Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Sarampo: com baixa cobertura vacinal, risco de surto é o mais alto dos últimos 30 anos

De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde, surtos mais significativos da doença se deram no Brasil


Com a volta do sarampo e a baixa cobertura vacinal, o continente americano vive sob risco de surtos da doença. De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), o risco de surto de sarampo é o mais alto dos últimos 30 anos.

Segundo estimativas da Opas de 2021, mais de 1,7 milhão de crianças em 28 países e territórios das Américas não receberam sua primeira dose de vacina contra o sarampo. A infectologista Joana D’arc Gonçalves explica que a principal forma de prevenção do sarampo é por meio da vacina tríplice viral.

“A principal ação é cumprir o calendário vacinal preconizado pelo Ministério da Saúde. Em algumas situações de risco, tem doses extras e também o chamado bloqueio vacinal, que é quando se vacina todas aquelas pessoas que tiveram contato com casos suspeitos de sarampo”, aponta.

Em 2016, o Brasil recebeu o certificado de eliminação do sarampo da Organização Mundial da Saúde (OMS), como resultado do esforço nacional para acabar com a doença infantil contagiosa.

No entanto, em 2018 o vírus voltou a circular no país, embora a vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, faça parte do Calendário Nacional de Vacinação e seja oferecida gratuitamente pelo SUS. Neste ano, o Brasil registrou 9.325 casos da doença.

Entre 2018 e 2021, houve quase 40 mil casos de sarampo no país, com 40 óbitos. Em 2022, foram notificados 2.005 casos suspeitos de sarampo, os dados são do Ministério da Saúde.

Segundo a infectologista existem dois momentos em que a criança e o adulto devem se imunizar contra o sarampo.

Até seis meses as crianças estão recebendo os anticorpos maternos por meio do aleitamento. Depois dessa idade tem o calendário normal da criança que tem que ser cumprido, o que é importante para evitar a propagação da doença, principalmente em creches e escolas. Já o adulto tem que ter pelo menos duas  doses da vacina no cartão. Outro momento em que o adulto se imuniza é quando se tem algum tipo de exposição, contato com alguém que está infectado”, explica.

A Opas emitiu um alerta na última segunda-feira (13) instando os países das Américas a atualizarem seus planos de resposta para prevenir o restabelecimento da transmissão do vírus. "A vacinação e a vigilância epidemiológica das doenças evitáveis por vacinação são serviços de saúde essenciais e não devem ser interrompidas", destaca o alerta.

Diante do cenário de baixas coberturas vacinais, desabastecimento, risco de epidemias de poliomielite e sarampo, além da queda de confiança nas vacinas, o Ministério da Saúde realizou ao longo do mês de janeiro uma série de reuniões envolvendo outros ministérios.

Em nota, o ministério ressalta que “para todas as estratégias de vacinação propostas, as ações de comunicação e de comprometimento da sociedade serão essenciais para que as campanhas tenham efeito. A população precisa ser esclarecida sobre a importância da vacinação e os riscos de adoecimento e morte das pessoas não vacinadas”.

De acordo com o calendário de vacinação divulgado pelo Ministério da Saúde, em maio vai ocorrer uma campanha de multivacinação de poliomielite e sarampo nas escolas do país.

O sarampo é uma doença altamente contagiosa e grave causada por um vírus, para o qual existem vacinas seguras e eficazes. Segundo dados da Opas, entre 2000 e 2018, a vacinação contra o sarampo evitou cerca de 23,2 milhões de mortes em todo o mundo.
 

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LOC.: Com a baixa cobertura vacinal, o risco de surto de sarampo é o mais alto dos últimos 30 anos. O alerta foi feito para o continente americano pela Organização Pan-Americana da Saúde, a Opas. Mais de 1,7 milhão de crianças em 28 países e territórios das Américas não receberam a primeira dose de vacina contra o sarampo.

Segundo a médica infectologista Joana D’arc Gonçalves, a principal forma de prevenção do sarampo é por meio da vacina tríplice viral.
 

TEC./SONORA: Joana D’arc Gonçalves, médica infectologista.

“A principal ação é cumprir o calendário vacinal preconizado pelo Ministério da saúde. Em algumas situações de risco, tem doses extras e também o chamado bloqueio vacinal, que é quando  se vacina todas aquelas pessoas que tiveram contato com casos suspeitos de sarampo”.
 


LOC.: Entre 2018 e 2021, houve quase 40 mil casos de sarampo no país, com 40 mortes. Em 2022, foram notificados 2.005 casos suspeitos de sarampo, os dados são do Ministério da Saúde.

Segundo a infectologista existem dois momentos em que a criança e o adulto devem se imunizar contra o sarampo.
 

TEC./SONORA: Joana D’arc Gonçalves, médica infectologista.

“Até 6 meses as crianças estão recebendo os anticorpos maternos por meio do aleitamento. Depois dessa idade tem o calendário normal da criança que tem que ser cumprido para evitar a propagação da doença em creches e escolas. Já o adulto tem que ter pelo menos 2 doses da vacina no cartão. Outro momento em que o adulto se imuniza é quando se tem algum tipo de contato com alguém que está infectado”.
 


LOC.:  O sarampo é uma doença altamente contagiosa e grave causada por um vírus, para o qual existem vacinas seguras e eficazes. Segundo dados da Opas, entre 2000 e 2018, a vacinação contra o sarampo evitou mais de 23 milhões de mortes em todo o mundo.

Reportagem, Landara Lima.