 6,51 bilhões para US$ 5,7 bilhões. As exportações também fecharam em alta no primeiro trimestre deste ano, totalizando cerca US$ 95.5 milhões, alta de 12,81% em relação ao período de janeiro a março de 2019.

Novos polos industriais crescem 32% em microrregiões do país, aponta Ipea

A Suframa afirma que o aumento no faturamento se dá, principalmente, pelo desempenho na produção de segmentos estratégicos no Polo Industrial de Manaus, como bens de informática, bens metalúrgicos, duas rodas, entre outros. Além disso, no mês de março deste ano, o polo empregou 91.702 trabalhadores, entre efetivos, temporários e terceirizados, o que indica um crescimento de 5,86% em relação a março de 2019.
 

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09/07/2020 00:00h

Para o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), a alta demanda por produtos, como tijolos e cimento, pode indicar melhora no setor

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Em junho, o setor da construção civil começou a dar sinais de retomada das atividades - em muitas cidades lojas estão sendo autorizadas a abrir e obras antes paradas voltam a avançar. Juntamente com o ritmo ainda reduzido da indústria que produz os materiais de construção, a volta repentina da demanda resultou na falta de insumos nos comércios pelo país. “Eu posso apontar três produtos que estão em falta. Tijolo, cimento e telha. Eu atribuo isso a redução dos funcionários nas fábricas”, analisa James de Castro Silva, vendedor em uma loja de materiais de construção em Parnaíba no Piauí. 

A produção do portal Brasil 61 encontrou lojas com itens em falta em diversos estados brasileiros: no Ceará, Bahia, Piauí e Distrito Federal havia falta dos insumos citados por James, além de outros, como areia e brita. “Ainda por cima teve o aumento dos preços desses produtos. Quando tem falta, automaticamente o preço aumenta. Começamos a sentir isso já em março e abril, mas o problema se intensificou agora em junho e julho. Ficamos praticamente sem alguns materiais”, conta Gleyciane Rodrigues, que administra uma loja de materiais de construção em Teresina, no Piauí.

Por conta da pandemia, governo federal prorroga prazo de conclusão de obras do PAC

Para o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Luís Carlos Martins a falta dos materiais foi gerada principalmente pelas obras residenciais, que continuaram durante a crise. “As pessoas ficaram em casa mais tempo. Com isso acabaram vendo que queriam um espaço maior, uma localização melhor. O fato é que as vendas no setor imobiliário cresceram no período da pandemia”, explica. (Veja a fala completa no vídeo ao final da matéria.)

Uma pesquisa da CBIC e da Brain Inteligência Corporativa mostra que em junho, 22% das pessoas interessadas em adquirir um imóvel efetivaram a compra - um crescimento de três pontos percentuais em relação a março. Além disso, a queda da empregabilidade no setor começou a frear em maio - houve crescimento de 41,5% nas contratações, resultado em um saldo negativo mais brando do que em abril, quando 70 mil postos de trabalho foram fechados.

Dados de outra pesquisa da CBIC, a Sondagem da Construção, mostram que o indicador de confiança do empresário da construção também voltou a melhorar. Após atingir 34,8 em abril e 37,6 pontos em maio, alcançou 42,6 pontos em junho. Índices acima de 50 indicam otimismo. Para a CBIC, esses dados podem sinalizar que o pior ficou para trás e que a atividade do setor poderá ganhar mais força no segundo semestre.

Para Luís Carlos Martins, a crise do novo coronavírus vai alterar de forma permanente o padrão de compras no setor da construção e também no setor imobiliário. “Tudo que puder ser feito em casa, vai continuar sendo feito em casa. A necessidade de espaço físico vai cair muito na área comercial e vai crescer na área residencial”, analisa.

Mas para Gleyciane Rodrigues, da loja de materiais de construção em Teresina, o importante é o que está por vir nas próximas semanas: “Nas últimas semanas vendemos fazendo delivery. Desde de 6 de julho, o governador autorizou a abertura de alguns setores, o que nos inclui, do setor da construção. Esperamos é que a partir de agora as coisas se normalizem.”

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05/07/2020 00:00h

Programa de crédito do BNDES é voltado para capital de giro das indústrias sucroenergéticas; especialistas, no entanto, acreditam que a iniciativa fica “aquém” da necessidade do setor

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O Programa de Apoio ao Setor Sucroalcooleiro (PASS), criado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para apoiar a estocagem de etanol, já está disponível. A ideia, segundo a instituição, é auxiliar empresas do setor a atravessar a pandemia por meio de um programa de crédito voltado para capital de giro, vinculado à estocagem do produto.  

Com dotação de R$ 1,5 bilhão, o programa vai disponibilizar crédito entre R$ 10 milhões e R$ 200 milhões, limitados a 50% do valor do financiamento, e estará disponível para empresas, cooperativas e empresários individuais com receita operacional bruta igual ou superior a R$ 300 milhões. O financiamento poderá ser obtido diretamente com o BNDES ou em instituições credenciadas pelo Banco e os pedidos poderão ser protocolados até 30 de setembro. 

A contrapartida das companhias apoiadas é não reduzir o quadro permanente de pessoal durante dois meses. Outra compensação é que aquelas que mantiverem os postos de trabalho nos 12 meses seguintes terão um custo mais baixo com o financiamento.

Em nota, a assessoria do BNDES afirma que o PASS é importante “por ser um instrumento para auxiliar os produtores de etanol a enfrentarem a queda na demanda por gasolina e etanol, causada pelas medidas de isolamento social.” 

Segundo a entidade, é nesta época que ocorre o início da safra de cana-de-açúcar e, em consequência, o aumento da oferta de etanol, principal produto das usinas sucroenergéticas. “Desta forma, o objetivo do programa é possibilitar o produtor a manter seu etanol estocado por mais tempo, aguardando o momento em que a oferta (elevada) e a demanda (retraída) se equilibrem novamente. Para isso, o financiamento possibilita o produtor realizar a venda em um momento futuro. É importante que o combustível esteja armazenado, pois o comportamento da demanda está indefinido no curto prazo”, continua a nota. 

Sobre um balanço de quantas empresas já aderiram ao financiamento, o BNDES declarou que “está em contato com empresas e agentes financeiros repassadores, já que o programa pode ser operado diretamente ou por meio desses bancos parceiros. Até o momento, as operações ainda estão em etapa de análise.”

Efeitos da pandemia

Na opinião do deputado federal Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), presidente da Frente Parlamentar pela Valorização do Setor Sucroenergético, o momento vivido pelas indústrias setoriais durante a crise mundial na saúde foi desafiador, também por razões além dos efeitos da pandemia. “A isso se somou a baixa do petróleo em termos nacionais, o que ‘arrastou’ para baixo o preço do etanol”, explica. Segundo o parlamentar, o setor “sofreu muito” com esse episódio. “Muitas vezes, não tinha como escoar o produto e quando conseguia vender era por um preço que não repunha o custo da produção.” 

Segundo dados da consultoria agrícola Datagro, um quarto das usinas de açúcar e álcool em operação hoje correm o risco de fechar as portas por conta da crise causada pela pandemia. A pesquisa mostra que os valores do litro de álcool reduziram de R$ 2 para R$ 1,30, o que ocasionou queda na demanda. 

Após tentativas de diálogo com o governo, a Frente Parlamentar comandada por Jardim sugeriu a utilização da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), imposto regulatório que, na avaliação dele, poderia ser utilizado em momentos como esse. “Isso para manter a competitividade do etanol, e isso não aconteceu”, critica o deputado. 

Como solução para essa demanda, o governo apresentou o PASS, do BNDES. “A linha de financiamento proposta ficou aquém do volume que desejaríamos e a um custo alto”, aponta Jardim. Ele reconhece, no entanto, os esforços do Ministério da Agricultura em incluir no Plano Safra uma linha específica de comercialização para o etanol.  

“Todos sabem que o setor de energia renovável é um passaporte para o futuro. Na retomada da economia no Brasil e no mundo inteiro, precisamos prestigiar as energias renováveis, particularmente os biocombustíveis”, observa o parlamentar. 

O diretor técnico da União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica), Antonio de Pádua Rodrigues, é categórico ao classificar o PASS como “insuficiente” para atender todo o setor sucroalcooleiro. “Nossas empresas ainda estão avaliando as condições desse financiamento, porque ele não vai atender todos os produtores. Na nossa opinião, ele é muito limitado, porque depende da garantia de 1,5 litro de etanol para cada litro financiado. Dessa forma, os bancos vão querer emprestar dinheiro para as empresas mais capitalizadas, com mais garantias”, lamenta. 

Ele reforça o cenário ruim para as indústrias no início deste ano, levando em conta o contexto internacional da guerra pelo petróleo entre Rússia e Arábia Saudita e o anúncio da pandemia pelos órgãos oficiais de saúde. “Foi um caos total, era o mundo caindo em cima do setor sucroenergético”, avalia. Mas, segundo ele, o panorama foi mudando aos poucos. 

“Houve demanda mundial por açúcar, que está com mercado aquecido – tanto o interno quanto o externo. Teremos uma safra mais açucareira e, com isso, as empresas estão se autofinanciando. Hoje temos uma quantidade enorme de navios atracados em portos brasileiros. O setor aproveitou a oportunidade do preço do açúcar existente, pois em janeiro e fevereiro esses preços estavam ‘travados’. Na parte do açúcar, que deve ficar na parte de 47% da quantidade de cana processada, está tudo dentro de uma normalidade da expectativa”, defende o diretor técnico da Unica.

Segundo relatório da Unica, no acumulado desde o início da safra 2020/2021 até 16 de junho deste ano, o crescimento nas vendas de açúcar atinge mais de 60%, com a exportação de quase cinco milhões de toneladas. 

Confiante, ele já faz projeções para um cenário futuro. “Nossa expectativa é de que o mercado de etanol e de combustível volte à normalidade até o final deste ano, início do ano que vem, e a produção de etanol, mesmo com uma queda na produção por maior produção de açúcar, será suficiente para atender toda a demanda que possa crescer daqui para frente”, garante Rodrigues. 

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04/07/2020 11:00h

Crescimento minimiza recuo de 26,3% no acumulado desde o início da pandemia

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A produção da indústria brasileira cresceu 7% em maio na comparação com abril. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O avanço no setor ocorre pela primeira vez em três meses. 

Em março e abril, a indústria teve recuo de 26,3%. A alta minimiza a queda registrada no setor desde o início da pandemia da Covid-19.  No entanto, em relação a maio do ano passado, houve queda de 21,9% na atividade. O recuo acumulado em 12 meses é de 5,4%, segundo o IBGE. 

Na análise por atividades, o segmento de veículos automotores, reboques e carrocerias puxou o crescimento, com aumento de 244,4%. Em seguida vem o de bebidas (65,6%). Apenas seis dos 26 segmentos da indústria teve queda em maio. 

Novos polos industriais crescem 32% em microrregiões do país, aponta Ipea

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02/07/2020 00:00h

Dados de estudo do instituto apontam que as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste apresentaram elevação superior à média nacional no indicador de desenvolvimento industrial em vinte anos

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A segunda etapa do estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) “Desenvolvimento Regional no Brasil”, aponta que o crescimento das aglomerações industriais em microrregiões do país cresceu 32% no período entre 1995 e 2015. O levantamento analisou o indicador de Aglomerações Industriais Relevantes (AIRs), que contabiliza locais que tenham, em um ano, 10 mil ou mais empregos industriais.

O Ipea baseia o conceito de microrregião de acordo com a classificação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) -  agrupamento de municípios com a finalidade de atualizar o conhecimento regional e definir uma base territorial para levantamento e divulgação de dados estatísticos. 

Segundo o Ipea, em 1995, das 580 microrregiões do Brasil, 85 tinham mais de 10 mil empregos na indústria. Vinte anos depois, esse número quase dobrou – passou a ser de 160. 

A pesquisa confirma a tendência de desconcentração territorial das aglomerações industriais e migração para microrregiões do país. De acordo com os dados, as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste apresentaram elevação superior à média nacional no indicador AIRs, apontando crescimento da atividade industrial em suas microrregiões. 

“As aglomerações industriais que mais crescem são as de menor tamanho, são aquelas que tem entre 10 mil e 20 mil empregos. Responde por isso, por exemplo no Centro-Oeste, a força dos negócios da agropecuária, a ascensão das exportações de soja e do milho para o mercado internacional. O fato da expansão do agronegócio requer uma certa indústria processadora de alimentos, processadora de grãos”, destaca o pesquisador do Ipea e um dos responsáveis pelo estudo, Aristides Monteiro. 

“Isso aconteceu também no Nordeste, embora nessa região a força das exportações seja menor e tem mais conexão com a expansão do mercado interno e da renda regional. Indústrias novas que se instalaram por lá em busca de novas infraestruturas e incentivos fiscais. O mesmo ocorreu na região Norte”, completa Monteiro. 

As regiões Sudeste e Sul continuam como os grandes polos industriais brasileiros, com 73% das AIRs - total de 160 - no país até 2015. O percentual, no entanto, diminuiu ao longo dos 20 anos de análise. Em 1995, era de 78%. 

Interiorização

A pesquisa do Ipea revela que algumas microrregiões do Brasil apresentaram crescimento de Aglomerações Industriais Relevantes até quatro vezes superior à média nacional. No município de Alto Teles Pires (MT), por exemplo, o número de empregos industriais subiu de 904 em 1995 para 14.113 em 2015. O salto representa taxa de crescimento de 14,73% - a média nacional é de 1,88%.

Em Parauapebas, no Pará, os números são semelhantes. Há 25 anos, os empregos industriais na microrregião eram 1.569. Em 2015, as pessoas empregadas na indústria eram 14.438 – crescimento de 11,74%. Além desses dois municípios, outras 12 cidades de sete estados apresentaram taxa de crescimento superior à média nacional.

“A construção de cidades no interior do Brasil, como Brasília, Goiânia e Belo Horizonte, foi puxando pouco a pouco o desenvolvimento para dentro do país. Quando as atividades industriais vão se interiorizando vemos que, no interior do Brasil, cidades médias e pequenas, começam a criar uma classe média, com salários de valor importante. Ou seja, mercado consumidor importante no interior do Brasil”, avalia Aristides Monteiro.

“Outro fato positivo é pensar que a interiorização da indústria significa uma expansão da arrecadação de impostos, nos locais onde ela está. Então ganha os municípios, ganha as prefeituras, ganham os governos estaduais. Só faz bem para o interior do Brasil um setor de crescimento que vai em direção ao interior”, completa o pesquisador. 

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30/06/2020 08:55h

Entidade aparece em ranking com empresas como Itaú, Vale, Nestlé e Ambev e investiu R$ 63 milhões para produção de EPIs e reparos de respiradores na luta contra a covid-19

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Desde que os primeiros casos do novo coronavírus começaram a despontar no Brasil, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) iniciou uma grande mobilização para minimizar os danos causados pela doença. Ainda sem saber como a pandemia afetaria a saúde e a economia brasileira, o SENAI e as indústrias brasileiras se adiantaram e investiram em equipamentos de proteção individual (EPIs), em aparelhos respiratórios e na recuperação econômica, ajudando na adaptação das linhas de produção. 

O resultado desse esforço veio em forma de reconhecimento nacional: o SENAI entrou na lista da Forbes, revista mais conceituada de negócios e economia do mundo, como um dos dez maiores doadores do país para ações de enfrentamento à pandemia.

“O reconhecimento da Forbes ao trabalho do SENAI é uma enorme honra. Mais no sentido de responsabilidade do SENAI, que é uma das maiores instituições de educação profissional do mundo e de apoio à inovação da indústria brasileira”, avalia o diretor-geral do SENAI, Rafael Lucchesi. 

A publicação da Forbes aponta que as dez empresas que mais doaram recursos investiram R$ 5,4 bilhões em iniciativas de combate à doença. O SENAI ficou em oitavo lugar, com R$ 63 milhões destinados a ações conjuntas com as indústrias. As atividades foram coordenadas pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pelo SENAI, que mobilizaram 380 indústrias de diversos portes, além de entidades representativas e federações estaduais do setor. 

Lucchesi garante que o sentimento do SENAI foi movido pela solidariedade e pela união nacional, especialmente em um momento como esse de pandemia. “O SENAI não mediu esforços em ações como manutenção de respiradores e criação de consórcios para ampliar a produção brasileira desses aparelhos, além de apoiar inovações de soluções tecnológicas que ampliaram a produção nacional de testes rápidos. Criou um conjunto de iniciativas para produzir e doar vários equipamentos, desde álcool em gel, passando por máscaras comuns, máscaras cirúrgicas, aventais, luvas”, enumera.  

Entre 15 de abril e 1º de junho deste ano, já tinham sido confeccionadas mais de 20 milhões de máscaras cirúrgicas, 15,3 milhões de máscaras de uso comum, como as descartáveis e de tecido, e 365 mil máscaras-escudo (ou face shield). A grande produção de EPIs foi possível também por conta das parcerias firmadas entre empresas e SENAI. Até agora, o apoio do setor industrial em ações contra o novo coronavírus já somam R$ 388 milhões.

A ajuda, como revela o médico e diretor do Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL), José Hipólito Dantas, foi muito bem-vinda no Rio Grande do Norte. A unidade de saúde, pertencente à Universidade Federal do estado (UFRN), recebeu máscaras-escudo do SENAI. Em alguns lugares, um exemplar chega a custar R$ 40. “Recebemos com muita satisfação a doação do equipamento. Ele é tido como essencial nessa época, ajudou cerca de 100 colaboradores nas tarefas diárias”, conta.  

Com o aporte do SENAI, foi possível também investir no reparo e manutenção de máquinas com defeito, como ventiladores pulmonares, essenciais para pacientes infectados e com dificuldade em respirar. Segundo dados da CNI, a rede + Manutenção de Respiradores recebeu quase 3,5 mil equipamentos, sendo que 1,3 mil foram consertados e devolvidos para unidades de saúde de 233 municípios brasileiros. Os que estavam sem uso foram reparados em um dos 40 postos localizados pelo Brasil. 

O instrutor de Eletrotécnica do SENAI de Taguatinga (DF) Flávio Chiapetti comemora o desafio de ter ajudado muitas vidas nesse período. Ele foi um dos técnicos que auxiliaram na manutenção dos ventiladores mecânicos. “Estou aqui desde o primeiro dia e pretendo continuar até o dia que for necessário. Saber que posso colocar meus conhecimentos técnicos para salvar vidas não tem preço, é sensacional”, emociona-se. 

Na avaliação do médico infectologista do Hospital das Forças Armadas (HFA) Hemerson Luz, o trabalho de reparação de aparelhos dessa magnitude é essencial. “É de suma importância que haja oferta de respiradores para pacientes que evoluem com insuficiência respiratória. Essa oferta está diretamente ligada à taxa de letalidade. Por isso, o trabalho de manutenção e de deixar esses ventiladores funcionando é um dos trabalhos mais importantes no combate a essa pandemia”, justifica.

No topo como um dos itens mais procurados pelos brasileiros, especialmente no início da pandemia, o álcool em gel mereceu grande atenção. Isso porque o SENAI, além de ter investido na produção de meio milhão de litros, também abriu edital para que empresas sugerissem maneiras inovadoras e mais baratas de produzir o insumo.

Em março, o SENAI firmou parceria com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), com a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) e governo federal para lançar o Edital de Inovação para a Indústria. A proposta é financiar projetos voltados ao desenvolvimento de novas tecnologias de combate ao coronavírus. Ao todo, foram selecionados 25 projetos para prevenção e diagnóstico da covid-19, como a produção de teste rápidos para detecção da doença.

Educação 

O número de cursos a distância cresceu nesse período de distanciamento social. Com isso, a entidade aumentou a oferta de cursos técnicos e profissionais gratuitos para milhares de jovens e trabalhadores em todo o país. No setor educacional, o investimento foi de R$ 13,6 milhões, gerando mais de 580 mil matrículas. 

Além disso, o SENAI colocou à disposição das autoridades públicas e pesquisadores 84 institutos de tecnologia e inovação para o desenvolvimento de alternativas para frear o contágio, como a criação de novos métodos prevenção e de detecção do vírus. 
 

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24/06/2020 21:00h

Dados divulgados pela FGV mostram que empresários estão otimistas sobre a economia nos próximos meses

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Com o avançar da pandemia do novo coronavírus, empresários começam a se mostrar mais confiantes em uma possível melhora da economia nos próximos meses. Foi o que registrou a prévia da Sondagem da Indústria de junho de 2020, divulgada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Foi registrado aumento de 15,2 pontos do Índice de Confiança da Indústria (ICI) entre maio e a prévia de junho. O valor mede a avaliação dos empresários sobre o momento econômico (índice de situação atual) e a confiança de empresários sobre a economia nos próximos três e seis meses (índice de expectativas). 

O Índice de Expectativas apresentou melhora de 20,6 pontos atingindo o valor de 75,5. Se a recuperação da expectativa em junho se confirmar, o mês vai representar uma recuperação de mais de metade da queda de abril, onde o índice despencou devido ao início da pandemia. Já o Índice de Situação Atual recuperou 9,2 pontos, chegando a 77,8.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada da Indústria (Nuci), também teve melhora, de 5,9 pontos percentuais - chegando a 66,2%. Em março, o índice era de 75,3%.

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Educação
22/06/2020 01:00h

Biblioteca foi inaugurada em Santana do Mundaú, na Zona da Mata, e contará com acervo de 4,5 mil obras e dez computadores com internet

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Os estudantes de Santana de Mundaú terão um motivo a mais para voltar às aulas após o período de isolamento social. Isso porque o município da Zona da Mata ganhou do Serviço Social da Indústria (SESI) uma unidade da Indústria do Conhecimento, espaço que vai abrigar um acervo de livros, CDs e DVDs, além de dez computadores com internet.

Segundo a diretora de Educação e Tecnologia SESI/SENAI-AL, Cristina Suruagy, “essa entrega será um marco significativo no retorno às aulas, após o período de isolamento causado pela pandemia de covid-19.”

Cristina lembra que o estado já conta com 50 Indústrias do Conhecimento, sendo duas localizadas em Maceió e uma em um presídio. “Isso envolve um acervo de 4,5 mil livros e novos computadores que a comunidade pode usar de maneira estruturada, tanto para a indústria quanto para a escola daquele local”, esclarece. A expectativa é de que mais duas unidades sejam entregues ainda este ano.

A iniciativa nacional é uma parceria com estados e municípios, que cedem os imóveis para que sejam implantadas as bibliotecas. “Após inaugurada, o SESI assume a supervisão pedagógica da unidade, monitorando o funcionamento, capacitando os instrutores do município, disponibilizando cursos em formatos digitais e certificando esses cursos”, acrescenta a diretora. Em contrapartida, os municípios são responsáveis pela manutenção e conservação do espaço e dos equipamentos.

A Indústria do Conhecimento atenderá não somente estudantes, mas os quase 11 mil moradores de Santana de Mundaú. Cristina Suruagy avisa que o espaço poderá ser usado também para cursos de capacitação voltados para a comunidade. “Isso amplia as possibilidades de uso do local”, reforça.

A estudante do 9º ano da Escola Pequeno Príncipe Ionally da Silva comemora a instalação da biblioteca. “Alguns alunos não têm acesso à internet. E isso é importante para a cidade, porque, além de alunos, muitas pessoas podem ter acesso à leitura e a uma forma mais avançada de conhecimento”, vibra.

Ionally acredita que muitos jovens do município poderão melhorar a forma de estudar. “Além de livros, teremos computadores. Assim, teremos mais opções de estudo e formas diferentes de aprendizagem”, completa a estudante.

Entre os critérios para receber uma Indústria do Conhecimento, o município precisa ter o próprio terreno, ser próximo a uma escola e ter uma localização visível (como uma praça pública) para facilitar o acesso de todos.
 

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Economia
10/06/2020 09:01h
2 minutos

Queda foi de 23,3% em abril; estado é considerado o maior parque industrial do País, concentrando 34% da indústria nacional

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A produção industrial de São Paulo teve a maior queda desde o início da série histórica da Pesquisa Industrial Mensal Regional, em 2002. O estado recuou 23,3% no mês de abril. De acordo com o IBGE, a queda reflete os efeitos do isolamento social, causado pela pandemia do novo coronavírus. 

O estado paulista é considerado o maior parque industrial do País, concentrando cerca de 34% da indústria nacional. Os setores que mais influenciaram nesse resultado foram o de veículos automotores e o de máquinas e equipamentos. 

A pesquisa, divulgada nessa terça-feira (9), mostrou que houve queda na produção de 13 dos 15 locais pesquisados. Na passagem de março para abril, houve redução nacional de 18,8%. Amazonas registrou o recuo mais intenso da série histórica, com -46,5%. Em seguida, vem o Ceará, com -33,9%, e o Paraná, com -28,7%.

Os estados do Pará e de Goiás foram os únicos dos 15 pesquisados a apresentarem resultados positivos. Após registrarem queda no mês de março, Pará teve alta de quase 5% e Goiás cresceu 2,3% no mês de abril. 

Em comparação a abril do ano passado, 13 estados tiveram queda na produção industrial. Amazonas liderou novamente a lista, com recuo de 53,9%. Pará e Goiás foram os únicos a apresentarem resultados positivos, com 37,6% e 0,4%, respectivamente. 
 

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Economia
05/06/2020 00:05h

Em entrevista exclusiva ao Brasil 61, Fernando Valente Pimentel cobrou mais empenho do governo para garantir a liberação de créditos aos empresários

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Em entrevista exclusiva ao Brasil 61, o presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Fernando Valente Pimentel, afirmou que as medidas anunciadas pelo governo federal já não são suficientes para evitar demissões e falência de negócios, a exemplo da MP 936. Sobre as linhas de crédito para socorrer os empresários durante a crise, Pimentel cobrou mais garantias públicas para que os recursos disponíveis nos bancos cheguem de fato à mão dos brasileiros que dependem do próprio negócio para sobreviver.  

“O momento é muito complicado. As empresas estão usando ao máximo mecanismos da MP 936/20, que permite a redução de jornada e de salário para preservar os empregos. Ao mesmo tempo, as companhias estão muito preocupadas porque esse modelo já está encerrado e é preciso uma renovação para que não haja perdas de postos de trabalho de uma forma mais intensa”, alerta.

Nesse momento em que 97% dos empresários do setor disseram sentir a interferência da covid-19 nos processos produtivos, principalmente em relação às vendas, Pimentel reforça que a ajuda financeira precisa ser liberada com mais facilidade e menos burocracias. Um levantamento da Abit revela que 48% das empresas têxteis e de confecção buscaram linhas de crédito desde março, o que, segundo o presidente da entidade, mostra um número alto de companhias com fluxo de caixa comprometido.

“Existiram renovações de linhas importantes, mas não é dinheiro novo. Houve uma grande demanda para crédito, ao mesmo tempo, na rede bancária. Isso não é normal, quando todo mundo vai ao banco ao mesmo tempo, gera uma questão operacional. Outro ponto é o fato de as operações serem conduzidas dentro de critérios normais, em momento de crise. Se não entrar o Tesouro Nacional realmente garantindo crédito, ele vai continuar travado”, defende Fernando Pimentel.

 

Outra preocupação apontada pelo presidente da Abit é o país passar a importar uma quantidade maior de produtos chineses logo que o mercado voltar à normalidade. Para Fernando Pimentel, é natural que, com a retomada da economia no país asiático antes da abertura das fábricas no Brasil, a tendência é de “avalanche” de mercadorias importadas, o que pode comprometer ainda mais o comércio nacional.

“O fato é que a China já está voltando e ela representa metade da produção de têxteis do mundo e 35% das exportações do planeta. O Brasil ainda não está voltando com o funcionamento das fábricas, pelo menos nesse setor. A nossa preocupação é que, como houve muito cancelamento de pedidos dos grandes compradores internacionais, há excesso de mercadorias no mundo. O Brasil não pode ser invadido de uma hora para outra com mercadorias a preço de banana oriundos de sobras e de cancelamento”, aponta.

Como alternativa à crise, muitas empresas de vestuário, por exemplo, têm apostado na produção de equipamentos de proteção individual (EPIs). Apesar de ser uma fonte de receita, a confecção desses itens não cobre os rombos econômicos causados pela paralisação do comércio e de fábricas. 

“O Brasil ganhou, em 60 dias, maior autossuficiência em uma série de itens demandados pela rede de saúde. Ao mesmo tempo, várias empresas se destinaram a fabricar as máscaras de proteção social. O problema é que nem de longe é possível imaginar que esse tipo de produção ocupe todo o espaço da capacidade produtiva instalada”, comenta Pimentel.

Alvo de desaprovação do setor produtivo, o PLP 34/2020, que pretende destinar até 10% do lucro de empresas com patrimônio superior a R$ 1 bilhão a empréstimos compulsórios, é considerado “descabido” pelo presidente da Abit. Na prática, o projeto, que está em análise no Congresso Nacional, obriga as companhias a emprestar dinheiro ao governo federal, com devolução do valor nos anos seguintes.

Para Pimentel, obrigar os empresários a retirar do caixa recursos que não estavam previstos é mais um baque e também afeta, de forma indireta, os pequenos negócios.

“Companhias maiores têm o papel de irrigar a sua rede de fornecedores. Nós estamos discutindo projetos dessa natureza, inclusive com consultorias para estruturar essa linha. Não é tirando dinheiro das companhias maiores que você vai salvar coisa alguma. Até porque elas também estão com problemas. Não tem o menor sentido e vamos nos opor a qualquer medida que implique aumento de impostos em um momento de escassez de recursos na economia”, analisa.

O faturamento da cadeia têxtil e de confecção chegou, no fim do ano passado, a US$ 48,3 bilhões, contra US$ 52,2 bilhões em 2017. O investimento no setor foi de US$ 894,4 milhões, também menor que dois anos antes. O setor é o segundo maior empregador da indústria de transformação, com 1,5 milhão de trabalhadores diretos e 8 milhões se somados os indiretos. Para 2020, a expectativa é de redução de receitas, ainda sem estimativa real. Os dados são da Abit.


 

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