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TERMO DE USO E PARCERIA

TERMO DE USO E PARCERIA

Regras de Uso

1º - A utilização gratuita e livre dos materiais produzidos pelo Brasil 61 só será permitida depois que este termo de parceria for aceito pelo usuário, prevendo as seguintes regras:

a) A utilização do material - na íntegra, ou em partes - só será permitida desde que as informações não sejam distorcidas, manipuladas ou alteradas.

b) Não é necessário a identificação do Brasil 61 na hora da replicação do conteúdo. Mas toda e qualquer veiculação de áudios produzidos pelo Brasil 61 prevê o cadastro no site, com a disponibilização de dados que serão utilizados para a organização do mailing desta empresa,

2º - OBRIGAÇÕES DO BRASIL 61

a) O Brasil 61 se compromete, a partir deste termo de uso, a produzir conteúdo particularizado diariamente, trazendo informações de dia-a-dia e bastidores do Planalto Central, além de outras temáticas de relevância do noticiário nacional. 

b) O acesso ao conteúdo jornalístico (na versão de leitura) é livre e gratuito, podendo ser replicado por qualquer usuário que acesse o site. O download do áudio para que seja utilizado na programação das rádios requer que o radialista realize o login no site do Brasil 61 - informando e-mail e senha cadastrados. 

3º - OBRIGAÇÕES DOS COMUNICADORES PARCEIROS

Não alterar o sentido dos materiais, ou distorcer fala de entrevistados ou mudar a conotação das mensagens dos materiais. 

ADENDOS IMPORTANTES SOBRE A PARCERIA

a) O Brasil 61 poderá distribuir conteúdo patrocinado com ou sem assinatura dos clientes patrocinadores do boletim e sem aviso prévio ao comunicador. 

b) As rádios parceiras não vão ter participação financeira sobre o faturamento do Brasil 61.

c) Os comunicadores podem patrocinar os conteúdos do Brasil 61, desde que não alterem o sentido e a conotação dos conteúdos oferecidos. Nesses casos, o Brasil 61 não terá participação nos lucros conquistados pelos veículos parceiros. 

Ao clicar em ACEITO, a emissora aqui cadastrada afirma concordar e estar ciente de todas as condições apresentadas neste Termo de Utilização de Conteúdo.

Eleições

28/11/2020 00:00h

Ao todo 18 capitais estaduais e mais 49 municípios com mais de 200 mil eleitores terão disputa eleitoral, o que pode aumentar os riscos de transmissão da doença

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Neste domingo (29), o segundo turno das eleições para prefeito e vice movimenta mais uma vez a vida de 57 cidades brasileiras e mobiliza mais de 38 milhões de eleitores, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ao todo 18 capitais estaduais e mais 49 municípios com mais de 200 mil eleitores terão disputa eleitoral.

O segundo turno das eleições acontecerá nas seguintes cidades: Aracaju (SE), Belém (PA), Boa Vista (RR), Cuiabá (MT), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), João Pessoa (PB), Maceió (AL), Manaus (AM), Porto Alegre (RS), Porto Velho (RO), Recife (PE), Rio Branco (AC), Rio de Janeiro (RJ), São Luís (MA), São Paulo (SP), Teresina (PI) e Vitória (ES).

É preciso que todos os eleitores das cidades onde haverá o pleito mantenham os cuidados de saúde por conta da pandemia. Isso porque quando o primeiro turno foi realizado, dia 15 de novembro, o País tinha 14.134 novos casos pelo coronavírus, o que era considerado um dos números mais baixos desde que a pandemia chegou ao Brasil.  Até o fechamento desta reportagem, às 18h de sexta-feira (27) pré-segundo turno, temos uma elevação destes novos casos para 34.130 pessoas.

Se você quiser acompanhar o cenário na sua cidade veja no nosso mapa interativo.

Para o epidemiologia e professor do Departamento de Saúde Coletiva da Universidade de Brasília (UNB), Jonas Brant, o processo de votação nesse momento é um cenário de transição política nos municípios que pode fragilizar o processo da vigilância em saúde. Por isso, ele destaca que “é preciso que cada pessoa faça sua parte e assim possamos detectar mais rapidamente cada caso e evitar mais danos por conta da Covid-19 no Brasil” alertou.

De acordo com o médico “se compararmos o primeiro turno com o segundo, vemos que o cenário epidemiológico não está homogêneo, mas de maneira geral, temos um aumento importante no número de casos em diversas regiões do País. Nessas localidades os cidadãos têm que tomar mais cuidado, pois o que temos percebido é que gradativamente as pessoas vem reduzindo as suas medidas de segurança e a preocupação com o risco de transmissão, já que a sensação de segurança fora de casa vem aumentado para as pessoas. Mas o risco de infecção aumentou se comparamos o primeiro ao segundo turno”, avaliou Jonas Brant.   

Segundo consultor da área de saúde Confederação Nacional de Municípios (CNM), Denilson Magalhães, a entidade tem orientado aos gestores municipais que avaliem como a doença tem se comportado pela região para elaborar medidas efetivas na prevenção à Covid-19. Com isso, é necessário observar.

“O que a CNM tem feito, e mantém suas atividades nesse sentido, é orientar que cada gestor desenvolva todas as atividades para monitoramento e identificação dos casos, principalmente, as ações de prevenção da transmissão do coronavírus. Cabe a cada gestor local avaliar a sua situação epidemiológica e definir quais as melhores medidas adotar para ter o controle da pandemia no seu município”, informou Magalhães.

Pandemia, eleições municipais e o impacto do pleito nas cidades brasileiras

Para a CNM, neste momento, a prevenção e as normas de segurança devem ser prioridade como no início da pandemia. Caso seja necessário, os gestores municipais podem receber auxílio da Confederação com informações e orientações, como a de encaminhar pacientes para a Atenção Primária à Saúde que é a porta de entrada da população ao Sistema Único de Saúde (SUS), como um “postinho de saúde” perto da sua casa.

“E a CNM já preparou uma reunião para janeiro e fevereiro de 2021, quando será realizado um encontro da entidade chamado ‘Novos Gestores’. Será o momento em que iremos trabalhar com os prefeitos eleitos e reeleitos todas as pautas prioritárias dos municípios brasileiros. Vamos abordar novamente a questão do controle da pandemia do coronavírus no Brasil”, destacou o consultor de saúde da CNM.

Vale destacar ainda que depois deste domingo apenas Macapá, capital do Amapá, vai precisar escolher o prefeito. Por conta do apagão que atingiu o estado por 22 dias os mais de 292 mil eleitores ficaram prejudicados. Desta forma o Tribunal Superior Eleitoral definiu que a cidade vai realizar seu primeiro turno das eleições no dia 6 de dezembro, enquanto a segunda etapa ocorrerá no dia 20.

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27/11/2020 15:00h

Segundo o tribunal, quem teve a justificativa deferida no dia da eleição por estar fora do domicílio eleitoral precisa aguardar o prazo de processamento das justificativas para que a situação seja normalizada

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) esclareceu ser falsa a informação de que o órgão estaria cobrando indevidamente multa dos eleitores que fizeram sua justificativa via aplicativo e-Título, no primeiro turno da eleição, no último dia 15 de novembro.

Segundo o tribunal, quem teve a justificativa deferida no dia da eleição por estar fora do domicílio eleitoral precisa aguardar o prazo de processamento das justificativas para que a situação seja normalizada. Até lá não é preciso pagar multa referente a essa ausência.

Quem não votou no primeiro turno poderá votar no segundo, afirma TSE

Eleitor pode denunciar irregularidades de campanha por meio de aplicativo

O calendário eleitoral estipula como prazo final para processamento das justificativas feitas fora da urna eletrônica o dia 7 de janeiro de 2021. Caso o eleitor precise comprovar a regularidade da situação eleitoral antes do término do processamento das justificativas, pode procurar seu respectivo cartório eleitoral para solicitar uma declaração formal por escrito.

Além disso, na nova versão do aplicativo, que já está disponível, apresenta uma mensagem com o número de comprovante da justificativa se o eleitor que já houver justificado tentar novamente para o mesmo turno.

É possível justificar ausência em até 60 dias após cada pleito (considerando cada turno como uma eleição) ou em até 30 dias após o retorno ao Brasil. Essa justificativa pode ser feita pelo e-Título, pelo site do TSE ou por meio de um cartório eleitoral, juntando-se documento que comprove o motivo da ausência.

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25/11/2020 23:00h

De acordo com o ministro do TSE, Luís Roberto Barroso, esses números de candidatas poderiam ser maiores se não houvesse tanta violência política

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A violência por motivação política é o lado escuro das eleições. Dados da ONU mostram que, de maneira geral, por todo o mundo a participação das mulheres na política tem aumentado, mesmo que de forma lenta. A estimativa é de que as mulheres ocupem 24% das vagas parlamentares, 8% dos cargos de chefes de Estado e 6,2% dos de chefes de governo. Entre os ministros de Estado, 20% são mulheres, e elas comandam 26% dos governos locais.

Em relação à América Latina e Caribe, esses dados mostram que por aqui estão os maiores índices de mulheres no parlamento, com exceção do Brasil, por exemplo na Bolívia as mulheres representam 53% do parlamento, no México são 48% e, por aqui, as brasileiras ocupam apenas 15% na participação.

Mas nem o cargo político é capaz de apagar a violência contra as mulheres, de acordo com informações da União Parlamentar Internacional (IPU), 82% das parlamentares ouvidas viveram violência psicológica; 44% receberam ameaças de morte, estupro, espancamento ou sequestro; 26% sofreram violência física no parlamento e 39% afirmaram que a violência política minou a implementação de seus mandatos e sua liberdade de expressão.



Em março deste ano, representantes de vários segmentos ligados à participação feminina na política estiveram reunidas na audiência pública da Comissão Mista de Combate à Violência contra a Mulher (CMCVM) no Congresso Nacional, para debater os tipos de violência e as principais restrições que as afastam do exercício da política e, na época, a constatação foi enfática: a violência afasta mulheres da política.

Isso pode ser comprovado com o resultado das eleições deste ano, antes do primeiro turno em que apesar de representarem mais de 51% da população e mais de 52% do eleitorado brasileiro, as mulheres ainda são minoria na política. Para as prefeituras, foram eleitas 651 mulheres (12%) contra 4.750 homens eleitos como prefeitos (87%).

De acordo com a cientista política, Flávia Birolli, a violência por motivação política ganha força quando as mulheres envolvidas estão em posições menos tradicionais da sociedade. “Essa violência atinge em especial candidatas que têm alguma relação com temáticas de direitos humanos, com ativismo ou que têm características que as coloquem em uma posição que não é o padrão predominante. Bom, elas já são mulheres, então se são negras, lésbicas, de partidos de esquerda, de oposição, são feministas ou atuam em áreas de conflito de terras, tudo isso faz com que essa violência seja mais intensa”, explicou.

A Assessoria Especial de Segurança e Inteligência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aponta para um aumento de crimes violentos contra candidatos e pré-candidatos nestas eleições. Somando os crimes de homicídio, tentativa de homicídio, ameaça e lesão corporal contra candidatos, em 2018 tivemos 46 candidatos alvos de ataques, enquanto agora em 2020, antes do segundo turno das eleições, chegamos aos 263 casos entre homens e mulheres.

Mulheres recebem menos recursos para concorrer às eleições do que os homens

TSE: baixo número de candidatos para eleições deste ano

Para o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, a violência é incompatível com a democracia e, diante deste cenário, um tipo de crime chama a atenção: a violência contra a mulher, em especial às candidatas a algum cargo político.

“Há uma violência que merece destaque aqui, que é a violência de gênero. Os ataques físicos ou morais às mulheres que são candidatas. Tivemos um aumento de mulheres eleitas nas últimas eleições em primeiro turno, e temos mais de 50 mulheres candidatas concorrendo a prefeita ou vice-prefeita para o segundo turno. Esse tipo de agressão às mulheres, física ou moral, é pior do que machismo, é covardia. Nós precisamos de mais mulheres na política e precisamos enfrentar essa cultura do atraso”, ressaltou Barroso.

Segundo o presidente do TSE, os órgãos de segurança pública estão vigilantes “em relação à atuação do crime organizado”, avaliou. O TSE também apontou um balanço do primeiro turno, quando 113 milhões de pessoas compareceram às sessões eleitorais. O nível de abstenção ficou em torno de 23% - o que é considerado baixo pelo tribunal, tendo em vista a pandemia por Covid-19.

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24/11/2020 14:00h

Após a preparação dos boletins feita pelo Tribunal, os candidatos confirmaram a veracidade das informações

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Para atender a pedido de grupo de movimento político liderado por candidatos, a Justiça Eleitoral em Rondônia disponibilizou as vias físicas dos boletins de urnas das 2ª, 6ª, 20ª e 21ª zonas eleitorais para consulta presencial.

De acordo com o grupo de candidatos, o motivo do ato era a não conformidade entre os resultados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com os dados efetivamente inseridos nas urnas.

Eleições 2020: Justiça Eleitoral identifica mais de R$ 60 milhões em doações com indícios de irregularidade

Resultado do segundo turno vai definir jogo político a partir de 2021

Após a preparação dos boletins feita pelo Tribunal, os candidatos confirmaram a veracidade das informações e, então, tiveram a certeza da confiabilidade do sistema eletrônico de votação.
 

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Política
24/11/2020 13:00h

Ao todo, serão disponibilizadas 1.109 seções eleitorais para receber os votos

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Cuiabá conta, atualmente, com 378.097 eleitores aptos a votar no segundo turno das eleições deste ano. Ao todo, serão disponibilizadas 1.109 seções eleitorais para receber os votos neste domingo (29). Os eleitores poderão comparecer para escolher seu próximo prefeito das 7h às 17h.

A orientação da Justiça Eleitoral é de que eleitores preferenciais, como é o caso de idosos, exerçam o seu direito de voto nos primeiros horários do dia. Lembrando que trata-se apenas de preferência de horário e não exclusividade.

Eleições 2020: Justiça Eleitoral identifica mais de R$ 60 milhões em doações com indícios de irregularidade

Resultado do segundo turno vai definir jogo político a partir de 2021

No primeiro turno, realizado no dia 15 de novembro, 294.861 eleitores de Cuiabá compareceram às urnas, ou seja, 22,01% deles se abstiveram das votações. O número foi parecido com o registrado nas últimas eleições. Em 2018, a abstenção foi de 19.09%, em 2016 foi de 19.91% e em 2014 foi de 18,13%.


 

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22/11/2020 23:00h

Com resultado do primeiro turno é possível ver que as forças partidárias fazem parte de uma ala mais de “centro à direita” da política

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Com o resultado obtido no primeiro turno das eleições deste ano podemos começar a desenhar um mapa com o jogo político se organizando para os movimentos a partir de janeiro de 2021. Desta maneira, é possível ver que as forças partidárias, que ficaram com a maioria das cidades, fazem parte de uma ala mais de “centro à direita” da política.

Agora é preciso verificar como fica o País após o segundo turno das eleições, que será no dia 29 de novembro. No que tange o pleito para prefeitos e vice, vale destacar que os Artigos 28 e 29, do inciso II da Constituição de 1988, preveem o segundo turno apenas para municípios com mais de 200 mil eleitores. Logo, são eleitos em uma única votação os prefeitos e vice-prefeitos de cidades com menos de 200 mil eleitores. Isso quer dizer que nos locais onde vai ter segundo turno, o resultado do primeiro não chegou a ser maior que 50% para o candidato mais votado.



Segundo o cientista político e diretor da Domínium Consultoria, Leandro Gabiati, a disputa eleitoral em locais mais afastados dos grandes centros urbanos, a estratégia para conquistar votos é diferente. “A eleição em pequenas cidades tem uma dinâmica e nas grandes cidades é completamente diferente. A disputa em pequenas cidades é mais corpo a corpo, olho no olho, fazer pequenas reuniões com a população. Isso é mais difícil de fazer em grandes cidades, como é o caso das capitais onde teremos segundo turno ou das cidades com mais de 200 mil eleitores, que também terão segundo turno”, afirmou.

Já nas localidades maiores, a dinâmica é usar o máximo possível de tempo na televisão e, principalmente, o uso massivo das redes sociais para chegar a um número maior de eleitores. Desta maneira, as grandes cidades estão cada vez mais conectadas às redes sociais durante as eleições e essa deve ser a prioridade dos candidatos para chegar até a população com propostas e pedidos de voto.

TSE divulga lista de fontes vedadas para doação para o segundo turno das eleições

Propaganda eleitoral no rádio e na TV volta nesta sexta (20)

Para Leonardo Leite, que é cientista político e doutor em Administração Pública e Governo pela FGV de SP, a forma como os candidatos vão abordar os problemas da sua cidade é um fator que pode conquistar um eleitor indeciso ou mesmo mudar o voto de uma pessoa.  

“As principais pautas para conquistar o voto variam muito de acordo com cada região. Por exemplo, se eu pensar em uma região metropolitana igual São Paulo, a pauta é transporte, mobilidade, meio ambiente. É um fator crítico, que é diferente de pensar em uma cidade do interior que não depende tanto desses assuntos. Além disso, pensar em igualdade de gênero e pautas de identidade é algo que tem ganhado força”, detalhou. 

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18/11/2020 23:00h

Foram analisados 180 municípios com índices acima da média nacional uma semana antes das eleições e, ainda assim, a maioria dos prefeitos foram reeleitos

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As eleições deste ano vão marcar a história política do Brasil por terem sido realizadas sob a carga pesada da Covid-19 e todos os limitadores que essa doença trouxe para nosso cotidiano. Primeiro que não foi possível manter aglomeração, o que restringiu os atos políticos e, segundo, porque assistimos os meses do ano transcorrerem de maneira veloz quanto o coronavírus se espalhava pelo mundo.

O que a pandemia impactou nesta votação é algo que podemos começar a avaliar com base nos dados que o portal Brasil61.com levantou antes do pleito começar. Nossa reportagem apurou dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que 182 municípios estavam com taxas acima da média nacional em relação à letalidade da doença e a incidência de casos por 100 mil habitantes. Deste total, 50 candidatos à prefeitura da cidade tentavam uma reeleição.

Agora que temos o resultado da votação em todos esses municípios, podemos ter um olhar mais claro sobre essa questão, pois 30% dos candidatos foram reeleitos, sendo dois sub judice, e um não reeleito, mas, também, sub judice. Isso significa que 60% daqueles 50 prefeitos conseguiram se manter na cadeira política. Aqui vale esclarecer que “sub judice” é uma expressão em latim que significa "em julgamento", o que indica um caso ou processo em particular sendo julgado ou está aguardando por uma decisão do juiz.



De certa forma, os resultados preliminares dessa votação colocam à mesa do jogo político, uma série de cartas na forma de opiniões do eleitorado a respeito da posição que os candidatos adotaram em meio à pandemia. E, como explica o cientista político Nauê Bernardo, apesar de ser um ponto a se avaliar, não é possível afirmar categoricamente que esse processo eleitoral foi uma espécie de referendo a respeito das medidas de combate à Covid-19 por parte dos gestores que pretendiam se reeleger.  

O cientista político afirma que existem outros fatores a serem observados em um pleito deste tipo. “O que parece realmente é que os políticos locais entenderam que essa é uma pauta bastante sensível e muitos daqueles que prometeram continuar com as mesmas medidas ou até arrojar no combate à pandemia, acabaram tendo essa aprovação nas urnas. Mas é preciso levar em consideração o conjunto do trabalho, e em uma eleição municipal tão importante quanto essas questões macro, são as questões micro. O eleitor vai olhar para ver se a rua está asfaltada, se a cidade está bem tratada e isso é importante de ser levado em consideração”, destacou.

Eleições 2020: Atuação dos gestores municipais durante a pandemia deve impactar diretamente a decisão do eleitor

Justificativas de ausência de voto poderão ser feitas pelo aplicativo e-Título

A forma como cada candidato ou gestor público agiu do começo do ano até agora pode ser um dos fatores que contribuem para ganho de votos ou a perda, mas existem outros pontos que o eleitor analisa. É preciso compreender como o município estava preparado para combater a pandemia, pois de acordo com o médico infectologista, Hemerson Luz, esse tipo de impacto nas urnas é provocado por uma reação em cadeia.  

“Uma pessoa de um município que precisa de um leito de UTI e não consegue, vai ter um impacto direto na letalidade [que a doença causa no município]. Essa pessoa pode vir à óbito porque não conseguiu, a tempo, o cuidado intensivo que estava precisando. Isso vai sensibilizar aquela família, aquela comunidade a qual pertence a pessoa. Além da taxa de letalidade, os eleitores vão encarar como foram as políticas públicas para a saúde”, descreveu o médico.  

No próximo dia 29, último domingo deste mês, será realizado o segundo turno das eleições. Vale lembrar algumas orientações de segurança contra a Covid-19 como levar sua máscara, manter distância de, pelo menos, um metro e meio da outra pessoa, além de higienizar as mãos.

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15/11/2020 18:00h

O TSE também divulgou a quantidade de ocorrências envolvendo pessoas não candidatas. O destaque é para Alagoas, com 168 registros, sendo que 5 deles com prisão e 163 sem

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Ao longo deste domingo (15), enquanto os eleitores se deslocavam para votar, as sessões de alguns municípios do Nordeste brasileiro tiveram que fazer substituições de urnas eletrônicas que apresentaram defeito. Na região, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pelo menos 706 urnas foram trocadas.

O estado nordestino que registrou o maior número de substituição do equipamento foi Pernambuco, com um total de 189. Na sequência aparece Ceará com 133 trocas, Bahia, com 101, Sergipe com 90 e Maranhão com 54. Alagoas e Paraíba aparecem com 41 substituições de urnas cada, enquanto no Rio Grande do Norte e no Piauí o total foi de 38 e 19, respectivamente.

O TSE também divulgou a quantidade de ocorrências envolvendo pessoas não candidatas. O destaque é para Alagoas, com 168 registros, sendo que 5 deles com prisão e 163 sem. Foi o estado com o maior número de ocorrências registradas em todo o País. No Nordeste, a quantidade de ocorrências até o fechamento desta matéria foi de 376.

Doze candidatos já foram presos por crime eleitoral na Região Nordeste, informa TSE

São Paulo e Rio de Janeiro são os estados com mais urnas substituídas até o início desta tarde, aponta TSE

De acordo com o Governo Federal, integrantes da Secretaria de Operações Integradas do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Ministério da Defesa, Tribunal Superior Eleitoral, representantes dos estados e de outros órgãos do Governo Federal terão acesso às ocorrências registradas durante o andamento das eleições nos municípios. 

Todos os dados coletados servem para alimentar boletins informativos divulgados, a cada duas horas, por meio do site e das redes sociais do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
 

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15/11/2020 18:00h

TSE divulgou um relatório com ocorrências envolvendo candidatos e eleitores que foram detidos ou presos

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Os dados do Superior Tribunal Eleitoral (TSE), divulgados até às 17h, apontam que a Região Norte do País teve uma votação tranquila, com baixo número de incidentes e trocas de urnas eletrônicas. Por enquanto, foram contabilizados 161 aparelhos que apresentaram algum problema e precisaram ser trocados. No Acre foram 11 urnas, no Amapá 7 urnas trocadas, no Amazonas o número foi de 22 urnas, no Pará esse valor chegou a 54 urnas, em Rondônia 26 trocas, em Roraima 24 urnas precisaram ser substituídas e em Tocantins esse número foi de 17.

ELEIÇÕES 2020: Pelo menos 113 municípios terão um só candidato a prefeito

Força Federal irá reforçar segurança em 11 estados durante as eleições

O TSE divulgou um relatório com ocorrências envolvendo candidatos e eleitores que, por algum motivo durante a votação, foram detidos ou presos. Sobre esses dados, Rondônia teve uma pessoa presa pelo crime de boca de urna. O Pará foi o estado da região que mais apresentou ocorrências, com um candidato envolvido em de boca de urna, mas que não chegou a ser preso, enquanto dois eleitores foram presos por esse tipo de crime. Além disso, dez pessoas foram detidas pela polícia, mas sem especificação do crime até o momento. Nos demais estados ainda não há ocorrências.

Em número gerais, a região Norte possui 53.736 candidatos concorrendo a um dos cargos em disputa, com 1.842 para prefeito, 1.900 como vice-prefeito e 52.358 em busca de uma vaga como vereador. Deste total, 2.218 tentam a reeleição em um dos cargos. Com um olhar mais apurado, podemos destacar que a maior parte destes candidatos são homens, declarados de cor parda, com o ensino médio completo e trabalhadores da agricultura.

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13/11/2020 23:00h

O cientista político Nauê Bernardo explica que sem concorrência no pleito, se a candidatura for homologada pela Justiça Eleitoral, a computação de um único voto já garante a vitória a essas pessoas

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As eleições municipais deste ano vão ocorrer neste final de semana e, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral, pelo menos 113 cidades, distribuídas em 17 estados, terão apenas um único candidato postulante ao cargo de prefeito. Apenas Rio Grande do Sul tem 34 municípios nesta situação. No Paraná, o número chega 15 e em São Paulo a 10.

Nos municípios gaúchos de Lagoão e Segredo, por exemplo, localizados na região Centro-Serra, os atuais prefeitos não terão ninguém como adversário para disputar o cargo de chefe do Executivo local. Os motivos para isso estão relacionados, sobretudo, à unificação de partidos, ou pela ausência de chapas de oposição.

O cientista político, Nauê Bernardo, explica que essa condição também pode se dar pelo fato de o município ser pequeno, ter problemas administrativos relativamente menos complexos, e apenas uma pessoa esteja disposta a comandar o trabalho como prefeito da cidade.

“Nesses casos, o prefeito acaba sendo aquela pessoa que vai realmente andar pelas cidades, por ela ser pequena, e resolver problemas até pessoalmente. É uma lógica bastante diferente nesses pequenos municípios. Nesses casos, é comum que exista apenas uma pessoa que queira fazer esse trabalho, que é desgastante, cansativo, apesar de ser de uma forma diferente das que vemos nos grandes municípios”, destaca.

DivulgaCandContas: Clique aqui para conhecer todos os candidatos às Eleições 2020 

Ainda segundo Nauê Bernardo, sem concorrência no pleito, se a candidatura for homologada pela Justiça Eleitoral, a computação de um único voto já garante a vitória a essas pessoas.

“Se ele tiver a maioria dos votos válidos, ele vai ganhar. Então, não importa se houve uma margem de votos brancos e nulos muito alta e esse candidato recebeu poucos votos. Se ele teve a maioria dos votos, vai acabar assumindo essa prefeitura. A não ser que alguma situação extraordinária se coloque, que haja uma impugnação, ou algo do tipo”, esclarece o especialista.   

Sobre o dia da eleição

O primeiro turno das eleições 2020 deve ocorrer neste domingo (15). Nos entes em que houver segundo turno, a data da votação é 29 de novembro. Por conta da pandemia do novo coronavírus, a Justiça Eleitoral ampliou o horário em que os cidadãos podem se deslocar até às sessões e votar.

Os eleitores poderão comparecer às urnas de 7h às 17h. Vale ressaltar que o período entre 7h e 10h é preferencial, para pessoas com idade acima de 60 anos. O TSE também lembra que o voto é obrigatório para brasileiros entre 18 e 70 anos de idade e facultativo para analfabetos e jovens entre 16 e 18 anos.

Projeto “Eleições do Futuro” será testado em três cidades

AM: Venda de bebidas alcoólicas será suspensa no sábado (14)

TSE informa que boletins de urna serão emitidos no fim da tarde de domingo (15)

No dia da eleição, será permitida ao eleitor a manifestação individual e silenciosa em relação ao candidato de sua preferência, revelada exclusivamente pelo uso de bandeiras, broches, adesivos e camisetas. Além disso, será possível levar para a cabine de votação um lembrete com os números dos candidatos escolhidos.

Por outro lado, será proibida a divulgação de qualquer espécie de propaganda de partidos políticos ou de seus candidatos. Também são vedados, até o término do horário de votação aglomeração de pessoas portando vestuário padronizado ou instrumentos de propaganda; caracterização de manifestação coletiva, abordagem, aliciamento, utilização de métodos de persuasão ou convencimento; e distribuição de camisetas.

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Use dados tenha mais votos nas eleições 2020