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15/05/2022 17:50h

A Atombot ainda conquistou o quinto lugar no desempenho do robô. Torneio reuniu 108 equipe de 50 países

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A Atombot, equipe de robótica do Sesi de São João del-Rei (MG), foi a campeã da categoria de Excelência em Engenharia e quinta colocada no Desempenho do Robô no FIRST Championship, campeonato mundial de robótica educacional. O torneio realizado em Houston, nos Estados Unidos, ocorreu entre 20 e 23 de abril e reuniu 108 equipes de 50 países, o que reforça o feito da equipe mineira. 

Formada por cinco alunos, sendo quatro do ensino fundamental e um do ensino médio, a Atombot é treinada pelo professor Paulo de Tharso, o Paulinho. Em Houston, os brasileiros colocaram o robô de lego que construíram à prova, na arena, para resolver problemas relacionados ao transporte de cargas, tema proposto pela organização do FIRST Championship nesta edição. 

Os estudantes do Sesi de São João del-Rei tiveram três rounds de dois minutos e meio para cumprir missões com o robô de lego na arena, como a entrega de encomendas para diversos modais de transporte, como avião e trem, por exemplo. Dos 680 pontos possíveis no Desempenho do Robô, a Atombot conquistou 650, o que rendeu aos brasileiros a quinta colocação na categoria. 

Mas o melhor estava por vir. Na categoria de Excelência em Engenharia, em que os juízes analisam quesitos como a programação que está por trás do robô, os mineiros de São João del-Rei foram imbatíveis. O professor Paulinho, que dá aula de física e é o técnico da Atombot, destaca que o sonho de todas as equipes da modalidade de lego é chegar ao campeonato disputado nos EUA. 

Toda a dedicação e abdicação da equipe, segundo ele, já seriam recompensados com a participação no FIRST Championship. Melhor ainda foi sair de lá com as conquistas. “Ver as crianças felizes foi muito bom, muito legal, muito emocionante. E ainda sair de lá premiado, bem classificado. Então, é uma vitória muito bacana, é uma emoção muito grande, mas a gente também tem consciência e pé no chão de que a gente conseguiu nosso objetivo, mas nós não somos melhores do que ninguém. A gente só fez um projeto bacana que foi contemplado”, afirma. 

Outras três categorias estavam em disputa no torneio: design mecânico, valores e projeto de inovação. 

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Aplicativo
Na categoria de inovação, as equipes deveriam encontrar um problema relacionado ao transporte de cargas e propor uma solução inovadora. A Atombot está desenvolvendo um aplicativo que pode ajudar a resolver os problemas dos caminhoneiros que passam por São João del-Rei. 

Segundo os estudantes, as ruas apertadas e mal sinalizadas e o alto volume de entregas por dia contribuem para os congestionamentos no município, que são causados principalmente pelos caminhões, que ficam rodando pela cidade por não acharem vagas para carga e descarga dos produtos. 

“Atrasa entrega, congestiona, dá problema no patrimônio histórico, porque os caminhões ficam perdidos, rodando muito pesados e São João del-Rei é toda perfurada por baixo por causa de minas de ouro, essas coisas assim”, descreve o professor Paulinho. 

A Atombot criou um aplicativo em que o motorista preenche os dados do local de entrega e o app direciona o caminhoneiro para a vaga de estacionamento mais próxima. A solução será possível porque as vagas destinadas aos caminhões vão contar com sensores que vão transmitir ao aplicativo quais estão disponíveis e quais estão ocupadas.  

“Se ele localizar que a região em que ele está precisando chegar está com as vagas   ocupadas, então ele não precisa entrar na cidade. Ele pode aguardar e fazer a reserva daquela vaga através do aplicativo. Ele pode parar fora da cidade e na hora em que a vaga desocupar, ele pode se direcionar pro local. Ou seja, não vai mais ter congestionamento, ou vai reduzir e muito, consequentemente vai aumentar a velocidade de entrega, reduzir preço e não vai estragar o patrimônio histórico”, explica. 

A expectativa é que até junho tudo esteja pronto para funcionar. A equipe de robótica conta com o apoio da Universidade Federal de São João del-Rei e com uma universidade que fica na Califórnia, nos EUA. A iniciativa não tem fins lucrativos e o projeto será repassado para a prefeitura local implementar. 

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Projeto de lei que modifica a estrutura de pesquisas clínicas já pode ser votado pelo plenário da Câmara, após aprovação de requerimento para tramitação em caráter de urgência

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A Câmara dos Deputados já pode analisar o PL 7082/2017, que cria bases para a pesquisa clínica com seres humanos. O requerimento para tramitação em caráter de urgência da proposta foi aprovado no último dia 18. “Eu espero que o presidente Arthur Lira, que é uma pessoa muito sensível, possa, o mais rápido possível, pautar o nosso texto”, declarou o relator do projeto, deputado Hiran Gonçalves (PP-RR). 

O parlamentar avalia que, pelo tempo de discussão no Congresso (a proposta original da senadora Ana Amélia teve origem em 2015), já há consenso para a aprovação. O objetivo do PL é garantir direitos e fundamentos éticos nas relações entre pesquisador e paciente e instituições de pesquisa. Além disso, a proposta visa dar agilidade na análise e no registro de medicamentos que podem levar à cura de doenças graves. 

Hoje, as pesquisas passam por quatro estágios de avaliação no Brasil: duas na instância técnica, duas na instância ética. Para o relator, que também é médico, essa morosidade acaba fazendo com que empresas que financiam pesquisas tenham pouco interesse no Brasil. Dos US$ 190 bilhões empregados em pesquisa no mundo, apenas 0,19% são aplicados no Brasil. “Nós temos um bioma gigantesco. Temos uma diversidade étnica impressionante. Tudo isso é um ambiente muito adequado para se fazer pesquisas clínicas”, pondera o deputado Hiran Gonçalves. 

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Fomento à pesquisa

Para Hiran Gonçalves, a aprovação desse marco regulatório pode trazer investimentos e inovação para o Brasil. A proposta estabelece a avaliação de apenas uma instância ética e uma instância técnica, a Anvisa. Cada uma das análises terá limite de tempo para ocorrer, que deverá ser de aproximadamente 30 dias após o recebimento completo das documentações. No caso de a pesquisa ser de interesse do SUS, os prazos são reduzidos pela metade. 

Os selecionados para participar da pesquisa deverão ser voluntários, ou seja, não podem receber pagamentos pela colaboração. Em contrapartida, receberão o tratamento. Os participantes deverão assinar um termo de consentimento livre e esclarecido sobre a participação. É permitida a desistência a qualquer momento e, também, é resguardado o sigilo. No caso dos chamados efeitos adversos, a instituição que patrocina a pesquisa deverá indenizar o participante. 

Na página da Câmara na internet onde os cidadãos podem opinar sobre o PL, 84% dos que responderam concordam totalmente com a proposta, enquanto 8% discordam totalmente. Quando aprovado na Câmara dos Deputados, o texto ainda precisa voltar para o Senado. 
 

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26/04/2022 21:06h

Premiação da Enap em parceria com a FGV destaca iniciativas de gestores públicos que trazem evidências científicas para a tomada de decisão

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Cerca de 13% dos contribuintes do município de São Paulo estavam em débito com o IPTU. A prefeitura queria reduzir o número de inadimplentes. Então, em 2019, o laboratório de inovação em governo da prefeitura de São Paulo percebeu que as cartas de cobrança enviadas a quem devia o tributo eram muito longas e técnicas. A partir disso, desenvolveu uma metodologia para medir a eficiência de novos modelos de comunicação, mais simples com diferentes estímulos inspirados na teoria comportamental. 

Depois de três meses, o número de pessoas que pagaram o débito atrasado aumentou em 8% entre aqueles que receberam uma carta cujo estímulo é chamado de saliência das consequências. “Trabalhamos no texto da carta uma uma série de consequências do que aconteceria com a pessoa caso ela não pagasse: entrar do cadastro de inadimplente municipal, não poder receber alguns benefícios do governo, não poder contratar com a prefeitura. E, ao continuar não pagando, poderia entrar na dívida ativa e futuramente, inclusive, sofrer algum processo judicial de alienação do seu imóvel”, explicou Brenda Fonseca, a diretora de inovação do laboratório de inovação em governo da prefeitura de São Paulo, o 011 Lab. 

O custo do projeto de redesenho da carta foi em torno R$ 50 mil. “O retorno só no projeto piloto foi de R$ 950 mill. Em um ano a gente tem um aumento potencial de arrecadação municipal de R$ 60 milhões”, comemorou a gestora. Toda a metodologia aplicada para a redução da inadimplência com relação à comunicação foi registrada e está disponível para outros gestores que tenham interesse em conhecer e replicar a ideia.

Essa experiência foi uma das destacadas pelo Prêmio Evidência, promovido pela Escola Nacional de Administração Pública (Enap) em parceria com Centro de Aprendizagem em Avaliação e Resultados para a África Lusófona e o Brasil da Fundação Getúlio Vargas (FGV EESP Clear), o Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social (Imds). Além da experiência paulistana, a iniciativa da Enap também recebeu outras 52 inscrições. Cinco delas foram as finalistas, cuja colocação foi anunciada nesta segunda-feira (25). A cerimônia está disponível no youtube. 

“Para nós esse prêmio é muito importante porque reconhece e valoriza programas e gestores do setor público que estão atentos e preocupados com a questão do uso de evidências [científicas] para fundamentar as suas decisões, para formular suas soluções e para ver se elas estão funcionando como esperada. Acreditamos que esse uso de evidência pode fazer toda a diferença para que a gente tenha mais sucesso nas nossas políticas públicas”, disse a diretora de Altos Estudos da Enap, Diana Coutinho. 

Essa foi a primeira edição do prêmio Evidências e do Troféu de mobilidade social. A expectativa da organização é realizar nova edição em 2022 e que a procura seja ainda maior. As informações serão divulgadas na página do programa.   

Conheça as demais ações premiadas

1º lugar do Prêmio Evidências e vencedor do Troféu de Mobilidade Social - Projeto Jovem de Futuro, realizado pelo Instituto Unibanco e pelo Governo do Estado do Espírito Santo. É um programa voltado à aprendizagem dos alunos do ensino médio como consequência de uma gestão educacional orientada para o avanço contínuo da educação pública. Conta com um método chamado Circuito de Gestão, inspirado no ciclo PDCA (acrônimo em inglês para planejar, fazer, checar e agir). Por meio de uma sequência de ciclos, o circuito propicia a análise, a revisão e o aprimoramento das ações, promovendo assim o avanço contínuo da gestão escolar. O Jovem de Futuro existe desde 2007 e alcançou, até 2020, 11 estados brasileiros (SP, RS, RJ, MG, MS, GO, CE, PA, PI, ES e RN), beneficiando 4.718 escolas e 4,1 milhões de estudantes do ensino médio. 

2º lugar  Pacto pela Educação (PPE) do Governo de Pernambuco. Trata-se de um modelo de gestão democrático e regionalizado, com foco em resultados e melhoria dos serviços na rede estadual de ensino médio pernambucano. Permitiu acesso a escolas mais atrativas, bem equipadas, metodologias de ensino adequadas e professores mais preparados. Por meio do PPE, o estado alcançou a menor taxa de abandono escolar do Brasil em 2019: 1,5% - em 2008, era de 20,3%. As taxas de aprovação também melhoraram: 93,6% em 2019 contra 70,4% em 2008. Desde 2017, Pernambuco chegou a 3º posição dentro do ranking nacional, em relação à nota do IDEB no ensino médio.

3º lugar teve empate técnico entre o Programa de Ciências Comportamentais: caso Cadin, apresentado no início da reportagem e o Programa de utilização de evidências no enfrentamento da pandemia de Covid-19 da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás, 

Menção Honrosa do troféu mobilidade social para o programa Prospera Família , cujo objetivo é promover mobilidade social e romper o ciclo intergeracional de perpetuação da pobreza por meio do estímulo à geração de renda, inclusão produtiva e proteção integral das famílias em situação de vulnerabilidade social. No primeiro ciclo, iniciado em julho de 2021, o programa passou a atender cerca de 12 mil famílias em 23 municípios paulistas - regiões que concentram maiores taxas de pobreza multidimensional. A iniciativa está em andamento e combina tutoria, projeto de vida, capacitação e incentivo financeiro para que, ao final do programa, os participantes possam empreender ou ser inseridos no mercado de trabalho. 
 

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24/04/2022 21:06h

Duas das quatro equipes brasileiras que participaram do Mundial se destacaram entre mais de 100 países na FIRST LEGO League Challenge, modalidade com robôs feitos a partir de LEGO

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O Brasil foi um dos grandes destaques do FIRST Championship, torneio mundial de robótica que ocorre nos Estados Unidos anualmente com estudantes do ensino fundamental e médio dos cinco continentes. Após quatro dias de competição, com 770 times de mais de 100 países, duas equipes brasileiras que competiram na FIRST LEGO League Challenge (FLL), a Atombot, do SESI de São João del Rei (MG), e a SESI CLP, de Campo Limpo Paulista (SP), ficaram entre as cinco melhores em duas categorias técnicas. Os estudantes mineiros e paulistanos levaram o 1º e o 2º lugares, respectivamente, no prêmio Engenharia de Excelência. Além disso, as duas equipes, que competiram com outros 106 grupos de várias partes do mundo, ficaram em 4º e 5º na categoria Desempenho do Robô.

A Atombot vem trabalhando desde 2013 para chegar ao topo nos Estados Unidos. A equipe mineira acumulou prêmios regionais, nacionais e internacionais, como o de Projeto de Inovação no Open da Austrália de 2019. Segundo Herbert Campos, 16 anos, veterano do time, este ano os integrantes tiveram pouco tempo para se organizar para a disputa, mas, mesmo assim, conseguiram mostrar o suficiente para conquistar o destaque.  

“Nessa temporada, tivemos pouco tempo para preparar e traduzir toda a documentação, fazer as modificações que achávamos necessárias no robô e no projeto. Mas mandamos bem na partida e, na avaliação de sala, os juízes foram muito receptivos, conseguimos nos comunicar e passar as mensagens que queríamos”, lembra Hebert, que contou com a ajuda de outras duas premiadas. Julia Meneses, 12, e Estela Terzi, 14 foram reconhecidas por evidenciar os valores da FIRST, como trabalho em equipe, empatia e competição amigável.

Impacto da robótica

A robótica, que vem ganhando cada vez mais destaque na educação brasileira, tem grande aplicação em diversas áreas, desde a produção industrial até atividades domésticas. Desde a Primeira Revolução Industrial, robôs e outros equipamentos são utilizados para aumentar a produtividade das empresas. Agora, com o implemento do 5G e a Internet das Coisas, a robótica será ainda mais necessária, não apenas nas grandes empresas, mas também nas tarefas cotidianas.

Luiz Gabriel Vieira Costa, 21 anos, é estudante de engenharia mecânica na University of South Florida, nos Estados Unidos, e atuou como um dos juízes do mundial na FIRST LEGO League. O brasileiro conta que, quando mudou para o país norte-americano, em 2019, percebeu que os estrangeiros relacionavam muito o Brasil com o futebol, o carnaval e o samba, mas que a robótica ajudou a mudar essa percepção.

“As pessoas veem o Brasil com um país muito bom em relação à robótica, que sempre manda boas equipes e é reconhecido por levar vários prêmios para casa. É muito legal quando o Brasil se destaca nessas competições porque as pessoas começam a enxergar nosso país de outra forma, como um país que tem inovações tecnológicas, que tem muitas pessoas envolvidas nisso”, aponta Luiz.

O estudante de engenharia mecânica está envolvido no universo da robótica desde os 12 anos e, além de estudar nos Estados Unidos, abriu uma startup de educação no Brasil. Ele explica que o impacto da robótica na educação dos mais jovens é maior do que as pessoas imaginam, ultrapassando as questões técnicas, como programação, e habilidades sociais, como liderança e trabalho em equipe. 

“O que a robótica me ensinou de mais importante foi essa perspectiva de que tudo que eu aprendia dentro da sala de aula não serviria apenas para uma prova. Eu estava aprendendo aquilo para aplicar e causar um impacto na minha comunidade de alguma forma”, relata.

Luiz ainda destaca que a robótica tem o potencial de preparar os próximos profissionais brasileiros desde muito cedo, fazendo-os perceber que não é preciso esperar os anos pós-faculdade para realizar ações que causam impacto. 

“Pessoas que se envolvem com a robótica e têm essa perspectiva, entender que você pode aplicar seu conhecimento desde muito cedo, acho que isso cria pessoas muito mais preparadas para a indústria, para profissões do futuro. Vejo que as pessoas que se envolvem com robótica acabam se preparando mais para o mercado de trabalho”, aponta.

Mais experiência 

Além das duas equipes que disputaram o FIRST LEGO League Challenge, o Brasil ainda foi representado por outras duas equipes, uma na modalidade FIRST Tech Challenge (FTC) e outra na FIRST Robotics Competition (FRC). Apesar de ser a menor competição em número de equipes no mundial – a FTC tem 160 e a FRC, 450 –, a FLL é a modalidade presente no maior número de países, ou seja, com maior alcance. O Mundial tem premiação em diversas categorias técnicas e comportamentais. O prêmio principal, Champion's Award, ficou este ano com uma equipe da Espanha.

A Geartech Canaã 16054, do SESI Canaã em Goiânia (GO), e a Under Control 1156, do Marista de Novo Hamburgo (RS) participaram das modalidades FIRST Tech Challenge (FTC) e FIRST Robotics Competition (FRC), categorias que apresentam robôs maiores, com porte industrial. Ambas já participaram de mundiais anteriores e ostentam diversos prêmios internacionais, mas, desta vez, voltaram dos Estados Unidos com experiências positivas e ideias para as próximas competições.
 

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Ciência & Tecnologia
16/03/2022 04:30h

Painelistas do Congresso de Inovação da Indústria destacaram que 85% da energia produzida no país é limpa e renovável

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O Brasil está à frente na corrida por energias mais limpas, pois a matriz energética já é em boa parte renovável. Foi o que destacou Gustavo Estrella, CEO da CPFL Energia, no Congresso de Inovação da Indústria na última quinta-feira (10). 

“O Brasil numa situação bem diferente do resto do mundo.  A nossa matriz já é extremamente limpa e renovável. Hoje, a nossa geração de energia é 85% limpa e renovável com a perspectiva de crescimento desses valores. A gente está numa posição bem mais confortável do que o resto do mundo, em que essa conta praticamente se inverte, ou seja 25% de renovável e 75% não renovável”, comparou. 

Moderador do debate da 10ª Sessão do Congresso, Gustavo Estrella disse que o mundo percebe a importância de se debater uma “economia cada vez mais limpa e verde”. Para ele, a transição energética passa por um dilema. “O primeiro desafio é como lidar com o crescimento da demanda por energia, já que o consumo deve crescer 30% até 2040, liderado por países em desenvolvimento, e o segundo é como limpar nossa matriz atual”, indagou. 

Para Marina Willisch, vice-presidente Relações Governamentais, Comunicação e ESG, da General Motors na América do Sul, o Brasil tem condições de ser um polo de desenvolvimento de mobilidade elétrica e ser protagonista na transição energética. 

“O Brasil tem uma matriz energética mais de 80% limpa e renovável, um potencial enorme para ser polo de indústrias de desenvolvimento e produção de carros elétricos. A gente tem aqui e na América do Sul as principais reservas das baterias de veículos (lítio, nióbio, grafite, manganês), indústrias automotivas das mais desenvolvidas; um parque de fornecedores extremamente competitivo e capacitado; engenharia altamente qualificada e, além disso, um mercado consumidor enorme. Olha o tamanho da oportunidade que o Brasil tem”, exclamou 

Já para André Bello, gerente de Tecnologias de Energia & Descarbonização da  Petrobrás, o Brasil faz transição energética há décadas e, por isso, encontra-se em posição de destaque a nível internacional quando o assunto é geração de energia com baixo impacto para o meio ambiente. 

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Relator do marco do setor elétrico acredita que projeto será aprovado este ano na Câmara dos Deputados

Quando o assunto é zerar as emissões de gases que potencializam o efeito estufa, como o CO², Bello diz que o ritmo da transição energética deve ser harmônico, de modo que a matriz atual de energia também seja usada para garantir uma substituição segura e com menos custos aos consumidores. “Temos que aproveitar a nossa capacidade de capital humano, de fazer investimentos complexos, e o aproveitamento de ativos e toda essa infraestrutura construída de óleo e gás para que se faça uma transição inteligente e de baixo custo para a sociedade”, afirmou.

Francisco Scroffa, presidente da Enel X Brasil, afirma que a empresa busca não apenas a transição de sua matriz energética, mas também a dos seus clientes, sejam eles cidades, industriais ou residenciais. “Nossa missão é ser um parceiro na viagem ‘descarbonizadora’ dos nossos clientes”, disse. 

Ele também disse que a empresa trabalha há dois anos no Brasil e deve implementar frotas de ônibus elétricos, que emitem zero carbono. “Falando de transporte público, eu acredito que temos um grande foco nisso, porque ele é responsável por 30% das emissões de gases do efeito estufa nas grandes cidades”, destacou. 

Para Marianne Walck, diretora adjunta de Ciência e Tecnologia do Laboratório Nacional de Idaho, nos Estados Unidos, a melhor forma de estimular a adoção de soluções sustentáveis de baixo carbono é integrar boas políticas públicas, o investimento da iniciativa privada e, também, a propaganda junto aos consumidores. 

“O que nós precisamos fazer para encorajar essa transição é mostrar à sociedade que isso vale a pena. Nós precisamos ajudá-los a entender que os empregos que talvez sejam fechados na indústria de carvão, por exemplo, podem ser substituídos por tecnologias de enegia limpa”, concluiu. 

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Ciência & Tecnologia
14/03/2022 15:30h

Presidente da Microsoft Brasil disse que Brasil precisa requalificar os trabalhadores para evitar “enorme problema social”

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Para crescer e ser competitivo no mercado internacional, o Brasil precisa investir em ciência, tecnologia e inovação. Esse foi o tom da abertura e da primeira sessão de debates do Congresso Brasileiro de Inovação da Indústria.

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, destacou que o investimento brasileiro nessas áreas gira em torno de apenas 1% do PIB, o que destoa de outras economias do mundo, que chegam a investir 5% de suas riquezas em inovação. “Devemos construir com urgência uma visão de longo prazo em que a inovação seja prioridade e o principal vetor para inserção internacional do Brasil. As economias mais avançadas e outras emergentes já entenderam a importância da inovação”. 

Robson Andrade disse, também, que cerca de 73,5% das indústrias brasileiras inovaram em 2020, o que é um dado relevante, sobretudo em meio à crise causada pela pandemia da Covid-19. No entanto, é preciso mais, na visão dele: “É preciso fazer com que a inovação seja o principal fator de modernização, competitividade e crescimento. É indispensável a construção de uma política nacional de ciência, tecnologia e inovação, que posicione o país entre as economias mais inovadoras nos próximos anos”, defende. 
 
Sérgio Freitas de Almeida, ministro substituto da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), disse que o Governo Federal tem buscado soluções inovadoras para o país e que a pandemia fez com que o Executivo redirecionasse os investimentos em inovação para a saúde. 

Segundo ele, com a autorização de mais de R$ 1 bi para pesquisa e desenvolvimento em 2020, foi possível desenvolver equipamentos e insumos necessários para o combate à Covid-19, como ventiladores mecânicos, sistemas de descontaminação e vacinas 100% nacionais. “Desde o ano passado, o MCTI está apoiando o desenvolvimento de vacinas brasileiras. Já são 15 iniciativas de instituições de pesquisa brasileiras com vacinas produzidas aqui com as melhores tecnologias”, afirma. 

Caminhos para um Brasil mais inovador

Os participantes da primeira sessão do dia concordaram que a educação e a qualificação profissional serão fatores fundamentais para o crescimento do país nos próximos anos, porque é o que vai alavancar a inovação. “Se  a gente não pensar nos ativos intangíveis, como educação, qualificação de mão de obra, nós não vamos chegar no ponto que o país precisa, que é desenvolvimento com muito mais igualdade de renda das pessoas e que elas se beneficiem disso”, argumentou Bruno Laskowsky, diretor do BNDES. 

E é justamente o reskilling, ou seja, a capacidade de aprender novas habilidades técnicas e profissionais que será um dos desafios mais significativos para os brasileiros nessa era de inovação, apontou Tânia Cosentino, presidente da Microsoft Brasil. “Tem um estudo global que aponta que mais de 350 milhões de postos de trabalho serão eliminados com a adoção da inteligência artificial. Isso nos próximos cinco anos. A IA [Inteligência Artificial] e a adoção de outras tecnologias pode trazer uma revolução para nossa sociedade, que vai melhorar o bem estar das pessoas, a produtividade das empresas, mas se a gente não tiver capacidade de formar pessoas num curto espaço de tempo, vamos ter um enorme problema social”. 

Décio da Silva, presidente do Conselho de Administração da Weg, afirmou que a introdução da inteligência artificial nas fábricas brasileiras é uma das estratégias para tornar o Brasil um país mais inovador.  “Se queremos ter uma indústria têxtil, automotiva, de máquinas e equipamentos fortes, vamos precisar de máquinas sensoriadas, para ter base única de dados, vir com IA, big data, para ter processos mais controlados, informação em alta velocidade, em tempo real. Precisamos dar um salto de produtividade, senão daqui alguns anos vai ser 10%, 9% (a participação da indústria no PIB). 

O protagonismo da indústria é tido como determinante para que o país seja, de fato, inovador, apontaram os painelistas. “Não é disputa entre indústria, serviços e agronegócio, mas o crescimento do bolo. A nossa população é pobre e precisamos trazer desenvolvimento econômico. A gente tem que parar de exportar só commodities e exportar cérebros e produtos de alto valor agregado. Há um estudo que mostra que se o Brasil adotar de forma massiva a inteligência artificial, poderia ter um incremento no PIB de até 4% até 2030”, projetou Tânia Consentino. 

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Sustentabilidade

No congresso, os participantes também debateram a inovação como principal estratégia de sustentabilidade. Pedro Passos, membro do Conselho da Natura, disse que o Brasil perdeu oportunidades de se desenvolver no passado mesmo diante de tanto potencial. 

Segundo ele, o país tem vantagens competitivas para ser protagonista na transição para a economia de baixo carbono. “Essa transição é uma ameaça, crise, mas pode ser uma grande oportunidade para que nós brasileiros possamos engatar pra essa economia de baixo carbono e resgatando através da inovação de processos, produtos e de hábitos de consumidores a indústria brasileira, que está se desfazendo”, destacou. 

Malu Nachreiner, CEO da Bayer Brasil e presidente do negócio agrícola da companhia, afirmou que a empresa promove internamente debates sobre como a sustentabilidade e a inovação podem andar juntas. Para ela, é importante que as companhias se atentem para a urgência do tema. 

“Isso precisa estar na agenda e na pauta de todos. Precisa fazer parte da cultura da organização para que a gente consiga avançar de maneira mais rápida e eficiente. Um objetivo muito grande é como a gente pode produzir mais com menos, ser cada mais eficiente naquele hectare de lavoura. A gente precisa se mover rápido. Muitas vezes  a gente pensa no movimento clássico de inovação que leva décadas, e nós não temos décadas para poder agir”, opinou. 

5G

Enquanto o 5G já é realidade em vários países, a tecnologia só deve estar disponível no Brasil, a começar pelas capitais e grandes cidades, no início do segundo semestre deste ano. Sair atrás, neste caso, não é um problema irreversível, disse Ricardo Pelegrini, CEO & Cofundador da Quantum4 Innovation Solutions. 

“Isso é uma jornada, uma maratona, não é uma corrida de cem metros. A gente saiu atrasado, mas a gente pode recuperar e implementar coisas com a nossa pegada, nossa impressão digital de acordo com as nossas necessidades. O Brasil pode inovar e a gente tem que pensar quais são os nossos problemas, quais são as tecnologias e como resolver os problemas”, indicou. 

Segundo os painelistas, é insuficiente dizer que o 5G é “apenas um G a mais” ou uma tecnologia que vai permitir uma conexão mais rápida à internet. Trata-se, na verdade, de uma revolução, que vai modificar para melhor a produtividade das empresas em todo o mundo. 
Representante da Ericsson, Rodrigo Dienstmann explicou como a indústria vai se beneficiar do 5G. “O 5G passa a ser um tronco da inovação dentro da indústria por várias características: maior velocidade, baixa latência, densidade de dispositivos, o que vai permitir processos de automação, resiliência e sustentabilidade”. 

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22/02/2022 18:10h

O País vive uma epidemia da doença em diferentes cidades

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Nas primeiras semanas do ano, muitos municípios registraram aumento no número de casos de dengue. No Distrito Federal, por exemplo, levantamento da Secretaria de Saúde revela que, até a primeira semana de fevereiro, foram 4.622 casos prováveis de dengue, contra 1.234 no mesmo período de 2021. São Paulo, Goiás e Piauí também registraram aumento. 

Segundo a professora de Farmacognosia da Universidade de Brasília (UnB), Laila Espíndola, os mosquitos estão mais resistentes aos atuais inseticidas usados nas técnicas convencionais de controle do Aedes Aegypti - bomba costal para aplicação direta na água e carros fumacê para aspersão no meio ambiente. Em resposta a isso, o grupo de pesquisa ArboControl da UnB, desenvolveu um inseticida a partir de compostos naturais. 

Na fase de laboratório, o inseticida teve um excelente desempenho, conseguiu eliminar todos os mosquitos. “Fizemos os testes em um tipo do Aedes Aegypti chamado Rockefeller, um mosquito que não teve contato com inseticidas”, conta a pesquisadora. A atual fase da pesquisa verifica se a eficácia encontrada no ambiente controlado será repetida em condições externas. 

Os testes associam estratégias de captura de mosquitos em diferentes períodos: antes e depois da aplicação do novo inseticida. As armadilhas são caixas escuras com um composto natural e água ao fundo que atraem os mosquitos. Ao entrar nesse espaço, o mosquito fica preso num papel aderente. O grupo de pesquisa faz a tipificação e a contagem dos mosquitos. 

Após a aplicação do inseticida natural, será feita nova contagem dos mosquitos. “Há grande interesse na descoberta desses novos compostos, uma vez que esse é um grande problema de saúde pública no Brasil”, diz a pesquisadora. Caso a eficácia observada em laboratório seja confirmada, o inseticida será fabricado em escala industrial. A pesquisa ArboControl existe há seis anos na UnB e desenvolve tecnologia de controle da dengue, zika e chikungunya, as chamadas arboviroses. A pesquisa recebe financiamento do Ministério da Saúde. 

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Sobre o mosquito

O Aedes Aegypti é o vetor de doenças como dengue, zika, chikungunya e febre amarela.  A fêmea do mosquito adulto precisa se alimentar do sangue que vem a partir da picada para colocar os ovos, uma única fêmea pode colocar até 1,5 mil ovos. “É uma estratégia de perpetuação da espécie”, explica Laila Salmen, doutora em Farmacognosia. Ela explica que ao encontrar a condição ideal - água parada e ambientes ou suportes escuros - o mosquito deposita cerca de 200 ovos. “Se houver uma pequena movimentação naquela água, o ovo eclode e o mosquito pode nascer em um dois dias, caso esteja calor”, diz. 

Prevenção

Campanha do Ministério da Saúde convoca a população para colocar na rotina uma ronda de combate ao mosquito. A ideia é verificar possíveis locais que possam reter água e servir de criadouro para o mosquito, como vasos de plantas, o compartimento atrás da geladeira, lixo, vasilhas e plásticos em quintais, calhas. "É preciso manter os cuidados durante todo o ano por 365 dias”, reforça o coordenador-geral de Vigilância de Arboviroses do Ministério da Saúde, Cássio Peterka.   

Sintomas 

Os sintomas da dengue são febre acima de 38º, dores no corpo, nas articulações no fundo dos olhos, enjoos e vermelhidão no corpo. O servidor público André Levino contraiu a dengue. Morador de Brasília, ele acredita ter contraído a dengue em uma chácara na região de Corumbá, em Goiás. “É dor em tudo. E essas dores oscilam. Uma hora você está mais dolorido, outra menos. Sinto muito enjoo e preciso tomar medicação para isso. É uma sensação horrível.”

Dengue: sintomas costumam ser leves, mas podem evoluir para casos graves

Arte: Secretaria de Saúde do DF
Arte: Secretaria de saúde do DF

Não há vacina contra a dengue. Para evitar a doença deve-se fazer o controle mecânico, usar roupas longas e repelentes. 
 

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09/02/2022 03:15h

Projeto de lei em tramitação na Câmara dos Deputados pretende ampliar o apoio dos institutos federais aos donos de micro e pequenos negócios no país

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As micro e pequenas empresas e os microempreendedores potiguares podem buscar capacitação junto ao Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN). O diretor de Inovação Tecnológica do IFRN, João Teixeira, destaca que o principal meio para qualificar os profissionais são as incubadoras tecnológicas. 

“O IFRN disponibiliza as incubadoras tecnológicas, que proporcionam aos micro e pequenos empreendedores capacitações em áreas estratégicas para que eles saiam daqui conseguindo se preparar para o mercado de trabalho e a vida empresarial no Brasil. Eles têm, aqui, cursos, capacitações e orientação na área de marketing, gestão de negócio, finanças, em todas as áreas que envolvem essa parte empresarial”, explica. 

A ideia é que, após passarem pelo período de incubação, as empresas e os microempreendedores saiam prontos para encarar a competição e o mercado de trabalho, com a segurança do conhecimento adquirido junto ao IFRN. 

Segundo Teixeira, a instituição incentiva os funcionários e alunos a buscarem os micro e pequenos negócios e, juntos, formarem parcerias para o desenvolvimento de pesquisas. 

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Projeto de Lei

Microempreendedores individuais e empresas de micro e pequeno porte poderão ter preferência nas parcerias estabelecidas entre os Institutos Federais e o setor produtivo. O projeto de lei (2731/2020), que estabelece a medida, ainda está em tramitação na Câmara dos Deputados e tem o objetivo de fomentar a inovação e a apropriação de avanços tecnológicos pelos empresários de micro e pequeno porte.

O deputado federal Luiz Lima (PSL/RJ), relator do projeto na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados (CCTCI), destaca o papel desses empreendimentos na economia brasileira.

“Os empreendimentos de pequeno e médio porte representam uma força produtiva fundamental para a economia brasileira. As micro e pequenas empresas respondem por 30% da produção econômica do Brasil e são responsáveis pela grande maioria dos empregos gerados no país.”

“Ao facilitarmos as relações entre essas entidades e os empreendimentos de menor porte, a proposta contribuirá não somente para fomentar a inovação no ambiente empresarial, mas também para acelerar o processo de apropriação dos avanços tecnológicos pelas pequenas empresas, gerando benefícios para um universo potencial de milhões de empreendedores”, avalia o deputado.

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Economia
08/02/2022 03:15h

Projeto de lei em tramitação na Câmara dos Deputados pretende ampliar o apoio dos institutos federais aos donos de micro e pequenos negócios no país

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Os donos de micro e pequenas empresas do estado de São Paulo podem contar com o apoio do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP) para alavancarem os seus negócios. O diretor da Agência de Inovação e Transferência de Tecnologia (Inova) do IFSP, Eder Sacconi, destacou como o instituto pode ajudar esses empreendedores. 

“O IFSP possui ampla regulamentação para as diversas formas permitidas em lei de parcerias e colaboração com micro e pequenas empresas (MPE’s), a saber: prestação de serviços técnicos e tecnológicos, projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação, acordo de cooperação técnica, auxílio à captação de recursos, promoção de inovação aberta por meio do desafio de inovação em hackathons, entre outros”, afirma. 

O tempo médio para que cada um desses acordos saiam do papel e comece a acontecer é de 15 dias, diz Sacconi. Ele ressalta os três aspectos mais relevantes que, em sua opinião, as parcerias entre essas empresas e o IFSP costumam trazer. “A inserção dos recursos humanos altamente qualificados nas MPE's com cultura de inovação; o desenvolvimento tecnológico nacional com proteção prioritária da propriedade intelectual junto ao INPI; e promoção do desenvolvimento territorial pela interiorização da geração de divisas”, avalia. 

As micro e pequenas empresas podem, ainda, acessar o portal Integra e consultar o currículo dos servidores que atuam no IFSP, incluindo as suas produções e expertises. Os negócios também podem contar com os laboratórios, equipamentos disponíveis para inovação e uma vitrine tecnológica de produtos e serviços desenvolvidos no instituto e disponíveis para transferência. 

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Projeto de Lei

Microempreendedores individuais e empresas de micro e pequeno porte poderão ter preferência nas parcerias estabelecidas entre os Institutos Federais e o setor produtivo. O projeto de lei (2731/2020), que estabelece a medida, ainda está em tramitação na Câmara dos Deputados e tem o objetivo de fomentar a inovação e a apropriação de avanços tecnológicos pelos empresários de micro e pequeno porte.

O deputado federal Luiz Lima (PSL/RJ), relator do projeto na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados (CCTCI), destaca o papel desses empreendimentos na economia brasileira.

“Os empreendimentos de pequeno e médio porte representam uma força produtiva fundamental para a economia brasileira. As micro e pequenas empresas respondem por 30% da produção econômica do Brasil e são responsáveis pela grande maioria dos empregos gerados no país.”

“Ao facilitarmos as relações entre essas entidades e os empreendimentos de menor porte, a proposta contribuirá não somente para fomentar a inovação no ambiente empresarial, mas também para acelerar o processo de apropriação dos avanços tecnológicos pelas pequenas empresas, gerando benefícios para um universo potencial de milhões de empreendedores”, avalia o deputado.

Eder Sacconi explica que o IFSP dispõe de um edital de inovação para estabelecer parcerias de pesquisa ou desenvolvimento tecnológico, produto, serviço ou processo. “Priorizamos projetos com MPE’s, sendo reservados 20% do montante apresentado no edital para projetos com empresas nessa faixa de classificação”, afirma. 

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Economia
02/02/2022 02:30h

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Os micro e pequenos empreendedores gaúchos que tiveram seus negócios afetados pela pandemia da Covid-19 ganharam no Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) um aliado para superar a crise econômica. O IFRS oferece assessoria gratuita a essas empresas por meio de projetos de extensão. 

O IFRS faz um diagnóstico da situação da empresa e dá orientação nas principais áreas de gestão, com o objetivo de garantir a sobrevivência, a manutenção e a ampliação da capacidade de operação dessas organizações. Anderson Yanzer, chefe do departamento de Pesquisa e Inovação e coordenador do Escritório de Projetos do IFRS, destaca que o projeto foi bem sucedido. 

“A iniciativa começou com o objetivo de atender em especial os empreendedores afetados pela pandemia por meio desses projetos de extensão. Então, foi um projeto muito legal, com ótimos resultados, em que vários microempreendedores foram atendidos com consultorias de servidores do instituto para melhorarem seus negócios, principalmente na área de gestão nesse período”, explica.

Segundo o próprio site do IFRS, já são 66 empresas assessoradas desde o início da iniciativa, batizada de IFRS Contribui. Os empreendedores cadastrados contam com apoio na gestão financeira, em que os profissionais do instituto avaliam a situação das contas da empresa. Há suporte jurídico também, no qual os contratos, licenças, alvarás e relações trabalhistas e tributárias são esclarecidas aos empresários.     

Marketing, logística e operações, gestão de pessoas e planejamento estratégico são outras áreas em que a assessoria do IFRS auxilia as empresas. Anderson Yanzer conta que o apoio do instituto federal a essas empresas não para por aí. Por meio do portal Integra, por exemplo, os empreendedores podem consultar os servidores do IFRS e suas áreas de atuação, os projetos em curso e os laboratórios. 

“O portal Integra se constitui como um espaço para que esses microempreendedores possam visualizar as nossas competências, as possibilidades e parcerias e por ali demandarem algum tipo de possibilidade de um acordo de cooperação para desenvolvimento de alguma solução”, afirma Yanzer. 

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Microempreendedores individuais e empresas de micro e pequeno porte poderão ter preferência nas parcerias estabelecidas entre os Institutos Federais e o setor produtivo. O projeto de lei (2731/2020), que estabelece a medida, ainda está em tramitação na Câmara dos Deputados e tem o objetivo de fomentar a inovação e a apropriação de avanços tecnológicos pelos empresários de micro e pequeno porte.

O deputado federal Luiz Lima (PSL/RJ), relator do projeto na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados (CCTCI), destaca o papel desses empreendimentos na economia brasileira.

“Os empreendimentos de pequeno e médio porte representam uma força produtiva fundamental para a economia brasileira. As micro e pequenas empresas respondem por 30% da produção econômica do Brasil e são responsáveis pela grande maioria dos empregos gerados no país.”

“Ao facilitarmos as relações entre essas entidades e os empreendimentos de menor porte, a proposta contribuirá não somente para fomentar a inovação no ambiente empresarial, mas também para acelerar o processo de apropriação dos avanços tecnológicos pelas pequenas empresas, gerando benefícios para um universo potencial de milhões de empreendedores”, avalia o deputado.

Segundo Anderson Yanzer, parcerias entre os institutos federais e os micro e pequenos negócios já são promovidos. “Qualquer microempreendedor ou empresa pode propor uma parceria com o Instituto Federal, principalmente na área de desenvolvimento científico e tecnológico, pesquisa científica, enfim, trabalhar alguma melhoria de processo, de serviços”, diz. 

Ele acredita que o PL vai estimular essas parcerias. "Já existem os instrumentos, as possibilidades estão disponíveis. É só uma questão de estimular, de incentivar essas cooperações”, conclui. 

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Brasil 61