Mulheres

20/10/2021 13:05h

A ginecologista dra. Denise Yanasse dará mais detalhes sobre este assunto

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O Cisto é uma estrutura, que muitas vezes parece uma pequena bolinha, com líquido no seu interior. Isso é diferente de um nódulo, que tem uma estrutura com conteúdo sólido no seu interior. Na maioria das vezes esse cisto é identificado por exame de ultrassom e geralmente é benigno.

Cistos benignos do ovário:

  • Cisto folicular: cisto formado por um folículo, que nada mais é que o local onde o ovulo vai se desenvolver no ovário
  • Cisto de corpo lúteo: formado após a ovulação
  • Cisto hemorrágico: cisto com conteúdo de sangue, formado geralmente após a ovulação quando o rompimento ocorre muito próximo a um vaso sanguíneo
  • Cistos dermoides ou teratomas: são compostos de células germinativas e podem dar origem a qualquer parte do corpo, podendo ter no seu interior pedaços de dente, cabelo, pele...
  • Endometrioma: formado a partir da implantação de células endometriais no ovário, na endometriose

Quando suspeitar de um cisto maligno ou câncer de ovário, observar alguma características como presença de conteúdo sólido dentro do cisto, irregularidade, muitos vasos sanguíneos, presença de septos, dentre outras. Em especial as mulheres que tem fatores de risco para câncer de ovário como: idade (pós menopausa), antecedente de câncer de mama, familiar com câncer de ovário, mama, intestino grosso ou reto. Existem muitos tipos de cistos de ovário com comportamentos e evoluções diferentes. Se tiver um cisto de ovário, procure um médico ginecologista.

CONTEÚDO PARA EMISSORAS DE RÁDIO: Nesta edição, você pode utilizar três áudios sobre o tema:

  1. Benignos
  2. Maligno
  3. Outros cistos benignos

Para saber mais, assista ao vídeo do Dr. Ajuda sobre o assunto. 

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13/10/2021 18:30h

Relatório de Progresso do Plano de Ação para o Avanço das Mulheres na Indústria de Mineração mostra que 15% da força de trabalho na indústria mineral é composta por mulheres, um crescimento de 2% na comparação com 2020

Realizado pela Women in Mining Brasil (WIM Brasil), o primeiro Relatório de Progresso do Plano de Ação para o Avanço das Mulheres na Indústria de Mineração mostra que 15% da força de trabalho na indústria mineral é composta por mulheres, um crescimento de 2% na comparação com 2020. Além disso, a presença feminina em Conselhos Executivos está em 11%, enquanto em Conselhos Administrativos, esse índice é de 16%. 

O relatório teve a coordenação e construção da consultoria EY e conta com dados colhidos em janeiro de 2021 junto a 16 empresas signatárias do WIM Brasil, movimento que atualmente reúne 26 integrantes. O levantamento avalia quatro pilares: Estratégia e Oportunidades de Carreira, Ética e Autonomia, Desenvolvimento e Capacitação, Impacto Social. 

“Este é um processo de amadurecimento. As mulheres representam mais de 50% dos cérebros e talentos do país, mas ainda não alcançam um quinto de representação nas empresas mineradoras, sendo que em cargos de liderança os números são mais tímidos. O WIM enxerga que há avanços e iniciativas em curso que são exemplos de inclusão e diversidade, mas precisamos caminhar rumo a um cenário de maior representatividade no setor”, analisa a presidente do WIM Brasil, Patrícia Procópio.

De março de 2020 a setembro de 2021, houve crescimento de 2 para 26 integrantes na adesão de empresas ao WIM Brasil, o que demonstra um crescimento na valorização da agenda de Diversidade, Equidade e Igualdade (DE&I) nas companhias. No painel da Exposibram onde o relatório foi apresentado, quatro delas estiveram representadas: RHI Magnesita, Anglo American, Kinross e Jaguar Mining, oportunidade em que apresentaram políticas e ações voltadas para DE&I. 

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Segundo o relatório, 88% dos respondentes declararam que comunicam o compromisso com DE&I; 69% possuem programa de Diversidade e Inclusão; e 63% destacaram um executivo responsável por DE&I. Por outro lado, 50% delas não integram a pauta de DE&I a políticas e processos organizacionais e 56% não possuem comitê ou orçamento para DE&I, além de 49% não reportarem indicadores de Ética e Autonomia.  

“Mais do que processos, é necessário avançar também para as práticas, com orçamento, equipes e metas definidas, como em qualquer outra prioridade estratégica da empresa. Existe um compromisso público das empresas, mas detectamos que esse compromisso, muitas vezes, ainda não está integrado à governança”, avalia Jamile Cruz, diretora do WIM Brasil e especialista na área de DE&I que mediou o painel na Exposibram. 

O documento e os próprios participantes do painel destacaram a importância da mensuração de resultados, ferramenta indispensável para se atestar a maturidade das organizações e para se encontrar novos caminhos para o aprimoramento da agenda DE&I dentro das empresas. 

“Na RHI Magnesita, estamos nesse caminho. Realizamos um censo de diversidade que vai permitir entender o nosso público, o que resultará em propostas de ações mais aderentes. Não existem saltos nessa jornada. Ela é construída passo a passo, sendo que nosso compromisso é chegar a 2025 com 33% de mulheres em cargos seniores dentro da companhia”, ressalta o diretor de Compras América do Sul da RHI Magnesita, Marcus Vinícius Magalhães, uma das lideranças à frente do Comitê de Diversidade e Inclusão da empresa.
 
Na Kinross, o censo já é uma ferramenta consolidada e o público interno está mapeado. “Saímos do zero para um momento em que temos um censo de diversidade. Fizemos esse trabalho para entender quem nós éramos e sugiro que seja feito por todas as empresas. Temos metas definidas a partir dos resultados e uma delas é aumentar em 25% a força de trabalho feminino até 2030”, expõe a diretora de Relações Governamentais, Responsabilidade Social, Comunicação e Relações Comunitárias da mineradora.

O WIM Brasil afirma que um dos gargalos apontados pelo relatório está nas oportunidades de desenvolvimento de carreira para as mulheres. Conforme mostra o relatório, apenas um terço das contratações em nível de entrada e gerência é ocupado por mulheres. Segundo o trabalho, somente 18% dos participantes de programas de desenvolvimento de lideranças são do público feminino, ao passo que 31% das contratações para cargos de comando envolvem esse gênero. “É importante garantir a equidade de participação em programas de preparação de novos líderes. Assim, mulheres estarão aptas a serem consideradas para funções de liderança”, defende a presidente do WIM Brasil, Patrícia Procópio.

A diretora jurídica da Anglo American, Carolina Lobato, citou a importância de a empresa ter sido liderada por uma mulher globalmente, fato que acelerou o movimento de mudança dentro da companhia.  

“Hoje a Anglo está mais madura nessas discussões em termos de envolvimento da liderança e incorporação desses valores no dia a dia e nas estratégias de negócio. Temos quase 80% do público feminino preenchendo os planos de carreira e antes esse índice era de 59%”, salienta. Carolina Lobato acrescenta que a meta da empresa é chegar a 33% de força de trabalho feminina até 2033. 

Para Eric Duarte, vice-presidente de operações na Jaguar Mining, o caminho é esse. “Percebemos, a partir de avaliações internas, que as mulheres em geral trazem mais resultados positivos, planejam melhor e fazem entregas mais consistentes. Nosso próximo passo, além de seguir as metas estabelecidas pelo IBRAM, é alcançar 34% de mulheres na companhia até 2030”, reforça.
 
O relatório do WIM Brasil ainda apresenta um sumário dos impactos positivos nos negócios, publicados em estudos da Catalyst e outras organizações que focam no tema, os quais comprovam que a diversidade de gênero em equipes executivas têm 25% a mais de probabilidade de alcançar maior rentabilidade. Continuando, organizações com cultura inclusiva tem 57% mais chances de melhorar a sua reputação e, por fim, equipes diversas tomam melhores decisões em 87% dos casos, aspecto responsável por 95% da performance do negócio. O download do relatório completo pode ser feito pelo link https://wimbrasil.org/indicadores-wim-brasil/
 

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07/10/2021 21:15h

O diagnóstico precoce, ainda nas fases iniciais, é o maior aliado para um tratamento eficaz. Confira quais são os possíveis sintomas, formas de prevenção e histórias de superação

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O câncer de mama é o segundo tipo mais comum no mundo, sendo a causa mais frequente de morte por câncer entre as mulheres. Segundo uma estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA), uma em cada oito mulheres terá câncer de mama ao longo de sua vida e no Brasil estima-se que até o final de 2021 haverá mais de 66 mil diagnósticos da doença. 
 
Apesar dos números assustadores, a médica da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), Pollyana Dornelas Pereira, destacou que se detectado precocemente a chance de cura é maior. “É muito importante que nós conheçamos os fatores de risco e os fatores de prevenção para que possamos atuar neste cenário oferecendo para essas mulheres um diagnóstico precoce e procedimentos menos invasivos, se descoberto no início. Para que a mulher tenha uma melhor qualidade de vida”, disse.
 
 
Luana Roriz, de 37 anos, tem prótese nos seios há nove anos e há mais ou menos cinco anos começou a sentir algo diferente na mama esquerda, seu mamilo começou aos poucos a se inverter. “Não sei se por medo de descobrir algo que eu não queria ou se realmente eu acreditava que era da prótese. Mas coloquei na minha cabeça que era da prótese e como eu não tinha intenção de trocar naquela época eu fui deixando”, contou. 
 
Em abril deste ano ela resolveu procurar um cirurgião plástico para descobrir o que estava acontecendo, trocar a prótese se fosse necessário e corrigir o mamilo. Ao chegar na consulta o cirurgião se assustou com a condição e indicou que ela procurasse um mastologista. Após uma bateria de exames incluindo mamografia e biópsia, Luana foi diagnosticada com câncer de mama metastático em estágio 4 avançado,  agravado pela demora do diagnóstico.

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Apesar de sempre se achar forte em meio às adversidades da vida, Luana confessou que ao receber a notícia se sentiu sem chão, mas escolheu acreditar que a fé e o otimismo são maiores do que qualquer diagnóstico e qualquer sentença. “Eu já tenho metástase óssea, no osso externo, e no fígado. Nas palavras dos médicos é um tipo de câncer incurável, porém controlável. Eu posso viver com essa doença por anos”, disse. 
 
Tanto a descoberta do diagnóstico quanto o tratamento foram iniciados ainda em meio a um momento crítico da pandemia, antes da vacinação da sua faixa etária, mas ela não deixou que isso a impedisse de encarar esse processo. “O meu tratamento faço de casa, não preciso neste primeiro momento me submeter a uma quimioterapia. É um tratamento  com medicações para controlar os meus hormônios, que são o motivo principal de eu ter desenvolvido essa doença”, explicou. 
 

O mastologista Marcelo Bello, diretor do Hospital de Câncer III, do Inca, assegurou que o câncer de mama não é uma sentença de morte e não se deve ter medo de fazer um diagnóstico, visto que os tratamentos são extremamente eficazes, ainda mais se diagnosticado precocemente. “A pandemia já aliviou bastante, hoje em dia já retomamos essa questão de rastreio e exames de diagnóstico  com segurança. Então não tem por que não fazer mais isso”, pontuou.
 

Superação

Aparentemente saudável e sem nenhum caso na família, a blogueira Adriana Félix, do "Se Arruma Menina", foi diagnosticada com câncer de mama agressivo em maio de 2017, aos 34 anos. Em meio a correria do trabalho e a falta de tempo para se observar, ela percebeu um caroço na mama que mudou sua vida completamente, obrigando que ela desacelerasse e todo o seu foco se voltasse para a saúde. 
 
“Achava que estava na minha melhor fase, eu estava saudável, aparentemente. Nunca imaginei que iria acontecer isso comigo e aí, de repente, me vi dentro de um hospital do SUS (Sistema Único de Saúde), fazendo quimioterapia e vendo um monte de gente ao meu redor indo embora por conta da mesma doença que eu estava lutando para sobreviver”, contou.
 
Com o diagnóstico ela deu início às sessões de quimioterapia e precisou enfrentar a temida queda dos cabelos, mas ela não deixou a vaidade de lado. Lenços coloridos combinando com a maquiagem, cílios postiços e contorno para disfarçar o rosto inchado foram as maneiras que ela encontrou para se lembrar da sua essência e não se deixar abater. 
 
Foto: Reprodução das redes sociais.
 
Nas redes sociais ela passou a contar sua luta pela vida. Se mantendo otimista, ela acabou se tornando uma fonte de inspiração para outras mulheres que estavam passando pelo mesmo momento. “Antes eu queria um cabelo perfeito e quando eu fiquei careca eu só queria ter cabelo. Antes eu queria ter um corpo perfeito e quando eu estava doente eu só queria ter saúde. Então mudou bastante a minha visão em relação a isso e os valores que a gente dá.”
 
Depois de um ano e meio de tratamento, passando por quatro sessões de quimioterapia vermelhas, 12 brancas, 35 sessões de radioterapia e uma cirurgia, Adriana recebeu o diagnóstico da remissão do câncer, que é o período em que a doença está sob controle. Hoje ela segue com um acompanhamento de rotina a cada três meses e mudou completamente seus hábitos, colocando o cuidado da saúde em primeiro lugar.  
 
“Mudou essa chave depois que eu fiquei doente. Hoje eu vou na academia, treino todos os dias e já mudei a minha alimentação, tenho uma alimentação mais saudável e balanceada. Eu cuido muito de mim, não só da minha saúde física, mas da minha saúde mental e tive meu lado espiritual muito fortalecido. Fiz um fortalecimento de corpo e espírito, eu acho que isso é fundamental”, afirmou. 

Hábitos saudáveis e prevenção

O tumor não tem uma causa única, mas diversos fatores estão relacionados ao aumento do risco de desenvolver a doença, como obesidade, sedentarismo, além de fatores hormonais. Uma pesquisa realizada pelo INCA apontou que cerca de 13% dos casos de câncer de mama em 2020 no Brasil poderiam ser evitados por hábitos relacionados ao estilo de vida, em especial, da inatividade física.  
 
Além disso, a pesquisa apontou que quase 13% dos gastos federais do SUS em 2018 com o tratamento do câncer de mama (R$102 milhões) seriam poupados pela redução de fatores de risco comportamentais, mais uma vez com atenção especial à atividade física, que detém a maior fração (5%) dos casos de câncer de mama evitáveis pela adoção da prática.
 
Segundo a nutricionista do INCA, Maria Eduarda Melo, uma alimentação saudável, evitando alimentos ultraprocessados, e se manter fisicamente ativo como parte da rotina são recomendações para prevenção. “Não necessariamente precisa ser alguma atividade física ou algum exercício programado, que você tem que pagar para ter esse movimento. Então a gente pode pensar na atividade física como lazer, como uma caminhada com os amigos”, disse.  
 

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07/08/2021 16:00h

Na Câmara dos Deputados, quase 200 projetos de lei estão em análise para modificá-la

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Lei Maria da Penha completa 15 anos neste sábado (7). Criada para deter a violência doméstica e familiar contra as mulheres, a norma é considerada uma das três leis mais avançadas do mundo pelo Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (Unifem).

Até 2006, o Brasil não tinha lei que tratasse especificamente da violência doméstica. Esses casos eram enquadrados na Lei dos Juizados Especiais Criminais, conhecidos como “pequenas causas”. Somente após a sanção da Lei Maria da Penha foi que a legislação passou a ser mais ostensiva, aumentando a punição, criando os Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, e oferecendo medidas de assistência à vítima, incluindo medidas protetivas de urgência, como o afastamento do agressor do lar.

A norma não trata apenas da violência física, a violência psicológica, moral, sexual e patrimonial também se enquadram na lei. Além disso, ainda prevê medidas pedagógicas e preventivas contra a violência e de reabilitação do agressor.

HOMENAGEM

O nome homenageia Maria da Penha Maia Fernandes, que sofreu agressões de seu próprio marido e ficou paraplégica, em 1983. O agressor respondeu em liberdade por quase duas décadas e o caso ganhou repercussão internacional, sendo denunciado à Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA). 

Em 2001, a OEA responsabilizou o Estado brasileiro por negligência, omissão e tolerância em relação à violência doméstica praticada contra as mulheres brasileiras. Assim, o Brasil prosseguiu por cinco anos para alcançar uma reforma que evitasse a tolerância estatal nesses casos. Apenas em 2006, após muita discussão na Câmara e no Senado, a lei foi aprovada pelos parlamentares. 

PROJETOS DE LEI

De acordo com dados da pesquisa do Centro de Documentação e Informação (Cedi), estão em análise na Câmara dos Deputados 194 projetos de lei para modificar a Lei Maria da Penha. Além desses, mais 30 projetos mencionam a norma.

A alteração mais recente foi publicada no Diário Oficial da União no dia 29 de julho, que incluiu no Código Penal o crime de violência psicológica contra a mulher, com punição de seis meses a dois anos de prisão e multa. Assim, alterando a Lei Maria da Penha para possibilitar o afastamento imediato do agressor do lar em caso de ameaça à integridade psicológica, e não apenas física, da mulher em situação de violência.

Já no Senado, desde o início de 2020, 11 proposições passaram pela Casa pedindo alterações da lei. Uma delas já consta na legislação, a Lei 14.188, que cria o Programa Sinal Vermelho contra a Violência Doméstica e Familiar. A norma estabelece, entre outras medidas, a letra X escrita na mão da mulher, preferencialmente na cor vermelha, como um sinal de denúncia de situação de violência em curso.

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06/08/2021 13:15h

A meta é reduzir de 11 mil para 4 mil as ações que aguardam decisão no juizado

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O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro começa na próxima semana um mutirão de trabalho no Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher da Leopoldina (zona norte da cidade do Rio). Um grupo de 12 juízas fará um esforço para agilizar os processos de violência contra a mulher.

A meta é reduzir de 11 mil para 4 mil as ações que aguardam decisão no juizado, que, segundo o Tribunal de Justiça, cobre uma área muito impactada pela violência doméstica: Complexo da Maré, Complexo do Alemão, Jacarezinho e Vigário Geral, além de Ramos, Penha, Inhaúma, Méier, Irajá, Ilha do Governador, Anchieta e Pavuna. Cerca de 550 processos são abertos por mês na região.

Mulheres em situação de vulnerabilidade poderão receber cursos gratuitos

SP: absorventes descartáveis passam a ser fornecidos às alunas da rede municipal de ensino

A operação surge no mês em que a Lei Maria da Penha comemora 15 anos.

Outra ação no estado é o Ônibus Lilás, equipado com salas fechadas para garantir a privacidade das mulheres. A unidade móvel ficará estacionada próximo a estações do metrô para oferecer atendimento multidisciplinar para vítimas de violência.

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02/08/2021 13:50h

A iniciativa do governo federal pretende oferecer capacitação para mulheres em áreas como geração de renda, educação financeira, entre outras

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Mulheres em situação de vulnerabilidade social poderão receber cursos gratuitos sobre empreendedorismo, educação financeira, marketing digital e beleza, para ajudar na geração de renda e oportunidades de negócio. Os cursos serão oferecidos para 270 mil mulheres, sendo 10 mil vagas para cada estado do país.]

Campanhas educativas e projetos de lei tentam inibir uso de cerol e linha chilena

Brasil vive pior crise hídrica dos últimos anos e Rio de Janeiro sofre impacto energético

A proposta é atender, prioritariamente, mulheres que possuam renda mensal de até um salário mínimo e meio, que estejam cursando ou tenham concluído o ensino fundamental ou médio ou que não tenham escolaridade.

A iniciativa é uma parceria do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) com a Associação Aliança Empreendedora (AE). Os gestores públicos que desejarem levar o programa para o município devem entrar em contato pelo e-mail qualificamulher@mdh.gov.br

As inscrições estão abertas e para participar é preciso acessar a página do projeto Qualifica Mulher para verificar as opções de capacitação disponíveis.

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29/07/2021 04:00h

Foram quase R$ 2 milhões repassados para os municípios e os valores estão organizados por cidade em mapa interativo do portal Brasil61.com. Confira!

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O Ministério da Saúde repassou, por meio do Fundo Nacional de Saúde, mais de R$ 1,9 milhão para os municípios investirem na aquisição de Teste Rápido de Gravidez (TRG). O valor é suficiente para compra de mais de 3,3 milhões de testes. 

O recurso é direcionado para o atendimento das mulheres acolhidas pela Rede Cegonha. A estratégia promove o bem-estar da gestante e contribui para diminuição das mortalidades infantil e materna na rede de saúde do SUS em cada cidade. 

Especialistas ressaltam atenção à saúde emocional dos alunos no retorno às aulas

Todos os 5.570 municípios do País foram contemplados com recursos e os valores foram estipulados pelo custo unitário do TRG multiplicado pelo número de nascidos no município em 2019, mais 20%. 

Os custos unitários dos testes são referentes aos praticados no mercado em 2020. O Ministério da Saúde estimou o valor mínimo de R$ 56 para cada kit, com 100 testes. 

Veja no mapa os valores repassados para Rede Cegonha na sua cidade. 

O TRG é eficaz em detectar os hormônios da gestação (HCG) por meio da urina. O resultado é conhecido em até cinco minutos e varia de acordo com as reações de anticorpos contidos nos testes. A gravidez é confirmada quando o visor do mecanismo mostrar duas listras coloridas. A precisão do TRG é superior a 99%. 

O TRG pode ser realizado nas Unidades Básicas de Saúde por mulheres adultas, jovens e adolescentes. As mulheres têm direitos de autonomia e sigilo preservados, podendo, inclusive, fazer o teste de gravidez fora do ambiente hospitalar. No entanto, as equipes de saúde das cidades devem buscar acolher as mulheres com resultado positivo para orientar, informar e fortalecer o vínculo com a gestante. 

“É ali, no início das primeiras semanas, que tem o principal desenvolvimento do embrião, em relação à parte cerebral, toda parte cognitiva. Então, quanto mais cedo essa gestante souber que está grávida, melhor será o acompanhamento dessa gestão e do desenvolvimento desta criança”, explica a biomédica Maria Gabriela, especialista em microbiologia clínica e C.E.O do laboratório Pertencer.   

Foto: Arquivo febrasgo.org.br

Nos municípios 

A região Nordeste do País teve 1.794 municípios contemplados com os recursos do Ministério da Saúde para aquisição de TRG nas cidades. A região Sudeste teve 1.668 municípios agraciados, a Sul, 1.191, o Centro Oeste. 467, e o Norte, 450. 

Em Governador Valadares (MG), por exemplo, o recurso repassado pelo Ministério da Saúde, de R$ 2,5 mil, pode ser usado para aquisição de cerca de 50 kits de TRG, quantidade suficiente para atender mais de cinco mil mulheres no município. 

“É extremamente importante ter esse teste nas UBS. Quando a mulher procura a unidade de saúde com suspeita, é importante que tenha o teste. Nós temos procura e, só para se ter uma ideia, eu tenho 1.493 gestantes cadastras até ontem. Hoje, com certeza, vai ter mais”, conta Caroline Sangali, Secretária de Saúde de Governador Valadares (MG). 

Uberlândia - MG terá R$ 6,5 mil e o dinheiro pode ser suficiente para compra de 116 kits de TRG, com alcance estimado de 11.600 mulheres. O recurso da Rede Cegonha chega em hora certa. 

“Não dispomos de teste rápido na rede, no momento. Todas as mulheres que buscam nossa rede têm exames de Beta HCG coletados e, entre 24h e 48h, esses testes têm resultados”, diz Carina de Oliveira, coordenadora da Atenção Primária e das Redes Temáticas, de Uberlândia – MG. 

As cidades que mais tiveram recursos para aquisição de TRG pela Rede Cegonha foram São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. 

Ranking dos 10 maiores repasses da Rede Cegonha para compra de TRG: 

  • São Paulo – R$ 106 mil 
  • Rio de Janeiro – R$ 51 mil
  • Brasília – 28 mil
  • Manaus – R$ 25 mil
  • Fortaleza – R$ 23 mil
  • Salvador - R$ 22 mil
  • Belo Horizonte – R$ 19 mil
  • Curitiba – R$ 14 mil
  • Recife – R$ 14 mil
  • Goiânia – R$ 13 mil

Veja os repasses do Ministério da Saúde para a Rede Cegonha da sua cidade no mapa abaixo!

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18/07/2021 17:00h

Programa do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos busca estimular a autonomia econômica feminina

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Programa Qualifica Mulher vai oferecer capacitação profissional para cerca de 270 mil brasileiras em situação de vulnerabilidade social nos próximos dois anos. A iniciativa é do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos que assinou um acordo técnico com a Associação Aliança Empreendedora. O objetivo é promover a autonomia econômica feminina.

Ao todo, serão oferecidas 10 mil vagas para cada uma das 27 unidades da Federação, em cursos como: Educação financeira para mulheres empreendedoras; Inovar em tempos de crise e Empreendedoras da beleza. A preferência é para mulheres com renda mensal de até um salário mínimo e meio, que estejam cursando ou tenham concluído o ensino fundamental ou médio, ou sem nenhuma escolaridade.

Faturamento de pequenos negócios continua baixo na pandemia

Auxílio Emergencial: Caixa paga quarta parcela aos nascidos em fevereiro, neste domingo (18)

Os cursos são realizados por meio de institutos federais, municípios e organizações da sociedade civil. Em 2020, o Qualifica Mulher investiu cerca de R$ 19 milhões em ações de capacitação e empreendedorismo, atendendo mulheres de 13 estados e do Distrito Federal. Para este ano, a previsão do ministério é investir cerca de R$ 17 milhões.

Saiba mais sobre o Qualifica Mulher no link.

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13/07/2021 11:00h

A nova lei determina também que sejam fornecidas para as estudantes cestas de higiene

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A prefeitura de São Paulo sancionou o Projeto de Lei (PL) 388 de 2021 que garante a distribuição de absorventes descartáveis às alunas matriculadas na rede municipal de ensino. A nova lei determina também que sejam fornecidas para as estudantes cestas de higiene contendo lenço umedecido, desodorante sem perfume, sabonete, escova de dentes, creme dental e fio dental.

Segundo a prefeitura, a lei, proposta pelo poder executivo municipal, pretende evitar a evasão escolar. Uma pesquisa realizada pela Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) indica que as alunas do ensino fundamental faltam às aulas no período menstrual no Brasil. O projeto, além de garantir que todas as alunas sejam assistidas no seu cuidado pessoal, possibilita que elas não tenham prejuízos à vida escolar e à aprendizagem.

Secretarias de Educação e escolas federais têm até quinta-feira (15) para aderir ou atualizar dados junto do PNLD

Atuação de psicólogos na pandemia é essencial para pacientes com Covid-19 e pessoas enlutadas

A vereadora Edir Sales (PSD), que participou da cerimônia de sanção da nova lei, destacou que  as estudantes faltam, em média, de quatro a cinco dias todos os meses quando estão menstruadas. Além de garantir a dignidade menstrual, sem constrangimentos, a nova lei deve evitar que elas faltem às aulas e tenham defasagem no aprendizado. 

Os recursos utilizados para a compra dos kits de higiene serão provenientes do Programa de Transferência de Recursos Financeiros (PTRF) da Secretaria Municipal de Educação.

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09/07/2021 04:00h

Para evitar preocupações e diagnósticos errados, a Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama) orienta que as mulheres esperem um mês após a vacinação para realizar o exame

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A vacina contra a Covid-19 pode provocar alterações em exames de mamografia e fazer com que mulheres apresentem linfonodos nas axilas. Para evitar preocupações e diagnósticos errados, a Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama) orienta que as mulheres esperem um mês após a vacinação para realizar o exame ou comuniquem o médico sobre a imunização.

Os linfonodos, também conhecidos como ínguas, caroços ou gânglios linfáticos, são pequenas glândulas em forma de 'feijão', que estão distribuídas por todo o corpo, e que ajudam o sistema imune a funcionar corretamente. Os gânglios logo desaparecem, mas estão levando a indicações desnecessárias de cirurgias e punções. 

Segundo a Dra. Maira Caleffi, mastologista e presidente voluntária da Femama, a reação pode ser causada por qualquer injeção ou vacina, não apenas pelos imunizantes contra a Covid-19, e não há motivos para se preocupar, pois a aplicação das vacinas é segura. “Não há motivo de preocupação porque é um efeito colateral da vacina, principalmente no braço em que foi feita a aplicação”, afirmou. 

A informação é confirmada pela Sociedade Brasileira de Mastologia, pela Comissão Nacional de Mamografia do Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR) e pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), que já divulgaram recomendações para conduta frente à linfonodopatia axilar em pacientes que receberam recentemente a vacina.

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A recomendação, de acordo com o presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), Dr. Vilmar Marques, é que a mulher que esteja em fase do rastreamento do câncer de mama, acima dos 40 anos de idade, faça a mamografia antes de tomar a vacina. Mas caso já tenha tomado, que ela espere pelo menos quatro semanas depois da segunda dose para realizar o exame mamográfico. 

“Este período é o suficiente para que esse linfonodo reduza de tamanho e não apareça no exame. Desta forma não acarretará nenhum ônus para esta paciente na interpretação do seu exame”, ressaltou Marques.

56,8% dos imunizantes contra a Covid-19 no Brasil foram destinados a mulheres, tendo em vista que a proporção do sexo feminino é maior na faixa etária a partir dos 39 anos e chega a representar 68% dos brasileiros acima de 90 anos. As mulheres também são a maioria dos trabalhadores da saúde, segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

A Femama também esclareceu que as vacinas contra a Covid-19 não provocam câncer de mama nem facilitam a descoberta da doença, ao contrário do que dizem notícias falsas que circulam na internet. 
 

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