Agronegócios

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31/05/2023 22:00h

Aumento na Cédula de Produto Rural e mercado da LCA aquecido mostram movimentação do agro brasileiro segundo boletim do Ministério da Agricultura e Pecuária

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Na atual safra 2022/23, de julho a abril, os registros acumulados da Cédula de Produto Rural (CPR) já somam R$ 218,91 bilhões, valor que representa um aumento de 66% em relação ao mesmo período da safra passada. Os dados constam na edição de maio do Boletim de Finanças Privadas do Agro, que é publicado pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da  Agricultura e Pecuária.

O economista Roberto Dardis explica que esse crescimento nos títulos se dá pelo aquecimento do setor, e pelas boas expectativas da safra deste ano. “Quanto mais a safra cresce, as instituições financeiras mais vão poder fazer maior emissão desses títulos. A forma de crescimento da safra vai ser vinculado a novas emissões de títulos”, explicou. O crescimento no estoque de recursos desses instrumentos de financiamento também é mostrado no boletim. O desempenho da Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) continua aquecido, sendo considerada no momento a principal fonte de recursos livre do Crédito Rural, com cerca de R$ 400 bilhões em estoque.

De acordo com a norma atual, levando em conta os atuais estoques de LCA, as instituições bancárias precisam reaplicar no Crédito Rural o equivalente a R$ 40,96 bilhões com recursos do LCA. Entretanto, por causa da alta demanda por recursos financeiros, somente na safra 2022/23, os financiamentos  que têm a LCA como fonte já representam quase o dobro, com R$ 73,53 bilhões, principalmente para grandes produtores.

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Agronegócios
23/05/2023 03:00h

No mercado financeiro, o preço da saca de 60 quilos do milho caiu e é negociada a R$ 55,83

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A saca de 60 quilos do café arábica começou a terça-feira (23) com queda no preço e é vendida a R$ 1.040,61 na cidade de São Paulo. Já o preço do café robusta subiu. A alta foi de 1,02% e a saca é comercializada a R$ 691,73 para retirada no Espírito Santo. 

O açúcar cristal subiu e o produto é vendido a R$ 149,76 em São Paulo. Em Santos, no litoral paulista, o valor da saca de 50 quilos, sem impostos, também subiu. A alta foi de 1,55% e é comercializada a R$ 153,39.
No mercado financeiro, o preço da saca de 60 quilos do milho caiu e é negociada a R$ 55,83. Os valores são do Cepea.  
 

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22/05/2023 04:15h

Neste período, foram registrados 14.635 decretos municipais com prejuízos causados pelo excesso ou escassez de chuva

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O excesso ou escassez de chuva são fatores que prejudicam diretamente processo de produção do setor agropecuário brasileiro. Segundo levantamento realizado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), com dados do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (S2ID/Midr), de 2013 até agora, o setor do agronegócio teve prejuízos que somaram R$ 287 bilhões por conta dos desastres naturais. Além disso, nos últimos 10 anos, foram registrados 14.635 decretos municipais devido a mudanças climáticas extremas. Dentre as condições climáticas, a seca é a que mais castiga a produção rural, sendo responsável por 87% dos prejuízos na agropecuária, e a agricultura, por sua vez, sendo a mais afetada, com 65% do total de prejuízos.

Edna Lautert sempre morou em Santo Ângelo (RS), município gaúcho em que o principal mercado é o agronegócio. Ela é locutora na Rádio Sepé AM e acompanha o agronegócio. Edna conta que a cidade tem forte produção de soja e milho, porém no ano passou sofreu tanto com as chuvas quanto com a estiagem. "Como teve uma estiagem em janeiro e fevereiro (2023), ela prejudicou a safra de soja que foi colhida agora. Parte da safra se perdeu toda e quando chegou perto da colheita, teve dias de chuvas frequentes que prejudicaram o resto [da colheita]. A estimativa de 55 sacas por hectares de soja, mas acabou sendo colhida agora talvez 24 sacas por hectare. Então, a quebra passou de 55%”.

O especialista em agro, Evandro Oliveira, lembra do fenômeno climático La Niña como um dos fatores climáticos que impactam na produção agrícola. “Teve que lidar com esse fenômeno que prejudicou a produção, que anteriormente, girava perto de 12 milhões de toneladas. Então, com três La Niña consecutivas, a produção foi caindo significativamente e, atualmente, as projeções apontam para uma projeção abaixo de R$ 9 milhões”. 

E vale o alerta. De acordo com o levantamento do Inmet, que prevê a distribuição de chuvas de longos períodos, o mês de maio reserva chuvas para as regiões Norte, Sul e Nordeste, como explica a meteorologista, Andrea Ramos. “O destaque para o mês de maio são justamente essas chuvas na faixa norte, que envolvem Roraima, Amapá, norte do Pará e norte do Amazonas. A gente tem volumes de chuvas ainda significativos. Região Sul mantém um volume considerável, até porque você tem a entrada de sistemas frontais, que favorece”.

No recorte dos últimos 10 anos, os estados mais prejudicados na agropecuária foram a Bahia, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul e o período mais afetado tanto pelo excesso de chuvas quanto pela seca foi no ano de em 2022.
 

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19/05/2023 19:46h

Na 20ª edição da Agro Centro-Oeste Familiar, secretária Adriana Melo destacou o apoio da Pasta a polos de desenvolvimento da fruticultura no estado de Goiás

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O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) participou, nesta sexta-feira (19), na Universidade Federal de Goiás (UFG), em Goiânia, da 20ª edição da Agro Centro-Oeste Familiar, feira que contempla a agricultura familiar e promove a discussão de iniciativas públicas para o desenvolvimento rural.

No evento, a secretária nacional de Políticas de Desenvolvimento Regional e Territorial do MIDR, Adriana Melo, apresentou o Programa Rotas de Integração Nacional, que busca promover investimentos e capacitação em cadeias produtivas consideradas estratégicas. Em parceria com a UFG, a Pasta tem investido no fomento de dois polos da Rota da Fruticultura no estado de Goiás, localizados no Vale do São Patrício e na Região Metropolitana de Goiânia.

“Investimos em projetos de agregação de valor e capacitação de produtores de frutas, como abacaxi, goiaba e jabuticaba, e também com a fabricação de doces, geleias e sucos”, conta Adriana. "Estamos inaugurando um novo ciclo, que estão previstas a integração e a ampliação do projeto, com implantação de uma agroindústria e a criação de canais de comercialização”, ressaltou.

Rotas de Integração Nacional

As Rotas de Integração Nacional são redes de arranjos produtivos locais associadas a cadeias produtivas estratégicas capazes de promover a inclusão produtiva e o desenvolvimento sustentável das regiões brasileiras priorizadas pela Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR). Buscam promover a coordenação de ações públicas e privadas em polos selecionados, mediante o compartilhamento de informações e o aproveitamento de sinergias coletivas a fim de propiciar a inovação, a diferenciação, a competitividade e a sustentabilidade dos empreendimentos associados, contribuindo, assim, para a inclusão produtiva, inovação e o desenvolvimento regional.

Atualmente, há 11 Rotas reconhecidas: do Açaí, da Biodiversidade, do Cacau, do Cordeiro, da Economia Circular, da Fruticultura, do Leite, do Mel, da Moda, do Pescado e da Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC). Ao todo, são 64 polos espalhados por 1.249 municípios em 17 estados brasileiros e no Distrito Federal.

Agro Centro-Oeste

A 20ª edição da Agro Centro-Oeste Familiar está sendo realizada entre os dias 17 e 20 de maio. O evento tem se consolidado como um espaço para que o agricultor familiar apresente sua produção e participe da discussão pública, a partir de ações e temas priorizados pelos agricultores. O encontro conta também com empresas, gestores públicos e sociedade civil organizada. Este ano, a feira terá 115 expositores, o maior número de bancas da história do evento. Do total, 20 são de assentados da reforma agrária e 12 de quilombolas.

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Agronegócios
19/05/2023 03:00h

No mercado financeiro, o preço da saca de 60 quilos do milho caiu 1,60% e é negociada a R$ 56,51

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A saca de 60 quilos do café arábica começou a sexta-feira (19) com alta no preço e é vendida a R$ 1.043,39 na cidade de São Paulo. O preço do café robusta também subiu. A alta foi de 0,24% e a saca é comercializada a R$ 676,82 para retirada no Espírito Santo. 

O açúcar cristal subiu e o produto é vendido a R$ 150,38 em São Paulo. Já em Santos, no litoral paulista, o valor da saca de 50 quilos, sem impostos, caiu. A redução foi de 1,04% e é comercializada a R$ 147,27.
No mercado financeiro, o preço da saca de 60 quilos do milho caiu e é negociada a R$ 56,51. Os valores são do Cepea.  
 

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17/05/2023 21:00h

Especialistas alertam para o utilização correta do recurso para evitar endividamento

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Foi destinado crédito extra de R$ 200 mi para reforçar o Plano Safra 2022/2023. A medida é resultado do trabalho conjunto entre os Ministérios da Agricultura e Pecuária e do Planejamento e Orçamento. Segundo o Ministério do Planejamento, serão alocados R$ 89 milhões e 100 mil reais para o custeio agropecuário e R$ 110 milhões e 800 mil para investimentos. Parte do recurso será destinado para aplicação em programas de financiamento do Moderfrota, irrigação entre outros investimentos e custeio. O Plano Safra foi instituído em 2003 com objetivo de fomentar a produção rural brasileira e todos os anos, o Plano Safra destina recursos para o setor.

Há três anos, Gildo Dias trabalha como auxiliar de produtores rural no Distrito Federal e conta como a linha de crédito é utilizada.“Pega o dinheiro do governo e trabalha com o dinheiro do governo em cima. E também tem as linhas de crédito para produtores rurais menores. Normalmente eles pegam para financiar o maquinário, o trator. A taxa de juros depende muito do programa que ele vai pegar”.

Para o economista Alexandre Azzoni, alguns produtores reclamam da falta de recursos para o setor, por isso Azzoni reforça a importância de suplementar verbas. O especialista João Batista Júnior também vê os efeitos positivos do Plano Safra e explica que o recurso estimula todo o processo de produção. Desde o plantio, durante a produção até o reflexo positivo também na economia do país. "Com essa linha de crédito, os produtores rurais podem, cada vez mais, incrementar seu negócio e com isso gerar mais lucro ainda para o PIB do Brasil, produzir mais riquezas. Então, todo mundo acaba sendo beneficiado com isso".

Porém, o especialista reforça também que as taxas ainda são altas e o valor cedido é baixo, contemplando menos produtores do que seria o ideal e alerta sobre a importância de utilizar bem este recurso da maneira correta, com a orientação de um técnico do setor para que consiga fazer esse investimento dar retorno mais assertivo. 

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17/05/2023 03:15h

No mercado financeiro, o preço da saca de 60 quilos do milho subiu 0,02% e é negociada a R$ 58,84

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A saca de 60 quilos do café arábica começou a quarta-feira (17) com alta no preço e é vendida a R$ 1.044,21 na cidade de São Paulo. O preço do café robusta também subiu. A alta foi de 0,11% e a saca é comercializada a R$ 667,74 para retirada no Espírito Santo. 

O açúcar cristal subiu e o produto é vendido a R$ 149,09 em São Paulo. Em Santos, no litoral paulista, o valor da saca de 50 quilos, sem impostos, também subiu. A alta foi de 0,97% e é comercializada a R$ 151,37.
No mercado financeiro, o preço da saca de 60 quilos do milho subiu e é negociada a R$ 58,84. Os valores são do Cepea.  
 

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14/05/2023 01:07h

Agronegócio responde por quase metade das vendas externas totais do Brasil neste ano, com participação de 49%

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De janeiro a abril, as exportações brasileiras do agronegócio alcançaram recorde de U$50,6 bilhões, o que mostra um crescimento de 4,3% na comparação com o mesmo período de 2022, quando as vendas foram de US$48,53 bilhões.

O economista e pesquisador da Unicamp Felipe Queiroz explica que o aumento da exportação se deve também ao aumento da produção, provocado por condições climáticas propícias no período. “Tivemos chuvas abundantes nesse início de ano, que favoreceu parte do agronegócio, as chuvas especialmente na região Centro-Oeste, Sul e Sudeste, isso favoreceu muito a produção agrícola”, elucidou.

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Segundo análise da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária, além do aumento da quantidade exportada, que foi de 2,3%, a expansão também se deve ao índice de preço dos produtos, que subiu 1,9%.

Assim, o agronegócio representou quase metade das vendas externas totais do Brasil em 2023, com participação de 49%. No ano anterior, a participação do agronegócio na exportação do país foi de 47,7%. O total de exportações brasileiras registrou um crescimento de 1,6%, puxado pelo agronegócio, uma vez que os outros setores tiveram queda de 0,8% no período. 

“Então, neste ano, nós temos já projeção de safra recorde pelo IBGE, os dados já indicam isso, tivemos um aumento tanto na quantidade, e o resultado veio aí, principalmente no saldo da balança comercial do setor”, contextualizou o economista Felipe Queiroz.

Principais produtos

As exportações do complexo soja (grão, farelo e óleo), carne de frango e suína, milho, celulose e etanol foram recordes no quadrimestre.

A soja em grãos registrou exportações de 14,34 milhões de toneladas em abril, um aumento de 25%. O preço médio de exportação, contudo, caiu 8,3% em relação a abril do ano passado. A queda no valor acontece pela perspectiva de oferta da oleaginosa nesta safra, que apresenta o maior nível de produção mundial da história, com boas perspectivas para Estados Unidos, China, Índia e recorde histórico no Brasil. A China é a principal importadora do Brasil, adquirindo 70% do volume exportado da oleaginosa.

Já as carnes bovina, suína e de frango devem ter ganhos importantes ao longo do ano. Apesar da redução mensal das exportações de carne bovina em abril, as exportações de carne de frango subiram 3,2% em relação ao mesmo período do ano passado, tendo somado neste mês de abril U$826 milhões. A carne suína teve um aumento de 16,4% na quantidade exportada e de 12,1% no preço médio da exportação, somando embarques de U$249,40 milhões.

As carnes  de frango e suína produzidas no Brasil se beneficiam de limitações de oferta na Ásia por problemas sanitários locais, principalmente a Peste Suína Africana e a Influenza Aviária.
 

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Economia
12/05/2023 03:45h

Pesquisa é realizada com base no quantitativo de empregados que trabalham formal ou informalmente no setor

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No comparativo entre 2021 e 2022, o mercado de trabalho no agronegócio apresentou redução de 2,43%. Dos cinco setores analisados, a redução aparece no segmento primário, em que 8 milhões 599 mil e 22 pessoas estavam trabalhando no setor em 2021, e no ano seguinte, o número caiu para 8 milhões 389 mil e 841 pessoas. O setor primário é composto pelas relações de trabalhos que lidam diretamente com matéria-prima, como setor da agricultura, pecuária, extração mineral e vegetal. Esses dados foram divulgados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea)

O  Cepea analisa periodicamente o mercado de trabalho do agronegócio brasileiro com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (PNAD Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 
Na pesquisa, é analisado o total de pessoas que trabalham formal ou informalmente no setor nos seguintes seguimentos: insumo, primário, indústria, serviços e agronegócio.

Para o economista, Eduardo Eustáquio, uma questão importante sobre o tema Trabalho no Campo, é a baixa na mão de obra especializada no setor. “Você compra uma colheitadeira de 3 ... 4  milhões de reais e tem dificuldade de achar um operador com capacidade e conhecimento para fazer esse tipo de operação. Então, a gente tem que ter um esforço maior na capacitação desse pessoal para que a gente possa criar novos postos de trabalho no campo, mas postos de trabalhos mais qualificados”. 

Juliana Mendonça, especialista em Direito e Processo do Trabalho, também concorda que o fator escassez na qualificação de mão de obra influenciou nesse comparativo e destaca ainda o cenário de crise no país. Mendonça explica que o Brasil ainda vive um momento crítico na economia do setor e que, mesmo o Brasil sendo um grande exportador do setor primário, a estimativa de melhora não é a curto prazo. “Eu não estou vendo uma grande melhora neste ano de 2023, tendo em vista o valor do preço do gado, que tem caído, e também o prejuízo que a soja tem dado esse primeiro semestre de 2023. O Brasil é um grande exportador de carne, do setor primário e a expectativa é de um crescimento sim no decorrer, mas não acredito que seja por agora não”.

Na pesquisa, os outros setores apresentaram aumento no total de pessoas ocupadas no agronegócio entre 2021 e 2022. A maior quantidade de pessoas trabalhando foi no setor de insumos, com alta de 9,61%, em seguida no setor de serviços com 8,35% e na sequência, no setor de indústria, com alta de 5,51%. 
 

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09/05/2023 04:30h

Forte alta dos custos com insumos é fator de impacto da baixa no setor

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O PIB do agronegócio brasileiro registrou recuou de 4,22% em 2022. O levantamento foi realizado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia aplicada (Cepea/USP) em parceria com a  Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Em 2020 e 2021 o PIB alcançou recordes sucessivos, considerado um dos melhores da história recente do setor.

Para os pesquisadores do Cepea, o fator principal nesta baixa de 2022 se deu tanto na agropecuária quanto nas agroindústrias. Na agropecuária a alta apareceu na produção de fertilizantes, combustíveis, sementes, máquinas e outros.

Considerando-se os desempenhos da economia brasileira e do agronegócio, a participação do setor no total alcançou 24,8% em 2022, abaixo dos 26,6% registrados em 2021. 

O agrônomo e economista da Embrapa Pedro Vieira explica um dos fatores que colaboraram para esse cenário no Brasil. “O Brasil vinha produzindo 3 mil e 500 quilos de soja por hectare, em média. A safra 2021/2022 foi 3 mil quilos por hectare. Uma redução expressiva na produtividade decorrentes da Covid-19, invasão da Rússia na Ucrânia e frustação da safra decorrente de clima, basicamente isso”.  

Para o economista Hugo Garbe dentre os fatores que impactam na redução o PIB do agro, também é possível destacar a guerra entre a Rússia e Ucrânia e seus efeitos. “São grandes exportadores de defensivos agrícolas e por conta da guerra esse preço acabou aumentando no mundo. O dólar é um dólar alto comparativamente ao pré-pandemia, também tem uma influência grande e ainda a gente não tem toda a cadeia de suprimentos normalizada. Então, de forma geral, esse custo ainda pesa no bolso do agricultor”. 

Por outro lado, enquanto o cenário do agrícola registrou queda de 6,39%, o ramo pecuário avançou 2,11%. Esse aumento esteve atrelado ao aumento do valor bruto de produção e a redução dos custos com insumos. O resultado positivo se deu, sobretudo, ao desempenho da pecuária dentro da porteira e, em menor medida, dos agrosserviços. 
 

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