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 Última atualização: 24 de dezembro de 2020 

Campanha de Vacinação

10/07/2021 17:00h

Em algumas cidades, autoridades de saúde afirmam que medida tem diminuído casos de pessoas que se recusam a receber vacina por causa do fabricante

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É crescente o número de municípios brasileiros que decidem mandar para o fim da fila de imunização as pessoas que se recusam a tomar ou querem escolher o fabricante da vacina contra a Covid-19. A medida adotada por gestores de saúde é uma reação aos cidadãos conhecidos como "sommeliers de vacinas”, que desconfiam da eficácia e segurança de alguns imunizantes usados no País. 
 
Em Itajubá, no sul de Minas Gerais, diante do aumento de casos em que algumas pessoas queriam escolher a vacina de acordo com a marca, a prefeitura publicou um decreto em que esses cidadãos são encaminhados para o fim da fila de imunização. Assim, apenas quando todos os maiores de 18 anos receberem a vacina, é que o grupo poderá receber o imunizante. 

Nilo Baracho, vice-prefeito e secretário municipal de Saúde de Itajubá, explica como funciona o protocolo junto a essas pessoas. “Quando há a recusa em receber aquela vacina que está disponível, a [área] técnica pede para a pessoa assinar um documento [afirmando] que está recusando. Esse termo também é assinado por duas testemunhas e, aí, essa pessoa é retirada da fila do sistema online que temos e é colocada no final da fila”, detalha. 

Segundo Nilo, o decreto está surtindo o efeito esperado. “Existem relatos dos nossos vacinadores que algumas pessoas tentaram escolher a vacina, mas quando foi falado que isso não era permitido e que, mediante essa situação deveriam assinar um termo em que eles falam que tem preferência pela vacina, foram demovidos dessa ideia e tomaram a vacina que estava disponível para eles”, confirma. 
 
O Ministério da Saúde já distribuiu mais de 61,5 mil doses de imunizantes para Itajubá. Dessas, 46.634 foram aplicadas, das quais 34.546 referentes à primeira dose e 12.088 relativas à segunda. A população vacinável (acima dos 18 anos) do município é de 76.158 pessoas. 

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Logística

Gestores de saúde que tomaram essa medida apontam que ela é necessária para evitar prejuízos ao processo de imunização da população local, uma vez que há uma ordem preestabelecida pelas autoridades de saúde. “A pessoa vai de um lugar para o outro para achar o imunizante que lhe convém. Além de criar a sensação de que todos podem escolher, se não for tomada uma medida séria pelo poder público, em pouco tempo fica impossível se fazer a gestão de uma vacinação tão complexa como é a vacinação contra a Covid-19”, pontua Baracho.
 
No município de Fama, que possui pouco mais de dois mil moradores, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o prefeito decretou o “fim de fila” para os "sommeliers de vacinas” de modo preventivo, relata Edson Prado Futemma, secretário municipal de Saúde.
 
“Não são muitos os casos de pessoas que estão querendo escolher a vacina, mas para evitar, como a cidade é pequena, se um fala, ‘ah, eu escolhi tal vacina, porque é melhor’, isso vai passando muito rápido e, no final, acaba que muita gente ia querer escolher. Se deixar isso acontecer, pode atrasar o cronograma”, conta. 
 
Segundo ele, é necessário vacinar 92% de cada grupo para iniciar a vacinação dos grupos seguintes. “Se as pessoas começam a recusar a vacina, vai atrasar toda a programação”, avalia. Em Fama, quem se nega a tomar a vacina, também tem que assinar um termo de ciência em que assume estar “passando a vez” na fila.
 
A cidade já recebeu 2.100 doses de vacinas contra a Covid-19. Dessas, 1.683 foram aplicadas, das quais 1.214 referentes à primeira dose e 469 relativas à segunda. A população vacinável (acima dos 18 anos) do município é de 1.963 pessoas. 

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Escolha justificada?

Atualmente, o Plano Nacional de Imunização (PNI) conta com imunizantes de quatro fabricantes. Por ordem de chegada ao País, são as vacinas CoronaVac, AstraZeneca/Oxford, Pfizer e Janssen. Além de diferir quanto à tecnologia empregada, há diferenças na quantidade de doses necessárias para a imunização — no caso da Janssen, é de apenas uma dose por pessoa — e nos efeitos colaterais.
 
Mesmo assim, o médico e especialista em infectologia, Leandro Machado, explica que não há motivo razoável para que as pessoas queiram escolher a “marca” da vacina. “Os efeitos colaterais em vacinas já são esperados e conhecidos. Quando vocês levavam seus filhos ou quando vocês iam tomar vacina quando eram crianças, a gente já espera os efeitos colaterais, como dor no braço, febre, falta de apetite.  A grande maioria dos efeitos, [em] quase 100% das pessoas, são leves. É muito, mas muito raro ter um efeito grave”, diz. 
 
Para Machado, além de atrasar o PNI, a escolha por vacinas pode, sem o devido controle, impedir que alguns grupos tenham acesso a imunizantes que lhes sejam mais adequados. “Os pacientes renais crônicos, por exemplo, têm vacinas específicas que são voltadas para esse público. Se a gente acaba usando em um público que poderia estar usando qualquer vacina, nós deixamos de vacinar uma parte importante da população. Então, qual é a melhor vacina? É a vacina que entrar no seu braço. Simples. Essa é a melhor vacina”, orienta.

Medida se amplia

O fim de fila para quem escolhe vacina já ocorre em diversas cidades do País. No estado de São Paulo, municípios como Campinas, São Caetano do Sul e São Bernardo do Campo já adotam a medida. Em outros locais, autoridades se movimentam para adotar a prática. É o caso de Curitiba, onde um vereador propôs um projeto de lei para a causa. 
 
Em Alagoas, o presidente da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), Hugo Wanderley, está recomendando que prefeitos e secretários de saúde municipais também apliquem a regra do fim de fila. Segundo ele, as recusas têm ocorrido em diversas cidades do estado, o que seria “injustificável”. Wanderley deve se reunir com os gestores e representantes do Conselho de Secretários Municipais de Saúde (Cosems) nesta segunda-feira (12) para debater a medida.
 
“Essa medida é importante e necessária para que nós possamos manter a eficiência e celeridade do plano de imunização. Não há justificativa para que as pessoas recusem uma vacina em detrimento de outra. Todas as vacinas ofertadas em nosso País têm eficiência e eficácia comprovadas e têm salvado milhões de vidas”, afirma. 

 

Vacinação

Até o início da tarde de sábado (10), o Ministério da Saúde distribuiu quase 144 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19. Dessas, cerca de 110 milhões foram aplicadas na população, sendo 81,1 milhões referentes à primeira dose e 28,9 milhões à dose de reforço. 
 
Até o momento, 531.688 pessoas morreram por causa da doença. O País registra pouco mais de 19 milhões de casos confirmados e cerca de 17,4 milhões de recuperados. Acesse as informações sobre a Covid-19 no seu estado e município em brasil61.com/painelcovid.  

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10/07/2021 16:03h

Pessoas que fazem parte deste grupo já podem agendar a vacina

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O governo do Distrito Federal anunciou que vai começar a vacinar as pessoas com mais de 41 anos contra a Covid-19 a partir da próxima segunda-feira (12). Quem se encaixa nesta faixa etária já pode agendar a vacina por meio do site vacina.saude.df.gov.br

O agendamento está disponível para pessoas que tenham entre 41 e 59 anos. Adultos com mais de 60 anos já foram atendidos na capital federal. A inclusão desse novo grupo só foi possível pelo envio de mais doses do Ministério da Saúde, de acordo com o GDF. 

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Além disso, a falta de procura dos grupos que são contemplados atualmente, permitiu o redirecionamento de cerca de 3,6 mil doses. O governo não informou quantas vagas estão disponíveis para agendamento. 

Além disso, o Executivo local avisou que vai passar a aplicar a segunda dose na capital para quem recebeu a primeira dose em outro estado, desde que a pessoa faça parte dos grupos atendidos no DF e comprove residência no Distrito Federal. 
 

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Saúde
08/07/2021 14:30h

Medida visa diminuir casos de pessoas que se negam a receber o imunizante ou querem escolher o fabricante da vacina

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O presidente da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), Hugo Wanderley, declarou nesta quarta-feira (7) que vai recomendar aos municípios do estado colocarem no final da fila as pessoas que se recusarem a tomar a vacina contra a Covid-19. A medida, segundo ele, é uma reação ao número crescente de casos de cidadãos que querem escolher a fabricante do imunizante ou se negam a tomar a vacina. 

Com isso, ele acredita que será possível diminuir esse tipo de situação, que atrapalharia o plano de vacinação e a celeridade no processo de imunização da população alagoana. Segundo Wanderley, a recusa das pessoas a certos tipos de fabricantes não se justifica, pois “todas as vacinas têm eficácia comprovada”. 

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Assim, o presidente da AMA vai sugerir que os municípios encaminhem para o final da fila, após a vacinação de todos os maiores de 18 anos, aqueles que se recusarem ou quiserem escolher o imunizante. 

Wanderley deve se reunir com prefeitos e representantes do Conselho de Secretários Municipais de Saúde (Cosems) do estado na próxima segunda-feira (12) para apresentar a medida. 

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30/06/2021 05:00h

Decisão representa perigo à saúde de mais de 13 mil quilombolas da microrregião

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A vacinação contra a Covid-19 já atingiu grande parte da população quilombola na região de Itapecuru Mirim, segundo município do Maranhão com o maior número de pessoas residentes em quilombos. De acordo com o IBGE, são mais de 13 mil quilombolas morando na microrregião, que também abrange os municípios de Presidente Vargas, Matões do Norte, Vargem Grande, Cantanhede, Nina Rodrigues, Pirapemas e Itapecuru Mirim. Deste total, mais de 8 mil já receberam a primeira dose da vacina contra o coronavírus.

Segundo o Ministério da Saúde, cerca de R$3 milhões foram investidos na primeira dose da vacina na população quilombola maranhense. A ação, que teve início em 31 de março, ainda não foi concluída no estado, mas, até o fechamento dessa reportagem, Itapecuru Mirim já tinha quase toda a população quilombola vacinada: das 78 comunidades reconhecidas pela prefeitura, 60 já receberam a primeira dose da vacina contra a Covid-19.

Apesar dos números positivos, muitos quilombolas de comunidades como Terra Preta e Benfica não foram vacinados por medo ou por questões religiosas. Para combater essa insegurança e alertar sobre a importância da vacina, o secretário de Políticas de Promoção de Igualdade Racial de Itapecuru Mirim, Joel Marques, criou o Conselho de Vacinação Quilombola Contra a Covid-19. “Existe uma quantidade de pessoas nas comunidades, orientada por suas religiões, que resistem sobre a vacina. A gente orienta essas pessoas. Nós não temos nenhum termo legal que possa obrigar a tomar essa vacina, porém nossa missão é informá-los que a vacina é importante e está ao alcance de todos”, conta o secretário.

Quantidade de quilombolas por município na microrregião de Itapecuru Mirim, no Maranhão.

A coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Francieli Fantinato, explica a importância da vacina nas comunidades quilombolas. “As comunidades quilombolas são populações que vivem em situação de vulnerabilidade social. Elas têm um modo de vida coletivo, os territórios habitacionais podem ser de difícil acesso e muitas vezes existe a necessidade de percorrer longas distâncias para acessar os cuidados de saúde. Com isso, essa população se torna mais vulnerável à doença, podendo evoluir para complicações e óbito”, explicou. 

O líder quilombola Elias Belfort, ou simplesmente Elias Quilombola, da comunidade Santa Rosa dos Pretos, também alertou os seus moradores sobre a importância da vacina contra a Covid-19. A comunidade, composta por 20 quilombos e cerca de 1.200 famílias, já recebeu a primeira dose da vacina contra a Covid-19 e agora aguarda a segunda fase do imunizante. Elias faz um importante alerta: "Faço aqui um pedido para você, que está com medo de tomar a vacina: procure se vacinar! É muito importante a vacina, nosso povo quilombola precisa ser vacinado para se defender desse vírus, porque ele é inimigo, ele mata. Eu já me vacinei, tomei a primeira dose, estou aguardando a segunda".

Comunidade Santa Rosa dos Pretos, de Itapecuru-Mirim (MA), comemorando a chegada da vacina contra a Covid-19.Comunidade Santa Rosa dos Pretos, de Itapecuru-Mirim (MA), comemorando a chegada da vacina contra a Covid-19.

Além de seu papel como líder quilombola, Elias Belfort também atua como presidente da União das Associações e Comunidades Negras Rurais Quilombolas de Itapecuru-Mirim (UNIQUITA), sigla que representa 71 quilombos do município. Para facilitar a imunização entre tantos moradores, o Conselho de Vacinação Quilombola Contra a Covid-19 criou uma logística entre as comunidades. Dessa forma, é possível vacinar mais quilombolas e evitar a dispersão por região.
“É escolhida a comunidade central naquele território, a comunidade que representa melhor acesso a todos. Essas pessoas são vacinadas entre quilombolas de outros territórios também”, explica Joel Marques.

O Plano de Imunização Quilombola local teve início pelas comunidades Santa Joana, Morros, Felipa, Assentamento Centrinho, Santa Rosa dos Pretos e São Bento. Até o fechamento dessa reportagem, 8.607 quilombolas tomaram a primeira dose e outros 2.682 receberam a segunda dose da vacina contra a Covid-19. Os quilombolas foram vacinados de acordo com dois critérios: de forma prioritária, os moradores acima de 40 anos; e as doses restantes foram destinadas aos quilombolas acima de 18 anos, como prevê a Lei Nº 14.021, de 7 de julho de 2020, que dispõe sobre medidas de proteção social para prevenção do contágio e da disseminação da Covid-19 nos quilombos.

A vacina é segura, passou por testes e é uma das principais formas de combater o coronavírus. Não tenha medo! Procure o líder quilombola de sua comunidade, fique atento ao calendário de vacinação e acompanhe as notícias no site da prefeitura de Itapecuru Mirim. Vale lembrar que, mesmo com a primeira dose da vacina, é preciso cumprir o distanciamento social e os protocolos de contenção contra a Covid-19: use máscara, lave as mãos, evite aglomerações, abraços ou apertos de mão e utilize álcool em gel após tocar qualquer objeto ou superfície. Para mais informações sobre a vacinação em todo o país, acesse gov.br/saude.

Veja como está a vacinação Quilombola no seu município

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30/06/2021 03:00h

Irecê é ligada a 18 municípios baianos, como Lapão. Imunizar a população quilombola representa importante medida de enfrentamento à pandemia

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Mais de 39 mil quilombolas de Irecê, na Bahia, serão beneficiados com a primeira dose da vacina contra a Covid-19. Plano de Imunização também vai favorecer quilombolas dos 18 municípios vizinhos: Lapão, Ibititá, América Dourada, Canarana, João Dourado, Mulungu do Morro, Barro Alto, Central, Souto, Soares, Ibipeba, São Gabriel, Iraquara, Barra do Mendes, Uibaí, Jussara, Gentio do Ouro, Presidente Dutra e Cafarnaum.

Dos 18 municípios da microrregião de Irecê, Lapão e Ibititá abrigam o maior número de quilombos. Lapão, por exemplo, possui nove comunidades quilombolas registradas na prefeitura e 16 reconhecidas pelo IBGE. Segundo a coordenadora de Imunização de Lapão, Simone Tosta, são mais de cinco mil quilombolas que habitam a zona rural, mas também frequentam a zona urbana. O município já vacinou mais de 3.200 quilombolas com a primeira dose. “Hoje as comunidades vivem integradas ao convívio das cidades. Vacinar os quilombolas significa proteger, não só aquela comunidade que se pensa de forma errada, que vive em isolamento, mas proteger a comunidade e as pessoas que vivem na sociedade, fazendo com que essa vacina crie uma barreira de proteção para os lugares onde elas convivem e moram”, explicou a coordenadora.

A coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Francieli Fantinato, explica a importância da vacina nos grupos prioritários. “As comunidades quilombolas são populações que vivem em situação de vulnerabilidade social. Elas têm um modo de vida coletivo, os territórios habitacionais podem ser de difícil acesso e muitas vezes existe a necessidade de percorrer longas distâncias para acessar os cuidados de saúde. Com isso, essa população se torna mais vulnerável à doença, podendo evoluir para complicações e óbito.”

Quantidade de quilombolas nos municípios da microrregião de Irecê - Bahia

De acordo com a secretária de Saúde de Irecê, Maria Tarcila de Miranda, mais de 700 quilombolas receberam a primeira dose da vacina contra a Covid-19. O município possui duas comunidades quilombolas registradas. “Todos os quilombolas já foram vacinados, todas as pessoas a partir de 18 anos, com exceção das gestantes e das puérperas. Das duas comunidades que temos, em Baixão de Zé Preto e em Lagoa Nova”, confirmou a secretária.

Segundo painel de transparência divulgado pelo Ministério da Saúde, mais de R$32 milhões foram investidos em ações de enfrentamento à Covid-19 nas comunidades quilombolas da Bahia, o que evidencia a prioridade do combate ao coronavírus nos quilombos. Para Valdicleia da Silva Marques, líder quilombola da comunidade Lagoa dos Batatas e representante do Conselho Territorial das Comunidades do município de Ibititá, os quilombolas precisam entender a importância da vacina. “Se todas as pessoas que morreram tivessem tomado a vacina, nós não estaríamos num sofrimento desse. O mundo está escuro, está sem vida. Quando você pensar em não se vacinar, pense no próximo que você pode contaminar. Salve vidas, vacina sim, vacina para todas as comunidades quilombolas, vacina para todos desse mundo”, pediu Valdicleia.

A vacina é segura, passou por testes e é uma das principais formas de combater o coronavírus. Não tenha medo. Procure o líder quilombola de sua comunidade, fique atento ao calendário de vacinação e acompanhe os boletins de saúde no site da Prefeitura de Irecê. Vale lembrar que mesmo com a primeira dose da vacina é preciso cumprir o distanciamento social e os protocolos contra a Covid-19: use máscara, lave as mãos, evite aglomerações e utilize álcool em gel após tocar qualquer objeto ou superfície. Ao sentir qualquer sintoma da Covid-19, como febre, tosse seca, dor de cabeça, cansaço e dificuldade de respirar, procure o Atendimento Imediato nas Unidades Básicas de Saúde ou centros comunitários mais próximos de sua região.

Para mais informações sobre a vacinação em todo o país, acesse gov.br/saude.

Veja como está a vacinação Quilombola no seu município

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29/06/2021 12:00h

A microrregião de Tomé-Açu, no Pará, deu início ao Plano de Imunização contra a Covid-19 nas comunidades quilombolas. A primeira dose já foi aplicada em mais de 7 mil pessoas e 928 já foram imunizadas com a segunda dose da vacina.

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Quilombolas da microrregião de Tomé-Açu, no Pará, não precisam mais esperar a vacina contra a Covid-19. É que o Plano de Imunização Quilombola, iniciado em maio, já aplicou mais de 8 mil doses na região. Segundo vacinômetro divulgado pelo Ministério da Saúde, 7.293 quilombolas tomaram a primeira dose e 928 já foram imunizados com a segunda dose da vacina.

A coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Francieli Fantinato, explica a importância da vacina nos grupos prioritários. “As comunidades quilombolas são populações que vivem em situação de vulnerabilidade social. Elas têm um modo de vida coletivo, os territórios habitacionais podem ser de difícil acesso e muitas vezes existe a necessidade de percorrer longas distâncias para acessar os cuidados de saúde. Com isso, essa população se torna mais vulnerável à doença, podendo evoluir para complicações e óbito”, explicou.

A microrregião de Tomé-Açu abrange os municípios de Moju, Acará, Concórdia do Pará e Tomé-Açu. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 18.215 quilombolas moram na região. Sendo que Moju é o que possui maior número de população quilombola: o município abriga 23 comunidades e 6.902 habitantes. Segundo o secretário municipal de Saúde de Moju, Michel Garcia, 2.720 doses já foram aplicadas no município. Ele afirma que só a vacina pode evitar mortes pela Covid-19 nos quilombos. “A vacina vai servir para proteger não só os quilombolas, mas toda a população brasileira. A vacina é segura e é uma maneira de evitar de ter o vírus”, afirmou o secretário.

Ainda de acordo com o IBGE, no município de Acará existem 27 comunidades quilombolas e 6.421 habitantes. Segundo o Ministério da Saúde, 1.408 quilombolas foram imunizados contra a Covid-19 na região. No município de Concórdia do Pará, existem 9 comunidades, 4.292 habitantes e 3.382 quilombolas receberam a vacina. Já no município de Tomé-Açu, existem 10 comunidades, 600 habitantes e 469 quilombolas foram vacinados contra a Covid-19.

Confira abaixo quantos quilombolas da microrregião de Tomé-Açu foram vacinados com a primeira e a segunda doses do imunizante:

Município 1ª Dose 2ª Dose Total
Acará 1.212 197 1.409
Concórdia do Pará 2.531 240 2.771
Moju 2.702 18 2.720
Tomé Açú 425 27 452
Doses totais aplicadas da região 7.352
 

A chegada da vacina foi motivo de festa em alguns quilombos de Moju, que enfrentaram grandes perdas e luto devido ao coronavírus. É o caso de Leandro Valadares, líder quilombola da Oxalá de Jacunday, comunidade que perdeu três moradores para a Covid-19. A liderança confirmou que os moradores da comunidade relataram os mesmos sintomas: febre, tosse seca, dor de cabeça, cansaço e dificuldade de respirar. Uma prova de que, mesmo morando longe da população urbana, as comunidades quilombolas podem ser contaminadas pelo coronavírus.
 

Foto: Comunidade Quilombola Oxalá de Jacunday comemorando a chegada da vacina. / Arquivo pessoal.

Segundo Leonardo Marques, conselheiro da comunidade Jacunday, o contágio nos quilombos pode acontecer de diversas formas. A mais comum é quando algum quilombola precisa ir à cidade ou visitar outros parentes. O trajeto entre lanchas, barcos, ônibus ou carros também representa maior possibilidade de contaminação pelo coronavírus. Daí a importância da vacina. “No início do mês, nós perdemos uma liderança quilombola da comunidade São Manoel. Ela visitou um parente e contraiu o vírus. Foi muito rápido, em questão de três dias nossa líder sentiu muita dor de cabeça e não resistiu. Vários dos nossos ainda continuam sendo contaminados e precisamos nos vacinar para poder proteger uns aos outros” explicou Leonardo.

Proteja-se

Se você sentir febre, cansaço, dor de cabeça ou perda de olfato e paladar procure atendimento médico imediato. A recomendação do Ministério da Saúde é que a procura por ajuda médica deve ser feita imediatamente ao apresentar os sintomas, mesmo que de forma leve. Após a vacinação, continue seguindo os protocolos de segurança. Entre eles, use máscaras, lave as mãos com frequência com água e sabão ou álcool 70%; mantenha os ambientes limpos e ventiladores e evite aglomerações. Os quilombolas são prioridade no calendário nacional de imunização do Ministério da Saúde. Leandro Valadares, líder quilombola da Oxalá de Jacunday, destaca a importância da vacinação dos povos tradicionais. “Estou muito feliz e minha comunidade também porque estamos sendo vacinados. É importante que todos os quilombolas, de toda região do Brasil, tomem a vacina para que sejam imunizados!"

Vacinação no Pará

De acordo com painel divulgado pelo Ministério da Saúde, o estado recebeu 3 milhões de doses da vacina contra a Covid-19. Desse número, mais de 67 mil quilombolas foram imunizados no Pará. A vacina é segura e uma das principais formas de combater a pandemia no novo coronavírus. Fique atento ao calendário de imunização do seu município. Para saber mais sobre a campanha de vacinação em todo o país, acesse gov.br/saude.

Serviço

Quilombolas que vivem em comunidades quilombolas, que ainda não tomaram a vacina, devem procurar a unidade básica de saúde do seu município. Para mais informações, basta acessar os canais online disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Acesse o portal saude.gov.br/coronavirus ou baixe o aplicativo Coronavírus – SUS LINK 2. Pelo site ou app, é possível falar com um profissional de saúde e tirar todas as dúvidas sobre a pandemia.

Veja como está a vacinação Quilombola no seu município

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26/06/2021 06:00h

Mais de quatro mil quilombolas que vivem nos sete municípios da região, localizada no Vale São-Franciscano da Bahia, começaram o processo de imunização

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A vacinação contra a Covid-19 chegou para os povos tradicionais quilombolas da região de Barra, no Vale São-Franciscano da Bahia. A microrregião é formada pelos municípios de Muquém do São Francisco, Xique Xique, Itaguaçu e outras quatro cidades, que juntas concentram mais de 8.800 pessoas autodeclaradas descendentes e remanescentes de escravizados, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

A coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Francieli Fantinato, explica a importância da vacina nos grupos prioritários. “As comunidades quilombolas são populações que vivem em situação de vulnerabilidade social. Elas têm um modo de vida coletivo, os territórios habitacionais podem ser de difícil acesso e muitas vezes existe a necessidade de percorrer longas distâncias para acessar os cuidados de saúde. Com isso, essa população se torna mais vulnerável à doença, podendo evoluir para complicações e óbito”. 

De acordo com o IBGE, apenas o município de Morpará não possui quilombolas. Até o fechamento desta reportagem, 4.011 pessoas tomaram a primeira dose da vacina, e 548 receberam a dose reforço do imunizante, segundo o Ministério da Saúde.

Número de quilombolas vacinados com a primeira e a segunda dose na microrregião do Barra:

Município 1ª Dose 2ª Dose
Ibotirama 89 71
Barra 1080 32
Xique-Xique 545 0
Buritirama 76 65
Muquém do São Francisco 1.248 378
Itaguaçu da Bahia 973 2
*Dados do dia 24/06/2021

O município de Muqúem do São Francisco, a 700 quilômetros de Salvador, possui a maior população de comunidades tradicionais da microrregião do Barra. Atualmente, são cinco comunidades quilombolas certificadas pela Fundação Cultural Palmares. São 2.958 quilombolas, de acordo com o IBGE. Desses, o Ministério da Saúde informa que 1.248 o equivalente a 42%, receberam a primeira dose da vacina contra a Covid-19. Já 378 quilombolas tomaram a segunda dose e concluíram o processo de imunização. 

Desde o início da pandemia até 23 de junho, o município registrou 553 casos de infecção pelo novo coronavírus, com nove óbitos. Entre os quilombolas, o Ministério da Saúde e a Secretaria Municipal de Saúde não sabem precisar quantos óbitos ocorreram neste período.  

Fabiana Torres, coordenadora de Vigilância Epidemiológica de Muquém, explica que a vacinação dos membros quilombolas começou em março e está sendo realizada de forma volante, já que a maioria das comunidades está situada em áreas rurais e de difícil acesso. “É uma localidade de população carente, poucos disponibilizam de um transporte para que se desloquem ao posto de saúde. Os agentes de saúde vão de casa em casa realizando o trabalho”, disse. 

A pescadora Laurinda Pereira Teles, de 27 anos, moradora do quilombo da comunidade de Jatobá, foi uma das vacinadas. Ela conta que se sente feliz por ter dado o primeiro passo para a imunização, mas que ainda não se sente segura e, por isso, não renuncia às medidas de segurança sanitárias.
 “Sinto uma felicidade imensa por ter tomado a primeira dose. Mas ainda não me sinto segura, sei que já dei o primeiro passo e estou seguindo todas as normas de distanciamento social com o uso de álcool em gel e máscara”, explicou.

O Ministério da Saúde recomenda que a população continue seguindo os protocolos de segurança, até que a maior parte dos cidadãos estejam imunizados. Por isso, ainda segundo Fabiana Torres, o município está investindo em campanhas de conscientização e prevenção para alertar a população quilombola a continuar com as medidas de proteção, mesmo depois de tomar as duas doses da vacina. “Nas comunidades mais distantes, nós passamos com carros de som, duas ou três vezes na semana, orientando sobre o uso da máscara, os cuidados com a higiene das mãos, lavar com água e sabão e álcool gel.”

Proteja-se

Se você sentir febre, cansaço, dor de cabeça ou perda de olfato e paladar procure atendimento médico. A recomendação do Ministério da Saúde é que a procura por ajuda médica deve ser feita imediatamente ao apresentar os sintomas, mesmo que de forma leve. Após a vacinação, continue seguindo os protocolos de segurança: use máscara de pano, lave as mãos com frequência com água e sabão ou álcool 70%; mantenha os ambientes limpos e ventilados e evite aglomerações. 

Os quilombolas são prioridade no calendário nacional de imunização do Ministério da Saúde. Fabiana Torres, coordenadora de Vigilância Epidemiológica de Muquém de São Francisco, destaca a importância da imunização do grupo. “Os povos quilombolas ainda são muito carentes devido à população ser vulnerável a todas as condições de higiene, recursos médicos e financeiros. Acredito que eles têm necessidade de serem vacinados com prioridade, porque uma população que não se alimenta adequadamente, é claro que vai ter uma imunidade mais baixa do que os demais.”

Eva Pereira, presidente da Associação dos Quilombolas da Comunidade de Jatobá, ressalta que alguns membros quilombolas optaram pela não vacinação por receio. “Muitas pessoas precisam de informação. Se ouve muito comentário do tipo: se tomar a vacina vai morrer, que a vacina está matando. Comentários que não comprovam nada e, graças a Deus, a maioria procurou o posto para se vacinar”, comemorou. 

Ela lembra que apenas uma pessoa não vacinada pode colocar em risco a vida dos seus familiares e da comunidade. Por isso, Eva faz o apelo para que todos os quilombolas aceitem a vacina. “Compareçam às Unidades de Saúde ou postos para se vacinarem, porque, dessa forma, vocês estão cuidando da sua saúde e da saúde do próximo, da sua família e de todos. Assim, podemos fazer a nossa parte para nos prevenir dessa doença, que está ceifando vidas”, completou.


Vacinação na Bahia

De acordo com o Ministério da Saúde, a Bahia recebeu 8.348.770 doses da vacina contra a Covid-19. Segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde, até o dia 24 de junho, 135.554 quilombolas tomaram a primeira dose do imunizante e 17.280 receberam a dose reforço. A vacina é segura e uma das principais formas de combater a pandemia no novo coronavírus. Fique atento ao calendário de imunização do seu município. Proteja-se. Juntos podemos salvar vidas! Para saber mais sobre a campanha de vacinação em todo o país, acesse gov.br/saude.

Serviço

Quilombolas que vivem em comunidades quilombolas, que ainda não tomaram a vacina, devem procurar a unidade básica de saúde do seu município. Para mais informações, basta acessar os canais online disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Acesse o portal saude.gov.br/coronavirus ou baixe o aplicativo Coronavírus – SUS. Pelo site ou app, é possível falar com um profissional de saúde e tirar todas as dúvidas sobre a pandemia.

Veja como está a vacinação Quilombola no seu município

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25/06/2021 15:30h

Apesar de serem prioridades no Plano Nacional de Imunização, a vacinação dos quilombolas segue em ritmo lento na região. Ministério da Saúde destaca a importância da imunização dos povos tradicionais

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Quilombolas da microrregião de Santarém, no Pará, começaram a ser imunizados contra a Covid-19. Além do município de Santarém, a microrregião da área central da Amazônia também abrange as cidades de Prainha, Monte Alegre e Alenquer. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), lá vivem cerca de nove mil pessoas autodeclaradas quilombolas, ou seja, descendentes e remanescentes de escravos fugitivos. 

A coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Francieli Fantinato, explica a importância da vacina nos grupos prioritários. “As comunidades quilombolas são populações que vivem em situação de vulnerabilidade social. Elas têm um modo de vida coletivo, os territórios habitacionais podem ser de difícil acesso e muitas vezes existe a necessidade de percorrer longas distâncias para acessar os cuidados de saúde. Com isso, essa população se torna mais vulnerável à doença, podendo evoluir para complicações e óbito”. 

Apesar dos quilombolas serem prioridade no Plano Nacional de Imunização, a vacinação deste grupo segue em ritmo lento na região. Até o fechamento desta reportagem, 2.923 pessoas tomaram a primeira dose da vacina contra o coronavírus e apenas 300 receberam a dose reforço, segundo dados do Ministério da Saúde.

Santarém foi a cidade que mais vacinou. Mais de 1.608 quilombolas, entre 18 e 59 anos, tomaram a primeira dose do imunizante. O número não inclui os idosos acima dos 60 anos, pois eles estão inseridos em outra fase do calendário de vacinação. A coordenadora de Atenção Básica em Saúde de Santarém, Irlaine Figueira, explica que o município possui cerca de doze comunidades quilombolas, certificadas pela Fundação Cultural Palmares, onde moram 900 famílias. A maioria dessas comunidades está em local de difícil acesso e, por isso, as equipes de saúde precisam se dirigir até elas para realizar a imunização.

“A vacinação é realizada na própria comunidade. Nós tivemos o deslocamento da equipe até essas populações, com exceção de algumas pessoas que, por exemplo, estudam nível superior e estão nas universidades. A Federação Quilombola nos solicitou que (a vacinação) fosse feita na sede da Federação para essas pessoas. Então, nós montamos onze equipes de trabalho para se fazer (a vacinação) nas comunidades e uma equipe para a Federação”, explicou Irlaine.
Ainda segundo a coordenadora, a dose reforço do imunizante para quem já tomou a primeira está programada para ser aplicada a partir de agosto. Ela reforça que todas as pessoas imunizadas devem continuar seguindo os protocolos de segurança até que a maior parte da população esteja totalmente vacinada. “A gente orienta que, mesmo depois da vacinação, se mantenha os cuidados de prevenção. Como o uso da máscara, a higiene constante das mãos, do ambiente, evitar aglomerações”, disse. 

Um dos primeiros quilombolas que receberam a vacina foi Marluce Coelho, de 27 anos, moradora do Quilombo de Nova Vista de Tuqui. Para a estudante, receber a vacina significa um ato de resistência. “Pra nós que somos quilombolas, moramos em regiões ribeirinhas, aqui em Santarém, receber a vacina é um ato de resistência. A gente teve lutas pra estar sendo vacinado e não foi fácil, mas a gente conseguiu. Então, pra mim, como quilombola, além de um ato de resistência, de dizer, estamos aqui, também é uma forma de nós termos o território imunizado e nós termos nossa saúde na qual a gente utiliza pra trabalhar no dia a dia”, declarou.

Proteja-se

Comunidades e povos tradicionais, como quilombolas, ribeirinhos e indígenas, fazem parte do Programa Nacional de Vacinação. De acordo com o Ministério da Saúde, essas populações foram incluídas como grupos prioritários porque estão mais vulneráveis à contaminação do vírus e apresentam maiores risco de agravamento da doença, já que vivem em áreas rurais sem acesso aos serviços de saúde e infraestrutura sanitária adequada. A diretora executiva da Federação das Organizações Quilombolas de Santarém, Miriane Coelho, destaca a importância da imunização dos povos tradicionais.

“Nós já somos uma população que estamos distantes do acesso às políticas públicas, principalmente da cidade e vivemos em locais de difícil acesso. Ter prioridade no plano de vacinação é um direito conquistado. Nós conseguimos esse direito através de muitas lutas e, para nós, esse direito é garantia de vida, de proteção ao território, proteção à vida.” 

Miriane faz um apelo para que todos os membros quilombolas procurem as unidades de saúde e se vacinem. “Convido todos os quilombolas a se imunizarem.  A vacina protege a vida e protege o território, nos deixa muito mais fortes. Eu, inclusive, já fui vacinada. Estou me sentindo mais forte, sentindo meu quilombo mais protegido. Você que ainda não conseguiu se imunizar, se imunize por proteção a vida, a sua saúde, a sua família e por proteção do território também, porque a nossa vida é a garantia do nosso território vivo.”

Se você sentir febre, cansaço, dor de cabeça ou perda de olfato e paladar procure atendimento médico imediato. A recomendação do Ministério da Saúde é que a procura por ajuda médica deve ser feita imediatamente ao apresentar os sintomas, mesmo que de forma leve. Após a vacinação, continue seguindo os protocolos de segurança. Entre eles, uso de máscara de pano, lavar as mãos com frequência com água e sabão ou álcool 70%; manter os ambientes limpos e ventiladores e evitar aglomerações. 

Vacinação no Pará

Segundo a Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará, 53.388 quilombolas (32,85% do total) receberam a primeira dose da vacina e 11.241 mil (6,9% do total) receberam a segunda. A meta é vacinar 162.541 quilombolas. A vacina é segura e uma das principais formas de combater a pandemia no novo coronavírus. Fique atento ao calendário de imunização do seu município. Para saber mais sobre a campanha de vacinação em todo o país, acesse gov.br/saude.

Serviço

Quilombolas que vivem em comunidades quilombolas, que ainda não tomaram a vacina, devem procurar a unidade básica de saúde do seu município. Para mais informações, basta acessar os canais online disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Acesse o portal saude.gov.br/coronavirus ou baixe o aplicativo Coronavírus – SUS. Pelo site ou app, é possível falar com um profissional de saúde e tirar todas as dúvidas sobre a pandemia.

Veja como está a vacinação Quilombola no seu município

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11/06/2021 20:00h

Faixa etária também foi ampliada: pessoas com 29 anos da Grande Ilha já podem vacinar

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Em coletiva no Palácio dos Leões, nesta sexta-feira (11), o governador do Maranhão, Flávio Dino, anunciou a abertura de mais postos de vacinação contra a Covid-19 durante o mês de junho, ampliando o Arraial da Vacinação.

A imunização continua no Shopping Pátio Norte e foi ampliada para as pessoas com 29 anos. A vacinação começa a partir das 19h desta sexta, até o meio dia de domingo (13), e irá abranger os quatro municípios da Grande Ilha: São Luís, São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa. Já na cidade de Timon, o arraial será no sábado (12), das 8h às 18h, no Shopping Cocais por modo drive thru, e no Ginásio Francisco Jansen. O público é de 50 anos ou mais. Além disso, Timon ganhará um novo posto de vacinação, mas este só começará a funcionar na próxima semana.

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Apenas no Arraial da Vacinação realizado neste mês, no Pátio Norte, 5 mil doses foram aplicadas em 28 horas. Até o momento, 166 cidades maranhenses estão com taxa de aplicação da vacina acima de 85%.

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11/06/2021 19:30h

Dados são de levantamento semanal da CNM. Gestores municipais também apontaram crescimento de infecções

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A imunização por faixa etária de pessoas abaixo de 60 anos sem comorbidades teve início em 53% dos municípios brasileiros. Desses, 71% estão vacinando pessoas acima de 55 anos, 19% entre 50 e 55, e 9% já começaram a vacinar abaixo dessa faixa etária. Os dados são de uma pesquisa semanal realizada pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) entre os dias 7 e 10 de junho.

Além disso, o levantamento também mostra que 47% dos municípios iniciaram a vacinação de gestantes e puérperas sem comorbidades. Para esse público, a vacina mais utilizada pelos gestores é a Coronavac. Em relação à vacina da Pfizer, o levantamento mostra que, até o momento, o imunizante foi distribuído para 51% dos municípios.

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A edição da pesquisa ouviu 3.129 gestores municipais e 51,4% deles apontaram o crescimento de pessoas infectadas apenas nesta semana. Em 28,4% dos municípios, o cenário se manteve estável. Já 15,3% apontaram queda. Em relação ao número de óbitos pela doença, 26,6% apontaram aumento, 48% estabilidade e 20,2% queda, nesta semana.

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Brasil 61