Doenças

07/08/2022 18:50h

Em entrevista ao Brasil61.com, a bióloga Natalia Pasternak, pesquisadora da Universidade de Columbia, afirma que não há motivo para pânico, mas a população deve se conscientizar para evitar a transmissão da varíola símia

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O Brasil já registrou mais de 1.700 casos de varíola dos macacos em seu território, segundo o Ministério da Saúde, até a última quinta-feira (04). Apesar de a população estar preocupada, a Drª Natalia Pasternak, bióloga e pesquisadora da Universidade de Columbia, presidente do Instituto Questão de Ciência, autora e comunicadora científica, afirma que não há motivo para pânico, mas é preciso que a população se conscientize para evitar a transmissão da doença.

Em entrevista ao Brasil61.com, a especialista disse que é pouco provável que a varíola dos macacos se torne uma pandemia, como a da Covid-19, justamente por ser uma doença menos contagiosa. Mas é necessário reforçar as campanhas informativas para evitar que a doença se espalhe.

A doutora Pasternak também explicou a diferença entre a varíola humana e a varíola dos macacos; detalhou os principais sintomas e as formas de contágio e prevenção. Segundo ela, a vacina contra a varíola humana deve proteger contra a varíola símia, mas a comunidade científica ainda tem poucos dados sobre a dimensão dessa proteção.

Confira a entrevista:

Brasil61: Doutora, qual é a diferença entre a varíola do macaco e a varíola humana? 

Drª Natalia Pasternak: “São doenças causadas por vírus similares, da mesma família, mas são vírus diferentes. A varíola humana é causada por um vírus da varíola humana e a varíola de macacos ou varíola símia - temos evitado usar o termo varíola de macacos para não estigmatizar os animais - é um outro tipo de vírus, é outra doença. O que elas têm em comum? Tanto a varíola humana quanto a varíola símia se caracterizam por apresentar aquelas lesões de pele, que são muito típicas, que geralmente têm aquelas lesões no rosto, nos pés e nas mãos. A varíola símia também causa lesões parecidas. Parecem espinhas ou pústulas. E essas lesões são contagiosas. Em termos de gravidade da doença, elas são muito diferentes. A varíola humana foi uma doença muito letal, muito perigosa, que realmente tinha uma taxa de mortalidade alta. A varíola símia não. Ela é uma doença mais branda, menos grave, com uma letalidade bem baixa. Mas é uma doença incômoda, que pode causar dor, pode causar um sofrimento. Não é para ser negligenciada, mas pelo menos não é uma doença tão grave.”

Brasil61: Quais são os sintomas além das pústulas?

Drª Natalia Pasternak: “Em geral, começa com sintomas muito parecidos como uma gripe forte. Então, febre alta, dor no corpo, dor de cabeça e aparecem as lesões de pele, que são bem características.”

Brasil61: Como é o tratamento? Tem cura?

Drª Natalia Pasternak: “Tem cura. Geralmente, cura sozinho. Não é uma doença grave. Em geral, em algumas semanas, ela passa sozinha. Para os casos mais graves, fazemos controle de dor, quando a pessoa tem muita dor. Então, faz um controle da dor com analgésicos. E tem antiviral específico para a varíola símia que funciona. Mas, em geral, na maior parte dos casos nem é necessário; a doença se resolve sozinha.”

Brasil61: Apesar de não ter alta taxa de letalidade, existe grupo de risco para a varíola símia?

Drª Natalia Pasternak: “Não tem grupo de risco, porque todo mundo pode pegar. Ela é uma doença contagiosa que passa de pessoa para pessoa, por contato íntimo prolongado. Então, contato de pele: se você abraça, beija, tem contato sexual, qualquer tipo de contato íntimo e prolongado, demorado - não é uma coisa rapidinha -, você pode pegar a varíola símia. Mas o que alertamos? Nesse surto específico que estamos vivendo, assim como um surto que aconteceu em 2017 na Nigéria, observou-se a presença de lesões, aquelas pústulas, na região genital e anal, o que facilita muito o contágio por contato sexual. Então fazemos um alerta. Não é grupo de risco, qualquer um pode pegar, mas por contato sexual é facilitada a transmissão. Essa doença tem sido prevalente, nesse último surto, em homens que fazem sexo com homens, por causa da presença das lesões na região genital e anal. Só por isso que temos feito um alerta mais específico para que as pessoas prestem atenção. Se você é um homem, que faz sexo com homem, tem ou teve múltiplos parceiros, parceiros anônimos, nos últimos 15 dias, então você deve redobrar a sua atenção para os sintomas dessa doença, para a presença de lesões. Se observar lesões, [deve] avisar o médico, avisar todos os contatos, os parceiros sexuais que você teve, para tentar evitar que a doença se espalhe.”

Brasil61: Em pessoas imunossuprimidas, a doença pode se agravar?

Drª Natalia Pasternak: “Pode. Existem sempre pessoas que temos que redobrar os cuidados. Pessoas imunossuprimidas, grávidas, idosos. Então, nessas pessoas, existe sempre o risco maior de uma doença se agravar. [É preciso] redobrar os cuidados, prestar atenção aos sintomas, à presença de lesões. E, claro, se souber que teve contato com alguém que está infectado, prestar mais atenção ainda e vigiar para qualquer sintoma. Já procurar um médico, porque se você tem um sistema imune comprometido, a doença pode se agravar. Então, é questão realmente de fazermos uma boa campanha de conscientização da população.”

Brasil61: Tem vacina? A vacina para a varíola humana protege contra a varíola símia?

Drª Natalia Pasternak: “A vacina para varíola humana oferece o que chamamos de proteção cruzada. Como são vírus parecidos, ela deve proteger contra a varíola símia. Mas não sabemos dizer exatamente o quanto ela protege, porque isso nunca foi efetivamente testado em um grande número de pessoas. Mas acreditamos, por alguns experimentos menores que foram feitos no passado com profissionais de saúde e por causa dos anticorpos produzidos com a vacina de varíola humana, que ela oferece uma proteção cruzada. Então, temos uma população maior de 50 anos que foi vacinada contra a varíola. Em geral, as pessoas que nasceram no Brasil até 1971 são pessoas que ainda receberam a vacina para varíola humana. Alguma proteção essas pessoas têm, mas não sabemos dizer o quanto. E existem algumas campanhas, por exemplo, nos Estados Unidos, na cidade de Nova York, no Canadá; tem alguns países que já estão usando a vacina de varíola humana para fazer uma vacinação dirigida. Não é uma vacinação em massa. É uma vacinação para pessoas que foram expostas, que têm contato com pessoas infectadas. É o que chamamos de vacinação em círculo. Então, ela é dirigida para aquelas pessoas que tem maior probabilidade de ter estado em contato com o vírus, ou de estar em contato com o vírus por causa de atividades sexuais com vários parceiros, profissionais do sexo. Essas pessoas já estão, em alguns países, recebendo uma vacinação dirigida.”

Brasil61: A Organização Mundial da Saúde declarou emergência global para a varíola dos macacos. O que isso significa na prática?

Drª Natalia Pasternak: “Significa que os países membros, a partir dessa declaração, têm obrigação de reportar os casos para Organização Mundial de Saúde, para fazer um esforço global de contenção da doença, e também se comprometem a investir em capacitação, testagem, vacinas - quando for o caso. Então, é um pacto entre os países membros que, a partir do momento que a Organização Mundial de Saúde declara emergência, acionam o seu sistema de saúde para contribuir globalmente para a contenção dessa doença.”

Brasil61: A varíola símia pode se tornar uma pandemia como a Covid-19?

Drª Natalia Pasternak: “É muito pouco provável que ela se torne uma pandemia. Não é uma doença altamente contagiosa, como uma virose respiratória, como é o caso da Covid-19 ou da gripe influenza. É uma doença contagiosa, mas ela é mais fácil de conter. Os sintomas são mais óbvios, é mais fácil de isolar a pessoa que está infectada, de buscar a rede de contatos. Então, não é uma doença que tem potencialmente a mesma habilidade de se tornar pandêmica, como a Covid-19. Mas, para evitar que ela realmente se espalhe, precisamos de campanhas informativas. O mais importante para a varíola símia é que as pessoas estejam informadas de como se dá o contato, como é a maior probabilidade de contágio, o que fazer se eu estou infectado. Tudo isso tem que ficar muito claro, sem estigmatizar a sexualidade de ninguém. Lembrando que qualquer um pode pegar essa doença. E colaborarmos para que ela não se espalhe, porque, apesar de não ser uma doença grave, é uma doença incômoda, que pode causar dor, pode causar sofrimento, e que não queremos ter.”

Brasil61: Qual é a sua mensagem para a população brasileira que está preocupada com a varíola dos macacos?

Drª Natalia Pasternak: “A mensagem seria: não entrar em pânico. Não há motivo para pânico, mas há motivo para buscar informação, para exigir informação dos governos, do sistema de saúde. Então, cobrar mesmo que essa informação esteja disponível para todo mundo que precisa, com o cuidado de não estigmatizar ninguém.”

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29/07/2022 19:45h

Brasil tem 1.066 casos confirmados da doença. Nesta semana, um homem de Minas Gerais, de 41 anos, morreu vítima do vírus

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O Ministério da Saúde anunciou a criação do Centro de Operações de Emergência (COE) para monitorar os casos de varíola dos macacos, também conhecida como monkeypox, no Brasil. O anúncio foi feito em entrevista coletiva nesta sexta-feira (29) na sede da pasta. 

Os objetivos do COE consistem no desenvolvimento de um plano de contingência, com análise de situação epidemiológica, logística de diagnóstico e laboratórios, medidas de prevenção e bloqueio, protocolos assistenciais e clínicos, e na formação e capacitação de profissionais que trabalham em unidades de saúde espalhadas em território nacional. Além disso, uma campanha de comunicação e conscientização sobre a doença.

Segundo o ministério, o centro será formado por membros do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), Anvisa e representantes de outras secretarias da pasta.

“Com relação à investigação dos casos, todos os (casos) suspeitos devem ser isolados, iniciada a investigação, isolamento como medida de prevenção e controle. Do ponto de vista laboratorial, hoje, temos quatro laboratórios de referência que fazem o diagnóstico definitivo para o monkeypox, e todos os 27 LACENs (Laboratório Central de Saúde Pública) fazem os exames para o diagnóstico diferencial”, explicou o secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros.

Os quatro laboratórios a que Medeiros se referiu são os LACENs de Minas Gerais e São Paulo, Laboratório de Biologia Molecular de Vírus do Instituto de Biofísica da Universidade Federal do Rio de Janeiro, além do Laboratório de Enterovírus da Fiocruz. Ainda segundo o secretário, a vacina a ser adquirida deve ser de vírus não replicante e a previsão é que 50 mil doses sejam destinadas ao Brasil.

Brasil negocia compra de vacinas contra a varíola dos macacos 

Casos no Brasil

O Ministério da Saúde também atualizou os dados da varíola dos macacos no Brasil. De acordo com a pasta, até 27 de julho, são 2.176 casos notificados em território nacional, 1.066 confirmados e outros 513 suspeitos. Nesta semana, houve o primeiro óbito em decorrência da doença, um homem de 41 anos de Minas Gerais que, segundo o Ministério, estava em tratamento oncológico. 

São Paulo lidera a lista de estados com maior incidência da varíola, com 744 casos confirmados, seguido pelo Rio de Janeiro, com 117.  
 

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28/07/2022 04:00h

A data de 28 de julho levanta alerta sobre a doença. Os tipos de hepatite demandam diferentes tratamentos. Entenda a condição e formas de prevenção

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A data de 28 de julho marca o Dia Mundial das Hepatites Virais, data instituída pela Organização Mundial da Saúde (OMS) há 12 anos. O Brasil teve 689.933 casos confirmados dessa doença entre 1999 e 2020. A Lei nº 13.802/2019 estabeleceu o Julho Amarelo para enfatizar as ações de luta contra hepatites virais.

O Ministério da Saúde esclarece que a hepatite é evitável, tratável e, no caso da hepatite C, curável. É uma infecção que atinge o fígado e causa alterações leves, moderadas ou graves, dependendo do caso. 

A maior parte dos casos surgem sem sintomas e a vacina é a principal medida de prevenção contra as hepatites A e B. Já a C não dispõe de imunizante, mas é possível evitar a infecção com ações como não compartilhar com outras pessoas qualquer objeto que possa ter entrado em contato com sangue, usar preservativo nas relações sexuais e não compartilhar quaisquer objetos utilizados para o uso de drogas, por exemplo.

As hepatites virais mais comuns no Brasil são causadas por esses três vírus: A, B e C. O Ministério da Saúde detalha assim cada um dos tipos:

  • Hepatite A: tem o maior número de casos, está diretamente relacionada às condições de saneamento básico e de higiene. É uma infecção leve e se cura sozinha. Existe vacina.
  • Hepatite B: é o segundo tipo com maior incidência; atinge maior proporção de transmissão por via sexual e contato sanguíneo. A melhor forma de prevenção para a hepatite B é a vacina, associada ao uso do preservativo.
  • Hepatite C: tem como principal forma de transmissão o contato com sangue. É considerada a maior epidemia da humanidade hoje, cinco vezes superior à AIDS/HIV. A hepatite C é a principal causa de transplantes de fígado.  A doença pode causar cirrose, câncer de fígado e morte. 

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, divulgou nesta quarta-feira (26) que a pasta busca reverter a queda nas coberturas vacinais dos tipos A e B, que tiveram redução nos últimos dez anos. “No caso da Hepatite A, quando a vacinação é feita no primeiro ano de vida, o índice chegou a 66% em 2021; e a Hepatite B teve cobertura de 70%. Mas não as combatemos sozinhos. Contra as hepatites virais, a ajuda de todos é essencial”, publicou.

Um dos órgãos que vem atuando na conscientização da doença é a Sociedade Brasileira de Hepatologia. A diretora da entidade, a médica Monica Viana, faz um alerta. “Normalmente, as hepatites virais não dão sintomas até que o fígado esteja com uma cirrose já avançada ou já com câncer de fígado, que são complicações relativamente comuns a essas doenças quando não tratadas a tempo”, ressalta.

Por isso, ela ressalta a importância das vacinações e hábitos de vida saudáveis. Outro ponto importante no debate é o avanço da ciência. “Sobre o que tem de mais novo, nós temos medicações excepcionais desde 2015, que são Drogas de Ação Direta, que agem somente no vírus e não causam efeito adverso na pessoa que está contaminada com esses vírus. Com relação à hepatite C, a gente tem cura em praticamente 100% dos casos com essa medicação, que é um comprimido por via oral, sem efeito adverso, um tratamento que dura 90 dias e está disponível do SUS para todo mundo que tenha prescrição médica”, comenta.

Um dos pacientes que descobriu a doença foi o morador de São Paulo (SP) Fabrício Alegre, professor e guia de turismo. “Veio no susto, descobri em 2004, em exames de rotina que fazia no posto de saúde. Quando eu descobri, não fazia nem ideia o que que era hepatite, qual era o grau de gravidade que essa doença tem, o que que ela poderia me acarretar. Comecei a fazer tratamento depois, fiz vários tratamentos tomando remédios fortíssimos”, conta.

Neste ano, a Fiocruz alerta que notificações de uma hepatite aguda grave de etiologia desconhecida entre crianças menores de 10 anos começaram a surgir em diferentes localidades. “Dentro desse contexto, para a campanha de 2022 do Dia Mundial de Combate às Hepatites, a OMS adotou o tema “Trazendo o cuidado da hepatite para mais perto de você” (em tradução livre). O mote reforça a necessidade de aproximar unidades primárias de saúde e a sociedade para que a população tenha um melhor acesso aos tratamentos do agravo”, divulgou a fundação. 
 

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17/07/2022 20:53h

Você conhece alguém que tem suspeita de asma? Sabe quando suspeitar desse problema? Como saber se a asma é grave? Neste episódio o Dr. Frederico Leon dará mais detalhes sobre o assunto

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A asma é causada pela inflamação dos pequenos tubos, chamados brônquios, que transportam o ar para dentro e para fora dos pulmões. 

Se você tem asma, os brônquios ficam inflamados e mais sensíveis do que o normal. 

Quando você entra em contato com algo que irrita seus pulmões - conhecido como gatilho – suas vias respiratórias, principalmente esses brônquios, se estreitam, os músculos ao redor deles se contraem e há um aumento na produção de catarro. Com a tubulação que conduz o ar para dentro e para fora mais fina e com catarro surgem os sintomas que falei.

Os sintomas de asma vêm em crises. Essas crises são causadas por infecções virais, irritantes como produtos de limpeza e tudo que tenha cheiro forte, alérgenos como pólen, poeira, ácaros, pelos de animais, algumas medicações e até stress emocional e exercício.

Os principais sintomas são a tosse ou crises de tosse geralmente seca, irritativa, mas pode ter catarro também, falta de ar que pode ocorrer no repouso, durante ou após atividade física. É comum ter também dificuldade para respirar. Com fome de ar e sensação de que o ar não entra.  Essa sensação pode parecer um aperto no peito.

Na crise de asma pode aparecer o chiado no peito. Os asmáticos costumam descrever como uma sensação de que tem um gatinho ou apito dentro do peito.

Não precisa ter todos os sintomas. Algumas vezes a tosse é o único sintoma. Outros asmáticos tem só falta de ar ou aperto no peito!

O diagnóstico de asma é feito pela avaliação dos sintomas e do exame físico. Geralmente são solicitados alguns exames para avaliar como está a o pulmão.

O principal exame é a espirometria. Conhecido como teste de sopro. Esse exame avalia como estão os pulmões e se os brônquios estão apertados causando resistência à saída e entrada de ar.

São importantes, também, a radiografia de tórax. Na asma é normal. Mas serve para excluir alguma outra doença pulmonar que tenha sintomas semelhantes e a avaliação de perfil alérgico. 

Como saber se a sua asma e grave ou leve? Qual a importância disso?

Asma tem um enorme espectro de gravidade. Pode ser leve com sintomas apenas de vez em quando. Moderada com sintomas quase todo dia e a asma grave que tem sintomas o dia todo!

Uma vez feito o diagnóstico e estabelecido se a sua asma é leve, moderada ou grave conseguimos estabelecer o melhor tratamento para o seu caso que envolve medicações e medidas de prevenção para que você evite o contato com esses agentes alérgenos. 

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Saúde
12/07/2022 04:30h

Prevalência da obesidade quase dobrou no Brasil nos últimos 15 anos. Presidente da ONG Obesidade Brasil, a psicóloga Andrea Levy explica como o cuidado com a saúde mental dos pacientes pode ajudar no tratamento

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As autoridades de saúde recomendam que as pessoas com obesidade tenham atendimento multiprofissional. Além do acompanhamento já conhecido de endocrinologistas, nutrólogos e educadores físicos, por exemplo, os psicólogos têm tido papel importante no tratamento da doença, que praticamente dobrou entre os brasileiros nos últimos 15 anos. 

O número de pessoas obesas passou de 11,8%, em 2006, para 22,4%, em 2021, de acordo com a mais recente pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), do Ministério da Saúde. 

A obesidade é uma doença crônica que se caracteriza pelo acúmulo anormal ou excessivo de gordura no corpo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Suas causas não têm relação apenas com perfis genéticos de maior risco, mas também com sedentarismo, consumo excessivo de calorias e alimentos ultraprocessados, insônia e uso de medicamentos obesogênicos, por exemplo. 

Andrea Levy, psicóloga e presidente da ONG Obesidade Brasil, explica que o acompanhamento psicológico de pessoas obesas fortalece o tratamento de base, que envolve reeducação alimentar, prática de atividades físicas e uso de medicamentos. 

“É frequente que pessoas que sofrem de obesidade apresentem também quadros de ansiedade e depressão, que devem ser tratados para que essa pessoa melhore sua qualidade de vida e se sinta mais forte e apta para fazer também o seu tratamento para obesidade”, aponta. 

“Devemos sempre ficar atentos à saúde mental da pessoa com obesidade, porque a própria obesidade e os estigmas e preconceitos diários que essa pessoa sofre podem funcionar como gatilhos para o desenvolvimento ou agravamento de quadros de transtornos do humor, e de transtornos alimentares, especialmente o de compulsão alimentar. Então, ter obesidade não é fácil do ponto de vista psicológico”, reforça. 

Mara Coelho conta que buscou atendimento psicológico, entre outros motivos, porque estava incomodada com o próprio peso. A insatisfação com o corpo, as dores, a vergonha de sair na rua e a indisposição contribuíram para um quadro de ansiedade e, também, depressão. 

A profissional de RH afirma que o suporte da psicóloga a ajudou a ter consciência de que precisava se cuidar, tendo em vista não somente a superação da obesidade e a melhora da saúde mental, mas a qualidade de vida no futuro. 

“O tratamento psicológico contribuiu para que eu pudesse pensar melhor, porque quando você está num processo de depressão ou ansiedade, você mistura tudo, parece uma névoa branca, você não consegue pensar. Fica focando naquilo que é ruim, que você não dá conta. Então, ela me trouxe uma clareza e possibilitou olhar para outras coisas além disso, que foi o que me deu forças para fazer um tratamento”, lembra. 

Conscientização

Segundo o Ministério da Saúde, a prevalência da obesidade aumentou de maneira epidêmica em todas as idades nas últimas quatro décadas e, “atualmente, representa um grande problema de saúde pública no mundo”. O órgão destaca que a doença está relacionada ao maior risco para outras enfermidades como as do coração, diabetes, hipertensão arterial sistêmica, doença do fígado e diversos tipos de câncer, dentre outras. 

Andrea destaca que o trabalho do psicólogo vai além de ajudar a pessoa obesa a cuidar da saúde mental. Passa, também, por conscientizar a sociedade. “Nós da ONG Instituto Obesidade Brasil temos lutado muito para que a população entenda que obesidade é uma doença complexa e que sua prevenção e tratamento exigem uma série de medidas”, explica. 

“Devemos investir em um estilo de vida mais saudável. Além disso, devemos lutar contra o preconceito contra as pessoas com obesidade, porque isso faz com que elas se sintam intimidadas a buscarem ajuda profissional, pois elas se sentem fracassadas e a obesidade não tem nada a ver com falta de força de vontade, mas é uma condição clínica que exige cuidados e, acima de tudo, todas as pessoas com obesidade merecem respeito e acolhimento para seguirem os seus tratamentos.” 

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Saúde
25/06/2022 04:30h

Caracterizada por manchas brancas ou esbranquiçadas na pele, o vitiligo não causa problemas físicos, mas especialistas destacam que o preconceito e a discriminação podem levar a efeitos psicológicos nos pacientes

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É celebrado neste sábado, dia 25 de junho, o Dia Mundial do Vitiligo, data criada para conscientizar as pessoas sobre a doença. Apesar de afetar uma pequena parcela da população mundial - cerca de apenas 1% em todo o mundo -, e não ser contagiosa, o dia se destaca pela preocupação em combater o preconceito e a discriminação contra os pacientes que têm a doença. 

A principal característica do vitiligo são as manchas que surgem na pele, originadas pela perda do pigmento. Isso acontece por causa da destruição de células que compõem a substância que dá cor à pele, chamada melanina. A principal preocupação com esses pacientes são os efeitos e transtornos psicológicos que o preconceito pode causar.

O dermatologista Caio Cesar Silva de Castro, assessor do departamento de Biologia molecular genética e imunologia da Sociedade Brasileira de Dermatologia, acrescenta que não há sintomas mais graves, mas a qualidade de vida do paciente pode ter uma queda muito grande, especialmente com a diminuição da autoestima.

Ele aponta também que o mais importante no processo de conscientização e combate ao preconceito contra o vitiligo é ressaltar que a doença não é transmissível. “O principal é ficar batendo na tecla de que é não é uma doença contagiosa. E isso eu acho que é o mais importante, porque isso afeta bastante as pessoas. Porque eles ficam sendo olhados com desdém, as pessoas ficam com medo de pegar a doença. Então, acho que bater na tecla que não é contagiosa é o principal”, assinala.

Causas e tratamento

De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia, ainda não se sabe o que pode causar a doença nos pacientes, mas ela não pode ser transmitida de uma pessoa para a outra. O surgimento das manchas, entretanto, pode ser desencadeado ou até mesmo agravado por fatores como alterações autoimunes (quando o sistema imunológico ataca o próprio corpo), exposição solar ou condições de estresse e trauma emocional. 

Castro explica que o vitiligo pode se manifestar de duas formas em geral, que são o segmentar, que atinge apenas um lado ou uma parte do corpo e o não-segmentar, que é mais generalizado, se espalhando por toda a extensão da pele. “O vitiligo segmentar geralmente acontece em crianças ou adolescentes, ou seja, pessoas mais jovens. E ele começa de repente, ele tem um um aparecimento explosivo do dia pra noite, mas ele não tem uma tendência a aumentar. Já tem o vitiligo não-segmentar, é aquele vitiligo que pode dar no corpo inteiro, e esse é um vitiligo mais instável”, apontou. 

Por ser uma doença que não apresenta sintomas prévios, não existem formas de prevenção, por isso recomenda-se ficar atento ao aparecimento de manchas na pele. A recomendação é reforçada para aqueles que têm histórico na família, uma vez que cerca de 30% das pessoas afetadas têm parentes com a condição. O tratamento do vitiligo é feito de maneira individual, uma vez que algumas pessoas podem ter mais sensibilidade na área afetada.

O Dia Mundial do Vitiligo foi criado em 2011, um ano após a morte do cantor Michael Jackson, que sofreu uma parada cardíaca após ter uma overdose causada por remédios. O Rei do Pop, como é conhecido até hoje, tinha vitiligo e faleceu no dia 25 de junho de 2010. 
 

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20/05/2022 17:17h

Seu remédio da pressão alta está muito caro? Será que você consegue esses remédios mais barato ou pelo SUS? Neste episódio, a Dra. Tatiana Torres dará mais detalhes sobre o assunto

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O sucesso do tratamento da pressão arterial depende da mudança do estilo de vida incluindo: Atividade física regular, controle do peso, dieta balanceada, manejo do estresse, parar de fumar e é claro uso adequado de medicações.

O uso adequado das medicações é algo essencial no tratamento, mas não é seguido por todos! Alguns, por exemplo, esquecem os horários da medicação, outros param de tomar por efeitos colaterais e há ainda aqueles em que o preço da medicação está pesando no bolso e por isso não conseguem seguir o tratamento como gostariam.

Existem diversos tipos de medicamentos para pressão arterial que agem em pontos diferentes do organismo. São diversos nomes comerciais, com as mais diversas dosagens e intervalos de tomadas. Alguns desses medicamentos, não todos infelizmente, são disponíveis sem uma marca própria. São os medicamentos genéricos, que de fato, possuem a mesma eficácia e segurança dos medicamentos de marca.

Os medicamentos para serem considerados genéricos passam pela aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. É a Anvisa que testa se há o mesmo princípio ativo, a mesma dose para aquela forma de apresentação, além da biodisponibilidade e bioequivalência, ou seja, testa se, na prática o medicamento genérico é o mesmo remédio da marca.

Alguns desses medicamentos genéricos estão disponíveis para dispensação pelo SUS em UBS, AMAS e hospitais públicos, por isso é possível sim manter um tratamento adequado sem gastar nada! Para isso aconselho você a procurar mais informações nas unidades de saúde próximas a sua casa. Além dos genéricos disponíveis no SUS, o governo federal criou o programa Farmácia Popular. Trata-se de uma parceria com farmácias cadastradas no programa que realizam distribuição de medicamentos, ampliando o acesso a população. 

Se estiver com dificuldades financeiras e a conta da farmácia está pesando no orçamento mensal, não deixe de fazer o tratamento por conta!!  Converse com seu médico!  É ele que irá avaliar a possibilidade de substituição ou modificação do seu tratamento para um genérico equivalente sem custo.

 

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13/05/2022 18:30h

O podcast Giro Brasil 61 faz uma seleção dos principais fatos e acontecimentos noticiados pelo Brasil61.com durante a semana

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No episódio desta semana, o podcast Giro Brasil 61 comenta o piso salarial da enfermagem, que foi aprovado pela Câmara dos Deputados e aguarda sanção presidencial. O episódio também mostra que os brasileiros já pagaram mais de 1 trilhão de reais em impostos apenas em 2022, que o Brasil busca a eliminação da malária até 2035 e que a Câmara aprovou projeto que facilita chegada do 5G no país.

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14/04/2022 02:24h

Para marcar o Dia Mundial da Doença de Chagas, 14 de abril, o governo lançou campanha para estimular que as pessoas procurem o SUS. Estima-se que entre 1% a 2,4% dos brasileiros sofram do mal

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O Ministério da Saúde estima que entre 1,0% a 2,4% da população brasileira seja portadora do parasita responsável pelo desenvolvimento da doença de Chagas, o Trypanosoma cruzi, tradicionalmente transmitido pela picada do barbeiro.  Como o número de pessoas que efetivamente convivem com a doença ainda é desconhecido, a campanha do Dia Mundial de Combate à Doença de Chagas, celebrado em 14 de abril, traz como mensagem “Ajude-nos a saber quantos somos e onde estamos”. 

Hoje, a doença de Chagas já está em outro patamar epidemiológico, quando comparado à década de 1970, quando 18 estados do Brasil viviam em situação de endemia. Nos últimos 40 anos, houve uma redução de cerca de 70% dos casos agudos da doença de Chagas no Brasil. Contudo, o governo acredita que entre 1,9 milhão e 4,6 milhões de brasileiros estão infectados pelo parasita e convivem com a forma aguda ou crônica da doença. Uma dessas pessoas é a contadora de histórias de Olhos d'Água (GO) Nilva de Moraes, de 45 anos. Um dia, após um desmaio, buscou amparo médico e foi diagnosticada com Chagas. “Achei que ia morrer, fiz até seguro funeral”, conta. Mas, com o tratamento adequado, Nilva leva uma vida normal. 

Para tratar adequadamente a doença, em 2020, o Governo Federal incluiu a patologia entre aquelas de notificação obrigatória, o que atualmente é feito pelo sistema E-Sus Notifica. 
A iniciativa foi exaltada pela Organização Panamericana da Saúde (Opas). “É fundamental saber quantos são e onde estão as pessoas afetadas pela doença para que se tome as medidas adequadas para gestão, organização e logística para apoiar esforços de países empenhados em melhorar a atenção às pessoas afetadas”, ponderou Luiz Castellanos, chefe do departamento das doenças tropicais negligenciadas da Opas.  

Mais da metade dos brasileiros está acima do peso

Parkinson: uma doença que pode se tornar cada vez mais comum

Transmissão

Calcula-se que a doença de Chagas ainda faça cerca de 14 mil mortes por ano no mundo. O levantamento é da Iniciativa Medicamentos para Doenças Negligenciadas. Tradicionalmente, as pessoas relacionam a transmissão da doença a partir da picada do barbeiro, cujas fezes contaminadas entram em contato com o ser humano picado e causam a infecção. Mas existem outras formas de transmissão, como a que ocorre por meio oral, quando o alimento está infectado. “O que é muito comum na Região Norte, especialmente em preparos com açaí, moagem de cana”, ressalta o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Arnaldo Medeiros. 

Além disso, ainda ocorre a transmissão vertical (de mãe para filho durante a gravidez) e a contaminação via transfusão de sangue, o que se tornou muito raro devido aos critérios utilizados para a triagem de doadores.  

“A doença de Chagas ainda pode afetar uma população de mais de 65 milhões. Sobretudo países da América Latina estão em risco. Já vencemos muitos desafios, já melhoramos as condições, mas a doença ainda persiste em função das desigualdades sociais. O Ministério da Saúde se compromete a continuar trabalhando para erradicar as várias formas dessa doença que será possível pelo esforço do sistema de saúde e pelo desenvolvimento socioeconômico dos nossos países”, finalizou o Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. 

Para marcar o Dia Mundial da Doença de Chagas (14/04), o Ministério da Saúde promoveu um evento internacional para debater a doença, seus desafios e avanços nessa quinta-feira (13). A íntegra dos debates está disponível no Youtube

Características da doença

A doença de Chagas foi estudada e divulgada pelo médico brasileiro Carlos Ribeiro Justiniano Chagas. Ele descobriu o vetor (barbeiro), o protozoário e ciclo da doença. A doença compromete o sistema cardiovascular e pode levar à morte. A Opas estima que cerca de 70% das pessoas que estão infectadas com o protozoário, desconhecem essa condição. 
 

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13/04/2022 03:55h

Pesquisa de Vigilância em Saúde (Vigitel/2021) revela que 57,25% dos brasileiros estão com sobrepeso. Muito mais do que uma questão estética, o índice traz preocupações para a saúde

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O brasileiro está engordando. Atualmente, quase seis a cada 10 brasileiros adultos estão acima do peso. Dados do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas mostraram que, em 2021, 57,25% dos respondentes da pesquisa Vigitel estão com sobrepeso. A pesquisa Vigitel é anual e, em 2006, em sua primeira edição, os brasileiros nessa condição representavam 42,74% da população.

Entre aqueles que são considerados obesos (cujo Índice de Massa Corporal é superior a 30), o número praticamente dobrou em 15 anos: saiu de 11,86%, em 2006, para 22,35% da população, em 2021. Para a endocrinologista Andressa Heimbecher, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia de São Paulo, estar acima do peso é apenas a ponta do iceberg. “O problema do ganho de peso é que ele vem, na maior parte dos casos, acompanhado de uma situação que se chama síndrome metabólica”, explica.

A síndrome metabólica gera o acúmulo de gordura na região do abdômen, aumenta os níveis de triglicerídeos, o que aumenta o risco de infartos, pode desenvolver diabetes e inflamações do fígado. “Além da própria sobrecarga em si que resulta em problemas articulares”, complementa a endocrinologista.

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Diabetes 

A quantidade de pessoas com diabetes também aumentou de forma expressiva. Hoje, 9,14% dos brasileiros possuem diabetes. Antes da pandemia, o índice era 2 pontos porcentuais menor. “Não foi só a Covid-19, mudanças de hábitos alimentares e o sedentarismo corroboraram com esse quadro”, pontua a médica. Em 2006, 5,66% da população tinha diabetes.

“O diabético custa muito para o sistema de saúde. Ele é aquele paciente que vai precisar mais de internações, que tem mais facilidade para inflamações e úlceras e, eventualmente, necessita de amputação”, observa Andressa Heimbecher. Levantamento do Ministério da Saúde mostrou que, em 2019, o número de internações por diabetes foi 136 mil, gerando um custo de R$ 98 milhões de reais.

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Segurança alimentar 

Para a nutricionista Camila Araújo, especialista em segurança alimentar, os índices de sobrepeso e obesidade já eram esperados. “A população está, a cada dia que passa, com menos tempo disponível para se dedicar a uma alimentação saudável. Isso tem feito as pessoas buscarem opções mais rápidas”, pondera. 

Entre as opções, muitas vezes estão os alimentos ultraprocessados como bolachas ou macarrão instantâneo. “A gente pensa que é comida, mas não é comida de verdade.  São formulações feitas de substâncias extraídas de alimentos. Esses alimentos ultraprocessados são ricos em açúcar, gordura e sal. É possível comer um alimento doce com concentrações de sal altíssimas”, explica Camila. 

A nutricionista recomenda que “se desembale menos e se descasque mais”. Um dos indicadores da pesquisa Vigitel 2021 evidencia a mudança nos hábitos alimentares a partir da redução no consumo do tradicional arroz com feijão: enquanto, em 2006, 70,95% dos brasileiros comiam a mistura pelo menos cinco vezes por semana; em 2021, apenas 60,42% mantêm essa rotina. “A combinação traz fontes de nutrientes importantes como carboidratos, proteínas e minerais”, resume Camila Araújo.  Ela recomenda que as famílias sigam as orientações do Guia Alimentar para a População Brasileira para a promoção de uma alimentação saudável com segurança alimentar. 
 

Sobre a pesquisa

Há 15 anos, a pesquisa Vigitel é uma referência sobre a saúde dos brasileiros. Nesta edição, foram ouvidas 27.093 pessoas com 18 anos de idade ou mais entre setembro de 2021 e fevereiro de 2022. A pesquisa foi feita por telefone e abordou 40 variáveis para levantar informações sobre hábitos alimentares, prática de atividade física, presença de doenças crônicas como hipertensão, diabetes e obesidade. “É fundamental pra gente poder enxergar a saúde da nossa população. A gente sabe que o Brasil é um país carente de dados”, considera a endocrinologista Andressa Heimbecher. 
 

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