Influenza

14/01/2022 19:00h

Infectologistas orientam a não tomar o imunizante enquanto estiver com sintomas gripais ou infectado com a Covid-19

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Nesta sexta-feira (14), o Ministério da Saúde registrou 112.286 novos casos de infecção pelo coronavírus, um aumento de 2.840%, em relação ao dia 14 de dezembro, quando foram notificados 3.817 casos.

Paulo Henrique Carvalho, morador de Brasília (DF), faz parte dessa estatística e está com Covid-19. “Eu tive sintomas de gripe, febre alta e tosse. Testei e acabou sendo positivo o teste para Covid-19”. Preocupado, ele quer saber se pode tomar a vacina da Covid-19.

A infectologista e professora da Universidade de Campinas, Raquel Stucchi, responde: “Não pode tomar a vacina da Covid-19 gripado. [Para] toda e qualquer vacina, devemos aguardar a pessoa estar sem nenhum sintoma de qualquer doença para ser vacinado. Tomar a vacina em vigência de um quadro febril e de tosse pode atrapalhar, depois, o acompanhamento da doença que a pessoa está”.

O doutor Hemerson Luz, infectologista do Hospital das Forças Armadas de Brasília, acrescenta que “é contra indicado [tomar a vacina da Covid-19] se estiver com sintomas gripais. O sistema imune pode não responder”.

A Fundação Oswaldo Cruz orienta, em sua página de Perguntas e Respostas sobre a Vacinação, que quem já teve Covid-19 deve aguardar um mês para tomar a vacina contra o coronavírus. A contagem vale a partir do primeiro dia de sintoma ou, em caso de assintomáticos, após o resultado positivo do exame RT-PCR.

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Gripe e Covid-19 são responsáveis por centenas de voos cancelados, em janeiro, nos aeroportos brasileiros

Recomendações Pós-Vacina contra Covid-19

A diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Flávia Bravo, explica que após tomar a vacina contra a Covid-19, não é necessário fazer repouso ou evitar pegar peso. No entanto, é preciso ficar atento caso apareçam efeitos adversos.

“Você deve respeitar se tiver algum evento adverso: se tiver febre, se tiver mal-estar; tratando os sintomas. O mesmo vale para quem tem comorbidade: dedicar atenção e o cuidado específico a sua comorbidade”, explica. 

Além disso, os cuidados contra o coronavírus devem continuar mesmo após a vacinação, já que os imunizados ainda são capazes de transmitir o vírus. A vacina garante que as pessoas que contraiam a Covid-19 não evoluam para o estágio mais grave da doença.

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14/01/2022 04:45h

Na Azul, houve aumento de 400% de dispensas médicas entre a tripulação. Gol e LATAM também registram aumento de afastamentos por motivos de saúde dos funcionários

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Centenas de voos foram cancelados nos aeroportos brasileiros, em janeiro, em decorrência do aumento de casos de gripe e Covid-19 entre os funcionários e tripulação das companhias aéreas. 

Em nota, a LATAM confirmou 44 voos cancelados, só na última quarta-feira (12), e um total de 183 entre o último domingo (9) e o próximo (16). O número representa cerca de 1% do total de voos domésticos e internacionais programados pela LATAM Brasil durante todo o mês de janeiro.

Também por meio de nota, a Azul afirma que “registrou um aumento no número de dispensas médicas entre seus tripulantes – casos esses que, em sua totalidade, apresentaram um quadro com sintomas leves – e tem acompanhado o crescimento do número de casos de gripe e Covid-19 no Brasil e no mundo”. 

A Azul ressalta ainda que “mais de 90% das operações da companhia estão funcionando normalmente e que os clientes impactados estão sendo notificados das alterações, reacomodados em outros voos da própria companhia e recebendo toda a assistência necessária conforme prevê a resolução 400 da Anac”. 

Segundo o presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), Ondino Dutra, na primeira semana de janeiro, houve um aumento de 400% de apresentação de dispensa médica dos tripulantes da Azul, especialmente entre os comissários de bordo, em relação à média dos últimos 12 meses.

“Mas nós temos a informação dada pelas outras empresas, Gol e LATAM, que de fato o número de afastamentos por dispensa médica aumentou bastante.”

A Gol informou, também através de nota, que “houve nos últimos dias um aumento dos casos positivos entre colaboradores, mas nenhum voo foi cancelado ou sofreu alteração significativa por este motivo. Os funcionários que apresentam resultado positivo estão sendo afastados das funções para se recuperarem em casa com segurança”.

O presidente do SNA recomenda que as companhias deem suporte aos tripulantes em situação de dispensa médica.

“As nossas recomendações são dar todo o suporte necessário para tripulante em dispensa médica e também ter rigor no cumprimento da regulamentação das jornadas de trabalho e também dos descansos, dos repousos e das folgas que são parte importante na manutenção do equilíbrio físico e emocional de todos os tripulantes.”

O que diz a Anac

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou que está monitorando os casos de doenças respiratórias em pilotos, comissários e demais profissionais do setor aéreo e reforça que as medidas de segurança recomendadas pela Anvisa vêm sendo cumpridas desde o início da pandemia.

As medidas e orientação podem ser encontradas no site da Anac

A agência também informou, por meio de nota, que “monitora as medidas operacionais que vêm sendo adotadas pelas companhias aéreas para minimizar os impactos causados pelos atrasos e cancelamentos de voos, bem como o cumprimento da prestação de assistência aos passageiros, determinadas pela Resolução ANAC 400/2016”.

Direito do passageiro

Quem estiver com voo atrasado ou cancelado tem direito à prestação de assistência pelas companhias aéreas, conforme prevê a Resolução 400/2016. 
Segundo o artigo 12, as alterações realizadas de forma programada pelo transportador, em especial quanto ao horário e itinerário originalmente contratados, deverão ser informadas aos passageiros com antecedência mínima de 72 horas. Para isso, o transportador deverá oferecer as alternativas de reacomodação e reembolso integral.

Caso o passageiro compareça ao aeroporto em decorrência de falha na prestação da informação, o transportador deverá oferecer assistência material, bem como as seguintes alternativas à escolha do passageiro: 

  1. reacomodação;
  2. reembolso integral; 
  3. execução do serviço por outra modalidade de transporte

A Anac também recomenda que os passageiros acompanhem a confirmação do voo pelos serviços disponíveis pela empresa aérea, como aplicativos, site e central de atendimento. 

Para saber mais sobre os direitos e deveres do passageiro, acesse o site da Anac.

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Saúde
01/01/2022 12:00h

Previsão é de que vacina para H3N2 chegue ao país a partir da campanha de vacinação contra gripe de 2022, segundo Ministério da Saúde

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O Brasil tem vivido, nos últimos dias, uma epidemia de gripe causada pelo vírus Influenza A. Com isso, o brasileiro está correndo atrás de imunização contra a doença. O que muita gente não sabe é que não existe, no momento, vacina para a cepa H3N2. O Brasil possui vacinas que protegem contra os vírus Influenza A e B. No entanto, elas não são específicas para a variante que está atingindo o país. 

De acordo com o Ministério da Saúde, o aumento do número de casos está sendo acompanhado  em alguns estados. Neste momento, a pasta avalia as evidências científicas em relação à eficácia da vacina utilizada na campanha deste ano para a prevenção da nova cepa circulante. 

A pasta informa, ainda, que já iniciou as tratativas para aquisição de vacinas para a campanha de 2022. O imunizante encomendado é o recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para o Hemisfério Sul e contempla em sua composição o vírus H3N2, circulante no país neste momento.

Durante viagem com a família no litoral nordestino, Gabriel Estrela sentiu fraqueza no corpo, dores de cabeça, coriza, febre e tosse. “Suspeitei que era essa virose porque estava em uma praia e soube que a UPA estava cheia de casos de Influenza.”

Pessoas que sentirem sintomas gripais devem procurar atendimento médico na Unidade Básica de Saúde mais próxima. Mesmo com letalidade menor que a Covid-19, o H3N2 tem mais chances de evoluir para casos graves em grupos de risco (crianças, idosos, gestantes e indivíduos com comorbidades). 

O H3N2 é uma variante do vírus Influenza A, que é um dos principais responsáveis pela gripe comum e pelos resfriados. Ele pode ser transmitido entre pessoas por meio de gotículas liberadas no ar quando a pessoa gripada tosse ou espirra, explica a infectologista Joana Darc da Silva.

“Os sintomas são bem acentuados, muito intensos,  muita dor no corpo, febre que incide de forma súbita, coriza, dor de garganta, que pode complicar com falta de ar que a gente chama de síndrome respiratória que pode levar a óbito.”

Vacinas existentes

A campanha de imunização contra a gripe foi lançada em março pelo Ministério da Saúde e deveria durar até julho. Inicialmente, seriam vacinadas somente as pessoas de grupo prioritário, mas diante da baixa procura da população, a campanha foi estendida para todas as faixas etárias.

Com óbitos confirmados por H3N2 em Mato Grosso do Sul, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Saúde, recomendou  que a população mantenha os protocolos de biossegurança usados para a Covid-19, para diminuir a disseminação do vírus da Influenza H3N2. Conforme o Boletim Epidemiológico da Influenza, referente a semana epidemiológica 51, divulgado na terça-feira (28), a SES registrou 44 casos positivos para H3N2, além de duas mortes ocorridas em Campo Grande e Corumbá. 

De acordo com a secretaria, é importante que a população se vacine, pois, com as comemorações e as férias, a população precisa estar atenta, e quem apresentar os sintomas deve evitar comparecer aos locais de festividades e procurar uma unidade de saúde.

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22/12/2021 20:15h

Também conhecida como “Darwin”, nova variante foi identificada primeiramente na Austrália

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O vírus da gripe Influenza A H3N2 tem se espalhado rapidamente pelo Brasil e deixado vários estados em situação de alerta por conta do aumento no número de casos e mortes. 

Somente no Rio de Janeiro, já são 5 mortes causadas pelo subtipo H3N2 e mais de 20.000 casos confirmados em decorrência da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) provocada pela Influenza, desde o início de novembro até 15 de dezembro, segundo a Secretaria Municipal de Saúde da Prefeitura do Rio.

“Na realidade, o vírus Influenza já existe a milhares de anos. Ele foi responsável pela gripe espanhola, pela gripe aviária, pela gripe dos suínos. E agora está aparecendo uma nova variante [H3N2] que está provocando esse surto no Rio de Janeiro, e com certeza vai atingir o Brasil todo”, avalia o Dr. Carlos Machado, médico preventista. 

Segundo o pesquisador Marcelo Gomes, coordenador do InfoGripe da Fiocruz, a variante H3N2 circula entre a população desde 1960, mas esse ano ela sofreu uma nova mutação na Austrália, que logo se espalhou pelo mundo e chegou ao Brasil. Também é conhecida como variante Darwin, em referência à cidade em que ela foi sequenciada.

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No nordeste do país, o estado de Alagoas confirmou 21 casos e três mortes pelo vírus, mas ainda não foi identificado o subtipo que causou os óbitos. Já na Bahia, houve duas mortes pelo subtipo H3N2 e a Secretaria de Saúde do estado alerta para possível surto na capital Salvador. Em Pernambuco, o governo confirmou, no começo dessa semana, que já são 42 casos e uma morte por influenza A H3N2.

No Espírito Santo, segundo a Secretaria Estadual da Saúde (Sesa), ao menos 74 pessoas ficaram doentes e duas morreram após infecção pelo vírus da influenza H3N2. No começo da semana, a Secretaria de Estado da Saúde do Paraná registrou a primeira morte relacionada à nova variante, além de 20 casos já confirmados.

Os estados de São Paulo, Pará, Amazonas, Rondônia e Goiás estão em alerta por conta da alta no número de casos, apesar de ainda não terem registrado óbitos relacionados ao subtipo H3N2. 

Quais os sintomas da Influenza H3N2?

Assim como ocorre com o coronavírus, o vírus H3N2 é facilmente transmitido de pessoa para pessoa, através de gotículas expelidas pela tosse, espirro ou fala. Segundo o Dr. Carlos Machado, os sintomas são semelhantes ao de uma síndrome gripal. “Os sintomas provocados são semelhantes a um quadro infeccioso viral. Então os mais comuns são febre, tosse seca, dor no corpo. Em crianças, pode dar dor de barriga e diarreia”, esclarece. 

O médico também afirma que os sintomas podem ser parecidos com os de Covid-19. Mas, no caso da influenza, eles são mais intensos nas primeiras 48 horas, enquanto que na Covid, eles aparecem a partir do 5º ou 6º dia. Mesmo assim, se houver dúvidas, é preciso fazer o teste para ter o diagnóstico preciso. 

A assistente administrativa Aline Gomes, de 25 anos, mora na Zona Portuária da capital Rio de Janeiro e contraiu o vírus no começo de dezembro. “Tive muita dor no corpo, febre, dor de cabeça, meu nariz ficou congestionado e muita coriza. Durou, mais ou menos, uns cinco dias, sendo que nos três primeiros dias foi muito forte, mas depois foi amenizando. A tosse ainda tá um pouco comigo”, conta. Ela acrescenta que, além dos remédios e muita água, o repouso foi essencial para sua recuperação. 

As prevenções para não contrair o vírus da Influenza são as mesmas que já estamos acostumados desde o começo da pandemia de Covid-19: usar máscaras, higienizar as mãos com frequência e evitar aglomerações.

Surto inesperado

Para o pesquisador Marcelo Gomes, coordenador do InfoGripe da Fiocruz, há dois principais motivos, de acordo com o que se sabe até agora, para o surto acontecer nessa época: o isolamento social provocado pela pandemia e a baixa adesão à vacina da gripe.

“A partir do final de março de 2020, nós aderimos às medidas de prevenção contra a Covid-19 e isso se estendeu pelo ano todo, até a gente começar a flexibilizar e relaxar cada vez mais esse ano. Ou seja, voltar a se expor mais. Isso traz como consequência o fato de que a gente não teve nem a imunidade natural, por estarmos em isolamento, e nem a proteção da vacina”, ressalta. 

Como resultado disso, os surtos de gripe, historicamente mais comuns no outono e inverno, começaram, esse ano, no final da primavera e pode se estender pelo verão, intensificados pela nova mutação H3N2 oriunda da Austrália. 

Vacinação contra a gripe

De acordo com o Ministério da Saúde, em 2021, foram aplicadas cerca de 67 milhões de doses e distribuídas 80 milhões para todos os estados e Distrito Federal, dentro da Campanha Nacional de Vacinação contra Influenza. Contudo, o pesquisador destaca que a nova cepa H3N2 não é compatível com as cepas presentes na vacina da gripe.

“A vacina da gripe é composta por três vírus: uma cepa da Influenza A, que é H1N1; uma cepa da Influenza A, que é H3N2; e uma cepa do vírus da Influenza B. A escolha de qual cepa vai entrar na vacina é feita de acordo com o que aconteceu na temporada passada. No nosso hemisfério, é por volta de setembro que se bate o martelo para saber qual será a composição da vacina para o ano seguinte. Então, naquela época, essa variante do H3N2 não era a dominante, e não tinha indícios de que ela passaria a ser dominante agora”, explica.

Gomes acrescenta que esse não é um caso isolado, que é “da natureza da biologia” que o vírus da gripe mude de forma acelerada e que, mesmo que a vacina disponível não tenha uma proteção específica contra a nova cepa, é importante se vacinar para prevenir infecções causadas pelas demais cepas.  

O Instituto Butantan, maior produtor de vacinas para a gripe do Hemisfério Sul, confirmou que já iniciou a preparação dos bancos virais para atualizar o imunizante contra a nova variante, e que as vacinas devem estar disponíveis para os brasileiros no começo de 2022.  

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30/07/2021 03:00h

As cidades que conseguirem superar 90% de cobertura vacinal contra Covid-19 e 80% da Influenza vão dividir cerca de R$ 65 milhões

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O governo de Mato Grosso criou um programa para premiar os municípios que tiveram o melhor desempenho nas campanhas de imunização contra a Covid-19 e a Influenza. O 'Imuniza MT' tem como objetivo estimular a aceleração da vacinação no estado. 
 
As cidades que conseguirem superar 90% de cobertura vacinal contra Covid-19 e 80% da Influenza vão dividir cerca de R$ 65 milhões. A primeira premiação, de R$ 2 milhões, será entregue aos municípios líderes do ranking de vacinação no estado em outubro. 


 
Segundo o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, o programa não se resume apenas à premiação, mas a um conjunto de atividades com investimento em infraestrutura dando mais importância à cobertura vacinal. 
 
"Primeiramente ampliar a cobertura de vacinas para que a gente possa se proteger de doenças que são preveníveis [por vacinas] e estimular os gestores, para que eles possam na qualidade de sua gestão se capitalizar em cima disso,  para conseguir trazer maior benefício à população”, afirmou. 
 
Os premiados serão aquelas cidades com melhores desempenhos no Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações (SIPNI). Os municípios vão concorrer aos prêmios do governo divididos em cinco grupos, de acordo com o número de habitantes, com classificação de 5 mil até 60 mil habitantes. Os três melhores, em cada grupo, serão premiados.  

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Além disso, as cidades mato-grossenses que mais se destacarem na vacinação contra a Covid-19 vão receber selos ouro, prata, bronze e diamante, e premiação superior a R$ 7 milhões, no início de 2022. 
 
Os municípios que tiverem cobertura vacinal superior a 90% da Tríplice Bacteriana Acelular Adulto e aumento de 20% na imunização da hepatite poderão ser premiados com o selo diamante e os três primeiros colocados dividirão prêmio de R$ 4 milhões.  

Disputa entre gestores 

A vacinação se tornou uma disputa entre gestores para ver quem consegue imunizar mais pessoas. Até o momento, o Mato Grosso já aplicou quase dois milhões de doses de imunizantes contra a Covid-19, segundo o Ministério da Saúde. Para o infectologista do Hospital Anchieta de Brasília, Victor Bertollo, é preciso olhar com cautela essa competição para baixar a faixa etária de vacinação e se a cobertura vacinal está mesmo sendo atingida.
 
“Tem que ver se de fato essa redução da faixa etária é real ou se é apenas no discurso. Porque se as vacinas são distribuídas de maneira proporcional para os diferentes estados e municípios, a gente não esperaria que houvesse diferença muito grande entre eles”, argumentou. 
 
Segundo o governo do estado, os 10 municípios que mais aplicaram vacinas, considerando o percentual de doses aplicadas em relação às doses recebidas, foram: Campos de Júlio (99%), Alto Boa Vista (98%), Colíder (97%), Novo Mundo (96%), Diamantino (94%), Ribeirãozinho (94%), Conquista D’Oeste (93%), Jaciara (93%) e Arenápolis (93%). 
 
O infectologista destacou ainda que é preciso avaliar se realmente as faixas etárias mais altas estão sendo imunizadas antes de avançar para outros grupos prioritários. “No atual momento não faz sentido, por exemplo, vacinar uma pessoa de vinte anos antes de vacinar uma pessoa de quarenta”, disse Bertollo.

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15/06/2021 15:15h

Menos de 20% do público-alvo foi vacinado até o momento

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Governo de Rondônia inicia a terceira fase do Plano Nacional de Imunização PONI) da vacinação contra a gripe influenza no Estado. A campanha começou no dia 12 de abril e segue até 9 de julho. Até o momento, apenas 16,9% do público alvo foi vacinado.

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Vacinação contra a gripe atinge menos de 30% do público-alvo

Na primeira fase da campanha, como prioritários estavam crianças de seis meses até cinco anos de idade e profissionais da Saúde. Na segunda fase, ocorrida em maio, os idosos e professores foram incluídos no plano de imunização. Na terceira fase, que foi iniciada agora, os demais grupos prioritários com comorbidades são o alvo. A vacina está disponível nas unidades de saúde de todo o Estado.

Vale lembrar que quem contraiu Covid-19 deve aguardar no mínimo 14 dias após a recuperação, para que seja aplicada a dose da vacina da gripe. O ideal é receber o imunizante sem que haja qualquer sintoma, principalmente gripal.

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08/06/2021 18:10h

Meta é vacinar cerca de 1,5 milhões de paraibanos. Apenas 32,9% do público apto foi imunizado até agora

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Nesta quarta-feira (9), a Secretaria de Estado da Saúde (SES) da Paraíba iniciará a terceira e última fase da imunização contra influenza. Os 223 municípios paraibanos receberam as doses para esta etapa na última semana e a vacinação se estende até o dia 9 de julho. A meta é vacinar cerca de 1,5 milhões de pessoas, mas até agora menos de 500 mil foram imunizadas no estado.

De acordo com o Plano Nacional de Imunização (PNI), esta fase contemplará portadores de doenças crônicas não transmissíveis; pessoas com deficiência permanente; forças de segurança, salvamento e forças armadas; caminhoneiros; trabalhadores de transporte coletivo; funcionários do sistema prisional, entre outros.

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Apenas 32,9% das pessoas aptas foram vacinadas até agora. O grupo que lidera a maior porcentagem de imunização é a população indígena, com 98,5%. Já os idosos possui a menor, apresentando uma taxa de apenas 32% de adesão à campanha.

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10/05/2021 13:00h

Doses são destinadas a idosos com mais de 60 anos e professores

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Nesta terça-feira (11) começa a segunda etapa da Campanha Nacional de Vacinação contra a gripe que vai até o dia 8 de junho. Desta vez, o público-alvo são idosos com mais de 60 anos e professores. A estimativa é vacinar cerca de 33 milhões de pessoas nesta etapa.

Já a terceira fase, que acontecerá entre 9 de junho e 9 de julho, deve abranger cerca de 22 milhões de pessoas. As doses serão destinadas a integrantes das Forças Armadas; pessoas com comorbidades; caminhoneiros; trabalhadores de transporte coletivo rodoviário; entre outros.

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Promovida pelo Ministério da Saúde em todo o território nacional, a campanha teve início no dia 12 de abril, focada na vacinação de crianças, povos indígenas, trabalhadores da área da saúde e gestantes. De acordo com o vacinômetro da campanha, já foram aplicadas quase 7 milhões de doses. Mas atenção, pessoas que recentemente tomaram a primeira ou a segunda dose da vacina contra a Covid-19 devem esperar pelo menos 14 dias para tomar o imunizante contra a gripe.

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10/05/2021 04:30h

Com o inverno brasileiro chegando as doenças respiratórias aparecem de forma mais intensa e casos da Covid-19 tendem a aumentar

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Com o inverno brasileiro chegando as doenças respiratórias aparecem de forma mais intensa. Isso porque as temperaturas caem e as pessoas tendem a ficar confinadas facilitando não apenas a transmissão de vírus e bactérias que causam a gripe, como também a transmissão da Covid-19.

A mudança de temperatura nesse período diminui a umidade do ar, fazendo com que ele fique mais frio e seco, o que agride bem mais as vias respiratórias, tornando-as passíveis de receber agentes infecciosos. “Quanto mais as mucosas são agredidas, mais inflamadas ficam e se tornam suscetíveis a infecção por vírus e bactérias. As secreções do trato respiratório fazem com que as bactérias aumentem, projetando a infecção em outras pessoas”, explica o infectologista e diretor científico da Sociedade de Infectologia do Distrito Federal, José David Urbaez. 

Do ponto de vista comportamental, o frio faz com que as pessoas se mantenham por mais tempo em ambientes fechados e com pouca ventilação. Essa atitude pode aumentar os casos de infecção do coronavírus no outono/inverno brasileiro, que tem início dia 20 de maio. “É esperado um aumento dessa transmissão e aumento no número de casos da Covid-19 nesse período”, afirma Urbaez.

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Segundo o Boletim Epidemiológico n°14 divulgado no final de abril de 2020 pelo Ministério da Saúde, o Brasil tinha 61.888 casos confirmados da doença e 4.205 óbitos. Com a chegada do inverno, que teve início em 21 de junho do ano passado, o boletim n°20 mostrou que o país havia atingido a marca de 1.313.667 pessoas contaminadas e 57.070 mortes. 

Atualmente o país soma mais de 14 milhões e 930 casos, totalizando mais de 414 mil mortes por decorrência do vírus. De acordo com a Saúde, 75.594.620 doses da vacina contra a Covid-19 foram distribuídas pelo Brasil e 45.909.958 pessoas já foram vacinadas. 

Como diferenciar a gripe da Covid-19?

Como o coronavírus apresenta sintomas parecidos com a gripe, as pessoas tendem a confundir as doenças. O infectologista José David Urbaez, explica que são poucas as diferenças entre elas.

A gripe é uma infecção viral causada pela Influenza com diversos sintomas distintos, como respiratório, coriza, congestão nasal, dor de garganta e febre, podendo evoluir para a síndrome respiratória aguda grave. 

A rinite, bastante confundida com outras doenças virais causadas por bactérias, é a inflamação da mucosa nasal, podendo acontecer nas formas aguda, crônica, infecciosa e alérgica. Os casos agudos são causados por vírus.

Com a chegada do frio, a técnica em enfermagem, Patrícia Dannielle, diz que tem pioras no quadro de rinite alérgica e tenta se proteger para a doença não evoluir. “Se pegar friagem sem nenhuma proteção na cabeça logo o meu nariz fica obstruído e tenho que usar soro. Torna-se um ciclo vicioso. Fico tomando antialérgico para melhorar e se não cuidar da maneira correta, pode agravar para uma bronquite.”

Portadora de asma, a brasiliense Lívia Cardoso afirma que o inverno é a época em que mais prejudica sua saúde. “Essa época do ano é terrível, pois é quando tenho crise de asma junto com sinusite. Por conta do frio e pouco sol acabo ficando mal, e não tem remédio que cure.”

Para diminuir os impactos dos sintomas ela costuma sair de casa bem agasalhada, não lava o cabelo a noite e evita tomar bebidas geladas.

Em relação aos principais cuidados para não transmitir doenças virais, o infectologista Urbaez destaca que o uso da máscara de proteção sempre foi o melhor caminho, apesar do uso se popularizar apenas durante a pandemia do coronavírus. “As máscaras devem ser usadas por quem está com coriza e tosse. A higienização das mãos também é importante.”

Urbaez indica que a população tome a vacina contra a gripe, que teve início no dia 12 de abril, em todo o país. “Se você está no grupo prioritário da vacinação contra a Influenza, tome a vacina. É uma ferramenta de cuidado importante nesse momento”, alerta.

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04/05/2021 14:30h

Objetivo é vacinar 90% de cada público até dia 10 de maio; apenas 991,2 mil compareceram aos postos

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Profissionais de saúde, gestantes, mulheres que deram à luz nos últimos 45 dias, indígenas, e crianças de seis meses a menores de seis anos foram convocados pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo para se vacinar contra a gripe nesta semana.

Vacina Gripe: pouca procura e estratégias diferentes nos municípios

Campanha de vacinação contra a gripe: saiba como vai funcionar

A cobertura vacinal no estado varia de 15,7% a 37,7% para os grupos dessa primeira fase da campanha. Das 5,5 milhões de pessoas que deveriam se vacinar, somente 991,2 mil compareceram aos postos até a última semana, sendo a maioria crianças. As doses estão disponíveis gratuitamente nos postos de saúde desde o dia 12 de abril e, para este público, até o dia 10 de maio.

Este ano a campanha de vacinação contra a gripe foi dividida em três etapas. A próxima começa no dia 11 de maio e incluirá os idosos e professores das redes pública e privada. Já a terceira etapa começa em 9 de junho, alcançando mais 5,1 milhões pessoas.

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Brasil 61