Ministério da Saúde

21/10/2021 20:10h

Ministério da Saúde atribui diminuição de casos e mortes à vacinação

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Em queda desde junho deste ano, a média móvel de óbitos por Covid-19 teve redução de aproximadamente 90% em relação ao período mais crítico da pandemia, segundo informações do Ministério da Saúde. 

A média móvel de mortes atingiu a marca de 379,5 no dia 18 de outubro, o menor número desde o pico da pandemia, em 19 de abril deste ano, quando a média móvel era de 3 mil.

O Boletim do Observatório Covid-19 da Fiocruz divulgado nesta quinta-feira (21/10) também aponta que a transmissão do vírus está diminuindo.  Os dados usados pela fundação são referentes aos dias 10 a 16 deste mês e indicaram uma redução de 4,8% no número de infecções  e de 3,6% nas mortes.

Em relação à ocupação UTI-Covid-19, o levantamento diz que os leitos destinados a adultos no Sistema Único de Saúde apresentam estabilidade, com índices abaixo de 50% na maior parte do país.   As duas únicas Unidades da Federação na zona de alerta são Espírito Santo, na zona de alerta intermediário, onde a taxa voltou a crescer, do dia 11 para o dia 18 de outubro, de 65% para 71%; e o Distrito Federal, na zona de alerta crítico, onde a taxa caiu de 89% para 80%.
 

A tendência de queda do número de novos casos e da média móvel são atribuídos pelo Ministério da Saúde à campanha de vacinação contra a Covid-19. Para o secretário-executivo do ministério, Rodrigo Cruz, essa diminuição é reflexo da imunização. “Hoje observamos um cenário pandêmico mais controlado do que alguns dias atrás. Na nossa avaliação, isso se deve à vacinação. E quanto mais a gente vacina a população, mais a gente observa a queda na curva de óbitos de casos.”
 
O secretário reforça a importância de que a população complete a vacinação. “Se já chegou a sua vez de se imunizar, de tomar a segunda dose ou a de reforço, peço que procure um posto de saúde e faça isso”, incentiva Cruz.
 
A última atualização do Ministério da Saúde informa que, até o momento, 262.742.705 milhões de doses já foram aplicadas em todo o Brasil.

Painel Covid-19

Diariamente, o Brasil 61 atualiza os dados da pandemia da Covid-19 em estados e municípios.
 
Os números têm como base o repasse de dados das Secretarias Estaduais de Saúde ao órgão. Acesse as informações sobre a Covid-19 no seu estado e município no portal brasil61.com/painelcovid.

Dados da Covid-19

O Brasil registrou mais 16.853 casos e 451  óbitos por Covid-19, quinta-feira (21), de acordo com o balanço mais recente do Ministério da Saúde. Desde o início da pandemia, mais de 21.697.341 milhões de brasileiros foram infectados pelo novo coronavírus. 
O Rio de Janeiro ainda é o estado com a maior taxa de letalidade entre as 27 unidades da federação: 5,17%. O índice médio de letalidade do País estava em 2,9%.

Taxa de letalidade nos estados

  • RJ - 5,17%
  • SP - 3,44%
  • AM - 3,22%
  • PE - 3,17%
  • MA - 2,84%
  • PA - 2,80%
  • GO - 2,69%
  • AL - 2,62%
  • PR - 2,60%
  • CE - 2,59%
  • MS - 2,56%
  • MG - 2,55%
  • MT - 2,52%
  • RO - 2,44%
  • RS - 2,42%
  • PI - 2,19%
  • BA - 2,17%
  • SE - 2,16%
  • ES - 2,13%
  • PB - 2,11%
  • DF - 2,10%
  • AC - 2,09%
  • RN - 1,98%
  • TO - 1,69%
  • SC - 1,62%
  • AP - 1,61%
  • RR - 1,59%
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20/10/2021 20:30h

Ministério da Saúde oferece curso de reabilitação do paciente com condições pós-Covid

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Em recuperação da Covid-19 desde setembro de 2020, José Carlos de Araújo sentiu na pele a forma mais grave da doença. Na época, ele chegou a ficar 30 dias internado na UTI de um hospital particular do Distrito Federal.
 
Um ano após ter recebido alta hospitalar, o servidor público ainda convive com sequelas do vírus, como fraqueza muscular, pressão alta, doença renal crônica e dificuldades de locomoção na perna esquerda. Ele conta que o tratamento tem sido difícil.“ Há três meses eu tive que começar a fazer hemodiálise porque meus rins ficaram fracos. É muito difícil para uma pessoa uma vida normal agora estar vivendo nessa situação complicada”, lamentou.


 
O que aconteceu com o Carlos não é um caso isolado. Segundo uma pesquisa do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), 70% dos pacientes que tiveram Covid-19 apresentam algum tipo de sequela até um ano após a alta hospitalar. Cerca de 800 pacientes foram acompanhados pelos pesquisadores entre o fim de março do ano passado e julho deste ano e os principais sintomas relatados são fraqueza, fadiga e falta de ar.
 
O médico pneumologista Carlos Carvalho, diretor da UTI Respiratória do Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas e da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), participou da pesquisa. “Isso foi uma enorme surpresa. Nós estamos acostumados a conviver com alguns vírus e raramente esses vírus podem deixar sequelas. O que mais surpreendeu é que o coronavírus vem deixando sequelas”.  
 
Ainda de acordo com o médico, eles vão pesquisar o que levou a esses problemas relatados pelos pacientes. “Agora nós estamos investigando se essa falta de ar é um problema pulmonar ou se é esse problema de fadiga e cansaço cardíaco. Além disso, se o distúrbio muscular é porque a musculatura ainda não tenha se recuperado”, concluiu.
 
A pesquisa contou com a participação de 15 áreas e especialidades para entender o real escopo que as sequelas podem assumir, desde a pneumologia até a psiquiatria.

Reabilitação pós-Covid

Com base nisso, o Ministério da Saúde está oferecendo o curso de reabilitação de pacientes com condições pós-Covid-19 para profissionais da saúde. A pasta quer que os profissionais compreendam as consequências e impactos da Covid-19.
 
Outro pilar do curso é fazer o aluno aprender processo de reabilitação motora, neurofuncional, cardiorrespiratória e das funções mentais, cognitivas e psicológicas de pacientes com condições pós-covid.
 
O público-alvo são profissionais de nível superior que atuam no processo de reabilitação de nível hospitalar, ambulatorial e domiciliar: médicos, fisioterapeutas, psicólogos, terapeutas ocupacionais, enfermeiros, fonoaudiólogos, nutricionistas, assistentes sociais, profissionais das equipes da atenção primária e outros.
 
O curso é gratuito e os interessados em participar devem se inscrever no site covid.saiteava.org/.

Dados da Covid-19

O Brasil registrou mais 15.609 casos e 373  óbitos por Covid-19, quarta terça-feira (20), de acordo com o balanço mais recente do Ministério da Saúde. Desde o início da pandemia, mais de  210.147.125 milhões de brasileiros foram infectados pelo novo coronavírus. O Rio de Janeiro ainda é o estado com a maior taxa de letalidade entre as 27 unidades da federação (5,17%). O índice médio de letalidade do País estava em 0,29%. 

Taxa de letalidade nos estados

  • RJ    5,17%
  • SP    3,44%
  • AM    3,22%
  • PE    3,18%
  • MA    2,84%
  • PA    0,28%
  • GO    2,69%
  • AL    2,62%
  • PR    2,60%
  • CE    2,59%
  • MS    2,56%
  • MG    2,54%
  • MT    2,52%
  • RO    2,45%
  • RS    2,42%
  • PI    2,19%
  • BA    2,17%
  • SE    4,35%
  • ES    2,13%
  • PB    2,11%
  • DF    2,10%
  • AC    2,09%
  • RN    1,98%
  • TO    1,69%
  • SC    1,62%
  • AP    1,61%
  • RR    1,59%

Os números têm como base o repasse de dados das Secretarias Estaduais de Saúde ao órgão. Acesse as informações sobre a Covid-19 no seu estado e município no portal brasil61.com/painelcovid

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15/10/2021 19:05h

Ministério da Saúde destaca a importância da prevenção para o Dia Nacional de Combate à Sífilis

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No ano de 2020, 115,3 mil brasileiros contraíram sífilis. Desses, 61,4 mil eram gestantes e 22 mil crianças que foram contagiadas na modalidade congênita. Já a sífilis adquirida no conjunto da população apresenta redução nos últimos anos, tendo uma taxa de detecção no país de 54,5%. Os dados são do boletim divulgado pelo Ministério da Saúde para a campanha do Dia Nacional de Combate à Sífilis, comemorado neste sábado (16).

O secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros, relembra que em 2018 a sífilis teve um pico de casos e, desde então, apresentou queda. Ele conta que o caso reafirma a importância de se diagnosticar a infecção a tempo.

“Ela [a doença] teve um pico em 2018. Já em 2019 teve uma queda significativa. O que reflete cada vez mais o cuidado da atenção primária, o diagnóstico com tempo correto, de modo que a gente tenha uma segurança cada vez melhor de que o SUS pode dar uma resposta significativa para essa doença.”

Entre as ações do Ministério da Saúde para combater a doença, está a distribuição de testes rápidos para o diagnóstico e de frascos-ampola de penicilina benzatina e penicilina cristalina para o tratamento.

“Trabalhamos arduamente na vigilância da sífilis para controlarmos cada vez mais essa doença, porque isso é possível através do fortalecimento da atenção básica. Esse é o SUS que nós acreditamos e o Brasil que queremos ver livre de grandes agravos e com maior qualidade de vida para a nossa população”, declara Arnaldo Medeiros.

Mercado público e privado devem ser integrados em tecnologia e conhecimento, dizem especialistas da saúde

Crianças ainda não possuem vacina aprovada contra Covid-19, no Brasil

Incidência pelo Brasil

Pelo país, as regiões Sul e Sudeste são as que registraram maior incidência da doença. As unidades da federação com os índices mais altos foram Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul, no que diz respeito à taxa por 100 mil habitantes, entre 2010 e 2020.

Nesse mesmo período, as faixas etárias com maior incidência foram as de 20 a 29 anos. Em termos de escolaridade, os principais percentuais foram os de pessoas com fundamental incompleto e ensino médio completo.

O funcionário público Carlos Araújo, de 55 anos, morador da capital São Paulo, é portador do HIV há trinta anos e já contraiu sífilis duas vezes. A primeira vez, há dez anos, ocorreu por meio de um parceiro. Ele conta que, na época, surgiu uma ferida na bochecha, mas esta não coçava, nem doía. O que parecia ser uma simples picada de aranha, acabou sendo sífilis. Todo o tratamento de Carlos foi feito pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Após suas experiências com a infecção, ele acha importante fazer um alerta para a prevenção: "A sífilis é silenciosa e as pessoas acreditam que não têm nada e estão livres de qualquer problema. É melhor tomar cuidado quando se tem uma vida social e sexual ativa e é importante fazer o trabalho preventivo.”

Segundo a infectologista do polo de prevenção às ISTs da Universidade de Brasília (UnB), Valéria Paes, um dos grandes perigos da sífilis é que a infecção pode ser assintomática.

“A pessoa pode ter e não apresentar nenhum tipo de sintoma. Muitas vezes a doença se propaga dessa forma: um jovem vai ter uma relação sexual com uma pessoa, não tem a percepção porque a pessoa não  aparenta nenhum tipo de sintoma e nada de lesão, e essa pessoa pode, mesmo assim, estar apresentando a sífilis e dessa forma a doença se propaga”, explica a infectologista.

Prevenção

A sífilis é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) curável e exclusiva do ser humano e pode ser prevenida com o uso da camisinha durante as relações sexuais. A bactéria pode causar lesões nos genitais e evoluir para uma infecção do sistema nervoso central, como a meningite. Além disso, se não for tratada, pode causar problemas cardíacos e outros quadros mais graves. Ela pode se apresentar de três formas:

  • Adquirida: através de relações sexuais, transfusões de sangue e demais usos descuidados de agulhas;
  • Em gestantes;
  • Congênita: quando a gestante não faz o tratamento e a sífilis é transmitida para o feto.

O secretário de Atenção Primária à Saúde, Raphael Câmara, destaca a importância dos exames preventivos não só para as grávidas: “O parceiro tem que ir ao pré-natal, tem que ser avaliado e testado. E se der positivo, tem que ser tratado. É questão de proteção para ele, mas principalmente para a sua parceira e para o seu bebê. Porque se tiver positivo para sífilis, a criança pode nem nascer ou ter sequelas muito graves.”

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11/10/2021 18:40h

Para a Anvisa, ainda faltam estudos que comprovem a eficácia e a segurança dos imunizantes para serem aplicados em menores de 12 anos

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Crianças brasileiras, menores de 12 anos, ainda não podem ser imunizadas contra a Covid-19 no Brasil. De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), os imunizantes aprovados para uso - Astrazeneca, Pfizer, Coronavac e Janssen - ainda não possuem estudos suficientes que comprovem a eficácia e a segurança para serem aplicadas nessa faixa etária. 

Alguns países, como  Cuba, Chile, China, El Salvador e Emirados Árabes Unidos, já iniciaram a vacinação contra Covid-19 em menores de 12 anos. Nos Estados Unidos, a Pfizer entrou com pedido, em 7 de outubro, na Food and Drug Administration (FDA) - agência reguladora do país - para aprovarem o uso emergencial da vacina em crianças de até 11 anos incompletos. 

Ministério da Saúde anuncia o planejamento da campanha de vacinação contra a Covid-19 para 2022

Covid 19: apesar do aumento da cobertura vacinal, Brasil segue com taxa de transmissão elevada

A solicitação feita pela empresa farmacêutica é baseada em testes clínicos realizados com 2.268 participantes, que mostraram uma forte resposta imunológica, segundo divulgou a Pfizer, em 20 de setembro. O laboratório também já começou os testes em crianças de dois a cinco anos e em bebês de 6 meses a dois anos. As conclusões desses estudos estão previstas para 2022.

O infectologista Julival Ribeiro, da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), acredita que, se os Estados Unidos aprovarem o uso da vacina para a população pediátrica, o Brasil seguirá essa decisão. “A Anvisa também deve receber toda a documentação vinda da Pfizer mostrando os estudos que foram realizados. Então, não tenho dúvida que as vacinas que forem aprovadas por órgãos internacionais deverão também ser liberadas pela agência aqui no Brasil”.

O infectologista afirma que a vacinação para os menores de 12 anos deve ser fundamental, quando houver aprovação das agências reguladoras, principalmente por causa do âmbito escolar. “Esse grupo que está na escola pode adquirir o coronavírus e transmitir dentro do lar para idosos, para os pais, para outras pessoas. É muito importante a vacinação para essa faixa etária, porque já estamos quase no final do ano e esperamos que, no próximo, todas as crianças e adolescentes voltem para escolas mais seguras, com a vacinação completa”.

O diretor científico da Sociedade de Infectologia do Distrito Federal (SBI-DF), José David Urbaéz, fala sobre os riscos de crianças brasileiras estarem de fora do plano de vacinação contra a Covid-19. “Se a gente fala de população geral vacinada, nós estamos incluindo obviamente a população pediátrica. Então nós sabemos que, para termos essa imunidade coletiva contra a Covid-19, em torno de 80% da população tem que estar com a vacinação completa. Sem dúvida a gente não alcançará esse limite de vacinação até garantirmos a vacinação para a população infantil de maneira geral”.

Porém, o infectologista enfatiza que é necessário segurança para imunizar as crianças. “É óbvio que estamos aguardando ansiosamente dados de uso seguro nas populações infantis”.

Enquanto a vacina para menores de 12 anos está em estudo, David Urbaéz diz que é imprescindível manter as medidas de cuidado e proteção. “Continuar usando as máscaras, os distanciamentos, a higienização das mãos e da superfície. Isso provavelmente vai ficar para além da pandemia como uma necessidade permanente”.

Segundo a plataforma do Ministério da Saúde, LocalizaSuS, até 10 de outubro, a população jovem vacinada, de 12 a 17 anos, é de 8.114.244. O número é expressivo, segundo o infectologista David Urbaéz. “A imensa maioria de jovens ainda não têm relações de emprego estabelecidas, então é bem mais frequente a disponibilidade de tempo, e todos estão muito ansiosos de contar com uma proteção mais intensa para poderem vivenciar uma vida que se espera para essa idade.” 

A estudante Lara Félix de Faria, de 15 anos, mora  em Arceburgo (MG) e já está vacinada com a primeira dose. “Para mim, foi um momento mais que especial porque, assim como todo mundo, esperei ansiosamente durante muitos meses para conseguir tomar essa vacina. E hoje me sinto muito feliz em poder falar que eu faço parte da população vacinada e, a cada dia, ver mais pessoas ao meu redor se vacinando, principalmente as pessoas da minha idade. Eu sinto que a cada dia mais os jovens estão tomando consciência da importância da vacina e levando essa consciência para frente.”

Em 8 de outubro, o Ministério da Saúde divulgou o plano de vacinação contra a Covid-19 para 2022. A imunização de crianças está prevista apenas para as de faixa etária de 12 anos ou mais. A Anvisa informou que no momento não existe nenhum pedido para uso de vacinas em crianças menores de 12 anos.
 

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Covid
09/10/2021 19:40h

Pasta informou ter 354 milhões de doses de vacinas garantidas para o ano que vem. O gasto previsto com a compra das vacinas é de R$ 11 bilhões

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No dia em que o Brasil atingiu a marca de 600 mil mortos pela pandemia, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou o plano de vacinação contra a Covid-19 para 2022. Segundo o ministro, a pasta já adquiriu ou está em tratativas avançadas com algum laboratório 354 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19.

Dessas, 134 milhões de doses sobraram em 2021, outras 120 milhões estão em negociação junto à AstraZeneca e mais 100 milhões junto à Pfizer. Caso seja necessário, o Ministério da Saúde conta com mais 110 milhões de doses extras (também em contratos com os dois laboratórios acima). 

“Estamos mais fortes para, no ano de 2022, fazer uma campanha mais bem consolidada ainda, porque o nosso preparo em 2021 nos conferiu experiência e capacidade de o país produzir vacinas com IFA nacional. O cenário é muito positivo e que me permite assegurar que os brasileiros terão uma campanha muito eficiente em 2022, ano esse, que com a ajuda de todos nós, será o ano do fim da pandemia da Covid-19”, disse Queiroga. 

Público-alvo da vacinação em 2022
Ano que vem, a população brasileira começará a ser vacinada seis meses após a imunização completa ou dose de reforço adicional. O esquema de vacinação por faixa etária funcionará de forma decrescente, dos idosos aos mais jovens. Assim, não haverá grupos prioritários. Veja qual o planejamento do Ministério da Saúde:  

  • 60 anos ou + e imunossuprimidos (2 doses).
  • 18 a 60 anos (1 dose);
  • Abaixo dos 12 anos - caso haja aprovação - vacinação primária (2 doses)

O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Rodrigo Cruz, destacou que a programação pode mudar. “Esse é um planejamento validado com especialistas. É a resposta que a gente tem hoje e essa é a estratégia de aquisição de vacinas para 2022. Lembrando que isso está sujeito à alteração devido ao surgimento de novas evidências, mas a mensagem que a gente deixa é que caso as evidências mostrem a necessidade de mais vacinas, nós já temos os instrumentos necessários para fazer a aquisição dessas doses”. 

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Imunizantes
O investimento previsto para a compra das doses é de R$ 11 bilhões. O ministro disse que a pasta vai priorizar a compra de imunizantes que têm registro definitivo junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária. (Anvisa). Assim, a princípio, as vacinas da Janssen e a CoronaVac não fazem parte do Programa Nacional de Imunização (PNI) para 2022, a menos que obtenham a autorização definitiva. Rodrigo Cruz explicou a situação. 

“Segundo a resolução 475 da Anvisa, que materializa o que o ministro colocou, a figura da autorização emergencial para medicamentos ou vacinas só faz sentido num ambiente pandêmico. Quando se acaba ou se decreta o fim da pandemia ou da emergência em saúde pública de importância nacional, deixa de existir a autorização de uso emergencial”, afirmou. 

No cenário atual, membros do Ministério da Saúde creem que a pandemia pode acabar no ano que vem e, que, portanto, não faria sentido comprar vacinas de imunizantes que não têm autorização para uso fora de uma situação de emergência. “A vacina da Janssen é diferente de outras vacinas porque já tem uma aceitação maior a nível mundial. Acredito que ela obtenha o registro definitivo, assim como desejo fortemente que a vacina CoronaVac também obtenha o registro definitivo. Se tiver uma vacina emergencial e nós não pudermos usar mais no Brasil, uma das possibilidades é o Brasil doar a outros países”, indicou Queiroga. 

Cenário
O titular da Saúde destacou que o cenário epidemiológico está mais confortável e que a média móvel de mortes está inferior a 450 óbitos por dia. Lembrou, também, que cerca de 90% da população adulta já recebeu, ao menos, a primeira dose, e que mais de 60% está imunizada.

No entanto, lamentou o número de mortos pela pandemia. “Quero registrar a nossa solidariedade àqueles que perderam seus entes queridos em decorrência da doença. Hoje, chegamos a marca de cerca de 600 mil óbitos. E também quero ser solidário àqueles que tiveram a Covid e ficaram com alguma sequela”, disse Queiroga. 

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01/10/2021 18:30h

O podcast Giro Brasil 61 faz uma seleção dos principais fatos e acontecimentos noticiados pelo Brasil61.com durante a semana

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No episódio desta semana (1º), o podcast Giro Brasil 61 começa com a informação de que o SUS vai disponibilizar atendimento psiquiátrico por telefone até o final do ano. Ainda na área da saúde, a conversa é sobre a nova orientação do Ministério da Saúde em relação as vacinas da gripe e da Covid-19. Já na política, um projeto que tramita na Câmara dos Deputados pretende evitar prejuízos ao direito da concorrência no Brasil.

Quer saber mais? Aperte o play e confira!

Vacinas da gripe e covid podem ser aplicadas no mesmo dia, diz Ministério da Saúde

Projeto pretende evitar prejuízos ao direito da concorrência no Brasil

Novo atendimento psiquiátrico por telefone pelo SUS começa até o final do ano

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30/09/2021 14:50h

A nova orientação já vale a partir desta quinta-feira (30)

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O Ministério da Saúde publicou na última quarta-feira (29) nova orientação referente às vacinas da gripe e da covid-19, que agora podem ser aplicadas no mesmo dia. Postos de vacinação no País já podem seguir a nova determinação do ministério, pois a medida já vale a partir desta quinta-feira (30).

O documento do ministério explica que a recomendação inicial de 14 dias de intervalo entre os imunizantes foi fundamentada “principalmente na necessidade de monitoramento mais aprofundado do perfil de segurança das vacinas covid-19 com o início do seu uso em larga escala na população, bem como na ausência de estudos específicos.”

Ministério da Saúde aumenta vacinação de reforço para idosos acima de 60 anos.

Covid-19: pesquisa em escola mapeia incidência do coronavírus entre estudantes da Paraíba.

Ministério da Saúde anuncia dose de reforço contra a Covid-19 para profissionais da saúde.

Porém, segundo a pasta, até o momento já foi possível acumular um grande volume de dados de segurança em relação às vacinas em cenário de vida real, não sendo mais necessário o intervalo entre as aplicações. A decisão também tem como objetivo ampliar a cobertura da principal campanha de vacinas no País e incentivar a população a se proteger contra as duas doenças. 

A nota técnica do Ministério da Saúde enfatiza que ao realizar a administração simultânea de diferentes vacinas o profissional de saúde deve estabelecer estratégias para minimizar o risco de erros. “Idealmente, cada vacina deve ser administrada em um grupo muscular diferente, no entanto, caso seja necessário, é possível a administração de mais de uma vacina em um mesmo grupo muscular, respeitando-se a distância de 2,5 cm entre uma vacina e outra, para permitir diferenciar eventuais eventos adversos locais”. 

O Brasil possui 64.274.451 doses aplicadas da vacina contra a gripe, segundo o Painel Influenza, do Ministério da Saúde. Os totalmente imunizados contra a covid-19, com segunda dose ou dose única, são 88.983.740, o que representa 42,19% da população. A dose de reforço já foi aplicada em 804.433 pessoas.
 

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29/09/2021 12:30h

Iniciativa é do Ministério da Saúde para o Setembro Amarelo, campanha brasileira de prevenção ao suicídio

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Para marcar o Setembro Amarelo, mês dedicado à prevenção ao suicídio, o Ministério da Saúde anunciou que planeja implantar uma linha de teleapoio emocional àqueles que necessitam do Serviço Único de Saúde (SUS). Segundo Mayra Pinheiro, secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, as pessoas com doenças mentais precisam de atendimento técnico especializado e humanizado.

“Até o final do ano nós estaremos entregando a linha 196. É o primeiro suporte de atendimento aos doentes mentais do Brasil. Estamos há um ano construindo essa linha, buscando apoio, expertise, para que o Brasil tenha o melhor serviço de atendimento telefônico de saúde mental do mundo”, disse.

Também em virtude do Setembro Amarelo, o ministério começou uma capacitação dos profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) de todo o Brasil no aprimoramento de acolhimento a pacientes em sofrimento psíquico. O “Curso de Formação de Multiplicadores em Urgências e Emergências em Saúde Mental” já foi iniciado através da plataforma online UniverSUS, separado em três turmas com 108 profissionais ao todo.

Para fortalecer a prática de condutas humanizadas e terapêuticas no âmbito da saúde mental, médicos e enfermeiros do SAMU de todas as capitais brasileiras poderão aprender sobre a assistência mais adequada a pacientes com quadros como ansiedade, depressão, violência autoprovocada e ideação suicida.

A capacitação é ministrada por profissionais especialistas, com aulas teóricas e práticas. Na metodologia, estão incluídas simulações realísticas, que vão desde o atendimento da chamada realizada pelo paciente ou familiar até o devido encaminhamento às unidades de saúde.

Atendimento humanizado em saúde mental

De técnico de enfermagem para enfermeiro, Pedro Palácios faz parte do SAMU de Senador Canedo, em Goiás, desde 2009. Ele destaca a importância da atenção do profissional com o paciente na hora do atendimento:

“Essa capacitação é de extrema importância para enfrentarmos o mal psiquiátrico. Durante os plantões, nós vemos muitos casos que não têm um desfecho legal, mas às vezes os próprios pacientes nos dão alarmes que podem passar despercebidos durante o atendimento clínico, por isso é importante nós sermos treinados para perceber esses detalhes.”

O enfermeiro diz, ainda, que são programas como esse que ajudam na humanização do serviço: “Temos que lembrar que esses pacientes estão ali por uma série de fatores, como o não acompanhamento, abandono do tratamento, falta de medicação, o meio em que se vive. Então, é uma questão de se colocar no lugar do outro mesmo.”

Marcela (nome fictício, personagem preferiu não se identificar) é uma jovem de 22 anos com quadro depressivo e ansioso. Ela conta que já passou por uma crise em que os pais precisaram recorrer ao SAMU: “A minha pressão estava muito baixa e eu desmaiava muito. Minha mãe ligou para o SAMU, que informou que estava sem ambulâncias no local onde eu moro, mas o atendente a auxiliou sobre o que fazer e me levar para o hospital. No fim, deu certo.”

Depressão

Marcela diz que sabia de sua depressão até mesmo antes do diagnóstico em 2014, aos 15 anos. Ela praticava automutilação. Hoje, a jovem afirma ter mais consciência de suas ações e consequências, mas para isso precisa de seus medicamentos.

“Eu tomo remédio há 6 anos e eu tenho plena certeza que sou dependente química, pois sem os remédios eu fui muito mal, tenho crises intensas. Hoje eu tenho uma vida mais calma, então, eu acredito que seja uma dependência em um bom sentido”, conta.

A jovem conta que, depois do início da pandemia, passou a ter pensamentos suicidas. “Com todo esse cenário, eu passei muito tempo com pensamentos de ‘se eu pegar esse vírus, eu vou morrer, então por que não morrer logo agora e acabar com a espera? É uma pessoa a menos para colapsar o SUS.’"

A depressão é um transtorno mental comum que atinge pessoas por todo o mundo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 300 milhões de pessoas sofram de quadro depressivo. Sem tratamento, o transtorno pode afetar a vida cotidiana e causar disfunção no trabalho, escola, relacionamentos e, na pior das hipóteses, levar ao suicídio.

Ainda segundo a OMS, menos de 10% das pessoas com sintomas depressivos recebem o tratamento indicado. Cerca de 800 mil pessoas no mundo morrem por suicídio todos os anos, sendo a terceira principal causa de morte entre os jovens de 15 a 29 anos.

Tratamento

A psicóloga Amanda Oliveira destaca que, para o tratamento correto, é preciso avaliar o grau da depressão: “Dependendo do nível, o cérebro sofre modificações quimicamente. Então, consequentemente se faz necessário o uso de medicamentos prescritos por um psiquiatra.”

Entre as técnicas utilizadas pela psicologia com estes pacientes está a psicoeducação. Nela, o profissional assume o papel de orientar, trabalhar as crenças, a visão do paciente de si mesmo, do mundo e do outro. Porém, mesmo sendo feito este acompanhamento psicológico, é importante que a pessoa tenha uma rede de apoio dentro de casa, principalmente aqueles com tendência de automutilação ou suicida. 

“Essas práticas vêm do querer reduzir ou eliminar a dor emocional, ou seja, a pessoa causa dor física para poder mudar o foco da dor emocional. Então, ter rede de apoio e permanecer em terapia é muito importante. E não levar os sinais como ‘frescura’, porque as pessoas realmente dão sinais antes de cometer qualquer tipo de ato.”

Segundo a psicóloga, por mais que a discussão sobre saúde mental esteja crescendo no Brasil, ainda é necessário lutar contra muitos tabus presentes na sociedade: “Muitos acham que terapia é só para ‘doidos’, como eles dizem”, conta a profissional. Outro problema seria a disponibilidade do acompanhamento para as classes mais baixas.

“Tratar desse assunto, ampliar essa temática e disponibilizar para todas as classes seria primordial para que a gente tenha uma sociedade mais saudável e as próximas gerações também”, destaca.

Linha de apoio

O Centro de Valorização da Vida (CVV) realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo de forma voluntária e gratuita todas as pessoas que querem conversar por telefone, e-mail ou chat on-line. Disque 188 ou acesse www.cvv.org.br e procure ajuda.

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28/09/2021 20:45h

Segundo a pasta, os estados serão responsáveis por decidirem quando irão começar a aplicar a dose de reforço para os idosos desta faixa etária

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Com a finalidade de aumentar a cobertura de imunização contra a Covid-19 em todo o País, o Ministério da Saúde decidiu ampliar a vacinação com a dose de reforço para idosos acima de 60 anos. Profissionais da área da saúde e pessoas imunossuprimidas também foram incluídos nessa nova etapa. 
Recuperado da doença nos Estados Unidos, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, fez o anúncio em suas redes sociais e também em um evento em comemoração aos 1.000 dias do governo do presidente Jair Bolsonaro, em João Pessoa, na Paraíba.

Segundo Queiroga, estratégias tomadas pelo governo federal estão acelerando o ritmo da vacinação no Brasil. "Graças à estratégia diversificada que o governo federal, por intermédio do Ministério da Saúde, adotou para a aquisição de vacinas, é possível hoje, no final do mês de setembro, já ofertar para os idosos brasileiros uma dose de reforço da vacina. Além dos idosos com mais de 70 anos, os profissionais de saúde que já foram anunciados como contemplados com o reforço, agora, o Ministério da Saúde vai atender aqueles com mais de 60 anos”, disse.

Queda na média móvel de óbitos

O Ministério da Saúde anunciou, ainda, que em 100 dias, a média móvel de óbitos por Covid-19 no Brasil teve uma redução de 73,30% nos registros. No boletim epidemiológico divulgado pela pasta, quatro estados não registraram novos óbitos pela doença nas últimas 24 horas. Com média móvel em 541,93, registros de novas mortes seguem com tendência de queda desde o mês de junho.

Vacinação

Outro dado importante divulgado pela Saúde: são mais de 230 milhões de vacinas no braço de brasileiros e mais de 91% dos adultos já começaram o ciclo vacinal. Em setembro, o governo distribuiu 100% das primeiras doses para todos os 158 milhões de brasileiros adultos e a imunização completa dessa população está cada vez mais próxima.

Dados Covid

O Brasil registrou 15.395 novos casos e 793 óbitos por Covid-19 nas últimas 24 horas, de acordo com a mais recente atualização do Ministério da Saúde. Ao todo, mais de 21.381.790 milhões de brasileiros foram infectados pelo novo coronavírus desde o início da pandemia. O número de pessoas que morreram pela doença no país é de 595.446.

São Paulo é o estado com a maior taxa de letalidade entre as 27 unidades da federação: 3,42% Em seguida estão , Amazonas e Pernambuco, todos com o índice acima dos três pontos percentuais. A taxa de letalidade média do Brasil é de 2,78%.

Taxa de letalidade nos estados 

  • SP    3,42%
  • PE    3,18%
  • AM    3,22%
  • MA    2,86%
  • PA    2,82%
  • RJ    2,78%
  • GO    2,72%
  • CE    2,60%
  • AL    2,61%
  • PR    2,95%
  • MS    2,56%
  • MG    2,55%
  • MT    2,54%
  • RO    2,46%
  • RS    2,43%
  • PI    2,20%
  • BA    2,18%
  • SE    2,16%
  • ES    2,15%
  • DF    2,37%
  • PB    2,11%
  • AC    2,09%
  • RN    1,99%
  • TO    1,69%
  • SC    1,62%
  • AP    1,61%
  • RR    1,58%
  • BR     2,78%

Os números têm como base o repasse de dados das Secretarias Estaduais de Saúde ao órgão. Acesse as informações sobre a Covid-19 no seu estado e município no portal brasil61.com/painelcovid
 

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27/09/2021 19:40h

Campanha do Ministério da Saúde destaca que doadores de órgãos devem expressar o desejo da doação aos entes mais próximos

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Entre as mais de 2 mil famílias que perderam entes próximos em 2021, 38% recusaram a doação de órgãos. Os dados são do Ministério da Saúde, que aproveitou o Dia Nacional da Doação de Órgãos, celebrado no dia 27 de setembro, para lançar a Campanha Nacional de Incentivo à Doação de Órgãos e Tecidos. A ideia é conscientizar a sociedade sobre a importância da doação e, ao mesmo tempo, fazer com que as pessoas conversem com seus familiares e amigos sobre o assunto.

Presente na coletiva, o ministro substituto da Saúde, Rodrigo Cruz, se declarou como um doador de órgãos e destacou a importância de se ter uma conversa aberta com a família sobre esse desejo:

“A legislação brasileira determina que a palavra final da doação de órgãos é da família, a campanha vem nesse sentido. Porque é importante destacar que, não basta você externar a sua vontade, é importante que a família dê o sim na hora da doação dos órgãos. Então, sim, sou doador de órgãos e já estendi essa vontade e já conversei com a minha família”, destacou Cruz.

Entre os motivos que podem levar a essa alta taxa de recusa no Brasil e no mundo são: incompreensão da morte encefálica, falta de preparo da equipe para fazer a comunicação sobre a morte e religião. As informações são de estudo da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Atualmente, o Brasil tem o maior sistema público de saúde do mundo em números de transplantes. O Sistema Único de Saúde (SUS) conta com 648 hospitais habilitados e mais de 1,6 mil equipes de profissionais especializados pelo país. Nos últimos 20 anos, mais de 412 mil transplantes foram realizados em todas as modalidades, sendo a maioria de rim, córnea e medula óssea.

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Continuidade à vida

“Deixa o mundo todo saber, deixa a vida continuar”. As palavras são cantadas pela cantora Naiara Azevedo em vídeo de divulgação da campanha.

Gabriela Gonçalves passou por um transplante de rim em 2014, após passar três anos na hemodiálise e à espera de um órgão. Para ela, o fato de ser uma transplantada não define o modo que leva a sua vida. Desde o transplante, ela encontrou na atividade física e na corrida uma forma de se manter saudável.

“O transplante é eficaz, eu sou a maior prova de que o transplante traz qualidade de vida para o paciente. Chega de gente falando do transplantado como coitadinho. Nós somos saudáveis, nós podemos dar continuidade ao transplante e manter que ele seja vivo, mas sempre com alegria”, declarou.

Gabriela ainda ressalta a importância de acabar com a polêmica sobre o assunto: “Quando tem alguém doente, a família também adoece. Mas quando o paciente recebe o transplante e recupera a saúde, a família também recupera. Cuidar do órgão transplantado é uma forma de agradecer a família e também ao doador.”

Pandemia

Apesar dos impactos da pandemia de Covid-19, o Brasil registrou menor queda na realização de transplantes de órgãos quando comparado a alguns países europeus como França, Espanha, Croácia e Portugal.

Atualmente, 53.218 pacientes aguardam por um transplante no Brasil. Entre os principais órgãos necessitados estão o rim, fígado e pâncreas. Até o momento, neste ano, foram realizados 5.626 transplantes no País, segundo dados do Sistema Nacional de Transplantes.

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