Internet

03/08/2022 20:30h

A cidade de São Paulo é a quinta do país a ter o 5G. Além disso, lei que regula o chamado silêncio positivo já foi sancionada e pode ajudar na ampliação da infraestrutura necessária

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O 5G chegou a São Paulo (SP) e a nova tecnologia de internet móvel já começa a funcionar na mais populosa capital do país a partir desta quinta-feira (04). A cidade é a quinta a receber a internet 100 vezes mais rápida que a tecnologia anterior, o 4G, em funcionamento há nove anos. A primeira cidade a receber o 5G foi Brasília (DF), no dia 6 de julho, seguida por Belo Horizonte (MG), Porto Alegre (RS) e João Pessoa (PB), todas no dia 29.

As prestadoras que adquiriram a faixa de 3,5 GHz no leilão de 5G, realizado em 2021, já começam a ativar as estações com a tecnologia nesta quinta-feira. Na primeira etapa do processo, de acordo com as normas do Edital, pelo menos 462 estações devem estar ativas até o dia 29 de setembro. São Paulo, no entanto, deve ir além para oferecer a nova internet a mais pessoas: até a data de implementação, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) já havia recebido 1.378 pedidos de licenciamento na faixa de 3,5 GHz na capital.

Ainda segundo as regras, as empresas de telecomunicação devem instalar uma antena a cada 100 mil habitantes no início das operações, o que no caso de São Paulo significa 154 antenas por operadora. Como são três operando no mercado, chega-se à quantidade mínima de 462. Até julho de 2025, as operadoras terão de instalar uma antena para cada 10 mil habitantes em São Paulo, aumentando significativamente a mancha de captação da nova tecnologia.

Luciano Stutz, presidente da Associação Brasileira de Infraestrutura para Telecomunicações (Abrintel), explica que a maior cobertura inicial em São Paulo se dá justamente pela alteração na lei municipal, que deu mais agilidade no processo de licenciamento de novas antenas na cidade.

“Isso significa que a cidade de São Paulo está sendo priorizada na mancha de cobertura. Isso quer dizer que São Paulo vai ter uma cobertura maior que a obrigatória. Fruto da modificação da lei municipal, isso é importante dizer. Estão sendo colocados esses pedidos e aprovados porque teve uma modificação na legislação e agora eles são aprovados rapidamente, em até 15 dias”, explica.

A liberação do 5G em São Paulo foi confirmada após a chamada limpeza da faixa de 3,5 GHz, para impedir problemas de interferência nos sinais de TV por antenas parabólicas, que foram migradas para outra banda.

Expansão da conectividade

Enquanto as cinco capitais recebem o 5G, as demais aguardam a limpeza da faixa ou a conclusão da instalação das infraestruturas necessárias para a nova tecnologia, que precisa de um maior número de antenas para funcionar. No último dia 28 de julho, foi sancionada a Lei nº 14.424/2022, que autoriza a instalação de infraestrutura de telecomunicações em casos de não manifestação do órgão competente no prazo de 60 dias, o chamado silêncio positivo.

Marcos Ferrari, presidente executivo da Conexis Brasil Digital, representante das grandes operadoras, lembra que São Paulo já possui uma lei municipal atualizada que agiliza a autorização de novas antenas, mas que a lei do silêncio positivo vai ajudar na expansão da conexão como um todo, já que os editais preveem, além da instalação do 5G nas capitais, uma maior cobertura do 4G onde ela ainda é falha.

“A nova lei do silêncio dispositivo vai ajudar a expandir a conectividade do país. Tanto o 5G quanto o 4G. As obrigações do edital ainda exigem que se coloque o 4G onde ainda não tem, que são 8 mil localidades, mas ainda temos muita dificuldade em avançar na instalação de infraestrutura do próprio 4G. E o 5G, como é uma tecnologia que requer muito mais antenas do que o 4G, também vai exigir um mecanismo ágil para que avance na instalação de infraestrutura”, explica o presidente da Conexis.

Onde terá o 5G na cidade

Segundo informações da Anatel, a cobertura inicial do 5G na cidade de São Paulo está concentrada no chamado centro expandido, entre as marginais Tietê e Pinheiros, perpassando uma boa parte da zona oeste e o começo da zona sul. A área concentra os principais prédios empresariais, polos de empregos e famílias com maior poder aquisitivo.

As zonas leste e norte da cidade, assim como o extremo da zona sul, têm antenas umas mais distantes das outras, ou seja, a mancha de cobertura não será tão longa e a conexão deve ficar alternando entre o 4G e o 5G, caso a pessoa esteja em movimento, já que a cobertura é de cerca de 300 metros entre as estações.

As próximas capitais a receber o 5G devem ser Goiânia (GO), Salvador (BA), Curitiba (PR) e Rio de Janeiro (RJ), que, assim como São Paulo, já passaram pela instalação dos filtros. A data de implementação, porém, ainda não foi definida.
 

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01/08/2022 04:45h

180 agentes censitários vão tirar dúvidas dos moradores. Pesquisa começa em 1º de agosto

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A coleta de dados da maior pesquisa do país, o Censo, do IBGE, começa nesta segunda-feira (1). A edição deste ano tem uma novidade: o Centro de Apoio ao Censo (CAC), uma central telefônica que funcionará de domingo a domingo, com 180 agentes censitários disponíveis para esclarecer dúvidas de quem optar por responder o questionário pela internet ou telefone.

Quem quiser responder ao Censo 2022 via internet vai ter que informar ao recenseador de campo na visita inicial obrigatória. Será necessário fornecer um telefone de contato e um e-mail, caso exista. “Por esses meios de comunicação, nós iremos enviar a esse morador um e-ticket e uma senha, e com isso ele poderá acessar o questionário para realizar o preenchimento”, explica a coordenadora do Centro de Entrevista Telefônica Assistida por Computador do IBGE, Andrea Salvador.

O prazo para esse preenchimento é de sete dias. Ao longo desse período, o IBGE enviará alguns lembretes para que o morador não se esqueça de responder ao questionário. No segundo dia, o instituto enviará uma mensagem de texto e um e-mail, e caso o preenchimento ainda não tenha sido feito no sexto dia, o CAC entrará em contato pela última vez para estimular o morador. Se a pesquisa não for concluída após os sete dias, volta para o recenseador, e terá de ser preenchida presencialmente, junto ao agente censitário.

Via telefone

Outra novidade do Censo 2022 será a possibilidade de preenchimento por telefone, o que poderá acontecer em dois momentos. Primeiro, quando o recenseador, ao visitar o domicílio, encontrar alguma indisponibilidade do morador. Nesse caso, um retorno posterior por telefone será acordado entre as partes.

“O segundo momento é para os moradores que optaram por responder o questionário via internet e estão encontrando alguma dificuldade. Os agentes censitários também farão essa oferta de preenchimento via telefone”, conclui Andrea Salvador.

Contato com o CAC

O Centro de Apoio ao Censo começa a operar a partir do dia 1º de agosto, todos os dias, das 8h às 21h30. Para entrar em contato, basta ligar para o 0800 721 8181. As informações prestadas ao CAC são confidenciais e o sigilo é garantido. Segundo o IBGE, as visitas em todos os municípios brasileiros incluem 89 milhões de endereços, dos quais 75 milhões são domicílios. 

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01/08/2022 04:00h

Em entrevista ao Brasil61.com, presidente da Abrintel, Luciano Stutz fala sobre a perspectiva de implementação da nova internet móvel no país. Depois de Brasília, Belo Horizonte, João Pessoa e Porto Alegre receberam a tecnologia na última sexta-feira (29)

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Nessa sexta-feira (29), três capitais, Belo Horizonte (MG), João Pessoa (PB) e Porto Alegre (RS), receberam a tecnologia 5G. Brasília (DF) foi a primeira cidade do país a receber a quinta geração da internet móvel, e todas as capitais devem contar com a nova tecnologia até o dia 29 de setembro, de acordo com o cronograma da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). O prazo anterior era 31 de julho, mas foi alterado porque a faixa de 3,5 Ghz está passando por uma limpeza, a fim de evitar interferências no tráfego dos sinais de TV captados por antenas parabólicas.

 

A Associação Brasileira de Infraestrutura para Telecomunicações (Abrintel) acompanha o processo da chegada do 5G ao país desde o início, dando apoio principalmente aos municípios, que precisam alterar as legislações ultrapassadas para permitir a instalação das novas antenas necessárias à nova tecnologia. Luciano Stutz, presidente da Abrintel, conversou com o Brasil61.com sobre o andamento da implementação da internet móvel de quinta geração e as perspectivas de instalação nas demais capitais brasileiras. Stutz também fala sobre os cuidados que os usuários devem ter ao se deparar com a nova tecnologia.

 

Confira a entrevista

 

Brasil61: Luciano, a Abrintel acompanha desde o início o processo da chegada do 5G, principalmente ajudando na reformulação das legislações municipais defasadas e que atrapalhariam a instalação das antenas necessárias para a internet móvel de quinta geração. O prazo estipulado pela Anatel para que o 5G chegue a todas as capitais do país, que era até o fim de julho, foi prorrogado até o dia 29 de setembro. Mesmo com o prazo estendido, como nós estamos em relação à instalação do 5G no país?   

 

Luciano Stutz, presidente da Abrintel: “Estamos bem nesse período de julho e explico o porquê. Primeiro é preciso dizer que o cronograma da Anatel foi adiado por 60 dias. O prazo para implantação do 5G nas capitais passou para 29 de setembro. Isso não tem nada a ver com velocidade de implantação, mas muito por conta das providências de mitigação de interferência que a Agência está coordenando, distribuindo filtros de parabólica de TV aberta para quem tem o CadÚnico. Até agora, o que nós podemos dizer é que nós vimos bem. Alguns aspectos eu gostaria de destacar. Primeiro, na implantação física. As antenas estão sendo colocadas, a maioria das capitais já está vendo as antenas sendo colocadas para promover essa cobertura até o dia 29 de setembro, e também quero ressaltar o compromisso que nós tivemos desde o começo, da Abrintel, com a reformulação de leis municipais. As principais capitais brasileiras que tinham uma legislação defasada já corrigiram seu problema e hoje estão no caminho, com a legislação bem sedimentada e que permite a implantação das novas antenas.”

 

Brasil61: À medida que o 5G chega às capitais, os usuários também precisam realizar alguma mudança junto à operadora? O celular também precisa ser diferenciado?

 

Luciano Stutz, presidente da Abrintel: “É importante dizer que você usar a tecnologia 5G depende primeiramente do seu smartphone. O seu aparelho tem de ter acesso a essa tecnologia. Se você está hoje, por exemplo, em Brasília, e já vê aparecer no seu smartphone ‘5G’ no topo do aparelho, é porque ele funciona na rede 5G. O segundo passo é entrar em contato com a operadora, porque aí vai fazer parte da opção comercial de cada operadora como é que ela vai liberar o seu usuário para fazer uso do plano de serviço com o 5G. Provavelmente as operadoras não vão cobrar qualquer adicional e deixar seus usuários utilizarem o 5G, mas outras podem, e isso é permitido, cobrar, por exemplo, um plano de serviço diferente para o 5G. Até agora não vi nada nesse sentido, com plano diferente do 4G. Se a estratégia das operadoras for a mesma, provavelmente você vai detectar o 5G no seu aparelho e a partir de então fazer uso da nova tecnologia.

 

Brasil61: Além do aparelho utilizado e da velocidade 100 vezes mais rápida que o 4G, tem alguma outra mudança que o usuário vai sentir.?

 

Luciano Stutz, presidente da Abrintel: “À medida que você usar o 5G, tem que ficar ligado no tamanho do pacote de dados. Como a velocidade é muito mais alta, o consumo de dados costuma ser mais muito rápido. Ou seja, se para baixar um filme no 4G demorava 25 minutos, um filme de 2 gigabytes, agora vai levar cerca de 25 segundos. Em 25 segundo você vai gastar o número de dados que você levava 25 minutos para gastar, então, o seu plano de dados contratado, que é por capacidade, ele pode se esvair de maneira muito mais rápida e o consumidor precisa ficar ligado nesse consumo.”

 

Brasil61: Em Brasília, apenas o centro recebeu essa cobertura de 5G, e não todas as cidades do Distrito Federal. A periferia das capitais, ou seja, as pessoas que moram perto, vão se beneficiar de uma internet mais rápida quando?

 

Luciano Stutz, presidente da Abrintel: “Aí vai ser por interesse comercial das operadoras. Conforme for surgindo demanda, as pessoas tendo aparelhos com 5G, e demandarem consumo, essa cobertura vai aumentando para chegar nessas localidades. As periferias das grandes cidades, e aí não sou eu que estou dizendo, é uma filosofia de política pública, é primeiro tentar fazer uma cobertura de 4G de 100%. Você bem sabe que nas cidades satélites, alguns trechos, como é a realidade de bairros de São Paulo, bairros do Rio de Janeiro e de outras regiões metropolitanas do Brasil, ainda dependem de uma cobertura efetiva de 4G. Então, a primeira meta imposta pela Anatel é levar 5G para as capitais brasileiras, mas 7 mil localidades aproximadamente no Brasil, que hoje não tem 4G, afastados dos distritos sedes dos municípios, estão ganhando cobertura de 4G também para massificar essa cobertura. Isso é aumentar a inclusão digital, diminuir desigualdade social. Essa é a meta. Você vai ver primeiro aumentar a mancha de 4G na cidade satélite e depois, então, essa mancha de 5G, alcançar as cidades mais periféricas. Isso é o que vai acontecer certamente.”

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29/07/2022 19:15h

Início da operação da tecnologia nas capitais foi possível após a adaptação de estações receptoras de satélite. A data foi definida nessa quarta-feira (27) pelo Grupo de Acompanhamento da Implantação das Soluções para os Problemas de Interferência (Gaispi)

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A partir desta sexta-feira (29), operadoras poderão ativar a tecnologia 5G em Belo Horizonte (MG), João Pessoa (PB) e Porto Alegre (RS). A data foi definida nessa quarta-feira (27) pelo Grupo de Acompanhamento da Implantação das Soluções para os Problemas de Interferência (Gaispi) na faixa de 3.625 a 3.700 MHz, composto por representantes da Agência Nacional das Telecomunicações (Anatel), do Ministério das Comunicações e de empresas.

O início da operação do 5G nessas capitais foi possível após a adaptação de estações receptoras de satélite. As três cidades se somam a Brasília, onde a tecnologia está em funcionamento desde a primeira quinzena de julho. A área de cobertura do 5G será expandida aos poucos em Belo Horizonte, João Pessoa e Porto Alegre, a exemplo do que já ocorre na Capital Federal. 

Segundo o Gaispi, todos os testes necessários para a liberação do 5G foram feitos nas localidades aptas a ativá-lo. Foi verificada a possibilidade de o sinal da tecnologia afetar o funcionamento de antenas parabólicas domésticas, por exemplo. A utilização do 5G permite download e upload em alta velocidade, entre outras ações. A nova tecnologia deve estar disponível em todos os municípios até 2029.

Como primeira exigência de cobertura do edital dos leilões do 5G, o Ministério das Comunicações determinou prazo até 31 de julho para que as prestadoras de telefonia móvel instalem no mínimo uma antena de tecnologia de quinta geração para cada 100 mil habitantes nas capitais brasileiras. 

No entanto, esse prazo foi estendido por 60 dias. Um dos motivos é a necessidade de uma limpeza na faixa de 3,5 Ghz, a fim de evitar interferências no tráfego dos sinais de TV captados por antenas parabólicas. Além disso, as operadoras enfrentaram dificuldades para importar os equipamentos necessários para implementar a tecnologia.

5G: quinta geração de internet móvel chega a Brasília antes do prazo oficial, nesta quarta-feira (6) 

“O edital do 5G previa investimentos em várias obrigações. A primeira delas é o 5G em todas as capitais até 2022.  A primeira foi Brasília. Todas as outras capitais terão que começar a funcionar até 29 de setembro. Brasília começou no dia 6 de julho, então tem até o dia 29 de setembro para otimizar toda a faixa, todas as obrigações, e a partir desta data é que a Anatel vai fazer aferição”, explicou o ministro das Comunicações, Fábio Faria.

O Gaispi voltará a se reunir em 10 de agosto para avaliação da liberação do sinal do 5G em outras capitais. 
 

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Ciência & Tecnologia
11/07/2022 04:00h

Levantamento reforça que municípios precisam atualizar legislações próprias sobre instalação de antenas com suporte ao 5G. Apenas 1% das cidades estão preparadas

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Quanto mais rápido o 5G for implementado nas cidades brasileiras, maior tende a ser o impacto econômico que a adoção da quinta geração de internet móvel vai causar sobre o crescimento econômico do Brasil. A avaliação faz parte do estudo “Tecnologia 5G — Impactos econômicos e barreiras à difusão no Brasil”, de autoria da Confederação Nacional da Indústria (CNI). 

Segundo o levantamento, a diferença entre uma disseminação acelerada ou lenta da tecnologia pode representar 0,2% no Produto Interno Bruto (PIB) potencial per capita do país de 2030. Isso equivale a um acréscimo de R$ 81,3 bilhões na economia. 

A CNI trabalhou com dois cenários. No mais otimista, a penetração do 5G no país será de 81% até 2030. No mais pessimista, cai para 40,5%. Vale lembrar que, de acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), as empresas que venceram o leilão do 5G devem ofertar a tecnologia para todos os municípios brasileiros com população igual ou superior a 30 mil habitantes até 31 de julho de 2029. 

Renato da Fonseca, superintendente de Desenvolvimento Industrial da CNI, destaca que o estudo procura medir o impacto da implantação da rede 5G no PIB por meio do crescimento da população em idade ativa (IPA) e da produtividade do trabalho, que aumenta com a adoção da tecnologia. 

“Por exemplo, quando você tem uma implementação de até 40% até 2030 e compara com o cenário de implementação de até 80%, essa diferença é de cerca de R$ 80 bilhões em valores de 2030. Ou seja, é um impacto bastante significativo que a gente vai ter na produtividade se fizer uma implementação rápida e não demorar muito para levar o 5G a todo o país”, avalia. 

Fonseca explica que a adoção do 5G vai beneficiar todos os setores produtivos, como o setor de serviços e o agronegócio, além de melhorar o dia a dia das pessoas. Ele também ressalta como a tecnologia impacta a indústria. 

“O 5G é essencial para a indústria 4.0, ou seja, para a digitalização do processo industrial. Na indústria, a alta velocidade do 5G, a baixa perda na transmissão de dados e, principalmente, a baixa latência, ou seja, o tempo de resposta que é quase zero, permite que a gente realmente implemente a tecnologia digital na operação de máquinas, de transportes movidos por computadores, porque a resposta é muito rápida”, diz. 

O superintendente também diz que o 5G se difere da atual geração de internet móvel por permitir a comunicação em tempo real entre as máquinas e equipamentos, o que otimiza a produção e evita prejuízo para a indústria. 

“As máquinas estão conversando uma com a outra. Se há uma demora, ele não identifica o aquecimento, uma interrupção e você gera um prejuízo muito grande para as empresas, então a confiabilidade e a rapidez desse novo sistema permite que o Brasil entre na era da digitalização, ou seja, da indústria 4.0”, acredita. 

5G: Câmara aprova projeto que facilita chegada da tecnologia no país

5G: quinta geração de internet móvel chega a Brasília antes do prazo oficial, nesta quarta-feira (6)

Entraves

O estudo aponta que a diferença dos dois cenários mede o custo de oportunidade de não executar as reformas necessárias para a ampla difusão do 5G, entre elas: 

  • Atualização das legislações municipais para permitir a instalação de antenas;
  • Redução da insegurança jurídica associada ao compartilhamento de infraestrutura;
  • Regulamentação das redes privativas;
  • Uso dos fundos setoriais de telecomunicações de maneira mais eficaz e transparente;
  • Aprovação de uma reforma tributária para diminuir o peso de impostos indiretos sobre os serviços de telecomunicações.

Renato da Fonseca pontua que o maior obstáculo para a ampliação da cobertura 5G no país é o déficit de antenas instaladas. Ele diz que a implementação da nova tecnologia exige cinco vezes mais antenas do que o suporte dado à rede 4G. “Isso precisa de modificações na legislação e cada um dos 5 mil municípios brasileiros precisa fazer isso e até hoje apenas 1% já implementou essa nova lei”. 

Os municípios precisam criar ou atualizar suas legislações para receber o sinal do 5G. Além disso, as operadoras de telefonia móvel reclamam da demora das prefeituras em permitir a instalação das antenas; alguns processos levam anos. 

Projeto sobre licenciamento temporário de equipamentos de telecomunicações vai à sanção presidencial 

SP: chegada do 5G depende de alteração na Lei Geral das Antenas

5G: Manaus atualiza lei municipal de antenas e está pronta para tecnologia

Nesta semana, o Senado Federal aprovou  projeto de lei 1.885/2022, que pretende resolver a demora. O PL propõe que a Anatel dê autorização temporária para instalação de antenas nos casos em que os órgãos municipais competentes não concedem a permissão no prazo de 60 dias após o pedido. O texto aguarda sanção presidencial. 

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Brasil
09/07/2022 18:50h

Desde março, o portal do governo federal exige níveis de segurança para que empreendedores e pessoas físicas possam acessar os serviços disponíveis. Entenda o que é preciso para conseguir os selos de verificação

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Para usar todos os serviços disponíveis no portal do governo federal Gov.br, são exigidos níveis de segurança mais elevados. Desde março deste ano, empreendedores e pessoas físicas têm de cumprir algumas etapas de verificação para ter mais segurança nas transações.

O portal dá acesso a diversos serviços relacionados à Receita Federal, ao INSS e a documentos digitais - como a carteira de habilitação. No Portal do Empreendedor, serviços como alteração e baixa no CNPJ, só são possíveis de serem acessados com níveis de segurança maior.

Como fazer conta prata e ouro no Gov.brNo momento do cadastro, a conta passa a ser nível bronze

Atualmente, existem três níveis de segurança para o portal - ouro, prata e bronze -, sendo todos gratuitos. O nível bronze é o mais baixo, sendo obtido no momento em que o cidadão faz sua conta no portal.

O cadastro validado por meio do CPF, pelo site do INSS ou presencialmente em uma agência do INSS são as maneiras de ter o nível inicial. Ao acessar o site Gov.br, o usuário já é informado do nível de segurança. Ao acessar o portal com a senha escolhida, é possível ver o nível de segurança da conta no topo da página, ao lado direito. Logo abaixo, há um botão para aumentar o nível de segurança.

Para que a conta seja elevada ao nível prata, o usuário deve validar o cadastro por meio da plataforma de internet banking dos bancos que têm convênio com o portal. Desse modo, a pessoa deve fazer login no internet banking do banco no qual tem conta. O governo não tem acesso aos dados bancários, apenas ao nome e CPF da pessoa. 

Outra maneira de ganhar verificação é por meio da biometria facial. Isso significa que o usuário faz uma validação do seu rosto, que é comparado com a base de dados da Carteira Nacional de Habilitação, armazenada e fornecida pelo Ministério da Infraestrutura e do Denatran (Departamento Nacional de Trânsito). Para isso, o usuário escolhe a base do Denatran e clica em “Gerar QR Code”. Em seguida, é preciso ter o aplicativo Gov.br instalado no celular para ler o QR Code e fazer o reconhecimento facial.

Aqueles que são servidores públicos também podem ganhar o selo prata por meio da verificação do cadastro na base de dados dos Servidores Públicos da União. Nesse caso, é necessário fornecer o CPF e a senha cadastrada na SIGEPE (Sistema de Gestão de Acesso do Ministério do Planejamento). 

Para ter um selo nível ouro, o nível máximo de segurança, há duas opções de validação: a biometria facial da Justiça Eleitoral ou o Certificado Digital de Pessoa Física. Nesse caso, é preciso já ter um certificado digital, que serve como uma assinatura virtual, que precisa ser comprado. Para pessoas físicas, o e-CPF custa entre R$ 153 (válido por um ano) e R$ 335 (válido por 5 anos). Para pessoas jurídicas, os valores vão de R$ 218 a R$ 3.150. 

Para a validação com biometria facial da Justiça Eleitoral, o procedimento é o mesmo do reconhecimento facial feito no nível prata. Mas, em vez de escolher a base de dados do Denatran, é preciso selecionar a base do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). O cidadão precisa já ter cadastrado sua biometria em seu domicílio eleitoral.

Por que é importante ter conta nível prata e ouro?

Vinícius Oliverio, cofundador da Urmobo, empresa de gestão de dispositivos móveis corporativos, explica que esses níveis de segurança ajudam a garantir que quem está realizando o acesso é realmente a pessoa que é dona das informações que constam no sistema. E dessa forma garantem que todas as modificações que estão sendo feitas nesse sistema sejam realmente provenientes do usuário correto, evitando assim que alguma pessoa mal intencionada acesse as informações ou realize requisições indesejadas no sistema.

Ainda de acordo com o cofundador da startup, é essencial para o portal governamental ter esses níveis de segurança por três motivos. “Sem dúvida os níveis de segurança são fundamentais em portais como o Gov.br, para garantir três pontos, a confidencialidade dos dados, ou seja, garantia de que os dados não estarão disponíveis, nem serão divulgados a indivíduos sem autorização, também garantir a integridade dos dados, ou seja, garantia de que nenhuma interferência externa irá corromper, comprometer ou danificar os dados e também a disponibilidade dos dados, ou seja, a capacidade dos usuários consultarem as informações a qualquer momento”, conclui.

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06/07/2022 14:30h

Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Distrito Federal diz que cerca de 80% do DF vai ter acesso ao 5G. Cobertura total deve ocorrer até o fim de setembro

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Brasília é a primeira capital do país a receber o 5G, a nova geração de internet móvel. De acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o sinal da tecnologia será liberado nesta quarta-feira (6). A chegada do “5G puro” (standalone) à cidade se dá de forma antecipada, já que o prazo inicial era até 31 de julho. 

Os moradores da capital federal que pretendem aproveitar o 5G, que chega a ser 20 vezes mais rápido que o 4G, têm que ter aparelhos compatíveis com a tecnologia. No dia a dia, os usuários que têm o 5G vão conseguir navegar e fazer o download de arquivos com mais velocidade, por exemplo. 

Em entrevista ao Brasil 61, o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do Distrito Federal, Elísio Luz, disse que cada uma das operadoras de telefonia móvel instalou cerca de 100 antenas 5G no DF, o que vai garantir a cobertura a 80% da população. 

A princípio, ele explica, o Plano Piloto, a região central da capital, terá mais cobertura, mas parte dos moradores de outras regiões administrativas, como Ceilândia, Taguatinga e Samambaia, por exemplo, também já vão contar com o 5G a partir desta quarta-feira. “Brasília está sendo a primeira capital [com a tecnologia] lançada. Vai acontecer mais na região do Plano, mas também em algumas satélites. A plenitude do sinal para cobertura tem um prazo até 29 de setembro”, afirmou. 

Ou seja, quem quiser usufruir da tecnologia deve ter um aparelho compatível com o 5G e estar próximo de uma das 400 antenas espalhadas pelo DF. O secretário esclareceu que dentro de uma mesma cidade vão haver pontos com acesso e outros sem acesso. 

Apesar de o Distrito Federal ter antecipado a chegada do 5G a cobertura total não será atingida até o dia 31. O novo prazo é o dia 29 de setembro. “Foi adiado devido à dificuldade das operadoras em fazer as importações dos equipamentos necessários para implementar o total das antenas”, disse. Ele ressaltou que o sinal do 4G vai continuar funcionando. 

O secretário comparou a nova geração de internet móvel com a anterior. “Para se ter uma ideia, com essa nova tecnologia, o que a gente tinha em velocidade de 13 megabytes indo até 80 megabytes com a tecnologia 4G, na tecnologia 5G pode chegar a 1 gigabyte de velocidade por segundo. Isso muda muito a resposta de todos os aparelhos e permite que sejam introduzidas novas tecnologias com outros equipamentos”, ressaltou. 

Setor produtivo
Elísio Luz disse também que o impacto do 5G será perceptível também pelo setor produtivo, como a agricultura. “Você tem, por exemplo, o mapeamento de uma área agrícola por meio de drones Ele consegue fazer uma análise da vegetação, onde precisa de mais fertilizantes ou menos fertilizantes, onde tem praga, onde não tem e consegue fazer um ataque localizado naquilo que é necessário. A economia em cima disso tudo é muito grande”, explica. 

Além disso, a quinta geração de internet móvel permite o uso de carros autônomos e a aplicação do conceito de cidade inteligente, em que a tecnologia ajuda a amenizar os problemas do dia a dia das grandes cidades, como os engarrafamentos, por exemplo. 

“O 5G pode mudar muitas questões tanto na vida da cidade quanto na vida pessoal de cada usuário. Além do acesso à internet, que é o básico, a gente vai ter muito mais coisas trabalhando automaticamente linkadas via nuvem, dando respostas para nós sobre o nosso dia a dia, porque a velocidade agora é muito maior e isso permite um tempo de resposta muito mais preciso para aquilo que está sendo usado”, avalia. 

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Tempo é dinheiro
Quanto mais rápida for a implementação da nova geração de internet móvel, maior será o impacto do 5G sobre o crescimento econômico do Brasil. Essa é a avaliação de um estudo elaborado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Segundo o levantamento, a diferença entre uma disseminação acelerada ou lenta será de 0,2% no PIB potencial per capita de 2030, o que equivale a R$ 81,3 bilhões. 

A CNI trabalhou com dois cenários de implementação da tecnologia no país. No mais otimista, a penetração será de 81% em 2030. No mais pessimista, cai para 40,5%. O crescimento potencial do PIB é calculado a partir do crescimento da população em idade ativa (PIA) e da produtividade do trabalho. 

E é justamente esse indicador que será impactado com a adoção do 5G, diz a CNI. A baixa latência e alta velocidade na transmissão de dados vai permitir ampliar as atividades que precisam de automação e digitalização, favorecendo a consolidação da indústria 4.0. 

O estudo destaca, no entanto, que há reformas necessárias para a ampla difusão do 5G mais rapidamente, como: 

●    Atualização das legislações municipais para permitir a instalação de antenas;
●    Redução da insegurança jurídica associada ao compartilhamento de infraestrutura;
●    Regulamentação das redes privativas;
●    Uso dos fundos setoriais de telecomunicações de maneira mais eficaz e transparente;
●    Aprovação de uma reforma tributária para diminuir o peso de impostos indiretos sobre os serviços de telecomunicações.

Segundo a CNI, o principal gargalo da infraestrutura é o baixo número de antenas instaladas. Para funcionar em sua totalidade, o 5G vai precisar de cinco vezes mais antenas do que o 4G dispõe atualmente. A ampliação dessa estrutura passa pela modernização das legislações municipais, que impõem restrições “não condizentes às características físicas das novas infraestruturas de telecomunicações”. 

De acordo com o Movimento Antene-se, apenas 1% dos municípios brasileiros têm leis preparadas para receber a quinta geração de internet móvel. 

Cronograma alterado
A aprovação para o uso do 5G na faixa de radiofrequência de 3,5 gigahertz (GHz) em Brasília ocorreu na última segunda-feira (4), após reunião do Grupo de Acompanhamento da Implantação das Soluções para os Problemas de Interferência na faixa de 3.625 a 3.700 MHz (Gaispi). 

Segundo a Anatel, o Gaispi também criou uma “Sala de Guerra” para solucionar com mais velocidade eventuais interferências prejudiciais ao sinal. Inicialmente, todas as capitais brasileiras receberiam o 5G até o fim de julho. No entanto, a Anatel estendeu o prazo máximo para o dia 29 de setembro. 

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29/06/2022 19:40h

Mais de 11 milhões de brasileiros foram beneficiados com os pontos de internet

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O governo federal entregou 17 mil pontos de internet em todo o Brasil,  por meio do programa Governo Eletrônico - Serviço de Atendimento ao Cidadão (GESAC). Mais de 11 milhões de brasileiros foram beneficiados em cerca de 3,1 mil cidades.

As cidades ao Norte e Nordeste do país concentram 75% das antenas instaladas que contribuem para o fortalecimento da educação e desenvolvimento socioeconômico em localidades com baixo índice de conectividade.

Os estados do Maranhão e Alagoas dispõem de mais de 2,8 mil antenas. Os locais com acessos instalados recebem conexão com velocidades que alcançam 10, 15 ou 20 megabites por segundo.

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O programa Governo Eletrônico - Serviço de Atendimento ao Cidadão oferece gratuitamente, conexão à internet em banda larga a telecentros, escolas, unidades de saúde, aldeias indígenas, postos de fronteira e quilombos. O programa dá maior atenção a comunidades em estado de vulnerabilidade social.

O acesso à internet aumenta as oportunidades de emprego, melhora as condições de trabalho tanto para as empresas quanto para os trabalhadores e oferece melhores condições de estudo aos estudantes. 
 

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Ciência & Tecnologia
09/06/2022 16:50h

O projeto do marco legal da inteligência artificial já passou pela Câmara e agora será discutido pelos senadores. Entre os objetivos está o uso da tecnologia pelos municípios com a intenção de melhorar a gestão, economizar recursos e oferecer melhores serviços à população

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O Senado começa a discutir a criação do marco legal da inteligência artificial. Entre os objetivos está o uso da tecnologia pelos municípios com a intenção de melhorar a gestão, economizar recursos e oferecer melhores serviços à população. O PL 21/2020, que cria o marco, de autoria do deputado federal Eduardo Bismarck (PDT-CE), já passou pela Câmara dos Deputados e agora aguarda a apreciação dos senadores. O passo inicial foi dado com a criação de um Grupo de Trabalho criado pelo relator, senador Eduardo Gomes (PL-TO).

“A próxima agenda nacional é a gente aprovar o marco legal da inteligência artificial ainda este ano, no Senado. É uma das propostas de trabalho do senador Eduardo Gomes. O nosso cronograma de trabalho à frente da inteligência artificial é justamente ter esse projeto aprovado até o final do ano”, destaca Birmarck.

Além do uso da Inteligência Artificial (IA) pelo poder público, por empresas, entidades diversas e pessoas físicas, o texto estabelece princípios, direitos, deveres e instrumentos de governança para a IA.

Na última semana, Eduardo Bismarck coordenou o seminário “Gestão Inteligente, Cidades Digitais”, promovido pela Frente Parlamentar Mista de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática e direcionado principalmente aos gestores municipais. O objetivo, segundo o deputado, foi justamente levar essa pauta às cidades, atualizá-las sobre a possibilidade de usar a tecnologia para trazer melhorias para a gestão, tanto no viés de economia de dinheiro público quanto no viés de melhor atendimento ao cidadão, assim como promover melhorias para a vida das pessoas.

“Você ter um bom atendimento na saúde pública, uma melhoria na segurança pública, usando equipamentos de inteligência artificial. E esse evento mostrou justamente isso, casos de sucesso tanto em gestão pública, de economizar o recurso se tiver gestões mais eficientes, porque quando você economiza o recurso você está gastando esse recurso com investimento no município, com obras e aquisição de equipamentos, e mostrou também casos de eficiência que melhoraram o atendimento ao cidadão”, destacou Bismark.

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Segundo o deputado, o relator no Senado congregou vários projetos em um só antes de criar um Grupo de Trabalho (GT) formado por 15 juristas para analisar a matéria. O GT, capitaneado pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Villas Bôas Cueva, vai auxiliar a Casa na redação de um substitutivo aos Projetos de Lei (21/2020, 5.051/2019 e 872/2021), para estabelecer princípios, regras, diretrizes e fundamentos para regular o desenvolvimento e a aplicação da inteligência artificial nos municípios brasileiros.

“Pode demorar um pouco, mas não será muito. Não é coisa para a semana que vem, mas deve demorar mais um ou dois meses, porque segundo o próprio grupo de trabalho de juristas, de notáveis, o cronograma é para a entrega do relatório no final de junho”, relata Bismarck.

A comissão deverá considerar as novidades da legislação brasileira em relação ao direito à proteção de dados, além dos exemplos internacionais no estabelecimento de diretrizes para o uso ético da inteligência artificial – como no âmbito da União Europeia e da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Envolvidos

O Grupo de Trabalho coordenado por Cueva ainda conta com as professoras Laura Schertel Ferreira Mendes, que atuará como relatora, e Ana de Oliveira Frazão, da Universidade de Brasília (UnB); além do especialista em privacidade e proteção de dados Bruno Ricardo Bioni; dos advogados Danilo Cesar Maganhoto Doneda, Fabricio da Mota Alves, Wederson Advincula Siqueira, Thiago Luís Santos Sombra, Estela Aranha, Clara Iglesias Keller e Mariana Giorgetti Valente; dos professores Filipe Medon, da Universidade Federal do Rio de Janeiro; de Miriam Wimmer e Georges Abboud, do Instituto Brasiliense de Direito Público; de Claudia Lima Marques, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, e de Juliano Souza de Albuquerque Maranhão, da Universidade de São Paulo. Por fim, o perito criminal da Polícia Federal Frederico Quadros D'Almeida e o consultor legislativo do Senado Victor Marcel Pinheiro compõem a comissão.

O GT tem ainda em sua pauta a criação de regras para o recebimento de sugestões da sociedade civil e a realização de seminários e audiências públicas sobre inteligência artificial e de como ela pode ajudar a melhorar a gestão dos municípios.
 

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Ciência & Tecnologia
07/06/2022 10:00h

É o que afirma o presidente da Frente Parlamentar Mista da Inteligência Artificial, o deputado federal Eduardo Bismarck (PDT-CE). O parlamentar acredita que o papel do Congresso Nacional é debater IA e as relações com as máquinas no futuro

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Inteligência artificial é um futuro certo nas cidades, principalmente com a chegada do 5G. É o que afirma o presidente da Frente Parlamentar Mista da Inteligência Artificial, o deputado federal Eduardo Bismarck (PDT-CE). O parlamentar acredita que o papel do Congresso Nacional é debater não só a inteligência artificial, mas tudo aquilo que engloba as nossas relações com as máquinas no futuro, sempre visando uma melhor gestão.

“Nós temos que usar a tecnologia a favor da nossa sociedade, e é aí que as gestões municipais e estaduais, mas principalmente as municipais, interagem com essa nova ferramenta, com essa nova tecnologia”, aponta Bismark. “É um processo acelerado que estamos vivendo e que se acelerou muito mais na pandemia. Como podemos dialogar, debater, usufruir e melhorar a vida das pessoas, das cidades, na ponta? Como podemos fazer isso? Esse é o grande debate e a grande interrogação e reflexão.”

Essas questões foram debatidas na última quarta-feira (1º), em evento realizado na Câmara dos Deputados, por meio da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, em parceria com a Frente Parlamentar Mista da Inteligência Artificial. O seminário Gestão Inteligente, Cidades Digitais foi direcionado a prefeitos, vereadores, secretários, gestores e atuantes da área.

O evento contou com a presença do presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Igor Calvet, que falou sobre os dez projetos de cidades digitais desenvolvidas em dez localidades do país. 

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Especialistas da Fundação Getúlio Vargas, que apresentaram a Plataforma FGV Municípios, debateram a importância da transformação digital e do uso da inteligência artificial na gestão pública dos municípios. O projeto da FGV tem o objetivo de levar aos gestores informações qualificadas que podem gerar diagnósticos precisos e, por consequência, levar a um plano de ação específico nos mais diversos setores.

PL 21/2020

O PL 21/2020, de autoria do deputado federal Eduardo Bismarck (PDT-CE), busca ser uma ferramenta de inclusão da tecnologia nas cidades. O texto estabelece fundamentos, princípios e diretrizes para o desenvolvimento e a aplicação da inteligência artificial nos municípios brasileiros. O Grupo de Trabalho que elabora o Marco Legal da Inteligência Artificial é composto por 15 juristas.
 

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Brasil 61