Rio de Janeiro

14/10/2021 18:45h

Salários vão de R$ 5 mil a R$ 15 mil. Profissionais sem vínculo com a administração pública e servidores públicos, com nível superior, podem ser inscrever até o dia 27 de outubro

A Escola Nacional de Administração Pública (Enap) abriu inscrições para ocupação de vagas na Subsecretaria de Integridade Pública (Subip), órgão da Secretaria de Governo e Integridade Pública (Segovi) da Prefeitura do Rio de Janeiro.  Os selecionados irão atuar presencialmente na prefeitura, situada no bairro Cidade Nova, no Rio de Janeiro (RJ), em regime de dedicação integral.  

São 12 vagas para cargos de coordenação-Geral, coordenação e de assessoria I, cuja pré-seleção será feita pela Enap, e cinco vagas para assessoria III, com inscrições recebidas pela plataforma da Enap, cujo processo seletivo será integralmente realizado pela Prefeitura do Rio de Janeiro. Para as 17 vagas é requerida formação de nível superior.

As 12 vagas com pré-seleção pela Enap estão distribuídas da seguinte forma:

  • Cargo de coordenação-geral de Inteligência (DAS 10.B) – uma vaga - Remuneração mensal de R$ 15 mil
  • Cargo de coordenação (DAS 9) – quatro vagas – Remuneração mensal de R$ 8 mil nas áreas de: 

Análise de integridade de agentes públicos

Análise de integridade de fornecedores

Normas, procedimentos e controles

Governança e articulação externa 

  • Cargo de assessoria I (DAS 9) – sete vagas – Remuneração mensal de R$ 8 mil nas áreas de: 

Gerenciamento de riscos e monitoramento – três vagas

Governança e articulação externa – três vagas

Cultura de integridade – uma vaga

Inscrições aqui 

Etapas da seleção

O processo seletivo será online e terá as etapas de pré-seleção (avaliação curricular e avaliação das competências comportamentais) conduzidas pela Enap e a etapa final de seleção (análise da experiência profissional mais relevante e entrevista com gestor da área) conduzida pela Subsecretaria de Integridade Pública.

Todas as informações sobre o processo seletivo são divulgadas no Portal da Enap. Acompanhe o andamento da pré-seleção e o cronograma atualizado do processo. 

Seleção de cargos comissionados de assessoria III

As cinco vagas para o cargo de assessoria III estão nas áreas de cultura de integridade; normas, procedimentos e controles; análise de integridade de agentes públicos e gerenciamento de riscos e monitoramento. A remuneração mensal total é de R$ 5 mil. As inscrições serão recebidas pela plataforma da Enap e o processo seletivo será integralmente realizado pela Subsecretaria de Integridade Pública. Inscrições aqui

Como funcionam os processos seletivos na plataforma da Enap

A Escola tem uma coordenação dedicada à seleção de lideranças, a GNova Pessoas, que se baseia na avaliação de competências comportamentais (soft skills), com recrutamento abrangente, análise da trajetória profissional apoiada por inteligência artificial e entrevista, quando os candidatos recomendados na avaliação comportamental estão aptos para realização de entrevistas finais com os órgãos demandantes.

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Para realizar processos seletivos competitivos em nível nacional, a GNova Pessoas utiliza métodos de atração e busca ativa de profissionais para a carreira pública. A plataforma permite alcançar perfis com trajetórias diversas no setor público, no setor privado, no meio acadêmico e no terceiro setor. Os processos seletivos prezam pela transparência e igualdade de oportunidades, com ampla divulgação nos canais da Enap e observância à legislação vigente.

Com apoio de inteligência artificial são avaliadas as informações fornecidas pelos candidatos durante a inscrição quanto à trajetória profissional, formação e cursos afins às áreas de atuação da posição.

"Cada processo seletivo é único e desenhado especificamente para a posição demandada pelo órgão ou instituição” esclarece Bruna Éboli, coordenadora do GNova Pessoas. Ela destaca que após estudos e benchmarking em mais de 60 países e com instituições nacionais e internacionais, a Enap definiu o conjunto de competências essenciais às lideranças no setor público. Todos os processos seletivos passaram a ser orientados por uma nova lógica, valorizando competências comportamentais para colocar as pessoas certas nos lugares certos.

A experiência da Enap com seleções já realizadas

Em 2021 a Enap ampliou seus serviços de recrutamento e pré-seleção de profissionais, informa a escola. O objetivo é levar a sua expertise na escolha de pessoas qualificadas para o exercício de atividades de liderança e chefia a estados, municípios e diversos órgãos da administração pública federal.

Em março, a Enap selecionou profissionais para três posições estratégicas de liderança na Subsecretaria de Transparência e Governo Digital, da Secretaria de Governo e Integridade Pública na Prefeitura do Rio de Janeiro. O suporte da tecnologia na plataforma de recrutamento e pré-seleção com o uso da inteligência artificial deu agilidade ao processo, combinando o perfil das posições e candidatos qualificados, com espírito público, que buscam colocação na administração pública. No total, 987 profissionais de 13 estados manifestaram interesse na seleção. Ao final, foram 358 inscritos com elevado nível de formação: mais da metade (52%) possuíam pós-graduação; 22% tinham mestrado e 7% doutorado.

Nos últimos dois anos, a Enap cadastrou 2.700 profissionais em seu banco de currículos e avaliou mais de 500 profissionais. Destes, mais de 200 foram pré-selecionados e 33 profissionais foram nomeados por processos seletivos, todos para posições estratégicas de liderança em órgãos da administração pública.
 

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14/10/2021 16:50h

Iniciativa é resultado da união com diversas entidades parceiras. Até dezembro, meta é contribuir com a alimentação de mais de 200 mil famílias em situação de vulnerabilidade social

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Entre junho e outubro de 2021, mais de 500 mil cestas básicas foram entregues para milhares de famílias em todo o Brasil. A ação é resultado da união de forças entre Vale, Movimento Panela Cheia, Movimento União Rio, Ação da Cidadania e outras entidades parceiras para ajudar no combate à fome no país.

A pandemia da Covid-19 aumentou o número de pessoas em situação de insegurança alimentar grave no Brasil. Atenta a este cenário, a Vale se uniu a organizações que atuam no combate à fome no país. Voluntários da Vale, de empresas parceiras e da sociedade também se juntaram à ajuda humanitária com doações via plataforma do programa de voluntariado da Vale. Até dezembro, a previsão é entregar 1 milhão de cestas para mais de 200 mil famílias em situação de insegurança alimentar grave.

A distribuição das cestas é dividida em três frentes: ONGs parceiras estão distribuindo alimentos para municípios do Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Pará e Mato Grosso do Sul, por meio de cestas básicas ou cartões-alimentação. Já o Movimento Panela Cheia ficou responsável por distribuir alimentos para os demais estados do país. O Movimento União Rio reforçou a distribuição na cidade do Rio de Janeiro.

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A Ação da Cidadania atuou em parceria com a Rede Voluntária Vale, plataforma de voluntariado da empresa, via matching: a cada R$ 1 doado pelo site da Rede Voluntária, a Vale fazia uma doação de R$ 10. A meta de R$ 200 mil em doações de voluntários para garantir R$ 2 milhões em doações da Vale foi alcançada e todo o valor foi revertido em cestas básicas entregues pela Ação da Cidadania para instituições parceiras e outras indicadas pelos voluntários nos estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Maranhão, Pará e Mato Grosso do Sul.

Sobre a Vale 

A Vale é uma mineradora global, líder mundial na produção de minério de ferro e níquel, com sede no Rio de Janeiro e presente nos cinco continentes. Para a Vale, a mineração é essencial para o desenvolvimento do mundo e só servimos à sociedade ao gerar prosperidade para todos e cuidar do planeta.  Acreditamos que existimos para melhorar a vida e transformar o futuro juntos com as pessoas.

Sobre o Movimento Panela Cheia

A CUFA, a Gerando Falcões e a Frente Nacional Antirracista, com o apoio do União SP e cooperação da Unesco, uniram esforços para criar o Movimento Panela Cheia em busca de arrecadar recursos para a compra de cestas básicas para pessoas em situação de vulnerabilidade. Estas instituições lutam todos os dias contra a dura realidade da fome e trabalham seriamente para fazer chegar alimentos onde se mais precisa: nas mesas de famílias em comunidades de todo país.

Sobre o Movimento União Rio

União Rio é um movimento voluntário da sociedade civil do Rio de Janeiro que reúne pessoas, empresas e organizações não governamentais. Foi criado em 17 de março de 2020 com o objetivo de combater os impactos da Covid-19 e de preservar vidas. Visa a atuar nas necessidades mais urgentes das pessoas, a partir da captação de doações financeiras, de produtos e de serviços para a execução de ações filantrópicas. Conta com mais de 1.000 voluntários e inspirou a criação de movimentos similares em 20 estados do País. Pauta-se na ética, na transparência na aplicação dos recursos e na prestação de contas à sociedade.

Sobre a Ação da Cidadania

A Ação da Cidadania foi fundada em 1993 pelo sociólogo Herbert de Souza, conhecido como Betinho, com o intuito de combater a fome e a desigualdade socioeconômica em nosso país e ajudar os mais de 32 milhões de brasileiros vivendo abaixo da linha da pobreza naquele ano. Desde sua criação, a ONG deu início a uma série de iniciativas, sendo o Natal Sem Fome a mais célebre delas. Após dez anos sem ser realizada, a campanha voltou em 2017 e, em 2020, ganhou força total para ajudar os agora dezenas de milhões de brasileiros que vivem abaixo da linha da pobreza, segundo dados do Cadastro Único do Governo Federal. 
 

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06/10/2021 21:25h

Outras três capitais anunciam a flexibilização do uso de máscaras para proteção contra a Covid

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Com 1.705 mortes e a taxa de letalidade em 6,57%, o município de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, é o primeiro a decretar oficialmente a desobrigação do uso de máscaras em locais abertos e fechados no município. A flexibilização está no decreto publicado na terça-feira (5) pelo prefeito Washington Reis. De acordo com a prefeitura, o município tem 46,8% da população vacinada  com as duas doses e 70% com a primeira dose.  No total, já foram aplicadas mais de 900 mil doses de vacina contra a Covid-19 no município. 

Segundo o prefeito Washington Reis, o bom desempenho no enfrentamento da pandemia motivou o decreto. “Essa decisão foi tomada com segurança. Em nossa cidade, garantimos 200 leitos de CTI em todo o período de pandemia e a maioria desses leitos serviram até para cidades vizinhas e, inclusive, a capital do estado. Além disso, nós avançamos na vacinação e hoje já temos crianças de 12 a 17 anos sendo vacinadas. Com isso, Duque de Caxias está autorizada a não usar máscara’, explica.

A professora do curso de saúde coletiva da Universidade de Brasília (UnB), Carla Pintas, faz um contraponto ao decreto de Duque de Caxias. Para ela, foi uma decisão precipitada. “É uma decisão bastante precipitada porque, de certa forma, ainda não é a maioria da população que está totalmente imunizada. Os números atuais não justificam uma medida desse porte. Essa desobrigação do uso de máscara causa uma falsa sensação para a população de que a pandemia está totalmente controlada”, diz.

Outras três capitais brasileiras já falam em flexibilização quanto ao uso da máscara de proteção.

O prefeito da capital carioca pensa parecido com o de Duque de Caxias. Para Eduardo Paes, o Réveillon e o Carnaval poderão acontecer sem que as pessoas usem a proteção e, ainda este mês, o uso já será liberado em locais abertos.

A vizinha São Paulo tem um estudo que propõe afrouxar as medidas que obrigam o uso quando 100% tiveram tomado a quantidade de doses recomendadas de vacina para a faixa etária. A prefeitura de Florianópolis afirma que irá parar de exigir uso de máscara em ambientes públicos quando a cidade atingir 80% do esquema vacinal completo.

O Brasil adotou o uso de máscaras como política de saúde pública em meados de abril de 2020. Não há uma data exata porque o Supremo Tribunal Federal (STF) deu autonomia para estados e municípios adotarem medidas de segurança contra a Covid- 19. Com isso, o decreto começou em diferentes dias no país. Até o momento, apenas o município de Duque de Caxias decreta o não uso da máscara fácil.

Dados da Covid-19

O Brasil registrou mais 16.906 casos e 507 óbitos por Covid-19, nesta quarta-feira (6), de acordo com o balanço mais recente do Ministério da Saúde. Desde o início da pandemia, mais de 19.346.096 milhões de brasileiros foram infectados pelo novo coronavírus.
O Rio de Janeiro ainda é o estado com a maior taxa de letalidade entre as 27 unidades da federação: 5,15% . O índice médio de letalidade do País estava em 2,79%.

Taxa de letalidade nos estados

  • SP    3,44%
  • MG    2,55%
  • PR    2,59%
  • RS    2,42%
  • RJ    5,15%
  • SC    1,62%
  • GO    2,71%
  • BA    2,18%
  • ES    2,14%
  • MT    2,53%
  • DF    2,10%
  • MS    2,56%
  • AC    2,09%
  • AL    2,61%
  • AM    3,22%
  • AP    1,62%
  • CE    2,58%
  • MA    2,85%
  • PA    2,81%
  • PB    2,11%
  • PE    3,18%
  • PI    2,19%
  • RN    1,99%
  • RO    2,46%
  • RR    1,58%
  • SE    2,16%
  • TO    1,69%
  • Brasil  2,79%

 Os números têm como base o repasse de dados das Secretarias Estaduais de Saúde ao órgão. Acesse as informações sobre a Covid-19 no seu estado e município no portal brasil61.com/painelcovid.
 

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06/10/2021 20:20h

Ministro Rogério Marinho assinou, nesta quarta-feira (6), portaria autorizando a execução do projeto de adequação e ampliação dos CTRs Barra Mansa, Nova Iguaçu e Alcântara

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O Governo Federal, por meio do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), autorizou a captação de R$ 251 milhões, por meio de debêntures incentivadas, para obras de adequação e ampliação das Centrais de Tratamento de Resíduos (CTR) Barra Mansa, Nova Iguaçu e Alcântara, localizadas no estado do Rio de Janeiro. A portaria que permite a captação foi assinada nesta quarta-feira (6) pelo ministro Rogério Marinho e será publicada em breve no Diário Oficial da União (DOU).

As debêntures são títulos privados de renda fixa que permitem às empresas captarem dinheiro de investidores para financiar seus projetos. No caso das incentivadas, os recursos captados são empregados necessariamente em obras de infraestrutura e há isenção ou redução de Imposto de Renda sobre os lucros obtidos pelos investidores.

“O financiamento de ações por meio das debêntures incentivadas é uma inovação da nossa gestão que vem permitindo a implementação de projetos de saneamento no País”, destaca o ministro Rogério Marinho. “Diversas obras se tornaram possíveis por meio dessa ferramenta, garantindo mais saúde e qualidade de vida para a população beneficiada”, completa.
 
Atualmente, o MDR tem uma carteira com 41 projetos prioritários de saneamento básico aprovados em 14 estados (Amazonas, Ceará, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins). Destes, 35 estão em andamento e 30 já captaram R$ 5,46 bilhões no mercado por meio de debêntures incentivadas.

Desde o início do ano, foram publicadas nove portarias de aprovação, com potencial de emissão de R$ 1,5 bilhão. Para estes, o valor captado até o momento gira em torno de R$ 515,9 milhões, o que demonstra o crescimento de instrumentos disponíveis para a viabilidade de obras de saneamento no País.

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A Orizon Meio Ambiente será a responsável pelo projeto nos CTRs de Barra Mansa, Nova Iguaçu e Alcântara, localizados respectivamente nas cidades de Barra Mansa, Nova Iguaçu e São Gonçalo. Serão beneficiadas cerca de 5,7 milhões de pessoas de 23 municípios do Rio de Janeiro, de São Paulo e de Minas Gerais. Veja quais são:

Rio de Janeiro
Barra Mansa, Nova Iguaçu, São Gonçalo, Porto Real, Resende, Itatiaia, Pinheiral, Quatis, Rio Claro, Volta Redonda, Bananal, Belford Roxo, Duque de Caxias, Mesquita, São João de Meriti, Nilópolis, Japeri, Niterói, Guapimirim e Maricá

Minas Gerais
Bocaina de Minas e Passa Vinte

São Paulo
Arapeí

As três unidades passarão pelas seguintes intervenções: ampliação do aterro sanitário com a implantação de novas células, ampliação da infraestrutura de captação de biogás, aquisição de máquinas e equipamentos para melhoria da performance operacional, construção de galpão para máquinas e equipamentos,
ampliação e melhorias do sistema de tratamento de chorume e ampliação do sistema de drenagem do aterro sanitário.

Os CTRs Nova Iguaçu e Alcântara receberão, ainda, novos postos de monitoramento do lençol freático. A unidade localizada em São Gonçalo também irá ganhar uma unidade administrativa, vestiário e refeitório. Os projetos deverão ser concluídos até dezembro de 2030.

Presente à assinatura, o secretário nacional de Saneamento do MDR, Pedro Maranhão, afirmou que os investimentos vão proporcionar mais desenvolvimento para as regiões contempladas. “Esses projetos são muito interessantes e modernos, porque permitem o aproveitamento do resíduo sólido como fonte de energia, para compostagem e combustível derivado de resíduos (CDR). Os aterros sanitários não apenas recebem o resíduo, mas também são fontes de desenvolvimento local e nacional”, explicou.

Também participaram da cerimônia de assinatura os senadores Flávio Bolsonaro e Carlos Portinho e o deputado federal Hélio Lopes.
Esta é a segunda captação por meio de debêntures incentivadas autorizada pelo Governo Federal para o setor de resíduos sólidos urbanos. Em junho, o MDR permitiu a captação de R$ 450 milhões para obras no CTR Rio, localizado na cidade de Seropédica, na Baixada Fluminense (RJ).
 

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06/10/2021 00:05h

A média nacional para obtenção de licença ambiental é de 208 dias, de acordo com os dados do Painel do Licenciamento Ambiental no Brasil.

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A burocracia enfrentada para se obter uma licença ambiental no país é um dos temas mais discutidos em torno da nova Lei Geral do Licenciamento Ambiental (PL 2.159/2021). Especialistas e parlamentares acreditam que a demora em se obter o licenciamento atrasa investimentos, e o desenvolvimento econômico e social das cidades. Segundo dados do Painel do Licenciamento Ambiental no Brasil, da empresa de consultoria WayCarbon, com base em informações do Ministério do Meio Ambiente, secretarias estaduais e Ibama, a média brasileira para obtenção de uma licença ambiental é de 208 dias. 

Para o doutor em Direito e sócio-fundador do escritório Aroeira Salles Advogados, Alexandre Aroeira Salles, a burocracia no licenciamento ambiental espalhada por todos os estados da federação traz imensos prejuízos para o crescimento econômico do país. “A questão não é a necessidade ou não de proteção ambiental, é a impossibilidade, a ineficiência do Estado brasileiro de identificar as oportunidades e as medidas necessárias de aplicação, por exemplo, de condicionantes com a concessão rápida e eficiente do licenciamento. Quando há a tentativa de solicitação de licença ambiental, muitas vezes o poder público demora mais de um, dois anos para conceder o aval. Inviabilizando a capacidade de planejamento de investimento do empresário, desestimulando, portanto, o empreendedorismo e o crescimento econômico”, destaca.

De acordo com apoiadores da proposta, o PL 2.159/2021 simplifica o processo para empreendimentos de baixo impacto ambiental (saneamento básico, manutenção em estradas e portos e distribuição de energia elétrica de baixa tensão) e esclarece as atribuições de cada um dos órgãos envolvidos no licenciamento. 

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Para Salles, outra vantagem do PL 2.159/2021 é a tentativa de constituir uma legislação de normas gerais sobre normas detalhadas de licenciamento ambiental. “Pela primeira vez ela vai ser aplicável a todos os entes da federação de maneira uniforme. Hoje cada estado, e até municípios, tem os seus órgãos, as suas regras, as suas orientações e isso gera uma insegurança imensa e um não aprendizado, ou seja, não gera eficiência. E com essa mudança centralizada na união, o país inteiro vai trabalhar de forma similar, garantindo, obviamente, as diferenças de regiões”. 

Prazos para licença ambiental

Segundo o Painel do Licenciamento Ambiental no Brasil, na média nacional, o setor de transportes (o transporte de carga perigosas é uma atividade a ser licenciada) tem os maiores prazos médios (26 meses). Enquanto a indústria da transformação, indústria alimentícia e infraestrutura são os setores mais ágeis na obtenção de licenças ambientais. Processos completos de licenciamento, como Licença Prévia (LP), Licença de Instalação (LI) e Licença de Operação (LO) têm médias de 29 meses para energia, 34 meses para mineração e 28 meses para agrosilvopastoril. 

A reportagem entrou em contato com a Secretaria de Estado de Ambiente e Sustentabilidade do Rio de Janeiro para saber os prazos de liberação de licença ambiental, mas a pasta não soube informar o prazo mínimo e máximo de expedição do documento.

Projeto em discussão no Senado

Após 17 anos parado na Câmara dos Deputados, o projeto de lei agora é discutido pelos senadores. O presidente da Comissão de Agricultura e Reforma Agrária no Senado Federal, senador Acir Gurgacz (PDT/RO), destacou que a nova Lei Geral do Licenciamento Ambiental (PL 2.159/2021) precisa ser aprovada com urgência. “Vamos priorizar a discussão em torno do novo marco legal para o licenciamento ambiental, tema muito ligado à agricultura, ao meio ambiente e à geração de emprego e renda no nosso país." 

As Comissões de Agricultura e Reforma Agrária e do Meio Ambiente, ambas do Senado, trabalham na matéria. O projeto de Lei determina regras gerais a serem seguidas por todos os órgãos envolvidos, como prazos de vigência, tipos de licenças, assim como os empreendimentos dispensados dessas obrigações, criando a modalidade de Licença Ambiental por Adesão e Compromisso (LAC) - categoria de licenciamento por meio de atos declaratórios do empreendedor.

O doutor em direito, Alexandre Aroeira Salles, acredita que o novo marco trará mudanças positivas para acelerar o desenvolvimento do país. “Mas independentemente, o novo marco tende a reduzir muitos prazos de licenciamento, seja por um licenciamento simplificado, em que não haverá necessidade de visita ao empreendimento tendo em vista que ele é de baixo impacto e com facilidade de aprovação por conta de uma extensão, por exemplo, de uma determinada atividade desnecessária a visita ou toda a retomada de um trâmite inútil processual. Então todo enfoque do novo marco é para auxiliar o desenvolvimento econômico brasileiro e, ao mesmo tempo, proteger o meio ambiente naquilo que tem que ser protegido”. 
 

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01/10/2021 20:10h

Além da capital fluminense, outros 248 municípios brasileiros exigem comprovante de vacinação

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Durou pouco a liminar que suspendia a obrigatoriedade do chamado “passaporte da vacina” no município do Rio de Janeiro. O presidente do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, atendeu ao pedido da prefeitura da cidade e restabeleceu, na última quinta-feira (30), a volta do decreto municipal que cobra o comprovante de imunização em determinados estabelecimentos e locais de uso coletivo.
 
O ministro levou em consideração o recurso usado pela procuradoria da cidade e reafirmou a posição da Corte no sentido de que estados e municípios têm autonomia para estabelecer medidas sanitárias contra a Covid-19.
 
“A decisão acatada representa potencial risco de violação à ordem público-administrativa, no âmbito do município do Rio de Janeiro, dado seu potencial efeito multiplicador e a real possibilidade de que venha a desestruturar o planejamento adotado pelas autoridades municipais como forma de fazer frente à pandemia em seu território, contribuindo para a disseminação do vírus e retardando a imunização coletiva pelo desestímulo à vacinação”, decidiu o magistrado. 
 
Durante uma coletiva de imprensa, na manhã desta sexta-feira (1º), o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD/RJ), agradeceu a decisão de Fux e disse que o objetivo do comprovante é evitar que as pessoas contraiam a covid-19. “Eu quero saudar a decisão tomada pelo ministro Luiz Fux de restabelecer o passaporte da vacina. Não há aqui, por parte da prefeitura, qualquer vontade de cercear a liberdade de qualquer indivíduo. Muito pelo contrário. Mas queremos que, num País assolado pela covid-19, evitar que pessoas contraiam a doença e eventualmente venham a óbito”.

Com pretensão de realizar o réveillon deste ano e com foco na retomada da economia no setor do turismo, o prefeito mandou um recado para pessoas que decidiram não se vacinar e pretendem passar pela capital carioca no próximo verão. “Com o passaporte, dizemos primeiramente ao turista responsável que se vacinou: venha com tranquilidade. Em segundo lugar, dizemos a quem não quis se vacinar: por favor, não venha, você não será bem-vindo ao Rio de Janeiro” disse Paes.

O Decreto municipal 49.335/2021 entrou em vigor no Rio de Janeiro no dia 1º de setembro e a exigência de comprovação de vacina para cariocas e turistas começou a valer 15 dias depois. Entre os estabelecimentos que cobram o documento estão: academias de ginástica, piscinas, centros de treinamento e de condicionamento físico e clubes sociais, vilas olímpicas, estádios e ginásios esportivos, cinemas, teatros, salas de concerto, salões de jogos, circos, recreação infantil e pistas de patinação. Bares e restaurantes não estão inclusos no decreto.

Liminar

Na decisão que suspendeu a exigência do passaporte da vacina no Rio, o desembargador da 3ª Câmara Criminal do Tribunal do Estado do Rio de Janeiro, Paulo Rangel, concedeu a liminar na quarta-feira (29) que cassava parte do decreto do prefeito Eduardo Paes, atendendo a um pedido de habeas corpus de uma moradora da cidade.

O desembargador usou a justificativa de que o passaporte dividia a sociedade em dois grupos. “Já disse em outra oportunidade e aqui repito. O decreto divide a sociedade em dois tipos: os vacinados e os não vacinados, impedindo os não vacinados de circularem livremente pelos locais em que cita do Município do Rio de Janeiro com grave violação à liberdade de locomoção”, escreveu o magistrado. 

Um levantamento da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) mostrou que 249 cidades brasileiras estão exigindo comprovantes de vacinação em locais públicos ou de uso coletivo. Com 60 cidades que aderiram ao uso do passaporte da vacina, o Nordeste é a região que ocupa o primeiro lugar. Em seguida, está a região Sudeste, onde 58 municípios decretaram a obrigatoriedade. Entretanto, proporcionalmente, a região Norte concentra a maior parcela de prefeituras que cobram a comprovação de vacina: 20,7%. Na sequência, o Centro-Oeste tem 12%. O estudo foi publicado no dia 28 de setembro.

Dados da Covid-19

O Brasil registrou mais 18.578 casos e 506 óbitos por Covid-19, nesta  sexta-feira (1), de acordo com o balanço mais recente do Ministério da Saúde. Desde o início da pandemia, mais de 21.445.651 milhões de brasileiros foram infectados pelo novo coronavírus. O número de pessoas que morreram pela doença no País é superior a 597.255. 
A quantidade de pessoas recuperadas da doença, por sua vez, chega a 20.432.643 milhões. O Rio de Janeiro ainda é o estado com a maior taxa de letalidade entre as 27 unidades da federação, 5,14%, embora não conte com o maior número de vítimas fatais. O índice médio de letalidade do País é de 2,78%.

Taxa de letalidade nos estados

  •  RJ           5,14%
  • SP           3,43%
  • PE           3,18%
  • AM          3,22%
  • MA           2,85%
  • PA            2,82%
  • GO          2,72%
  • CE           2,58%
  • AL           2,61%
  • PR          2,58%
  • MS          2,56%
  • MG          2,55%
  • MT           2,54%
  • RO          2,46%
  • RS           2,42%
  • PI            2,20%
  • BA          2,18%
  • SE           2,16%
  • ES           2,14%
  • DF          2,11%
  • PB          2,11%
  • AC          2,09%
  • RN          1,99%
  • TO          1,69%
  • SC           1,62%
  • AP          1,61%
  • RR          1,59%
  • BR         2,78%

Os números têm como base o repasse de dados das Secretarias Estaduais de Saúde ao órgão. 

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24/09/2021 00:05h

Pelos termos da proposta, haverá mudança no acesso ao Mercado Livre, no formato dos leilões de energia, na tarifação do consumidor na Baixa Tensão, e nos descontos para fontes incentivadas

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Os reservatórios de água que abastecem o Rio de Janeiro operam com apenas 24% da capacidade e, como o quadro pode acarretar falta de geração de energia elétrica, o deputado federal Paulo Ganime (NOVO-RJ) entende que a situação é um sinal de que o parlamento precisa aprovar o PL 414/2021. A medida trata do Novo Marco Legal do Setor Elétrico.

“O novo marco seria uma solução para evitar que novas crises, como essa, acontecessem. Se a gente não fizer isso agora, vamos ficar sempre à mercê das condições climáticas e das hidrelétricas. A gente precisa antecipar e aprovar o PL 414/2021 o quanto antes”, defende o congressista.

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Em setembro do ano passado, o volume dos reservatórios chegava a 32%. O menor índice registrado foi em janeiro de 2015, quando os reservatórios da Bacia do Paraíba do Sul atingiram 2,23%. A informação consta no último levantamento divulgado pela Agência Nacional de Águas (ANA).

“Se tivéssemos esse Novo Marco Regulatório Vigente, hoje, com certeza estaríamos em outro momento. Isso porque ele traria mais liberdade para o setor, com maior concorrência, mais fontes alternativas de energia, maior participação do cliente, do usuário, da população, com mais responsabilidade também”, considera Ganime.

Alternativas

Pelos termos da proposta, haverá mudança no acesso ao Mercado Livre, no formato dos leilões de energia, na tarifação do consumidor na Baixa Tensão, e nos descontos para fontes incentivadas, na separação entre lastro e energia. 

Na avaliação do economista da FGV IBRE, André Braz, o Brasil precisa evoluir e investir mais em outras fontes de energia, o que também garantiria maiores economias aos consumidores.

“A geração de energia hidrelétrica é mais barata, mas quando o nível dos reservatórios fica muito baixo, não é possível gerar a quantidade de energia que a economia demanda. Por essa razão, os custos de geração de energia, pela necessidade de acionamento e de outras fontes mais caras de energia, acabam provocando esse encarecimento nas contas de luz”, destaca.

O projeto de lei 414/2021 foi aprovado no Senado Federal no início de 2021 e, O PL 414/2021 foi aprovado no Senado no início do ano e, atualmente, está em discussão na Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados. Paulo Ganime solicitou audiência pública na próxima terça-feira, dia 28, com Ministério de Minas e Energia, Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e associações do setor energético.
 

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15/09/2021 20:00h

Estado possui as maiores alíquotas para a gasolina e o etanol entre todas as unidades da federação. Sefaz/RJ afirma que governo local dialoga com a sociedade em busca de “responsável e gradual” diminuição do imposto

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O Rio de Janeiro avalia seguir o exemplo do Distrito Federal e propor uma redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre os combustíveis. A informação é da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz/RJ) em resposta ao portal brasil61.com. O estado fluminense cobra a maior alíquota do imposto sobre a gasolina (34%) e o etanol (32%) do País.
 
Em nota, a Sefaz/RJ afirmou que “o estado está em permanente diálogo com segmentos da sociedade, avaliando cenários que possibilitem, eventualmente, uma responsável e gradual redução da carga tributária que beneficie a população.” 
 
Levantamento da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aponta que, entre 5 e 11 de setembro, o Rio de Janeiro foi o estado com o terceiro maior valor médio da gasolina: R$ 6,56 por litro. Na última semana, o governador do estado, Cláudio Castro, admitiu que aceita negociar uma diminuição do ICMS sobre os combustíveis. No entanto, ele condiciona a medida à redução do imposto por outros entes.
 
Enquanto isso, a população reclama do preço da gasolina, que apenas este ano já subiu 31,09%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Maria Cecília Novais, 24 anos, é professora e mora na Tijuca. Ela afirma que é um “absurdo” o estado ter o maior imposto sobre a gasolina mesmo sendo um dos maiores produtores do País. Também reclama do valor cobrado na bomba. 
 
“Fica complicado para mim, porque gasto muito dinheiro com gasolina mensalmente, porque eu uso o carro para me deslocar para o trabalho. Trabalho em três lugares diferentes e, em certos momentos, não tenho como ir de um lugar a outro pelo transporte público, e acaba que gasto muito dinheiro com a gasolina.”

Reação 

Especialistas ouvidos pela reportagem concordam que a iniciativa do Distrito Federal, onde fica a capital do país, poderia desencadear uma reação em cadeia, pressionando outros estados a também reduzirem o preço do ICMS. Hoje, a menor alíquota sobre a gasolina, por exemplo, é de 25%. “As pressões que as próprias populações vão exercer com o exemplo que é dado pelo DF devem provocar alguma reação por parte dos estados que têm alíquotas mais elevadas. A tendência, pelo visto, é que esses estados que cobram até 34% de ICMS ajustem esse percentual ao mínimo praticado pela maior parte dos entes da federação, no patamar de 25%”, afirmou o economista Roberto Piscitelli.  
 
O economista Newton Marques acredita que outros governadores podem seguir o mesmo caminho que o DF, desde que haja algum tipo de apoio da União. “É uma medida que, caso venha a ser aprovada no DF, e que venha a ser compensada pelo Governo Federal, pode se repetir em outras unidades da federação e, com isso, teremos um impacto menor do ICMS sobre o preço final dos derivados de combustível”, avalia. 

GDF apresenta projeto de lei para reduzir ICMS sobre combustíveis

Entenda porquê a gasolina está cara no Brasil

Arrecadação

A diminuição do ICMS sobre os combustíveis pelos governadores esbarra, principalmente, em um ponto. O imposto é muito importante para a arrecadação dos estados. Diminuir a alíquota, em tese, implica em menos receita para os cofres estaduais.
 
Os combustíveis representam mais de 20% do que os estados arrecadam com ICMS. Por isso, Piscitelli diz que é melhor a população não contar que os gestores locais irão abrir mão de alguns pontos percentuais da alíquota com facilidade.
 
“A gente não pode se iludir muito com isso, porque o ICMS é a fonte mais importante de arrecadação dos estados e eles dependem muito da arrecadação, especialmente sobre alguns desses produtos e serviços, como é o caso do combustível, que representa a maior parte da arrecadação do ICMS.”
 
Segundo a Sefaz/RJ, o estado do Rio de Janeiro produz cerca de 80% do petróleo do País, No entanto, “o ICMS não incide sobre a produção, mas no destino, o que nos “prejudica em termos de arrecadação”.
 
Marques indica que uma forma de a conta fechar é a União entrar com algum tipo de compensação. “As unidades da federação não estão com folga de recurso a ponto de abrir mão de uma importante fonte de recursos, que é o ICMS sobre derivados de combustíveis, mas caso seja aprovado [a diminuição no DF] e o Governo Federal dê algum tipo de compensação, por exemplo, adiando o pagamento das dívidas, isso pode trazer um benefício, porque outras unidades da federação poderiam também seguir o mesmo caminho”, pontua. 

RRF

A Sefaz/RJ também apontou que a adesão do Rio de Janeiro ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF) impõe restrições à redução de receitas. O RRF é uma oportunidade para que os estados em situação fiscal deteriorada possam se recuperar com o apoio da União.

O governo fluminense aderiu ao regime em junho e, com isso, não precisará pagar, por um ano, as dívidas com a União e as garantidas pelo Governo Federal. Depois, passa a ter 30 anos para saldar os débitos. A dívida do estado é superior a R$ 172 bilhões.

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15/09/2021 03:00h

Segundo instituição, há necessidade de doações de sangue de todas as tipagens, principalmente do tipo sanguíneo “O negativo”, que está em maior escassez

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Os estoques de sangue do Hemocentro Regional de Nova Friburgo estão abaixo do volume necessário. De acordo com a instituição, há necessidade de doações de sangue de todas as tipagens, principalmente do tipo sanguíneo “O negativo”, que está em maior escassez no momento. 

Segundo o hemocentro, os baixos níveis de estoques do banco de sangue são atribuídos à pandemia da Covid-19 e, também, à chegada do inverno, época do ano em que normalmente são realizadas menos doações. 

Em 2019, foram coletadas 2.718 bolsas de sangue no hemocentro e, em 2020, foram 2.810. Neste ano, com o avanço da vacinação contra o novo coronavírus, mais de 1.700 doadores passaram pela a unidade do Instituto Estadual de Hematologia Arthur de Siqueira Cavalcanti (Hemorio), localizada em Nova Friburgo, na região serrana do Rio de Janeiro. 

De acordo com o hemocentro, a maior dificuldade enfrentada pela instituição é manter os estoques abastecidos através de doações regulares. Segundo dados do Hemorio, apenas 1,54% da população do estado é doadora de sangue. 

O diretor-geral do Hemorio, Luiz Amorim, lembra que o sangue é insubstituível para a vida humana. Ele ajuda pacientes que sofrem de doenças graves, como a leucemia e anemia falciforme, por exemplo. Além de servir de apoio para procedimentos médicos e cirúrgicos. 

Hoje, a demanda de sangue é muito maior no Rio de Janeiro por causa da pandemia, já que muitos pacientes, com complicações da Covid-19, necessitam de transfusão sanguínea. Amorim faz um apelo para que os cidadãos fluminenses e cariocas doem sangue e ajudem a salvar vidas.
 
“Essa pandemia causou um impacto muito grande no serviço de hemoterapia do Brasil e do Rio de Janeiro. Os hospitais hoje estão muito cheios não só com pacientes com Covid-19, mas com outras doenças. Além de cirurgias, traumas e acidentes. Então, tudo isso aumenta a necessidade de sangue e faz com que precisemos, como nunca, da solidariedade do povo carioca e fluminense”, pediu Amorim. 

Exemplo

A analista de planejamento Alessandra da Silva Amaral, 30 anos, mora no bairro Suruí, em Magé, região metropolitana do Rio de Janeiro, e doa sangue regularmente. Sua história como doadora voluntária começou há pouco mais de um ano.

“Eu sempre tive vontade, mas eu não tinha peso suficiente. Então, era uma coisa que eu tinha como meta de vida e disse assim que eu atingisse o peso eu doaria”, disse.

O desejo de fazer o gesto de solidariedade surgiu em Alessandra anos atrás, quando seu pai sofreu um acidente e precisou de transfusão sanguínea. Na época, ela conta que teve dificuldade em encontrar um doador.

“Meu pai sofreu um acidente e precisou de uma transfusão. Na época, a família tinha que levar duas pessoas para poder doar. E eu lembro que foi muito difícil, pois as pessoas ainda tinham medo de doar”, contou a doadora. 

Hoje, ela vai ao hemocentro a cada três meses para fazer sua doação. Para quem ainda não aderiu ao ato de cidadania, Alessandra deixa um importante recado. “É um processo tão simples e tão rápido para gente que vai doar leva só alguns minutos, mas para quem recebe é uma vida inteira pela frente”, disse a analista.

O Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde, reforça a importância da doação regular. “Vamos aproveitar essa oportunidade para reafirmar não só as ações de enfrentamento à pandemia, mas também a necessidade contínua de cumprir o preceito constitucional da saúde como direito fundamental. O sangue, ao longo do tempo, simboliza a vida. E, nesse sentido, é importante a doação regular de sangue. Doe sangue regularmente, Com a nossa união, a vida se completa”, diz Marcelo Queiroga, ministro da Saúde.

Onde doar sangue no Rio de Janeiro

Interessados em doar sangue e medula óssea podem procurar, além do hemocentro coordenador do estado, na cidade do Rio de Janeiro, um dos quatro hemocentros regionais instalados em Nova Friburgo, Campos dos Goytacazes, Vassouras e Niterói. 

O Hemocentro Regional de Nova Friburgo atende, sobretudo, 13 municípios da região serrana do estado. Entre eles, estão Petrópolis, Teresópolis e São José do Vale do Rio Preto. O endereço da unidade é Rua General Osório, número 324, no centro de Nova Friburgo. Mais informações pelo número (22) 2523-9000.

Quem mora nas cidades de Engenheiro Paulo, Mendes, Miguel Pereira, Paracambi e Paty do Alferes, pode procurar o hemocentro de Vassouras. Ele fica na Rua Vicente Celestino, número 201, bairro Madruga. O número para contato é o (24) 2471-8141. 

O hemocentro de Cabo Frio, na baixada litorânea, está mais próximo de seis municípios, como Arraial do Cabo, Iguaba Grande, São Pedro da Aldeia, Armação dos Búzios e Saquarema. A unidade está situada na Rua Barão do Rio Branco, número 88, bairro Passagem. O telefone para contato é o (22) 2644-5076.

Já o hemocentro regional de Niterói atende, sobretudo, 15 municípios da região metropolitana da capital carioca. Entre eles, estão: Belford Roxo, Duque de Caxias, Magé, São Gonçalo e Queimados. A unidade está localizada na Rua Marquês do Paraná, número 330, centro. O telefone para contato é o (21) 2629-9063.

A unidade regional de Campos dos Goytacazes, norte fluminense, atende as cidades de Cardoso Moreira, São Fidélis, São Francisco de Itabapoana e São João da Barra. O hemocentro fica na Rua Rocha Leão, 2, bairro Caju, telefone (22) 2737-2500.
Para saber mais informações sobre endereços e horários de funcionamento das unidades mais próximas de você, veja o mapa abaixo. 

Critérios para doar sangue e medula óssea

De acordo com a Coordenação-Geral de Sangue e Derivados do Ministério da Saúde, o procedimento para doação de sangue é simples. Primeiro se faz o cadastro, aferição de sinais vitais, teste de anemia, triagem clínica, coleta de sangue e depois o lanche. Isso tudo leva em média 40 minutos.

Vale lembrar que até mesmo quem foi infectado pelo coronavírus pode doar sangue e medula óssea. No entanto, é necessário aguardar 30 dias após completa recuperação da doença. Quem teve contato com pessoas infectadas também precisa esperar 14 dias para poder fazer a doação, apresentando RT-PCR negativo e ausência de sintomas. Os vacinados devem esperar o tempo de imunização, que vai depender da marca do imunizante.

Para doar sangue é necessário ter entre 16 e 69 anos de idade e pesar no mínimo 50 quilos. Mulheres podem doar até três vezes ao ano com intervalo de três meses entre as doações. Já os homens podem doar até quatro, com intervalo de dois meses. A doação é voluntária e uma bolsa de apenas 450mL de sangue pode ajudar até quatro pessoas.

Candidatos à doação de medula óssea devem ter entre 18 e 35 anos, estar em bom estado de saúde e não apresentar doença infecciosa ou incapacitante. Segundo o Redome, algumas complicações de saúde não são impeditivas para doação, sendo analisado caso a caso.

Doar sangue e medula é seguro! Com a pandemia, todos os protocolos de contenção contra a Covid-19 estão sendo realizados. No dia da doação, será preciso apresentar documento de identificação com foto. Para saber onde doar sangue ou se cadastrar para doar medula óssea, acesse hemorio.rj.gov.br

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14/09/2021 03:00h

Segundo o Hemorio, os estoques do Hemorio estão 20% abaixo do ideal. Banco de sangue pede ajuda da população

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O Hemocentro Regional de Niterói (Hemonit) faz um apelo à população dos municípios da região metropolitana do Rio de Janeiro por novos doadores de sangue. A unidade integra o Instituto Estadual de Hematologia Arthur de Siqueira Cavalcanti (Hemorio), que registrou queda de cerca de 4,4% nas doações em 2020. 

A microrregião da cidade do Rio de Janeiro é composta por 16 municípios. Entre eles, estão Duque de Caxias, Magé, São Gonçalo e Nova Iguaçu. De acordo com o diretor geral do Hemorio, Luiz Amorim, o estoque total da hemorrede está 20% abaixo do nível seguro.  Ele intensifica o pedido por mais candidatos a esse gesto de solidariedade.

“Essa pandemia causou um impacto muito grande no serviço de hemoterapia do Brasil e do Rio de Janeiro. Os hospitais hoje estão muito cheios não só com pacientes com Covid-19, mas com outras doenças. Além de cirurgias, traumas e acidentes. Então, tudo isso aumenta a necessidade de sangue e faz com que precisemos, como nunca, da solidariedade do povo carioca e fluminense”, pediu o diretor.

Como estratégia para ampliar o número de doadores e evitar aglomerações, o hemocentro de Niterói está agendando o horário de atendimento. O agendamento da doação pode ser realizado no Hemonit através do telefone 2629-9063 ou ainda diretamente no Hospital Universitário Antônio Pedro, localizado na Rua Marquês do Paraná, número 303, térreo. Os novos horários para doação de sangue são às quartas, quintas e sextas-feiras, das 7h30 às 12h30.

A analista de planejamento Alessandra da Silva Amaral, 30 anos, mora no bairro Suruí, em Magé, região metropolitana do Rio de Janeiro, e doa sangue regularmente. Sua história como doadora voluntária começou há pouco mais de um ano.

“Eu sempre tive vontade, mas eu não tinha peso suficiente. Então, era uma coisa que eu tinha como meta de vida e disse assim que eu atingisse o peso eu doaria”, disse.

O desejo de fazer o gesto de solidariedade surgiu em Alessandra anos atrás, quando seu pai sofreu um acidente e precisou de transfusão sanguínea. Na época, ela conta que teve dificuldade em encontrar um doador.

“Meu pai sofreu um acidente e precisou de uma transfusão. Na época, a família tinha que levar duas pessoas para poder doar. E eu lembro que foi muito difícil, pois as pessoas ainda tinham medo de doar”, contou a doadora. 

Hoje, ela vai ao hemocentro a cada três meses para fazer sua doação. Para quem ainda não aderiu ao ato de cidadania, Alessandra deixa um importante recado. “É um processo tão simples e tão rápido. Pra gente que vai doar leva só alguns minutos, mas para quem recebe é uma vida inteira pela frente”, disse a analista.

O Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde, reforça a importância da doação regular. “Vamos aproveitar essa oportunidade para reafirmar não só as ações de enfrentamento à pandemia, mas também a necessidade contínua de cumprir o preceito constitucional da saúde como direito fundamental. O sangue, ao longo do tempo, simboliza a vida. E, nesse sentido, é importante a doação regular de sangue. Doe sangue regularmente, Com a nossa união, a vida se completa”, diz Marcelo Queiroga, ministro da Saúde.

 

Onde doar sangue no Rio de Janeiro

Interessados em doar sangue e medula óssea podem procurar, além do hemocentro coordenador do estado, na cidade do Rio de Janeiro, um dos quatro hemocentros regionais instalados em Nova Friburgo, Campos dos Goytacazes, Vassouras e Niterói. A rede ainda conta com 26 hemonúcleos e três unidades de coleta. 

O hemocentro regional de Niterói atende, sobretudo, 15 municípios da região metropolitana da capital carioca. Entre eles, estão: Belford Roxo, Duque de Caxias, Magé, São Gonçalo e Queimados. A unidade está localizada na Rua Marquês do Paraná, número 330, centro. O telefone para contato é o (21) 2629-9063.

Quem mora nas cidades de Engenheiro Paulo, Mendes, Miguel Pereira, Paracambi e Paty do Alferes, pode procurar o hemocentro de Vassouras. Ele fica na Rua Vicente Celestino, número 201, bairro Madruga. O número para contato é o (24) 2471-8141. 

Já o hemocentro de Cabo Frio, na baixada litorânea, está mais próximo de seis municípios, como Arraial do Cabo, Iguaba Grande, São Pedro da Aldeia, Armação dos Búzios e Saquarema. A unidade está situada na Rua Barão do Rio Branco, número 88, bairro Passagem. O telefone para contato é o (22) 2644-5076.

A unidade regional de Campos dos Goytacazes, norte fluminense, atende as cidades de Cardoso Moreira, São Fidélis, São Francisco de Itabapoana e São João da Barra. O hemocentro fica na Rua Rocha Leão, 2, bairro Caju, telefone (22) 2737-2500.

O Hemocentro Regional de Nova Friburgo atende, sobretudo, 13 municípios da região serrana do estado. Entre eles, estão Petrópolis, Teresópolis e São José do Vale do Rio Preto. O endereço da unidade é Rua General Osório, número 324, no centro de Nova Friburgo. Mais informações pelo número (22) 2523-9000.
Para saber mais informações sobre endereços e horários de funcionamento das unidades mais próximas de você, veja o mapa abaixo. 

Critérios para doar sangue e medula óssea

De acordo com a Coordenação-Geral de Sangue e Derivados do Ministério da Saúde, o procedimento para doação de sangue é simples. Primeiro se faz o cadastro, aferição de sinais vitais, teste de anemia, triagem clínica, coleta de sangue e depois o lanche. Isso tudo leva em média 40 minutos.

Vale lembrar que até mesmo quem foi infectado pelo coronavírus pode doar sangue e medula óssea. No entanto, é necessário aguardar 30 dias após completa recuperação da doença. Quem teve contato com pessoas infectadas também precisa esperar 14 dias para poder fazer a doação, apresentando RT-PCR negativo e ausência de sintomas. Os vacinados devem esperar o tempo de imunização, que vai depender da marca do imunizante.

Para doar sangue é necessário ter entre 16 e 69 anos de idade e pesar no mínimo 50 quilos. Mulheres podem doar até três vezes ao ano com intervalo de três meses entre as doações. Já os homens podem doar até quatro, com intervalo de dois meses. A doação é voluntária e uma bolsa de apenas 450mL de sangue pode ajudar até quatro pessoas.

Candidatos à doação de medula óssea devem ter entre 18 e 35 anos, estar em bom estado de saúde e não apresentar doença infecciosa ou incapacitante. Segundo o Redome, algumas complicações de saúde não são impeditivas para doação, sendo analisado caso a caso.

Doar sangue e medula é seguro! Com a pandemia, todos os protocolos de contenção contra a Covid-19 estão sendo realizados. No dia da doação, será preciso apresentar documento de identificação com foto. Para saber onde doar sangue ou se cadastrar para doar medula óssea, acesse hemorio.rj.gov.br.
 

 

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