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Saúde
22/09/2022 16:00h

De acordo com dados do Ministério da Saúde, 15 laboratórios estão cadastrados na Anvisa para distribuição dos kits de teste para o vírus Monkeypox

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Testes moleculares do tipo PCR para diagnóstico de Varíola dos Macacos (Monkeypox) em humanos podem ser distribuídos a laboratórios públicos a partir da próxima semana. A afirmação é de Maurício Zuma, diretor de Biomanguinhos, Instituto da  Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) que obteve a primeira autorização de registro para fornecimento de testes, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

De acordo com o diretor, o cronograma de distribuição dos kits para o teste ainda está sendo organizado entre o Instituto e o Ministério da Saúde, e contemplará apenas a rede pública de laboratórios. “Esses testes têm a tecnologia do PCR em tempo real, e não podem ser realizados por pessoas individualmente, eles precisam de equipamentos de laboratório para serem realizados. Portanto, não serão distribuídos em farmácias, e sim serão distribuídos para a rede pública de laboratórios centrais dos estados”, afirma Zuma.

O Ministério informou, nessa terça-feira (20), que, inicialmente, deverão ser adquiridos 60 mil kits de Biomanguinhos, quantitativo que “pode variar de acordo com a disponibilidade, para distribuição por toda a rede de Lacens e Laboratórios de Referência, considerando a situação epidemiológica de cada estado”.

No total, são 15 Laboratórios Centrais de Saúde Pública (Lacens) cadastrados pelo Ministério, para realização dos testes diagnósticos de Monkeypox, nos estados da Bahia, Goiás, Santa Catarina, Ceará, Pernambuco, Paraná, Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Amazonas, Pará e no Distrito Federal.

Segundo dados atualizados da Saúde, até essa terça, foram identificados 7.115 casos de infecção pelo vírus em todo o país. Vale destacar que o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (e-SUS) - que investiga e notifica a Monkeypox no Brasil, ganhou uma nova versão, que deve ser apresentada, nesta quinta-feira (22), às 18h, no Canal do Conselho Nacional de Secretarias municipais de Saúde (Conasems)

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21/09/2022 17:30h

Informativo lista laboratórios preparados para receber material biológico e diagnosticar Varíola dos Macacos em animais domésticos e silvestres, além de apresentar instruções sobre como analisar e detectar o vírus de maneira segura

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O Governo Federal lançou, nessa terça-feira (20), uma cartilha com orientações, especialmente aos médicos veterinários, para identificação de Varíola dos Macacos (Monkeypox) em animais. A cartilha, intitulada “Monkeypox para Animais”, foi elaborada por pesquisadores da Rede Vírus, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), com o apoio do Ministério da Saúde, do Conselho Regional de Medicina Veterinária de São Paulo (CRMV-SP) e da Sociedade Brasileira de Virologia.

De acordo com a professora Helena Lage, pesquisadora e coordenadora do projeto, a iniciativa surgiu após a primeira confirmação de infecção de animal doméstico por Monkeypox, no Brasil, registrada no final de agosto. “Foi identificado um cachorro filhote positivo que estava em contato com seu tutor positivo”, relembrou, durante a apresentação da cartilha. Segundo a especialista, o enfoque do documento é “mitigar e controlar a infecção de animais domésticos por pessoas positivas” (ao vírus).

As orientações apresentadas no documento vão da maneira correta de higienização das mãos após manusear animais silvestres e domésticos, precauções ao ser mordido ou arranhado, e como isolar animais com suspeita do vírus; à lista de laboratórios preparados para receber material para diagnóstico, prevenção e notificação de casos suspeitos ao sistema de saúde local.

Lage explica que a cartilha será um importante direcionador, a fim de evitar a contaminação e proliferação do vírus em uma escala maior, uma vez que “a maioria dos animais não vão apresentar lesões cutâneas ou sinais evidentes”. 

Também durante o lançamento, Odemilson Donizete Mossero, presidente do CRMV-SP, afirmou compromisso em distribuir o material aos quase 150 mil médicos veterinários com registro em território nacional. “Temos condições e vamos fazer toda a divulgação através das nossas mídias, através dos nossos meios de comunicação, para que a classe médica veterinária esteja em posse desse material rico. É importante para que a população, os nossos animais e a saúde pública, de um modo geral, seja cada vez mais bem atendida”,  disse Mossero.

Vale destacar que, na última segunda-feira (19/09), o Ministério da Saúde confirmou que o primeiro lote com 50 mil vacinas contra a Varíola dos Macacos para humanos deve chegar ao país ainda em setembro. Embora ainda não haja definição do grupo prioritário a ser imunizado nesta primeira etapa da campanha de vacinação, tudo indica que ocorrerá de forma gradativa. “A Organização Mundial de Saúde orienta que (a imunização) não seja feita em massa”, informou um interlocutor da pasta, ao portal Brasil 61. Atualmente, são registrados 6.649 casos e 2 mortes pelo vírus Monkeypox no país. 

Animais hospedeiros

A médica veterinária Alessandra Fonseca, assessora técnica do CRMV-SP, explica que a lista de animais domésticos e selvagens suscetíveis à Varíola dos Macacos pode ser extensa, embora haja apenas um registro desse tipo de infecção no Brasil (canina), até o momento. 

“A gente ainda não sabe todos os hospedeiros que ele (vírus) pode ter e nem todos os animais que podem se contaminar com ele. O que nós sabemos é que outros vírus que pertencem ao gênero Orthopoxvirus podem, sim, contatar vários outros animais, inclusive cães, gatos, animais selvagens, primatas não-humanos e até aves e répteis”, alerta especialista.

Helena Lage destaca que é importante que tutores se isolem dos animais ao apresentarem sinais de infecção, para protegê-los. Ao detectar sinais no animal, a recomendação é levar ao veterinário para a coleta de amostra, como manda a cartilha. “A gente recomenda coleta de amostra para diagnóstico e descarte correto dos resíduos sólidos para evitar contaminação ambiental”, disse a coordenadora.

Cuidados sanitários são suficientes

Ainda durante o lançamento da cartilha, o presidente do CRMV-SP, Odemilson Mossero, fez questão de destacar que, apesar do nome “Varíola dos Macacos” sugerir que os animais são reservatórios para o vírus (ou seja, um habitat para que o agente infeccioso cresça e se multiplique), os bichos são apenas hospedeiros, assim como os humanos. “Eles recebem a doença como um ser humano recebe. É importante que todos trabalhemos temas como esse”, enfatizou.

Para a veterinária Alessandra Fonseca, o registro do vírus em animais domésticos acendeu um novo alerta de cuidado com relação aos bichos, e é importante conscientizar a população de que a solução está nas medidas sanitárias e cuidados necessários, e não em eutanásia. “A orientação é que, na suspeita de que o animal esteja com o vírus, ao manejar esse animal, sejam utilizadas luvas… Deixar esse animal um pouco isolado, não dormir na mesma cama que o animal, né? (...) Mas isso não é o caso de fazer eutanasia dos animais”, pontuou. 

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14/09/2022 04:45h

Anvisa alerta para possíveis fraudes em seu nome, INSS também já divulgou aviso sobre golpe

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Os golpes realizados pela internet são comuns, e vão desde um hack em uma rede social a roubos de informações pessoais ou clonagem. Os cibercriminosos, como são chamados, exploram fragilidades dos usuários, procuram enganar e persuadir as vítimas a fornecerem informações sensíveis ou a realizarem alguma ação que possa comprometer a segurança deles e de toda uma organização.

O golpe virtual acontece quando o golpista consegue enganar alguém, por meio de redes sociais, telefonemas, e-mails ou qualquer outro dispositivo para obter dados confidenciais, como senhas de acesso, bancos ou número de cartões.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou um comunicado de alerta (30/08), pois recebeu denúncias de empresas contactadas por pessoas que se passaram por servidores da instituição para oferecer vantagens e facilidades indevidas.

De acordo com o comunicado, o golpe mais recente é praticado por um homem que se identifica como servidor da Anvisa e oferece vantagens na análise de processos de registro de produtos. Os contatos são feitos com empresas do setor de saúde que mantêm relações com a Anvisa.

“A prática é ilegal e configura estelionato. A Agência esclarece que não faz contato direto com empresas oferecendo qualquer tipo de vantagem ou facilidade, nem promessas de auxílio em quaisquer processos”, informa o comunicado.

INSS alerta sobre golpe de bloqueio de pagamentos; veja como se prevenir

O pesquisador do Instituto de Referência em Internet e Sociedade (IRIS), Paulo Rená, dá dicas do que fazer antes de ir a uma delegacia registrar a ocorrência. 

"O ideal é primeiro não alimentar a conversa, não dar novos dados né, mas sempre fazer todo o registro possível. Então você deve tirar prints, guardar os arquivos de áudio que tenham sido trocados e mensagens de forma que isso possa levar a identificar a pessoa que cometeu o ilícito. Guardar o número do telefone que a pessoa estava usando no WhatsApp, e se for um golpe financeiro, registrar o horário em que você percebeu que tinha alguma coisa errada na sua conta”, completa Paulo.

O pesquisador também recomenda usar senhas difíceis e ter um um antivírus instalado nos celulares e aparelhos eletrônicos para evitar cair em golpes como esses. Também não se deve tirar fotos de cartões nem digitar senhas ou dados pessoais em conversas na internet. 
 

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06/09/2022 17:50h

Empresas que continuarem com a venda do famoso “Pod” vão pagar multa de 5 mil reais por dia

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O Ministério da Justiça e Segurança Pública determinou a suspensão da venda de cigarros eletrônicos em 32 empresas de todo o Brasil no dia 1º de setembro. A medida imposta pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) para a venda irregular é de multa diária no valor de 5 mil reais. 

Em 2009, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) editou uma norma (RDC nº 46) que proibiu a comercialização, a importação e a propaganda de quaisquer dispositivos eletrônicos para fumar (DEF), especialmente se forem vendidos como alternativa ao tabagismo. 

De acordo com a Senacon, a atuação foi preventiva, uma vez que informações conclusivas sobre o impacto dos cigarros eletrônicos ainda eram escassas. Além disso, a oferta e a demanda de cigarros eletrônicos no mercado nacional eram menores. A gerente geral de Registro e Fiscalização de Produtos Fumígenos

Derivados ou não de Tabaco da Anvisa, Stefania Piras, complementa que, em 2009, esses produtos eram muito novos, e por isso os riscos que ofereciam à saúde não eram conhecidos.

Em julho deste ano, a resolução passou por revisão. Um relatório de avaliação de impacto regulatório foi elaborado, com base em evidências científicas, pareceres com meta-análises, revisões sistemáticas e referências internacionais.

“Então com esse relatório, foi avaliado todo o estado da arte até julho de 2022, e foi verificado que esses dispositivos não trazem nenhum benefício, pelo contrário eles trazem malefícios à saúde podendo causar vários agravos e além disso eles podem causar a iniciação ao tabagismo”, completa Stefania. A gerente geral destaca que não há embasamento científico que mostre que os DEFs sejam adequados para o tratamento antitabagismo.

Segundo a Senacon, a situação atual é grave, com o aumento significativo do consumo dos produtos por jovens. Mesmo sendo ilegais, os DEFs são comercializados livremente, por diferentes tipos de empreendimentos, como lojas, tabacarias e páginas na internet. 

Uma pesquisa realizada pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel), revelou que um em cada 5 brasileiros faz o uso do cigarro eletrônico, também conhecido como “Pod”. A estudante universitária Samira Asad tem 20 anos, e diz que a praticidade e o cheiro tornam o dispositivo atraente para o consumo. 

“Eu acho bem mais prático que fumar outras coisas, por exemplo, o pod você só coloca pra carregar, ele tem uma essência, você o coloca no bolso e leva para todo canto, ele não tem um cheiro desagradável e tem um gosto bom”, completa a estudante.

Riscos para a saúde

Os cigarros eletrônicos são dispositivos usados para a produção de vapor, que simulam um cigarro convencional. Geralmente funcionam com bateria, o que ajuda a esquentar o líquido colocado dentro dele. Esse líquido normalmente contém nicotina, aromatizante e outros produtos químicos. 

De acordo com o Ministério da Saúde, o uso de cigarros eletrônicos com nicotina aumenta o risco de uma série de danos à saúde, como: envenenamento, convulsões, dependência, traumas e queimaduras (causadas por explosões) e doenças respiratórias, incluindo a síndrome respiratória aguda grave (Evali).
 

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31/08/2022 16:00h

Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprova o uso imediato e emergencial de testes para a detecção da doença

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A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) registrou a primeira morte por Monkeypox do estado e segunda do país, no início da semana (29). O paciente, um homem de 33 anos, estava internado na UTI do Hospital Ferreira Machado, em Campos dos Goytacazes, desde o dia 19 de agosto. Ele tinha baixa imunidade e comorbidades que agravaram o quadro da Monkeypox. Até o momento, entre as pessoas que tiveram contato com o paciente, ninguém apresentou sintomas de infecção pelo vírus.

A SES-RJ informou que 611 casos de Monkeypox foram confirmados, e 61 prováveis foram registrados no estado do Rio de Janeiro. Outros 474 casos suspeitos seguem em investigação, e 751 foram descartados. O Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde da SES monitora os casos diariamente, em parceria com os laboratórios de referência da Fiocruz e da UFRJ e as secretarias municipais de Saúde. 

Também na última segunda-feira (29), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso imediato e emergencial de testes para a detecção da doença Monkeypox. O Centro de Operação de Emergências (COE Monkeypox) avalia, com representantes de estados e municípios, como será a distribuição dos kits produzidos pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Anvisa libera medicamento e vacina contra varíola dos macacos

De acordo com o MS, até o momento, os dados do Brasil e do mundo demonstram a manifestação de sintomas leves da doença. Quanto à evolução clínica no Brasil, na avaliação de 1.208 casos dos 4.083 confirmados e prováveis notificados até 20 de agosto, 219 foram hospitalizados por necessidades clínicas ou para isolamento, e seis têm registro de internação em unidade de tratamento intensivo (UTI).

A chefe de Vigilância Epidemiológica, do Centro Estadual De Vigilância em Saúde do Rio Grande do Sul, Tani Ranieri, observa uma tendência à redução no número de casos. 

“A vacinação, embora seja direcionada para alguns grupos que provavelmente serão os profissionais de saúde, pessoas com imunodeficiência, aqueles que têm o sistema imunológico comprometido, junto ao uso do antiviral para casos graves, poderemos ter uma diminuição no número de casos notificados”, afirma a especialista.
 

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26/08/2022 16:05h

Notificação obrigatória dos resultados dos exames ao Ministério da Saúde também faz parte das medidas para o controle da Monkeypox

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A Anvisa determinou a dispensa de registro para que o MS importe e utilize o medicamento Tecovirimat e a vacina Jynneos / Imvanex para tratamento e imunização da doença monkeypox no Brasil. A dispensa temporária e excepcional se aplica somente ao Ministério da Saúde, e terá validade de seis meses, desde que não seja expressamente revogada pela Anvisa.

A vacina será destinada a adultos com 18 anos ou mais. De acordo com o Ministério da Saúde, por enquanto, as 50 mil doses compradas serão prioridade para profissionais de saúde que manipulam as amostras recolhidas de pacientes e pessoas que tiveram contato direto com doentes, pois não há recomendação da Organização Mundial da Saúde recomendação para vacinação em massa para a varíola dos macacos. 

O virologista da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Eduardo Flores, analisa que a vacinação será voltada para os grupos de risco.

“Não sei se haverá necessidade de vacinação em massa no Brasil e em todo o mundo. Provavelmente as vacinações em alguns locais vão ser vacinações de bloqueio, que são vacinações de grupos de risco e grupos de pessoas que estão mais expostas”, completa.

Medidas de controle 

Meiruze Freitas, diretora na Anvisa, destacou que a Monkeypox é causada por um vírus semelhante à varíola, portanto, espera-se que a vacina contra a varíola previna ou reduza a gravidade dessa infecção. Contudo, ressaltou a necessidade da condução de estudos de monitoramento para a confirmação da efetividade da vacina para a prevenção da Monkeypox.

O Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, reforça que o uso do Tecovirimat servirá para obter um conhecimento melhor sobre a medicação, pois ainda não há dados humanos que demonstrem a eficácia do medicamento para o tratamento do vírus.

“Esse medicamento não tem o poder de frear o surto da Monkeypox. É um medicamento para uso compassivo”, concluiu o Ministro.

Ainda como parte do controle da doença, todos os resultados dos exames realizados para a detecção do vírus Monkeypox deverão ser notificados ao Ministério da Saúde (MS), mesmo os negativos ou inconclusivos. A determinação da obrigatoriedade foi publicada no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (25), e vale para os laboratórios das redes públicas, privadas, universitárias e outros, em todo o território nacional.

Primeiro caso de varíola dos macacos em animal doméstico

A Fundação Ezequiel Dias (FUNED) confirmou e notificou o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde de Minas Gerais (CIEVS Minas) sobre o primeiro caso confirmado de monkeypox em um animal doméstico. Um cachorro de 5 meses que teve contato com um humano infectado com o vírus apresentou os sintomas iniciais no dia 13 de agosto, em Juiz de Fora. O dono foi orientado a desinfetar o local, isolar o cão e proteger a pele com luvas, máscara, blusa de manga comprida e calça durante contato com o animal. 

De acordo com o MS, até então no Brasil, não havia evidência documentada de transmissão da doença do ser humano para animais. No entanto, diante das últimas notificações, esse tipo de transmissão está sendo estudada. Pessoas infectadas devem evitar contato com animais, para evitar a propagação do vírus. 
 

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19/08/2022 18:40h

Cenário epidemiológico leva a mudanças nas medidas sanitárias da Anvisa

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O índice da Síndrome Respiratória Aguda (SRAG) é o mais baixo desde o início da epidemia de Covid-19 no Brasil, segundo Boletim InfoGripe publicado pela Fiocruz esta semana (17).

O estudo mostra queda na tendência de longo prazo, últimas seis semanas, e estabilidade na tendência de curto prazo, últimas três semanas. De acordo com os dados, a Covid-19 continua predominante na população adulta.

Das 27 unidades federativas (UF), apenas Roraima apresenta sinal de crescimento na tendência de casos da SRAG de longo prazo até a semana 32. A situação é estável no Acre e no Amapá, e a tendência de longo prazo está em queda nos demais estados. Entre as capitais, Belém, Boa Vista e Vitória apresentam indícios de crescimento. Nas demais há predomínio de queda, com indicador estável em nove capitais.

A Síndrome Respiratória Aguda (SRAG) é uma infecção respiratória viral grave, e requer internação do paciente. Tosse, dor de garganta e dificuldades respiratórias são sintomas comuns da doença.

De acordo com a infectologista Larissa Tiberto, as altas taxas de vacinação contra Covid-19 associadas à informação sobre os cuidados preventivos contribuíram para a queda dos casos de SRAG. “Pessoas com comorbidade passaram a ter o cuidado redobrado, fazer adequadamente o isolamento social, lavagem das mãos e uso de máscara”, informa.

Nas últimas quatro semanas epidemiológicas a prevalência entre os casos com resultado positivo para vírus respiratórios foi de 2,0% para influenza A, 0,2% para influenza B, 5,9% para vírus sincicial respiratório (VSR) e 78,2% para Covid-19. O calendário epidemiológico divide os  365 dias do ano em 52 ou 53 semanas epidemiológicas.

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Fim da obrigatoriedade de máscaras em aeroportos e aeronaves

O cenário epidemiológico de queda nos novos casos redução no número de mortes por Covid-19 alterou medidas sanitárias vigentes no país. Esta semana (17), a Anvisa declarou o fim da Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (Espin), e acabou com a obrigatoriedade do uso de máscaras em aeroportos e aeronaves.

O diretor da Anvisa, Alex Campos, observa que as máscaras ainda são eficazes para proteção coletiva contra a Covid-19. “Contudo, as análises realizadas consideraram o contexto epidemiológico atual da doença no Brasil e no mundo, e demonstraram que o avanço da vacinação permite a flexibilização das medidas restritivas coletivas adotadas com foco na contenção dessa doença”, explica. 

A infectologista Larissa Tiberto também explica que, apesar do avanço das taxas de vacinação contra a doença, algumas faixas etárias ainda não estão totalmente imunizadas. Por isso, o uso de máscaras é recomendado para conter a circulação de novas variantes que possam prejudicar o combate contra o coronavírus.

Cleusson Jansen, 39, está imunizado com as três doses da vacina contra Covid-19, e está atento às medidas de proteção. “Eu irei continuar utilizando a máscara. Em viagens que farei, não só eu mas toda minha família, porque é uma forma de se proteger, ainda mais em ambientes fechados”, conta.

Tais Souza, 30, trabalha com pesquisa clínica em São Paulo (SP), e viaja a trabalho todos os meses. Assim como Cleusson, ela pretende continuar se protegendo. “Eu particularmente não vou deixar de utilizar máscaras porque acaba sendo uma decisão individual, né. Então, na minha opinião, a gente tá praticamente se cuidando né. É minha recomendação pros amigos e parentes, que a gente continue utilizando, né”.
 

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20/07/2022 20:30h

São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza, São Luís, Manaus, Boa Vista e Belém iniciaram a imunização do público infantil logo após o pronunciamento do governo federal

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O Ministério da Saúde divulgou novas orientações para a vacinação de crianças de 3 a 5 anos contra a Covid-19 nessa terça-feira (19). A imunização deve começar com os grupos prioritários e ser ampliada de acordo com os estoques da vacina Coronavac disponíveis nos estados e no Distrito Federal. Com o posicionamento do ministério, São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza, São Luís, Manaus, Boa Vista e Belém já iniciaram a vacinação das crianças. 

De acordo com a nota técnica emitida pela pasta, a vacinação deve começar pelas crianças de 3 a 4 anos imunocomprometidas e, depois, as doses serão destinadas para as crianças com 4 anos, seguidas pelas crianças de 3 anos de idade. O intervalo entre a primeira e a segunda dose da Coronavac deve ser de 28 dias. 

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O Ministério da Saúde mantém tratativas com o Instituto Butantan, produtor da Coronavac no Brasil, e com o Consórcio Covax, para aquisição de novas doses. Outra recomendação presente na nota técnica é que o público a partir dos 5 anos continue sendo vacinado com o imunizante pediátrico da Pfizer, já aprovado para crianças de 5 a 11 anos.

Thauany de Araújo, 26 anos, vacinou a filha Alice, de 5, com o imunizante da Pfizer. Ela já havia decidido vacinar a filha e esperava apenas a abertura para a faixa etária da menina. Mesmo enfrentando fila para conseguir o imunizante, Thauany estava decidida a imunizar a pequena Alice, que não teve reação alguma à vacina. “Alice não teve nenhuma reação. A gente, bem no comecinho, pegou Covid e isso motivou a vacinação, porque passamos muito mal”, explica a jovem.

Já Vivandira de Souza, 49 anos, esperava a liberação para vacinar seu filho Artur, de 4 anos. A família toda tomou as medidas de isolamento necessárias para evitar a contaminação e, assim que as doses foram sendo liberadas, a família foi se vacinando, sobrando apenas o pequeno Artur. “Todos vacinados, menos o Arthur que tem 4 anos e eu estou ansiosa que chegue logo a vez da vacina dele. Então, até hoje ainda temos preocupação, mas com a vacina ficamos um pouco mais tranquilos”, explica Vivandira.

Anvisa aprova uso emergencial da Coronavac em crianças de 3 a 5 anos

A utilização da Coronavac para a imunização de crianças de 3 até 5 anos foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no último dia 14. Além da análise técnica da agência, o assunto também foi discutido pelos técnicos da Câmara Técnica Assessora em Imunizações-Covid-19 (CTAI). Em ambas discussões, o resultado foi favorável à ampliação da cobertura vacinal.

A médica pediatra Natalia Bastos reforça a segurança da vacina Coronavac para crianças maiores de 3 anos, que apresenta baixa taxa de reação, com menos de 0,01% de notificações. 

“A gente precisa apenas avaliar se a criança teve febre nas últimas 72 horas. Se ela tiver tido Covid, precisa dar o intervalo de 30 dias para qualquer tipo de vacina”, alerta a pediatra. 

A médica indica que a vacinação seja procurada sem receios. É importante também vacinar as crianças que já tiveram Covid-19, porque o imunizante pode trazer proteção contra outros sorotipos.

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13/07/2022 20:10h

Estudos preliminares indicam eficácia e segurança do imunizante nessa faixa etária. A aplicação do imunizante nessa faixa etária deve ser feita com a mesma formulação e dosagem do imunizante aplicado em adultos e com posologia de duas doses e 28 dias de intervalo

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o pedido de uso emergencial da vacina Coronavac em crianças de 3 a 5 anos. A aplicação do imunizante nessa faixa etária deve ser feita com a mesma formulação e dosagem do imunizante aplicado em adultos, com posologia de duas doses e 28 dias de intervalo. Além disso, a equipe técnica da Anvisa recomendou que o imunizante não seja aplicado em crianças imunossuprimidas.

Para embasar a conclusão, foram apresentados diferentes estudos e realizadas reuniões técnicas com o Instituto Butantan (responsável pela produção da Coronavac), representantes da sociedade médica e do Ministério da Saúde do Chile, pesquisadores brasileiros e chilenos. 

Segundo a diretora da Anvisa, Meiruze Sousa Freitas, os estudos de efetividade da vacina em crianças chilenas apresentaram uma eficácia de 55,86% contra casos de hospitalização. 

“Considerando a totalidade de dados avaliados, o contexto epidemiológico e a ausência de alternativa de proteção para crianças, a GGBIO [Gerência-Geral de Produtos Biológicos] aponta que a vacina Coronavac apresenta indicativo de benefício superior aos riscos, com resultados sugestivos de eficácia, segurança e imunogenicidade satisfatórios.”

O diretor-presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, afirma que o objetivo da autorização é oferecer mais uma opção aos gestores de saúde no enfrentamento da Covid-19. “É a nossa missão oferecer opções para que o Ministério da Saúde possa decidir utilizar, não utilizar. Não é de competência da Anvisa a decisão quanto à incorporação da Coronavac em programas de imunizações contra a Covid-19 em crianças de 3 a 5 anos. A decisão sobre quando, como e se a vacina será adotada se dará pelos gestores de saúde”.

Em nota, o Ministério da Saúde informa que "vai avaliar, junto à Câmara Técnica Assessora em Imunizações, o uso do imunizante nesta faixa etária".

Estudos científicos

Durante a 11ª Reunião Extraordinária Pública da Diretoria Colegiada da Anvisa, foram apresentados estudos científicos sobre a eficácia e a segurança da Coronavac para crianças e adolescentes, dentre eles, o projeto Curumim. A pesquisa foi realizada no Espírito Santo, por pesquisadores da Secretaria Estadual de Saúde, Hospital Universitário da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e Santa Casa de São Paulo, com crianças entre 3 e 17 anos, com duas doses da Coronavac no intervalo de 28 dias. 

Segundo a coordenadora do estudo, Valéria Valim, professora de medicina da UFES, a Coronavac se mostrou segura e eficaz no grupo pesquisado.

“A Coronavac, em crianças de 3 e 4 anos, se mostrou segura e com imunogenicidade não inferior a crianças maiores de 5 anos, adolescentes e adultos. Essas crianças de 3 a 4 anos são capazes de induzir títulos maiores de anticorpos se comparado com crianças maiores de 5 anos, adolescentes e adultos. A Coronavac foi menos reatogênica se comparada a Pfizer. E não houve efeitos adversos graves, internações ou mortes, em todas as faixas etárias.”

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O presidente do Departamento de Infectologia da Sociedade Brasileira de Pediatria, Marco Aurélio Sáfadi, ressaltou a importância da imunização contra a Covid-19 em crianças de 3 a 5 anos de idade. “De fato, a doença é menos grave nas crianças do que nos adultos, mas isso não significa que ela não traga risco de hospitalização e morte. Esse risco é comparável ou até mesmo maior do que o risco de diversas outras doenças infecciosas, que hoje são alvo de programas de prevenção por meio de vacinas”.

“Entendemos que, a despeito de ainda haver lacunas no conhecimento do comportamento da Coronavac na população pediátrica, os dados hoje disponíveis demonstram um balanço de benefícios em relação à possibilidade de uso da vacina neste grupo etário”, avalia.

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07/07/2022 04:00h

Um relatório sobre os impactos que a regularização do uso de cigarros eletrônicos pode causar no Brasil foi divulgado nesta quarta-feira (6) pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária

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Documento da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, recomendou nesta quarta-feira (6) que a proibição de venda, importação e propaganda de cigarros eletrônicos seja mantida no Brasil. Um relatório sobre os impactos que a regularização do uso de cigarros eletrônicos pode causar à saúde da população, sobretudo aos jovens, foi apresentado pela diretoria do órgão, durante a décima reunião da diretoria colegiada que aconteceu em Brasília.

Segundo a diretora da Anvisa, Cristiane Rose, estudos científicos apontam que o uso do cigarro eletrônico entre os jovens pode potencializar a dependência e aumentar os riscos à saúde em várias esferas, além de causar sequelas neurológicas.

“Seria colocar em risco a saúde de dezenas de milhares de brasileiros e brasileiras. O uso está relacionado a diversos riscos, aumento do risco na inicialização de jovens ao tabagismo, alto poder de dependência, toxicidade, danos à saúde pulmonar, vascular, neurológico, entre outros.”

A proibição já existe desde 2009, por meio de resolução da Anvisa. O relatório apresentado trouxe informações que antes eram desconhecidas, o que contribuiu para que a decisão fosse mantida.

O cigarro eletrônico pode parecer inofensivo. Mas, de acordo com especialistas, pode provocar consequências tão graves quanto o cigarro comum. Além das doenças pulmonares e cardiovasculares, pode levar ao câncer.

O próximo passo depois dessa decisão da Anvisa é lançar uma consulta pública para saber o que a sociedade acha sobre o uso do cigarro eletrônico. Ainda não há data definida.

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Brasil 61