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Discussão sobre mudanças na jornada de trabalho opõe argumentos de qualidade de vida e preocupações com custos, empregos e competitividade
Baixar áudioLer ao vivoAuditoria aponta que cortes e bloqueios orçamentários comprometem a atuação de Anatel, Aneel, ANP e ANM; tribunal exige garantias de custeio e fiscalização no orçamento
Baixar áudioLer ao vivoLOC.: O debate sobre o fim da escala 6x1 — modelo em que o trabalhador atua seis dias consecutivos e descansa um — voltou a ganhar destaque no Congresso Nacional e tem mobilizado parlamentares, entidades empresariais e representantes do mercado de trabalho.
Atualmente, quatro propostas de emenda à Constituição tramitam no Congresso sobre o tema. Uma delas é a PEC 8/2025, que prevê a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais.
Segundo o relator, deputado federal Luiz Gastão, do PSD do Ceará, o relatório final deve propor a redução da contribuição previdenciária patronal de 20% para 10% em empresas nas quais a folha de pagamento representa 30% ou mais do faturamento.
TEC./SONORA: deputado federal Luiz Gastão, PSD-CE
“Nós sabemos da importância do trabalhador ter mais dias de descanso, ter uma vida mais saudável, mas também sabemos que a economia precisa que as empresas estejam saudáveis e competitivas.”
LOC.: A Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, a CACB, alerta que o fim da escala 6x1, se implementado de forma abrupta, pode trazer efeitos significativos para o mercado, como o aumento dos custos operacionais, a necessidade de contratações adicionais, a redução da margem de lucro e, em alguns casos, o risco de fechamento de vagas ou informalidade.
O vice-presidente da CACB, Valmir Rodrigues da Silva, avalia que países desenvolvidos conseguem adotar jornadas menores porque contam com alta produtividade — realidade ainda distante no Brasil.
TEC./SONORA: Valmir Rodrigues da Silva, vice-presidente da CACB
“Quando você reduz a carga horária, tendo uma produtividade baixa, naturalmente que isso vai impactar nos custos, e esse custo será repassado [ao mercado].”
LOC.: Para a CACB, é inegável que a redução da jornada pode melhorar a qualidade de vida, mas é preciso avaliar os impactos financeiros também para o trabalhador.
A entidade defende que o caminho mais equilibrado passa pelo diálogo entre governo, Congresso, trabalhadores e empresários, além da busca por alternativas como a flexibilização de jornadas, acordos coletivos e modelos adaptáveis à realidade de cada atividade econômica.
Reportagem, Paloma Custódio
LOC.: O Tribunal de Contas da União, o TCU, determinou um prazo de CENTO E OITENTA dias para que o Executivo apresente um plano financeiro destinado a fortalecer a autonomia de quatro autarquias: Agência Nacional de Telecomunicações, a Anatel; Agência Nacional de Energia Elétrica, a Aneel; Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, a ANP; e Agência Nacional de Mineração, a ANM.
A decisão foi tomada após auditoria revelar que cortes e bloqueios orçamentários têm comprometido a atuação dessas agências. Segundo o relator, ministro Jorge Oliveira, a falta de recursos limita o exercício pleno das funções institucionais, embora decorra de medidas para manter o equilíbrio fiscal da União.
A auditoria, realizada entre outubro de 2024 e abril de 2025, analisou dados de gestão e orçamento referentes ao período de 2015 a 2024. O levantamento mostrou que a falta de recursos afetou setores como fiscalização, administração, tecnologia e atendimento ao público — especialmente na ANP, ANM e Aneel. A Anatel, por outro lado, apresenta situação favorável desde a auditoria feita em 2017.
Diante desse cenário, o TCU determinou ainda que, caso o orçamento previsto na Lei Orçamentária seja inferior ao solicitado, o Executivo deverá comprovar que o valor cobre despesas básicas de custeio e fiscalização.
A Corte de Contas também recomendou à Secretaria de Orçamento Federal e às agências que aprimorem a definição do referencial monetário, tendo como exemplo a experiência da Anatel.
Reportagem, Maria Clara Abreu
LOC.: Dados preliminares do Ministério da Saúde, coletados até 22 de dezembro, apontam que SETECENTOS E SETENTA E QUATRO casos de Doença de Chagas foram notificados no Brasil em 2025. Em Ananindeua (PA), até o momento, foram confirmados QUARENTA E DOIS casos e QUATRO mortes.
Apesar de o Ministério da Saúde decretar surto no município, especialistas da Fiocruz descartam risco de epidemia no país. No entanto, alertam para o risco de novos surtos ligados a alimentos contaminados pelo protozoário causador da doença. O fruto pode ser contaminado com as fezes do chamado “barbeiro” ou durante a manipulação do açaí – que pode esmagar o inseto.
O farmacêutico bioquímico e pesquisador do Instituto Gonçalo Muniz (Fiocruz Bahia), Fred Luciano Santos, avalia que, como a doença segue ativa no país, há risco de ocorrência de novos surtos.
TEC./SONORA: Fred Luciano Santos, farmacêutico bioquímico e pesquisador do Instituto Gonçalo Muniz (Fiocruz Bahia)
“Especialmente em áreas com condições sanitárias mais precárias, com produção artesanal de alimentos e sem fiscalização adequada.”
LOC.: Para evitar esse tipo de transmissão oral, a população deve consumir produtos de origem confiável. É indicado observar a adoção de boas práticas de higiene, como pontua o infectologista e pesquisador do Laboratório de Pesquisa Clínica em doença de Chagas (LapClin Chagas) do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas da Fiocruz, Roberto Saraiva:
TEC./SONORA: Roberto Saraiva, pesquisador do Laboratório de Pesquisa Clínica em doença de Chagas (LapClin Chagas) do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas da Fiocruz
“Para frear a transmissão oral da doença de Chagas é necessário que a população procure comprar o seu alimento de quem prepara adequadamente. Com isso, você pode reduzir a forma de transmissão da doença de Chagas. Através da colheita adequada, do transporte adequado, do preparo adequado do alimento, para que não haja contaminação em nenhuma das etapas do ciclo do açaí.”
LOC.: O Ministério da Saúde informou ao Brasil 61 que os dados de 2025 são preliminares e foram coletados até 22 de dezembro. As informações referentes a óbitos em 2025 ainda estão sendo consolidadas.
Reportagem, Bianca Mingote
LOC.: A edição mais recente do Boletim InfoGripe, divulgada nesta quinta-feira (5) pela Fiocruz, alerta para os cuidados que devem ser adotados durante o Carnaval para prevenir a Síndrome Respiratória Aguda Grave, a SRAG.
A recomendação é feita apesar da queda dos casos no país, atribuída à baixa circulação da maioria dos vírus respiratórios como influenza A, Covid-19 e vírus sincicial respiratório, o VSR.
A exceção é a Região Norte. Estados como Acre, Amazonas, Roraima e Rondônia vêm apresentando incidência elevada de SRAG e tendência de crescimento nas últimas semanas.
A pesquisadora do InfoGripe, Tatiana Portella, reforça as orientações que devem ser seguidas durante o Carnaval, especialmente nos estados do Norte. Segundo ela, pessoas com sintomas gripais devem, de preferência, permanecer em casa e em repouso. Caso participem dos festejos, mesmo com sintomas, a recomendação é utilizar uma boa máscara e priorizar locais bem arejados, para reduzir as chances de transmissão.
Diante do aumento de casos de influenza A no Norte, Tatiana destaca ainda a importância de que os grupos prioritários da região — como idosos, indígenas, pessoas com comorbidades e profissionais de saúde — se vacinem o quanto antes contra o vírus.
Além disso, com a aproximação do período sazonal do VSR, a pesquisadora ressalta que é essencial que gestantes a partir da 28ª semana se vacinem, garantindo proteção aos bebês após o nascimento.
Reportagem, Paloma Custódio
LOC.: Os trabalhadores de todo país já podem consultar o direito ao Abono Salarial 2026, referente ao ano-base 2024. O primeiro lote de pagamento será liberado no dia 16 de fevereiro para os nascidos em janeiro, no valor de DOIS BILHÕES E QUINHENTOS MILHÕES DE REAIS.
Os pagamentos somam TRINTA E DOIS BILHÕES E TREZENTOS MILHÕES DE REAIS.
Os beneficiários somam UM MILHÃO E OITOCENTOS MIL da iniciativa privada com inscrição no PIS, pagos pela Caixa Econômica Federal, que devem receber mais de DOIS BILHÕES DE REAIS.
Já os MAIS DE DUZENTOS MIL servidores públicos, com inscrição no PASEP, receberão pouco mais de TREZENTOS MILHÕES DE REAIS pelo Banco do Brasil.
A consulta pode ser realizada pelo aplicativo Carteira de Trabalho Digital ou no portal Gov.br.
Pela plataforma é possível verificar o benefício, banco responsável pelo pagamento e a data específica do depósito.
O valor do Abono Salarial vai de R$ 136 a R$ 1.621. O montante varia de acordo com a quantidade de meses trabalhados durante o ano-base 2024.
O benefício é destinado aos trabalhadores que estão cadastrados no PIS/PASEP há pelo menos cinco anos, contados da data do primeiro vínculo.
Os outros critérios são ter recebido, de empregadores que contribuem para o PIS ou para o PASEP, até DOIS MIL, SETECENTOS E SESSENTA E SEIS REAIS de remuneração média mensal no período trabalhado.
Além disso, deve ter trabalhado e recebido por, no mínimo, 30 dias — consecutivos ou não — no ano-base considerado para a apuração.
O pagamento do Abono Salarial pela Caixa será feito de forma prioritária por crédito em conta Caixa, para trabalhadores que possuam conta corrente, conta poupança ou Conta Digital.
Para aqueles que não são correntistas, o pagamento será liberado em canais como agências, lotéricas, terminais de autoatendimento, CAIXA Aqui e outros meios oferecidos pela Caixa.
No Banco do Brasil, o pagamento será realizado prioritariamente por crédito em conta bancária. Para trabalhadores não correntistas e que não possuam chave PIX, podem ser realizadas transferências via TED, PIX ou de forma presencial nas agências.
Os trabalhadpres pode tirar dúvidas e solicitar informações adicionais por meio das unidades das Superintendências Regionais do Trabalho ou pelo telefone 158.
Com informações do Ministério do Trabalho e Emprego, Bianca Mingote
LOC.: Um levantamento do governo federal revela que TRÊS MIL, DUZENTOS E CINQUENTA E CINCO municípios – o que representa quase 60% do total – estão em estágios iniciais ou embrionários de gestão de riscos de desastres. Os dados são do Indicador de Capacidade Municipal (ICM), referentes a 2024.
O estado de Minas Gerais se destaca como a unidade da federação com o maior número de cidades com baixa capacidade de resposta a desastres.
O ICM é utilizado para monitorar a preparação dos munícipios para enfrentar deslizamentos, enxurradas e inundações. A ferramenta é composta por 20 variáveis, divididas em três dimensões.
O indicador analisa se as cidados possuem um plano diretor, incluindo proteção e defesa civil, bem como o plano municipal de redução de riscos. A dotação orçamentária para proteção e defesa civil também é considerada.
A partir das análises, os resultados ICM são divididos em quatro faixas, sendo A, B, C e D.
Os municípios são classificados por perfil de risco, considerados prioritários e não prioritários e pelo porte do município.
Conforme o Indicador de Capacidade Municipal (ICM), MIL, CENTO E TRINTA E CINCO municípios integram a faixa C, ou seja, possuem ações de gestão de riscos e de desastres em estágio intermediário inicial.
Já as cidades com ações de gestão de riscos e de desastres em estágio embrionário, na faixa ,) somam DOIS MIL, CENTO E VINTE.
A lista completa dos estados que integram as faixas C e D pode ser acessada em Brasil61.com.
A previsão é de que a próxima atualização dos dados do ICM ocorra entre abril e junho de 2026, com a divulgação dos resultados prevista para ocorrer na 2ª quinzena de julho de 2026, conforme o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MDIR).
Reportagem, Bianca Mingote
LOC.: O preço do café arábica nesta quarta-feira (11) registra estabilidade e a saca de 60 kg é negociada por R$ 1.861,64, na cidade de São Paulo.
O café robusta apresentou valorização de 0,52% e está sendo negociado a R$ 1.069,05.
O preço do açúcar cristal apresenta variação nas principais praças do estado de São Paulo. Na capital, a saca de 50 kg registra alta, cotada a R$ 101,65.
Em Santos (SP), a mercadoria é negociada a R$ 104,90; a cotação média apresenta desvalorização de 1,49%.
A saca de 60 kg do milho é negociada a R$ 67,06, com queda de 0,04%.
Os valores são do Cepea.
Reportagem, Jullya Borges.
LOC.: A saca de 60 quilos da soja inicia esta quarta-feira (11) com variação no Paraná. No interior do estado, o grão é negociado a R$ 119,22, com baixa de 0,07%. Já no porto de Paranaguá, principal referência no litoral paranaense, a cotação apresenta valorização de 0,59%, sendo negociada a R$ 125,47.
O preço do trigo apresenta alta no Paraná e a tonelada é negociada a R$ 1.168,75. E no Rio Grande do Sul, a tonelada do grão registra estabilidade, sendo cotada a R$ 1.066,05.
Os valores são do Cepea.
Reportagem, Jullya Borges.