Sarampo

09/05/2022 00:27h

A morte ocorreu em Rondônia, na última quarta-feira. Depois de ficar livre do sarampo em 2016, Brasil registrou novos surtos e luta para erradicar a doença. Campanha de vacinação vai até o dia 3 de junho

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A primeira morte por sarampo em 2022, registrada na última quarta-feira (4), em Rondônia, chama atenção para a importância da vacinação contra a doença. A idade e o gênero da vítima não foram divulgados pelos gestores estaduais, por questão de sigilo. O óbito ocorreu em meio à campanha nacional de vacinação contra o sarampo, mobilização que acontece em todo o Brasil, e na esteira de um cenário em que estados e municípios patinam para bater as metas de imunização.

Levantamento recente do projeto VAX*SIM, do Observatório de Saúde na Infância (Observa Infância), revela que, em 2021, nenhum estado brasileiro atingiu a meta preconizada pelo Ministério da Saúde, de vacinar 95% das crianças contra o sarampo. Na esfera municipal, apenas 660 municípios - ou cerca de 12% das prefeituras - alcançaram essa taxa, no ano passado.

Segundo o estudo, em 2021, de cada três crianças brasileiras que tomaram a primeira dose do imunizante, uma não voltou para completar o esquema vacinal, de duas doses. 

“Não temos uma causa para a queda da cobertura vacinal, mas [a queda] começou a acontecer em 2016. E tivemos vários surtos significativos no Brasil, em 2018. E, em 2019, [o Brasil] a gente perdeu esse selo de erradicação do sarampo”, remonta a coordenadora do projeto, Patricia Boccolini. 

Ainda de acordo com o estudo do VAX*SIM, em 2020, o país bateu o recorde de 10 mortes de crianças menores de 5 anos por sarampo. Entre 2018 e 2021, 26 crianças nessa faixa etária morreram pela doença. Segundo o observatório, esses dados são um "retrocesso em um país que entre 2000 e 2017 havia registrado uma morte, no ano de 2013".  

Patricia Boccolini ressalta ainda que a vacinação infantil é uma das ações "mais importantes para prevenir mortes evitáveis de crianças de até 5 anos, com um excelente custo-benefício". 

Falta de informação

A diretora do Departamento de Imunização e Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Cássia Rangel, explica que além da questão do horário de funcionamento dos postos, muitas vezes incompatível com a rotina de pais e responsáveis, a falta de informação sobre a atual situação da doença no país pode ter contribuído para a queda na cobertura vacinal contra o sarampo.
"As principais causas relacionadas a essa queda de cobertura são o sucesso das coberturas de vacinação ao longo dos anos, o que pode causar uma falsa sensação de que não há necessidade de se vacinar. Muitas doenças já foram eliminadas e as pessoas não têm lembrança da ocorrência dessa doença. E também o conhecimento individual sobre a importância dessas vacinas ofertadas gratuitamente pelo SUS, e até mesmo uma baixa percepção de risco dessas doenças que são Imunopreveníveis”, explica a diretora.

Hospitalizações

O número crescente de hospitalizações por sarampo também preocupa. Entre 2018 e 2021, o levantamento aponta que 1.606 crianças foram hospitalizadas com a doença no Brasil. Nos quatro anos anteriores, entre 2014 e 2017, o país havia registrado um total de 137 hospitalizações infantis por sarampo.

Cássia Rangel alerta para a necessidade da imunidade de rebanho, que só é alcançada quando se vacina cerca de 95% do público alvo, e para a importância de a criança completar o esquema vacinal, com as duas doses, já que as complicações podem ser graves.

“As principais complicações de sarampo, as mais comuns, são a otite média, diarreia, pneumonia e a laringotraqueobronquite. Em alguns casos, por causa dessas complicações causadas pelo sarampo, podem levar à hospitalização, especialmente crianças desnutridas e imunocomprometidas”, destaca.

Campanha nacional de vacinação

De acordo com dados do Ministério da Saúde, notificados até a última terça-feira (3), no LocalizaSUS, 1,3 milhão de crianças entre 6 meses a menores de 5 anos tomaram a dose da vacina contra o sarampo. A estratégia de vacinação contra a doença acontece em todo o Brasil ao mesmo tempo em que é realizada a campanha de vacinação contra a influenza, que já aplicou 1 milhão de doses nesse público.

Segundo a pasta, a vacinação pretende “interromper a circulação do sarampo no Brasil”. A segunda etapa começou na última segunda, 2 de maio, e vai até o dia 3 de junho em quase 50 mil pontos de vacinação espalhados por todo o País.
 

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05/04/2022 02:51h

Campanha começou nesta segunda-feira (4)

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Com um dos sistemas mais eficientes de vacinação do mundo, o Brasil começou nesta segunda-feira a campanha de vacinação contra a gripe e o sarampo. As campanhas vão até o mês de junho e pretendem atingir pouco mais de 96 milhões de pessoas. 

“Nós temos vacinas, temos uma capacidade sem precedentes de aplicar essas vacinas graças aos vacinadores que estão nas mais de 38 mil salas de vacinação do Brasil. Outro ponto é a conscientização da nossa população que busca as salas de vacina, uma vez que já pagamos um preço muito alto no passado com pessoas que morreram por doenças que seriam evitadas com campanhas de vacinação eficientes”, afirmou o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, no evento de lançamento das campanhas que ocorreu na tarde desta segunda-feira (4).

No caso da campanha contra a gripe, são quase 78 milhões de brasileiros divididos em 16 grupos prioritários. A primeira etapa vai até o final de abril e visa imunizar os idosos com mais de 60 anos e os profissionais da área de saúde. Em maio, serão vacinadas os demais grupos como  crianças maiores de 6 meses e menores de 5 anos, grávidas, pessoas com comorbidades, professores, etc. A meta é imunizar, pelo menos, 90% desse grupo. 

A vacina contra a gripe foi adquirida por meio de um convênio com o Instituto Butantã. Foram empregados R$ 1,2 bilhões em 80 milhões de doses que possuem proteção contra três tipos virais que mais circularam em 2021: H1N1, H3N2 e Influenza B.  O diferencial neste ano é que as vacinas contra a Covid-19 e contra a gripe, podem ser ministradas simultaneamente em pessoas com mais de 12 anos. 

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1ª etapa - de 04/04 a 02/05

  • idosos com 60 anos ou mais;
  • trabalhadores da saúde;

2ª etapa - de 02/05 a 03/06

  • Crianças de 6 meses a menores de 5 anos de idade (4 anos, 11 meses e 29 dias);
  • Gestantes e puérperas;
  • Povos indígenas;
  • Professores;
  • Comorbidades;
  • Pessoas com deficiência permanente;
  • Forças de segurança e salvamento e Forças Armadas;
  • Caminhoneiros e trabalhadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros urbano e de longo curso;
  • Trabalhadores portuários;
  • Funcionários do sistema prisional;
  • Adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas;
  • População privada de liberdade.

Sarampo

A campanha contra o sarampo pretende aplicar 18,8 milhões de doses em profissionais da saúde e crianças maiores de 6 meses e menores de 5 anos. “O grande objetivo da campanha contra o sarampo é interromper a circulação ativa do sarampo no país, minimizar a carga de doença, proteger a população, além de reduzir a sobrecarga do sistema de saúde em decorrência de mais esse agravo”, comentou o secretário de Vigilância à Saúde, Arnaldo Medeiros. 

Para a representante da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) no Brasil, Socorro Gross, o país é um exemplo de eficiência na aplicação de imunizantes. Ela destacou o fato de mais de 75% da população brasileira estar imunizada, o que a encorajou a falar sem máscara, pela primeira vez desde o início da pandemia, em um evento público. “Porque um país pode ter vacina, pode ter programa, mas se a população não acredita nós não temos as coberturas que hoje o Brasil tem”, reforçou.
 

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02/04/2022 16:30h

Campanha deste ano visa crianças de 6 meses a menores de 5 anos, além de profissionais da saúde

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A Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo neste ano será voltada a crianças de seis meses a menores de 5 anos e trabalhadores da saúde. A mobilização começa nesta segunda-feira (4), em conjunto com a Campanha de Vacinação contra a Influenza, vírus causador de gripes.

O sarampo é uma doença grave e altamente contagiosa causada por um vírus, além de ser potencialmente mortal para crianças. Antes da introdução da vacina, em meados da década de 1960, as epidemias da doença matavam cerca de 2,6 milhões ao ano. E mesmo com a vacina, o sarampo continua a ser uma das principais causas de morte entre crianças em todo o mundo. Segundo a Organização Pan-Americana de Saúde, em 2017 aproximadamente 110 mil pessoas morreram por causa do vírus, a maioria delas crianças com menos de cinco anos.

O infectologista Hemerson Luz explica que a questão do sarampo no Brasil é complicada porque o vírus foi quase erradicado com boas campanhas de vacinação, mas, nos últimos anos, o país voltou a registrar casos. Isso  pode se tornar um problema, se a cobertura não alcançar a maioria da população.

“O sarampo é uma situação até especial porque ele já estava quase erradicado no Brasil e ele voltou a ter caso. Nós voltamos a ter casos de sarampo porque diminuiu a cobertura vacinal. O sarampo é altamente transmissível e caso a cobertura esteja abaixo de 90% ele pode se disseminar. Uma das últimas coberturas vacinais, dependendo da localidade, tem cidades do interior que não chegaram a 50%”, alerta o infectologista.

As crianças brasileiras de seis meses a menores de 5 anos totalizam um público de 12,9 milhões e a meta do Ministério da Saúde é vacinar, no mínimo, 95% desse público, ou seja, cerca de 12,3 milhões. O intuito é atualizar as doses que ainda estejam atrasadas, além de proteger esse público contra a doença, considerando o risco diante da maior exposição nos serviços de saúde. Nesta estratégia, as vacinas tríplice viral e influenza serão ofertadas para administração na mesma visita ao serviço de saúde. A Pasta ressalta que a vacinação simultânea é uma atividade recomendada pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) para redução de oportunidades perdidas de vacinação.

Hermerson Luz explica que os pais não devem temer a vacina ou dar ouvidos às notícias falsas sobre os imunizantes que circularam ultimamente, principalmente por causa da pandemia. O infectologista ressalta que a vacina é segura e na última década evitou milhões de mortes. “As pessoas estão com receio da vacina, por muitas notícias que acabaram sendo veiculadas relacionando a vacina com outros problemas de saúde que não são verdadeiros. Vacina não se relaciona com o autismo e algumas pessoas estão considerando isso uma verdade. Diminuiu, inclusive, a cobertura vacinal da poliomielite. O Brasil entrou agora na lista de países com risco de ter casos de poliomielite porque a cobertura vacinal também baixou. É de suma importância que os pais responsáveis levem suas crianças para vacinar porque o sarampo é uma doença potencialmente grave”, aponta o infectologista.

Karoline Pereira da Silva, professora, 39 anos, foi mãe pela primeira vez há sete meses e sabe a importância que tem as vacinas na saúde de uma criança. Ela entende que, ao vacinar Eduarda contra o sarampo, não estará protegendo apenas a filha, mas também outras crianças.

“Eu vou estar protegendo minha filha contra o vírus, e como é um vírus que é passado de pessoa para pessoa, eu vou estar evitando que esse vírus vire uma pandemia. Porque vai dissipando essa doença. Estou evitando que minha filha fique doente com esse vírus e evitando com que a população também pegue”, destaca Karoline.

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Calendário

Além das crianças, os trabalhadores da saúde serão convocados para atualizar a situação vacinal. Confira o calendário da 8ª Campanha Nacional de Seguimento e Vacinação de Trabalhadores da Saúde contra o Sarampo

  • De 4 de abril a 2 de maio: vacinação dos trabalhadores da saúde - juntamente com a primeira etapa da vacinação contra influenza;
  • De 3 de maio a 3 de junho de 2022: campanha de seguimento contra o Sarampo para crianças de 6 meses a menores de 5 anos (4 anos, 11 meses e 29 dias) – juntamente com a segunda etapa da vacinação contra influenza.

Sarampo

O sarampo é uma doença viral grave e altamente contagiosa que pode evoluir para complicações e levar à morte. Os primeiros sintomas são febre, tosse, coriza, como um resfriado comum. O paciente pode ter perda de apetite e apresentar conjuntivite, com olhos vermelhos, lacrimejantes e fotofobia.
O sintoma mais característico são as manchas vermelhas na pele. Essas erupções começam no rosto, na região atrás da orelha, e vão se espalhando pelo corpo. O paciente também pode sentir dor de garganta.
A maior preocupação do sarampo está direcionada a crianças pequenas e pacientes imunocomprometidos, pois o vírus pode causar graves problemas de saúde:

  • diarreia intensa
  • infecção de ouvido
  • perda da visão
  • pneumonia
  • encefalite (inflamação do cérebro)

A maioria dos casos de mortes decorrem de complicações no trato respiratório ou de encefalite.

A pessoa que tem sarampo pode começar a transmitir a doença cerca de cinco dias antes de aparecerem as manchas na pele. Além disso, ela continua transmitindo o vírus quatro dias depois de as erupções terem desaparecido. A vacina é a única forma de prevenção.
 

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12/01/2022 16:00h

Neste episódio, o infectologista Bruno Azevedo dá mais detalhes sobre sarampo

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Você conhece os sintomas de sarampo? Sabe como prevenir?

Neste episódio, o infectologista Bruno Azevedo dá mais detalhes sobre sarampo.

A transmissão do sarampo é direta, de pessoa a pessoa, por meio das secreções expelidas pelo doente ao tossir, respirar, falar ou espirrar e que permanecem dispersas no ar, principalmente em ambientes fechados como, por exemplo: escolas, creches, clínicas, meios de transporte. As pessoas infectadas são geralmente contagiosas cerca de 6 dias antes do aparecimento das lesões até 4 dias depois. 

Os sintomas aparecem em média de 10 a 12 dias desde a data da exposição. Em 2016 o Brasil recebeu da Organização Pan-Americana de Saúde o certificado de eliminação do sarampo. Porém, desde fevereiro de 2018, o Brasil tem reportado a circulação do vírus do sarampo em 11 estados. 

Por isso é importante você conseguir reconhecer essa doença. Depois do contato com o vírus ocorre o desenvolvimento da doença em 6 a 21 dias.

Após este tempo, a pessoa passa por 2 a 4 dias com febre, mal-estar e pode aparecer conjuntivite, coriza e tosse. 

Um sinal muito característico, mas que não ocorre em todas as pessoas com sarampo, são pequenas lesões esbranquiçadas na mucosa oral que na medicina chamamos de Manchas de Koplik. Surgem as lesões de pele avermelhadas, que classicamente iniciam-se na face e pescoço e espalham-se para tronco e abdome. Essas manchas não coçam. As complicações envolvem diarreia, pneumonia e até mesmo lesões cerebrais.

Você deve suspeitar dessa doença em quem tem esses sintomas e não tem confirmação de vacinação. Nessa situação você deve procurar uma avaliação médica o quanto antes. O diagnóstico é feito por um exame de sangue chamado sorologia (que procura anticorpos contra o vírus) durante a doença e 15 dias após. Outros exames que procuram especificamente o vírus em amostras da garganta e também podem ser usados na urina.

A medida de prevenção mais eficaz contra o sarampo é a vacina tríplice viral, que protege também contra a rubéola e a caxumba, dê uma olhada na sua carteirinha de vacinação, você deve checar se tem a vacina Tríplice Viral e a data. Se não tiver comprovação dessas doses na sua carteirinha, você deve ser vacinado novamente. Lembrar que a vacina tríplice viral é composta de vírus vivos atenuado, isso não causa sarampo, mas é contraindicada para pacientes com imunossupressão e gestantes.

Para saber mais, assista ao vídeo no canal Doutor Ajuda. 

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18/05/2021 12:30h

Estado registrou 320 casos de sarampo e é responsável por 80% dos casos do país

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Governo do Amapá confirma a morte de duas crianças por sarampo no estado, uma na capital Macapá e outra no município de Pedra Branca do Amapari. Nos dois casos, as crianças não estavam vacinadas, pois a imunização começa apenas aos 6 meses e as crianças eram mais novas quando contraíram a doença.

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O caso na capital do estado ocorreu no dia 28 de março. Já a criança de Pedra Branca do Amapari era indígena e vivia em uma aldeia. Entre janeiro e maio deste ano, o Amapá registrou 320 casos de sarampo e se tornou o estado responsável por 80% dos casos do país em 2021. Óbitos por sarampo não ocorriam há pelo menos duas décadas no estado e o governo amapaense afirma que possui um plano de ação para combater o surto da doença nos municípios. 

De acordo com o Ministério da Saúde, em 2021 foram registrados casos de sarampo em três estados: Amapá, Pará e São Paulo. O Brasil obteve o certificado de país livre de sarampo em 2016, mas perdeu o título em 2019.

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22/01/2021 23:00h

Devido à baixa cobertura vacinal, casos de sarampo voltam a explodir no Brasil

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Mesmo com a pandemia da Covid-19, enfrentada com dificuldade pelo País, o estado do Amapá tem que lidar com outro surto de vírus: o sarampo. Segundo a Secretaria de Saúde, o estado registra 189 casos confirmados da doença, desde o começo de 2020 até janeiro deste ano, sendo a maioria (57%) em crianças de até 4 anos. Para conter o avanço do vírus, equipes da Estratégia de Saúde da Família vão vacinar população do Amapá, de casa em casa. Ao todo, sete municípios serão contemplados: Macapá, Santana, Mazagão, Laranjal do Jari, Vitória do Jari, Oiapoque e Porto Grande. 

A varredura vacinal dos lares amapaenses conta com apoio de contratados pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS). Os profissionais estarão com vestimentas completamente brancas, paramentados com equipamentos de proteção individual (EPI) e máscaras. Todos receberam treinamento para aplicar a vacinação durante a pandemia da Covid-19.

Além de aplicar as doses da tríplice viral, em pessoas de 6 meses a 59 anos, as equipes farão a atualização da caderneta de vacinação de crianças menores de 5 anos. Mesmo quem não possui registro da imunização, ou não se lembra de já ter sido vacinado contra o sarampo, deve tomar a dose. A meta da prefeitura da capital Macapá é imunizar 58 mil pessoas.

Arte - Brasil 61

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Sarampo no Brasil

Em 2016, o Brasil recebeu o certificado de eliminação da circulação do vírus do sarampo, mas perdeu a certificação antes de completar 3 anos, devido a surtos de grandes proporções em 21 estados. Segundo o Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, 17 estados conseguiram fazer o controle da doença, por meio de campanhas de vacinação. Mas, atualmente, quatro estados ainda mantém o surto ativo: Pará, Rio de Janeiro, São Paulo e Amapá. Entre dezembro de 2019 e dezembro de 2020, o País registrou um total de 8 mil casos confirmados e 7 óbitos.

A diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Mônica Levi, esclarece como a transmissão do vírus do sarampo retornou no Brasil.

“Esse surto atual iniciou com a entrada de estrangeiros infectados pela região Norte do País. Mas foi rápida a disseminação por todo o Brasil, devido às baixas coberturas vacinais, como a tríplice viral [que protege contra] sarampo, caxumba e rubéola”. Segundo a diretora, a vacinação em massa é ferramenta essencial para reverter esse cenário de surto e receber novamente o certificado de eliminação do vírus do sarampo.

Ela explica como é feita a vacinação de rotina contra o vírus. “A vacinação rotineira é feita com duas doses após 12 meses de vida, com intervalo mínimo de um mês entre elas. É necessário que tenha cobertura acima de 95%, com duas doses da vacina tríplice ou tetra viral, na população suscetível. Hoje a vacina está disponível nos postos de saúde até os 59 anos. Até 29 anos são duas doses. A partir de 30 anos se faz em dose única, como rotina”, explica.

Segundo a diretora Mônica Levi, a chamada dose zero permanece nos estados com transmissão ativa do vírus e é aplicada em criança entre 6 e 11 meses de vida – faixa etária com potencial agravamento da doença. No entanto, mesmo quem recebe a dose zero continua tendo que tomar as duas doses preconizadas na rotina, aos 12 e 15 meses de idade.

A vacina é recomendada à toda a população, exceto para pessoas com alergias a algum componente da vacina, gestantes e imunodeprimidos. Para esse público se proteger do vírus do sarampo, é fundamental que as demais pessoas estejam vacinadas, para que haja a imunidade coletiva. 

A diretora da SBIm, Mônica Levi, ressalta que as vacinas tríplice e tetra viral nunca estiveram em falta no Brasil. No entanto, as medidas de distanciamento social, para evitar o contágio do novo coronavírus, impediram as pessoas de buscarem os postos de vacinação. Por isso, é tão importante a ação das equipes da Estratégia de Saúde da Família do Amapá, de imunizar a população de casa em casa.

Sintomas e características

O epidemiologista e professor do departamento de Saúde Coletiva da Universidade de Brasília (UnB), Jonas Brant, detalha os sintomas do sarampo. “Os principais sintomas são: febre, tosse, corrimento nasal e manchas pelo corpo, que em geral iniciam pela face e espalham pelo corpo”, explica.

Segundo o epidemiologista, o vírus tem uma alta capacidade de infecção, por isso é fundamental identificar os bolsões de pessoas que não foram imunizadas, para que elas recebam a vacina e não criem condições para que o vírus se mantenha circulante. “Ou seja, encontrei um caso, vou buscar todos os lugares onde ele possa ter estado, checar a imunização dessas pessoas e fazer uma dose de reforço”, ressalta.

Arte - Brasil 61

A Superintendência de Vigilância em Saúde do Amapá orienta que as famílias já estejam com os cartões de vacinação em mãos, no momento que a equipe chegar na casa. Mesmo com a varredura vacinal, a população também pode se vacinar gratuitamente nos postos de saúde, que no Amapá funcionam de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. 

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13/10/2020 10:40h

De março para cá, mais de 15,7 mil pessoas já foram infectadas pela doença, que pode até matar

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Jovens e adultos com idade entre 20 e 49 anos têm até o dia 30 de outubro para se vacinar contra o sarampo. Basta procurar um dos mais de 40 mil postos de saúde espalhados em todo o Brasil. A iniciativa faz parte do Plano de Ação para Interrupção da Circulação do Vírus do Sarampo neste ano, já que, até setembro, mais de 15,7 mil casos suspeitos da doença foram notificados no País.  

O Ministério da Saúde disponibilizou 36 milhões de doses para reforçar a mobilização. De março para cá, já foram vacinadas nove milhões de pessoas. A meta é alcançar o público-alvo de cerca de 90 milhões de jovens e adultos nessa faixa etária. 

Mesmo com a pandemia, o ministério garante que os postos foram orientados a tomarem todas as medidas de segurança necessárias para a vacinação, como evitar aglomerações e cuidados com a higiene. 

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Neste ano, sete pessoas já morreram por causa do sarampo, incluindo uma pessoa da faixa etária alvo da campanha. O sarampo é uma doença grave e com alto risco de contágio e disseminação. De acordo com o Ministério da Saúde, uma pessoa pode transmitir para até 18 pessoas. A transmissão ocorre pelo ar, ao tossir, espirrar, falar ou respirar. 

A vacinação contra o sarampo está contraindicada para crianças menores de seis meses de idade, gestantes e pessoas com sinais e sintomas de sarampo.

Mais informações no site do ministério, em saude.gov.br

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05/09/2020 00:00h

Os estados do Pará, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina concentram o maior número de casos confirmados de sarampo, totalizando 7.091 (98,3%) casos

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A vacinação contra o sarampo, para a população de 20 a 49 anos, foi prorrogada e vai ser realizada até o dia 31 de outubro por todo o Brasil. Dados preliminares das secretarias estaduais de saúde, registrados no Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações, apontam que desde o início da vacinação em 16 de março deste ano até o dia 17 de agosto, foram vacinadas 5,29 milhões de pessoas nessa faixa-etária.

Esse número está muito abaixo da estimativa do público-alvo definido pelo Ministério da Saúde, que é de aproximadamente 90 milhões de pessoas. Isso é um fator grave, pois a vacina contra o sarampo é a única forma de prevenção efetiva contra a doença, tanto que essa vacina é uma das que está no calendário de rotina de todo brasileiro.

O sarampo é uma doença infecciosa grave, causada por um vírus, que pode ser fatal. A transmissão ocorre quando uma pessoa doente tosse, fala, espirra ou respira próximo de outras pessoas, por isso é considerada uma doença de transmissão rápida e fácil.

De acordo com o Boletim Epidemiológico mais recente da doença, o Brasil permanece com surto de sarampo nas cinco regiões. A Região Norte apresenta 5 (71,4%) estados com surto, a Região Nordeste 6 (66,7%), a Região Sudeste 3 (75,0%), a Região Sul 3 (100,0%), e a Região Centro- -Oeste 4 (100,0%).



Os estados do Pará, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina concentram o maior número de casos confirmados de sarampo, totalizando 7.091 (98,3%) casos. O municípios de Barcarena (PA), foi um dos afetados pela doença, mas com uma ação de vacinação volante, foi possível conter o crescente número de casos na região, como explica Marciclene dos Santos, coordenadora de Imunização do município.

“Aqui no município conseguimos estabilizar o sarampo. No início do ano nós tivemos várias notificações que, posteriormente, se confirmaram como casos da doença. Chegamos ao total de 70 notificações e iniciamos uma varredura com uma equipe volante no município, fazendo visita a todos os bairros e, com isso, conseguimos paralisar o sarampo. E foi no estado como um todo. Barcarena foi um dos 18 municípios que tiveram aumento do sarampo”, explicou a coordenadora.

Para o Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde, a estratégia da vacinação, mesmo durante a pandemia da Covid-19, é uma questão de proteção social, pois evita agravamento da situação onde a doença está ocorrendo, além de impedir que ela se espalhe por outros lugares. Por isso, o chefe da Unidade de Doenças Infecciosas e Parasitárias do Complexo Hospitalar Universitário João de Barros Barreto, da Universidade Federal do Pará, Julius Monteiro, médico infectologista, avisa da importância de ir ao posto de saúde.

“Essa é uma vacina universal disponível em qualquer Unidade Básica de Saúde e todo brasileiro pode ter acesso. É a melhor forma de prevenção. E caso não tenha o cartão de vacina atualizado, pode procurar uma unidade de saúde e saber se há necessidade ou não de um reforço ou fazer novamente as doses da Tríplice Viral se não houver alguma comprovação”, afirmou o médico.  

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Quatro estados brasileiros concentram quase 97% de todos os casos de sarampo

Vacinação no Brasil

O Brasil possui o maior programa público de imunização do mundo. São distribuídas mais de 300 milhões de doses de imunobiológicos anualmente. O Programa Nacional de Imunização (PNI) conta com 37 mil postos públicos de vacinação de rotina em todo o país. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as vacinas evitam entre 2 milhões e 3 milhões de mortes por ano. O desafio é conscientizar a sociedade que um dos maiores avanços contra as doenças na história da humanidade são as vacinas. É importante esclarecer que as epidemias podem surgir quando a cobertura vacinal cai.

Apesar disso, desde 2016 o Ministério da Saúde vem identificando queda das coberturas vacinais, o que significa que o número de crianças menores de dois anos que recebem proteção pelas vacinas está diminuindo. As vacinas para crianças menores de dois anos, oferecidas pelo SUS são importantes para evitar doenças que tem controle fácil por meio desse tipo de proteção. Entre as doenças que podem ser prevenidas estão formas graves da tuberculose, sarampo, caxumba, rubéola, hepatites A e B, poliomielite e febre amarela.

Das doenças eliminadas, a única que teve registro de casos, recentemente, foi o sarampo em 2019. O país empreendeu esforços para interromper a transmissão dos surtos que estavam ocorrendo em alguns estados e mantém a vigilância. De acordo com os dados mais recentes sobre a doença, apresentados no Boletim Epidemiológico 28, de julho de 2020, em 2019 foram confirmados 20.901 casos de sarampo e 16 óbitos decorrentes da doença. Em 2020, até julho deste ano, foram enviadas mais de 30 milhões de doses da vacina contra sarampo aos estados.

Vale destacar que uma doença é considerada eliminada quando não existem casos em uma determinada população, embora ainda existam no mundo as causas que podem potencialmente produzi-la. Uma doença considerada erradicada significa que não somente foram eliminados os casos, mas também as causas da doença, em especial, o agente. É ressaltar que a erradicação de uma doença adquire seu real significado quando alcançada numa escala mundial. Até o momento, essa situação de erradicação mundial só foi obtida com a varíola.

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24/08/2020 10:55h

Segundo o Ministério da Saúde, vacina está disponível nos 43 mil postos de saúde de todo o país

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A vacinação contra o sarampo para a população entre 20 e 49 anos foi prorrogada até dia 31 de agosto. Segundo o Ministério da Saúde, a população-alvo nesta faixa-etária totaliza mais de 90 milhões de pessoas e a vacina está disponível nos 43 mil postos de saúde espalhados por todo o país. O governo federal reforça que a principal medida de prevenção e controle do vírus é a vacinação.

Em cinco meses Brasil pode ter soro contra Covid-19, feitos a partir de cavalos

Projeto Fiocruz cria estratégia de combate à Covid-19 para favelas e comunidades

O sarampo é uma doença grave e de fácil transmissão. Uma pessoa infectada pode transmitir para até outras 18 pessoas. A disseminação ocorre pela tosse, espirro, fala ou respiro. Neste caso, não é necessário o contato direto porque o vírus pode se espalhar pelo ar a metros de distância da pessoa infectada. 

Segundo o Ministério da Saúde, em 2020, o Brasil acumula pelo menos 5.600 casos confirmados de sarampo em 21 estados. Pará, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina concentram o maior número de registros da doença neste ano. 

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14/07/2020 09:00h

Pará lidera ranking de registros e de óbitos da doença

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Pará, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina concentram cerca de 97% de todos os casos confirmados de sarampo no país. De acordo com o último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde sobre a doença, entre 29 de dezembro do ano passado e 20 de junho deste ano o Pará apresentou 2.618 registros da enfermidade; Rio de Janeiro, 1.185 e São Paulo, 681. No Sul, o Paraná apresentou 209 registros e Santa Catarina e Santa Catarina 111.

O Pará também lidera o número de mortes, com três óbitos. Segundo a Secretária de Saúde do estado, os jovens com idade entre 20 e 29 anos de idade são os mais atingidos pela doença e os municípios com a maior concentração de casos de sarampo são: Belém (1.233), Ananindeua (418), Breves (244). 

SARAMPO: Mais de 3 milhões de crianças e jovens devem se vacinar

Segundo a Secretária de Epidemiologia do estado, há estoque suficiente de vacinas contra o sarampo no estado, mas a procura é muito baixa, especialmente durante a pandemia da Covid-19. A mesma constatação foi feita pelo governo de São Paulo, que alega que vai intensificar campanhas de vacinação no estado a partir do dia 15 de julho. 
 

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