Doenças

01/12/2021 21:00h

Atualmente no país 694 mil pacientes fazem tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS)

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Em 2020 foram registrados 32,7 mil novos casos detectados de HIV no Brasil, sendo a maior parte (52,9%) entre pessoas de 20 a 34 anos. Desse total, 69,8% são homens e 30,2% mulheres. Um dado que chama a atenção é que entre o número de novos infectados 7,8 mil são gestantes. O Ministério da Saúde divulgou os dados nesta quarta-feira (1º), Dia Mundial de Luta contra a Aids.

Entre os anos de 2012 e 2020, 666 mil pessoas estiveram em tratamento contra a doença.

Neste ano, 694 mil pacientes estão em tratamento no país. Além disso, as cidades de São Paulo, Curitiba e Umuarama, no Paraná, eliminaram a transmissão vertical do HIV, que é quando o vírus passa de mãe para filho.

Os números revelaram que, no ano passado, houve uma redução de 25% na detecção de casos de HIV em relação a 2019, quando foram registrados 43,3 mil casos. Entretanto, essa redução pode ter sido influenciada pela pandemia causada pela Covid-19, visto que o número de pessoas testadas para a infecção por HIV caiu drasticamente nesse período, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Durante a coletiva promovida pelo Ministério da Saúde, Arnaldo Medeiros, secretário de Vigilância e Saúde avaliou a situação brasileira: “Estamos vivendo um ano pandêmico, a gente sabe de todas as dificuldades comerciais, mas esse governo garantiu o tratamento e o diagnóstico para todas as pessoas que precisam do tratamento com retroviral. Este é o compromisso deste governo com a vida, este é o compromisso deste ministério cada vez mais em dar qualidade de vida aos seus cidadãos.”

Novo medicamento

Na última semana, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou um novo medicamento para o tratamento de HIV que combina duas diferentes substâncias, os antivirais lamivudina e dolutegravir sódico, em um único comprimido. O novo medicamento poderá ser prescrito para o tratamento completo da infecção pelo vírus em adultos e adolescentes acima de 12 anos com pelo menos 40 kg.

Em nota, a agência apontou que "a aprovação representa um avanço no tratamento das pessoas portadoras do vírus que causa a Aids, já que reúne em uma dose diária dois antirretrovirais que não estavam disponíveis em um só comprimido. A possibilidade de doses únicas simplifica o tratamento e a adesão dos pacientes". Ainda não há informações a respeito de como o medicamento será oferecido aqui no Brasil.

SUS

O Sistema Único de Saúde (SUS) atualmente oferece os exames para diagnosticar o vírus gratuitamente. Tanto os laboratoriais quanto os testes rápidos detectam os anticorpos contra o HIV em até no máximo 30 minutos. Esses testes podem ser feitos nas unidades da rede pública e nos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA).

No Brasil todos os antirretrovirais são distribuídos gratuitamente desde 1996 e, desde 2013, o Sistema Único de Saúde (SUS) garante o tratamento para todas as pessoas vivendo com HIV, independentemente da carga viral. Segundo o Ministério da Saúde, até o momento, existem 19 medicamentos disponíveis em 34 apresentações farmacêuticas.

Pernambuco na luta contra a Aids

No bairro da Boa Vista, em Recife, a Gestos, organização filantrópica fundada em 1993, contribui de forma eficaz para a garantia dos Direitos Humanos das pessoas que vivem com HIV e a Aids. Cerca de 200 pessoas frequentam o espaço em busca de apoio para conviver com o vírus e a doença, que têm seu dia de combate lembrado hoje.

Juliana César, assessora de projetos da Gestos, conta como é feito o trabalho na organização. “A Gestos tem suporte psicossocial e jurídico gratuitos a pessoas que convivem com o HIV, por meio de agendamento com dia e hora marcados, inclusive durante a pandemia de modo remoto, que pode ser acessado por meio das redes sociais da organização. A Gestos hoje mantém um portfólio amplo que vai além do local comunitário ao nível internacional. A intenção é poder ajudar essas pessoas que convivem com o vírus a terem uma vida normal.”

O trabalho da ONG foi fundamental para que Sônia Cavalcanti Borba, de 60 anos, acreditasse em uma mudança de vida. Ela descobriu que vivia com o HIV em 2007 e, desde então, recebeu o apoio para continuar o tratamento e encorajar outras pessoas a seguir em frente.

“Eu descobri quando tinha 46 anos. Passei um ano chorando, sem querer saber de nada, sem estímulo. Eu não tinha informações sobre o vírus, não sabia nada. Foi quando eu conheci, em 2012, a ONG Gestos e aí comecei a participar do grupo de ativismo. Estou completando nove anos de casa, e chamo de casa porque foi um lugar que me acolheu como um lar. Hoje informo as pessoas que ninguém é contaminado com um aperto de mão, ou com um abraço, um beijo.”

Para contribuir com a Gestos, através de doações, os interessados podem entrar em contato com a organização pelo Instagram @gestospe.

Combate à desinformação

A Secretaria de Saúde da Prefeitura do Recife promove, ao longo deste mês, uma série de ações de saúde, intervenções culturais, palestras e iluminação de equipamentos públicos na campanha Dezembro Vermelho. Este ano, as atividades de conscientização sobre a prevenção à Aids/HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) serão balizadas pelo tema “Sem Estigma, Sem Discriminação, mas com Saúde”.

Na abertura da Campanha, na parte da manhã desta quarta-feira (1º), uma árvore foi plantada no Pátio de Santa Cruz, na Boa Vista. A iniciativa é uma homenagem aos 40 anos desde que foi identificado o primeiro caso de Aids/HIV no mundo.

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Saúde
25/11/2021 19:30h

Síndrome mão-pé-boca volta a ser incidente em crianças brasileiras

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A síndrome do mão-pé-boca é uma infecção viral muito comum na primeira e segunda infâncias, e é causada por um vírus. Devido a transmissão ser pela saliva, a doença diminuiu bastante no período de pandemia já que as crianças mais velhas utilizavam máscara ou nem tinham contato com outras crianças. Mas, com as pessoas retornando às atividades normais e saindo de casa, ela começa a aparecer e ter mais incidência. Especialista destaca, no entanto, que a doença é comum nesta época do ano.bSegundo explicação da pediatra Natalia Silva Bastos, a doença começa na região bucal, em volta dos lábios. São pequenas bolinhas e aftas que dificultam bastante a alimentação das crianças, que perduram de sete a dez dias, e quanto mais o tempo passa, pior ficam.

Médica e moradora de Brasília, Natalia diz que a síndrome também aparece no bumbum, apesar de não ter a palavra na nomenclatura. Desenvolvendo-se para um quadro de piora, quem pegar a doença pode notar que as bolinhas ficam acinzentadas e depois começam a estourar, descamar e soltar uma pele grossa.

Ela explica que a pandemia não é o único motivo de a doença ter voltado a crescer. “A transmissão da doença é por saliva, não é pelo contato, então o uso de máscara tem ajudado a reduzir essa transmissão. A doença voltou, ela circula muito nessa época do ano, então não é exatamente que ela voltou, ela circula nesta época do ano”, pontua.

Dentro de um a três meses, as consequências da doença, além de deixar manchas na pele, podem aparecer. As crianças perdem peso e as unhas chegam a cair em alguns casos.

Para o tratamento, recomenda-se óleo de girassol, antialérgico e anti-inflamatório. No banho, a mãe pode passar na criança uma mistura de água, maisena e aveia na pele, para acalmá-la. Durante e depois da doença, é importante sempre utilizar protetor solar, para não ficar nenhuma mancha ou cicatriz. Apesar da transmissão alta, no geral, é uma doença tranquila, segundo a pediatra.

O perigo maior, na avaliação dela, é quando a criança coça, com a mão suja, as inflamações. Esse ato pode gerar uma infecção bacteriana e, assim, ser necessário o uso de antibiótico e tratamento mais intenso.

Mãe de Rafaela, Kelen Barros, começou a perceber que sua filha apresentava dor na garganta no dia do feriado (15). Ela então levou a criança de apenas dois anos para se consultar com a pediatra, a qual disse para verificar se era a doença, porque estava tendo um surto na região. Um dia depois, a pequena começou a apresentar todos os sintomas característicos.

Com início na última segunda-feira, no sábado, a síndrome tinha dado trégua para Rafaela. “É muita dor, né? Para comer, então. A mãe já fica preocupada quando o filho não come, e nesse caso, não comia porque está sentindo dor. É muito angustiante”, conta.

Rio Grande do Sul e a doença

De acordo com o Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), houve 21 surtos no Rio Grande do Sul, que atingiram mais de 11 cidades. Duas delas são Santa Cruz do Sul e Lajeado.

Ao ser questionada, a Secretaria de Saúde do Estado do Rio Grande do Sul (SES-RS) afirma que há dados de surtos na região nos últimos três anos. Em 2019, houve 180 casos, em 2020, apenas seis e neste ano, 2021, até agora foram notificadas 229 ocorrências. A SES-RS ainda comunica que “o estado começou a monitorar surtos somente em 2019, por isso pode haver subnotificação”. Os dados são de 2019 até a data de hoje (23/11).

Como prevenir?

Medidas de higiene são a melhor forma de prevenir o contágio. “Lavar bem as mãos, tanto a criança quanto as pessoas que têm contato com ela, é uma medida que evita a transmissibilidade”, afirma Dra. Natalia.

O Ministério da Saúde reforça ainda medidas como usar lenços de papel ao espirrar ou tossir e depositá-los em lixeira imediatamente após o uso; não compartilhar toalhas ou itens de uso pessoal, como copos, xícaras e talheres; lavar roupas de cama com sabões desinfetantes.

É importante também que os pais evitem mandar crianças com sintomas infecciosos para a escola, completou a médica, o que geralmente dura entre 7 e 10 dias. Não há vacina para a prevenção da doença mão-pé-boca.

Tem tratamento?

Não existe nenhuma terapia específica para a doença e o tratamento é feito com medidas de suporte. Os médicos receitam medicamentos que possam aliviar os sintomas.

A regressão do quadro ocorre espontaneamente em 7 a 10 dias e o tratamento da doença. Neste período, deve ser dada preferência a alimentos pastosos e frios, evitando-se sucos ácidos, refrigerantes, alimentos quentes ou temperados.

Pode ser grave?

De modo geral, a doença não costuma evoluir para casos mais graves. Mas como ela causa lesões na boca, a criança pode deixar de se alimentar corretamente, o que pode causar desidratação, conforme Dra. Natalia. Manter a higiene também é fundamental durante essa fase, para evitar que as lesões infeccionem.

Recomenda-se, ainda segundo o Ministério da Saúde, uma nova avaliação médica se houver persistência de febre alta com calafrios ao longo do quadro ou se as lesões orais impedirem a ingestão de líquidos, pelo risco de desidratação.

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30/10/2021 16:15h

De acordo com pesquisador da Fiocruz, a volta das atividades normais como a escola favoreceram o reaparecimento de outras doenças respiratórias comuns nesta faixa-etária

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Doenças respiratórias diferentes da Covid-19 estão causando muitas internações de crianças recém-nascidas até os nove anos de idade, segundo dados do novo Boletim InfoGripe da Fiocruz, divulgado na última quinta-feira (28/10). Em várias partes do país, principalmente nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, estão surgindo novamente outros vírus que estão causando Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), como são os casos do Bocavírus e as Influenzas 3 e 4. 

Desde o início de 2021, casos de Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e de Rinovírus já estavam sendo identificados nesta população. O VSR é uma das principais causas de infecções das vias respiratórias e pulmões em recém-nascidos e crianças pequenas. A análise da Fiocruz verificou que nessa faixa etária houve aumento significativo de registros de VSR, com registros semanais superiores aos observados para Sars-CoV-2 (Covid-19). E é isso o que explica o pesquisador Marcelo Gomes, coordenador do InfoGripe.

“Há um ressurgimento de outros vírus respiratórios que são muito comuns em crianças e que também causam internações em volumes importantes e quando a gente olha para os resultados laboratoriais, a gente vê, ao longo deste ano um número maior de casos positivos como o da síndrome respiratória aguda grave do que para a própria Covid-19, por exemplo”, destacou o pesquisador.

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De acordo com o Boletim InfoGripe da Fiocruz, entre as crianças de 0 a 9 anos, foi observada uma estabilização de casos semanais registrados como Síndrome respiratória Aguda Grave (SRAG) em valores entre 1.000 e 1.200, próximos ao que se registrou no pico de julho de 2020 (quando foram registrados 1.282 casos na Semana Epidemiológica 29). 

Para o pesquisador Marcelo Gomes, esses casos de aumento da internação de crianças de até nove anos por vírus respiratórios está relacionado à uma retomada maior das atividades normais, como a escola. “Isso se deve fundamentalmente por conta de uma maior exposição das crianças neste ano, que voltaram a circular mais, voltaram a frequentar as escolas, de maneira geral. Então, isso faz com que a transmissão de vírus respiratórios em crianças seja cada vez mais frequente e isso não só em relação à Covid-19, mas para outros vírus respiratórios”, observou. 


Dados da Covid-19

O Brasil registrou mais 11.965 casos e 394  óbitos por Covid-19, nas últimas 24h, de acordo com o balanço mais recente do Ministério da Saúde. Desde o início da pandemia, mais de 21.781.436 milhões de brasileiros foram infectados pelo novo coronavírus. 

O Rio de Janeiro ainda é o estado com a maior taxa de letalidade entre as 27 unidades da federação: 5,17%. O índice médio de letalidade do País está em 2,8%. 

Taxa de letalidade nos estados

  • RJ    5,17%
  • SP    3,45%
  • AM    3,22%
  • PE    3,17%
  • MA    2,84%
  • PA    2,80%
  • GO    2,68%
  • AL    2,62%
  • PR    2,61%
  • CE    2,60%
  • MS    2,56%
  • MG    2,54%
  • MT    2,52%
  • RO    2,43%
  • RS    2,42%
  • PI    2,18%
  • BA    2,17%
  • SE    2,16%
  • ES    2,13%
  • PB    2,11%
  • DF    2,11%
  • AC    2,10%
  • RN    1,98%
  • TO    1,70%
  • SC    1,62%
  • AP    1,61%
  • RR    1,59%

Os números têm como base o repasse de dados das Secretarias Estaduais de Saúde ao órgão. Acesse as informações sobre a Covid-19 no seu estado e município no portal brasil61.com/painelcovid.   
 

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30/10/2021 14:44h

Objetivo é proteger cerca de 78 milhões de bovinos e bubalinos com até 2 anos de idade

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A partir desta segunda-feira (1º), tem início a segunda etapa da campanha nacional de vacinação contra a febre aftosa de 2021 para bovinos e bubalinos com até 2 anos de idade. A vacinação vai ser realizada na maioria dos estados brasileiros, conforme o calendário nacional de vacinação e essa etapa tem objetivo de proteger cerca de 78 milhões de animais. 

A febre aftosa é causada por um vírus que tem o contágio fácil, e acomete principalmente os animais de produção como bovinos, suínos, caprinos, ovinos e outros animais, em especial os de cascos bipartidos (cascos fendidos). Segundo o chefe da Divisão de Defesa Agropecuária do MAPA em Goiás, André Brandão Alves, existem muitos riscos em deixar de vacinar os animais.

“O contágio entre os animais do rebanho e da região é muito expressivo. Através do contato direto ou indireto entre os animais, o vírus pode infectar. Então o animal fica com dificuldade de se alimentar por ter úlceras na boca, na língua e nas patas, então isso vai prejudicar a locomoção do animal e a própria alimentação, podendo levar até mesmo à morte”, afirmou o especialista. 

Desta forma, além de vacinar o rebanho, o produtor precisa declarar ao órgão de defesa sanitária animal de seu estado e essa declaração pode ser feita de forma online ou, quando não for possível, presencialmente nos postos designados pelo serviço veterinário estadual nos prazos estipulados. Em caso de dúvidas, a orientação é que o criador procure o órgão de defesa sanitária animal de seu estado.

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Para além dos problemas de saúde dos animais, a febre aftosa é uma doença que pode gerar impactos econômicos, uma vez que pode acometer rebanhos inteiros. Por isso, o presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Mato Grosso, Roberto Renato Pinheiro da Silva, explica que é preciso que nenhum produtor deixe de realizar a vacina - que é a única forma de combater a doença e manter o país livre do vírus.

“O aparecimento de febre aftosa em um rebanho é extremamente prejudicial à economia do produtor, à economia local e, sem dúvida alguma, à economia nacional. Então é extremamente importante que o produtor realize a vacinação de acordo com os calendários de vacinação porque com o rebanho imunizado, dificilmente nós teremos a doença em nosso plantel”, destacou Pinheiro.     

As vacinas devem ser adquiridas em locais autorizados e precisam ser acondicionadas entre 2°C e 8°C, desde a compra até o momento da utilização – o que inclui o tempo de transporte e a aplicação da vacina no animal. É preciso usar agulhas novas para aplicação da dose de 2 ml na tábua do pescoço de cada animal.

Conforme o calendário da vacinação, dos 19 estados que fazem a vacinação neste período, no Amazonas e em Mato Grosso apenas os municípios que ainda não têm reconhecimento de áreas livres de febre aftosa sem vacinação precisam realizar a imunização dos animais. 

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30/06/2021 19:00h

Objetivo é desenvolver ações integradas voltadas à inclusão social de pessoas em situação vulnerabilidade social com HIV, hepatites, hanseníase, tuberculose e prevenção da sífilis congênita

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O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e o ministro da Cidadania, João Roma, assinaram nesta quarta-feira (30), o acordo de cooperação técnica para desenvolver ações integradas voltadas à inclusão social de pessoas em situação vulnerabilidade social com HIV, hepatites, hanseníase, tuberculose e prevenção da sífilis congênita.
 
Durante o evento, João Roma destacou a importância do trabalho em conjunto realizado pelas pastas. Segundo ele, a política pública eficaz, com resultados satisfatórios, precisa ser feita com colaboração, união de esforços e informações compartilhadas. Por isso, ele se diz confiante com a assinatura do acordo.

“Cada uma das doenças incluídas neste acordo de cooperação tem a condição social como fator de agravamento dos quadros clínicos. Vamos construir diretrizes com plano de trabalho que contempla a realização de oficinas e a capacitação em educação a distância. O profissional de saúde vai ganhar ferramentas para dialogar ainda mais com seu colega da assistência social”, pontuou.

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Segundo Roma, é preciso derrubar barreiras e estabelecer uma conexão rápida e direta de saúde e de assistência social. “Um dos principais objetivos do Ministério da Cidadania é fortalecer o Sistema Único de Saúde e de Assistência Social (SUAS), ampliando a rede de proteção e oferta ao cidadão”, considerou.

Na ocasião, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que a ideia é capacitar profissionais que atuam nas vertentes da saúde e assistência social, com o intuito de garantir a execução de direitos prometidos à população por meio da Constituição Federal.

“A saúde e a assistência social são direitos fundamentais. Sendo assim, é dever do Estado pugnar para que esses direitos sociais tenham concretude. Com isso, esperamos ser capazes de, por meio de políticas públicas, atingir cada um dos brasileiros, seja com políticas de saúde efetivas ou por ações sociais que são importantes, sobretudo para os que mais precisam”, avaliou.

Durante o encontro, Queiroga lembrou que o Brasil também é referência no tratamento de pacientes com as doenças abrangidas no acordo. “O Brasil é reconhecido pelo programa de atenção aos pacientes com Aids e também em relação às hepatites. Nós assistimos os casos dos indivíduos enfermos com hepatite C, com acesso a medicações antivirais, extremamente modernas, seguras e efetivas”, destacou.

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23/06/2021 10:00h

Congresso Nacional pode derrubar o veto, se houver maioria absoluta dos votos

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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) vetou integralmente o Projeto de Lei 7.797/2010, que permitia a inclusão de lúpus e epilepsia na lista de doenças, cujos portadores são dispensados do prazo de carência para concessão de auxílio-doença e aposentadoria por invalidez. De acordo com o PL, esses benefícios seriam concedidos sem carência pelo Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS).

Segundo a Secretaria-Geral da Presidência, o veto foi orientado pela equipe técnica do Ministério da Economia, uma vez que a medida poderia criar despesas obrigatórias, sem estimativa de impacto orçamentário.

O projeto já havia sido aprovado pelo Congresso Nacional em 2018, mas a tramitação ficou paralisada até maio deste ano, quando a Comissão de Constituição e Justiça aprovou a redação final. O texto foi enviado para sanção presidencial, mas foi vetado.

Os parlamentares ainda podem derrubar o veto, mas para isso, é necessário que a maioria absoluta da Câmara dos Deputados e do Senado seja contra a decisão presidencial, ou seja, 257 votos de deputados e 41 votos de senadores, computados separadamente.

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O lúpus é uma doença crônica de origem autoimune, quando o próprio sistema imunológico ataca os órgãos e tecidos do corpo. Entre os sintomas estão lesões de pele, dor e inchaço nas articulações, fadiga, sensibilidade aos raios solares, alterações no sistema nervoso, entre outros.

Já a epilepsia é uma doença neurológica, causada pela alteração do funcionamento do cérebro. O indivíduo pode sentir espasmos musculares, convulsão e perda de consciência.

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08/06/2021 12:00h

Doença é rara, altamente incapacitante e ainda não tem cura

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O Sistema Único de Saúde (SUS) agora oferece um novo tratamento para pacientes diagnosticados com Atrofia Muscular Espinhal (AME) tipo II: o medicamento nusinersena (Spinraza®️). A decisão foi tomada em audiência pública, realizada em março deste ano, pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec).

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A AME é uma doença rara, altamente incapacitante, ainda sem cura, que interfere na capacidade do corpo de produzir uma proteína essencial para a sobrevivência dos neurônios motores. O SUS já ofertava o medicamento nusinersena (Spinraza®️) para pacientes com o tipo I, considerada a forma mais grave e comum, sendo a incidência da doença de um caso para cada seis a 11 mil nascidos vivos. 

Inicialmente, a demanda para incorporação do tratamento para pacientes com os tipos II e III havia sido negada. Mas, após várias contribuições recebidas ao longo das análises realizadas pela comissão, bem como a comoção por parte da sociedade, a decisão foi favorável.

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Saúde
31/05/2021 04:30h

Prazo para instituições e pessoas contribuírem vai até 15 de junho

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O Ministério da Saúde abriu consulta pública para saber a opinião da população sobre a incorporação de novas tecnologias para o tratamento da asma no País. O órgão pretende mudar o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) da Asma. O prazo para o envio das contribuições vai até 15 de junho pelo site da Conitec, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde. 

Como se tratam de novas tecnologias para uso no Sistema Único de Saúde (SUS), o processo é submetido à consulta pública. Qualquer pessoa ou instituição pode participar, seja com contribuições de natureza técnica e científica, por parte de especialistas, pesquisadores e profissionais da saúde, seja com contribuições de experiência com a asma, no caso da população. 

De acordo com o órgão, a asma é uma doença inflamatória das vias aéreas que dificulta a respiração. Pode ser causada por fatores genéticos associados a substâncias irritantes para as vias aéreas, como fumaça, poeira e mofo, quanto por outros estímulos, como frio e até fatores emocionais. Segundo as autoridades de Saúde, o Brasil tem uma das maiores prevalências de asma no mundo.
 

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17/05/2021 03:00h

Pesquisa mostrou que quase metade dos animais analisados contraíram a Covid-19 pelos donos que estavam infectados

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Um estudo realizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) concluiu que cães e gatos podem ser infectados pela Covid-19. A análise foi feita no Rio de Janeiro entre maio e outubro de 2020 com 39 animais de estimação de 21 pacientes portadores do coronavírus. No estudo, 6 entre 13 animais infectados ou soropositivos para SARS-CoV-2 desenvolveram sinais leves, mas reversíveis da doença. Foram 29 cães e 10 gatos investigados. 

Do total, nove cães (31%) e quatro gatos (40%) de 10 domicílios foram infectados ou soropositivos para a Covid. Os animais testaram positivo 11 a 51 dias após o início dos sintomas do vírus em seus donos. Três cães testaram positivo duas vezes com 14, 30 e 31 dias de intervalo. Os anticorpos neutralizantes da doença foram detectados em um cão (3,4%) e dois gatos (20%). Os animais castrados e que compartilharam a cama com o proprietário doente foram os mais propensos à infecção da doença. Não houve nenhum óbito registrado.

Após a confirmação dos casos humanos da Covid-19, os testes nos animais foram feitos com swabs (cotonetes) nasofaríngeos/orofaríngeos e retais. Além disso, foram coletadas amostras de sangue para análise laboratorial e teste de neutralização por redução de placa (PRNT 90) para investigação de anticorpos específicos contra o coronavírus. 

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Os pesquisadores também avaliaram a presença de alterações clínicas e laboratoriais associadas à infecção animal. Foram feitas até três coletas em dias diferentes de cada animal, sendo a última coleta repetida cerca de 30 dias da primeira.

O estudo aponta que pessoas com diagnóstico da Covid-19 devem evitar o contato direto com seus animais de estimação enquanto permanecerem doentes. Foi o que fez o estudante João Paulo da Silva quando estava infectado pelo vírus. Durante o isolamento ele preferiu não manter o contato com os seus animais de estimação. “Fiquei isolado no meu quarto e só saia quando precisava ir ao banheiro. Nenhum dos meus gatos adoeceram. O estudo da Fiocruz é de extrema importância. Até porque eles [animais de estimação] são seres vivos e estão ali conosco, principalmente os que convivem dentro da casa.”

Como identificar a Covid-19 em cães e gatos?

A infecção dos animais pela Covid-19 é passada pelos tutores. A veterinária Elida Ribeiro explica que o primeiro passo é saber se o animal teve contato com alguma pessoa contaminada e observar o pet. “Pode ser verificado alguns sintomas característicos como febre, tosse, espirro, dificuldade para respirar, secreção ocular, diarreia e vômito. Apresentando esses sinais clínicos é importante que o animal seja encaminhado a uma clínica veterinária para que seja feita a consulta e a realização de exames específicos como o PCR para o coronavírus”, explica.

Até o momento está comprovado que gatos são mais suscetíveis à infecção pelo novo coronavírus e podem transmitir a doença para outros gatos em condições de laboratório. No entanto, não é comprovada a transmissão do vírus dos cães para outros cães ou gatos.

Não há nenhuma recomendação de uso de máscara de proteção contra o vírus em animais. Além disso, o uso de álcool em gel nos cães e gatos não é recomendado, pois pode provocar lesões dermatológicas.

Como evitar que meu cão ou gato contraia a Covid-19?

“A melhor maneira de se evitar que o pet contraia o coronavírus é impedir que ele tenha contato com pessoas contaminadas. Caso exista em casa algum paciente contaminado com o vírus, o ideal é que não se tenha contato com o pet. E, caso isso não seja possível, encaminha-se o animal para um hotelzinho ou alguma casa de amigo que não esteja contaminado até a remoção completa dos sinais e dos sintomas do paciente em questão”, explica a veterinária Elida Ribeiro.

Se o tutor infectado precisa cuidar do seu cão ou gato, é necessário usar uma máscara e higienizar as mãos antes e depois de interagir com ele. Outra medida preventiva para quem está com o animal de estimação contaminado pela Covid-19 é recolher as fezes com o uso de luvas, uma vez que podem conter o vírus, embora ainda não seja comprovada a transmissão pelas fezes desses animais. As fezes e luvas usadas devem ser descartadas em lixo comum e as mãos devem ser imediatamente higienizadas.

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Saúde
14/05/2021 07:00h

Caso aconteceu em Duque de Caxias e foi confirmado por entidade de saúde

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Rio de Janeiro registra o primeiro caso de raiva animal em 26 anos. O diagnóstico foi divulgado esta semana pelo Laboratório Municipal de Saúde Pública (Lasp), após o caso ter sido encaminhado de Duque de Caxias.

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Segundo o Instituto Municipal de Vigilância Sanitária, Controle de Zoonoses e Agropecuária (Ivisa-Rio), a amostra foi retirada do animal, que morreu no dia 6 de maio após atendimento veterinário, e foi encaminhada ao Instituto Pasteur para determinação da variante viral. O Instituto também informou que o animal teve contato direto com um morcego no dia 26 de março e não houve agressão à dona do cachorro ou aos profissionais de saúde que o atenderam.

Por conta da situação, será feita vacinação antirrábica nos dias 15 e 22 maio nos bairros vizinhos ao município de Duque de Caxias. Já neste sábado (15), serão imunizados os animais de Parada de Lucas, Vigário Geral e Jardim América, na zona norte do Rio de Janeiro.

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Brasil 61