Voltar
Baixar áudioO feminicídio segue como um grave problema no Brasil, com a maior parte dos casos ocorrendo dentro de residências. Em Goiás, o desafio ganhou reforço com o lançamento da Operação Mulheres 2026 e de ações integradas de combate à violência doméstica.
O objetivo é unir segurança pública, políticas sociais e educação para reduzir casos de violência contra a mulher no estado. O governador Ronaldo Caiado afirmou que o enfrentamento ao feminicídio não é responsabilidade exclusiva da polícia, e requer ações no âmbito social e educativo.
“É dever dos municípios, dos poderes do Estado e da sociedade como um todo. Se não houver uma cadeia de informações, estaremos sempre diante de fatos consumados”, destacou. Segundo ele, 72% dos feminicídios são em domicílios, reforçando a necessidade de prevenção e conscientização.
Caiado enfatizou a importância de que todos denunciem os crimes, não apenas as vítimas, mas também pessoas que presenciam atos de violência. “Tem que ser responsabilidade de todas as autoridades e também o envolvimento da sociedade. Nós devemos mostrar que as pessoas têm de denunciar. Não só aquelas que estão submetidas à pressão, mas quem está vendo [o crime]”, pontuou.
O evento, que marcou o lançamento das iniciativas para a semana do Dia Internacional da Mulher (8 de março), contou com representantes de todas as forças de segurança do Estado.
Além da Operação Mulheres, foram apresentadas três frentes complementares: Operação Marias, projeto Laço Seguro e Sentinela Violeta, ferramenta de inteligência artificial pioneira no país voltada para monitoramento de violência doméstica e prevenção de feminicídios.
Para a primeira-dama e coordenadora do Goiás Social, Gracinha Caiado, proteger mulheres exige atuação conjunta. “Violência contra a mulher não se enfrenta com a ação isolada, se enfrenta com o sistema inteiro trabalhando do mesmo lado, o lado da vítima. Proteger as mulheres não é apenas uma questão de segurança pública. É uma política que precisa envolver também justiça, assistência social, oportunidade e autonomia”, enfatizou.
VEJA MAIS:
O vice-governador Daniel Vilela reforçou que as ações goianas integram uma política contínua. “Goiás não fica parado esperando que se crie uma solução para todo o país e que a gente possa absorver a solução e, só então, ofertar uma condição, uma ambiência para as mulheres no nosso estado”, afirmou.
“Todos os criminosos que foram denunciados no ano de 2025 estão presos. Não há nenhum hoje que não esteja preso. Ou seja, nós estamos efetivamente indo atrás dos criminosos a partir do momento que são denunciados”, complementou Vilela.
Operação Mulheres 2026
A força-tarefa atua em múltiplas frentes:
A operação terá fase complementar de 6 a 31 de março, reforçando ações durante o mês dedicado à conscientização sobre a violência de gênero. “Não estamos inertes. Vamos atuar de forma firme. É uma causa nacional”, frisou o secretário de Segurança Pública, Coronel Renato Brum.
O prefeito de Aparecida de Goiânia, Leandro Vilela, que também esteve presente no evento, destacou o papel dos municípios na proteção das mulheres. “Tenho certeza que vamos colher e melhorar mais os resultados em defesa da mulher”, disse.
Participaram também o defensor público Tiago Gregório e representantes das Delegacias Regionais e das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deams).
A Sentinela Violeta – plataforma de inteligência artificial lançada durante a solenidade – atua com coleta e análise de dados sobre ocorrências, vítimas e agressores. O sistema também identifica padrões de risco e emite alertas em tempo real.
O delegado-geral da Polícia Civil, André Ganga, afirmou que a tecnologia permitirá mapear áreas com maior incidência de violência e tipos predominantes de crimes.
“É um programa com inteligência artificial que vai nos trazer todo o mapeamento, tanto das vítimas quanto dos autores. Locais em que nós temos maior incidência da violência e que tipo de violência que está ocorrendo”, explicou.
A Operação Marias, também da Polícia Civil, foca no cumprimento de medidas cautelares, busca e apreensão de autores de violência doméstica e crimes sexuais, além do acompanhamento de medidas protetivas e realização de palestras de conscientização.
O projeto Laço Seguro, itinerante, promove palestras educativas sobre prevenção à violência doméstica, fortalecendo a aproximação entre polícia e sociedade e orientando a população sobre como identificar sinais de abuso e acionar as autoridades.
Copiar o texto
Baixar áudioO protagonismo feminino não se limita à celebração do Dia Internacional da Mulher, em 8 de março. Apesar das vulnerabilidades sistêmicas, as mulheres têm se destacado em diversas áreas da economia brasileira, especialmente no empreendedorismo. De acordo com o relatório técnico do Sebrae referente ao 4º trimestre de 2024, o Brasil registra 30,4 milhões de donos de negócios, dos quais 10,4 milhões são mulheres. O número, recorde da série histórica, representa um crescimento de cerca de 33% nos últimos dez anos.
Esse avanço é impulsionado por iniciativas como as do Conselho da Mulher Empreendedora e da Cultura (CMEC), ligado à Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB). O órgão atua para reduzir fragilidades estruturais e ampliar as oportunidades de liderança para mulheres empreendedoras.
Para a presidente do CMEC, Ana Claudia Brada Cotait, o primeiro passo para quem deseja abrir um negócio é a formalização. “A mulher formalizada tem um campo maior de atuação e de ganho de mercado”, afirma.
Brada Cotait destaca ainda a importância da capacitação: “Para ocupar um cargo de liderança, seja como CEO, parlamentar ou empreendedora de serviços, a qualificação é extremamente necessária”.
Embora a participação feminina nos negócios tenha registrado crescimento, o cenário ainda revela desigualdades. No 4º trimestre de 2024, as mulheres representavam 51,7% da população em idade ativa, mas apenas 34,1% dos donos de negócios. A diferença expõe fragilidades estruturais que comprometem a sustentabilidade e o crescimento dos empreendimentos liderados pelo público feminino.
Conforme relatório do Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (MEMP), apenas cerca de 25% dos recursos destinados a pequenos negócios chegam às mulheres, enquanto a maior parte das linhas de financiamento beneficia empreendimentos masculinos. A presidente do CMEC aponta a disparidade de acesso ao crédito como um dos principais entraves, o que significa menos capital para investir em estoque, inovação e profissionalização.
Nesse contexto, destacam-se também as taxas de juros cobradas das empreendedoras, que costumam ser mais altas. Estudo do Sebrae indica que as empresárias, sobretudo microempreendedoras, pagam taxas médias efetivas superiores às dos homens.
Outro desafio apontado por Ana Claudia Brada Cotait é a jornada múltipla enfrentada pelas mulheres, que, de acordo com a presidente do CMEC, reduz o tempo disponível para capacitação, networking e gestão estratégica.
Além de administrar o próprio negócio, o Instituto Rede Mulher Empreendedora aponta que 58,3% das empreendedoras são chefes dos domicílios. “Normalmente, a mulher precisa dar conta de inúmeras responsabilidades ao mesmo tempo: trabalhar, cuidar da casa e da família. Muitas são arrimo de família, mães solo que criam os filhos sozinhas. Eu mesma sou um exemplo disso”, relata a empresária.
As desigualdades raciais também atravessam o ecossistema empreendedor. O Sebrae também evidencia, em estudos, que negócios de mulheres negras tendem a ser menores, menos formalizados e com renda média inferior.
O cenário evidencia a urgência de um olhar mais atento para a trajetória profissional feminina, especialmente para o desenvolvimento do setor no país.
A deputada federal Adriana Ventura (NOVO/SP) lamenta a falta de apoio e de crédito para as mulheres no contexto do empreendedorismo. Segundo ela, é preciso que entidades se preocupem em capacitar mulheres para que não “dependam de ninguém”.
“Temos algumas iniciativas muito importantes e trabalhos de entidades sérias que realmente querem colocar a mulher onde ela merece estar, capacitá-la e dar todo o apoio necessário. Muitas vezes, a mulher vem empreender por necessidade. São várias as ocasiões em que se vê a falta de conhecimento específico, de apoio, de crédito. Por isso, é muito importante que possamos contar com entidades como a CACB, como o CMEC e tantas outras que buscam realmente inserir a mulher no mercado, para que ela possa se desenvolver, crescer, deixar situações de pobreza e passar a não depender de ninguém”, afirma.
Ventura ressalta ainda que “no mês da mulher, é primordial que todos nós pensemos na importância da mulher na formação de uma sociedade. E, para isso, o empreendedorismo é essencial”.
Brada Cotait reforça que, em 2026, é preciso consolidar os ganhos de participação feminina no setor. Da mesma forma, reduzir diferentes vulnerabilidades que limitam o avanço das mulheres. Para ela, as políticas públicas devem priorizar as seguintes frentes:
VEJA MAIS:
Copiar o texto
Baixar áudioA força feminina no campo tem protagonizado histórias de superação e autonomia em diversas regiões do país. No Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, trajetórias como as das agricultoras Joselia Sousa dos Santos e Luciana Neves, de Flores de Goiás (GO), mostram como iniciativas coordenadas pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) têm contribuído para ampliar oportunidades e gerar renda no meio rural por meio dos Polos de Agricultura Irrigada.
Aos 47 anos, Joselia Sousa dos Santos preside a Associação do Assentamento Bom Sucesso 2 e encontrou na produção agrícola uma forma de construir independência e fortalecer sua comunidade. Para ela, ser mulher e produtora rural significa enfrentar desafios diários, especialmente os financeiros e de gênero, mas também celebrar conquistas que surgem com o trabalho. “Ser uma mulher e produtora rural significa uma certa independência. É um desafio, mas eu estou à frente dele, batalhando para ter sucesso”, conta.
Joselia lembra que, no início, a falta de recursos dificultava qualquer iniciativa produtiva. Mesmo assim, decidiu seguir em frente e apostar na agricultura. Hoje, ver o projeto prosperar é motivo de orgulho. “O maior desafio que enfrentei no campo foi a questão financeira. Quando cheguei aqui, não tinha condição nenhuma para começar um projeto. O que mais me dá orgulho é ver que tudo está dando certo. Esse projeto que veio para nós e que abraçamos com muito orgulho está funcionando. Isso me deixa muito feliz”, afirma.
Para ela, a presença feminina no campo representa realização. “Eu defino a força da mulher no campo como felicidade”.
Também agricultora, Luciana Neves, de 40 anos, encontrou na produção agrícola a possibilidade de conquistar estabilidade e autonomia financeira. A atividade permitiu que ela realizasse o sonho de viver da própria produção e construir uma vida no campo. “A agricultura mudou minha vida no sentido de ter uma independência financeira”, explica.
Mesmo em um ambiente onde ainda existe resistência à presença feminina, Luciana afirma que nunca deixou que o preconceito a impedisse de seguir em frente. “Sempre existe uma resistência por eu ser mulher nesse ambiente. Mas eu nunca me deixei levar por isso. O preconceito pode existir, mas cabe a nós sabermos nos posicionar e superar essas situações”, disse.
Hoje, ela se orgulha de ver que os sonhos começaram a se concretizar, e reconhece a importância dos Polos nesse processo. “O que mais me dá orgulho é ver que, apesar das dificuldades, está sendo possível realizar tudo que eu sonhei lá atrás. Ter essa vida, morar na chácara e ter uma segurança financeira através da renda que eu consigo aqui. A participação no projeto de fruticultura ligado ao Polo de Irrigação foi fundamental para isso”, contou Luciana.
No Dia da Mulher, ela deixa uma mensagem para outras produtoras ou para quem deseja iniciar na agricultura. “Não é fácil, mas é muito gratificante quando você vê que está dando tudo certo. Desejo que todas as mulheres do campo tenham determinação para realizar seus sonhos”.
Os Polos de Agricultura Irrigada são uma iniciativa coordenada pelo MIDR, por meio da Secretaria Nacional de Segurança Hídrica (SNSH), que reúne produtores, instituições públicas, universidades e representantes do setor produtivo para impulsionar o desenvolvimento da agricultura irrigada em diferentes regiões do país.
A estratégia busca organizar e fortalecer cadeias produtivas locais, ampliar o acesso à inovação tecnológica e estimular investimentos que aumentem a produtividade e a geração de emprego e renda no campo. Atualmente, os polos atuam como espaços de articulação entre produtores e instituições parceiras, promovendo capacitação, troca de conhecimento e identificação de oportunidades para o desenvolvimento regional sustentável.
Copiar o texto
Baixar áudioBrasília (DF) sediou nesta terça-feira (3), no Royal Tulip, a 5ª edição do Women Entrepreneur Forum (WE Forum), encontro voltado ao intercâmbio e fortalecimento do empreendedorismo feminino.
A conferência apresentou cinco painéis temáticos que destacaram diversas frentes de atuação, com o objetivo de ampliar o protagonismo das mulheres em pautas estratégicas da economia global. O evento reuniu representantes de instituições nacionais e internacionais, empresárias e lideranças.
Segundo a presidente do Conselho da Mulher Empreendedora e da Cultura (CMEC), Ana Claudia Brada Cotait, a interação internacional é essencial para o avanço do setor. “É fundamental trazer CEOs internacionais para discutir assuntos com CEOs nacionais. Um evento como o WE Forum gera conhecimento, networking e parcerias. Esse é o foco: que todas as mulheres participem e saiam daqui melhores do que entraram”, destacou.
Para Monica Monteiro, presidente do capítulo brasileiro da Women’s Business Alliance do BRICS, “o evento está consolidando exatamente aquilo que sempre buscamos: caminhar em rede. Essa rede está aumentando e só tem a melhorar cada vez mais quando nos conectamos com o mundo. As mulheres precisam estar em rede, precisamos dessa nossa proteção social tanto na área financeira quanto na área de negócios.”
Carla Pinheiro, presidente do Conselho Empresarial de Mulheres da FIRJAN, ressaltou a pluralidade do encontro: “o mais legal desse evento é a diversidade, não só de pessoas, mas também de países e culturas que estão aqui representadas. A gente consegue perceber que as dores são iguais no mundo inteiro. Quando a gente fala de BRICS, tem mais similaridades ainda possíveis, então acho que essa troca é muito importante.”
Já a consultora especialista em sustentabilidade, Roseane Santos, afirmou que “o evento mexe estruturalmente com o avanço da pauta da diversidade e da inclusão da mulher”.
“O empreendedorismo sempre foi tratado como uma agenda predominantemente masculina, por razões históricas e sociais. Então cabe a gente, de uma maneira mais exponencial, comprometida e estratégica, escalar esses números em pés de igualdade, para que a gente tenha, de fato, mulheres na liderança”, complementa.
Amrita Bahr, professora de Direito do Comércio Internacional do Instituto Tecnológico do México e integrante do Programa de Cátedras da Organização Mundial do Comércio (OMC), destacou a união promovida pelo encontro multilateral.
“Esses fóruns nos dizem que não estamos sozinhas. Estamos juntas, somos um grupo muito forte, composto por especialistas, negociadoras, gestoras públicas e empresas lideradas por mulheres. Quando nos unimos, conseguimos enfrentar com mais facilidade os problemas do dia a dia.”, disse.
A conferência marcou ainda a assinatura de dois acordos de cooperação internacional, com Moçambique e Índia.
No caso de Moçambique, o entendimento foi celebrado entre o CMEC e a empresa Kumera. O projeto prevê ações de capacitação, incentivo à formalização de negócios e fortalecimento do associativismo, inspirados na experiência brasileira.
Já em relação à Índia, a parceria foi estabelecida entre a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) e a Câmara de Comércio e Indústria do país sul-asiático. A iniciativa tem como foco a troca de experiências nas áreas de inovação, inteligência artificial e educação empreendedora.
O WE Forum foi organizado pela CACB, em parceria com o CMEC, o Sebrae e a Confederação Nacional da Indústria (CNI). O evento integra a programação do Movimente 2026, iniciativa do Sebrae-DF realizada tradicionalmente em março, mês dedicado às mulheres, que busca promover a autonomia econômica e a igualdade de gênero.
A programação segue em formato digital entre os dias 4 e 6 de março, das 9h às 17h, com rodadas de negócios virtuais realizadas na plataforma ConnectAmericas.
VEJA MAIS:
Copiar o texto
Baixar áudioNo dia 3 de março, Brasília será palco do WEFORUM 2026 – Women Entrepreneurs Forum, evento internacional voltado ao fortalecimento do empreendedorismo feminino e à ampliação da presença das mulheres nos centros de decisão da economia global.
O encontro será realizado presencialmente no Royal Tulip Brasília, das 9h às 18h, e reunirá empresárias, lideranças e representantes institucionais para debater desafios e oportunidades dos negócios liderados por mulheres. A programação contará com uma plenária principal e painéis temáticos sobre liderança feminina global, além de rodadas de networking presenciais.
A agenda se estende para o ambiente digital entre os dias 4 e 6 de março, das 9h às 17h, com rodadas de negócios virtuais realizadas por meio da plataforma ConnectAmericas. A iniciativa conectará empresas lideradas por mulheres a oportunidades internacionais, ampliando o alcance e a inserção em novos mercados.
Organizado pelo CMEC (Conselho Nacional da Mulher Empreendedora e da Cultura), em conjunto com a CACB, o SEBRAE e a CNI, o WEForum integra a programação oficial do Movimente 2026, iniciativa coordenada pelo SEBRAE-DF que se consolidou como uma plataforma permanente de articulação intersetorial para promover autonomia econômica e igualdade de gênero.
A edição de 2026 conta com o patrocínio da CNA, do SENAR e da ACSP (Associação Comercial de São Paulo).
A presidente do CMEC, Ana Cláudia Badra Cotait, destaca o caráter internacional e estratégico das conexões promovidas pelo WEFORUM. “Nós trazemos CEOs internacionais para discutir assuntos em comum com CEOs nacionais. É um evento de conexão e de rodada de negócios”, ressalta.
O evento é voltado a mulheres e instituições que desejam protagonizar o futuro da economia, incluindo:
Para a presidente do CMEC, o encontro é uma oportunidade única de intercâmbio e expansão para empresárias brasileiras. “Precisamos de bons exemplos. Então, trazemos muita empresária bacana para justamente trazer novas ideias, novos contatos, fazer esse networking internacional. E você não tem ideia dos negócios que as mulheres, que participaram do WEFORUM, já fizeram depois que conheceram pessoas de outros lugares do mundo”, destaca.
As inscrições para o evento podem ser realizadas no site oficial do WEFORUM 2026.
Durante o WEFORUM 2026, será divulgada a segunda edição do Programa Mulheres Globais, iniciativa desenvolvida no âmbito do convênio entre a CNI e a ApexBrasil. O programa tem como objetivo fortalecer a presença internacional de empresas lideradas por mulheres, utilizando o e-commerce como estratégia de expansão global.
O público-alvo são empresas brasileiras exportadoras — ou potenciais exportadoras — lideradas e/ou de propriedade de mulheres, de todas as regiões do país, que estejam com situação cadastral regular e ativa na Receita Federal.
VEJA MAIS:
Copiar o texto
Baixar áudioPela primeira vez na história, uma delegação latino-americana exclusivamente formada por mulheres líderes participa de uma agenda estruturada de debates paralelos ao Fórum Econômico Mundial, em Davos. A iniciativa é liderada por Geovana Quadros, fundadora da Plataforma Mulheres Inspiradoras, maior ecossistema de alta liderança feminina do Brasil e da América Latina, em parceria com o Banco da Amazônia.
A delegação reúne executivas, empresárias e lideranças brasileiras em posições estratégicas para discutir temas como liderança, capital, sustentabilidade, governança e nova economia, conectando a perspectiva latino-americana às principais agendas globais em curso durante o Fórum.
No dia 19 de janeiro, o grupo promoveu um encontro exclusivo em Davos com um painel de debates que reuniu representantes do setor financeiro, corporativo e institucional, incluindo Banco da Amazônia, iFood e BRICS CCI Índia. O objetivo foi ampliar a presença feminina latino-americana nos espaços onde decisões globais são influenciadas e traduzir essas discussões em caminhos concretos para o Brasil.
“Estar em Davos não é sobre visibilidade, é sobre presença estratégica. A América Latina precisa estar representada por lideranças que vivem a realidade dos mercados emergentes e participam ativamente da construção das soluções globais. Essa delegação nasce com esse propósito”, afirma Geovana Quadros, fundadora da Plataforma Mulheres Inspiradoras e idealizadora da missão.
A iniciativa é assinada pelo Banco da Amazônia, parceiro estratégico da delegação, que reforça seu compromisso com a sustentabilidade, a inclusão produtiva e o fortalecimento da liderança feminina, especialmente nos territórios amazônicos. O banco tem ampliado sua atuação em programas voltados à nova economia, às finanças sustentáveis e ao desenvolvimento de mulheres empreendedoras.
“Participar dessa agenda global é uma forma de conectar a Amazônia, o Brasil e as mulheres líderes aos debates internacionais sobre desenvolvimento sustentável e impacto real”, destaca Ruth Helena Lima, executiva do Banco da Amazônia.
A Missão Mulheres Inspiradoras em Davos integra uma estratégia maior da plataforma, que é parceira da ONU Mulheres e BRICs CCI e que atua há dez anos conectando mulheres em posições de decisão, promovendo educação executiva, premiações nacionais e internacionais, missões internacionais e fóruns de alto nível no Brasil e no exterior.
Com essa iniciativa, o Brasil passa a marcar presença em Davos não apenas por meio de governos e grandes corporações, mas também por uma liderança feminina organizada, articulada e com voz ativa nos principais fóruns globais.
VEJA MAIS:
Copiar o texto
Baixar áudioA mais recente edição da Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher, realizada pelo DataSenado e pela Nexus, em parceria com o Observatório da Mulher contra a Violência, do Senado Federal, mostra que 8,8 milhões de brasileiras, 10% da população feminina com 16 anos ou mais, sofreram algum tipo de violência digital nos últimos 12 meses. Esta é a primeira vez que o levantamento, em sua 11ª edição, aprofunda o monitoramento de agressões mediadas por tecnologia, incluindo desde mensagens ofensivas reiteradas até invasões de contas e uso de imagens íntimas para chantagem.
As práticas mais comuns refletem comportamentos já naturalizados no ambiente online. O envio recorrente de mensagens ofensivas ou ameaçadoras foi a agressão mais relatada: 5% das mulheres, cerca de 4,8 milhões de brasileiras, passaram por essa situação. Também aparecem com frequência invasões de contas e dispositivos pessoais (4%) e a divulgação de mentiras nas redes sociais (4%), revelando um cenário amplo e persistente de assédio digital.
O estudo também registra aumento significativo no uso de fotos ou vídeos íntimos para chantagear mulheres: o índice dobrou em relação à edição anterior, passando de 1% para 2%. Embora pareça pequeno, esse percentual representa mais de 1,4 milhão de brasileiras submetidas a um tipo de coerção que combina violência psicológica, sexual e tecnológica.
A pesquisa evidencia que mulheres mais jovens, entre 16 e 29 anos, são as mais vulneráveis. Enquanto 10% das brasileiras afirmam ter sofrido violência digital, entre as mais jovens esse índice chega a 15%. Já o envio de mensagens ofensivas e ameaçadoras, que atinge 5% da população feminina, sobe para 9% nessa faixa etária.
Segundo Maria Teresa Firmino Prado Mauro, coordenadora do Observatório da Mulher contra a Violência, do Senado Federal, a violência digital frequentemente é praticada por parceiros íntimos, familiares ou pessoas próximas. “A tecnologia, em vez de criar um novo agressor, amplia o alcance de violências já existentes”, destaca.
Criada em 2005 para subsidiar a elaboração da Lei Maria da Penha, a pesquisa é realizada a cada dois anos e, nesta edição, ouviu 21.641 mulheres com 16 anos ou mais em todo o país. As amostras do DataSenado e da Nexus são probabilísticas, com margem de erro média de 0,69 ponto percentual e nível de confiança de 95%. As entrevistas foram feitas por telefone, fixo e móvel, com distribuição uniforme por todas as unidades da Federação.
Com mais de 20 anos de atuação, o Instituto de Pesquisa DataSenado produz estudos que subsidiam a representação parlamentar. A pesquisa integra uma série histórica iniciada em 2005 e reúne dados sobre desigualdade de gênero e violência contra mulheres. Todas as pesquisas estão disponíveis no site do DataSenado.
Criado em 2016 pelo Senado Federal, o Observatório reúne, analisa e divulga informações sobre violência de gênero no Brasil. Em parceria com o DataSenado, produz dados estratégicos que orientam políticas públicas e fortalecem o enfrentamento à violência contra mulheres.
Copiar o texto
Baixar áudioA 6ª edição do Liberdade para Empreender aconteceu nesta terça-feira (25) na capital paulista, com foco no fortalecimento do protagonismo feminino e na oferta de ferramentas práticas para equilibrar vida profissional, pessoal e digital. Com o tema “Empreender no Digital e Viver no Real: Equilíbrio é o Novo Sucesso”, o evento reuniu mulheres de várias regiões do país e estimulou novas perspectivas para quem busca crescer no mundo dos negócios.
Entre as participantes estava a empreendedora Lucimara Augusto, proprietária da Danega Conservas, de Presidente Prudente (SP). “Eu estou levando para a minha região algo de grande importância para a minha empresa, minha comunidade e minha cidade. Fazer parte deste movimento de empreendedorismo feminino com certeza me deu um grande start de que juntos somos mais fortes e levamos conhecimentos que vão nos seguir para o resto da vida”, compartilhou com a reportagem.
Já Grazielle Nogueira Oliveira, dona da Arome Almas Importadas, em Iracemápolis (SP), participou pela segunda vez do evento. “É um evento com muita tecnologia e palestras tops sobre IA. Sou muito grata em fazer parte de mais de um ano deste evento e eu estou saindo daqui com muita bagagem para poder ampliar e praticar no meu negócio”, relatou.
Para a presidente do Conselho Nacional da Mulher Empreendedora e da Cultura (CMEC), Ana Cláudia Badra Cotait, eventos como o Liberdade para Empreender desempenham papel essencial na formação e inspiração de novas empreendedoras. “São momentos que nos permitem ouvir histórias que nos impulsionam a ir além. São espaços de conhecimento que ampliam nossa visão e nos oferecem novas ferramentas para crescer. E são oportunidades valiosas de networking, onde conexões se transformam em negócios”, ressaltou.
Segundo o CMEC, as edições anteriores já impactaram mais de 100 mil mulheres e movimentaram mais de 2 mil pequenos negócios.
Entre os principais painéis e palestras desta 6ª edição se destacaram:
Também presente no Liberdade para Empreender, o presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), Alfredo Cotait Neto, avaliou que as mulheres demonstram maior empenho na liderança e na gestão de negócios no Brasil do que os homens. “As mulheres conseguem se empenhar melhor que os homens, desde o começo da instalação do seu negócio, empresa ou loja”, afirmou em entrevista ao Brasil 61.
“Na verdade, os pequenos negócios são a base da economia brasileira. Por isso é muito importante e, cada vez mais, a nossa Confederação das Associações Comerciais tem fomentado e ajudado muito esse movimento do empreendedorismo feminino no país”, ressaltou.
Cotait também defendeu que o governo amplie o olhar sobre o setor e desenvolva políticas públicas capazes de incentivar e fortalecer a atuação das mulheres empreendedoras.
Em 2002, a CACB instituiu uma rede de mulheres atuantes em diferentes setores da economia, com o objetivo de se tornar o principal espaço de conexão, desenvolvimento e fortalecimento do empreendedorismo feminino no país. Sob a liderança de Ana Cláudia Badra Cotait, essa rede expandiu sua atuação em 2019, alcançando projeção nacional e reunindo mais de 950 conselhos em todo o Brasil. A partir dessa transformação, passou a se chamar Conselho Nacional da Mulher Empreendedora e da Cultura (CMEC).
O espaço gera debates sobre grandes temas nacionais que impactam a economia, além de atuar como instrumento para que as lideranças femininas discutam seus desafios e proponham soluções para a comunidade empresarial. Uma dessas iniciativas é justamente o Liberdade para Empreender.
Presente ao evento, a presidente do CMEC Nacional, Ana Cláudia Badra Cotait, destacou a relevância crescente da mulher empreendedora para o desenvolvimento econômico. “A mulher empreendedora hoje no mercado de trabalho é importantíssima, ela agrega valor. E com certeza nós, CMEC Nacional, trazemos isso para a mulher: conseguimos capacitar, informar, conhecer e trazer a mulher para esse mercado tão importante que é o mercado de trabalho empreendedor feminino”, afirmou ao Brasil 61.
Mais detalhes estão disponíveis no site oficial do Liberdade para Empreender 2025.
Copiar o texto
Baixar áudioCom o propósito de estimular o empreendedorismo entre o público feminino, o Conselho da Mulher Empreendedora e da Cultura (CMEC) promove um dos maiores eventos voltados à inserção e gestão no modelo de governança de empresas modernas. Trata-se do Liberdade para Empreender, que está na 6ª edição e será realizado ao longo desta terça-feira (25), em São Paulo.
A programação consiste na promoção de discussões, painéis, workshops e palestras com temas relacionados. O tema escolhido para este ano é On-line/Off-line – Empreender no Digital e Viver no Real: Equilíbrio é o Novo Sucesso.
O CMEC é diretamente ligado à Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB).
A presidente do CMEC do estado do Pará, Denise Araújo, participa do evento desde a 2ª edição. Na avaliação dela, a iniciativa é vista como uma oportunidade de enaltecer o empreendedorismo feminino, mostrando o que há de mais importante nessa área.
“Esse movimento se transformou nesse grande evento, que nasceu dentro desse associativismo feminino, no empreendedorismo feminino, com certeza é muito relevante, não só para nós, mulheres do estado do Pará, mas para toda e qualquer mulher que empreende de uma maneira tradicional, de uma maneira formal ou informal. Até mesmo para aquelas que estão em transição de carreira, porque ele traz amostras reais do que acontece no mercado”, considera.
SÃO PAULO (SP): Equilíbrio entre vida real e digital guia 6ª edição do Liberdade para Empreender
Herriete Cedraz, conselheira do CMEC Bahia, também está em São Paulo para participar do evento. Mais do que presenciar, ela quis compartilhar a experiência com outras mulheres do estado nordestino, para que pudessem acompanhar de perto as ideias do movimento.
“Estou com cerca de 40 mulheres da Bahia. Este ano eu fiz questão de trazer o maior número de pessoas que eu pudesse da Bahia, para que elas entendam a dimensão que é o movimento a nível Brasil e como nós realmente estamos evoluindo. Porque, às vezes, elas se autocensuram de estarem fazendo pouco, mas aqui elas vão se perceber da forma com que elas estão sendo íntegras no comprometimento, do fortalecimento do associativismo nos seus municípios da Bahia”, relata.
O evento contará com a participação de especialistas em gestão, saúde emocional, tecnologia, longevidade e inovação. A ideia é destacar os desafios de empreender e viver no mundo digital, com foco no equilíbrio e bem-estar.
Outras figuras renomadas, como o ator, diretor e escritor Miguel Falabella, estarão presentes. Ele, por exemplo, vai tratar do tema “Protagonismo – Novas Atitudes, Velhos Valores”, com ênfase na importância de assumir um papel ativo na vida em meio às mudanças aceleradas do mundo moderno.
Outra temática abordada é Liderança Humanizada: Liderança e Criatividade, apresentada pela atriz Denise Fraga, que vai falar sobre a relevância da empatia e da escuta no ambiente de trabalho. O assunto também será comentado pela apresentadora e psicóloga Maria Paula, que vai destacar o tema “Equilíbrio das Emoções: o caminho para uma vida mais consciente, leve e potente”.
Um dos paineis, denominado “Entre Amigas”, contará com a participação da presidente Nacional do CMEC, Ana Claudia Badra Cotait; da presidente do Conselho de Administração do Magazine Luiza, Luiza Helena Trajano; e Chieko Aoki, presidente da rede Blue Tree Hotels.
Em edições anteriores, o Liberdade para Empreender impactou mais de 100 mil mulheres, conforme informações do CMEC. Além disso, mais de 2 mil pequenos negócios foram movimentados em função do evento. Para este ano, a expectativa é que, novamente, expositores de diferentes setores que oferecem produtos, serviços e oportunidades de conexão, colaborem para a expansão da iniciativa.
Copiar o textoEm 70% dos casos com testemunhas, há crianças no local, aponta pesquisa do Instituto DataSenado
Baixar áudioSete em cada dez episódios de violência doméstica acontecem na presença de outras pessoas. É o que revela a 11ª edição da Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher, realizada em 2025 pelo Instituto DataSenado e pela Nexus, em parceria com o Observatório da Mulher contra a Violência (OMV).
Entre as 3,7 milhões de brasileiras que declararam ter sofrido violência doméstica ou familiar nos últimos 12 meses, 71% relataram agressões diante de testemunhas. Em 70% desses casos, havia crianças presentes, geralmente filhos e filhas das vítimas. Mesmo assim, em 40% das situações, nenhuma testemunha ofereceu ajuda.
A pesquisa revela que, diante da violência, redes pessoais e comunidades de fé continuam sendo os principais espaços de acolhimento. Em 2025, antes de buscar ajuda junto ao poder público:
Apenas 28% registraram denúncia em Delegacias da Mulher e 11% acionaram o Ligue 180.
O recorte por religião mostra que 70% das mulheres evangélicas procuraram apoio religioso, enquanto 59% das católicas recorreram à família.
Para a antropóloga e líder de Políticas Públicas pelo Fim da Violência Contra Meninas e Mulheres do Instituto Natura, Beatriz Accioly, esses números são uma fotografia da realidade do país, em que a maior parte dos casos de violência doméstica ainda é tratada no âmbito privado.
“No Brasil, não se enfrenta de fato a violência doméstica sem a presença das comunidades de fé, que são amplamente procuradas pelas vítimas, em especial, as evangélicas. É essencial que quem acolhe — seja um familiar, uma liderança religiosa ou uma amiga — saiba orientar com clareza sobre os caminhos e órgãos responsáveis pelo atendimento, garantindo que essa mulher se sinta segura para buscar proteção e exercer seus direitos”, afirma em nota.
A falta de conhecimento sobre os mecanismos de proteção agrava o problema. Segundo o levantamento, 67% das brasileiras conhecem pouco a Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) e 11% desconhecem completamente seu conteúdo.
As mulheres mais vulneráveis — com menor renda e escolaridade — são também as que menos conhecem seus direitos. O percentual de desconhecimento da lei é de 30% entre mulheres analfabetas e 20% entre aquelas com ensino fundamental incompleto, enquanto cai para 3% entre mulheres com ensino superior completo e 4% entre as que têm nível superior incompleto.
A desigualdade também aparece na renda: entre mulheres com até dois salários mínimos, 13% desconhecem totalmente a lei, mais que o dobro do índice entre quem recebe de dois a seis salários mínimos (6%) e quatro vezes maior que entre aquelas com renda acima de seis salários mínimos (3%).
Para Vitória Régia da Silva, diretora executiva da Associação Gênero e Número, o acesso à informação é decisivo para romper ciclos de violência.
“A desigualdade no conhecimento sobre a Lei Maria da Penha e sobre os serviços de proteção mostra que ainda há um longo caminho para garantir que todas as mulheres saibam onde buscar ajuda”, ressalta em nota. “Essa pesquisa reforça a urgência de investir em informação acessível, que chegue às mulheres nas comunidades, nos territórios e nas redes que elas já confiam”, reforça.
Outro dado alarmante é a recorrência das agressões: mais da metade das entrevistadas (58%) convivem com situações de violência há mais de um ano, indicando a persistência do ciclo de abusos.
Em nota, a coordenadora do Observatório da Mulher contra a Violência do Senado Federal, Maria Teresa Firmino, destaca que “a violência de gênero não é um problema isolado, mas uma questão estrutural que afeta famílias e comunidades e exige uma resposta coletiva, coordenada e permanente, capaz de contribuir para o desenvolvimento do país”.
A Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher é o maior levantamento sobre o tema no Brasil e contribui para a atualização do Mapa Nacional da Violência de Gênero, plataforma pública criada para ampliar a compreensão sobre a violência contra mulheres no país.
Desenvolvido pelo OMV, pelo Instituto Natura e a Gênero e Número, o Mapa reúne dados de diferentes fontes, oferecendo uma visão estratégica para o aprimoramento das políticas públicas de enfrentamento à violência de gênero.
Nesta edição, foram entrevistadas 21.641 mulheres com 16 anos ou mais em todo o país. Os destaques da pesquisa estão disponíveis na página “Pesquisa Nacional” do Mapa Nacional da Violência de Gênero.
Copiar o texto