Saúde

24/01/2022 18:05h

Moradores do DF devem completar o esquema vacinal e tomar a dose de reforço após quatro meses

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Os moradores do Distrito Federal que ainda não tomaram a segunda dose da vacina contra a Covid-19 precisam completar o esquema vacinal. E quem já pode tomar a dose de reforço também deve buscar o local de vacinação mais próximo o quanto antes. O alerta é do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.
 
“Peço que fiquem atentos ao calendário vacinal e procurem um posto de vacinação quando chegar a vez. A dose de reforço é fundamental para frear o avanço de novas variantes e reduzir hospitalizações e óbitos.”

O reforço é aplicado quatro meses depois da segunda dose. Uma das contempladas com a vacina foi a atendente comercial Graziela Mendes, de 19 anos. Moradora de Brasília, ela destaca a importância da vacina

“Eu já tomei as duas doses da vacina contra a covid, aqui em casa minha irmã e meus pais também já se vacinaram, e é de extrema importância que todos se vacinem, porque é um ato de amor a você e aquele que está ao seu lado, é algo que salva vidas, que faz muita diferença.”

Até o momento, o número de doses da vacina contra a Covid-19 aplicadas no Distrito Federal ultrapassa 5 milhões. Desse total, cerca de 58 mil correspondem à dose única. Foram 2,3 milhões de vacinas aplicadas como primeira dose e outras 2,1 milhões como segunda. Já as doses de reforço totalizam mais de 640 mil. Os dados são da Secretaria de Saúde do DF e foram atualizados no dia 23 de janeiro.

Reforce a sua proteção! Se já tomou a primeira dose da sua vacina da covid-19, não se esqueça de tomar a segunda dose. Mantenha a distância segura, lave as mãos com água e sabão, mantenha os ambientes ventilados e use máscara.

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24/01/2022 04:45h

Médico defende a adoção de testes e autotestes, a telemedicina e a boa orientação aos pacientes para evitar a demanda concentrada nos postos de saúde e a circulação do coronavírus

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“É um ponto fundamental: separar a testagem do atendimento médico”, afirma o cardiologista Fabrício da Silva,  especialista em emergências clínicas que atua na linha de frente na assistência às vítimas da Covid-19, desde março de 2020. Os testes e a telemedicina seriam a alternativa para aliviar a sobrecarga nos sistemas público e privado de saúde por conta da coincidência, no Brasil, do surto de influenza com a disseminação da variante ômicron do coronavírus, altamente contagiosa, mas menos letal. 

O cardiologista Fabrício Silva se tornou um estudioso da Covid-19, publicou artigos sobre a doença e acompanha pacientes internados de perfis variados, inclusive autoridades públicas em Brasília (DF). O especialista recomenda a adoção em larga escala da testagem e do autoteste para que as pessoas contaminadas pelo coronavírus iniciem o quanto antes o isolamento. A telemedicina também serviria como solução para aliviar a busca por atendimento presencial nas redes pública ou particular. 

Covid-19: “Boa parte da mortalidade hoje, no País, acontece por mau manejo do tratamento médico”, avalia especialista

Atestados e colapso no sistema de saúde

Para o médico, a exigência por atestados, para formalizar afastamentos do trabalho, agrava o risco de colapso.

“Um dos motivos da sobrecarga no serviço de saúde é a necessidade de o indivíduo apresentar um exame médico no trabalho quando apresenta sintomas gripais”, argumenta Fabrício. “Isso gera um grande impacto econômico e financeiro, que tem que ser levado em consideração, mas, mais do que isso, essa dinâmica da obrigatoriedade de apresentação do atestado médico acaba sobrecarregando ainda mais o serviço de saúde que, hoje, já se encontra saturado nas emergências.”

A crítica à burocracia vai adiante. “A gente atrelando a testagem a uma prescrição médica e a uma avaliação médica, afunila e cria um gargalo em relação à acessibilidade, sobrecarrega o serviço de saúde e faz com que aqueles indivíduos que realmente precisam de um atendimento médico emergencial tenham maior dificuldade para conseguir e isso faz com que a testagem não seja tão ampla como nós gostaríamos”, analisa o médico formado pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), com especializações pelo Instituto de Cardiologia do Distrito Federal.

Telemedicina

A telemedicina, que prevê consultas com o uso de tecnologias digitais e que ganhou regulamentação do Conselho Federal de Medicina em setembro último, também aparece como indicação de ferramenta útil para diminuir a circulação do vírus e reduzir o risco de colapso. “O indivíduo que é positivo deveria ter um acesso precoce a informações e isso poderia ser feito por meio do teleatendimento, e não necessariamente por meio do atendimento médico”, diz o doutor Fabrício da Silva, que inclusive defende a prestação desse serviço por outros profissionais da saúde, enfermeiros e fisioterapeutas.

Com a pandemia perto de completar dois anos e as seguidas mutações do coronavírus, que ameaçam a efetividade das vacinas, o fantasma da sobrecarga no serviço de saúde se faz presente. Mas o cardiologista distingue problemas na testagem para identificação da contaminação pela Covid-19 de crise no sistema de saúde. “Isso é fato, há locais com carência de testes, mas não é necessariamente um colapso no atendimento”, explica o médico. “Na hora que conseguirmos separar e flexibilizar a forma de atendimento, as novas possibilidades vão reduzir a chance de colapso.”

Sintomas Covid-19

Feito o diagnóstico e confirmada a contaminação pela Covid-19, a preocupação quanto à correta e precisa orientação ao paciente está presente no discurso do especialista. “Sabendo dessa curva da evolução da doença, é importante que, logo na fase inicial, depois do diagnóstico, o indivíduo consiga acesso a informações, que entenda detalhes sobre o seu autocuidado, saiba quais são os sinais e sintomas de alerta”, diz Silva. O objetivo é evitar que a doença afete com gravidade os pulmões e torne a internação inevitável.

“No sexto ou sétimo dia, ele (o doente) precisa de uma avaliação médica para definição se há a necessidade de uma investigação mais a fundo, investigação com exame de imagem, tomografia para documentar que o paciente está entrando na fase da pneumonia”, comenta Silva. “Isso muda o tratamento, a abordagem clínica do paciente e faz com que a evolução, se evoluir para a pneumonia, seja mais branda.” Esse cuidado, segundo o médico, continua válido mesmo que a evolução para a forma mais grave da doença seja menos comum com a variante ômicron. “Precisamos de vigilância.”

Silva explica que a Covid-19 tem se manifestado nos pacientes em duas fases bem demarcadas. A primeira, que dura de três a cinco dias, podendo se estender a até sete dias, é o período gripal. Geralmente depois de uma semana desde o início dos sintomas, pode ocorrer a evolução para uma pneumonia causada pela contaminação com o coronavírus. E os infectados têm sofrido mais intensamente entre o décimo e o 13º dias, sempre contando da data de percepção dos primeiros incômodos.

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24/01/2022 04:30h

Coordenador-geral de Vigilância de Arboviroses do Ministério da Saúde, Cássio Peterka, afirma que a população deve se mobilizar contra o mosquito Aedes Aegypti ao longo do ano inteiro

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Atualmente, mais de 70% dos casos de dengue se concentram em menos de 200 municípios brasileiros. O dado é da Coordenação-Geral de Vigilância de Arboviroses do Ministério da Saúde. No entanto, segundo o coordenador-geral da pasta, Cassio Peterka, os demais municípios do país que não estão em situação endêmica também devem ficar atentos e agir contra o mosquito.

“Hoje, mais de 70% dos casos de dengue se concentram em menos de 200 municípios do país, mas não quer dizer que os outros restantes para completar 5.570 municípios não devam ter ações. Quase todos os municípios do Brasil têm transmissão de dengue, zika ou chikungunya, ou das três concomitantemente.”

Segundo Cassio Peterka, o vírus da dengue, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, tem um potencial de distribuição geográfica muito grande e rápido. “Se a gente pegar regiões contíguas onde tem uma baixa transmissão, principalmente regiões metropolitanas, regiões vizinhas, a gente vê essa expansão muito rápida. Porque tem o vetor. O vetor estando presente, isso faz com que tenha uma maior transmissão e as pessoas infectadas transitam por essas regiões”.

A transmissão das arboviroses acontece pela picada da fêmea do Aedes aegypti infectada pelo vírus. “É preciso ter uma fêmea que fez a alimentação em uma pessoa infectada. Ela pega o vírus, se infecta, e assim ela vai estar apta - depois de um período de incubação dentro da fêmea do mosquito Aedes aegypti - em transmitir para outras pessoas”, explica. 

Monitoramento

Cassio Peterka destaca duas metodologias importantíssimas para o levantamento da proliferação do mosquito no país: o LIRAa ou LIA (Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti). A diferença entre eles é que o LIRAa é direcionado para municípios de maior porte populacional e o LIA para menores.
A recomendação da pasta é que os municípios façam o levantamento a cada dois meses, mas a cobrança é feita quatro vezes ao ano.

“A importância desse levantamento entomológico é que ele nos dá um risco sobre o encontro de larvas e quais os recipientes principais. Por exemplo, existem regiões onde eu tenho uma predominância de criadouros como cisternas, caixas d'água, tanto as de rotina como de armazenamento de água por conta de uma falta de abastecimento. Então a gente tem esses instrumentos de levantamento entomológicos para nos direcionar.”

Combate ao mosquito

Segundo Cassio Peterka, as ações da pasta contra o mosquito Aedes aegypti ocorrem rotineiramente ao longo de todo o ano e fazem parte das atividades dos agentes de combate às endemias e dos agentes de vigilância ambiental em todo o país. 

“Qualquer frasco, pote, vaso, que acumule água, é um potencial criadouro para mosquitos. Então, encontrou um pote com água parada, mesmo que não seja muito grande, pode ser um criadouro do mosquito. A gente tem que eliminar esses criadouros para que os mosquitos não nasçam, não tenham mosquitos que possam fazer com que a gente tenha uma epidemia”, alerta.

O fumacê (nebulização espacial de inseticida) é indicado para matar o mosquito adulto. “É uma ferramenta utilizada quando perdemos o controle da situação. Ela é indicada quando há uma epidemia, quando há um aumento muito grande de casos de uma determinada região, ou seja, ele é direcionado aos adultos”. 

“A grande importância de combater o mosquito é que não teremos pessoas doentes se não tivermos muitos mosquitos. Então a campanha desse ano ela traz à tona a questão de cada um buscar a responsabilidade dentro do seu quintal, do seu local de trabalho e utilizar dez minutos da sua semana para que ele faça uma revisão nos principais locais onde possam ter criadouros do mosquito e elimine esses criadouros, não deixe que o mosquito nasça”, acrescenta.

Cássio Peterka também faz um apelo para que todos os setores da sociedade se mobilizem no combate ao Aedes Aegypti.

“A gente precisa de um apoio de todos os órgãos governamentais, da população, do setor privado, do terceiro setor para que a gente tenha uma mobilização muito grande das pessoas para evitar que esse mosquito nasça. A carga maior cai sobre o setor de saúde, mas a solução não está somente no setor de saúde. É justamente nessas parcerias, na intersetorialidade, que a gente consegue buscar soluções maiores.” 

Brasil tem queda de 42,6% nos casos de dengue entre 2020 e 2021, mas números ainda são altos

Chuvas

O coordenador-geral de Vigilância de Arboviroses deixa bem claro que os cuidados contra a proliferação do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya devem ser mantidos mesmo após o período de chuva. 

“A gente deve manter os cuidados sempre durante todo o ano, 365 dias por ano. Porque, os ovos do Aedes aegypti, mesmo que eles estejam no frasco sem água, podem ficar até quase um ano viáveis. E quando chega o período da chuva, eles vão entrar em contato com a água e, de cinco a sete dias, esse mosquito, que passou um ano adormecido dentro desse ovo, vai nascer novamente.”

No entanto, as regiões que registraram excesso de chuva ou inundações precisam de cuidados redobrados.

“A atenção tem que ser muito mais redobrada no momento em que as inundações estão baixando, quando a gente tem aumento do número de criadouros e que isso facilitaria a proliferação do vetor. Então, a ideia é aliar nossas ações rotineiras e em momentos onde haja desastres, onde haja um aumento muito grande das chuvas, a gente tenha uma atenção redobrada”, esclarece Cassio. 

Para evitar a proliferação do mosquito, a população deve checar calhas, garrafas, pneus, lixo, vasos de planta e caixas d’água. Não deixe água parada. Combata o mosquito todo dia. Coloque na sua rotina.

Veja no mapa a incidência de dengue no seu município

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24/01/2022 04:00h

Estado registrou quedas nas notificações de dengue em 2020 e 2021 mas prevê alta para este ano

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A situação de infestação de dengue rapidamente pode mudar. Esse foi o caso do estado do Maranhão que em 2021, registrou 49,32% a menos de dengue quando comparado ao ano anterior. No total, foram 1298 casos confirmados da doença no ano passado. Mas, no final de 2021, quando 94% dos 217 municípios realizaram o levantamento de índice de infestação (LIRAa), o resultado foi de alta para 33 municípios. 

As regiões dos municípios de São João dos Patos, Buritis, Caxias, Parnarama, Sucupira do Norte, São Domingos do Azeitão, Pastos Bons e Paraibanos são as que apresentam maior índice de alta e estão na zona vermelha de alerta, com índice de infestação predial superior a 4%. A coordenadora informa que esses municípios receberam reforços para o combate emergencial com inseticidas, chamados de UVB costal e UVB montada (popularmente conhecido como fumacê). “Mas só a UVB não resolve, pois ela mata pontualmente os mosquitos atingidos. Não tem ação residual. A população precisa intensificar suas ações de controle para ter um combate sustentável”, explica Graça Lírio. 

Situação do País

O Brasil registrou queda 42,6% no número de casos prováveis de dengue entre 2020 e 2021. No ano passado, foram notificadas 543.647 infecções, contra 947.192 em 2020. Os dados são da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde. 

Entre os casos de zika, houve uma pequena redução de 15%, passando de 7.235 notificações em 2020 para 6.143 em 2021. Já a chikungunya registrou aumento de 32,66% dos casos, com 72.584 em 2020 e 96.288 no ano passado.

O sanitarista da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) de Brasília, Claudio Maierovitch, destaca que 2020 foi um ano de muitos casos e, por isso, não se deve relaxar com a queda de contágios em 2021. “Mesmo não tendo havido aumento de um ano para o outro, essa não é boa comparação, uma vez que o ano anterior foi de números altos”, alerta.

Brasil tem queda de 42,6% nos casos de dengue entre 2020 e 2021, mas números ainda são altos

Dengue: mais de 70% dos casos se concentram em cerca de 200 municípios, mas demais cidades também devem agir

Cuidados necessários 

Devido às altas temperaturas e às chuvas abundantes, o verão é o período do ano em que os ovos eclodem e acarretam o aumento de infecção por dengue, chikungunya e zika. Por isso, fique atento às dicas para evitar a proliferação do mosquito:

  1. Vire garrafas, baldes e vasilhas para não acumularem água.
  2. Coloque areia nos pratos e vasos de plantas.
  3. Feche bem os sacos e lixo.
  4. Guarde os pneus em locais cobertos.
  5. Tampe bem a caixa-d´água.
  6. Limpe as calhas.

É com o foco nesse tipo de ação, chamada de prevenção mecânica, que o Ministério da Saúde desenvolveu a atual campanha de combate à dengue. É um chamado para que cada cidadão coloque em sua rotina semanal uma ronda direcionada para a eliminação de locais que possam ser foco do mosquito.

“A grande importância de combater o mosquito é que não teremos pessoas doentes. Portanto cada um buscar a responsabilidade a responsabilidade dentro do seu quintal, do seu local de trabalho e utilizar dez minutos da sua semana para que ele faça uma revisão nos principais locais onde possam ter criadouros do mosquito e elimine esses criadouros, não deixe que o mosquito nasça”, detalhou o  coordenador-geral de Vigilância de Arboviroses do Ministério da Saúde, Cássio Peterka.   

As inspeções das equipes de vigilância epidemiológicas mostram que pequenos recipientes móveis como pratinhos de planta, potes e garrafas são os principais criadouros do mosquito. O lixo também deve ser bem fechado para evitar o acúmulo de água.

Veja no mapa a incidência de dengue no seu município

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24/01/2022 03:00h

Cruzamento de informações sobre ocorrência de casos de dengue, zika e chikungunya e sobre a presença de vetores são fundamentais para o combate ao mosquito

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Na região sul do Brasil, o estado do Paraná foi o que teve maior diminuição de casos de dengue em 2021. No total, foram confirmados 36.752 casos, 86,03% a menos quando comparado a 2020. Nenhuma morte pela doença foi registrada no período. 

Mesmo assim, o estado segue vigilante: dos 40 municípios brasileiros com maior incidência de casos de dengue, sete estão no Paraná (Mercedes, Serranópolis do Iguaçu, Sengés, Paranapoema, Santo Antônio do Caiuá, Campina da Lagoa e Pato Bragado.) Dos 399 municípios paranaenses, 40 apresentaram índice de infestação predial superior a 4%, o que deixa o município em alto risco para as arboviroses (veja no infográfico a classificação de risco frente à presença de vetores e criadouros no município). 

A chefe da Divisão de Doenças Transmitidas por Vetores do estado, Emanuelle Pouzato, explica que o cruzamento de dados sobre adoecimentos e a presença de vetores são fundamentais para o sucesso no combate às arboviroses - dengue, zika e chikungunya. O Paraná utiliza uma ferramenta chamada diagrama de controle que permite fazer o acompanhamento da evolução das doenças e traçar comparativos com períodos anteriores. “São alertas para que medidas relacionadas a evitar a proliferação vetorial sejam mais reforçadas e o engajamento da população como um todo seja mais reforçado nessas regiões, nesse momento”.

Situação do País

O Brasil registrou queda 42,6% no número de casos prováveis de dengue entre 2020 e 2021. No ano passado, foram notificadas 543.647 infecções, contra 947.192 em 2020. Os dados são da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde. 

Entre os casos de zika, houve uma pequena redução de 15%, passando de 7.235 notificações em 2020 para 6.143 em 2021. Já a chikungunya registrou aumento de 32,66% dos casos, com 72.584 em 2020 e 96.288 no ano passado.

O sanitarista da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) de Brasília, Claudio Maierovitch, destaca que 2020 foi um ano de muitos casos e, por isso, não se deve relaxar com a queda de contágios em 2021. “Mesmo não tendo havido aumento de um ano para o outro, essa não é boa comparação, uma vez que o ano anterior foi de números altos”, alerta.

Brasil tem queda de 42,6% nos casos de dengue entre 2020 e 2021, mas números ainda são altos

Dengue: mais de 70% dos casos se concentram em cerca de 200 municípios, mas demais cidades também devem agir

Cuidados necessários 

Para o combate é necessário unir esforços com a sociedade para eliminar a possibilidade de locais que possam acumular água. Os ovos da fêmea do Aedes aegytpi podem ficar incubados durante um ano e eclodir em apenas cinco dias quando entram em contato com a água. "É preciso manter os cuidados durante todo o ano por 365 dias”, reforça o coordenador-geral de Vigilância de Arboviroses do Ministério da Saúde, Cássio Peterka. 

Devido às altas temperaturas e às chuvas abundantes, o verão é o período do ano em que os ovos eclodem e acarretam o aumento de infecção por dengue, chikungunya e zika. Por isso, fique atento às dicas para evitar a proliferação do mosquito:

  1. Vire garrafas, baldes e vasilhas para não acumularem água.
  2. Coloque areia nos pratos e vasos de plantas.
  3. Feche bem os sacos e lixo.
  4. Guarde os pneus em locais cobertos.
  5. Tampe bem a caixa-d´água.
  6. Limpe as calhas.

A campanha do Ministério da Saúde lembra que cada um deve ter um olhar atento aos seus locais de moradia e trabalho. As inspeções das equipes de vigilância epidemiológicas mostram que pequenos recipientes móveis como pratinhos de planta, potes e garrafas são os principais criadouros do mosquito. O lixo também deve ser bem fechado para evitar o acúmulo de água. 

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23/01/2022 19:00h

Segundo especialistas, esses sintomas (garganta inflamada, arranhando ou coçando) podem ter inúmeras causas, desde Covid-19 a outras irritações

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A Covid-19 afeta distintas pessoas de diferentes maneiras e com alguns sintomas semelhantes: febre, tosse, cansaço, perda de paladar ou olfato. Esses sinais  logo despertam o alarme - estou com Covid-19? E com o surgimento de novas cepas do vírus Sars-CoV-2, ou mutações, como também são conhecidas, surgem  outros sintomas. A coceira na garganta, por exemplo. 

Na semana passada, Ronay Galdino, morador do Riacho Fundo, no Distrito Federal, sentiu uma leve coceira na garganta e pensou que fosse um dos sintomas da Covid-19.  "Eu tive uma coceira na garganta ao beber água e engolir alimentos. Fiquei preocupado que pudesse ser um dos sintomas da Covid.”

Muita calma nessa hora! A infectologista Ana Helena Germoglio, explica que a coceira na garganta pode ser causada por diversos fatores. Alguns deles são: uso excessivo da voz; gripes e resfriados; poluição do ar; pelo de animais, poeira, mofo; frio e baixa umidade do ar; fumaça de cigarro; sinusite ou bronquite.

"A coceira pode ser causada por inúmeras causas, desde covid a outras irritações. A coceira nada mais é do que um fenômeno de irritação, inflamação que pode ser causada desde casos infecciosos até quadros alérgicos. A própria desidratação que é muito comum em Brasília.”

A médica explica que quando a coceira na garganta está associada a Covid, logo em seguida vem os outros sintomas como a coriza, ou congestão e a febre, aí sim você precisa fazer o teste. No caso da Covid-19, há diferentes modalidades, como os testes de antígeno ou laboratoriais PCR. No caso da gripe, também há distintos tipos de exames.

Dessa forma, o recomendado é distanciamento social, higiene das mãos, uso de máscara e etiqueta respiratória, limpeza e desinfeção de ambientes, isolamento de casos suspeitos e confirmados e quarentena dos contatos dos casos da doença, conforme orientações médicas.

Ademais, o Ministério da Saúde recomenda ainda a vacinação contra a Covid-19 conforme o Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19. Estas medidas devem ser utilizadas de forma integrada, a fim de controlar a transmissão do SARSCoV-2. 

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Dr. Ajuda
21/01/2022 17:00h

Neste episódio, o psiquiatra infantil Dr. Mauro Victor de Medeiros dá mais detalhes sobre o assunto

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Seu filho tem ansiedade? Sabe se é normal ou patológico?

Neste episódio o psiquiatra infantil Dr. Mauro Victor de Medeiros dá mais detalhes sobre o assunto.

A ansiedade é considerada uma reação de defesa normal. Ela é um estado de apreensão que pode ser sentido tanto no corpo quanto nos pensamentos. No corpo, ela pode ser sentida de diferentes formas: bola na garganta, sensação de falta de ar, coração acelerado, dor de estômago ou enjoo, vontade de ir ao banheiro, suor nas mãos, fraqueza, formigamento, tontura, dor de cabeça e até sensação de perda de barreira do corpo ou sensação de estar sonhando. 

Nos pensamentos, a ansiedade aparece como preocupações, tensões, ideias ou imagens de que as coisas podem dar errado. Em geral, crianças e adolescentes sentem apreensão tanto no corpo quanto nos pensamentos.

Essa apreensão é desencadeada por uma ameaça, real ou imaginária. Se a ameaça é presente, como um cachorro pronto para nos atacar, chamamos de medo.

Se a ameaça está no futuro, como o receio de o cachorro atacar quando eu chegar na casa de um amigo daqui há algumas horas, chamamos de ansiedade.

Mas quando a ansiedade passa a ser vista como um transtorno psiquiátrico? Aqui vão algumas dicas para diferenciar ansiedade normal de patológica:

  • Primeiro: a ansiedade normal é passageira. Na ansiedade patológica, o estado de alerta para ameaças é constante, e por isso geralmente vem junto com cansaço, inquietação, irritabilidade, falta de concentração ou sensação de “branco” na mente, alteração de sono e dores. 
  • Segundo: na ansiedade patológica, a ameaça é vivida de um jeito desproporcional. Exemplo, uma criança que estudou para a prova e nitidamente sabe a matéria, mas tem uma ansiedade e quase uma certeza de tirar zero; ou a criança que sabe se comunicar bem, mas não consegue pedir uma comida no restaurante para o garçom por ansiedade extrema de falar algo errado e ser ridicularizada. 
  • Terceiro: na ansiedade patológica, as crianças e adolescentes começam a evitar constantemente as possíveis ameaças da rotina de uma forma generalizada. Por exemplo, faltas repetidas na escola em dia de prova ou em casos mais graves abandono escolar, faltas e abandonos de jogos competitivos, evitação constante de ficar sem os pais mesmo quando a criança já tem autonomia para isso, esquiva de ir em vários aniversários ou casas de amigos por ansiedade de lidar com situações sociais. 
  • Quarto: na ansiedade patológica há um prejuízo significativo na vida da criança ou adolescente, com sofrimento constante e piora do desenvolvimento social e acadêmico.

Para saber mais, assista ao vídeo no canal Doutor Ajuda.

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Covid
20/01/2022 20:05h

A decisão foi tomada de forma unânime nesta quinta (20). Até então, somente a Pfizer havia conseguido o sinal verde da agência reguladora

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta quinta-feira (20) a aplicação da CoronaVac em crianças e adolescentes entre seis e 17 anos de idade. A decisão foi tomada pela Diretoria Colegiada do órgão de forma unânime e inclui o grupo, exceto os imunossuprimidos, na bula da vacina contra a Covid-19. 

Segundo o órgão, “as evidências científicas disponíveis até o momento sugerem que há benefícios e segurança para a utilização da vacina na população pediátrica. A autorização levou em conta, também, a necessidade de ampliar as alternativas disponíveis para essa faixa etária”. 

Das vacinas em uso no Programa Nacional de Imunização (PNI), apenas a Pfizer já tinha autorização da Anvisa para ser aplicada em pessoas da mesma faixa etária.  De acordo com a agência, a ampliação do uso da CoronaVac tem como base estudos realizados em diversos países, como China e Chile, cujos resultados foram apresentados pelo Instituto Butantan, responsável pela produção do imunizante no Brasil. 

A aplicação da CoronaVac em crianças e adolescentes seguirá o mesmo esquema vacinal dos adultos, isto é, duas doses da vacina, com um intervalo de 28 dias entre a primeira e a segunda. 

A pediatra Natalia Bastos destaca que a CoronaVac já era aplicada em pessoas da mesma faixa etária de outros países, como no Chile, em que crianças acima dos três anos já podem tomar o imunizante. “É uma vacina segura. A aplicação dela induz produção de anticorpos em 50% dos casos. Ela tem menos efeito colateral e isso vai ser positivo, porque vai trazer uma maior adesão à vacinação”, acredita. 

Natalia diz que há pais que não querem vacinar os filhos com a Pfizer por medo de efeitos colaterais, como miocardite. Por isso, a liberação de mais um imunizante para uso em crianças e adolescentes pode ser benéfica. “Com a CoronaVac você pode se sentir mais seguro e, mesmo com uma menor produção de anticorpos, há uma melhora nos riscos da gravidade da doença, do risco de internação e, também, na redução dos casos sintomatológicos”, avalia. 

Para a infectologista Joana D'arc Gonçalves da Silva, a decisão da Anvisa é acertada, porque pode evitar falta de vacina. “A CoronaVac é uma vacina segura. Vários estudos já demonstraram que ela tem eficácia comprovada. Inclusive, alguns casos de pessoas que têm alergia severa à vacina da Pfizer, por exemplo, tiveram que tomar CoronaVac. É uma opção a mais, até para a gente poder ajustar, rever algumas possíveis reações adversas, e poder contribuir para acelerar a imunização da população”, afirma.  

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Processo

O uso emergencial da CoronaVac no Brasil para pessoas acima de 18 anos foi autorizado em 17 de janeiro de 2021. Em julho do ano passado, o Butantan apresentou o primeiro pedido de ampliação do uso da vacina para a faixa etária dos três aos 17 anos. A Anvisa negou a solicitação alegando limitação de dados dos estudos apresentados à época. 

Em 15 de dezembro de 2021, o instituto entrou com nova solicitação junto à agência, com base em dados coletados no estudo clínico conduzido com crianças no Chile.  

A Anvisa, no entanto, destaca que a aplicação da CoronaVac está proibida em crianças imunocomprometidas, ou seja, que têm o sistema imunológico mais debilitado e são mais vulneráveis ao agravamento de doenças. 

Avaliação

A Anvisa avaliou estudos clínicos de fase I e II, dados preliminares dos estudos de eficácia, segurança e imunogenicidade (fase III) realizados com 14 mil crianças em cinco países, e de estudos de efetividade (fase IV) conduzidos com milhões de crianças no Chile. 

A incorporação da CoronaVac ao PNI para aplicação em crianças e adolescentes depende do Ministério da Saúde. Em entrevista recente à CNN Brasil, o ministro Marcelo Queiroga disse que caso fosse aprovada pela Anvisa e passasse por uma análise interna da pasta, a CoronaVac poderia ser disponibilizada ao grupo. 

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20/01/2022 17:50h

Segundo especialistas o uso dos medicamentos é viável

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A maioria das pessoas sente algum sintoma logo depois da aplicação da vacina contra a Covid-19, como febre, dores de cabeça e no corpo, que variam de leves a moderadas. Aí surgem as dúvidas: Posso tomar dipirona ou paracetamol? Preciso esperar algum tempo após tomar a vacina, para fazer uso do remédio? 

Segundo os especialistas é viável, mas com moderação.  “Se a pessoa tiver alguma reação pós vacina como febre, como qualquer outra vacina não tem problema algum tomar antitérmico. O modo como a gente deve agir é o mesmo, o brasileiro é acostumado às nossas campanhas de imunização e em nada muda”, afirma a infectologista  Ana Helena Germoglio. 

De acordo com o Instituto Butantan, fabricante da CoronaVac,  analgésicos comuns, daqueles que são comprados sem receita médica (dipirona, paracetamol e outros anti-inflamatórios não esteroidais) podem ser usados porque não interferem na vacinação. Também não há contraindicação para o uso de qualquer antibiótico e antiviral antes ou após a aplicação da CoronaVac. Quanto aos medicamentos de uso contínuo, não é preciso interromper a administração, a não ser sob orientação médica.

O único cuidado é evitar o uso de corticosteróides sem orientação médica. Esse tipo de medicação pode interferir na resposta à vacina. Mas quem toma esse tipo de medicamento diariamente devido a alguma comorbidade não deve interromper seu uso.

A jovem Nicole Diniz estava ansiosa para tomar a primeira dose da vacina contra a Covid-19, mas receosa com os efeitos que poderia sentir, como dor de cabeça e dores  no corpo. "Eu saí do posto, comprei o remédio e logo tomei.”

Ela fez certo? Não, segundo o especialista da Fiocruz Nicole só poderia ter tomado depois de sentir os sintomas. “Não se recomenda fazer uso de analgésico e antitérmico antes da vacinação para prevenir o aparecimento de febre ou dores no corpo. Se a pessoa vacinada desenvolver este sintomas após a vacinação não há objeção alguma do uso de analgésicos nas doses aprovadas em bula que são as recomendadas pela Anvisa”,  afirma Sérgio Nishioka, especialista da Fiocruz.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) alerta que o uso indiscriminado de paracetamol para alívio de dores e febre após a vacinação contra Covid-19 pode levar a eventos adversos graves, incluindo hepatite medicamentosa e morte. Portanto, o uso do medicamento deve ser feito com cautela, sempre observando a dose máxima diária e o intervalo entre as doses.  

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19/01/2022 20:15h

Infectologistas afirmam que não há problemas em consumir álcool antes do teste. No entanto, recomendam moderação para evitar problemas de saúde

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Com o aumento da testagem após a alta de casos de Covid-19 no início do ano, os brasileiros estão curiosos: pode fazer teste de Covid-19 depois de beber bebida alcoólica? Karolina Peres de Oliveira, moradora de Samambaia (DF), se preocupa em ter se contaminado após entrar em contato com pessoas sintomáticas. 

“Recentemente eu estive em contato com pessoas que tiveram sintomas gripais. Por isso queria fazer o teste pra saber se eu estou com Covid-19. Mas eu queria saber se eu posso fazer o teste depois de ingerir bebida alcóolica?”

Quem responde é a infectologista e professora da Universidade de Campinas (Unicamp), Raquel Stucchi: “Pode fazer o teste de Covid-19, depois de beber bebida alcóolica. Pode tomar vacina, depois de beber bebida alcóolica também. Não tem nenhum problema.”

A infectologista Ana Helena Germoglio reforça a afirmativa. “Não há problema nenhum em fazer o teste de Covid-19 após a ingestão de bebida alcoólica. Da mesma forma que não há problema nenhum também de beber após tomar a vacina.”

RETROSPECTIVA: Quanto tempo devo ficar sem ingerir álcool após tomar vacina contra Covid-19?

Malefícios do Álcool

O epidemiologista da Sala de Situação em Saúde da Universidade de Brasília (UnB), Mauro Sanchez, reforça os prejuízos do consumo excessivo de álcool.

“Se você abusa do álcool - principalmente se esse abuso acontece durante um período prolongado - isso pode causar imunossupressão, o que afeta biologicamente o organismo. O que se deve ter é o bom senso de não abusar de bebida alcoólica, como sempre deve ser feito”, recomenda.

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Brasil 61