Câncer

08/10/2021 18:00h

O podcast Giro Brasil 61 faz uma seleção dos principais fatos e acontecimentos noticiados pelo Brasil61.com durante a semana

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No episódio desta semana (8), o podcast Giro Brasil 61 começa falando sobre Outubro Rosa, uma em cada oito mulheres terá câncer de mama ao longo de sua vida e no Brasil estima-se que até o final de 2021 haverá mais de 66 mil diagnósticos da doença. A entrega de 956 casas a famílias de baixa renda pelo Governo Federal também está na pauta do episódio. Já no Congresso Nacional, os parlamentares estão analisando uma proposta que pretende favorecer a administração municipal quanto à delimitação de áreas de preservação da natureza.

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Outubro Rosa: Brasil estima mais de 66 mil diagnósticos de câncer de mama até o final deste ano

Entenda o que são as Áreas de Preservação Permanente (APP)

Governo Federal entrega 956 casas a famílias de baixa renda

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07/10/2021 21:15h

O diagnóstico precoce, ainda nas fases iniciais, é o maior aliado para um tratamento eficaz. Confira quais são os possíveis sintomas, formas de prevenção e histórias de superação

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O câncer de mama é o segundo tipo mais comum no mundo, sendo a causa mais frequente de morte por câncer entre as mulheres. Segundo uma estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA), uma em cada oito mulheres terá câncer de mama ao longo de sua vida e no Brasil estima-se que até o final de 2021 haverá mais de 66 mil diagnósticos da doença. 
 
Apesar dos números assustadores, a médica da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), Pollyana Dornelas Pereira, destacou que se detectado precocemente a chance de cura é maior. “É muito importante que nós conheçamos os fatores de risco e os fatores de prevenção para que possamos atuar neste cenário oferecendo para essas mulheres um diagnóstico precoce e procedimentos menos invasivos, se descoberto no início. Para que a mulher tenha uma melhor qualidade de vida”, disse.
 
 
Luana Roriz, de 37 anos, tem prótese nos seios há nove anos e há mais ou menos cinco anos começou a sentir algo diferente na mama esquerda, seu mamilo começou aos poucos a se inverter. “Não sei se por medo de descobrir algo que eu não queria ou se realmente eu acreditava que era da prótese. Mas coloquei na minha cabeça que era da prótese e como eu não tinha intenção de trocar naquela época eu fui deixando”, contou. 
 
Em abril deste ano ela resolveu procurar um cirurgião plástico para descobrir o que estava acontecendo, trocar a prótese se fosse necessário e corrigir o mamilo. Ao chegar na consulta o cirurgião se assustou com a condição e indicou que ela procurasse um mastologista. Após uma bateria de exames incluindo mamografia e biópsia, Luana foi diagnosticada com câncer de mama metastático em estágio 4 avançado,  agravado pela demora do diagnóstico.

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Apesar de sempre se achar forte em meio às adversidades da vida, Luana confessou que ao receber a notícia se sentiu sem chão, mas escolheu acreditar que a fé e o otimismo são maiores do que qualquer diagnóstico e qualquer sentença. “Eu já tenho metástase óssea, no osso externo, e no fígado. Nas palavras dos médicos é um tipo de câncer incurável, porém controlável. Eu posso viver com essa doença por anos”, disse. 
 
Tanto a descoberta do diagnóstico quanto o tratamento foram iniciados ainda em meio a um momento crítico da pandemia, antes da vacinação da sua faixa etária, mas ela não deixou que isso a impedisse de encarar esse processo. “O meu tratamento faço de casa, não preciso neste primeiro momento me submeter a uma quimioterapia. É um tratamento  com medicações para controlar os meus hormônios, que são o motivo principal de eu ter desenvolvido essa doença”, explicou. 
 

O mastologista Marcelo Bello, diretor do Hospital de Câncer III, do Inca, assegurou que o câncer de mama não é uma sentença de morte e não se deve ter medo de fazer um diagnóstico, visto que os tratamentos são extremamente eficazes, ainda mais se diagnosticado precocemente. “A pandemia já aliviou bastante, hoje em dia já retomamos essa questão de rastreio e exames de diagnóstico  com segurança. Então não tem por que não fazer mais isso”, pontuou.
 

Superação

Aparentemente saudável e sem nenhum caso na família, a blogueira Adriana Félix, do "Se Arruma Menina", foi diagnosticada com câncer de mama agressivo em maio de 2017, aos 34 anos. Em meio a correria do trabalho e a falta de tempo para se observar, ela percebeu um caroço na mama que mudou sua vida completamente, obrigando que ela desacelerasse e todo o seu foco se voltasse para a saúde. 
 
“Achava que estava na minha melhor fase, eu estava saudável, aparentemente. Nunca imaginei que iria acontecer isso comigo e aí, de repente, me vi dentro de um hospital do SUS (Sistema Único de Saúde), fazendo quimioterapia e vendo um monte de gente ao meu redor indo embora por conta da mesma doença que eu estava lutando para sobreviver”, contou.
 
Com o diagnóstico ela deu início às sessões de quimioterapia e precisou enfrentar a temida queda dos cabelos, mas ela não deixou a vaidade de lado. Lenços coloridos combinando com a maquiagem, cílios postiços e contorno para disfarçar o rosto inchado foram as maneiras que ela encontrou para se lembrar da sua essência e não se deixar abater. 
 
Foto: Reprodução das redes sociais.
 
Nas redes sociais ela passou a contar sua luta pela vida. Se mantendo otimista, ela acabou se tornando uma fonte de inspiração para outras mulheres que estavam passando pelo mesmo momento. “Antes eu queria um cabelo perfeito e quando eu fiquei careca eu só queria ter cabelo. Antes eu queria ter um corpo perfeito e quando eu estava doente eu só queria ter saúde. Então mudou bastante a minha visão em relação a isso e os valores que a gente dá.”
 
Depois de um ano e meio de tratamento, passando por quatro sessões de quimioterapia vermelhas, 12 brancas, 35 sessões de radioterapia e uma cirurgia, Adriana recebeu o diagnóstico da remissão do câncer, que é o período em que a doença está sob controle. Hoje ela segue com um acompanhamento de rotina a cada três meses e mudou completamente seus hábitos, colocando o cuidado da saúde em primeiro lugar.  
 
“Mudou essa chave depois que eu fiquei doente. Hoje eu vou na academia, treino todos os dias e já mudei a minha alimentação, tenho uma alimentação mais saudável e balanceada. Eu cuido muito de mim, não só da minha saúde física, mas da minha saúde mental e tive meu lado espiritual muito fortalecido. Fiz um fortalecimento de corpo e espírito, eu acho que isso é fundamental”, afirmou. 

Hábitos saudáveis e prevenção

O tumor não tem uma causa única, mas diversos fatores estão relacionados ao aumento do risco de desenvolver a doença, como obesidade, sedentarismo, além de fatores hormonais. Uma pesquisa realizada pelo INCA apontou que cerca de 13% dos casos de câncer de mama em 2020 no Brasil poderiam ser evitados por hábitos relacionados ao estilo de vida, em especial, da inatividade física.  
 
Além disso, a pesquisa apontou que quase 13% dos gastos federais do SUS em 2018 com o tratamento do câncer de mama (R$102 milhões) seriam poupados pela redução de fatores de risco comportamentais, mais uma vez com atenção especial à atividade física, que detém a maior fração (5%) dos casos de câncer de mama evitáveis pela adoção da prática.
 
Segundo a nutricionista do INCA, Maria Eduarda Melo, uma alimentação saudável, evitando alimentos ultraprocessados, e se manter fisicamente ativo como parte da rotina são recomendações para prevenção. “Não necessariamente precisa ser alguma atividade física ou algum exercício programado, que você tem que pagar para ter esse movimento. Então a gente pode pensar na atividade física como lazer, como uma caminhada com os amigos”, disse.  
 

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17/08/2021 10:30h

Também foi registrada diminuição em 24,8% nos tratamentos de câncer, exceto procedimentos de radioterapia e quimioterapia

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A quantidade de cirurgias oncológicas reduziu em 25%, no estado do Rio de Janeiro, desde o início da pandemia. Também foi registrada diminuição em 24,8% nos tratamentos de câncer, exceto procedimentos de radioterapia e quimioterapia. No caso das consultas ambulatoriais para esses pacientes, houve redução de 21,9%, entre março e maio de 2020, na comparação com o trimestre imediatamente anterior.

Os números constam na pesquisa Assistência Oncológica do Estado do Rio de Janeiro durante a pandemia de Covid-19. O levantamento foi feito pela Coordenadoria de Saúde e Tutela Coletiva da Defensoria Pública do Rio, juntamente com o Instituto de Estudos de Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

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Ainda de acordo com o estudo, houve afastamento de profissionais de saúde durante março e maio do ano passado. Além disso, a quantidade de encaminhamentos às unidades de saúde também caiu. Outro registro foi de aumento de ausência de pacientes nas sessões de quimioterapia e necessidade de mudança de protocolo devido à falta de medicamentos.

A coordenadora de Saúde e Tutela Coletiva da Defensoria Pública do Rio, Thaisa Guerreiro, destaca que a diminuição na oferta de ações assistenciais voltadas ao combate do câncer mostra que a Covid-19 também afetou a garantia de atendimento às demais necessidades de saúde. Segundo ela, isso confirma a precarização das redes de atenção à saúde no estado.

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09/07/2021 04:00h

Para evitar preocupações e diagnósticos errados, a Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama) orienta que as mulheres esperem um mês após a vacinação para realizar o exame

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A vacina contra a Covid-19 pode provocar alterações em exames de mamografia e fazer com que mulheres apresentem linfonodos nas axilas. Para evitar preocupações e diagnósticos errados, a Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama) orienta que as mulheres esperem um mês após a vacinação para realizar o exame ou comuniquem o médico sobre a imunização.

Os linfonodos, também conhecidos como ínguas, caroços ou gânglios linfáticos, são pequenas glândulas em forma de 'feijão', que estão distribuídas por todo o corpo, e que ajudam o sistema imune a funcionar corretamente. Os gânglios logo desaparecem, mas estão levando a indicações desnecessárias de cirurgias e punções. 

Segundo a Dra. Maira Caleffi, mastologista e presidente voluntária da Femama, a reação pode ser causada por qualquer injeção ou vacina, não apenas pelos imunizantes contra a Covid-19, e não há motivos para se preocupar, pois a aplicação das vacinas é segura. “Não há motivo de preocupação porque é um efeito colateral da vacina, principalmente no braço em que foi feita a aplicação”, afirmou. 

A informação é confirmada pela Sociedade Brasileira de Mastologia, pela Comissão Nacional de Mamografia do Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR) e pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), que já divulgaram recomendações para conduta frente à linfonodopatia axilar em pacientes que receberam recentemente a vacina.

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A recomendação, de acordo com o presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), Dr. Vilmar Marques, é que a mulher que esteja em fase do rastreamento do câncer de mama, acima dos 40 anos de idade, faça a mamografia antes de tomar a vacina. Mas caso já tenha tomado, que ela espere pelo menos quatro semanas depois da segunda dose para realizar o exame mamográfico. 

“Este período é o suficiente para que esse linfonodo reduza de tamanho e não apareça no exame. Desta forma não acarretará nenhum ônus para esta paciente na interpretação do seu exame”, ressaltou Marques.

56,8% dos imunizantes contra a Covid-19 no Brasil foram destinados a mulheres, tendo em vista que a proporção do sexo feminino é maior na faixa etária a partir dos 39 anos e chega a representar 68% dos brasileiros acima de 90 anos. As mulheres também são a maioria dos trabalhadores da saúde, segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

A Femama também esclareceu que as vacinas contra a Covid-19 não provocam câncer de mama nem facilitam a descoberta da doença, ao contrário do que dizem notícias falsas que circulam na internet. 
 

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02/06/2021 03:00h

Em 2019, 6.596 mulheres foram a óbito pela doença

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Dados do Boletim Epidemiológico n°18 do Ministério da Saúde apontam que a região Norte do país apresenta a taxa mais elevada de casos de câncer de colo do útero (CCU) causados pelo HPV (papilomavírus humano), o que representa 26,24 a cada 100 mil mulheres. Em seguida, em ordem decrescente, encontram-se a região Nordeste (16,10), a região Centro-Oeste (12,35), a região Sul (12,60) e o Sudeste (8,61).

Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), em 2019, 6.596 mulheres foram a óbito por CCU e para cada ano do triênio 2020-2022, o número esperado de novos casos é de 16.590. Dentre as consequências da infecção pelo HPV, o câncer de colo do útero (CCU) surge em 99% dos casos.

Entretanto, nem toda mulher que tem HPV desenvolve o câncer do colo uterino, pois existem mais de 100 tipos diferentes, sendo 15 deles conhecidos por causar o câncer cervical, como explica a cirurgiã oncológica do Instituto Nacional de Câncer (INCA), Luísa Maciel. 

“Os vírus HPV’s foram classificados como de baixo ou alto risco de causar o câncer cervical. Os tipos 6 e 11 causam cerca de 90% das verrugas genitais, esses tipos são considerados de baixo risco porque eles não causam câncer do colo uterino. Os tipos 16 e 18 são os tipos de alto risco que causam a maioria dos casos de câncer cervical, em torno de 70%. Existem outros sorotipos do vírus HPV como o 31 e 33, entre outros, que também são de alto risco e podem causar o câncer do colo uterino.”

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No Brasil, o rastreamento do câncer de colo do útero se faz predominantemente pelo exame preventivo, conhecido como Papanicolau, oferecido de forma gratuita pelo Sistema Único de Saúde. No município de Boa Vista, em Roraima, a Secretaria Municipal de Saúde trabalha com o público alvo estabelecido pelo Ministério da Saúde, mulheres de 25 a 64 anos. A técnica de saúde da mulher da Secretaria Municipal de Saúde de Boa Vista (RR), Gabrielle Almeida Rodrigues, explica que após a identificação da doença em mulheres, as pacientes passam a ser acompanhadas pelo estado.

“Quando detectamos alterações dos exames citopatológicos, nós encaminhamos para o centro de referência estadual que estará fazendo os exames para verificar se essa mulher realmente possui alguma lesão cancerígena. A partir daí, o acompanhamento fica pelo Centro de Referência Estadual e, se confirmado, a paciente vai para a Unidade de Tratamento de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) do estado.”

Com a pandemia do coronavírus, as ações de proteção contra o HPV no município tiveram que ser adaptadas. “Nós tínhamos parceria junto com as escolas para a busca dos adolescentes na faixa etária preconizada, como agora as escolas estão com as aulas remotas, o trabalho acontece dentro das unidades básicas”, afirma. 

Diagnosticada com câncer do colo do útero, Simone Rocha mora em Macapá (AP) e diz que durante a atual pandemia o município não tem oferecido suporte para as pacientes com câncer e, por isso, terá que realizar o tratamento em outro estado, em Porto Velho (RO). 

“Fui encaminhada para a Unacon do meu estado para realizar o tratamento com urgência, mas no dia da consulta o médico não me atendeu. Além disso, tem certos exames que preciso fazer e não tem aqui. Precisei comprar alguns remédios e até agulhas para que pudessem aplicar a medicação em mim. Quem tem câncer precisa correr contra o tempo. Estava apenas com o câncer no colo do útero, mas com a demora do tratamento ele espalhou para a bexiga e intestino.”

Até o fechamento desta reportagem a Secretaria de Estado de Saúde do Amapá não respondeu aos nossos questionamentos. 

Com relação ao alto índice de câncer de colo de útero na região Norte, em nota enviada à reportagem, o Ministério da saúde informou que “atua fortemente na disseminação de informações sobre vacinação em seus meios de comunicação para esclarecer dúvidas, interação nas redes sociais e discussão com as Sociedades Científicas envolvidas com o tema, visando sensibilizar os médicos filiados e suas equipes. Além disso, atua com algumas parcerias, como a do Ministério da Educação com o Programa Saúde na Escola, que realiza o fortalecimento das ações de promoção, prevenção e atenção à saúde, informando professores, alunos e suas famílias sobre os riscos da infecção HPV, bem como a relevância da vacinação contra esta doença”. 

Como se prevenir contra o HPV?

A cirurgiã oncológica do INCA, Luísa Maciel, explica que os preservativos auxiliam na prevenção contra o HPV, mas que não são totalmente eficazes. “Embora os preservativos sejam uma forma importante de prevenir a maioria das transmissões sexualmente transmissíveis, eles não oferecem uma proteção completa contra a infecção do HPV porque não cobrem toda a genital exposta. O risco da exposição a esse vírus aumenta de acordo com o número de parceiros sexuais que você tem. Fazer sexo com alguém que já teve muitos outros parceiros no passado também aumenta o risco.”

A melhor maneira de se proteger contra o HPV é tomar a vacina contra o vírus. A eficácia do imunizante é maior em pessoas que ainda não apresentaram contato ou infecção causada pelo HPV e, por isso, a importância de receber a injeção antes do início das atividades sexuais. No Brasil a vacinação é gratuita em meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos.

Considerando a vacinação do grupo de adolescentes, o Ministério da Saúde informou que realizou, no período de 2014 a 2019, duas campanhas anuais para veiculação nacional em mídias sociais e impressa, visando divulgar a importância da vacinação contra o HPV. Atualmente, com as escolas fechadas devido a pandemia do coronavírus, não existe campanha de vacinação contra o vírus, entretanto, o público pode receber a vacina em qualquer momento do ano, de forma gratuita, em qualquer unidade de saúde ou nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE) de todo o país.

Desde 2015 o Ministério da Saúde disponibiliza a vacina quadrivalente contra HPV também para pessoas imunossuprimidas (PVHIV/Aids, transplantados de órgãos sólidos ou medula óssea e pacientes oncológicos) de 9 a 26 anos, o que constitui a principal medida de prevenção do câncer do colo do útero.

Em março deste ano foi instituída a ampliação da faixa etária da vacina HPV para mulheres imunossuprimidas até 45 anos. A medida segue o exemplo de outros países que adotaram essa estratégia e tiveram bons resultados. A ampliação da idade vacinal não inclui homens com imunossupressão ou que vivem com HIV, visto que, segundo as indicações da bula da vacina disponível no Sistema Único de Saúde, a idade para uso do sexo masculino é de 26 anos.

Vacinas contra o HPV

Existem três vacinas disponíveis no mercado para prevenir a infecção contra os tipos de HPV que são causadores do câncer do colo uterino. A vacina bivalente contra os tipos 16 e 18 da doença, a tetravalente contra HPV 6, 11, 16 e 18 e a nonavalente contra nove subtipos diferentes do vírus.

Segundo ressaltou o Ministério da Saúde, é necessário completar o esquema de duas doses, com um intervalo mínimo de seis meses entre elas, pois a resposta imunológica se mostrou mais efetiva em situações onde este intervalo é respeitado. Recomenda-se ainda que o intervalo entre as doses contra o HPV não seja superior a 12-15 meses, para que o esquema vacinal seja completado o mais prontamente, visando garantir uma elevada produção de anticorpos e a efetividade da vacinação.

Em caso de atraso no esquema de doses, mesmo ultrapassando o intervalo recomendado (12-15 meses), é necessário comparecer às salas de vacinação e se imunizar, não havendo a necessidade de reiniciar o programa vacinal. Em 2020 foram aplicadas 1.773.577,851 doses contra o HPV no Brasil. Confira abaixo a quantidade total de vacinas aplicadas no país até o momento.

1ª dose feminino

    

2ª dose feminino

 

1ª dose masculino

 

2ª dose masculino

 

2020  

2021

2020  

2021

2020

2021

2020

2021

1.402.709  

338.536

1.168.142

303.624

975.473

219.962

795.531

196.044


Maciel destaca a importância da vacinação para que a doença não evolua. “Todas as vacinas são seguras e reduzem significativamente o número de mulheres que podem desenvolver lesões precursoras do câncer do colo uterino, além da própria lesão invasora cervical e também contra verrugas, câncer de vagina, vulva, ânus e cavidade oral.”

De acordo com a médica, ainda não se sabe exatamente por quanto tempo a vacina é eficaz contra a infecção do HPV, mas, a princípio, ela não perde a capacidade de proteção com o tempo. 

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o HPV é a infecção sexualmente transmissível mais comum. Estima-se que em torno de 80% dos adultos sexualmente ativos já tenham, ao menos uma vez, entrado em contato com o vírus antes. A maioria desses indivíduos é infectado pela primeira vez com algum tipo de HPV ou mais um tipo entre os 15 e 25 anos.
 

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Saúde
31/05/2021 12:45h

O objetivo dos programas é expandir a oferta de serviços e ampliar prestação de serviços médico-assistenciais; apoiar a formação, o treinamento e o aperfeiçoamento de trabalhadores de todos os níveis

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A partir desta terça-feira (1°) instituições, associações e fundações privadas sem fins lucrativos interessadas em propor projetos no âmbito do Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (Pronon) e do Programa Nacional de Apoio à Atenção da Saúde da Pessoa com Deficiência (Pronas/PCD) devem entrar com pedido de credenciamento junto ao Ministério da Saúde.

O objetivo dos programas é expandir a oferta de serviços e ampliar a prestação de serviços médico assistenciais; apoiar a formação, o treinamento e o aperfeiçoamento de trabalhadores de todos os níveis. Além disso, a iniciativa visa promover a realização de pesquisas clínicas, epidemiológicas, experimentais e socioantropológicas.

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Os interessados podem participar de ambos os programas, caso queiram. No entanto, os requerimentos devem ser apresentados separadamente. Uma vez credenciada a um dos programas, a instituição não precisa encaminhar novo pedido. Por isso, o Ministério da Saúde disponibiliza uma ferramenta de consulta de instituições já credenciadas em cada programa, cujo acesso é recomendado aos interessados.  

Os documentos exigidos devem ser enviados por meio de ofício assinado pelo dirigente da instituição à Secretaria Executiva do Ministério da Saúde para os endereços eletrônicos dos programas: pronas@saude.gov.br e pronon@saude.gov.br.

 

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28/04/2021 04:30h

Ação irá divulgar as medidas de prevenção e controle do câncer realizadas em todo o país com objetivo de obter melhorias no SUS

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Foram prorrogadas até o dia 20 de maio, as inscrições para o 1º Prêmio Prevenção e Controle do Câncer, que irá reconhecer e dar visibilidade às experiências que se destacam pela melhoria do acesso à população e pela organização do cuidado à saúde da mulher. A ação irá divulgar as medidas de prevenção e controle do câncer realizadas em todo o país, reforçando a importância da integralidade e coordenação deste cuidado.

O objetivo é dar visibilidade ao trabalho, alcançar diferentes equipes de saúde que atuam nos estados e municípios brasileiros e trocar experiências que contribuem para melhorias no Sistema Único de Saúde (SUS).

As inscrições estão abertas desde o dia 6 de abril e ainda podem ser realizadas por equipes de saúde que compõem a rede de atenção oncológica. Para mais informações e inscrições, acesse o edital de boas práticas no site do Ministério da Saúde.

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