Cadastro de mídia

TERMO DE USO E PARCERIA

TERMO DE USO E PARCERIA

1º - A utilização gratuita e livre dos materiais produzidos pelo Brasil 61 só será permitida depois que este termo de parceria for aceito pelo usuário, prevendo as seguintes regras:

a) A utilização do material - na íntegra, ou em partes - só será permitida desde que as informações não sejam distorcidas, manipuladas ou alteradas.

b) Não é necessário a identificação do Brasil 61 na hora da replicação do conteúdo. Mas toda e qualquer veiculação de áudios produzidos pelo Brasil 61 prevê o cadastro no site, com a disponibilização de dados que serão utilizados para a organização do mailing desta empresa,

2º - OBRIGAÇÕES DO BRASIL 61

a) O Brasil 61 se compromete, a partir deste termo de uso, a produzir conteúdo particularizado diariamente, trazendo informações de dia-a-dia e bastidores do Planalto Central, além de outras temáticas de relevância do noticiário nacional. 

b) O acesso ao conteúdo jornalístico (na versão de leitura) é livre e gratuito, podendo ser replicado por qualquer usuário que acesse o site. O download do áudio para que seja utilizado na programação das rádios requer que o usuário realize o login no site do Brasil 61 - informando e-mail e senha cadastrados. 

3º - OBRIGAÇÕES DOS COMUNICADORES PARCEIROS

Não alterar o sentido dos materiais, ou distorcer fala de entrevistados ou mudar a conotação das mensagens dos materiais. 

ADENDOS IMPORTANTES SOBRE A PARCERIA

a) O Brasil 61 poderá distribuir conteúdo patrocinado com ou sem assinatura dos clientes patrocinadores do boletim e sem aviso prévio ao comunicador. 

b) As rádios parceiras não vão ter participação financeira sobre o faturamento do Brasil 61.

c) Os comunicadores podem patrocinar os conteúdos do Brasil 61, desde que não alterem o sentido e a conotação dos conteúdos oferecidos. Nesses casos, o Brasil 61 não terá participação nos lucros conquistados pelos veículos parceiros. 

Ao clicar em ACEITO, a emissora aqui cadastrada afirma concordar e estar ciente de todas as condições apresentadas neste Termo de Utilização de Conteúdo.

Política de privacidade

Nós do Brasil 61 coletamos e usamos alguns dados dos nossos leitores com o intuito de melhorar e adaptar nossas plataformas e nossos produtos. Para isso, agimos conforme a Lei Geral de Proteção de Dados (Lei 13.709/2018) e nos esforçamos para sermos transparentes em todas nossas atividades.

Para podermos oferecer melhores serviços e veicular peças publicitárias de nossos anunciantes, precisamos conhecer certas informações dos nossos usuários.

COMO O BRASIL 61 COLETA SEUS DADOS

– Quando você se cadastra e cria um usuário no Brasil 61

Quando você entra no nosso site, fornece informações (dados) para a criação do usuário. Estes dados são usados para orientar a estratégia do Brasil 61 e o desenvolvimento de novos serviços e/ou produtos. Essas informações são fornecidas voluntariamente por você leitor e não são compartilhadas com nenhum terceiro.

– Quando você acessa o site do Brasil 61 (www.brasil61.com.br) ou abre uma de nossas newsletters enviadas por e-mail

O Brasil 61 usa tecnologias como cookies e pixel tags para entender como é a sua interação com as nossas plataformas. Esses dados permitem saber, por exemplo, de que dispositivo você acessa o site ou em que links você clicou e quanto tempo permaneceu lendo as notícias. 

COMO O BRASIL 61 USA OS SEUS DADOS

Nós, do Brasil 61, usamos seus dados sempre com a principal intenção de melhorar, desenvolver e viabilizar nossos próprios produtos e serviços a você leitor.

Seus dados são sempre analisados de forma não individualizada, mesmo os que são fornecidos vinculados seu nome ou ao seu endereço de e-mail. 

Os dados em conjunto são analisados para criar relatórios estatísticos de audiência sobre as páginas, textos e meios de acesso ao site e às newsletters. 

Esses relatórios são compartilhados com nossos anunciantes e patrocinadores e servem para modelar estratégias e campanhas institucionais.

As informações que você fornece durante a criação do cadastro do seu usuário no Brasil 61 são utilizadas para a formulação de estratégia comercial e desenvolvimento de novos produtos e/ou serviços.

Essas informações individualizadas podem ser usadas pelo Brasil 61 para o envio de campanhas comerciais e divulgação de serviços e/ou produtos próprios. Não são compartilhadas com nenhum terceiro.

As informações captadas por meio de cookies e pixel tags são usadas em relatórios internos de monitoramento da audiência e também em relatórios para os anunciantes verificarem a efetividade de suas campanhas. Essas informações não estão vinculadas a nome ou e-mail dos leitores e são sempre avaliadas de forma não individualizada.

O Brasil 61 compartilha informações captadas por meio de cookies e pixel tags com terceiros, como anunciantes, plataformas de redes sociais e provedores de serviço – por exemplo, o serviço de envio de e-mails. O Brasil 61 também em seu site cookies de terceiros que captam informações diretamente do usuário, de acordo com suas próprias políticas de privacidade e uso de dados. 

O QUE O BRASIL 61 NÃO FAZ COM SEUS DADOS

– Não monitoramos ou coletamos dados de páginas que não pertencem ao Brasil 61.
– Não compartilhamos ou vendemos para terceiros nenhuma informação identificável.

O QUE VOCÊ PODE FAZER SE NÃO QUISER MAIS QUE SEUS DADOS SEJAM USADOS PELO BRASIL 61

– Caso não queira que o Brasil 61 use nenhum tipo de cookies, altere as configurações do seu navegador. Nesse caso, a exibição de anúncios e mensagens importantes do Brasil 61 e de nossos anunciantes pode ser prejudicada.

– Caso queira deixar de receber algum newsletter ou e-mail de alertas de notícias, basta clicar em “Unsubscribe”, na parte de baixo do e-mail enviado pelo Brasil 61. 

– Caso queira excluir seu usuário e apagar seus dados individuais da base do Brasil 61, basta enviar um e-mail para: privacidade@brasil61.com

 Última atualização: 24 de dezembro de 2020 

Doenças

08/06/2021 12:00h

Doença é rara, altamente incapacitante e ainda não tem cura

Baixar áudio

O Sistema Único de Saúde (SUS) agora oferece um novo tratamento para pacientes diagnosticados com Atrofia Muscular Espinhal (AME) tipo II: o medicamento nusinersena (Spinraza®️). A decisão foi tomada em audiência pública, realizada em março deste ano, pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec).

Trabalhadores invisíveis: estudo da Fiocruz analisa condições de trabalho dos profissionais de saúde durante a pandemia

PL que traz desburocratização de insumos importados na pandemia é aprovado no Senado

A AME é uma doença rara, altamente incapacitante, ainda sem cura, que interfere na capacidade do corpo de produzir uma proteína essencial para a sobrevivência dos neurônios motores. O SUS já ofertava o medicamento nusinersena (Spinraza®️) para pacientes com o tipo I, considerada a forma mais grave e comum, sendo a incidência da doença de um caso para cada seis a 11 mil nascidos vivos. 

Inicialmente, a demanda para incorporação do tratamento para pacientes com os tipos II e III havia sido negada. Mas, após várias contribuições recebidas ao longo das análises realizadas pela comissão, bem como a comoção por parte da sociedade, a decisão foi favorável.

Copiar o texto
Saúde
31/05/2021 04:30h

Prazo para instituições e pessoas contribuírem vai até 15 de junho

Baixar áudio

O Ministério da Saúde abriu consulta pública para saber a opinião da população sobre a incorporação de novas tecnologias para o tratamento da asma no País. O órgão pretende mudar o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) da Asma. O prazo para o envio das contribuições vai até 15 de junho pelo site da Conitec, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde. 

Como se tratam de novas tecnologias para uso no Sistema Único de Saúde (SUS), o processo é submetido à consulta pública. Qualquer pessoa ou instituição pode participar, seja com contribuições de natureza técnica e científica, por parte de especialistas, pesquisadores e profissionais da saúde, seja com contribuições de experiência com a asma, no caso da população. 

De acordo com o órgão, a asma é uma doença inflamatória das vias aéreas que dificulta a respiração. Pode ser causada por fatores genéticos associados a substâncias irritantes para as vias aéreas, como fumaça, poeira e mofo, quanto por outros estímulos, como frio e até fatores emocionais. Segundo as autoridades de Saúde, o Brasil tem uma das maiores prevalências de asma no mundo.
 

Copiar o texto
17/05/2021 03:00h

Pesquisa mostrou que quase metade dos animais analisados contraíram a Covid-19 pelos donos que estavam infectados

Baixar áudioBaixar áudio

Um estudo realizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) concluiu que cães e gatos podem ser infectados pela Covid-19. A análise foi feita no Rio de Janeiro entre maio e outubro de 2020 com 39 animais de estimação de 21 pacientes portadores do coronavírus. No estudo, 6 entre 13 animais infectados ou soropositivos para SARS-CoV-2 desenvolveram sinais leves, mas reversíveis da doença. Foram 29 cães e 10 gatos investigados. 

Do total, nove cães (31%) e quatro gatos (40%) de 10 domicílios foram infectados ou soropositivos para a Covid. Os animais testaram positivo 11 a 51 dias após o início dos sintomas do vírus em seus donos. Três cães testaram positivo duas vezes com 14, 30 e 31 dias de intervalo. Os anticorpos neutralizantes da doença foram detectados em um cão (3,4%) e dois gatos (20%). Os animais castrados e que compartilharam a cama com o proprietário doente foram os mais propensos à infecção da doença. Não houve nenhum óbito registrado.

Após a confirmação dos casos humanos da Covid-19, os testes nos animais foram feitos com swabs (cotonetes) nasofaríngeos/orofaríngeos e retais. Além disso, foram coletadas amostras de sangue para análise laboratorial e teste de neutralização por redução de placa (PRNT 90) para investigação de anticorpos específicos contra o coronavírus. 

RJ: estado registra primeiro caso de raiva animal desde 1995

Covid-19: entenda a importância da segunda dose da vacina

Saiba diferenciar a gripe da Covid-19

Os pesquisadores também avaliaram a presença de alterações clínicas e laboratoriais associadas à infecção animal. Foram feitas até três coletas em dias diferentes de cada animal, sendo a última coleta repetida cerca de 30 dias da primeira.

O estudo aponta que pessoas com diagnóstico da Covid-19 devem evitar o contato direto com seus animais de estimação enquanto permanecerem doentes. Foi o que fez o estudante João Paulo da Silva quando estava infectado pelo vírus. Durante o isolamento ele preferiu não manter o contato com os seus animais de estimação. “Fiquei isolado no meu quarto e só saia quando precisava ir ao banheiro. Nenhum dos meus gatos adoeceram. O estudo da Fiocruz é de extrema importância. Até porque eles [animais de estimação] são seres vivos e estão ali conosco, principalmente os que convivem dentro da casa.”

Como identificar a Covid-19 em cães e gatos?

A infecção dos animais pela Covid-19 é passada pelos tutores. A veterinária Elida Ribeiro explica que o primeiro passo é saber se o animal teve contato com alguma pessoa contaminada e observar o pet. “Pode ser verificado alguns sintomas característicos como febre, tosse, espirro, dificuldade para respirar, secreção ocular, diarreia e vômito. Apresentando esses sinais clínicos é importante que o animal seja encaminhado a uma clínica veterinária para que seja feita a consulta e a realização de exames específicos como o PCR para o coronavírus”, explica.

Até o momento está comprovado que gatos são mais suscetíveis à infecção pelo novo coronavírus e podem transmitir a doença para outros gatos em condições de laboratório. No entanto, não é comprovada a transmissão do vírus dos cães para outros cães ou gatos.

Não há nenhuma recomendação de uso de máscara de proteção contra o vírus em animais. Além disso, o uso de álcool em gel nos cães e gatos não é recomendado, pois pode provocar lesões dermatológicas.

Como evitar que meu cão ou gato contraia a Covid-19?

“A melhor maneira de se evitar que o pet contraia o coronavírus é impedir que ele tenha contato com pessoas contaminadas. Caso exista em casa algum paciente contaminado com o vírus, o ideal é que não se tenha contato com o pet. E, caso isso não seja possível, encaminha-se o animal para um hotelzinho ou alguma casa de amigo que não esteja contaminado até a remoção completa dos sinais e dos sintomas do paciente em questão”, explica a veterinária Elida Ribeiro.

Se o tutor infectado precisa cuidar do seu cão ou gato, é necessário usar uma máscara e higienizar as mãos antes e depois de interagir com ele. Outra medida preventiva para quem está com o animal de estimação contaminado pela Covid-19 é recolher as fezes com o uso de luvas, uma vez que podem conter o vírus, embora ainda não seja comprovada a transmissão pelas fezes desses animais. As fezes e luvas usadas devem ser descartadas em lixo comum e as mãos devem ser imediatamente higienizadas.

Copiar o texto
Saúde
14/05/2021 07:00h

Caso aconteceu em Duque de Caxias e foi confirmado por entidade de saúde

Baixar áudio

Rio de Janeiro registra o primeiro caso de raiva animal em 26 anos. O diagnóstico foi divulgado esta semana pelo Laboratório Municipal de Saúde Pública (Lasp), após o caso ter sido encaminhado de Duque de Caxias.

Febre aftosa: produtor roraimense tem até 15 de maio para notificar imunização do rebanho

Butantan disponibiliza curso online sobre escorpião

Segundo o Instituto Municipal de Vigilância Sanitária, Controle de Zoonoses e Agropecuária (Ivisa-Rio), a amostra foi retirada do animal, que morreu no dia 6 de maio após atendimento veterinário, e foi encaminhada ao Instituto Pasteur para determinação da variante viral. O Instituto também informou que o animal teve contato direto com um morcego no dia 26 de março e não houve agressão à dona do cachorro ou aos profissionais de saúde que o atenderam.

Por conta da situação, será feita vacinação antirrábica nos dias 15 e 22 maio nos bairros vizinhos ao município de Duque de Caxias. Já neste sábado (15), serão imunizados os animais de Parada de Lucas, Vigário Geral e Jardim América, na zona norte do Rio de Janeiro.

Copiar o texto
Saúde
06/05/2021 11:15h

Pessoas e instituições podem contribuir com a consulta pública. Prazo para manifestações vai até 20 de maio

Baixar áudio

O Ministério da Saúde quer saber a opinião da população sobre um novo teste para detecção de um grupo de bactérias que causa a tuberculose e pode resistir a medicamentos contra a doença. 
 
O objetivo do órgão é consultar a sociedade sobre a incorporação de um novo exame ao Sistema Único de Saúde (SUS), que utiliza testes de sonda em linha, método que investiga tiras de DNA da bactéria, e poderia agilizar o tratamento em casos de multirresistência a drogas utilizadas contra o agente infeccioso. 
 
Pessoas e instituições podem contribuir com a consulta pública, com sugestões, relatos de experiências pessoais ou conteúdo científico. Quem convive com a doença, especialistas, pesquisadores e profissionais de saúde também podem participar. 
 
O prazo para manifestações vai até 20 de maio, de acordo com o Ministério da Saúde.

Copiar o texto
04/03/2021 00:00h

Data é comemorada nesta quarta-feira (4). Em entrevista ao portal Brasil61.com, especialista fala sobre estigma, desinformação e complicações da doença

Baixar áudio

Subir as escadas. Sentar no chão. Cruzar as pernas. Deitar. Essas atividades cotidianas são simples para a maioria das pessoas, mas eram verdadeiros desafios para Stefany da Silva Liberal, 27 anos. Não bastasse isso, a publicitária tinha que encarar os olhares e o preconceito das pessoas por estar acima do peso. Com 1,67 metros de altura, ela chegou a pesar 113 kg. 
 
“As pessoas sempre te olham com olhares de julgamento. Quando eu percebi todas essas comorbidades, já estava num nível de muita tristeza, quase de depressão, o que foi fazendo eu me afastar de todos. A minha família percebeu o meu sofrimento e eu fui em busca de todos os tratamentos”, lembra. 

Stefany, que também é empresária, já estava com a obesidade em um estágio tão acentuado que foi necessária a cirurgia bariátrica para redução do peso. Ela conta que a doença progrediu por oito anos e que, além da má alimentação e sedentarismo, ela conta que outro fator contribuiu para que ela chegasse à obesidade: a falta de informação. 

“Falta mais informação sobre [a obesidade]. Quem quer e precisa de ajuda para sair da obesidade tem muita dificuldade para ter acesso aos detalhes”, avalia. Hoje, Stefany pesa 64 kg e também trabalha como influencer digital. Ela tem cerca de 63 mil seguidores e aproveita para disseminar boas dicas de saúde. “Gosto muito de ajudar as pessoas na autoestima e auto aceitação. Foco nessa área de bariátrica, porque muita gente precisa de informação e de ajuda”, conta. 

Informação

A carência de informações detalhadas sobre a obesidade não é exclusividade de Stefany. Dados do estudo Action IO mostram que 68% das pessoas com a
doença gostariam que os profissionais de saúde iniciassem conversas sobre o controle de peso durante as consultas. 

“Existe esse gap, justamente por a pessoa com obesidade pensar que a culpa é toda dela, isso muitas vezes retarda ela a buscar ajuda de um profissional de saúde e faz com que a pessoa, às vezes, passe anos sem auxílio”, afirma a Dra. Rocio Coletta, endocrinologista e gerente médica da Novo Nordisk. 

Ainda segundo o estudo, oito em cada dez pessoas com obesidade acreditam que perder peso é sua responsabilidade individual e passam seis anos tentando emagrecer antes de procurar um profissional de saúde. 

A desinformação atinge, também, as pessoas que convivem ao redor, uma vez que a obesidade costuma ser relacionada tão somente a desleixo alimentar e sedentarismo, o que não é verdade. Existem, também, fatores genéticos, ter metabolismo mais lento ou alterações hormonais, sedentarismo, ingestão      maior de alimentos mais calóricos, uso de certas medicações. Até mesmo fatores psicológicos podem desencadear o excesso de peso. 

Rocio destaca que em 95% ou mais das pessoas com obesidade as causas são múltiplas. A endocrinologista é enfática: “as pessoas dizem que é ‘só fechar a boca e está tudo certo. Quando quiser, emagrece’. Isso não é verdade. A obesidade é uma doença crônica, como o diabetes e a hipertensão, por exemplo. Boa parte dos indivíduos vão ter que cuidar disso o resto da vida”, afirma. 

Complicações

Com a pandemia do novo coronavírus, a discussão sobre o impacto da obesidade na saúde das pessoas aumentou, uma vez que o excesso de peso é fator de risco para maior gravidade da Covid-19. Segundo pesquisas, pacientes com obesidade têm 113% mais chances de serem hospitalizados quando infectados pelo vírus. 

No entanto, a doença também pode anteceder inúmeras complicações como doenças cardiovasculares, apneia do sono, gordura no fígado, colesterol alto, hipertensão, depressão, lesões articulares, entre outras. A obesidade é o      principal fator de risco para o diabetes tipo 2, por exemplo. Estudos apontam que a doença aumenta a chance de as mulheres desenvolverem infertilidade e câncer de mama na pós menopausa. Nos homens, por sua vez, a obesidade pode causar disfunção erétil. 

Segundo a endocrinologista, as consequências do excesso de peso vão muito além da estética, pois traz problemas de saúde e de sociabilidade, inclusive afetando a produtividade no ambiente de trabalho. “O número de complicações que essas pessoas vão adquirindo é muito maior do que as pessoas com peso adequado”, explica. 

Arte: Brasil 61

Tratamento

Assim como as causas são multifatoriais, o tratamento para a obesidade pode ter vários caminhos, embora      Rocio afirme: “dieta e exercício físico é a base para qualquer pessoa com sobrepeso ou obesidade independente de utilizar medicação ou mesmo cirurgia para o tratamento da obesidade”. Nos casos mais avançados, isto é, em que o Índice de Massa Corpórea (IMC) igual ou maior que 35 com comorbidade associada ou igual ou maior de 40, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda a cirurgia bariátrica (redução de estômago).

No entanto, a endocrinologista recomenda que não existe receita mágica. Cada pessoa deve buscar ajuda para entender o melhor tratamento para si. “Um médico vai conseguir individualizar o tratamento. Procure um profissional que tenha conhecimento para tratar obesidade”, indica. 

Ministério da Saúde vai liberar recursos para combater obesidade, diabetes e hipertensão na pandemia

Conscientização

De acordo com o Ministério da Saúde, 55,7% da população adulta do Brasil está com excesso de peso e 19,8% têm obesidade. Visando alertar a população para essa outra pandemia, comemora-se, nesta quarta-feira (4) o Dia Mundial da Obesidade.      
     
Para saber mais informações sobre a obesidade e calcular o seu IMC, acesse o site da campanha www.saudenaosepesa.com.br ou siga o perfil @saudenaosepesa para dicas e informações diárias sobre obesidade no Instagram.     
 

Copiar o texto
03/03/2021 00:00h

Governo busca medidas para controlar a enfermidade e ajudar produtores

Baixar áudio

Produtores de milho estão preocupados com o aumento da ocorrência da doença relacionada ao “enfezamento do milho”, que já causou prejuízos nas últimas safras por todo o país. Esse fenômeno tem sido observado por pesquisadores de diferentes instituições de pesquisa do Brasil.

Covid-19: estados e municípios poderão assumir a responsabilidade civil por efeitos adversos provocados pela vacina

Governo do Acre leva assistência médica a desabrigados

Por isso, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) está mapeando a ocorrência do enfezamento do milho junto aos principais estados produtores da cultura para chegar a um diagnóstico e o dimensionamento adequado para reduzir ou evitar os prejuízos causados pela doença.

Copiar o texto
Saúde
22/02/2021 10:25h

De acordo com o Inca, a doença responde por aproximadamente 2% de todos os casos de neoplasias malignas diagnosticadas entre homens no Brasil

Baixar áudio

O câncer de pênis, doença considerada rara em países desenvolvidos, afeta milhares de homens no Brasil. Apesar de ser evitável, esse tipo de enfermidade atingiu mais de 10.200 brasileiros entre 2016 e 2020. Além de deixar sequelas físicas e psíquicas, esses casos colocaram o País entre as cinco nações com os maiores números de registros, junto com Quênia, Uganda, Egito e Índia.

O Instituto Nacional de Câncer (Inca) informa que, mesmo sendo menos frequente que outros tumores, o câncer de pênis responde por aproximadamente 2% de todos os casos de neoplasias malignas diagnosticadas entre homens no Brasil.

MS: na volta às aulas, professores do Sesi realizam exames para detectar Covid-19

MG: Uberlândia entra na fase rígida do enfrentamento da Covid-19

A doença é mais frequente nas regiões Norte e Nordeste, sobretudo entre pessoas de menor grau de instrução e renda. De acordo com o Ministério da Saúde, a proporção de internações se manteve relativamente estável ao longo dos últimos anos. Foram 1.961 em 2016; 2.017, em 2017; 2.142 em 2018; 2.194 em 2019 e 1.951 em 2020.

 

Copiar o texto
Saúde
05/02/2021 14:00h

Resultado é catastrófico, segundo a OMS, que estima aumento no número de mortes. Enfrentamento à pandemia da Covid-19 é apontado como causa do problema

Baixar áudio

A Organização Mundial da Saúde (OMS) fez um alerta nesta quinta-feira (4) para o impacto da pandemia de Covid-19 no tratamento do câncer. Segundo a entidade, o resultado é catastrófico no continente europeu. 

Dos 53 países que fazem parte da região, incluindo a Ásia Central, um em cada três países interrompeu parcialmente ou totalmente os seus serviços oncológicos devido ao enfrentamento ao novo coronavírus e restrições de viagens. 

Vacina de Oxford é 76% eficaz por três meses após primeira dose

Covid-19: vacina russa Sputnik V tem 91,6% de eficácia

A queda no número de diagnósticos é uma das principais consequências, aponta a organização. Na Holanda e na Bélgica, durante o primeiro confinamento na primavera de 2020, a quantidade de diagnosticados caiu até 40%. A entidade estima, por exemplo, que os atrasos na detecção e no tratamento da doença levem a um aumento de 15% nas mortes por câncer colorretal e de 9% por câncer de mama, no Reino Unido, pelos próximos cinco anos. 

Na Europa, o câncer, o diabetes e as doenças respiratórios crônicas são responsáveis por mais de 80% das mortes a cada ano.

Copiar o texto
04/01/2021 00:00h

Cerca de 14 mil brasileiros estão registrados como portadores da doença junto ao Ministério da Saúde; a hemofilia se caracteriza por prejudicar a capacidade do corpo de coagular o sangue

Baixar áudio

O diagnóstico precoce de hemofilia não impediu que Milton Alves Ferreira, 36 anos, tivesse que lidar com inúmeras complicações por causa da doença ao longo da vida. O primeiro hematoma que apresentou no peito aos quatro meses de idade ligou o sinal de alerta na tia, que também tem um filho com o mesmo problema de saúde. 
 
“Ela falou para a minha mãe que era importante fazer o exame para diagnóstico, porque eu tinha os mesmos sintomas que o meu primo. Quando fiz o exame, foi diagnosticada a hemofilia A, do tipo grave”, conta o técnico legislativo, que mora em Belo Horizonte. 

Nascido em 1984, Milton testemunhou não apenas a evolução da hemofilia no próprio corpo, mas dos tratamentos para a doença, que é rara e não tem cura. Ainda na infância, por exemplo, teve sangramentos nos dentes e na língua. Hoje, como consequência da gravidade do quadro e da insuficiência dos tratamentos que recebeu, ele cita algumas das sequelas que o acompanham. 

“Fiquei muitos anos sem tratamento adequado, o que trouxe dano articular. Tenho a flexibilidade dos joelhos e cotovelos comprometida. Não consigo esticar, nem encolher essas articulações completamente. Sinto dor também, que a artrose provoca. É um dano considerável”, afirma. 

Dia Mundial da Hemofilia: um alerta para a hemofilia adquirida

Hemofilia


Assim como Milton, outros 13 mil brasileiros com hemofilia A ou B estão cadastrados junto ao Ministério da Saúde. De acordo com dados da World Federation of Hemophilia, o Brasil tem a quarta maior população de pacientes com a doença entre todos os países. 
 
A hemofilia é um distúrbio genético e hereditário que atinge quase exclusivamente os homens. Trata-se de uma doença que compromete a capacidade do corpo de coagular o sangue, que é extremamente necessária para interromper as hemorragias. 

“Os hemofílicos normalmente apresentam sangramentos que demoram mais tempo para serem controlados, porque o organismo não tem condição de produzir aquele coágulo. Não estanca”, exemplifica Indianara Galhardo, vice-presidente da Associação Brasileira de Pessoas com Hemofilia (Abraphem)

Quando uma pessoa se corta, por exemplo, o organismo manda proteínas para estancar o sangramento. Esse é o processo conhecido como coagulação. As pessoas que têm hemofilia não possuem essas proteínas e sangram por mais tempo. Existem dois tipos da doença. O tipo A e o tipo B. A diferença entre eles se dá pelo tipo de fator de coagulação em falta no organismo. Ou seja, pessoas com hemofilia A têm deficiência do Fator VIII de Coagulação, enquanto aquelas com hemofilia B têm falta do Fator IX de Coagulação. 

Arte: Brasil 61

Alerta


Indianara explica que além dos tipos, a hemofilia também pode ser classificada quanto ao grau, que varia de leve, passando por moderado, até grave. Nos casos leves, os portadores da doença podem demorar a percebê-la, uma vez que os sintomas mais característicos como os sangramentos são difíceis de notar. “Essa pessoa só vai descobrir que tem hemofilia quando precisar fazer um procedimento mais invasivo, talvez uma cirurgia, uma extração dentária, se acontecer alguma coisa e essa pessoa tenha um sangramento maior”, mostra. 

Já entre os moderados e, principalmente, casos graves de hemofilia, os sintomas passam por sangramentos articulares, sobretudo nos tornozelos, cotovelos e joelhos, grandes hematomas, sangramentos espontâneos, que são internos e sem razão aparente, além de esse sangramento ocorrer por mais tempo do que em uma pessoa que não tenha a doença. 

Tratamento


Diagnosticado com hemofilia tipo A grave aos cinco anos de idade, o empresário Neder Gustavo dos Santos, 38 anos, apresentou inúmeros problemas de saúde desde a infância. Aos 20 anos, teve um derrame. Crise convulsiva, úlcera e sangramentos internos por causa da hemofilia também marcaram a vida do morador de Campo Grande, capital sul mato-grossense. 

“O tratamento não era o correto, precisava ter um sangramento para depois ter direito ao tratamento. Isso acarretou várias sequelas no meu corpo. Tenho dificuldade para andar, até para me locomover, são as piores. Tenho articulação nos braços que estão bem ruins, para escrever acaba ficando difícil”, diz. 

A situação dele e de milhares de brasileiros mudou com a chegada do tratamento por profilaxia, que nada mais é do que a reposição do fator de coagulação deficiente no organismo por meio de um medicamento, num processo chamado de infusão endovenosa, ou seja, pela veia. Com este tratamento, as hemorragias são mais facilmente controladas, segundo especialistas. “Com o tratamento que temos hoje, melhorou bastante a qualidade de vida”, afirma Neder. 

O tratamento para quem tem hemofilia no Brasil é ofertado pelo SUS, o Sistema Único de Saúde. Por meio dele, o Ministério da Saúde garante os medicamentos aos portadores da doença. Em 2019, a pasta adquiriu mais de 720 milhões de unidades de medicamentos, previstos para o tratamento de doenças hemorrágicas hereditárias. 

“A medicação, que é o fator de coagulação, é comprado e ofertado pelo SUS. O tratamento é feito pelo SUS. As pessoas que têm hemofilia recebem as doses domiciliares e podem fazer a profilaxia, o tratamento em casa”, explica Indianara. 

Dia do Hemofílico

Com o objetivo de conscientizar a população brasileira sobre essa doença rara e pouco conhecida, o Dia do Hemofílico é comemorado nesta segunda-feira (4). O Brasil tem uma rede de 32 hemocentros em todas as regiões, que contam com o sistema Hemovida. Essa ferramenta possui uma base nacional para o cadastro de pacientes, inserção de dados clínicos, informações sobre o tratamento, registro de aplicações, além do controle de estoque de medicamentos.

Copiar o texto
Brasil 61