Vacina

09/01/2026 04:20h

Campanha do SUS começa em 17 de janeiro em Maranguape (CE) e Nova Lima (MG); dia 18 é a vez de Botucatu (SP)

Baixar áudio

A partir de 17 de janeiro, o Sistema Único de Saúde (SUS) inicia a aplicação da vacina de dose única contra a dengue, desenvolvida pelo Instituto Butantan, nos municípios de Maranguape, no Ceará, e Nova Lima, em Minas Gerais. No dia 18, é a vez do município de Botucatu, no interior de São Paulo.

A estratégia tem como objetivo avaliar os resultados da cobertura vacinal de pelo menos 50% dos moradores dessas cidades. O público-alvo é formado por pessoas de 15 a 59 anos.

As doses fazem parte do contrato firmado entre o Ministério da Saúde e o Instituto Butantan para a aquisição de 3,9 milhões de vacinas, que serão distribuídas exclusivamente pelo SUS. O investimento total é de R$ 368 milhões. Segundo a pasta, o primeiro lote, com 1,3 milhão de doses, também será destinado à imunização de profissionais da atenção primária que atuam nas unidades básicas de saúde (UBS).

Ampliação da estratégia de imunização

O acordo prevê ainda a transferência da tecnologia desenvolvida pelo Instituto Butantan para a empresa chinesa WuXi Vaccines, o que poderá ampliar gradualmente a capacidade de produção nacional em até 30 vezes.

A estratégia de imunização começará pelos adultos de 59 anos e será expandida de forma progressiva para faixas etárias mais jovens, até alcançar pessoas a partir dos 15 anos.

Atualmente, o SUS também disponibiliza a vacina contra a dengue produzida por um laboratório japonês, indicada para adolescentes de 10 a 14 anos e aplicada em duas doses. Desde a incorporação do imunizante, em 2024, foram distribuídas 11,1 milhões de doses, das quais 7,8 milhões foram efetivamente administradas. 

Eficácia da vacina de dose única

A vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) após a análise de dados de cinco anos de acompanhamento de 16 mil voluntários participantes do ensaio clínico. 

Na faixa etária de 12 a 59 anos, o imunizante apresentou eficácia geral de 74,7% e proteção de 91,6% contra casos graves da doença e quadros com sinais de alarme.

Além disso, a vacina também se mostrou eficaz em reduzir a carga viral em pessoas infectadas pelo vírus da dengue. A conclusão foi publicada na revista The Lancet Regional Health - Americas. Segundo a pesquisa, embora alguns vacinados tenham apresentado infecção após a imunização, a quantidade de vírus foi significativamente menor em comparação com os participantes não vacinados, o que tende a resultar em quadros menos graves da doença.

Para o levantamento, os pesquisadores analisaram amostras de 365 voluntários que apresentaram dengue sintomática entre 2016 e 2021, em 14 estados brasileiros.

Número de casos de dengue

Em 2025, o Brasil registrou 1.705.535 casos prováveis de dengue, segundo dados do Ministério da Saúde. No ano passado, a doença provocou 1.776 mortes, enquanto outros 207 óbitos ainda estão sob investigação. Os dados constam no Painel de Monitoramento das Arboviroses da pasta.

Segundo o ministério, esses números representam uma queda de 74% nos casos prováveis de dengue e 72% no número de mortes em relação a 2024, quando foram contabilizados 6.563.561 casos prováveis e 6.321 óbitos. 

Entre as regiões do país, o Sudeste lidera em número de casos prováveis, com 1.171.467 registros, seguido pelo Sul (224.647), Centro-Oeste (162.275), Nordeste (103.758) e Norte (41.348).

O mesmo padrão se repete em relação aos óbitos. O Sudeste concentra o maior número de mortes por dengue, com 1.295 registros. Em seguida aparecem as regiões Sul (220), Centro-Oeste (148), Nordeste (67) e Norte (46)

VEJA MAIS:

Copiar textoCopiar o texto
07/01/2026 10:00h

Mobilização reforça a importância da vacinação como cuidado essencial para a saúde e o futuro de crianças e adolescentes.

Baixar áudio

Os 21 municípios da macrorregião Centro Amazonense – entre eles Eirunepé, Maraã, Tabatinga e Tefé – seguem mobilizados na vacinação de crianças e adolescentes.

As coberturas vacinais registradas desde janeiro na macrorregião preocupam. Vacinas, como a de poliomielite e a tríplice viral, que  protege contra o sarampo, estão abaixo da meta estabelecida pelo Ministério da Saúde. 

Em Tefé, a moradora Greite Coelho de Castro, de 33 anos, mantém a caderneta do filho de 2 anos sempre em dia e reforça a importância da proteção desde cedo. “A importância de vacinar é uma das formas mais importantes de proteger a saúde dele [do filho]. As vacinas previnem doenças que podem causar complicações sérias, internações e até risco de morte.”

A preocupação da Greite é a mesma dos gestores de saúde de todo o estado. E, segundo a diretora-presidente da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas, Tatyana Amorim, o desafio na região é garantir que a vacina chegue com qualidade e segurança a cada comunidade.

“Hoje, entre as doenças imunopreveníveis, as maiores preocupações são febre amarela – o Amazonas por ser uma área endêmica, o alerta é permanente; o sarampo pela possibilidade de reintrodução do vírus caso haja queda nas coberturas; poliomielite que segue como alerta nacional e exige alta cobertura para evitar risco de retorno.”

O esforço é para garantir a atualização da caderneta de vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos. As vacinas fazem parte do Calendário Nacional de Vacinação e estão disponíveis durante todo o ano nas Unidades Básicas de Saúde.

As vacinas para as crianças garantem proteção contra doenças como sarampo, poliomielite, tuberculose, hepatite B, meningites,difteria, tétano, coqueluche, HPV, febre amarela e Covid-19.

Para os adolescentes menores de 15 anos, o foco é atualizar a situação vacinal, completando esquemas em atraso  de suas vacinas É importante lembrar que a vacina de HPV está disponível para jovens de 15 a 19 anos até junho de 2026. 

O diretor do Departamento do Programa Nacional de Imunizações, Eder Gatti, ressalta que a vacinação é a melhor medida para manter o país livre das doenças já controladas, como poliomielite e sarampo. Faça sua parte!

“Tivemos grande êxito, mas não podemos deixar que essas doenças retornem. Então, é muito importante que a população se vacine. As vacinas do SUS [Sistema Único de Saúde] são muito boas, são seguras e protegem, o que é mais importante. Então, vacinar é uma proteção individual, mas também proteção de toda a comunidade.”

Atenção pais e responsáveis do Amazonas! Atualizem a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos. Procurem uma Unidade Básica de Saúde e mantenham a proteção em dia.

Saiba mais em gov.br/vacinacao.

Copiar textoCopiar o texto
30/12/2025 01:00h

Circulação internacional do vírus e grande fluxo de viajantes elevam o risco de reintrodução da doença no litoral paulista, adverte SES-SP

Baixar áudio

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) emitiu um alerta aos serviços de saúde, autoridades portuárias e viajantes diante do aumento do risco de reintrodução do sarampo durante a temporada de cruzeiros 2025/2026 no litoral paulista. A preocupação está relacionada à circulação internacional do vírus e à intensa movimentação de passageiros e tripulantes de diferentes nacionalidades.

A temporada de cruzeiros teve início em 26 de outubro de 2025 e segue até 19 de abril de 2026. Segundo a Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos (CLIA Brasil), mais de 670 mil viajantes devem embarcar em roteiros pelo país nesse período.

Em 2024, o Brasil reconquistou o status de país livre do sarampo. No entanto, em 2025, já foram confirmados 38 casos da doença no território nacional, todos importados ou relacionados à importação. Os registros estão distribuídos entre os estados do Tocantins (25 casos), Mato Grosso (6), Rio de Janeiro (2), São Paulo (2) e um caso em cada um dos seguintes estados: Distrito Federal, Rio Grande do Sul e Maranhão. Atualmente, há surtos ativos de sarampo em diversas regiões do mundo, o que reforça a necessidade de vigilância contínua e atenção à situação vacinal da população.

A médica infectologista Joana D’arc Gonçalves ressalta que a principal forma de prevenção é a vacinação.

“A principal ação é cumprir o calendário vacinal preconizado pelo Ministério da Saúde. Em algumas situações de risco, tem doses extras e também o chamado bloqueio vacinal, que é quando se vacina todas aquelas pessoas que tiveram contato com casos suspeitos de sarampo.”

Cobertura vacinal

No Brasil, a cobertura da primeira dose da vacina tríplice viral — que protege contra sarampo, caxumba e rubéola — é de 94,5%. Já a segunda dose alcança 79,56%. Em São Paulo, os índices são de 95,47% para a primeira dose e 85,34% para a segunda.

Os dados são do Painel de Cobertura Vacinal do Ministério da Saúde, com base na Rede Nacional de Dados em Saúde, considerando as doses aplicadas até 1º de novembro de 2025.

Cuidados para quem vai viajar

O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, transmitida pelo ar, especialmente em ambientes fechados e com grande circulação de pessoas, como navios de cruzeiro. Os principais sintomas incluem febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e manchas avermelhadas na pele, que costumam surgir entre sete e 14 dias após a exposição ao vírus.

A SES-SP orienta às pessoas que pretendem viajar, inclusive em cruzeiros marítimos ou para eventos de grande porte, que verifiquem a caderneta de vacinação e garantam o esquema completo da vacina tríplice viral, preferencialmente com pelo menos 15 dias de antecedência. 

A secretaria também reforça a adoção de medidas de higiene durante as viagens, como:

  • Cobrir o nariz e a boca ao espirrar ou tossir;
  • Lavar as mãos frequentemente com água e sabão ou utilizar álcool em gel;
  • Evitar o compartilhamento de copos, talheres e alimentos;
  • Não levar as mãos à boca ou aos olhos;
  • Evitar aglomerações e locais pouco ventilados;
  • Manter os ambientes sempre limpos e arejados;
  • Evitar contato próximo com pessoas doentes.

Após o retorno da viagem, caso surjam sintomas suspeitos em até 30 dias — como febre e manchas avermelhadas pelo corpo, acompanhadas de tosse, coriza ou conjuntivite — a orientação é procurar imediatamente um serviço de saúde, informar o histórico de deslocamento e evitar a circulação em locais públicos.

Para os profissionais de saúde, a SES-SP reforça que o sarampo é uma doença de notificação compulsória imediata. Casos suspeitos devem ser comunicados à vigilância epidemiológica em até 24 horas, permitindo a rápida adoção de medidas de bloqueio e prevenção.

VEJA MAIS:

Copiar textoCopiar o texto
23/12/2025 04:20h

Número representa queda de 75% em relação a 2024; SUS aposta em vacina nacional de dose única para ampliar a prevenção

Baixar áudio

O Brasil registrou 1.660.190 casos prováveis de dengue em 2025, segundo a atualização mais recente do Ministério da Saúde. No mesmo período, a doença provocou 1.762 mortes, enquanto outros 200 óbitos ainda estão sob investigação. Os dados constam no Painel de Monitoramento das Arboviroses da pasta.

Segundo o ministério, esses números representam uma queda de 75% nos casos prováveis de dengue e 72% no número de mortes em relação a 2024, quando foram contabilizados 6.563.561 casos prováveis e 6.321 óbitos.

Recortes por região e estado

Entre as regiões do país, o Sudeste lidera em número de casos prováveis, com 1.132.304 registros, seguido pelo Sul (222.171), Centro-Oeste (162.441), Nordeste (102.647) e Norte (40.643).

O mesmo padrão se repete em relação aos óbitos. O Sudeste concentra o maior número de mortes por dengue, com 1.288 registros. Em seguida aparecem as regiões Sul (219), Centro-Oeste (145), Nordeste (64) e Norte (46).

Confira os casos prováveis por estado:

  • SP: 900.677
  • MG: 167.400
  • PR: 110.896
  • GO: 101.795
  • RS: 85.220
  • MT: 35.393
  • ES: 34.727
  • BA: 32.673
  • RJ: 29.496
  • SC: 26.051
  • PE: 22.642
  • PA: 17.573
  • MS: 14.153
  • DF: 11.096
  • RN: 9.764
  • PI: 9.192
  • AC: 9.001
  • AL: 7.952
  • PB: 7.654
  • CE: 6.022
  • MA: 5.577
  • AM: 5.328
  • TO: 3.403
  • AP: 2.471
  • RO: 2.379
  • SE: 1.167
  • RR: 484

SUS adquire 3,9 milhões de doses da vacina contra dengue

Na última sexta-feira (19), o Ministério da Saúde assinou um contrato para a compra da primeira vacina contra a dengue de dose única do mundo, produzida 100% no Brasil pelo Instituto Butantan. O investimento é de R$ 368 milhões para a aquisição de 3,9 milhões de doses, que serão ofertadas exclusivamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a partir de 2026.

O novo imunizante protege contra os quatro sorotipos da dengue e apresenta eficácia de 74,7% contra a forma sintomática da doença em pessoas de 12 a 59 anos. Além disso, oferece 89% de proteção contra casos graves e com sinais de alarme.

Para o infectologista Julival Ribeiro, membro da Sociedade Brasileira de Infectologia, a iniciativa representa um avanço significativo no combate à doença. “Essa vacina pode ser aplicada em dose única, o que é uma diferença muito importante em relação às outras disponíveis no mundo. Isso é muito importante, porque ajuda na aderência da população a ser vacinada”, ressalta.

Prioridade para profissionais de saúde

Do total de doses adquiridas, 1,3 milhão serão destinadas prioritariamente aos profissionais da Atenção Primária à Saúde que atuam na linha de frente do SUS. Estão incluídos agentes comunitários de saúde, agentes de combate às endemias, enfermeiros, técnicos de enfermagem e médicos que realizam visitas domiciliares. A estratégia deve começar no fim de janeiro de 2026.

A agente de saúde Naita de Souza, de Arceburgo, no sul de Minas Gerais, relata que a Secretaria Municipal de Saúde já entrou em contato com o Ministério da Saúde, mas ainda não há previsão para o recebimento das doses. Mesmo assim, ela afirma estar ansiosa para se vacinar.

“Eu já tive dengue, os sintomas são horríveis. Se vai ter uma vacina que vai nos proteger contra a dengue, para evitar de ter os sintomas que eu tive, eu prefiro tomar, me cuidar e me proteger”, conta.

Ampliação da cobertura vacinal

Com a chegada das doses, o Ministério da Saúde adotará, já no início de 2026, uma estratégia para avaliar o impacto do novo imunizante na dinâmica de transmissão da dengue. A ação prevê uma aceleração da vacinação em dois municípios-piloto: Botucatu (SP) e Maranguape (CE), com público-alvo formado por adolescentes e adultos de 15 a 59 anos. Uma terceira cidade, Nova Lima (MG), também poderá integrar a iniciativa.

A vacinação da população em geral está condicionada ao aumento da produção do imunizante, viabilizado por uma parceria estratégica entre Brasil e China. O acordo prevê a transferência da tecnologia desenvolvida pelo Instituto Butantan para a empresa chinesa WuXi Vaccines, o que pode ampliar a produção nacional em até 30 vezes.

A estratégia de imunização começará pelos adultos a partir de 59 anos, com ampliação gradual para faixas etárias mais jovens, até alcançar pessoas a partir de 15 anos.

Atualmente, o SUS também disponibiliza a vacina contra a dengue produzida por um laboratório japonês, indicada para adolescentes de 10 a 14 anos e aplicada em duas doses. Desde a incorporação do imunizante, em 2024, 7,4 milhões de doses já foram aplicadas. Entre 2024 e 2025, foram distribuídas 11,1 milhões de doses, das quais 7,8 milhões foram efetivamente administradas.

Prevenção continua essencial

Em novembro deste ano, o Ministério da Saúde lançou a campanha nacional “Não dê chance para dengue, zika e chikungunya”, voltada à prevenção das arboviroses. A campanha segue em andamento. O enfrentamento dessas doenças depende da atuação conjunta entre governo e sociedade. Entre as principais medidas de prevenção estão:

  • uso de telas em janelas e repelentes em áreas de transmissão;
  • eliminação de recipientes que possam acumular água e se tornar criadouro do mosquito Aedes Aegypti;
  • vedação de caixas d’água e reservatórios;
  • limpeza de calhas, lajes e ralos;
  • apoio às ações de controle realizadas pelos profissionais do SUS.

VEJA MAIS:

Copiar textoCopiar o texto
20/12/2025 04:05h

Boletim da Fiocruz aponta alta das hospitalizações no Nordeste e reforça importância da vacinação

Baixar áudio

A última edição de 2025 do Boletim InfoGripe, divulgada nesta sexta-feira (19) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), revela que a alta incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em estados da Região Norte — como Acre, Amazonas, Pará e Tocantins — tem sido provocada pelo vírus influenza A. Os casos atingem principalmente a população adulta e idosa.

O boletim também registra aumento das hospitalizações por influenza A em alguns estados do Nordeste, como Bahia, Maranhão e Piauí, além de Santa Catarina, na Região Sul. No Espírito Santo, há indícios de retomada do crescimento das internações pela mesma doença.

A pesquisadora do Programa de Computação Científica (Procc/Fiocruz) e do Boletim InfoGripe, Tatiana Portella, reforça a importância da vacinação contra a influenza, especialmente na Região Norte, onde a campanha de imunização está em fase inicial.

“Agora é o período de vacinação contra a influenza A na Região Norte. Por isso, é fundamental que as pessoas dos grupos de risco dessa região se vacinem o quanto antes, para ficarem protegidas contra casos graves e óbitos causados pelo vírus", orienta.

Queda geral nos casos de SRAG

No âmbito nacional, o cenário indica sinais de queda na tendência de longo prazo, considerando as últimas seis semanas, e de estabilização ou oscilação na tendência de curto prazo, referente às três semanas mais recentes.

Apesar disso, seis unidades da federação ainda apresentam níveis de incidência de SRAG classificados como alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento no longo prazo: Acre, Amazonas, Pará, Tocantins, Mato Grosso e Distrito Federal.

A mesma situação foi observada em cinco capitais: Rio Branco (AC), Manaus (AM), Belém (PA), Palmas (TO) e Macapá (AP).

Prevalência dos vírus entre casos e óbitos

Em 2025, foram notificados 224.721 casos de SRAG no país. Desse total, 117.541 (52,3%) tiveram resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 84.004 (37,4%) apresentaram resultado negativo e pelo menos 8.791 (3,9%) ainda aguardam confirmação laboratorial.

Entre os casos positivos, a distribuição dos vírus ao longo do ano foi a seguinte:

  • 37,4% – vírus sincicial respiratório (VSR)
  • 29,3% – rinovírus
  • 23,1% – influenza A
  • 8,5% – Covid-19
  • 1,2% – influenza B

Em relação aos óbitos, foram registrados 13.234 casos de morte por SRAG em 2025. Desses, 6.687 (50,5%) tiveram confirmação laboratorial para algum vírus respiratório, 5.315 (40,2%) apresentaram resultado negativo e ao menos 210 (1,6%) ainda aguardam análise.

Entre os óbitos confirmados, os principais agentes identificados foram:

  • 24,4% – Covid-19
  • 14,7% – rinovírus
  • 11% – VSR
  • 8,2% – influenza A
  • 1,8% – influenza B

O levantamento do InfoGripe tem como base os dados inseridos no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe, atualizados até 13 de dezembro, e é referente à Semana Epidemiológica (SE) 50. Confira outros detalhes no link.

VEJA MAIS:

Copiar textoCopiar o texto
17/12/2025 04:25h

A Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) emitiram alerta sobre a rápida circulação global do vírus influenza A(H3N2) subclado K (J.2.4.1), potencialmente antecipando uma temporada de gripe mais intensa já no final de 2025 e início de 2026

Baixar áudio

Uma nova variante do vírus da gripe recebeu atenção especial das autoridades de saúde globais. Trata-se do subclado K do vírus influenza A(H3N2), que vem circulando em vários países e motivou um alerta da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) para a temporada de 2026. 

Segundo os organismos de saúde, embora ainda não haja evidência de que a variante cause doença mais grave do que outras formas de influenza, sua disseminação tem sido mais rápida em regiões da Europa, Ásia e América do Norte, levantando preocupação sobre uma possível antecipação e maior intensidade da temporada de gripes no próximo ano.

Os sintomas associados à Gripe K são similares aos da gripe sazonal tradicional, incluindo febre, tosse, dor de garganta, dores no corpo, mal-estar e fadiga, características típicas da influenza. 

A OPAS reforça que a evolução genética observada nos vírus é parte natural da dinâmica da influenza e não indica necessariamente maior severidade, mas exige fortalecimento da vigilância genômica e preparo dos sistemas de saúde para resposta rápida. 

Entre as recomendações estão:

  • Ampliação da cobertura vacinal, especialmente entre idosos, gestantes, crianças pequenas e pessoas com doenças crônicas.
  • Diagnóstico e tratamento oportunos dos casos. 
  • Medidas individuais de prevenção, como lavar as mãos, cobrir boca e nariz ao tossir e evitar contato próximo quando com sintomas respiratórios.

Autoridades de saúde alertam que a vacinação continua sendo a ferramenta mais eficaz para reduzir casos graves, internações e mortes relacionadas à influenza na próxima temporada. 

Copiar textoCopiar o texto
16/12/2025 11:00h

Organização recomenda reforço da vacinação, vigilância epidemiológica e preparação dos sistemas de saúde

Baixar áudio

 

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) alertou os países das Américas para a possibilidade de uma temporada de gripe mais intensa ou antecipada em 2026. De acordo com a entidade, a maior circulação de vírus respiratórios pode aumentar o número de casos graves, internações e pressionar os sistemas de saúde, especialmente durante os períodos de pico.

Segundo a OPAS, a experiência recente com a retomada da circulação de vírus respiratórios após a pandemia de covid-19 indica a necessidade de planejamento antecipado. A organização destaca que os países devem fortalecer a vigilância epidemiológica e laboratorial, garantindo a identificação precoce dos vírus em circulação e o monitoramento de possíveis mudanças no padrão da doença.

Entre as principais recomendações está o reforço das campanhas de vacinação contra a influenza, sobretudo para os grupos mais vulneráveis, como idosos, crianças pequenas, gestantes, profissionais de saúde e pessoas com doenças crônicas. A OPAS ressalta que a vacinação continua sendo a forma mais eficaz de prevenir casos graves, complicações e óbitos associados à gripe.

A entidade também orienta que os sistemas de saúde estejam preparados para um possível aumento da demanda por atendimentos, com planejamento de estoques de insumos, organização da rede assistencial e capacitação das equipes de saúde. Medidas simples de prevenção, como higiene das mãos, uso de máscaras em ambientes de risco e isolamento de pessoas com sintomas, também são reforçadas.

Para a OPAS, a adoção dessas ações de forma coordenada pode reduzir impactos sobre a população e evitar a sobrecarga dos serviços de saúde durante a próxima temporada de gripe.

Copiar textoCopiar o texto
14/12/2025 04:00h

Boletim da Fiocruz aponta aumento de hospitalizações nessas regiões e reforça a importância da vacinação para grupos de risco

Baixar áudio

O novo Boletim InfoGripe, divulgado nesta sexta-feira (12) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), alerta para o crescimento do número de hospitalizações por influenza A em alguns estados da Região Norte — Amazonas, Pará e Tocantins — e Nordeste — Bahia, Piauí e Ceará —, além de Santa Catarina. Já no Sudeste, a tendência é de queda, embora em ritmo mais lento no Espírito Santo e no Rio de Janeiro.

Diante do cenário, a pesquisadora Tatiana Portella, do Programa de Computação Científica da Fiocruz, reforça a importância da vacinação para os grupos de risco dessas localidades. "Qualquer sinal de piora dos sintomas da gripe, como febre persistente ou desconforto respiratório, o recomendado é procurar atendimento médico”, orienta. 

Queda geral nos casos de SRAG

De forma geral, os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) seguem em queda no país. O boletim indica que nenhuma unidade federativa apresentou incidência em nível de alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas, com tendência de crescimento na tendência de longo prazo (últimas seis semanas).

Apenas quatro estados apresentam níveis de incidência de SRAG classificados como alerta, risco ou alto risco, embora sem tendência de crescimento no longo prazo: Amazonas, Espírito Santo, Pará e Roraima.

Entre as capitais, apenas Boa Vista (Roraima) registra níveis de atividade de SRAG em risco, com sinal de crescimento de SRAG na tendência de longo prazo.

Vírus associados à SRAG

O rinovírus continua sendo a principal causa de hospitalização por SRAG em crianças e adolescentes até 14 anos. O boletim também indica leve aumento de casos associados ao metapneumovírus em crianças de até dois anos.

A Covid-19, mesmo em níveis baixos em todos os estados, segue entre as principais causas de internação por SRAG em idosos nas últimas semanas.

Prevalência dos vírus entre casos e óbitos

Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, entre os casos positivos de SRAG, a prevalência foi de:

  • 41,1% – rinovírus
  • 22,9% – influenza A
  • 12,1% – Covid-19
  • 4,8% – vírus sincicial respiratório (VSR)
  • 2,4% – influenza B

Entre os óbitos confirmados no período, os números indicam:

  • 40,5% – Covid-19
  • 33% – influenza A
  • 14,6% – rinovírus
  • 1,6% – VSR
  • 3,2% – influenza B

O levantamento do InfoGripe tem como base os dados inseridos no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe, atualizados até 6 de dezembro, e é referente à Semana Epidemiológica (SE) 49. Confira outros detalhes no link.

VEJA MAIS:

Copiar textoCopiar o texto
07/12/2025 04:00h

Boletim da Fiocruz aponta 43,7 mil casos de SRAG por Vírus Sincicial Respiratório em 2025, sendo 82% em crianças menores de dois anos

Baixar áudio

O mais recente Boletim InfoGripe, divulgado nesta sexta-feira (5) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), aponta que, em 2025, foram registrados 43,7 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associados ao Vírus Sincicial Respiratório (VSR). Desse total, 82% ocorreram em crianças menores de dois anos

Diante deste cenário, a pesquisadora do Programa de Computação Científica (Procc/Fiocruz) e do InfoGripe, Tatiana Portella, reforça a importância da vacinação contra o VSR — agora disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) — para reduzir as internações pelo vírus no próximo ano. 

“É fundamental que as gestantes, a partir da 28ª semana de gravidez, vacinem-se contra o VSR, garantindo que seus filhos fiquem protegidos. Grávidas fazem parte do grupo prioritário. A recomendação é tomar a dose única a cada gestação”, explica.

Vacina já está sendo distribuída em todo o país

O Ministério da Saúde iniciou a distribuição nacional da vacina contra o VSR, vírus responsável pela maior parte dos casos de bronquiolite em bebês. O primeiro lote, com 673 mil doses, já chegou aos estados e ao Distrito Federal, permitindo o início imediato da imunização de gestantes a partir da 28ª semana. A estratégia busca proteger recém-nascidos nos primeiros meses de vida, período em que o risco de complicações respiratórias é mais elevado.

A oferta gratuita pelo SUS representa um avanço importante, já que o imunizante pode custar até R$ 1,5 mil na rede privada. A chegada da vacina é resultado de uma parceria entre o Instituto Butantan e o laboratório fabricante, que fará a transferência da tecnologia para produção nacional. 

Estudos clínicos mostram que a vacinação materna reduz em mais de 80% os casos graves de VSR em bebês nos primeiros 90 dias após o nascimento. 

Vacina contra o vírus sincicial respiratório começa a ser distribuída em todo o país

Queda nos casos de SRAG

Em nível nacional, os casos de SRAG apresentam tendência de queda tanto no longo prazo (últimas seis semanas) quanto no curto prazo (últimas três semanas). Apenas Roraima e Rondônia registram incidência em níveis de alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas, com sinal de crescimento no longo prazo.

Embora os casos graves por influenza A tenham diminuído significativamente no Centro-Oeste e mostrem sinais de início de queda em boa parte do Sudeste e na Bahia, o vírus segue como a principal causa de SRAG entre jovens e adultos de 15 a 49 anos. Entre idosos, continua sendo uma das principais causas de hospitalização por SRAG, ao lado da Covid-19.

Estados e capitais

Sete estados apresentam níveis de incidência de SRAG classificados como alerta, risco ou alto risco, embora sem tendência de crescimento no longo prazo: Amazonas, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Pará, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Sergipe.

Entre as capitais, apenas Aracajú (Sergipe), Porto Velho (Rondônia) e Boa Vista (Roraima) registram níveis de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco.

Casos e óbitos 

Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, entre os casos positivos de SRAG, a prevalência foi de:

  • 38,4% – rinovírus
  • 24,3% – influenza A
  • 13,8% – Covid-19
  • 5,6% – vírus sincicial respiratório (VSR)
  • 2,5% – influenza B

Entre os óbitos confirmados no período, os números indicam:

  • 40,1% – Covid-19
  • 28,9% – influenza A
  • 16,2% – rinovírus
  • 3,6% – VSR
  • 2,5% – influenza B

O levantamento do InfoGripe tem como base os dados inseridos no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe, atualizados até 29 de novembro, e é referente à Semana Epidemiológica (SE) 48. Confira outros detalhes no link.

Copiar textoCopiar o texto
29/11/2025 04:00h

Boletim da Fiocruz indica alta circulação de rinovírus entre crianças e aumento de influenza A em parte do país

Baixar áudio

O novo Boletim InfoGripe, divulgado nesta sexta-feira (28) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), reforça a importância da vacinação, embora os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) apresentem sinais de queda, tanto nas tendências de curto quanto de longo prazo no âmbito nacional. Segundo o relatório, manter a imunização em dia é crucial para conter a circulação dos principais vírus responsáveis pela SRAG, como o influenza e o Sars-CoV-2, causador da Covid-19.

O relatório mostra ainda que as hospitalizações por influenza A continuam avançando no Espírito Santo e na Bahia, enquanto já há indícios de desaceleração ou início de queda em São Paulo e Rio de Janeiro.

SRAG em crianças e adolescentes

O boletim também destaca que o rinovírus permanece como a principal causa de hospitalizações por SRAG entre crianças e adolescentes de até 14 anos no país. Há ainda um leve aumento das notificações associadas ao metapneumovírus em crianças de até dois anos.

Embora os casos graves de influenza A tenham diminuído significativamente no Centro-Oeste e apresentem sinais de queda ou estabilização em parte do Sudeste — como em São Paulo e no Rio de Janeiro —, o vírus ainda é a principal causa de SRAG entre jovens e adultos de 15 a 49 anos. Entre os idosos, ele continua sendo uma das principais causas de hospitalização, ao lado da Covid-19.

Em nota, a pesquisadora do Programa de Computação Científica da Fiocruz e coordenadora do InfoGripe, Tatiana Portella, explica que o aumento de casos no Pará se concentra em crianças de 2 a 4 anos e em idosos acima de 65 anos. “Nas crianças, esse crescimento tem sido impulsionado pelo rinovírus e adenovírus. Já nos idosos, ainda não há dados laboratoriais suficientes para identificar qual vírus tem impulsionado esse aumento”, destaca.

Estados e capitais

Oito estados apresentam níveis de incidência de SRAG classificados como alerta, risco ou alto risco, embora sem tendência de crescimento no longo prazo: Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Paraíba, Rio de Janeiro, Roraima, Santa Catarina e Sergipe.

Entre as capitais, apenas Aracaju (SE), Cuiabá (MT) e Vitória (ES) registram níveis de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco.

Casos e óbitos

Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, entre os casos positivos de SRAG, a prevalência foi de:

  • 37,1% – rinovírus
  • 26% – influenza A
  • 14,4% – Covid-19
  • 5,5% – vírus sincicial respiratório (VSR)
  • 2,3% – influenza B

Entre os óbitos confirmados no período, os números indicam:

  • 40,3% – Covid-19
  • 30,3% – influenza A
  • 12,9% – rinovírus
  • 4% – VSR
  • 2% – influenza B

O levantamento do InfoGripe tem como base os dados inseridos no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe, atualizados até 22 de novembro, e é referente à Semana Epidemiológica (SE) 47. Confira outros detalhes no link.

Copiar textoCopiar o texto