Eleições

02/09/2026 04:25h

Pardal, DivulgaCand e Sistema de Alertas de Desinformação estão entre as ferramentas disponíveis aos cidadãos

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Os eleitores podem ajudar a fiscalizar as Eleições 2026 e denunciar possíveis irregularidades durante a campanha. O Manual do Eleitor, divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), destaca mecanismos para contribuir com a fiscalização do pleito, como uso do aplicativo Pardal para comunicar casos como compra de votos, uso da máquina pública e propaganda irregular.

No documento, o TSE afirma que a participação do eleitor não termina no momento do voto. A orientação é de que qualquer cidadã ou cidadão possa ajudar a fiscalizar o processo eleitoral e comunicar possíveis irregularidades.

Pardal 

O aplicativo Pardal é uma das ferramentas disponíveis para denúncias. De forma gratuita e pelo celular, é possível informar situações relacionadas à compra de votos, ao uso da máquina pública e à propaganda irregular.

O app da Justiça Eleitoral está disponível para smartphones e tablets nas plataformas Google Play e App Store. 

Para registrar uma denúncia, o cidadão deve se identificar por meio do e-Título ou da plataforma Gov.br. O sigilo é garantido acerca da identidade do denunciante.

Ao realizar a denúncia é possível anexar fotos, vídeos, áudios ou endereços eletrônicos relacionados à suposta irregularidade.  

Fiscalização

A fiscalização pode ir além da propaganda eleitoral irregular e os eleitores também podem acompanhar as prestações de contas de candidatos pelo sistema DivulgaCand, da Justiça Eleitoral. A ferramenta permite consultar informações sobre as contas das candidaturas.

Desinformação e fake news

Outra possibilidade é denunciar conteúdos que possam desequilibrar as eleições. Segundo o manual, fatos inverídicos, uso de inteligência artificial em desacordo com a legislação e o envio em massa de mensagens pelo WhatsApp podem ser comunicados ao Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral (Siade).

Situações de inelegibilidade

O eleitor pode, ainda, participar com a apresentação de denúncias de possíveis casos de inelegibilidade. Nesse caso, a manifestação deve ser feita por pessoa no pleno exercício dos direitos políticos e encaminhada à Justiça Eleitoral dentro do prazo previsto.

O procedimento deve ser realizado perante o juízo eleitoral competente, por meio de pedido fundamentado, apresentado em duas vias, no prazo de cinco dias a partir da publicação do edital relativo ao pedido de registro da candidatura. Conforme o TSE, uma via é juntada ao processo de registro e a outra é encaminhada ao Ministério Público Eleitoral (MPE).

Prestação de contas eleitorais 

O TSE também destaca que qualquer pessoa interessada pode consultar processos de prestação de contas eleitorais e obter cópias de documentos, respeitados os casos de sigilo previstos em lei.

Integridade das urnas  

No dia da votação, os  Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) realizam, por amostragem, auditorias nas urnas eletrônicas de cada unidade da Federação. Os testes da Justiça Eleitoral são públicos e podem ser acompanhados por pessoas interessadas. Entre os procedimentos está o Teste de Integridade das Urnas Eletrônicas.

O teste é feito em ambiente controlado, em local público e com expressiva circulação de pessoas, definido pelo respectivo TRE. A auditoria ocorre no mesmo dia e horário da votação oficial, nos dois turnos.

Os locais onde serão realizadas as auditorias devem ser divulgados pelos TREs até 20 dias antes das eleições.

Boletins de Urna 

A transparência também é aplicada às auditorias destinadas à verificação dos sistemas responsáveis pela transmissão dos Boletins de Urna e pela entrega de dados, arquivos e relatórios. Os trabalhos são públicos e podem ser acompanhados por qualquer pessoa interessada.   

Entre 7h e 12h do dia anterior à votação, tanto no 1º quanto no 2º turno, a comissão de auditoria da votação eletrônica realiza, em local e horário previamente divulgados, a definição das seções eleitorais que serão submetidas a essas auditorias.

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30/08/2026 04:10h

Registro de candidaturas no TSE aponta 121 candidatos com 60 anos ou mais entre 315 concorrentes, 38% do total

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registrou 315 candidaturas para as 54 vagas abertas para o Senado Federal nas eleições deste ano. Desse total, 121 têm 60 anos ou mais, o equivalente a 38% das candidaturas.

O número representa uma participação significativa de candidatos considerados idosos pelo Estatuto da Pessoa Idosa. Em 2018, quando houve eleição para duas vagas por estado, os candidatos com 60 anos ou mais correspondiam a 35,8% do total de concorrentes, ou 126 de 352 pessoas.

O levantamento considera a idade que os candidatos terão no dia da eleição, 4 de outubro, a partir das informações declaradas à Justiça Eleitoral. Dos 121 candidatos na faixa etária, 103 são homens e 18 são mulheres. A candidata mais velha na disputa é Marlene Soccas (UP-SC), que terá 92 anos no dia do pleito. Entre os homens, o mais velho é Carlos Sodré (Mobiliza-BA), nascido em 30 de agosto de 1946 e, portanto, terá 80 anos quando os brasileiros forem às urnas.

O cenário reflete o envelhecimento da população brasileira e a maior participação política de pessoas nessa faixa etária. De acordo com a projeção do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para 2026, cerca de 36,6 milhões de brasileiros têm 60 anos ou mais, o equivalente a 17,1% da população projetada.

Outra ponta

Na outra ponta da pirâmide etária, 21 candidatos têm entre 35 e 39 anos – 15 homens e seis mulheres , o equivalente a 6,7% das candidaturas. Em 2018, eram 33, ou 9,4% do total.

A Constituição Federal estabelece como idade mínima para senadores os 35 anos, portanto, esta será também a primeira eleição para o Senado em que pessoas nascidas depois da promulgação da Constituição, em 5 de outubro de 1988, poderão disputar o cargo. Doze pessoas nessa condição estão concorrendo: sete homens e cinco mulheres. Entre os mais jovens estão Filipe Barros (PL-PR), nascido em 29 de maio de 1991, e Renatinha (DC-SE), nascida em 27 de abril do mesmo ano.

Além de dois senadores por estado ou no Distrito Federal, os eleitores poderão votar também para deputado estadual ou distrital, deputado federal, governador e presidente e vice.

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25/08/2026 04:20h

Dois terços das cadeiras serão renovados, com 32 senadores buscando a reeleição e 13 deixando a disputa eleitoral

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Nas eleições gerais de 2026, o Senado Federal renovará dois terços de suas 81 cadeiras. Ao todo, 54 vagas serão definidas em outubro. Entre os atuais ocupantes dessas cadeiras, 13 não concorrem a nenhum cargo nas eleições e, portanto, não estarão entre os titulares do Senado a partir de janeiro de 2027. As informações são da Agência Senado

São eles:

  • Confúcio Moura (MDB-RO)
  • Irajá (PSD-TO)
  • Sargento Reginauro (PSDB-CE)
  • Fernando Dueire (PSD)
  • Jorge Kajuru (PSB-GO)
  • Jayme Campos (União-MT)
  • Rodrigo Pacheco (PSB-MG)
  • Giordano (Podemos-SP)
  • Flávio Arns (PSB-PR)
  • Oriovisto Guimarães (PSDB-PR)
  • Luiz Carlos Heinze (PP-RS)
  • Paulo Paim (PT-RS)
  • Ivete da Silveira (MDB-SC)

Dos 13 senadores que têm a saída definida, nove são titulares e quatro exercem atualmente o mandato como suplentes

Outros cargos

Além dos senadores que não disputam nenhum cargo, cinco atuais integrantes da Casa participam das eleições, mas concorrem a outros postos

  • Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é candidato à Presidência da República;
  • Marcos Rogério (PL-RO) disputa o governo de Rondônia;
  • Izalci Lucas (PL-DF) e Roberta Acioly (Republicanos-RR) são candidatos a deputado federal;
  • Mara Gabrilli (PSD-SP) concorre a uma vaga de deputada estadual.

Outros quatro senadores concorrem como primeiros suplentes em chapas para o Senado. Dra. Eudocia (PSDB-AL), que já exerce o atual mandato como primeira suplente, disputa novamente nessa condição, desta vez na chapa de Marina JHC (PSDB-AL). 

Também são candidatos a primeiro suplente três atuais titulares: Nelsinho Trad (PSD-MS), na chapa de Reinaldo Azambuja; Jader Barbalho (MDB-PA), na chapa de seu filho, Helder Barbalho; e Daniella Ribeiro (PP-PB), na chapa de Nabor Wanderley. 

Suplentes

Entre os atuais ocupantes das 54 cadeiras em disputa neste ano, sete são suplentes. Além de Dra. Eudocia, estão nessa situação: 

  • Sargento Reginauro (PSDB-CE), suplente de Eduardo Girão (Novo-CE), candidato a vice-presidente da República na chapa de Romeu Zema; 
  • Fernando Dueire (PSD-PE), suplente de Jarbas Vasconcelos (MDB-PE), que renunciou ao mandato; 
  • Carlos Portinho (PL-RJ), suplente de Arolde de Oliveira, que morreu em 2020; 
  • Roberta Acioly, suplente de Mecias de Jesus, que renunciou ao mandato para assumir uma vaga de conselheiro do TCE-RR; 
  • Ivete da Silveira (MDB-SC), suplente de Jorginho Mello, atual governador de Santa Catarina; 
  • Giordano (Podemos-SP), suplente de Major Olímpio, que morreu em 2021. 

Dentre eles, quatro não concorrem a nenhum cargo, dois disputam outros postos nas eleições e Carlos Portinho tenta a reeleição para o Senado

Duas novas cadeiras em três estados

São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul terão novos titulares nas duas cadeiras em disputa em 2026. Nenhum dos atuais ocupantes permanecerá como titular dessas vagas a partir de 2027. 

No Paraná e no Rio Grande do Sul, os quatro senadores em exercício não são candidatos à reeleição. Em São Paulo, Giordano também não participa da disputa, enquanto Mara Gabrilli concorre a uma vaga na Assembleia Legislativa do estado. Com isso, os três estados terão novos ocupantes nas duas cadeiras que serão renovadas. 

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24/08/2026 04:15h

Em MS, PE, RS e SE, quem liderou o 1º turno perdeu o governo no 2º em 2022. Relembre as quatro viradas e o que elas indicam para 2026, com dados do TSE

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Nas eleições gerais de 2022, quatro estados registraram viradas de voto no segundo turno da disputa pelo cargo de governador. Neles, o candidato que terminou o primeiro turno na liderança foi derrotado na etapa final. O cenário ocorreu em Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Rio Grande do Sul e Sergipe

Segundo levantamento do Brasil 61, com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Mato Grosso do Sul, o Capitão Contar (PRTB) liderou o primeiro turno com 384.275 votos. No entanto, no segundo turno, Eduardo Riedel (PSDB) venceu a disputa, com 808.210 votos, contra 612.113 de Contar

Em Pernambuco, Marília Arraes (Solidariedade) foi a candidata mais votada no primeiro turno, com 1.175.651 votos. Na segunda etapa, Raquel Lyra (PSDB) virou o resultado e foi eleita com 3.113.415 votos, contra 2.190.264 de Marília

No Rio Grande do Sul, Onyx Lorenzoni (PL) liderou o primeiro turno, com 2.382.026 votos, mas Eduardo Leite (PSDB) venceu no segundo, ao receber 3.687.126 votos, contra 2.767.786 de Onyx

Em Sergipe, Rogério Carvalho (PT) terminou o primeiro turno na frente, com 338.796 votos. No segundo turno, Fábio Mitidieri (PSD) conseguiu reverter a vantagem e venceu com 623.851 votos, contra 582.940 de Carvalho

Nos outros oito estados que tiveram segundo turno Alagoas, Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Paraíba, Rondônia, Santa Catarina e São Paulo —, o candidato que liderou a primeira etapa confirmou a vitória no segundo turno. 

Por que a liderança do 1º turno não se sustenta

A diferença entre os dois turnos está, em parte, na redistribuição dos votos dos candidatos eliminados na primeira etapa. Com apenas dois concorrentes na disputa, os candidatos que avançam precisam ampliar suas alianças e conquistar parte do eleitorado que havia votado em outras candidaturas

Foi o que ocorreu nos quatro estados em que houve virada em 2022: os candidatos que terminaram o primeiro turno em segundo lugar conseguiram ampliar sua votação e superar os líderes da primeira etapa.

Para 2026, o histórico pode ajudar a contextualizar as disputas, mas não permite antecipar o resultado. Governadores que já exerceram um mandato podem disputar a reeleição, enquanto adversários que participaram das eleições anteriores também podem voltar ao cenário eleitoral. O resultado dependerá, entre outros fatores, das candidaturas confirmadas, das alianças e da dinâmica de cada disputa.

Assim, as viradas registradas em 2022 servem como referência para entender o comportamento eleitoral nesses estados, mas não determinam o que ocorrerá nas eleições de 2026

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23/08/2026 04:05h

Resoluções do TSE detalham práticas proibidas durante a campanha, condutas vedadas a agentes públicos e as penalidades para quem descumprir as regras

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Para garantir o equilíbrio da disputa, a liberdade do voto e a legitimidade da vontade popular, a legislação eleitoral estabelece uma série de regras sobre o que pode e o que não pode ser feito durante o período de campanha

Por isso, eleitores, candidatos e agentes públicos devem estar atentos às diretrizes consolidadas pela Resolução nº 23.735/2024, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e às mudanças introduzidas pela Resolução nº 23.757/2026

As normas tratam, de um lado, dos ilícitos eleitorais gerais que podem comprometer a normalidade e a legitimidade das eleições e, de outro, das condutas vedadas especificamente a agentes públicos. Confira: 

Ilícitos eleitorais  

A primeira parte da resolução reúne práticas capazes de comprometer a autenticidade do voto e a igualdade de oportunidades entre candidatos e partidos. Entre elas estão: 

  • Abuso de poder: envolve o uso abusivo do poder político ou econômico e o uso indevido dos meios de comunicação para beneficiar ou prejudicar candidaturas. 
  • Fraude e corrupção: práticas que interferem na liberdade de escolha do eleitor ou comprometem as regras de representatividade. 
  • Captação ilícita de sufrágio: conhecida popularmente como compra de votos, ocorre quando há doação, oferta, promessa ou entrega de vantagem pessoal ao eleitor em troca do voto. 
  • Gasto ou arrecadação ilícita de recursos: envolvem irregularidades na obtenção ou na movimentação de recursos destinados às campanhas eleitorais. 

Condutas vedadas a agentes públicos  

A segunda metade da resolução trata especificamente das restrições impostas a agentes públicos durante o período eleitoral. O objetivo é impedir o uso da estrutura da máquina pública para favorecer candidatos, partidos ou coligações

Entre as principais proibições estão:

  • Uso de bens públicos: é vedado ceder ou utilizar bens móveis ou imóveis pertencentes à Administração Pública em benefício de campanhas eleitorais. A norma prevê exceção para a realização de convenções partidárias, desde que observadas as regras aplicáveis. Dependendo do caso, a irregularidade pode resultar em multa e na cassação do registro ou do diploma do candidato beneficiado. 
  • Uso de servidores públicos: agentes públicos não podem ceder ou utilizar servidores, empregados ou funcionários da Administração Pública para atividades de campanha durante o horário normal de expediente, salvo as exceções previstas em lei. A conduta pode resultar em multa e outras sanções eleitorais. 
  • Publicidade institucional: nos três meses que antecedem a eleição, é proibido autorizar ou veicular publicidade institucional de atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos, exceto em situações de grave e urgente necessidade pública, reconhecida pela Justiça Eleitoral. A violação da regra pode levar à aplicação de multa e, em determinadas situações, à cassação do registro ou do diploma
  • Inaugurações e shows: também nos três meses anteriores à votação, é proibida a contratação de shows artísticos pagos com recursos públicos para inaugurações de obras. Nesse mesmo período, candidatos não podem comparecer a inaugurações de obras públicas. O descumprimento pode resultar em sanções, incluindo a cassação do registro ou do diploma, conforme o caso. 

O que mudou neste ano? 

A Resolução nº 23.757/2026 reforçou as regras relacionadas à aplicação de verbas públicas destinadas às candidaturas de mulheres, pessoas negras e indígenas. A norma busca impedir o desvio de finalidade desses recursos e estabelece critérios para a responsabilização em casos nos quais o dinheiro não seja efetivamente empregado em benefício das candidaturas que deveriam receber esse financiamento. 

As alterações também reforçam o combate à desinformação no processo eleitoral. A legislação prevê restrições à divulgação de informações falsas ou descontextualizadas que possam prejudicar adversários ou comprometer a confiança no processo eleitoral

Outro ponto de atenção é o uso de conteúdos sintéticos ou manipulados com inteligência artificial, como os chamados deepfakes. A divulgação desse tipo de material, sem o devido aviso, também entra na mira fiscalizadora do TSE.

O cientista político e professor da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV EAESP), Eduardo Grin, destaca alguns cuidados para evitar a disseminação de informações falsas

  • Verifique a fonte: confira quem produziu e publicou a informação e se o conteúdo foi divulgado por uma fonte confiável.
  • Leia além do título: analise o conteúdo completo e verifique também a data de publicação.
  • Desconfie de conteúdos que provocam reações imediatas: mensagens elaboradas para despertar medo, raiva ou indignação podem explorar emoções em vez de apresentar informações fundamentadas.
  • Cheque vídeos e áudios: os materiais podem ter sido manipulados, editados ou produzidos com o uso de inteligência artificial.
  • Diferencie fatos de opiniões: identifique quando o conteúdo apresenta informações verificáveis e quando expressa apenas interpretações ou posicionamentos.
  • Tenha cuidado com números e pesquisas: confira a origem dos dados, a metodologia utilizada e o contexto em que foram divulgados.
  • Na dúvida, não compartilhe.

Consequências das infrações 

O descumprimento das regras eleitorais pode resultar em diferentes penalidades, que variam de acordo com a natureza, a gravidade e as circunstâncias de cada infração. 

Entre as possíveis consequências estão a aplicação de multas, a suspensão ou remoção de conteúdos e atos considerados irregulares, a cassação do registro ou do diploma e, nos casos previstos na legislação, a declaração de inelegibilidade por até oito anos

A análise das condutas e a aplicação das penalidades cabem à Justiça Eleitoral, que considera as circunstâncias específicas de cada caso e as regras previstas na legislação.

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21/08/2026 07:40h

Os candidatos à presidência da República com mais intenção de votos estarão nos 3 estados com mais eleitores no país

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De olho nos grandes colégios eleitorais, os 5 candidatos com maior intenção de votos concentram compromisso exclusivamente no Sudeste na primeira sexta-feira oficial de campanha. Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo foram os destinos escolhidos para as agendas dos presidenciáveis nesse 21 de agosto.

Lula

Candidato à reeleição, o presidente Lula estará em Belo Horizonte para um ato de campanha que marca o início da mobilização eleitoral em Minas Gerais. O evento será realizado a partir das 19h, na Praça da Estação, no Centro, ao lado do postulante do PT ao governo do estado, Patrus Ananias. Também participam as candidatas ao Senado Marília Campos (PT) e Áurea Carolina (PSOL), além de concorrentes a deputado federal e estadual e lideranças partidárias.

Flávio Bolsonaro

O candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, cumpre agenda no Rio de Janeiro. Pela manhã, participa de um comício na Praça Rui Barbosa, no Centro de Nova Iguaçu. À tarde, realiza uma carreata em Duque de Caxias, com concentração no cruzamento da Rua General Mitre com a Rua Garibaldi, no bairro Jardim Vinte e Cinco de Agosto.

Ronaldo Caiado

O candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, cumpre três compromissos em Araçatuba, no interior de São Paulo. À tarde, concede coletiva de imprensa no Sindicato Rural da Alta Noroeste (SIRAN) onde, logo na sequência, também participa de um encontro com empresários do agronegócio. No início da noite, comparece ao lançamento da candidatura do correligionário Dilador Borges a deputado estadual por São Paulo, em uma cervejaria na Vila São Paulo.

Romeu Zema

O candidato à Presidência da República pelo Novo, Romeu Zema, discute, às 9h30, sobre as dificuldades enfrentadas por empreendedores na Rua 25 de Março, em São Paulo.

Renan Santos

Compromissos não divulgados até o momento da publicação desta matéria.

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21/08/2026 04:30h

Dados do TSE mostram quase 20% de candidaturas a menos nas eleições deste ano do que em 2022

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Com o fim do registro de candidaturas no último sábado (15), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contabilizou 7.620 concorrentes ao cargo de deputado federal nas eleições de 2026. O número representa uma queda de 19,6% do total de candidaturas de 2022. 

Para este ano, a disputa é de aproximadamente 15 candidatos para cada uma das 513 cadeiras na Câmara dos Deputados, mas a relação varia de acordo com cada estado. No Distrito Federal, a concorrência é de 21 candidatos por vaga, enquanto o Amapá tem a menor: 11 por vaga.

Mas todas essas diferenças e proporções podem mudar, já que a Justiça Eleitoral ainda vai analisar os pedidos de candidatura. Em 2022, 1.153 candidatos foram considerados inaptos a participar do pleito.

Reeleição

A baixa procura impulsiona candidatos à reeleição, e pode explicar também o fenômeno da pouca renovação no Legislativo. Neste ano, dos 513 deputados em exercício, 437 devem disputar a renovação por mais quatro anos no cargo, 85% do total. Em 2022, foram 448, 87%. 

Uma análise do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) avalia que os parlamentares em exercício possuem vantagens ainda mais proeminentes do que em anos anteriores, como alto valor de emendas parlamentares individuais (R$ 26,6 bilhões no total) e verba de gabinete para despesas do mandato (entre R$ 30 mil e R$ 44.320,46 por mês), contratação de assessores (R$ 111.675,59 por mês), recursos do Fundo Eleitoral, além de mais acesso a grupos políticos de grande influência.

Perfil

Apesar da diminuição da concorrência, o perfil dos candidatos também mudou. As mulheres somam 2.781 candidaturas a deputada federal, o que representa 37% do total neste ano, contra 35% há 4 anos. Também aumentou a proporção de candidatos com nível superior, de 68% (2022) para 71% (2026).

O número de candidatos indígenas cresceu de 50, na eleição passada, para 75 nesta eleição. Também há 24 pessoas transgênero — eram 19 na última eleição.

Como resultado de mudanças nas regras eleitorais, como a cláusula de desempenho ou de barreira, houve ainda a diminuição na quantidade de partidos representados. Atualmente, há 30 partidos regulares no Brasil, sendo que 22 têm representação na Câmara. Em 2018, eram 30 de um total de 36.

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20/08/2026 04:35h

Pleito renovará dois terços da Casa; concorrentes são majoritariamente homens, brancos, casados e com 50 anos ou mais, segundo o TSE

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Nas eleições gerais deste ano, os eleitores escolherão dois senadores, ou seja, no dia 4 de outubro, cada eleitor deverá votar duas vezes para o Senado na urna eletrônica. Isso ocorre porque o pleito de 2026 renovará dois terços das 81 cadeiras da Casa, com a eleição de dois representantes por estado e pelo Distrito Federal

Ao todo, 314 candidatos disputam as 54 vagas, o que representa uma média de 5,8 concorrentes por cadeira. O perfil predominante é de homens, brancos, casados, com ensino superior completo e idade a partir dos 50 anos.

Os dados constam na aba de estatísticas e perfil de candidaturas, disponível no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)

Perfil é majoritariamente masculino

Dos 314 concorrentes ao Senado, 245 são homens, o equivalente a 78% do total, enquanto 69 são mulheres, ou 22%

A participação feminina é superior à registrada em 2018, quando as mulheres representavam 17,3% das candidaturas ao Senado. Em oito anos, a proporção cresceu 4,7 pontos percentuais, embora tenha permanecido praticamente estável em relação a 2022, quando era de cerca de 22,5%. 

A maioria dos candidatos de 2026 se declara branca: são 191 pessoas, ou 60,8% do total. Outros 89 se declaram pardos, 28 pretos, quatro indígenas e dois amarelos

Somadas, as candidaturas de pessoas que se declaram pretas ou pardas chegam a 117, o equivalente a 37,3% do total. Em 2018, essas duas categorias representavam juntas 33,5% dos candidatos. No mesmo período, a participação de pessoas brancas caiu de 65,6% para 60,8%

Maioria têm pelo menos 50 anos

Ao todo, 205 candidatos têm 50 anos ou mais, o equivalente a 65,3% do total. A maior concentração está entre os candidatos de 40 a 49 anos, faixa que reúne 86 pessoas. Em seguida, aparecem:

  • 50 e 59 anos: 85 candidatos;
  • 60 e 69 anos: 84;
  • 70 e 79 anos: 33;
  • 35 e 39 anos: 23;
  • 80 anos ou mais: 3.

Quase 80% têm ensino superior

Quase quatro em cada cinco candidatos ao Senado têm ensino superior completo. São 248 concorrentes, ou 79% do total. Outros 21, equivalentes a 6,7%, declararam ter ensino superior incompleto.

O ensino médio completo foi informado por 36 candidatos, ou 11,5%. Há ainda cinco concorrentes com ensino médio incompleto, dois com ensino fundamental completo, um com ensino fundamental incompleto e um que declarou saber ler e escrever

A proporção de candidatos com diploma de ensino superior permanece próxima à observada em 2022, quando representava 80,4% do total. 

Em relação ao estado civil, 194 candidatos são casados, o equivalente a 61,8%. Outros 72 são solteiros, 41 divorciados, quatro viúvos e três separados judicialmente

Advogados lideram entre as ocupações declaradas

Advogado é a ocupação mais declarada entre os candidatos ao Senado, com 36 concorrentes, ou 11,5% do total. Na sequência, aparecem: 

  • 29 deputados; 
  • 27 empresários;
  • 20 senadores;
  • 16 médicos;
  • 15 engenheiros. 

Embora 32 senadores em exercício estejam entre os candidatos, 12 optaram por declarar outras ocupações, como advogado, empresário, jornalista, administrador, agricultor e professor. 

PL concentra o maior número de candidatos 

As 314 candidaturas estão distribuídas entre 29 partidos. O Partido Liberal (PL) reúne o maior número de candidatos, com 33, e também apresenta a maior presença nacional, com concorrentes em 25 das 27 unidades da Federação

Na sequência aparecem:

  • Unidade Popular (UP): 23 candidatos;
  • Partido Socialismo e Liberdade (PSOL): 21;
  • Movimento Democrático Brasileiro (MDB): 19;
  • Partido dos Trabalhadores (PT): 19;
  • Democracia Cristã (DC): 18;
  • Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU): 17;
  • Partido Social Democrático (PSD): 15;
  • Novo: 14;
  • Partido da Causa Operária (PCO): 14;
  • Republicanos: 12;
  • Democrata: 11;
  • União: 10;
  • Progressistas (PP): 10;
  • Partido Socialista Brasileiro (PSB): 10;
  • Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB): 8;
  • Avante: 8;
  • Partido Democrático Trabalhista (PDT): 8;
  • Podemos (PODE): 7;
  • Agir: 7;
  • Rede Sustentabilidade (REDE): 6;
  • Mobiliza: 6;
  • Missão: 5;
  • Partido Renovação Democrática (PRD): 3;
  • Cidadania: 3;
  • Partido Comunista Brasileiro (PCB): 2;
  • Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB): 2;
  • Partido Verde (PV): 2;
  • Solidariedade: 1.

Apenas o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) não apresentou candidato próprio ao Senado. A legenda integra a Federação Brasil da Esperança, ao lado do PT e do Partido Verde (PV). 

Piauí tem maior concorrência por vaga

O número de candidatos varia de sete a 20 entre os estados e o Distrito Federal

O Piauí concentra a maior disputa, tanto em números absolutos quanto na proporção por vaga: são 20 candidatos para duas cadeiras, ou seja, dez concorrentes por vaga. Em seguida, aparecem: 

  • Minas Gerais, com 17 candidatos, ou 8,5 por vaga;
  • Rio de Janeiro, com 16, ou oito por vaga;
  • São Paulo, com 15, ou 7,5 por vaga.

Alagoas registra o menor número de concorrentes: são sete candidatos para duas vagas, média de 3,5 por cadeira

Quando os dados são agrupados por região e considerados proporcionalmente ao número de vagas, o Sudeste apresenta a maior média de candidatos por cadeira, com 59 concorrentes para oito vagas, ou 7,4 por vaga

Nas demais regiões, a distribuição é a seguinte: 

  • Nordeste: 103 candidatos para 18 vagas;
  • Norte: 73 candidatos para 14 vagas;
  • Centro-Oeste: 44 candidatos para oito vagas;
  • Sul: 35 candidatos para seis vagas.

A base de dados do TSE também mostra que 210 candidatos, ou 66,9% do total, nasceram na mesma unidade da Federação em que disputam a eleição. Outros 104, equivalentes a 33,1%, nasceram em outro estado

No entanto, a informação se refere exclusivamente ao local de nascimento e não indica o local de residência atual nem onde o candidato desenvolveu sua trajetória profissional ou política.

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20/08/2026 04:30h

Dos 5 candidatos à presidência da República com mais intenção de votos, três estarão no estado paulista em diferentes agendas

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As campanhas vão ganhando embalo e os candidatos à Presidência da República alternam entre eventos fechados e públicos. Nesta quinta-feira (20), os palanques estarão montados no Nordeste e no Sudeste, mais especificamente no maior colégio eleitoral do país, São Paulo, que reúne três dos cinco presidenciáveis.

Lula (PT)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa de um evento em Natal (RN), no primeiro ato público após o lançamento oficial da campanha à reeleição. A atividade será realizada a partir das 17h, no estacionamento da Arena das Dunas, no bairro Lagoa Nova. Lula estará ao lado do candidato ao governo do Rio Grande do Norte, Cadu de Lula, da governadora Fátima Bezerra, e outros candidatos da chapa.

Flávio Bolsonaro (PL)

O candidato à Presidência da República pelo PL cumpre agenda em São Paulo. Ao lado do prefeito Ricardo Nunes (MDB), Flávio Bolsonaro visita o Armazém Solidário, o Mercado Municipal de São Miguel Paulista e o Clube da Comunidade (CDC) Waldemar Moreno, na Vila Formosa, pela manhã. À noite, realiza uma transmissão online pelo canal oficial do candidato no YouTube, como o pai Jair Bolsonaro fazia quando era presidente.

Ronaldo Caiado (PSD)

Também em São Paulo, o candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, vai ao Brás visitar o comércio e conversar com empreendedores e lojistas da região. No início da noite, participa de sabatinas ao vivo para jornais do SBT.

Romeu Zema (Novo)

Outro que estará na capital paulista é o candidato pelo partido Novo, Romeu Zema. O mineiro deve se encontrar com lideranças da categoria de motociclistas entregadores por aplicativos, no Espaço Motoboy, localizado na praça José Molina, no bairro do Pacaembu.

Renan Santos (Missão)

O candidato à Presidência da República pelo Missão, Renan Santos, cumpre agenda em Maceió (AL). Pela manhã, realiza gravações de vídeos de campanha, sem acesso da imprensa. Às 15h10, participa de uma agenda no Canal da Favela do Mundaú, aberta à imprensa. À tarde, realiza novas gravações de vídeos de campanha, também fechadas para jornalistas. Às 19h, concede coletiva de imprensa no Maceió Mar Hotel, com transmissão ao vivo pelo canal do Missão. Às 20h, participa de um comício no mesmo local, também com transmissão pela internet.

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18/08/2026 04:50h

Dados do TSE das eleições de 2022 mostram que deputados federais foram eleitos com concentração de mais de 90% dos votos de apenas um município

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A campanha eleitoral foi oficialmente aberta no último domingo (16). Candidatos vão rodar o Brasil – no caso dos presidenciáveis – e seus respectivos estados – estipulantes aos cargos de governadores, senadores, deputados federais, distritais ou estaduais. Neste ano, os cargos exclusivamente municipais (prefeito e vereadores) não estão em disputa, mas se engana quem pensa que os políticos dependem de votos pulverizados, há sim quem dependa apenas de uma cidade para se eleger, mesmo em eleições gerais.

O caso mais relevante dentre esses é o de Amom Mandel (Cidadania). Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) das eleições de 2022 mostram que o jovem político, com 21 anos à época, foi o deputado federal mais votado do Amazonas, com 288.555 votos, 92% deles, aproximadamente 265,5 mil, registrados nas urnas instaladas em Manaus.

A votação daquele mesmo ano no Rio de Janeiro conseguiu registrar uma concentração ainda maior e com mais deputados eleitos. Jorge Braz (Republicanos) tirou 94,9%, dos 59.201 votos recebidos, da capital fluminense. Daniel Soranz (PSD) angariou 84% de seus 98.784 votos na cidade maravilhosa, Laura Carneiro (PSD), 83,7% de 48.073 votos e Pedro Paulo (PSD), 83,5% de 76.828 votos. Uma das explicações mais relevantes para o fato é que a cidade carioca reúne cerca de um terço do eleitorado do estado.

Opostos

Se há quem receba votos de poucos municípios, o oposto também é verdade. Em Minas Gerais, estado com o maior número de municípios do país, com 853, a deputada federal Delegada Ione Barbosa (Avante) teve votos de 414 cidades, enquanto Ana Paula Junqueira Leão (PP), de 348 cidades. 

Por se tratarem de perfis e bases eleitorais distintas, a concentração ou pulverização de votos mostra que não há regra ou espectro ideológico que dita o comportamento tanto dos apoiadores quanto dos políticos, que podem concentrar suas campanhas em seus redutos eleitorais mais relevantes.

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