Mulheres

21/05/2022 17:10h

Cobertura de mamografias no Brasil está abaixo dos 70% recomendados pela Organização Mundial da Saúde

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A Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) recomenda a realização do exame de mama a partir dos 40 anos. A orientação é baseada em estudos que mostram que 25% das mulheres brasileiras que terão câncer de mama estarão na faixa etária entre 40 e 49 anos de idade.

Além disso, um estudo canadense, publicado pela revista científica JNCI da Oxford University Press, confirma uma redução média de 40% na mortalidade entre mulheres que fizeram a mamografia a partir dos 40 anos. 

No entanto, a cobertura de mamografias no Brasil ainda está abaixo dos 70% recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo a SBM, a cobertura média das mulheres atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é em torno de 20%, percentual que diminuiu ainda mais durante a pandemia.

Em 2021, foram realizadas pouco mais de 1,6 milhão de mamografias, na faixa etária de 50 a 69 anos, no sistema público; 15% abaixo do habitual. Mas houve uma recuperação em relação a 2020, quando foi registrada uma queda de mais de 40% na realização dos exames de mama. 

“A cobertura mamográfica no Brasil é extremamente baixa. Em um país com dimensões continentais, há diferentes dificuldades em todo o território nacional, como equipamentos inoperantes; falta de profissionais capacitados para manuseá-los; equipamentos localizados longe de cidades, com acessos difíceis; entre outras dificuldades, como a própria orientação das pacientes em relação à necessidade de fazê-los e o medo em relação ao exame”, afirma a doutora Paula Saad, mastologista e membro titular da SBM. 

A mamografia é um direito da mulher brasileira, estipulado pela Lei n° 11.664/2008. Segundo o Ministério da Saúde, existem cerca de 4,2 mil mamógrafos em uso no SUS, número considerado suficiente para o país. No entanto, a SBM chama a atenção para a má distribuição desses equipamentos, cuja grande maioria está nas grandes cidades e capitais.

Diagnóstico precoce

O Instituto Nacional de Câncer (INCA), órgão do Ministério da Saúde, estima 66.280 novos casos de câncer de mama para cada ano do triênio 2020-2022. De acordo com a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), 60% dos casos de câncer de mama no Brasil são diagnosticados em estágio avançado.

O doutor Anderson Silvestrini, oncologista da Rede D’Or, afirma que o exame de mamografia é considerado padrão ouro, por detectar o câncer de mama em mulheres assintomáticas.

“Isso é importante, porque [detectar] esses tumores iniciais de uma doença pré-maligna aumenta a taxa de cura. Aquela mulher que já tem o nódulo palpável vai fazer a mamografia também, mas a chance de ter uma doença mais avançada e que tenha que fazer diversos tratamentos é maior. Então o rastreamento com a mamografia é o padrão ouro para detectar a doença inicial.”

Autoexame

A brasiliense Elizabeth Alves, de 61 anos, descobriu que estava com câncer de mama, a partir do autoexame.

“O meu câncer eu descobri um dia deitada no chão. Levantei os braços e passei a mão em uma dorzinha que eu estava sentindo debaixo do seio direito. Quando eu vi, tinha um nódulo e isso me deixou muito preocupada. No outro dia, eu fui ao médico, que pediu todos os exames e descobriu que eu estava com câncer maligno.”

Segundo a doutora Paula Saad, o autoexame foi idealizado para o autoconhecimento do próprio corpo.

“Nós recomendamos que mulheres a partir dos 20 anos realizem o autoexame. Então, não esqueça de fazer a movimentação dos braços em frente ao espelho, palpar suas duas mamas e terminar fazendo a expressão do mamilo que é quando a gente faz aquela compressão da papila para ver se tem a saída de algum líquido. É de extrema relevância que você conheça o padrão das suas mamas, porque se houver alguma coisa diferente você vai perceber rapidamente.”

A mastologista explica que é normal sentir algumas ondulações, que são naturais da mama, por isso é fundamental conhecer o padrão do próprio corpo, para notar quando algo estiver diferente.

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Prevenção ao câncer de mama

A mastologista da SBM Paula Saad recomenda ter um estilo de vida saudável para prevenir o câncer de mama.

“A prevenção do câncer de mama tem que seguir o mote da SBM: quanto antes, melhor, justamente com foco no estilo de vida. Alimentação saudável, sem consumo excessivo de gorduras e álcool; não fumar; praticar exercícios físicos diariamente; controle de peso e ir ao mastologista periodicamente adotando uma rotina de saúde preventiva, uma consciência que ainda falta na saúde pública do Brasil”, orienta.

O oncologista Anderson Silvestrini afirma que a obesidade aumenta o risco de câncer de mama.

“O câncer de mama está relacionado em parte com o ganho de peso e a obesidade. A obesidade traz um processo inflamatório no corpo e leva à transformação de gordura periférica em hormônio feminino e esse hormônio feminino pode estimular as glândulas mamárias a se transformarem em uma neoplasia”, alerta.

Segundo o oncologista, o câncer de mama é multifatorial. “De 5% a 10% [dos casos] tem uma base de mutação genética, que aumenta o risco, e a outra parte tem vários fatores, que vão desde aquela mulher que não teve filhos, que ciclou várias vezes. Essa variação hormonal aumenta o risco. O uso de hormônios como um todo aumenta um pouco o risco também. O tabagismo e a obesidade aumentam um pouco o risco”, explica.

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15/05/2022 18:50h

Com taxas de juros diferenciadas, Banco da Amazônia quer ampliar acesso das mulheres ao crédito

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Quase metade dos empreendedores no Brasil são mulheres. Segundo dados do Relatório de Empreendedorismo no Brasil 2020, da Global Entrepreneurship Monitor (GEM), elas são 48%. Mas a maior parte delas, 55%, empreende por necessidade, segundo levantamento do Sebrae. As mulheres também têm menos propensão a tomar empréstimos. Durante o ano de 2020, enquanto 54% dos empreendedores buscaram crédito, apenas 45% delas contrataram operações. 

“Quando o assunto é crédito e empreendedorismo feminino, observamos que as questões culturais são fortes. Tanto do lado de fora do balcão, das mulheres empreendedoras que pedem o empréstimo, quanto do lado de dentro do balcão dos bancos, das instituições financeiras que oferecem”, pondera a coordenadora nacional de empreendedorismo feminino do Sebrae, Renata Malheiros. 

Sensível a essas questões culturais, o Banco da Amazônia (Basa) lançou o programa “Amazônia pra Elas”, um dos braços do programa do Governo Federal chamado Brasil pra Elas. A ideia é estimular o empreendedorismo entre as mulheres. Somente em 2022, o banco já atendeu mais de 1.582 mulheres e investiu cerca de R$ 5,67 milhões somente em ações para fortalecer o empreendedorismo feminino. 

Uma das empreendedoras que tomou o empréstimo no Basa foi Valéria Soares, 35 anos, moradora de Candeias do Jamari (RO). Ela atua no ramo de modas há mais de 10 anos, mas no período da pandemia enfrentou dificuldades. “Quebrei porque vendia muito fiado. Chegou num ponto que ninguém me pagou mais e fiquei devendo mais de 20 fábricas”, recorda. 

Com filhos pequenos para sustentar, Valéria encontrou a saída por meio de um empréstimo específico desenvolvido para grupos de mulheres pelo Banco da Amazônia. Em 2020, ela contratou um crédito de R$ 8 mil na modalidade de aval solidário, em que uma empreendedora fica co-responsável pelos pagamentos das operações das demais. Os grupos podem ser formados por até sete pessoas.

"Às vezes, a pessoa pode pensar que é pouco, mas não se torna pouco quando você sabe fazer acontecer: desde que você pegue para você fazer girar e fazer dinheiro”, recomenda Valéria. Ela usou o valor emprestado para alavancar seu negócio. Comprou mercadoria, montou uma nova loja e conseguiu multiplicar seu investimento com um faturamento de R$ 25 mil em vendas. Com isso, pagou fornecedores e se restabeleceu. Hoje, já tem planos de investir em uma nova loja de roupas com um perfil mais popular. 

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Sônia Maria Farias, dona de um restaurante em Belém, atua há 10 anos neste ramo.  Há sete anos, formou um grupo de quatro mulheres para o aval solidário e começou a trabalhar com apoio de recursos do Basa por meio do Programa Amazônia Florescer. O primeiro empréstimo foi de R$ 1 mil. “Eu tinha um ponto muito pequeno, era na minha casa e trabalhava apenas com lanches. Hoje tenho um ponto muito maior e já expandi meus negócios. Com o apoio de mulheres, aprendi a me planejar, investir”, afirma Sônia.

Acesso ao crédito

As operações de crédito são feitas com taxas mais baixas e os pagamentos podem ser feitos em até 24 meses. O crédito é destinado a grupos de micro e pequenas empreendedoras para investimentos, compras de insumos e mercadorias, pequenas reformas e ampliações. Com taxas fixas, o prazo para pagamento varia de 12 a 24 meses.

A Gerente de Planejamento do Banco da Amazônia, Márcia Mithie, explica que as mulheres podem recorrer ao crédito com taxas de juros diferenciadas até 30 junho. Na carteira do microcrédito, as mulheres são 58% dos empreendedores atendidos pelo Basa. Em 2021, o banco contratou R$ 121 milhões em microcrédito. “Para 2022, o Banco da Amazônia tem a meta de contratar R$ 411 milhões e ampliar para 60%, no mínimo, para atender as mulheres empreendedoras nesse programa”, adianta Mithie. 

O Amazônia pra Elas inclui o Amazônia Florescer pra Elas, um produto de microcrédito urbano modelado para mulheres com taxas de juros reduzidas, a 2,28% ao mês. O Basa lançou a proposta em maio. “Muitas vezes, as mulheres são a base da casa, da família e das finanças também. Então, nesse contexto, precisa de um olhar diferenciado para esse papel da mulher e é isso que o Banco da Amazônia vem fazendo, não somente lançando agora as taxas diferenciadas, mas também modelando produtos para que atendam, apoiem, engajem e que promovam o empreendedorismo feminino”, defende a gerente Márcia Mithie. 

O Amazônia pra Elas tem ações planejadas até março de 2024. Além de taxas diferenciadas, o programa prevê uma premiação para mulheres empreendedoras, edital de patrocínio e campanha de enfrentamento à violência doméstica e familiar. 
 

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07/05/2022 17:42h

MP que visa estimular a empregabilidade entre mulheres e jovens libera recursos do FGTS para custeio de creches e capacitação

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Às vésperas do dia das mães, o governo federal lançou incentivos que soam como presente para muitas mulheres. No dia 4 de maio, foi assinada a Medida Provisória 1116/2022 que cria o programa Emprega + Mulheres e Jovens. Por meio do pacote de incentivos, o governo federal espera criar melhores condições para que mulheres possam participar do mercado de trabalho com condições mais favoráveis após a licença maternidade.

O pacote de medidas abarcadas pela MP vão desde a possibilidade do pagamento de creches por meio de recursos do FGTS até a utilização de verbas do Fundo para que mulheres possam investir em sua formação profissional por meio de cursos. “É uma medida positiva que favorece as mulheres, especialmente neste período em que se vive orçamentos apertados, queda na renda, desemprego, alta na inflação e na queda de juros”, observa o economista César Bergo.  

O especialista pontua que o dinheiro do FGTS pertence ao trabalhador e que as oportunidades de saque são positivas uma vez que a rentabilidade do fundo é menor do que o da poupança. “O recurso pode ser usado para evitar o pagamento de juros ou mesmo ser direcionado a aplicações mais rentáveis”, defende Bergo. Ele alerta que é preciso planejamento e educação financeira, pois gastar o recurso hoje significa não tê-lo mais acumulado logo mais a frente. 

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Empregabilidade 

A MP objetiva estimular o emprego entre as mulheres, entre as cláusulas, estão a preferência por trabalho remoto para famílias com crianças pequenas e redução de jornada de trabalho, criação de bancos de horas e antecipação de férias. Para estimular a adesão ao programa, o governo vai conceder às empresas o “Selo Emprega + Mulher”. 

As medidas também podem ser aplicadas a pais e a famílias que adotaram filhos. “Essas medidas vão poder ser adotadas para os homens, para que eles apoiem em casa. A mulher vai ficar mais livre para realizar suas atividades e o homem vai exercer de forma mais flexível suas atividades de país", acredita a secretária adjunta do Ministério do Trabalho, Tatiana Severino de Vasconcelos.

A publicitária Aline Parada, de 38 anos, ficou animada com a novidade. Ela deu à luz a seu primeiro filho durante a pandemia. Com o trabalho remoto, pode acompanhar o crescimento mais de perto. “Essa possibilidade de uma criação muito mais leve, sem pressa de chegar do trabalho, pegar o filho na creche, vir pra escola, dar comida de forma rápida, dar o banho, ir dormir… Ficou um um relação mais leve, mais próxima, criando vínculos e lembranças. Essa foi uma coisa boa que tiramos desse tempo. Então, poder continuar assim vai ser uma ótimo”. 

O gestor de Recursos Humanos Elcio Paulo Teixeira, CEO da Heach Recursos Humanos, considera que as assimetrias históricas entre homens e mulheres no mercado de trabalho ainda existem, mas as mulheres estão se destacando cada vez mais. “Quando há medidas que, de alguma forma fornecem auxílio, seja para a qualificação, ou seja, para a estrutura, como essa MP, é um grande avanço para que as mulheres consigam dar passos ainda mais largos em direção à Conquista de um espaço adequado e que elas merecem dentro do mercado de trabalho”, avalia Teixeira. 

A doutora em economia, Amanda Aires, pontua que a MP tem impacto positivo sobre a economia. “Essa flexibilização tende a colocar mais mulheres em busca de emprego e mais mulheres que busquem empregar mulheres. Além disso, esse saque do FGTS favorece para que mais dinheiro seja colocado na economia e para que a gente tenha aí um pagamento de dívidas que é sempre algo importante, além de desafogar o orçamento de boa parte das mulheres”, considera Aires. 

Jovens 

Parte da MP é voltada para emprego de jovens.  Ela amplia o tempo máximo de contrato do jovem aprendiz de dois para três anos. No caso de aprendizes de 14 anos, o contrato pode ser de quatro anos para que o jovem tenha a possibilidade de ser contratado quando atingir 18 anos. 

Segundo o secretário executivo do Ministério do Trabalho e Previdência, Bruno Dalcomo, a medida prevê aumentar as oportunidades e ocupar o déficit de jovens aprendizes nas empresas. “Se você pegar todas as empresas que deveriam cumprir uma cota, muitas vagas seriam dedicadas. No entanto, dentro de um universo de um milhão de vagas, cerca de 50% efetivamente está ocupada. Em teoria as empresas deveriam estar contratando mais 500 mil aprendizes, mas não estão.”, pontuou. Com a MP, a expectativa é que as empresas tenham estímulos para a contratação desses jovens aprendizes. 
 

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06/04/2022 12:03h

Preconceito, disponibilidade de tempo, gestão da vida familiar e pouca informação sobre crédito são algumas das barreiras para o empreendedorismo feminino

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Se empreender é um desafio, para as mulheres é ainda maior. Isso porque, além das atividades profissionais, as mulheres dedicam, em média, 21,5 horas semanais para cuidados com a casa e os filhos; enquanto os homens empregam 11 horas nessas atividades. O dado é do IBGE. 

Para desenvolver a carreira, muitas vezes as mulheres sentem culpa pela necessidade de se afastar da casa e dos filhos. Essas são situações culturais e, na opinião da coordenadora nacional de Empreendedorismo Feminino do Sebrae, Renata Malheiros, podem ser trabalhadas. 

“Nós atuamos tanto com o desenvolvimento de competências técnicas necessárias quanto com planejamento, finanças, marketing. Mas a gente trabalha também com o desenvolvimento das competências socioemocionais que, muitas vezes, nós mulheres somos prejudicadas pela própria cultura enraizada em cima de preconceitos. E a gente muda isso com diálogo, a gente muda isso com redes”, sustenta.  

Quem se beneficiou com as trocas nos grupos promovidos pelo Sebrae foi Roberta Azevedo, dona de um restaurante em Brasília. Há seis anos ela atua no ramo alimentício e, há dois, abriu o restaurante. “No início eu era muito inexperiente. Estou envolvida com grupos de empresárias, empreendedoras mulheres. Nós nos reunimos, fazemos viagens, participamos de missões empresariais e temos esse apoio uma das outras e também uma das é uma uma iniciativa também foi uma e que está vinculado ao Sebrae/DF”, relata. 

Nutricionista, ela conta que o propósito de sua empresa é entregar comida sustentável para seus clientes. Por isso, dá preferência a produtores e produtos da região onde tem o empreendimento. “Eu comecei a empreender por uma necessidade de compartilhar e levar até as pessoas aquilo que eu acredito de transformação alimentar. Percebi que esse meu desejo era um nicho de mercado crescente de pessoas mais conscientes com alimentação, buscando novas alternativas para equilíbrio e saúde”, diz Roberta. 

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Trilhas de Conhecimento

Para reunir iniciativas como o Sebrae Delas, o Programa de Apoio à Competitividade das Micro e Pequenas Indústrias (Procompi), da CNI, além de créditos em bancos, o Governo Federal lançou em março o programa Brasil pra Elas. Um portal digital que reúne as várias etapas para o empreendedorismo, focado na atuação de mulheres. 

Para a secretária Especial de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia, Daniella Marques, o empreendedorismo feminino é fundamental na retomada da economia. Apesar de dinheiro não ter “carimbo, cor, ideologia ou sexo”, Marques defende que é importante a particularização das ações. “a gente vai ter um olhar mais sensível à questão do empreendedorismo feminino”, diz. 

O plataforma Brasil pra Elas é uma forma de as mulheres ganharem tempo, uma vez que as informações necessárias para empreender estarão reunidas em um só lugar. “Lá a mulher pode entender se ela quer começar a empreender. Serve para buscar ideias, algum curso, ver se ela precisa de apoio de crédito, então ela consegue fazer o link para os programas dos bancos públicos”, enumera a subsecretária de Desenvolvimento das Micro e Pequenas empresas do Ministério da Economia, Carolina Busatto.

Carolina ainda pontua que o programa e as discussões de seus comitês são oportunidades de olhar para as demandas específicas das mulheres. “Pensar em espaços que sejam favoráveis às crianças, à vagas em creches, em contratos que sejam feitos na linguagem que seja acessível a todos”, exemplifica. 

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04/04/2022 02:08h

O empreendedorismo por necessidade é o mais comum entre elas

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Cerca de 10,1 milhões de mulheres empreendem no Brasil, em 2022, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad). Contudo, mais da metade das mulheres começam um negócio por necessidade. A confeiteira Raiane Wentz é uma delas. Há um ano, no batizado do filho, a brasiliense mostrou para os convidados suas habilidades com bolos e doces. 

Começou ali uma possibilidade de transformar o amor pela culinária em renda. A formação universitária em comunicação a ajudou a criar um perfil no instagram para expor os produtos, mas faltava conhecimento em confeitaria. Aos poucos foi fazendo cursos on-line, procurou o Sebrae e foi se profissionalizando. 

“Comecei sem saber ponto de recheio, ponto de brigadeiro, então muita coisa deu errado nesse processo”, conta. Em outubro, começou a se profissionalizar e fazer cursos pela internet e também no Sebrae. “Hoje meus bolos são mais bonitos. Sonho em ser uma confeiteira conhecida e ter empregados”, diz. 

Para mulheres como Raiane, o Governo Federal desenvolveu o programa Brasil pra Elas. A iniciativa, lançada no dia 8 de março, reúne a participação de diversas organizações (públicas, privadas, da sociedade civil) em uma única plataforma: www.gov.br/brasilpraelas. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) é um dos parceiros e participa do conselho da organização, que deve se reunir ainda em abril. “A CNI é um parceiro importantíssimo para ajudar a introduzir essas mulheres no mercado e a dar vazão para seus negócios”, considera a subsecretária de Desenvolvimento das Micro e Pequenas empresas do Ministério da Economia, Carolina Busatto.

Por meio do portal, as mulheres podem iniciar uma trilha de formação que vai desde a área técnica até a tomada de crédito. “O governo espera muito que as mulheres tenham as condições para atingir essa liberdade financeira com total capacidade de escolher o espaço que elas podem ocupar na sociedade”, diz Busatto. Para ela, a atividade econômica das mulheres aquece a economia e beneficia diretamente suas famílias e a comunidade próxima.

“As mulheres são as grandes shoppers, responsáveis por 80% da decisão de compra, mas respondem apenas por 20% das operações de crédito”, compara Busatto. A iniciativa Brasil pra Elas conta com apoio de instituições bancárias e procura simplificar o crédito para uma linguagem que seja acessível para as empreendedoras.

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Pobreza menstrual: falta de absorventes prejudica saúde física e atrapalha mulheres na escola e no trabalho

A maior parte das empreendedoras brasileiras atua no setor de serviços, em áreas como alimentação. Para Busatto um dos desafios do programa é capacitar mulheres sobre possibilidades de empreender em outros ramos como o de tecnologia. “A ideia é trazer para o centro da discussão como que a gente apoia as mulheres a ocuparem os espaços que elas quiserem na sociedade e terem e atingirem liberdade econômica e individual para isso”, conclui. 
 

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Saúde
17/03/2022 04:30h

Programa de Proteção e Promoção da Saúde Menstrual, regulamentado na última semana, cria estratégias para combater o problema que afeta a saúde de de 5,6 milhões de brasileiras

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As mulheres menstruam pela primeira vez, em sua maioria, entre 12 e 15 anos. Passam entre 3 e 7 dias de cada mês com sangramentos. Isso ocorre até a menopausa, que chega por volta dos 50 anos. Para conseguir manter a rotina de higiene, elas precisam ter acesso a, pelo menos, seis absorventes menstruais por dia durante o período menstrual. Entre os descartáveis, a unidade sai em torno de 30 centavos, o que significa um gasto aproximado de R$ 12,60 para uma mulher que passa sete dias menstruada.

Para oferecer absorventes a mulheres que não possam comprá-los, no Dia Internacional da Mulher (08/03), o presidente da República, Jair Bolsonaro, publicou decreto com a  regulamentação do Programa de Proteção e Promoção à Saúde Menstrual, após vetar trechos da lei que criava o programa. A lei que prevê estratégias para combater a precariedade menstrual entre mulheres em condições de vulnerabilidade foi aprovada pelo Senado em outubro de 2021, mas seis trechos foram vetados pelo presidente sob a justificativa de falta de previsão de fontes de custeio ou medidas compensatórias, conforme preconiza a Lei de Responsabilidade Fiscal. Além disso, na ocasião, o presidente justificou que a medida feria a autonomia das unidades de ensino. No último dia 10 de março, o Congresso Nacional derrubou os vetos do presidente Bolsonaro aos trechos da lei que cria o Programa de Proteção e Promoção da Saúde Menstrual.

“Foi um dia histórico para a bancada feminina do Congresso, da qual eu faço parte. A derrubada do veto sobre o assunto pobreza menstrual foi de extrema importância para as mulheres que vivem em vulnerabilidade social, principalmente, as estudantes que não têm acesso a esse item”, comentou a deputada federal Aline Gurgel (Republicanos/AP). 

Entre os senadores, 64 votaram pela derrubada dos vetos e um foi favorável à manutenção. Entre os deputados federais, 425 manifestaram a discordância com os vetos do presidente e 25 votaram pela continuidade dos vetos.

Com a derrubada do veto estima-se que o programa irá atender cerca de 5,6 milhões de meninas e mulheres. O decreto do governo era menos abrangente: deve contemplar pouco mais de 3 milhões de meninas e mulheres. Beneficia apenas as meninas e mulheres que estão em situação de rua, aquelas de 12 a 21 anos que cumprem medidas socioeducativas e estudantes de 9 a 24 anos de idade matriculadas em escolas que integram o programa Saúde na Escola. Para a execução do programa, o governo destinou R$ 130 milhões. 

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Perfumaria

Foto: Pablo Valadares / Agência Câmara

A deputada federal Aline Gurgel explica que, atualmente, os absorventes menstruais são classificados como item de perfumaria, o que acaba onerando o preço final do produto por conta da taxação de impostos. Por isso, a deputada defende que os absorventes devem ser considerados como itens de cesta básica. 

A deputada apresentou o PL 2946/2021 que propõe a alteração das alíquotas de PIS, PASEP e COFINS para absorventes. "Alem de baratear o custo, a medida facilitará a questão de repasse do item pelo Governo Federal. O governo doa o que é básico. Considerando os absorventes assim, poderá facilitar o processo de transferência para tantas brasileiras que precisam", argumenta.

O que é pobreza menstrual?

Num país em que 28 milhões de pessoas vivem abaixo da linha da pobreza, segundo estudo da FGV Social, a compra de absorventes fica em segundo plano, o que expõe as mulheres a condições ainda mais vulneráveis. 

A oficial de Programa para Segurança de Insumos em Saúde Sexual e Reprodutiva do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) Brasil, Nair Souza, defende que a pobreza menstrual denuncia problemas de ordem econômica, social e educacional. Ela pondera que, além do absorvente, é fundamental que quem menstrua tenha acesso a recursos básicos como água para higiene. “A privação de acesso a esses elementos pode afetar a saúde, a mobilidade, a dignidade dessas meninas e adolescentes”, assegura.

Estudo realizado pela UNFPA e pelo Unicef mostrou que cerca de 713 mil meninas não têm banheiro com chuveiro ou sanitário em casa, 900 mil não dispõem de água encanada e 6,5 milhões de brasileiras vivem em casas sem ligação com a rede de esgoto. “Do ponto de vista da saúde emocional, a urgência de boas condições para o cuidado da saúde menstrual pode vir a causar desconforto, insegurança, estresse. Além de contribuir pra aumentar a discriminação dessas meninas que menstruam e causar sentimentos de baixa autoestima. Portanto, a pobreza menstrual também resulta em sofrimento psíquico”, expõe Nair Souza. 

Saúde em risco

No livro “Presas que menstruam", a jornalista Nana Queiroz conta que as internas do sistema carcerário costumam utilizar miolo de pão velho no lugar do absorvente menstrual. Além dessa técnica, a colocação de farinhas, panos absorventes ou papel higiênico também são usadas para a contenção do fluxo. A ginecologista  Giane Cezimbra alerta que técnicas como essas colocam a saúde das mulheres em risco. “A utilização de materiais ou objetos inadequados para conter o fluxo menstrual aumenta a chance de infecções urogenitais, como candidíase e infecções urinárias. A mulher também pode sofrer com alergia e irritação local, que causam coceira intensa e desconforto. Materiais inadequados também podem ferir a genitália”, alerta a médica. 
 
O relatório Pobreza Menstrual no Brasil mostrou que 4 milhões de meninas sofrem alguma privação para lidar com a rotina escolar durante o período menstrual. “Desde a falta de papel higiênico, à falta de um banheiro adequado com pia, sabão, tranca para privacidade”, explica Luiza Leitão, oficial do Programa de Cidadania dos Adolescentes do Unicef no Brasil. 

“Uma mulher com fluxo intenso carente de um material absorvente adequado precisará ir ao banheiro a cada uma hora, no mínimo. Sendo assim, não será possível realizar as tarefas básicas do cotidiano, como, por exemplo, trabalhar e estudar, o que pode gerar sintomas de ansiedade e até depressão”, contextualiza a mestre em Fármacos e Medicamentos Juliana Penso. 

Para Luiza Leitão, da Unicef, o assunto ainda é um tabu na sociedade. “Ter acesso a absorventes é um direito básico para atender a uma situação regular na vida de pessoas que têm útero”, defende. 
 

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13/03/2022 04:00h

O Março Amarelo chama atenção para a doença e para a importância do tratamento. Segundo os médicos, a endometriose pode dificultar a gravidez e atrapalhar nas tarefas do dia a dia

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Assim como acontece em todos os meses do ano,  março chama atenção para uma doença que atinge várias mulheres, a endometriose. Segundo uma pesquisa realizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o distúrbio pode atingir até 10% da população feminina do Brasil. 

A endometriose é causada pelo acúmulo, em outras partes do corpo, de células que estão localizadas na parte interna do útero, chamado de endométrio, que são eliminadas durante a menstruação. Geralmente, esse acúmulo acontece em regiões como ovários, bexiga e intestino. 

Segundo o médico ginecologista Marcos Travessa, não se sabe as causas da doença, existem diversas hipóteses e que uma cólica forte pode ser um dos sintomas que ajudam na identificação da endometriose. 
“Dentre os sintomas mais frequentes, aquele que faz a gente acionar o sistema de alerta, está a cólica menstrual de forte intensidade. Ou seja, não é normal. É aquela cólica menstrual que a mulher fica incapacitada em uma cama, que vai a escola e precisa ir na enfermaria, que precisa faltar a faculdade e o trabalho. Com isso, eu não quero dizer que toda mulher que tenha esse quadro seja portadora da endometriose, porém, toda mulher que tem esse quadro merece ser investigada para que seja afastada ou confirmada a doença.  E caso seja confirmada,  tratada de forma adequada e precoce. ”

A terapeuta especialista em fitoterapia e ginecologia natural Ariane Steffen, de 47 anos, sofre com esses sintomas.  A moradora de Barueri, São Paulo, disse que a princípio era assintomática mas, ela se deparou com a dificuldade para engravidar. Ariane tentou por quase três anos ter uma criança e após passar por uma cesária, começou a conviver com as dores. “O diagnóstico só veio 12 anos depois do primeiro sintoma. E o protocolo proposto a partir disso foi a cirurgia e o bloqueio da menstruação."

A terapeuta conta que optou não operar e começou a tomar remédios. Mas ela disse que o tratamento causou vários efeitos colaterais, como inchaço, ganho de peso e depressão. Depois de estudar sobre hormônios e o próprio corpo, ela conseguiu controlar a doença. 

“A alteração na dieta e o consumo de água foram as principais [mudanças]. Porque, até então, o intestino não funcionava bem e quando ia aos médicos, ninguém me perguntava se eu tomava água. Quando passei a mudar meus hábitos, comecei a perceber essas melhoras e as dores diminuíram." 

Hoje, depois da luta contra a doença, Ariane conta sua história em uma página nas redes sociais chamada:  A Endometriose Sem Censura. O objetivo dela é ajudar outras mulheres que passam pela  mesma situação.

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Tratamentos

Entre os principais tratamentos estão a interrupção do ciclo menstruação com remédios e cirurgias. Porém, é sempre recomendado o acompanhamento de médicos especializados.

Segundo o Ministério da Saúde, o Sistema Único de Saúde oferece dois tipos de tratamento, o clínico, que neutraliza o estímulo hormonal, proporcionando uma melhora nos sintomas da doença, além do uso de remédios para dor. E o cirúrgico, que é indicado para os casos mais graves e que não tenham tido melhora com os medicamentos hormonais.
 

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11/03/2022 17:50h

O podcast Giro Brasil 61 faz uma seleção dos principais fatos e acontecimentos noticiados pelo Brasil61.com durante a semana

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Neste episódio (11), o podcast Giro Brasil 61 comenta os assuntos que estiveram em alta durante a semana. 

Em 8 de março, celebramos o dia das mulheres, e lembramos a busca pelo cumprimento de direitos básicos. O impacto da Guerra na Ucrânia sobre o abastecimento de trigo e a alta no preço. O adeus a Orlando Brito, um dos maiores fotojornalistas do País. A obrigação do prefixo 0303 para empresas de telemarketing e a Síndrome da Gaiola, que pode afetar as crianças na volta às aulas presenciais. 

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09/03/2022 13:30h

As ações foram realizadas em 26 estados e no Distrito Federal e contam com a coordenação do Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Operação Resguardo 2, mais uma ação de combate à violência contra a mulher, prendeu mais de 5.700 pessoas e atendeu mais de 53.500 mulheres vítimas de violência. As ações foram realizadas em 26 estados e no Distrito Federal e contam com a coordenação do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

A Operação, que acontece desde o início de fevereiro, foi encerrada nesta terça-feira, 8 de março, Dia Internacional da Mulher.

Os policiais civis realizaram quase 45 mil diligências, apuraram mais de 9.500 denúncias, resgataram mais de 720 vítimas e realizaram cerca de 2.500 palestras. A ação aconteceu em mais de 3.260 municípios.

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MJSP lança chamamento público para financiamento de projetos voltados a prevenção de violência contra vulneráveis

A Operação Resguardo contou com a parceria do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), responsável pelos canais de denúncias de violências – como o Disque 100 ou Ligue 180. 

Ainda no Dia Internacional da Mulher, o Ministério da Justiça e Segurança Pública publicou edital que destina R$ 10 milhões para financiar projetos voltados para a prevenção à violência contra mulheres, crianças, adolescentes e idosos.

Além das ações intensivas de segurança no enfrentamento à violência contra a mulher, a Pasta investiu em cursos de qualificação de agentes das forças de segurança federais e estaduais que atuam no atendimento às vítimas de violência. Somente em 2021, aproximadamente 26 mil agentes foram capacitados.

Para 2022, o Ministério tem previsão de investimentos de R$ 18 milhões em cursos de capacitação de agentes de segurança. 
 

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08/03/2022 03:00h

Serão destinados R$ 10 milhões do Fundo Nacional de Segurança Pública para ações de boas práticas desenvolvidas por forças estaduais e municipais

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O Ministério da Justiça e Segurança Pública vai destinar R$ 10 milhões para financiar projetos voltados para a prevenção à violência contra mulheres, crianças, adolescentes e idosos. O edital de chamamento público foi divulgado nesta terça-feira (8) no Diário Oficial da União.
 
A ideia é selecionar projetos estaduais e municipais voltados para a prevenção à violência e à criminalidade contra vulneráveis. Os trabalhos de boas práticas deverão ser desenvolvidos e apresentados pelas Polícias Militares, Polícias Civis, Bombeiros Militares e Guardas Municipais de todo o país. O financiamento será por meio do Fundo Nacional de Segurança Pública.
 
O edital é uma das ações desenvolvidas pela Secretaria Nacional de Segurança Pública com foco na prevenção à violência e à criminalidade contra mulher, criança, adolescente e idoso. “O incentivo, o investimento e o trabalho integrado das forças de segurança do país no combate à violência, principalmente de grupos vulneráveis, irão auxiliar o Ministério na proposição de políticas ainda mais eficientes”, destacou o ministro Anderson Torres.
 
Para o financiamento, serão selecionados 50 projetos, sendo que somente cinco poderão ser contemplados com até R$ 2 milhões cada um. Os outros 45 ficarão em bancos de projetos da Senasp por até dois anos, sendo prorrogável por igual período. Se mais recursos forem realocados, mais projetos poderão ser selecionados.

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O cadastramento das propostas deverá ser feito a partir do dia 22 de março, na Plataforma +Brasil, portal de convênios do Governo Federal. O prazo final de encaminhamento é 12 de abril. A partir disso, uma equipe técnica do Ministério da Justiça e Segurança Pública vai avaliar as propostas encaminhadas pelos órgãos. O resultado será anunciado no dia 24 de novembro de 2022.

Para mais informações, acesse o edital aqui
 

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Brasil 61