SUS

03/12/2022 15:08h

A Trombectomia Mecânica é a desobstrução da artéria cerebral com coágulo sanguíneo por meio de um processo de aspiração

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O Brasil conta com a quarta maior taxa de mortalidade por Acidente Vascular Cerebral (AVC) entre os países da América Latina e Caribe, de acordo com o Ministério da Saúde. Dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade revelam que foram registrados 98.843 óbitos por doenças cerebrovasculares no país em 2020.

Essas condições impactam o Sistema Único de Saúde (SUS) de maneira significativa, com registro de 164.200 internações por AVC em 2021, com valor anual de mais de R$ 250 milhões,  conforme informações do Sistema de Informações Hospitalares. Na Atenção Primária à Saúde, apenas em 2021, foram mais de 102 mil atendimentos de AVC e 556 atendimentos de reabilitação de acidente vascular cerebral. 

O Ministério da Saúde classifica o AVC como uma doença tempo-dependente. Isso significa que quanto mais rápido for o tratamento maior a chance de recuperação completa do paciente. Diante disso, a pasta destaca a importância de se promover a conscientização acerca dos principais sinais de que alguém próximo esteja com risco de ser acometido. 

Recentemente, o governo anunciou que vai incorporar uma tecnologia para tratar o AVC Isquêmico (AVCi), reconhecido como o tipo mais frequente da doença. Trata-se da Trombectomia Mecânica (TM), procedimento complementar à trombólise. O anúncio foi feito pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, na abertura do Global Stroke Alliance – for Stroke without Frontiers, um congresso médico com o intuito de debater o Acidente Vascular Cerebral (AVC), em São Paulo. 

O neurocirugião pela Sociedade Brasileira de Neurocirurgia, Victor Hugo Espíndola, explica que o procedimento já é adotado em outros países. Segundo o especialista, a Trombectomia Mecânica ajuda muito no combate às sequelas do AVC. 

“Existem vários casos em que, quando tratamos os pacientes, muitos podem sair até sem sequelas ou com sequelas mínimas. A indicação não é nem pela gravidade do AVC, e sim por qual artéria está obstruída. Quando temos uma grande artéria obstruída, é que indicamos a Trombectomia Mecânica. Outra vantagem desse procedimento é que ele pode ser executado em até 24 horas, em alguns casos. Isso melhora muito porque o outro tratamento disponível, a trombólise venosa, só pode ser feito até 4 horas e meia de sintomas”, destaca. 

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O tratamento foi aprovado no final do ano passado e será disponibilizado pelo SUS. A Trombectomia Mecânica consiste na desobstrução da artéria cerebral por meio de um cateter que leva um dispositivo endovascular, um stent ou um sistema de aspiração, para retirar o coágulo sanguíneo do cérebro.

A analista de sistemas Fabricia Chacon, de 44, mora em Brasília e conta que teve AVC em 2017, por conta de uma doença autoimune conhecida como Síndrome do anticorpo antifosfolipídeo (SAF). Para ela, a Trombectomia Mecânica representa uma esperança a mais para quem sofre com a doença. 

“Eu acredito muito que, com esse novo tratamento, seja possível, se não evitar, mas mitigar as sequelas de um AVC. As pessoas acometidas com a doenças merecem um acompanhamento rotineiro para prevenir novos AVCs. Eu vejo os exames de rotina, exercícios físicos e alimentação saudável fundamentais para esse processo”, considera.  

Sintomas do AVC

O AVC ocorre quando vasos que levam sangue ao cérebro entopem ou se rompem. Isso provoca a paralisia da área cerebral que ficou sem circulação sanguínea. De acordo com o Ministério da Saúde, os principais sinais de alerta para qualquer tipo de AVC são:

  • fraqueza ou formigamento na face, no braço ou na perna, especialmente em um lado do corpo;
  • confusão mental;
  • alteração da fala ou compreensão;
  • alteração na visão (em um ou ambos os olhos);
  • alteração do equilíbrio, coordenação, tontura ou alteração no andar;
  • dor de cabeça súbita, intensa, sem causa aparente.
     
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25/11/2022 15:00h

O parto prematuro é a principal causa global da mortalidade infantil

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No Brasil, 340 mil bebês nascem prematuros todo ano, número equivalente a pelo menos 930 nascimentos por dia, segundo dados do Ministério da Saúde. Com o tema “Garanta o contato pele a pele com os pais desde o momento do nascimento”, o objetivo da campanha Novembro Roxo é conscientizar a população sobre os cuidados e a prevenção da prematuridade. Ao estimular o vínculo entre mãe e filho, “a mãe fornece o ambiente facilitador, que permite que tanto os processos naturais de crescimento quanto de interação com o mundo possam evoluir”, como explica a diretora do departamento materno infantil do Ministério da Saúde, Lana de Lourdes.

A prevenção da prematuridade começa antes mesmo da gestação, com o planejamento familiar, seguido do acompanhamento pré-natal adequado.  Durante a gravidez, a realização de exames para prevenir e/ou identificar enfermidades é uma estratégia para evitar possíveis complicações e melhorar a saúde de mãe e filho. O bebê é considerado prematuro quando nasce antes das 37 semanas de gestação. 

O secretário da Atenção Primária à Saúde, Rafael Câmara, destaca a importância do pré-natal na prevenção: “a melhor forma de diminuir a mortalidade infantil é diminuir a prematuridade. Essa mensagem, ela tem que ficar muito clara e isso se faz com um pré-natal bem-feito. E para aqueles que nascem prematuros serem atendidos em locais de excelência, em hospitais de excelência, por profissionais de excelência”, esclarece. 

O parto prematuro é a principal causa global da mortalidade infantil antes dos cinco anos de idade. O Brasil é o 10º colocado no ranking mundial dos países com mais nascimentos prematuros, de acordo com levantamento realizado pela ONG Prematuridade.com. 

17 de novembro: Dia Mundial da Prematuridade

Políticas públicas

Entre as iniciativas da rede pública estão o Previne Brasil, financiamento da atenção primária a partir de indicadores da saúde da mulher; o QualiNEO, estratégia de qualificação do cenário de maternidade, do pré-natal ao neonatal para bebês prematuros; e a Rede de Atenção Materno Infantil (RAMI), que tem como objetivo reduzir a morbimortalidade infantil e materna no país, por meio da implementação de um modelo de atenção de qualidade e humanização na assistência às gestantes e crianças.

“A RAMI acredita que com intervenções destinadas a assistência, a qualificação da assistência pré-natal, a qualificação do cenário de parto e nascimento e, claramente a qualificação do cuidado neonatal intensivo são intervenções com resposta científica garantida em redução de prematuridade”, esclarece Lara de Lourdes.

O Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, destaca os benefícios da tecnologia na rede de saúde pública no atendimento da prematuridade. "Essas novas tecnologias devem ser incorporadas no sistema de saúde. A medicina fetal, por exemplo, é um avanço extraordinário. Crianças podem ser operadas ainda no útero da mãe. Foi com inovações como essa que nós colocamos a telessaúde no SUS".

Rede de Bancos de Leite Humano: como doar

Toda mulher que amamenta é uma possível doadora de leite materno, basta estar saudável e não estar tomando nenhum medicamento que interfira na amamentação. Estimativas do Ministério da Saúde apontam que um frasco de 200 mililitros de leite materno pode alimentar até 10 recém-nascidos. Quem quiser doar, pode procurar o banco de leite humano mais próximo ou ligar para o Disque Saúde, pelo número de telefone 136.

O Brasil possui 222 bancos de leite humano e 217 postos de coleta em todos os estados brasileiros. São cerca de 160 mil litros de leite humano distribuídos todos os anos a recém-nascidos de baixo peso. A Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano (rBLH-BR) é uma iniciativa do Ministério da Saúde, por meio do Instituto Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), como parte da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Criança e Aleitamento Materno (PNAISC).

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08/11/2022 15:30h

‘e-SUS’ vai reunir dados dos brasileiros, do início ao fim da vida

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O estado de saúde dos brasileiros do início ao fim da vida vai ficar registrado em sistema on-line do Ministério da Saúde. O ‘e-SUS Linha da Vida’ tem como objetivo unificar informações de referência para a tomada de decisões e a formulação de políticas públicas. O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, destaca a importância de uma base de dados unificada para combater doenças e garantir saúde de qualidade aos brasileiros. 

“Durante a pandemia de Covid-19 todos nós vimos a importância de ter dados confiáveis. Os dados têm que ser auditáveis, adjudicados e eles não fazem parte apenas de um repositório. Eles são fundamentais para a tomada de decisão. Esses dados começam no início da vida, quando nascemos. Por isso que falamos em linha da vida,” pontuou o ministro. Para ele, o e-SUS “é um legado que a atual gestão deixa para o futuro da saúde pública. É ter os dados na palma da mão de cada brasileiro.”

De acordo com o Ministério da Saúde, a plataforma visa garantir um identificador único de cada pessoa, por CPF ou número do Cartão Nacional de Saúde, com informações sobre doenças e padronização de campos comuns e terminologias. Além disso, permitirá a emissão eletrônica das declarações de nascido vivo e óbito. 

“Esse programa representa a modernização dos sistemas de informação e vigilância em saúde do Ministério da Saúde. Ele reunirá em uma única plataforma os dados da população, que atualmente são coletados por diferentes sistemas, como os três clássicos sistemas que temos, o SIM (Sistema de Informação de Mortalidade), o SINASC (Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos) e o Sinan (Sistema de Informação de Agravos de Notificação). Funcionará em ambiente 100% online possibilitando melhorias e atualizações a qualquer tempo”, destaca o Secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros. 

Na primeira fase, será feita a modernização e o aprimoramento dos sistemas de informações da Pasta. A expectativa é que o programa seja concluído em até três anos. 

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Saúde
05/11/2022 04:00h

O luto é um processo natural, mas caso não tratado, pode evoluir para um estágio patológico

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O luto prolongado passou a ser considerado como um transtorno mental em 2022, na nova versão do manual de diagnósticos de transtornos mentais da Associação Americana de Psiquiatria (APA) e também na Classificação Internacional de Doenças (CID-11), elaborada pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

De acordo com o Ministério da Saúde, o luto é um processo natural, caracterizado pelo sofrimento e pela saudade, normalmente desencadeado pela perda de algo ou alguém. Qualquer situação atrelada a um vínculo afetivo e que por algum motivo leve à perda, pode desencadear o luto. Esse processo pode se tornar um transtorno quando se estende por longos períodos, causando dor constante. Assim, a pessoa se torna incapaz de restabelecer a vida de maneira funcional.

Segundo a psicóloga Renata Frazilli, o luto é uma resposta emocional associada a uma perda dolorosa. Esta perda não é relacionada apenas à morte de alguém, pode estar ligada também ao término de um relacionamento ou à mudança de cidade de uma pessoa importante.

“A gente precisa entender que o luto é um processo natural que enfrentamos em um momento de dor, ele é marcado por uma dor aguda, intensa que tende a se transformar com o passar do tempo. Quando que o luto pode ser considerado prolongado? Conforme o manual diagnóstico estatístico de transtorno mental, vai depender do tempo de duração. No adulto os sintomas persistem por um período de doze meses ou mais, já nas crianças esses sintomas vão persistir por seis meses ou mais”, completa. 

Sintomas

Os sintomas desse transtorno são semelhantes aos da depressão e da ansiedade. A diferença é o fator motivador para o sofrimento. No luto prolongado, a perda sempre será o gatilho.

Os sinais de luto são diversos e variados: dor emocional intensa; saudade persistente; preocupação constante com a pessoa que faleceu e com as circunstâncias da morte; a dificuldade em se envolver com amigos e sentir que a vida não faz mais sentido.

“Para que o luto normal não acabe virando um transtorno mental, é importante que o enlutado vivencie o luto para que se possa chegar à aceitação dessa perda. Muitas vezes, antes de se chegar à aceitação, a pessoa passa por alguns estágios como a negação, a raiva, a tristeza. Até chegar à aceitação. É sempre bom que o enlutado mantenha contato com os amigos, com os vizinhos, com os familiares, com as pessoas próximas, na verdade, e que ele retorne às atividades que realizava antes dessa perda”, orienta a psicóloga.

Renata Frazilli observa que mesmo após esse período de aceitação do luto, ainda há dor, e recomenda procurar ajuda com profissionais da área de psicologia, que irão auxiliar a entender o que o enlutado sente para tratar de maneira adequada.

O Ministério da Saúde informa que o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece atendimento para pessoas em sofrimento psíquico por meio dos serviços da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS). A Atenção Primária à Saúde é a porta de entrada para o cuidado, e tem papel fundamental na abordagem dos Transtornos Mentais, principalmente os leves e moderados; não só pela capilaridade, como também por conhecer a população, o território e os determinantes sociais que interferem nas mudanças comportamentais, com melhores condições para apoiar o cuidado.

Em nota, o Centro de Atenção Psicossocial (Caps) informou que atende pessoas com transtorno mental severo e persistente. O luto prolongado também faz parte do quadro de atendimento, pois esse processo é mais complexo e tende a não melhorar sem intervenção. O Caps conta com equipe multiprofissional, ou seja, psiquiatria, psicologia, enfermagem, terapia ocupacional, serviço social e grupos terapêuticos.
 

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10/09/2022 04:00h

Sistema Único de Saúde oferece cursos de prevenção para formar multiplicadores na abordagem de adolescentes

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Mais de um milhão de casos de suicídio são registrados em todo o mundo, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, os registros ultrapassam 14 mil casos por ano - isso sem contar os episódios subnotificados.

De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Estudos e Prevenção do Suicídio (ABEPS), Carlos Felipe, houve um aumento do número de suicídios entre os jovens, particularmente a ideação e a tentativa de dar fim à própria vida. O médico afirma que o suicídio é sempre explicável pela relação entre os fatores de riscos que podem levar o indivíduo a essa situação e os fatores de proteção.

“É como se fosse um equilíbrio entre fatores de risco e fatores de proteção. Atualmente observamos um aumento de determinados fatores de riscos na população jovem, notadamente por perda de suas relações sociais”, completa. 

Segundo o especialista, essa perda de relações sociais está relacionada, por exemplo, à falta de recursos que fazem o jovem deixar a universidade, como familiares desempregados ou a perda do próprio emprego.

Formação de multiplicadores

As inscrições para cursos de Prevenção da Automutilação e de Prevenção ao Suicídio estão abertas até o dia 30 de novembro pelo site UniverSUS Brasil. O curso será ministrado a distância, com carga horária de 20 e 40 horas-aula. O objetivo é qualificar multiplicadores para a abordagem de adolescentes entre 11 e 18 anos no combate ao suicídio e à automutilação.

Os cursos são direcionados a profissionais das áreas da saúde, educação, profissionais dos conselhos tutelares, líderes de associações religiosas, entidades beneficentes e movimentos sociais. O material é organizado por módulos, com fascículos, cartilhas e videoaulas. 

O professor e doutor em Psicologia Social, do Trabalho e das Organizações, Felipe dos Anjos, explica que os motivos que podem levar uma pessoa a cometer suicídio são inúmeros e pessoais.

“O suicídio é um comportamento multifatorial e multideterminado, resultante de uma complexa teia de fatores de risco e fatores protetores que interagem de uma forma que dificulta a identificação e a precisão do relativo a cada um deles”, conclui.

Os cursos são gratuitos e para se inscrever, basta acessar o site UniverSUS Brasil, selecionar a opção de curso desejada e clicar em “inscrever-se”.

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30/06/2022 20:00h

Atendimento odontológico é uma das etapas de rotina das consultas de pré-natal oferecidas na Atenção Primária (APS) do SUS

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O atendimento odontológico é uma das etapas de rotina das consultas de pré-natal oferecidas na Atenção Primária (APS) do SUS. Durante a gravidez, os gestores de saúde preconizam que é importante a gestante realizar as consultas e exames odontológicos a cada trimestre ou quando o cirurgião-dentista determinar. E fica o alerta: a falta de cuidado com a saúde bucal da gestante pode resultar em problemas como parto prematuro, baixo peso ao nascer e comprometimento sistêmico por infecções. 

De acordo com o coordenador-geral de Saúde Bucal do Ministério da Saúde, Welligton Carvalho, a mulher passa por uma grande variação hormonal e comportamental durante a gestação, que pode refletir diretamente na sua saúde de bucal, aumentando a predisposição para o surgimento de alguns problemas tais, como hipossilivação, gengivite, periodontite e o aumento da incidência de cárie. Esses problemas podem ser detectados e tratados durante o pré-natal, realizado no SUS.

“Evidências científicas mostram que algumas condições como a inflamação da gengiva, que nós chamamos de doença periodontal, podem causar parto prematuro. Nesta fase é muito importante ensinar a higienização correta da boca para a mãe e também passar orientações de higiene para o bebê que vai nascer. Isso tudo é feito pelo cirurgião dentista durante a consulta do pré-natal odontológico. O profissional faz uma avaliação da saúde bucal da mãe e orienta sobre higiene, e possíveis tratamentos que sejam necessários ”, reforça.

No primeiro momento do atendimento na Atenção Primária do SUS, o cirurgião-dentista examina a gestante. Após avaliação inicial e diante da constatação de necessidade de tratamento, o profissional informará quais procedimentos odontológicos necessitam ser realizados.
Segundo o Ministério da Saúde, em 2021, 45% das gestantes que realizaram consultas de pré-natal na rede pública foram encaminhadas para avaliação de um cirurgião-dentista, pela Estratégia da Saúde da Família.

Wellington Carvalho ainda destaca que bons hábitos de higiene bucal e uma alimentação saudável também são pontos de partida para uma gestação segura. Além de reduzir o consumo de açúcar, é essencial fazer a escovação correta após as refeições, usar o fio dental e o creme dental com flúor. Vale ressaltar que a gestação não é a causa direta de problemas bucais. Contudo, as alterações hormonais e comportamentais que ocorrem neste período podem favorecer condições pré-existentes e gerar desconfortos à mulher.

Prevenção

De acordo com o Ministério da Saúde, para auxiliar na prevenção, o ideal é que as mulheres procurem um cirurgião-dentista para um check-up da boca antes de engravidar. O ideal é fazer o tratamento que remove a placa bacteriana por meio de raspagem e polimento. Já tratamentos extensos e cirurgias invasivas, como implantes, devem ser programados para depois do parto. Durante a gestação, as grávidas devem manter o acompanhamento, retornando ao consultório a cada início de trimestre, ou no período aconselhado pelo cirurgião-dentista.

“Existe um mito, uma informação disseminada na população de que a gestante deve adiar tratamentos odontológicos ou que o tratamento odontológico pode causar algum problema para ela e o bebê. Isso não é verdade. O tratamento odontológico da gestante é seguro e recomendado. O Ministério da Saúde recomenda ao menos uma consulta odontológica durante a gestação. E nessa consulta o cirurgião dentista vai avaliar a necessidade de outros tratamentos”, explica o coordenador-geral da Saúde Bucal do Ministério da Saúde.

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Onde Tem SUS, tem Vacina
30/06/2022 19:21h

Conheça melhor o SUS, um dos maiores sistemas de saúde pública do mundo, nessa série de podcasts ancoradas por Fabi Costa, uma conversa descontraída misturando números e histórias reais

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Olá, aqui é Fabi Costa, e hoje a gente vai falar sobre a importância de estar com as vacinas em dia. Está começando o último episódio do podcast Onde Tem SUS, tem vacina.

Vacina é um assunto que faz parte da nossa história, desde que a gente se entende por gente. Grande parte das vacinas são administradas na infância e integram o Calendário Nacional de Vacinação, recomendado pelo Ministério da Saúde. Os imunizantes estão disponíveis nas Unidades Básicas de Saúde e postos de vacinação em todo Brasil, gratuitamente. Foi graças a essa vacinação que o Brasil eliminou doenças como a poliomielite e a rubéola. Vamos ouvir a Dra Angela, pediatra, de São Paulo, pra saber mais sobre o assunto.

"A vacinação contra a poliomielite, também conhecida como pólio ou paralisia infantil, é considerada uma das mais importantes e deve ser administrada em crianças menores de cinco anos. O esquema vacinal para este imunizante é composto de três doses mais dois reforços. A doença é considerada oficialmente eliminada do território nacional desde 1994, mas é preciso que as crianças recebam todas as doses, para não correr o risco dela voltar". 

Ouviram Dra Angela, ne? Outra doença que merece atenção de pais e responsáveis é o sarampo. Casos da doença ainda estão sendo registrados no Brasil e a população precisa estar vacinada, para diminuir o risco de complicações e até mesmo óbitos pelo sarampo. O indicado é tomar duas doses da vacina, sendo a primeira dose aos 12 meses e a segunda, aos 15 meses de idade. Vamos ouvir o Luis Fernando, baiano, um paizão super responsável.

"Olha, lá em casa as crianças estão todas com as vacinas em dia. Tudo anotado na caderneta, pra gente não esquecer o dia. Aqui na nossa família, vacina é lei". 

Muito bem, Luiz, exemplo para painhos e mainhas por todo o país. Outra doença que, se a gente vacilar, aparece, é a febre amarela. As crianças menores de cinco anos de idade devem receber uma dose da vacina aos nove meses de vida e uma dose de reforço aos quatro anos. Pessoas a partir de cinco anos, nunca vacinadas, deverão receber apenas uma dose para garantir a proteção por toda vida. Dra Angela, a senhora pode relembrar pra gente quais são as vacinas que não podem faltar para as crianças? 

"Toda criança tem o direito de receber as vacinas contra tuberculose, poliomielite, difteria, tétano, coqueluche e meningite, e ainda contra sarampo, rubéola, caxumba, hepatite B e febre amarela. Assim ela tem tudo para crescer protegida". 

Afinal, a lição que as vacinas salvam vidas a gente aprende desde pequenininho, e leva pra vida toda. E assim, vamos chegando ao fim da série de podcasts Onde tem SUS, tem Vacina. Um programa feito de números atuais e histórias reais de como nosso Sistema Único de Saúde salva vidas.

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Onde Tem SUS, tem Vacina
30/06/2022 14:15h

Conheça melhor o SUS, um dos maiores sistemas de saúde pública do mundo, nessa série de podcasts ancoradas por Fabi Costa, uma conversa descontraída misturando números e histórias reais

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Oi gente, tudo bem com vocês? Fabi Costa aqui para o nono episódio da série de podcasts, Onde tem Sus, tem Vacina! E o tema de hoje é, Unidades de Terapia Intensiva. As UTIs.

Vamos começar trazendo um dado super importante. Vocês sabiam que a oferta de leitos de UTIs aqui no Brasil aumentou cerca de quarenta e cinco por cento desde o início da pandemia?

Hoje, existem 45.400 leitos de UTI no país. Mais de 30 mil, bancados pelo SUS.

E a gente quis saber: tá, mas qual a estrutura necessária pra atender um paciente em estado grave de covid, por exemplo?

Quem respondeu pra gente foi Maria Teresa, que está no sexto ano de Medicina, do Hospital de Sobradinho, Distrito Federal, escuta só:

"Os equipamentos necessários pro funcionamento da UTI, eles incluem: iluminação adequada, um ar-condicionado pra gente conseguir garantir uma temperatura adequada dentro do ambiente da UTI. Além disso, precisa da maca específica porque a gente precisa ter uma angulação do paciente correta e também a altura desse paciente, porque às vezes a gente precisa fazer algum procedimento naquele paciente, ali no leito mesmo. O monitor multiparamétrico, porque assim a gente consegue aferir a pressão arterial, a frequência cardíaca, a saturação de oxigênio e também a frequência respiratória do paciente. O suporte ventilatório, por meio de um sistema que fornece tanto oxigênio, quanto ar comprimido. As bombas de infusão de soro e de medicação, pra gente fazer a aplicação de medicamento tanto por via parenteral quanto via interal. O desfibrilador e o sistema de ventilação, por meio de respiradores e também dos ventiladores pulmonares.

E o suporte tanto do laboratório quanto dos exames de imagem. De forma geral, esses são os principais equipamentos pra gente conseguir garantir uma atenção integral para esse paciente grave.".

Já deu pra perceber que é uma mega estrutura de salvar vidas,né?E uma das vidas salvas foi a de Gabriela, lá de Brasília. Ela pegou Covid e o relato dela é de emocionar! Diz aí, Gabriela: "No início do ano eu fiquei alguns dias internada, devido à Covid. Acabei ficando na UTI, mas foi por poucos dias, fiquei uns 3 dias na UTI internada. Nenhum momento eu pensei que eu não pudesse sair dali de onde eu estava, daquela situação, porque eu tinha muita fé, pensamento positivo. A equipe médica ali no meu lado, me acolhendo. E me fez vencer essa doença, graças a Deus curada."
Pois é, gente.

O SUS segue investindo para salvar vidas.

Por isso, Onde tem SUS, tem vacina. E tem UTI também!

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30/06/2022 04:00h

Esse número é do primeiro quadrimestre do ano. Exame serve para a detecção precoce do câncer do colo do útero

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Nos primeiros quatro meses de 2022, 45 mil mulheres do estado de Mato Grosso, realizaram a coleta de exame citopatológico em unidades do Sistema Único de Saúde (SUS). Esses exames servem para a detecção precoce do câncer de colo de útero, uma doença silenciosa e tratável, se for diagnosticada logo no início.

A coordenadora da área de Ações Programáticas e Estratégicas da Secretaria de Estado de Saúde do Mato Grosso, Siriana Maria Silva, reforça a importância do serviço de detecção oferecido pelo estado. “Essas agendas garantidas nas Unidades para consultas para fazer a prevenção trouxeram toda uma diferença para esse mundo feminino”, disse.

Levar mais mulheres para realizar a detecção precoce do câncer de colo de útero é uma preocupação permanente do Ministério da Saúde. Projeção do Instituto Nacional de Câncer (Inca) aponta que cerca de 16,7 mil mulheres poderão ter câncer de colo de útero até o final de 2022. Nos serviços de Atenção Primária à Saúde do SUS, de acordo com os dados do ministério, foram coletados cerca de 6 milhões de exames preventivos - também conhecidos como exame citopatológico - no ano passado. 

PRÉ-NATAL: SUS faz acompanhamento de gestantes de alto risco

Saúde da Mulher: O que é o serviço de planejamento familiar no SUS?

DIU: SUS realiza 31,6 mil procedimentos para colocação do DIU em mulheres em idade fértil em 2021

Segundo o MS, atualmente existem mais de 42 mil Unidades Básicas de Saúde com cerca de 1.229 equipes de Atenção Primária atuando em todo o SUS onde as mulheres podem fazer o  papanicolau e outros exames. Além disso, há mais de 317 hospitais e centros de assistência habilitados para o tratamento do câncer, que integram a rede SUS. 

“É importante lembrarmos que, muitas vezes, o câncer de colo de útero não apresenta sintomas em estágios muito iniciais. Sangramentos, dores, normalmente esses sintomas vão aparecer quando o tumor já está num estádio mais avançado. O exame preventivo é a melhor forma de se conseguir detectar essas lesões em estágios iniciais e até mesmo quando ainda não são cânceres", destaca a coordenadora-geral de Prevenção de Doenças Crônicas e Controle do Tabagismo do Ministério da Saúde, Patricia Izetti.

A coleta de material citopatológico do colo de útero (também conhecido como papanicolau) é a principal forma de rastreamento e detecção precoce desse tipo de câncer e é indicado para mulheres de 25 a 64 anos a cada três anos, após dois exames anuais consecutivos normais.

QUADRO: De olho no resultado dos exames

  • Negativo para câncer: se esse for o primeiro resultado negativo, a mulher deverá fazer novamente o exame preventivo daqui um ano. Se já tem um resultado negativo do ano anterior, deverá fazer o próximo exame preventivo daqui três anos;
  • Lesão de baixo grau: deverá repetir o exame após seis meses;
  • Lesão de alto grau: o profissional de saúde irá lhe orientar sobre como proceder. Pode ser necessária a realização de exames complementares, como a colposcopia;
  • Amostra insatisfatória: o exame deverá ser repetido, pois o material pode ter sido insuficiente para gerar um resultado adequado.

Para realizar a coleta de material para o exame citopatológico do colo do útero pelo SUS, a mulher deve ir a uma Unidade Básica de Saúde (UBS) e agendar a consulta com os profissionais de saúde, que vão avaliar histórico e sintomas. A coleta do material, realizada por um profissional de saúde capacitado, provoca uma pequena descamação da superfície externa e interna do colo de útero com uma espátula e uma escovinha. As amostras coletadas são colocadas numa lâmina para serem analisadas em laboratório especializado em citopatologia.

Patrícia Izetti explica que, eventualmente, algumas instituições e hospitais de maior complexidade podem ofertar esse exame, mas em contextos muito específicos. “O exame citopatológico de colo de útero, também conhecido como exame preventivo ou Papanicolau, é ofertado nas Unidades Básicas de Saúde e a mulher deve procurar aquela UBS à qual ela está cadastrada e vinculada para que possa fazer o seu exame preventivo”, orienta.

Porta de entrada

A Atenção Primária à Saúde (APS) é a principal porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS) e o primeiro contato que a população tem quando procura atendimento ou uma Unidade Básica de Saúde (UBS).

Por meio da APS, as equipes de saúde promovem ações de saúde individuais, familiares e coletivas que envolvem promoção da saúde, prevenção, diagnóstico, tratamento, reabilitação, cuidados paliativos e vigilância em saúde. Esse serviço é realizado por uma equipe multiprofissional e dirigido à população em cada território definido, sobre os quais as equipes assumem responsabilidade sanitária.
 

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30/06/2022 02:15h

Esse número é do primeiro quadrimestre do ano. Exame serve para a detecção precoce do câncer do colo do útero

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Nos primeiros quatro meses de 2022, 43 mil mulheres no estado de Goiás realizaram a coleta de exame citopatológico em unidades do Sistema Único de Saúde (SUS). Esses exames servem para a detecção precoce do câncer do colo do útero, uma doença silenciosa e tratável, se for diagnosticada logo no início.

Levar mais mulheres para realizar a detecção precoce do câncer do colo do útero é uma preocupação permanente do Ministério da Saúde. Projeção do Instituto Nacional de Câncer (Inca), aponta que cerca de 16,7 mil mulheres poderão ter câncer do colo do útero até o final de 2022. Nos serviços de Atenção Primária à Saúde do SUS, foram coletados cerca de 6 milhões de exames preventivos - também conhecidos como papanicolau - no ano passado.

Segundo o Ministério da Saúde, atualmente, existem mais de 42 mil Unidades Básicas de Saúde com cerca de 1.229 equipes de Atenção Primária atuando em todo o SUS onde as mulheres podem fazer o  papanicolau e outros exames. Além disso, há mais de 317 hospitais e centros de assistência habilitados no tratamento do câncer, que integram a rede SUS.

“É importante lembrarmos que muitas vezes, o câncer do colo do útero não apresenta sintomas em estádios muito iniciais. Sangramentos, dores, normalmente esses sintomas vão aparecer quando o tumor já está num estágio mais avançado. O exame preventivo, é a melhor forma de se conseguir detectar essas lesões em estágios iniciais e até mesmo quando ainda não são cânceres", destaca a coordenadora-geral de Prevenção de Doenças Crônicas e Controle do Tabagismo do Ministério da Saúde, Patrícia Izetti.

A coleta de material citopatológico do colo do útero (também conhecido como papanicolau)  é a principal forma de rastreamento e detecção precoce desse tipo de câncer e é indicado para mulheres de 25 a 64 anos a cada três anos, após dois exames anuais consecutivos normais.

De olho no resultado dos exames

  • Negativo para câncer: se esse for o primeiro resultado negativo, a mulher deverá fazer novamente o exame preventivo daqui um ano. Se já tem um resultado negativo do ano anterior, deverá fazer o próximo exame preventivo daqui a três anos;
  • Lesão de baixo grau: deverá repetir o exame após seis meses;
  • Lesão de alto grau: o profissional de saúde irá lhe orientarcomo proceder. Pode ser necessária a realização de exames complementares, como a colposcopia;
  • Amostra insatisfatória: o exame deverá ser repetido, pois o material pode ter sido insuficiente para gerar um resultado adequado. 

Para realizar a coleta de material para exame citopatológico do colo do útero pelo SUS, a mulher deve ir à uma Unidade Básica de Saúde (UBS) e agendar a consulta com os profissionais de saúde, que vão avaliar histórico e sintomas. A coleta do material, realizada por um profissional de saúde capacitado, provoca uma pequena descamação da superfície externa e interna do colo de útero com uma espátula e uma escovinha. As amostras coletadas são colocadas numa lâmina para serem analisadas em laboratório especializado em citopatologia

Patrícia Izetti explica que, eventualmente, algumas instituições e hospitais de maior complexidade podem ofertar esse exame, mas em contextos muito específicos. “O exame citopatológico do colo do útero, também conhecido como exame preventivo ou Papanicolau, é ofertado nas Unidades Básicas de Saúde e a mulher deve procurar aquela UBS a qual ela está cadastrada e vinculada para que possa fazer o seu exame preventivo”, orienta.

Porta de entrada

A Atenção Primária à Saúde (APS) é a principal porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS) e  É o primeiro contato que a população tem quando procura atendimento ou uma Unidade Básica de Saúde (UBS).

Por meio da APS, as equipes de saúde promovem ações de saúde individuais, familiares e coletivas que envolvem promoção da saúde, prevenção, diagnóstico, tratamento, reabilitação,  cuidados paliativos e vigilância em saúde. Esse serviço é realizado por uma equipe multiprofissional e dirigido à população em cada território definido, sobre os quais as equipes assumem responsabilidade sanitária.

Para mais informações, acesse o site do Ministério da Saúde: gov.br/saude. Ou entre em contato com a Secretaria de Estado de Saúde de Goiás, pelo telefone (62) 3201-3479.

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Brasil 61