Saúde

05/02/2023 18:52h

Dificuldades para ouvir e enxergar, podem estar relacionadas ao mau desempenho do aluno na escola

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Notas baixas e dificuldade em realizar tarefas em sala de aula nem sempre são por falta de interesse do aluno. Problemas com a saúde dos olhos e ouvidos também podem afetar o rendimento escolar das crianças. E, neste começo de ano letivo, é importante que os pequenos passem por uma bateria de exames oftalmológicos e auditivos.

É o que apontam especialistas ouvidas pelo Brasil 61. A fonoaudióloga Ariane Gonçalves, da clínica AudioFisa, alerta que fatores genéticos ou infecções no ouvido podem atrapalhar a concentração e o desempenho do aluno. 

“É importante realizar o check-up auditivo nas nossas crianças agora, na volta às aulas, para ver se a criança tem alguma infecção de ouvido, se tem algo atrapalhando a passagem do som. Porque, caso esteja alguma coisa atrapalhando a passagem desse som, a criança vai ficar desatenta na escola e pode desencadear alguns problemas.”

Já Magna Rodrigues, oftalmologista do CBV-Hospital de Olhos, recomenda que crianças façam avaliações oftalmológicas anualmente para que se possa reconhecer doenças, como a miopia, que pode atrapalhar o desenvolvimento escolar.

“A miopia é a dificuldade de enxergar de longe, então essa criança vai ter dificuldade de enxergar o quadro, de desenvolver atividades e até de fazer esportes. Lembrando que o erro refrativo como a miopia, a hipermetropia e o astigmatismo é a principal causa de cegueira e há uma cegueira que é reversível e tratada. Se for acompanhada e usando os métodos de tratamento adequado”, orienta a médica.

Sinais

Segundo a oftalmologista Magna Rodrigues, alguns dos importantes sintomas para prestar atenção e suspeitar se a criança tem algum tipo de problema na visão são:

  • Apertam as pálpebras forçando o olhar;
  • Apertam os olhos;
  • Preferem ficar perto do quadro.

Para identificar possíveis problemas auditivos, a fonoaudióloga Ariane Gonçalves aponta os seguintes sinais:

  • Não segue comandos simples, como “pegue seus sapatos”, ou não entende instruções simples;
  • Frustra-se facilmente com falhas de comunicação;
  • Está ficando para trás com relação às habilidades de fala e comunicação;
  • Depende da leitura labial.

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05/02/2023 18:00h

Em entrevista ao Brasil 61, o médico mastologista da Secretária de Saúde do Distrito Federal, Flávio Vasconcelos, fala sobre a importância da mamografia para o diagnóstico precoce do câncer de mama e esclarece as principais dúvidas sobre o exame

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O câncer de mama é um dos desafios no cenário atual de envelhecimento populacional e enfrentamento das doenças crônicas não transmissíveis no Brasil. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), no país o câncer de mama é o mais incidente em mulheres de todas as regiões, com taxas mais altas nas regiões Sul e Sudeste. Dados do INCA apontam que no ano de 2022 foram estimados 66.280 novos casos, o que representa uma taxa ajustada de incidência de 43,74 casos por 100 mil mulheres. 

Atualmente, o diagnóstico precoce é fundamental. Quanto mais cedo um tumor invasivo é detectado e o tratamento é iniciado, maior a probabilidade de cura. Por esse motivo, várias ações vêm sendo implementadas para diagnosticar o câncer nos estágios iniciais. 

Para esclarecer dúvidas sobre diagnóstico precoce e a importância da realização do exame da mamografia, o Brasil 61 recebe o médico mastologista da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, Flávio Vasconcelos.

Brasil 61: O que representa o Dia Nacional da Mamografia? 

Flávio Vasconcelos: A mamografia representa o cuidado da mulher para o diagnóstico precoce dessa patologia que é o câncer, que é a doença em termos de câncer que mais afeta as mulheres.

Brasil 61: Qual a idade recomendada para fazer a primeira mamografia?

F.V: A Sociedade de Mastologia, a Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia, a Sociedade de Radiologia e as entidades médicas vinculadas ao tema recomendam que ela seja feita numa paciente que não tenha alto risco para câncer de mama crescente iniciada aos 40 anos de idade. Já o Ministério da Saúde recomenda a partir dos 50 anos.

Brasil 61: Qual é a periodicidade recomendada? 

F.V: A sociedade da mesma forma recomenda que o exame seja feito com periodicidade anual, desde que esteja sem nenhuma alteração ou com alterações benignas. Já o Ministério da Saúde coloca que a periodicidade não deve ultrapassar dois anos, então ele recomenda que o máximo seja de dois em dois anos.

Brasil 61: Como se preparar para o exame e quais cuidados são necessários? 

F.V: Basicamente não tem nenhum cuidado especial. A única coisa que a gente recomenda muito é que qualquer desodorante que possa ter fragmentos de cálcio pode atrapalhar a monografia. Então, evite [usar] um desodorante quando for fazer o exame; no máximo é isso. O resto não tem nenhum cuidado especial a mais.

Brasil 61: A vacina contra a Covid-19 pode interferir no exame de mamografia?

F.V: Pode interferir nas axilas. A axila é preocupante no câncer de mama porque o primeiro lugar que ele vai é para a íngua, debaixo do braço, que nós médicos chamamos de linfonodos. Então, quando você avalia a mama, você também avalia essas ínguas para ver se elas estão com formato normal. E a vacina da Covid-19 pode aumentar esses linfonodos, que são as ínguas, e alterar a forma deles, inclusive pode dar a falsa impressão de ser uma suspeita para câncer. Então o recomendado é que os exames de mama sejam feitos quatro meses após a vacina para evitar essas situações de falso positivo.

Brasil 61: Como é feito o exame de mamografia?

F.V: Primeiramente, tem muito o tabu, o medo da compressão. Mas a compressão é que faz toda a diferença da mamografia, porque o que diferencia a mamografia de um raio x normalmente é justamente a compressão. E a compressão é que torna os nódulos e as alterações mais evidentes. Essa compressão tem legislação para isso. Esses mamógrafos são checados periodicamente. Então é uma compressão que é padrão, não vai trazer nenhum dano ou mal para essa paciente. É um desconforto, sim, mas é um desconforto rápido e não é tão exagerado. Então é importante quebrar esse mito do medo de não fazer pela dor. Outro cuidado importante é evitar fazer a mamografia no período pré-menstrual, porque nessa fase as mamas já estão naturalmente mais sensíveis, então qualquer compressão vai ficar mais sensível. Mas caso você faça o exame nessa fase, o resultado não vai mudar, a imagem não vai alterar, só mesmo o conforto da paciente que vai ser melhor. A paciente chega, entra na sala do exame, o técnico vai posicionar a mamografia sobre o local que vai fazer a compressão na mama e vai fazer o raio x dela em duas posições para poder avaliar direitinho. Não tem nenhum preparo especial, como eu disse, além do desodorante. Acabou, a paciente vai embora para casa, não precisa de nenhum repouso, não atrapalha nenhuma atividade do dia.

Brasil 61: Somente o exame da mamografia é capaz de diagnosticar o câncer de mama ou é preciso exames complementares?

F.V: Se eu tenho condições de fazer apenas um exame, a mamografia, que é o exame de eleição. É o único exame até hoje que é capaz de reduzir a mortalidade por câncer de mama em pacientes que realizam exames de maneira frequente. [ A mamografia] não evita de aparecer o câncer, ela reduz a mortalidade, que permite pegar as lesões mais iniciais, e quanto mais inicial você pega, maior a chance de cura. É sabido que pacientes jovens, gestantes, lactantes têm as mamas muito densas, ou seja, aquela mama jovem, que tem bastante glândulas mamárias. Então, com essas pacientes, a mamografia pode não evidenciar todas as alterações, por isso seria recomendado uma ultrassonografia para complementar essa mamografia. E nos pacientes de alto risco para câncer de mama, existem várias definições do que é alto risco. Na consulta médica, a gente consegue estabelecer bem, tanto o generalista, quanto o mastologista, ou ginecologista. Nesses casos é indicado a ressonância nuclear magnética de mamas para complementação.

Brasil 61: O autoexame substitui a mamografia? 

F.V: Não, tanto que hoje a gente não tem mais aquele ato de fazer o autoexame regularmente. O que a gente recomenda às pacientes hoje é um autocuidado corporal. O que é isso? É conhecer o próprio corpo, estar familiarizada com o corpo dela, porque à medida que detecta alguma alteração, é mais fácil abrir, porque a paciente conhece o corpo dela. Então o autoexame é mais no sentido de conhecimento corporal e identificar-se nas alterações pela própria paciente. Mas sem aquela neura, aquele excesso de todo sétimo dia pós menstrual, é usar o seu dia a dia mesmo. Não substitui a mamografia, desde a década de 1980, os estudos mostraram que não é eficaz e não diminui a mortalidade por câncer de mama.

Brasil 61: Qual a importância do exame? 

F.V: A importância é o diagnóstico precoce do câncer de mama. O câncer de mama é o câncer mais frequente nas mulheres. A cada dez mulheres com câncer, três vão ter câncer de mama, então é um índice alto, e é o que a gente mais tem que fazer ações de detecção precoce. A gente não consegue evitar que ele apareça, a gente trabalha com diagnóstico precoce e para fazer o diagnóstico precoce, o melhor exame é a mamografia. Então isso é o principal argumento. Faça a mamografia para que a gente consiga, caso aconteça, identificar o câncer de maneira mais precoce. Diagnosticado precocemente, nós conseguimos salvar a mama da paciente, retirando menos fragmentos, a gente consegue ter tratamentos menos agressivos, evitar a quimioterapia, radioterapia e a gente consegue fazer uma gama de atitudes que preservem a qualidade de vida, a saúde e a feminilidade que a mama representa para as pacientes.

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04/02/2023 18:00h

Para ajudar no combate à proliferação das doenças, como infecções respiratórias e malária, a agência adventista criou um projeto para auxiliar comunidades expostas às insalubridades

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Agência Humanitária da Igreja Adventista do Sétimo Dia (ADRA), em parceria com a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), doou 1.500 redes com mosquiteiros para auxiliar na redução da proliferação de diversas doenças infecciosas, principalmente, a malária. 

Na última semana, o governo federal acendeu um sinal de alerta em saúde pública na maior terra indígena do Brasil, a Yanomami. Além de doenças como infecções respiratórias e malária, os povos Yanomami estão sofrendo com uma desnutrição aguda grave. 

Na tentativa de amenizar esse quadro e levar auxílio aos Yanomami, a ADRA e outras instituições parceiras estão captando recursos e disponibilizando nutricionistas na CASAI para atender e auxiliar as comunidades expostas às insalubridades. A iniciativa conta com o apoio da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI). 

Distribuições dos mosqueteiros

O ato de entrega à FUNAI aconteceu hoje (03), às 11h, na sede da ADRA Roraima, localizada na Rua Belarmino F. Magalhães, 1584 - Tancredo Neves, Boa Vista. Parte dos itens serão destinados à CASAI.

O evento contou com a presença do chefe de agentes da Funai, Germando da Silva, com o vice-presidente dos Conselhos Distritais de Saúde Indígena (Condisi), Jonas Yanomami, e o representante do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI).

Sobre a ADRA 

A ADRA está presente em mais de 130 países e, no Brasil, está organizada em 16 regionais que atendem todos os estados brasileiros. A instituição está sempre em diálogo com outras entidades para estabelecer um processo de auxílio que visa suprir as necessidades de pessoas em situação vulnerável de forma coordenada e complementar.

Diante desta emergência, que deixou suscetíveis idosos, crianças e adultos desnutridos em estado caótico de saúde, a agência disponibilizou uma conta PIX para receber doações que serão revertidas em auxílio ao povo Yanomami.

Você pode colaborar e doar através da chave PIX: SOS@ADRA.ORG.BR.

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04/02/2023 17:17h

Segundo especialista, 40% dos casos de câncer e metade das mortes causadas pela doença são resultados de hábitos de vida

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O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima 704 mil novos casos de câncer por ano no Brasil até 2025. Desse número, 70% estão previstos para as regiões Sul e Sudeste.

Ainda segundo o Inca, o tumor maligno mais incidente no Brasil é o de pele não melanoma, que totaliza 31,3% dos casos. É seguido pelos cânceres de mama feminina (10,5%), de próstata (10,2%), do cólon e reto (6,5%), de pulmão (4,6%) e de estômago (3,1%).

O câncer de fígado aparece entre os 10 mais incidentes na região Norte, estando relacionado a infecções hepáticas e doenças hepáticas crônicas. O câncer de pâncreas está entre os 10 mais incidentes na região Sul, sendo seus principais fatores de risco a obesidade e o tabagismo.

Diante desse cenário, é importante que a conscientização e a educação sobre a doença aumente entre a população brasileira. Esse é o objetivo do Dia Mundial do Câncer, que foi celebrado neste sábado (4). Neste ano, dia do câncer foi denominado como “unindo nossas vozes pelo controle do câncer”. 

Liz Almeida, diretora-geral substituta do Inca, contou que os esforços para conseguir melhorar o diagnóstico e tratamento da doença foram reforçados.

“Esse ano, nós avançamos no sentido de buscar todos os nossos parceiros, principalmente do terceiro setor da sociedade científica e sociedade civil, para se juntar, pensar, planejar e aí agir juntos, nas causas mais importantes que podem reduzir as desigualdades no acesso ao diagnóstico e ao tratamento do câncer”, completa a diretora. 

Adriana Castelo, oncologista dos hospitais Santa Lúcia e Universitário de Brasília, afirma que cerca de 40% dos casos de câncer e metade das mortes causadas pela doença são resultados de hábitos de vida que podem ser alterados. “A prevenção de diversos tipos de cânceres envolve principalmente adoção de uma vida saudável, com bons hábitos alimentares, manter o peso saudável, não fumar, evitar o abuso de bebidas alcoólicas, praticar atividade física, tudo isso contribui para a diminuição dos casos de câncer.”

A médica explica que o surgimento do câncer pode ser esporádico ou hereditário. “A maioria dos casos são esporádicos. Cerca de 10% envolve uma herança genética familiar que predisponha o desenvolvimento de neoplasia”, conclui.

Tratamentos

Segundo informações do Ministério da Saúde, os diferentes tipos de câncer correspondem aos vários tipos de células do corpo. Quando começam em tecidos epiteliais, como pele ou mucosas, são denominados carcinomas. Se o ponto de partida são os tecidos conjuntivos, como osso, músculo ou cartilagem, são chamados sarcomas.

Para Adriana Castelo, o tratamento do câncer pode ser feito através de cirurgia, quimioterapia ou outros medicamentos como drogas alvo e imunoterapia e radioterapia ou combinação dessas terapias. “A indicação do tratamento depende da localização, estágio em que a doença se encontra e algumas características do tumor como presença e ausência de mutações”.

A médica informa que é possível a própria pessoa detectar a presença de um câncer. Por isso, é importante conhecer o corpo e ficar alerta para alterações como surgimento de nódulos, sangramentos ou sintomas persistentes, como tosse que não passa, ou sintomas inexplicáveis como perda de peso acentuada e fadiga intensa.

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03/02/2023 17:14h

Desde 2022, o imunizante foi liberado para uso emergencial

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Na última segunda-feira (31), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recebeu o pedido do laboratório Pfizer para registro definitivo da vacina Comirnaty bivalente BA.4/BA.5. Desde novembro de 2022, o imunizante foi liberado para uso emergencial, especialmente em adolescentes, acima de 12 anos de idade. 

A infectologista Rosana Ritchmann explica que essa vacina oferece proteção para a cepa original da Covid-19 e também para suas variantes, como a Ômicron. 

“A vacina bivalente é diferente porque ela é composta por tantos antígenos que vão induzir proteção contra aquela cepa ancestral, a cepa original de Wuhan, mas também contra a cepa que anda circulando há mais de um ano por aqui, que é a Ômicron. Então a resposta imunológica é mais específica para a cepa que está circulando. Isso não significa que aquela vacina monovalente, que nós usamos até agora, não funcione. Pelo contrário; ela tem uma ação indireta para essa variante Ômicron. Só que essa vacina bivalente é mais específica,” destacou Ritchmann.  

A infectologista ainda informa que a expectativa para a vacinação no Brasil começa em fevereiro e será dividida em grupos prioritários. “A vacinação no Brasil começa a partir do dia 27 de fevereiro e o Ministério de Saúde dividiu em quatro grupos de prioridades. O primeiro grupo são pessoas acima de 70 anos, os pacientes com alguma imunodeficiência e aquelas  que moram em lugares distantes e de difícil acesso à saúde, como indígenas, quilombolas e ribeirinhas. Depois, o segundo grupo são pessoas de 60 anos. O terceiro grupo são gestantes e puérperas. E o último grupo são profissionais da saúde”, explicou a infectologista. 

O pedido de análise segue em avaliação para verificar se  benefícios e riscos do produto são satisfatórios no contexto epidemiológico atual, por isso a Pfizer deve apresentar estudos clínicos e outros dados, a fim de comprovar a qualidade, a segurança e a eficácia do produto. Em nota, a Anvisa informou que “não é possível antecipar outras informações ou prazo antes da conclusão do processo”.
 

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Dr. Ajuda
03/02/2023 17:00h

Neste episódio o Dr. Diogo Garcia dá mais detalhes sobre o assunto

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Você já se ralou e não soube o que fazer? Neste episódio o Dr. Diogo Garcia dá mais detalhes sobre o assunto.

Depois que você se rala, o primeiro passo é avaliar qual a causa do ralado e da queda. A causa do ralado foi um acidente grave como um atropelamento ou uma queda de bicicleta em alta velocidade? Se esse for o caso, você deve tentar controlar o sangramento e procurar atendimento médico de urgência. Para parar o sangramento, inicialmente pegue um pano limpo ou toalha e comprima. 

Em acidentes de forte intensidade você deve procurar o pronto socorro para ter certeza de que não existem coisas mais graves causadas pelo acidente. A maioria das vezes isso não acontece. Os ralados são pequenos e você consegue tratar facilmente em casa.

Quedas leves

Os ralados pequenos e superficiais são aqueles mais comuns. Se isso acontecer, o que fazer?

Nesses casos você deve lavar com água e sabonete e comprimir o local por alguns minutos para parar o sangramento. Depois de parar o sangramento, cubra com alguma gaze ou curativo local para diminuir o risco de contaminação. Esse curativo deve ser trocado todos os dias e o ideal é que ele seja mantido por dois dias. 

Se o ralado for muito grande o ideal é usar nos dois primeiros dias uma gaze umedecida, com óleo de amêndoas, por exemplo, para evitar que grude na ferida. Se usar uma gaze comum retire o curativo no banho ou ao lavar, a gaze úmida solta mais facilmente da ferida. Lave a ferida todos os dias com água e sabonete.

Quando você deve suspeitar de uma infecção?

Você deve verificar a ferida todos os dias. Se perceber que está doendo mais, se ao redor do corte está ficando mais vermelho, tanto no tamanho da área quanto na cor, ou se estiver saindo pus, você deve procurar um médico para avaliação. 

Entendido isso tem mais alguns pontos importantes para esclarecer:

  • Não é necessário passar pomadas.
  • De forma alguma você deve passar açúcar ou café, tais recomendações populares não melhoram a cicatrização e só aumentam o risco de infecção. 

O que você deve fazer nos casos mais superficiais, é lavar bem com água e sabonete e utilizar curativo. Nos casos suspeitos de acidentes de maior gravidade procure o serviço médico. 

Para saber mais, assista ao vídeo no canal Dr. Ajuda.

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Dr. Ajuda
02/02/2023 17:00h

Neste episódio a dermatologista Dra. Leila Bloch dá mais informações sobre o assunto

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Você tem falhas na barba? Teve queda de pelos da barba e não sabe o que pode ser? Neste episódio a dermatologista Dra. Leila Bloch dá mais informações sobre o assunto.

O que você deve reparar?

Você sempre teve a barba cheia ou já teve alguma falha? Mais alguém na família com a barba parecida? Problemas constitucionais, ou seja, problemas de nascença, são uma das principais causas de falhas na barba. Nesses casos, é comum a barba ser sempre do mesmo jeito, as falhas na barba ou no cavanhaque que sempre existiram e nunca se fecham.

Você tem alguma cicatriz no rosto onde não está crescendo a barba? Cicatrizes ou cirurgias no rosto ou mesmo cicatrizes de espinhas podem levar a áreas de alopecia cicatricial na barba também. A cicatriz causa fibrose e consequentemente alopecia, justificando a falha no local.

Você tinha barba normal e de repente começou a ter uma ou mais falhas? Isso pode ser Alopecia Areata, uma doença autoimune em que defesa do nosso corpo não reconhece os pelos da barba ou os cabelos como sendo nossos, e ocorre uma perda temporária de fios no local, mas que é resolvida ou espontaneamente, ou através de tratamentos para acelerar a repilação ou encontrando a causa associada e tratando-a.  

Podem estar associados a alopecia areata a deficiência de hormônios de tireoide, por exemplo, um episódio de estresse agudo pode acelerar o processo. Ou seja, será a chuva em terreno fértil quem já tenha tendência genética. 

Além disso, você deve reparar se existem falhas em outros lugares do corpo como o couro cabeludo, sobrancelhas e qualquer outra parte. No caso da alopecia areata, a barba é um local bem comum, mas é importante que você saiba que pode afetar outros locais do corpo que têm pelo.

O que você deve fazer se estiver com falha na barba?

Você deve procurar um médico dermatologista para entender qual a sua causa e qual o melhor tratamento. 

Para saber mais, assista ao vídeo no canal Dr. Ajuda.

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02/02/2023 12:10h

O peso da mochila durante o período escolar pode causar alterações posturais que mais tarde podem se tornar problemas de coluna

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O início do ano também é marcado pelo fim das férias escolares. Com isso, o uso da mochila nas costas por crianças e adolescentes volta a ser frequente. Cuidados para que o peso sobre as costas não prejudique o aluno devem ser tomados.

O ortopedista Julian Machado orienta que a mochila deve ser carregada da forma correta, com as duas alças devidamente acomodadas nos ombros. Recomenda ainda que o peso da mochila não ultrapasse 10% do peso do aluno.

“O peso da mochila não vai deformar a coluna, a parte óssea, o arcabouço ósseo, mas com o tempo ele pode levar essa criança a ter vícios posturais, que funcionam como se ela tivesse realmente a escoliose, a cifose. Então assim, o peso da mochila é um fator importante e uma sem ocupação sempre no período de início das aulas”, completa o especialista.

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O neurocirurgião Henrique Lira, especialista em coluna vertebral, alerta aos pais a importância do acompanhamento da saúde da coluna das crianças desde os primeiros anos de vida, pois alterações ou impactos no desenvolvimento e na qualidade do funcionamento ergonômico postural, vai impactar diretamente na saúde da coluna do adulto.

“Crianças que vão à escola com uma postura inadequada, seja por carregamento de peso na mochila, seja por alterações posturais na hora estudo, associados à obesidade, a falta de práticas de atividade física, isso vai impactar na saúde da coluna de até 70% dos adultos tardiamente”, explica Lira.

Na hora de arrumar a mochila para a volta às aulas, o aluno deve optar por colocar o material mais pesado na parte de trás, de forma que fique mais perto do corpo para que o peso não faça com que a criança ou adolescente se curve. 

Observe também se a mochila está acomodada no meio das costas e apoiada na coluna lombar, desta forma, os ombros não ficarão sobrecarregados e pode ajudar a evitar a dor no final do dia.
 

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02/02/2023 08:30h

Além dos macro e micronutrientes indispensáveis na alimentação de crianças, é importante respeitar os sinais de fome e saciedade

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Durante a infância ocorre o período de desenvolvimento da criança, tanto física quanto intelectualmente. A boa alimentação é importante para que esse desenvolvimento ocorra de forma satisfatória. Quando a criança não tem o hábito de consumir alimentos saudáveis, ela tende a ter maior vulnerabilidade a doenças e deficiências.  

Priscila Walker, nutricionista de famílias, informa que as crianças desde pequenas já conseguem apresentar sinais que indicam fome ou saciedade. Bebês ainda pequenos, que não sabem se comunicar, choram para avisar à mãe que estão com fome. 

Crianças um pouco maiores, no período da introdução alimentar, costumam apontar para a comida, se inclinar em direção a alguém, se essa pessoa estiver com comida na mão, pegar algum alimento e tentar levá-lo até a boca e, também, ficam felizes ao ver alimentos que gostam. 

“Ao mesmo tempo a criança também mostra a saciedade, ela não quer mais mamar, não quer mais comer, ela empurra a comida, fecha a boca, vira o rostinho de lado mostrando que não quer mais se alimentar ou muitas vezes, na introdução alimentar, ela faz o que a gente chama de 'movimento para-brisa', que é mexendo as mãozinhas para um lado e para o outro, espalhando a comida, jogando a comida no chão”, completa a nutricionista.

A nutricionista reforça que é essencial respeitar os sinais de fome e saciedade da criança para que ela consiga se alimentar de forma correta.

“É muito importante a gente respeitar esses sinais de fome e de saciedade para que a gente não desregule a criança. A criança nasce sabendo se alimentar e muitas vezes a gente não respeita. A gente vem com aquela colher perseguidora e fala só mais um pouquinho, come um pouquinho mais, tem que raspar o prato, tem que comer tudo pra ficar forte e saudável. E aí a criança começa a ignorar os sinais internos do corpo e ouvir alguém de fora”, informa a nutricionista.

A especialista alerta que o entendimento desses sinais desde o início pode evitar doenças no futuro. Tanto físicas, quanto comportamentais em relação à alimentação. 

A alimentação da criança precisa ser composta por macro e micronutrientes, como carboidratos, proteínas, gorduras, vitaminas e minerais. É importante para o desenvolvimento infantil ter a ingestão adequada de todos os nutrientes. 

Alimentos ultraprocessados, que possuem muito açúcar, sal, gorduras, farinha, corantes e conservantes artificiais, devem ser evitados, pois têm um gosto mais prazeroso ao paladar, e então a criança tende a começar a rejeitar aqueles que não possuem a mesma sensação de prazer. 

Natália Sales, analista de qualidade de software, tem uma filha de 10 anos e um filho de 2. Ela conta que durante o crescimento da primeira filha, ela não tinha conhecimento sobre alimentação saudável. Hoje, a menina tem dificuldade em aceitar alimentos mais naturais, como verduras e legumes. 

Depois dessa experiência, com o segundo bebê, Natália optou por dar mais alimentos naturais e deixou para inserir os processados mais tarde.

“No meu segundo filho, eu introduzi açúcar só depois dos dois anos, ele faz consumo de pouco sal, consome muita fruta e muita verdura, desde bebezinho. Então isso auxiliou muito no paladar que ele tem, pelo menos até agora. Ele aceita praticamente qualquer alimento amargo, azedo”, completa. 

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01/02/2023 04:00h

Segundo a ginecologista e coordenadora da elaboração do Manual do Climatério do Ministério da Saúde, Giani Cezimbra, a intensidade dos sinais do climatério variam de acordo com o organismo de cada mulher

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A menopausa é um fenômeno biológico caracterizado pelo final das menstruações na vida de uma mulher, o que geralmente ocorre entre os 45 e os 55 anos de idade. Para se considerar que uma mulher está na menopausa, ela deve estar há 12 meses sem menstruar.

Os sintomas que antecedem a menopausa são caracterizados como climatério. Nesse caso, ocorrem diversas mudanças físicas e até mesmo emocionais. O conhecimento dos sinais e sintomas permite cuidados individualizados, melhorando a qualidade de vida e o bem-estar nos anos seguintes. 

De acordo com Giani Cezimbra, ginecologista e coordenadora da elaboração do Manual do Climatério do Ministério da Saúde, os sinais e a intensidade do climatério dependem do organismo de cada mulher.

“Podem ser mais intensos e podem ser em maior número do que em outros. Muitas sentem sintomas extremamente leves nessa fase e não precisam de nenhum tipo de tratamento, elas ficam bem. Outras podem ter realmente sintomas que incomodam e prejudicam a qualidade de vida e requerem algum tipo de tratamento, de acordo com a especificidade dos sintomas”, destaca a especialista.

Sintomas do climatério

  • Ondas de calor, que geralmente são acompanhadas de vermelhidão no rosto, suores, palpitações no coração, vertigens e cansaço muscular;
  • Dificuldade para esvaziar a bexiga, dor, perda de urina, infecções urinárias e ginecológicas, ressecamento vaginal, dor na penetração e diminuição da libido;
  • Aumento da irritabilidade, instabilidade emocional, choro descontrolado, depressão, distúrbios de ansiedade, melancolia, perda da memória e insônia;
  • Alterações no vigor da pele, dos cabelos e das unhas, que ficam mais finos e quebradiços;
  • Alterações na distribuição da gordura corporal, que passa a se concentrar mais na região abdominal;
  • Perda de massa óssea característica da osteoporose e da osteopenia;
  • Risco aumentado de doenças cardiovasculares.

Lúcia Helena, ginecologista e vice-presidente da Comissão Nacional Especializada em Climatério da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), explica que a falta da produção do estrogênio, durante o período do climatério, é o que causa as mudanças físicas e psicológicas na mulher.

“Um dos principais hormônios é o estrogênio e em quase todo o organismo da mulher existem receptores para esses hormônios, então quando a mulher entra na menopausa, ela deixa de produzir alguns hormônios, mas principalmente o estrogênio, e a falta do mesmo leva a consequências físicas e psicológicas”, explica a médica.

Giani Cezimbra orienta mulheres que estão com idade entre 40 e 55 anos a observarem se a menstruação está descendo com maiores espaços de tempo, se está irregular, se sentem ondas de calor, principalmente enquanto estão dormindo ou estão começando a ter ressecamento vaginal. Nesses casos, a dica é procurar o ginecologista para fazer uma avaliação e se certificar de que esses são os sintomas do período de climatério. 
 

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