Cadastro de mídia

TERMO DE USO E PARCERIA

TERMO DE USO E PARCERIA

Regras de Uso

1º - A utilização gratuita e livre dos materiais produzidos pelo Brasil 61 só será permitida depois que este termo de parceria for aceito pelo usuário, prevendo as seguintes regras:

a) A utilização do material - na íntegra, ou em partes - só será permitida desde que as informações não sejam distorcidas, manipuladas ou alteradas.

b) Não é necessário a identificação do Brasil 61 na hora da replicação do conteúdo. Mas toda e qualquer veiculação de áudios produzidos pelo Brasil 61 prevê o cadastro no site, com a disponibilização de dados que serão utilizados para a organização do mailing desta empresa,

2º - OBRIGAÇÕES DO BRASIL 61

a) O Brasil 61 se compromete, a partir deste termo de uso, a produzir conteúdo particularizado diariamente, trazendo informações de dia-a-dia e bastidores do Planalto Central, além de outras temáticas de relevância do noticiário nacional. 

b) O acesso ao conteúdo jornalístico (na versão de leitura) é livre e gratuito, podendo ser replicado por qualquer usuário que acesse o site. O download do áudio para que seja utilizado na programação das rádios requer que o radialista realize o login no site da Agência do Rádio - informando e-mail e senha cadastrados. 

3º - OBRIGAÇÕES DOS COMUNICADORES PARCEIROS

Não alterar o sentido dos materiais, ou distorcer fala de entrevistados ou mudar a conotação das mensagens dos materiais. 

ADENDOS IMPORTANTES SOBRE A PARCERIA

a) O Brasil 61 poderá distribuir conteúdo patrocinado com ou sem assinatura dos clientes patrocinadores do boletim e sem aviso prévio ao comunicador. 

b) As rádios parceiras não vão ter participação financeira sobre o faturamento do Brasil 61.

c) Os comunicadores podem patrocinar os conteúdos do Brasil 61, desde que não alterem o sentido e a conotação dos conteúdos oferecidos. Nesses casos, o Brasil 61 Mais não terá participação nos lucros conquistados pelos veículos parceiros. 

Ao clicar em ACEITO, a emissora aqui cadastrada afirma concordar e estar ciente de todas as condições apresentadas neste Termo de Utilização de Conteúdo.

Internet

Educação
06/08/2020 12:45h

A iniciativa, que está prevista para começar no dia 11 de agosto, também favorece 30 mil professores da educação básica e cinco mil estudantes de baixa renda da Universidade de Pernambuco (UPE)

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Os estudantes da rede estadual de ensino de Pernambuco poderão ter acesso grátis à internet para conseguir acompanhar as aulas previstas para este ano letivo de 2020. Isso porque o governador Paulo Câmara anunciou, nesta quarta-feira (5), um investimento de R$ 23 milhões para a aquisição desse serviço. 

Denominado "Conecta Aí", o programa vai beneficiar aproximadamente 500 mil alunos de escolas públicas estaduais, com a disponibilização de pacotes de dados de internet para acesso gratuito ao material da Plataforma Educa-PE, do Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) e do Google Classroom.

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Os professores que atuam na rede pública estadual também serão beneficiados nas transmissões das aulas pela internet, no acesso às ferramentas virtuais de interação com os estudantes e na participação em diversos cursos oferecidos pela Secretaria de Educação e Esportes.

 

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Saúde
05/08/2020 10:30h

Ministério da Saúde, MCTIC e Rede Nacional de Ensino e Pesquisa vão levar internet para Unidades de Saúde da Família em todo o Brasil; segunda lista de contemplados já está disponível

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Cerca de 16 mil unidades de Atenção Primária à Saúde (APS) em todo o Brasil serão beneficiadas com serviço de internet. A empreitada é uma parceria do Ministério da Saúde com o da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e com o apoio da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP). Na última semana (31), a pasta publicou a segunda lista com Unidades de Saúde da Família (USF) que contarão com os serviços. 

Segundo o governo federal, a instalação da internet nos estabelecimentos contemplados na primeira lista já começou. O Ministério da Saúde orienta esses municípios já beneficiados a indicarem um responsável para acompanhar a empresa credenciada na execução do serviço, por meio de formulário eletrônico.  

A ideia é que com o registro em prontuário eletrônico nas unidades de saúde, o acesso à internet e a rede interligada, seja possível acessar as informações clínicas dos usuários em qualquer unidade do país, além de disponibilizar para o próprio paciente seu histórico pelo aplicativo. 

O profissional de saúde registra as informações no sistema, que, por sua vez, envia para uma base de dados que interliga toda a unidade de Atenção Primária à Saúde. 

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O prazo para a prestação de serviço é de doze meses, contados a partir da ativação da conexão à unidade.  Os primeiros quatro meses do contrato serão de prestação voluntária, sem faturamento e pagamento pelo serviço. Os oito meses seguintes representarão o período de contratação da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa, com recurso federal, conforme proposta apresentada pela empresa selecionada. 

O Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde disponibilizou o passo a passo e as listas dos municípios contemplados, no site conasems.org.br

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04/08/2020 16:30h

Conectividade deve chegar a municípios com baixo IDH e menos de 30 mil habitantes

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A operadora de telefonia TIM firmou acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para levar internet 4G para municípios de baixa renda no interior do Brasil. O acordo prevê investimento de R$ 639,9 milhões para levar conectividade de internet a 350 cidades.

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Todos os municípios beneficiados têm Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) abaixo da média nacional (0,761) e menos de 30 mil habitantes. A infraestrutura deve ser instalada dentro de quatro anos, sendo que na metade do período, 80% do serviço precisa estar operante nas cidades.

A lista de municípios beneficiados está disponível no site da TIM.

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01/08/2020 00:00h

O MAZK é gratuito e já ajuda nas aulas remotas de toda a rede pública de ensino de seis municípios do estado

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Cerca de 20 mil alunos e professores de escolas públicas de seis municípios de Santa Catarina resolveram o problema da distância na pandemia com uma plataforma criada pelo Laboratório de Tecnologias Computacionais (LabTeC) da Universidade Federal do estado (UFSC). O MAZK foi testado em 2017, em um grupo de pesquisa, e hoje é a principal ferramenta educacional do extremo sul de Santa Catarina neste momento de pandemia.

Além da possibilidade de o professor introduzir todo o material da aula, entre textos, fotos e vídeos, a plataforma gratuita conta ainda com um chat para interação entre alunos e professores, videoconferência e uma novidade: Inteligência Artificial para acompanhamento do desempenho do aluno e auxílio do professor.

Eliane Pozzebon, professora do departamento de computação da Universidade Federal de Santa Catarina e coordenadora do LabTec, explica que os testes no município de Forquilinha, em 2018, foram promissores e com a chegada da pandemia seis outros municípios adotaram o sistema em toda a rede municipal de ensino. Ela conta que muitos professores tiveram dificuldade de trabalhar com a tecnologia e foi necessário montar um grupo para auxiliá-los com assistência e cursos, o que acabou por contribuir com a inclusão digital desses docentes. “Aquelas professoras que não trabalhavam com tecnologia, fizemos a inclusão digital. Foi importante, inclusive, para a autoestima desses profissionais”, ressalta.

Apoio exclusivo

Os professores, alunos e pais dos alunos que atualmente estão utilizando o MAZK continuam tendo apoio do suporte realizado via WhatsApp e a disponibilização de vídeos tutoriais em um canal do Youtube, que é atualizado com videoaulas das professoras Edilene Valeriano e Susi Oliveira, da Rede Municipal de Educação de Araranguá.

Edilene Valeriano dá aulas em turmas da pré-escola ao 5º ano e trabalha com o MAZK desde 2018. Quando a pandemia foi declarada, tanto ela quanto os alunos já estavam preparados para a tarefa de educação remota. A professora explica que no momento da suspensão das aulas ela sabia que os alunos que já utilizavam a plataforma não teriam dificuldades, mesmo com o afastamento social.

“No primeiro dia enviei as aulas e já fizemos videoconferência. Nossos alunos saíram na frente porque o aprendizado não parou em momento algum.”
Voluntária no projeto, Eliana usa a sua experiência na plataforma para ensinar outros professores da região que também estão precisando da tecnologia para administrar as aulas pela internet. No início da pandemia, ela foi responsável por ensinar os professores de Araranguá e posteriormente capacitou professores de Sombrio e Arroio do Silva.

“Os professores têm essa necessidade, têm o direito de aprender, de alguém que os ensine de maneira pedagógica. Como a gente sabe das necessidades que eles têm em sala de aula, os resultados das capacitações são bem positivos”, pontua.

Inclusão digital

Já Susi Oliveira participou do projeto piloto, quando dava aulas na rede municipal em Forquilinha, em 2017. O MAZK foi utilizado primeiro em apenas duas turmas, mas em 2018 todas as escolas do município passaram a se beneficiar com a ferramenta. Ela acredita que a introdução da tecnologia já deveria ser comum na educação e a pandemia serviu para evidenciar isso.

“Hoje não tem mais como deixar a tecnologia fora da educação, porque nós educamos os nativos digitais. Nós temos de fazer um trabalho agora para que tanto os professores quanto os alunos fiquem na mesma frequência, que sejam letrados digitalmente”, destaca.

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Participam também do projeto do MAZK os alunos de graduação em Engenharia de Computação da UFSC Araranguá, Nicolas Baumle e Julio Carraro, responsáveis pela orientação e esclarecimentos de dúvidas dos alunos e professores que estão utilizando o MAZK; Vinicius Capistrano, Luiza Castilho e Jimy Li Yan, pela autorização de novos usuários (professores) e pela edição dos vídeos e divulgação dos tutoriais; Felipe Zago Canal e Tobias Rossi Müller, pelo desenvolvimento do sistema. 

A equipe do LabTeC disponibilizou na internet um Canal no Youtube (https://www.youtube.com/MAZKLabTeC) com apresentação da plataforma, videoaulas e tutoriais para que gestores, professores e alunos em todo o país possam conhecer e utilizar a ferramenta gratuita criada pela Universidade Federal de Santa Catarina.
 

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Brasil
27/07/2020 00:00h

Plataforma oferece contato direto do cidadão com a administração, o que acelera a prestação de serviço e mostra mais transparência na gestão

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Que tal ter dezenas de milhares de pessoas trabalhando para a prefeitura? Essa é a gestão pública colaborativa, uma ferramenta que tem auxiliado cada vez mais os gestores em vários municípios brasileiros. Isso não quer dizer que os cidadãos são empregados do município, mas eles podem ajudar, e muito, na rapidez e eficiência dos serviços prestados à comunidade.

Uma das iniciativas privadas no Brasil que oferece uma ferramenta de gestão pública colaborativa é o Colab, aplicativo que surgiu em 2013 com o propósito de aproximar cidadãos e governos através da tecnologia. Por meio do programa, que pode ser instalado no celular ou no computador, a população pode solicitar serviços de zeladoria urbana e participar de tomadas de decisão de sua cidade através de consultas públicas.

Um dos municípios que se beneficiam com a tecnologia é Santo André, em São Paulo. Em 2017, quando a cidade fez a revisão do Plano Diretor, usou a plataforma Colab para realizar a consulta pública e o sucesso foi tão significativo que a ferramenta foi estendida para os demais serviços urbanos direcionados à população, como por exemplo tapa buracos, rede elétrica e poda de árvores.

A prefeitura enxerga agora o cidadão como um agente público que pode ajudar a prefeitura e que está circulando por toda a cidade, ou seja, pode identificar os problemas rapidamente e saber que eles serão resolvidos em um prazo muito curto.

Como a prefeitura de Santo André adotou o aplicativo como contato oficial, os moradores passaram a ter maior participação nas tomadas de decisão e tornam a gestão e os serviços bem mais eficientes que antes. Segundo Pedro Seno, secretário de Planejamento e Assuntos Estratégicos do município, a média de atendimento atualmente é de, no máximo, um mês, bem diferente de quando começaram a fazer a revisão do processo.

“Hoje temos atendido mais ou menos 70% a 75% das demandas e cerca de 60% são atendidas em até 30 dias. Quando começamos o projeto, a levantar os dados de atendimento em 2017, tínhamos demandas abertas há mais de oito anos na prefeitura.”

Covid-19

Neste momento de pandemia, quando a tecnologia está ainda mais atuante, o aplicativo foi ainda mais providencial para a prefeitura de Santo André. Segundo o secretário, novas categorias foram abertas no programa para que a população pudesse fiscalizar se as orientações das autoridades de saúde estavam sendo cumpridas na cidade e solicitar ações que garantissem a segurança de todos.

“Abrimos algumas categorias novas para que o pessoal pudesse fazer denúncias no apoio à fiscalização. Entre eles estavam aglomeração de pessoas, comércio aberto irregularmente e preço abusivo de produtos. Essas informações serviram de subsídio para as equipes e foram providenciais no combate à pandemia.”

O CEO da startup Colab, Gustavo Maia, acredita que a iniciativa alia a inovação governamental ao engajamento cidadão, é tudo feito com muita transparência, por meio de uma rede social aberta e estruturada. Ele destaca que esse novo meio de gerir os serviços públicos torna o município mais eficiente, responsivo e legítimo, uma vez que alça os moradores à posição de agentes transformadores da cidade onde vivem. 

“A gestão pública colaborativa é essencial tanto para dar voz ao cidadão, motivando-o a se engajar e ajudar o Poder Público, quanto fazer com que o governo seja mais aberto e transparente, de modo a conseguir criar suas soluções a partir da colaboração das pessoas”, ressalta Gustavo.

Leis municipais ainda são entraves para projetos de infraestrutura para Telecomunicações, afirma presidente da ABRINTEL 

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Atualmente, o Colab está presente em mais de 100 cidades do Brasil e possui mais de 250 mil usuários cidadãos. Além de Santo André, outros 19 municípios utilizam a plataforma como aplicativo oficial de comunicação e zeladoria urbana.

Além de ajudar o cidadão a conseguir o atendimento de serviços públicos com mais rapidez, a ferramenta também possibilita aos gestores uma condução mais estratégica, tática e operacional da administração pública, já que é possível fazer recortes dos mais variados tipos na base de dados, como categorias de solicitação por região e tempo de solução das demandas. O Colab pode ser baixado tanto pelos cidadãos no site da startup quanto nas lojas de aplicativos para celular. 

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24/07/2020 00:00h

Em entrevista ao Brasil 61, Luciano Stutz afirma que o Brasil tem avançado na expansão da conectividade, mas enfrenta desafios para melhorar qualidade dos serviços

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Em entrevista exclusiva ao Brasil 61, o Presidente da Associação Brasileira de Infraestrutura para Telecomunicações (ABRINTEL), Luciano Stutz, afirmou que a infraestrutura do setor, no país, é satisfatória, mas que ainda existem desafios para que haja expansão da cobertura dos serviços. O principal problema apontado foi a legislação municipal, tida por ele como o principal entrave para viabilizar as estruturas de torres.

“A gente não consegue superar esses desafios sem superar a questão das leis municipais. Brasília acabou de aprovar uma nova lei de antenas. Agora está claro quais são as regras para você colocar uma antena no Distrito Federal e cobrir uma região. Essa lei é importante porque dá clareza para qualquer investimento que seja feito. Você sabe o recuo que tem que ter, a forma que tem que ser feita, a garantia que tem e o prazo de licenciamento. Infelizmente essa não é uma realidade dos nossos grandes municípios”, avalia.

Luciano Stutz também acredita que a relevância do setor de Telecomunicações teve um destaque durante a pandemia. O presidente da ABRINTEL lembrou que, por uma questão de necessidade, empresas tiveram que se adaptar à nova realidade, assim como as escolas, para atender os mais variados públicos mesmo à distância.

“A prática de home office, por exemplo, em que no novo normal será uma prática bem mais difundida do que antes, mostra que a nossa dependência de telecomunicações só vai aumentar. Porque as plataformas de conectividade terão uso muito mais comum. Outra coisa que é muito importante. O ensino à distância vai tomar outro lugar. Precisamos enxergar, inclusive, essa conectividade como a grande ferramenta para acabar com a parte da desigualdade social”, aponta.

Stutz também comentou sobre a importância do setor para o desenvolvimento do agronegócio. Ele explica que a tecnologia tem ganhado espaço no campo e, com o passar do tempo, a automatização das máquinas vai permitir um trabalho de produção cada vez mais eficiente. Nesse sentido, ele destacou que representantes do setor já estão em contato com parlamentares, no Congresso Nacional, para viabilizar projetos que ajudem essas ideias a avançarem cada vez mais.

“Estamos falando de viabilizar, por meio de recurso privado juntamente com os interessados em fazer a cobertura em suas fazendas e como se pode instruir um projeto que consiga levar essa conectividade ao campo. A Frente Parlamentar da Agricultura está buscando exatamente como viabilizar dentro da segurança jurídica e a grande meta de hoje é vencer o desafio da transmissão. Por exemplo, você tem um ponto a 100 km que fica em uma fazenda onde tem um trator que precisa ser mecanizado e automatizado. Como levar a conectividade do ponto até onde está o trator? Tem que ter uma transmissão, por rádio ou fibra ótica para levar o sinal até na ponta”, exemplifica.

O presidente da ABRINTEL falou ainda sobre a expansão da cobertura para pequenas cidades do interior do Brasil. É um processo que, segundo ele, tem avançado na última década e que pequenos distritos já percebem sinais de internet. No entanto, ele ressalta que ainda é preciso melhorar a qualidade dessa conexão, algo que virá com o aperfeiçoamento da prática desses projetos.

“Eu acho que a abrangência está chegando e tem um papel muito grande no desenvolvimento dessas cidades que são mais para o interior, e ainda tem uma cobertura a ser elevada futuramente. Mas, a gente entende que foi um papel muito relevante pelas operadoras em levar esse sinal, agora a gente tem que melhorar esse sinal. Levar essas novas tecnologias e, para isso, precisamos de infraestrutura. A política pública está construída para isso”, considera.

Luciano Stutz ainda destacou a importância da chama rede 5G. Ele explica que é um é um serviço totalmente diferente, por uma característica que ele tem de latência, que é o tempo de reação. Para alguns serviços esse período é necessário. A utilização de um carro autônomo, por exemplo, não será possível com rede 4G, mas sim com 5G, por conta do tempo e da característica do sinal. 

Confira agora a entrevista completa.
 

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23/07/2020 12:30h

Pesquisa revela que apenas 23% das Unidades Básicas de Saúde disponibilizam agendamento de consultas pela Internet, 20% marcação de exames e 22% disponibilizam a visualização de resultados on-line

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Das Unidades Básicas de Saúde (UBS) com acesso à internet no Brasil, 78% contam com sistemas de registro eletrônico de informação de pacientes. Isso significa que houve crescimento de 9 pontos percentuais em relação a 2019. No país, 3,5 mil das UBS ainda não possuem computadores, enquanto 7,2 mil não têm acesso à Internet. 

Os dados são da pesquisa TIC Saúde 2019, divulgada nesta semana pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), por meio do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br).

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Pelo balanço, é possível concluir que houve uma melhora na forma como as informações sobre os pacientes são armazenadas nessas unidades. Em relação às UBS que mantém registros apenas em papel, a taxa foi de 25% em 2019. Por outro lado, o percentual das UBS que mantém os registros tanto em papel quanto em formato eletrônico aumentou, passando de 35%, em 2018, para 59%, no ano passado.

Mesmo com a melhor na informatização das Unidades Básicas de Saúde conectadas, os serviços on-line oferecidos aos pacientes ainda têm margem para serem ampliados. De acordo com a pesquisa, apenas 23% disponibilizam agendamento de consultas pela Internet, 20% marcação de exames e 22% disponibilizam a visualização de resultados on-line.
 

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Educação
21/07/2020 10:30h

O levantamento revela que 27% das escolas dos ensinos fundamental e médio não possuem acesso à internet e 44% de todas as escolas não são atendidas por rede pública de esgoto

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As desigualdades no sistema educacional brasileiro, sobretudo no que diz respeito à infraestrutura sanitária e tecnológica, foram agravadas pela pandemia do novo coronavírus. A conclusão consta em um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), que levou em conta dados do Censo Escolar de 2019 sobre escolas federais, estaduais, municipais e particulares.

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O levantamento revela que 27% das escolas dos ensinos fundamental e médio não possuem acesso à internet e 44% de todas as escolas não são atendidas por rede pública de esgoto. Das 134.153 escolas de ensinos fundamental e médio do país, 34 mil são apenas as que não têm internet. 

Em relação aos estados, o Acre é o que apresenta o menor percentual de infraestrutura tecnológica, com 27%. Na sequência aparecem Amazonas, com 31%; Maranhão, com 36% e Pará, com 38%. Por outro lado, os locais que oferecem maior número de escolas com internet são o Distrito Federal e Mato Grosso do Sul, com 98%, e Goiás, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, com 97%.
 

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13/07/2020 00:00h

A falta de conexão atinge quase todas as delegacias do estado e dificulta o trabalho da polícia. Falta de internet também ajuda a mascarar dados sobre criminalidade

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Para tentar resolver a falta de conexão nas delegacias, o governo do Acre se uniu ao Ministério da Justiça e Segurança Pública para instalar internet via satélite nas unidades do estado. A situação atual da conexão da segurança pública do Acre é grave. Grande parte das delegacias sequer tem internet. E, para tentar driblar os problemas, ainda tiram do próprio bolso para custear a infraestrutura. Em algumas cidades, como Sena Madureira e Feijó, os policiais fizeram parcerias com empresários, cedendo o uso das antenas de rádio em troca da instalação da internet - uma solução de emergência, mas muito distante do ideal, já que pode comprometer a independência do trabalho dos agentes de investigação.

Depois de anos de dificuldades com conexão, no mês passado, o governo local fechou um contrato com uma operadora para prover internet em 20 delegacias do interior do estado pelo preço de R$ 34 mil reais por mês. Algumas chegariam a pagar mais de R$ 2 mil reais por mês pela internet. (Veja na arte) A justificativa dada pelo governo para o preço salgado é que o trabalho policial exige uma conectividade melhor do que a normal.

Segundo apurou o portal Brasil 61, estava em negociação também um contrato com a mesma operadora para as delegacias da capital Rio Branco, o que poderia elevar o custo mensal da conectividade para R$ 60 mil, valor que será poupado pela adesão do estado ao projeto do governo federal.

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Enquanto a internet não chega, a segurança no Acre sofre pela falta de conectividade. Sem ela, policiais não conseguem utilizar o sistema unificado para registrar os Boletins de Ocorrência. Em vez disso, enviam documentos de uma delegacia para outra usando o 3G do celular pessoal ou levam os documentos físicos de uma unidade para outra, o que torna o processo lento.

O presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Acre, Tibério César da Costa, dá um exemplo prático: os policiais usam um sistema online para registrar roubos e furtos de veículos e viabilizar uma reação rápida nas fronteiras do estado, que são rota de fuga de criminosos. “Eu só faço a inserção desse dado de roubo e furto se tiver internet e na madrugada a conexão fica difícil. Aqui no Acre tem uma peculiaridade de que, em uma hora você atravessa para território boliviano, de alguns municípios. Assim, você prejudica a vítima por conta de uma falha estrutural do estado”, explica.

Veja a entrevista completa:

Outro problema da falta de conexão é que os dados criminais não chegam ao governo federal, dificultando a formulação de políticas públicas de segurança para o interior do Brasil.

Segurança Pública Conectada

Por esses motivos, o Acre foi um dos estados contemplados pelo programa Segurança Pública Conectada. O governo federal vai investir R$ 5 milhões para instalar internet via satélite em delegacias, unidades da Polícia Militar e guardas municipais de nove estados. No Acre, as instalações já começaram a ser feitas. 

O Secretário de Justiça e Segurança Pública do Acre, Paulo Cézar Rocha dos Santos destaca que, na primeira fase da implantação, o foco será a Polícia Civil. “Todas as delegacias da capital e do interior, inclusive dos municípios isolados terão a possibilidade de lavrar ocorrências em tempo real, em uma plataforma eletrônica que garantirá maior celeridade às investigações criminais”.

Para o coordenador-geral de Gestão e Integração de Dados da Secretaria Nacional de Segurança Pública, Wanderley Silva, o maior ganho será na formulação de políticas públicas voltadas para a segurança: “Essas conexões serão custeadas pelo Ministério da Justiça. Esse projeto foi levado para o conselho gestor do Fundo Nacional de Segurança Pública e foi aprovado por unanimidade. Hoje, dados de ocorrências criminais em municípios que não tem conectividade não chegam para o nosso Sinesp Integração, são dados que não são contabilizados para a segurança pública”, explica.

A ideia é que o programa seja aplicado em 600 pontos de outros nove estados, além do Acre: Alagoas, Amapá, Rio Grande do Norte, Roraima, Sergipe, Tocantins, Rio de Janeiro, Piauí e Maranhão, de acordo com o governo federal. A transmissão será possível devido ao Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas 1, construído por encomenda do governo brasileiro e lançado em 2017. A expectativa é que todas as instalações sejam concluídas em dois meses.

 

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13/07/2020 00:00h

Pesquisa aponta que quase 40% dos estudantes não têm computadores ou internet em casa

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A falta da tecnologia para ter aulas durante o distanciamento social ocasionado pela pandemia, ficou escancarada. Nas escolas públicas os jovens têm pouco acesso à internet. O problema já tinha sido apontado na pesquisa TIC Educação 2019, divulgada em junho desse ano pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). Segundo o levantamento, quase 40% dos estudantes da rede pública de ensino não contam com um computador e internet em casa.

O estudo é feito anualmente desde 2010 e a última publicação continuou apontando as deficiências no uso da tecnologia para educar os jovens brasileiros. Segundo Daniela Costa, coordenadora da pesquisa TIC Educação, a internet continua precária tanto nas escolas como nas casas dos jovens e é evidente a desigualdade no acesso.

“Apesar de 83% dos alunos de escolas urbanas serem usuários da internet, há muita desigualdade nesse acesso. Temos, por exemplo, 18% dos estudantes que acessam exclusivamente a internet pelo celular, sem uso de qualquer outro dispositivo”, destaca Daniela. “Muitas vezes esse celular é compartilhado entre os familiares e o aparelho, quase sempre, não comporta instalação de aplicativos e não há espaço para armazenamento de conteúdo.” 

Segundo o levantamento, cerca de 99% das escolas urbanas têm pelo menos um computador conectado à internet, mas que isso não se estende aos alunos, uma vez que a tecnologia é usada somente no âmbito administrativo. 

“Parece que está tudo bem, mas não está, porque em grande parte esse acesso à internet está na sala da direção, da coordenação, muito menos na sala de aula, que é onde os alunos utilizam. Muitas vezes não há condição de compartilhar esse acesso com os estudantes, porque a qualidade da rede não permite o compartilhamento com toda a comunidade escolar”, aponta.

Nas escolas rurais a situação é ainda mais complexa, já que apenas 40% delas contam com pelo menos um computador com acesso à internet. Segundo dados da pesquisa, 65% dos diretores de escolas rurais utilizam o próprio celular e o plano de dados particular para realizar atividades administrativas.

Segundo dados da pesquisa TIC Educação 2019, dois em cada três alunos da rede pública de ensino no Brasil sequer têm um computador de mesa em casa, o que dificulta o acesso às aulas neste momento em que a educação está sendo feita de forma remota. Daniela Costa conta que tem observado e ouvido dos professores e gestores que as necessidades provocadas pela pandemia evidenciaram ainda mais o problema da desigualdade na conectividade ao mesmo tempo em que mostraram uma variedade de possibilidades proporcionadas pela tecnologia.

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Pandemia da Covid-19 expõe fragilidade da conexão de internet no Brasil

“Essa possibilidade de poder interagir com os alunos, de interagir entre eles, de planejar atividades mais participativas, chama a atenção dos estudantes. Pode ser que agora, no período pós-pandemia, tenhamos uso mais intenso dessas tecnologias”, relata a coordenadora da pesquisa. “Mas, primeiro, precisamos superar esse problema das desigualdades de acesso e de uso. Essa distinção já existia, elas se tornaram mais evidentes agora na pandemia. No período pós-pandemia precisamos pensar em como resolver essas desigualdades para que possamos ter um acesso mais inclusivo e equitativo para alunos, professores e toda a comunidade escolar.”

 

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