Saúde da Mulher

28/10/2022 04:00h

Especialistas explicam como a amamentação e hábitos saudáveis ajudam a prevenir a doença

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O câncer de mama é o segundo mais incidente no mundo (2,1 milhões) e a principal causa de morte por câncer entre as brasileiras, de acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA). Na última semana do Outubro Rosa, especialistas alertam para formas de prevenção contra a doença.

Segundo a obstetra e ginecologista Lorrainy Rabelo, o câncer de mama é resultado de uma multiplicação de células anormais que formam um tumor com potencial de invadir a mama e se disseminar para outros órgãos.

A obstetra explica que não existe uma única causa para a doença, “Os fatores de risco são vários. Obesidade, sedentarismo, consumo de tabaco, assim como bebida alcoólica. E também os fatores hereditários: história de câncer de ovário, de câncer de mama,   em mama nos homens da família. E também em casos de câncer de mama em mãe, irmã ou filha, principalmente antes dos 50 anos de idade”.

Lorrainy ainda alerta para a importância da prevenção do câncer de mama, e dentre os fatores que reduzem o risco da doença, está a amamentação.

Segundo estudo do Fundo Mundial de Pesquisa contra o Câncer (WCRF), amamentar protege a mãe do câncer de mama em todas as fases da vida e reduz a exposição a hormônios que aumentam o risco da doença. Além disso, amamentar por dois anos reduz em 10% o risco de câncer ao longo da vida. Quanto maior o tempo de aleitamento materno, maior o benefício. 

A pediatra e neonatologista Mariana Palhares Temer explica que isso acontece porque quando a mãe entra no processo de aleitamento materno, as células da glândula mamária estão no ápice da diferenciação celular. “Tá chegando no máximo da sua capacidade e maturidade de realizar sua função, sua finalidade de existência. Dessa forma, a gente consegue fazer com que diminua o risco de mutações que possa acontecer nas células da glândula mamária”, informa.

A pediatra cita outros benefícios da amamentação para a mãe, como a redução do risco de câncer de ovário, a diminuição do tempo de sangramento pós-parto e o auxílio no emagrecimento para retomar o peso pré-gestacional. Já para o bebê, as vantagens são proteção contra infecções, problemas alérgicos e constipação intestinal; além de aumentar o laço afetivo entre mãe e filho.

A arquiteta e urbanista Caroline Fuzaro, 24, atualmente dedica seu tempo para cuidar da filha Sofia, de 4 meses. Ela conta que não sabia da importância da amamentação para a prevenção do câncer de mama, “acho muito interessante, e eu acho que se as mulheres soubessem o quão importante é sobre a questão de se proteger contra o câncer de mama, acho que elas priorizaram mais ainda a amamentação”. 

Ela ainda conta que pretende amamentar a filha até os dois anos de idade, assim como Livia Oliveira, 19, mãe de uma menina de 1 ano e 2 meses. “Eu acho que amamentação além de alimentar a criança, é um ato muito amoroso, sabe? É muito bom você poder acalmar seu filho colocando no peito. E, querendo ou não, é um momento muito aconchegante, sabe?”, afirma Livia.

Outras formas de prevenção contra câncer

Por ser uma doença sem uma única causa, existem diversas formas de prevenção contra o câncer de mama. O epidemiologista e chefe da divisão de detecção precoce de câncer e apoio à rede do INCA, Arn Migowski, informa que uma dieta saudável é importante para reduzir o risco de câncer. “Alimentação saudável, né? Alimentos não processados, alimentos ricos em fibras. Evitar carnes processadas, que são, por exemplo, salame, presunto, apresuntado, mortadela, linguiça, salsicha, bacon. Evitar esse tipo de alimento. Evitar o consumo de álcool também, que está associada ao aumento de risco de alguns tipos de câncer, reduzir esse consumo de bebidas alcoólicas”, explica.

Além disso, alerta para a importância de atividades físicas, que diminuem o risco de obesidade e impactam diretamente na prevenção de formação para o câncer de mama. Exames de rotina também são fundamentais na prevenção. De acordo com Arn, eles permitem que caso haja um diagnóstico de câncer, ele seja dado em fases muito iniciais.

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18/10/2022 04:15h

A etapa da vida da mulher conhecida pela ausência de menstruação e infertilidade reserva mais que calor e queda nas taxas hormonais. Outras doenças podem surgir nesse período, como diabetes e osteoporose. Os cuidados para reduzir sintomas desconfortáveis e ter uma menopausa saudável devem começar ainda no período fértil

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Calorões, mudança de humor e falha na menstruação. A jornalista Renata Franco, hoje com 51 anos, começou a ter esses e outros sintomas aos 47. Procurou o ginecologista e confirmou que estava no climatério, período que antecede a menopausa. Durante um ano, ela teve que lidar com esses desconfortos. 

“Eu menstruava um mês sim, dois não ou até duas menstruações no mesmo mês. Logo começaram aqueles calores terríveis, principalmente na altura do seio e nas costas. Aquelas ondas de calor duravam uns 20 dias, depois ficavam cerca de 40 dias sem aparecer e então, voltava tudo de novo”, conta a jornalista. 

Menopausa é o nome que se dá à última menstruação e marca o fim da fase reprodutiva da vida da mulher. Além do fim do sangramento mensal, significa que o estoque de óvulos se esgotou no corpo, o que acontece, geralmente, entre os 45 e 55 anos. Mas uma mulher só pode afirmar que está na menopausa depois de um ano sem menstruar. 

Para a ginecologista Marina Lutterbach, o autocuidado precisa estar ainda mais presente nessa fase. “Tentar ter um estilo de vida mais saudável é fundamental. Principalmente pelo metabolismo estar mais lento. As visitas periódicas ao ginecologista e cardiologista, servem para os exames de rastreio de cânceres como mama, útero, pele, reto e tratamentos diversos como o aumento do colesterol e a identificação de doenças reumatológicas”. 

Doenças associadas 

A alteração hormonal que acontece durante a menopausa é a principal responsável pelas mudanças no organismo da mulher. Com a redução da produção do principal hormônio feminino, o estrogênio, não é só o sistema reprodutor que sofre, mas também os ossos, cérebro e sistema cardiovascular. Por isso, após a menopausa, doenças relacionadas a esses órgãos podem ser mais frequentes. A redução da densidade óssea pode causar osteoporose, aumentando o risco de fraturas, por exemplo. 

Diabetes, hipertensão e até mesmo depressão podem surgir ou se agravar nesse período. “Haverá uma diminuição brusca da produção de hormônios, de maneira geral, e, predominantemente, o estrogênio. Como nosso corpo funciona todo interligado, essa queda vai interferir não só nos ovários, como também no sistema cardiovascular, tecido ósseo, pele e até mesmo no globo ocular”, pontua a ginecologista.

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O avanço da ciência e da tecnologia no campo da saúde permite que os desconfortos  frequentes nessa fase da vida da mulher sejam amenizados. Muitas mulheres recorrem à terapia de substituição hormonal, popularmente conhecida como reposição hormonal, para equilibrar os níveis no organismo e aumentar o conforto da mulher. Mas essa terapia não é indicada para todo mundo. 

O que está acessível a todas e sempre apresenta resultados positivos é manter uma alimentação equilibrada, aumentar a ingestão de líquidos e reduzir o consumo de bebidas alcoólicas e café. Além disso, manter uma rotina de exercícios e buscar atividades alternativas que reduzem o estresse, como ioga e meditação. 

A servidora pública Ana Carolina Torelly, de 44 anos, ainda não tem sintomas de menopausa, mas há tempos se prepara para quando acontecer. “O que eu pretendo,  é fazer um acompanhamento médico, com constante dosagem de hormônio, manutenção de peso, alimentação saudável para entrar bem na menopausa.”
 
Reportagem, Lívia Braz

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08/10/2022 16:30h

Mês simboliza a conscientização sobre a prevenção à doença

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Foi numa terça-feira à noite do ano passado que a publicitária Isabelly Santiago, durante o banho, sentiu um caroço no seio. Logo na semana seguinte, na consulta com uma oncologista, veio o diagnóstico do câncer de mama. “Foram seis sessões de quimioterapia. Comecei em 21 de setembro de 2021 e terminei em 5 de janeiro. Em abril, fiz uma cirurgia de retirada da mama para não ter risco de voltar, tirando só o quadrante”, conta. 

Passado o tratamento inicial, a biópsia feita após a cirurgia de Isabelly constatou que não havia mais câncer. Atualmente, ela ainda continua usando a medicação de anticorpos. Casos como o da publicitária ocorrem em todo o Brasil. Segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA), para cada ano do triênio 2020/2022, são diagnosticados no país 66.280 novos casos de câncer de mama, com um risco estimado de 61,61 casos a cada 100 mil mulheres.
Outubro Rosa

Outubro marca o mês da conscientização da doença. Celebrado no Brasil e no exterior, tem o objetivo de compartilhar informações e alertar a população, a fim de contribuir para a redução da incidência e da mortalidade pelo câncer de mama. De acordo com o INCA, esse tipo de câncer é o que mais acomete mulheres em todo o mundo, tanto em países em desenvolvimento quanto em desenvolvidos.

O recomendado é que mulheres procurem ginecologista uma vez por ano para que seja feito o exame clínico das mamas. O diagnóstico precoce é fundamental. Nesse quesito, o autoexame desempenha papel importante. “O autoexame das mamas serve como rastreio populacional e é indicado para todas as mulheres. Apesar do câncer ser mais incidente em mulheres com mais de 50 anos, também pode acometer jovens. O autoexame é indicado para todas”, explica a ginecologista/obstetra Lorrainy Rabelo. 

Há alguns fatores de risco que podem influenciar no aparecimento do câncer de mama, como tabagismo, má alimentação, histórico familiar da doença, e mulheres com alguma dessas condições devem ficar mais atentas. Sobre os sintomas, deve-se suspeitar quando é percebido um nódulo na mama, geralmente indolor e endurecido, que pode ter vermelhidão, trazer mudanças no aspecto da pele (de casca de laranja), com possibilidade de secreção e alterações de formato do mamilo. 

O tratamento, explica Rabelo, é realizado de acordo com o estágio da doença. “Se for um estágio muito inicial, às vezes precisa tirar apenas uma parte da mama, que é a quadrantectomia. Em alguns casos, esvaziamento ganglionar, radioterapia, quimioterapia também podem ser necessários em casos mais avançados”, conclui. 

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Acompanhamento transformado em lei

Em setembro deste ano, o presidente Jair Bolsonaro sancionou o projeto da Câmara (PL 4.171/2021) que cria o Programa Nacional de Navegação de Pacientes para Pessoas com Neoplasia Maligna de Mama. A Navegação é o acompanhamento individualizado dos casos de suspeita ou confirmação do câncer pelos enfermeiros e assistentes sociais, por exemplo, que devem orientar os pacientes em sua jornada. 

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21/07/2022 04:30h

A nutricionista especializada em materno infantil, Patrícia Campos, explica que os hábitos alimentares afetam diretamente a formação fetal

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Durante o período gestacional, é comum surgirem dúvidas sobre o que grávidas podem ou não comer para favorecer o desenvolvimento fetal e garantir a saúde da mulher. Por isso, o Ministério da Saúde (MS) trouxe um guia com recomendações alimentares para gestantes. 

Entre as recomendações indicadas, as principais são incluir o consumo de frutas, legumes e verduras diariamente e evitar alimentos ultraprocessados. A nutricionista especializada em materno infantil, Patrícia Campos, explica como esses alimentos podem afetar diretamente a formação fetal. “Alimentos em específico são essenciais durante a gestação devido às suas altas concentrações de nutrientes. Dentro deles, podemos ressaltar as frutas cítricas como laranja, tangerina, limão, que são fontes de vitamina C, antioxidantes e atuam na redução dos metais pesados e também na absorção do ferro, contribuindo para a prevenção da anemia. As oleaginosas, ricas em magnésio, atuam na prevenção do pré-eclâmpsia, cãibras, paralisia cerebral, diabetes e hipertensão.”

Segundo a nutricionista, evitar alimentos prejudiciais para a saúde, como refrigerantes, macarrão instantâneo e doces, é essencial para o desenvolvimento do bebê. “Quanto mais a gente retirar esses alimentos que são prejudiciais para a nossa saúde e para a saúde do feto, mais saudável ele vai se desenvolver”, explica.

Além disso, Patrícia conta que os hábitos alimentares saudáveis durante a gravidez, lactação e primeira infância induzem efeitos a longo prazo na saúde da criança. “Uma alimentação balanceada, com  a quantidade de proteínas,  minerais e nutrientes necessários vão proporcionar um desenvolvimento mais saudável do bebê. É neste momento que nós determinamos diversos parâmetros para o desenvolvimento na primeira infância e na vida adulta”, ressalta.

A nutricionista ainda ressalta a importância da alimentação saudável como aliada da saúde da gestante, “cuidar do estado nutricional da gestante para que a mãe também não fique desprovida de nutrientes, evitando algumas doenças como diabetes gestacional e pré-eclâmpsia.” 

“Diabetes gestacional se dá por alterações no nível de glicose no sangue e a incapacidade de produção de insulina. Pode causar diversas alterações na formação do bebê, como doenças cardíacas, icterícia e aumento dos riscos de obesidade infantil. Na gestante pode aumentar o risco de ter pré-eclâmpsia, rompimento da bolsa precocemente. O tratamento é uma alimentação equilibrada, com a ingestão de alimentos com baixo índice glicêmico e mais ricos em fibras”, explica a nutricionista.

Patrícia também explica que a pré-eclâmpsia, um dos riscos da diabetes, se dá pela
pela alteração na pressão sanguínea. Ela alerta para os sintomas: "Além da pressão alterada, pode-se ter sintomas mais graves como convulsões e inchaço,  podendo levar à morte tanto da mãe como a do bebê. As causas da pressão alta durante a gestação podem estar relacionadas com a alimentação. A única forma de prevenir a eclâmpsia e a pré-eclâmpsia é ter uma alimentação mais equilibrada, evitando o excesso do ganho de peso, diminuir o consumo de sal e alimentos ricos em sódio como embutidos e industrializados.”

A bancária e moradora da cidade do Riacho Fundo, em Brasília, Flavia Braga explica que buscou atendimento médico para mudar a alimentação já que estava preocupada com o risco de desenvolver diabetes gestacional. “Eu tinha predisposição para diabetes, minha mãe é diabética. E a minha glicemia antes de engravidar já estava alta. Cortei quase todo doce e refrigerante pra não ter risco na gestação. Tirando esses alimentos todos meus outros exames ficaram com boas taxas”, conta.

A situação foi diferente para a comerciante Joana dos Santos, 46, moradora da cidade de Ceilândia, também em Brasília. Em 2009, ela conta que passou por uma gravidez de risco, “durante a minha segunda gravidez, eu não tive muito cuidado com a alimentação. Era excesso de margarina, sal na comida, biscoitos (industrializados). Isso me gerou uma pressão alta.”

Por conta da pré-eclâmpsia, Joana explica que o bebê nasceu prematuro, com 7 meses e pesando um quilo, mas se desenvolveu bem e é saudável. Hoje, ela conta que não pode mais engravidar devido à hipertensão.
 

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30/06/2022 20:00h

Atendimento odontológico é uma das etapas de rotina das consultas de pré-natal oferecidas na Atenção Primária (APS) do SUS

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O atendimento odontológico é uma das etapas de rotina das consultas de pré-natal oferecidas na Atenção Primária (APS) do SUS. Durante a gravidez, os gestores de saúde preconizam que é importante a gestante realizar as consultas e exames odontológicos a cada trimestre ou quando o cirurgião-dentista determinar. E fica o alerta: a falta de cuidado com a saúde bucal da gestante pode resultar em problemas como parto prematuro, baixo peso ao nascer e comprometimento sistêmico por infecções. 

De acordo com o coordenador-geral de Saúde Bucal do Ministério da Saúde, Welligton Carvalho, a mulher passa por uma grande variação hormonal e comportamental durante a gestação, que pode refletir diretamente na sua saúde de bucal, aumentando a predisposição para o surgimento de alguns problemas tais, como hipossilivação, gengivite, periodontite e o aumento da incidência de cárie. Esses problemas podem ser detectados e tratados durante o pré-natal, realizado no SUS.

“Evidências científicas mostram que algumas condições como a inflamação da gengiva, que nós chamamos de doença periodontal, podem causar parto prematuro. Nesta fase é muito importante ensinar a higienização correta da boca para a mãe e também passar orientações de higiene para o bebê que vai nascer. Isso tudo é feito pelo cirurgião dentista durante a consulta do pré-natal odontológico. O profissional faz uma avaliação da saúde bucal da mãe e orienta sobre higiene, e possíveis tratamentos que sejam necessários ”, reforça.

No primeiro momento do atendimento na Atenção Primária do SUS, o cirurgião-dentista examina a gestante. Após avaliação inicial e diante da constatação de necessidade de tratamento, o profissional informará quais procedimentos odontológicos necessitam ser realizados.
Segundo o Ministério da Saúde, em 2021, 45% das gestantes que realizaram consultas de pré-natal na rede pública foram encaminhadas para avaliação de um cirurgião-dentista, pela Estratégia da Saúde da Família.

Wellington Carvalho ainda destaca que bons hábitos de higiene bucal e uma alimentação saudável também são pontos de partida para uma gestação segura. Além de reduzir o consumo de açúcar, é essencial fazer a escovação correta após as refeições, usar o fio dental e o creme dental com flúor. Vale ressaltar que a gestação não é a causa direta de problemas bucais. Contudo, as alterações hormonais e comportamentais que ocorrem neste período podem favorecer condições pré-existentes e gerar desconfortos à mulher.

Prevenção

De acordo com o Ministério da Saúde, para auxiliar na prevenção, o ideal é que as mulheres procurem um cirurgião-dentista para um check-up da boca antes de engravidar. O ideal é fazer o tratamento que remove a placa bacteriana por meio de raspagem e polimento. Já tratamentos extensos e cirurgias invasivas, como implantes, devem ser programados para depois do parto. Durante a gestação, as grávidas devem manter o acompanhamento, retornando ao consultório a cada início de trimestre, ou no período aconselhado pelo cirurgião-dentista.

“Existe um mito, uma informação disseminada na população de que a gestante deve adiar tratamentos odontológicos ou que o tratamento odontológico pode causar algum problema para ela e o bebê. Isso não é verdade. O tratamento odontológico da gestante é seguro e recomendado. O Ministério da Saúde recomenda ao menos uma consulta odontológica durante a gestação. E nessa consulta o cirurgião dentista vai avaliar a necessidade de outros tratamentos”, explica o coordenador-geral da Saúde Bucal do Ministério da Saúde.

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30/06/2022 16:16h

Integração de programas dentro da Rede Materno Infantil. Com previsão de R $1,6 bi, a rede vai ajudar municípios a cumprir a meta de ofertar ao menos seis atendimentos de pré-natal a 60% das gestantes no SUS

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O  Ministério da Saúde está ampliando o atendimento pré-natal em todo o país, para que todos os municípios brasileiros alcancem a meta de pelo menos 60% das gestantes fazerem ao menos seis consultas e exames, imprescindíveis para garantir a saúde das mães e bebês. Com a Rede de Atenção Materna e Infantil (Rami), que tem orçamento inicial de R$ 1,6 bilhão em investimentos, haverá mais recursos para ampliação do serviço dentro do Sistema Único de Saúde (SUS).

De acordo com o Ministério da saúde exames devem ser feitos da primeira à 20ª semana de gravidez no SUS. A meta para ampliar o pré-natal faz parte da estratégia para diminuir a mortalidade materna e garantir atendimento eficaz à gravidez de alto risco e foi estabelecida no âmbito do Previne Brasil, em 2019.

As diferenças regionais fazem com que muitas localidades ainda não tenham condições de oferecer esse atendimento especializado em todos os municípios.  Dados do Sistema de Informações em Saúde para a Atenção Básica (Sisab), apontam que, entre setembro e dezembro de 2021, 65% dos municípios do Brasil ainda não tinham atingido a marca estabelecida pela Saúde. 

Segundo a diretora do Departamento de Ações Programáticas Estratégicas (DAPES), Lana Lourdes Aguiar, a Rami integra vários programas para garantir a saúde materna e do bebê, entre eles a Rede Cegonha, ofertado em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS). Quando a mulher entra dentro do programa, têm acesso à realização de todos os exames necessários ao pré-natal, como ultrassonografias, encaminhamento  aos atendimentos específicos e vinculação  da gestante à maternidade de referência para o parto.

“Realizar um pré-natal de qualidade reduz de forma significativa a mortalidade da mãe e do bebê por causas evitáveis. O pré-natal deve ser feito assim que a mulher descobrir que está grávida e o SUS disponibiliza de forma gratuita testes rápidos de gravidez para acelerar o processo de confirmação até a 12ª semana de gestação”.

Paula Maiara, de 19 anos, afirma que acessar o serviço no SUS não apresentou grandes dificuldades, mas muitos exames e atendimentos não eram feitos na cidade de Águas Lindas de Goiás (GO), onde mora. Diagnosticada com gravidez de alto risco, ela só conseguiu fazer todos os exames e atendimentos necessários ao pré-natal em outras cidades da região do Entorno do Distrito Federal, como a Cidade Ocidental e Luziânia.

“Consegui ‘facinho’: fui no posto e marquei o pré-natal para o próximo mês. No mês (marcado), eu fui, fiz o meu primeiro pré-natal, fiz tudo certinho, os exames. Só que alguns dos exames deram alterações. Então, já me classificaram com gravidez de alto risco. Me encaminharam para Luziânia. Agora, estou fazendo pré-natal lá”, completa Paula.
De acordo com a diretora do Departamento de Ações Programáticas Estratégicas (DAPES), a história de Paula mostra a importância do pré-natal completo para gestantes. E destaca também a Rede de Atenção Materna e Infantil (Rami), anunciada oficialmente no dia 7 de junho.

“A Rami visa garantir a integralidade do cuidado principalmente para aquelas mulheres gestantes que foram identificadas com risco gestacional na Atenção Primária à Saúde, tanto risco para ela quanto para o seu bebê. A mulher pode acessar o acompanhamento em qualquer momento, até mesmo na dúvida da gestação. Ela deve procurar a sua Unidade Básica de Saúde mais próxima e solicitar a consulta ou até mesmo o teste rápido de gravidez para a confirmação”, explica Lana.

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30/06/2022 14:54h

O Ministério da Saúde recomenda a mamografia de rastreamento para as mulheres na faixa etária de 50 a 69 anos.

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Temido por muitas mulheres, o câncer de mama pode ser prevenido e tratado com altas chances de sucesso quando detectado precocemente. O SUS oferece assistência integral, incluindo ações de prevenção, o exame clínico das mamas, a mamografia de rastreamento e exames de investigação diagnóstica, assim como o tratamento e reabilitação.

No Amazonas, já foram realizadas 5,3 mil mamografias nas unidades do Sistema Único de Saúde (SUS), de janeiro a abril de2022. Destes exames, mais de 880 apresentaram risco elevado e as mulheres terão de fazer exames complementares.

De acordo com dados do Sistema Nacional de Câncer (SISCAN), nos primeiros quatro  meses de 2022, foram mais de 977 mil l exames realizados em todo o país. Para as mulheres diagnosticadas com câncer de mama, o SUS dispõe de 317 unidades e centros de assistência habilitados no tratamento oncológico.

Entre 2020 e 2021, o Ministério da Saúde investiu mais de R$ 196,7 milhões em 4,5 milhões de exames de mamografia para rastreamento e diagnóstico da doença e aplicou mais de R$ 5,7 milhões em 6,5 mil reconstruções mamárias e destinou mais de R$ 10,5 milhões em 25,1 mil cirurgias para o tratamento de câncer de mama.

Segundo o Sistema de Informações de Câncer (SISCAN), em 2020, o SUS realizou cerca de 1,8 milhão de mamografias no país. Em 2021, este número saltou para   mais de 2,6 milhões, um aumento de 44,44%.  

O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima a incidência de 66 mil novos casos de câncer de mama para o ano de 2022 no Brasil. Por isso é muito importante que as mulheres mantenham o acompanhamento integral na Atenção Primária à Saúde e realizem o exame de rastreamento na periodicidade adequada, além de adotarem a estratégia de conscientização, estando mais atentas ao conhecimento do seu corpo, como os aspectos normais das mamas e reconhecimento de alterações suspeitas, para que possam procurar um serviço de saúde o mais cedo possível.  Como outros tipos de câncer, a detecção precoce é fundamental para um tratamento de sucesso.

O exame clínico, o rastreamento por meio da mamografia e a identificação dos sinais e sintomas suspeitos são parte das estratégias para detecção precoce do câncer de mama. A cada dois anos, mulheres entre 50 e 69 anos devem realizar o exame de mamografia das mamas, como afirma o mastologista e diretor-presidente da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Amazonas (FCecon), Gerson Mourão. Mulheres consideradas de alto risco devem ter avaliação e conduta individualizadas.

“O câncer de mama leva de seis a 10 anos para atingir o tamanho de um centímetro, o que equivale a uma bolinha de gude. Mas a partir dali, ele cresce rapidamente. Existem casos onde as pacientes chegam aqui com o câncer avançado, correndo o risco de perder as mamas ou falecer. Por isso é importante as mulheres fazerem os exames clínicos com a mamografia”, orienta o mastologista.

Atenção integral

Principal porta de entrada do SUS, a Atenção Primária à Saúde promove ações de saúde individuais, familiares e coletivas para prevenir e detectar precocemente o câncer de mama.  A mamografia é solicitada durante a consulta com o profissional de saúde na Unidade Básica de Saúde, devendo ser acompanhada do exame clínico das mamas.

“Além de se fazer a solicitação da mamografia de rastreamento como o método de detecção precoce do câncer de mama, também se trabalha a questão de sinais e sintomas do câncer de mama junto às mulheres e formas de prevenção primária, como o estímulo a prática de atividade física, a manutenção de um peso saudável, alimentação adequada e saudável também rica em alimentos in natura, pobre em ultraprocessados”, ressalta a coordenadora-geral de Prevenção de Doenças Crônicas e Controle do Tabagismo, Patricia Izetti.

A professora de educação física aposentada Joana Mazzolo, de 66 anos, detectou de forma precoce um tumor em suas mamas. Moradora de Manaus (AM), ela já tinha o hábito de autoexaminar as mamas, mas só conseguiu diagnosticar o câncer aos 40 anos, após um exame de mamografia. Por ter iniciado o tratamento a tempo, Joana não desenvolveu complicações mais graves.

“Descobri o câncer de mama em 1995, aos 40 anos, e não foi fácil. O mundo veio à tona, eu não fiquei em mim. Eu fui tratada pelo SUS, já recebi minha alta, mas continuo utilizando o SUS, que é um dos melhores e o maior programa de saúde que nós temos no nosso país. Não desistam jamais. Há sempre uma luz no fim do túnel e o diagnóstico precoce tem cura”, alerta Joana.

Os centros oncológicos integram a rede SUS e oferecem assistência especializada e integral, atuando no diagnóstico, estadiamento e tratamento do câncer de mama.  Confira a listagem de hospitais credenciados no site do Inca, encontre a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima da sua residência ou procure a secretaria de saúde do seu estado para mais informações.

CÂNCER DE MAMA: Sinais e sintomas (Fonte: Inca)

● Nódulo (caroço), fixo e geralmente indolor: é a principal manifestação da doença, estando presente em cerca de 90% dos casos quando o câncer é percebido pela própria mulher;

● Pele da mama avermelhada, retraída ou com aspecto de casca de laranja;

● Alterações no mamilo (bico do seio);

● Nódulos aumentados nas axilas;

● Saída espontânea de líquido anormal pelos mamilos.

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30/06/2022 13:21h

O Ministério da Saúde recomenda a mamografia de rastreamento para as mulheres na faixa etária de 50 a 69 anos.

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Pesadelo de muitas mulheres, o câncer de mama pode ser detectado precocemente com o autoexame e exames clínicos periódicos.  No estado do Acre, já foram realizadas  4 mil mamografias nas unidades do Sistema Único de Saúde (SUS), de janeiro a abril de 2022. Destes exames, 169 apresentaram risco elevado e as mulheres terão de fazer exames complementares.

Em âmbito nacional, de janeiro a abril de 2022, foram realizados 977 mil exames de mamografia. Para as mulheres diagnosticadas com câncer de mama, o SUS dispõe de 317 unidades e centros de assistência habilitados para tratamento oncológico.

Entre 2020 e 2021, o Ministério da Saúde investiu mais de R$ 196,7 milhões em 4,5 milhões de exames de mamografia para  rastreamento e diagnóstico da doença e aplicou mais de R$5,7 milhões em 6,5 mil reconstruções mamárias e destinou mais de R$ 10,5 milhões em 25,1 mil cirurgias para o tratamento de câncer de mama.

Segundo o Sistema de Informações de Câncer (SISCAN), em 2020, o SUS realizou cerca de 1,8 milhão de mamografias no país. Em 2021, este número saltou para   mais de 2,6 milhões, um aumento de 44,44%. 

O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima 66 mil novos casos de câncer de mama para o ano de 2022 no Brasil. Por isso é muito importante que as mulheres mantenham o acompanhamento integral na Atenção Primária à Saúde e realizem  o exame de rastreamento na periodicidade adequada, além de adotarem a estratégia de conscientização, estando mais atentas ao conhecimento do seu corpo, como os aspectos normais das mamas e reconhecimento de alterações suspeitas, para que possam  procurar um serviço de saúde o mais cedo possível.. Como outros tipos de câncer, a detecção precoce é fundamental para um tratamento de sucesso.

O exame clínico, o rastreamento por meio da mamografia e a identificação dos sinais e sintomas suspeitos são parte das estratégias para detecção precoce do câncer de mama. A mamografia é ofertada de forma gratuita pelo SUS, sendo recomendada como exame de rastreamento para mulheres com idade entre 50 e 69 anos, a cada dois anos. Mulheres consideradas de alto risco devem ter avaliação e conduta individualizadas. 
“O câncer de mama leva de seis a 10 anos para atingir o tamanho de um centímetro, o que equivale a uma bolinha de gude. Mas a partir dali, ele cresce rapidamente. Existem casos onde as pacientes chegam aqui com o câncer avançado, correndo o risco de perder as mamas ou falecer. Por isso é importante as mulheres fazerem os exames clínicos com a mamografia”, orienta o mastologista e diretor-presidente da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Amazonas (FCecon), Gerson Mourão.

Atenção integral

Principal porta de entrada do SUS, a Atenção Primária à Saúde promove ações de saúde individuais, familiares e coletivas para prevenir e detectar precocemente o câncer de mama. A mamografia é solicitada durante a consulta com o profissional de saúde na Unidade Básica de Saúde, devendo ser acompanhada do exame clínico das mamas. 

Além de se fazer a solicitação da mamografia de rastreamento como o método de detecção precoce do câncer de mama, também se trabalha a questão de sinais e sintomas do câncer de mama junto às mulheres e também formas de prevenção primária, como o estímulo a prática de atividade física, a manutenção de um peso saudável, alimentação adequada e saudável também rica em alimentos in natura, pobre em ultraprocessados”, ressalta a coordenadora-geral de Prevenção de Doenças Crônicas e Controle do Tabagismo, Patrícia Izetti.

Os centros oncológicos integram a rede SUS e oferecem assistência especializada e integral, atuando no diagnóstico, estadiamento e tratamento do câncer de mama..  Confira a listagem de hospitais credenciados no site do Inca, encontre a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima da sua residência ou procure a secretaria de saúde do seu estado para mais informações.

CÂNCER DE MAMA: Sinais e sintomas (Fonte: Inca)

●    Nódulo (caroço), fixo e geralmente indolor: é a principal manifestação da doença, estando presente em cerca de 90% dos casos quando o câncer é percebido pela própria mulher;
●    Pele da mama avermelhada, retraída ou com aspecto de casca de laranja;
●    Alterações no mamilo (bico do peito);
●   Nódulos aumentados nas axilas ;
●    Saída espontânea de líquido anormal pelos mamilos.

Para mais informações, acesse o site do Ministério da Saúde: gov.br/saude. Ou entre em contato com a Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), pelos telefones (68) 3215-2670 e 3215-2619.
 

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30/06/2022 13:09h

Equipes multiprofissionais atuam na redução de partos prematuros, de complicações por hipertensão arterial, transmissão vertical de patologias como o HIV, sífilis e as hepatites

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Toda a mulher grávida ou que queira engravidar pode procurar uma Unidade Básica de Saúde do SUS para receber as orientações necessárias. Por lá, equipes multidisciplinares acompanham as mulheres do pré-natal ao puerpério, encaminhamentos e exames como hemograma completo, grupo sanguíneo e fator Rh, sorologia para sífilis, anti-HIV, toxoplasmose, IgG e IgM, hepatite B, teste oral de tolerância à glicose e ultrassonografia obstétrica.


Isabella Damascena, enfermeira da rede pública de saúde do Distrito Federal, enfatiza que é necessário buscar o pré-natal assim que a gravidez seja confirmada. “Algumas mulheres tem dúvida: ‘ah, preciso esperar algum período para dar entrada?'. Não. Assim que você descobre a gestação, já precisa dar início ao seu pré-natal. De início, já é preciso fazer exames para rastrear possíveis patologias, doenças. E rastrear riscos, tanto para gestante quanto para o bebê”, explica a profissional.


A Tereza Klavidianos, de 25 anos, encontrou serviços de qualidade e uma equipe multiprofissional para atendê-la durante todo o pré-natal e até depois do parto. “Consulta com dentistas, grupos de gestantes… O SUS me acolheu para além do pré-natal, no pós-parto também. Era atendida por enfermeiras e médicas - todas muito atenciosas. ”


Para iniciar o pré-natal, é preciso a comprovação da gestação pelo exame de sangue Beta HCG, disponível em Unidades Básicas de Saúde (UBS), documento de identificação e comprovante de residência.


Caderneta da Gestante

O Ministério da Saúde, em conjunto com as Secretarias de Saúde Estaduais, Municipais e do Distrito Federal, elaborou a Caderneta da Gestante. O material conta com respostas para as principais dúvidas, exames, direitos da mulher grávida ou puérpera, dicas para uma gravidez saudável e orientações sobre o desenvolvimento do bebê. 

A Caderneta da Gestante é disponibilizada gratuitamente em qualquer Unidade Básica de Saúde (UBS) e no site do Ministério da Saúde. Este instrumento é importante para a qualificação da atenção pré-natal à medida que os procedimentos e condutas clínicas são realizados e avaliados, sistemática e periodicamente, em todas as consultas, junto com possíveis diagnósticos, que são devidamente registrados no documento 
 

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30/06/2022 11:23h

Esse número é do primeiro quadrimestre do ano. Exame serve para a detecção precoce do câncer do colo do útero

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Nos primeiros quatro meses de 2022, 75 mil mulheres do estado do Maranhão realizaram a coleta de exame citopatológico em unidades do Sistema Único de Saúde (SUS). Esses exames servem para a detecção precoce do câncer do colo do útero, uma doença silenciosa e tratável, se for diagnosticada logo no início.

Levar mais mulheres para realizar a detecção precoce do câncer do colo do útero é uma preocupação permanente do Ministério da Saúde. Projeção do Instituto Nacional de Câncer (Inca), aponta que cerca de 16,7 mil mulheres poderão ter câncer do colo do útero até o final de 2022. Nos serviços de Atenção Primária à Saúde do SUS, foram coletados cerca de 6 milhões de exames preventivos - também conhecidos como papanicolau - no ano passado. 

Segundo o Ministério da Saúde, atualmente existem mais de 42 mil Unidades Básicas de Saúde com cerca de 1.229 equipes de Atenção Primária atuando em todo o SUS onde as mulheres podem fazer o papanicolau e outros exames. Além disso, há mais de 317 hospitais e centros de assistência habilitados para o tratamento do câncer, que integram a rede SUS. 

“É importante lembrarmos que muitas vezes, o câncer do colo do útero não apresenta sintomas em estádios iniciais. Sangramentos, dores, normalmente esses sintomas vão aparecer quando o tumor já está num estádio mais avançado. O exame preventivo, é a melhor forma de se conseguir detectar essas lesões em estágios iniciais e até mesmo quando ainda não são cânceres", destaca a coordenadora-geral de Prevenção de Doenças Crônicas e Controle do Tabagismo do Ministério da Saúde, Patrícia Izetti.

A coleta de material citopatológico do colo do útero (também conhecido como Papanicolau)  é a principal forma de rastreamento e detecção precoce desse tipo de câncer e é indicado para mulheres de 25 a 64 anos a cada três anos, após dois exames anuais consecutivos normais.

QUADRO: De olho no resultado dos exames (Fonte: MS)

  • Negativo para câncer: se esse for o primeiro resultado negativo, a mulher deverá fazer novamente o exame preventivo daqui um ano. Se já tem um resultado negativo do ano anterior, deverá fazer o próximo exame preventivo daqui a três anos;
  • Lesão de baixo grau: deverá repetir o exame após seis meses;
  • Lesão de alto grau: o profissional de saúde irá lhe orientar sobre como proceder. Pode ser necessária a realização de exames complementares, como a colposcopia;
  • Amostra insatisfatória: o exame deverá ser repetido, pois o material pode ter sido insuficiente para gerar um resultado adequado.

Para realizar a coleta de material para o exame citopatológico do colo do útero pelo SUS, a mulher deve ir a uma Unidade Básica de Saúde (UBS) e agendar a consulta com os profissionais de saúde, que vão avaliar histórico e sintomas. A coleta do material, realizada por um profissional de saúde capacitado, provoca uma pequena descamação da superfície externa e interna do colo do útero com uma espátula e uma escovinha. As amostras coletadas são colocadas numa lâmina para serem analisadas em laboratório especializado em citopatologia.

Patrícia Izetti explica que, eventualmente, algumas instituições e hospitais de maior complexidade podem ofertar esse exame, mas em contextos muito específicos. “O exame citopatológico do colo do útero, também conhecido como exame preventivo ou Papanicolau, é ofertado nas Unidades Básicas de Saúde e a mulher deve procurar aquela UBS a qual ela está cadastrada e vinculada para que possa fazer o seu exame preventivo”, orienta.

Porta de entrada

A Atenção Primária à Saúde (APS) é a principal porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS) e o primeiro contato que a população tem quando procura atendimento ou uma Unidade Básica de Saúde (UBS).

Por meio da APS são promovidas ações de saúde individuais, familiares e coletivas que envolvem promoção da saúde, prevenção, diagnóstico, tratamento, reabilitação, cuidados paliativos e vigilância em saúde. Esse serviço é realizado por uma equipe multiprofissional e dirigido à população em cada território definido, sobre os quais as equipes assumem responsabilidade sanitária.

Para mais informações, acesse o site do Ministério da Saúde: gov.br/saude. Ou entre em contato com a Secretaria de Estado da Saúde do Maranhão, pelo telefone (98) 3198-5500.

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Brasil 61