Campanha de Vacinação

18/08/2022 04:30h

A Caderneta de Vacinação é um documento importante, individual e que comprova a situação vacinal das crianças e adolescentes. É ofertada nos postos de saúde e devem ser levadas sempre que a criança e o adolescentes comparecem a Unidade de Saúde

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Em meio às incertezas e medos vividos durante a pandemia de Covid-19, muitos pais deixaram de vacinar seus filhos contra doenças imunopreveníveis. Mas a Andrea Bastos, de 40 anos, não faz parte desse grupo: mesmo no período de calamidade pública, fez questão de levar a Catarina, de 3 anos, a um posto de saúde em Brasília, para vaciná-la e, assim, deixar em dia a caderneta de vacinação da pequena. 

“Entre prós e contras, valia a pena vacinar, para que a Catarina estivesse protegida. Tínhamos muito medo também dela pegar Sarampo ou alguma doença assim, mas tomamos todos os cuidados e a levamos para vacinar, para que ficasse protegida e protegesse as pessoas ao nosso redor.” 

E para que pais e responsáveis de bebês, crianças e adolescentes de até 15 anos sigam o mesmo exemplo da Andrea, os postos de saúde do SUS de todo País vão se mobilizar, na primeira quinzena de agosto, na Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e de Multivacinação. 

É uma oportunidade para atualizar as cadernetas de vacinação, proteger as crianças e os adolescentes e controlar doenças como o sarampo, a meningite e outras.
Ofertada nos postos de saúde que realizam a vacinação, a caderneta comprova a situação vacinal e, para gestores, é uma ferramenta de grande importância para o acompanhamento da saúde infantil e do adolescente.

Com o documento que comprova a vacinação, os profissionais de saúde acompanham todo o histórico vacinal das crianças e adolescentes. Tudo para garantir um crescimento e vida saudável. 

Ligiane, ressalta a necessidade de manter a situação vacinal sempre atualizada. 

E reforça: manter as crianças e adolescentes vacinados é questão de saúde pública.

"O Programa Nacional de Imunizações (PNI), que este ano completa 49 anos, é uma das mais importantes intervenções para a prevenção, controle, eliminação e erradicação de doenças preveníveis por vacinação. No entanto, com a diminuição das coberturas vacinais há o risco do retorno de doenças já eliminadas, a exemplo da poliomielite.” 

Durante a Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e de Multivacinação, os postos de saúde disponibilizarão as vacinas do Calendário Nacional de Vacinação, do PNI. 

Além da proteção contra a Poliomielite, serão administradas vacinas contra doenças como Sarampo, Caxumba, Rubéola, Hepatite A, Febre Amarela, HPV e outras. 

Para vacinar as crianças e adolescentes, compareça a um Posto de Vacinação com a caderneta de vacinação em mãos.

Para mais informações, acesse o site www.gov.br/multivacinacao.

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16/08/2022 15:10h

Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite ocorrerá em cerca de 40 mil postos de vacinação em todo País

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Foi no município paraibano de Souza, em 1989, que ocorreu o último caso de infecção pelo poliovírus selvagem, causador da Poliomielite. Desde então, após o Brasil adotar uma estratégia de rotina para intensificação da vacinação e campanhas de vacinação anuais contra a paralisia infantil, não há registros de circulação do poliovírus em território nacional.

No entanto, a queda nas taxas de vacinação infantil registrada nos últimos anos, no Brasil, reacendeu o alerta. Para Ethel, é preciso aumentar a cobertura vacinal contra a Pólio. 

"O Brasil tem um certificado de eliminação da Poliomielite. Mas, se nós tivermos o vírus circulando no mundo, a doença não está erradicada completamente. Então, temos a possibilidade de reintrodução do vírus."

Para manter as crianças longe desse perigo, a Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e de Multivacinação vai mobilizar toda a sociedade para levar os menores de cinco anos aos postos de vacinação 

O grupo alvo da vacinação são as crianças menores de cinco anos de idade. A meta é vacinar contra a Poliomielite 95% desse público.

As vacinas contra a Poliomielite são as mesmas ofertadas pelo SUS ao longo do Calendário Nacional de Vacinação, do Programa Nacional de Imunizações, o PNI. 

Para vacinar as crianças menores de cinco anos de idade, compareça a um Posto de Vacinação com a Caderneta de Vacinação em mãos.

Para mais informações, acesse o site: www.gov.br/multivacinacao.

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11/08/2022 15:45h

Voltada para crianças e adolescentes menores de 15 anos, a Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e de Multivacinação ocorrerá em cerca de 40 mil postos de vacinação em todo País. A intenção é manter o controle de doenças imunopreveníveis e atualizar as Cadernetas de Vacinação das crianças e adolescentes

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Os pais e responsáveis de bebês, crianças e adolescentes menores de 15 anos de idade devem ficar atentos: a Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e de Multivacinação deste ano já começou. Ao todo, a mobilização vai envolver cerca de 40 mil postos de vacinação do SUS em todo País.

Para multivacinação, a intenção é proteger a população e aumentar a cobertura vacinal contra doenças que podem ser evitadas por vacinas - e atualizar a Caderneta de Vacinação. Para a campanha de poliomielite, a intenção é proteger a população menor de cinco anos de idade contra a paralisia infantil. O documento comprova a situação vacinal e, para gestores, é uma ferramenta de grande importância para o acompanhamento da saúde infantil.

Os postos vão ofertar as vacinas do Calendário Nacional de Vacinação, do Programa Nacional de Imunizações, o PNI. Além da proteção contra a Poliomielite, serão administradas vacinas contra doenças como o Sarampo, Caxumba, Rubéola, Hepatite A, Febre amarela e HPV. 
Ligiane, pede aos pais que façam parte dessa mobilização e levem os filhos para vacinar. 

"Reforço essa necessidade de busca, principalmente, durante todo o calendário de rotina vacinal da criança e do adolescente. É importante frisar também que é uma questão de saúde pública. Pois o sarampo, meningite,caxumba, dentre outras doenças afetam muito a saúde desses grupos etários  que também são importantes transmissores dessas doenças."

Para gestores e especialistas em saúde, é preciso proteger a população e impedir quedas da cobertura vacinal infantil. E reforçam: baixas coberturas  de vacinação favorecem o ressurgimento de doenças já eliminadas, a exemplo do que ocorreu com o Sarampo. 
Ethel explica mais:

"Estávamos sem casos de Sarampo no Brasil e voltou a circular. Com a circulação do vírus, tivemos casos nos últimos anos, inclusive óbitos - o que é algo muito grave. É fundamental termos altas coberturas vacinais, o que significa atingirmos um percentual grande da população para faixa etária indicada para cada vacina. Em geral, a meta de vacinação está entre 90 e 95% do público-alvo a ser vacinado."

Para vacinar as crianças e adolescentes, compareça a um Posto de Vacinação com a Caderneta de Vacinação em mãos.

Para mais informações, acesse o site: www.gov.br/multivacinacao.

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04/08/2022 18:55h

A imunização pode reduzir o número de mortes, conter as complicações das doenças e a contaminação

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As campanhas de vacinação contra gripe e covid-19 estão ativas por todo Brasil. Seis em cada dez mortos e internados por covid-19 no país não tomaram a terceira dose da vacina entre março e junho deste ano, segundo dados da plataforma de monitoramento da pandemia ligada à Universidade de São Paulo (USP) e à Universidade Estadual Paulista (Unesp), a Info Tracker

A infectologista Dra. Joana D’arc destaca a eficácia da imunização para reduzir o número de mortes, conter as complicações das doenças e a contaminação. “No caso da covid-19, reduziu a mortalidade, letalidade, questões da circulação viral, a questão de aquisição das novas variantes. Na vacina da gripe, a gente tem a questão de cepas virais muito agressivas, como H1N1, que também já foi causa de epidemias e de grande mortalidade. Então, quando a gente imuniza para as duas, reduz possibilidades de adoecimento, facilita para os serviços de saúde no momento de fazer um diagnóstico e diminui a superposição de doenças infecciosas”, afirma.

A médica alerta ainda para a importância de tomar as vacinas de reforço de acordo com a frequência indicada: após quatro meses para covid-19 e a cada ano para a gripe. “As vacinas que nós temos disponíveis atualmente não dão uma imunidade tão duradoura quanto gostaríamos. E quando você faz o reforço, é como se fosse uma amplificação da sua imunidade e com isso a gente reduz a possibilidade de novos surtos de novas epidemias e seleção de novas variantes. A vacina da gripe, assim como o vírus da covid, passa por mutações muito frequentes e todos os anos a vacina tem uma composição diferente”, explica. 

João Luiz, 23, estudante, tomou três doses da vacina contra covid-19, mas ainda assim foi infectado com a doença. Ele teve apenas sintomas leves: “eu estava sentindo o corpo mole, a  garganta estava inflamada e o nariz entupido, então eu estava tossindo muito. Senti um pouco de febre nos primeiros dias, mas depois passou”. João se recuperou após duas semanas em casa, e continua com cuidados como uso de máscara e álcool gel. A infectologista Joana D’arc esclarece que, apesar de a vacina não bloquear a infecção, os casos de pacientes imunizados com as doses de reforço são os que menos complicam. 

Anvisa recebe pedido de ampliação para faixa etária da Pfizer

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária analisa possibilidade de inclusão da faixa etária de 6 meses a 4 anos de idade na indicação da vacina Pfizer contra covid-19. Atualmente, ela é recomendada a partir dos 5 anos. O início do prazo de análise da solicitação é de 30 dias e começou a contar nessa segunda-feira (1º). O período para análise pode ser alterado, caso haja necessidade de complementar dados e informações pelo laboratório.

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19/07/2022 20:30h

Governo federal distribuiu 80 milhões de doses para todos os estados e o Distrito Federal para aumentar a cobertura vacinal, que está em 58,9%

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A vacinação contra a gripe para pessoas a partir dos 6 meses continua em todo o país enquanto durarem os estoques da vacina contra a Influenza. O Ministério da Saúde pretende mobilizar a população para prevenir complicações decorrentes da doença e diminuir a quantidade de óbitos, além de aliviar a pressão que casos graves podem causar sobre o sistema de saúde. 

Com cobertura vacinal de 58,9%, o governo federal distribuiu 80 milhões de doses para todos os estados e o Distrito Federal. O Sistema Único de Saúde (SUS), responsável pela distribuição e aplicação das vacinas, dispõe de 38 mil salas de vacinação em todo o país para atender a população. Todos os anos, a vacina é atualizada em relação às contaminações do ano anterior, protegendo contra novas cepas da doença.

A campanha de vacinação contra a gripe começa com grupos prioritários, abrangendo idosos acima de 60 anos e população com doenças crônicas ou autoimunes. Estender o prazo e o público que pode receber a vacinação está, entre os planos do ministério, entre as estratégias para proteger o público mais sensível à doença. Segundo os dados do Painel Influenza do Ministério da Saúde, a população alvo do programa de imunização contabiliza 77,9 milhões de pessoas, mas apenas 47,2 milhões foram alcançadas. Ainda assim, a população com doenças crônicas ou autoimunes mostram pouca procura pela imunização.

Samyr Burached, 24 anos, é estudante universitário e toma a vacina contra a gripe anualmente. O estudante reconhece a mutabilidade do vírus e sempre procura o imunizante com a intenção de contribuir para com a saúde pública. Sobre as reações da vacina, Samyr é pontual: “Não tive nenhuma reação, nunca tenho, a vacina contra gripe é bastante leve e é por isso também que eu tomo todo ano sem nenhum medo.”

Proteger a si para proteger o outro

Mesmo fora do grupo prioritário, é importante que a população procure o imunizante sempre que ele estiver disponível. O médico intensivista José Roberto Júnior, alerta para o fato de que pessoas fora do grupo prioritário podem servir de vetor da doença, e acabam infectando idosos e portadores de doenças crônicas ou autoimunes.

“Vetor é aquela pessoa que adquire a doença e acaba passando essa doença para pessoas mais vulneráveis, mais suscetíveis, acarretando um pior prognóstico para as mesmas. Então, a ideia da vacinação, de um modo geral, é muito semelhante a todas as vacinações que nós conhecemos no Brasil: evitar os sinais dos sintomas e evitar que essas pessoas funcionem como carregadores das doenças”, explica.

José também alerta sobre as reações adversas ao tomar a vacina contra gripe, pois o público confunde as reações esperadas ao inocular um vírus inativado no paciente e uma reação realmente inesperada.

“As reações adversas acometem um grupo muito pequeno da população de um modo geral. Essas pessoas sabidamente são alérgicas a algum componente da vacina e podem se perguntar eu sou ou não alérgico a algum componente da vacina”, pontua o médico.

A maior abrangência da imunização torna-se ainda mais importante quando se leva em consideração as pessoas alérgicas aos imunizantes, uma vez que essas pessoas dependem diretamente da imunização daqueles ao seu redor para se manterem afastadas do vírus e evitar uma contaminação.

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12/07/2022 18:20h

Voltada para crianças e adolescentes menores de 15 anos, a Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e de Multivacinação ocorrerá em cerca de 40 mil postos de vacinação em todo País. Intenção é manter controle de doenças imunopreveníveis e atualizar as Cadernetas de Vacinação dos jovens

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Os pais e responsáveis de bebês, crianças e adolescentes menores de 15 anos de idade devem ficar atentos: a Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e de Multivacinação começa na primeira quinzena de agosto. Ao todo, a mobilização vai envolver cerca de 40 mil postos de vacinação do SUS em todo País.

A meta do Ministério da Saúde é vacinar contra a Pólio 95% das crianças de um ano a quatro anos. Para multivacinação, a intenção é aumentar a cobertura vacinal contra doenças imunopreveníveis e atualizar a Caderneta de Vacinação dos pequenos. O documento comprova a situação vacinal e, para gestores, é uma ferramenta de grande importância para o acompanhamento da saúde infantil. 

Os postos vão ofertar cerca de 20 vacinas do Calendário Nacional de Vacinação, do Programa Nacional de Imunizações (PNI). Além da proteção contra a Poliomielite, serão aplicados imunizantes contra doenças como Sarampo, Caxumba, Rubéola, Hepatite A, Febre amarela e HPV. 

Campanha de Multivacinação: lista de vacinas para crianças

  • Hepatite B
  • Poliomielite 1, 2 e 3
  • Poliomielite 1 e 3
  • Rotavírus humano G1P1
  • DTP+Hib+HB (Penta)
  • Pneumocócica 10 valente
  • Meningocócica C
  • Febre Amarela
  • Sarampo, Caxumba e Rubéola
  • Sarampo, Caxumba, Rubéola e Varicela
  • Hepatite A
  • Difteria, Tétano, Pertussis
  • Difteria e Tétano
  • Papilomavírus humano (HPV)
  • Varicela
  • Pneumocócica 23 (indicada para população indígena a partir dos cinco anos de idade)

Campanha de Multivacinação: lista de vacinas para adolescentes

  • Hepatite B
  • Difteria e Tétano
  • Febre Amarela
  • Sarampo, Caxumba e Rubéola
  • Papilomavírus humano (HPV)
  • Meningocócica ACWY
  • Pneumocócica 23 (indicada para população indígena)

Para o ministério, a campanha vai ajudar o Brasil na manutenção da erradicação da Poliomielite - também conhecida como paralisia infantil - e no controle das outras doenças imunopreveníveis. “Manter a vacinação em dia é também dever dos pais e responsáveis. Portanto faça sua parte. Leve seu filho, sua criança ou adolescente, para que possa atualizar sua caderneta de vacinação e assim garantir a proteção de doenças imunopreveníveis", ressalta o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Arnaldo Medeiros.

O secretário Arnaldo Medeiros explica que a cobertura vacinal infantil vem diminuindo desde 2015, mesmo com o SUS ofertando imunizantes contra todas essas doenças. 

Diante desse contexto, a não vacinação pode favorecer o aumento de doenças que estavam controladas e o surgimento daquelas que já estavam eliminadas, como o sarampo. O Boletim Epidemiológico 20, publicado pela Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde em maio, aponta que já foram notificados 578 casos suspeitos da doença em 2022. Desses, 19 foram casos confirmados em laboratório. 

Em 2019, o País perdeu a certificação de “País livre do vírus do sarampo”, com a confirmação de 20,9 mil casos da doença. Em 2020,  foram confirmados 8,4 mil casos e, em 2021, 676 casos de sarampo foram confirmados.

“Quando se tem uma taxa baixa de cobertura vacinal, essas doenças, que são consideradas quase que erradicadas, começam a surgir novamente. A gente vai ter doenças graves que podem acometer uma geração, que tenha muitas sequelas por essas doenças que são completamente evitáveis", explica a infectologista Ana Helena Germoglio. 

Para vacinar as crianças e adolescentes, é preciso comparecer a uma Unidade Básica de Saúde com a Caderneta de Vacinação em mãos.

Para mais informações, acesse o site do Ministério da Saúde: gov.br/saude.

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20/06/2022 20:10h

Quase 9 milhões de pessoas serão beneficiadas com a segunda dose de reforço, que pode ser aplicada quatro meses após a terceira dose, ou primeira dose de reforço

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O Ministério da Saúde anunciou nesta segunda-feira (20) a segunda dose de reforço, ou quarta dose, da vacina contra a Covid-19 para pessoas acima de 40 anos. Agora, a população dessa faixa etária pode procurar os pontos de aplicação do imunizante desde que tenha recebido a primeira dose de reforço há, pelo menos, quatro meses. 

A pasta estima que quase 9 milhões de pessoas já estão aptas no Brasil para receber esse novo esquema vacinal. São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Bahia são os estados com maior número de pessoas que já podem buscar esse reforço.

Para quem recebeu a primeira dose da vacina da Janssen, o esquema é diferente. Com as novas mudanças divulgadas pela Saúde, as pessoas acima de 18 anos que receberam esse imunizante estão aptas para receber o segundo reforço, ou seja, a terceira aplicação. Aqueles acima de 40 anos podem receber o terceiro reforço, completando então quatro doses totais aplicadas. Confira:

 

 

Cássia Rangel, diretora do Departamento de Imunização e Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, ressaltou durante o anúncio da ampliação como está o programa vacinal contra a Covid-19 hoje para todas as idades.

“O segundo reforço agora, a partir de hoje, está aberto para a população de 40 a 49 anos, que também vai completar até quatro doses da vacina. De 18 a 39 anos, mantém o primeiro reforço. Ainda tem uma população grande com doses em atraso em relação a esse primeiro reforço. E de 12 a 17 anos, que é a vacinação de adolescentes, continuam duas doses mais uma dose de reforço. E para a população pediátrica, de 5 a 12 anos, ainda o esquema sem nenhum reforço.”

Segundo ela, as análises técnicas da pasta deixaram claros os benefícios da vacina contra o avanço de casos graves do novo coronavírus. “A gente vê claramente que pessoas não vacinadas tiveram risco de ter Covid grave ou de morte de cerca de seis a nove vezes mais do que as pessoas vacinadas, durante os primeiros meses de 2022. De 18 até 59 anos, a gente tem uma proteção de nove vezes mais em relação àquela população que não tomou as vacinas”, disse.

Quem também ressaltou a importância de procurar os postos de vacinação foi Arnaldo Medeiros, secretário de Vigilância em Saúde do ministério. “A vacina boa é aquela que é aplicada no braço. Os trabalhos, os estudos, mostram o efeito protetor que a vacina tem nos casos de complicação, de agravamento, por Covid-19. Os estudos mostram que, independentemente do intervalo etário ao qual foi analisado, a vacina protege com relação aos casos mais graves.”

Uma das pessoas que agora já pode ter essa proteção maior é Eliana Maria de Souza, moradora do Distrito Federal. Com 49 anos, ela entrou no cronograma vacinal da população que vai receber a quarta dose. “Gostei muito do anúncio. É uma maneira da gente se proteger mais, se imunizar mais. Graças a Deus diminuiu bastante as mortes, mas tem muitas pessoas sendo contaminadas ainda. Acho que uma maneira da gente se proteger é tomando essas doses de reforço, super acredito nisso. Vou tomar, vou me proteger, vou proteger a minha família e acho que todos deveriam fazer a mesma coisa”, conta.
 

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03/06/2022 19:59h

Público-alvo pode se vacinar até o dia 24 de junho, depois disso, as doses que sobraram serão disponibilizadas a toda população

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Idosos, professores, crianças entre seis meses e quatro anos e todos grupos prioritários da Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe e o Sarampo podem procurar os postos de vacina de todo o Brasil até o dia 24 de junho. A prorrogação da campanha foi anunciada nesta quinta-feira (02) pelo Ministério da Saúde e tem o objetivo de aumentar a cobertura vacinal contra as duas doenças. Apenas 44% do público esperado pelo Ministério da Saúde foi vacinado. 

O infectologista Hemerson Luz destaca a importância da imunização contra a gripe e o sarampo. “A gripe e o sarampo são doenças causadas por vírus. São potencialmente graves, podem evoluir de forma desfavorável, principalmente nos grupos de risco. A vacinação é uma forma de prevenção muito importante. É necessário ter uma cobertura vacinal elevada para diminuir a disseminação do vírus, pois essas doenças têm uma alta capacidade de transmissão.”

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, reforça que as vacinas disponíveis gratuitamente em todos os 50 mil postos de vacinação espalhados pelo país.

"As vacinas estão disponíveis nas Unidades Básicas de Saúde e nas salas de vacinação. Seja as vacinas contra a gripe, seja a vacina tríplice viral, que [protege contra] sarampo, caxumba, rubéola, e a vacina da pólio. Então, há um pacote de vacinas que são disponibilizadas à população brasileira, como uma política pública. Há aquela fase em que nós fazemos uma campanha, que é para fazer um chamamento à população para que busque essas vacinas, que são importantes. No caso da gripe, para diminuir as síndromes respiratórias agudas.”

Público prioritário da vacina da gripe

  • Idosos acima de 60 anos;
  • Trabalhadores da saúde;
  • Crianças de 6 meses a menores de 5 anos de idade (4 anos, 11 meses e 29 dias);
  • Gestantes e puérperas;
  • Povos indígenas;
  • Professores;
  • Pessoas com comorbidades;
  • Pessoas com deficiência permanente;
  • Forças de segurança e salvamento e Forças Armadas;
  • Caminhoneiros e trabalhadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros urbano e de longo curso;
  • Trabalhadores portuários;
  • Funcionários do sistema prisional;
  • Adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas;
  • População privada de liberdade.

Baixa adesão

Ao todo, 77 milhões de brasileiros fazem parte dos grupos prioritários contra a gripe. Mas até agora, a cobertura vacinal só atingiu 44%. Dentre os imunizados está a professora do Governo do Distrito Federal, Danielle Lemos.

“Sou professora. Então é uma classe que fica muito exposta devido ao grande número de alunos. Ainda mais nessa época que o inverno chega, sabemos que as doenças respiratórias tomam conta dos hospitais. E apesar de estarmos muito envolvidos com a questão da Covid-19, sabemos que ainda existem numerosos registros de óbito por influenza. Então não podemos deixar de lado essa arma que temos para lutar contra essas doenças respiratórias, que são tão comuns nessa época”, aconselha.

O Ministério da Saúde informa que após o dia 25 de junho, toda a população com mais de 6 meses pode se vacinar contra a gripe, enquanto durarem os estoques. Ao todo foram distribuídas 80 milhões de doses aos estados e municípios.

Qual a relação entre doenças e o frio? Quais são as mais comuns no inverno?

Sarampo

A imunização contra o sarampo já faz parte do Calendário Nacional de Vacinação e está disponível durante todo o ano. A campanha para o público-alvo teve início no dia 4 de abril.

Público-alvo da vacina do sarampo

  • Trabalhadores da saúde;
  • Crianças de 6 meses a menores de 5 anos de idade (4 anos, 11 meses e 29 dias);

É possível conferir a cobertura vacinal contra a gripe e o sarampo, além da distribuição das doses pelos estados, na plataforma LocalizaSus.

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Saúde
29/05/2022 17:00h

Dados do Localiza SUS mostram que cobertura vacinal entre o público-alvo está longe das expectativas do Ministério da Saúde

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A Campanha de Vacinação contra a Gripe e Sarampo do Ministério da Saúde entra em sua última semana de mobilização com baixa adesão por parte do público-alvo. De acordo com o Localiza SUS, apenas 33,8% das quase 79 milhões de pessoas receberam a vacina contra a Influenza. Já a cobertura vacinal contra o sarampo é de 29,3% entre as crianças de 6 meses e menores de 5 anos que, juntas aos profissionais de saúde, são o foco da campanha. 

De acordo com o Ministério da Saúde, a segunda etapa da vacinação contra a gripe e o sarampo acaba na próxima sexta-feira (3). No caso da proteção contra o vírus Influenza, causador da gripe, idosos e trabalhadores de saúde receberam prioridade na primeira etapa. A nova fase é voltada para os seguintes grupos:

  • Crianças de seis meses a menores de cinco anos de idade; 
  • Gestantes e puérperas;
  • Povos indígenas;
  • Professores;
  • Comorbidades;
  • Pessoas com deficiência permanente;
  • Forças de segurança e salvamento e Forças Armadas;
  • Caminhoneiros e trabalhadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros urbano e de longo curso;
  • Trabalhadores portuários;
  • Funcionários do sistema prisional;
  • Adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas;
  • População privada de liberdade.

Quando do lançamento da campanha contra as duas doenças, o ministro Marcelo Queiroga já chamava a atenção para a necessidade de o público-alvo da mobilização se dirigir a uma das 38 mil salas de vacinação. “Nós já pagamos um preço muito alto no passado, pessoas que morreram por doenças que eram absolutamente evitáveis por campanhas de vacinação eficiente.”

Entre o público-alvo da campanha contra a gripe existem grupos prioritários, que são crianças, trabalhadores de saúde, gestantes, puérperas, indígenas, idosos e professores. Desses, apenas os idosos têm cobertura vacinal acima dos 50%. No caso das puérperas (mulheres em pós-parto), a adesão é apenas 22,5%. Confira abaixo o percentual (%) de vacinados em cada um dos grupos prioritários. 

  • Idosos (50,6%)
  • Trabalhadores de saúde (49,1%)
  • Crianças (30,1%)
  • Professores (29,7%)
  • Indígenas (27,1%)
  • Gestantes (23%)
  • Puérperas (22,5%)

Sarampo
Enquanto a campanha de vacinação contra a gripe já vai para sua 24ª edição, a campanha contra o sarampo está na oitava. O Brasil ficou um ano sem registrar nenhum caso da doença e, em 2016, o sarampo foi considerado erradicado do país pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS). 

Mas o Brasil voltou a registrar ocorrências do sarampo em 2018, o que fez o Ministério da Saúde voltar a fazer mobilizações frequentes contra a doença. O objetivo da campanha deste ano é interromper a circulação do vírus e reduzir complicações e o número de óbitos pela doença, disse Arnaldo Medeiros, secretário de Vigilância em Saúde. 

“O grande objetivo da vacinação contra o sarampo é interromper a circulação ativa do vírus do sarampo no país, minimizar a carga da doença, proteger a população, além de reduzir a sobrecarga sobre o sistema de saúde em decorrência de mais esse agravo.”

Dos dez estados que têm os piores índices de cobertura vacinal na campanha contra o sarampo, seis deles são da Região Norte do país. Rondônia tem a adesão mais baixa entre no grupo das crianças que têm entre seis meses e quatro anos de idade:  8,2%. Em seguida vêm Amapá (8,7%), Rio de Janeiro (16,6%), Pará (17%) e Acre (18,1%). O estado que mais vacinou foi a Paraíba, com cobertura de 49,2%, ainda abaixo da metade do público-alvo. 

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09/05/2022 00:27h

A morte ocorreu em Rondônia, na última quarta-feira. Depois de ficar livre do sarampo em 2016, Brasil registrou novos surtos e luta para erradicar a doença. Campanha de vacinação vai até o dia 3 de junho

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A primeira morte por sarampo em 2022, registrada na última quarta-feira (4), em Rondônia, chama atenção para a importância da vacinação contra a doença. A idade e o gênero da vítima não foram divulgados pelos gestores estaduais, por questão de sigilo. O óbito ocorreu em meio à campanha nacional de vacinação contra o sarampo, mobilização que acontece em todo o Brasil, e na esteira de um cenário em que estados e municípios patinam para bater as metas de imunização.

Levantamento recente do projeto VAX*SIM, do Observatório de Saúde na Infância (Observa Infância), revela que, em 2021, nenhum estado brasileiro atingiu a meta preconizada pelo Ministério da Saúde, de vacinar 95% das crianças contra o sarampo. Na esfera municipal, apenas 660 municípios - ou cerca de 12% das prefeituras - alcançaram essa taxa, no ano passado.

Segundo o estudo, em 2021, de cada três crianças brasileiras que tomaram a primeira dose do imunizante, uma não voltou para completar o esquema vacinal, de duas doses. 

“Não temos uma causa para a queda da cobertura vacinal, mas [a queda] começou a acontecer em 2016. E tivemos vários surtos significativos no Brasil, em 2018. E, em 2019, [o Brasil] a gente perdeu esse selo de erradicação do sarampo”, remonta a coordenadora do projeto, Patricia Boccolini. 

Ainda de acordo com o estudo do VAX*SIM, em 2020, o país bateu o recorde de 10 mortes de crianças menores de 5 anos por sarampo. Entre 2018 e 2021, 26 crianças nessa faixa etária morreram pela doença. Segundo o observatório, esses dados são um "retrocesso em um país que entre 2000 e 2017 havia registrado uma morte, no ano de 2013".  

Patricia Boccolini ressalta ainda que a vacinação infantil é uma das ações "mais importantes para prevenir mortes evitáveis de crianças de até 5 anos, com um excelente custo-benefício". 

Falta de informação

A diretora do Departamento de Imunização e Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Cássia Rangel, explica que além da questão do horário de funcionamento dos postos, muitas vezes incompatível com a rotina de pais e responsáveis, a falta de informação sobre a atual situação da doença no país pode ter contribuído para a queda na cobertura vacinal contra o sarampo.
"As principais causas relacionadas a essa queda de cobertura são o sucesso das coberturas de vacinação ao longo dos anos, o que pode causar uma falsa sensação de que não há necessidade de se vacinar. Muitas doenças já foram eliminadas e as pessoas não têm lembrança da ocorrência dessa doença. E também o conhecimento individual sobre a importância dessas vacinas ofertadas gratuitamente pelo SUS, e até mesmo uma baixa percepção de risco dessas doenças que são Imunopreveníveis”, explica a diretora.

Hospitalizações

O número crescente de hospitalizações por sarampo também preocupa. Entre 2018 e 2021, o levantamento aponta que 1.606 crianças foram hospitalizadas com a doença no Brasil. Nos quatro anos anteriores, entre 2014 e 2017, o país havia registrado um total de 137 hospitalizações infantis por sarampo.

Cássia Rangel alerta para a necessidade da imunidade de rebanho, que só é alcançada quando se vacina cerca de 95% do público alvo, e para a importância de a criança completar o esquema vacinal, com as duas doses, já que as complicações podem ser graves.

“As principais complicações de sarampo, as mais comuns, são a otite média, diarreia, pneumonia e a laringotraqueobronquite. Em alguns casos, por causa dessas complicações causadas pelo sarampo, podem levar à hospitalização, especialmente crianças desnutridas e imunocomprometidas”, destaca.

Campanha nacional de vacinação

De acordo com dados do Ministério da Saúde, notificados até a última terça-feira (3), no LocalizaSUS, 1,3 milhão de crianças entre 6 meses a menores de 5 anos tomaram a dose da vacina contra o sarampo. A estratégia de vacinação contra a doença acontece em todo o Brasil ao mesmo tempo em que é realizada a campanha de vacinação contra a influenza, que já aplicou 1 milhão de doses nesse público.

Segundo a pasta, a vacinação pretende “interromper a circulação do sarampo no Brasil”. A segunda etapa começou na última segunda, 2 de maio, e vai até o dia 3 de junho em quase 50 mil pontos de vacinação espalhados por todo o País.
 

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Brasil 61