Anvisa

16/09/2021 21:55h

O Sotrovimabe é um anticorpo monoclonal, que atua contra a proteína spike do Sars-CoV-2, e é projetado para bloquear a ligação do vírus e a sua entrada nas células humanas

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a autorização temporária de uso emergencial (AUE), em caráter experimental, do medicamento Sotrovimabe, um anticorpo monoclonal para tratamento da Covid-19. Indicado para casos leves e moderados, ele deve ser utilizado em pacientes adultos e adolescentes com 12 anos ou mais (que pesem pelo menos 40 kg) e que estão em risco de progressão para o estágio grave da doença.

O medicamento atua contra a proteína spike do Sars-CoV-2 e é projetado para bloquear a ligação do vírus e a sua entrada nas células humanas. O diretor geral de medicamentos da Anvisa, Gustavo Mendes, explicou sua ação. “É um anticorpo, que é fabricado em laboratório para fazer a mesma função que um anticorpo produzido naturalmente, ou seja, neutralizar o vírus. E a proposta da empresa é que esse anticorpo consiga prevenir a hospitalização e mortes”, disse. 

Os anticorpos são proteínas produzidas no organismo que ajudam o sistema imunológico a combater vírus, bactérias e câncer por meio do reconhecimento de antígenos. Com o avanço da biotecnologia, foi possível produzir em laboratório anticorpos monoclonais, ou seja, específicos para uma única região do antígeno. 

A biotecnologia farmacêutica do Sotrovimabe cria ainda uma barreira para a seleção de variantes resistentes e permite que o medicamento mantenha a atividade in vitro contra cepas mutantes do vírus. O medicamento é de uso restrito a hospitais e não pode ser vendido em farmácias e drogarias. A dose recomendada é uma dose única de 500 mg, administrada por infusão intravenosa.

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Análise

O pedido de autorização emergencial foi protocolado em 19 de julho deste ano pela empresa GlaxoSmithKline (GSK) Brasil Ltda. A análise foi feita pela Gerência-Geral de Medicamentos e Produtos Biológicos (GGMED), pela Gerência-Geral de Inspeção e Fiscalização Sanitária (GGFIS) e pela Gerência-Geral de Monitoramento de Produtos Sujeitos à Vigilância Sanitária (GGMON). 

Fora do Brasil, a agência reguladora norte-americana (Food and Drug Administration – FDA) e a agência canadense Health Canadá também já haviam autorizado o uso emergencial do medicamento. Além disso, a Agência Europeia de Medicamentos (European Medicines Agency – EMA) emitiu um parecer científico apoiando o uso do Sotrovimabe como opção de tratamento para a Covid-19.

Outros medicamentos

Esse é o quinto medicamento autorizado no Brasil para tratamento do vírus, sendo o quarto em uso emergencial. “A Anvisa aprovou mais de cem estudos de medicamentos, vacinas e produtos biológicos, e tem acompanhado de perto todos os resultados que são gerados para que, quando um novo medicamento ou uma nova proposta terapêutica apresente o benefício maior que o risco e que possa auxiliar no enfrentamento da pandemia, possamos disponibilizar o quanto antes para a população”, destacou Gustavo Mendes.

Em março, a Anvisa anunciou o registro do primeiro medicamento para pacientes hospitalizados com Covid-19: o antiviral Remdesivir. Já em abril, outro medicamento foi aprovado em caráter emergencial. O coquetel contém a combinação de casirivimabe e imdevimabe (Regn-CoV2), dois remédios experimentais desenvolvidos pela farmacêutica Roche.

Em maio, a Anvisa aprovou o uso emergencial da combinação de dois anticorpos monoclonais: o banlanivimabe e etesevimabe. Assim como o Sotrovimabe, eles são versões das defesas naturais do corpo fabricadas em laboratório, com o objetivo de combater infecções. Em agosto foi aprovado ainda o uso emergencial do regdanvimabe, que auxilia na reprodução de anticorpos que ajudam no combate a alguma doença específica, contudo o uso do medicamento não previne a doença.

Dados do Covid-19

O Brasil registrou 34.407 novos casos e 643 óbitos por Covid-19 nas últimas 24 horas, de acordo com a última a atualização do Ministério da Saúde, em 16 de setembro. Ao todo, mais de 21 milhões de brasileiros foram infectados pelo novo coronavírus desde o início da pandemia. O número de pessoas que morreram pela doença no País é de 589.240. Mais de 20,1 milhões de pessoas já se recuperaram da Covid-19 e outros 323 mil casos ainda estão em acompanhamento. 

A taxa de letalidade média do Brasil é de 2,8%. O Rio de Janeiro é o estado com o indicador mais elevado entre as 27 unidades da federação: 5,52%. Em seguida estão São Paulo, Amazonas e Pernambuco, todos com o índice acima dos três pontos percentuais.  

Taxa de letalidade nos estados 

  • Rio de Janeiro – 5,55%
  • São Paulo – 3,42%
  • Amazonas – 3,22%
  • Pernambuco – 3,19%
  • Rio Grande do Sul – 3,03%
  • Alagoas – 3,00%
  • Maranhão – 2,87%
  • Pará – 2,82%
  • Goiás – 2,74%
  • Ceará – 2,58%
  • Paraná – 2,58%
  • Minas Gerais – 2,56%
  • Mato Grosso do Sul – 2,56%
  • Mato Grosso – 2,55%
  • Rondônia – 2,46%
  • Piauí – 2,19%
  • Bahia – 2,18%
  • Sergipe – 2,16%
  • Espírito Santo – 2,16%
  • Distrito Federal – 2,12%
  • Paraíba – 2,12%
  • Acre – 2,07%
  • Rio Grande do Norte – 1,99%
  • Tocantins – 1,68%
  • Santa Catarina – 1,63%
  • Amapá – 1,61%
  • Roraima – 1,58%                 

Os números têm como base o repasse de dados das Secretarias Estaduais de Saúde ao órgão. Acesse as informações sobre a Covid-19 no seu estado e município no portal brasil61.com/painelcovid.  

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05/09/2021 18:20h

A partida valia pelas Eliminatórias da Copa do Mundo e contava com quatro argentinos que entraram em campo descumprindo regras sanitárias

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) paralisou, na tarde deste domingo (5), o jogo entre as seleções de Brasil e Argentina, válido pelas Eliminatórias da Copa do Mundo. A decisão das autoridades foi tomada após quatro atletas argentinos entrarem em campo, mesmo com a determinação da agência de que teriam de cumprir isolamento no hotel.

Sem citar os nomes dos jogadores, a agência informou que os atletas teriam descumprido as regras sanitárias brasileiras segundo as quais “viajantes estrangeiros que tenham passagem, nos últimos 14 dias, pelo Reino Unido, África do Sul, Irlanda do Norte e Índia, estão impedidos de ingressar no Brasil”. Diante da situação, há possibilidades de os jogadores serem deportados do País.

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“Após reunião com as autoridades em saúde, confirmou-se, após consulta dos passaportes dos quatro jogadores envolvidos, que os atletas descumpriram regra para entrada de viajantes em solo brasileiro, prevista na Portaria Interministerial nº 655, de 2021”, informou, em nota, a Anvisa, referindo-se aos viajantes que chegaram ao Brasil em voo de Caracas/Venezuela com destino a Guarulhos.

A Anvisa informa que considera a situação “risco sanitário grave”, motivo pelo qual orientou as autoridades em saúde locais “a determinarem a imediata quarentena dos jogadores, que estão impedidos de participar de qualquer atividade e devem ser impedidos de permanecer em território brasileiro”.

Fifa vai resolver

O jogo teve início às 16h, na Neo Química Arena, em São Paulo, pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo. Já a confusão começou aos seis minutos de bola rolando, quando os agentes da Anvisa interromperam a partida e entraram em campo. Como a seleção argentina se negou a jogar sem os quatro atletas, o jogo foi cancelado.

A Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) publicou em suas redes sociais que o árbitro e um comissário da partida levarão um relatório à Comissão Disciplinar da Fifa, que determinará quais serão os próximos passos. "Estes procedimentos seguem estritamente as regulamentações vigentes", informou a entidade. "As Eliminatórias da Copa do Mundo são uma competição da Fifa. Todas as decisões que se tratam da sua organização e o desenvolvimento são poderes exclusivos dessa instituição."

Já a questão sanitária e todos os desdobramentos, continuam a cargo da Anvisa..

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Covid
31/08/2021 10:25h

Órgão destaca medidas sanitárias efetuadas desde janeiro de 2020 a maio de 2021

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) lançou nesta segunda-feira (30) um relatório sobre as ações adotadas durante a pandemia da Covid-19 no Brasil. O documento traz o panorama da implementação de medidas sanitárias efetuadas desde 1º de janeiro de 2020 até o dia 15 de maio deste ano, totalizando 500 dias. 

A publicação está organizada por temas, com o conteúdo dividido em cinco capítulos e dois anexos. O relatório traz números que mostram o volume de ações que a Anvisa adotou e implementou, informações sobre governança interna, ações gerais de combate à pandemia e destaques a temas específicos. 

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Entre as ações de destaque, a Anvisa autorizou 78 estudos clínicos de medicamentos para o tratamento da Covid-19. O órgão também deu sinal verde para o uso emergencial de três vacinas em menos de 10 dias. Foram também 29 mil abordagens em voos nacionais, internacionais e aeromédicos, incluindo inspeções para verificar a segurança da saúde e o uso de máscaras, por exemplo. 

Para ver essas e outras medidas, acesse a íntegra do Relatório no site gov.br/anvisa
 

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25/08/2021 10:30h

O monitoramento feito pela Anvisa é importante para avaliar se a reação a um produto está aumentando ou se há problemas associados a ele

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Pessoas que tiverem alguma reação após tomar uma vacina devem comunicar à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Essa orientação vale para qualquer tipo de vacina, seja as recentes contra a Covid-19 ou as mais tradicionais como, por exemplo, contra gripe ou febre amarela. A notificação precisa ser feita mesmo se não houver suspeita de que o desconforto foi provocado pelo medicamento. 

De acordo com a Anvisa, a subnotificação pode retardar a identificação de sinais de risco e subestimar a dimensão de um problema. O  monitoramento feito pela agência é importante para avaliar se a reação a um produto está aumentando ou se há problemas associados a ele. 

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Quando uma pessoa toma um medicamento, como uma vacina, e tem uma reação indesejada, essa consequência é chamada na medicina e pelas autoridades sanitárias de “eventos adversos”. Dessa forma, a comunicação deve ser feita por meio do site da Anvisa. Ali, há possibilidade de relatar problemas em diversos produtos, entre eles medicamentos e vacinas. 

A Anvisa também disponibiliza um número de telefone caso haja dificuldade para enviar a notificação pelo site: 0800 642 9782.

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14/08/2021 14:40h

Regkirona foi autorizado para uso emergencial no Brasil, mas não tem caráter preventivo e nem pode ser utilizado fora dos hospitais

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso emergencial de um novo medicamento contra a Covid-19. O medicamento Regkirona (regdanvimabe) é um produto injetável e de uso restrito a hospitais, produzido em laboratórios para reproduzir anticorpos que ajudam o organismo no combate à doença. Esse é o quarto medicamento autorizado no Brasil para tratamento do novo coronavírus, sendo o terceiro em uso emergencial. 

“Esse medicamento autorizado agora pela Anvisa, para utilização em pacientes internados por Covid, é mais um dos medicamentos do grupo dos anticorpos monoclonais, que é uma tecnologia mais nova. É um medicamento, vamos dizer assim, biológico, que ajuda o organismo a não desenvolver o quadro de complicação da Covid, os quadros que levam aos casos mais graves”, explica Carla Pintas, docente do curso de Saúde Coletiva da Universidade de Brasília (UnB).

A diretoria da Anvisa avaliou que os resultados dos ensaios clínicos com os anticorpos monoclonais, do tipo “mabes”, mostraram uma redução dos danos pulmonares, diminuição da presença de vírus no sangue e do risco de hospitalização. Esses resultados fizeram com que outras agências reguladoras no mundo também aprovassem o uso, como a norte-americana Food and Drug Administration (FDA) e a europeia European Medicines Agency (EMA).

“É uma medicação de uso restrito ao hospital. Não tem como adquirir esse medicamento na farmácia, ele é de indicação médica. É mais um componente que a gente tem dentro da estrutura hospitalar, dentro do atendimento de saúde hospitalar, para atender as pessoas com Covid-19. É um avanço importante, mas temos que lembrar que isso não diminui e não retira as obrigatoriedades que temos que ter com relação à Covid-19”, alerta Carla Pintas.

Indicações

O Regkirona é indicado para o tratamento de quadros de infecção por Covid-19 em situações leves e moderadas, em pacientes adultos, que não necessitam de suplementação de oxigênio e que apresentam alto risco de progressão para a doença em sua forma mais grave. A bula do medicamento traz que há alto risco para pacientes que façam parte de um desses grupos:

  • Índice de massa corporal (IMC) ≥35

  • Doença renal crônica
  • Diabetes
  • Doença imunossupressora
  • Em tratamento imunossupressor no momento
  • Com 65 anos de idade ou mais
  • Com 55 anos de idade ou mais e tenham doença cardiovascular ou hipertensão; ou doença pulmonar obstrutiva crônica ou outra doença respiratória crônica

O remédio não é indicado para uso em pacientes que estejam hospitalizados devido a complicações da Covid-19, necessitem de oxigenoterapia devido à doença e necessitem de um aumento na taxa de fluxo de oxigênio basal devido à Covid-19, por exemplo.

“Ou seja, é uma nova medicação à disposição da equipe de saúde no hospital. Ela é importante porque melhora a sobrevida do paciente, evitando aí as complicações indesejadas da Covid”, pontua a especialista da UnB. Carla ainda ressalta que o medicamento não é usado para prevenir a doença, assim como também pontua Julival Ribeiro, membro da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI).

“Ele é um anticorpo monoclonal. Não é para prevenção caso adquira a Covid-19, e sim para tratar a doença, em casos leves a moderados que não necessitem de oxigênio. Ele tem uma indicação específica. Enquanto não temos realmente um antiviral específico, temos que tratar pacientes com Covid com essas terapias auxiliares. E volto a lembrar que a vacina ainda continua sendo a melhor arma para prevenirmos a doença."

Quarta aprovação

Esse é o quarto produto autorizado pela Anvisa para o combate à Covid-19 no Brasil. A agência já havia registrado um medicamento e autorizado, de forma emergencial, duas associações de anticorpos monoclonais. São eles:

  • Rendesivir: registrado em 12 de março
  • Associação dos anticorpos monoclonais casirivimabe e imdevimabe: autorizada para uso emergencial em 20 de abril
  • Associação dos anticorpos banlanivimabe e etesevimabe: autorizada para uso emergencial em 13 de maio 
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12/08/2021 10:05h

De acordo com a agência, a primeira etapa do projeto foi implementada ainda em 2020 e proporcionou “resultados exitosos para a vigilância sanitária em serviços de saúde”

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vai promover o Encontro Nacional de Gestores das Vigilâncias Sanitárias estaduais e do Distrito Federal (DF). O evento está agendado para esta quinta-feira (12), das 14h às 18h, de forma virtual.

A iniciativa terá como ponto central o lançamento da segunda etapa do Projeto Nacional de Harmonização das Ações de Inspeção Sanitária em Serviços de Saúde e de Interesse para a Saúde. 

De acordo com a agência, a primeira etapa do projeto foi implementada ainda em 2020 e proporcionou “resultados exitosos para a vigilância sanitária em serviços de saúde, como a criação dos Roteiros Objetivos de Inspeção (ROIs), e nas temáticas Centro Cirúrgico (CC), Central de Materiais e Esterilização (CMEs), Diálise e Unidade de Terapia Intensiva (UTI)".

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Já para a segunda etapa são esperadas rodadas de harmonização, com a produção de outros quatro roteiros, até 2022. Nesse caso, devem ser incluídos hospitais, clínicas, consultórios, bancos de leite, laboratórios clínicos, entre outros.

 

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12/08/2021 10:00h

O regdanvimabe é um anticorpo monoclonal, ou seja, um produto biológico produzido em laboratórios e que reproduz anticorpos que ajudam o organismo no combate à doença

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou temporariamente o uso emergencial, em caráter experimental, do medicamento Regkirona (regdanvimabe) para tratamento da Covid-19. Esse é o quarto medicamento autorizado no Brasil para o vírus.

O regdanvimabe é um anticorpo monoclonal, ou seja, um produto biológico produzido em laboratórios e que reproduz anticorpos que ajudam o organismo no combate à doença. Ele é indicado para o tratamento de Covid-19 leve a moderada em pacientes adultos que não necessitam de suplementação de oxigênio, com infecção confirmada por laboratório e que apresentam alto risco de progressão para a doença em sua forma mais grave. 

Covid-19: Anvisa faz alerta sobre casos raros de distúrbio neurológico autoimune após vacinação

Anvisa recebe pedido de uso emergencial de medicamento contra a covid-19

É importante destacar que esses anticorpos não previnem a doença. Após avaliação técnica, a solicitação do uso do medicamento foi submetida à avaliação da diretoria responsável pelos pedidos de autorização de uso emergencial de medicamentos e vacinas contra a Covid-19. 

Os resultados dos ensaios clínicos com os anticorpos monoclonais mostraram uma redução dos danos pulmonares, diminuição da viremia (presença de vírus no sangue) e do risco de hospitalização, o que levou a aprovação desse tipo de medicamento para uso emergencial, em casos específicos.  

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05/08/2021 04:00h

Os eventos adversos foram relacionados às vacinas AstraZeneca, Janssen e CoronaVac. De acordo com a Anvisa, episódios pós-vacinação são raros, mas já conhecidos e relacionados a outros imunizantes, como o da Influenza

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Após a vacinação contra a Covid-19, casos raros da síndrome de Guillain-Barré (SGB) têm sido relatados no Brasil. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), existem 35 notificações de casos suspeitos no país. Até o dia 27 de julho haviam sido reportados 34 casos suspeitos de SGB, sendo 27 casos após a imunização com a vacina Oxford/AstraZeneca/Fiocruz, 3 casos com a vacina da Janssen e 4 casos com a Coronavac.

Não foram recebidos casos de SGB com a vacina Comirnaty (Wyeth/Pfizer). A Anvisa informou ainda que 1 óbito foi notificado, mas sem associação confirmada entre a vacina e a síndrome. 

A síndrome de Guillain-Barré (SGB) é um distúrbio neurológico autoimune raro, no qual o sistema imunológico danifica as células nervosas. Segundo informou a Anvisa a reportagem, os episódios pós-vacinação também são raros, mas já conhecidos e relacionados a outras vacinas, como a da Influenza (gripe).  

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A maioria das pessoas se recupera totalmente do distúrbio. O principal risco provocado pela síndrome é quando ocorre o acometimento dos músculos respiratórios. Nesse último caso, a SGB pode levar à morte, caso não sejam adotadas as medidas adequadas. 

Sinais e sintomas da síndrome de Guillain-Barré 

A médica coordenadora de UTI neurológica da Beneficência Portuguesa de São Paulo (BP), Viviane Cordeiro Veiga, explica que a SGB se manifesta entre duas a quatro semanas após quadros de infecção, acometendo as raízes dos nervos de forma aguda. “Inicialmente, o mais frequente é uma sensação de dormência e queimação que começa nas pernas. Então, nos membros inferiores ela tem um caráter progressivo. Dali ela vai para o tronco e para os membros superiores da face, podendo acometer também a parte da deglutição e comprometer a respiração”, explica.

De acordo com a médica, alguns pacientes precisam de UTI e podem chegar a ser entubados.

O tratamento para a síndrome de Guillain-Barré varia de acordo com a condição clínica de cada paciente. “Ele [paciente] pode usar a medicação imunoglobulina ou pode usar plasmaférese, que é um processo de filtração do sangue que vai limpar esses anticorpos que estão causando as lesões”, explica Viviane Cordeiro Veiga.

Relação da vacinação contra a Covid-19 e SBG

Como frisado pela Anvisa, a SGB pós-vacinação é um evento adverso conhecido de outras vacinas, como a da Influenza. Mas ainda não se sabe, em números, quais as chances de desenvolver a síndrome de Guillain-Barré após a imunização.

O indicado por especialistas é que diante de sintomas da SGB, deve-se procurar atendimento médico imediatamente. Entretanto, segundo o infectologista Julival Ribeiro, mesmo com a possibilidade de desenvolver SGB, as complicações de quem contrai a Covid-19 podem ser mais graves que possíveis reações à vacinação. 

“Quem tem Covid pode morrer, ficar em terapia intensiva e desenvolver casos muito graves. Vale salientar que as vacinas continuam sendo a melhor arma para prevenir a Covid-19, além do que, as vacinas são seguras e eficazes. Portanto, vacinar continua sendo a melhor arma para combater o vírus. Eventos adversos raros tem em qualquer imunização”, destaca Julival.

Orientações

A Anvisa solicitou que os detentores de registro das vacinas Oxford/AstraZeneca/Fiocruz, Janssen e Coronavac incluam nas bulas dos respectivos produtos informação sobre o possível risco de SGB, para que casos da síndrome possam ser identificados, tratados e notificados. 

“Os profissionais de saúde devem se atentar para os sinais e sintomas de SGB para garantir o diagnóstico correto, a fim de iniciar os cuidados de suporte e tratamento adequados e descartar outras causas'', alerta a Anvisa.

Cidadãos e profissionais de saúde podem notificar eventos adversos pelo e-SUS Notifica e pelo formulário web do VigiMed. Se o caso for de queixa técnica ou de desvios de qualidade observados em vacinas, seringas, agulhas e outros produtos para saúde utilizados no processo de vacinação, as notificações devem ser feitas pelo Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária – Notivisa

Empresas detentoras de registro ou de autorização temporária de uso emergencial de vacina também devem usar o VigiMed para notificar eventos adversos e o Notivisa para queixas técnicas e desvios de qualidade.  
 

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03/08/2021 13:00h

Na última semana, o Brasil distribuiu 10,2 milhões de vacinas para reforçar a imunização em todo o Brasil. Foram entregues 4,8 milhões de doses da AstraZeneca, 3,3 milhões de Coronavac e 2,1 milhões de vacinas da Pfizer

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Na última semana, o Brasil distribuiu 10,2 milhões de vacinas contra a Covid-19 para reforçar a imunização em todo o País. Foram entregues 4,8 milhões de doses da AstraZeneca, 3,3 milhões de Coronavac e 2,1 milhões de vacinas da Pfizer. Com a distribuição, o País chega a mais de 174 milhões de doses distribuídas pelo Ministério da Saúde.

De acordo com a pasta, a estratégia de distribuição das vacinas é definida semanalmente entre União, estados e municípios, quando é traçada a estratégia de vacinação, o público alvo, o percentual para primeira e segunda dose e quantitativo para cada estado.


 
Segundo o médico sanitarista e ex-coordenador do Plano Nacional de Imunização (PNI), Gonzalo Vecina, o País conta com três grandes centros de armazenamento nos aeroportos de Viracopos, Cumbica e no Galeão. “O primeiro passo (da distribuição), geralmente, é por via aérea e, depois disso, quando chega aos estados, é responsabilidade deles encaminhar até os municípios. Então, estados grandes em população geralmente tem sub-armazéns e onde ficam essas doses antes de chegarem aos municípios”, explicou. 

Enquanto estão no Centro de Distribuição, as vacinas passam por um processo de triagem e rotulagem, no menor tempo possível. Quando a estratégia é definida e as doses são liberadas para distribuição, a operação logística é montada e os lotes chegam aos estados em até 48 horas, que repassam aos municípios.
 
Os gestores locais devem seguir o que é recomendado no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 (PNO), para garantir a cobertura vacinal de todos os grupos.
 
Gonzalo Vecina destacou a importância de manter as condições de temperatura durante esse processo de distribuição. “É uma logística que precisa ser muito bem preparada, para não perder tempo com medicamentos parados em estoque esperando a chegada de um avião ou de caminhões que vão fazer o transporte das vacinas”, disse.

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Diante do contexto mundial, a remessa distribuída na última semana representa um grande montante que poderia vacinar toda a população de países como a Grécia ou Portugal, que tem cerca de 10 milhões de habitantes. Até agora, o Brasil já distribuiu mais de 176,5 milhões de doses para todo o país, 47,64% da população maior de 18 anos já recebeu a primeira dose do imunizante e 19,59% concluiu a imunização com as duas doses ou com dose única.
 
A distribuição para estados e municípios leva em consideração o quantitativo de doses disponibilizadas pelos laboratórios que fabricam os imunizantes a cada semana e segue critérios populacionais, além do percentual de doses enviadas que já foram aplicadas.

Terceirização da distribuição

Milhares de pessoas fazem parte da logística de distribuição, que atualmente é administrada por uma empresa privada, a VTCLog, do grupo Voetur. Anteriormente, era o Ministério da Saúde quem realizava esta tarefa, mas desde 2019 o processo foi terceirizado por meio de uma licitação.
 
Procurada, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou que a logística de distribuição não é uma competência da agência. Já o Ministério da Saúde informou que está sem agenda com porta-voz para repercutir o assunto no momento e esclareceu que não há atrasos na distribuição de vacinas.
 
Confira a nota no MS na íntegra:
 
Agradecemos o convite, mas infelizmente estamos sem agenda no momento. 

O Ministério da Saúde informa que está distribuindo, nesta semana, mais de 10,2 milhões de doses da vacina Covid-19 para todos os estados e Distrito Federal. Até agora, a pasta já distribuiu mais de 176,5 milhões de doses para todo o país. Cabe ressaltar que os estados são responsáveis pela distribuição das doses aos municípios.

É importante esclarecer que não há atrasos na distribuição de vacinas. Para concretizar o envio semanal de doses, a pasta coordena uma reunião tripartite, entre União, estados e municípios, quando é definida a estratégia de vacinação, o público alvo, o percentual para primeira e segunda dose e quantitativo para cada estado. Enquanto isso, as vacinas passam por um processo de triagem e rotulagem no Centro de Distribuição da pasta, no menor tempo possível. Quando a estratégia é definida e as doses são liberadas para distribuição, a operação logística é montada e os lotes chegam aos estados em até 48 horas.

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Brasil 61