Vacina

26/01/2023 20:30h

Imunizantes protegem contra novas variantes e serão aplicados em grupos prioritários a partir do dia 27 de fevereiro

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O Ministério da Saúde vai iniciar campanha de reforço contra a Covid-19 com vacinas bivalentes a partir do dia 27 de fevereiro. A primeira fase de vacinação será direcionada para os grupos prioritários de pessoas acima de 70 anos, imunocomprometidos e comunidades indígenas, ribeirinhas e quilombolas. O plano de imunização para 2023 foi divulgado nesta quinta-feira (26), na primeira reunião da Comissão Intergestores Tripartite (CIT) do ano. 

  • Fase 1: pessoas acima de 70 anos, imunocomprometidos, comunidades indígenas, ribeirinhas e quilombolas;
  • Fase 2: pessoas entre 60 e 69 anos;
  • Fase 3: gestantes e puérperas;
  • Fase 4: profissionais de saúde.

A ministra da Saúde, Nísia Trindade, defende um “movimento nacional” com participação da sociedade e dos governos federal e estaduais. Ela ressalta a importância de uma ação estratégica coordenada. 

“Estou muito confiante nessa ação de vacinação, mas sabendo que ela é muito complexa. Não deveríamos ter tantos problemas de confiança, mas temos. Então vamos trabalhar para reduzir todos os gargalos. A resposta não será única. O Brasil  é muito diverso. Alguns municípios avançaram muito na vacinação e muito bem, outros não. Olhar esse diagnóstico”, afirma a ministra.  

As vacinas bivalentes são aquelas que oferecem proteção contra mais de uma cepa de determinado vírus. Em novembro de 2022, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso temporário e emergencial de dois imunizantes da empresa Pfizer contra a Covid-19. 

  • Bivalente BA1 – protege contra a variante original e também contra a variante Ômicron BA1.  
  • Bivalente BA4/BA5 – protege contra a variante original e também contra a variante Ômicron BA4/BA5.  

Hemerson Luz, infectologista do Hospital das Forças Armadas (HFA), explica que pessoas com o esquema de vacinação completo têm menos chances de evoluir para casos graves da doença. Ele destaca a importância da utilização dos imunizantes bivalentes. 

“Estudos indicam que após três ou quatro meses da última dose da vacina ocorre uma perda na eficácia dos anticorpos neutralizantes para proteger contra a Covid-19. Essas vacinas bivalentes vão aumentar o número de anticorpos e poderão proteger contra essas subvariantes que hoje dominam o cenário epidemiológico”, explica. 

A análise epidemiológica de Covid-19 mais recente, divulgada pelo Ministério da Saúde, mostra que 12 estados brasileiros apresentam redução na variação de mortes, oito registram aumento nos óbitos e sete permanecem com números estáveis.  O Brasil contabiliza mais de 36,7 mil casos da doença e 696.324 mortes. 
 
A aposentada Maria José de Oliveira, de 61 anos, tomou as quatro primeiras doses da vacina contra o coronavírus e se diz pronta para tomar quantas mais forem necessárias. Ela conta que não sentiu nada ao ser imunizada e acredita que os cuidados foram essenciais para que não contraísse a doença. 

“Para evitar a doença em mim e nos outros também. Eu não senti nada, foi maravilhoso. Por favor, tome [a vacina] vai ser muito bom para a saúde de todos vocês, das suas famílias, seus amigos e do mundo inteiro. Cada um faz a sua parte”, comenta a aposentada. 
 

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Saúde
26/01/2023 15:15h

A entrega faz parte das negociações do Ministério da Saúde com o laboratório norte-americano para o adiantamento das remessas

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Mais de 7,7 milhões de doses de vacinas contra Covid-19 da Pfizer para crianças de 6 meses a 11 anos de idade chegaram ao Brasil. A entrega é parte do aditivo de 50 milhões de doses e fruto das negociações do Ministério da Saúde com o laboratório norte-americano para o adiantamento das remessas. Os lotes desembarcaram no Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP).

As doses serão divididas em dois lotes. O primeiro de 7,2 milhões e o segundo de 550 mil doses. Ao todo, serão 4,5 milhões de vacinas direcionadas para as faixas etárias de 6 meses a 4 anos e 3,2 milhões de doses destinadas ao público de 5 a 11 anos. As vacinas passarão por análise do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS) e serão distribuídas para todos os estados e o Distrito Federal nos próximos dias. Com a chegada da remessa, a intenção do governo federal é ampliar a campanha de vacinação para esta faixa etária. 

O Ministério da Saúde reforça que a vacinação das crianças é fundamental para proteger esse público contra formas graves da Covid-19 e evitar mortes por causa da doença. Os imunizantes são seguros e aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). É o que atesta o médico infectologista consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia, Marcelo Daher. 

“Hoje, temos recomendado a vacinação das crianças e não estamos conseguindo fazer a vacinação porque não tem vacina. Então, isso é importante. A compra da vacina traz credibilidade para o programa”, explica o especialista. “Se vacinarmos as crianças contra a Covid-19, teremos formas mais brandas da doença, com redução da chance de internação com formas graves”, avalia. 

De acordo com dados técnicos do Ministério da Saúde, levando em conta registros até o início de dezembro de 2022, desde o início da pandemia, mais de 3.500 crianças e adolescentes já morreram por conta da Covid-19. Ao todo, já foram notificados mais de 57,3 mil casos em crianças e adolescentes de até 19 anos. Só no ano passado, foram 850 mortes causadas pela doença. 

A coordenadora do Departamento de Pediatria Ambulatorial da Sociedade de Pediatria do Distrito Federal, Andrea Jácomo, destaca a importância da chegada dessas novas vacinas para atender essa faixa etária. “Em 2022, em relação à síndrome respiratória aguda grave na faixa etária pediátrica, ou seja, os menos de 19 anos, nós tivemos mais de 20 mil casos. Do total, mais de 14, 5 mil tinham menos de 5 anos”, observa a médica. "Então, é muito importante que essas doses cheguem e que sejam distribuídas nos postos de saúde”, diz. 
 

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07/01/2023 18:20h

Especialistas alertam para a importância da vacinação no combate à nova cepa

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O Brasil confirma o primeiro caso de pessoa contaminada com a variante XBB.1.5 do coronavírus, afirma a Rede Dasa. A vítima é uma paciente de 54 anos do interior de São Paulo, moradora da cidade de Indaiatuba

Ainda de acordo com a Dasa, que é líder em medicina diagnóstica no Brasil e na América Latina, a amostra foi coletada em novembro de 2022, mas a confirmação da nova variante ocorreu apenas agora devido ao tempo necessário para o sequenciamento das mais de 1.300 amostras selecionadas naquele mês.

Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES) afirma que mantém o monitoramento do cenário epidemiológico em todo o território estadual. “A confirmação de variantes ocorre por meio de sequenciamento genético e, no momento, um caso da variante XBB.1.5 foi confirmado por um laboratório particular e está sob acompanhamento junto ao município de origem”, diz parte do documento. 

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a OMS, a variante XBB é uma recombinação de sublinhagens da Ômicron, com uma “vantagem de crescimento” sobre outras cepas identificadas e potencial de contaminação cinco vezes maior. Nos Estados Unidos, onde a nova mutação do vírus surgiu, o número de casos registrados da variante representava 1%. Nesses primeiros meses de janeiro representam 40%. 

Casos de Covid-19 e dengue preocupam neste fim de ano

COVID-19: governo federal compra 50 milhões de vacinas

Médico infectologista de Goiás, consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia, Marcelo Daher explica que não há motivo para alarde da população, embora alerte para a importância da vacinação. O especialista explica que os números de casos nos irão aumentar nos próximos dias, mas que as pessoas vacinadas estarão protegidas, destacando a importância de se adotarem as medidas de segurança, recomendadas pelas autoridades de saúde pública. 

“Provavelmente teremos um novo pico da doença, uma nova onda com transmissões intensas, mas sem maiores gravidades”, comenta. “O que precisamos reforça: a vacina traz proteção, não protege contra as infecções, mas protege contra os casos graves da doença”, diz. 

Segundo dados do Ministério da Saúde, mais de 170 milhões de pessoas estão vacinadas com as duas doses, o que equivale a 80% da população. Médico infectologista do Distrito Federal, Julival Ribeiro explica que a nova variante tem forte poder de transmissão e consegue driblar o sistema imunológico, fazendo com que as vacinas percam força e piorando alguns quadros. Daí a importância de completar o ciclo vacinal, além de usar máscara e lavar as mãos constantemente. 

“É importante salientar que a pandemia não acabou, tem várias subvariantes circulando no mundo, inclusive tem milhares de casos ocorrendo envolvendo duas subvariantes na China. Temos que nos cuidar”, alerta. “Todas as pessoas devem ser vacinadas contra a Covid-19. E aquelas que não receberam a dose de reforço devem fazer. Daí a importância de se vacinar o ciclo completo justamente para se prevenir de casos graves, hospitalizações e morte”, orienta. 

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02/01/2023 16:12h

Especialistas voltam a alertar que a vacinação é a melhor estratégia para combater o avanço da Covid-19 no país

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Especialistas no combate à Covid-19 são categóricos e destacam que a transmissão do vírus não acabou, de modo que todo cuidado é pouco. Entre as medidas protetivas indicadas por médicos infectologistas contra o avanço do coronavírus no Brasil está a vacinação. Diante disso, o governo federal anunciou a compra de 50 milhões de doses adicionais da vacina. 

Com o acordo firmado junto à farmacêutica Pfizer, o número total de doses chegará a 150 milhões. A entrega dos imunizantes ocorrerá no segundo trimestre de 2023, entre os meses de abril e junho. O novo contrato do Ministério da Saúde com a Pfizer estabelece que serão compradas vacinas bivalentes para pessoas acima de 12 anos, e doses monovalentes para as faixas etárias de 6 meses a 11 anos. 

Ainda segundo o acordo, a farmacêutica poderá entregar imunizantes adaptados a novas variantes que venham a ser aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Para o médico infectologista, Julival Ribeiro, a vacina sempre é a melhor estratégia para se evitar casos mais graves da doença. “Quanto mais vacinas estiverem disponíveis para a população brasileira, melhor. Isso porque a vacina é a melhor estratégia para se evitar casos graves e mortes”, destaca o especialista. “O ministério também recebeu a vacina bivalente, que é muito importante, porque essa vacina vai nos dar proteção sobre as cepas do coronavírus que estão circulando aqui no Brasil”, esclarece o médico. 

Ainda de acordo com Ribeiro, por conta das festas de fim de ano, o aumento dos casos no país inteiro, nos últimos dias, torna o quadro preocupante, sobretudo com a aproximação do Carnaval. O especialista defende uma mobilização geral do governo em todas as esferas para alertar a população sobre a importância da vacina. 

“O que estamos observando, na realidade, é um aumento do número de casos no país inteiro e isso é preocupante. As cepas que estão circulando aqui no Brasil são altamente transmissíveis”, alerta. “O mais importante nesse momento, é, através de todas as mídias, o governo federal, estadual e distrital mostrarem a importância da vacina. Um estudo recente mostrou que a vacina é a melhor estratégia para quem quer evitar a infecção por covid-19, diminuindo ou até evitando o número de mortos”, observa. 

Cozinheira há 13 anos, Vanda Maria da Cruz, 53 anos, lamenta que houve um desleixo por conta da população em relação aos cuidados contra a doença. Segundo a profissional da cozinha, não adianta o governo fazer a parte dele se o povo não se cuidar adequadamente. “A população relaxou muito, até mesmo no uso de máscara. Quando a gente se protege, não é só contra a covid, mas de outras infecções também”, destaca. “Eu faço o uso de máscara constantemente, andando dentro do ônibus. Quando estou gripada evito contato com outras pessoas e, assim, a gente vai levando”, diz. 

De acordo com dados do Conselho Nacional de Secretarias de Saúde (Conass), até o momento, mais de 36,3 milhões de pessoas já foram contaminadas em todo o país. Quase 694 mil foram a óbito. O Ministério da Saúde informa que, a partir de dados das Secretarias Estaduais de Saúde, mais de 182,4 milhões pessoas já foram vacinadas com a primeira dose, no Brasil. O número representa 84,91% da população total. Mais de 172, 4 milhões de pessoas receberam a segunda dose, ou seja, 80,27% da população. Outras 107 milhões, que correspondem a 50% dos brasileiros, já tomaram a dose de reforço. 

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28/12/2022 04:00h

De acordo com infectologistas, é inevitável uma explosão da dengue a partir de fevereiro de 2023. Já em relação à covid, apesar dos altos índices de vacinação, é preciso reforçar os cuidados de proteção

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Especialistas apontam um cenário preocupante em relação  ao controle da  dengue no Brasil em 2023, inclusive  com a projeção de  grande expansão dos casos da doença a partir de fevereiro.  Essa perspectiva técnica se justifica,  sobretudo, por conta do grande volume  de chuvas  acontece no Brasil quase inteiro neste fim de ano. Seguidas de sol, as chuvas frequentes  aumentam ainda mais as chances de acumulação de   possíveis reservatórios do mosquito aedes aegypti, o principal transmissor da moléstia. Isso provocaria, inclusive, aumento da taxa de mortes, entre os infectados. 

“Temos que prestar muita atenção neste cenário, porque a gente corre sério risco de uma doença sem controle”, lamenta o médico infectologista consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia do estado de Goiás, Marcelo Daher. 

De acordo com dados do Ministério da Saúde, o número de casos de dengue no Brasil subiu quase 185% entre janeiro e o início do mês de outubro deste ano de 2022, se comparado ao mesmo período de 2021. Ainda de acordo com o órgão, a região Centro-Oeste é recordista de diagnósticos, com quase dois mil casos por 100 mil habitantes, sendo o estado de Goiás o que apresenta os maiores índices em comparação aos dois anos, saltando de 39.167 em 2021 para quase 145 mil registros em 2022.. 

Na sequência, vêm as regiões Sul e Sudeste, com históricos, respectivamente, de 1.038 casos por 100 mil habitantes e 504 casos por 100 mil habitantes. Outro membro da Sociedade Brasileira de Infectologia, Antonio Carlos Bandeira, que é da Bahia, explica que a existência de um corredor de contaminação formado entre o Centro-Oeste e o Sul do país, motivado por questões climáticas, tem facilitado a expansão cada vez maior em municípios nunca antes ocorridos. 

“Tem sido muito intenso, expandindo o número de casos nas regiões Sudeste e Sul e também um quantitativo de casos muito altos nessas regiões”, explica o infectologista. “Tem a ver muito com as mudanças climáticas”, observa Bandeira. 

De olho na Covid


Se os mosquitos do aedes aegypti  avançam,  também o  vírus da Covid-19 preocupa autoridades de saúde do mundo inteiro, Com a proliferação recente de novos casos da doença na China, onde surgiram os primeiros casos da  pandemia. No Brasil, novas ondas de Covid-19 registraram um aumento significativo no número de casos da doença causada pelo coronavírus.

Dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde, o Conass, divulgados no mês de novembro, por exemplo, mostram que o país mantém uma média móvel alarmante de 22 mil casos diários. O índice, que avalia a média de casos dos últimos sete dias e permite o dimensionamento do cenário epidemiológico, é um dos maiores registrados desde agosto.

Ao enfatizar que o vírus da Covid-19 é bem variável, com enorme capacidade de mutação e fuga dos anticorpos , dificultando, assim, o controle da doença, o médico infectologista consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia  Marcelo Daher, analisa o quadro com preocupação. 

“Estamos longe de ter um controle da Covid. O que a gente percebe hoje no Brasil é um cenário de altas transmissões, mas sem maiores gravidades dos casos, neste momento são formas mais leves da doença, principalmente no mundo ocidental, no meio em que a gente vive, tendo vista as altas taxas de vacinação”, destaca. “O que a gente vê na China hoje reforça ainda mais a importância da vacinação”, pondera 

O médico destaca que, por conta das festas de fim de ano  e constantes viagens, o risco de contaminação ainda é maior nesse período. Recomend,a assim, a necessidade de adoção das medidas de proteção sobre os riscos de contágio, sem que se descarte o uso de máscara. 

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24/11/2022 16:30h

O uso de máscaras volta a ser obrigatório em aeroportos, aeronaves e é recomendado em locais fechados, a partir de sexta (25). Imunizantes bivalentes são aprovados de forma emergencial para proteger contra mais cepas da doença

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Diante do cenário de crescimento da incidência da Covid-19 no país, a Diretoria Colegiada da Anvisa aprovou uma resolução que traz novas medidas a serem adotadas em aeroportos e aeronaves na terça-feira (22/11). Entre elas,  a volta da obrigatoriedade do uso de máscaras nesses ambientes.

A decisão foi tomada depois de uma reunião entre a Anvisa e especialistas no tema. Os participantes do encontro ressaltaram que os dados epidemiológicos demandam o retorno de medidas não-farmacológicas de proteção, como o uso de máscaras, principalmente no transporte público, em aeroportos e ambientes fechados/confinados.

A infectologista Joana d’Arc ressalta a importância da medida, pois o relaxamento desse tipo de prevenção contribui para o cenário de aumento da doença. 

“Hoje o que a gente observa é que as pessoas estão permanecendo em locais fechados, já não fazem mais uso de nenhum tipo de equipamento individual de proteção, como a máscara. Claro que tem o conforto por causa da vacina, diminuição da mortalidade, mas o cenário ainda é de preocupação, em respeito às pessoas que estão internando, que estão tendo dificuldade porque tem comorbidade ou outras doenças. então a gente tem que pensar na gente e no próximo.”

Vacinas Bivalentes 

Para tentar proteger mais amplamente a população, a Anvisa também aprovou o uso temporário e emergencial de duas vacinas bivalentes contra a Covid-19, ambas da empresa Pfizer. As vacinas aprovadas são para uso como dose de reforço na população a partir de 12 anos, e protegem contra mais de uma cepa de um vírus. A Bivalente BA1 cobre a variante original e a Ômicron BA1, enquanto a Bivalente BA4/BA5, imuniza contra a variante original e Ômicron BA4/BA5.  

De acordo com estudos clínicos da fabricante, as vacinas bivalentes mostraram induzir resposta imunológica robusta para as variantes Ômicron em circulação e para outras variantes de preocupação, incluindo o vírus original. As vacinas bivalentes também mantêm bom perfil de segurança e tolerabilidade, como explica a diretora médica da Pfizer Brasil, Adriana Ribeiro. 

“As vacinas bivalentes adaptadas à Ômicron são uma combinação da vacina de Covid-19 da Pfizer Biontech, que é usada atualmente, mais a vacina adaptada à Ômicron, e elas agem induzindo nosso sistema imunológico a produzir células de defesa contra esses vírus. Ao incluir o RNA, o objetivo é que a gente consiga prover uma proteção mais ampla contra as variantes de preocupações atuais e emergentes e futuras que podem ser mais parecidas com as variantes originais ou com as da Ômicron.”

Novas regras

A nova resolução aprovada pela Anvisa dispõe a obrigatoriedade do uso de máscaras faciais no interior dos terminais aeroportuários, meios de transporte e outros estabelecimentos localizados na área aeroportuária.

Destaca-se que a norma proíbe a utilização de:

máscaras de acrílico ou de plástico;
máscaras dotadas de válvulas de expiração, incluindo as N95 e PFF2;
lenços, bandanas de pano ou qualquer outro material que não seja caracterizado como máscara de proteção de uso profissional ou de uso não profissional;
protetor facial (face shield) isoladamente;
máscaras de proteção de uso não profissional confeccionadas com apenas uma camada ou que não observem os requisitos mínimos previstos na ABNT PR 1002 – Guia de requisitos básicos para métodos de ensaio, fabricação e uso.
De acordo com a resolução, as máscaras devem ser utilizadas ajustadas ao rosto, cobrindo nariz, queixo e boca, minimizando espaços que permitam a entrada ou saída do ar e de gotículas respiratórias.

A obrigação do uso de máscaras será dispensada no caso de pessoas com transtorno do espectro autista, com deficiência intelectual, com deficiências sensoriais ou com quaisquer outras deficiências que as impeçam de fazer o uso adequado, bem como no caso de crianças com menos de 3 (três) anos de idade. Além disso, é permitido remover a máscara exclusivamente:

I - no interior das aeronaves, para:

a) hidratação;

b) alimentação durante o serviço de bordo.

II - nas praças de alimentação ou áreas destinadas exclusivamente à realização de refeições dos terminais aeroportuários, para:

a) hidratação;

b) alimentação.

III - nos demais ambientes dos terminais aeroportuários, para:

a) hidratação;

b) alimentação.

Por fim, a norma aprovada prevê que, nos veículos utilizados para deslocamento de embarque ou desembarque em área remota, deve-se assegurar que os viajantes e motoristas mantenham o uso obrigatório e adequado das máscaras faciais no interior do meio de transporte.

A Anvisa destaca que permanece mantida a possibilidade dos serviços de bordo em voos nacionais, conforme decisão adotada em 13/5/22, por meio da RDC 684/2022.


Covid-19: Atenção para a importância da vacinação das doses de reforço


 

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24/11/2022 13:30h

São mais de 35 milhões de casos confirmados no país, crescimento preocupa organizações de saúde

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O aumento recente nos casos de Covid-19 reacendeu o alerta das organizações de saúde. De acordo com o painel nacional do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS), o Brasil tem hoje 35.082.036 casos confirmados da doença, 29.884 deles registrados nas últimas 24 horas. No mesmo período, 117 mortes pela doença foram confirmadas.  

O Estado de São Paulo lidera o ranking com mais casos confirmados: 6.177.577. Minas Gerais (3.898.775) e Paraná (2.765.269) ocupam, respectivamente, a segunda e a terceira posições. 

O mais recente Boletim InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz, divulgado em 18 de novembro, mostra crescimento dos casos de Covid-19. O vírus já corresponde a 47% dos resultados positivos para vírus respiratórios nas últimas quatro semanas. Os dados indicam crescimento especialmente na população adulta. 

Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, a prevalência entre os registros com resultado positivo foi de 10,3% para influenza A; 0,3% para influenza B; 24,2% para vírus sincicial respiratório (VSR); e 47% Sars-CoV-2. A covid-19 foi responsável por 83,6% das mortes. 

O cardiologista e mestre em ciências médicas pela UnB, Fabricio Silva, explica que, como as outras cepas da doença, as variantes da Ômicron são altamente transmissíveis, apesar da menor gravidade e letalidade. 

“A maior parte dos pacientes acabam se contaminando, porque ela consegue ter mecanismos de escape aos anticorpos adquiridos tanto pela vacinação quanto por infecções prévias. O vírus tem uma alta capacidade de mutação, por isso acabam surgindo essas sub variantes", esclarece o médico. 

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08/11/2022 04:00h

Vacinas como Hepatite B, Tétano e Influenza são importantes em todas as fases da vida, mas na gestação podem salvar mãe e filho

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Exames pré-natal, hemogramas, ecografias, vacinas. A imunização é parte importante dos nove meses de gestação. E a mulher precisa estar ainda mais atenta nesse período. Algumas vacinas tomadas durante a gravidez são fundamentais para garantir a saúde da mãe e também dos primeiros meses do bebê. 

Os anticorpos que a mãe recebe passam para o bebê através da placenta,  protegendo a saúde dele antes mesmo do nascimento _ como explica a pediatra Ana Karina Lira. 

“A importância da vacinação para a gestante é justamente para evitar complicações durante a gestação e também a proteção do bebê. Por exemplo, a Hepatite B ela vai proteger o bebê, caso a mãe se infecte, ela evita a passagem da doença para o bebê.”

As mães que não sabem se tomaram todas as vacinas necessárias, as que perderam o cartão ou as que não têm o esquema vacinal completo, precisam garantir essa proteção. Assim, afastam o risco de infecções e impedem a transmissão de doenças para o bebê. 

Vacinas como Influenza e Covid também são de extrema importância para a mãe grávida. Isso porque a mulher fica imunodeficiente nessa fase da vida, ou seja, mais propensa a desenvolver formas graves do que quando não está gestante. 

“A principal função da vacina é proteger a mãe para evitar que ela fique grave durante a gestação e comprometa a gravidez ou o bebê. Evitar partos prematuros,justamente pela gravidade que a mãe está se apresentando,” explica a pediatra. 

Lara, hoje com dois anos, nasceu com o máximo de imunização que poderia ter. Além dos anticorpos transmitidos por amamentação, a mãe, Vanessa Cristyna, esteve atenta ao calendário vacinal durante gravidez.

“A vacina faz com que a gente produza mais anticorpos e esses anticorpos consigam passar através da placenta, protegendo o bebê. Protegendo, principalmente, na hora do parto, contra o tétano, podendo ter algum corte no bebê, e é a proteção que a gente tem para dar. É muito importante que a gente esteja vacinado, que as grávidas vacinem, porque vacina é proteção.”

Esses imunizantes são oferecidos pelo SUS e podem ser encontrados nas unidades de saúde de todo o país. Entre as vacinas indicadas para as gestantes estão: 

Vacina dupla adulto (dT):

Potege mãe e filho contra tétano e difteria. Mesmo com esquema completo (três doses de dT ou dTpa) e/ou reforço com dT ou dTpa, a gestante deverá receber sempre 1 (uma) dose de dTpa a cada gestação. O tétano neonatal possui alta taxa de letalidade devido à contaminação do cordão umbilical durante o parto. A difteria pode causar obstrução respiratória, com alta taxa de mortalidade entre os recém-nascidos.

Vacina dTpa

Previne infecção de difteria, tétano e coqueluche. 
Conhecida como tríplice bacteriana acelular do tipo adulto, é recomendada em todas as gestações. Deve ser aplicada a partir da vigésima semana de gestação e a cada gestação. Para aquelas que perderam a oportunidade de serem vacinadas durante a gestação, é importante administrar uma dose de dTpa no puerpério, o mais rapidamente possível.

Vacina hepatite B

Para gestantes em qualquer idade gestacional, é importante administrar 3 doses (0, 1 e 6 meses), considerando o histórico de vacinação anterior. Caso não seja possível completar o esquema vacinal durante a gestação, a mulher deverá concluir após o parto. 
A hepatite B é uma doença causada por vírus e que pode ser transmitida da mulher para o bebê durante a gravidez, no momento do parto ou, até mesmo, durante a amamentação, a criança ingerir pequenas quantidades de sangue, em casos de fissuras nos mamilos da mãe. Ao longo da gestação, esta infecção aumenta o risco de parto prematuro.

Vacina influenza (gripe)

É recomendado administrar a vacina contra a gripe em qualquer idade gestacional para todas as gestantes e mulheres (até 42 dias após o parto), durante a campanha anual de vacinação.
A gestante é grupo de risco para as complicações da infecção pelo vírus influenza. A vacina está recomendada nos meses da sazonalidade do vírus, mesmo no primeiro trimestre de gravidez. Durante a gestação, as chances de sintomas graves e complicações são maiores, com alto índice de hospitalização.

Vacina Covid-19

Protege a mulher contra o vírus causador da Covid-19. É recomendada a aplicação dessa vacina em qualquer idade gestacional para todas as gestantes e mulheres no puerpério (até 42 dias após o parto).

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28/10/2022 18:50h

Outros imunizantes, como o da gripe, também já estão sendo aprovados pela Anvisa para 2023

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Já chegou ao Brasil o primeiro lote de vacinas contra a Covid-19 para crianças com comorbidades na faixa etária de 6 meses a 3 anos. Ao todo, 1 milhão de doses produzidas pela Pfizer foram autorizadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) 

A remessa ainda será analisada pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS), onde passará pelo controle de qualidade. A partir da próxima segunda-feira, o Ministério da Saúde vai divulgar, por meio de nota técnica, as orientações para aplicação, público-alvo e distribuição das vacinas por estado e para o Distrito Federal. 

Este primeiro lote será exclusivo  para crianças com comorbidades, mas já cria nos pais uma expectativa quanto à vacinação de todos os pequenos na mesma faixa etária. A administradora Vanessa Valadares é mãe da Elis Maria, de 2 anos e 4 meses. Ela nasceu no auge da pandemia, em 2020. Desde que recebeu a primeira dose, a mãe sonha com o dia em que a filha também vai ser imunizada.

“Nesse momento, receber essa notícia da chegada da vacina para menores de três anos é um sentimento de alívio. Com certeza, assim que possível, a Elis vai estar nas primeiras filas para ter o direito dela à vida, o direito dela à proteção, a poder andar segura nos lugares diante de uma doença tão contagiosa e letal. 

Amamentação pode reduzir o risco de câncer de mama

Queda nas taxas de vacinação pode trazer doenças erradicadas de volta

Vacina da gripe 2023

Além da chegada das doses de Covid pediátrica, a Anvisa aprovou a composição das vacinas contra Influenza a serem usadas no Brasil no ano que vem. A mudança da composição das cepas das vacinas de influenza é fundamental para que o imunizante continue eficiente, já que os vírus sofrem mutações e se adaptam com o passar do tempo. 

Para aumentar a eficiência da vacina, a Organização Mundial da Saúde (OMS) analisa todos os subtipos de vírus de gripe em circulação com maior intensidade e, assim, define como será a produção das doses. A infectologista Joana D`arc Gonçalves, explica como será a vacina disponível no ano que vem. 

"O que está circulando na Europa agora, os vírus que circulam lá, são os vírus que vão nos infectar aqui no inverno. Então, a vacina que a gente vai começar a campanha no ano que vem já é uma vacina que vai proteger contra essas cepas que estão circulando nos locais onde agora é inverno", esclarece a médica.  

Infecções respiratórias 

De acordo com o último Boletim InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz, o vírus Influenza A foi responsável por 24,6 % dos casos de doenças respiratórias nas últimas quatro semanas. Já o vírus da Covid-19 causou 26,4% das doenças no mesmo período. 

O estado de São Paulo e o Distrito Federal registraram o maior volume absoluto de positivos para influenza nas últimas semanas, e servem de alerta para outros estados, já que possuem grande fluxo interestadual de passageiros. 

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19/10/2022 19:30h

Ministério da Saúde alerta a população sobre a importância da vacina

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Doenças já erradicadas no Brasil podem voltar a preocupar se as crianças não forem vacinadas. Até o dia 14 de outubro deste ano, a cobertura da vacina contra poliomielite em crianças com menos de 1 ano de idade é de 44,8%. Na faixa etária entre 1 ano e menores de 5, 65% já receberam uma dose de reforço. 

“Nós queremos garantir cada vez mais uma cobertura vacinal para mantermos as nossas crianças livres da poliomielite. O Ministério tem feito o seu papel na medida de que adquire as vacinas, distribui as vacinas para todos os estados, distribui a vacina para todos os municípios.”, explica o coordenador de atenção primária à saúde substituto do Distrito Federal, Adriano de Oliveira.

Apesar de a campanha nacional ter terminado no dia 30 de setembro, as vacinas continuam disponíveis em mais de 40 mil salas de vacinação em todo o Brasil. O Ministério da Saúde realizou uma ação de conscientização no Dia Nacional da Vacinação (17), para alertar a população sobre a importância da vacina no combate a doenças graves.

Segundo Adriano de Oliveira, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) compõe o calendário vacinal com 17 vacinas para crianças, 7 para adolescentes, 5 para adultos e idosos e 3 para gestantes. “Atendemos diversos ciclos de vidas, numa população estimada em 213 milhões de brasileiros, e portanto, a gente tem plena certeza que somos, talvez, um dos maiores programas públicos de vacinação do mundo”, observa.

Além disso, o programa foi responsável pela eliminação da poliomielite, vírus que causa a paralisia infantil. O último caso de pólio registrado no Brasil foi em 1989, na Paraíba. “A região foi certificada como área livre de circulação de pólio, vírus selvagem. E assim continuamos hoje, embora tenhamos um alto risco, não apenas no Brasil, mas em toda a região das Américas, da reintrodução do vírus e por causa da circulação do vírus”, informa o coordenador.

Hoje, existem duas vacinas disponíveis contra a pólio: a vacina inativada poliomielite (VIP), que é injetável; e a vacina oral poliomielite (VOP). O PNI recomenda a vacinação de crianças a partir de 2 meses até menores de 5 anos de idade. De acordo com o Calendário Nacional de Vacinação, o esquema vacinal é composto por três doses de VIP, administradas aos 2, 4 e 6 meses de idade, mais dois reforços com VOP,  dos 15 meses aos 4 anos de idade.

Segundo ele, essa distribuição só é eficaz caso os pais levem os filhos para tomar a vacina, “Pais e responsáveis, façam a sua parte, protejam suas crianças e adolescentes contra doenças que são absurdamente imunopreviníveis. “Levem a nossa mensagem. É, leve seu filho para vacinar”.

A transmissão da ação contra a poliomielite e multivacinação está disponível no Youtube.

Vacinação contra meningite

No último mês, foi confirmado um surto de meningite no estado de São Paulo, com cinco casos da doença meningocócica do sorogrupo C, a mais frequente no Brasil entre as meningites bacterianas.

De acordo com o Ministério da Saúde, a meningite é considerada uma doença endêmica, e casos de surtos e epidemias ocasionais são esperados. Por isso, o Ministério reforça a importância da vacinação de crianças e adolescentes contra a doença, já que é a forma mais eficaz de evitar a infecção.

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece as sete vacinas recomendadas contra meningite nas salas de vacinação do País.

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Brasil 61