Ministério da Saúde

12/09/2026 00:04h

Nova unidade, a terceira do país, vai reforçar resposta a emergências climáticas no Sudeste; Brasil tem 90% de chance de enfrentar El Niño muito forte entre setembro e novembro

Baixar áudio

Para reforçar o atendimento em saúde durante emergências sanitárias e desastres causados por mudanças climáticas, como ondas de calor e enchentes, o Ministério da Saúde instalou na quarta-feira (9) uma base na cidade do Rio de Janeiro. A unidade tem capacidade de cobrir estados e municípios de toda a Região Sudeste.

Vinculada à Força Nacional do Sistema Único de Saúde (FN-SUS), a base fica na sede da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), na Glória, zona sul, e contará com equipamentos de comunicação via satélite, drones, veículos e suporte para deslocamento de equipes, além de um posto médico avançado. Em emergências, a capacidade de atendimento pode ser ampliada com a adesão de equipes e voluntários, em conjunto com estados e municípios.

Segundo o ministério, a intenção é reduzir o tempo de resposta em emergências e articular ações entre o poder público diante do avanço do El Niño. A unidade do Rio é a terceira do tipo no país. Outras duas já funcionam em Porto Alegre (RS) e Salvador (BA) e o ministério planeja inaugurar mais seis pontos em diferentes regiões até o fim do ano. As bases funcionam integradas aos Centros de Informação em Saúde e Clima (Cisc), que reúnem dados sobre meio ambiente, clima e demografia para antecipar ações de vigilância e resposta em saúde.

Riscos do El Niño para o país

O fenômeno climático deve provocar temporais, chuvas intensas e ondas de calor no Sudeste, segundo projeções já confirmadas para 2026. Em outras regiões, a expectativa é de seca, incêndios e inundações, o que pode sobrecarregar a resposta de saúde local.

De acordo com o Centro de Previsão Climática da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (CPC/NOAA), o Brasil tem 90% de probabilidade de enfrentar um episódio de El Niño muito forte entre setembro e novembro.

Boletim do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), elaborado em parceria com outras instituições, aponta para temperaturas acima da média em quase todo o país, possibilidade de chuvas acima da média histórica na Região Sul e um trimestre mais seco no Norte e no Nordeste. A combinação de calor e estiagem prolongada nessas regiões também aumenta o risco de queimadas, especialmente se o início da estação chuvosa atrasar, cenário já considerado provável pelo instituto.

Impacto na saúde pública

Nota técnica da Fiocruz sobre a chegada do El Niño aponta que enchentes, secas e queimadas produzem efeitos imediatos e prolongados, desorganizam serviços de saúde, deslocam populações, ampliam a exposição a agentes infecciosos e ambientais, interrompem tratamentos e agravam o sofrimento mental da população atingida. Segundo o documento, a resposta a esses eventos deve envolver uma agenda preventiva conjunta do SUS, da Defesa Civil, dos serviços de saneamento e da assistência social.

A instalação da base no Rio também atende a recomendações de pesquisa da Universidade de Oxford, no Reino Unido, sobre a vulnerabilidade de grandes cidades a ondas de calor: no Brasil, 11 dos 15 municípios com mais de 1 milhão de habitantes foram considerados vulneráveis ao problema.

Copiar textoCopiar o texto
12/09/2026 00:01h

Dados de 2025 mostram que 80% das internações ocorreram em municípios com mais de 80 mil habitantes.

Baixar áudio

A sobrecarga provocada pelas ocorrências viárias na rede pública de saúde levou a Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP) a lançar a Coalizão de Cidades pela Redução de Mortes e Lesões no Trânsito. A mobilização nacional reúne administrações municipais e entidades parceiras para consolidar a segurança viária como agenda contínua e reduzir a pressão hospitalar nas cidades. 

Os indicadores que motivaram a iniciativa mostram que o atendimento às vítimas se concentra com força nos centros urbanos mais populosos. De acordo com os dados de morbidade hospitalar do SUS (SIH/SUS) referentes a 2025, 80% das internações hospitalares ocorreram em unidades situadas em municípios com mais de 80 mil habitantes. Além disso, 59% dos internados e 54% das vítimas fatais residiam nessas cidades médias e grandes. 

No cenário nacional, os números alertam para a gravidade da situação. Segundo dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, 37.150 pessoas morreram no trânsito no Brasil em 2024 — uma média de 101 mortes por dia —, somadas a aproximadamente 160 mil feridos graves por ano. Do ponto de vista econômico, as perdas chegam a 3,8% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo a entidade.

Durante o evento de lançamento da coalizão, o presidente da Comissão Permanente de Saúde da FNP e prefeito de Campinas (SP), Dário Saadi (Republicanos-SP), alertou que o quadro já atingiu proporções de epidemia nos municípios.

"As cidades sofrem as consequências. A sobrecarga chega diretamente à rede municipal de saúde, com internações prolongadas e pressão sobre hospitais", afirmou o prefeito, ao defender que ações como fiscalização e controle de velocidade são essenciais para salvar vidas, ainda que enfrentem resistência popular.

A iniciativa é conduzida em parceria com a Vital Strategies e a Bloomberg Philanthropies, dentro do Road Safety Grants Program. Com duração de dois anos, o projeto oferecerá capacitação para os municípios que aderirem e consultoria técnica personalizada para cinco cidades selecionadas

Entre as metas do plano estão a criação de uma plataforma digital simplificada para estimar os gastos das prefeituras com os sinistros na saúde e a execução de estratégias de gestão segura da velocidade, apontada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como medida indispensável para preservar a integridade de pedestres, ciclistas e motociclistas
 

Copiar textoCopiar o texto
07/09/2026 00:05h

Ministério da Saúde apresenta Central de Comando sediada no HC-FMUSP, que acompanha 60 leitos de alta complexidade em Manaus, Recife, Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Porto Alegre

Baixar áudio

O Ministério da Saúde apresentou nesta quinta-feira (3) a Central de Comando das UTIs Inteligentes do Sistema Único de Saúde (SUS), que monitora em tempo real os sinais vitais de pacientes internados em hospitais de seis capitais brasileiras.

Sediada no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP), a central tem monitoramento 24 horas e é equipada com seis telas interligadas às UTIs Inteligentes de Manaus (AM), Recife (PE), Brasília (DF), Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ) e Porto Alegre (RS). Ao todo, o SUS já conta com 60 leitos inteligentes ativos, capazes de transmitir em tempo real dados como frequência cardíaca, níveis de oxigênio e pressão arterial.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse que se trata de inteligência artificial já em uso real no SUS, e não de ficção científica. Segundo ele, é a aplicação prática dessa tecnologia, com a estrutura do sistema público como base, que vem ampliando o acesso a um cuidado mais qualificado.

Redução do tempo de internação

Com o monitoramento contínuo, a expectativa do Ministério da Saúde é reduzir complicações clínicas e o tempo de internação dos pacientes, aumentando a rotatividade dos leitos de alta complexidade e ampliando o acesso aos serviços do SUS. Os dados coletados também devem contribuir para gerar evidências científicas que ajudem a ampliar protocolos clínicos no futuro.

A iniciativa integra a Rede Nacional de Serviços Inteligentes e Medicina de Alta Precisão e conta com apoio técnico e operacional do HC-FMUSP e de uma organização social selecionada por edital publicado no Diário Oficial da União. As UTIs Inteligentes são descritas pelo ministério como a primeira etapa de implementação dessa rede nacional, que tem como objetivo a transformação digital dos hospitais do SUS, com conectividade, interoperabilidade e uso de inteligência artificial para qualificar o cuidado.

Copiar textoCopiar o texto
15/08/2026 04:20h

As novas regras do Ministério da Saúde para a doação de sangue ampliam o perfil de pessoas que podem se candidatar à doação. Foram alterados os critérios de aptidão usados pelos hemocentros do país, com reduções de prazo para doadores que fizeram tatuagem, tiveram câncer ou passaram por outras condições de saúde.

Baixar áudio

As novas regras do Ministério da Saúde para a doação de sangue ampliam o perfil de pessoas que podem se candidatar à doação. A Portaria nº 11.685, de 2 de julho de 2026, muda os critérios de aptidão usados pelos hemocentros do país, com reduções de prazo para doadores que fizeram tatuagem, tiveram câncer ou passaram por outras condições de saúde.

As principais alterações estão relacionadas à idade e à diminuição de prazos para doadores que realizaram procedimentos de saúde ou estéticos invasivos. Pessoas com mais de 70 anos poderão doar desde que não seja a primeira vez, sejam consideradas aptas na avaliação clínica e respeitem os intervalos e a frequência definidos para essa faixa etária.

Já quem quem fez tatuagem, piercing, maquiagem definitiva ou outras intervenções estéticas, em estabelecimento com condições sanitárias adequadas, deverão aguardar 7 dias. O candidato que não conseguir comprovar a segurança do processo ficará impedido de doar por quatro meses, 8 meses a menos do que a regra anterior.

Também foi reduzido o prazo das pessoas temporariamente impedidas de doar por procedimentos de saúde. No caso de quem fez endoscopia, por exemplo, o intervalo entre o procedimento e a doação caiu de seis para quatro meses. Já o período de impedimento para pessoas que se deslocaram para áreas endêmicas da malária ou tiveram exposição em regiões de mata, bosque ou floresta passa a ser de 30 dias. Antes, chegava a 12 meses.

As mudanças entram em vigor em 30 de setembro, 90 dias após a publicação da norma. Estar em boas condições de saúde, pesar no mínimo 50 quilos, apresentar documento oficial com foto, estar alimentado e ter dormido pelo menos seis horas nas últimas 24 horas seguem como critérios básicos para a doação. Candidatos menores de 18 anos também seguem obrigados a apresentar consentimento formal dos responsáveis.

Municípios

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) alerta os gestores municipais para a necessidade de atenção e adequação dos serviços de saúde às novas orientações. A entidade destaca a importância da atuação municipal para incentivar a doação, divulgar informações precisas e contribuir para a manutenção dos estoques dos hemocentros.

A CNM reforça que os gestores municipais devem se atentar às novas regras e às orientações dos órgãos responsáveis pela política de sangue, de forma a apoiar a ampliação da doação e contribuir para o abastecimento seguro dos hemocentros. Além dos critérios básicos, permanecem situações que podem impedir temporariamente a doação, como determinadas doenças, procedimentos, vacinação e outras condições avaliadas durante a triagem. A análise individual do candidato continua sendo realizada pelos serviços de hemoterapia.

À frente da Rede de Municípios Doadores, com 72 cidades participantes, a instituição enxerga nas novas diretrizes a oportunidade de atingir o objetivo de ampliar o número de doadores e fortalecer os estoques de sangue em todo o país. Prefeituras que aderem à rede têm acesso à plataforma para cadastro de doadores, materiais de campanha e suporte técnico. Como contrapartida, ficam encarregadas de realizar campanhas locais de captação de doadores, atender aos chamados dos hemocentros regionais e garantir condições de acesso e transporte dos voluntários até os pontos de coleta.

Copiar textoCopiar o texto
30/07/2026 04:20h

Estratégia busca interromper a circulação do sarampo com a ampliação da vacinação em Guarulhos, São Bernardo do Campo e na capital paulista

Baixar áudio

O Ministério da Saúde anunciou o reforço da vacinação contra o sarampo nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, no estado de São Paulo. A recomendação amplia a oferta do imunizante para todas as pessoas com idade entre 6 meses e 59 anos, de forma indiscriminada, durante a Campanha de Multivacinação, que será realizada entre 3 de agosto e 1º de setembro. A medida foi adotada após a identificação de uma cadeia de transmissão do vírus nos três municípios. 

A campanha contará com o reforço no abastecimento de vacinas. Em 2026, o Ministério da Saúde já distribuiu mais de 7,2 milhões de doses da vacina tríplice viral aos estados e municípios, sendo que cerca de 2,9 milhões já foram aplicadas em todo o país. A vacina é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e faz parte do Calendário Nacional de Vacinação para pessoas de 12 meses a 59 anos

Além das doses previstas no calendário, o Ministério da Saúde também orienta a aplicação da chamada “dose zero” em crianças de 6 a 11 meses, quando há circulação do vírus. A estratégia busca ampliar a proteção desse grupo, considerado mais vulnerável às formas graves da doença. 

Segundo o balanço mais recente, o Brasil confirmou 14 casos de sarampo em 2026. Três ocorrências registradas no início do ano já foram encerradas, enquanto um surto ativo com 11 casos permanece em investigação, sendo nove na capital paulista e dois em São Bernardo do Campo. De acordo com o Ministério da Saúde, a região apresenta intensa circulação de pessoas e elevado fluxo internacional de viajantes, fatores que favorecem a introdução do vírus. 

Em relação à cobertura vacinal, o país atingiu 92,9% na primeira dose e 78,3% na segunda dose da vacina tríplice viral em 2025. Nos municípios contemplados pela nova recomendação, os índices de cobertura da segunda dose permanecem abaixo do ideal para ampliar a proteção coletiva, reforçando a importância da imunização

O Ministério da Saúde reforça que manter a caderneta de vacinação atualizada é a principal medida para prevenir o sarampo, evitar novos surtos e impedir a reintrodução da doença no país. 
 

VEJA MAIS:

 

Copiar textoCopiar o texto
24/07/2026 04:40h

Nota técnica orienta estados e municípios a reforçarem medidas de vigilância, controle do mosquito e ações de prevenção diante das mudanças climáticas

Baixar áudio

O Ministério da Saúde recomendou que estados e municípios ampliem as ações de vigilância e controle das arboviroses diante da possibilidade de aumento na circulação de doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. A orientação foi divulgada em nota técnica que leva em conta os impactos esperados do fenômeno El Niño, previsto para influenciar o clima brasileiro a partir do segundo semestre deste ano.

Segundo estimativas elaboradas pelo InfoDengue/Fiocruz, o Brasil poderá registrar cerca de 1,7 milhão de casos de dengue em 2027. De acordo com a Organização Meteorológica Mundial (WMO) e o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o aumento das temperaturas e das chuvas em algumas regiões, aliado a períodos de estiagem em outras, pode criar condições favoráveis para a proliferação do mosquito transmissor.

Entre as recomendações do ministério estão a intensificação das ações de vigilância epidemiológica, o bloqueio da transmissão nos primeiros casos identificados, a reorganização do trabalho dos Agentes de Combate às Endemias e a adoção de tecnologias de controle vetorial. A pasta também orienta os gestores a reforçarem campanhas de conscientização para que a população elimine possíveis criadouros do mosquito e procure atendimento médico ao surgimento dos primeiros sintomas.

Apesar do alerta, o cenário atual é de redução dos casos das principais arboviroses. Até 20 de junho de 2026, o país registrou 392,8 mil casos de dengue, uma queda de 73% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os casos de chikungunya também diminuíram 46%, segundo o Ministério da Saúde.

 

Como prevenir a dengue e outras arboviroses

A prevenção continua sendo a principal forma de combater a dengue, a chikungunya e a zika. Confira as principais recomendações:

  • Elimine água parada em vasos de plantas, pneus, garrafas, calhas e outros recipientes.
  • Mantenha caixas-d'água, tonéis e reservatórios bem tampados.
  • Limpe calhas e ralos regularmente para evitar o acúmulo de água.
  • Descarte corretamente o lixo e mantenha os quintais limpos.
  • Use telas em portas e janelas, além de repelente, principalmente em áreas com maior circulação do mosquito.

 

Fique atento aos sintomas

Febre alta, dor de cabeça, dores no corpo e nas articulações, manchas vermelhas na pele, náuseas e cansaço estão entre os principais sintomas da dengue. Ao apresentar esses sinais, procure uma unidade de saúde o quanto antes e evite a automedicação, principalmente com medicamentos à base de ácido acetilsalicílico (AAS) ou anti-inflamatórios, que podem aumentar o risco de sangramentos. 

 

Importante: O mosquito Aedes aegypti também transmite chikungunya e zika, por isso as medidas de prevenção ajudam a reduzir o risco dessas doenças.

 

Para acompanhar a situação da dengue em todo o país, acesse o portal InfoDengue, que reúne dados e alertas epidemiológicos atualizados.

 

Copiar textoCopiar o texto
23/07/2026 04:50h

Levantamento vai visitar cerca de 140 mil domicílios até novembro e, pela primeira vez, incluirá exames de sangue e urina em parte dos participantes.

Baixar áudio

O Ministério da Saúde e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) iniciaram a terceira edição da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), um dos principais instrumentos para mapear as condições de saúde da população brasileira e subsidiar a formulação de políticas públicas.

A coleta de informações será realizada entre julho e novembro de 2026. Ao longo desse período, aproximadamente 1,8 mil entrevistadores do IBGE visitarão cerca de 140 mil domicílios distribuídos em todos os estados e no Distrito Federal. Durante as entrevistas, serão coletadas informações sobre hábitos de vida, doenças crônicas, acesso e utilização dos serviços de saúde, saúde mental, alimentação, prática de atividade física, consumo de álcool e tabaco, entre outros indicadores relacionados à qualidade de vida.

Uma das principais novidades desta edição é a inclusão, pela primeira vez, da coleta de sangue e urina em uma subamostra de 15 mil a 20 mil participantes com 35 anos ou mais, residentes em capitais e regiões metropolitanas. Os exames vão analisar indicadores como hemograma, perfil lipídico, hemoglobina glicada, creatinina, ácido úrico, sódio e potássio, além de sorologia para chikungunya e dosagem de chumbo e mercúrio. Os participantes receberão os resultados gratuitamente.

Segundo o Ministério da Saúde, os dados produzidos pela pesquisa serão fundamentais para orientar o planejamento do Sistema Único de Saúde (SUS), acompanhar a evolução das condições de saúde da população e monitorar metas nacionais e internacionais na área da saúde. A expectativa é que os resultados contribuam para o aperfeiçoamento de políticas públicas e para a definição de estratégias de prevenção e promoção da saúde em todo o país.
 

Copiar textoCopiar o texto
10/07/2026 04:15h

Boletim da Fiocruz aponta redução das internações por VSR e influenza, mas cenário ainda preocupa em diversos estados

Baixar áudio

Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) apresentam início de queda após quase cinco meses consecutivos de alta no Brasil. É o que aponta a mais recente edição do Boletim InfoGripe, divulgada nesta quinta-feira (9) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)

A redução nacional é explicada, principalmente, pelo crescimento mais lento das internações causadas pelo vírus sincicial respiratório (VSR) e pela queda das hospitalizações por influenza A e influenza B. Ainda assim, o levantamento alerta que o número de ocorrências ainda permanece elevado em grande parte do país.

Segundo o InfoGripe, seis estados permanecem em níveis de alerta, risco ou alto risco para SRAG, com tendência de crescimento no longo prazo. A lista inclui Amazonas, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Roraima e Santa Catarina

Estados em alerta

Os casos de SRAG associados ao VSR continuam em alta em todos os estados da Região Sul, além de Minas Gerais e São Paulo, no Sudeste, e Roraima, na Região Norte. Nas demais unidades da federação, a Fiocruz já identifica estabilização ou redução das ocorrências

Em relação à influenza A, o estudo mostra que o período de maior circulação do vírus já terminou na maior parte do país. Mesmo assim, os casos graves ainda permanecem em níveis elevados no Acre, em Minas Gerais, no Paraná, em Roraima e em São Paulo, apesar da tendência de queda.  

Já a influenza B segue em crescimento em diversos estados do Centro-Sul, entre eles Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina. Por outro lado, Ceará, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo já apresentam sinais de estabilização ou início de redução dos casos

O boletim também destaca a situação do Amazonas, onde o aumento das ocorrências de SRAG entre idosos está, provavelmente, relacionado ao crescimento das hospitalizações por Covid-19

Entre as capitais brasileiras, 9 apresentam níveis de alerta, risco ou alto risco para SRAG, com sinal de crescimento na tendência de longo prazo.

Entre elas estão Belo Horizonte (MG), Boa Vista (RR), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Goiânia (GO), Manaus (AM), Palmas (TO), Porto Alegre (RS) e Rio Branco (AC).

Em Belo Horizonte, Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre, o aumento dos casos está concentrado principalmente entre crianças menores de dois a quatro anos. Em Rio Branco, o crescimento ocorre entre crianças e adolescentes de 2 a 14 anos. Já Belo Horizonte, Florianópolis, Manaus e Rio Branco também registram avanço das internações entre idosos

Prevenção

Mesmo com o início da queda nas hospitalizações por SRAG, os pesquisadores da Fiocruz reforçam que o volume de casos ainda é elevado e recomendam a manutenção das medidas de prevenção. Entre as orientações estão: 

  • cobrir boca e nariz com o braço ao tossir ou espirrar; 
  • lavar as mãos com frequência;
  • permanecer em isolamento ao apresentar sintomas de gripe ou resfriado; 
  • usar máscara caso seja necessário sair de casa durante o período de sintomas; 
  • manter a vacinação em dia, especialmente entre os grupos de maior risco. 

Prevalência dos vírus

Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, a distribuição dos vírus entre os casos positivos de SRAG foi a seguinte:

  • 12,7% de influenza A
  • 8,4% de influenza B
  • 55,9% de VSR
  • 23,3% de rinovírus
  • 2,2% de Sars-CoV-2 (Covid-19)

Entre os óbitos, a presença dos mesmos agentes foi:

  • 33,1% de influenza A
  • 15,4% de influenza B
  • 21,7% de VSR
  • 26,3% de rinovírus
  • 6,9% de Sars-CoV-2 (Covid-19)

O levantamento do InfoGripe tem como base os dados inseridos no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe, atualizados até 4 de julho, e é referente à Semana Epidemiológica (SE) 26. Confira outros detalhes no link.

VEJA MAIS:

Copiar textoCopiar o texto
05/07/2026 04:05h

Prazo para imunização de quem não recebeu a vacina na idade indicada foi ampliado

Baixar áudio

O Ministério da Saúde prorrogou a estratégia nacional de vacinação contra o papilomavírus humano (HPV) voltada a adolescentes e jovens de 15 a 19 anos que não têm registro de imunização. A campanha seguirá até 31 de dezembro de 2026 em todo o país.

Segundo o Ministério da Saúde, a iniciativa já resultou na aplicação de quase 300 mil doses desde seu lançamento. Desse total, mais de 124 mil foram administradas em meninas e cerca de 163 mil em meninos da faixa etária contemplada.

Com a prorrogação, estados e municípios deverão reforçar as ações para identificar e vacinar quem ainda não recebeu a dose. A orientação é que a imunização também ocorra fora das unidades básicas de saúde, com atividades em escolas, universidades e outros locais frequentados pelo público-alvo.

A vacinação é considerada a principal estratégia de prevenção contra o HPV, vírus relacionado ao câncer do colo do útero e a outras doenças associadas à infecção, incluindo diferentes tipos de câncer. 

Estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA) indicam que o Brasil poderá registrar aproximadamente 19,3 mil novos casos de câncer do colo do útero por ano no período entre 2026 e 2028, reforçando a importância da ampliação da cobertura vacinal.

Quem pode se vacinar?

Pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a vacinação contra o HPV integra o calendário de rotina para meninas e meninos de 9 a 14 anos. Excepcionalmente, até o fim de 2026, adolescentes e jovens de 15 a 19 anos que perderam a oportunidade de se imunizar também poderão receber a vacina gratuitamente.

O imunizante continua disponível para grupos com indicação específica, entre eles pessoas que vivem com HIV, transplantados, pacientes em tratamento oncológico, usuários da profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP) e pessoas com papilomatose respiratória recorrente.

Quem deseja verificar se já recebeu a vacina pode consultar o histórico de imunização pelo aplicativo Meu SUS Digital.

Consulte as informações da campanha de vacinação contra o HPV 
 

VEJA MAIS:

 

Copiar textoCopiar o texto
02/07/2026 04:15h

Capital amplia imunização com dose zero para bebês e reforça ações em áreas de grande circulação para evitar a reintrodução do vírus

Baixar áudio

A Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo aplicou 5.314 doses da vacina contra o sarampo no último sábado (27). A ação fez parte de uma mobilização emergencial após a confirmação de três casos da doença em crianças menores de dois anos na Zona Norte da capital paulista

Do total, foram aplicadas 220 das chamadas “doses zero” da vacina tríplice viral em crianças de 6 a 11 meses e 29 dias, nas Assistências Médicas Ambulatoriais (AMAs)/Unidades Básicas de Saúde (UBSs) Integradas e durante a busca ativa de casos suspeitos na região. 

As outras 5.094 doses foram destinadas à população de 12 meses a 59 anos. Dessas, 3.032 foram aplicadas por equipes de vacinação itinerante, que percorreram bairros da Zona Norte imunizando moradores em domicílios e em locais de grande circulação, como feiras, supermercados e praças. 

Dose zero reforça proteção dos bebês

A Secretaria Municipal da Saúde destaca que a dose zero é uma estratégia adicional de proteção e não substitui o esquema regular do Calendário Nacional de Vacinação

Assim, mesmo após receber a dose entre 6 meses e 11 meses e 29 dias, a criança deve tomar a primeira dose da vacina tríplice viral aos 12 meses e a segunda, preferencialmente com a vacina tetraviral, aos 15 meses

Além de proteger contra o sarampo, a tríplice viral também previne caxumba e rubéola. Já a tetraviral amplia essa proteção ao incluir a varicela (catapora)

Segundo a pasta, a cobertura vacinal da tríplice viral no município já alcança cerca de 100% para as duas doses em 2026, índice superior à meta de 95% estabelecida pelo Ministério da Saúde

Estado intensifica vigilância diante do aumento de casos no exterior

Além da aplicação da dose zero, o Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (CVE-SP) adotou uma série de medidas para reduzir o risco de reintrodução do vírus no estado. 

Segundo a pasta, em razão do aumento do fluxo internacional de passageiros durante a Copa do Mundo de 2026, foram intensificadas as ações de vacinação em aeroportos, terminais rodoviários, estações de metrô e trens

A preocupação é motivada pela alta circulação do vírus nos países-sede do torneio. Nos Estados Unidos, foram registrados 2.288 casos em 2025 e outros 2.104 até 20 de junho de 2026. No Canadá, após 5.075 casos no ano passado, já são 1.073 neste ano. No México, a situação é ainda mais preocupante: o país passou de apenas sete casos em 2024 para 6.586 em 2025 e 11.771 em 2026

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, as ações buscam interromper rapidamente possíveis cadeias de transmissão e reduzir o risco de entrada do vírus no estado por meio dos municípios de São Paulo e Guarulhos, onde está localizado o Aeroporto Internacional de Guarulhos

“O estado de São Paulo atua de forma preventiva, com intensificação da vigilância e ampliação das ações de vacinação para proteger a população. O estado disponibilizou doses adicionais para os dois municípios (São Paulo e Guarulhos) que farão as ações de intensificação”, disse em nota a diretora do CVE-SP, Tatiana Lang.

A vacinação contra o sarampo é oferecida de segunda a sexta-feira em todas as 482 UBSs da capital, das 7h às 19h. Aos sábados, o imunizante também está disponível nas AMAs/UBSs Integradas, no mesmo horário. 

A população pode encontrar a unidade mais próxima pela plataforma Busca Saúde.

Risco de novas epidemias 

Professora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e membro da diretoria da Sociedade Paulista de Infectologia, a infectologista Raquel Stucchi afirma que o Brasil corre risco de voltar a enfrentar epidemias de sarampo devido à cobertura vacinal insuficiente em parte do país. 

Dados mais recentes do Ministério da Saúde mostram que, em 2025, a cobertura nacional foi de 92,68% para a primeira dose e de 78,04% para a segunda, ambas abaixo da meta de 95%

"O risco existe, principalmente neste momento de grande deslocamento de pessoas em função da Copa do Mundo e do retorno de brasileiros que foram para os Estados Unidos, Canadá e México, caso não estejam adequadamente vacinados", alerta. 

O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, transmitida por secreções eliminadas ao tossir, espirrar, falar ou respirar próximo de pessoas não imunizadas. Crianças menores de cinco anos, pessoas desnutridas e indivíduos imunossuprimidos estão entre os grupos com maior risco de desenvolver complicações

A infectologista explica que na fase aguda o sarampo pode provocar pneumonia ou meningite grave, podendo evoluir para óbito. 

“Além disso, de forma mais tardia, pode provocar um quadro de panencefalite, que leva a uma perda importante da capacidade cognitiva e uma debilidade muito importante também”, explica.

A especialista reforça que a vacinação com a tríplice viral é a forma mais eficaz de prevenção e possui eficácia amplamente comprovada

VEJA MAIS:

Copiar textoCopiar o texto