VoltarRemédios que podem influenciar e como manter o controle
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Baixar áudioAlguns medicamentos podem contribuir para o ganho de peso. Entre eles estão:
Mas, atenção: isso não significa que, ao tomar essas medicações, a pessoa, necessariamente, vai engordar. “Nunca suspenda um remédio por medo de ganhar peso sem antes conversar com o seu médico”, orienta o endocrinologista Rafael Pergher (CRM: 116.112/ SP).
E para quem já emagreceu, manter o peso exige atenção constante. Algumas dicas essenciais são:
Lembre-se: cuidar do peso é cuidar da saúde como um todo. Se tiver dúvidas, procure orientação médica.
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Baixar áudioA nova edição do Boletim InfoGripe, divulgada na quinta-feira (7) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), revela que o aumento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no país é causado pelo período sazonal de maior circulação do vírus da influenza A e do vírus sincicial respiratório (VSR).
Segundo o levantamento, o crescimento das notificações já era esperado para esta época do ano, com maior intensidade prevista para meados de maio. No entanto, como a circulação da influenza A começou mais cedo em 2026, especialmente no Norte e Nordeste do país, alguns estados dessas regiões já apresentam sinais de queda nos casos confirmados pela doença.
Por outro lado, toda a Região Sul, alguns estados do Norte — como Acre, Rondônia e Roraima — e do Sudeste — como São Paulo e Espírito Santo —, além de Alagoas, continuam registrando avanço nos casos de SRAG associados à influenza A.
O boletim também alerta para o aumento das ocorrências de SRAG provocadas pelo VSR, vírus que afeta principalmente crianças menores de 2 anos. O crescimento foi identificado em estados de todas as regiões do país, entre eles Amapá, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.
Já Acre, Goiás, Roraima e Rondônia apresentam sinais de queda dos casos de VSR, enquanto em Alagoas, Amazonas, Mato Grosso, Sergipe e Tocantins, o cenário é de estabilidade ou oscilação.
Os casos de SRAG associados à Covid-19 apresentam tendência de alta apenas nos estados do Ceará e Maranhão.
Com exceção de Paraná e São Paulo, todas as unidades da federação apresentam incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco. Em grande parte delas, há tendência de crescimento no longo prazo, como Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Distrito Federal, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Pará, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Santa Catarina.
Entre as capitais, 18 registram atividade de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, com sinal de crescimento de SRAG na tendência de longo prazo. Estão nessa lista Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Florianópolis (SC), Goiânia (GO), João Pessoa (PB), Macapá (AP), Maceió (AL), Manaus (AM), Natal (RN), Porto Alegre (RS), Rio Branco (AC), Rio de Janeiro (RJ), São Luís (MA), São Paulo (SP) e Teresina (PI).
Segundo o InfoGripe, na maioria dessas capitais, o aumento das internações por SRAG ocorre principalmente entre crianças menores de 2 anos. O destaque é para Maceió, Palmas e Campo Grande, onde também foi observado crescimento dos casos entre idosos.
Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, a distribuição dos vírus entre os casos positivos de SRAG foi a seguinte:
Entre os óbitos, a presença dos mesmos agentes foi:
O levantamento do InfoGripe tem como base os dados inseridos no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe, atualizados até 2 de maio, e é referente à Semana Epidemiológica (SE) 17. Confira outros detalhes no link.
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Baixar áudioAlgumas pessoas sentem que ganham peso mais fácil do que antes. Mas, o Dr. Márcio Aurélio Silva Pinto, conta que “o metabolismo só começa a diminuir de verdade após os 60 anos, cerca de 0,7% ao ano”.
Evite ultraprocessados e controle a gordura abdominal.
Envelhecer bem é possível. Cuide-se!
Copiar o textoSaiba o que o sono diz sobre a sua saúde
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Baixar áudioDormir bem é essencial para a saúde física e mental. Segundo o Dr. George Pinheiro, Médico do sono (CRM: 148.272/ SP), "o sono está diretamente relacionado ao controle do apetite, à imunidade, à consolidação da memória, ao humor e ao desempenho nas tarefas diárias."
Mas, quando há sinais de que algo não vai bem, é preciso atenção. "Ter dificuldade para pegar no sono e acordar no meio da noite pode indicar insônia, muitas vezes associada à ansiedade e depressão."
Outro sinal de alerta é o ronco. Ele parece inocente, mas pode indicar apneia, que aumenta o risco de hipertensão, arritmias, AVC, diabetes e obesidade.
Copiar o textoEstado prevê abertura de quase 2 mil leitos; hospitalizações por influenza disparam 533,3%
Baixar áudioO governo do Rio Grande do Sul decretou estado de emergência em saúde pública em todo o território gaúcho diante do aumento das internações provocadas pela Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). A publicação do normativo é essencial para que o estado possa solicitar apoio financeiro ao Ministério da Saúde para habilitação dos leitos de unidade de terapia intensiva (UTI) adulto e pediátrica.
Segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES), serão habilitados 604 leitos estaduais e 1.277 leitos federais nos próximos meses. Durante a vigência da emergência, os hospitais que atendem pelo SUS deverão priorizar medidas administrativas para ampliar a oferta de leitos clínicos com suporte ventilatório e de UTI destinados a pacientes com SRAG.
Os leitos financiados com recurso estadual irão receber uma diária de R$ 2,3 mil. Já os habilitados pelo governo federal contarão com um complemento estadual de R$ 300, somado aos R$ 2 mil repassados pela União.
De acordo com o Decreto 58.754/2026, o estado de emergência tem validade de 120 dias, podendo ser prorrogado conforme a evolução dos indicadores epidemiológicos.
A SES ficará responsável por coordenar as ações de enfrentamento, definindo diretrizes e priorizando o atendimento pediátrico. Os municípios poderão adotar medidas complementares conforme suas realidades epidemiológicas.
A decisão se baseia na análise de indicadores epidemiológicos que apontam aumento expressivo na circulação de vírus respiratórios, pressionando os serviços de saúde, sobretudo na rede pediátrica, com risco de saturação do SUS.
Segundo o decreto, em um intervalo de três semanas, foram registrados:
Segundo o mais recente Boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), os casos de SRAG por vírus sincicial respiratório (VSR) — que afetam principalmente crianças de até 2 anos — continuam aumentando em vários estados, incluindo o Rio Grande do Sul.
Dados do Ministério da Saúde também indicam tendência de crescimento dos casos de SRAG no estado, com possibilidade de alcançar nível moderado de incidência nas próximas semanas.
A iniciativa integra o programa Inverno Gaúcho com Saúde, que busca preparar a rede estadual para o período de maior circulação de vírus respiratórios.
Como parte das ações, foram repassados R$ 7,5 milhões aos 497 municípios gaúchos para fortalecer a atenção primária. Entre as medidas previstas estão:
O investimento também inclui ações de prevenção contra o VSR, como a vacinação de gestantes e a imunização passiva com nirsevimabe, priorizando crianças prematuras ou com comorbidades.
Outra frente do programa é a implantação, a partir desta segunda-feira (4), do serviço de teleUTI pediátrica, que dará suporte a profissionais de saúde no manejo de casos graves e na avaliação da necessidade de transferências.
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Baixar áudioO Ministério da Saúde lançou uma campanha nacional de vacinação contra o sarampo, com o slogan “Vacinar é muito Brasil”. O intuito é evitar casos importados durante a Copa do Mundo da FIFA 2026. O foco são os brasileiros que pretendem viajar para assistir aos jogos nos Estados Unidos, México e Canadá, países que sediarão os jogos a partir de junho, e que registram surtos ativos da doença.
A iniciativa reforça a importância da imunização a qualquer momento, como principal medida de proteção individual e coletiva diante do cenário epidemiológico internacional. O foco da campanha do Ministério da Saúde é proteger todos os brasileiros que vão viajar e reduzir o risco de reintrodução do sarampo no país.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou a importância da imunização para evitar a importação de casos.
“Hoje, Estados Unidos, Canadá e México vivem uma explosão de casos de sarampo. No ano passado, 90% dos casos de sarampo de todo continente americano aconteceram nesses países. Nós recebemos no ano passado, aqui no Brasil, 38 casos importados de turistas ou brasileiros que foram para lá ou de pessoas desses países que vieram aqui para o Brasil e desenvolveram o sarampo aqui. Só não propagou o sarampo aqui no Brasil porque esse nosso time aqui, os agentes comunitários de saúde, os profissionais das equipes de saúde da família, pessoal da clínica de família, pessoal que trabalha na vigilância, descobriu o caso, foi lá e bloqueou, igual boa zaga”, disse.
A proposta da campanha é conscientizar a população sobre o risco internacional do sarampo, sobretudo quem vai viajar para os países-sede da Copa.
O lançamento ocorreu no dia 29 de abril na Fundação Gol de Letra, no Rio de Janeiro (RJ), e contou com a participação do tetracampeão mundial Raí, um dos fundadores da instituição.
A vacina contra o sarampo é ofertada gratuitamente pelo SUS para crianças, adolescentes e adultos, independentemente se a pessoa tem viagem marcada. Crianças de 6 a 11 meses devem receber a chamada “dose zero”.
A população de 12 meses a 29 anos precisa de duas doses, já os adultos de 30 a 59 anos devem receber uma dose.
A orientação da campanha é de que os viajantes verifiquem e atualizem a caderneta de vacinação antes do embarque, seguindo as recomendações do Calendário Nacional de Vacinação.
“A vacina é a forma mais eficaz de proteção e de evitar a reintrodução do vírus no país. Os torcedores que ficam no país também devem verificar sua proteção. A proposta é convidar a todos para ajudar o Brasil a manter um título também importante: o de país livre do sarampo”, reforçou o Ministério da Saúde, em nota.
No final de abril, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) confirmou o segundo caso importado de sarampo no município de São Paulo. O paciente é um homem de 42 anos com histórico de vacinação e residente na Guatemala. Em 2024, dois casos importados da doença foram registrados no território paulista.
Juntos, Estados Unidos, Canadá e México concentram 67% dos casos de sarampo registrados nas Américas nos últimos anos, conforme nota do Ministério da Saúde.
Em 2025, os EUA registraram 2.144 casos e a transmissão continua ativa com mais 1.792 neste ano. O Canadá enfrentou aumento nos casos, com 5.062 registros em 2025, o que levou o país a perder o status de livre da doença. Este ano, já são 907 casos.
O cenário é semelhante no México, com apenas 7 casos em 2024, o país saltou para 6.152 registros em 2025 e já soma 10.002 casos em 2026.
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Baixar áudioA maior parte do Brasil apresenta incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em nível de alerta, risco ou alto risco. É o que revela a nova edição do Boletim InfoGripe, divulgado na quarta-feira (29) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
Somente Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul estão fora desse cenário epidemiológico. De acordo com a Fiocruz, o quadro reflete a sazonalidade do vírus sincicial respiratório (VSR) e da influenza A no país.
Outro ponto de atenção é o aumento contínuo dos casos de SRAG associados ao VSR em todas as unidades da federação. A doença atinge principalmente crianças de até dois anos de idade.
Segundo o levantamento, o avanço das notificações foi observado no Acre, Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Minas Gerais, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Pará, Pernambuco, Paraná, Paraíba, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe e São Paulo.
Por outro lado, Goiás, Maranhão e Tocantins já apresentam indícios de estabilidade, enquanto Amazonas, Mato Grosso, Rondônia e Roraima indicam sinais de queda.
O boletim também aponta crescimento dos casos de SRAG associados à influenza A em boa parte do Centro-Sul — Distrito Federal, Espírito Santo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo —, em alguns estados do Norte — Acre, Rondônia e Roraima —, além de Alagoas e Paraíba, no Nordeste.
No entanto, há uma tendência de queda em diversos estados do Norte — Amazonas, Amapá, Pará e Tocantins —, do Nordeste — Bahia, Ceará, Maranhão, Piauí e Rio Grande do Norte —, além de Mato Grosso. Goiás e Sergipe já sinalizam interrupção do crescimento dos casos de gripe.
A pesquisadora do Boletim InfoGripe e do Programa de Computação Científica da Fiocruz, Tatiana Portella, afirma que a vacinação é a principal forma de prevenir casos graves de VSR e influenza.
“É essencial que a população que faz parte dos grupos prioritários — como crianças, idosos e pessoas com comorbidade — tomem a dose atualizada da vacina da gripe durante o período da campanha, para ficarem protegidas no momento de maior circulação desses vírus”, reforça.
Portella também orienta que a vacina contra o VSR pode ser aplicada em qualquer época do ano e é indicada para gestantes a partir da 28ª semana de gravidez, garantindo a proteção dos bebês nos primeiros meses de vida.
Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, a distribuição dos vírus entre os casos positivos de SRAG foi a seguinte:
Entre os óbitos, a presença dos mesmos agentes foi:
O levantamento do InfoGripe tem como base os dados inseridos no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe, atualizados até 25 de abril, e é referente à Semana Epidemiológica (SE) 16. Confira outros detalhes no link.
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Baixar áudioEm 2026, o Banco da Amazônia ampliou sua atuação em iniciativas de incentivo ao esporte na Região Norte ao assumir o patrocínio máster da etapa Outono do Circuito das Estações. Realizado no último domingo (26), em Manaus (AM), o evento reuniu empregados da instituição, familiares e representantes da comunidade local em uma programação voltada à promoção da saúde e da qualidade de vida.
Ao todo, mais de 70 participantes foram mobilizados. A ação integra a política interna do banco de incentivo à adoção de hábitos saudáveis e de valorização do bem-estar no ambiente de trabalho. Além disso, a iniciativa busca fortalecer vínculos sociais e ampliar o alcance das ações institucionais para além do setor financeiro.
O gerente regional do Banco da Amazônia, Edson Souza, destacou que a participação da instituição no Circuito das Estações reforça, na prática, o compromisso do banco com a promoção do bem-estar, da inclusão e do fortalecimento dos laços com a comunidade.
“É motivo de grande satisfação acompanhar o Banco, por meio de sua equipe de Qualidade de Vida, promovendo e patrocinando corridas na Região Amazônica. A iniciativa demonstra, de forma concreta, o compromisso institucional com a promoção da saúde, do bem estar e da qualidade de vida, não apenas de seus colaboradores, mas também de toda a sociedade amazônida”, disse.
Para o Banco da Amazônia, apoiar corridas de rua significa estimular qualidade de vida, integração social, bem estar coletivo e pertencimento – valores ligados à atuação da instituição, que tem como missão impulsionar o desenvolvimento sustentável da região.
A presença do Banco da Amazônia como apoiador do Circuito das Estações integra uma estratégia mais ampla de atuação regional. Após apoiar etapas em Belém (PA) em 2025, a instituição expandiu o patrocínio para Manaus (AM) e Palmas (TO). Ao longo de 2026, estão previstas 12 etapas nos três estados.
O Circuito das Estações celebra 20 anos em 2026 e é organizado em quatro etapas ao longo do ano: outono, inverno, primavera e verão. Ao final de cada etapa, os participantes recebem medalhas que formam uma mandala – símbolo de integração e continuidade, conforme o Banco.
Para Edson Souza, a presença do Banco no circuito fortalece a associação da instituição a valores essenciais para a Amazônia. “Como patrocinador máster do Circuito Corridas das Estações, realizado nos estados do Pará, Amazonas e Tocantins, o Banco fortalece sua marca ao associá-la a valores como sustentabilidade, inclusão e desenvolvimento humano. Mais do que apoiar eventos esportivos, o Banco reafirma sua visão de que uma sociedade fisicamente ativa e com qualidade de vida é também uma sociedade mais próspera e preparada para o futuro”, ressaltou.
Para o Banco da Amazônia, o investimento em esporte integra uma visão ampliada de desenvolvimento regional – que considera não apenas indicadores econômicos, mas também aspectos sociais, como inclusão, saúde e qualidade de vida.
A instituição reforça que o fortalecimento dessas dimensões é parte essencial da construção de uma região mais sustentável e preparada para o futuro.
Copiar o textoSaiba o que o corrimento vaginal diz sobre a sua saúde
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Baixar áudioO corrimento vaginal é normal e importante para a saúde íntima. Ele ajuda na lubrificação e proteção. Mas, fique atenta aos sinais:
“Observar seu padrão é essencial. Mudanças no cheiro, cor ou sintomas associados merecem atenção médica”, orienta a ginecologista dra. Denise Yanasse Ortega (CRM: 124.923/ SP)
Notou algo diferente? Procure seu médico!
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Baixar áudioDados preliminares de 2025 indicam 627 casos agudos da doença de Chagas no Brasil, sendo 97% registrados na Região Norte, além de 8.106 casos crônicos, concentrados em Minas Gerais, Bahia e Goiás. Segundo o Ministério da Saúde, o cenário evidencia a persistência da doença em áreas endêmicas do país. Para fortalecer as medidas de vigilância e controle, a pasta destinou quase R$ 12 milhões para ações em 155 municípios prioritários, abrangendo 17 estados.
Entre as UFs contempladas estão Bahia e Pará, com oito e 35 municípios prioritários, respectivamente.
A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) informou ao Brasil 61, em nota, que as medidas sanitárias desenvolvidas para vigilância e controle da doença de Chagas no estado estão estruturadas de forma integrada e contemplam ações de vigilância epidemiológica, entomológica, assistência e educação em saúde.
Entre as principais ações está o monitoramento contínuo dos casos a partir da notificação e da análise epidemiológica. Conforme a Sesab, as medidas de vigilância contribuem para a adoção de estratégias de prevenção e controle.
O órgão baiano também informou que realiza ações de educação permanente, com capacitações, cursos e seminários voltados a profissionais das vigilâncias epidemiológica e ambiental, bem como da rede assistencial, especialmente em municípios prioritários.
As atividades de vigilância entomológica também estão no centro da atuação da secretaria, com foco na identificação, captura e monitoramento de vetores da doença.
Já a Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa) atua, desde 2024, conforme o Plano Estadual de Enfrentamento da Doença de Chagas. O planejamento inclui ações de vigilância ativa, fiscalização de alimentos — especialmente do açaí —, educação em saúde nos municípios e apoio técnico com orientações sobre boas práticas de manipulação.
O consumo de alimentos contaminados pelo protozoário Trypanosoma cruzi — causador da doença — acende um alerta para o risco da transmissão oral da doença de Chagas. O fruto pode ser contaminado com as fezes do chamado “barbeiro” ou durante a manipulação do açaí, que pode esmagar o inseto.
O pesquisador da Fiocruz Bahia, Fred Luciano Santos, ressaltou que a principal preocupação hoje é a transmissão oral.
“Essa via de transmissão tem sido apontada como a principal causa de surtos recentes no Brasil, especialmente relacionada ao consumo de alimentos preparados e consumidos in natura ou preparados de forma artesanal, como açaí, caldo de cana, suco de frutas ou água contaminada”, pontuou Fred.
Para evitar a transmissão oral, a população deve consumir produtos de origem confiável. A Sespa orienta o consumo de alimentos apenas de estabelecimentos regularizados, que garantam a higienização adequada, conforme as normas sanitárias.
O médico infectologista e pesquisador do Laboratório de Pesquisa Clínica em doença de Chagas (LapClin Chagas) do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), Roberto Saraiva, salientou que é indicado observar a adoção de boas práticas de higiene.
“Para frear a transmissão oral da doença de Chagas é necessário que a população procure comprar seu alimento de quem o prepara adequadamente. Com isso, você pode reduzir a forma de transmissão da doença de Chagas através da colheita adequada, do transporte adequado, do preparo adequado do alimento, para que não haja contaminação em nenhuma das etapas do ciclo do açaí”, afirmou Saraiva.
Em nota, a Sesab reforçou que os estabelecimentos que manipulam alimentos devem cumprir rigorosamente as normas sanitárias vigentes. A atuação dos manipuladores deve assegurar condições adequadas de higiene em todas as etapas da cadeia produtiva, desde o armazenamento, preparo, processamento, até o transporte e conservação dos alimentos.
“É fundamental garantir a capacitação contínua dos manipuladores, com ênfase na adoção das Boas Práticas de Manipulação de Alimentos, especialmente para produtos consumidos in natura ou minimamente processados, como o açaí”, disse a Sesab, em nota.
Para evitar o contato com o barbeiro, as secretarias estaduais de saúde da Bahia e do Pará recomendam o uso de telas e mosquiteiros nas residências, especialmente em áreas rurais ou de maior risco.
A indicação é de manutenção contínua de ambientes, que devem estar limpos.
Confira outras dicas das secretarias:
De acordo com a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia, ao encontrar os barbeiros, é necessário capturá-los e entregá-los em Postos de Informação de Triatomíneos (PIT) instalados no município de residência. “O inseto deve ser avaliado por entomologista para identificação e caso seja triatomíneo e esteja vivo, poderá ser verificado se está positivo para Trypanosoma cruzi”, informou a Sesab.
No processamento do açaí, o Pará adota o branqueamento – que é um tratamento térmico eficaz, segundo a Sespa, para eliminar o protozoário causador da doença de Chagas e garantir a segurança do consumo. Conforme a Sespa, a etapa de branqueamento é fundamental para inativar microrganismos patogênicos, como o Trypanosoma cruzi.
Na Bahia, a Sesab, por meio da Vigilância Sanitária estadual, atua de forma articulada com os municípios, com a oferta de suporte técnico, orientações e alinhamento às legislações sanitárias vigentes.
O repasse foi publicado por meio da Portaria GM/MS Nº 9.628/2025, onde a lista completa de municípios que receberão o repasse pode ser consultada.
Confira os 155 municípios prioritários receberam quase R$ 12 milhões para as ações contra a Doença de Chagas:
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