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TERMO DE USO E PARCERIA

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 Última atualização: 24 de dezembro de 2020 

SUS

20/01/2021 16:30h

Ao todo, 6 milhões de doses da Coronavac são distribuídas pelo País

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Com a aprovação do uso emergencial de vacinas contra a Covid-19 pela Anvisa, municípios deram a largada para começar a vacinar sua população. Ao todo, 6 milhões de doses da Coronavac – desenvolvida pelo Butantan e pela Sinovac – foram distribuídas aos estados, por meio de aviões da FAB e da Associação Brasileira de Empresas Aéreas, além da frota de 100 caminhões que fazem o transporte terrestre. Pelo link, é possível conferir a quantidade de doses distribuídas para cada estado.

O médico sanitarista, Gonzalo Vecina Neto, fundador e ex-presidente da Anvisa, explica como é feito o processo de distribuição das vacinas, do Ministério da Saúde, até chegar aos municípios.

“Cem por cento das vacinas brasileiras são pagas pelo Ministério da Saúde, que as recebe em seus grandes armazéns, localizados em aeroportos, e faz o endereçamento dessas vacinas aos centros de armazenamento estaduais; que, dentro de um cronograma já determinado, faz a distribuição para estoques regionais e/ou direto para os estoques dos municípios”. Segundo o médico sanitarista, esse modelo vem dado certo há muito tempo no Brasil.

Arte - Brasil 61

Papel dos municípios

Segundo o fundador da Anvisa, Gonzalo Vecina Neto, a aplicação das doses é papel fundamental dos municípios. “A Atenção Básica é responsabilidade exclusiva dos municípios, e é através dela que ocorre a vacinação. É o município que vacina; ele que faz o controle de quem é vacinado e depois envia esses dados para o governo do estado, que os envia ao governo federal. E assim temos a consolidação da base de vacinação”, explica.

O Ministério da Saúde está promovendo a integração dos registros de imunização, através da Rede Nacional de Dados em Saúde. O objetivo é promover, em todo o País, a troca de informações sobre a população imunizada, aplicação correta dos imunizantes e o registro de eventos adversos após recebimento da vacina.

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No Mato Grosso do Sul, mais de 68% dos municípios já iniciaram a vacinação contra a Covid-19. O primeiro lote recebido pelo Ministério da Saúde contém 158 mil doses, que foram entregues aos 79 municípios do estado. 

Em Campo Grande, as três primeiras pessoas imunizadas foram a indígena Domingas da Silva; Maria Bezerra de Carvalho, idosa de 82 anos; e o médico Márcio Estêvão Midom, de 43 anos. A vacinação prosseguiu no grupo prioritário da fase 1 da campanha, composto por idosos com mais de 60 anos, em instituições de repouso, indígenas e trabalhadores da saúde. Em Jaguari (MS), 59 pessoas fazem parte do grupo prioritário. A cidade recebeu as doses na madrugada de 19 de janeiro.

No Acre, as doses foram encaminhadas aos municípios de Sena Madureira, Manoel Urbano, Santa Rosa do Purus, Jordão, Cruzeiro do Sul, além da capital Rio Branco, totalizando 41 mil doses da Coronavac.

Em Minas Gerais, a aplicação da vacina também já começou. A primeira imunizada mineira foi a técnica em enfermagem Maria Bom Sucesso Pereira, de 57 anos, de Belo Horizonte. O estado recebeu 577.480 doses da Coronavac, mas cabe aos 853 municípios mineiros retirarem as doses em 28 Superintendências Regionais de Saúde. 

Doses não chegaram

Na cidade do Rio de Janeiro, houve atrasos no recebimento das doses e, por isso, o município montou uma logística própria para transportar as vacinas. A estimativa da capital fluminense é imunizar 110 mil pessoas em quatro dias.

Já o município de Mococa (SP) ainda não recebeu nenhuma dose, situação que preocupa as autoridades de saúde locais, após a explosão de casos da Covid-19, na primeira semana de janeiro.

A coordenadora municipal de Vigilância Epidemiológica, doutora Joanna Barretto Jones, afirma que as doses previstas não serão suficientes para imunizar todos os profissionais de saúde. “Não sabemos quando essa vacina irá chegar. Está previsto uma grade de 1.120 doses para o município de Mococa, que é uma quantidade insuficiente para vacinar todos os profissionais de saúde, mas é suficiente para vacinar os profissionais da linha de frente, em especial, dos Centros de Atenção à Covid-19, do Hospital e da UPA”, explica.

A situação também preocupa os moradores de Mococa. Henrique Brisighelo Michelin, cidadão mocoquense, tem os pais e os avós no grupo prioritário para imunização. Ele reclama da falta de organização na entrega das doses. “Eu acho essa questão, de não ter chegado a vacina, um desrespeito à população. Não digo que seja culpa da cidade, mas do governo do estado, porque em outros estados a vacina já está sendo aplicada. Eu acho que foi uma desorganização do governo do estado”, comenta.

Segundo a coordenadora Joanna Barreto Jones, a vacinação vai começar imediatamente após as vacinas chegarem no município.

Cuidados após a vacinação

De acordo com a epidemiologista Ethel Maciel, mesmo com o início da vacinação contra a Covid-19, é preciso que 70% da população esteja vacinada, para atingir a chamada imunidade de rebanho – o que pode demorar. “Então a gente vai precisar ainda seguir aquelas orientações, de utilizar máscara. 2021 vai ser um ano que a gente ainda vai utilizar máscara, vai precisar fazer distanciamento físico. Álcool em gel e a lavagem das mãos vão ser nossos aliados”, recomenda. 

Cuidados com a Covid-19 devem continuar após a vacinação

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Saúde
18/01/2021 11:05h

Um dos temas em destaque será o Plano Nacional de Vacinação contra a Covid-19

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A Associação Brasileira dos Municípios (ABM) realizará na quarta-feira (20) o webinário de boas-vindas aos gestores eleitos, para debater o financiamento e ações em saúde pública. Um dos temas em destaque será o Plano Nacional de Vacinação contra a Covid-19.

O evento tem como propósitos subsidiar o planejamento e sanar dúvidas em relação ao plano de vacinação para os prefeitos e prefeitas que iniciaram os mandatos no dia primeiro de janeiro. Outro tema importante tratado será a nova metodologia de financiamento da Atenção Básica, definida pela Portaria 2979/2019 do Ministério da Saúde.

Governo do Piauí finaliza Plano de Vacinação contra a Covid-19

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Foram convidados o Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, o Deputado Federal e ex Ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT), a presidente da Associação Brasileira de Economia da Saúde (ABRES), Erika Aragão. As inscrições podem ser feitas pelo site. O evento será transmitido pelo canal da AMB no YouTube, a partir das 10h.
 

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15/01/2021 10:10h

A ação inclui novas medidas de restrição, plano de abastecimento de oxigênio para as unidades hospitalares e remoção de pacientes para hospitais de outros estados.

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Diante do colapso no sistema de saúde com a falta de oxigênio nos hospitais na última quinta-feira (14), o governador do Amazonas, Wilson Lima, anunciou ações frente ao recrudescimento da pandemia da Covid-19 no estado. A medida inclui novas medidas de restrição, plano de abastecimento de oxigênio para as unidades hospitalares e remoção de pacientes para hospitais de outros estados. 

Segundo o governador, a ampliação das medidas de restrição visa a proteção da vida das pessoas. O novo decreto restringe também o transporte coletivo de passageiros em rodovias e rios e suspende a circulação de pessoas nas ruas em todo o estado, com toque de recolher entre às 19h e 6h.

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Pesquisadores ainda buscam entender efeitos a médio e longo prazo em pacientes curados da Covid-19

Em relação ao abastecimento de oxigênio nas unidades hospitalares, o governo do Estado ressaltou que as medidas para solucionar as dificuldades logística estão sendo adotadas junto ao governo federal. Também foi iniciada a transferência de pacientes para unidades hospitalares de cinco estados. Além do translado desses pacientes, o governo instituiu um grupo de apoio psicossocial para pacientes e familiares.

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13/01/2021 00:00h

O número deslanchou após o período eleitoral e o início de uma alta temporada movimentada no estado

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O número de casos confirmados da Covid-19 deslanchou após o período eleitoral e o início de uma alta temporada movimentada no estado de Alagoas. Enquanto de novembro a dezembro houve um aumento de 4.627 novos casos, de dezembro a janeiro o crescimento foi de 10.071 novos infectados no estado.

De acordo com os Boletins Epidemiológicos da Secretaria de Estado da Saúde, analisados pela Agência Tatu, em 3 de dezembro haviam 95.643 casos confirmados, o que representa 5% de aumento com relação aos números de 3 de novembro (91.016). Já no boletim divulgado no dia 3 de janeiro, os casos saltaram para 105.714, um acréscimo de 10,5%.

Segundo o secretário de Saúde de Jundiá e presidente do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Alagoas (Cosems), Rodrigo Buarque, o aumento do número de casos já era esperado após o período eleitoral e também com a flexibilização do decreto estadual. 

“As festividades e o fluxo de turismo no fim do ano ainda deverão manifestar impacto nas próximas semanas. Porém ambos os movimentos favoreceram a aglomeração, aumentando o risco de contágio, consequentemente o número de casos e aumento de hospitalização”, avaliou.

De acordo com o Cosems, chama atenção também o aumento da hospitalização em termos diários, apresentando uma média móvel de 238 internações por dia durante a semana. A rede privada teve um aumento maior de internações e faixas etárias que mais se internam de 60 a 69 anos e de 70 a 79.

Com relação aos óbitos, o aumento de novembro para dezembro foi de 96 vítimas (4,2%), enquanto de dezembro para o início de janeiro foi de 163 novas mortes (6,90%). 

RJ terá regulação única de leitos de Covid-19, entre estado, prefeitura e Ministério da Saúde

Ministro da Saúde tira dúvidas de lideranças municipais sobre vacinação contra Covid-19

Fernando Maia, infectologista do Hospital Escola Dr. Helvio Auto, uma das referências para tratamento da Covid-19 em Alagoas, destacou que ainda se espera o resultado real das aglomerações de fim de ano esta semana, mas mesmo não estando em colapso, o estado vem se preparando com leitos de retaguarda para o atendimento dos casos da doença.

“Até o momento não foi necessário montar hospital de campanha. Os hospitais que já estão montados tem conseguido suprir a demanda. Mas há possibilidade que se venha a montar novamente hospital de campanha se o número de casos aumentar mais do que já está acontecendo”, afirmou.

Localizado no Sertão alagoano, o município de Palestina é o que possui maior incidência, com 308 casos confirmados e 5.037 habitantes. De acordo com a estimativa populacional para 2020 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a cada mil moradores 61 já contraíram Covid-19. 

Veja os dez municípios com maior incidência no estado:

Avanço do vírus

Municípios de outros estados também registraram aumento expressivo no número de casos neste início de ano e voltaram a tomar medidas mais severas de restrição. O prefeito de Manaus, David Almeida, decretou novamente estado de emergência por 180 dias por conta do avanço da Covid-19 na cidade. 

A capital amazonense voltou a ter hospitais lotados por conta do vírus. Nos últimos dias, a cidade registrou recorde de novas internações que superaram números vistos em abril e maio, quando houve colapsos no sistema público de saúde e funerário.

Uma das últimas cidades do interior do Acre a registrar casos de Covid-19, o município de Manoel Urbano vive um momento preocupante com aumento significativo de casos da doença nos últimos dois meses. O aumento foi de 41%, entre os dias 1º de novembro de 2020 a 1º de janeiro de 2021.

Com o ritmo acelerado no aumento de casos graves em Mato Grosso do Sul, o estado precisou reativar 59 leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) públicos para atender os casos graves da doença.  Também foi necessário incremento de mais um leito clínico pediátrico, passando de 113 para 114, e mais 3 de UTI pediátrica, passando de 9 para 12.

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12/01/2021 00:00h

Objetivo é centralizar as filas de acesso aos leitos do SUS, em sistema mais transparente

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Rio de Janeiro terá regulação única de leitos de Covid-19, entre estado, prefeitura e Ministério da Saúde. A medida pretende centralizar todas as filas de acesso a leitos SUS do estado, em um sistema no qual governo estadual, prefeituras e demais entes da administração pública possam controlar e monitorar o atendimento à população, com mais transparência. A proposta foi apresentada pelo secretário de Estado de Saúde, Carlos Alberto Chaves, em reunião com o governador em exercício Cláudio Castro e o prefeito do Rio, Eduardo Paes.

Em entrevista coletiva, o secretário Carlos Alberto Chaves falou sobre a importância da transparência das filas de leitos. “Leito é moeda política. Quando for fila única, quero ver mexer. Ninguém fura fila de transplante, porque ela é transparente. [A regulação única] é a única solução para dar universalidade ao cidadão”. Ele também fala sobre as dificuldades de municípios pequenos, que não dispõem de recursos tecnológicos, em conseguir alocar seus pacientes em hospitais que tratam alta complexidade. Segundo o secretário, com a Central Estadual de Regulação, isso deve acabar.

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A professora de medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Lígia Bahia, destaca a vantagem de se ter uma gestão única de leitos Covid-19 entre estados e municípios. “Vai haver um somatório dos recursos. Na prática poderá, por exemplo, encaminhar uma pessoa atendida por uma unidade de saúde da família do município, para um hospital estadual mais próximo. Um hospital pode colaborar com outro, pode emprestar medicamentos. Também pode haver uma realocação de profissionais de saúde”. A professora explica que essa prática já acontece, mas não inclui todos os leitos. 

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, até então, apenas 60% dos leitos SUS do estado estavam sob controle da Central Estadual de Regulação. Alguns municípios possuem centrais de regulação próprias, inclusive para serviços de alta complexidade e para pacientes com Covid-19. No entanto, esses leitos deveriam ser regulados pelo governo estadual. O secretário Carlos Alberto Chaves explica que “o estado faz a alta complexidade, mas a média e baixa – a atenção básica – são dos municípios”.

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A expectativa do secretário Estadual de Saúde é que a gestão única dos leitos Covid-19 já esteja em funcionamento nesta terça-feira (12), e que, na semana seguinte, haja a regulação total da alta complexidade, tais como leitos de CTIs, radioterapia, oncologia, etc.

Painel Coronavírus

Em entrevista coletiva, a Secretaria de Estado de Saúde apresentou a nova versão do Painel do Coronavírus, que vai substituir os boletins diários. A plataforma é atualizada diariamente às 17 horas, com dados acessíveis sobre a Covid-19, além de trazer análises de informações epidemiológicas da pandemia.

O médico da Subsecretaria de Vigilância em Saúde, da SES-RJ, Alexandre Chieppe, afirma que a plataforma simplifica o acesso aos dados. “Todas essas informações estavam disponíveis de outra forma. O que fizemos agora foi sistematizar essas informações, deixá-las de forma mais clara, para que, tanto um leigo, população em geral, quanto um profissional de imprensa – que não é especializado – possa ter maior clareza na visualização e interpretação dos dados, sem que precisemos emitir uma nota técnica sobre isso”, explica.

Dentre as informações, o painel apresenta número de casos confirmados, óbitos, casos recuperados, mapa de risco, além das solicitações diárias de leitos Covid-19 (UTI e enfermaria) e a quantidade de pessoas na fila de espera. 

Demais estados

A professora de medicina da UFRJ, Lígia Bahia, explica que vem acontecendo, no Brasil, uma repartição das competências entre estados e municípios. Ela cita como exemplo o estado do Paraná, onde os municípios possuem mais autonomia e responsabilidades, ao mesmo tempo que o estado exerce melhor o papel de coordenar e apoiar os municípios.

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Saúde
07/01/2021 00:00h

Ministério da Saúde transferiu R$ 96,4 milhões por meio do Previne Brasil

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O Ministério da Saúde repassou R$ 96,4 milhões a 3.458 municípios por meio do Previne Brasil - Novo Modelo de Financiamento para a Atenção Primária à Saúde (APS). As transferências de recursos federais às prefeituras pelo programa seguem três critérios: cadastro de pessoas, desempenho, que é medido por indicadores de saúde, e incentivo para ações estratégicas.

“A proposta [Previne Brasil] tem como princípio a estruturação de um modelo de financiamento focado em aumentar o acesso das pessoas aos serviços da atenção primária e o vínculo entre população e a equipe [de saúde], com base em mecanismos que induzem à responsabilização dos gestores e dos profissionais pelas pessoas que assistem”, explica o Ministério da Saúde em sua página da internet. 

Marcela Alvarenga, assessora técnica do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), explica que as transferências do Previne Brasil seguem sete indicadores, entre eles, a proporção de gestantes com pelo menos seis consultas pré-natal realizadas, percentual de pessoas hipertensas com pressão arterial aferida a cada semestre e percentual de diabéticos com solicitação de hemoglobina glicada. 

Ela esclarece que prefeituras de todo o País estão aptas a receber transferências do modelo de financiamento, desde que ofereçam serviços na atenção primária de saúde.

Covid-19: brasileiros devem ser imunizados a partir de janeiro

Ocupação de leitos Covid-19 aumenta nos hospitais brasileiros

“Qualquer município tem o direito de receber recursos do Previne Brasil e, para isso, basta que ele vincule à população a uma Unidade Básica de Saúde (UBS) e a uma equipe da família homologada no Ministério da Saúde e que ele utilize o Sistema de Informação em Saúde para a Atenção Básica (Sisab)”, diz. 

Para a captação dos recursos federais, foram considerados municípios que alcançaram entre 80% e 100% da meta de um, ou mais, dos sete indicadores definidos pelo Ministério da Saúde. 

A professora do curso de Saúde Coletiva na Universidade de Brasília (UnB) Carla Pintas diz que o Previne Brasil é um programa bem estruturado mas, segundo ela, ainda é cedo para traçar uma ampla análise do modelo de financiamento. 

“Ainda vamos precisar de mais um tempo para poder verificar, o que é possível melhorar. Caso seja necessário, temos que estar abertos para as possibilidades de mudança”, afirma a docente. 

Os repasses a serem transferidos pelo Ministério da Saúde a cada equipe de Saúde da Família e equipe de atenção primária variam conforme as metas alcançadas nos indicadores. Os gestores municipais podem solicitar a adesão no Previne Brasil no site e-Gestor Atenção Básica. Podem participar do programa apenas equipes de saúde da família e equipes de atenção primária que forem consideradas informatizadas.

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Saúde
04/01/2021 13:00h

Medida foi anunciada neste domingo após acordo entre governo estadual e prefeituras

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O governo do Estado, a prefeitura do Rio de Janeiro e o Ministério da Saúde decidiram neste domingo (4) pela regulação única de leitos do SUS, incluindo as vagas para pacientes com a Covid-19. Na prática, a medida vai centralizar todas as filas de acesso aos leitos do estado fluminense. 

A ideia é a criação de um sistema de módulos municipais, de forma que o governo estadual, as prefeituras e demais entes da administração pública consigam controlar e monitorar o atendimento à população. 

Parceria entre Butantan e FNP quer facilitar compra da vacina contra covid-19

Ocupação de leitos Covid-19 aumenta nos hospitais brasileiros

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04/01/2021 00:00h

Cerca de 14 mil brasileiros estão registrados como portadores da doença junto ao Ministério da Saúde; a hemofilia se caracteriza por prejudicar a capacidade do corpo de coagular o sangue

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O diagnóstico precoce de hemofilia não impediu que Milton Alves Ferreira, 36 anos, tivesse que lidar com inúmeras complicações por causa da doença ao longo da vida. O primeiro hematoma que apresentou no peito aos quatro meses de idade ligou o sinal de alerta na tia, que também tem um filho com o mesmo problema de saúde. 
 
“Ela falou para a minha mãe que era importante fazer o exame para diagnóstico, porque eu tinha os mesmos sintomas que o meu primo. Quando fiz o exame, foi diagnosticada a hemofilia A, do tipo grave”, conta o técnico legislativo, que mora em Belo Horizonte. 

Nascido em 1984, Milton testemunhou não apenas a evolução da hemofilia no próprio corpo, mas dos tratamentos para a doença, que é rara e não tem cura. Ainda na infância, por exemplo, teve sangramentos nos dentes e na língua. Hoje, como consequência da gravidade do quadro e da insuficiência dos tratamentos que recebeu, ele cita algumas das sequelas que o acompanham. 

“Fiquei muitos anos sem tratamento adequado, o que trouxe dano articular. Tenho a flexibilidade dos joelhos e cotovelos comprometida. Não consigo esticar, nem encolher essas articulações completamente. Sinto dor também, que a artrose provoca. É um dano considerável”, afirma. 

Dia Mundial da Hemofilia: um alerta para a hemofilia adquirida

Hemofilia


Assim como Milton, outros 13 mil brasileiros com hemofilia A ou B estão cadastrados junto ao Ministério da Saúde. De acordo com dados da World Federation of Hemophilia, o Brasil tem a quarta maior população de pacientes com a doença entre todos os países. 
 
A hemofilia é um distúrbio genético e hereditário que atinge quase exclusivamente os homens. Trata-se de uma doença que compromete a capacidade do corpo de coagular o sangue, que é extremamente necessária para interromper as hemorragias. 

“Os hemofílicos normalmente apresentam sangramentos que demoram mais tempo para serem controlados, porque o organismo não tem condição de produzir aquele coágulo. Não estanca”, exemplifica Indianara Galhardo, vice-presidente da Associação Brasileira de Pessoas com Hemofilia (Abraphem)

Quando uma pessoa se corta, por exemplo, o organismo manda proteínas para estancar o sangramento. Esse é o processo conhecido como coagulação. As pessoas que têm hemofilia não possuem essas proteínas e sangram por mais tempo. Existem dois tipos da doença. O tipo A e o tipo B. A diferença entre eles se dá pelo tipo de fator de coagulação em falta no organismo. Ou seja, pessoas com hemofilia A têm deficiência do Fator VIII de Coagulação, enquanto aquelas com hemofilia B têm falta do Fator IX de Coagulação. 

Arte: Brasil 61

Alerta


Indianara explica que além dos tipos, a hemofilia também pode ser classificada quanto ao grau, que varia de leve, passando por moderado, até grave. Nos casos leves, os portadores da doença podem demorar a percebê-la, uma vez que os sintomas mais característicos como os sangramentos são difíceis de notar. “Essa pessoa só vai descobrir que tem hemofilia quando precisar fazer um procedimento mais invasivo, talvez uma cirurgia, uma extração dentária, se acontecer alguma coisa e essa pessoa tenha um sangramento maior”, mostra. 

Já entre os moderados e, principalmente, casos graves de hemofilia, os sintomas passam por sangramentos articulares, sobretudo nos tornozelos, cotovelos e joelhos, grandes hematomas, sangramentos espontâneos, que são internos e sem razão aparente, além de esse sangramento ocorrer por mais tempo do que em uma pessoa que não tenha a doença. 

Tratamento


Diagnosticado com hemofilia tipo A grave aos cinco anos de idade, o empresário Neder Gustavo dos Santos, 38 anos, apresentou inúmeros problemas de saúde desde a infância. Aos 20 anos, teve um derrame. Crise convulsiva, úlcera e sangramentos internos por causa da hemofilia também marcaram a vida do morador de Campo Grande, capital sul mato-grossense. 

“O tratamento não era o correto, precisava ter um sangramento para depois ter direito ao tratamento. Isso acarretou várias sequelas no meu corpo. Tenho dificuldade para andar, até para me locomover, são as piores. Tenho articulação nos braços que estão bem ruins, para escrever acaba ficando difícil”, diz. 

A situação dele e de milhares de brasileiros mudou com a chegada do tratamento por profilaxia, que nada mais é do que a reposição do fator de coagulação deficiente no organismo por meio de um medicamento, num processo chamado de infusão endovenosa, ou seja, pela veia. Com este tratamento, as hemorragias são mais facilmente controladas, segundo especialistas. “Com o tratamento que temos hoje, melhorou bastante a qualidade de vida”, afirma Neder. 

O tratamento para quem tem hemofilia no Brasil é ofertado pelo SUS, o Sistema Único de Saúde. Por meio dele, o Ministério da Saúde garante os medicamentos aos portadores da doença. Em 2019, a pasta adquiriu mais de 720 milhões de unidades de medicamentos, previstos para o tratamento de doenças hemorrágicas hereditárias. 

“A medicação, que é o fator de coagulação, é comprado e ofertado pelo SUS. O tratamento é feito pelo SUS. As pessoas que têm hemofilia recebem as doses domiciliares e podem fazer a profilaxia, o tratamento em casa”, explica Indianara. 

Dia do Hemofílico

Com o objetivo de conscientizar a população brasileira sobre essa doença rara e pouco conhecida, o Dia do Hemofílico é comemorado nesta segunda-feira (4). O Brasil tem uma rede de 32 hemocentros em todas as regiões, que contam com o sistema Hemovida. Essa ferramenta possui uma base nacional para o cadastro de pacientes, inserção de dados clínicos, informações sobre o tratamento, registro de aplicações, além do controle de estoque de medicamentos.

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Saúde
29/12/2020 11:28h

Iniciativa do Ministério da Saúde permite que médicos, enfermeiros e dentistas emitam atestados, solicitem exames e prescrevam medicamentos aos pacientes, tudo de forma on-line

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Médicos, enfermeiros e dentistas têm até 31 de dezembro para aderir ao Consultório Virtual na Atenção Primária à Saúde (APS). A ferramenta criada pelo Ministério da Saúde visa facilitar o contato entre profissionais de saúde e usuários do SUS, o Sistema Único de Saúde. 

Por meio da plataforma, é possível emitir atestados, solicitar exames e prescrever medicamentos, tudo de forma on-line. A iniciativa, segundo o órgão, permitiu que pacientes com doenças crônicas, como hipertensão e diabetes, mais vulneráveis à Covid-19, pudessem seguir com acompanhamento médico à distância durante a pandemia. 

De acordo com o Ministério da Saúde, desde maio, quando foi lançada, a ferramenta já permitiu mais de 25 mil atendimentos, 13 mil prescrições simples, 5 mil prescrições médicas, 5 mil solicitações de exames e mais de mil atestados. 

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21/12/2020 15:40h

Ferramenta permite a emissão de atestados, solicitações de exames e prescrições de medicamentos pela internet

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Profissionais que atuam no Sistema Único de Saúde (SUS) têm até 31 de dezembro para aderir no Consultório Virtual na Atenção Primária à Saúde (APS). Implementado em maio, a plataforma permite a emissão de atestados, solicitações de exames e prescrições de medicamentos virtualmente. 

Segundo o Ministério da Saúde, a adesão à ferramenta e o cadastro dos profissionais devem ser feitos pelos gestores locais por meio da plataforma e-Gestor AB. A pasta afirma que a iniciativa permitiu que pacientes com doenças crônicas, como hipertensão e diabetes pudessem seguir o acompanhamento médico de forma remota durante a pandemia da Covid-19. 

União, estados e municípios precisam trabalhar juntos na distribuição e vacinação contra Covid-19

O governo federal diz que irá disponibilizar 20 mil assinaturas digitais gratuitas aos profissionais que aderirem à plataforma. 

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