Ministério da Saúde

10/07/2026 04:15h

Boletim da Fiocruz aponta redução das internações por VSR e influenza, mas cenário ainda preocupa em diversos estados

Baixar áudio

Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) apresentam início de queda após quase cinco meses consecutivos de alta no Brasil. É o que aponta a mais recente edição do Boletim InfoGripe, divulgada nesta quinta-feira (9) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)

A redução nacional é explicada, principalmente, pelo crescimento mais lento das internações causadas pelo vírus sincicial respiratório (VSR) e pela queda das hospitalizações por influenza A e influenza B. Ainda assim, o levantamento alerta que o número de ocorrências ainda permanece elevado em grande parte do país.

Segundo o InfoGripe, seis estados permanecem em níveis de alerta, risco ou alto risco para SRAG, com tendência de crescimento no longo prazo. A lista inclui Amazonas, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Roraima e Santa Catarina

Estados em alerta

Os casos de SRAG associados ao VSR continuam em alta em todos os estados da Região Sul, além de Minas Gerais e São Paulo, no Sudeste, e Roraima, na Região Norte. Nas demais unidades da federação, a Fiocruz já identifica estabilização ou redução das ocorrências

Em relação à influenza A, o estudo mostra que o período de maior circulação do vírus já terminou na maior parte do país. Mesmo assim, os casos graves ainda permanecem em níveis elevados no Acre, em Minas Gerais, no Paraná, em Roraima e em São Paulo, apesar da tendência de queda.  

Já a influenza B segue em crescimento em diversos estados do Centro-Sul, entre eles Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina. Por outro lado, Ceará, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo já apresentam sinais de estabilização ou início de redução dos casos

O boletim também destaca a situação do Amazonas, onde o aumento das ocorrências de SRAG entre idosos está, provavelmente, relacionado ao crescimento das hospitalizações por Covid-19

Entre as capitais brasileiras, 9 apresentam níveis de alerta, risco ou alto risco para SRAG, com sinal de crescimento na tendência de longo prazo.

Entre elas estão Belo Horizonte (MG), Boa Vista (RR), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Goiânia (GO), Manaus (AM), Palmas (TO), Porto Alegre (RS) e Rio Branco (AC).

Em Belo Horizonte, Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre, o aumento dos casos está concentrado principalmente entre crianças menores de dois a quatro anos. Em Rio Branco, o crescimento ocorre entre crianças e adolescentes de 2 a 14 anos. Já Belo Horizonte, Florianópolis, Manaus e Rio Branco também registram avanço das internações entre idosos

Prevenção

Mesmo com o início da queda nas hospitalizações por SRAG, os pesquisadores da Fiocruz reforçam que o volume de casos ainda é elevado e recomendam a manutenção das medidas de prevenção. Entre as orientações estão: 

  • cobrir boca e nariz com o braço ao tossir ou espirrar; 
  • lavar as mãos com frequência;
  • permanecer em isolamento ao apresentar sintomas de gripe ou resfriado; 
  • usar máscara caso seja necessário sair de casa durante o período de sintomas; 
  • manter a vacinação em dia, especialmente entre os grupos de maior risco. 

Prevalência dos vírus

Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, a distribuição dos vírus entre os casos positivos de SRAG foi a seguinte:

  • 12,7% de influenza A
  • 8,4% de influenza B
  • 55,9% de VSR
  • 23,3% de rinovírus
  • 2,2% de Sars-CoV-2 (Covid-19)

Entre os óbitos, a presença dos mesmos agentes foi:

  • 33,1% de influenza A
  • 15,4% de influenza B
  • 21,7% de VSR
  • 26,3% de rinovírus
  • 6,9% de Sars-CoV-2 (Covid-19)

O levantamento do InfoGripe tem como base os dados inseridos no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe, atualizados até 4 de julho, e é referente à Semana Epidemiológica (SE) 26. Confira outros detalhes no link.

VEJA MAIS:

Copiar textoCopiar o texto
05/07/2026 04:05h

Prazo para imunização de quem não recebeu a vacina na idade indicada foi ampliado

Baixar áudio

O Ministério da Saúde prorrogou a estratégia nacional de vacinação contra o papilomavírus humano (HPV) voltada a adolescentes e jovens de 15 a 19 anos que não têm registro de imunização. A campanha seguirá até 31 de dezembro de 2026 em todo o país.

Segundo o Ministério da Saúde, a iniciativa já resultou na aplicação de quase 300 mil doses desde seu lançamento. Desse total, mais de 124 mil foram administradas em meninas e cerca de 163 mil em meninos da faixa etária contemplada.

Com a prorrogação, estados e municípios deverão reforçar as ações para identificar e vacinar quem ainda não recebeu a dose. A orientação é que a imunização também ocorra fora das unidades básicas de saúde, com atividades em escolas, universidades e outros locais frequentados pelo público-alvo.

A vacinação é considerada a principal estratégia de prevenção contra o HPV, vírus relacionado ao câncer do colo do útero e a outras doenças associadas à infecção, incluindo diferentes tipos de câncer. 

Estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA) indicam que o Brasil poderá registrar aproximadamente 19,3 mil novos casos de câncer do colo do útero por ano no período entre 2026 e 2028, reforçando a importância da ampliação da cobertura vacinal.

Quem pode se vacinar?

Pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a vacinação contra o HPV integra o calendário de rotina para meninas e meninos de 9 a 14 anos. Excepcionalmente, até o fim de 2026, adolescentes e jovens de 15 a 19 anos que perderam a oportunidade de se imunizar também poderão receber a vacina gratuitamente.

O imunizante continua disponível para grupos com indicação específica, entre eles pessoas que vivem com HIV, transplantados, pacientes em tratamento oncológico, usuários da profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP) e pessoas com papilomatose respiratória recorrente.

Quem deseja verificar se já recebeu a vacina pode consultar o histórico de imunização pelo aplicativo Meu SUS Digital.

Consulte as informações da campanha de vacinação contra o HPV 
 

VEJA MAIS:

 

Copiar textoCopiar o texto
02/07/2026 04:15h

Capital amplia imunização com dose zero para bebês e reforça ações em áreas de grande circulação para evitar a reintrodução do vírus

Baixar áudio

A Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo aplicou 5.314 doses da vacina contra o sarampo no último sábado (27). A ação fez parte de uma mobilização emergencial após a confirmação de três casos da doença em crianças menores de dois anos na Zona Norte da capital paulista

Do total, foram aplicadas 220 das chamadas “doses zero” da vacina tríplice viral em crianças de 6 a 11 meses e 29 dias, nas Assistências Médicas Ambulatoriais (AMAs)/Unidades Básicas de Saúde (UBSs) Integradas e durante a busca ativa de casos suspeitos na região. 

As outras 5.094 doses foram destinadas à população de 12 meses a 59 anos. Dessas, 3.032 foram aplicadas por equipes de vacinação itinerante, que percorreram bairros da Zona Norte imunizando moradores em domicílios e em locais de grande circulação, como feiras, supermercados e praças. 

Dose zero reforça proteção dos bebês

A Secretaria Municipal da Saúde destaca que a dose zero é uma estratégia adicional de proteção e não substitui o esquema regular do Calendário Nacional de Vacinação

Assim, mesmo após receber a dose entre 6 meses e 11 meses e 29 dias, a criança deve tomar a primeira dose da vacina tríplice viral aos 12 meses e a segunda, preferencialmente com a vacina tetraviral, aos 15 meses

Além de proteger contra o sarampo, a tríplice viral também previne caxumba e rubéola. Já a tetraviral amplia essa proteção ao incluir a varicela (catapora)

Segundo a pasta, a cobertura vacinal da tríplice viral no município já alcança cerca de 100% para as duas doses em 2026, índice superior à meta de 95% estabelecida pelo Ministério da Saúde

Estado intensifica vigilância diante do aumento de casos no exterior

Além da aplicação da dose zero, o Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (CVE-SP) adotou uma série de medidas para reduzir o risco de reintrodução do vírus no estado. 

Segundo a pasta, em razão do aumento do fluxo internacional de passageiros durante a Copa do Mundo de 2026, foram intensificadas as ações de vacinação em aeroportos, terminais rodoviários, estações de metrô e trens

A preocupação é motivada pela alta circulação do vírus nos países-sede do torneio. Nos Estados Unidos, foram registrados 2.288 casos em 2025 e outros 2.104 até 20 de junho de 2026. No Canadá, após 5.075 casos no ano passado, já são 1.073 neste ano. No México, a situação é ainda mais preocupante: o país passou de apenas sete casos em 2024 para 6.586 em 2025 e 11.771 em 2026

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, as ações buscam interromper rapidamente possíveis cadeias de transmissão e reduzir o risco de entrada do vírus no estado por meio dos municípios de São Paulo e Guarulhos, onde está localizado o Aeroporto Internacional de Guarulhos

“O estado de São Paulo atua de forma preventiva, com intensificação da vigilância e ampliação das ações de vacinação para proteger a população. O estado disponibilizou doses adicionais para os dois municípios (São Paulo e Guarulhos) que farão as ações de intensificação”, disse em nota a diretora do CVE-SP, Tatiana Lang.

A vacinação contra o sarampo é oferecida de segunda a sexta-feira em todas as 482 UBSs da capital, das 7h às 19h. Aos sábados, o imunizante também está disponível nas AMAs/UBSs Integradas, no mesmo horário. 

A população pode encontrar a unidade mais próxima pela plataforma Busca Saúde.

Risco de novas epidemias 

Professora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e membro da diretoria da Sociedade Paulista de Infectologia, a infectologista Raquel Stucchi afirma que o Brasil corre risco de voltar a enfrentar epidemias de sarampo devido à cobertura vacinal insuficiente em parte do país. 

Dados mais recentes do Ministério da Saúde mostram que, em 2025, a cobertura nacional foi de 92,68% para a primeira dose e de 78,04% para a segunda, ambas abaixo da meta de 95%

"O risco existe, principalmente neste momento de grande deslocamento de pessoas em função da Copa do Mundo e do retorno de brasileiros que foram para os Estados Unidos, Canadá e México, caso não estejam adequadamente vacinados", alerta. 

O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, transmitida por secreções eliminadas ao tossir, espirrar, falar ou respirar próximo de pessoas não imunizadas. Crianças menores de cinco anos, pessoas desnutridas e indivíduos imunossuprimidos estão entre os grupos com maior risco de desenvolver complicações

A infectologista explica que na fase aguda o sarampo pode provocar pneumonia ou meningite grave, podendo evoluir para óbito. 

“Além disso, de forma mais tardia, pode provocar um quadro de panencefalite, que leva a uma perda importante da capacidade cognitiva e uma debilidade muito importante também”, explica.

A especialista reforça que a vacinação com a tríplice viral é a forma mais eficaz de prevenção e possui eficácia amplamente comprovada

VEJA MAIS:

Copiar textoCopiar o texto
26/06/2026 18:00h

Nova estratégia entra em vigor em agosto e amplia a proteção das crianças com cinco doses da vacina inativada contra a pólio.

Baixar áudio

O Ministério da Saúde anunciou a inclusão da segunda dose de reforço contra a poliomielite no Calendário Nacional de Vacinação. A mudança entra em vigor no dia 3 de agosto e amplia a proteção das crianças brasileiras contra a doença, reforçando as estratégias para manter o país livre da circulação do poliovírus.
Com a atualização, as crianças passarão a receber uma segunda dose de reforço da vacina inativada poliomielite (VIP) aos quatro anos de idade. Essa dose será aplicada após o esquema já previsto, composto por três aplicações aos dois, quatro e seis meses de vida e pelo primeiro reforço aos 15 meses. Assim, o calendário infantil passa a contar com cinco doses, todas administradas por via injetável.
Segundo o Ministério da Saúde, as doses de reforço são fundamentais para induzir e manter a resposta imunológica ao longo da infância, garantindo proteção por mais tempo e fortalecendo a imunidade coletiva contra o vírus da poliomielite. A medida também contribui para reduzir o risco de reintrodução da doença no país.
A pasta destaca que o Brasil permanece sem registro de casos de poliomielite causada pelo poliovírus selvagem há mais de três décadas, mas a manutenção de altas coberturas vacinais é essencial para preservar esse cenário. A recomendação é que pais e responsáveis mantenham a caderneta de vacinação das crianças atualizada e procurem uma unidade de saúde sempre que houver doses em atraso.
A atualização faz parte das ações contínuas do Programa Nacional de Imunizações para fortalecer a proteção da população infantil e manter o país preparado diante do risco de circulação do vírus em outras regiões do mundo.
 

Copiar textoCopiar o texto

Resultado provisório de edital divulgado pelo Ministério das Comunicações prevê investimentos de R$ 46 milhões para ampliar acesso ao atendimento digital, teleconsultas e prontuários eletrônicos; 30 operadoras nacionais e provedores regionais foram selecionados

Baixar áudio

Quase 2 mil Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de todo o país serão contempladas com conexão de alta velocidade para auxiliar no atendimento aos pacientes. O resultado provisório do edital foi divulgado pelo Ministério das Comunicações (MCom) e relaciona as 1.983 unidades de saúde contempladas. Os investimentos previstos somam R$ 46 milhões e são destinados a ampliar a infraestrutura digital em postos de saúde, especialmente em regiões remotas e com acesso limitado à rede.

O edital selecionou 30 operadoras nacionais e provedores regionais. Os recursos são do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) e devem permitir que os postos ampliem o uso de prontuários eletrônicos, realizem teleconsultas, integrem sistemas de saúde e ofereçam mais agilidade no atendimento à população.

O ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, destacou que a ampliação da conectividade na saúde deve contribuir para a redução das filas de espera, facilitar o acesso a especialistas por meio da telessaúde e melhorar a gestão dos serviços prestados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Ele também destacou os benefícios da medida para a rotina de trabalho dos profissionais de saúde.

“Para os profissionais de saúde, a internet de qualidade melhora a rotina de atendimento e facilita o acesso a ferramentas digitais. Para os pacientes, especialmente aqueles em localidades afastadas dos grandes centros, ela reduz o deslocamento e diminui o tempo de espera”, disse Siqueira Filho.

Frederico de Siqueira Filho também destacou que a pasta trabalha para ampliar a infraestrutura digital no país, considerada por ele essencial para garantir serviços públicos de qualidade.

Já o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ressaltou que a parceria com o Ministério das Comunicações, além de permitir a expansão da conexão à internet nas unidades de saúde, também contribui para fomentar a estrutura interna necessária para integrar dados e apoiar a comunicação entre as equipes.

Padilha mencionou, ainda, que a infraestrutura tecnológica nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do país colabora com a Atenção Primária à Saúde (APS), porta de entrada do SUS e responsável pelo acompanhamento inicial dos pacientes. 

“A força de um sistema nacional público de saúde, da dimensão do SUS, é a atenção primária. Primeiro, a conexão na internet. E junto com a conexão na internet, a infraestrutura Wi-Fi dentro da unidade, para nós, é um avanço muito importante”, salientou o ministro da Saúde.

Economia local

Além dos benefícios para a população, a iniciativa também beneficia os cofres públicos. Segundo o MCom, a concorrência entre operadoras e provedores gerou economia nas contas públicas – já que houve um desconto médio de 14,9% nos contratos fechados, em relação aos valores inicialmente estimados pelo governo.

Confira os principais valores destinados à conexão das unidades:

  • R$ 31,2 milhões, que devem ser utilizados pela empresa vencedora para conexão de 1.324 UBSs;
  • R$ 10,2 milhões, que contempla 471 unidades;
  • R$ 1,3 milhão, que prevê a conexão de 50 UBSs.

Conforme o MCom, a participação de provedores regionais também garantirá a ampliação da política pública, considerando a expansão da conectividade em municípios menores e localidades afastadas dos grandes centros.

Recurso

Considerando a divulgação do resultado provisório, as empresas participantes têm o prazo de 10 dias para apresentar questionamentos ou recursos, em caso de discordância com o resultado.

Os questionamentos devem ser formalizados por meio de petição intercorrente diretamente nos autos do Processo nº 53115.009117/2026-75, por meio do Sistema Eletrônico de Informações (SEI), disponível no portal do Ministério das Comunicações.

Após o encerramento desse prazo e a análise dos recursos apresentados, o Ministério das Comunicações homologará o resultado final. A homologação do resultado final dará início à instalação da conexão nas unidades de saúde contempladas.

A Ata de Resultado Provisório e o detalhamento por lote e localidade podem ser acessados na página oficial do certame, em: editalfust.mcom.gov.br.
 

Copiar textoCopiar o texto
24/06/2026 04:10h

Crianças menores de cinco anos que ainda não completaram o esquema vacinal já podem receber o imunizante que protege contra pneumonia e meningite

Baixar áudio

Crianças menores de cinco anos que ainda não completaram o esquema vacinal já podem receber a nova vacina pneumo 20 na rede pública de saúde. A estratégia nacional foi lançada no último sábado (20), em São Paulo, pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha

O imunizante oferece proteção contra 20 sorotipos da bactéria pneumococo, responsável por doenças graves, como pneumonia e meningite. Na rede privada, a vacina pode custar até R$ 500. Em comparação às formulações anteriores, a pneumo 20 amplia a cobertura contra os sorotipos mais associados à doença pneumocócica invasiva, especialmente os tipos 3, 6A e 19A

Além disso, a vacina também contribui para a prevenção da otite média, infecção que pode evoluir para complicações mais graves, como perda auditiva e infecção generalizada

Mais de 570 mil doses distribuídas

Desde maio de 2026, o Ministério da Saúde distribuiu mais de 570 mil doses da pneumo 20 para todos os estados, garantindo o início da vacinação. Até o fim do ano, a expectativa é que mais de 6,1 milhões de doses sejam enviadas às unidades da federação. 

A pneumo 20 será ofertada aos seguintes grupos prioritários:

  • Crianças menores de 5 anos;
  • Povos indígenas maiores de 5 anos de idade (sem histórico vacinal com pneumo conjugada);
  • Idosos com 60 anos ou mais acamados e/ou institucionalizados;
  • Pessoas com condições clínicas especiais, atendidas nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE).

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença pneumocócica é a principal causa de mortalidade infantil por enfermidades preveníveis. No Brasil, entre 2023 e 2025, foram registrados 4,6 mil casos de meningite pneumocócica e 1,4 mil mortes

A expectativa do Ministério da Saúde é que a ampliação da cobertura vacinal reduza a incidência de casos graves, hospitalizações e mortes, além de diminuir os gastos do SUS com internações, tratamentos intensivos e reabilitação de pacientes com sequelas

Transição no calendário vacinal

Atualmente, o SUS oferece as vacinas pneumo 10 e pneumo 13 — com proteção mais robusta e duradoura —, além da polissacarídica 23 — que amplia a cobertura contra mais tipos da bactéria. Essas formulações estão alinhadas às diretrizes internacionais e apresentam uma relação custo-benefício comprovada para as políticas de saúde pública.

Com a chegada da pneumo 20, o Ministério da Saúde dará início a uma transição gradual para ampliar a proteção contra um número maior de sorotipos da bactéria

Durante o período, o esquema vacinal infantil  seguirá o seguinte modelo: 

  • uma dose da pneumo 20 aos dois meses de idade; 
  • uma dose da pneumo 10 aos quatro meses,
  • e uma dose de reforço da pneumo 20 aos 12 meses, respeitando o intervalo mínimo de 60 dias entre a segunda dose e o reforço. 

A estratégia será mantida até o esgotamento dos estoques da pneumo 10. Depois disso, o calendário passará a utilizar exclusivamente a pneumo 20

Pais e responsáveis poderão acompanhar o histórico de vacinação das crianças por meio da Caderneta Digital de Saúde da Criança, disponível no aplicativo Meu SUS Digital

VEJA MAIS:

Copiar textoCopiar o texto
20/06/2026 03:00h

Padi Brasil vai ampliar o cuidado de pessoas idosas com limitações funcionais por meio de equipes multiprofissionais que atuarão diretamente nas residências dos pacientes.

Baixar áudio

Mais de 2,7 mil municípios brasileiros já solicitaram adesão ao Programa de Atenção Domiciliar à Pessoa Idosa (Padi Brasil), lançado pelo Ministério da Saúde para ampliar o atendimento de idosos com limitações funcionais diretamente em suas residências.

De acordo com a pasta, 2.733 municípios manifestaram interesse em participar da iniciativa, que representa a primeira estratégia nacional com cofinanciamento federal voltada exclusivamente ao cuidado domiciliar da população idosa no âmbito da Atenção Primária à Saúde.

O programa prevê investimento de aproximadamente R$ 500 milhões até 2027. Os recursos serão destinados à ampliação das Equipes Multiprofissionais (eMulti), compostas por profissionais de diferentes áreas da saúde, como fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos, assistentes sociais e terapeutas ocupacionais.

A proposta é garantir um acompanhamento mais próximo dos idosos que enfrentam dificuldades de locomoção ou dependem de cuidados contínuos, reduzindo a necessidade de deslocamentos frequentes para unidades de saúde e contribuindo para a prevenção de internações evitáveis.

Como funcionará o repasse financeiro para os municípios

Com o incremento financeiro do governo federal, as administrações municipais podem contratar mais profissionais, incluir médicos especialistas e aumentar a carga horária do atendimento local.

Os valores dos repasses mensais são distribuídos da seguinte forma:

  • Incremento mensal: até R$ 10 mil por equipe, a depender da modalidade (Ampliada, Complementar ou Estratégica);
  • Custeio total: o valor pode alcançar até R$ 57,5 mil por mês por equipe multiprofissional;
  • Parcela única: repasse inicial de implantação para a estruturação das ações no município, equivalente ao valor do incremento.
  • Impacto na Atenção Primária e envelhecimento saudável 


Segundo o Ministério da Saúde, o envelhecimento da população brasileira exige novas estratégias de cuidado. Atualmente, cerca de 80% dos idosos dependem exclusivamente do Sistema Único de Saúde (SUS). Além do atendimento aos pacientes, o Padi Brasil também prevê apoio e orientação a familiares e cuidadores.

A expectativa do governo federal é fortalecer a rede de atenção à saúde da pessoa idosa, promovendo mais qualidade de vida, autonomia e acesso aos serviços de saúde para essa parcela da população.
 

Copiar textoCopiar o texto
19/06/2026 04:15h

Investimento superior a R$ 250 milhões beneficiará mais de 20 mil famílias em oito estados brasileiros e reforçará a segurança hídrica em regiões vulneráveis às mudanças climáticas.

Baixar áudio

O acesso à água potável para milhares de famílias do Semiárido brasileiro será ampliado nos próximos meses. A Fundação Nacional de Saúde (Funasa) autorizou a instalação de 20,9 mil cisternas em 498 municípios de oito estados, com investimento superior a R$ 250 milhões. O anúncio foi feito na quarta-feira (17), durante cerimônia da posse do novo presidente da Funasa, Lenildo Morais. 

As cisternas serão instaladas em municípios da Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. A tecnologia permite captar e armazenar água da chuva para consumo humano, ampliando o acesso à água e reduzindo a dependência de outras formas de abastecimento

A seleção dos municípios contemplados foi realizada pela Funasa ao longo de 2025. Entre os critérios adotados, tiveram prioridade famílias em situação de vulnerabilidade social, incluindo lares chefiados por mulheres, pessoas com deficiência, beneficiários do Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal e comunidades quilombolas

Durante o evento, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que o acesso à água de qualidade é um fator relevante para a promoção da saúde e para o enfrentamento dos impactos das mudanças climáticas. Segundo o ministro, o aumento das temperaturas e a ocorrência de eventos climáticos extremos exigem ações voltadas ao saneamento e ao abastecimento de água para populações vulneráveis. 

Antes da autorização das obras, equipes técnicas da fundação realizaram vistorias e análises para verificar a viabilidade da implantação das estruturas e o cumprimento dos critérios estabelecidos.

VEJA MAIS:

Copiar textoCopiar o texto
12/06/2026 04:20h

Qdenga continua sendo aplicada na rede pública, enquanto Dengvaxia permanece disponível apenas em clínicas privadas

Baixar áudio

Apesar de o Ministério da Saúde ter anunciado a pausa temporária da vacinação contra a dengue com o imunizante do Instituto Butantan (Butantan-DV), outras vacinas contra a doença continuam disponíveis nas redes pública e privada de saúde, com eficácia e segurança comprovadas.

Uma delas é a Qdenga, da farmacêutica japonesa Takeda. O imunizante foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em março de 2023 e é aplicado em duas doses. A vacina é indicada para pessoas de quatro a 60 anos, independentemente de terem tido dengue anteriormente. No Sistema Único de Saúde (SUS), no entanto, a aplicação está restrita a crianças e adolescentes de 10 a 14 anos

Cerca de 8 milhões de doses da Qdenga já foram aplicadas no Brasil, com impactos visíveis no controle da doença. Mas, apesar de o Ministério da Saúde ter adquirido todas as doses disponibilizadas pelo fabricante, a capacidade de produção da vacina ainda é insuficiente para atender à demanda nacional

Outro imunizante disponível é a Dengvaxia, da farmacêutica francesa Sanofi. Primeira vacina contra a dengue aprovada pela Anvisa, em dezembro de 2015, ela é indicada para pessoas de nove a 45 anos que já tiveram a doença. Disponível apenas na rede privada, o imunizante é aplicado em três doses e exige comprovação de infecção prévia pelo vírus

Pausa na vacinação com a Butantan-DV

Na última segunda-feira (8), o Ministério da Saúde anunciou a suspensão temporária da estratégia de vacinação com a Butantan-DV. A decisão foi tomada em consenso com a Anvisa, após o registro de 42 casos com sinais de alerta. Desses, três foram classificados como graves, incluindo dois óbitos.

Entre os sintomas, foram observados dor abdominal intensa, vômitos persistentes e sangramentos, manifestações que não haviam sido identificadas nos estudos clínicos, nem estavam descritas na bula do imunizante.

Esses eventos correspondem a 0,008% de um total de 501 mil doses aplicadas até 30 de maio de 2026. Segundo o ministério, ainda não há conclusão sobre uma possível correlação entre os casos e a vacina, e as investigações continuam.

Enquanto isso, estados e municípios devem manter em estoque as doses da vacina contra a dengue do Instituto Butantan até nova orientação. A recomendação foi reforçada pelo diretor do Departamento do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Eder Gatti.

"A orientação é que os municípios coloquem o imunobiológico em reserva dentro da sua rede de frio, ou seja, nós não vamos distribuir mais vacinas de dengue [Butantan-DV] por hora. Os estados e municípios que tiverem essa vacina no seu estoque devem segurar até segunda ordem", explicou Gatti, em entrevista à Rádio Nacional.

O diretor ressaltou que a vacina Qdenga não apresentou qualquer sinal de alerta e segue sendo aplicada normalmente nos postos da rede pública de saúde.

A estratégia de vacinação com a Butantan-DV teve início em janeiro deste ano e era direcionada aos profissionais da Atenção Primária à Saúde e, de forma ampliada, à população de 15 a 49 anos de Botucatu (SP), Maranguape (CE), Nova Lima (MG) e da região de Araguaína (TO). Segundo o Ministério da Saúde, os casos graves não ocorreram nas localidades onde a imunização foi ampliada para a população em geral.

A pasta ressalta que os eventos adversos investigados não invalidam a eficácia do imunizante. Nos estudos clínicos, a Butantan-DV apresentou eficácia geral de 65% e de 80,5% na prevenção de casos graves.

Quem já recebeu a vacina corre risco?

De acordo com o Ministério da Saúde, quem já recebeu a Butantan-DV continua protegido contra os quatro sorotipos da dengue. A suspensão temporária da estratégia não altera a eficácia do imunizante. Assim como qualquer medicamento, vacinas podem estar associadas a eventos raros e inesperados.

Segundo a pasta, mais de 90% dos vacinados não apresentaram efeitos colaterais. Entre os eventos mais frequentes, a maioria foi classificada como leve ou moderada, com desaparecimento espontâneo em poucos dias.

Segundo a bula, os efeitos adversos esperados em parte dos vacinados são:

  • dor de cabeça
  • dores no corpo
  • dor nos olhos
  • manchas na pele
  • cansaço extremo
  • coceira
  • enjoo
  • sensibilidade à luz,
  • calafrios.

Muito raramente foram detectados casos semelhantes à dengue com febre.

A orientação é monitorar o estado de saúde por até 21 dias após a aplicação da dose. Em caso de febre, dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramentos, tontura, sonolência excessiva, sinais de desidratação ou piora do estado geral, é recomendado procurar atendimento médico imediatamente.

Após esse período, não há mais componente ativo da vacina detectável no organismo.

Casos de dengue caem 94%

Até 30 de maio deste ano (Semana Epidemiológica 21), o Brasil registrou queda de 94% nos casos prováveis de dengue e de 97% no número de mortes em comparação com o mesmo período de 2024, segundo levantamento do Ministério da Saúde.

Apesar da melhora dos indicadores, a dengue continua sendo a maior endemia do país. A pasta reforça que a vacinação permanece como uma ferramenta fundamental no enfrentamento da doença e pode contribuir para resultados ainda mais expressivos nos próximos anos.

VEJA MAIS:

Copiar textoCopiar o texto
09/06/2026 04:20h

Primeiras 514 mil doses da pneumo 20 são enviadas aos estados e devem estar disponíveis na rede pública a partir da segunda quinzena de junho

Baixar áudio

O Ministério da Saúde iniciou a distribuição das primeiras 514 mil doses da nova vacina pneumocócica conjugada 20-valente (pneumo 20). O imunizante será oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para crianças de até cinco anos e amplia a proteção contra doenças graves causadas pela bactéria Streptococcus pneumoniae — como pneumonia e meningite, responsáveis por hospitalizações e óbitos.

A vacinação começará de forma gradual, conforme os estados recebem as doses e concluem o repasse aos municípios. Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a expectativa é que a aplicação nas unidades básicas de saúde tenha início na segunda quinzena de junho. Até o fim do ano, o governo federal prevê a distribuição de mais de 6,1 milhões de doses

A pneumo 20 será ofertada aos seguintes grupos prioritários:

  • Crianças menores de 5 anos;
  • Povos indígenas maiores de 5 anos de idade (sem histórico vacinal com pneumo conjugada);
  • Idosos com 60 anos ou mais acamados e/ou institucionalizados;
  • Pessoas com condições clínicas especiais, atendidas nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE).

Maior cobertura

O principal diferencial da pneumo 20 é a proteção contra 20 sorotipos da bactéria pneumocócica, incluindo variantes associadas a formas mais graves da doença, como os sorotipos 3, 6A e 19A. A vacina também ajuda a prevenir casos de otite média, infecção que pode evoluir para complicações severas, incluindo perda auditiva e infecção generalizada

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença pneumocócica é a principal causa de mortalidade infantil por enfermidades preveníveis. No Brasil, entre 2023 e 2025, foram registrados 4,6 mil casos de meningite pneumocócica e 1,4 mil mortes

A expectativa do Ministério da Saúde é que a ampliação da cobertura vacinal reduza a incidência de casos graves, hospitalizações e mortes, além de diminuir os gastos do SUS com internações, tratamentos intensivos e reabilitação de pacientes com sequelas

Entre 2024 e outubro de 2025, o sistema público de saúde registrou mais de 34 mil atendimentos relacionados a doenças causadas pela bactéria pneumocócica. Apenas em 2025, 365 crianças de até cinco anos precisaram ser internadas em decorrência dessas infecções. 

A vacina recebeu registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em dezembro de 2023 e passou a ser comercializada na rede privada em 2025, com custo médio de cerca de R$ 500. Com a incorporação ao SUS, o imunizante passa a ser oferecido gratuitamente à população. 

Transição no calendário vacinal

Atualmente, o SUS oferece as vacinas pneumo10 e pneumo13 — com proteção mais robusta e duradoura —, além da pneumocócica polissacarídica 23 — que amplia a cobertura contra mais tipos da bactéria. Essas formulações estão alinhadas às diretrizes internacionais e apresentam uma relação custo-benefício comprovada para as políticas de saúde pública.

Com a chegada da pneumo 20, o Ministério da Saúde dará início a uma transição gradual para ampliar a proteção contra um número maior de sorotipos da bactéria

Durante o período, o esquema vacinal infantil  seguirá o seguinte modelo: 

  • uma dose da pneumo 20 aos dois meses de idade; 
  • uma dose da pneumo 10 aos quatro meses,
  • e uma dose de reforço da pneumo 20 aos 12 meses, respeitando o intervalo mínimo de 60 dias entre a segunda dose e o reforço. 

A estratégia será mantida até o esgotamento dos estoques da pneumo 10. Depois disso, o calendário passará a utilizar exclusivamente a pneumo 20

Pais e responsáveis poderão acompanhar o histórico de vacinação das crianças por meio da Caderneta Digital de Saúde da Criança, disponível no aplicativo Meu SUS Digital

O Ministério da Saúde reforça que a vacinação continua sendo a principal ferramenta para prevenir formas graves das doenças pneumocócicas, reduzindo o risco de hospitalizações, sequelas e mortes. 

VEJA MAIS:

Copiar textoCopiar o texto