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03/04/2026 04:20h

Ministério da Saúde prevê até R$ 150 milhões para reforçar o atendimento a adultos e crianças com SRAG no SUS

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Estados e municípios em situação de emergência em saúde pública devido à Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) podem solicitar incentivo financeiro do Ministério da Saúde para a ampliação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e de Suporte Ventilatório Pulmonar (SVP).

A medida foi publicada por meio da Portaria nº 10.484 e possui caráter excepcional e temporário. O objetivo é ampliar o atendimento a pacientes adultos e pediátricos com SRAG em estabelecimentos hospitalares do Sistema Único de Saúde (SUS).

O montante anual estimado para a iniciativa é de R$ 150 milhões. De acordo com a norma, o repasse dos recursos aos estados, municípios e ao Distrito Federal dependerá da disponibilidade orçamentária do Ministério da Saúde.

Como solicitar os recursos

Para ter acesso ao incentivo financeiro, gestores municipais e estaduais deverão encaminhar uma série de documentos que comprovem a necessidade de ampliação da estrutura hospitalar, entre eles:

  • Declaração formal de emergência em saúde pública;
  • Informações sobre a capacidade instalada e o número de leitos que serão ampliados ou convertidos;
  • Dados sobre a taxa de ocupação e a fila de espera para leitos de UTI e SVP;
  • Informações sobre a disponibilidade de equipamentos e recursos humanos necessários ao funcionamento dos leitos;
  • Plano de Ação para enfrentamento da SRAG em adultos e crianças, aprovado pela Comissão Intergestores Bipartite.

A solicitação do incentivo deverá ser enviada juntamente com toda a documentação por meio do Sistema de Apoio à Implementação de Políticas em Saúde (SAIPS), disponível no site www.saips.saude.gov.br.

Aumento dos casos de SRAG no país

De acordo com o mais recente Boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a maioria dos estados das regiões Norte, Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste apresenta níveis de atividade de SRAG classificados como alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento.

Grande parte dos casos registrados tem sido associada à influenza A, ao vírus sincicial respiratório (VSR) e ao rinovírus, agentes que podem evoluir para quadros graves e levar a óbito.

No ano epidemiológico de 2026, o país já registrou 28.363 casos de SRAG, dos quais 11.597 tiveram resultado laboratorial positivo para vírus respiratórios e 1.451 evoluíram para óbito.

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03/04/2026 04:15h

Boletim da Fiocruz aponta aumento de SRAG em grande parte dos estados e reforça importância da vacinação

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Os casos de influenza A continuam em crescimento em todo o país. Esse é destaque do mais recente Boletim InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado nesta quarta-feira (1º). 

Segundo a análise, a maioria dos estados das regiões Norte, Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste apresenta níveis de atividade de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) classificados como alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento.

Grande parte dos casos registrados está associada à influenza A, ao vírus sincicial respiratório (VSR) e ao rinovírus — agentes que podem evoluir para quadros graves e levar a óbito.

Diante desse cenário, a pesquisadora do Boletim InfoGripe, Tatiana Portella, destaca que a principal forma de prevenção é a vacinação.

“Por isso, é fundamental que pessoas dos grupos prioritários como idosos, crianças, pessoas com comorbidades e profissionais da saúde e da educação estejam em dia com a vacina contra a influenza. Também é importante que gestantes a partir da 28ª semana recebam a vacina contra o VSR, garantindo proteção aos bebês desde o nascimento”, afirma em nota.

Campanha de vacinação contra a gripe

A campanha de vacinação contra a gripe já começou nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste. O objetivo é ampliar a cobertura vacinal antes do período de maior contaminação do vírus, no inverno. Coordenada pelo Ministério da Saúde, a ação segue até 30 de maio

A vacina disponibilizada pelo SUS protege contra os principais vírus em circulação, incluindo influenza A (H1N1 e H3N2) e influenza B.  

Devem procurar as Unidades Básicas de Saúde (UBS) crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes e pessoas com 60 anos ou mais. A campanha também contempla outros grupos considerados de maior risco, como:

  • puérperas (até 45 dias após o parto), 
  • trabalhadores da saúde e da educação, 
  • povos indígenas, 
  • quilombolas;
  • pessoas em situação de rua;
  • pessoas com comorbidades ou deficiência permanente;
  • caminhoneiros, 
  • trabalhadores do transporte coletivo;
  • trabalhadores portuários e dos correios; 
  • profissionais das forças de segurança e das forças armadas;
  • população privada de liberdade; e
  • jovens em medidas socioeducativas. 

Situação nos estados

Segundo o levantamento, houve sinais de queda nos casos de influenza A no Pará, Ceará e Pernambuco. No entanto, os casos continuam em crescimento na maior parte do Nordeste — incluindo Maranhão, Piauí, Rio Grande do Norte, Paraíba, Alagoas, Sergipe e Bahia — e em todos os estados do Sudeste. Também há aumento em parte do Norte (Amapá e Rondônia), do Centro-Oeste (Mato Grosso e Mato Grosso do Sul) e no Paraná.

Os casos de SRAG causados por VSR seguem em alta em diversos estados do Norte (Acre, Amazonas, Pará e Rondônia), Nordeste (Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia) e Centro-Oeste (Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal). No Sudeste, há sinais iniciais de crescimento em São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo.

Já os casos de rinovírus continuam aumentando em estados do Norte (Amapá, Acre, Amazonas, Pará e Rondônia), Nordeste (Alagoas, Rio Grande do Norte, Paraíba e Bahia) e Sudeste (Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo). Por outro lado, há indícios de interrupção do crescimento em estados do Centro-Oeste e Sul, além de Maranhão, Ceará, Pernambuco, Sergipe e São Paulo.

Tatiana Portella reforça que pessoas que vivem em estados com alta incidência de SRAG devem utilizar máscaras em locais fechados e com maior aglomeração, especialmente aquelas que fazem parte de grupos de risco. “Além disso, é importante manter a higiene, como lavar sempre as mãos. Em caso de sintomas de gripe ou resfriado, o ideal é manter o isolamento”, recomenda.

Prevalência dos vírus

Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, a distribuição dos vírus entre os casos positivos de SRAG foi a seguinte:

  • 27,4% de influenza A
  • 1,5% de influenza B
  • 17,7% de VSR
  • 45,3% de rinovírus
  • 7,3% de Sars-CoV-2 (Covid-19)

Entre os óbitos, a presença dos mesmos agentes foi:

  • 36,9% de influenza A
  • 2,5% de influenza B
  • 5,9% de VSR
  • 30% de rinovírus
  • 25,6% de Sars-CoV-2 (Covid-19)

O levantamento do InfoGripe tem como base os dados inseridos no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe, atualizados até 28 de março, e é referente à Semana Epidemiológica (SE) 12. Confira outros detalhes no link.

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28/03/2026 04:00h

Campanha de vacinação contra gripe começa neste sábado (28)

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Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associados ao vírus influenza A continuam aumentando nas regiões Norte, Nordeste e Sudeste. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (26) no mais recente Boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Entre os estados onde foi observado aumento de casos estão Maranhão, Piauí, Rio Grande do Norte, Paraíba, Alagoas, Sergipe, Bahia, Amapá, Rondônia, Rio de Janeiro, Espírito Santo, além de Mato Grosso, no Centro-Oeste.

Já nos estados do Pará, Ceará e Pernambuco, foram observados indícios de interrupção no crescimento dos casos de SRAG associados à influenza A.

A pesquisadora do InfoGripe Tatiana Portella, do Programa de Computação Científica da Fiocruz, reforça a importância da vacinação contra o vírus, principalmente entre os grupos prioritários, como idosos, pessoas imunocomprometidas e crianças.

Além disso, para moradores de regiões com alta incidência de SRAG, a recomendação é usar uma máscara de boa qualidade em ambientes fechados e com aglomeração, principalmente em caso de sintomas gripais.

Campanha de vacinação contra a gripe

A campanha de vacinação contra a gripe começa neste sábado (28) nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste. O Dia D de mobilização ocorre na mesma data, com o objetivo de ampliar a cobertura vacinal antes do período de maior contaminação do vírus, no inverno. 

A vacina disponibilizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) protege contra os principais vírus em circulação, incluindo influenza A (H1N1 e H3N2) e influenza B.  

Devem procurar as Unidades Básicas de Saúde (UBS) crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes e pessoas com 60 anos ou mais. A campanha também contempla outros grupos considerados de maior risco, como:

  • puérperas (até 45 dias após o parto), 
  • trabalhadores da saúde e da educação, 
  • povos indígenas, 
  • quilombolas;
  • pessoas em situação de rua;
  • pessoas com comorbidades ou deficiência permanente;
  • caminhoneiros, 
  • trabalhadores do transporte coletivo;
  • trabalhadores portuários e dos correios; 
  • profissionais das forças de segurança e das forças armadas;
  • população privada de liberdade; e
  • jovens em medidas socioeducativas. 

Casos de SRAG seguem em alta no país

O Boletim InfoGripe também mostra que os casos de SRAG continuam aumentando em todo o país. O cenário tem sido provado pelo aumento das hospitalizações por influenza A, rinovírus e vírus sincicial respiratório (VSR).

Entre as unidades da federação, 22 estão com nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas: Rio de Janeiro, Acre, Amazonas, Pará, Amapá, Rondônia, Roraima, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Distrito Federal, Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Piauí, Sergipe, Alagoas, Bahia, Minas Gerais e Espírito Santo

O boletim aponta ainda que o rinovírus tem impulsionado o aumento de casos de SRAG em grande parte desses estados, especialmente entre crianças e adolescentes de 2 a 14 anos.

Entre as capitais, 22 cidades apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco com sinal de crescimento na tendência de longo prazo: Aracaju (SE), Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Boa Vista (RR), Brasília (DF), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), João Pessoa (PB), Macapá (AP), Maceió (AL), Manaus (AM), Natal (RN), Palmas (TO), Porto Velho (RO), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), São Luís (MA), Teresina (PI) e Vitória (ES).

Prevalência dos vírus

Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, a distribuição dos vírus entre os casos positivos de SRAG foi a seguinte:

  • 27,8% de influenza A
  • 1,4% de influenza B
  • 14,6% de VSR
  • 45% de rinovírus
  • 9,1% de Sars-CoV-2 (Covid-19)

Entre os óbitos, a presença dos mesmos agentes foi:

  • 35,9% de influenza A
  • 2,9% de influenza B
  • 5,8% de VSR
  • 27,2% de rinovírus
  • 29,1% de Sars-CoV-2 (Covid-19)

O levantamento do InfoGripe tem como base os dados inseridos no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe, atualizados até 21 de março, e é referente à Semana Epidemiológica (SE) 11. Confira outros detalhes no link.

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01/02/2026 04:05h

Fiocruz reforça importância da vacinação para grupos prioritários na Região Norte

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Os estados do Acre e do Amazonas seguem em alerta devido ao aumento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associados ao vírus influenza A. De acordo com o Boletim InfoGripe, divulgado na quinta-feira (29) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a doença tem atingido principalmente jovens, adultos e idosos.

Nessas duas unidades da federação, também foi observado crescimento de casos de SRAG provocados pelo vírus sincicial respiratório (VSR), que atinge sobretudo as crianças pequenas.

Em Roraima, o avanço da SRAG se concentra na população idosa, mas ainda não há dados laboratoriais suficientes para identificar o vírus responsável pelos casos registrados no estado.

O boletim também aponta início ou manutenção do aumento das hospitalizações por VSR na Paraíba, por influenza A no Pará e por Covid-19 no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul. Apesar disso, os níveis permanecem baixos e ainda não impactam significativamente os indicadores de SRAG nesses estados.

A pesquisadora do Programa de Computação Científica da Fiocruz e do InfoGripe, Tatiana Portella, reforça a importância da vacinação entre os grupos prioritários da Região Norte. “Diante dessa alta de influenza A em alguns estados do Norte, é essencial que a população prioritária da região — como indígenas, idosos e pessoas com comorbidades — se vacine o quanto antes. A vacina contra a influenza é bastante segura e é a principal forma de proteção contra casos graves e óbitos”, afirma.

Cenário nacional

Em âmbito nacional, o boletim indica queda nos casos de SRAG, reflexo da baixa circulação da maioria dos vírus respiratórios na maior parte do país. Ainda assim, a incidência da síndrome segue mais elevada entre crianças pequenas, enquanto a mortalidade permanece concentrada, principalmente, entre os idosos.

Nas capitais, Boa Vista (RR), João Pessoa (PB), Manaus (AM) e Rio Branco (AC) registram níveis de incidência de SRAG classificados como alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento no longo prazo.

Prevalência dos vírus

Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, a distribuição dos vírus entre os casos positivos de SRAG foi a seguinte:

  • 20,1% de influenza A
  • 2,3% de influenza B
  • 10,7% de VSR
  • 32,6% de rinovírus
  • 20,4% de Sars-CoV-2 (Covid-19)

Entre os óbitos, a presença dos mesmos agentes foi:

  • 28,3% de influenza A
  • 3,5% de influenza B
  • 1,8% de VSR
  • 15,9% de rinovírus
  • 41,6% de Sars-CoV-2 (Covid-19)

O levantamento do InfoGripe tem como base os dados inseridos no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe, atualizados até 24 de janeiro, e é referente à Semana Epidemiológica (SE) 3. Confira outros detalhes no link.

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31/01/2026 04:20h

Variante da influenza A (H3N2) não é um vírus novo e está coberta pelas vacinas oferecidas pelo SUS

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Dados mais recentes da Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina (SES) confirmam 17 casos da chamada “gripe K” em seis municípios do estado. De acordo com a pasta, os pacientes — de diferentes faixas etárias — não apresentaram reações graves ao vírus.

Os casos foram identificados em:

  • Florianópolis (11);
  • Tubarão (2);
  • Braço do Norte (1);
  • Palhoça (1);
  • São José (1);
  • São Ludgero (1).

Segundo a SES, os municípios seguem com a investigação epidemiológica dos casos, tanto no âmbito da vigilância da síndrome gripal quanto da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

Segundo dados mais recentes do Ministério da Saúde, além de Santa Catarina, foram confirmados quatro casos de gripe K em outros estados: um no Pará e três em Mato Grosso do Sul. A pasta foi procurada para atualização dos dados, mas não obteve retorno até o fechamento da reportagem.

Gripe K

O subclado K é uma variante do vírus influenza A (H3N2) que tem apresentado aumento de circulação, principalmente em países do Hemisfério Norte, desde o fim do ano passado. Diante desse cenário, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) emitiram um alerta para a temporada de gripes de 2026.

Embora ainda não haja evidências de que a variante cause formas mais graves da doença em comparação a outras formas da influenza, autoridades de saúde destacam que a disseminação tem ocorrido de forma mais acelerada em regiões da Europa, Ásia e América do Norte. O comportamento do vírus levanta a preocupação sobre uma possível antecipação e maior intensidade da temporada de gripes em 2026.

O Ministério da Saúde ressalta que o subclado K não se trata de um vírus novo. Por isso, as vacinas disponibilizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) seguem eficazes na proteção contra formas graves da doença, inclusive aquelas causadas pela gripe K. Os grupos mais vulneráveis permanecem os mesmos já contemplados como prioritários na campanha de vacinação.

Além da vacinação, o SUS também oferece gratuitamente antivirais específicos para o tratamento da gripe, indicados principalmente para os públicos prioritários, como estratégia complementar para reduzir o risco de agravamento dos casos.

Recomendações

Além da vacinação — especialmente entre idosos, gestantes, crianças pequenas e pessoas com doenças crônicas — as autoridades de saúde reforçam a adoção de medidas individuais de prevenção, como:

  • higienizar as mãos com frequência;
  • cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar;
  • utilizar máscara ao apresentar sintomas respiratórios;
  • manter os ambientes bem ventilados;
  • evitar contato próximo com outras pessoas quando estiver com sintomas.

Os sintomas associados à gripe K são semelhantes aos da gripe sazonal tradicional, como febre, tosse, dor de garganta, dores no corpo, mal-estar e fadiga, características típicas da infecção por influenza.

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24/01/2026 04:10h

Fiocruz recomenda vacinação nessas regiões, enquanto o cenário nacional é de estabilidade

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Os estados do Acre e do Amazonas seguem com aumento nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), impulsionado principalmente pela circulação do vírus influenza A. O crescimento da doença tem refletido em maior número de hospitalizações em todas as faixas etárias, desde crianças pequenas até jovens, adultos e idosos. As informações constam na edição mais recente do Boletim InfoGripe, divulgada nesta sexta-feira (23) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

A pesquisadora do Programa de Computação Científica da Fiocruz e do InfoGripe, Tatiana Portella, orienta que a população do Amazonas e do Acre redobre os cuidados, adotando medidas de proteção, como o uso de máscaras em unidades de saúde e em ambientes fechados com grande circulação de pessoas.

“É fundamental que as pessoas do grupo prioritário — a exemplo das crianças, idosos, indígenas e pessoas que apresentam comorbidade — tomem a vacina o quanto antes, que já começou na Região Norte”, recomenda Portella.

Cenário nacional

Em contrapartida, em nível nacional, o boletim aponta tendência de estabilidade ou leve queda nos casos de SRAG em todas as faixas etárias, resultado da baixa circulação da maioria dos vírus respiratórios.

De forma geral, a incidência da SRAG é mais elevada entre crianças pequenas, enquanto a mortalidade se concentra principalmente na população idosa. Considerando os casos causados por Sars-CoV-2 (Covid-19) e influenza A, a maior incidência ocorre entre crianças e idosos, sendo os mais velhos os mais impactados em termos de óbitos.

Entre os estados, Ceará, Pernambuco e Sergipe já apresentam sinais de interrupção do crescimento ou início de queda nas hospitalizações por influenza A. Na Paraíba, observa-se um leve aumento das internações por vírus sincicial respiratório (VSR), ainda sem repercussão no número de casos de SRAG em crianças pequenas.

Nas capitais, apenas Manaus (AM), Cuiabá (MT) e São Luís (MA) registram níveis de incidência de SRAG classificados como alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento no longo prazo.

Prevalência dos vírus

Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, a distribuição dos vírus entre os casos positivos de SRAG foi a seguinte:

  • 20,5% de influenza A
  • 2,6% de influenza B
  • 8,5% de VSR
  • 33,2% de rinovírus
  • 19,3% de Sars-CoV-2 (Covid-19)

Entre os óbitos, a presença dos mesmos agentes foi:

  • 29,4% de influenza A
  • 3,2% de influenza B
  • 4,8% de VSR
  • 19% de rinovírus
  • 32,5% de Sars-CoV-2 (Covid-19)

O levantamento do InfoGripe tem como base os dados inseridos no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe, atualizados até 17 de janeiro, e é referente à Semana Epidemiológica (SE) 2. Confira outros detalhes no link.

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17/01/2026 04:10h

Boletim da Fiocruz aponta aumenta das hospitalizações por SRAG no Amazonas e no Acre; vacinação já começou na região

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A edição mais recente do Boletim InfoGripe, divulgada nesta sexta-feira (16) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), aponta um crescimento acelerado dos casos graves de influenza A no Acre e no Amazonas. O avanço da doença tem impulsionado o aumento das hospitalizações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), que já atingem níveis elevados para a região.

No Nordeste, estados como Ceará, Pernambuco e Sergipe também registram leve aumento de casos graves de influenza A, ainda sem reflexos significativos nas internações por SRAG. Em contrapartida, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul apresentam sinais de desaceleração nas hospitalizações associadas ao vírus.

Em nota, a pesquisadora do Programa de Computação Científica (Procc/Fiocruz) e integrante do Boletim InfoGripe, Tatiana Portella, destaca que a campanha de vacinação contra a influenza já começou na Região Norte. “Por isso, é fundamental que a população de risco da região, como idosos, crianças e pessoas com comorbidades, procure um posto de saúde o quanto antes para se proteger contra o vírus”, reforça.

Cenário nacional

Em âmbito nacional, o boletim indica manutenção da tendência de queda ou estabilidade dos casos de SRAG em todas as faixas etárias, reflexo da baixa circulação da maioria dos vírus respiratórios.

Mesmo a influenza A — responsável pelo aumento de casos de SRAG em crianças pequenas, adultos e idosos no Amazonas, e em crianças pequenas e idosos no Acre — apresenta baixa circulação na maioria dos demais estados.

De modo geral, a maior incidência de SRAG ocorre entre crianças pequenas, enquanto a mortalidade se concentra principalmente nos idosos. Considerando especificamente os casos de SRAG causados por Sars-CoV-2 (Covid-19) ou influenza A, a incidência é maior entre crianças e idosos, com impacto mais grave na mortalidade da população idosa.

O levantamento aponta ainda que três das 27 capitais apresentam níveis de incidência de SRAG classificados como alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento no longo prazo: Manaus (AM), Cuiabá (MT) e São Luís (MA).

Prevalência dos vírus

Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, a distribuição dos vírus entre os casos positivos de SRAG foi a seguinte:

  • 21,9% de influenza A
  • 3,1% de influenza B
  • 6,9% de vírus sincicial respiratório (VSR)
  • 36% de rinovírus
  • 14,8% de Sars-CoV-2 (Covid-19)

Entre os óbitos, a presença dos mesmos agentes foi:

  • 29,8% de influenza A
  • 3,3% de influenza B
  • 4,1% de VSR
  • 20,7% de rinovírus
  • 38,8% de Sars-CoV-2 (Covid-19)

O levantamento do InfoGripe tem como base os dados inseridos no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe, atualizados até 10 de janeiro, e é referente à Semana Epidemiológica (SE) 1. Confira outros detalhes no link.

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20/12/2025 04:05h

Boletim da Fiocruz aponta alta das hospitalizações no Nordeste e reforça importância da vacinação

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A última edição de 2025 do Boletim InfoGripe, divulgada nesta sexta-feira (19) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), revela que a alta incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em estados da Região Norte — como Acre, Amazonas, Pará e Tocantins — tem sido provocada pelo vírus influenza A. Os casos atingem principalmente a população adulta e idosa.

O boletim também registra aumento das hospitalizações por influenza A em alguns estados do Nordeste, como Bahia, Maranhão e Piauí, além de Santa Catarina, na Região Sul. No Espírito Santo, há indícios de retomada do crescimento das internações pela mesma doença.

A pesquisadora do Programa de Computação Científica (Procc/Fiocruz) e do Boletim InfoGripe, Tatiana Portella, reforça a importância da vacinação contra a influenza, especialmente na Região Norte, onde a campanha de imunização está em fase inicial.

“Agora é o período de vacinação contra a influenza A na Região Norte. Por isso, é fundamental que as pessoas dos grupos de risco dessa região se vacinem o quanto antes, para ficarem protegidas contra casos graves e óbitos causados pelo vírus", orienta.

Queda geral nos casos de SRAG

No âmbito nacional, o cenário indica sinais de queda na tendência de longo prazo, considerando as últimas seis semanas, e de estabilização ou oscilação na tendência de curto prazo, referente às três semanas mais recentes.

Apesar disso, seis unidades da federação ainda apresentam níveis de incidência de SRAG classificados como alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento no longo prazo: Acre, Amazonas, Pará, Tocantins, Mato Grosso e Distrito Federal.

A mesma situação foi observada em cinco capitais: Rio Branco (AC), Manaus (AM), Belém (PA), Palmas (TO) e Macapá (AP).

Prevalência dos vírus entre casos e óbitos

Em 2025, foram notificados 224.721 casos de SRAG no país. Desse total, 117.541 (52,3%) tiveram resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 84.004 (37,4%) apresentaram resultado negativo e pelo menos 8.791 (3,9%) ainda aguardam confirmação laboratorial.

Entre os casos positivos, a distribuição dos vírus ao longo do ano foi a seguinte:

  • 37,4% – vírus sincicial respiratório (VSR)
  • 29,3% – rinovírus
  • 23,1% – influenza A
  • 8,5% – Covid-19
  • 1,2% – influenza B

Em relação aos óbitos, foram registrados 13.234 casos de morte por SRAG em 2025. Desses, 6.687 (50,5%) tiveram confirmação laboratorial para algum vírus respiratório, 5.315 (40,2%) apresentaram resultado negativo e ao menos 210 (1,6%) ainda aguardam análise.

Entre os óbitos confirmados, os principais agentes identificados foram:

  • 24,4% – Covid-19
  • 14,7% – rinovírus
  • 11% – VSR
  • 8,2% – influenza A
  • 1,8% – influenza B

O levantamento do InfoGripe tem como base os dados inseridos no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe, atualizados até 13 de dezembro, e é referente à Semana Epidemiológica (SE) 50. Confira outros detalhes no link.

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14/12/2025 04:00h

Boletim da Fiocruz aponta aumento de hospitalizações nessas regiões e reforça a importância da vacinação para grupos de risco

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O novo Boletim InfoGripe, divulgado nesta sexta-feira (12) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), alerta para o crescimento do número de hospitalizações por influenza A em alguns estados da Região Norte — Amazonas, Pará e Tocantins — e Nordeste — Bahia, Piauí e Ceará —, além de Santa Catarina. Já no Sudeste, a tendência é de queda, embora em ritmo mais lento no Espírito Santo e no Rio de Janeiro.

Diante do cenário, a pesquisadora Tatiana Portella, do Programa de Computação Científica da Fiocruz, reforça a importância da vacinação para os grupos de risco dessas localidades. "Qualquer sinal de piora dos sintomas da gripe, como febre persistente ou desconforto respiratório, o recomendado é procurar atendimento médico”, orienta. 

Queda geral nos casos de SRAG

De forma geral, os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) seguem em queda no país. O boletim indica que nenhuma unidade federativa apresentou incidência em nível de alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas, com tendência de crescimento na tendência de longo prazo (últimas seis semanas).

Apenas quatro estados apresentam níveis de incidência de SRAG classificados como alerta, risco ou alto risco, embora sem tendência de crescimento no longo prazo: Amazonas, Espírito Santo, Pará e Roraima.

Entre as capitais, apenas Boa Vista (Roraima) registra níveis de atividade de SRAG em risco, com sinal de crescimento de SRAG na tendência de longo prazo.

Vírus associados à SRAG

O rinovírus continua sendo a principal causa de hospitalização por SRAG em crianças e adolescentes até 14 anos. O boletim também indica leve aumento de casos associados ao metapneumovírus em crianças de até dois anos.

A Covid-19, mesmo em níveis baixos em todos os estados, segue entre as principais causas de internação por SRAG em idosos nas últimas semanas.

Prevalência dos vírus entre casos e óbitos

Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, entre os casos positivos de SRAG, a prevalência foi de:

  • 41,1% – rinovírus
  • 22,9% – influenza A
  • 12,1% – Covid-19
  • 4,8% – vírus sincicial respiratório (VSR)
  • 2,4% – influenza B

Entre os óbitos confirmados no período, os números indicam:

  • 40,5% – Covid-19
  • 33% – influenza A
  • 14,6% – rinovírus
  • 1,6% – VSR
  • 3,2% – influenza B

O levantamento do InfoGripe tem como base os dados inseridos no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe, atualizados até 6 de dezembro, e é referente à Semana Epidemiológica (SE) 49. Confira outros detalhes no link.

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22/11/2025 04:00h

Rinovírus lidera infecções respiratórias entre menores de 14 anos; oito estados seguem em nível de alerta, aponta Fiocruz

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O mais recente Boletim InfoGripe divulgado nesta sexta-feira (21) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) aponta um aumento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) entre crianças e adolescentes de até 14 anos. Impulsionadas principalmente pelo rinovírus, as notificações atingiram níveis de alerta, risco ou alto risco em cinco estados — Mato Grosso do Sul, Pará, Rio de Janeiro, Rondônia e Roraima — até a Semana Epidemiológica 46.

De acordo com o levantamento, uma das causas para o aumento de SRAG em crianças no estado do Rio de Janeiro é a contaminação por metapneumovírus e influenza A. Além disso, o adenovírus também tem colaborado para o crescimento de casos no Pará e em Mato Grosso do Sul. No Pará, houve ainda aumento de casos entre idosos, embora o vírus responsável ainda não tenha sido identificado pelas autoridades de saúde.

O boletim também indica que outros oito estados apresentaram incidência SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco na última semana, mas sem tendência de crescimento no longo prazo (últimas seis semanas). São eles: Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Paraíba, Santa Catarina e Sergipe.

Cenário nacional

No cenário nacional, há uma tendência de queda dos casos de SRAG na tendência de longo prazo e de estabilidade na tendência de curto prazo (últimas três semanas).

Entre as capitais, apenas Boa Vista, em Roraima, apresenta nível de atividade considerado de risco para SRAG nas últimas duas semanas epidemiológicas, com manutenção de tendência de alta no longo prazo.

Casos e óbitos

Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, a prevalência entre os casos positivos de SRAG foi de:

  • 37,8% para rinovírus, 

  • 25,3% para influenza A; 
  • 14,7% para Covid-19; 
  • 5,8% para vírus sincicial respiratório (VSR); 
  • 1,9% para influenza B. 

Entre os óbitos confirmados, foram registrados:

  • 39,4% para Covid-19; 
  • 31,7% para influenza A; 
  • 14,9% de rinovírus; 
  • 3,4% para VSR; 
  • 1% para influenza B.

O levantamento do InfoGripe tem como base os dados inseridos no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe, atualizados até 15 de novembro, e é referente à Semana Epidemiológica (SE) 46. Confira outros detalhes no link.

Prevenção à SRAG

Diante deste cenário, a pesquisadora do Programa de Computação Científica (PROCC/Fiocruz) e do Boletim InfoGripe, Tatiana Portella, recomendou, em nota, o uso de uma boa máscara, como a PFF2 ou a N95, em unidades de saúde e por pessoas que estejam com sintomas de gripe ou resfriado. “Também é importante que os pais evitem levar seus filhos para a escola ou creche caso apresentem esses sintomas, para evitar transmitir o vírus para outras crianças”, recomenda. “Além disso, é fundamental que as crianças, assim como os demais grupos prioritários, estejam com a vacinação contra Influenza e Covid-19 em dia”, orienta Portella.

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