Anvisa

21/01/2023 14:14h

Em menos de uma semana, 15 produtos sofreram algum tipo de sanção da agência após relatos de reação química

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Nesta semana, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a restrição de 15 pomadas para trançar cabelos. Os produtos são alvo de investigação por parte da Anvisa e dos órgãos de vigilância sanitária local, devido a relatos de pacientes sobre a ocorrência de eventos adversos graves após o uso. 

Segundo a agência, todos esses produtos podem oferecer algum tipo de risco à saúde. Em nota, a Anvisa afirmou que “segue acompanhando todos os fatos relatados com relação às pomadas capilares e conta, também, com a atuação dos órgãos de vigilância sanitária dos estados e municípios, de modo que todos os produtos envolvidos com os relatos de problemas de visão estão sendo investigados” e que “as medidas sanitárias cabíveis serão tomadas com a maior agilidade possível”. Com isso, novos produtos podem sofrer sanções, a partir dos resultados das investigações.  

A médica oftalmologista Lara Picanço, do Hospital de Olhos, explica a causa dos sintomas, que podem chegar à cegueira temporária. “O que ocorre, na verdade, é o que chamamos de queimadura química da córnea e da conjuntiva que, em alguns casos, podem ser graves, particularmente quando estão envolvidos ácidos fortes ou substâncias álcalis. As queimaduras podem causar necrose do tecido, dependendo do tipo de substância, pode haver penetração mais profunda e tendem a ser mais graves”, explica a doutora.

Entre as medidas tomadas estão o recolhimento, interdição cautelar, suspensão e proibição da comercialização, distribuição, fabricação e uso; conforme cada caso. Inicialmente, na segunda-feira (16), oito modelos de pomadas modeladoras tiveram a fabricação proibida pela agência, enquanto que, nesta quinta-feira (19), foram cinco interdições cautelares para realização de testes, uma suspensão e outra proibição.

Como proceder

Em caso de compra dos produtos irregulares, a Anvisa recomenda que não se faça uso de nenhum deles. A agência recomenda ainda que, aqueles que tiverem adquirido as pomadas, entrem em contato com o fabricante a fim de verificar a forma de devolução.

No caso de quem fez uso recente de algum dos produtos mencionados, deve observar o cuidado ao lavar os cabelos, para que o produto não entre em contato com os olhos. No sinal de qualquer efeito adverso, a recomendação é procurar imediatamente o serviço de saúde mais próximo e informar a Anvisa pelos seguintes endereços eletrônicos: Cidadãos e profissionais que manejam produtos cosméticos e Empresas e profissionais da saúde (após realização de cadastro).

No site da www.consultas.anvisa.gov.br é possível consultar a regularidade dos produtos.

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Saúde
07/01/2023 04:00h

Doença atinge mais de 1 bilhão de pessoa no mundo e é responsável pelo surgimento e agravamento de outras enfermidades, aponta OMS

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O rol de medicamentos para o tratamento da obesidade acaba de ser ampliado no Brasil. Nesta semana, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a Wegovy, uma solução injetável para perda e manutenção do peso. A obesidade é uma doença que atinge mais de um bilhão de pessoas no mundo, caracterizada pelo excesso de gordura corporal em quantidade capaz de prejudicar a saúde. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 650 milhões de adultos, 340 milhões de adolescentes e 39 milhões de crianças sofrem com o problema. 

A doença afeta o indivíduo por meio das barreiras encontradas na sociedade e pelo agravamento ou surgimento de outras enfermidades. Membro da diretoria da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO), o médico endocrinologista Fernando Gerchman afirma que a entidade é a favor da implementação do novo medicamento no mercado brasileiro devido à sua eficácia.

“Essa medicação tem eficácia superior às medicações existentes e ela é indicada para pessoas com um Índice de Massa Corporal de 30 ou mais, que caracteriza obesidade, ou 27 ou mais, que caracteriza sobrepeso com complicações relacionadas, como por exemplo, hipertensão, síndrome da apnéia do sono ou pré-diabetes e diabetes”, destaca. 

O médico explica, ainda, que o medicamento é aplicado através de uma tecnologia já utilizada em pessoas com diabetes. Ele afirma que será necessário um treinamento feito por profissional para que os pacientes possam realizar a aplicação. 

No Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 96 milhões de pessoas têm excesso de peso e 1 em cada 4 tem obesidade, um total de 41 milhões de pessoas. Fernando Gerchman aponta algumas das dificuldades enfrentadas por essa parcela da população. 

“A sociedade tem uma percepção inadequada  em relação à obesidade que faz com que as pessoas sejam mais discriminadas, tenham mais dificuldades nos processos seletivos de trabalho. E também as dificuldades relacionadas às complicações da doença. Causa depressão, causa ansiedade ou está relacionada à depressão e à ansiedade. Causa problemas musculoesqueléticos que geram dor física”, explica. 

Segundo a OMS, a doença atinge o coração, fígado, rins, articulações e sistema reprodutivo, o que leva a doenças como diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares, hipertensão, acidente vascular cerebral, vários tipos de câncer e problemas de saúde mental. Para determinar se uma pessoa é obesa, o peso é dividido pela altura ao quadrado, o chamado Índice de Massa Corporal (IMC). Quando o IMC é maior ou igual a 30kg/m2 trata-se de obesidade, entre 25 e 29,9 kg/m2 está o sobrepeso. 

A Anvisa esclarece que a Wegovy é indicada como auxiliar à uma dieta com baixas calorias acompanhada de exercício físico. Segundo o órgão, o medicamento deve passar por definição de preço e da logística de distribuição do fabricante e dos revendedores antes de começar a ser comercializado. De acordo com o Ministério da Saúde, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), ainda não recebeu solicitações para avaliação de incorporação do medicamento no SUS. 
 

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Saúde
29/11/2022 04:30h

Projeto de lei quer incentivar produção de insumo farmacêutico ativo (IFA), presente também em vacinas, pela indústria nacional, além de diminuir dependência de outros países

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Um projeto de lei determina que os medicamentos que contenham insumo farmacêutico ativo (IFA) produzido no Brasil sejam classificados como prioritários para análise e registro pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O PL 4.209/19 do Senado está em tramitação na Câmara dos Deputados e foi aprovado nas comissões de Seguridade Social e Família e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). 

De acordo com a Anvisa, o IFA é uma substância química (fármaco, droga ou matéria-prima) que tem propriedades farmacológicas com finalidade medicamentosa. O IFA é responsável pelo efeito terapêutico. 

Relator do projeto de lei na CCJ, o deputado federal Pedro Lupion (PP-PR) avalia que a proposta é positiva para o país. “Valoriza e facilita a atração de investimentos para a indústria nacional e não atrapalha em momento algum a cadeia, até porque ele só vai ter prioridade a partir do momento que haja produção nacional. Não havendo, virá o importado. É a possibilidade de a gente desenvolver melhor ainda a nossa indústria nacional”, acredita. 

Ao determinar que os medicamentos com IFA nacional sejam enquadrados na categoria prioritária, o texto, na prática, agiliza os prazos para a decisão final da Anvisa nos processos de registro e de alteração pós-registro desses fármacos. Segundo a legislação, itens na categoria prioritária são analisados em até 120 dias. Já os da categoria ordinária em, no máximo, um ano, contado a partir da data do respectivo protocolo de registro ou de alteração pós-registro. 

O parecer do deputado Pedro Lupion (PP-PR) aprovado na CCJ também manteve a alteração de um artigo na Lei de Licitações e Contratos Administrativos (14.133/2021) a fim de que os medicamentos fabricados a partir de IFAs nacionais e considerados estratégicos para o Sistema Único de Saúde (SUS) tenham preferência de até 20% das compras públicas de medicamentos. 

Para o professor do Departamento de Farmácia da Universidade de Brasília (UnB), Rafael Santana, esse ponto traria ainda mais efetividade para incentivar a produção de IFA que a prioridade na análise pela Anvisa.

“Pode ser ainda mais interessante do que dar uma preferência na fila da Anvisa, porque o SUS é responsável por quase 30% dos gastos de medicamentos em território nacional. E uma vez que você consiga dar preferência de compra para um insumo que é produzido nacionalmente pelos entes do SUS, isso pode ajudar um pouco na produção, porque, ainda que se torne um pouco mais caro utilizar IFA nacional, isso pode se tornar economicamente viável se você tiver uma garantia de compra pública”.  

Dependência

Durante a produção de vacinas contra a Covid-19, a dependência do Brasil de IFA produzido em outros países, sobretudo China e Índia, ficou evidente. Depois de um longo processo de transferência de tecnologia, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) conseguiu produzir uma vacina contra a Covid-19 com IFA nacional. 

Apesar disso, a dependência de IFA importado continua. De acordo com a justificativa do projeto de lei, apenas 5% dos medicamentos fabricados no Brasil têm IFA também nacional. Ou seja, 95% desses insumos são importados. 

O professor Rafael Santana diz que essa dependência de insumos produzidos na China e na Índia não é problema apenas no Brasil. “Essa dependência é crônica e persistente. A gente vem observando isso há muitos anos. Isso existe e persiste e é muito grave e está relacionado à questão da soberania nacional”, enfatiza.. 

Segundo o especialista, dois fatores explicam o domínio da China e da Índia quando o assunto é a produção e exportação de insumos farmacêuticos ativos. O primeiro é o preço, já que lá eles são mais baratos. O segundo é o investimento em ciência, tecnologia e inovação. 

“No Brasil, para reverter esse quadro, a gente teria que investir nesses dois pontos. Incentivos fiscais, para que se torne mais barato produzir insumo farmacêutico ativo no Brasil. Senão, a gente vai continuar importando e sempre ficar dependente internacionalmente. E o outro é o fomento a pesquisa e inovação. O Brasil tem condição de produzir isso. Nós temos inteligência suficiente para isso. A gente tem que mudar esse cenário de achar que isso é gasto e, na verdade, isso é investimento”, avalia. 

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07/11/2022 03:30h

Produto é destinado ao tratamento de linfomas graves

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro sanitário do terceiro produto de terapia gênica para tratamento de câncer. O fármaco é destinado a pacientes adultos com linfoma de grandes células B (LDGCB) — linfomas graves — recidivados ou refratários. Ou seja, para aqueles em que não houve resposta aos tratamentos iniciais ou os casos em que o tumor some, mas volta após algum tempo. O medicamento é conhecido como Yescarta e fabricado pela Kite, empresa da Gilead Sciences Farmacêutica do Brasil.

Neste ano, dois outros produtos receberam sinal verde pela Anvisa e foram aprovados, são eles:  Kymriah (tisagenlecleucel), da empresa Novartis Biociências, utilizado para tratamento de linfoma e Leucemia linfoide aguda (LLA) em pacientes jovens; e o Carvykti (ciltacabtageno autoleucel) da empresa Janssen-Cilag Farmacêutica, indicado para pacientes adultos com mieloma múltiplo que já receberam algumas linhas de tratamento. 

O que é a Terapia gênica?

A terapia gênica é um tratamento que introduz genes saudáveis do próprio receptor no organismo para substituir ou modificar células que estão causando problemas de saúde — é como uma alteração genética. Segundo informações da Anvisa, a terapia com células geneticamente modificadas tem demonstrado perfil de segurança e eficácia no tratamento de pacientes em recidiva e refratariedade para linfomas graves.  

Entenda como funciona

A terapia gênica avançada consiste em retirar as células de defesa (células T) do próprio doador com linfoma, leucemia ou com mieloma múltiplo e encaminhar esse material para uma base de produção dos CAR-T Cells (células produzidas em laboratório derivadas das células mais importantes do nosso sistema de defesa). 

Essa técnica fornece o gene saudável, para corrigir a mutação causadora de doenças presentes no DNA do paciente. A introdução do material genético em tecidos e em células com fins terapêuticos pode atuar de duas maneiras: ou simplesmente na adição de genes ativos ou na modificação ou supressão de genes defeituosos. Para que o procedimento seja possível, são utilizados vetores virais que tornam o vírus inofensivo e retiram o potencial patogênico. Isso permite o transporte do gene terapêutico saudável para o interior das células e dos tecidos-alvos. 

“As células T do doador vão estar agora com o sinalizador na sua superfície para detectar essas células doentes do linfoma CD 19. Então o linfócito T. ele vai como um míssil teleguiado atrás dessas células positivas do linfoma. E quando ele encontra, ele é ativado e se torna uma célula efetora. E essa célula efetora, ela é capaz de aniquilar, exterminar de matar as células do linfoma”, explica o onco-hematologista Volney Vilela. 

Cuidados especiais

O médico Volney Vilela destaca que apesar de ser um tratamento seguro, a terapia gênica é um procedimento de alta complexidade que demanda cuidados especiais com pacientes que já vêm de um processo de quimioterapia, desde a estrutura necessária para o manejo do produto até a qualificação específica dos profissionais que vão manipular, administrar e monitorar o paciente. Dentre as principais preocupações de segurança, o onco-hematologista destaca “a síndrome de liberação de citocinas (SRC), uma resposta sistêmica à ativação e à proliferação de células CAR-T, que pode causar infecções.” A previsão é de que o fármaco esteja disponível para uso comercial e uso clínico no Brasil no primeiro semestre de 2023. 

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Saúde
22/09/2022 16:00h

De acordo com dados do Ministério da Saúde, 15 laboratórios estão cadastrados na Anvisa para distribuição dos kits de teste para o vírus Monkeypox

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Testes moleculares do tipo PCR para diagnóstico de Varíola dos Macacos (Monkeypox) em humanos podem ser distribuídos a laboratórios públicos a partir da próxima semana. A afirmação é de Maurício Zuma, diretor de Biomanguinhos, Instituto da  Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) que obteve a primeira autorização de registro para fornecimento de testes, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

De acordo com o diretor, o cronograma de distribuição dos kits para o teste ainda está sendo organizado entre o Instituto e o Ministério da Saúde, e contemplará apenas a rede pública de laboratórios. “Esses testes têm a tecnologia do PCR em tempo real, e não podem ser realizados por pessoas individualmente, eles precisam de equipamentos de laboratório para serem realizados. Portanto, não serão distribuídos em farmácias, e sim serão distribuídos para a rede pública de laboratórios centrais dos estados”, afirma Zuma.

O Ministério informou, nessa terça-feira (20), que, inicialmente, deverão ser adquiridos 60 mil kits de Biomanguinhos, quantitativo que “pode variar de acordo com a disponibilidade, para distribuição por toda a rede de Lacens e Laboratórios de Referência, considerando a situação epidemiológica de cada estado”.

No total, são 15 Laboratórios Centrais de Saúde Pública (Lacens) cadastrados pelo Ministério, para realização dos testes diagnósticos de Monkeypox, nos estados da Bahia, Goiás, Santa Catarina, Ceará, Pernambuco, Paraná, Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Amazonas, Pará e no Distrito Federal.

Segundo dados atualizados da Saúde, até essa terça, foram identificados 7.115 casos de infecção pelo vírus em todo o país. Vale destacar que o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (e-SUS) - que investiga e notifica a Monkeypox no Brasil, ganhou uma nova versão, que deve ser apresentada, nesta quinta-feira (22), às 18h, no Canal do Conselho Nacional de Secretarias municipais de Saúde (Conasems)

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21/09/2022 17:30h

Informativo lista laboratórios preparados para receber material biológico e diagnosticar Varíola dos Macacos em animais domésticos e silvestres, além de apresentar instruções sobre como analisar e detectar o vírus de maneira segura

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O Governo Federal lançou, nessa terça-feira (20), uma cartilha com orientações, especialmente aos médicos veterinários, para identificação de Varíola dos Macacos (Monkeypox) em animais. A cartilha, intitulada “Monkeypox para Animais”, foi elaborada por pesquisadores da Rede Vírus, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), com o apoio do Ministério da Saúde, do Conselho Regional de Medicina Veterinária de São Paulo (CRMV-SP) e da Sociedade Brasileira de Virologia.

De acordo com a professora Helena Lage, pesquisadora e coordenadora do projeto, a iniciativa surgiu após a primeira confirmação de infecção de animal doméstico por Monkeypox, no Brasil, registrada no final de agosto. “Foi identificado um cachorro filhote positivo que estava em contato com seu tutor positivo”, relembrou, durante a apresentação da cartilha. Segundo a especialista, o enfoque do documento é “mitigar e controlar a infecção de animais domésticos por pessoas positivas” (ao vírus).

As orientações apresentadas no documento vão da maneira correta de higienização das mãos após manusear animais silvestres e domésticos, precauções ao ser mordido ou arranhado, e como isolar animais com suspeita do vírus; à lista de laboratórios preparados para receber material para diagnóstico, prevenção e notificação de casos suspeitos ao sistema de saúde local.

Lage explica que a cartilha será um importante direcionador, a fim de evitar a contaminação e proliferação do vírus em uma escala maior, uma vez que “a maioria dos animais não vão apresentar lesões cutâneas ou sinais evidentes”. 

Também durante o lançamento, Odemilson Donizete Mossero, presidente do CRMV-SP, afirmou compromisso em distribuir o material aos quase 150 mil médicos veterinários com registro em território nacional. “Temos condições e vamos fazer toda a divulgação através das nossas mídias, através dos nossos meios de comunicação, para que a classe médica veterinária esteja em posse desse material rico. É importante para que a população, os nossos animais e a saúde pública, de um modo geral, seja cada vez mais bem atendida”,  disse Mossero.

Vale destacar que, na última segunda-feira (19/09), o Ministério da Saúde confirmou que o primeiro lote com 50 mil vacinas contra a Varíola dos Macacos para humanos deve chegar ao país ainda em setembro. Embora ainda não haja definição do grupo prioritário a ser imunizado nesta primeira etapa da campanha de vacinação, tudo indica que ocorrerá de forma gradativa. “A Organização Mundial de Saúde orienta que (a imunização) não seja feita em massa”, informou um interlocutor da pasta, ao portal Brasil 61. Atualmente, são registrados 6.649 casos e 2 mortes pelo vírus Monkeypox no país. 

Animais hospedeiros

A médica veterinária Alessandra Fonseca, assessora técnica do CRMV-SP, explica que a lista de animais domésticos e selvagens suscetíveis à Varíola dos Macacos pode ser extensa, embora haja apenas um registro desse tipo de infecção no Brasil (canina), até o momento. 

“A gente ainda não sabe todos os hospedeiros que ele (vírus) pode ter e nem todos os animais que podem se contaminar com ele. O que nós sabemos é que outros vírus que pertencem ao gênero Orthopoxvirus podem, sim, contatar vários outros animais, inclusive cães, gatos, animais selvagens, primatas não-humanos e até aves e répteis”, alerta especialista.

Helena Lage destaca que é importante que tutores se isolem dos animais ao apresentarem sinais de infecção, para protegê-los. Ao detectar sinais no animal, a recomendação é levar ao veterinário para a coleta de amostra, como manda a cartilha. “A gente recomenda coleta de amostra para diagnóstico e descarte correto dos resíduos sólidos para evitar contaminação ambiental”, disse a coordenadora.

Cuidados sanitários são suficientes

Ainda durante o lançamento da cartilha, o presidente do CRMV-SP, Odemilson Mossero, fez questão de destacar que, apesar do nome “Varíola dos Macacos” sugerir que os animais são reservatórios para o vírus (ou seja, um habitat para que o agente infeccioso cresça e se multiplique), os bichos são apenas hospedeiros, assim como os humanos. “Eles recebem a doença como um ser humano recebe. É importante que todos trabalhemos temas como esse”, enfatizou.

Para a veterinária Alessandra Fonseca, o registro do vírus em animais domésticos acendeu um novo alerta de cuidado com relação aos bichos, e é importante conscientizar a população de que a solução está nas medidas sanitárias e cuidados necessários, e não em eutanásia. “A orientação é que, na suspeita de que o animal esteja com o vírus, ao manejar esse animal, sejam utilizadas luvas… Deixar esse animal um pouco isolado, não dormir na mesma cama que o animal, né? (...) Mas isso não é o caso de fazer eutanasia dos animais”, pontuou. 

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14/09/2022 04:45h

Anvisa alerta para possíveis fraudes em seu nome, INSS também já divulgou aviso sobre golpe

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Os golpes realizados pela internet são comuns, e vão desde um hack em uma rede social a roubos de informações pessoais ou clonagem. Os cibercriminosos, como são chamados, exploram fragilidades dos usuários, procuram enganar e persuadir as vítimas a fornecerem informações sensíveis ou a realizarem alguma ação que possa comprometer a segurança deles e de toda uma organização.

O golpe virtual acontece quando o golpista consegue enganar alguém, por meio de redes sociais, telefonemas, e-mails ou qualquer outro dispositivo para obter dados confidenciais, como senhas de acesso, bancos ou número de cartões.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou um comunicado de alerta (30/08), pois recebeu denúncias de empresas contactadas por pessoas que se passaram por servidores da instituição para oferecer vantagens e facilidades indevidas.

De acordo com o comunicado, o golpe mais recente é praticado por um homem que se identifica como servidor da Anvisa e oferece vantagens na análise de processos de registro de produtos. Os contatos são feitos com empresas do setor de saúde que mantêm relações com a Anvisa.

“A prática é ilegal e configura estelionato. A Agência esclarece que não faz contato direto com empresas oferecendo qualquer tipo de vantagem ou facilidade, nem promessas de auxílio em quaisquer processos”, informa o comunicado.

INSS alerta sobre golpe de bloqueio de pagamentos; veja como se prevenir

O pesquisador do Instituto de Referência em Internet e Sociedade (IRIS), Paulo Rená, dá dicas do que fazer antes de ir a uma delegacia registrar a ocorrência. 

"O ideal é primeiro não alimentar a conversa, não dar novos dados né, mas sempre fazer todo o registro possível. Então você deve tirar prints, guardar os arquivos de áudio que tenham sido trocados e mensagens de forma que isso possa levar a identificar a pessoa que cometeu o ilícito. Guardar o número do telefone que a pessoa estava usando no WhatsApp, e se for um golpe financeiro, registrar o horário em que você percebeu que tinha alguma coisa errada na sua conta”, completa Paulo.

O pesquisador também recomenda usar senhas difíceis e ter um um antivírus instalado nos celulares e aparelhos eletrônicos para evitar cair em golpes como esses. Também não se deve tirar fotos de cartões nem digitar senhas ou dados pessoais em conversas na internet. 
 

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06/09/2022 17:50h

Empresas que continuarem com a venda do famoso “Pod” vão pagar multa de 5 mil reais por dia

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O Ministério da Justiça e Segurança Pública determinou a suspensão da venda de cigarros eletrônicos em 32 empresas de todo o Brasil no dia 1º de setembro. A medida imposta pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) para a venda irregular é de multa diária no valor de 5 mil reais. 

Em 2009, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) editou uma norma (RDC nº 46) que proibiu a comercialização, a importação e a propaganda de quaisquer dispositivos eletrônicos para fumar (DEF), especialmente se forem vendidos como alternativa ao tabagismo. 

De acordo com a Senacon, a atuação foi preventiva, uma vez que informações conclusivas sobre o impacto dos cigarros eletrônicos ainda eram escassas. Além disso, a oferta e a demanda de cigarros eletrônicos no mercado nacional eram menores. A gerente geral de Registro e Fiscalização de Produtos Fumígenos

Derivados ou não de Tabaco da Anvisa, Stefania Piras, complementa que, em 2009, esses produtos eram muito novos, e por isso os riscos que ofereciam à saúde não eram conhecidos.

Em julho deste ano, a resolução passou por revisão. Um relatório de avaliação de impacto regulatório foi elaborado, com base em evidências científicas, pareceres com meta-análises, revisões sistemáticas e referências internacionais.

“Então com esse relatório, foi avaliado todo o estado da arte até julho de 2022, e foi verificado que esses dispositivos não trazem nenhum benefício, pelo contrário eles trazem malefícios à saúde podendo causar vários agravos e além disso eles podem causar a iniciação ao tabagismo”, completa Stefania. A gerente geral destaca que não há embasamento científico que mostre que os DEFs sejam adequados para o tratamento antitabagismo.

Segundo a Senacon, a situação atual é grave, com o aumento significativo do consumo dos produtos por jovens. Mesmo sendo ilegais, os DEFs são comercializados livremente, por diferentes tipos de empreendimentos, como lojas, tabacarias e páginas na internet. 

Uma pesquisa realizada pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel), revelou que um em cada 5 brasileiros faz o uso do cigarro eletrônico, também conhecido como “Pod”. A estudante universitária Samira Asad tem 20 anos, e diz que a praticidade e o cheiro tornam o dispositivo atraente para o consumo. 

“Eu acho bem mais prático que fumar outras coisas, por exemplo, o pod você só coloca pra carregar, ele tem uma essência, você o coloca no bolso e leva para todo canto, ele não tem um cheiro desagradável e tem um gosto bom”, completa a estudante.

Riscos para a saúde

Os cigarros eletrônicos são dispositivos usados para a produção de vapor, que simulam um cigarro convencional. Geralmente funcionam com bateria, o que ajuda a esquentar o líquido colocado dentro dele. Esse líquido normalmente contém nicotina, aromatizante e outros produtos químicos. 

De acordo com o Ministério da Saúde, o uso de cigarros eletrônicos com nicotina aumenta o risco de uma série de danos à saúde, como: envenenamento, convulsões, dependência, traumas e queimaduras (causadas por explosões) e doenças respiratórias, incluindo a síndrome respiratória aguda grave (Evali).
 

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31/08/2022 16:00h

Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprova o uso imediato e emergencial de testes para a detecção da doença

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A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) registrou a primeira morte por Monkeypox do estado e segunda do país, no início da semana (29). O paciente, um homem de 33 anos, estava internado na UTI do Hospital Ferreira Machado, em Campos dos Goytacazes, desde o dia 19 de agosto. Ele tinha baixa imunidade e comorbidades que agravaram o quadro da Monkeypox. Até o momento, entre as pessoas que tiveram contato com o paciente, ninguém apresentou sintomas de infecção pelo vírus.

A SES-RJ informou que 611 casos de Monkeypox foram confirmados, e 61 prováveis foram registrados no estado do Rio de Janeiro. Outros 474 casos suspeitos seguem em investigação, e 751 foram descartados. O Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde da SES monitora os casos diariamente, em parceria com os laboratórios de referência da Fiocruz e da UFRJ e as secretarias municipais de Saúde. 

Também na última segunda-feira (29), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso imediato e emergencial de testes para a detecção da doença Monkeypox. O Centro de Operação de Emergências (COE Monkeypox) avalia, com representantes de estados e municípios, como será a distribuição dos kits produzidos pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Anvisa libera medicamento e vacina contra varíola dos macacos

De acordo com o MS, até o momento, os dados do Brasil e do mundo demonstram a manifestação de sintomas leves da doença. Quanto à evolução clínica no Brasil, na avaliação de 1.208 casos dos 4.083 confirmados e prováveis notificados até 20 de agosto, 219 foram hospitalizados por necessidades clínicas ou para isolamento, e seis têm registro de internação em unidade de tratamento intensivo (UTI).

A chefe de Vigilância Epidemiológica, do Centro Estadual De Vigilância em Saúde do Rio Grande do Sul, Tani Ranieri, observa uma tendência à redução no número de casos. 

“A vacinação, embora seja direcionada para alguns grupos que provavelmente serão os profissionais de saúde, pessoas com imunodeficiência, aqueles que têm o sistema imunológico comprometido, junto ao uso do antiviral para casos graves, poderemos ter uma diminuição no número de casos notificados”, afirma a especialista.
 

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26/08/2022 16:05h

Notificação obrigatória dos resultados dos exames ao Ministério da Saúde também faz parte das medidas para o controle da Monkeypox

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A Anvisa determinou a dispensa de registro para que o MS importe e utilize o medicamento Tecovirimat e a vacina Jynneos / Imvanex para tratamento e imunização da doença monkeypox no Brasil. A dispensa temporária e excepcional se aplica somente ao Ministério da Saúde, e terá validade de seis meses, desde que não seja expressamente revogada pela Anvisa.

A vacina será destinada a adultos com 18 anos ou mais. De acordo com o Ministério da Saúde, por enquanto, as 50 mil doses compradas serão prioridade para profissionais de saúde que manipulam as amostras recolhidas de pacientes e pessoas que tiveram contato direto com doentes, pois não há recomendação da Organização Mundial da Saúde recomendação para vacinação em massa para a varíola dos macacos. 

O virologista da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Eduardo Flores, analisa que a vacinação será voltada para os grupos de risco.

“Não sei se haverá necessidade de vacinação em massa no Brasil e em todo o mundo. Provavelmente as vacinações em alguns locais vão ser vacinações de bloqueio, que são vacinações de grupos de risco e grupos de pessoas que estão mais expostas”, completa.

Medidas de controle 

Meiruze Freitas, diretora na Anvisa, destacou que a Monkeypox é causada por um vírus semelhante à varíola, portanto, espera-se que a vacina contra a varíola previna ou reduza a gravidade dessa infecção. Contudo, ressaltou a necessidade da condução de estudos de monitoramento para a confirmação da efetividade da vacina para a prevenção da Monkeypox.

O Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, reforça que o uso do Tecovirimat servirá para obter um conhecimento melhor sobre a medicação, pois ainda não há dados humanos que demonstrem a eficácia do medicamento para o tratamento do vírus.

“Esse medicamento não tem o poder de frear o surto da Monkeypox. É um medicamento para uso compassivo”, concluiu o Ministro.

Ainda como parte do controle da doença, todos os resultados dos exames realizados para a detecção do vírus Monkeypox deverão ser notificados ao Ministério da Saúde (MS), mesmo os negativos ou inconclusivos. A determinação da obrigatoriedade foi publicada no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (25), e vale para os laboratórios das redes públicas, privadas, universitárias e outros, em todo o território nacional.

Primeiro caso de varíola dos macacos em animal doméstico

A Fundação Ezequiel Dias (FUNED) confirmou e notificou o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde de Minas Gerais (CIEVS Minas) sobre o primeiro caso confirmado de monkeypox em um animal doméstico. Um cachorro de 5 meses que teve contato com um humano infectado com o vírus apresentou os sintomas iniciais no dia 13 de agosto, em Juiz de Fora. O dono foi orientado a desinfetar o local, isolar o cão e proteger a pele com luvas, máscara, blusa de manga comprida e calça durante contato com o animal. 

De acordo com o MS, até então no Brasil, não havia evidência documentada de transmissão da doença do ser humano para animais. No entanto, diante das últimas notificações, esse tipo de transmissão está sendo estudada. Pessoas infectadas devem evitar contato com animais, para evitar a propagação do vírus. 
 

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