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TERMO DE USO E PARCERIA

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 Última atualização: 24 de dezembro de 2020 

Indústria

29/07/2021 03:00h

“O estado vem, em alguns anos, fazendo sua lição de casa, sinalizando ao mundo empresarial maior racionalidade nas decisões”, destacou o deputado federal Giovani Feltes

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Em julho, a confiança do empresário do Rio Grande do Sul registou 64 pontos no ICEI, índice que mede a humor dos industriais. Nos últimos quatro meses, a confiança dos empresários industriais do estado cresceu 10 pontos. Os dados são da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul – FIERGS. 

O positivismo dos empresários é reflexo da expectativa de crescimento do PIB brasileiro este ano. A possibilidade de ganhos futuros é indicador de possível aumento de investimentos no setor, como explica William Baghdassarian, professor de economia do Ibmec. 

“O que a gente tem observado é uma retomada da atividade econômica bem mais intensa do esperado. Isso levou a revisão das projeções do PIB brasileiro para 2021, que já demonstram crescimento de algo próximo a 5%. O empresário industrial fica mais confiante em realizar investimentos”, explica. 

Mesmo com a confiança em alta, em maio, o estado do Rio Grande do Sul registrou queda na produção das indústrias de 1,6% e o resultado fechou ciclo de três meses consecutivos com números baixos no estado. 

No Brasil 

O ICEI nacional, calculado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), está em 62 pontos, aumento de 0,3 ponto em julho, em comparação com junho. É o terceiro aumento consecutivo no índice que acumula alta de 8,3 pontos, desde maio. A confiança do empresário industrial é a maior dos últimos 11 anos para o mês de julho, no País. 

Indústria: apesar de quedas em maio, vacinação contra a Covid-19 impulsiona setor

Integrantes da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados entendem que o otimismo do empresário industrial é importante e cria ambiente positivo para o crescimento econômico dos estados, como lembra Giovani Feltes, deputado federal do MDB gaúcho.   

Até porque, o estado vem, em alguns anos, fazendo sua lição de casa, sinalizando ao mundo empresarial maior racionalidade nas decisões infundindo confiança de que o estado, logo ali em diante, pode ser um ator forte em emular a economia, analisa o parlamentar.
 

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28/07/2021 03:00h

“O ambiente político do Brasil precisa evoluir para a confiança ser concreta”, disse deputado federal Jerônimo Goergen - PP/RS

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O otimismo do empresário industrial é alto e a expectativa pode contribuir no crescimento do setor produtivo do Rio Grande do Sul nos próximos meses. Este mês, a confiança do empresário gaúcho registrou 64 pontos no ICEI, índice que mede o ‘humor’ dos industriais. Nos últimos quatro meses, e mesmo diante de números negativos da produção, a confiança dos empresários industriais do estado cresceu 10 pontos. Os dados são da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul – FIERGS

O bom humor dos empresários é reflexo da expectativa positiva de crescimento do PIB brasileiro este ano. A possibilidade de ganhos futuros é indicador de possível aumento de investimentos no setor, como explica William Baghdassarian, professor de economia do Ibmec. 

“O que a gente tem observado é uma retomada da atividade econômica bem mais intensa do esperado. Isso levou a revisão das projeções do PIB brasileiro para 2021, que já demonstram crescimento de algo próximo a 5%. O empresário industrial fica mais confiante em realizar investimentos”, explica. 

Em maio, o Rio Grande do Sul registrou queda na produção das indústrias de 1,6% e o resultado fechou ciclo de três meses consecutivos com números baixos no estado. 

No Brasil 

O ICEI nacional, calculado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), está em 62 pontos, aumento de 0,3 ponto em julho, em comparação com junho. É o terceiro aumento consecutivo no índice que acumula alta de 8,3 pontos, desde maio. A confiança do empresário industrial é a maior dos últimos 11 anos para o mês de julho, no País. 

Indústria: apesar de quedas em maio, vacinação contra a Covid-19 impulsiona setor

Integrantes da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados entendem que o otimismo do empresário industrial é importante para o crescimento econômico nos estados. Mas, pondera ao lembrar que o atual ‘ambiente político’ não está colaborando com o crescimento da economia.   

“A confiança do empresário é fundamental para que os investimentos sejam feitos. A questão é que o ambiente político do Brasil precisa evoluir para a confiança ser concreta”, alerta Jerônimo Goergen, deputado federal do Progressistas, do Rio Grande do Sul.     
 

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28/07/2021 03:00h

A intenção dos industriais paulistas na realização de investimentos teve alta de 1,5 pontos entre junho e julho

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O otimismo do empresário industrial é alto e a expectativa pode contribuir no crescimento do setor produtivo de São Paulo nos próximos meses.

Em julho, a confiança do empresário paulista registrou 59,1 pontos no ICEI, índice que mede o humor dos industriais. O número é 1,5 pontos maior em comparação ao registrado em junho. Já a confiança do empresário industrial nas condições atuais da indústria para o crescimento da produção avançou 2,8 pontos no ICEI entre junho e julho. Os dados são da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo – FIESP. 

O otimismo dos empresários é reflexo da expectativa de crescimento do PIB brasileiro este ano. A possibilidade de ganhos futuros é indicador de possível aumento de investimentos no setor, como explica William Baghdassarian, professor de economia do Ibmec. 

“O que a gente tem observado é uma retomada da atividade econômica bem mais intensa do esperado. Isso levou a revisão das projeções do PIB brasileiro para 2021, que já demonstram crescimento de algo próximo a 5%. O empresário industrial fica mais confiante em realizar investimentos”, explicou. 

No Brasil 

O ICEI nacional, calculado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), está em 62 pontos, aumento de 0,3 ponto em julho, em comparação com junho. É o terceiro aumento consecutivo no índice que acumula alta de 8,3 pontos, desde maio. A confiança do empresário industrial é a maior dos últimos 11 anos para o mês de julho, no país. 

Integrantes da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados entendem que o otimismo do empresário industrial é importante e cria ambiente positivo para o crescimento econômico dos estados, como lembra Guiga Peixoto, deputado federal do PSL paulista. 

"O empresário está confiante no Brasil. Temos tudo para fazer uma história bonita, uma história de recuperação econômica muito boa para o Brasil", espera Guiga Peixoto, deputado Federal - PSL/SP.
 

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28/07/2021 03:00h

Santa Catarina lidera como maior produtor brasileiro do setor de vestuário e acessórios, com produção estimada em R$ 6,6 bilhões no biênio 2017/2018. Isso ajudou o estado a exibir a menor taxa de desemprego do País em 2019

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Santa Catarina se tornou um exemplo do movimento de descentralização da indústria nacional enquanto colhe frutos na economia, com alta empregabilidade. A região assumiu o posto de maior estado produtor do Brasil no setor de vestuário e acessórios, com produção estimada em R$ 6,6 bilhões no biênio 2017/2018, passando São Paulo e evidenciando a diversificação industrial do País, antes concentrada no Sudeste.
 
Os números são de uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) que avaliou a década entre os biênios 2007/2008 e 2017/2018. O estudo aponta como diferentes regiões buscam assumir o protagonismo industrial, dividindo atenção com estados consolidados historicamente no segmento, como São Paulo e Rio de Janeiro. 
 
A variação da participação do Sudeste no PIB industrial do Brasil no período teve queda de -7,66 pontos percentuais, enquanto houve crescimento nas outras quatro regiões, com destaque para Sul e Nordeste, que tiveram crescimento acima de 2 pontos percentuais. 

Economia

Para parlamentares que atuam no fortalecimento do setor, o crescimento da indústria no Sul afeta diretamente a economia, como pontua o deputado federal Rodrigo Coelho (PSB-SC). 
 
“Santa Catarina, em geral, é um dos últimos estados a entrar nas crises que tivemos recentemente. E se você pega a crise de 2013 ou a que teve agora na pandemia, sempre somos os primeiros a sair. É um povo muito empreendedor, uma economia muito diversificada. Santa Catarina sem dúvida alguma tem um potencial enorme de geração de emprego e renda”, diz.
 
Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2019 o estado de Santa Catarina registrou o menor índice de desemprego do País, com uma taxa de 93,8% catarinenses de 14 anos ou mais empregados e 6,2% desocupados. 
 
O fortalecimento do mercado de trabalho no estado do deputado do PSB também mostra uma consistência, mesmo com a pandemia da Covid-19. No primeiro trimestre deste ano, Santa Catarina continuou com a menor taxa de desemprego do País, nos mesmos 6,2% de desocupação de 2019, antes da crise sanitária.
  
Para Rodrigo Coelho, a tecnologia vem sendo uma grande aliada da produção industrial que movimenta o mercado de trabalho. Ele avalia que as empresas do estado têm buscado investir em inovação para melhorar a produção, permitindo não só a transformação dos sistemas manuais para o digital, mas também a criação de novos modelos de negócio e aumento da produtividade. 

“O setor têxtil tem agregado valor e gera muito emprego, por exemplo. Nessa inovação, e com investimento na indústria 4.0, hoje esse setor representa 18% dos empreendimentos do estado e é responsável por mais de 20% dos empregos na indústria. É o primeiro no ranking estadual na geração de empregos e o segundo em número de estabelecimentos. Outro dos destaques da indústria catarinense é, sem dúvida alguma, o setor metal mecânico e metalúrgico, que responde por mais 10% da produção do estado. Importante destacar também que são mais de 7 mil empresas, mas 98% delas são de micro e pequeno porte”.

Movimento nacional

Vice-presidente do Conselho Regional de Economia do Piauí (Corecon-PI), Dorgilan Rodrigues da Cruz analisa esse novo cenário de descentralização industrial. “Hoje, essas indústrias querem estar mais próximas do seu consumidor. E, principalmente, querem evitar custos. Então, a questão da descentralização do setor produtivo, do setor industrial, é exatamente para se aproximar do seu mercado consumidor, evitando assim o maior custo de frete, de transporte, perdas do processo de levar e trazer o produto, levar a matéria-prima e depois escoar o processo produtivo.”
 
Para o economista, o processo de industrialização nos estados aquece e oxigena toda a economia, levando emprego, matéria-prima e crescimento, fortalecendo ainda o agronegócio, o terceiro setor a questão tributária dos governos locais. “A indústria é um setor da nossa economia que impulsiona. Entre os destaques dessas atividades econômicas, há a linha de produção de alimentos, linha de produção de derivados do petróleo — como biocombustível —, a indústria farmacêutica também teve esse crescimento, indústrias extrativas”

Números positivos

Dorgilan também destaca o aumento da produção nacional de vestuário e acessórios, que tem como um dos grandes polos o estado de Santa Catarina. “Houve um crescimento de 6,2%. Isso mostra que as famílias começaram a se abastecer de bens de consumo, bens de produtos para melhorar a qualidade de vida”, diz. 
 
Santa Catarina alcançou, em 2018, 26,8% da produção nacional desse segmento, passando de uma receita de R$ 2,5 bilhões em 2007/2008 a R$ 6,6 bilhões uma década depois. A produção industrial nacional de todos os setores também vem ganhando destaque em estados como Pará, Rio Grande do Sul, Paraná, Pernambuco e Mato Grosso do Sul. 
 

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26/07/2021 04:00h

Considerando os resultados oficiais desde 2010, e as projeções até 2022, o PIB de Goiás deverá crescer 19,7% neste período, o 9º maior aumento no País

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A retomada econômica do Brasil começa a ganhar corpo com avanço da vacinação contra a Covid-19 e medidas que estimulam o setor. Segundo dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o País caminha para um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) próximo a 4,5% no fechamento de 2021. O PIB de Goiás deve crescer 3,80% neste ano.

O avanço econômico de Goiás, se confirmada a previsão, será superado apenas pelo de Mato Grosso (4,97%), do Amazonas (4,78%), do Rio Grande do Norte (4,37%) e do Piauí (3,99%). Considerando os resultados oficiais desde 2010, e as projeções até 2022, o PIB de Goiás deverá crescer 19,7% neste período, o 9º maior aumento no País.

Para o deputado federal Major Vitor Hugo (PSL-GO), as projeções são resultado de uma série de medidas implantadas pelo governo com o intuito de mitigar o efeito da pandemia, além do avanço da vacinação. “É um estado que tem uma economia pujante, que está se industrializando, mas que tem um agronegócio que não parou durante a pandemia e que contribuiu muito para que o Brasil tivesse esse resultado econômico favorável mesmo diante desse desafio”, afirmou

Para os analistas da CNI, apesar da pandemia da Covid-19 e aumento da inflação, alguns fatores contribuíram para a recuperação da economia, como o menor impacto da segunda onda da doença sobre a atividade industrial, a liberação gradativa do setor de serviços e a oferta de insumos e matérias-primas no mercado para a produção na indústria.

Valor da produção mineral cresce 98% no semestre e CFEM dobra, aponta IBRAM

Confiança do Empresário Industrial deve impulsionar o PIB gaúcho

Apesar de bons indicadores, indústria nacional ainda enfrenta desafios para se desenvolver

Banco Central e empresas

Na visão do economista e professor de Finanças do Ibmec DF, William Baghdassarian, de 2020 a 2021, foram aprovadas várias medidas para destravar a economia. “Foi aprovado, por exemplo, a independência do Banco Central que vai desacoplar a questão do ciclo político da questão econômica, porque senão a cada eleição você terá o Banco Central interferindo e mexendo em taxa de juros só para eleger a administração de plantão. Então, isso é uma medida boa”, lembra.

William qualifica, nesse contexto, o Auxílio Emergencial pago desde 2020 como fundamental, junto com outras ações. “Também tivemos uma nova lei cambial; tivemos o Pronampe; tivemos, recentemente, a Medida Provisória 1040 que, junto com a Lei de Liberdade Econômica - chamada de melhoria do ambiente de negócio - e a Lei de Falências, vai tornar o processo de criação de empresas muito mais simplificado. E isso tudo se reflete em emprego.”

O especialista ainda afirma que, para alcançar os bons resultados esperados, a saúde e a economia devem ser focos de atenção simultâneos do governo. “Sem dúvida alguma, a chave para sairmos da crise é exatamente focar nessas medidas de saúde. A questão da saúde está muito ligada à questão da incerteza, porque na medida em que você entende que a questão de saúde pública foi definida, que o governo conseguiu equacionar essa pandemia e que a pandemia deixou de ser um problema, as pessoas começam a poder reinvestir”, comentou. 
 

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26/07/2021 03:00h

“Esse otimismo é importante para estimular a produção, o investimento e a geração de empregos”, avalia Alê Silva, deputada federal (PSL/MG)

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O otimismo do empresário industrial é alto e a expectativa pode contribuir no crescimento do setor produtivo de Minas Gerais, nos próximos meses. A confiança do empresário mineiro registrou 62,4 pontos no ICEI, índice que mede a humor dos industriais diante das expectativas de crescimento do setor, nos próximos meses. O levantamento é de julho e registra alta de 13,6 pontos em comparação aos números do mesmo mês de 2020. Os dados são da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais – FIEMG. 

O positivismo dos empresários é reflexo da expectativa de crescimento do PIB brasileiro este ano. A possibilidade de ganhos futuros é indicador de possível aumento de investimentos na indústria mineira, como explica William Baghdassarian, professor de economia do Ibmec. 

“O que a gente tem observado é uma retomada da atividade econômica bem mais intensa do esperado. Isso levou a revisão das projeções do PIB brasileiro para 2021, que já demonstram crescimento de algo próximo a 5%. O empresário industrial fica mais confiante em realizar investimentos”, explica. 

No Brasil 

O ICEI nacional, calculado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), está em 62 pontos, aumento de 0,3 ponto em julho, em comparação com junho. É o terceiro aumento consecutivo no índice que acumula alta de 8,3 pontos, desde maio. A confiança do empresário industrial é a maior dos últimos 11 anos para o mês de julho, no País. 

Indústria: apesar de quedas em maio, vacinação contra a Covid-19 impulsiona setor

Integrantes da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados entendem que o otimismo do empresário industrial é importante para o crescimento econômico porque pode resultar em maiores investimentos e vagas de trabalho no estado. 

“Esse otimismo é importante para estimular a produção, o investimento e a geração de empregos. Além do mais, com a rápida vacinação contra o coronavírus, a retomada da economia já é um impulsionamento a mais”, lembra Alê Silva, deputada federal do PSL mineiro.
 

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26/07/2021 03:00h

Segundo levantamento da CNI, atividade industrial teve quedas, mas continua em patamares semelhantes aos apresentados antes da pandemia

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Atividade industrial teve quedas em maio, mas se mantém em patamares observados antes da pandemia de Covid-19. De acordo com levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), houve retrações significativas nas horas trabalhadas na produção e na Utilização da Capacidade Instalada (UCI).

O deputado Vitor Lippi (PSDB-SP) afirma que os indicadores são favoráveis, se considerar o difícil período de 2020, quando a economia brasileira recuou cerca de 4 pontos. Ele ressalta uma série de medidas em discussão no Congresso para incentivar o mercado.

“Nós estamos iniciando a discussão de uma reforma tributária, que é muito importante para melhorar o ambiente de negócios. Algumas leis importantes foram aprovadas recentemente, quer seja a Lei de Saneamento, a Lei do Gás, e agora estamos discutindo também uma legislação que permita a utilização de debêntures para ampliar a capacidade de investimento no País.”

O conselheiro Lauro Chaves Neto, do Conselho Federal de Economia, ressalta que a atividade industrial no Brasil praticamente recuperou o patamar pré-pandemia.
“Isso se deve à reestruturação das cadeias de suprimento e logística e à retomada das cadeias de distribuição para o varejo, para o atacado e, principalmente, para algumas rotas de exportação. Nesse período da pandemia, a indústria brasileira conseguiu se reinventar e promoveu inovações muito importantes nos seus processos, o que gerou um ganho de produtividade que também explica essa retomada.”

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Indicadores Industriais

Segundo o levantamento da CNI, as horas trabalhadas na produção tiveram queda de 1,8% em maio, em relação a abril de 2021. Considerando os números de março e abril, o indicador mostra uma tendência de queda em 2021.

O faturamento aumentou 0,7% de abril para maio, mas vem oscilando entre altas e quedas desde o início do ano. Segundo os pesquisadores da CNI, o indicador apresenta uma tendência de queda, pois as altas não têm compensado as retrações.

Já a UCI teve uma pequena retração de 0,3 ponto percentual em maio, em comparação com abril, mas atingiu 81,6% – o terceiro mês consecutivo acima de 80% –, o que não ocorria desde o período entre novembro de 2014 e janeiro de 2015. 

Outros dados do levantamento apontam que o emprego na Indústria de Transformação reforçou a tendência de alta em maio, com crescimento de 0,5% em relação a abril. Já a massa salarial voltou a cair após dois meses de alta, com retração de 0,8% em maio, em comparação ao mês anterior. Além disso, o rendimento médio registrou queda de 2,5% no quinto mês de 2021.

Índice de Confiança

O levantamento mais recente da CNI mostra que o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) aumentou 0,3 ponto em julho de 2021, atingindo 62 pontos. Essa é a terceira alta consecutiva e mantém o indicador no patamar de confiança, acima dos 50 pontos. Desde maio, o ICEI acumula crescimento de 8,3 pontos.

Lauro Chaves Neto destaca as projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) como razão para o aumento da confiança no setor produtivo.

“O setor produtivo e também o industrial retomam a confiança pela expectativa de crescimento do PIB acima de 4,5% em 2021 e a continuidade dessa retomada para 2022. E, sobretudo, pela retomada da agenda de reformas, a qual o setor produtivo imputa como prioritárias para a melhoria da produtividade e a redução do Custo Brasil”, observou o especialista. 

Segundo o deputado Vitor Lippi, a confiança dos empresários é fundamental para os investimentos. “Quando há um sentimento positivo de que o País deve melhorar sua economia, aumentar o consumo e movimentar as indústrias, cria-se um ciclo virtuoso de investimento e de geração de empregos.”

Economia dos Estados

No estado de São Paulo, a produção do setor industrial apresentou avanço de 8,9 pontos e encerrou o mês de maio com 52,5 pontos. O dado também é da CNI, divulgado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP). O resultado é o melhor para o estado desde novembro de 2020, quando ficou em 53,3 pontos.

A Utilização da Capacidade Instalada na indústria paulista fechou em 73% em maio, com crescimento de 3% em relação a abril. O indicador está 5,5 pontos acima da média histórica para o mês de maio no estado.

“Nós temos indicadores favoráveis esse ano. As expectativas são de que o Brasil cresça um pouco mais do que 5%. Em São Paulo há um cenário previsto para um crescimento acima de 7%”, comenta o deputado Vitor Lippi (PSDB-SP).

O economista Lauro Chaves Neto ressalta que os estados que criaram melhores condições de investimento e infraestrutura para os negócios, com redução de burocracias, conseguem se destacar com indicadores industriais melhores do que a média nacional. Ele também reforça a importância do debate do Pacto Federativo no Congresso Nacional.

“Nós precisamos fortalecer cada vez mais a distribuição de recursos para os estados e principalmente para os municípios, porque quando há essa descentralização, você promove a economia local; e só o desenvolvimento local vai ajudar a combater as desigualdades e a redução da pobreza extrema”, aponta Chaves.

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26/07/2021 03:00h

Crescimento da produção industrial registra alta de 26,7% nos primeiros cinco meses do ano

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A confiança do empresário no crescimento do setor produtivo de Santa Catarina é alta e a expectativa pode gerar investimentos e empregos no estado. O crescimento da produção industrial registra alta de 26,7% nos primeiros cinco meses do ano e a confiança do empresário, o ICEI, está em 64,2 pontos, cerca de dois pontos acima da média nacional. Os dados são da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC), 

Baixo nível dos reservatórios impacta tarifa de energia e produção de alimentos

O ICEI varia de zero a 100 pontos e avalia o ‘humor’ do empresário, a confiança no crescimento da produção futura, dos próximos seis meses. Os valores acima de 50 pontos indicam que os empresários estão confiantes. Para os seis próximos meses, a confiança dos empresários industriais de Santa Catarina registrou 66,7 pontos no ICEI, aumento de 3,4 pontos em relação ao mês anterior. 

“O que a gente em observado é uma retomada da atividade econômica bem mais intensa do esperado. Isso levou a revisão das projeções do PIB brasileiro para 2021, que já demonstram crescimento de algo próximo a 5%. O empresário industrial fica mais confiante em realizar investimentos”, acredita William Baghdassarian, professor de economia do Ibmec.

No Brasil 

O ICEI nacional, calculado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) está em 62 pontos, aumento de 0,3 ponto em julho, em comparação com junho. É o terceiro aumento consecutivo no índice que acumula alta de 8,3 pontos, desde maio. A confiança do empresário industrial é a maior dos últimos 11 anos para o mês de julho, no País. 

“Deixará um grande legado para o desenvolvimento sustentável, com geração de emprego e renda”, diz autor de PL das debêntures de infraestrutura

Integrantes da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado analisam a confiança dos industriais e entendem que a expectativa do empresário industrial é importante para criar ambiente conveniente para o crescimento econômico no Brasil e empregos, como observa o senador Esperidião Amin, do PP catarinense. 

“O Brasil pode ter nos próximos meses clima de euforia com todos os desafios, em termo de infraestrutura, energia, logística, que são os bons problemas do crescimento e do desenvolvimento. Mas, não basta apenas crescer. É preciso que esse crescimento contemple a geração de empregos”, destaca Esperidião Amin. 
 

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23/07/2021 18:40h

Exigências bancárias são as maiores queixas dos micros e pequenos empresários diante da necessidade de empréstimo

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A burocracia e as altas exigências dos bancos ainda são apontadas pelos micros e pequenos empresários como entraves significativas para acesso ao crédito nas instituições financeiras. 32% dos donos de pequenos negócios, que buscaram empréstimos nos bancos do país, em maio deste ano, não tiveram respostas positivas. 

O dado, levantado pelo Sebrae e FGV, é menor em comparação a quantidade de empresários frustrados com as exigências bancárias em abril, quando as imposições foram condenadas por quase 50% dos empreendedores que buscaram empréstimos. 

“Temos constatado de um ano para cá que os empresários ainda consideram os bancos muito exigentes para emprestar dinheiro e, por isso, é tão importante o desenvolvimento de políticas públicas que facilitem o uso de garantias”, alerta Carlos Melles, presidente do Sebrae. 

Créditos

No início de julho os bancos passaram a conceder novos créditos aos pequenos empresários por meio do Pronampe. Cerca de 5 milhões de pequenos negócios terão acesso a créditos que, de acordo com a expectativa do governo federal, podem ultrapassar mais de R$ 25 bilhões até o fim de 2021. 

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Os juros dos contratos não poderão passar de 6% ao ano, mais a taxa Selic, que é de 4,25% atualmente. O prazo de carência, ou seja, de quando a empresa começará a pagar o empréstimo, subiu de oito para 11 meses e o financiamento pode ser parcelado em até 48 meses. 

Confiança

O aumento de linhas de crédito é importante para elevar a confiança do MPE para o crescimento dos negócios nos próximos meses e a boa expectativa já é percebida. Em maio, o índice que mede a confiança dos pequenos empresários, o IC-MPE, nos setores de Serviços, Comércio e Indústria, subiu 5,4 pontos e ultrapassou 93,5 pontos, o melhor resultado desde 2020. 

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De acordo com análise da Sondagem Econômica da MPE, realizada pelo Sebrae, o aumento do ritmo da vacinação contra a Covid-19, a extensão do auxílio emergencial e a MP do BEm contribuem para a recuperação dos setores econômicos. Além disso, a expectativa de crescimento do PIB brasileiro, estimada entre 4% e 5%, também está sendo capaz de melhorar o ‘humor' dos empresários. 

“A indústria está se recuperando. Ela teve um ano difícil em 2020 e agora ela vem se recuperando. E isso tem a ver com o crédito? Sim, mas não só isso. Você tem a própria melhora do cenário da pandemia, do cenário sanitário, que induz a esse crescimento. Isso tudo tem contribuído para que a indústria possa apresentar melhor desempenho nesse restante de ano”, acredita Benito Salomão, especialista em Economia e doutorando da Universidade Federal de Uberlândia (UFU)

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23/07/2021 09:00h

Variação da participação do Sudeste no PIB industrial do Brasil teve queda de -7,66 pontos percentuais em uma década, enquanto houve crescimento nas outras quatro regiões. Santa Catarina, por exemplo, assumiu o posto de maior estado produtor no setor de vestuário e acessórios

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A variação da participação do Sudeste no PIB industrial do Brasil teve queda de -7,66 pontos percentuais em uma década, enquanto houve crescimento nas outras quatro regiões, com destaque no Sul. Nesse cenário, Santa Catarina se destacou e assumiu o posto de maior estado produtor do Brasil em um dos segmentos, de vestuário e acessórios. 
 
Os números são de uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) que avaliou a década entre os biênios 2007/2008 e 2017/2018. O estudo aponta como diferentes regiões buscam assumir o protagonismo industrial, dividindo atenção com estados consolidados historicamente no segmento, como São Paulo e Rio de Janeiro. 
 
Santa Catarina se tornou exemplo do movimento de descentralização da indústria nacional, e colhe frutos desses investimentos na economia com alta empregabilidade. Para parlamentares do estado, o crescimento da indústria tem relação direta com a empregabilidade, como pontua o deputado federal Ricardo Guidi (PSD-SC).
 
“Sem dúvida nenhuma, a indústria é um dos grandes pilares da economia de Santa Catarina, juntamente com o agronegócio e o setor de serviços. A gente sabe o potencial dela na geração de empregos e renda”, afirma. O deputado cita ainda os destaques de diferentes regiões do estado.  

“O nosso estado tem uma indústria bastante diversificada, com agroindústria muito forte, principalmente na região Oeste, metal mecânico no Norte, o têxtil no Vale do Itajaí, a moveleira, no Sul do estado também tem uma indústria bem diversificada, em Criciúma tem a indústria cerâmica, indústria de plásticos também é muito forte no Sul. Então, não tenho dúvida nenhuma que Santa Catarina é um dos estados que mais cresce e ainda vai crescer muito mais pela força do seu povo, trabalhador, dedicado”.

Esses destaques são observados também quando analisados dados do mercado de trabalho do País. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2019 Santa Catarina registrou o menor índice de desemprego do Brasil, com uma taxa de 93,8% catarinenses de 14 anos ou mais empregados e 6,2% desocupados. 
 
O fortalecimento do mercado de trabalho no estado de Ricardo Guidi também mostra uma consistência, mesmo com a pandemia da Covid-19. No primeiro trimestre deste ano, Santa Catarina continuou com a menor taxa de desemprego do País, nos mesmos 6,2% de desocupação de 2019, antes da crise sanitária.  
 
Para o deputado, a atuação parlamentar pode ser determinante para esse crescimento econômico. “A gente aprovou recentemente a Reforma da Previdência, a Reforma Trabalhista foi aprovada no mandato anterior, temos aí pela frente a Reforma Administrativa também e a Tributária, fundamentais para preparar o Brasil para o futuro. Acho que a gente tem que trabalhar sempre buscando a desburocratização, buscando a facilidade do empreendedorismo, e é dessa forma que tem sido pautado o nosso trabalho”, avaliou.

Movimento nacional

Além do Sul, o Nordeste também se destacou no aumento da participação no PIB industrial do Brasil, ambos com os maiores crescimentos, acima de 2 pontos percentuais. Vice-presidente do Conselho Regional de Economia do Piauí (Corecon-PI), Dorgilan Rodrigues da Cruz analisa esse novo cenário de descentralização industrial. 
 
“Hoje, essas indústrias querem estar mais próximas do seu consumidor. E, principalmente, querem evitar custos. Então, a questão da descentralização do setor produtivo, do setor industrial, é exatamente para se aproximar do seu mercado consumidor, evitando assim o maior custo de frete, de transporte, perdas do processo de levar e trazer o produto, levar a matéria-prima e depois escoar o processo produtivo”, destacou.
Para o economista, o processo de industrialização nos estados aquece e oxigena toda a economia, levando emprego, matéria-prima e crescimento, fortalecendo ainda o agronegócio, o terceiro setor a questão tributária dos governos locais. “A indústria é um setor da nossa economia que impulsiona. Entre os destaques dessas atividades econômicas, há a linha de produção de alimentos, linha de produção de derivados do petróleo — como biocombustível —, a indústria farmacêutica também teve esse crescimento, indústrias extrativas” 

Números positivos

Dorgilan também destaca o aumento da produção nacional de vestuário e acessórios, que tem como um dos grandes polos o estado de Santa Catarina. “Houve um crescimento de 6,2%. Isso mostra que as famílias começaram a se abastecer de bens de consumo, bens de produtos para melhorar a qualidade de vida”, diz. 
 
Santa Catarina alcançou, em 2018, 26,8% da produção nacional desse segmento, passando de uma receita de R$ 2,5 bilhões em 2007/2008 a R$6,6 bilhões uma década depois. A produção industrial nacional de todos os setores também vem ganhando destaque em estados como Pará, Rio Grande do Sul, Paraná, Pernambuco e Mato Grosso do Sul. 
 

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