Alimentação

18/08/2022 15:20h

Especialista orienta como escolher e conservar as hortifrútis

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Os produtores não precisam mais informar o prazo de validade dos vegetais frescos e embalados. A medida foi publicada na Portaria nº 458 pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Trata-se de uma atualização da Instrução Normativa nº 69/2018, que estabelece os requisitos mínimos de identidade e qualidade dos produtos hortícolas.

O diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal do Mapa (Dipov), Glauco Bertoldo, afirma que o objetivo da decisão é evitar o desperdício de alimentos.  

“Um país como o Brasil não pode se dar ao luxo de perder nenhum tipo de alimento que possa ser consumido. Nós observávamos que, por exemplo, uma caixinha de morango, de uva, produtos que estão embalados em bandeja, como abobrinha, berinjela, tinham data de validade, mas estavam plenamente aptos para consumo. Então, entendemos que o consumidor tem a percepção de avaliar esse produto visualmente para entender se ele está apto para consumo.”

O diretor do Dipov ressalta que os requisitos mínimos de qualidade estão estabelecidos desde 2018. Por isso, nem todo produto pode ficar à disposição do consumidor por tempo indeterminado. “Eles têm que ter uma porcentagem máxima de podridão e batidas. Têm que estar inteiros, limpos e isentos de odores desagradáveis. Não é uma data de validade que vai dizer se o produto está bom ou não para consumo.”

Glauco Bertoldo explica por que foi necessário alterar a Instrução Normativa de 2018. “Quando o Ministério da Agricultura publicou em 2018 a Instrução Normativa 69, que traz a questão dos requisitos mínimos de qualidade, e não dispensou tacitamente no texto a data de validade desses produtos, houve o entendimento por algumas pessoas que seria obrigatório colocar o prazo de validade. Então, fizemos uma alteração da normativa, deixando esse entendimento claro que realmente não precisa dessa data de validade.”

Conab atualiza ferramenta para pesquisa de preços de hortifrútis

Hortas comunitárias podem auxiliar no consumo de alimentos mais saudáveis

Como escolher hortifrútis

A servidora pública Waniza Costa, moradora de Rio Branco, no Acre, conta que na hora de comprar frutas, verduras e legumes, prioriza os produtos da estação. “Eu olho se o aspecto é bom, se as cascas estão brilhantes e não têm estrago. Com relação à conservação, aqui no Acre, não tem como ser de outra forma se não for na geladeira. Eu costumo comprar algumas verduras que ainda não estão tão maduras. Mas a partir do momento que amadurecem, têm que ir para geladeira.”

A professora da Faculdade de Engenharia Agrícola da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Bárbara Teruel, ensina como escolher os hortifrútis.

“O consumidor deve observar se o produto está limpo, íntegro, firme, sem manchas, nem cortes, com uma cor vibrante, convidativa. No caso das hortaliças, por exemplo, as folhosas, que as folhas estejam na cor que devem ser, que não estejam murchas.”

A especialista esclarece os riscos de ingerir um vegetal impróprio para consumo. “Caso o produto esteja contaminado com algum tipo de bactéria, fungo ou outra outra situação, pode haver contaminação alimentar e danos diversos à saúde.”

Do ponto de vista nutricional, pode haver perda de até 50% das vitaminas e minerais desde a colheita até a mesa do consumidor, a depender de como as frutas e hortaliças são tratadas. “Estudos comprovam que frutas cítricas, como laranja, limão, perdem aproximadamente 1% da quantidade de vitamina C, por dia, se conservadas a temperatura acima de 10 graus Celsius”, explica.

Bárbara Teruel dá dicas para conservar as frutas e hortaliças por mais tempo. “A recomendação é que, chegando em casa, [as hortifrútis] sejam mantidas na geladeira até o momento do consumo. Em geral, frutos e hortaliças devem ser consumidos em até uma semana depois da compra. O consumidor deve fazer o descarte quando perceber que os produtos perderam os atributos desejáveis."

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11/08/2022 20:55h

De acordo com o IBGE, o IPCA de julho foi o menor registrado desde o início da série histórica, que começou em janeiro de 1980. Boletim Focus projeta que inflação oficial vai fechar o ano na casa dos 7%

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A queda de 0,68% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA) em julho, segundo o IBGE, indica que a inflação pode começar a ceder, como previsto por analistas do mercado financeiro. O IPCA dos últimos 12 meses continua acima dos dois dígitos (10,07%), mas a tendência, segundo especialistas ouvidos pelo Brasil 61, é de que o indicador vai fechar o ano em torno dos 7%. 

Nas últimas seis edições do Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, o mercado melhorou as projeções para a inflação. Há quatro semanas, o IPCA esperado era de 7,67%. A estimativa mais recente, publicada na última segunda-feira (8), foi de 7,11%. 

Segundo Rodrigo Leite, professor de Finanças e Controle Gerencial do Coppead da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a deflação de julho é um sinal de que a inflação deve recuar nos próximos meses. “Espera-se que a inflação este ano feche em algo entre 7% e 9%, diferente do ano passado, em que tínhamos inflação de dois dígitos”, avalia. 

De acordo com o IBGE, o IPCA de julho foi o menor registrado desde o início da série histórica, que começou em janeiro de 1980. Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE, dois registraram deflação em julho: transportes (-4,51%) e habitação (-1,05%). O preço dos combustíveis, que ajuda a formar o primeiro, por exemplo, caiu 14,15% em julho. Destaque para a gasolina que, individualmente, foi o subitem que compõe o IPCA que mais contribuiu para a deflação. 

O professor de Finanças Públicas da Fundação Getulio Vargas (FGV) Pierre Souza explica que o resultado se deve a duas intervenções feitas com o objetivo de controlar a inflação. “Principalmente na questão de tributos sobre combustíveis em geral, que fizeram com que a gente tivesse um recuo na inflação. Em paralelo a isso, tivemos uma série de aumentos da taxa de juros pelo Banco Central, que são exatamente para segurar a inflação”, pontua. 

No fim de junho, o presidente Jair Bolsonaro sancionou a Lei Complementar 194, de 2022, que limita em 17% ou 18% as alíquotas de ICMS que os estados podem cobrar sobre combustíveis, gás natural, energia elétrica, comunicações e transporte coletivo. 

O professor Rodrigo Leite lembra que além da diminuição do ICMS sobre os combustíveis, a Petrobras diminuiu o preço de revenda da gasolina e do álcool para as refinarias e que tudo isso puxou a inflação para baixo em julho. 

Movimento semelhante ocorreu com a energia elétrica, um dos componentes do grupo de habitação. A energia elétrica residencial recuou 5,78%. Além disso, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou as revisões tarifárias extraordinárias de dez distribuidoras, o que contribui para a queda. 

A deflação, no entanto, não pôde ser tão percebida nas prateleiras do supermercado. Itens como leite longa vida, queijo, manteiga e frutas ficaram mais caros. A inflação dos alimentos e bebidas avançou 1,3%. Rodrigo explica o que impediu a queda no preço dos alimentos. 

“Quando você tem uma maior renda e a oferta estagnada, as pessoas vão competir pela mesma quantidade de produtos e o preço acaba subindo. Produtos com  a chamada ‘demanda inelástica’, que as pessoas vão comprar não importa o valor, vai ter uma tendência de crescimento rápido, que é o que estamos vendo com os alimentos, que mesmo com queda no valor dos combustíveis, acabaram subindo um pouco”, diz. 

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29/07/2022 03:00h

Após a falência do primeiro negócio, Aline Silva Lobo buscou apoio do Sebrae para abrir empório de produtos naturais e orgânicos. São duas lojas em Macapá (AP).

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A jornada de Aline Silva Lobo como empreendedora no setor alimentício começou cedo. Quando fazia faculdade em Macapá, no Amapá, ela já preparava e vendia bombons de chocolate para complementar a renda familiar. Anos depois, a então bancária descobriu um problema de saúde e, por isso, precisou cuidar melhor da alimentação.

Ela conta que foi na necessidade que viu uma oportunidade para abrir, de vez, um pequeno negócio: na cidade, eram poucos os locais focados em alimentação saudável. Foi daí que montou um restaurante na garagem da casa da mãe. 

“Esse meu problema de saúde me levou a abrir um negócio de alimentação saudável que, graças a Deus e aos poucos, foi dando certo. Na época, eu não tinha condições de abrir uma empresa legalizada. Então, trabalhei na informalidade. Mas o nosso primeiro erro foi não fazer pesquisa de mercado, não avaliar. Porque a gente começou o negócio com vontade, mas não tínhamos noção nenhuma dessa questão administrativa.”

Assim, em pouco tempo, o restaurante de Aline foi à falência. Mesmo desempregada e com uma filha recém-nascida, ela persistiu: sabia que precisava de um apoio para lidar com a parte administrativa de um negócio. Então, em 2016, ela procurou o Sebrae:

“Foi aí que buscamos a ajuda do Sebrae, dessa vez com o pé no chão, não querendo errar novamente. Tivemos consultorias para ajudar a entender melhor o nosso negócio, ajudar a administrar melhor e nós começamos a ter uma participação ativa ali, no Sebrae. Isso nos impactou de uma forma muito positiva.”

E todo esse apoio na gestão de empresas ajudou a Aline em seu novo negócio, focado em produtos naturais e orgânicos - o Empório Semente do Bem. Ela ampliou as vendas e já montou duas lojas físicas em Macapá. Em agosto, a empreendedora conta que vai inaugurar uma nova loja, desta vez em Santarém, Pará.

Para o futuro, a Aline tem o sonho de expandir o número de lojas para outras cidades do País. 

O Sebrae apoia pequenos negócios como o de Aline. São pessoas que trabalham e realizam, movimentando a economia e transformando a história de milhares de brasileiros. 

Sebrae, há 50 anos ao lado de quem fez história ontem, constrói o hoje e cria o futuro todos os dias.

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27/07/2022 04:45h

Em MG, 422 mil são donos de pequenos negócios. Conheça a história de um deles: Osvaldo Filho, pioneiro em vendas de queijo pela internet e ajuda a movimentar a economia local de Alagoa, no Sul do estado.

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Os pequenos negócios movimentam a economia do Brasil. E a região Sudeste é a que concentra o maior número de donos de negócios. Só em Minas Gerais, são 422 mil empreendedores, segundo o Atlas dos Pequenos Negócios

E um desses empreendedores é o produtor de queijos Oswaldo Filho, do município de Alagoa, no Sul de Minas. Ele é o dono da empresa Queijo D’Alagoa e foi um dos pioneiros na venda do produto pela internet. 

No início do negócio, em 2009. Osvaldo descobriu que poderia utilizar o serviço dos Correios para enviar os queijos e, então, criou um blog, para fazer vendas.

“Eu falei: ‘agora vai!’, quando vendemos as três primeiras pecinhas [de queijo]. Acreditei que ia dar certo e fiquei feliz por ter dado certo. Em janeiro de 2010, conheci o mestre queijeiro Bruno Cabral, ele fez o pedido de 20 peças e, de lá para cá, nunca mais parou. Hoje, o nosso contrato mantém a agência do Correios aberta aqui, na cidade de Alagoa.”

Diante do potencial do negócio, ainda em 2010, Osvaldo procurou o Sebrae regional de São Lourenço, em busca de apoio teórico: queria aprender tudo sobre logística, relacionamento com clientes e linha de produção. 

“Além do apoio que nós recebemos do Sebrae regional, também conto muito com o apoio do estadual, Sebrae Minas. Faço parte do programa Origem Minas, já fiz parte do Sebraetec. Também já tem várias iniciativas que nós participamos com o Sebrae nacional. O apoio que recebemos é essencial, é motivacional e de muita instrução, abre muitas portas.”

E a visão empreendedora de Oswaldo trouxe frutos: seu queijo já ganhou 40 prêmios nacionais e internacionais. Atualmente, a empresa tem uma loja física e os produtos são vendidos por revendedores em todos os estados do Brasil. Por mês, a Queijo D’Alagoa vende, em média, duas toneladas de produtos.

Para o empresário, o mais importante é o impacto social que isso tudo gera no município de Alagoa, movimentando a economia local e fomentando o turismo.

O Sebrae apoia pequenos negócios como o de Osvaldo. São pessoas que trabalham e realizam, movimentando a economia e transformando a história de milhares de brasileiros. 

Sebrae, há 50 anos ao lado de quem fez história ontem, constrói o hoje e cria o futuro todos os dias.

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21/07/2022 04:30h

A nutricionista especializada em materno infantil, Patrícia Campos, explica que os hábitos alimentares afetam diretamente a formação fetal

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Durante o período gestacional, é comum surgirem dúvidas sobre o que grávidas podem ou não comer para favorecer o desenvolvimento fetal e garantir a saúde da mulher. Por isso, o Ministério da Saúde (MS) trouxe um guia com recomendações alimentares para gestantes. 

Entre as recomendações indicadas, as principais são incluir o consumo de frutas, legumes e verduras diariamente e evitar alimentos ultraprocessados. A nutricionista especializada em materno infantil, Patrícia Campos, explica como esses alimentos podem afetar diretamente a formação fetal. “Alimentos em específico são essenciais durante a gestação devido às suas altas concentrações de nutrientes. Dentro deles, podemos ressaltar as frutas cítricas como laranja, tangerina, limão, que são fontes de vitamina C, antioxidantes e atuam na redução dos metais pesados e também na absorção do ferro, contribuindo para a prevenção da anemia. As oleaginosas, ricas em magnésio, atuam na prevenção do pré-eclâmpsia, cãibras, paralisia cerebral, diabetes e hipertensão.”

Segundo a nutricionista, evitar alimentos prejudiciais para a saúde, como refrigerantes, macarrão instantâneo e doces, é essencial para o desenvolvimento do bebê. “Quanto mais a gente retirar esses alimentos que são prejudiciais para a nossa saúde e para a saúde do feto, mais saudável ele vai se desenvolver”, explica.

Além disso, Patrícia conta que os hábitos alimentares saudáveis durante a gravidez, lactação e primeira infância induzem efeitos a longo prazo na saúde da criança. “Uma alimentação balanceada, com  a quantidade de proteínas,  minerais e nutrientes necessários vão proporcionar um desenvolvimento mais saudável do bebê. É neste momento que nós determinamos diversos parâmetros para o desenvolvimento na primeira infância e na vida adulta”, ressalta.

A nutricionista ainda ressalta a importância da alimentação saudável como aliada da saúde da gestante, “cuidar do estado nutricional da gestante para que a mãe também não fique desprovida de nutrientes, evitando algumas doenças como diabetes gestacional e pré-eclâmpsia.” 

“Diabetes gestacional se dá por alterações no nível de glicose no sangue e a incapacidade de produção de insulina. Pode causar diversas alterações na formação do bebê, como doenças cardíacas, icterícia e aumento dos riscos de obesidade infantil. Na gestante pode aumentar o risco de ter pré-eclâmpsia, rompimento da bolsa precocemente. O tratamento é uma alimentação equilibrada, com a ingestão de alimentos com baixo índice glicêmico e mais ricos em fibras”, explica a nutricionista.

Patrícia também explica que a pré-eclâmpsia, um dos riscos da diabetes, se dá pela
pela alteração na pressão sanguínea. Ela alerta para os sintomas: "Além da pressão alterada, pode-se ter sintomas mais graves como convulsões e inchaço,  podendo levar à morte tanto da mãe como a do bebê. As causas da pressão alta durante a gestação podem estar relacionadas com a alimentação. A única forma de prevenir a eclâmpsia e a pré-eclâmpsia é ter uma alimentação mais equilibrada, evitando o excesso do ganho de peso, diminuir o consumo de sal e alimentos ricos em sódio como embutidos e industrializados.”

A bancária e moradora da cidade do Riacho Fundo, em Brasília, Flavia Braga explica que buscou atendimento médico para mudar a alimentação já que estava preocupada com o risco de desenvolver diabetes gestacional. “Eu tinha predisposição para diabetes, minha mãe é diabética. E a minha glicemia antes de engravidar já estava alta. Cortei quase todo doce e refrigerante pra não ter risco na gestação. Tirando esses alimentos todos meus outros exames ficaram com boas taxas”, conta.

A situação foi diferente para a comerciante Joana dos Santos, 46, moradora da cidade de Ceilândia, também em Brasília. Em 2009, ela conta que passou por uma gravidez de risco, “durante a minha segunda gravidez, eu não tive muito cuidado com a alimentação. Era excesso de margarina, sal na comida, biscoitos (industrializados). Isso me gerou uma pressão alta.”

Por conta da pré-eclâmpsia, Joana explica que o bebê nasceu prematuro, com 7 meses e pesando um quilo, mas se desenvolveu bem e é saudável. Hoje, ela conta que não pode mais engravidar devido à hipertensão.
 

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20/07/2022 04:30h

Formação empreendedora ajudou o pequeno empresário de Farroupilha (RS) Thiago Guerra Diniz a ampliar a produção da empresa Tensei

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Empreender sempre esteve nos planos do Thiago Guerra Diniz. Quando estudava medicina veterinária em São Paulo, ele resolveu mudar para Farroupilha. A cidade gaúcha de 73 mil habitantes lhe parecia um destino com mais oportunidades para negócios. 

E foi em Farroupilha que Thiago transformou um pequeno negócio de alimentos veganos. Negócio que tinha apenas uma receita de hambúrguer e registrava baixos faturamentos. Em 2017, ele assumiu a chefia da Tensei e conta: encontrou muitos desafios na gestão da empresa.

“O desafio principal, no começo, foi a gente padronizar. Era tudo muito manual, muito artesanal. Não tinha um padrão de hambúrguer, muita confusão. Então, a ideia foi padronizar e desenvolver novos produtos, porque tínhamos, basicamente, uma receita de hambúrgueres. E aí, começamos a desenvolver uma linha de nuggets, de salsicha, de lanche pronto.”

Foi aí que Tiago procurou informações e apoio do Sebrae, especialmente na parte de gestão empresarial. Fez cursos online e conseguiu desenvolver novos produtos e profissionalizar ainda mais o negócio, por meio do Sebraetec e do Empretec. 

“Fiz todos os cursos que o Sebrae tem gratuitos no site deles. Fiz o Empretec e desde que começamos com a Tensei, tudo que fizemos, em algum momento, passou pelo Sebrae. Participo sempre dos projetos do Sebrae, principalmente na área de alimentos e bebidas. [Nestas áreas] Eles são muito fortes, principalmente aqui no Rio Grande do Sul.”

O Rio Grande do Sul é o estado que possui a maior proporção de donos de negócio que estão na atividade há mais de dois anos, com 83%. Só nos primeiros anos, a Tensei dobrou o faturamento. Em 2020, mesmo com a crise da pandemia, a empresa cresceu 80% e, de 2021 para 2022, o crescimento foi de 60%.

Para o futuro, Thiago pretende ampliar a Tensei e oferecer mais produtos para o mercado de alimentos veganos.

Sebrae, há 50 anos ao lado de quem fez história ontem, constrói o hoje e cria o futuro todos os dias.

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02/07/2022 16:20h

O programa é voltado para entidade, empresa ou associação que buscam o reconhecimento do seu programa para adoção de boas práticas

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O mês de julho começou com uma novidade para o setor agrícola. Desde esta sexta-feira (1°) está em vigor a Portaria nº 448. Entre os pontos, a medida estabelece o procedimento para a submissão da documentação necessária ao reconhecimento de programas voltados à promoção de boas práticas agrícolas.

De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), o documento também regulamenta a Portaria n° 337, publicada em 2021, que prevê requisitos mínimos e reconhece programas de promoção de boas práticas agrícolas no Brasil. 

Segundo o coordenador-geral de Sistemas Integrados de Produção Agrícola do MAPA, Marcus Vinícius de Miranda, o intuito da portaria é estimular a produção de alimentos seguros e de qualidade. Além disso, a ideia é desempenhar iniciativas que visam melhorar a qualidade e estimular práticas sustentáveis de produção agrícola. 

“O Ministério basicamente elaborou o que entendemos como requisitos mínimos necessários para ser considerado boas práticas agrícolas. Na Portaria 337 de 2021, nós elaboramos o que seriam esses requisitos mínimos. Na portaria mais recente, que entrou em vigor em julho, estão citados os critérios para as entidades enviarem seus projetos de boas práticas agrícolas para ter reconhecimento do MAPA”, explica. 

Reconhecimento de boas práticas agrícolas 

Para que os entes públicos e privados interessados tenham o programa de boas práticas reconhecido e chancelado pelo Ministério, é preciso que protocolem o Termo de Declaração junto à Pasta. 

Vale destacar que a adesão ao programa não é obrigatória e os interessados devem fazer uma autodeclaração alegando que estão adequados segundo a Portaria 337. Miranda explica que, após o envio, a documentação será analisada pela Secretaria de Inovação, Desenvolvimento Sustentável e Irrigação (SDI/Mapa).

“Já tem um modelo pronto na portaria de um termo de declaração. Ou seja, a própria entidade assume que adota boas práticas agrícolas. O programa não é voltado para o produtor individualmente, e sim para uma entidade, empresa ou associação que quer ter o reconhecimento do seu programa para adoção dessas boas práticas”, destaca Marcus Vinícius.

O que são as boas práticas agrícolas?

De acordo com o MAPA, as boas práticas agrícolas são representadas por um grupo de “normas,  princípios e recomendações técnicas aplicadas nas etapas de produção, processamento e transporte de produtos vegetais alimentícios e não alimentícios, orientadas a promover a oferta de alimento seguro, de forma a cuidar da saúde humana, proteger o meio ambiente e melhorar as condições dos trabalhadores rurais e sua família.”

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Entre os requisitos mínimos estão o planejamento e a gestão do estabelecimento rural; o cumprimento da legislação ambiental e trabalhista vigente; a organização e a higiene no estabelecimento rural; a nutrição de plantas; a fertilidade e a conservação do solo; o uso correto de insumos; o uso racional e a qualidade da água; a rastreabilidade do processo produtivo com registros e controles da produção e o manejo integrado de pragas. 
 

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01/07/2022 17:28h

Saiba que a alimentação pode te ajudar muito. Neste episódio do Dr. Ajuda, a Dra. Tânia Rodrigues dará mais detalhes sobre o assunto.

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A gastrite é uma das doenças do sistema digestivo mais comuns. Ela é causada por uma inflamação, uma irritação no estômago. Suas principais causas são consumo de álcool, uso prolongado de alguns anti-inflamatórios, pode ser desenvolvida após algumas cirurgias, estresse, infecção e algumas doenças autoimunes. Os sintomas mais comuns são dor na barriga, indigestão, distensão abdominal, náuseas e vômito. O refluxo, outra doença muito comuns, é caracterizada pelo retorno do conteúdo do estômago, ou seja, o alimento digerido volta com o ácido estomacal e provoca aquela sensação de queimação e azia. Os principais fatores de risco para seu desenvolvimento são: sobrepeso e obesidade, alimentação rica em gordura, consumo excessivo de álcool e tabagismo. Para essas duas doenças, o tratamento é clínico, que engloba medicamentos e mudanças no estilo de vida, na qual a alimentação tem um papel fundamental.

Dieta para gastrite e refluxo: 6 orientações para ajudar no controle 

  1. Diminua o consumo de gorduras, como as frituras ou alimentos industrializados. Prefira os alimentos mais naturais e aumente o consumo de fibras porque ajuda a soltar o intestino, já que a constipação pode piorar os sintomas.
  2. Aumente a frequência das refeições e diminua o volume. Faça 5 a 6 refeições ao dia. Ficar muito tempo em jejum ou o excesso de alimentação podem te prejudicar. 
  3. Mastigue bem os alimentos, assim você diminui o trabalho que o estômago e todo o sistema têm que fazer para a digestão. 
  4. Evite beber líquidos durante as refeições, mas não esqueça de manter-se bem hidratado, bebendo água entre as refeições.
  5. Evite alguns alimentos como: chocolate, álcool, excesso de café, alimentos ácidos frutas (cítricos, produtos à base de tomate) e bebidas gaseificadas, eles são estimulantes gástricos. Evite também os condimentos (pimenta, mostarda, vinagre), alimentos ricos em enxofre (cebola, repolho, brócolis, pimentão) e alimentos e bebidas em temperaturas altas como chás, chimarrão…
  6. Não se deite logo após a refeição, é melhor esperar 2 ou 3 horas para evitar o refluxo. 

Além disso tudo, a redução de peso é importante para o tratamento. A prática de exercícios físicos auxilia muito nisso, além de ajudar a reduzir o estresse que também é um fator que contribui para o desenvolvimento dessas doenças.

 

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23/06/2022 21:00h

O encontro foi o quarto de uma série. A partir do que foi discutido, a CNA deverá formular as propostas do setor produtivo para apresentar aos candidatos à Presidência e aos parlamentares

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Em todo o mundo, uma em cada três pessoas não teve acesso à alimentação adequada em 2020. No mesmo ano, a estimativa é de que entre 720 e 811 milhões de pessoas enfrentaram problemas relacionados à fome. Os dados são do relatório Estado da Insegurança Alimentar e Nutrição no Mundo, da Organização das Nações Unidas (ONU). 

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) realizou evento nessa quarta-feira (22) para tratar de estratégias a fim de garantir a segurança alimentar. Na ocasião, o diretor de Informações Agropecuárias e Políticas Agrícolas da Conab, Sérgio De Zen, falou da importância de separar a produção e oferta de alimentos da aquisição e acesso a eles. Para ele, trata-se de uma questão de renda, programas sociais e decisão econômica.

“O governo e as instituições nacionais e internacionais podem se posicionar em relação à aquisição de alimentos para evitar a escassez. É por meio da previsibilidade que conseguimos instituir uma agenda positiva. Com isso, as decisões tanto do plantio, como da colheita e da retenção de matrizes têm que ser tomadas com base nesses cenários”, pontuou.

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O evento também contou com a presença do professor sênior de Agronegócio no Instituto de Ensino e Pesquisa e coordenador do centro Insper Agro Global, Marcos Jank. Durante o encontro, ele destacou que o cenário de fome atual está associado à pandemia e à guerra. 

“Temos observado vários países tomando decisões erradas. A maioria defende que a solução para a fome é voltar com os subsídios distorcidos e estoques estratégicos, mas a solução para o problema da segurança alimentar é global. É manter mercados abertos, apoiar populações mais vulneráveis, aumentar a transparência e o diálogo internacional”, disse Jank.

O evento organizado pela CNA contou com a presença de especialistas, políticos, lideranças e autoridades para tratar de temas considerados fundamentais para o Brasil. O encontro foi o quarto de uma série. A partir do que foi discutido, a CNA deverá formular as propostas do setor produtivo para apresentar aos candidatos à Presidência e aos parlamentares.
 

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18/05/2022 09:41h

Entidade ligada ao setor rural entregou documento de 64 páginas a representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e Frente Parlamentar de Agricultura (FPA) para ajudar o governo na construção do Plano Agrícola e Pecuário de 2022/2023

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Nesta terça-feira (17), a Confederação Nacional de Agricultura (CNA) entregou as propostas relativas às demandas do setor agropecuário a representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e da Frente Parlamentar de Agricultura (FPA), com o objetivo de contribuir com o governo federal na confecção do Plano Agrícola e Pecuário (PAP) de 2022 e 2023.

O documento da CNA estabelece 10 propostas prioritárias para inclusão no Plano Agrícola e Pecuário de 2022 e 2023. Entre elas estão: a ampliação do orçamento de subvenção às operações de crédito rural ao Plano Agrícola e Pecuário 2022/2023 para R$ 21,8 bilhões; garantir que as taxas de juros das operações de crédito rural fiquem abaixo de dois dígitos; redução do recolhimento compulsório sobre recursos de depósitos de poupança; elevar a exigibilidade de direcionamento dos recursos para 30% dos depósitos à vista, 64% da poupança rural e 50% da Letra de Crédito do Agronegócio (LCA); e garantir orçamento de R$ 1,5 bilhão para subvenção ao prêmio de seguro rural em 2022 e R$ 2 bilhões em 2023.

Além dessas demandas, o plano de propostas pede: a regulamentação da Lei Complementar 137/2010 que criou o Fundo de Catástrofe, que tem a finalidade de auxiliar em alguns gargalos gerados pelo seguro rural; ajustar a regulação prudencial vigente sobre a carteira de crédito agropecuário; adequar os percentuais de custos administrativos e tributários (CAT) recebidos pelas instituições financeiras; aprimorar a análise de risco dos produtores rurais; e garantir que os investimentos para pequenos e médios produtores (Pronaf e Pronamp) sejam aplicados conforme o programado.

Cerimônia de entrega do Plano

Por volta das 10 horas da manhã, o presidente da Comissão Nacional de Política Agrícola da CNA, deputado federal José Mário Schreiner, entregou o plano com as propostas ao secretário de Política Agrícola do Mapa, Guilherme Bastos. Logo depois, o presidente do sistema CNA/Senar, João Martins, fez a entrega do documento ao presidente da Frente Parlamentar de Agricultura, deputado federal Sérgio Souza. 

O secretário de Política Agrícola do Mapa, Guilherme Bastos, comentou sobre a entrega do plano e a importância da ação. “É super importante, porque aqui tem o pleito de uma boa parcela da nossa produção agropecuária, então aqui mostra realmente as necessidades do setor e, nós, como Ministério da Agricultura temos que recepcionar, avaliar para poder trabalhar essas demandas diante das restrições orçamentárias que nós temos. Sabemos que não é fácil”, analisa.

O presidente da Comissão Nacional de Política Agrícola da CNA, deputado federal José Mário Schreiner, disse que diversas entidades do setor foram ouvidas para elaboração do plano. “Temos no Brasil quase dois mil sindicatos rurais, 27 federações de agricultura, além de outras entidades ligadas ao setor e todos eles foram ouvidos. Disso nasce o Plano Safra”, comenta.

Para o deputado federal Sérgio Souza, presidente da FPA, o Plano Agrícola e Pecuário é uma grande responsabilidade para a frente parlamentar. “O Plano safra significa recursos para financiar a agricultura brasileira, para que se tenha o Plano Safra é preciso de espaço orçamentário. Quem examina o orçamento no Brasil, somos nós, do parlamento brasileiro. Com isso, recebemos aqui da CNA a responsabilidade de fazer um plano mais humano”, declara.

Já para o presidente do sistema CNA/Senar, João Martins, o combate à fome no Brasil tem que ser a principal prioridade no momento. “É inconcebível, o país que hoje é o segundo maior produtor de alimentos do mundo nós termos cerca de 30 milhões de pessoas passando fome. Isso porque o custo da produção desses alimentos subiu bastante. Nós entendemos que o governo tem que, de alguma maneira, entender e fazer uma política de subsídio para que eles possam adquirir esse alimento”, comenta.
 

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Brasil 61