Cadastro de mídia

TERMO DE USO E PARCERIA

TERMO DE USO E PARCERIA

Regras de Uso

1º - A utilização gratuita e livre dos materiais produzidos pelo Brasil 61 só será permitida depois que este termo de parceria for aceito pelo usuário, prevendo as seguintes regras:

a) A utilização do material - na íntegra, ou em partes - só será permitida desde que as informações não sejam distorcidas, manipuladas ou alteradas.

b) Não é necessário a identificação do Brasil 61 na hora da replicação do conteúdo. Mas toda e qualquer veiculação de áudios produzidos pelo Brasil 61 prevê o cadastro no site, com a disponibilização de dados que serão utilizados para a organização do mailing desta empresa,

2º - OBRIGAÇÕES DO BRASIL 61

a) O Brasil 61 se compromete, a partir deste termo de uso, a produzir conteúdo particularizado diariamente, trazendo informações de dia-a-dia e bastidores do Planalto Central, além de outras temáticas de relevância do noticiário nacional. 

b) O acesso ao conteúdo jornalístico (na versão de leitura) é livre e gratuito, podendo ser replicado por qualquer usuário que acesse o site. O download do áudio para que seja utilizado na programação das rádios requer que o radialista realize o login no site do Brasil 61 - informando e-mail e senha cadastrados. 

3º - OBRIGAÇÕES DOS COMUNICADORES PARCEIROS

Não alterar o sentido dos materiais, ou distorcer fala de entrevistados ou mudar a conotação das mensagens dos materiais. 

ADENDOS IMPORTANTES SOBRE A PARCERIA

a) O Brasil 61 poderá distribuir conteúdo patrocinado com ou sem assinatura dos clientes patrocinadores do boletim e sem aviso prévio ao comunicador. 

b) As rádios parceiras não vão ter participação financeira sobre o faturamento do Brasil 61.

c) Os comunicadores podem patrocinar os conteúdos do Brasil 61, desde que não alterem o sentido e a conotação dos conteúdos oferecidos. Nesses casos, o Brasil 61 não terá participação nos lucros conquistados pelos veículos parceiros. 

Ao clicar em ACEITO, a emissora aqui cadastrada afirma concordar e estar ciente de todas as condições apresentadas neste Termo de Utilização de Conteúdo.

Doenças

09/10/2020 05:00h

Número foi revelado em estudo global que analisou associação da doença com riscos cardiovasculares; especialista alerta para a aterosclerose, porta de entrada para infarto e outras complicações graves

Baixar áudio

Quatro em cada dez brasileiros com diabetes tipo 2 têm doenças cardiovasculares. O dado alarmante foi revelado pelo estudo CAPTURE, levantamento global que analisou a prevalência, percepção e o tratamento dos fatores de risco cardiovasculares no diabetes tipo 2, tipo mais comum da doença e que aumenta em até quatro vezes a propensão a infarto cardíaco e derrame cerebral. 
 
O CAPTURE é o maior estudo observacional já realizado pela Novo Nordisk,      empresa líder global de saúde dedicada  a promover mudanças para vencer o diabetes e outras doenças crônicas graves, como obesidade e distúrbios hematológicos e endócrinos raros. A pesquisa aponta que, globalmente, 1 em cada 3 pessoas com diabetes tipo 2 apresentam doenças cardiovasculares. Destas, 9 em cada 10 apresentam aterosclerose, doença cardiovascular que consiste na formação de placas de gordura e outras substâncias nas paredes das artérias. 
 
O avanço da aterosclerose pode comprometer o fluxo sanguíneo e causar problemas graves, como aponta Raquel Cristina Coelho, gerente médica da Novo Nordisk. “A aterosclerose constitui a base de quase todos os problemas cardíacos que afetam a pessoa com diabetes. Esse processo pode começar até mesmo na infância e, geralmente, quando ele se manifesta — de forma geral, na vida adulta — é mais grave. Pode ser um infarto, um AVC, uma doença mais perigosa”, ressalta. 

Informação

Consequências graves da aterosclerose, o infarto cardíaco e o derrame são responsáveis por 80% das mortes relacionadas ao diabetes tipo 2. No entanto, a prevenção esbarra no desconhecimento. Por muito tempo, o diabetes esteve mais associado à cegueira, amputação ou doenças renais. Uma pesquisa realizada em 2019 pela campanha “Quem Vê Diabetes Vê Coração”, da Novo Nordisk, revelou que 90% dos pacientes que têm diabetes alega sentir falta de mais informações sobre os risco cardiovasculares da doença. 
 
Marina Barros foi diagnosticada com diabetes há 19 anos. Desde então, ela se preocupa com as complicações da doença e, por isso, faz o tratamento adequado. No entanto, entende que essa não é a realidade da maioria das pessoas.  “A maior parte dos brasileiros que têm diabetes hoje às vezes nem sabe que tem a doença. E a gente sabe que quem tem, tem pouco acesso à informação, principalmente sobre as complicações”, ressalta. 
 
A influenciadora digital resolveu que seria parte da solução para a falta de informação. Hoje, ela tem um site dedicado ao assunto, chamado DiabéticaTipoRuim. O objetivo é passar conteúdo de qualidade e muita informação para as pessoas, inclusive sobre os riscos cardiovasculares do diabetes. 

Arte: Brasil 61

Prevenção

Como já se sabe, a aterosclerose pode começar a se desenvolver ainda na infância, potencializada pela má alimentação e por uma vida sedentária. Portanto, Raquel Cristina Coelho aponta que a prevenção deve começar ainda nessa fase da vida, com hábitos adequados, como alimentação saudável e atividade física regular. 
 
Por ser precoce e silenciosa, a melhor forma de evitar que a aterosclerose leve a um infarto, por exemplo, é o diagnóstico precoce, complementa a médica. “De preferência, ele deve ser feito quando o paciente ainda não tem sintomas, quando a aterosclerose está na fase que chamamos de subclínica, ou seja, não há sinais óbvios dessa doença”, indica. 
 
Nas pessoas que têm diabetes, o cuidado deve ser redobrado. “Manter o controle glicêmico, não fumar, evitar o excesso de bebida alcoólica e ter uma vida saudável são os principais fatores que vão ajudar na prevenção da aterosclerose”, afirma Raquel. 
 
A influenciadora digital Marina Barros reforça: “se você tem diabetes, a decisão mais inteligente a se tomar é manter o controle glicêmico bom, fazer escolhas alimentares melhores, praticar atividade física, evitar bebida alcoólica e sempre fazer os exames periódicos”, orienta. 
 
Outro desafio é que nem mesmo aqueles que admitem conhecer os riscos cardiovasculares do diabetes se esforçam para evitá-los. Segundo a pesquisa realizada em 2019 pela campanha Quem Vê Diabetes Vê Coração, apesar de mais da metade dos pacientes entrevistados terem sido diagnosticados com o diabetes tipo 2 há pelo menos cinco anos, apenas quatro em cada dez diziam praticar exercícios físicos regulares. E mais de um terço não conseguiam ter uma alimentação equilibrada. 

Tratamento

Anunciado entre os dias 21 e 25 de setembro durante o congresso da Associação Europeia para o Estudo do Diabetes (EASD, na sigla em inglês), o estudo CAPTURE também revela que apenas duas em cada dez pessoas com diabetes tipo 2 usam algum medicamento para a doença que atue para diminuir o risco cardiovascular.

Covid-19

Não bastasse a associação perigosa, o diabetes e as doenças cardiovasculares são fatores de risco para o agravamento da Covid-19. Pacientes com diabetes que sejam infectados com o novo coronavírus têm mais chance de desenvolver a forma grave da doença, dificuldades respiratórias e necessidade de internação. 
 
De acordo com o último boletim epidemiológico especial do Ministério da Saúde, cerca de 64% das pessoas que morreram por causa Covid-19 até 19 de setembro tinham, ao menos, uma comorbidade ou fator de risco para a doença. Cardiopatia e diabetes foram as condições mais frequentes. “Tem a questão dos distúrbios de coagulação, como a trombose, que também têm sido descritos nas pessoas com Covid-19 e que pode ter uma relação e complicar a aterosclerose”, alerta Raquel. 

Campanha

A campanha “Quem Vê Diabetes Vê Coração” é uma iniciativa da Novo Nordisk em parceria com sociedades médicas e associações de pacientes com diabetes de todo o país. Lançada em 2019, tem como objetivo conscientizar as pessoas sobre os riscos associados entre o diabetes e as doenças cardiovasculares. Para mais informações, acesse o site da campanha: quemvediabetesvecoracao.com.br.

Copiar o texto
29/09/2020 00:00h

Pesquisa aponta que 90% dos pacientes brasileiros sente falta de informação sobre a relação entre o diabetes e as doenças cardíacas

Baixar áudio

Uma pesquisa da campanha “Quem Vê Diabetes Vê Coração” realizada em 2019 aponta que 90% dos pacientes brasileiros sente falta de informação sobre os riscos cardiovasculares do diabetes. Para tentar reverter esse quadro, a Novo Nordisk, empresa líder global em saúde, com apoio de associações de pacientes e sociedades médicas, promove a Live do Coração nesta terça-feira (29), com um show da cantora e compositora Ana Carolina diretamente do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro 

O evento não poderia ocorrer em uma data mais apropriada, afinal, 29 de setembro é o Dia Mundial do Coração. A live vai ser transmitida nesta terça-feira, a partir das 20h, pelos canais da campanha e da cantora Ana Carolina no YouTube. A apresentação ficará por conta do ator Danton Mello que conversará com o médico endocrinologista, Carlos Eduardo Couri. O objetivo é alertar a população sobre a relação entre o diabetes e as doenças cardiovasculares. 

Raquel Cristina Coelho, gerente médica da Novo Nordisk, reforça o objetivo da Live do Coração. “A finalidade da campanha é aumentar a conscientização sobre a relação que existe entre o diabetes e as doenças cardíacas. É uma relação muito forte, mas que infelizmente não é tão lembrada quanto gostaríamos”, lamenta. 

Vale lembrar também que o diabetes e as doenças cardiovasculares estão entre os fatores de risco para a Covid-19. De acordo com o Ministério da Saúde, até 12 de setembro, mais de 63% das vítimas do novo coronavírus no Brasil apresentavam, ao menos, uma comorbidade ou fator de risco para a doença. Cardiopatia e diabetes foram as condições mais frequentes. 

Diabetes avança e hipertensão arterial se mantém em patamar elevado entre os idosos

Cenário

Estima-se que cerca de 13 milhões de brasileiros tenham diabetes. Esse número é maior do que a população de países, como a Bolívia, o Paraguai e Portugal, por exemplo. No entanto, os especialistas em saúde alertam para outro grande problema: a falta de informação sobre os riscos cardiovasculares do diabetes. 

Apenas um em cada 10 brasileiros não sente falta de informação sobre essa associação perigosa, aponta o estudo “Quando o diabetes toca o coração”, apoiado pela campanha Quem Vê Diabetes Vê Coração em 2019, com participação de 1.500 entrevistados em todas as regiões do país. 

Arte: Brasil 61

O diabetes tipo 2, subtipo mais comum da doença, aumenta em até quatro vezes a propensão a doenças cardiovasculares. Segundo a Associação Americana do Diabetes, 80% das mortes de pessoas com a doença são causadas por problemas relacionados ao coração.

Para Raquel Cristina Coelho, há mais de um fator que explica a falta de conhecimento dos pacientes sobre o tema. No entanto, um dos mais importantes é a ênfase dada a outras complicações ligadas ao diabetes, ao passo em que os problemas relacionados ao coração são pouco lembrados. 

“Algumas complicações já estão mais estabelecidas como associadas ao diabetes entre a população, que são a cegueira, a amputação de membros e a doença dos rins. Essas complicações são extremamente graves, sérias, mas são menos comuns do que as doenças cardiovasculares”, reforça. 

Por isso, durante o evento, mensagens da campanha “Quem Vê Diabetes Vê Coração” serão projetadas no Cristo Redentor. 

Diabetes, Coração, Covid

Ao descobrir que tinha diabetes, Alcir Júnior, 39 anos, começou a investigar por conta própria sobre os males associados à doença. Pela internet, conversando com pessoas que também têm a enfermidade e, principalmente, com médicos, ele descobriu os riscos cardiovasculares e passou a se tratar para evitá-los. No entanto, o morador de Vicente Pires — cidade a cerca de 15 km de Brasília — afirma que o seu caso é exceção, pois há pouca informação difundida sobre a relação entre o diabetes e as doenças cardiovasculares.

“Não tem uma informação clara sobre os riscos das cardiopatias que podem ser desenvolvidas por conta do diabetes. Tem muita coisa na internet, mas a pessoa tem que ir atrás. Coisas que se publiquem ou que detalham melhor, não há”, avalia.

Recentemente, o analista de TI teve Covid-19. O diabetes, segundo ele, contribuiu para a piora no quadro, que quase o levou a óbito. O novo coronavírus causou uma pneumonia avançada e Alcir teve que ser internado. Hoje, recuperado, ele relembra do momento difícil e comemora a melhora da saúde.

“Meu caso era de UTI, porque minha oxigenação estava muito baixa. Foi um momento de muita luta e desespero. Eu vi a morte de perto. Fiquei três dias na UTI. Na última tomografia que fiz, o meu pulmão estava 75% comprometido. A Covid-19 se agravou muito, principalmente por causa do diabetes”, lembra. Ele conclui: “Venci a Covid-19 com muita ajuda de Deus, da minha esposa, família e amigos”. 

Mais sobre a campanha

A campanha “Quem Vê Diabetes Vê Coração” é uma iniciativa da Novo Nordisk. A ação foi lançada em 2019 e conta com o apoio de sociedades médicas e associações de pacientes de todo o país. Para mais informações, acesse o site quemvediabetesvecoracao.com.br

Copiar o texto
09/09/2020 00:00h

Por meio de nota, o ministério informou que a portaria 2.309/2020 “foi revogada, pois a pasta recebeu contribuições técnicas sugerindo ajustes”

Baixar áudio

Após divulgar uma lista contendo as Doenças Relacionadas ao Trabalho (LDRT), o Ministério da Saúde recuou e publicou nova portaria (n° 2.345) que desconsidera a atualização inicial. Por meio de nota, o ministério informou que a portaria 2.309/2020 “foi revogada, pois a pasta recebeu contribuições técnicas sugerindo ajustes. Essas sugestões devem ser analisadas pela pasta e demais órgãos envolvidos antes da republicação do texto”.

Diante dessa decisão, o Conselho Nacional de Saúde (CNS) publicou recomendação pedindo que o ministério reveja a segunda medida, por entender que a atualização dessa lista é essencial no processo de trabalho para a garantia de direitos à população trabalhadora. Segundo o coordenador da Comissão Intersetorial de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora do CNS, Geordeci Menezes de Sousa, a retirada da lista foi um ato antidemocrático. 

“Essa decisão nos surpreendeu porque, no âmbito do SUS, as coisas não funcionam pela vontade do gestor do governo, ela tem que ser negociada com os representantes municipais e estaduais, além de ter anuência do Conselho Nacional de Saúde, que é o órgão maior de gestão dos Sistema Único de Saúde”, defende Geordeci.

O sistema precisa de uma revisão periódica da lista oficial de doenças originadas no processo de trabalho, tendo a elaboração com a participação de entidades sindicais. A medida, segundo o coordenador, também se trata de uma garantia jurídica para a classe trabalhadora.

“Essa lista é importante porque, ao passo em que essas doenças são detectadas, permite que a gestão do SUS crie estratégias. Essas enfermidades afetam o trabalhador e o levam SUS e, muitas vezes, até para a Previdência Social”, salienta. 

Tratamentos experimentais contra covid-19 ganham força no Brasil

Senado aprova PL que dispensa atestado médico para trabalhadores com suspeita de coronavírus

Brasil possui 197 registros e 14 mortes relacionadas à síndrome pediátrica rara associada ao novo coronavírus

O Ministério Público do Trabalho (MPT) também mostrou preocupação em relação à retirada da lista pelo Ministério da Saúde. Por meio de nota, o órgão defendeu que “a revogação precoce e imotivada da Lista de Doenças Relacionadas ao Trabalho (LDRT) põe em risco políticas públicas voltadas à atenção integral à Saúde do Trabalhador, comprometendo a capacidade dos órgãos vocacionados à proteção à saúde e segurança do trabalhador”. 

A advogada especialista em Direito Médico, Mérces da Silva Nunes, afirma que a lista é um instrumento indispensável para a validação da atenção integral à saúde dos trabalhadores, além de ser uma fonte de referência para a proteção de dois direitos fundamentais previstos na Constituição: a saúde e o trabalho.

“É a própria lista que orienta as ações diretivas dos órgãos competentes, às ações do Ministério Público do Trabalho, do Poder Judiciário, principalmente nas questões específicas, que são submetidas à apreciação do Judiciário, à orientação das perícias para comprovar que a doença é específica do trabalho”, explica Mérces.

Covid-19

Ao publicar a lista de doenças relacionadas ao trabalho, inicialmente, o Ministério da Saúde incluiu a Covid-19. A doença causada pelo novo coronavírus aparecia classificada como pertencente ao grupo de "Doenças Relacionadas ao Trabalho com respectivos Agentes e/ou Fatores de Risco", por causa da possível exposição ao vírus durante atividades laborais.

Antes de a portaria 2.309/2020 ser revogada, a pasta decidiu retirar o nome da enfermidade da relação.  A infectologista Joana D'arc pontua que, hoje, é difícil saber o local exato onde uma pessoa foi infectada com a doença, principalmente por haver uma desorganização na circulação dos indivíduos. Então, ela acredita que colocar a covid-19 como uma doença associada ao trabalho é uma decisão delicada.

“Temos um risco muito alto de cometermos um equívoco. Por isso, eu digo em algumas unidades onde tenho passado e vejo que as pessoas usam todos os equipamentos da forma mais correta, que às vezes é mais fácil a pessoa pegar a doença em outro lugar do que no serviço de saúde”, disse Joana ao comparar o caso envolvendo profissionais que trabalham diretamente em unidades de saúde.

Moradora do município de Campestre (MA), a enfermeira Giovanna Rodrigues, de 25 anos, conta que foi infectada pelo novo coronavírus enquanto trabalhava na cidade de Imperatriz, no mesmo estado. 

“Tive acometimento de menos de 25% do pulmão e diagnosticada com a covid-19. No dia 1° de junho eu passei mal e fui levada para o Hospital Municipal de Campestre, onde fiquei internada e iniciei o tratamento com novos antibióticos, pois minha pneumonia viral tinha evoluído para pneumonia bacteriana”, relata.

Vinte e um anos depois

A primeira vez que a lista das doenças relacionadas ao trabalho surgiu foi em 1999, a partir de uma demanda do Conselho Nacional de Saúde. O pedido foi feito a partir da Resolução n° 220, de 6 de março de 1997. No documento, o CNS determina a instituição da relação das doenças ocupacionais no Sistema Único de Saúde e dispôs, ainda, sobre a obrigatoriedade de sua notificação. 

Dois anos depois, houve a publicação da lista, por meio da Portaria n° 1.339/1999. Segundo o coordenador da Comissão Intersetorial de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora do CNS, Geordeci Menezes de Sousa, a lista é acompanhada de um item que diz que a relação poderá ser revisada anualmente. “Somente 21 anos depois estamos publicando a primeira atualização que, infelizmente, veio a ser revogada pelo governo”, destaca.  

A coordenadora Trabalhista do escritório Natal & Manssur Advogados, Karolen Gualda Beber, ressalta que as empresas também devem estar preparadas para ações judiciais que envolvem doenças relacionadas ao trabalho. Segundo a especialista, uma das medidas é a antecipação quanto ao histórico de orientações repassadas pela companhia aos funcionários. 

“Nesse momento, as empresas precisam se munir de toda a documentação necessária, onde comprove todas as orientações que elas deram, todas as medidas que foram adotadas, justamente para que, num questionamento judicial, elas tenham essa comprovação de que ela tomou todas as atitudes e responsabilidades que lhe cabiam”, pontua. 

Copiar o texto
29/08/2020 00:00h

Estudo do INCA revela que para cada centavo investido em propaganda pelo ramo do tabaco, Brasil tem gasto com tratamento de doenças tabaco relacionadas 1,93 vezes superior

Baixar áudio

29 de agosto marca o Dia Nacional de Combate ao Fumo. Um estudo do Instituto Nacional do Câncer (INCA) apontou que o gasto com tratamento de doenças relacionadas ao tabaco para a sociedade brasileira é quase duas vezes superior ao dinheiro investido em marketing pela indústria do produto. Para cada centavo aplicado pelo segmento do tabaco para atrair novos fumantes, o Brasil tem um gasto direto com tratamento de doenças relacionadas ao fumo 1,93 vezes superior ao dinheiro acometido pelo ramo. A pesquisa teve como base informações sobre a conduta do fumante brasileiro oriundos da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) e da Secretaria da Receita Federal. 

O estudo do INCA estima que a cada R$ 32,3 mil gastos com as estratégias das empresas de tabaco para atravancar políticas públicas de redução do tabagismo, há uma morte por doença pulmonar obstrutiva crônica, câncer de pulmão, infarto agudo do miocárdio, síndrome coronariana aguda ou derrame atribuível ao tabagismo. O instituto selecionou para análise as doenças que apresentam os custos mais elevados de tratamento relacionadas ao fumo. 

Embora o Brasil venha reduzindo o número total de fumantes nos últimos 13 anos, caiu 38% entre 2006 e 2019, dados da pesquisa Vigitel, do Ministério da Saúde, apontam que 9,8% dos brasileiros ainda têm o hábito de fumar. O percentual representa aproximadamente 22 milhões de pessoas. 

Mesmo com quase 10% da população consumindo tabaco, a chefe da Divisão do Controle do Tabagismo, do INCA, Andreia Reis, afirma que a política de controle ao tabagismo brasileira é bem-sucedida. No ano passado, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu que o Brasil implementou as melhores práticas no cumprimento das estratégias preconizadas pela entidade, como monitoramento do uso, aumento de impostos sobre o tabaco e oferta de ajuda para cessação do fumo.

“O Brasil foi reconhecido internacionalmente. O País é signatário da Convenção Quadro da OMS para controle do tabaco. Esse é o primeiro tratado internacional de saúde pública que o Brasil faz parte. O Programa Nacional do Controle de Tabagismo está inserido nessa política. A gente vê que os marcos legais reafirmam o compromisso do País com a saúde da população”, diz Andreia.

“Temos, por exemplo, o artigo 12, que são as medidas educativas relacionadas à disseminação de informações acerca do controle do tabaco. O 29 de agosto é uma data institucional, nacional, onde a gente prevê a disseminação dessa comunicação”, completa. 

Durante 40 anos, a bancária aposentada Maria Almado foi fumante e há cerca de um ano e meio conseguiu largar o vício. Ela relata que há momentos em que ainda sente falta de fumar, mas que não pensa em voltar a consumir o produto. “Foi difícil (parar), mas achei que seria mais. Parei inicialmente por um propósito de um mês, por uma intenção. Passado um mês, decidi tentar prolongar e consegui parar. Ainda sinto falta, mas já não me lembro todos os dias como antes. Às vezes passo dois dias sem me lembrar. Depois que parei percebi os benefícios de paladar, melhorei muito o olfato, melhorei respiração, subir escadas”, conta Maria. 

Segundo o INCA, o tabagismo é responsável por mais de oito milhões de mortes ao redor do mundo a cada ano. Desse total, os fumantes passivos somam pouco mais de um milhão. No Brasil, a dependência do tabaco causa 157 mil mortes, o que gera um custo anual para a sociedade de cerca de R$ 57 bilhões. A OMS classifica o tabagismo como doença na Classificação Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID-10). 



Tabaco e Covid-19

O tabaco é responsável por inflamações e é prejudicial aos mecanismos de defesa do organismo. Esses motivos colocam os fumantes entre os que têm maior risco de infecções por vírus, bactérias e fungos. Além de ter influência direta em doenças como sinusites e pneumonia, o consumo do tabaco é a principal causa de câncer de pulmão.

Os fatos levam o tabagismo a ser fator de risco para a Covid-19. Devido a um possível comprometimento da capacidade pulmonar, o fumante possui mais chances de desenvolver sintomas graves da doença. “O fumante acaba andando alguma parte do dia sem máscara e leva a mão na boca para consumo do tabaco várias vezes ao dia. O fumante acaba não usando muito álcool em gel, é um produto inflamável, e muitas vezes acaba se expondo mais por conta do consumo”, explica Andreia Reis. 

Copiar o texto
04/08/2020 00:00h

Apesar do resultado, o país ainda precisa melhorar a situação e conseguir atingir a meta de reduzir em até 90% os casos da doença e em 65% as mortes associadas a ela até 2030

Baixar áudio

O Brasil registrou queda no número de casos de hepatites em 2019. Dados do Ministério da Saúde divulgados na última semana apontam que, no entanto, apesar desse avanço, o país ainda precisa melhorar a situação e conseguir atingir a meta de reduzir em até 90% os casos da doença e em 65% as mortes associadas a ela até 2030. Esse compromisso foi firmado no Plano Estratégico Global das Hepatites Virais.

Em relação à hepatite B, a quantidade de casos registrados no ano passado chegou a 13.971, uma redução frente aos 14.686 de 2018. Os óbitos, por sua vez, tiveram uma variação positiva entre 2017 e 2018, passando de 414 para 424. No recorte por região, o Sul foi o que registrou o maior número de pessoas com a doença, chegando a 4.529. Na sequência aparecem Sudeste e Norte, com 3.867 e 2.471, respectivamente. No Nordeste a quantidade atingiu 2.021, enquanto o Centro-Oeste registrou 1.081 casos.

“Nós temos um abastecimento importante de medicamentos para as hepatites. E, depois de uma luta muito grande, de um ano aproximadamente, conseguimos fazer uma mudança importante, diminuir a burocracia para o tratamento de um paciente com hepatite, e quem precisa de medicamentos tem pressa. A gente tem que desburocratizar o máximo possível”, aponta o diretor do Departamento de Doenças Crônicas e ISTs, Gerson Pereira.

O balanço aponta, ainda, que mais homens foram infectados do que mulheres. O número de pessoas do sexo masculino com hepatite B foi de 7.938, enquanto do sexo feminino somou 6.028. No recorte por raça e cor, a enfermidade foi mais comum em pardos, com 5.637 casos. Nos brancos, a doença foi confirmada em 5.420 pessoas; em pretos chegou a 1.399; amarelos 177 e indígenas 125. A principal forma de contágio foi por via sexual, com 20,4%.

Sobre os casos de hepatite C, o levantamento do Ministério da Saúde revela que houve uma baixa de 2018 para 2019, de 27.773 para 22.747. As mortes ocasionadas pela doença também recuaram, ao passarem de 1.720 em 2017 para 1.574 em 2018. No ano passado, em termos territoriais, a prevalência foi no Sudeste, com 11.666; seguido por Sul, com 7.168; Nordeste, com 1.869; Norte, com 1.075 e Centro-Oeste, com 959.

“Com relação à hepatite C, o Ministério da Saúde realizou um pregão para aquisição de mais de 50 mil tratamentos para esta enfermidade. Isso garante ao nosso país um abastecimento da nossa rede de atenção à saúde até 2021. E não apenas para hepatite c, mas para hepatite B há estoque de medicamentos o suficiente para abastecer o SUS até o primeiro trimestre de 2021”, afirma o secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo de Medeiros.

Já os casos registrados de hepatite A tiveram redução de 2.188 para 891, de 2018 para 2019. Os dados mais atualizados sobre óbitos pela enfermidade se referem a 2018, quando morreram 28 brasileiros. Em 2017, o número chegou a 22.

A hepatite D é o tipo da doença que apresenta o menor número de casos em relação às demais. Esta enfermidade foi responsável por 164 casos em 2019. No ano imediatamente anterior, o número foi menor, 151.  A região Norte foi a que registrou o maior volume de casos, com 104. No Sudeste brasileiro, o número de pessoas infectadas foi de 26; no Sul, chegou a 19; no Nordeste a 10 e no Centro-Oeste a 5.

Medidas

O secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo de Medeiros, garantiu que o Ministério da Saúde “zerou” a fila de tratamento para hepatites virais. O termo é utilizado quando um determinado número de tratamentos anuais considerado adequado é atingido.

TIRA-DÚVIDAS: “Não se pode relaxar no uso da camisinha”, ressalta diretor do Departamento de ISTs do Ministério da Saúde

Testes rápidos para ISTs revelam diagnóstico em até meia hora; entenda

Medeiros afirmou ainda que foi feito um pregão para mais de 50 mil tratamentos. Segundo ele, essa medida pode garantir o abastecimento da rede de saúde até 2021. Para hepatite B, o estoque de medicamentos estaria garantido até o 1º trimestre do próximo ano.

“Os medicamentos passaram a ser enviados mensalmente, antes era a cada três meses. Fizemos isso para garantir maior agilidade no atendimento. Consequentemente isso também garante maior controle dos estoques e diminui a chance do desabastecimento na ponta. O ministério envia 20% a mais do que consumo de cada estado”, destacou o secretário.

Ainda segundo Arnaldo de Medeiros, o Brasil tem um compromisso de reduzir, até 2030, 90% dos casos de hepatites. "Esta meta será alcançada com esforço contínuo do SUS, dos nossos profissionais, da cobertura vacinal e disponibilização dos tratamentos adequados", pontuou.

Copiar o texto

Use dados tenha mais votos nas eleições 2020