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Baixar áudioO candidato Flávio Bolsonaro (PL) aparece à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 12 das 13 pesquisas nacionais divulgadas após o primeiro turno das eleições presidenciais de 2026. Segundo estudo da Opinião Inteligência Política, Flávio tem 51,8% dos votos válidos na média dos levantamentos. Apesar da vantagem, a análise aponta que a disputa ainda não está decidida.
O estudo, atualizado nesta quinta-feira (15), reúne pesquisas de 11 institutos registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com entrevistas realizadas entre os dias 3 e 15 de outubro.
Além da média das pesquisas, a Opinião Inteligência Política elaborou uma projeção que considera resultados de eleições anteriores e possíveis mudanças na intenção de voto até o segundo turno, marcado para 25 de outubro. Nesse cenário, Flávio Bolsonaro aparece com 52,3% dos votos válidos e 82% de probabilidade de vitória. Lula tem 18% de chance de vencer.
A empresa ressalta, no entanto, que esses percentuais são estimativas estatísticas, e não resultados de pesquisas eleitorais. As projeções dependem de hipóteses sobre o comportamento dos eleitores e podem mudar até o dia da votação.
Para Alexandre Garcia, CEO da Opinião Inteligência Política, três movimentos podem mudar o segundo turno até 25 de outubro.
“O primeiro é a aprovação do governo. As pesquisas com campo a partir de 17/10 vão dizer se a alta se confirma. O segundo é o destino de quem votou em Augusto Cury, Renan Santos e Ronaldo Caiado no 1º turno. O terceiro é o eleitor de ensino médio que ganha de 2 a 5 salários mínimos. Ali, a rejeição de Lula salta para 57%, contra 41% entre quem ganha até 2 salários. Se houver virada, ela passa por esse eleitor, que é o trabalhador com carteira assinada”, explica Garcia.
De acordo com a análise, a média das pesquisas, que estava em 52,2% no dia 11 de outubro, caiu para 51,8% no dia 15. É o menor percentual registrado desde o início da série, em 8 de outubro.
As três pesquisas mais recentes consideradas no estudo, divulgadas em 15 de outubro, apresentaram resultados abaixo da média anterior. Na Palver, Flávio aparece com 50,5% dos votos válidos. Na Indexa/Broadcast, tem 51,2%, enquanto no Datafolha registra 51,1%.
Dos 13 levantamentos analisados pela empresa, apenas a pesquisa Vox Brasil, realizada entre 5 e 7 de outubro, apontou vantagem para Lula.
Nas pesquisas presenciais, realizadas por Vox Brasil, Datafolha e Quaest, Flávio Bolsonaro aparece com média de 50,4% dos votos válidos, considerando a rodada mais recente de cada instituto.
Já nas pesquisas feitas por telefone com entrevistadores, a média do candidato chega a 52,6%. Nos levantamentos por telefone automático, o percentual é de 52%, enquanto nas pesquisas online fica em 51,6%.
A análise da empresa destaca que, no primeiro turno de 2026, os institutos que realizaram entrevistas presenciais apresentaram resultados mais favoráveis a Lula do que o observado nas urnas.
A Opinião Inteligência Política ressalta, porém, que isso não significa que a diferença vá se repetir no segundo turno, já que o comportamento dos eleitores pode ser diferente nesta etapa da eleição.
Na média das 13 pesquisas analisadas, a aprovação do governo entre os entrevistados que manifestaram uma opinião chega a 47,3%. O percentual é próximo dos 48,1% de votos válidos atribuídos a Lula na mesma análise.
Segundo a empresa, essa proximidade indica que a disputa presidencial está fortemente associada à avaliação que os brasileiros fazem do atual governo.
O estudo mostra ainda que a aprovação de Lula permaneceu praticamente estável nos institutos que realizaram mais de uma rodada de entrevistas.
No Datafolha, por exemplo, a aprovação ficou em 48% nas duas pesquisas de outubro, enquanto a desaprovação passou de 49% para 50%. No PoderData, os percentuais também permaneceram estáveis: 44% de aprovação e 50% de desaprovação.
Segundo o estudo, na média das 11 pesquisas que divulgaram esse indicador, 48,7% dos entrevistados afirmaram que não votariam em Lula, enquanto 46% disseram que não votariam em Flávio Bolsonaro.
A análise também identificou situações em que Flávio aparece com rejeição superior à de Lula e, mesmo assim, mantém a liderança na intenção de voto.
Na Quaest, por exemplo, 54% dos entrevistados rejeitam Flávio, contra 53% que rejeitam Lula. Ainda assim, o candidato do PL aparece com 51,1% dos votos válidos.
O estudo aponta ainda que, no Datafolha e no PoderData, a rejeição a Flávio aumentou um ponto percentual entre as rodadas analisadas. A Opinião Inteligência Política considera o movimento pequeno, mas destaca que ele representa um sinal desfavorável ao candidato.
Na projeção principal da empresa, que considera um ajuste baseado na diferença observada entre pesquisas anteriores e resultados das urnas, Flávio aparece com 52,3% dos votos válidos e 82% de probabilidade de vitória.
Sem esse ajuste, considerando apenas a média atual dos levantamentos, a probabilidade de vitória do candidato cai para 76%, enquanto a de Lula sobe para 24%.
Em outro cenário apresentado no estudo, no qual as pesquisas estejam superestimando Flávio em um ponto percentual, a probabilidade de vitória do candidato do PL seria de 62%, contra 38% de Lula.
Já em uma hipótese de diferença maior entre as pesquisas e o resultado das urnas, favorável a Flávio, a chance de vitória do candidato chegaria a 88%.
A empresa também calcula uma faixa de resultados possíveis, com 90% de abrangência na estimativa, que vai de 48,2% a 56,4% dos votos válidos para Flávio. Segundo a análise, isso significa que o modelo ainda considera possíveis resultados favoráveis a Lula.
De acordo com a Opinião Inteligência Política, para que os dois candidatos passassem a ter a mesma probabilidade de vitória no modelo utilizado, a média das pesquisas de Flávio Bolsonaro precisaria cair de 51,8% para 49,5% dos votos válidos. Em treze pesquisas depois do 1º turno, a média ficou entre 51,8% e 52,5%.
A empresa destaca que uma pesquisa isolada tende a provocar poucas mudanças na estimativa. Para identificar uma possível alteração mais consistente na disputa, seria necessário observar uma sequência de levantamentos apontando a mesma tendência.
“Devemos ficar de olho no calendário. Ipespe e Verità saem em 17 de outubro. PoderData, DataTrends e AtlasIntel, em 19 e 20. São as primeiras com campo depois da aprovação do fim da escala 6x1 no Senado e do início do pagamento do Bolsa Família reajustado, e vão dizer se a alta da aprovação que só o PoderData mediu aparece em outros institutos”, frisa Alexandre Garcia.
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Baixar áudioA disputa pela Presidência da República apresenta diferenças importantes entre as regiões do Brasil e entre os eleitores que vivem no interior e nas regiões metropolitanas. Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (15) mostra que Flávio Bolsonaro (PL) lidera no Sul, Sudeste e no conjunto formado pelo Centro-Oeste e Norte. Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem vantagem no Nordeste.
O levantamento também aponta uma divisão entre os eleitores das grandes cidades e do interior. Nas regiões metropolitanas, Lula aparece com 54% dos votos válidos, contra 46% de Flávio Bolsonaro. No interior, o resultado se inverte: o candidato do PL tem 54%, enquanto o presidente registra 46%.
A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos em cada um desses dois grupos. Dessa forma, as vantagens dos candidatos estão fora da margem de erro.
O Nordeste é a região em que Lula apresenta sua maior vantagem. O presidente tem 66% dos votos válidos, contra 34% de Flávio Bolsonaro, uma diferença de 32 pontos percentuais.
No Sul, o cenário é favorável ao candidato do PL, que registra 62% das intenções de voto, enquanto Lula aparece com 38%.
Flávio também lidera no Sudeste, com 56% dos votos válidos, contra 44% do presidente. No agrupamento das regiões Centro-Oeste e Norte, o senador tem 58%, diante de 42% do petista.
A margem de erro é de quatro pontos percentuais no Nordeste, três no Sudeste e cinco no Sul e no agrupamento Centro-Oeste/Norte. As diferenças registradas colocam os candidatos à frente de seus adversários fora da margem de erro em todos esses recortes regionais.
Entre os brasileiros que não se identificam como petistas nem como bolsonaristas, Flávio Bolsonaro aparece com 59% dos votos válidos, contra 41% de Lula.
A diferença é de 18 pontos percentuais. Como a margem de erro nesse grupo é de cinco pontos para mais ou para menos, o candidato do PL lidera fora do empate técnico.
Na pesquisa anterior, divulgada em 8 de outubro, Flávio tinha 58% nesse segmento, enquanto Lula registrava 42%. Os números indicam uma oscilação de um ponto percentual para cada candidato.
Entre os eleitores que se identificam como bolsonaristas, Flávio concentra 98% dos votos válidos. Já entre os petistas, Lula reúne 93%.
O levantamento também mostra diferenças nas preferências de voto de homens e mulheres.
Entre as mulheres, Lula tem 55% dos votos válidos, contra 45% de Flávio Bolsonaro. Entre os homens, o candidato do PL aparece com 56%, enquanto o presidente registra 44%.
Na divisão por cor ou raça, Lula lidera entre os eleitores que se declaram pretos, com 60%, contra 40% de Flávio. Entre os brancos, o senador tem 59%, diante de 41% do presidente.
Já entre os eleitores pardos, a disputa está empatada numericamente, com 50% para cada candidato.
Segundo o Datafolha, Lula apresenta maior força entre os brasileiros que recebem até dois salários mínimos por mês, com 58% dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro tem vantagem entre aqueles com rendimentos mais elevados, com renda de mais de dois a cinco salários mínimos (58%) e na faixa acima de cinco salários mínimos, com 63%.
O nível de escolaridade é outro fator que diferencia o desempenho dos candidatos no segundo turno.
Lula tem vantagem entre os brasileiros que estudaram até o ensino fundamental, com 61%. Já Flávio Bolsonaro apresenta melhor desempenho entre os eleitores com ensino médio (55%) e superior (56%).
Na divisão por idade, Flávio Bolsonaro apresenta sua maior vantagem entre os eleitores de 35 a 44 anos. Nesse grupo, o senador tem 59% dos votos válidos, contra 41% de Lula.
Entre os jovens de 16 a 24 anos, Lula aparece numericamente à frente, com 54%, contra 46% de Flávio. A diferença, porém, está dentro da margem de erro de seis pontos percentuais.
Na faixa de 25 a 34 anos, Flávio registra 53%, contra 47% do presidente. Entre os eleitores de 45 a 59 anos, o placar é de 51% para o senador e 49% para Lula. Na faixa de 60 anos ou mais, o presidente aparece com 54%, contra 46% de Flávio Bolsonaro.
Apenas na faixa de 35 a 44 anos a diferença entre os candidatos está fora da margem de erro.
Apesar das diferenças entre regiões e grupos de eleitores, o cenário nacional continua equilibrado.
Considerando apenas os votos válidos, que excluem brancos, nulos e indecisos, Flávio Bolsonaro tem 51% das intenções de voto, contra 49% de Lula. A diferença de dois pontos percentuais configura empate técnico, já que a margem de erro nacional é de dois pontos para mais ou para menos.
O Datafolha ouviu 2.520 eleitores com 16 anos ou mais, em 153 municípios brasileiros, nos dias 13 e 14 de outubro. Desse total, 2.330 entrevistados indicaram voto em um dos dois candidatos e compõem a base utilizada para calcular os votos válidos.
A pesquisa foi encomendada pela Folha de S.Paulo e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00466/2026. A margem de erro para o conjunto da amostra é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
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Baixar áudioUma análise de dez pesquisas nacionais, realizada pela Opinião Inteligência Política, aponta que o candidato Flávio Bolsonaro (PL) mantém a vantagem sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pelo segundo turno da eleição presidencial de 2026. O documento mostra Flávio com 52,2% dos votos válidos, contra 47,8% de Lula. Os números são os mesmos registrados no início da disputa, em 11 de outubro, quando a análise reunia seis levantamentos.
Além da média das pesquisas, a Opinião Inteligência Política elaborou uma projeção que considera resultados de eleições anteriores e possíveis mudanças na intenção de voto até o dia 25 de outubro. Nesse cenário, Flávio aparece com 52,7% dos votos válidos e 86% de probabilidade de vitória, enquanto Lula tem 14%.
A empresa ressalta, no entanto, que esses percentuais representam estimativas estatísticas, e não resultados de uma nova pesquisa eleitoral. As projeções dependem de hipóteses sobre o comportamento dos eleitores e podem mudar ao longo da campanha.
Das dez pesquisas nacionais consideradas na análise, nove apontam vantagem de Flávio Bolsonaro. Apenas o levantamento da Vox Brasil, realizado entre 5 e 7 de outubro, coloca Lula na liderança.
Entre as quatro pesquisas incorporadas à análise desde 11 de outubro, a Gerp apresenta a maior votação para Flávio, com 54,6% dos votos válidos. Em seguida aparecem Nexus/BTG, com 52%; Quaest, com 51,1%; e PoderData/Aya, com 51%.
Os resultados mostram diferenças entre os institutos, mas não foram suficientes para alterar a média geral, que permanece em 52,2%.
Na comparação com as rodadas anteriores de cada instituto, o PoderData registrou uma queda de dois pontos percentuais para Flávio, passando de 53% para 51%. Já a Gerp apontou crescimento de 1,9 ponto, de 52,7% para 54,6%. Na Quaest, o percentual passou de 51,2% para 51,1%, uma redução de 0,1 ponto.
Segundo a Opinião, essas oscilações indicam que a disputa permanece relativamente estável desde o início do segundo turno.
A análise também identificou diferenças nos resultados conforme a forma utilizada pelos institutos para entrevistar os eleitores.
Nas pesquisas presenciais, realizadas por Vox Brasil, Datafolha e Quaest, Flávio aparece com média de 50,7% dos votos válidos, resultado que indica uma disputa mais apertada.
Já nos levantamentos feitos por telefone automático, a média é de 52%. Nas entrevistas telefônicas realizadas com entrevistadores, o percentual sobe para 53,1%. Na pesquisa online da AtlasIntel, Flávio registra 52,8%.
A Opinião observa que, no primeiro turno de 2026, as pesquisas presenciais foram as que mais se distanciaram do resultado das urnas em favor de Lula.
Enquanto esse grupo indicava vantagem de 2,7 pontos para o petista, Flávio terminou a votação com 1,9 ponto de vantagem.
A empresa destaca, porém, que isso não significa que o mesmo comportamento será observado no segundo turno. As diferenças podem estar relacionadas a mudanças na preferência dos eleitores nos últimos dias da campanha.
Para elaborar sua projeção, a Opinião Inteligência Política também analisou o desempenho de pesquisas do Datafolha e da Quaest em eleições presidenciais anteriores.
Segundo o estudo, os dois institutos apresentaram percentuais para os adversários do PT inferiores aos resultados das urnas em todas as eleições consideradas na comparação.
Nos segundos turnos analisados, essa diferença variou de 0,1 a 1,1 ponto percentual. No primeiro turno, as diferenças foram maiores, variando de 2 a 7,2 pontos.
Com base no desempenho do Datafolha nos segundos turnos de 2014, 2018 e 2022, a Opinião acrescentou 0,5 ponto percentual à média atual das pesquisas. Com esse ajuste, a estimativa de votação de Flávio passou de 52,2% para 52,7%.
A empresa reconhece que o cálculo utiliza um número limitado de eleições e que não há garantia de que as diferenças observadas no passado voltem a ocorrer.
O estudo apresenta quatro cenários para o resultado do segundo turno, considerando diferentes possibilidades de comportamento das pesquisas e dos eleitores.
Sem qualquer ajuste na média atual, Flávio teria 80% de probabilidade de vitória, contra 20% de Lula.
Na estimativa principal da Opinião, que considera o histórico de eleições anteriores, as probabilidades passam para 86% e 14%, respectivamente.
Em um cenário que considera uma diferença maior entre pesquisas e urnas, Flávio alcançaria 53,3% dos votos válidos e teria 90% de probabilidade de vitória.
Já na hipótese de as pesquisas estarem superestimando a votação de Flávio Bolsonaro em um ponto percentual, o candidato ficaria com 51,2% dos votos válidos. Nesse caso, sua probabilidade de vitória cairia para 68%, enquanto a de Lula subiria para 32%.
A Opinião destaca que, embora Flávio apareça como favorito em todos os cenários analisados, uma vitória de Lula continua sendo possível. A faixa de 90% da estimativa para a votação de Flávio vai de 48,5% a 56,9% dos votos válidos.
Esses cálculos não significam que o resultado esteja definido. Mudanças na preferência dos eleitores ou acontecimentos durante a campanha podem alterar as projeções até o dia da votação.
De acordo com a Opinião Inteligência Política, para que a disputa volte a uma situação de equilíbrio na projeção estatística, a média das pesquisas para
Flávio precisaria cair de 52,2% para 49,5% dos votos válidos, uma redução de 2,7 pontos percentuais. Nesse cenário, a probabilidade de vitória dos dois candidatos seria de 50%.
Se a média de Flávio recuasse para 50,8%, sua probabilidade de vitória cairia dos atuais 86% para 70%.
A empresa observa que, desde o primeiro turno, a média das dez pesquisas variou menos de um ponto percentual. Por isso, avalia que uma mudança significativa no cenário dependeria de uma sequência de levantamentos apontando a mesma tendência, e não apenas de uma pesquisa isolada.
O segundo turno da eleição presidencial está marcado para 25 de outubro.
A análise da Opinião Inteligência Política reúne dez pesquisas nacionais registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com entrevistas realizadas entre 3 e 13 de outubro de 2026. A média considera o tamanho das amostras e as datas de realização dos levantamentos, dando maior peso às pesquisas mais recentes e com maior número de entrevistados.
Os percentuais apresentados se referem aos votos válidos, excluindo votos brancos, nulos e eleitores indecisos. As probabilidades de vitória são cálculos próprios da Opinião Inteligência Política e não devem ser confundidas com resultados diretos das pesquisas eleitorais.
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Baixar áudioAs emendas parlamentares têm maior impacto na votação de deputados federais em municípios com até 5 mil habitantes. É o que aponta um estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV), que analisou a relação entre a distribuição desses recursos e o desempenho dos parlamentares nas eleições de 2026. De acordo com a publicação, nessas cidades, o crescimento da participação dos parlamentares na votação entre as eleições de 2022 e 2026 foi de 1,3 ponto percentual. Nos municípios com mais de 500 mil habitantes, a vantagem foi de 0,2 ponto percentual.
Apesar de ajudar a conquistar votos, o dinheiro destinado às cidades não garante a permanência dos deputados no Congresso Nacional. Segundo a FGV, não foi encontrada uma relação direta entre o volume de emendas pagas e as chances de reeleição dos parlamentares.
O estudo mostra que as emendas têm maior peso político nas cidades pequenas, onde os recursos podem representar investimentos importantes para a população. Segundo a FGV, nessas localidades também é mais fácil para os eleitores identificar o deputado responsável pelo envio do dinheiro. Por outro lado, como esses municípios têm menos eleitores, os votos conquistados nem sempre são suficientes para garantir uma vitória nas urnas.
A pesquisa da FGV analisou emendas parlamentares pagas entre 2024 e 2026, segundo o Siop (Sistema Integrado de Orçamento e Planejamento), e comparou os resultados das eleições de 2022 e 2026, segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Ao todo, foram examinadas mais de 142 mil combinações de deputados e municípios, incluindo cidades que receberam recursos e outras que não foram beneficiadas.
Nas eleições de 2026, os deputados tiveram, em média, 6,7% dos votos nos municípios que receberam emendas. Nas cidades que não receberam recursos, o percentual foi de 1%.
No entanto, a FGV identificou que esses parlamentares já tinham uma votação maior nas cidades beneficiadas antes mesmo do envio das emendas. Em 2022, eles haviam recebido 5,9% dos votos nesses municípios, contra 1% nas demais localidades.
Segundo os pesquisadores, os números indicam que os deputados tendem a direcionar emendas para municípios onde já possuem maior força eleitoral.
Ao descontar a votação anterior em cada cidade, a vantagem estimada diminui de 5,7 para 2,3 pontos percentuais. Considerando especificamente o crescimento da participação eleitoral entre 2022 e 2026, a diferença associada às emendas fica em aproximadamente 0,7 ponto percentual.
A FGV considera esse resultado estatisticamente significativo, embora pequeno. Em um município com 10 mil votos para deputado federal, por exemplo, a diferença corresponde a cerca de 70 votos.
Entre os parlamentares reeleitos, o ganho associado às emendas foi de 0,9 ponto percentual. Já entre os derrotados, o resultado não apresentou diferença significativa em relação a zero.
O estudo também identificou diferenças conforme a modalidade de transferência dos recursos.
As chamadas emendas Pix, transferências especiais que chegam diretamente aos caixas das prefeituras, sem necessidade de convênio, apresentaram associação com ganho de aproximadamente 1 ponto percentual na votação dos deputados entre 2022 e 2026.
Nas demais modalidades de emendas individuais, a vantagem foi de 0,7 ponto percentual.
A FGV ressalta que os dados não permitem determinar a razão dessa diferença. Entre as hipóteses levantadas pelos pesquisadores estão a maior flexibilidade na utilização dos recursos pelas prefeituras e a possibilidade de essas transferências serem direcionadas a municípios onde os parlamentares já possuem aliados políticos.
Apesar da associação entre emendas e ganhos eleitorais locais, a FGV não encontrou evidências de que deputados que destinam mais recursos tenham necessariamente maiores chances de conquistar um novo mandato.
Para chegar a esse resultado, os pesquisadores analisaram 409 deputados federais que disputaram a reeleição em 2026. Eles foram divididos em cinco grupos, de acordo com o valor das emendas pagas.
As taxas de reeleição registradas nesses grupos foram de 71%, 67%, 75%, 71% e 78%. Os resultados não demonstraram uma relação clara entre o aumento dos recursos destinados e o sucesso nas urnas.
Segundo a FGV, metade dos deputados analisados teve entre R$ 87 milhões e R$ 105 milhões em emendas pagas, o que também evidencia a proximidade dos valores destinados pelos parlamentares.
Segundo a FGV, o desempenho dos candidatos nas eleições de 2022 foi mais importante para explicar as chances de reeleição em 2026 do que o volume de emendas destinado aos municípios.
No caso específico das emendas Pix, o estudo encontrou uma diferença: ao comparar deputados com volumes menores e maiores desses recursos, a chance estimada de reeleição passou de 69% para 76%. Ainda assim, a FGV classificou a relação como fraca e no limite da significância estatística.
Outro dado destacado pela FGV é que 72% dos deputados federais eleitos em 2022 que tentaram renovar seus mandatos em 2026 conseguiram se reeleger.
A taxa é praticamente igual à registrada nas eleições de 2002 e menor do que as observadas em 2010 e 2014.
Para os pesquisadores, o resultado contraria a expectativa de que o aumento dos recursos disponíveis por meio das emendas parlamentares produziria uma elevação expressiva nas taxas de reeleição.
A Fundação ressalta, entretanto, que o estudo identifica associações estatísticas, e não relações diretas de causa e efeito. Fatores como a presença de aliados políticos nos municípios, a força eleitoral anterior e as estratégias de campanha também podem influenciar o desempenho dos candidatos.
A conclusão da FGV é que as emendas podem ajudar a consolidar bases eleitorais e produzir ganhos localizados de votos, sobretudo em cidades pequenas, mas não são suficientes, isoladamente, para determinar a vitória de um deputado federal nas urnas.
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Baixar áudioCom o objetivo de apresentar as demandas do empresariado nacional ao debate presidencial do segundo turno, a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) promoveu, nesta terça-feira (13), em São Paulo, mais uma edição do Encontro do Associativismo, com a presença do senador e candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro.
O evento reuniu 40 representantes de federações e associações comerciais de 17 estados para discutir propostas voltadas à melhoria do ambiente de negócios e à retomada econômica.
Na ocasião, Flávio Bolsonaro destacou a importância do associativismo para enfrentar os desafios da economia brasileira. O candidato defendeu a desburocratização, o incentivo aos empreendedores e às micro e pequenas empresas, o aumento da produtividade e a redução da estrutura do Estado.
"O centro do meu governo vai ser o cidadão e a cidadã brasileira. Eu vou investir neles, e eu aposto na economia da produtividade. Vou precisar de todas as federações aqui para investir na qualificação dos brasileiros", disse.
"Vamos fazer tesouraço em impostos, sim! Vamos fazer tesouraço nessa burocracia: no primeiro dia já está pronto o decreto para revogar mais de mil atos normativos desse governo que só criaram burocracia e serviram para achacar os empreendedores deste país", acrescentou o candidato do PL.
Durante o evento, o presidente da CACB, Alfredo Cotait Neto, destacou a participação das entidades empresariais e a união das associações comerciais. Ele também citou um programa elaborado pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP), por meio do Instituto de Economia e da Fundação Internacional para a Liberdade, voltado aos micro e pequenos empreendedores do país. Entre as pautas defendidas estão a implantação do voto distrital, a defesa do Simples Nacional e a responsabilidade fiscal.
"Grande parte da nossa rede está aqui representada, mas junto conosco estão várias entidades empresariais depositando confiança que as mudanças virão. Fizemos um programa, um projeto do Brasil de amanhã. Um programa para que se possa examinar as pautas prioritárias dos empreendedores deste Brasil, dos micro e pequenos empreendedores que nós representamos", afirmou Cotait, que também preside a Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (FACESP) e a Associação Comercial de São Paulo.
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Presente no encontro, a porta-voz econômica da campanha de Flávio Bolsonaro, Daniella Marques, afirmou que "a economia é uma ciência, não é uma ideologia". Ela também criticou a carga tributária e a burocracia e declarou que o país aumentou ou criou mais de 30 impostos para cobrir despesas em Brasília. Segundo a economista, esses fatores prejudicam a atividade produtiva e contribuem para as dificuldades enfrentadas pelas empresas, incluindo os pedidos de recuperação judicial.
"Não há outro caminho que não seja expandir a produtividade, tirar do Estado o cabresto de quem produz riqueza, e o Brasil parar de sustentar Brasília. Ninguém aguenta mais sustentar Brasília, a burocracia, e os impostos que estão sufocando o Brasil", acrescentou.
Para o presidente da Associação Comercial do Pará, Izan Anijar, o setor produtivo tem enfrentado dificuldades nos últimos anos devido à piora do ambiente de negócios. Ele defendeu a participação ativa dos empresários na política para buscar soluções para os problemas do setor.
"O setor produtivo tem sofrido demais com tudo o que está acontecendo nos últimos três, quatro anos. A excessiva carga tributária, a possibilidade da colocação, a partir de janeiro, do split payment. Ou seja, vamos antecipar o imposto. São muitas coisas que têm acontecido nos últimos tempos que têm propiciado esse ambiente muito ruim", afirmou Izan Anijar.
A importância de mobilizar o setor produtivo para apresentar as demandas da agricultura, da indústria e dos serviços aos candidatos foi destacada por Márcio Bragança, presidente da Associação Comercial e Industrial do Amapá e da federação estadual.
"Achei a importância muito grande para o nosso Brasil, até porque para mostrar nossos interesses perante a agricultura, a indústria, serviços, e verificar qual é a proposta dele para nós, que somos da área empresarial", pontuou Márcio Bragança.
Ao defender avanços em pautas como logística, modais de transporte e reforma tributária, Maurício Cabral, presidente da Associação Comercial e Industrial de Campos (RJ), ressaltou a importância da representação empresarial no debate eleitoral.
"A importância de estarmos representados é mostrar a força do empresariado nessa pauta tão importante, neste momento em que se está pleiteando a presidência deste país", afirmou Maurício Cabral. Ele também destacou a necessidade de investimentos em ferrovias, portos, rodovias e aeroportos para impulsionar o desenvolvimento econômico.
Já o presidente da Associação Comercial e Industrial de Florianópolis, Célio Bernardi, destacou a união do associativismo como instrumento de transformação e a importância da participação política para definir os rumos do país.
"Mostra o fortalecimento da nossa classe empresarial, união do associativismo como ferramenta de transformação. E, um momento como este nos dá a oportunidade de, unidos, mostrar o norte e a direção que nós queremos para o nosso país", afirmou Célio Bernardi, que também apontou a necessidade de priorizar pautas relacionadas à simplificação tributária e trabalhista.
Na avaliação de José Carlos Barbieri, presidente da Associação Comercial e Empresarial de Maringá (PR), o momento exige participação ativa da sociedade nas discussões sobre o futuro do país.
"Nós estamos num momento extremamente importante do Brasil, que é o momento de termos uma ação de cidadão, um momento de cidadania. E nós do associativismo, as nossas associações comerciais, federações e a Confederação, não podemos ficar de fora de um momento como este, porque nós temos que discutir o futuro do Brasil", afirmou Barbieri, que destacou a importância da atuação conjunta das entidades empresariais para impulsionar o desenvolvimento nacional.
As edições anteriores do Encontro do Associativismo receberam Romeu Zema, Augusto Cury e Ronaldo Caiado. A participação de Flávio Bolsonaro dá continuidade à iniciativa, que abre espaço para a apresentação de propostas e a discussão das demandas de empresários e lideranças associativistas. A CACB convidou os dois candidatos que disputam a presidência neste segundo.
O encontro reuniu presidentes de federações estaduais de diversas regiões do país, incluindo Alagoas, Amapá, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins. A mobilização contou ainda com lideranças de associações comerciais locais.
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Baixar áudioParlamentares e representantes do setor produtivo lançaram nesta terça-feira (13), em São Paulo, a Rede Parlamentar Mista de Políticas Femininas, com o objetivo de articular o avanço de projetos sobre crédito para empresárias, incentivo ao empreendedorismo feminino e combate à violência patrimonial.
A iniciativa foi apresentada pelo Conselho Nacional da Mulher Empreendedora e da Cultura (CMEC), ligado à Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), em conjunto com o Fórum Nacional da Mulher Empresária (FNME) e a Confederação Nacional da Indústria (CNI).
O grupo reúne congressistas e lideranças do comércio, da indústria e do agronegócio para acompanhar o trâmite de projetos no Congresso Nacional. Segundo a presidente do CMEC, Ana Cláudia Badra Cotait, a criação da rede é essencial para unir forças de diferentes setores produtivos e parlamentares em torno de um propósito comum, transformando demandas em políticas públicas efetivas.
"A criação dessa rede é extremamente importante para unir forças por um único propósito. Estamos juntando a classe empresarial de serviços, comércio e livre iniciativa com as parlamentares, para que possamos ter mais força no nosso propósito", destacou Ana Cláudia Badra Cotait, ressaltando que o objetivo é destravar projetos em andamento no Congresso.
A agenda prioritária do grupo abrange três projetos de lei em tramitação:
Para a deputada federal eleita Júlia Nunes (PSD-AL), a atuação do grupo é fundamental para garantir espaços de poder e converter pautas como o enfrentamento à violência patrimonial e o apoio ao empreendedorismo em realidade jurídica.
"Nós, mulheres, precisamos ocupar esses espaços de poder para fazer a diferença nas áreas em que sentimos falta", afirmou Júlia Nunes, reforçando a importância de fortalecer a legislação e dar suporte financeiro e institucional às empreendedoras. “Precisamos trazer uma penalidade efetiva e trazer políticas públicas que garantam também o acolhimento das mulheres”, disse.
Paula Belmonte, deputada distrital pelo DF, destacou a relevância do associativismo e da união entre o Legislativo e o setor produtivo para reorientar a lógica das leis voltadas às mulheres.
"É fundamental. Quando cheguei ao mandato como deputada federal, percebíamos que as leis não eram exatamente para valorizar os empreendedores e o setor produtivo; era o contrário, penalizar. Precisamos mudar a estrutura do pensamento para mostrar que o setor produtivo é o que gera tributos e leva a economia para a frente", afirmou Paula Belmonte, ressaltando a importância do acesso ao crédito.
A deputada federal Adriana Ventura (Novo-SP) ressaltou que a ampliação da representação feminina no Congresso precisa resultar em pautas concretas de autonomia financeira.
"Temos uma bancada que aumentou, o que é muito ótimo, e vemos a força da mulher na política, em torno de 20%. Mas é importante que isso realmente se converta em pautas que deem autonomia e independência para as mulheres, porque muitas vezes a bancada feminina se ocupa de assuntos que não têm a ver com independência", destacou Adriana Ventura.
O evento contou com a participação de parlamentares e lideranças públicas, como a senadora eleita Gracinha Caiado (União-GO), as deputadas federais Marussa Boldrin (Republicanos-GO), Rosana Valle (PL-SP), Coronel Fernanda (PL-MT) e Priscila Costa (PL-CE), entre outras.
A senadora eleita Gracinha Caiado destacou a relevância histórica da bancada feminina e a união entre o Legislativo e as pautas de apoio às mulheres.
"Sem dúvida nenhuma, no Congresso Nacional temos uma representação histórica. São 109 mulheres eleitas na Câmara dos Deputados, representando 21% da Casa. No Senado, são 12 eleitas e agora somos 18 na bancada. A mulher, quando põe o pé em alguma coisa, faz diferente, porque coloca o coração e a família", frisou.
Paola Batistella, que é presidente da Faciap Mulher (Paraná), destacou a importância de debater o impacto das taxas de juros e o fomento aos negócios liderados por mulheres.
"É uma honra estarmos aqui representando o Paraná e o CMEC. Trazemos para este evento grandes pautas do empreendedorismo feminino, como a questão dos juros: por que a mulher paga mais juros hoje no Brasil? Há muitas coisas importantes para serem discutidas", enfatizou.
O lançamento da rede ocorre em um momento de expansão da presença feminina na política e na economia. Na Câmara dos Deputados, 109 parlamentares ocupam cadeiras (21,2% do total), enquanto o Senado conta com 12 senadoras, com estimativa de chegar a 18 integrantes em 2027.
No âmbito empresarial, dados do Sebrae apontam que o país registra 10,4 milhões de negócios liderados por mulheres. Em 2025, empreendedoras responderam por 41,7% das novas micro e pequenas empresas abertas no Brasil. A proposta da Rede Parlamentar Mista é manter um canal contínuo entre a classe empresarial e o Congresso para acompanhar e propor pautas ligadas ao setor.
Copiar o textoRetotalização será feita neste sábado (10) e deve levar Douglas Ruas a mais de 50% dos votos válidos
Baixar áudioO Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, nesta quinta-feira (8), anular os votos recebidos por Anthony Garotinho (Republicanos) na eleição para o governo do Rio de Janeiro. A decisão determina a retotalização dos votos pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) e pode alterar o resultado do primeiro turno: com a exclusão dos votos de Garotinho, Douglas Ruas (PL) deve ultrapassar 50% dos votos válidos e ser declarado eleito.
Agora, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) deve realizar, neste sábado (10), a retotalização dos votos para governador.
Garotinho recebeu cerca de 270 mil votos, pouco mais de 3% dos votos válidos. Ele disputou a eleição sub judice, depois de o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) considerá-lo inelegível em razão de uma condenação por improbidade administrativa.
O ex-governador só desistiu do recurso que o mantinha na disputa após a realização do primeiro turno. O relator do caso no TSE, ministro Floriano de Azevedo Marques, entendeu que o pedido de desistência não deveria ser aceito, mas também rejeitou os argumentos apresentados pela defesa.
O voto do relator foi acompanhado por outros quatro ministros. Dois integrantes da Corte, porém, defenderam que os votos de Garotinho fossem considerados para o cálculo do segundo turno.
Com a decisão, os votos da eleição para o governo do Rio deverão ser novamente totalizados. A retirada dos votos de Garotinho pode alterar a distribuição percentual entre os candidatos e levar Douglas Ruas a superar a marca de 50% dos votos válidos.
Se isso ocorrer, Ruas será considerado eleito já no primeiro turno, eliminando a necessidade de uma segunda votação.
A coligação do candidato ao governo do estado do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD) recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para suspender a decisão da Justiça Eleitoral.
A decisão também ocorre em meio a uma corrida contra o tempo no calendário eleitoral. Na abertura da sessão desta quinta-feira, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, afirmou que o dia era o prazo final para o tribunal solucionar pendências e definir os candidatos que disputarão eventuais segundos turnos em todo o país.
Segundo o presidente da Corte, decisões tomadas após esse prazo poderiam comprometer etapas da preparação das urnas, incluindo o carregamento dos dados dos candidatos e a distribuição dos equipamentos para os locais de votação.
Com informações da Agência Brasil.
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Baixar áudioA primeira pesquisa PoderData/Aya para o segundo turno da eleição presidencial, marcado para o dia 25 de outubro, mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 53% dos votos válidos contra 47%. O levantamento foi divulgado nesta quinta-feira (8). O primeiro turno foi realizado no último domingo (4).
O recorte regional revela os diferentes cenários no país. Flávio lidera no Sul, com 58% contra 36% de Lula; no Centro-Oeste, Flávio tem 54% contra 39% de Lula; e no Sudeste, o senador aparece com 51% contra 41% do presidente.
Lula, por sua vez, mantém vantagem no Nordeste, onde registra 52% contra 41% de Flávio, e também no Norte, com 48% contra 43%.
Os números indicam que o Nordeste continua sendo o principal reduto eleitoral do presidente, enquanto Flávio apresenta vantagem mais expressiva no Sul, região em que abre uma diferença de 22 pontos percentuais sobre o petista.
A diferença de seis pontos percentuais coloca Flávio Bolsonaro na dianteira da primeira sondagem do segundo turno.
Na comparação com a rodada anterior do instituto, realizada antes do primeiro turno, Flávio avançou três pontos percentuais, enquanto Lula recuou três pontos. A nova pesquisa também ocorre após
Flávio ter terminado a primeira etapa da eleição na liderança.
No primeiro turno, Flávio obteve 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula ficou com 45,16%. A diferença foi de 1,87 ponto percentual.
O levantamento também aponta uma diferença no comportamento eleitoral de homens e mulheres.
Entre os homens, Flávio tem 57% das intenções de voto, contra 37% de Lula. Entre as mulheres, o cenário se inverte: o presidente aparece com 50%, contra 42% do senador.
A faixa etária também apresenta diferenças. Entre eleitores de 16 a 24 anos, Lula registra 52%, enquanto Flávio tem 40%. Nas demais faixas, o senador aparece numericamente à frente.
Flávio alcança 50% entre eleitores de 25 a 44 anos, 49% entre aqueles de 45 a 59 anos e 52% entre os eleitores com 60 anos ou mais. Lula registra, respectivamente, 43%, 44% e 42% nesses grupos.
A pesquisa também mostra as intenções de voto conforme a escolaridade. Lula tem seu melhor resultado entre os eleitores com ensino fundamental, grupo no qual aparece com 53%, contra 39% de
Flávio. Entre os que possuem ensino médio, o senador lidera por 55% a 38%. No ensino superior, Flávio tem 51%, contra 45% do presidente.
Na divisão por renda, Lula aparece à frente entre os eleitores que recebem até dois salários mínimos, com 48% contra 42% de Flávio.
Já nas faixas de renda superiores, a vantagem é do senador. Entre os que recebem de dois a cinco salários mínimos, Flávio tem 57% contra 39% de Lula. Na parcela com renda acima de cinco salários mínimos, o placar é de 55% a 43%.
A pesquisa PoderData/Aya mostra ainda que 43% dos eleitores afirmam que não votariam de jeito nenhum em Flávio Bolsonaro, uma queda de 3 pontos percentuais em relação ao levantamento anterior, realizado uma semana antes. Já 46% declaram rejeitar Lula, índice que oscilou 1 ponto para baixo no período.
A pesquisa também detalha que 50% dos eleitores desaprovam o governo do presidente Lula, enquanto 44% aprovam. 6% não souberam responder.
O levantamento PoderData/Aya foi realizado entre 5 e 7 de outubro, por meio de ligações para telefones celulares e fixos. Foram entrevistados 3.000 eleitores em 705 municípios das 27 unidades da Federação.
A margem de erro é de 1,8 ponto percentual, para mais ou para menos, e o intervalo de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08134/2026.
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Baixar áudioO presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), Alfredo Cotait Neto, convoca as entidades do sistema associativista e sociedade civil a aderirem ao manifesto “Rede Pauta Brasil: Pela reconciliação, pela liberdade e por um Brasil governado para todos”.
O documento propõe a superação da polarização política e reúne princípios considerados fundamentais pelo Sistema do Associativismo para o próximo ciclo de governo.
“Queremos o maior número de adesões para mostrar representatividade do nosso sistema. Vamos dar as mãos e somar esse esforço. Quanto mais entidades assinarem o manifesto, mais força ganhamos para o futuro diálogo com o governo”, afirma.
Segundo o presidente da CACB, o manifesto também defende a independência e o respeito às atribuições de cada Poder da República como forma de criar melhores condições para o ambiente de negócios e o desenvolvimento econômico.
“Pedimos também para que as instituições se reorganizem, para que o governo governe, que o Legislativo legisle e que o Judiciário julgue, cada um na sua competência e na sua função. Queremos que o país volte a ser um lugar mais tranquilo para trabalhar, para que o empreendedorismo cresça e tenhamos segurança jurídica, segurança pública e condições para que os empreendedores possam gerar renda e empregos”, disse.
Para Cotait, o próximo governo precisa ser um “governo da união, do crescimento do país e da paz”.
Na última terça-feira (6), a CACB reuniu cerca de 330 presidentes de federações e associações comerciais de todo o país para o lançamento do manifesto. Durante o encontro, o presidente emérito da CACB, Guilherme Afif Domingos, destacou a importância da mobilização do setor produtivo diante das mudanças políticas e econômicas em curso.
Segundo Afif, além da disputa presidencial, o setor produtivo precisa acompanhar a composição e a atuação do Congresso Nacional e organizar suas posições em torno de princípios comuns.
“Todo mundo está concentrado na eleição do presidente, mas nós temos que olhar a representação no Congresso. Portanto, será um momento muito importante, em que vamos ter que nos mobilizar em torno de ideias e propostas, daquilo que pensamos para o Brasil”, afirmou.
Afif também chamou atenção para temas diretamente relacionados aos pequenos negócios, especialmente o Simples Nacional e a Reforma Tributária.
“O que vai acontecer com o Simples Nacional, que está sendo destratado dentro daquilo que está sendo discutido nas hostes burocráticas do país. Nós temos uma Reforma Tributária e sabemos que, para o comércio e serviço, ela vai ser desastrosa”, disse.
Ana Claudia Badra Cotait, presidente do Conselho Nacional da Mulher Empreendedora e da Cultura (CMEC) — vinculado à CACB —, destacou a adesão das mulheres ao manifesto e a ampliação da participação feminina na representação política e institucional.
“Eu estou muito feliz com a rede toda unida. Nós vamos também postar na rede inteira do CMEC esse manifesto para as pessoas aderirem”, afirmou.
Ana Cláudia também ressaltou o resultado das eleições para o Legislativo e o aumento da presença feminina nas novas bancadas.
O manifesto coloca o trabalho, a liberdade de empreender e o desenvolvimento econômico no centro da agenda defendida pelo Sistema do Associativismo. O documento afirma que a geração de riqueza está diretamente relacionada à atividade de trabalhadores, pequenos comerciantes, produtores rurais, profissionais liberais e empreendedores.
A CACB representa cerca de 2,3 mil associações comerciais e empresariais em todo o país. O peso dos pequenos negócios na economia reforça a importância da agenda defendida pela entidade.
Segundo o Sebrae, o Brasil tinha 24,1 milhões de pequenos negócios com CNPJ ativo no segundo trimestre de 2026. Em 2025, micro e pequenas empresas responderam por 80,5% do saldo de empregos formais, de acordo com levantamento do Sebrae, com dados do Novo Caged.
Nesse contexto, o manifesto defende um ambiente de negócios em que o pequeno empresário não seja pressionado por impostos e burocracia. O documento também reforça a necessidade de regras claras, segurança jurídica e liberdade para trabalhar e empreender.
A proposta também defende que o Estado deve estar a serviço do cidadão e que o desenvolvimento econômico depende da capacidade de trabalhadores e empresas de produzir, investir, inovar e gerar oportunidades.
O manifesto pode ser assinado por pessoas físicas e empresas, mediante CPF ou CNPJ, por meio do site da Rede Pauta Brasil.
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Baixar áudioNo último domingo (4), os brasileiros elegeram 12 mulheres para o Senado Federal, entre as 54 vagas em disputa. É o maior número de senadoras eleitas em um único pleito desde a redemocratização.
Com o resultado das eleições de 2026, a bancada feminina no Senado deve passar das atuais 15 para 18 integrantes a partir de 2027, considerando também as suplentes que estiverem no exercício do mandato. O número corresponde a 22,2% das 81 cadeiras da Casa.
Na Câmara dos Deputados, a presença feminina também aumentou. A bancada passará de 90 para 109 parlamentares a partir de 1º de fevereiro de 2027. As 19 cadeiras adicionais representam crescimento de 21,1% em relação à atual legislatura.
Para a socióloga Débora Messenberg, professora do Departamento de Sociologia da Universidade de Brasília (UnB), o aumento da presença feminina no Congresso Nacional é importante para ampliar a representatividade política de uma população majoritariamente composta por mulheres.
“Mas ainda estamos muito aquém de outros países em termos de representatividade feminina no parlamento. Muitos países, inclusive latino-americanos, estão muito na nossa frente. Isso é um traço da nossa sociedade; a política não é algo que as mulheres tenham como uma participação tão ativa”, afirma.
Apesar do avanço do número de mulheres eleitas como deputadas e senadoras, Ana Claudia Badra Cotait, presidente do Conselho Nacional da Mulher Empreendedora e da Cultura (CMEC) — vinculado à Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) —, avalia que a representatividade também precisa se refletir na participação nas decisões do Congresso.
“As mulheres que chegam agora na Câmara e no Senado precisam estar no centro das discussões que definem o futuro do país, do orçamento às políticas econômicas, do emprego ao empreendedorismo. Mais do que ocupar cadeiras, é preciso ocupar espaços de liderança e transformar presença em influência”, destaca.
Para Débora Messenberg, a presença de mulheres de diferentes partidos também pode favorecer o diálogo em torno de pautas comuns, mesmo diante de divergências ideológicas. “Mesmo que tenham divergências muito grandes, em termos mais amplos, de uma mulher do PSOL para conversar com uma do PL, por exemplo, existem pautas que elas conseguem encontrar um consenso”.
Ana Claudia Cotait avalia que o próximo Congresso será marcado por debates sobre orçamento, contas públicas e regras que definirão o ambiente de negócios nos próximos anos.
Segundo a senadora Damares Alves (Republicanos-DF), entre as pautas que podem unir as parlamentares está a pauta do cuidado. Para ela, a implementação da Política Nacional do Cuidado deve ser uma das prioridades do próximo Congresso.
“Nós aprovamos, nessa legislatura, a Política Nacional do Cuidado e nós vamos ter que fazer ela ser realidade em todo o país, com regulamentação nos estados, e lutar por orçamento para essa política. Não vamos aceitar nenhum retrocesso. Todos os direitos conquistados estão aí”, pontua.
Segundo Damares, o Senado deve priorizar pautas capazes de reunir parlamentares de diferentes partidos e correntes ideológicas em torno de objetivos comuns. Entre os temas citados pela senadora estão o enfrentamento à violência contra a mulher e ao feminicídio, a participação feminina no mercado de trabalho e o empreendedorismo feminino.
Embora haja uma expansão da presença feminina no Congresso, Débora Messenberg avalia que as parlamentares ainda são frequentemente associadas a temas ligados à reprodução do cuidado e à assistência social.
“Elas são eleitas, inclusive, porque o eleitorado espera que elas reproduzam o cuidado no parlamento. A sua relação com o eleitorado é de demonstrar sempre uma perspectiva familiar, de assistência, de benefícios, e pouca produção relacionada a temas tidos ‘masculinos’”, avalia.
No entanto, para Ana Claudia Cotait, a atuação das parlamentares não deve ficar restrita às chamadas “pautas de mulheres”. Ela defende maior participação feminina em temas econômicos e estruturais.
“Educação, segurança, emprego, crédito, empreendedorismo, inovação e desenvolvimento econômico estarão entre os assuntos centrais do próximo Congresso. As mulheres precisam estar presentes nessas discussões não como espectadoras, mas como protagonistas.”
A presidente do CMEC lembra que milhões de brasileiras são empreendedoras, empregadoras e responsáveis por pequenos negócios e enfrentam desafios como juros elevados, burocracia e dificuldade de acesso ao crédito.
“São problemas econômicos, não questões de gênero. Uma política que favoreça o crescimento dessas empresas beneficia toda a economia”, conclui.
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