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Baixar áudioCom a popularização das ferramentas de Inteligência Artificial, brasileiros de diferentes perfis têm recorrido à tecnologia para entender temas complexos, como política, economia e ciências – com 3 em cada 10 brasileiros buscando IA para entender esses assuntos. O diagnóstico é apontado por um levantamento da Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados. O estudo revela maior adesão entre jovens da geração Z e pessoas com maior renda e escolaridade.
Considerando os jovens da geração Z, que compreende a faixa etária de 18 a 30 anos, 40% já recorreram à IA para aprender sobre assuntos políticos, econômicos ou científicos considerados mais complexos.
Já entre os baby boomers, nascidos entre 1946 e 1964, o cenário é oposto – com apenas 13% relatando esse tipo de uso.
A pesquisa também identificou que aspectos sobre renda e escolaridade dos brasileiros performam de forma diferente no uso de IA.
Entre pessoas com ensino superior completo, 39% usam IA para compreender temas complexos. O índice recua para 32% entre aqueles que têm ensino médio e para 20% entre os que possuem apenas ensino fundamental.
O padrão se repete na segmentação por renda – com 39% daqueles que ganham mais de cinco salários mínimos citando uso de IA para esse fim, contra 22% entre quem recebe até um salário mínimo.
A tecnologia também foi mencionada como suporte para decisões relacionadas à saúde e ao bem-estar. A pesquisa da Nexus revela que 29% dos brasileiros se sentiriam confortáveis em usar IA para esses fins.
Considerando os indivíduos com renda de até um salário mínimo, a aplicação da IA em saúde e bem-estar é apontada por 34%.
Entre pessoas com ensino superior e renda acima de cinco salários mínimos, o uso voltado a trabalho e produtividade é mais comum, registrado por 35%.
A Nexus entrevistou 2.012 cidadãos com idade a partir de 18 anos, nas 27 Unidades da Federação, entre os dias 26 de agosto e 1º de setembro de 2025, de forma presencial.
A margem de erro da amostra é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
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Baixar áudioAlém de utilizar agentes de inteligência artificial no trabalho, 6 em cada 10 profissionais brasileiros já conseguem configurar a ferramenta para otimizar tarefas e processos no dia a dia corporativo. O cenário foi revelado por um levantamento Adapta, que integra diversas ferramentas de IA generativa no país. Os dados apontam que 28,4% combinam diferentes tecnologias ou desenvolvem seus próprios agentes dentro das empresas.
O estudo aborda a maturidade em IA nas empresas e mostra que a maioria das organizações oferece capacitação aos colaboradores. Os dados apontam que 37,2% recebem capacitações frequentes em IA e outros 34% tiveram acesso a cursos introdutórios e materiais de apoio, como trilhas e tutoriais internos.
Conforme a Adapta, é possível notar que parte da habilidade em configurar e combinar agentes é resultado do investimento em formação pelos empregadores. Pelo levantamento, 4 em cada 10 querem dominar prompts de IA em 2026.
Confira as competências de IA que estarão no radar dos profissionais em 2026, segundo o estudo:
O levantamento também identificou que a liderança também acompanha o movimento de interesse e aplicação de IA no cotidiano profissional. Cerca de 71,6% afirmam que seus gestores têm conhecimento intermediário ou avançado em IA para apoiar decisões estratégicas corporativas.
Na avaliação do estudo, o dado indica que, além da adoção individual, o uso da inteligência artificial começa a ocupar uma cadeia estratégica nas organizações, impulsionando mudanças estruturais na forma de liderar e operar.
Dados do Google Cloud indicam que 62% das lideranças brasileiras, considerando de CEOs a diretores, já utilizam agentes de IA nas operações.
Além de tentar identificar a maturidade do uso de IA nas organizações, o estudo da Adapta também buscou entender como os profissionais avaliaram o próprio domínio de IA em 2025. Apesar de 16,6% deles terem declarado usar pouco a tecnologia, a maior parcela disse utilizar a IA de maneira prática no dia a dia.
Quase metade (49%) afirmou utilizar ferramentas prontas na empresa. Em contrapartida, 34,4% já aplicam IA de forma estratégica, desenvolvem soluções próprias ou criam novos fluxos de trabalho com apoio dessas tecnologias.
Em relação aos agentes de IA, apenas 7,4% dos entrevistados afirmaram não usar esse tipo de ferramenta no trabalho. A maioria dos respondentes opera em níveis intermediários ou avançados. Aqueles que configuram os agentes para tarefas específicas da área somam 34,6% e 28,4% já combinam diferentes agentes ou os desenvolvem nas empresas.
Mesmo com percentuais expressivos de uso de agentes de IA nas organizações, quase 28% apontam o excesso de teoria como principal desafio nos treinamentos. Conforme a Adapta, esse é o tipo de abordagem que dificulta a evolução no uso de agentes e ferramentas mais avançadas.
Além disso, 23,4% afirmaram que o conteúdo ao longo do ano permaneceu superficial, limitado a materiais que não acompanharam as mudanças tecnológicas.
Para o levantamento foram entrevistados 500 brasileiros adultos, maiores de 18 anos, de todas as regiões e com acesso à internet. O índice de confiabilidade é de 95%, com margem de erro de 3,3 pontos percentuais.
Os participantes responderam 8 questões que exploravam seus conhecimentos sobre Inteligência Artificial, o impacto dessas ferramentas e agentes no dia a dia corporativo e as expectativas para cursos e treinamentos em 2026.
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Baixar áudioA Inteligência Artificial (IA) está cada vez mais presente no cotidiano dos brasileiros, especialmente entre os jovens. Pesquisa realizada pela Demà e pela Nexus mostra que oito em cada dez jovens (84%) consideram que o conhecimento sobre IA é um fator importante para conseguir emprego. Outros 11% acreditam que não faz diferença; 3% veem a tecnologia como prejudicial e 2% não souberam opinar.
O levantamento também avaliou a percepção sobre o uso das ferramentas de IA. Para 69% dos jovens, elas podem ajudar no processo de aprendizagem, enquanto 24% acreditam que podem prejudicar e 7% não souberam responder.
A familiaridade com a tecnologia é maior entre os mais novos: 93% dos jovens entre 14 e 18 anos já ouviram falar de IA. Nas faixas de 19 a 24 anos e 25 a 29 anos, os índices são de 89% e 88%, respectivamente. Mais de 80% reconhecem o uso da tecnologia em múltiplas aplicações, como assistentes de voz (92%), buscas no Google (89%), sugestões de vídeos (85%) e filtros de fotos em redes sociais (80%).
Para 86% dos entrevistados, a IA ajuda em atividades cotidianas, seja nos estudos ou no trabalho. Apesar disso, o entendimento sobre o significado da tecnologia ainda é difuso: 36% não sabem definir exatamente para que ela serve.
A IA também se consolidou como ferramenta de apoio escolar. 71% dos jovens acreditam que o recurso ajuda no dever de casa, e 83% admitem usar a tecnologia para pesquisas gerais ou acadêmicas. A ferramenta também é utilizada para traduzir textos (70%), resumir conteúdos (67%), gerar ideias (66%), criar imagens (63%), escrever textos (62%) e montar apresentações ou relatórios (52%).
O contato direto também é alto: sete em cada dez jovens têm interação quase diária com IA. O índice sobe para 85% entre estudantes de ensino superior, mas cai para 71% no ensino médio e 57% no fundamental.
A pesquisa entrevistou 2.016 jovens entre 14 e 29 anos, nas 27 Unidades da Federação, entre 14 e 20 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%.
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Baixar áudioAs ferramentas de Inteligência Artificial estão cada vez mais presentes no dia a dia dos brasileiros. Um levantamento da Nexus aponta que 51% da população acredita que a IA é capaz de tomar decisões melhores que um ser humano em determinadas situações.
Apesar disso, 45% ainda confiam mais no julgamento humano, enquanto 4% dos entrevistados não souberam ou preferiram não responder.
O estudo também mostra que 63% dos brasileiros já utilizaram algum recurso de IA, e 30% recorreram à tecnologia para compreender temas complexos, como política, economia e ciências.
Confira abaixo os principais dados levantados pela Nexus:
Dos que acreditam na capacidade de decisão de uma IA:
Dentre os que não veem as ferramentas de IA com essa capacidade:
Sobre o uso da ferramenta:
Sobre a influência desse tipo de tecnologia no dia a dia:
Sobre a forma como é utilizada a ferramenta:
As informações podem ser consultadas no site da Nexus
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Baixar áudioO Programa de Apoio à Competitividade das Micro e Pequenas Indústrias (Procompi) já beneficiou 2,7 mil empresas entre 2023 e 2025, e deu início à construção de seu novo ciclo, mais voltado à sustentabilidade e à digitalização. As informações são da coordenadora nacional do programa pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), Suzana Peixoto.
O Procompi é uma iniciativa conjunta entre a confederação e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Criado há 23 anos, oferece soluções personalizadas para apoiar a modernização, a gestão e a inovação de micro e pequenas indústrias (MPEs).
Nos últimos dois anos, 140 projetos foram executados pelo projeto, cada um atendendo, em média, 19 empresas. “Estamos atendendo mais de duas mil empresas, com muitas ações que estão ajudando a transformar essas empresas rumo à sustentabilidade e à digitalização, com resultados muito importantes, como redução de custos que levam ao aumento da capacidade dessa empresa a investir e a crescer”, explicou Suzana Peixoto.
O balanço foi feito durante o Encontro Nacional de Gestores do Procompi, realizado nesta quinta (11) e sexta-feira (12), em Salvador (BA), reunindo gestores e especialistas da indústria de 21 estados.
No segundo dia do encontro na capital baiana, os gestores participaram da construção coletiva do Procompi 2.0, definindo prioridades e diretrizes para o próximo ciclo. “O novo Procompi estará cada vez mais conectado com as tendências globais do setor industrial e do mundo, que são a sustentabilidade e a digitalização. E vamos, nesse sentido, trazer todas as oportunidades, programas e todas as conexões disponíveis no ecossistema brasileiro, para melhor atender o empresário de pequeno porte do Brasil”, destacou a coordenadora.
A programação do encontro contou com palestras, painéis, dinâmicas e relatos de experiências transformadoras de empresários que já participaram do programa. Os debates abordaram temas como ESG (sigla em inglês que se traduz para Ambiental, Social e Governança) e sustentabilidade, Indústria 4.0, inteligência artificial, gestão e liderança.
Para Suzana, a sobrecarga dos empresários na parte operacional dos negócios é desafiadora para as pequenas indústrias, o que dificulta o planejamento estratégico. “O desafio da pequena empresa está justamente no papel do empresário, que em geral ele se ocupa muito na operação, no dia a dia da empresa, mas também esse empresário deveria estar preocupado com as tendências, com o crescimento e suas estratégias empresariais. Então, é nesse sentido que o Procompi traz muito conhecimento, tecnologias adaptadas para cada caso empresarial, para que ele possa se aperfeiçoar e crescer, ter potencial de crescimento”, explicou.
Os gestores debateram também como as tecnologias digitais e a inteligência artificial estão chegando às pequenas indústrias. Para o pesquisador do SENAI Cimatec, André Oliveira, a transição digital é um caminho sem volta. “A inteligência artificial vai se tornar uma commodity. Quem não adotar agora, vai perder espaço”, alertou.
Já o superintendente de Política Industrial da CNI, Fabrício Silveira, reforçou que a IA não é apenas para grandes corporações, as pequenas empresas podem começar com aplicações simples. “As pequenas indústrias são justamente as que têm mais potencial de ganho com esse processo. Hoje, elas podem acessar informação, capacitação e até financiamento via Sebrae, Senai e NACs. A IA tem potencial de revolucionar tudo, inclusive a forma como os trabalhadores atuam dentro da empresa”, reforçou.
O encontro em Salvador evidenciou que apoiar micro e pequenas indústrias não se resume a indicadores. Segundo a CNI, trata-se da construção de uma indústria mais competitiva, inovadora e sustentável. Com o início do novo ciclo do Procompi, a prioridade passa a ser a integração, o acompanhamento constante e o fortalecimento das conexões entre empresas e instituições.
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Baixar áudioAcionar o serviço de limpeza urbana local por aplicativo de celular, marcar consultas e exames em equipamentos públicos pela internet, contar com monitoramento eletrônico 24 horas que informa à polícia se houver algum crime. Esses são alguns dos exemplos de como a tecnologia tem se tornado uma aliada no dia a dia da população, sobretudo nos grandes centros urbanos.
As cidades inteligentes são uma tendência que cresce em todo o mundo, inclusive no Brasil. O país conta com um ranking das dez cidades mais inteligentes, atualizado anualmente. Florianópolis (SC), Vitória (ES) e São Paulo (SP) figuram nos primeiros lugares da lista.
“Uma cidade inteligente é aquela que, com o apoio da tecnologia, de dados, através desses artifícios, melhora a qualidade de vida das pessoas na cidade, a sustentabilidade e a eficiência dessas cidades”, explica a coordenadora do curso de Arquitetura e Urbanismo da Unieuro, Hiatiane Cunha de Lacerda.
Hiatiane participou da elaboração da Carta Brasileira para Cidades Inteligentes, documento criado pelo governo federal, por meio do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), para orientar gestores locais.
Na cidade de São Paulo, a tecnologia é uma aliada na prevenção e combate à violência e à criminalidade. Uma parceria entre a Arqia – uma das empresas líderes no segmento de Internet das Coisas no Brasil – e a empresa Gabriel garante o monitoramento por câmeras de diversos bairros. Atualmente, mais de 570 mil pessoas são beneficiadas.
“As câmeras da Gabriel, instaladas nas fachadas dos imóveis, usam o chip da Arqia, permitindo o monitoramento 24x7 dos imóveis e também estão integradas de forma colaborativa com a atuação das polícias Civil e Militar, tornando assim as cidades mais inteligentes e a vida de nós moradores mais seguras”, detalha o responsável por Marketing e Jornada do Cliente da Arqia, Eduardo Resende.
Em Santo André, no ABC paulista, a tecnologia simplifica o acesso ao governo municipal. Por meio de um aplicativo de celular, é possível acionar o serviço de limpeza urbana, por exemplo, para informar que uma árvore caída está impedindo a passagem dos pedestres. Esse é apenas um dos cerca de 500 serviços disponíveis à palma da mão do cidadão desde 2024, graças a uma parceria com o Colab. De acordo com a plataforma, 130 cidades brasileiras aderiram ao aplicativo, que permite participar, inclusive, de consultas públicas.
Em Florianópolis, a Arboran, startup especializada em diagnóstico e gestão de áreas verdes urbanas, investe no desenvolvimento de inteligência artificial para planos diretores digitais de arborização urbana. Com investimento de R$ 80 mil, concedido pelo programa Acelera Startup SC, a solução vai monitorar as árvores de toda a cidade e indicar pontos para plantio. O sistema da Arboran também calcula a quantidade de carbono estocada em cada árvore urbana para créditos de carbono.
A professora da Unieuro destaca que há inúmeras ações, por todo o Brasil, relacionadas à gestão eficiente de dados, diminuição de tempo trânsito, redução do consumo de energia, melhora na gestão de resíduos, entre outros temas. “Esse processo é contínuo, exige uma série de questões que estão vinculadas à inovação, que busca criar cidades cada vez mais justas, inclusivas e também sustentáveis para todas as pessoas e também para o nosso planeta”, ressalta.
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Baixar áudioO Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), em parceria com a Amazon Web Services (AWS), abriu 200 mil vagas gratuitas em cursos on-line sobre inteligência artificial generativa e fundamentos de computação em nuvem. O prazo vai até dezembro do ano que vem. O AWS Treina Brasil, como é chamado o maior programa nacional de formação em tecnologia já realizado, prevê capacitar 1 milhão de brasileiros até 2028.
O programa oferece uma combinação de conteúdos sob demanda — acessíveis a qualquer momento — e eventos ao vivo que enriquecem o processo de aprendizado. Ao término das formações, todos os participantes recebem um certificado de conclusão. As trilhas de conhecimento abordam desde conceitos básicos até conteúdos avançados, incluindo IA generativa, aprendizado de máquina, computação em nuvem, inovação, transformação digital e estudos de caso reais.
Segundo Mateus Simões, gerente de Educação Profissional e Tecnológica do SENAI, a parceria com a AWS é um passo estratégico para acelerar a transformação digital da indústria brasileira.
“Oferecemos o que existe de mais atual e de ponta hoje no mercado de IA. Os cursos que o SENAI oferece possuem um grande diferencial competitivo. Primeiro é que o desenvolvimento é feito de acordo com a real necessidade da indústria. Segundo é que as tecnologias que utilizamos na operacionalização desses cursos são oriundos de parcerias com as principais big techs do planeta”, ressalta.
A iniciativa é voltada a diversos públicos: jovens que desejam ingressar na área de tecnologia, profissionais que buscam atualização ou transição de carreira, além de pequenas e médias empresas (PMEs), empreendedores e entidades do setor público e terceiro setor.
Para viabilizar o alcance nacional, o AWS Treina Brasil reúne o SENAI de Santa Catarina e instituições como Refuturiza, Cartão de Todos, AllpFit, IBMEC, Alterdata, ETICE CE, a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, Santander e Santander X, que apoiam ações de formação e mobilização em todo o país.
Cleber Morais, diretor-geral da AWS no Brasil, considera que as formações em novas tecnologias podem representar “um crescimento na carreira, uma transição ou a chance de entrar no mercado de trabalho”.
Mercado requer qualificação
O contexto impulsionador dessa mobilização nacional é a transformação acelerada do mercado de trabalho, que exige competências digitais em IA e nuvem para se adaptar às mudanças tecnológicas, ambientais e demográficas. O Relatório “Futuro dos Empregos 2025”, do Fórum Econômico Mundial, indica que IA e big data estão entre as áreas prioritárias para qualificação profissional.
Na avaliação de Julian Tonioli, CEO da consultoria empresarial Auddas, a principal tendência de tecnologia em negócios passa por agentes, superautomação e construção de aplicativos internos com IA. O que caminha, diz o especialista, para a evolução da entrega de serviços ou atividades através de software em grande volume.
Outra mudança é que pequenas e médias empresas têm ganhado mais capacidade para desenvolver tecnologias com processos que envolvem codificação e construção de softwares a partir de definição de negócios por pessoas leigas.
“Conforme essa barreira cai e as empresas conseguem adotar esse tipo de solução internamente, a produtividade aumenta. Com mais produtividade e capacidade, é possível não só acelerar mais pequenas empresas, como levar soluções que antes não eram acessíveis”, pontua.
As inscrições estão abertas no portal oficial do AWS Treina Brasil, onde os interessados podem escolher as trilhas conforme seu ritmo e interesse. A flexibilidade, aliada à abrangência do programa, torna possível que qualquer pessoa, em qualquer parte do país, possa acessar conteúdos atualizados e de alta relevância para o mercado digital em expansão.
Copiar o textoEstudo da Amazon Web Services (AWS) mostra que ganho médio chegou a 31%; Câmara discute regulação
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Um levantamento encomendado pela Amazon Web Services (AWS) e divulgado este mês mostra que 95% das empresas brasileiras que adotaram inteligência artificial (IA) já registram aumento médio de 31% no faturamento. Além das vantagens econômicas, o uso de novas tecnologias gerou ganhos expressivos de produtividade próximos aos 96% entre as companhias pesquisadas. O aprimoramento do atendimento ao cliente (66%), o investimento em formação e capacitação de funcionários (59%) e o desenvolvimento de novos produtos e serviços (56%) são outros benefícios citados no estudo “Desbloqueando o potencial da IA no Brasil”.
Diante do crescimento vertiginoso desse mercado, a Câmara dos Deputados discute um marco regulatório (PL 2.338/2023) que estabelece diretrizes para o desenvolvimento, fomento e uso ético e responsável da IA.
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O deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), relator da proposta na comissão especial que trata do tema na Casa, prega equilíbrio e defende um debate que exclua divergências político-partidárias. “Vai ser essa maturidade que vai nos permitir a construção de uma legislação, um marco regulatório que nos traga equilíbrio. Não regular a tecnologia, porque a tecnologia sempre vai estar na nossa frente. Acho que a gente tem que fazer é como que a gente vai usar o novo para o bem. Esse é o desafio”, acredita o parlamentar.
Na mesma linha, a deputada Luísa Canziani (PSD-PR), presidente da comissão especial sobre IA da Câmara, argumenta que o Brasil precisa aproveitar a oportunidade para estimular a inovação.
“Nosso país, infelizmente, está muito atrasado em inovação. É um país que consome muita tecnologia, mas que ainda desenvolve pouca tecnologia. E esse é o nosso desafio, fazer com que o nosso país não fique fora do mapa da inteligência artificial e das grandes discussões tecnológicas. Tenho certeza de que através desse grande movimento, com a indústria, a academia e o Legislativo, vamos gerar emprego e renda através da inteligência artificial”.
Para o diretor de Relações Institucionais da CNI, Roberto Muniz, a regulação deve ser encarada como ponte, não muro, para o setor produtivo.
“Precisamos olhar que as obrigações tenham um limite para não ser um obstáculo para a indústria e que a governança seja menos centralizada. Precisamos incentivar os jovens, devemos regular a tecnologia, sim, mas devemos muito mais regular os seus usos. Essa é uma questão que precisa estar muito clara como princípio para que a gente não faça da nossa lei um engessamento para a indústria nacional”, afirma.
Muniz acrescenta que a CNI é a favor de uma norma que contemple o desenvolvimento para a promoção da indústria nacional. “Esse projeto movimenta 10,5 milhões de empregos e 35% da arrecadação do Brasil. Quando se fecha uma indústria, se fecha escolas e hospitais”, enfatizou.
Além disso, o representante da entidade sustenta que a regulação da IA pode representar uma posição estratégica para a economia brasileira. “Estamos aqui definindo se o Brasil estará presente neste futuro ao qual o mundo entende como irreversível ou se a gente vai, mais uma vez, como muitas discussões levam 25 anos no Brasil, onde a gente não consegue chegar a um consenso”.
Já aprovado no Senado, o PL 2.338/2023 está em fase de audiências públicas na Câmara e ainda não tem data prevista para ser votado em plenário.
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Baixar áudioDe que forma a Inteligência Artificial tem sido aplicada no setor cultural? Um curso on-line e gratuito traz essa discussão para quem trabalha na área, quer entender melhor a relação de seu trabalho com a IA e como aplicá-la na prática.
O curso Inteligência Artificial e Cultura está com inscrições abertas até o dia 27 de agosto, no site da Escult (Escola Solano Trindade de Formação e Qualificação Artística, Técnica e Cultural), do Ministério da Cultura.
Podem ser inscrever artistas de todas as áreas, produtores, gestores e outros agentes culturais que desejam explorar o tema.
"A inteligência artificial, sobretudo a IA generativa, já é um fenômeno que está muito presente na nossa sociedade, que já está impactando enormemente o setor cultural e algumas profissões criativas”, afirma Beth Pontes, professora do curso e gestora cultural.
Para a professora, entender sobre Inteligência Artificial hoje em dia tornou-se uma habilidade obrigatória em grande parte das atividades profissionais. O que se aplica também à cultura.
A nova formação ofertada pelo MinC tem o objetivo de abordar conceitos fundamentais e aplicações práticas. Também será focada nos desafios éticos e regulatórios do uso da IA e as implicações para profissionais do setor cultural.
"É um tema que neste momento está sendo objeto de um debate legislativo, justamente para pensar nas formas mais éticas, mais justas e transparentes de desenvolvimento e de regulação da IA, com um grande impacto na questão de direitos autorais. Então, esse é um tema que, por si só, já deve ser muito importante para a cultura”, diz Beth Pontes.
O curso Inteligência Artificial e Cultura é realizado na modalidade à distância com carga horária de 60 horas. A atividade foi desenvolvida seguindo as recomendações da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).
Para Beth Pontes, o Ministério da Cultura se destaca como pioneiro ao ofertar essa formação: “O fato do MinC que ter escolhido fazer isso, uma das primeiras iniciativas através da Escult, que é uma escola completamente online, gratuita, acessível para todos, acho que é um marco muito importante.”
As inscrições podem ser realizadas até 27 de agosto no site da Escult./ Anote o endereço: https://escult.cultura.gov.br/
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Baixar áudioO Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) abriu mais de 135 mil vagas em cursos gratuitos e pagos em todo o Brasil. A informação é de levantamento quinzenal feito pela Agência de Notícias da Indústria. A oferta contempla formações presenciais e à distância em áreas estratégicas para o desenvolvimento da indústria nacional, como tecnologia da informação, alimentos e bebidas, construção civil, energia e inteligência artificial.
São mais de 53 mil vagas presenciais e online oferecidas diretamente pelas escolas do SENAI de seis estados (ver lista por UF abaixo), distribuídas em cursos técnicos, de qualificação e aperfeiçoamento, aprendizagem industrial e outras modalidades de formação profissional.
Na plataforma Futuro.Digital – marketplace do SENAI – são mais de 82 mil vagas em cursos variados, como técnicos, de curta e média duração, extensão, graduação, pós-graduação, MBA, micro e minicursos.
De acordo com o gerente de Educação Profissional e Superior do SENAI, Mateus Simões de Freitas, a ação é fruto de um planejamento que busca equilibrar volume e qualidade na formação de profissionais. “Precisamos formar uma grande quantidade de profissionais em áreas de real demanda da indústria brasileira”, afirmou.
O dirigente explica que a oferta é baseada em estudos sobre o comportamento do mercado de trabalho. “O SENAI avalia o comportamento do mercado, as principais profissões que a indústria está demandando e então realiza sua oferta para os diversos setores de todo o Brasil”, completou.
A área de inteligência artificial ganhou destaque na nova oferta. Segundo Freitas, foi estruturado um programa para formar líderes e profissionais capazes de aplicar a IA de forma segura, estratégica e voltada para ganhos de competitividade. “A forma que estamos utilizando para avaliar o impacto desta oferta está no feedback das empresas e associações nacionais, com profissionais que estão sendo contratados e ganhos de produtividade alcançados”, destacou.
A mobilização tem como objetivo contribuir com o crescimento e fortalecimento da indústria nacional. “Esperamos continuar apoiando a indústria brasileira no crescimento sustentável e no fortalecimento da competitividade do nosso país”, concluiu.
As oportunidades estão disponíveis em todas as regiões do Brasil e podem ser consultadas no site do Mundo SENAI ou no Futuro.Digital. As plataformas reúnem informações detalhadas sobre preços, grade curricular, certificação e carga horária.
Paraíba
O SENAI-PB tem 601 vagas abertas para cursos como almoxarife, armazenagem e confeitaria, assentador de revestimento cerâmico, assistente de recursos humanos, carpinteiro de obras, gestão de estoque, informática básica, injeção eletrônica de automóveis, mecânico de refrigeração e climatização, pedreiro, programador de sistemas automatizados (clp), redes de distribuição elétrica, técnicas de aplicação de gesso, técnico em automação e técnico em eletromecânica.
Paraná
O SENAI-PR está com 2 mil vagas abertas para áreas administração, desenvolvimento de sistemas, eletromecânica, logística, química e muitos outros.
Rio Grande do Norte
O SENAI-RN tem 1.866 vagas disponíveis para cursos nas áreas de alimentos, elétrica, energia eólica, mecânica automotiva, metalurgia, petróleo, refrigeração, segurança do trabalho, transporte de cargas e veículos elétricos.
São Paulo
O SENAI-SP tem 47.227 vagas disponíveis para cursos como automação de iluminação com dispositivos inteligentes, cibersegurança em servidores linux, entre outros, inclusive pós-graduação em gestão de processos de descarbonização.
Sergipe
O SENAI-SE disponibiliza 363 vagas para cursos nas áreas de eletricista, fabricação de doces e bolos para festas infantis, gesseiro imobiliário, gestão da produção, gestão de transporte e distribuição, informática básica, manutenção de bombas centrífugas, montagem de sistemas pneumáticos e eletropneumáticos, nr-10 segurança no sistema elétrico de potência (sep), técnica de usinagem com torno convencional, word e excel.
Tocantins
O SENAI-TO tem 1.155 vagas disponíveis para cursos como, aperfeiçoamento em desenho técnico aplicado a metalmecânica, controlador e programador de produção, marketing digital, soldador de eletrodo revestido, vendas e redes sociais e tantos outros.
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