SUS

07/10/2021 21:15h

O diagnóstico precoce, ainda nas fases iniciais, é o maior aliado para um tratamento eficaz. Confira quais são os possíveis sintomas, formas de prevenção e histórias de superação

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O câncer de mama é o segundo tipo mais comum no mundo, sendo a causa mais frequente de morte por câncer entre as mulheres. Segundo uma estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA), uma em cada oito mulheres terá câncer de mama ao longo de sua vida e no Brasil estima-se que até o final de 2021 haverá mais de 66 mil diagnósticos da doença. 
 
Apesar dos números assustadores, a médica da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), Pollyana Dornelas Pereira, destacou que se detectado precocemente a chance de cura é maior. “É muito importante que nós conheçamos os fatores de risco e os fatores de prevenção para que possamos atuar neste cenário oferecendo para essas mulheres um diagnóstico precoce e procedimentos menos invasivos, se descoberto no início. Para que a mulher tenha uma melhor qualidade de vida”, disse.
 
 
Luana Roriz, de 37 anos, tem prótese nos seios há nove anos e há mais ou menos cinco anos começou a sentir algo diferente na mama esquerda, seu mamilo começou aos poucos a se inverter. “Não sei se por medo de descobrir algo que eu não queria ou se realmente eu acreditava que era da prótese. Mas coloquei na minha cabeça que era da prótese e como eu não tinha intenção de trocar naquela época eu fui deixando”, contou. 
 
Em abril deste ano ela resolveu procurar um cirurgião plástico para descobrir o que estava acontecendo, trocar a prótese se fosse necessário e corrigir o mamilo. Ao chegar na consulta o cirurgião se assustou com a condição e indicou que ela procurasse um mastologista. Após uma bateria de exames incluindo mamografia e biópsia, Luana foi diagnosticada com câncer de mama metastático em estágio 4 avançado,  agravado pela demora do diagnóstico.

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Apesar de sempre se achar forte em meio às adversidades da vida, Luana confessou que ao receber a notícia se sentiu sem chão, mas escolheu acreditar que a fé e o otimismo são maiores do que qualquer diagnóstico e qualquer sentença. “Eu já tenho metástase óssea, no osso externo, e no fígado. Nas palavras dos médicos é um tipo de câncer incurável, porém controlável. Eu posso viver com essa doença por anos”, disse. 
 
Tanto a descoberta do diagnóstico quanto o tratamento foram iniciados ainda em meio a um momento crítico da pandemia, antes da vacinação da sua faixa etária, mas ela não deixou que isso a impedisse de encarar esse processo. “O meu tratamento faço de casa, não preciso neste primeiro momento me submeter a uma quimioterapia. É um tratamento  com medicações para controlar os meus hormônios, que são o motivo principal de eu ter desenvolvido essa doença”, explicou. 
 

O mastologista Marcelo Bello, diretor do Hospital de Câncer III, do Inca, assegurou que o câncer de mama não é uma sentença de morte e não se deve ter medo de fazer um diagnóstico, visto que os tratamentos são extremamente eficazes, ainda mais se diagnosticado precocemente. “A pandemia já aliviou bastante, hoje em dia já retomamos essa questão de rastreio e exames de diagnóstico  com segurança. Então não tem por que não fazer mais isso”, pontuou.
 

Superação

Aparentemente saudável e sem nenhum caso na família, a blogueira Adriana Félix, do "Se Arruma Menina", foi diagnosticada com câncer de mama agressivo em maio de 2017, aos 34 anos. Em meio a correria do trabalho e a falta de tempo para se observar, ela percebeu um caroço na mama que mudou sua vida completamente, obrigando que ela desacelerasse e todo o seu foco se voltasse para a saúde. 
 
“Achava que estava na minha melhor fase, eu estava saudável, aparentemente. Nunca imaginei que iria acontecer isso comigo e aí, de repente, me vi dentro de um hospital do SUS (Sistema Único de Saúde), fazendo quimioterapia e vendo um monte de gente ao meu redor indo embora por conta da mesma doença que eu estava lutando para sobreviver”, contou.
 
Com o diagnóstico ela deu início às sessões de quimioterapia e precisou enfrentar a temida queda dos cabelos, mas ela não deixou a vaidade de lado. Lenços coloridos combinando com a maquiagem, cílios postiços e contorno para disfarçar o rosto inchado foram as maneiras que ela encontrou para se lembrar da sua essência e não se deixar abater. 
 
Foto: Reprodução das redes sociais.
 
Nas redes sociais ela passou a contar sua luta pela vida. Se mantendo otimista, ela acabou se tornando uma fonte de inspiração para outras mulheres que estavam passando pelo mesmo momento. “Antes eu queria um cabelo perfeito e quando eu fiquei careca eu só queria ter cabelo. Antes eu queria ter um corpo perfeito e quando eu estava doente eu só queria ter saúde. Então mudou bastante a minha visão em relação a isso e os valores que a gente dá.”
 
Depois de um ano e meio de tratamento, passando por quatro sessões de quimioterapia vermelhas, 12 brancas, 35 sessões de radioterapia e uma cirurgia, Adriana recebeu o diagnóstico da remissão do câncer, que é o período em que a doença está sob controle. Hoje ela segue com um acompanhamento de rotina a cada três meses e mudou completamente seus hábitos, colocando o cuidado da saúde em primeiro lugar.  
 
“Mudou essa chave depois que eu fiquei doente. Hoje eu vou na academia, treino todos os dias e já mudei a minha alimentação, tenho uma alimentação mais saudável e balanceada. Eu cuido muito de mim, não só da minha saúde física, mas da minha saúde mental e tive meu lado espiritual muito fortalecido. Fiz um fortalecimento de corpo e espírito, eu acho que isso é fundamental”, afirmou. 

Hábitos saudáveis e prevenção

O tumor não tem uma causa única, mas diversos fatores estão relacionados ao aumento do risco de desenvolver a doença, como obesidade, sedentarismo, além de fatores hormonais. Uma pesquisa realizada pelo INCA apontou que cerca de 13% dos casos de câncer de mama em 2020 no Brasil poderiam ser evitados por hábitos relacionados ao estilo de vida, em especial, da inatividade física.  
 
Além disso, a pesquisa apontou que quase 13% dos gastos federais do SUS em 2018 com o tratamento do câncer de mama (R$102 milhões) seriam poupados pela redução de fatores de risco comportamentais, mais uma vez com atenção especial à atividade física, que detém a maior fração (5%) dos casos de câncer de mama evitáveis pela adoção da prática.
 
Segundo a nutricionista do INCA, Maria Eduarda Melo, uma alimentação saudável, evitando alimentos ultraprocessados, e se manter fisicamente ativo como parte da rotina são recomendações para prevenção. “Não necessariamente precisa ser alguma atividade física ou algum exercício programado, que você tem que pagar para ter esse movimento. Então a gente pode pensar na atividade física como lazer, como uma caminhada com os amigos”, disse.  
 

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01/10/2021 18:30h

O podcast Giro Brasil 61 faz uma seleção dos principais fatos e acontecimentos noticiados pelo Brasil61.com durante a semana

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No episódio desta semana (1º), o podcast Giro Brasil 61 começa com a informação de que o SUS vai disponibilizar atendimento psiquiátrico por telefone até o final do ano. Ainda na área da saúde, a conversa é sobre a nova orientação do Ministério da Saúde em relação as vacinas da gripe e da Covid-19. Já na política, um projeto que tramita na Câmara dos Deputados pretende evitar prejuízos ao direito da concorrência no Brasil.

Quer saber mais? Aperte o play e confira!

Vacinas da gripe e covid podem ser aplicadas no mesmo dia, diz Ministério da Saúde

Projeto pretende evitar prejuízos ao direito da concorrência no Brasil

Novo atendimento psiquiátrico por telefone pelo SUS começa até o final do ano

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01/10/2021 17:50h

A assistente social Leticia Andrade dá mais informações sobre o sistema único de saúde

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O sistema único de saúde chamado SUS, atende todo tipo de problema desde os mais simples como gripe e resfriado até os mais graves como câncer, doença de recém nascidos, transplantes, entre outros. Para atender todo os tipos de problema, o SUS é dividido em 3 níveis de atenção:

  • Nível Primário (Casos simples, também conhecidas como UBS, postos de saúde)
  • Nível Secundário (UPAS, AMAS  e grandes partes dos hospitais)
  • Nível Terciário (Tratamento, exames de alta complexidade, hospitais de grande porte como Hospital das clínicas, instituto do câncer)

Como conseguir exames e cirurgias no SUS?

Quando uma pessoa precisa de uma cirurgia, o hospital que ela será encaminhada é definido pela central de regulação, é essa central que irá avaliar quais os hospitais ou serviços que conseguem resolver o problema. Para conseguir uma cirurgia pelo SUS ou fazer exames complexos, primeiramente, você deve ir a uma unidade básica de saúde e, após receber o pedido médico, será direcionado a central de regulação que irá avaliar e notificar para onde o paciente deverá ir e resolver o seu problema. Se tiver dúvidas procure o serviço social da unidade básica mais próxima de você. 

CONTEÚDO PARA EMISSORAS DE RÁDIO: Nesta edição, você pode utilizar dois áudios sobre o tema:

  1. Organização do SUS
  2. Como conseguir exames e cirurgias no SUS?

Para saber mais, assista ao vídeo do Dr. Ajuda sobre o assunto. 

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29/09/2021 12:30h

Iniciativa é do Ministério da Saúde para o Setembro Amarelo, campanha brasileira de prevenção ao suicídio

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Para marcar o Setembro Amarelo, mês dedicado à prevenção ao suicídio, o Ministério da Saúde anunciou que planeja implantar uma linha de teleapoio emocional àqueles que necessitam do Serviço Único de Saúde (SUS). Segundo Mayra Pinheiro, secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, as pessoas com doenças mentais precisam de atendimento técnico especializado e humanizado.

“Até o final do ano nós estaremos entregando a linha 196. É o primeiro suporte de atendimento aos doentes mentais do Brasil. Estamos há um ano construindo essa linha, buscando apoio, expertise, para que o Brasil tenha o melhor serviço de atendimento telefônico de saúde mental do mundo”, disse.

Também em virtude do Setembro Amarelo, o ministério começou uma capacitação dos profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) de todo o Brasil no aprimoramento de acolhimento a pacientes em sofrimento psíquico. O “Curso de Formação de Multiplicadores em Urgências e Emergências em Saúde Mental” já foi iniciado através da plataforma online UniverSUS, separado em três turmas com 108 profissionais ao todo.

Para fortalecer a prática de condutas humanizadas e terapêuticas no âmbito da saúde mental, médicos e enfermeiros do SAMU de todas as capitais brasileiras poderão aprender sobre a assistência mais adequada a pacientes com quadros como ansiedade, depressão, violência autoprovocada e ideação suicida.

A capacitação é ministrada por profissionais especialistas, com aulas teóricas e práticas. Na metodologia, estão incluídas simulações realísticas, que vão desde o atendimento da chamada realizada pelo paciente ou familiar até o devido encaminhamento às unidades de saúde.

Atendimento humanizado em saúde mental

De técnico de enfermagem para enfermeiro, Pedro Palácios faz parte do SAMU de Senador Canedo, em Goiás, desde 2009. Ele destaca a importância da atenção do profissional com o paciente na hora do atendimento:

“Essa capacitação é de extrema importância para enfrentarmos o mal psiquiátrico. Durante os plantões, nós vemos muitos casos que não têm um desfecho legal, mas às vezes os próprios pacientes nos dão alarmes que podem passar despercebidos durante o atendimento clínico, por isso é importante nós sermos treinados para perceber esses detalhes.”

O enfermeiro diz, ainda, que são programas como esse que ajudam na humanização do serviço: “Temos que lembrar que esses pacientes estão ali por uma série de fatores, como o não acompanhamento, abandono do tratamento, falta de medicação, o meio em que se vive. Então, é uma questão de se colocar no lugar do outro mesmo.”

Marcela (nome fictício, personagem preferiu não se identificar) é uma jovem de 22 anos com quadro depressivo e ansioso. Ela conta que já passou por uma crise em que os pais precisaram recorrer ao SAMU: “A minha pressão estava muito baixa e eu desmaiava muito. Minha mãe ligou para o SAMU, que informou que estava sem ambulâncias no local onde eu moro, mas o atendente a auxiliou sobre o que fazer e me levar para o hospital. No fim, deu certo.”

Depressão

Marcela diz que sabia de sua depressão até mesmo antes do diagnóstico em 2014, aos 15 anos. Ela praticava automutilação. Hoje, a jovem afirma ter mais consciência de suas ações e consequências, mas para isso precisa de seus medicamentos.

“Eu tomo remédio há 6 anos e eu tenho plena certeza que sou dependente química, pois sem os remédios eu fui muito mal, tenho crises intensas. Hoje eu tenho uma vida mais calma, então, eu acredito que seja uma dependência em um bom sentido”, conta.

A jovem conta que, depois do início da pandemia, passou a ter pensamentos suicidas. “Com todo esse cenário, eu passei muito tempo com pensamentos de ‘se eu pegar esse vírus, eu vou morrer, então por que não morrer logo agora e acabar com a espera? É uma pessoa a menos para colapsar o SUS.’"

A depressão é um transtorno mental comum que atinge pessoas por todo o mundo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 300 milhões de pessoas sofram de quadro depressivo. Sem tratamento, o transtorno pode afetar a vida cotidiana e causar disfunção no trabalho, escola, relacionamentos e, na pior das hipóteses, levar ao suicídio.

Ainda segundo a OMS, menos de 10% das pessoas com sintomas depressivos recebem o tratamento indicado. Cerca de 800 mil pessoas no mundo morrem por suicídio todos os anos, sendo a terceira principal causa de morte entre os jovens de 15 a 29 anos.

Tratamento

A psicóloga Amanda Oliveira destaca que, para o tratamento correto, é preciso avaliar o grau da depressão: “Dependendo do nível, o cérebro sofre modificações quimicamente. Então, consequentemente se faz necessário o uso de medicamentos prescritos por um psiquiatra.”

Entre as técnicas utilizadas pela psicologia com estes pacientes está a psicoeducação. Nela, o profissional assume o papel de orientar, trabalhar as crenças, a visão do paciente de si mesmo, do mundo e do outro. Porém, mesmo sendo feito este acompanhamento psicológico, é importante que a pessoa tenha uma rede de apoio dentro de casa, principalmente aqueles com tendência de automutilação ou suicida. 

“Essas práticas vêm do querer reduzir ou eliminar a dor emocional, ou seja, a pessoa causa dor física para poder mudar o foco da dor emocional. Então, ter rede de apoio e permanecer em terapia é muito importante. E não levar os sinais como ‘frescura’, porque as pessoas realmente dão sinais antes de cometer qualquer tipo de ato.”

Segundo a psicóloga, por mais que a discussão sobre saúde mental esteja crescendo no Brasil, ainda é necessário lutar contra muitos tabus presentes na sociedade: “Muitos acham que terapia é só para ‘doidos’, como eles dizem”, conta a profissional. Outro problema seria a disponibilidade do acompanhamento para as classes mais baixas.

“Tratar desse assunto, ampliar essa temática e disponibilizar para todas as classes seria primordial para que a gente tenha uma sociedade mais saudável e as próximas gerações também”, destaca.

Linha de apoio

O Centro de Valorização da Vida (CVV) realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo de forma voluntária e gratuita todas as pessoas que querem conversar por telefone, e-mail ou chat on-line. Disque 188 ou acesse www.cvv.org.br e procure ajuda.

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23/09/2021 20:40h

A vacinação da faixa etária foi suspensa na última semana após a morte de uma jovem em São Paulo, mas a causa foi atribuída a uma doença autoimune

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Uma semana após a recomendação do Ministério da Saúde de suspender a imunização de adolescentes de 12 a 17 anos contra a covid-19, a pasta voltou a recomendar a vacinação desta faixa etária, incluindo jovens sem comorbidade. Mesmo diante da suspeita de efeitos adversos, a maior parte dos municípios brasileiros continuou a vacinação desse grupo. 
 
Segundo a infectologista Ana Helena Germoglio, do Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), em Brasília, os possíveis efeitos colaterais da vacina são muito menores do que o eventual risco da infecção. “Não faz sentido suspender a vacinação de toda uma população que é importante para que a gente consiga controlar a doença com base em apenas um evento que ainda não tinha sido nem estudado pelos técnicos da vigilância”, destacou.

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A infectologista enfatizou, ainda, que a vacina da Pfizer está sendo utilizada em crianças e adolescentes em mais de 20 países. “Em milhares de adolescentes que foram vacinados é claro que você vai ter eventos adversos, mas, nenhum chegou a ser evento adverso grave”, enfatizou.

Suspensão da vacina 

A medida cautelar que pedia a suspensão da aplicação nesta faixa etária foi expedida na semana passada diante do óbito de uma jovem em São Paulo após a vacinação. O caso foi apontado como razão para a interrupção. Representantes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) receberam informações que negam a relação entre a morte da adolescente e a vacinação. 
 
A causa provável, segundo a Secretaria de Estado da Saúde, foi atribuída ao diagnóstico de uma doença autoimune, denominada púrpura trombótica trombocitopênica (PTT), identificada com base no quadro clínico e em exames complementares.
 
Em coletiva, o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Rodrigo Cruz, afirmou que houve um estudo sobre esses fatos e ficou decidido que não há razão para a interrupção da vacinação. “Mostrou-se que, de fato, os benefícios para imunizar esse grupo são maiores que os eventuais riscos de efeitos adversos na imunização desses adolescentes”, disse. 
 
De acordo com a infectologista Ana Helena Germoglio, não necessariamente qualquer coisa que se desenvolva após a vacina é secundária à imunização, como no caso da adolescente que tinha uma doença autoimune. “Se ela tivesse tido Covid, muito provavelmente a chance de ela desenvolver a própria púrpura seria bem maior”, afirmou.
 
No caso da própria miocardite, inflamação cardíaca que pode estar ligada aos eventos adversos “extremamente raros” das vacinas da Pfizer e da Moderna, a médica afirmou que a incidência em casos isolados não é suficiente para suspender a imunização. “No paciente não vacinado que tem Covid são cerca de 11 eventos para cada 100 mil vacinados. Enquanto no paciente que tomou a vacina e desenvolveu miocardite são, em média, 2 eventos a cada 100 mil vacinados”, disse.
 
Diante do cancelamento da suspensão, a recomendação da pasta é que se proceda a imunização dos grupos mais vulneráveis. “A população de 12 a 17 anos com deficiência permanente, com comorbidade e privados de liberdade devem ser priorizados quanto à imunização dos adolescentes sem comorbidade. Não só este grupo, mas também a população que precisará da dose de reforço, também deve ser priorizada. E o encurtamento de prazo da segunda dose da população adulta”, disse o secretário-executivo.

Dados da Covid-19 

O Brasil registrou 24.611 novos casos e 648 óbitos por Covid-19 nas últimas 24 horas, de acordo com a última  atualização do Ministério da Saúde. Ao todo, mais de 21 milhões de brasileiros foram infectados pelo novo coronavírus desde o início da pandemia. O número de pessoas que morreram pela doença no País é de 592.964. Mais de 20,3 milhões de pessoas já se recuperaram da Covid-19 e outros 395 mil casos ainda estão em acompanhamento. 
 
A taxa de letalidade média do Brasil é de 2,8%. O Rio de Janeiro é o estado com o indicador mais elevado entre as 27 unidades da federação: 5,12%. Em seguida estão São Paulo, Amazonas e Pernambuco, todos com o índice acima dos três pontos percentuais.  

Taxa de letalidade nos estados 

Rio de Janeiro – 5,12%
 
São Paulo – 3,41%
 
Amazonas – 3,22%
 
Pernambuco – 3,18%
 
Maranhão – 2,86%
 
Pará – 2,82%
 
Goiás – 2,73%
 
Ceará – 2,62%
 
Alagoas – 2,60%
 
Paraná – 2,58%
 
Minas Gerais – 2,55%
 
Mato Grosso do Sul – 2,56%
 
Mato Grosso – 2,55%
 
Rondônia – 2,46%
 
Rio Grande do Sul – 2,42%
 
Piauí – 2,19%
 
Bahia – 2,18%
 
Sergipe – 2,16%
 
Espírito Santo – 2,15%
 
Distrito Federal – 2,11%
 
Paraíba – 2,11%
 
Acre – 2,09%
 
Rio Grande do Norte – 1,99%
 
Tocantins – 1,68%
 
Santa Catarina – 1,62%
 
Amapá – 1,61%
 
Roraima – 1,58%          
 
Os números têm como base o repasse de dados das Secretarias Estaduais de Saúde ao órgão. Acesse as informações sobre a Covid-19 no seu estado e município no portal brasil61.com/painelcovid.  
 
 

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21/09/2021 20:12h

Pesquisadores estimaram procedimentos eletivos e de emergência que, em situação normal, aconteceriam entre março e dezembro do ano passado

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Mais de um milhão de cirurgias eletivas e emergenciais podem não ter ocorrido no Brasil em 2020 devido à pandemia da Covid-19. É o que estima uma pesquisa do Programa de Cirurgia Global e Mudança Social da Harvard Medical School, publicada pela revista The Lancet Regional Health - Americas
 
Com base no número de cirurgias feitas no país de 2016 a 2020, a partir do DataSUS, do Ministério da Saúde, os pesquisadores projetaram a quantidade de procedimentos cirúrgicos esperada entre março — mês em que começou a pandemia — e dezembro do ano passado. 
 
Os pesquisadores compararam essa expectativa com os dados fornecidos pelos estados e concluíram que houve acúmulo de 1,1 milhão de cirurgias no ano passado. Dessas, 928.728 são consideradas eletivas, ou seja, não urgentes. 
 
Dário Frederico Pasche, professor de saúde coletiva da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), aponta quatro fatores que contribuíram para que tantos procedimentos se amontoassem.
 
“Sobretudo num primeiro momento, as pessoas evitaram ir ao serviço de saúde, por razões óbvias. Por outro lado, muitos serviços de saúde fecharam ou tornaram-se inviabilizados, porque alas importantes foram programadas para virarem leitos de Covid. E, por fim, em alguma medida, a gente produziu o que eu tenho chamado de “desassistência programada”, em que médicos e enfermeiros diziam às pessoas para não irem ao posto de saúde, cujos reflexos a gente sente agora nesses números”, destaca. 

Desafio para os gestores

O especialista destaca que os gestores de saúde de estados e municípios devem se programar para atender às pessoas com procedimentos represados. “É óbvio que protelar isso por mais tempo, essas [cirurgias] eletivas acabam virando, de alguma forma, de urgência. E isso deve ser objeto de avaliação de cada um dos sistemas estaduais e municipais de saúde: quem são esses pacientes que estão na fila, fazer busca ativa, e as equipes de atenção básica da saúde têm um papel estratégico”, recomenda. 

Covid-19 no Brasil

O Brasil registrou 485 óbitos por Covid-19 nas últimas 24 horas, de acordo com a mais recente atualização do Ministério da Saúde. Com isso, o número de brasileiros que morreram por causa da doença chegou a 591.440. Até às 20h40 desta terça, a plataforma do Ministério da Saúde apresentava erro e não disponibilizava o número de casos confirmados no último dia. Até segunda-feira, mais de 21,2 milhões de brasileiros haviam sido infectados pelo novo coronavírus desde o início da pandemia. 
 
Ainda segundo o Ministério da Saúde, cerca de 20,2 milhões de brasileiros se recuperaram da Covid-19. Cerca de 425 mil estão em acompanhamento.

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A taxa de letalidade média do Brasil é de 2,8%. O Rio de Janeiro é o estado com o indicador mais elevado entre as 27 unidades da federação: 5,11%. Em seguida estão São Paulo, Amazonas e Pernambuco, todos com o índice acima dos três pontos percentuais.  

Taxa de letalidade nos estados  

Rio de Janeiro – 5,11%
São Paulo – 3,41%
Amazonas – 3,22%
Pernambuco – 3,19%
Maranhão – 2,86%
Pará – 2,82%
Goiás – 2,74%
Alagoas – 2,60%
Ceará – 2,58%
Paraná – 2,58%
Minas Gerais – 2,56%
Mato Grosso do Sul – 2,56%
Mato Grosso – 2,55%
Rondônia – 2,46%
Rio Grande do Sul – 2,42%
Piauí – 2,19%
Bahia – 2,18%
Sergipe – 2,16%
Espírito Santo – 2,16%
Distrito Federal – 2,12%
Paraíba – 2,11%
Acre – 2,09%
Rio Grande do Norte – 1,99%
Tocantins – 1,68%
Santa Catarina – 1,63%
Amapá – 1,61%
Roraima – 1,58%          
 
Para saber mais sobre os municípios que apresentam alta taxa de letalidade, acesse o portal Brasil61.com. Nossa reportagem elaborou matérias municipalizadas sobre várias localidades.
 
Os números têm como base o repasse de dados das Secretarias Estaduais de Saúde ao Ministério da Saúde. Acesse as informações sobre a Covid-19 no seu estado e município no portal brasil61.com/painelcovid.

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20/09/2021 18:00h

Município ficou cinco meses sem testar população para Covid-19, registrando, no período, apenas os óbitos como casos positivos. Isso fez aumentar a taxa de letalidade na cidade, que está em 16,17% de acordo com MS

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Localizado na região norte do Maranhão, Paço do Lumiar ficou cinco meses sem testar a população para casos de Covid-19. De outubro de 2020 a fevereiro de 2021, apenas os óbitos foram computados como casos positivos no boletim epidemiológico da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), aumentado a taxa de letalidade no município. 

Configurando na terceira posição entre todos os municípios do País, segundo dados do Ministério da Saúde, Paço do Lumiar apresenta taxa de letalidade de 16,17%. Entretanto, os números mostram diferença de 10% em relação à taxa divulgada pela Secretaria Municipal de Saúde, de 6%.

“No controle interno do município, a nossa taxa de letalidade configura 6%. Ficamos cerca de 5 meses sem testar e, com uma nova demanda da Organização Pan-Americana da Saúde para testagem, nós conseguimos achar novos casos positivos. Com isso, o número de casos aumentou e a nossa taxa de letalidade, proporcionalmente, diminuiu”, explica Thalles de Almeida, responsável técnico pelo e-SUS Notifica e Sistemas de Notificação COVID-19 da Secretaria Municipal de Saúde de Paço do Lumiar.

Segundo Thalles, a cidade, que tem cerca de 125 mil habitantes, recebeu 25 mil testes da Organização Pan-Americana da Saúde nesse ano e também abriu um Centro de Testagem Rápida, na Unidade de Educação Básica José Maria Ramos Martins, realizando de 100 a 110 testes por dia.

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Quando questionada sobre a divergência de dados, a Secretaria Municipal de Saúde informou que, além dos novos números gerados pela testagem em massa, os boletins epidemiológicos estão passando por uma auditoria para identificar casos de duplicação. 

“Alguns pacientes fazem o que a gente chama de ‘retestagem’. Ele vai um dia e testa positivo, as vezes estão assintomáticos, aí ele é medicado e faz o tratamento. Mas aí ele volta, talvez ali no 15º dia, e testa positivo novamente [para mesma carga viral]. Esse paciente acaba indo duas vezes no sistema, pois nem o sistema do estado e nem o do Ministério da Saúde tem um filtro para notificar a duplicada”, esclarece Thalles.

De acordo com o Ministério da Saúde, o painel geral da Covid-19, disponibilizado por meio do LocalizaSUS, é composto por dados repassados pelos estados que colhem as informações particularmente com seus respectivos municípios. Assim, a plataforma apenas disponibiliza o compilado, sem controle sobre o seu preenchimento.

A expectativa é que até final deste mês os boletins do município passem por refinamentos, atualizando os dados e refazendo a taxa de letalidade. A reportagem tentou contato com a prefeitura, mas não recebeu resposta concreta sobre o assunto.

Vacinação

Cerca de 100 mil doses de vacina contra Covid-19 já foram aplicadas em Paço do Lumiar, sendo 72 mil primeira dose e 27 mil segunda dose. Outras 1.163 doses são da Janssen, vacina que é de dose única. Assim, aproximadamente 33% da população luminense está imunizada com duas doses ou dose única. 

Rafisa Diniz é modelo fotográfica e moradora de Paço do Lumiar, ela já está vacinada e acredita que as autoridades da saúde conseguiram controlar bem o número de casos no município. “Acho que o governo tomou medidas apropriadas, até então, para o controle do avanço da pandemia [no município]. A vacinação, na minha opinião, está correndo muito bem. Isso significa um avanço”, afirma.

De acordo com dados da Secretaria Municipal de Saúde, o município possui 17 postos de saúde e 4 pontos fixos de vacinação contra Covid-19, sendo eles:

  • Quadra Poliesportiva do IESF, no bairro Maiobão
  • Clube da Assembleia Legislativa, no bairro Maiobão
  • UEB Maria de Lourdes, na sede do município
  • Drive-thru do Shopping Pátio Norte, na MA 201

Paço do Lumiar pertence à Região Metropolitana de São Luís e junto com Raposa, São José de Ribamar, Alcântara, Santa Rita, Rosário, Bacabeira e a capital São Luís formam a chamada Grande São Luís. 

Pela taxa de letalidade calculada com dados do Ministério da Saúde, São José de Ribamar apresenta o segundo pior índice (7,85%) do grupo. Enquanto Bacabeira, munícipio que tem apenas 16 mil habitantes, configura o menor índice, com 2,51%.

Nesses municípios, a vacina Oxford/AstraZeneca, da Fiocruz, foi a mais aplicada e Alcântara possui maior número de moradores imunizados com duas doses ou dose única, com índice de 81%.

Taxa de Letalidade por estado 

Maranhão apresenta taxa de letalidade de 2,87% e está na quinta posição entre todos os estados do Brasil, atrás de Pernambuco (3,19%), Amazonas (3,22%), São Paulo (3,40%) e Rio de Janeiro, que ocupa primeira posição com 5,12%. No panorama da Região Nordeste, o estado está na segunda posição do ranking.

Você pode conferir a taxa de letalidade por cada município ou estado no Painel Covid-19 do Brasil61.

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17/09/2021 18:40h

Atualmente vinte e nove municípios têm taxa de letalidade em 0%. Apesar de não ser o caso da cidade, que fez parte desta lista durante muito tempo, o assessor técnico do Conasems apontou que o indicador pode não corresponder à realidade local

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Com mais de um ano e meio desde o início da pandemia, o município de Benjamin Constant do Sul, na região Norte do Rio Grande do Sul, registrou, no último fim de semana, a primeira morte pela Covid-19. Até então, a cidade com cerca de 1,9 mil habitantes estava no ranking dos municípios com taxa de letalidade em 0%.
 
De acordo com a Secretaria Municipal da Saúde (SMS), a vítima foi uma indígena de 54 anos que tinha comorbidades, como diabetes e pressão alta. Ela estava internada no Hospital Santa Terezinha, em Erechim, a 43 quilômetros de distância. A mulher veio a óbito mesmo após a imunização com as duas doses da vacina.
 
A cidade era uma das duas que ainda não tinham registros de óbito no painel da Secretaria Estadual da Saúde (SES). Com a morte notificada, Novo Tiradentes, na mesma região, passou a ser o único dos 497 municípios do estado a não ter vítimas do coronavírus.


 
O vice-prefeito e secretário municipal de saúde, Márcio Capellari, destacou que a morte foi um caso isolado e a vítima teve o quadro agravado pelas comorbidades. Segundo ele, desde o início da sua gestão, iniciada em janeiro, foram adotadas medidas especiais para o combate à pandemia. Uma delas foi o atendimento 24h na principal Unidade Básica de Saúde (UBS) do município.
 
Além disso, foi adotado atendimento de forma diferenciada, com pacientes suspeitos e confirmados atendidos em alas separadas. “Casos especiais, com sintomas mais fortes, são acompanhados nas residências, como é o caso de pacientes com idade mais avançada ou com comorbidades”, disse. 
 
O município, que está localizado no território da reserva indígena de Votouro, conta com duas UBS no total, uma no centro e outra situada dentro da reserva. “Nas aldeias indígenas, as lideranças trabalham seriamente no sentido de orientar e alertar a todos. Seguindo os costumes, ainda são usadas ervas medicinais para prevenir e também para amenizar os sintomas, comando as orientações e cuidados dos médicos”, contou Capellari.

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Os números da pandemia seguem controlados na localidade, que tem apenas seis casos ativos, sendo que dois desses pacientes estão internados, mas estáveis. No total, 493 pessoas já foram infectadas pelo vírus desde o início da pandemia. Outro destaque é a cobertura vacinal: 1619 pessoas já tomaram a primeira dose e 1429 já concluíram a imunização com a segunda dose ou dose única. 

Taxa de letalidade

Atualmente, vinte e nove municípios brasileiros têm taxa de letalidade cravada em zero, de acordo com os dados do Ministério da Saúde. Apesar de não ser o caso de Benjamin Constant do Sul, que fez parte desta lista durante muito tempo, o assessor técnico do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) Alessandro Chagas, apontou que esse indicador pode não corresponder à realidade local. 

“Em municípios muito pequenos pode ter ocorrido que não houve óbito mesmo. Mas uma coisa mais provável é que quando o quadro se agrava você vai encaminhar o cidadão para uma referência e essa referência não é município pequeno”, disse. 

De acordo com o especialista, muitas vezes os dados são olhados por ocorrência, neste caso, não aparece o município, e o correto seria avaliar por residência. Sobre possíveis erros de registro, Chagas destacou que de maneira geral são residuais, visto que o Sistema Único de Saúde (SUS) funciona de maneira descentralizada. “Não acho que seja um problema de erro de registro, mas pode ser um problema de erro no sistema mesmo ou uma pesquisa equivocada.”

O painel geral da Covid-19, disponibilizado pelo Ministério da Saúde por meio do LocalizaSUS, é composto por dados repassados pelos estados que colhem as informações particularmente com seus respectivos municípios. De acordo com a pasta, a plataforma apenas disponibiliza o compilado, sem controle sobre o seu preenchimento. Neste sentido, o técnico reconheceu que os sistemas de saúde no País são arcaicos e, muitas vezes, não conversam entre si. 

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02/08/2021 10:30h

Desde o início da pandemia, quase 20 milhões de brasileiros foram infectados pelo novo coronavírus. O número de pessoas que morreram pela doença no país é superior a 556 mil

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O Brasil registrou mais 20.503 casos e 464 óbitos por Covid-19, nesta segunda-feira (2), de acordo com o mais recente balanço do Ministério da Saúde. Desde o início da pandemia, quase 20 milhões de brasileiros foram infectados pelo novo coronavírus. O número de pessoas que morreram pela doença no país é superior a 556 mil.

A quantidade de pessoas recuperadas da doença, por sua vez, ultrapassa 18,6 milhões. O Rio de Janeiro ainda é o estado com a maior taxa de letalidade entre as 27 unidades da federação (5,74%), embora não conte com o maior número de vítimas fatais. O índice médio de letalidade do país é de 2,8%. 

Taxa de letalidade nos estados 

  • Rio de Janeiro – 5,74%
  • São Paulo – 3,42%
  • Amazonas – 3,25%
  • Pernambuco – 3,18%
  • Maranhão – 2,86%
  • Pará – 2,80%
  • Goiás – 2,80%
  • Mato Grosso – 2,58%
  • Minas Gerais – 2,56%
  • Ceará – 2,56%
  • Paraná – 2,55%
  • Alagoas – 2,53%
  • Mato Grosso do Sul - 2,51%
  • Rondônia – 2,47%
  • Rio Grande do Sul – 2,44%
  • Piauí – 2,21%
  • Espírito Santo – 2,19%
  • Bahia – 2,16%
  • Sergipe – 2,15%
  • Distrito Federal – 2,14%
  • Paraíba – 2,13%
  • Acre – 2,06%
  • Rio Grande do Norte – 1,97%
  • Tocantins – 1,67%
  • Santa Catarina – 1,61%
  • Amapá – 1,57%
  • Roraima – 1,55%          

Em relação aos municípios, a cidade de São Luiz do Paraitinga (SP) permanece com a maior taxa de letalidade da Covid-19 do País: 28,95%. Em seguida aparecem Boa Vista do Gurupi (MA), com 26,67%; Miravânia (MG), com 20%; Paço do Lumiar (MA), que registra 16,30%; e Ribeirão (PE), cujo índice é de 15,84%. 

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Entre os municípios com as menores taxas de letalidade do Brasil, vários têm esse índice cravado em 0%, pois não confirmaram nenhum óbito pela doença até o momento. Entre eles, estão Bodó (RN), Desterro do Melo (MG), São Francisco do Brejão (MA), Riachão do Bacamarte (PB) e Novo Tiradentes (RS). 

Os números têm como base o repasse de dados das Secretarias Estaduais de Saúde ao órgão. Acesse as informações sobre a Covid-19 no seu estado e município no portal brasil61.com/painelcovid.  

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30/07/2021 03:00h

As cidades que conseguirem superar 90% de cobertura vacinal contra Covid-19 e 80% da Influenza vão dividir cerca de R$ 65 milhões

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O governo de Mato Grosso criou um programa para premiar os municípios que tiveram o melhor desempenho nas campanhas de imunização contra a Covid-19 e a Influenza. O 'Imuniza MT' tem como objetivo estimular a aceleração da vacinação no estado. 
 
As cidades que conseguirem superar 90% de cobertura vacinal contra Covid-19 e 80% da Influenza vão dividir cerca de R$ 65 milhões. A primeira premiação, de R$ 2 milhões, será entregue aos municípios líderes do ranking de vacinação no estado em outubro. 


 
Segundo o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, o programa não se resume apenas à premiação, mas a um conjunto de atividades com investimento em infraestrutura dando mais importância à cobertura vacinal. 
 
"Primeiramente ampliar a cobertura de vacinas para que a gente possa se proteger de doenças que são preveníveis [por vacinas] e estimular os gestores, para que eles possam na qualidade de sua gestão se capitalizar em cima disso,  para conseguir trazer maior benefício à população”, afirmou. 
 
Os premiados serão aquelas cidades com melhores desempenhos no Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações (SIPNI). Os municípios vão concorrer aos prêmios do governo divididos em cinco grupos, de acordo com o número de habitantes, com classificação de 5 mil até 60 mil habitantes. Os três melhores, em cada grupo, serão premiados.  

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Além disso, as cidades mato-grossenses que mais se destacarem na vacinação contra a Covid-19 vão receber selos ouro, prata, bronze e diamante, e premiação superior a R$ 7 milhões, no início de 2022. 
 
Os municípios que tiverem cobertura vacinal superior a 90% da Tríplice Bacteriana Acelular Adulto e aumento de 20% na imunização da hepatite poderão ser premiados com o selo diamante e os três primeiros colocados dividirão prêmio de R$ 4 milhões.  

Disputa entre gestores 

A vacinação se tornou uma disputa entre gestores para ver quem consegue imunizar mais pessoas. Até o momento, o Mato Grosso já aplicou quase dois milhões de doses de imunizantes contra a Covid-19, segundo o Ministério da Saúde. Para o infectologista do Hospital Anchieta de Brasília, Victor Bertollo, é preciso olhar com cautela essa competição para baixar a faixa etária de vacinação e se a cobertura vacinal está mesmo sendo atingida.
 
“Tem que ver se de fato essa redução da faixa etária é real ou se é apenas no discurso. Porque se as vacinas são distribuídas de maneira proporcional para os diferentes estados e municípios, a gente não esperaria que houvesse diferença muito grande entre eles”, argumentou. 
 
Segundo o governo do estado, os 10 municípios que mais aplicaram vacinas, considerando o percentual de doses aplicadas em relação às doses recebidas, foram: Campos de Júlio (99%), Alto Boa Vista (98%), Colíder (97%), Novo Mundo (96%), Diamantino (94%), Ribeirãozinho (94%), Conquista D’Oeste (93%), Jaciara (93%) e Arenápolis (93%). 
 
O infectologista destacou ainda que é preciso avaliar se realmente as faixas etárias mais altas estão sendo imunizadas antes de avançar para outros grupos prioritários. “No atual momento não faz sentido, por exemplo, vacinar uma pessoa de vinte anos antes de vacinar uma pessoa de quarenta”, disse Bertollo.

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Brasil 61