Ministério da Saúde

10/08/2022 18:20h

Documento reúne informações estratégicas para contenção e controle da monkeypox, além de orientar as ações a serem definidas pelos estados e municípios brasileiros

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O Ministério da Saúde lançou o Plano de Contingência Nacional para Monkeypox, a varíola dos macacos. O documento reúne informações estratégicas para contenção e controle da doença, que já infectou 2.293 pessoas no Brasil até esta quarta-feira (10), segundo a pasta. O material contém orientações assistenciais, epidemiológicas e laboratoriais para a gestão dos casos de monkeypox, além de orientar as ações a serem definidas pelos estados e municípios brasileiros.

O infectologista Julival Ribeiro, membro da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), avalia que é fundamental que o governo direcione todas as ações para o controle da varíola símia.

“Esse plano é muito importante, porque estabelece uma cadeia de comando de todas as ações pelo governo federal, estadual, distrital e municipal, visando ter ações coordenadas no diagnóstico clínico laboratorial, na prevenção e, sobretudo, no controle da doença monkeypox.”

O documento também apresenta as definições de caso suspeito, provável, confirmado e descartado da varíola dos macacos, além do modo de transmissão e os grupos vulneráveis. A doutora Natalia Pasternak, bióloga e pesquisadora da Universidade de Columbia, destaca a importância do compartilhamento dessas informações.

“O mais importante para a varíola símia é que as pessoas estejam informadas de como se dá o contato, como é a maior probabilidade de contágio, o que fazer se eu estou infectado. Tudo isso tem que ficar muito claro. Lembrando que qualquer um pode pegar essa doença.”

Nível de Emergência

Conforme classificação utilizada internacionalmente, o plano apresenta três níveis de emergência baseados na avaliação do risco da doença, na situação epidemiológica e no impacto para a saúde pública e os serviços do Sistema Único de Saúde (SUS).

Atualmente, o Brasil encontra-se no nível III, que é estabelecido quando há transmissão comunitária de casos, os insumos para tratamento e prevenção não estão disponíveis e o impacto sobre o SUS exige ampla resposta governamental.

“É muito importante este nível três, que eleva o nível de emergência para a doença monkeypox, para se buscar mais recursos e distribuição de mais kits para o diagnóstico da doença feito por laboratórios públicos ou privados. Além de aplicar as medidas preventivas para controlar a doença”, ressalta o infectologista Julival Ribeiro.

O nível I é usado para  classificar locais que não possuem todos os recursos necessários, requerem orientação técnica e mobilização de recursos, com possibilidade de envio de equipe. Já o nível II é para localidades com risco significativo, superando a capacidade de resposta local, necessitando de recursos adicionais e apoio complementar da esfera federal, com envio de equipe de resposta à Emergência em Saúde Pública.

Vacinas contra a varíola símia

Em nota, o Ministério da Saúde informa que “o controle da varíola dos macacos é prioridade para a pasta, que está em constante monitoramento da situação epidemiológica para orientar ações de vigilância e resposta à doença no Brasil. A pasta aguarda tratativas da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS/OMS) junto ao fabricante para aquisição de medicamento e também da vacina contra a varíola dos macacos”.

Segundo a doutora Natalia Pasternak, a vacina contra a varíola humana deve proteger contra a símia, mas a comunidade científica ainda tem poucos dados sobre a dimensão dessa proteção.

“A vacina para varíola humana oferece o que chamamos de proteção cruzada. Como são vírus parecidos, ela deve proteger contra a varíola símia. Mas não sabemos dizer exatamente o quanto ela protege, porque isso nunca foi efetivamente testado em um grande número de pessoas. Mas acreditamos, por alguns experimentos menores que foram feitos no passado com profissionais de saúde e por causa dos anticorpos produzidos com a vacina de varíola humana, que ela oferece uma proteção cruzada.”

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Sintomas, contágio e prevenção

A varíola dos macacos, ou monkeypox, é uma doença viral, causada por um vírus semelhante ao da varíola humana. O sintoma mais conhecido é o surgimento de pústulas ou lesões pelo corpo, mas o paciente também pode sentir febre alta, dor no corpo e de cabeça, náusea, cansaço e o aparecimento de gânglios, ou ínguas, que podem acometer a região do pescoço, axila e perigenital.

O contágio ocorre pelo contato, seja por pele, secreções ou objetos pessoais do paciente infectado. 

“Ela é uma doença contagiosa que passa de pessoa para pessoa, por contato íntimo prolongado. Então, contato de pele: se você abraça, beija, tem contato sexual, qualquer tipo de contato íntimo e prolongado, demorado - não é uma coisa rapidinha -, você pode pegar a varíola símia”, explica a doutora Pasternak.

A principal forma de prevenção é evitar contato direto com pessoas contaminadas ou com objetos pessoais desses pacientes.

O Ministério da Saúde orienta procurar uma unidade de saúde em caso de sintomas da doença.

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02/08/2022 16:00h

Tumores nessa parte do corpo estão entre as principais causas de morte por câncer no Brasil

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O câncer de cabeça e pescoço se desenvolve nas cavidades oral e nasal, faringe, laringe, seios paranasais, tireoide e glândulas salivares. Em média, 76% dos casos só são diagnosticados em estágio avançado, o que dificulta o tratamento, além de elevar a taxa de mortalidade.

Segundo o Ministério da Saúde, a taxa de mortalidade ajustada por câncer de cabeça e pescoço caiu de 5,69 óbitos para cada 100 mil habitantes, em 2017, para 5,12 em 2020. Entre a população masculina, essa taxa caiu de 9,20 óbitos em 2017 e para 8,21 óbitos em 2020, a cada 100 mil homens. Entre a população feminina, o índice foi de 2,34 óbitos por 100 mil mulheres, em 2017, para 2,17 em 2020. No entanto, apesar da retração, esse tipo de tumor é uma das principais causas de morte por câncer no país. 

Os tumores de cabeça e pescoço são mais comuns em homens fumantes com mais de 40 anos. O consumo do tabaco aumenta em até cinco vezes a chance de desenvolvimento da doença. Se associado ao consumo de álcool, o risco aumenta.

Segundo a oncologista Alessandra Leite, os principais fatores causadores de tumores de cabeça e pescoço são a exposição ao tabagismo e o consumo excessivo de bebidas alcoólicas. 

“Fumar e consumir bebidas alcoólicas em excesso, são os dois maiores causadores da doença. Obviamente esses dois fatores não são exclusivos, o desenvolvimento de uma neoplasia é sempre multifatorial, então o paciente pode ter uma tendência genética associada”, completa a oncologista.

 A infecção pelo HPV também é um fator de risco para o câncer de orofaringe. A doutora Alessandra aponta que os vírus do HPV e o Epstein-Barr Vírus também podem ser os causadores de tumores cabeça e pescoço, porém são mais raros.

Sintomas

Os principais sinais e sintomas desse tipo de tumor são bastante parecidos com outras condições clínicas, por isso devem ser investigados caso apareçam.

  • Aparecimento de nódulo no pescoço;
  • Ferida na cavidade oral que não cicatriza em até 15 dias;
  • Dor de garganta que não melhora;
  • Dificuldade para engolir;
  • Alterações na voz ou rouquidão.

Mayara Ayres, de 25 anos, moradora de Águas Claras (DF), descobriu o câncer de tireóide aos 23 anos de idade, após alguns equívocos de diagnóstico. 

“Eu tive algumas batalhas pessoais em relação ao meu tratamento, porque aqui em Brasília nenhum médico queria fazer a retirada parcial, o meu nódulo estava localizado só do lado esquerdo e todo médico que eu ia queria fazer a retirada total da tireóide e eu não queria isso, não queria ficar dependente de remédios”, conta Mayara.

Após algumas pesquisas, Mayara descobriu uma cirurgia robótica, onde os cortes seriam feitos debaixo do lábio e conseguiriam retirar apenas a parte necessária.

Nódulo no pescoço e rouquidão: quando suspeitar de câncer de tireoide?

Tratamento

De acordo com informações da Associação Brasileira de Câncer de Cabeça e Pescoço (ACBG), o tratamento dos tumores benignos e malignos desta região quase sempre inclui cirurgia. Quando necessário, há um tratamento complementar. Tumores iniciais podem não necessitar de radioterapia ou quimioterapia se forem ressecados completamente com cirurgia. 

Pela localização anatômica, os cânceres de cabeça e pescoço podem gerar diversas alterações e sequelas em funções vitais dos pacientes como alimentação, comunicação, olfato, visão e interação social. Dessa forma, a depender do caso específico, são necessárias diversas reabilitações para que possam voltar a ter qualidade de vida, são elas:

Reabilitação Fonatória: Adaptação à nova condição de vida por meio do acesso ao atendimento fonoaudiológico especializado.

Reabilitação Pulmonar: O objetivo é permitir que pessoas atinjam e mantenham seu nível máximo de independência e capacidade pulmonar. 

Bucomaxilofacial: Necessidade urgente de acesso a próteses orais e/ou fonatórias, bem como as sondas de alimentação em determinados casos.

Fisioterapia: Busca a compensação das limitações causadas pelo tumor, via mobilização e treinamento de outros grupos musculares, tais como os rombóides e o elevador da escápula.

Para mais informações, acesse o site da Associação Brasileira de Câncer Cabeça e Pescoço.
 

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01/08/2022 19:20h

O Ministério da Saúde lançou nesta segunda-feira (1º) a Campanha Nacional de Aleitamento Materno de 2022. Com o tema “Apoiar a amamentação é cuidar do futuro”. Serão cerca de R$ 4 milhões investidos pela pasta neste ano.

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O Ministério da Saúde lançou nesta segunda-feira (1º) a Campanha Nacional de Aleitamento Materno de 2022, com o tema “Apoiar a amamentação é cuidar do futuro”. A campanha ocorre no momento da Semana Mundial do Aleitamento Materno, celebrada entre 1º e 7 de agosto, que neste ano reforça a importância da educação para o fortalecimento da amamentação. De acordo com a pasta, anualmente, são destinados R$ 4 milhões para ações relacionadas ao aleitamento.

No evento de lançamento, na sede do Ministério da Saúde, a coordenadora da Saúde da Criança, Janini Ginani, chamou atenção para a maturidade da Política Nacional de Aleitamento Materno. “Já tem 41 anos e são três pilares principais: promoção do aleitamento, que é o que realizamos anualmente em agosto; o apoio à amamentação, que traz várias estratégias para apoiar mulheres; e a proteção, que tem pilar também de base legal, leis que trazem a importância do aleitamento materno”, disse.

Segundo Ginani, o ministério tem trabalhado em linhas de cuidado de aleitamento nos 26 estados e no Distrito Federal. Os dados apresentados no lançamento da campanha apontam que a prevalência de amamentação na primeira hora de vida, tida como fundamental para o desenvolvimento da criança, é de 62%, acima da média global de 45%. Entre as regiões do país, a Norte é a que apresenta maior percentual nesse quesito, 73,5%, seguida pelo Centro-Oeste, com 64%.

O aleitamento materno exclusivo é recomendado até os seis meses de idade e deve continuar, se possível, fazendo parte da alimentação mista até o segundo ano de vida. Entre crianças menores de dois anos, essa prevalência é de 60,3%. "É importante dizer que tratamos essa população como estratégica também. Precisamos garantir esse aleitamento continuado até os dois anos”, explicou Janine Ginani. 

Importância do leite materno

O leite materno é adequado para a nutrição e as necessidades imunológicas de uma criança. Além de prevenir infecções, a amamentação também promove o vínculo entre mãe e filho, proporciona segurança alimentar aos bebês desde o início da vida. A pediatra neonatologista da Rede D'Or,  Adriana Valença de Melo, explica os benefícios do alimento.  

“Do ponto de vista nutricional, o leite humano é o melhor alimento para os bebês. Nutrientes se encontram na proporção ideal. Além disso, previne várias infecções, especialmente aquelas que a mãe teve contato e ainda reduz riscos de alergia. Comprovadamente tem efeitos sobre a redução de incidência de hipertensão, colesterol alto, entre outros.”

A doação para bebês que não puderam receber leite materno da própria mãe também é importante. O filho da Júlia Cristina de Carvalho, de 26 anos, nasceu no Hospital Materno Infantil de Brasília (HMIB). À época, a unidade estava com baixo estoque de leite materno e precisou de uma campanha para doação do alimento. “Eu tinha bastante leite e doei. A criança tem essa necessidade. Se tem oportunidade de doar leite materno, é algo muito importante. Eles [hospital] davam o vidro esterilizado, eu tirava [o leite], congelava e depois levava para o hospital”, conta. 

Segundo o Ministério da Saúde, são mais de 60 mil profissionais da Atenção Primária à Saúde no Brasil capacitados para fortalecer o aleitamento materno e cerca de R$ 18 milhões destinados aos mais de 200 hospitais que fazem parte da Iniciativa Hospital Amigo da Criança (IHAC), idealizada em 1990 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e o UNICEF para promover, proteger e apoiar a amamentação. 

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29/07/2022 19:45h

Brasil tem 1.066 casos confirmados da doença. Nesta semana, um homem de Minas Gerais, de 41 anos, morreu vítima do vírus

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O Ministério da Saúde anunciou a criação do Centro de Operações de Emergência (COE) para monitorar os casos de varíola dos macacos, também conhecida como monkeypox, no Brasil. O anúncio foi feito em entrevista coletiva nesta sexta-feira (29) na sede da pasta. 

Os objetivos do COE consistem no desenvolvimento de um plano de contingência, com análise de situação epidemiológica, logística de diagnóstico e laboratórios, medidas de prevenção e bloqueio, protocolos assistenciais e clínicos, e na formação e capacitação de profissionais que trabalham em unidades de saúde espalhadas em território nacional. Além disso, uma campanha de comunicação e conscientização sobre a doença.

Segundo o ministério, o centro será formado por membros do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), Anvisa e representantes de outras secretarias da pasta.

“Com relação à investigação dos casos, todos os (casos) suspeitos devem ser isolados, iniciada a investigação, isolamento como medida de prevenção e controle. Do ponto de vista laboratorial, hoje, temos quatro laboratórios de referência que fazem o diagnóstico definitivo para o monkeypox, e todos os 27 LACENs (Laboratório Central de Saúde Pública) fazem os exames para o diagnóstico diferencial”, explicou o secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros.

Os quatro laboratórios a que Medeiros se referiu são os LACENs de Minas Gerais e São Paulo, Laboratório de Biologia Molecular de Vírus do Instituto de Biofísica da Universidade Federal do Rio de Janeiro, além do Laboratório de Enterovírus da Fiocruz. Ainda segundo o secretário, a vacina a ser adquirida deve ser de vírus não replicante e a previsão é que 50 mil doses sejam destinadas ao Brasil.

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Casos no Brasil

O Ministério da Saúde também atualizou os dados da varíola dos macacos no Brasil. De acordo com a pasta, até 27 de julho, são 2.176 casos notificados em território nacional, 1.066 confirmados e outros 513 suspeitos. Nesta semana, houve o primeiro óbito em decorrência da doença, um homem de 41 anos de Minas Gerais que, segundo o Ministério, estava em tratamento oncológico. 

São Paulo lidera a lista de estados com maior incidência da varíola, com 744 casos confirmados, seguido pelo Rio de Janeiro, com 117.  
 

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28/07/2022 21:10h

Segundo o Boletim InfoGripe,a extensão da vacinação tem grande influência na diminuição de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Brasil

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Grande parte das regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste apresenta interrupção no crescimento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), iniciado em abril, com diversos estados tendo já iniciado a queda desses quadros. Já o Norte do país aponta para a manutenção do crescimento de casos e, no Nordeste, houve interrupção no crescimento. Os dados são do InfoGripe, boletim da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

O boletim divulgado nesta quinta-feira (28) também apresenta uma novidade: dados relacionados à proteção conferida pelas vacinas de Covid-19 a partir das doses de reforço. Essa atualização pretende relacionar a incidência de SRAG por Covid-19 com grupo etário e situação vacinal dos casos de internações e óbitos. 

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O estudo mostra que as vacinas contribuíram com a redução significativa do risco de agravamento da Covid. Esse resultado positivo pode ser de até duas vezes maior a depender da faixa etária e do status vacinal. Com as doses de reforço, essa queda tende a ser ainda maior.

Marcelo Gomes, pesquisador em Saúde Pública na Fiocruz e coordenador do InfoGripe, reforça a importância da vacinação contra a Covid-19, principalmente nas gestantes, uma vez que as crianças de 0 a 4 anos são o grupo etário de maior risco de internação por consequência da Covid-19, abaixo apenas das pessoas com mais de 60 anos. Com a liberação da vacinação para crianças de 3 e 4 anos, surge uma preocupação ainda maior com as crianças mais novas.

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“Crianças de 0 e de 1 ano que, inclusive, nesse grupo em particular, são as que têm o risco ainda mais elevado, porque a gente tem uma inversão: quanto mais novo, maior é o risco. Por isso, é importante que as gestantes, estando em dia com a sua vacinação, possam conferir uma certa proteção pro recém-nascido”, pontua o coordenador.

Até o momento, no ano epidemiológico 2022, foram notificadas 204.465 infecções por SRAG, sendo 101,6 mil com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório. Entre os casos positivos, 4,5% são influenza A, 0,1% influenza B, 9% VSR e 79,5% Sars-CoV-2 (Covid-19).

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27/07/2022 03:30h

O Ministério da Saúde está trabalhando com um quantitativo de aproximadamente 50 mil doses iniciais de imunizantes para a população mais afetada

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Com mais de 800 casos confirmados de varíola dos macacos no Brasil, o país negocia com a Organização Mundial da Saúde (OMS) a aquisição da vacina contra o vírus. De acordo com o Ministério da Saúde, as negociações estão sendo feitas de forma global com o fabricante para ampliar o acesso ao imunizante para os países onde há casos confirmados da doença.

Em nota, o Ministério da Saúde publicou que está em tratativas com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e a OMS para aquisição de doses para a população. O ministério está trabalhando com um quantitativo de aproximadamente 50 mil doses iniciais, a depender da capacidade de produção da empresa e da capacidade de aquisição. A Opas está em tratativas com o fabricante para que, o mais breve possível, essas vacinas estejam disponíveis.

A varíola dos macacos é transmitida pelo vírus monkeypox, que pertence ao gênero orthopoxvirus. É considerada uma zoonose viral, ou seja, o vírus é transmitido aos seres humanos a partir de animais. Os sintomas são semelhantes aos da varíola chamada smallpox, erradicada em 1980. Mesmo os sintomas sendo parecidos, eles são considerados clinicamente menos graves.

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A também conhecida como varíola símia já foi confirmada em 16 países. Segundo a OMS esse surto ainda pode ser controlado e o risco de transmissão é baixo.

A transmissão da doença ocorre por contato próximo com lesões, fluidos corporais, gotículas respiratórias e contato com objetos, roupas e superfícies que tenham sido utilizadas pelo infectado.

De acordo com a OMS, o período de incubação da varíola dos macacos é geralmente de 6 a 13 dias, podendo variar de 5 a 21 dias e a infecção pode ser dividida em dois períodos.

O primeiro período é o de invasão, que dura entre 0 a 5 dias e pode ser caracterizado por febre, dor de cabeça intensa, inchaço dos gânglios linfáticos, dor nas costas, dores musculares e fadiga.

No segundo período aparecem erupções cutâneas que geralmente começam dentro de 1 a 3 dias após o aparecimento da febre. A erupção evolui sequencialmente de lesões com base plana para lesões firmes levemente elevadas, lesões cheias de líquido claro, lesões cheias de líquido amarelado e crostas que secam e caem. O número de lesões varia. Os sintomas duram de duas a quatro semanas.

A taxa de letalidade da varíola dos macacos variou historicamente de 0 a 11% na população em geral e tem sido maior entre crianças pequenas. Nos últimos tempos, a taxa de letalidade tem sido de cerca de 3% a 6%.

Os sintomas da varíola símia são:

  • Bolhas na pele;
  • Dor de cabeça;
  • Febre acima de 38,5°C;
  • Linfonodos inchados;
  • Dores musculares;
  • Dor no corpo;
  • Dor nas costas ;
  • Fraqueza profunda.

Segundo o virologista da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Eduardo Flores, a varíola símia não é uma preocupação em se tornar uma pandemia mundial como a Covid-19.

“A variola dos macacos pode eventualmente se disseminar por vários países e vários continentes como está, mas jamais vai atingir um número tão grande de casos como a H1N1 e o Covid. Primeiro porque é um vírus que se conhece bem, ele não é tão transmissível quanto o vírus do Covid, já se sabe como controlar e não é tão letal”, conclui o virologista.

A infectologista Joana D'arc orienta como se prevenir para não contrair a doença. 

“Os principais cuidados para a prevenção contra a monkeypox ou varíola do macaco são evitar ter relação sexual ou contato íntimo com pessoas que têm lesões de pele sugestivas, que são as manchas vermelhas que evoluem para pústulas. Evitar beijar, abraçar e ter relação com pessoas doentes. Sempre higienizar as mãos com água e sabão ou álcool gel, não compartilhar roupas de cama, toalhas, talheres, copos e objetos pessoais”, orienta.

A doutora também sugere a utilização da máscara de proteção para evitar o contágio por gotículas de saliva.

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23/07/2022 03:30h

Distrito Federal, Goiás, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo apresentam indícios de terem iniciado o processo de queda no número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Já nas regiões Norte e Nordeste, o crescimento se mantém, segundo Fiocruz

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Nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste, o crescimento do número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), iniciado em abril, foi interrompido, chegando a apresentar queda em alguns estados. Distrito Federal, Goiás, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo apresentam indícios de terem iniciado o processo de queda no número de casos de SRAG. Já nas regiões Norte e Nordeste, o crescimento iniciado em junho se mantém.

Os dados são do Boletim InfoGripe da última quarta-feira (20), divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Esta iniciativa tem como objetivo monitorar e apresentar níveis de alerta para os casos reportados de SRAG. Os dados apresentados no boletim são organizados por estado e por regiões de vigilância para síndromes gripais e trazem análises sobre a semana epidemiológica 28, que compreende o intervalo de 10 a 16 de julho.

Para compreender as diferenças, Marcelo Gomes, pesquisador em Saúde Pública na Fiocruz e coordenador do InfoGripe, ressalta que o início do crescimento dos casos, no sul foi em abril e no norte, em junho. Mas ele também aponta o movimento cultural junino, ocorrido principalmente nas regiões Norte e Nordeste do país, como um possível fator.

“Talvez até a própria questão das datas das celebrações juninas, porque inegavelmente são atrações a nível nacional. Os estados do Nordeste e Norte são os pólos atratores para as festas. Não são apenas atrações locais, são atrações nacionais. Então, são grandes eventos com muita gente frequentando, frequentada por um volume muito grande de gente. Então, isso pode de alguma forma ter colaborado”, explica o pesquisador.

Mesmo com a desaceleração no ritmo de crescimento no número de novos casos semanais, observa-se a formação de um platô que, segundo o coordenador do InfoGripe, é a manutenção dos casos em uma quantidade elevada. Ou seja, os números sobem e estacionam. Mesmo com essa estabilização, os dados do boletim mostram tendência de retomada do crescimento em crianças de 0 a 4 anos em alguns estados, em contraste com o sinal de platô em adultos. 

Covid-19: Ministério da Saúde divulga orientações para vacinação de crianças de 3 a 5 anos

O volume de casos de SRAG associados à Covid-19 no grupo de crianças de 0 a 4 anos é considerado preocupante. Com a adesão à vacina entre a população adulta e os adolescentes, o cenário de risco e de agravamento mudou bastante, principalmente quanto ao risco por faixa etária. 

“Quando a gente olha desde o começo do ano, inclusive, a gente observa que esse grupo de 0 a 4 anos passou a ser o grupo de maior risco abaixo de 60 anos. Então, para toda a população com menos de 60 anos, as crianças de 0 a 4 anos são hoje o grupo etário de maior risco de internação por consequência da Covid-19”, alerta o pesquisador.

Na população adulta, os casos de SRAG também continuam sendo amplamente dominados pela Covid-19. Diferentemente do que aconteceu em novembro e dezembro de 2021, o vírus influenza A não foi uma causa expressiva para a internação de pacientes com SRAG. Marcelo reforça a necessidade de manter as medidas de proteção contra as infecções pelo vírus Influenza, para evitar o que aconteceu no final do ano passado, em um período atípico, quando o volume de interações por conta do vírus influenza foi muito expressivo.

GRIPE: Com cobertura vacinal em 58,9%, postos do País continuam com vacinação

Além do impacto social, a prevenção por meio das vacinas pode auxiliar no diagnóstico individual. Guilherme Marrêta, médico infectologista, explica que alguns casos de Covid-19, por exemplo, podem se assemelhar a um quadro gripal ou um quadro de resfriado, que são causados por vírus diferentes. Com mais pessoas vacinadas contra Covid-19 e contra Influenza, é mais fácil diagnosticar o quadro dos pacientes.

“A gente já começa a fazer cortes em critério epidemiológico. Começa a fazer já os setores de exclusão e fazer direcionamento diagnóstico. Então, é de suma importância que as pessoas procurem a vacinação, porque, com ampliação de grupos no geral, nós não só vamos barrando e quebrando a cadeia de transmissão como também geramos critério de orientação diagnóstica para possíveis diagnósticos diferenciais como dengue e chikungunya”, pontua Guilherme.

Por isso, o infectologista também ressalta a importância de tomar os imunizantes em todas as campanhas abertas ao público, sejam elas para grupos preferenciais ou faixas etárias. Anualmente, as doenças sofrem mudanças e, por isso, as vacinas também são atualizadas. 

Somente no ano epidemiológico 2022, já foram notificados 197,78 mil casos de SRAG, com 97,9 mil resultados positivos para vírus respiratórios, contabilizando 49,5% dos casos. Entre casos positivos, 4,6% são de influenza A, 0,1% de influenza B, 9% de vírus sincicial respiratório (VSR) e 79,5% de Sars-CoV-2 (Covid-19).
 

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22/07/2022 20:05h

Ainda não houve a divulgação dessa lista. Em entrevista coletiva nesta sexta-feira (22), pasta também negou que tenha havido perda de medicamentos nos depósitos do governo

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O Ministério da Saúde informou, em entrevista coletiva na tarde desta sexta-feira (22), que analisa uma relação de 86 medicamentos com “deficiência no mercado”. Ainda não houve a divulgação dessa lista. 

“O Conasems colaborou conosco e encaminhou uma lista de 126 medicamentos, fora outras listas que também nós estamos recebendo das sociedades, das associações, para nos apoiarem, para realmente poderem nos ajudar e mostrar aquilo que está com mais deficiência no mercado. Dentre essa lista, batendo todas as listas, comparando, de 126 a gente concluiu 86 medicamentos”, detalhou a secretária de Ciência, Tecnologia, Inovação e Assuntos Estratégicos do Ministério da Saúde, Sandra de Castro Barros. 
Segundo a secretária, há outros fatos além do preço que configuram os obstáculos referentes ao abastecimento de medicamentos. “Lockdown da China e da Índia, a própria guerra na Ucrânia, aumento dos custos dos insumos, escassez de matérias-primas”, cita. 

Sandra Barros ainda comentou sobre a recomposição dos estoques de contraste iodado, que foi alvo de uma orientação publicada pelo ministério para que o uso do contraste para exames e procedimentos médicos seja racionalizado. De acordo com a pasta, os estoques devem estar normalizados até o final de setembro deste ano. 

Sobre a validade de medicamentos nos estoques do Ministério da Saúde, Daniel Pereira, secretário-executivo da pasta, rebateu. “Medicamentos como azitromicina e amoxilina, que foi dito que perderam a validade e faltaram na ponta, essa informação não é verídica. Não houve nenhuma perda de validade nos depósitos do Ministério da Saúde.”

Ações do Ministério

O Ministério da Saúde destacou que as ações da pasta envolvem a liberação de impostos, a vistoria de preços não correspondentes aos praticados no mercado e a coibição de práticas anticoncorrenciais. “Foram liberados de preço seis medicamentos que tinham de fato uma fundamentação que o preço não estava correspondendo à realidade prática do mercado. Foram liberados conforme a Resolução nº7  da CMED”, afirmou Daniel Pereira. A Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) é o órgão interministerial responsável pela regulação econômica do mercado de medicamentos no Brasil. 

Sobre a liberação de impostos, a pasta afirma coordenar, junto à Câmara de Comércio Exterior (Camex),  a liberação do imposto de importação de 11 medicamentos e insumos. As ações também envolvem o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para atuar contra práticas que prejudiquem o fornecimento de produtos. 
 

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20/07/2022 20:30h

São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza, São Luís, Manaus, Boa Vista e Belém iniciaram a imunização do público infantil logo após o pronunciamento do governo federal

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O Ministério da Saúde divulgou novas orientações para a vacinação de crianças de 3 a 5 anos contra a Covid-19 nessa terça-feira (19). A imunização deve começar com os grupos prioritários e ser ampliada de acordo com os estoques da vacina Coronavac disponíveis nos estados e no Distrito Federal. Com o posicionamento do ministério, São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza, São Luís, Manaus, Boa Vista e Belém já iniciaram a vacinação das crianças. 

De acordo com a nota técnica emitida pela pasta, a vacinação deve começar pelas crianças de 3 a 4 anos imunocomprometidas e, depois, as doses serão destinadas para as crianças com 4 anos, seguidas pelas crianças de 3 anos de idade. O intervalo entre a primeira e a segunda dose da Coronavac deve ser de 28 dias. 

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O Ministério da Saúde mantém tratativas com o Instituto Butantan, produtor da Coronavac no Brasil, e com o Consórcio Covax, para aquisição de novas doses. Outra recomendação presente na nota técnica é que o público a partir dos 5 anos continue sendo vacinado com o imunizante pediátrico da Pfizer, já aprovado para crianças de 5 a 11 anos.

Thauany de Araújo, 26 anos, vacinou a filha Alice, de 5, com o imunizante da Pfizer. Ela já havia decidido vacinar a filha e esperava apenas a abertura para a faixa etária da menina. Mesmo enfrentando fila para conseguir o imunizante, Thauany estava decidida a imunizar a pequena Alice, que não teve reação alguma à vacina. “Alice não teve nenhuma reação. A gente, bem no comecinho, pegou Covid e isso motivou a vacinação, porque passamos muito mal”, explica a jovem.

Já Vivandira de Souza, 49 anos, esperava a liberação para vacinar seu filho Artur, de 4 anos. A família toda tomou as medidas de isolamento necessárias para evitar a contaminação e, assim que as doses foram sendo liberadas, a família foi se vacinando, sobrando apenas o pequeno Artur. “Todos vacinados, menos o Arthur que tem 4 anos e eu estou ansiosa que chegue logo a vez da vacina dele. Então, até hoje ainda temos preocupação, mas com a vacina ficamos um pouco mais tranquilos”, explica Vivandira.

Anvisa aprova uso emergencial da Coronavac em crianças de 3 a 5 anos

A utilização da Coronavac para a imunização de crianças de 3 até 5 anos foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no último dia 14. Além da análise técnica da agência, o assunto também foi discutido pelos técnicos da Câmara Técnica Assessora em Imunizações-Covid-19 (CTAI). Em ambas discussões, o resultado foi favorável à ampliação da cobertura vacinal.

A médica pediatra Natalia Bastos reforça a segurança da vacina Coronavac para crianças maiores de 3 anos, que apresenta baixa taxa de reação, com menos de 0,01% de notificações. 

“A gente precisa apenas avaliar se a criança teve febre nas últimas 72 horas. Se ela tiver tido Covid, precisa dar o intervalo de 30 dias para qualquer tipo de vacina”, alerta a pediatra. 

A médica indica que a vacinação seja procurada sem receios. É importante também vacinar as crianças que já tiveram Covid-19, porque o imunizante pode trazer proteção contra outros sorotipos.

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19/07/2022 20:30h

Governo federal distribuiu 80 milhões de doses para todos os estados e o Distrito Federal para aumentar a cobertura vacinal, que está em 58,9%

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A vacinação contra a gripe para pessoas a partir dos 6 meses continua em todo o país enquanto durarem os estoques da vacina contra a Influenza. O Ministério da Saúde pretende mobilizar a população para prevenir complicações decorrentes da doença e diminuir a quantidade de óbitos, além de aliviar a pressão que casos graves podem causar sobre o sistema de saúde. 

Com cobertura vacinal de 58,9%, o governo federal distribuiu 80 milhões de doses para todos os estados e o Distrito Federal. O Sistema Único de Saúde (SUS), responsável pela distribuição e aplicação das vacinas, dispõe de 38 mil salas de vacinação em todo o país para atender a população. Todos os anos, a vacina é atualizada em relação às contaminações do ano anterior, protegendo contra novas cepas da doença.

A campanha de vacinação contra a gripe começa com grupos prioritários, abrangendo idosos acima de 60 anos e população com doenças crônicas ou autoimunes. Estender o prazo e o público que pode receber a vacinação está, entre os planos do ministério, entre as estratégias para proteger o público mais sensível à doença. Segundo os dados do Painel Influenza do Ministério da Saúde, a população alvo do programa de imunização contabiliza 77,9 milhões de pessoas, mas apenas 47,2 milhões foram alcançadas. Ainda assim, a população com doenças crônicas ou autoimunes mostram pouca procura pela imunização.

Samyr Burached, 24 anos, é estudante universitário e toma a vacina contra a gripe anualmente. O estudante reconhece a mutabilidade do vírus e sempre procura o imunizante com a intenção de contribuir para com a saúde pública. Sobre as reações da vacina, Samyr é pontual: “Não tive nenhuma reação, nunca tenho, a vacina contra gripe é bastante leve e é por isso também que eu tomo todo ano sem nenhum medo.”

Proteger a si para proteger o outro

Mesmo fora do grupo prioritário, é importante que a população procure o imunizante sempre que ele estiver disponível. O médico intensivista José Roberto Júnior, alerta para o fato de que pessoas fora do grupo prioritário podem servir de vetor da doença, e acabam infectando idosos e portadores de doenças crônicas ou autoimunes.

“Vetor é aquela pessoa que adquire a doença e acaba passando essa doença para pessoas mais vulneráveis, mais suscetíveis, acarretando um pior prognóstico para as mesmas. Então, a ideia da vacinação, de um modo geral, é muito semelhante a todas as vacinações que nós conhecemos no Brasil: evitar os sinais dos sintomas e evitar que essas pessoas funcionem como carregadores das doenças”, explica.

José também alerta sobre as reações adversas ao tomar a vacina contra gripe, pois o público confunde as reações esperadas ao inocular um vírus inativado no paciente e uma reação realmente inesperada.

“As reações adversas acometem um grupo muito pequeno da população de um modo geral. Essas pessoas sabidamente são alérgicas a algum componente da vacina e podem se perguntar eu sou ou não alérgico a algum componente da vacina”, pontua o médico.

A maior abrangência da imunização torna-se ainda mais importante quando se leva em consideração as pessoas alérgicas aos imunizantes, uma vez que essas pessoas dependem diretamente da imunização daqueles ao seu redor para se manterem afastadas do vírus e evitar uma contaminação.

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