Saúde

03/09/2026 20:00h

Academia da Saúde da Indústria oferece programas de capacitação, imersões e conteúdos voltados à gestão estratégica

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O Serviço Social da Indústria (SESI) lançou a Academia da Saúde da Indústria, uma plataforma voltada à capacitação, articulação e desenvolvimento de lideranças na área de saúde do setor. A iniciativa busca transformar a gestão da saúde em um ativo estratégico para a indústria brasileira, com foco em educação executiva, inteligência estratégica, networking e inovação

Segundo o superintendente de Saúde da Indústria, Emmanuel Lacerda, a Academia da Saúde será o braço educacional do Movimento Empresarial pela Saúde (MES) e pretende atender à necessidade de qualificação de gestores de saúde, benefícios e recursos humanos das empresas industriais. 

“A partir de um processo de experiências práticas, a ideia é que a gente leve uma melhor gestão do benefício e da saúde e impacte positivamente na vida de milhares de pessoas que estão trabalhando na indústria ou são dependentes de trabalhadores da indústria”, explica. 

Integração do ecossistema de saúde

O SESI já atua como agente integrador do ecossistema de saúde, conectando empresas, academia, governo, prestadores de serviços, operadoras, instituições de pesquisa e entidades representativas

Segundo a entidade, a Academia da Saúde da Indústria deverá estimular a construção de soluções colaborativas para desafios complexos do setor, a partir da qualificação permanente, do intercâmbio de experiências e da produção de conhecimento aplicado

A iniciativa também pretende contribuir para melhorar a gestão dos investimentos corporativos em saúde, com potencial para favorecer a retenção de talentos, reduzir o afastamento de profissionais, elevar a produtividade e adequar os custos assistenciais

Para isso, a plataforma oferece:

  • Capacitação: formação e experiências imersivas para lideranças industriais; 
  • Inteligência: acesso a dados, evidências, benchmarking e tendências para apoiar decisões relacionadas à gestão da saúde; 
  • Aplicações: soluções práticas voltadas à geração de resultados para os negócios. 

Metodologia

A metodologia da Academia da Saúde da Indústria é dividida em quatro etapas: 

  1. Escutar: identificação dos desafios reais da gestão da saúde;
  2. Conectar: aproximação com especialistas e referências na área;
  3. Aprender: participação em imersões, fóruns e acesso a conteúdos personalizados;
  4. Aplicar: implementação de soluções e práticas com impacto no negócio.

Quem pode participar

A iniciativa é destinada a empresas de médio e grande porte integrantes do Movimento Empresarial pela Saúde (MES), além de executivos C-Level, gestores e especialistas em saúde, representantes do governo, operadoras, instituições de ciência e tecnologia (ICTs) e universidades. 

Para participar dos programas, capacitações e imersões da Academia da Saúde da Indústria, a empresa precisa primeiro aderir ao MES por meio do formulário oficial de inscrição do SESI

Conecta Saúde 2026

A Academia da Saúde da Indústria foi anunciada durante o Conecta Saúde 2026, realizado na última terça-feira (1º), em São Paulo. Promovido pelo SESI e pelo Conselho Nacional do SESI (CN-SESI), com apoio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), o evento reuniu mais de 500 participantes, entre lideranças empresariais, gestores públicos, representantes do setor de saúde e especialistas

O encontro discutiu como transformar diferentes atendimentos, informações e serviços de saúde em uma jornada contínua, capaz de acompanhar as pessoas antes, durante e depois de um quadro de saúde

Na abertura do evento, o diretor-superintendente do SESI, Paulo Mol, destacou que uma visão integral da saúde exige o acompanhamento da trajetória do trabalhador ao longo do tempo, conectando informações, atendimentos e diferentes pontos da rede. Segundo ele, essa mudança passa por uma atuação mais preventiva, que começa antes do surgimento da doença e prioriza a continuidade do cuidado. 

O presidente do Conselho Nacional do SESI, Fausto Junior, ressaltou que esse avanço também depende da capacidade de integrar os diferentes atores que fazem parte do sistema de saúde

Confira outros detalhes no portal da indústria.

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03/09/2026 04:55h

Pesquisa do SESI aponta ainda excesso de tempo de tela entre jovens e obesidade como principal doença crônica

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Quase metade dos trabalhadores da indústria brasileira não pratica atividade física nos momentos de lazer. Além disso, um em cada cinco profissionais relata nível elevado de estresse. É o que revela o VigIndústria Brasil - levantamento do Serviço Social da Indústria (SESI) divulgado na terça-feira (1º), durante o Conecta Saúde 2026, em São Paulo.

O estudo também aponta que 71% dos trabalhadores consomem poucas frutas e hortaliças. Entre os entrevistados, cerca de 34% passam três horas ou mais por dia em computadores, tablets ou celulares durante o tempo de lazer, seja para acessar redes sociais, assistir a filmes ou jogar. Entre os trabalhadores com menos de 30 anos, esse percentual chega a 48%.

A especialista em saúde integral do SESI, Georgia Matos, chama atenção para os efeitos da exposição prolongada às telas entre os trabalhadores mais jovens. Segundo ela, as consequências podem ir além da falta de descanso adequado.

“O que a gente percebeu é que os trabalhadores jovens, principalmente, têm apresentado indicadores de risco relacionados à hiper conexão, com muito tempo de tela. Isso tem interferido no sono, na qualidade dos relacionamentos e no nível de estresse. É algo que chamou atenção, e acho que as indústrias precisam ficar muito atentas”, considera.  

O VigIndústria é realizado em parceria entre o SESI, o Conselho Nacional do SESI (CN-SESI) e o Ministério da Saúde. O levantamento busca identificar fatores de risco e diferentes necessidades dos trabalhadores para orientar empresas na definição de prioridades e no planejamento de ações de promoção da saúde e prevenção de doenças crônicas.

Ainda segundo Georgia Matos, os dados podem ser usados pelas empresas para direcionar ações a grupos com necessidades específicas.

“Os dados precisam chegar à tomada de decisão. Se identificamos, por exemplo, uma concentração maior de determinado fator de risco em uma população, essa informação deve ajudar a orientar programas, campanhas, acompanhamento e ações específicas para aquele grupo”, afirma.

Estresse está entre os pontos de atenção

Além do nível elevado de estresse, relatado por 20,3% dos trabalhadores, 18,7% afirmaram ter dificuldade para relaxar e aproveitar o tempo de lazer. Entre os menores de 30 anos, a proporção chega a 21%.

Por meio de nota, o diretor administrativo adjunto da Associação Nacional de medicina do Trabalho (ANAMT) Ricardo de Almeida Sebba, afirmou que os dados da pesquisa revelam um acúmulo preocupante de fatores de risco. Para ele, inatividade física, alimentação inadequada, excesso de peso, estresse persistente, sono de má qualidade e uso excessivo de telas não atuam isoladamente, já que se somam e potencializam seus efeitos ao longo dos anos.

“Esse conjunto aumenta a probabilidade de obesidade, hipertensão arterial, alterações do colesterol, diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares, acidente vascular cerebral e alguns tipos de câncer. Também favorece perda de condicionamento físico, redução de força muscular, dores e limitações osteomusculares. No campo da saúde mental, pode contribuir para distúrbios do sono, ansiedade, depressão e esgotamento profissional”, explica.

“No ambiente profissional, as consequências podem aparecer como fadiga, menor capacidade de concentração e tomada de decisão, queda da capacidade para o trabalho, presenteísmo, aumento do absenteísmo, afastamentos prolongados e incapacidade precoce”, complementa Sebba.

Obesidade lidera entre as doenças crônicas

A obesidade aparece como a condição crônica mais frequente entre as investigadas pelo VigIndústria e está presente em 22,7% dos trabalhadores. Na sequência estão os problemas crônicos de coluna, relatados por 19%, o colesterol alto, com 17%, e a hipertensão, com 16%.

Clique aqui para ter acesso à íntegra do estudo 

O levantamento também mostra aumento da prevalência de algumas doenças conforme a idade avança. É o caso do diabetes, identificado em 5,7% do total de entrevistados. O percentual passa de 3% entre os trabalhadores com menos de 30 anos para 8% na faixa de 40 a 59 anos e chega a 22% entre aqueles com 60 anos ou mais.

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Ricardo de Almeida Sebba reforça que uma vida saudável não exige que todos se tornem atletas, mas requer regularidade e compromisso com hábitos sustentáveis.

“O primeiro passo é incorporar o movimento à rotina. Para adultos, recomenda-se acumular entre 150 e 300 minutos semanais de atividade física moderada ou entre 75 e 150 minutos de atividade vigorosa, além de exercícios de fortalecimento muscular em pelo menos dois dias da semana”, orienta. Por fim, não é tecnicamente correto atribuir toda a responsabilidade ao trabalhador. As empresas também precisam criar condições reais para escolhas saudáveis”, pontua.

Para o presidente do Conselho Nacional do SESI, Fausto Junior, os resultados podem contribuir para orientar a gestão da saúde dos trabalhadores de acordo com as necessidades identificadas em diferentes regiões.

“Nesse processo, o SESI desempenha um papel complementar ao Sistema Único de Saúde (SUS), conforme previsto na Constituição e na legislação. Pela sua capilaridade e presença no mundo do trabalho, pode somar esforços e ampliar o alcance das ações de promoção, prevenção e cuidado junto aos trabalhadores da indústria. Essa articulação entre governo, Sistema Indústria e empresas é fundamental para transformar conhecimento em melhores condições de saúde e qualidade de vida”, destaca.

Maioria considera segurança uma prioridade no trabalho

O levantamento também avaliou como os trabalhadores percebem a segurança no ambiente profissional. Para 84% dos entrevistados, a segurança é importante para a empresa. Mais de sete em cada dez também afirmam que a organização prioriza a prevenção e consideram o ambiente de trabalho seguro.

Há diferenças, porém, quando o levantamento considera o treinamento para situações de emergência e prevenção de acidentes conforme o porte das empresas. Entre trabalhadores de micro e pequenas indústrias, 56% afirmam receber esse tipo de treinamento. Nas médias e grandes empresas, o percentual sobe para 68%.

VigIndústria

O levantamento foi realizado entre julho e dezembro de 2025 e ouviu 57.952 trabalhadores de 825 empresas. Ao todo, foram analisados 33 indicadores, distribuídos em seis dimensões: sociodemográfica; comportamentos de risco; bem-estar mental; morbidade referida; percepção de saúde e autocuidado; e cultura de segurança.

A proposta é reunir informações sobre fatores de risco e necessidades dos profissionais para subsidiar a definição de prioridades e o planejamento de medidas de promoção da saúde e prevenção de doenças.
 

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03/09/2026 04:15h

Relatório da Confederação Nacional de Municípios aponta que hospitalização e Atenção Primária concentram recursos municipais; entidade defende medidas que readequem modelo de financiamento do SUS para garantir participação equitativa entre União, Estados e municípios

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Os gastos dos municípios com a área da saúde superaram o piso constitucional em 7,2% em 2025, estabelecido pela Emenda Constitucional (EC) 29/2000 e fixado em 15%. O dado integra a segunda edição de um relatório da Confederação Nacional de Municípios (CNM), baseado em dados declarados ao Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde (Siops).

O estudo destaca um panorama do impacto da Média e Alta Complexidade (MAC) do Sistema Único de Saúde (SUS) e aponta que, em 2025, os municípios brasileiros aplicaram, em média, 22,2% da receita resultante de impostos e transferências constitucionais em ações e serviços públicos de saúde.

O levantamento aponta que a elevação nos gastos dos municípios com saúde gera sobrecarga orçamentária nas administrações locais. Na avaliação da CNM, a sobrecarga financeira às cidades relacionada à área da saúde tem sido um dos principais desafios para a gestão municipal. 

Em nota, o presidente da Confederação, Paulo Ziulkoski, disse que os desafios vão além dos problemas com recursos. “Além da pressão orçamentária, a gestão municipal enfrenta o desafio de novos modelos de remuneração por “pacotes” e a fragmentação do financiamento via programas federais, como o Programa Agora Tem Especialistas (Pate)”, destaca.

Comprometimento orçamentário

O relatório ainda indica que 1.448 municípios reportaram aplicação superior a 25% de suas receitas próprias em saúde, ou seja, mais de 10 pontos percentuais acima do piso obrigatório. Conforme o estudo, dessas cidades, 445 aplicaram valores equivalentes ou superiores ao dobro do valor constitucionalmente obrigatório. 

Confira os maiores percentuais médios de aplicação de recursos em saúde observados por UF:

  • São Paulo: 25,1%;
  • Ceará: 24,8% e 
  • Rio de Janeiro: 24,6%. 

“Esses dados evidenciam um padrão de elevado comprometimento orçamentário dos entes municipais, com potenciais repercussões sobre a sustentabilidade fiscal local”, diz um trecho da publicação da CNM.

Segundo a entidade, a ampliação contínua da aplicação municipal em saúde demonstra que os governos locais têm assumido uma parcela crescente no financiamento do SUS, mesmo em um cenário de restrições fiscais e aumento da demanda por serviços públicos. 

Os dados declarados ao Siops indicam que 99,6% dos 5.560 municípios que prestaram informações ao sistema em  2025 cumpriram o limite mínimo constitucional de aplicação em ações e serviços públicos de saúde.

Principais despesas

A principal despesa municipal em saúde foi com Assistência Hospitalar e Ambulatorial. A participação no total dos gastos foi de 43,5% em 2020 para 45,8% em 2025, alcançando R$ 155 bilhões. 

Em seguida aparece a Atenção Primária à Saúde (APS), que aumentou de 34,6% para 36,2% no período e totalizou R$ 122 bilhões em 2025.

De acordo com o levantamento, de cada R$ 100 aplicados em saúde, cerca de R$ 82 foram destinados à Assistência Hospitalar ou à APS.

A CNM defendeu, em nota, medidas que readequem o modelo de financiamento do SUS.

“É imprescindível o desenvolvimento de medidas estruturantes que promovam a recomposição e readequação do modelo de financiamento do SUS, garantindo uma participação mais equitativa entre a União, os estados e os municípios”, destacou Ziulkoski, em nota.


 

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31/08/2026 04:45h

Evento será realizado em São Paulo e reunirá representantes do setor público e privado para discutir formas de superar a fragmentação do sistema de saúde

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Como integrar prevenção, promoção da saúde, assistência e inovação para oferecer um cuidado mais coordenado? Essa é uma das questões que estarão no centro da segunda edição do Conecta Saúde, que será realizada em 1º de setembro, na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), em São Paulo.

Promovido pelo Serviço Social da Indústria (SESI), Conselho Nacional do SESI (CN-SESI) com apoio da FIESP, o encontro reunirá líderes empresariais, gestores públicos, operadoras e especialistas do setor.

A proposta é discutir caminhos para reduzir a fragmentação do atendimento e aproximar pesquisadores, formuladores de políticas públicas e desenvolvedores de tecnologia de quem atua diretamente no cuidado com a população.

A primeira edição nacional do Conecta Saúde foi realizada em 2025. Neste ano, a discussão parte de uma questão central: como cuidar melhor das pessoas em um sistema de saúde ainda dividido? A organização considera que uma assistência coordenada depende da integração entre diferentes etapas do cuidado, desde a prevenção e a promoção da saúde até o atendimento e a inovação.

“No Conecta, estamos trazendo justamente a lógica do cuidado coordenado, de como a gente pode melhor coordenar esse cuidado, porque estamos trazendo a ideia de sair de um olhar fragmentado para um olhar contínuo. Então, queremos, a partir desses dados, integrar essas informações, de forma que possamos entender melhor o perfil populacional de saúde que temos e direcionar melhor as ações, seja para um público que precisa de uma intervenção de cuidado, seja para quem tem necessidade de fazer um programa de saúde”, enfatiza Thiago Taho, gerente de Saúde Integral do SESI.

Saúde do trabalhador como estratégia

Para o diretor-superintendente do SESI, Paulo Mol, a saúde dos trabalhadores deve fazer parte de uma agenda permanente das empresas. Segundo ele, isso passa por conhecer melhor esse público, identificar riscos antecipadamente e criar condições para que o acompanhamento ocorra de maneira contínua, e não apenas diante do surgimento de um problema de saúde.

A partir do Conecta Saúde, provocamos justamente essa reflexão entre as lideranças e os profissionais da área. Quanto mais coordenada for essa atuação, maior será a capacidade de promover saúde, melhorar a experiência das pessoas e gerar resultados sustentáveis também para as empresas”, afirma.

Entre os assuntos previstos para esta edição estão:

  • Coordenação do cuidado: organização e articulação dos serviços de saúde entre diferentes profissionais e níveis de atenção para garantir um melhor cuidado.
  • Cuidado contínuo: acompanhamento do paciente ao longo do tempo, para promover prevenção, tratamento e reabilitação de forma integrada e sem interrupções.
  • Inteligência de dados: organização de informações, como dados do paciente, exames, prontuários, internações e custos, para tomar melhores decisões.
  • Linhas de cuidado: percursos ideais, desde a prevenção e a identificação do problema, até o diagnóstico, tratamento, acompanhamento e reabilitação, com atuação articulada.
  • Saúde Digital: integração entre o atendimento físico e digital na saúde, unindo consultas presenciais, telemedicina e tecnologia para uma jornada facilitada.
  • Saúde integral: forma de cuidado que considera a pessoa como um todo, incluindo aspectos físicos, emocionais, sociais e relacionados ao trabalho.

Dados e tecnologia no cuidado

O presidente do Conselho Nacional do SESI, Fausto Junior, destaca que as mudanças tecnológicas, o envelhecimento da população, as alterações no perfil epidemiológico e os novos desafios relacionados à saúde dos trabalhadores exigem maior articulação entre diferentes áreas.

Para ele, a integração entre conhecimento, inovação e dados pode contribuir para transformar informações em medidas de cuidado e prevenção.

“O Conecta Saúde cria um ambiente de cooperação e troca de conhecimento, em que diferentes perspectivas podem contribuir para a construção de soluções. A expectativa para este ano é ampliar o diálogo sobre saúde integral, reforçando a importância da interoperabilidade de dados para conhecer, acompanhar e coordenar um atendimento populacional mais eficaz e preciso”, pontua.

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A programação também terá o lançamento do relatório “Vigindústria Brasil”, previsto para 1º de setembro. O estudo reúne dados de saúde e segurança de trabalhadores de todas as regiões do país e apresenta um retrato das condições de saúde desse público.

O levantamento chama atenção para fatores como sedentarismo e consumo de álcool, além de questões relacionadas à saúde mental e às doenças crônicas.

Saúde digital foi tema da primeira edição

Na edição de 2025, o Conecta Saúde teve como foco a saúde digital. O debate abordou o uso de aplicativos, telemedicina, inteligência artificial e prontuários eletrônicos como ferramentas para ampliar o acesso ao atendimento e aprimorar a gestão do sistema de saúde.

Durante o evento, também foi apresentada uma pesquisa segundo a qual 78% da população brasileira demonstrava interesse, naquele momento, em utilizar serviços de saúde digital.

O levantamento foi realizado pelo Instituto de Pesquisa Nexus e ouviu mais de 2 mil pessoas com mais de 16 anos, em todos os estados brasileiros, entre 13 e 15 de maio de 2025.
 

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29/08/2026 04:25h

Boletim da FioCruz aponta que AL, MT e RR apresentam incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave em nível de alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas; pesquisadora aponta que casos podem estar sendo implicados pelo rinovírus

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O mais recente Boletim InfoGripe da Fiocruz aponta sinal de crescimento nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em Alagoas, Mato Grosso e Roraima. Os três estados apresentam incidência em nível de alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas. A análise é referente à semana epidemiológica 33, de 16 a 22 de agosto.

Conforme a publicação, o aumento do número de casos de SRAG em Mato Grosso e Roraima tem se concentrado entre as crianças de 2 a 4 anos. Já em Alagoas, o aumento nos registros tem ocorrido principalmente nas crianças e adolescentes de 2 a 14 anos.

A pesquisadora do Boletim InfoGripe, Tatiana Portella, destaca que, embora ainda não haja dados laboratoriais suficientes para confirmar os vírus responsáveis, o rinovírus é apontado como o principal suspeito nos casos que atingem essa faixa etária.

“Levando em consideração o perfil etário e o cenário epidemiológico nacional, a gente acredita que os vírus que estejam impulsionando esse aumento dos casos de SRAG nas crianças e adolescentes em Alagoas, Mato Grosso e Roraima seja principalmente o rinovírus, que é o vírus do resfriado comum, e também, em menor escala, o metapneumovírus”, aponta Portella.

De acordo com os pesquisadores do InfoGripe, a diminuição dos casos de SRAG nas crianças menores de 2 anos está relacionada à queda do número de hospitalizações por VSR. Já o recuo de SRAG nas demais faixas etárias é atribuído à diminuição das hospitalizações pelo vírus da influenza.

SGAG e outros vírus respiratórios

Apesar da tendência de crescimento nos casos de SRAG em apenas três Unidades da Federação (UF), o InfoGripe aponta que oito UFs ainda estão com incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco, mas sem sinal de crescimento na tendência de longo prazo. Confira quais:

  • Amazonas;

  • Mato Grosso do Sul;
  • Minas Gerais;
  • Paraná;
  • Rio Grande do Sul;
  • Rio de Janeiro;
  • Santa Catarina e 
  • Sergipe.

Em relação ao cenário epidemiológico dos outros vírus respiratórios, como o vírus sincicial respiratório (VSR) e influenza, Portella afirma que foi observado que o período de sazonalidade da influenza A já se encerrou no país – por isso, os casos graves por influenza A estão baixos na maioria dos estados. No entanto, as ocorrências de SRAG estão em níveis altos de incidência em Roraima.

De acordo com o Boletim, em relação à Covid-19, todas as UFs estão em um patamar baixo de incidência.

No caso das capitais, quatro apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco, referente às últimas duas semanas, com sinal de crescimento de SRAG na tendência de longo prazo, referente ao período das últimas 6 semanas. São elas: Aracaju (SE), Belém (PA), Boa Vista (RR) e João Pessoa (PB).

Cenário epidemiológico no país 

Em 2026, já foram notificados 141.009 casos de SRAG, 54% com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório. Entre os casos positivos, 17,9% foram de influenza A e apenas 5,4% de influenza B. Por outro lado, 42% foram de VSR, 30,4% de rinovírus e 3,9% de Sars-CoV-2 (Covid-19). 
 

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22/08/2026 04:15h

Ação integra Campanha Nacional de Multivacinação, que vai até 1º de setembro. Nos municípios paulistas de Guarulhos, São Bernardo do Campo e São Paulo foi recomendado reforço contra sarampo devido ao risco de casos importados

O Dia D da Campanha de Multivacinação ocorre neste sábado (22) em todo o Brasil. Estarão disponíveis imunizantes que protegem contra 20 doenças graves, como meningites, tuberculose e cânceres associados ao HPV. O principal foco de vacinação são crianças e adolescentes menores de 15 anos. A campanha segue até o dia 1º de setembro e o objetivo é a atualização de vacinas.

Pela primeira vez, a campanha conta com a vacina pneumocócica 20-valente (Pneumo 20), incorporada em junho de 2026 ao Calendário Nacional de Vacinação. O imunizante amplia a proteção contra doenças causadas pelo pneumococo, como pneumonias e meningites. A vacina é indicada para crianças menores de 5 anos, conforme o esquema vacinal.

Segundo o Ministério da Saúde, mais de 180 milhões de doses foram distribuídas para garantir a vacinação em todo o país ao longo deste ano até agora. As vacinas mais aplicadas foram contra influenza, sarampo (tríplice viral) e poliomielite foram as mais aplicadas.

Confira quais vacinas estarão disponíveis no Dia D, conforme a faixa etária, o histórico vacinal e a indicação:

  • BCG;
  • Hepatite B;
  • Penta (DTP/Hib/HB);
  • Poliomielite (VIP);
  • Rotavírus humano;
  • Pneumocócica conjugada 10-valente e 20-valente;
  • Meningocócica C;
  • Influenza;
  • Covid-19;
  • Febre amarela;
  • Meningocócica ACWY;
  • Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola);
  • Varicela;
  • DTP;
  • Hepatite A;
  • dT;
  • HPV4;
  • Dengue tetravalente.
  • Sarampo

A pasta informou que a estratégia tem o intuito de ampliar as coberturas vacinais, fortalecer a proteção coletiva e facilitar o acesso às vacinas ofertadas de forma gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A medida tem como foco contribuir para a prevenção de doenças imunopreveníveis em todo o país.

Reforço de doses contra o sarampo em municípios paulistas

Considerando o aumento de casos de sarampo na região das Américas e do registro de casos importados no Brasil, o Ministério da Saúde mantém a vacinação indiscriminada contra a doença para pessoas de 6 meses a 59 anos em Guarulhos, São Bernardo do Campo e na capital paulista para evitar a reintrodução do sarampo no país.

A mobilização, que começou em 3 de agosto, já aplicou  mais de 529,8 mil doses da vacina tríplice viral nos três municípios até o dia 14 de agosto. Desse total, 87,2 mil doses foram destinadas a crianças de 5 a 11 anos, o que representa 16,5% das aplicações.

Recertificação 

Em novembro de 2024, o Brasil recebeu a recertificação da eliminação da circulação endêmica do sarampo pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) – status que é mantido atualmente. No Dia D e até o fim da campanha, a proteção contra o sarampo também pode ser atualizada em todos os estados.

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22/08/2026 04:10h

Rondônia, Piauí, Bahia e Sergipe mostram leve sinal de crescimento

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O mais recente Boletim InfoGripe da Fiocruz aponta que o número de casos de Síndrome Respiratória Grave (SRAG) segue com sinal de queda em quase todas as Unidades da Federação (UF). A exceção do recuo de casos foi registrada nos estados de Rondônia, Piauí, Bahia e Sergipe, os quais mostram leve sinal de crescimento. A análise é referente à semana epidemiológica 32, de 9 a 15 de agosto.

Mesmo com a diminuição de casos de SRAG no país, os pesquisadores do InfoGripe reforçam que a vacina é a principal forma de prevenção contra casos graves e óbitos pelos principais vírus que causam SRAG, como influenza, VSR e Covid-19.

Recorte estadual  

Apesar da tendência de queda nos casos de SRAG, o InfoGripe aponta que 11 UFs ainda estão com incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas.

Confira as 11 UFs em que há casos de SRAG em alerta, risco ou alto risco:

  • Acre;
  • Amazonas;
  • Bahia;
  • Goiás;
  • Maranhão;
  • Mato Grosso;
  • Minas Gerais;
  • Rio Grande do Sul;
  • Rio de Janeiro;
  • Roraima e 
  • Sergipe. 

O Boletim informa, ainda, que há um sinal de início ou manutenção da queda dos casos de SRAG por VSR no país. No entanto, mesmo com tendência de queda, os casos de SRAG por VSR continuam altos em Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Roraima, São Paulo, Santa Catarina, Sergipe e Rio Grande do Sul. 

Já os casos graves por influenza B seguem com alta no Rio Grande do Sul, mas mostram sinais de desaceleração do crescimento no Espírito Santo e Minas Gerais.

Em relação à Covid-19, o número de casos semanais está em um patamar baixo de incidência em todas as UF. Também há uma manutenção do aumento das hospitalizações por metapneumovírus em toda a Região Sul, além de São Paulo, Pernambuco, Amazonas e Sergipe, e de rinovírus na Bahia, São Paulo e Espírito Santo. Segundo os pesquisadores, o cenário não tem impacto relevante nos casos de SRAG em boa parte desses estados.

Capitais

A atualização mostra, ainda, que quatro das 27 capitais apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco (últimas duas semanas) com sinal de crescimento de SRAG na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) até a Semana 32, sendo: Aracaju, Cuiabá, Salvador e Porto Alegre. 

Além disso, três capitais apresentam incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, mas sem sinal de crescimento na tendência de longo prazo: Belo Horizonte, Florianópolis e São Luís.

Cenário epidemiológico no país 

Em 2026, já foram notificados 137.551 casos de SRAG, 54% com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório. Entre os casos positivos, 18,2% foram de influenza A e apenas 5,4% de influenza B. Por outro lado, 42,2% foram de vírus sincicial respiratório, 30,1% de rinovírus e 3,9% de Sars-CoV-2 (Covid-19). 

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22/08/2026 04:00h

Fraqueza nas pernas depois de uma gripe? Pode ser algo mais sério!

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Você já teve uma gripe forte e, depois, começou a sentir fraqueza nas pernas ou formigamento subindo pelo corpo? Esses podem ser sinais da síndrome de Guillain-Barré, uma doença autoimune rara que ataca o sistema nervoso periférico.

"O sistema imunológico passa a atacar por engano a bainha de mielina, prejudicando a condução dos impulsos nervosos", explica o neurologista Dr. Alexandre Motta Mecê (CRM: 190.946/SP).

Os sintomas incluem dormência, fraqueza muscular progressiva, dor profunda, perda de coordenação e, em casos graves, dificuldade para engolir ou respirar. A síndrome pode surgir após infecções virais ou bacterianas e requer diagnóstico precoce.

O tratamento envolve plasmaferese (procedimento médico em que o plasma sanguíneo é separado do sangue total), imunoglobulina venosa e reabilitação física. Com atendimento rápido, a maioria dos pacientes se recupera completamente ou com sequelas mínimas.

Procure ajuda médica se notar esses sintomas.

Veja ao vídeo com a explicação do especialista:

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20/08/2026 04:20h

Ação integra Campanha Nacional de Multivacinação, que vai até 1º de setembro. Nos municípios paulistas de Guarulhos, São Bernardo do Campo e São Paulo foi recomendado reforço contra sarampo devido ao risco de casos importados

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O Dia D da Campanha de Multivacinação ocorre neste sábado (22) em todo o Brasil. Estarão disponíveis imunizantes que protegem contra 20 doenças graves, como meningites, tuberculose e cânceres associados ao HPV. O principal foco de vacinação são crianças e adolescentes menores de 15 anos. A campanha segue até o dia 1º de setembro e o objetivo é a atualização de vacinas.

Pela primeira vez, a campanha conta com a vacina pneumocócica 20-valente (Pneumo 20), incorporada em junho de 2026 ao Calendário Nacional de Vacinação. O imunizante amplia a proteção contra doenças causadas pelo pneumococo, como pneumonias e meningites. A vacina é indicada para crianças menores de 5 anos, conforme o esquema vacinal.

Segundo o Ministério da Saúde, mais de 180 milhões de doses foram distribuídas para garantir a vacinação em todo o país ao longo deste ano até agora. As vacinas mais aplicadas foram contra influenza, sarampo (tríplice viral) e poliomielite foram as mais aplicadas.

Confira quais vacinas estarão disponíveis no Dia D, conforme a faixa etária, o histórico vacinal e a indicação:

  • BCG;
  • Hepatite B;
  • Penta (DTP/Hib/HB);
  • Poliomielite (VIP);
  • Rotavírus humano;
  • Pneumocócica conjugada 10-valente e 20-valente;
  • Meningocócica C;
  • Influenza;
  • Covid-19;
  • Febre amarela;
  • Meningocócica ACWY;
  • Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola);
  • Varicela;
  • DTP;
  • Hepatite A;
  • dT;
  • HPV4;
  • Dengue tetravalente.
  • Sarampo

A pasta informou que a estratégia tem o intuito de ampliar as coberturas vacinais, fortalecer a proteção coletiva e facilitar o acesso às vacinas ofertadas de forma gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A medida tem como foco contribuir para a prevenção de doenças imunopreveníveis em todo o país.

Reforço de doses contra o sarampo em municípios paulistas

Considerando o aumento de casos de sarampo na região das Américas e do registro de casos importados no Brasil, o Ministério da Saúde mantém a vacinação indiscriminada contra a doença para pessoas de 6 meses a 59 anos em Guarulhos, São Bernardo do Campo e na capital paulista para evitar a reintrodução do sarampo no país.

A mobilização, que começou em 3 de agosto, já aplicou  mais de 529,8 mil doses da vacina tríplice viral nos três municípios até o dia 14 de agosto. Desse total, 87,2 mil doses foram destinadas a crianças de 5 a 11 anos, o que representa 16,5% das aplicações.

Recertificação 

Em novembro de 2024, o Brasil recebeu a recertificação da eliminação da circulação endêmica do sarampo pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) – status que é mantido atualmente. No Dia D e até o fim da campanha, a proteção contra o sarampo também pode ser atualizada em todos os estados.

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17/08/2026 04:30h

Saiba as principais causas e tratamentos para dor na nuca

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A dor na nuca, região atrás do pescoço, costuma estar ligada ao uso excessivo do celular e postura incorreta. Segundo o ortopedista Dr. Nelson Astur Neto (CRM: 125.010/SP), “ajustar a altura da tela e evitar inclinar a cabeça para frente pode prevenir grande parte dos casos”.

Torcicolo, artrose (em pessoas acima dos 50) e hérnia de disco também causam dor na região. Fique atento se houver formigamento ou fraqueza nos braços, dor com febre ou início súbito e intenso, nesses casos, procure atendimento imediato.

A dor pode estar ainda relacionada à cefaleia tensional ou até fibromialgia, especialmente se vier com cansaço e dores em todo o corpo.

Alongamentos, travesseiro adequado e pausas ao longo do dia ajudam a prevenir.

“A dor na nuca nem sempre é simples. Observe os sinais e cuide da postura”, reforça o especialista.

Veja ao vídeo com a explicação do especialista:

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