Diabetes

26/06/2021 15:50h

Principal causa da cegueira irreversível em pessoas entre 20 e 74 anos, a retinopatia diabética é uma complicação comum do diabetes

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Neste sábado (26) é celebrada a conscientização do Dia Nacional do Diabetes, mas 54% dos pacientes com a doença nunca ouviram falar de uma condição provocada por ela que pode levar à cegueira. Principal causa da cegueira irreversível em pessoas entre 20 e 74 anos, a retinopatia diabética é uma complicação comum do diabetes. 

“A retinopatia diabética é uma doença que afeta a retina, que é a parte posterior do olho, e pode causar microaneurismas, micro-hemorragias, hemorragia vítrea, descolamento de retina tracional”, explica o oftalmologista especialista em retina, Douglas Pigosso, do CBV Hospital de Olhos.

A doença pode ser causada pelo descontrole da glicemia em pacientes com altas taxas de açúcar. “Muitas vezes o paciente já nos procura quando a doença está avançada. Em casos mais graves, os danos à retina podem levar à cegueira em cinco anos”, alerta o médico.

A prevenção deve ser feita, pelo menos, anualmente, com consultas oftalmológicas. O retinólogo fará uma avaliação completa da saúde ocular do paciente com diabetes, com exames específicos para avaliar a retina. 

Janaína Patriolino da Costa, 45 anos, é empresária, tem diabetes e, mesmo sem o conhecimento preciso sobre a retinopatia, sabe da importância das avaliações oftalmológicas anuais. “Eu tomo o remédio que o médico me passou e faço acompanhamento oftalmológico uma vez ao ano, de 12 em 12 meses”, diz. 

Janaína tem diabetes tipo 2. Segundo informações do Ministério da Saúde, o Diabetes Mellitus é uma “síndrome do metabolismo, de origem múltipla, decorrente da falta de insulina e/ou da incapacidade de a insulina exercer adequadamente seus efeitos”, e que pode se apresentar em diferentes tipos:

– Tipo 1: causado pela destruição das células produtoras de insulina, em decorrência de defeito do sistema imunológico em que os anticorpos atacam as células que produzem a insulina. Ocorre em cerca de 5 a 10% dos diabéticos.

– Tipo 2: resulta da resistência à insulina e de deficiência na sua secreção. Ocorre em cerca de 90% dos diabéticos.

– Diabetes Gestacional: é a diminuição da tolerância à glicose, diagnosticada pela primeira vez na gestação, podendo ou não persistir após o parto. Sua causa exata ainda não é conhecida.

– Outros tipos: são decorrentes de defeitos genéticos associados com outras doenças ou com o uso de medicamentos.

Entre os principais sintomas da retinopatia diabética, estão: visão embaçada, borrões e dificuldade de distinguir cores. Quando a doença chega ao estágio proliferativo, o mais grave, já há um quadro irreversível. 

Fabrício Tadeu Borges, oftalmologista e especialista em retina do CBV, também detalha a doença. “A retinopatia diabética é uma alteração dos microvasos da retina, que é um tecido que temos no fundo do olho. Essas alterações ocorrem naturalmente com o tempo de diabetes, e são otimizadas com o descontrole glicêmico”.

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18/06/2021 17:30h

Ação tem objetivo de orientar a população sobre tratamento gratuito de diabetes no SUS

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A campanha "Caneta da Saúde" chega a Brasília para levar informação e orientação sobre as vantagens das canetas preenchidas de insulina, um dispositivo utilizado no tratamento de diabetes e disponível no Sistema Único de Saúde (SUS). O caminhão da campanha fica no estacionamento 10 do Parque da Cidade Sarah Kubitschek, nesta sexta (18), sábado (19) e domingo (20), das 8h às 18h.

Utilizado em pessoas com diabetes tipo 1 e tipo 2, preferencialmente acima de 50 anos e menores de 19 anos, o dispositivo é um dos mais modernos para o tratamento da doença. Entre as suas vantagens estão a praticidade, economia de tempo e segurança, por já conter a quantidade certa de insulina a ser aplicada. Além de tudo, o dispositivo é gratuito e distribuído pelo SUS.

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A ação “Caneta da Saúde” faz parte de uma campanha nacional que tem como objetivo informar e educar a população sobre as vantagens das canetas preenchidas de insulina, estimulando o uso do recurso, além de orientar os profissionais de saúde que atuam no tratamento e acompanhamento da doença.

SERVIÇO

Campanha: A Caneta da Saúde

Data: dias 18, 19 e 20 de junho de 2021

Horário: das 8h às 18h

Local: Parque da Cidade, estacionamento 10, Brasília-DF

No site: Caneta da Saúde

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IMPORTANTE: Não haverá distribuição de canetas preenchidas de insulina e tampouco elas estarão disponíveis no local. O objetivo da campanha é divulgar a existência desse benefício via SUS, educando e orientando pacientes, profissionais da saúde e familiares sobre o diabetes e suas opções de tratamento.

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14/11/2020 00:00h

Relatos fotográficos pessoais buscam alertar população sobre riscos cardiovasculares associados ao diabetes

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No Dia Mundial do Diabetes, nada melhor do que empatia e muita informação para unir os milhões de brasileiros que têm a doença. Pensando nisso, a Novo Nordisk — empresa de saúde dedicada a promover mudanças para vencer o diabetes e outras doenças crônicas graves —, em parceria com a ADJ Diabetes Brasil, vai expor, neste sábado (14), um vídeo com histórias de pacientes do diabetes tipo 2 projetadas em um prédio na esquina entre as avenidas Paulista e Consolação, em São Paulo. 
 
As imagens da projeção são resultado da campanha “Quem Vê Diabetes Vê Coração”, que busca sensibilizar a população sobre os riscos cardiovasculares associados ao diabetes tipo 2. Os relatos, expressos em fotos particulares e emotivas, trazem pessoas usando objetos de valor sentimental para ilustrar o quão perigosa é a associação do diabetes às cardiopatias. 
 
O objetivo da iniciativa é mudar uma triste estatística: nove em cada dez pacientes que têm diabetes alega sentir falta de mais informações sobre os riscos cardiovasculares da doença. 
 
Raquel Cristina Coelho, gerente médica da Novo Nordisk, destaca que o intuito da parceria entre a Novo Nordisk e a ADJ é mudar o preocupante cenário de desinformação. “Ambas as instituições atuam na causa do diabetes. Então, quando elas unem forças é para tentar beneficiar as pessoas que têm diabetes e que estão sob risco de desenvolver problemas do coração e que precisam que essa informação chegue até elas.” 

Alcance

Para tentar atingir o maior número de pessoas, o material da ação também será lançado nos canais da ADJ Diabetes Brasil e da campanha “Quem Vê Diabetes Vê Coração”, no YouTube. Ao mesmo tempo, uma exposição digital com os depoimentos e registros fotográficos dos participantes vai estar no site da campanha, o www.quemvediabetesvecoracao.com.br. 
 
Todo o esforço para dar publicidade aos problemas cardiovasculares associados ao diabetes se explica, também, pelo impacto na saúde dos brasileiros. Por muito tempo, o diabetes esteve mais associado à cegueira, amputação ou doenças renais, explica Raquel. No entanto, apesar de graves, nenhuma dessas doenças mata tanto quanto outros problemas, como o infarto cardíaco e o derrame, por exemplo, que são responsáveis por 80% das mortes relacionadas ao diabetes tipo 2. 
 
Ambos são consequências graves da aterosclerose, outra vilã desconhecida. Recentemente, o CAPTURE, levantamento global que analisou a prevalência, percepção e o tratamento dos fatores de risco cardiovasculares no diabetes tipo 2, apontou que uma em cada três pessoas com diabetes tipo 2 tem doenças cardiovasculares. 
 
Dessas, 9 em cada 10 apresentam aterosclerose, doença cardiovascular que consiste na formação de placas de gordura e outras substâncias nas paredes das artérias.  


Silencioso, o diabetes tipo 2 passa despercebido por boa parte dos pacientes. É justamente aí que mora o perigo, explica Raquel Cristina Coelho. “A pessoa com diabetes pode vir sem sintomas, e já manifestar como primeiro sintoma uma doença cardiovascular, inclusive grave, um infarto, um derrame ou até mesmo a morte súbita”, alerta. 

Quatro em cada dez brasileiros com diabetes tipo 2 têm doenças cardiovasculares

Quem Vê Diabetes Vê Coração

A campanha “Quem Vê Diabetes Vê Coração” é uma iniciativa da Novo Nordisk em parceria com sociedades médicas e associações de pacientes com diabetes de todo o país. A ADJ Diabetes Brasil, entidade cujo objetivo é promover educação no campo do diabetes para pessoas com diabetes, familiares, profissionais de saúde e comunidade, é uma das parceiras do projeto, lançado em junho 2019. 

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04/11/2020 16:00h

Esses recursos não serão permanentes, mas de caráter excepcional e temporário no contexto da Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (ESPIN) decorrente da pandemia da Covid-19

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O Ministério da Saúde vai repassar recursos do Governo Federal para ampliar o cuidado e a atenção às pessoas com obesidade, diabetes mellitus ou hipertensão arterial sistêmica no âmbito da Atenção Primária à Saúde, no Sistema Único de Saúde (SUS). Esses recursos não serão permanentes e, conforme foram apresentados no Diário Oficial da União, são de caráter excepcional e temporário no contexto da Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (ESPIN) decorrente da pandemia da Covid-19.

A decisão para investimento desses recursos, por parte do Ministério da Saúde, leva em consideração o atual contexto da pandemia do novo coronavírus (SARS-CoV-2) e o risco relacionado ao aumento de complicações e agravamento dos sintomas da Covid-19, maior ocorrência e período de internações, maior risco de utilização de ventilação mecânica e internação em Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), bem como maior risco de óbitos entre menores de 60 (sessenta) anos em indivíduos com obesidade, diabetes e hipertensão.

O incentivo financeiro de que trata Nº 2.994, de 29 de Outubro de 2020, define que os recursos serão transferido aos municípios e Distrito Federal em parcela única para 5.505 municípios do País no valor total de R$ 221.811.937,50 reais. 

Confira aqui quanto o seu município vai receber

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09/10/2020 05:00h

Número foi revelado em estudo global que analisou associação da doença com riscos cardiovasculares; especialista alerta para a aterosclerose, porta de entrada para infarto e outras complicações graves

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Quatro em cada dez brasileiros com diabetes tipo 2 têm doenças cardiovasculares. O dado alarmante foi revelado pelo estudo CAPTURE, levantamento global que analisou a prevalência, percepção e o tratamento dos fatores de risco cardiovasculares no diabetes tipo 2, tipo mais comum da doença e que aumenta em até quatro vezes a propensão a infarto cardíaco e derrame cerebral. 
 
O CAPTURE é o maior estudo observacional já realizado pela Novo Nordisk,      empresa líder global de saúde dedicada  a promover mudanças para vencer o diabetes e outras doenças crônicas graves, como obesidade e distúrbios hematológicos e endócrinos raros. A pesquisa aponta que, globalmente, 1 em cada 3 pessoas com diabetes tipo 2 apresentam doenças cardiovasculares. Destas, 9 em cada 10 apresentam aterosclerose, doença cardiovascular que consiste na formação de placas de gordura e outras substâncias nas paredes das artérias. 
 
O avanço da aterosclerose pode comprometer o fluxo sanguíneo e causar problemas graves, como aponta Raquel Cristina Coelho, gerente médica da Novo Nordisk. “A aterosclerose constitui a base de quase todos os problemas cardíacos que afetam a pessoa com diabetes. Esse processo pode começar até mesmo na infância e, geralmente, quando ele se manifesta — de forma geral, na vida adulta — é mais grave. Pode ser um infarto, um AVC, uma doença mais perigosa”, ressalta. 

Informação

Consequências graves da aterosclerose, o infarto cardíaco e o derrame são responsáveis por 80% das mortes relacionadas ao diabetes tipo 2. No entanto, a prevenção esbarra no desconhecimento. Por muito tempo, o diabetes esteve mais associado à cegueira, amputação ou doenças renais. Uma pesquisa realizada em 2019 pela campanha “Quem Vê Diabetes Vê Coração”, da Novo Nordisk, revelou que 90% dos pacientes que têm diabetes alega sentir falta de mais informações sobre os risco cardiovasculares da doença. 
 
Marina Barros foi diagnosticada com diabetes há 19 anos. Desde então, ela se preocupa com as complicações da doença e, por isso, faz o tratamento adequado. No entanto, entende que essa não é a realidade da maioria das pessoas.  “A maior parte dos brasileiros que têm diabetes hoje às vezes nem sabe que tem a doença. E a gente sabe que quem tem, tem pouco acesso à informação, principalmente sobre as complicações”, ressalta. 
 
A influenciadora digital resolveu que seria parte da solução para a falta de informação. Hoje, ela tem um site dedicado ao assunto, chamado DiabéticaTipoRuim. O objetivo é passar conteúdo de qualidade e muita informação para as pessoas, inclusive sobre os riscos cardiovasculares do diabetes. 

Arte: Brasil 61

Prevenção

Como já se sabe, a aterosclerose pode começar a se desenvolver ainda na infância, potencializada pela má alimentação e por uma vida sedentária. Portanto, Raquel Cristina Coelho aponta que a prevenção deve começar ainda nessa fase da vida, com hábitos adequados, como alimentação saudável e atividade física regular. 
 
Por ser precoce e silenciosa, a melhor forma de evitar que a aterosclerose leve a um infarto, por exemplo, é o diagnóstico precoce, complementa a médica. “De preferência, ele deve ser feito quando o paciente ainda não tem sintomas, quando a aterosclerose está na fase que chamamos de subclínica, ou seja, não há sinais óbvios dessa doença”, indica. 
 
Nas pessoas que têm diabetes, o cuidado deve ser redobrado. “Manter o controle glicêmico, não fumar, evitar o excesso de bebida alcoólica e ter uma vida saudável são os principais fatores que vão ajudar na prevenção da aterosclerose”, afirma Raquel. 
 
A influenciadora digital Marina Barros reforça: “se você tem diabetes, a decisão mais inteligente a se tomar é manter o controle glicêmico bom, fazer escolhas alimentares melhores, praticar atividade física, evitar bebida alcoólica e sempre fazer os exames periódicos”, orienta. 
 
Outro desafio é que nem mesmo aqueles que admitem conhecer os riscos cardiovasculares do diabetes se esforçam para evitá-los. Segundo a pesquisa realizada em 2019 pela campanha Quem Vê Diabetes Vê Coração, apesar de mais da metade dos pacientes entrevistados terem sido diagnosticados com o diabetes tipo 2 há pelo menos cinco anos, apenas quatro em cada dez diziam praticar exercícios físicos regulares. E mais de um terço não conseguiam ter uma alimentação equilibrada. 

Tratamento

Anunciado entre os dias 21 e 25 de setembro durante o congresso da Associação Europeia para o Estudo do Diabetes (EASD, na sigla em inglês), o estudo CAPTURE também revela que apenas duas em cada dez pessoas com diabetes tipo 2 usam algum medicamento para a doença que atue para diminuir o risco cardiovascular.

Covid-19

Não bastasse a associação perigosa, o diabetes e as doenças cardiovasculares são fatores de risco para o agravamento da Covid-19. Pacientes com diabetes que sejam infectados com o novo coronavírus têm mais chance de desenvolver a forma grave da doença, dificuldades respiratórias e necessidade de internação. 
 
De acordo com o último boletim epidemiológico especial do Ministério da Saúde, cerca de 64% das pessoas que morreram por causa Covid-19 até 19 de setembro tinham, ao menos, uma comorbidade ou fator de risco para a doença. Cardiopatia e diabetes foram as condições mais frequentes. “Tem a questão dos distúrbios de coagulação, como a trombose, que também têm sido descritos nas pessoas com Covid-19 e que pode ter uma relação e complicar a aterosclerose”, alerta Raquel. 

Campanha

A campanha “Quem Vê Diabetes Vê Coração” é uma iniciativa da Novo Nordisk em parceria com sociedades médicas e associações de pacientes com diabetes de todo o país. Lançada em 2019, tem como objetivo conscientizar as pessoas sobre os riscos associados entre o diabetes e as doenças cardiovasculares. Para mais informações, acesse o site da campanha: quemvediabetesvecoracao.com.br.

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29/09/2020 00:00h

Pesquisa aponta que 90% dos pacientes brasileiros sente falta de informação sobre a relação entre o diabetes e as doenças cardíacas

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Uma pesquisa da campanha “Quem Vê Diabetes Vê Coração” realizada em 2019 aponta que 90% dos pacientes brasileiros sente falta de informação sobre os riscos cardiovasculares do diabetes. Para tentar reverter esse quadro, a Novo Nordisk, empresa líder global em saúde, com apoio de associações de pacientes e sociedades médicas, promove a Live do Coração nesta terça-feira (29), com um show da cantora e compositora Ana Carolina diretamente do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro 

O evento não poderia ocorrer em uma data mais apropriada, afinal, 29 de setembro é o Dia Mundial do Coração. A live vai ser transmitida nesta terça-feira, a partir das 20h, pelos canais da campanha e da cantora Ana Carolina no YouTube. A apresentação ficará por conta do ator Danton Mello que conversará com o médico endocrinologista, Carlos Eduardo Couri. O objetivo é alertar a população sobre a relação entre o diabetes e as doenças cardiovasculares. 

Raquel Cristina Coelho, gerente médica da Novo Nordisk, reforça o objetivo da Live do Coração. “A finalidade da campanha é aumentar a conscientização sobre a relação que existe entre o diabetes e as doenças cardíacas. É uma relação muito forte, mas que infelizmente não é tão lembrada quanto gostaríamos”, lamenta. 

Vale lembrar também que o diabetes e as doenças cardiovasculares estão entre os fatores de risco para a Covid-19. De acordo com o Ministério da Saúde, até 12 de setembro, mais de 63% das vítimas do novo coronavírus no Brasil apresentavam, ao menos, uma comorbidade ou fator de risco para a doença. Cardiopatia e diabetes foram as condições mais frequentes. 

Diabetes avança e hipertensão arterial se mantém em patamar elevado entre os idosos

Cenário

Estima-se que cerca de 13 milhões de brasileiros tenham diabetes. Esse número é maior do que a população de países, como a Bolívia, o Paraguai e Portugal, por exemplo. No entanto, os especialistas em saúde alertam para outro grande problema: a falta de informação sobre os riscos cardiovasculares do diabetes. 

Apenas um em cada 10 brasileiros não sente falta de informação sobre essa associação perigosa, aponta o estudo “Quando o diabetes toca o coração”, apoiado pela campanha Quem Vê Diabetes Vê Coração em 2019, com participação de 1.500 entrevistados em todas as regiões do país. 

Arte: Brasil 61

O diabetes tipo 2, subtipo mais comum da doença, aumenta em até quatro vezes a propensão a doenças cardiovasculares. Segundo a Associação Americana do Diabetes, 80% das mortes de pessoas com a doença são causadas por problemas relacionados ao coração.

Para Raquel Cristina Coelho, há mais de um fator que explica a falta de conhecimento dos pacientes sobre o tema. No entanto, um dos mais importantes é a ênfase dada a outras complicações ligadas ao diabetes, ao passo em que os problemas relacionados ao coração são pouco lembrados. 

“Algumas complicações já estão mais estabelecidas como associadas ao diabetes entre a população, que são a cegueira, a amputação de membros e a doença dos rins. Essas complicações são extremamente graves, sérias, mas são menos comuns do que as doenças cardiovasculares”, reforça. 

Por isso, durante o evento, mensagens da campanha “Quem Vê Diabetes Vê Coração” serão projetadas no Cristo Redentor. 

Diabetes, Coração, Covid

Ao descobrir que tinha diabetes, Alcir Júnior, 39 anos, começou a investigar por conta própria sobre os males associados à doença. Pela internet, conversando com pessoas que também têm a enfermidade e, principalmente, com médicos, ele descobriu os riscos cardiovasculares e passou a se tratar para evitá-los. No entanto, o morador de Vicente Pires — cidade a cerca de 15 km de Brasília — afirma que o seu caso é exceção, pois há pouca informação difundida sobre a relação entre o diabetes e as doenças cardiovasculares.

“Não tem uma informação clara sobre os riscos das cardiopatias que podem ser desenvolvidas por conta do diabetes. Tem muita coisa na internet, mas a pessoa tem que ir atrás. Coisas que se publiquem ou que detalham melhor, não há”, avalia.

Recentemente, o analista de TI teve Covid-19. O diabetes, segundo ele, contribuiu para a piora no quadro, que quase o levou a óbito. O novo coronavírus causou uma pneumonia avançada e Alcir teve que ser internado. Hoje, recuperado, ele relembra do momento difícil e comemora a melhora da saúde.

“Meu caso era de UTI, porque minha oxigenação estava muito baixa. Foi um momento de muita luta e desespero. Eu vi a morte de perto. Fiquei três dias na UTI. Na última tomografia que fiz, o meu pulmão estava 75% comprometido. A Covid-19 se agravou muito, principalmente por causa do diabetes”, lembra. Ele conclui: “Venci a Covid-19 com muita ajuda de Deus, da minha esposa, família e amigos”. 

Mais sobre a campanha

A campanha “Quem Vê Diabetes Vê Coração” é uma iniciativa da Novo Nordisk. A ação foi lançada em 2019 e conta com o apoio de sociedades médicas e associações de pacientes de todo o país. Para mais informações, acesse o site quemvediabetesvecoracao.com.br

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