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Baixar áudioA nova edição do Boletim InfoGripe, divulgada na quinta-feira (7) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), revela que o aumento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no país é causado pelo período sazonal de maior circulação do vírus da influenza A e do vírus sincicial respiratório (VSR).
Segundo o levantamento, o crescimento das notificações já era esperado para esta época do ano, com maior intensidade prevista para meados de maio. No entanto, como a circulação da influenza A começou mais cedo em 2026, especialmente no Norte e Nordeste do país, alguns estados dessas regiões já apresentam sinais de queda nos casos confirmados pela doença.
Por outro lado, toda a Região Sul, alguns estados do Norte — como Acre, Rondônia e Roraima — e do Sudeste — como São Paulo e Espírito Santo —, além de Alagoas, continuam registrando avanço nos casos de SRAG associados à influenza A.
O boletim também alerta para o aumento das ocorrências de SRAG provocadas pelo VSR, vírus que afeta principalmente crianças menores de 2 anos. O crescimento foi identificado em estados de todas as regiões do país, entre eles Amapá, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.
Já Acre, Goiás, Roraima e Rondônia apresentam sinais de queda dos casos de VSR, enquanto em Alagoas, Amazonas, Mato Grosso, Sergipe e Tocantins, o cenário é de estabilidade ou oscilação.
Os casos de SRAG associados à Covid-19 apresentam tendência de alta apenas nos estados do Ceará e Maranhão.
Com exceção de Paraná e São Paulo, todas as unidades da federação apresentam incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco. Em grande parte delas, há tendência de crescimento no longo prazo, como Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Distrito Federal, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Pará, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Santa Catarina.
Entre as capitais, 18 registram atividade de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, com sinal de crescimento de SRAG na tendência de longo prazo. Estão nessa lista Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Florianópolis (SC), Goiânia (GO), João Pessoa (PB), Macapá (AP), Maceió (AL), Manaus (AM), Natal (RN), Porto Alegre (RS), Rio Branco (AC), Rio de Janeiro (RJ), São Luís (MA), São Paulo (SP) e Teresina (PI).
Segundo o InfoGripe, na maioria dessas capitais, o aumento das internações por SRAG ocorre principalmente entre crianças menores de 2 anos. O destaque é para Maceió, Palmas e Campo Grande, onde também foi observado crescimento dos casos entre idosos.
Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, a distribuição dos vírus entre os casos positivos de SRAG foi a seguinte:
Entre os óbitos, a presença dos mesmos agentes foi:
O levantamento do InfoGripe tem como base os dados inseridos no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe, atualizados até 2 de maio, e é referente à Semana Epidemiológica (SE) 17. Confira outros detalhes no link.
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Copiar o textoEstado prevê abertura de quase 2 mil leitos; hospitalizações por influenza disparam 533,3%
Baixar áudioO governo do Rio Grande do Sul decretou estado de emergência em saúde pública em todo o território gaúcho diante do aumento das internações provocadas pela Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). A publicação do normativo é essencial para que o estado possa solicitar apoio financeiro ao Ministério da Saúde para habilitação dos leitos de unidade de terapia intensiva (UTI) adulto e pediátrica.
Segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES), serão habilitados 604 leitos estaduais e 1.277 leitos federais nos próximos meses. Durante a vigência da emergência, os hospitais que atendem pelo SUS deverão priorizar medidas administrativas para ampliar a oferta de leitos clínicos com suporte ventilatório e de UTI destinados a pacientes com SRAG.
Os leitos financiados com recurso estadual irão receber uma diária de R$ 2,3 mil. Já os habilitados pelo governo federal contarão com um complemento estadual de R$ 300, somado aos R$ 2 mil repassados pela União.
De acordo com o Decreto 58.754/2026, o estado de emergência tem validade de 120 dias, podendo ser prorrogado conforme a evolução dos indicadores epidemiológicos.
A SES ficará responsável por coordenar as ações de enfrentamento, definindo diretrizes e priorizando o atendimento pediátrico. Os municípios poderão adotar medidas complementares conforme suas realidades epidemiológicas.
A decisão se baseia na análise de indicadores epidemiológicos que apontam aumento expressivo na circulação de vírus respiratórios, pressionando os serviços de saúde, sobretudo na rede pediátrica, com risco de saturação do SUS.
Segundo o decreto, em um intervalo de três semanas, foram registrados:
Segundo o mais recente Boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), os casos de SRAG por vírus sincicial respiratório (VSR) — que afetam principalmente crianças de até 2 anos — continuam aumentando em vários estados, incluindo o Rio Grande do Sul.
Dados do Ministério da Saúde também indicam tendência de crescimento dos casos de SRAG no estado, com possibilidade de alcançar nível moderado de incidência nas próximas semanas.
A iniciativa integra o programa Inverno Gaúcho com Saúde, que busca preparar a rede estadual para o período de maior circulação de vírus respiratórios.
Como parte das ações, foram repassados R$ 7,5 milhões aos 497 municípios gaúchos para fortalecer a atenção primária. Entre as medidas previstas estão:
O investimento também inclui ações de prevenção contra o VSR, como a vacinação de gestantes e a imunização passiva com nirsevimabe, priorizando crianças prematuras ou com comorbidades.
Outra frente do programa é a implantação, a partir desta segunda-feira (4), do serviço de teleUTI pediátrica, que dará suporte a profissionais de saúde no manejo de casos graves e na avaliação da necessidade de transferências.
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Baixar áudioA maior parte do Brasil apresenta incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em nível de alerta, risco ou alto risco. É o que revela a nova edição do Boletim InfoGripe, divulgado na quarta-feira (29) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
Somente Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul estão fora desse cenário epidemiológico. De acordo com a Fiocruz, o quadro reflete a sazonalidade do vírus sincicial respiratório (VSR) e da influenza A no país.
Outro ponto de atenção é o aumento contínuo dos casos de SRAG associados ao VSR em todas as unidades da federação. A doença atinge principalmente crianças de até dois anos de idade.
Segundo o levantamento, o avanço das notificações foi observado no Acre, Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Minas Gerais, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Pará, Pernambuco, Paraná, Paraíba, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe e São Paulo.
Por outro lado, Goiás, Maranhão e Tocantins já apresentam indícios de estabilidade, enquanto Amazonas, Mato Grosso, Rondônia e Roraima indicam sinais de queda.
O boletim também aponta crescimento dos casos de SRAG associados à influenza A em boa parte do Centro-Sul — Distrito Federal, Espírito Santo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo —, em alguns estados do Norte — Acre, Rondônia e Roraima —, além de Alagoas e Paraíba, no Nordeste.
No entanto, há uma tendência de queda em diversos estados do Norte — Amazonas, Amapá, Pará e Tocantins —, do Nordeste — Bahia, Ceará, Maranhão, Piauí e Rio Grande do Norte —, além de Mato Grosso. Goiás e Sergipe já sinalizam interrupção do crescimento dos casos de gripe.
A pesquisadora do Boletim InfoGripe e do Programa de Computação Científica da Fiocruz, Tatiana Portella, afirma que a vacinação é a principal forma de prevenir casos graves de VSR e influenza.
“É essencial que a população que faz parte dos grupos prioritários — como crianças, idosos e pessoas com comorbidade — tomem a dose atualizada da vacina da gripe durante o período da campanha, para ficarem protegidas no momento de maior circulação desses vírus”, reforça.
Portella também orienta que a vacina contra o VSR pode ser aplicada em qualquer época do ano e é indicada para gestantes a partir da 28ª semana de gravidez, garantindo a proteção dos bebês nos primeiros meses de vida.
Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, a distribuição dos vírus entre os casos positivos de SRAG foi a seguinte:
Entre os óbitos, a presença dos mesmos agentes foi:
O levantamento do InfoGripe tem como base os dados inseridos no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe, atualizados até 25 de abril, e é referente à Semana Epidemiológica (SE) 16. Confira outros detalhes no link.
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Copiar o textoAlta é impulsionada pelo crescimento das hospitalizações por vírus sincicial respiratório
Baixar áudioOs casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) aumentaram entre crianças menores de dois anos nas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste. A informação consta no mais recente Boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
Segundo o levantamento, o avanço é impulsionado principalmente pelo aumento das hospitalizações causadas pelo vírus sincicial respiratório (VSR) nessa faixa etária.
A pesquisadora do InfoGripe e do Programa de Computação Científica (Procc/Fiocruz), Tatiana Portella, explica que o VSR é uma das principais causas de bronquiolite e destaca a importância da vacinação.
“É essencial que gestantes a partir da 28ª semana tomem a vacina contra o vírus para que seus bebês fiquem protegidos nos primeiros meses de vida”, orienta.
No geral, os casos de SRAG apresentam estabilidade na tendência de curto e de longo prazo.
Segundo o boletim, houve um aumento das ocorrências relacionadas ao VSR em todo o Centro-Oeste e em parte do Sudeste — São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo — além de diversos estados do Norte — Acre, Pará, Tocantins e Roraima — e do Nordeste — Maranhão, Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia.
Em relação à influenza A, os casos seguem em crescimento em boa parte da região Centro-Sul — Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina — além de alguns estados do Nordeste — Paraíba, Alagoas e Sergipe — e do Norte — Amapá, Acre e Rondônia.
Por outro lado, o boletim aponta queda dos casos de SRAG associados à influenza A em vários estados do Nordeste, como Maranhão, Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte, Bahia e Pernambuco, além do Pará e do Rio de Janeiro.
Diante desse cenário, Tatiana Portella reforça a importância da vacinação para os grupos prioritários, como crianças de até seis anos e idosos.
“Com o aumento das hospitalizações por influenza A em diversos estados do país, é fundamental que a população prioritária que ainda não se vacinou procure um posto de saúde o quanto antes para receber a dose anual da vacina”, recomenda.
Os casos de SRAG associados ao rinovírus apresentam sinais de interrupção do crescimento ou queda na maior parte do país. No entanto, continuam aumentando nos estados do Pará e Mato Grosso.
Já os casos graves por Covid-19 seguem em níveis baixos no Brasil.
Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, a distribuição dos vírus entre os casos positivos de SRAG foi a seguinte:
Entre os óbitos, a presença dos mesmos agentes foi:
O levantamento do InfoGripe tem como base os dados inseridos no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe, atualizados até 11 de abril, e é referente à Semana Epidemiológica (SE) 14. Confira outros detalhes no link.
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Baixar áudioO mais recente Boletim InfoGripe, divulgado nesta quinta-feira (9) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), aponta aumento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associados ao vírus influenza A em grande parte da Região Centro-Sul do país.
Segundo o levantamento, o crescimento foi observado em estados como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. No Nordeste, o avanço da doença também foi identificado em estados como Paraíba, Alagoas e Sergipe.
Por outro lado, algumas localidades já apresentam sinais de estabilização ou queda nos casos de influenza A. Esse cenário foi observado em estados do Norte — Amapá, Pará e Rondônia —, além de estados do Nordeste, como Maranhão, Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte, Bahia e Pernambuco, e também no Rio de Janeiro.
Apesar do subclado K do vírus Influenza A (H3N2), chamada de “supergripe”, estar em circulação no país e ser mais transmissível, a pesquisadora do Boletim InfoGripe, Tatiana Portella, afirma que a cepa não causa mais óbitos ou casos graves em relação aos outros vírus da gripe.
“O vírus da Influenza A do subclado K, que está circulando agora no Brasil, já circulou no Hemisfério Norte. O que sabemos desse vírus é que é mais transmissível, então causa mais casos de gripe, mas não é mais virulento. Ele não causa mais casos graves ou óbitos em relação aos outros vírus da influenza. O vírus da influenza está sempre sofrendo mutações, por isso que a vacina contra o vírus é atualizada todo ano para proteger contra as subvariantes que mais circulam nos hemisférios Norte e Sul”, destaca Tatiana Portella.
O vírus da influenza está sempre sofrendo mutações, por isso a vacina contra o vírus é atualizada todo ano. A atual vacina da influenza aqui do Brasil é a mais atualizada e protege contra o subclado K.
A pesquisadora da Fiocruz garante que a principal forma de prevenção é a vacinação e que o atual imunizante aplicado no Brasil protege contra a “supergripe”.
Além da influenza, o boletim destaca o aumento de casos de SRAG causados pelo vírus sincicial respiratório (VSR), que afeta principalmente crianças de até dois anos.
O crescimento foi registrado em diversos estados do Nordeste — Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia —, além de estados do Centro-Oeste — Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal — e do Sudeste — São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo.
Em algumas localidades do Norte — Acre, Roraima e Amazonas — já há indicação de queda nos casos associados ao VSR.
Já os casos graves provocados por rinovírus apresentam sinais de interrupção do crescimento ou queda na maior parte do país, mas ainda seguem em alta nos estados do Pará, Maranhão, Mato Grosso e Alagoas.
Por outro lado, os casos graves por Covid-19 continuam em níveis baixos em todo o território nacional.
O boletim indica que 13 das 27 unidades federativas apresentam níveis de alerta, risco ou alto risco para SRAG, com tendência de crescimento no longo prazo. Entre elas estão:
Entre as capitais, 11 apresentam níveis elevados de atividade de SRAG, também com tendência de crescimento: Palmas (TO), Cuiabá (MT), São Luís (MA), Natal (RN), João Pessoa (PB), Recife (PE), Aracaju (SE), Maceió (AL), Belo Horizonte (MG), Vitória (ES) e Rio de Janeiro (RJ).
Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, a distribuição dos vírus entre os casos positivos de SRAG foi a seguinte:
Entre os óbitos, a presença dos mesmos agentes foi:
O levantamento do InfoGripe tem como base os dados inseridos no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe, atualizados até 4 de abril, e é referente à Semana Epidemiológica (SE) 13. Confira outros detalhes no link.
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Baixar áudioA campanha de vacinação contra a gripe começa neste sábado (28) nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste. O Dia D de mobilização ocorre na mesma data, com o objetivo de ampliar a cobertura vacinal antes do período de maior contaminação do vírus, no inverno. Coordenada pelo Ministério da Saúde (MS), a ação segue até 30 de maio.
A vacina disponibilizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) protege contra os principais vírus em circulação, incluindo influenza A (H1N1 e H3N2) e influenza B. A proteção costuma ser elevada nos primeiros meses após a aplicação e dura, em média, de seis a 12 meses, o que torna a imunização anual fundamental.
Para 2026, a pasta estabeleceu como meta imunizar ao menos 90% dos grupos prioritários. Devem procurar as Unidades Básicas de Saúde (UBS) crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes e pessoas com 60 anos ou mais. A iniciativa abrange ainda uma parcela da população considerada de maior risco:
Dados do Boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), apontam aumento nos casos de influenza A no país. O levantamento indica um volume atípico de notificações de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) para esta época do ano. Tradicionalmente, o vírus apresenta maior circulação no outono e no inverno.
Devido às diferenças climáticas e epidemiológicas entre as regiões, o MS destaca que o vírus influenza circula ao longo de todo o ano. Especialistas apontam a vacinação como a forma mais eficaz de prevenir complicações da doença, reduzir a transmissão e evitar a sobrecarga do sistema de saúde.
Embora o início oficial esteja marcado para o dia 28, as unidades da federação (UFs) estão autorizadas a antecipar a imunização conforme o recebimento das doses. Segundo as secretarias de Saúde estaduais:
Desde 2025, o imunizante contra a gripe passou a integrar o Calendário Nacional de Vacinação para crianças de 6 meses a 6 anos, gestantes e idosos. Com a mudança, esses grupos podem se vacinar ao longo de todo o ano nos postos de saúde.
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Baixar áudioO mais recente Boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) na sexta-feira (20), alerta para o aumento da circulação da influenza A. Segundo o levantamento, o país registra um volume atípico de notificações de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) ocasionadas pelo vírus para esta época do ano.
Especialistas demonstram preocupação com a antecipação da curva de casos da influenza A. O vírus costuma apresentar maior atividade durante o outono e o inverno, mas os registros apontam crescimento fora do período esperado. O outono teve início em 20 de março, enquanto os dados analisados correspondem à Semana Epidemiológica 10, entre 8 e 14 de março, anterior ao começo da estação.
A análise destaca que a principal forma de proteção contra casos graves e óbitos é a vacinação. A pesquisadora do Programa de Computação Científica da Fiocruz e do Boletim InfoGripe, Tatiana Portella, ressalta que “já temos a vacina contra o VSR para as gestantes e no dia 28 começa a vacinação contra a influenza A para os grupos prioritários”.
O Ministério da Saúde anunciou três estratégias nacionais de vacinação para 2026, com foco na ampliação da cobertura e na redução das doenças imunopreveníveis. A campanha contra a influenza será realizada nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste entre 28 de março e 30 de maio. O Dia D de mobilização está marcado para o dia 28, data de abertura da ação.
UFs
Vinte unidades da Federação (UFs) apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco:
Capitais
Entre as capitais, 18 das 27 registram nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento no longo prazo.
Ao longo do ano epidemiológico de 2026, foram notificados mais de 20,3 mil casos de SRAG, sendo 37% com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório. Dentre os casos positivos, o rinovírus é o agente mais detectado, seguido pela influenza A e covid-19.
| Vírus | Prevalência (%) |
|---|---|
| Vírus Sincicial Respiratório (VSR) | 13,4% |
| Influenza A | 21,8% |
| Rinovírus | 41,9% |
| Sars-CoV-2 (Covid-19) | 14,7% |
| Influenza B | 1,5% |
Em relação aos óbitos, a covid-19 responde pela maior parte das mortes registradas, seguida pela influenza A e pelo rinovírus.
| Vírus | Prevalência (%) |
|---|---|
| Vírus Sincicial Respiratório (VSR) | 4,5% |
| Influenza A | 28,6% |
| Rinovírus | 21,8% |
| Sars-CoV-2 (Covid-19) | 37,3% |
| Influenza B | 2,5% |
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Baixar áudioO mais recente Boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) na sexta-feira (13), aponta crescimento nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em 25 estados e no Distrito Federal (DF). Apenas Tocantins não registra aumento nas notificações. Os dados se referem à Semana Epidemiológica 9, entre 1 e 7 de março.
Segundo o levantamento epidemiológico, o cenário está associado ao aumento do número de hospitalizações por:
A pesquisadora do Programa de Computação Científica da Fiocruz e do Boletim InfoGripe, Tatiana Portella, destaca que “o aumento do VSR já era esperado nesta época do ano. No entanto, o crescimento da influenza A está ocorrendo de forma bastante antecipada em muitos estados, já que o esperado seria verificar um aumento mais expressivo do vírus na maioria dos estados por volta de abril”.
O estudo enfatiza que a principal forma de proteção contra casos graves e óbitos causados por esses vírus é a vacinação. Segundo Portella, “já está disponível no SUS a vacina contra o VSR para gestantes a partir da 28ª semana, que protege o recém-nascido contra o vírus”.
UFs
Doze unidades da Federação (UFs) apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco:
Na maioria das UFs, o rinovírus segue como principal responsável pelo aumento dos casos de SRAG. Já a influenza A tem contribuído para a elevação dos registros em estados da Região Norte (Amapá, Pará e Rondônia) e também no Nordeste (com exceção de Alagoas e Sergipe), além do Rio de Janeiro e de Mato Grosso.
O VSR tem impulsionado o crescimento dos casos em crianças menores de 2 anos, especialmente em estados do Norte (Acre, Amazonas, Pará e Rondônia), do Centro-Oeste (Mato Grosso e Goiás) e do Nordeste (Paraíba e Sergipe).
A análise aponta ainda um leve aumento dos casos de SRAG associados à covid-19 em São Paulo e Rio de Janeiro, sem impacto relevante nas hospitalizações.
Para a população dos estados que estão em alerta, Portella reforça a importância do uso de máscaras em locais fechados e com aglomeração. “Também é importante que todos fiquem em isolamento em caso de aparecimento de sintomas gripais. Caso não seja possível manter o isolamento, é fundamental usar uma boa máscara ao sair de casa”, afirma.
Capitais
Entre as capitais, 15 das 27 registram nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento no longo prazo.
Ao longo do ano epidemiológico de 2026, foram notificados mais de 16,8 mil casos de SRAG, sendo 35,9% com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório. Dentre os casos positivos, o rinovírus é o agente mais detectado, seguido pela influenza A e covid-19.
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Baixar áudioO mais recente Boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) na sexta-feira (6), aponta crescimento nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em 23 estados e no Distrito Federal (DF). Apenas Roraima, Tocantins, Espírito Santo e Rio Grande do Sul não registraram aumento nas notificações. Os dados se referem à Semana Epidemiológica 8, entre 22 e 28 de fevereiro.
Segundo o levantamento epidemiológico, o cenário está associado ao aumento do número de hospitalizações por:
De acordo com a pesquisadora do Programa de Computação Científica da Fiocruz e do Boletim InfoGripe, Tatiana Portella, a alta entre o público infantojuvenil pode estar relacionada ao retorno das aulas.
Ela recomenda que “caso a criança ou adolescente apresente algum sintoma de gripe ou resfriado, que os pais evitem levá-la à escola, para evitar a transmissão do vírus para outras crianças. Se não for possível deixar a criança ou adolescente em casa, o ideal é que ela use uma boa máscara, especialmente dentro da sala de aula.”
UFs
Dez unidades da Federação (UFs) apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco:
Capitais
Entre as capitais, 12 das 27 registram nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento no longo prazo.
Ao longo do ano epidemiológico de 2026, foram notificados mais de 14,3 mil casos de SRAG, sendo 35% com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório. Dentre os casos positivos, o rinovírus é o agente mais detectado, seguido pela influenza A e covid-19.
| Vírus | Prevalência (%) |
| Vírus Sincicial Respiratório (VSR) | 13,6% |
| Influenza A | 20% |
| Rinovírus | 40% |
| Sars-CoV-2 (Covid-19) | 17% |
| Influenza B | 1,7% |
Em relação aos óbitos, a covid-19 responde pela maior parte das mortes registradas, seguida pela influenza A e pelo rinovírus.
| Vírus | Prevalência (%) |
| Vírus Sincicial Respiratório (VSR) | 8,7% |
| Influenza A | 27,5% |
| Rinovírus | 17,4% |
| Sars-CoV-2 (Covid-19) | 39,1% |
| Influenza B | 3,6% |
O estudo aponta que, na análise das últimas oito semanas epidemiológicas, a incidência e a mortalidade por SRAG permanecem mais elevadas nas faixas etárias extremas: crianças pequenas concentram os casos, enquanto os idosos apresentam os maiores índices de mortalidade.
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Baixar áudioO mais recente Boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) nesta quinta-feira (26), aponta aumento nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em Goiás, Sergipe e Rondônia. Os dados se referem à Semana Epidemiológica 7, entre 15 e 21 de fevereiro.
Segundo o levantamento epidemiológico, o cenário está associado ao crescimento das internações por rinovírus e vírus sincicial respiratório (VSR). Em Rondônia, além do VSR, observa-se avanço nas hospitalizações por influenza A, especialmente entre jovens e adultos.
A pesquisadora do Programa de Computação Científica da Fiocruz e do Boletim InfoGripe, Tatiana Portella, destaca que “o estudo também constatou indícios de manutenção do aumento das hospitalizações por influenza A no Pará e Ceará e por rinovírus em São Paulo e no Distrito Federal, porém ainda sem impacto nos casos de SRAG”.
Na Região Norte, os estados do Acre, Amazonas e Roraima seguem em alerta para SRAG devido à alta de casos de influenza A. Apesar da persistência, não há sinais de tendência de crescimento sustentado no longo prazo. O VSR, por sua vez, apresenta comportamentos distintos: os registros caem no Amazonas, mas seguem em alta no Acre e em Roraima.
Entre as capitais, apenas Boa Vista (RR) e Porto Velho (RO) registram nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento no longo prazo. A alta concentra-se, sobretudo, em crianças pequenas.
Já em Manaus (AM) e Rio Branco (AC), embora não haja sinal de crescimento sustentado, a incidência de SRAG permanece em patamar de alerta, risco ou alto risco.
Ao longo do ano epidemiológico de 2026, foram notificados mais de 8,2 mil casos de SRAG, sendo 31,2% com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório. Dentre os casos positivos:
| Vírus | Prevalência (%) |
|---|---|
| Vírus Sincicial Respiratório (VSR) | 12,5% |
| Influenza A | 19,2% |
| Rinovírus | 34,6% |
| Sars-CoV-2 (Covid-19) | 20% |
| Influenza B | 1,9% |
As últimas quatro semanas epidemiológicas apontam que o rinovírus é o agente mais detectado entre os casos positivos, seguido por covid-19 e influenza A.
| Vírus | Prevalência (%) |
|---|---|
| Vírus Sincicial Respiratório (VSR) | 13,1% |
| Influenza A | 18,9% |
| Rinovírus | 36,5% |
| Sars-CoV-2 (Covid-19) | 20,4% |
| Influenza B | 2,1% |
Em relação aos óbitos, a covid-19 responde por metade das mortes registradas, seguida pela influenza A e pelo rinovírus.
| Vírus | Prevalência (%) |
|---|---|
| Vírus Sincicial Respiratório (VSR) | 4,4% |
| Influenza A | 23,7% |
| Rinovírus | 13,2% |
| Sars-CoV-2 (Covid-19) | 50% |
| Influenza B | 1,8% |
O estudo aponta que, na análise das últimas oito semanas epidemiológicas, a incidência e a mortalidade por SRAG permanecem mais elevadas nas faixas etárias extremas: crianças pequenas concentram os casos, enquanto os idosos apresentam os maiores índices de mortalidade.
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