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TERMO DE USO E PARCERIA

TERMO DE USO E PARCERIA

Regras de Uso

1º - A utilização gratuita e livre dos materiais produzidos pelo Brasil 61 só será permitida depois que este termo de parceria for aceito pelo usuário, prevendo as seguintes regras:

a) A utilização do material - na íntegra, ou em partes - só será permitida desde que as informações não sejam distorcidas, manipuladas ou alteradas.

b) Não é necessário a identificação do Brasil 61 na hora da replicação do conteúdo. Mas toda e qualquer veiculação de áudios produzidos pelo Brasil 61 prevê o cadastro no site, com a disponibilização de dados que serão utilizados para a organização do mailing desta empresa,

2º - OBRIGAÇÕES DO BRASIL 61

a) O Brasil 61 se compromete, a partir deste termo de uso, a produzir conteúdo particularizado diariamente, trazendo informações de dia-a-dia e bastidores do Planalto Central, além de outras temáticas de relevância do noticiário nacional. 

b) O acesso ao conteúdo jornalístico (na versão de leitura) é livre e gratuito, podendo ser replicado por qualquer usuário que acesse o site. O download do áudio para que seja utilizado na programação das rádios requer que o radialista realize o login no site da Agência do Rádio - informando e-mail e senha cadastrados. 

3º - OBRIGAÇÕES DOS COMUNICADORES PARCEIROS

Não alterar o sentido dos materiais, ou distorcer fala de entrevistados ou mudar a conotação das mensagens dos materiais. 

ADENDOS IMPORTANTES SOBRE A PARCERIA

a) O Brasil 61 poderá distribuir conteúdo patrocinado com ou sem assinatura dos clientes patrocinadores do boletim e sem aviso prévio ao comunicador. 

b) As rádios parceiras não vão ter participação financeira sobre o faturamento do Brasil 61.

c) Os comunicadores podem patrocinar os conteúdos do Brasil 61, desde que não alterem o sentido e a conotação dos conteúdos oferecidos. Nesses casos, o Brasil 61 Mais não terá participação nos lucros conquistados pelos veículos parceiros. 

Ao clicar em ACEITO, a emissora aqui cadastrada afirma concordar e estar ciente de todas as condições apresentadas neste Termo de Utilização de Conteúdo.

Vacina

07/07/2020 09:39h

Estudo desenvolvido pelo Instituto Butantan e laboratório chinês teve 90% de eficiência nos testes realizados na última fase

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Testes da vacina contra o novo coronavírus desenvolvida pelo Instituto Butantan e o laboratório chinês Sinovac vão começar no dia 20 de julho. O anúncio foi feito pelo governo de São Paulo, nesta segunda-feira (7). Ao todo, nove mil profissionais de saúde de cinco estados do país serão voluntários na pesquisa. 

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A nova etapa de desenvolvimento da vacina contra a Covid-19 se tornou possível após autorização da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) no último sábado. O Instituto Butantan vai começar o recrutamento dos participantes por meio de um aplicativo a partir da semana que vem. Na fase anterior, a vacina foi testada em mil voluntários na China e registrou 90% de eficiência. Caso a fase 3, a próxima, dê certo, a expectativa é de que as doses sejam distribuídas a partir de 2021. 

Além desse estudo, o Brasil também desenvolve uma vacina em parceria com a Universidade de Oxford, no Reino Unido. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), está é a vacina mais avançada no mundo. 

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07/07/2020 05:00h

Cobertura foi de 88,8%, número abaixo da meta do governo

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Finalizada a Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe, 17 milhões de pessoas que precisavam se vacinar não foram imunizadas. De acordo com dados do Ministério da Saúde, o número representa 11,2% do público- alvo da campanha. A meta do governo era de alcançar ao menos 90% desse grupo. Foram alcançados 88,8%.

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O grupo com a menor cobertura vacinal foi de pessoas entre 55 e 59 anos de idade: pouco mais de metade do grupo se vacinou, 55,86% de cobertura. 60,91% das gestantes se vacinaram. Entre crianças de até cinco anos de idade a cobertura foi de 61,60%. Professores de escolas públicas tiveram 68,56% de cobertura vacinal.

Como o período da campanha acabou, agora as doses da vacina contra a Influenza que sobraram estão disponíveis para o restante da população, mesmo aqueles que não se encaixam no público-alvo. A vacinação é ainda mais importante durante a pandemia de covid-19, já que as duas doenças possuem sintomas semelhantes e a imunização ajuda os médicos a identificarem rapidamente quais casos podem ser causados pelo novo coronavírus.

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06/07/2020 18:00h

União tem trabalhado para garantir a segurança jurídica aos profissionais que atuam nas diferentes etapas desse processo

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A busca por uma vacina contra a covid-19 tem sido um dos maiores desafios enfrentados por médicos e pesquisadores de todo o mundo, durante a pandemia. Nesse sentido, a Advocacia-Geral da União (AGU), juntamente com a Casa Civil e o Ministério da Saúde tem trabalhado para garantir a segurança jurídica aos profissionais que atuam nas diferentes etapas desse processo. O objetivo é viabilizar a transferência de tecnologia e compra de lotes do medicamento, que deverá ser desenvolvido pela Universidade de Oxford, do Reino Unido, e a farmacêutica AstraZeneca.

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O Procurador Federal e Secretário Especial Adjunto do Ministério da Economia, Bruno Portela, afirma que o maior desafio foi consolidar os termos de uma parceria bilateral na qual o Brasil não seja apenas um comprador da vacina, mas sim um futuro produtor por meio da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Portela está entre os que elaboraram a fundamentação jurídica do acordo que o Ministério da Saúde e a Fiocruz firmaram com as instituições que estão trabalhando no desenvolvimento da vacina.  

De acordo com o Ministério da Saúde, o acordo de cooperação para o desenvolvimento tecnológico e acesso do Brasil à vacina foi celebrado em duas etapas. A primeira fase contempla 30,4 milhões de doses da vacina, que serão distribuídas em dois lotes. A previsão é de que essa medicação seja entregue em dezembro de 2020 e janeiro de 2021.


 

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06/07/2020 10:30h

Agência Nacional de Vigilância Sanitária autorizou empresa chinesa Sinovac Biotech a realizar testes em 9 mil pessoas em 4 estados e no DF; esse é o segundo medicamento a ser testado no combate à doença

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A Anvisa autorizou uma empresa chinesa a realizar testes para uma nova vacina contra a covid-19. A previsão é de que nove mil pessoas sejam testadas nos estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Paraná e Distrito Federal.

O estudo aprovado pela Agência faz parte de um ensaio clínico fase III duplo-cego, controlado com placebo, que é uma substância ou tratamento que não apresenta interação com o organismo empregado como se fosse ativo. Segundo a Anvisa, todas as fases anteriores foram analisadas antes de o teste ser autorizado no Brasil. A vacina é feita a partir de cepas inativadas do novo coronavírus e os resultados nas etapas anteriores apresentaram segurança aceitável.

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Este é o segundo teste de vacina contra covid-19 realizado no Brasil. O primeiro foi desenvolvido por uma universidade britânica em parceria com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Os testes com essa vacina já se encontram em estágio mais avançado e, segundo a Anvisa, existe a possibilidade de ser distribuída ainda este ano.

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02/07/2020 17:00h

Segundo a diretora médica da AstraZeneca Brasil, Maria Augusta Bernardini, a vacina está na terceira fase de testes, ou seja, de ensaios clínicos em humanos

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O diretor-executivo de relações corporativas da AstraZeneca no Brasil, Jorge Mazzei, afirmou que, caso a vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford se comprove eficaz em testes preliminares, a produção no Brasil começará no fim do ano. A informação foi dada nesta quarta-feira (1º), durante audiência pública da Câmara dos Deputados.

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O acordo fechado com o governo brasileiro, segundo Mazzei, estabelece que logo que for comprovada a eficácia e segurança da vacina, já haja matéria-prima para a produção imediata pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Segundo a diretora médica da AstraZeneca Brasil, Maria Augusta Bernardini, a vacina está na terceira fase de testes, ou seja, de ensaios clínicos em humanos. Isso significa que o procedimento está em uma etapa de desenvolvimento mais avançada quando comparada a outras vacinas contra a Convid-19 pesquisadas no mundo.

No Brasil, o objetivo é testar 5 mil voluntários, a partir de parceria com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Por enquanto, metade dessas pessoas vai receber a vacina experimental, e a outra metade um ativo comparador. Os voluntários serão acompanhados durante um ano, mas com avaliações preliminares periódicas de eficácia. 


 

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29/06/2020 11:00h

Pesquisa é chefiada pela Universidade de Oxford. Brasil investiu cerca de R$ 693 milhões

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O governo brasileiro fechou acordo de cooperação com o Reino Unido para desenvolver e produzir uma vacina contra a covid-19. O medicamento é desenvolvido pela Universidade de Oxford e pela empresa farmacêutica AstraZeneca. O Brasil vai contribuir com o investimento de US$ 127 milhões, equivalente a cerca de R$ 693,4 milhões. Com isso, o Brasil ganha o direito de receber a tecnologia para produção da vacina e 100 milhões de doses serão colocadas à disposição do país. A produção em território nacional será feita pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz).

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Apontada pela Organização Mundial da Saúde como a pesquisa em estágio mais avançado entre as mais de 200 tentativas de produzir uma vacina, o estudo britânico está em fase de testes clínicos. Nove mil pessoas já receberam uma dose e, ao que tudo indica, o medicamento é seguro. Agora, o estudo vai ser expandido e a vacina será testada em 50 mil pessoas em todo o mundo, inclusive no Brasil. 

Essa não é a única participação do Brasil no desenvolvimento de vacinas contra o novo coronavírus. No começo do mês, o governo de São Paulo firmou uma parceria entre o Instituto Butantan e a farmacêutica chinesa Sinovac para a produção de uma imunização.

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Saúde
17/06/2020 00:05h

Testes de vacina produzida entre o Instituto Butantan e empresa chinesa estão no estágio final

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Pesquisadores de todo o planeta correm contra o tempo para desenvolver uma vacina contra a Covid-19 o mais rápido possível. Na última semana, o Brasil entrou no páreo, com o anúncio do governo de São Paulo da parceria entre o Instituto Butantan e a farmacêutica chinesa Sinovac para a produção e testes de um imunizador contra o novo coronavírus.

Batizada de CoronaVac, a vacina foi administrada com sucesso em cerca de mil pessoas na China nas duas primeiras fases clínicas de testes. Antes disso, o imunizador já havia apresentado êxito em testes laboratoriais e em macacos. O acordo assinado entre o Instituto Butantan e a empresa chinesa prevê a testagem de 9 mil brasileiros no último estágio para que a vacina seja liberada.

Segundo Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan, caso os testes sejam bem sucedidos e a Anvisa aprove a distribuição da vacina, o país terá capacidade de produzir o produto em grande escala. “Em um primeiro momento, a vacina poderá vir da China, que já tem a [capacidade de] produção em grande escala e, num segundo momento será produzida no Butantan”, disse Covas em coletiva de imprensa. 

A vacina contra o coronavírus estudada no Instituito Butantan é produzida com fragmentos desativados da doença. A aplicação do imunizador em humanos faz com que o sistema imunológico passe a produzir anticorpos contra o agente causador da Covid-19.

O Instituto Bio-Manguinhos, unidade produtora de imunobiológicos da Fiocruz, também está no páreo e afirmou que está conduzindo um projeto de vacina sintética contra o coronavírus, ou seja, feita com proteínas do vírus produzidas em laboratório. Segundo a entidade, entre as razões pela escolha da produção de uma vacina sintética, está o baixo custo desse tipo de imunizador. 

Cientistas e pesquisadores ainda não sabem a quantidade de tempo em que pessoas curadas do novo coronavírus ficam imunes à doença. Para o médico Hermeson Luz, especialista em doenças infecciosas, o desconhecimento como a Covid-19 age no corpo humano é uma das principais para a criação de uma vacina. 

“Tem menos de um ano que a doença está no nosso meio, quanto tempo dura a imunidade, não sabemos. Se a imunidade vai ser duradoura, se ela vai durar um ou dois anos, a vida toda, 90 dias. Por isso a procura de uma vacina é uma esperança para conter a disseminação da doença.”

Perspectiva

Segundo o Instituto Butantan, caso todos os testes da vacina sejam sucedidos, estará disponível no primeiro semestre de 2021. Por outro lado, a Bio-Manguinhos afirma que a vacina em produção pela entidade não estará pronto antes de 2022. A Organização Mundial de Saúde (OMS) afirma que atualmente cerca de 130 pesquisas de vacinas contra a Covid-19 estão em andamento em todo o planeta e ao menos 10 vacinas estão na fase de estudo clínico, quando humanos são testados.
 

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Saúde
13/06/2020 11:00h

Modelo de imunização já foi testado com sucesso em camundongos contra hepatite B e mesma plataforma tecnológica servirá de base

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Uma equipe da USP está desenvolvendo uma vacina em spray contra a Covid-19. A equipe, coordenada pelo médico veterinário Marco Antônio Stephano, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo, está usando como modelo uma plataforma tecnológica já testada com sucesso em camundongos contra a hepatite B. O modelo é menos invasivo, tem maior aceitação em todas as faixas etárias e produz menos efeitos colaterais.

Marco Antônio Stephano e a equipe, formada por oito pessoas, desenvolveram uma nanopartícula a partir de uma substância natural. Dentro dela, foi colocada uma proteína do vírus que se espalhou pelo mundo. Quando ela é administrada nas narinas, há a produção de IgA secretora, ou seja, anticorpos presentes na saliva, na lágrima, no colostro e em superfícies do trato respiratório, intestino e útero. Isso deve fazer, na prática, com que a entrada do patógeno na célula seja inibida, o que vai impedir a colonização no local da aplicação.

Outra particularidade do processo é que essa nanopartícula tem propriedade muco-adesiva. Assim que entra em contato com o corpo, permaneça nas narinas por no mínimo três horas, tempo suficiente para que seja absorvida pelo organismo a ativar a resposta imune. Essa característica é importante, uma vez que o antígeno não pode ser expelido, nem mesmo por meio de um espirro.

As vacinas podem demorar até dez anos para serem produzidas, mas, segundo Stephano, os processos evoluíram na última década e como cerca de 200 vacinas estão sendo produzidas em todo o mundo, a troca de informações e resultados nos mais variados processos é bem mais rápida.

“A partir do momento que saiu o primeiro genoma do vírus, foi muito mais fácil identificar quais proteínas nós queríamos para fazer essa vacina. A partir do momento que saiu o isolamento do vírus fica muito mais fácil você fazer um teste de controle de qualidade para essa vacina. Tudo foi muito rápido. Para isolar o vírus da Aids, por exemplo, demorou quase três anos.”

Várias vacinas

Se a vacina desenvolvida na USP der certo, ela não será a única. Segundo Stephano, o ideal é que existam várias vacinas em todas as partes do mundo.
“Nenhuma vacina é 100%, não consegue proteger 100% da população. Um exemplo é a vacina da gripe, que protege 60% da população e você reduz em 30% as internações hospitalares. Isso é muito, quando se observa o custo de uma internação hospitalar”, explica o professor.”

O desenvolvimento da vacina ainda está nas fases iniciais, ou seja, nas provas de conceito, quando se comprova a efetividade do composto. No caso da hepatite, houve a efetividade. Naquele caso, os camundongos testados estavam imunizados depois de 15 dias.

O próximo passo depende de investimento do setor privado e da autorização para importação de animais que tenham receptores para Covid-19. São camundongos transgênicos, que são modificados geneticamente para ter no pulmão uma enzima receptora do vírus, assim como ocorre com os humanos.

“Sem esses animais eu não consigo provar que a vacina protege. Posso até mostrar que a vacina produz anticorpos. Mas esses animais com receptores para o vírus conseguem desenvolver a doença e, aí sim, comprovar se a aplicação da vacina dá resultado”, explica.

Virologistas e imunologistas do Instituto de Ciências Biomédicas, especialistas em nanotecnologia do Instituto de Química da USP, pesquisadores da Plataforma Científica Pasteur-USP, da Unicamp, além de uma startup estão envolvidos no projeto. Segundo os especialistas, a estimativa é de que o produto seja repassado ao público a um custo de R$ 100 reais e a imunização ocorrerá em quatro doses, duas em cada narina, a cada 15 dias.

Estimativa

Se tudo correr bem nos testes e houver o financiamento, os demais passos iniciais serão realizados até o fim de 2020 e em março de 2021 será iniciado o teste em humanos. Esse último passo também demora alguns meses e é controlado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A Anvisa também é responsável por determinar o quão demorado pode ser esse teste em cobaias humanas, se autoriza testes com grupos pequenos ou maiores. Esse estudo clínico é feito em três fases. Isso acontece porque todos os efeitos colaterais são levados em conta e é preciso ter certeza da efetividade e segurança do produto antes de aprová-lo e colocá-lo no mercado.

Vantagens

A vacina por via nasal é tão mais branda que a injetável que talvez possa ser administrada em gestantes e crianças. “A vantagem da vacina nasal é que ela tem menos efeitos adversos. Até pessoas com imunoinsuficiência podem tomar. Primeiro, não tem vírus vivo. Segundo, tem uma nanopartícula que é inerte, que não é tóxica e que é biodegradável. Terceiro, essa nanopartícula só fica de três a quatro horas na cavidade nasal. Então, as reações adversas que ela pode apresentar são praticamente inexistentes.”

Além disso, a via de inoculação é bem aceita. Segundo o professor, cerca de 15% dos adultos e 50% das crianças têm medo de injeção. “Se você mostrar que é um spray nasal, que pode ser incômodo, mas é indolor, você tem uma aceitação muito maior por parte da população”, explica.

Hemerson Luz, médico infectologista do Hospital das Forças Armadas (HFA), em Brasília, também acredita que a administração da vacina por meio nasal pode ser a melhor solução, já que a aceitação da população é uma característica importante de cada nova vacina criada.

“O desenvolvimento de uma vacina contra a Covid-19 com o uso do spray nasal é muito interessante. Isso porque vai ocorrer uma maior aceitação do público por não ser injetável, por não ser uma injeção. Isso facilita o acesso e a aceitação do público em geral”, ressalta Hemerson.

O médico explica também que a aplicação de vacinas na mucosa nasal apresenta resultados mais rápidos do que as vacinas injetáveis. “Quando se coloca uma vacina na mucosa nasal, pode ocorrer um desenvolvimento de anticorpos que vão agir de forma mais rápida, uma resposta caso ocorra um contato com o novo coronavírus”, destaca. “Principalmente porque sabemos que o início da infecção começa pelas vias nasais e desenvolver anticorpos nessa região é muito interessante.”

Segundo a Organização Mundial de Saúde, existem atualmente, pelo menos, 100 vacinas contra a Covid-19 em desenvolvimento no mundo. Algumas delas já se encontram na fase de testes clínicos e os primeiros resultados devem sair no segundo semestre deste ano.
 

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Saúde
13/06/2020 10:00h

O estudo está em fase pré-clínica, com testagem em animais

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A Fiocruz está conduzindo um estudo para o desenvolvimento de uma vacina sintética contra o novo coronavírus. Por meio do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz), os estudos avançaram para a fase pré-clínica, na qual aspectos de segurança são avaliados em modelo animal. 

Segundo o Instituto, o modelo sintético da vacina foi escolhido por ser mais rápido se comparado a metodologias tradicionais. Além disso, o custo de produção é menor e não é necessária a instalação de biossegurança nível 3 para as primeiras etapas de desenvolvimento.  

A vacina sintética, segundo a entidade, contém pequenas partes de proteínas do vírus Sars-CoV-2 capazes de induzir a produção de anticorpos específicos no processo de defesa do organismo. A partir dos resultados dos estudos pré-clínicos, parte-se para a fase dos estudos clínicos de fases I, II e III, com a testagem em seres humanos.  

Apesar dos estudos avançados, a previsão é de que a vacina só seja disponibilizada em 2022. Esse estudo soma-se a outras iniciativas do Ministério da Saúde na tentativa de frear os avanços da doença no País. 
 

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Saúde
12/06/2020 10:13h

Constatação é do Ministério da Saúde, que observou procura menor por vacinas nos postos de saúde por conta do novo coronavírus

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Mesmo durante o período de isolamento social, é importante manter a caderneta de vacinação atualizada. O alerta é do Ministério da Saúde, que afirma ter havido queda na cobertura vacinal nesse período, já que muitas famílias estão com receio de ir até um posto de saúde durante a pandemia. 

Segundo a pasta, a procura pelas vacinas disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS) tem sido “preocupante”. 

O Brasil possui o maior programa público de imunização do mundo, com a distribuição de mais de 300 milhões de doses de imunobiológicos por ano. O Programa Nacional de Imunização (PNI) conta com 37 mil postos públicos de vacinação de rotina em todo o País. 

O Ministério estendeu a Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe até 30 de junho. O público-alvo da campanha são idosos com 60 anos ou mais de idade, trabalhadores da saúde, membros das forças de segurança e salvamento, pessoas com doenças crônicas ou condições clínicas especiais, caminhoneiros, motoristas e cobradores de transporte coletivo, trabalhadores portuários, povos indígenas, adolescentes e jovens de doze a 21 anos sob medidas socioeducativas, população privada de liberdade, funcionários do sistema prisional, pessoas com deficiência, professores de escolas públicas e privadas, crianças de seis meses a menores de seis anos, gestantes, puérperas (pós-parto até 45 dias) e pessoas de 55 a 59 anos de idade. 

As pessoas que fazem parte dos grupos contemplados para a vacinação e, que por algum motivo perderam a oportunidade de receber a vacina nas fases anteriores, precisam comparecer aos postos de vacinação para receber a dose.

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