Investimento

23/09/2022 03:45h

A ligação ferroviária entre Mara Rosa (GO) e Água Boa (MT) já teve os primeiros 30 quilômetros liberados para o processo de desapropriação. O empreendimento passa por serviços de terraplanagem e supressão vegetal

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O trecho ferroviário entre o município goiano de Mara Rosa e Água Boa, em Mato Grosso, conhecido como Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico), teve os primeiros 30 quilômetros liberados para o processo de desapropriação. Agora, o empreendimento passa por serviços de terraplanagem e supressão vegetal. 

O presidente da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), Venilton Tadini, considera que o empreendimento representa avanços logísticos na região. Além disso, mostra que o país tem dado mais espaço para a utilização desse modal. 

“É extremamente importante para a região, do ponto de vista do custo logístico de produção, o que certamente vai favorecer nossa balança comercial. Com essa obra, o Centro-Oeste passa a ser mais competitivo. É uma notícia excelente, dentro, inclusive, do programa que está em andamento pelo governo federal, de permitir maior participação do modal ferroviário na estrutura do transporte”, destaca.

Na avaliação da professora do Departamento de Engenharia Civil da Universidade Federal de Pernambuco, Viviane Falcão, investir no modal ferroviário é essencial para a economia do Brasil. Segundo a especialista, trata-se de uma medida que acarreta, inclusive, em menores preços de determinados produtos para o consumidor final.

“Se eu tenho um produto que está sendo deslocado com o menor custo possível de transporte, significa que esse produto, quando chegar no consumidor final, a tendência é que tenha um custo menor. A base econômica brasileira é majoritariamente de produtos de baixo valor agregado, as commodities. São produtos que, normalmente, ocupam um grande volume e têm um grande peso. Para esse tipo de carga, o modo de transporte terrestre considerado mais viável é a ferrovia”, pontua. 

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O novo trecho vai possibilitar o escoamento da safra produzida na região Centro-Oeste até portos do Sudeste e Nordeste brasileiros. O empreendimento conta com 383 quilômetros de extensão. As obras passam por vistorias do Ministério da Infraestrutura (MInfra).

O investimento chega a R$ 2,73 bilhões custeados por investimento cruzado, resultante da renovação antecipada do contrato de concessão da Vale com a União pela Estrada de Ferro Vitória-Minas (EFVM).

Empregabilidade

Ao longo do período de execução das obras devem ser abertos 4.600 novos postos de trabalho. Desse total, 1.500 estarão diretamente ligados à construção da ferrovia, enquanto mais de 3.000 são em áreas de apoio e suporte da obra, como hotéis e restaurantes, por exemplo.

De acordo com a Valec, empresa pública que detém a concessão da futura ferrovia e conduz as obras, a expectativa é de que até o fim de 2022 sejam liberados mais 50 quilômetros de frente de obras.

A ferrovia vai conectar o Vale do Araguaia e a Ferrovia Norte-Sul, favorecendo o escoamento da safra regional aos portos de Santos (SP), Itaqui (MA) e, no futuro, de Ilhéus (BA), uma vez que também fará conexão com a Ferrovia de Integração Oeste Leste (Fiol).
 

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21/09/2022 04:30h

De acordo com estudo da Confederação Nacional do Transporte (CNT), mais de 74% das rodovias concedidas estão em bom ou ótimo estado.

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As concessões rodoviárias liberam a possibilidade de investimento mais rápido em infraestrutura e dão longevidade a rodovias em melhores condições para o tráfego de motoristas. Essa é a avaliação de Gildemir da Silva, professor de finanças e economia dos transportes e pesquisador em Indústrias de Redes. 

“A manutenção ao longo do período de concessão de 30 anos, geralmente, é de qualidade de serviço prestado. Nesse sentido, a concessão abre possibilidade de termos infra mais adequada ao nosso modal. Quando há obra pública, está suscetível a várias leis que precisam ser reestruturadas”, pontua. 

Hoje, segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Brasil é um dos países com maior dependência de modal rodoviário para transporte de cargas, que representa 61% da matriz de transporte brasileira ou, descontando a movimentação de minérios e petróleo, 86% do total. Essa dependência pode elevar o custo do transporte, caso as rodovias não estejam em bom estado. 

“Quando há gestão pública bem organizada, a concessão pode ser boa solução para reduzir custos, que são os custos de oportunidade, reduzidos porque diminuímos tempo de viagem, diminui acidentes. Esses custos se reduzem e, consequentemente, o custo total para a sociedade”, avalia Silva. 

Um estudo feito pela Fundação Dom Cabral (FDC) analisou 264.196 acidentes registrados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) entre 2018 e 2021 em rodovias federais. A análise concluiu que os trechos administrados pelo poder público concentram média anual de acidentes maior: 58,3% do total frente a 41,7% de rodovias concedidas. A taxa de severidade dessas ocorrências também é predominante em locais de administração pública: 80,4% contra 19,6% onde há concessões.

Rodovias concedidas em bom estado

A pesquisa CNT de Rodovias 2021, elaborada pela Confederação Nacional do Transporte, avaliou 109.103 quilômetros da malha rodoviária brasileira nas cinco regiões do país. Desse total, apenas 23.636 estão sob regime de concessão e 85.467 sob gestão pública.

Uma das classificações feitas pelos pesquisadores foi referente ao estado geral dessas rodovias. E, nesse quesito, há uma diferença grande entre os regimes de administração. Mais de 71% dos trechos sob responsabilidade do poder público são avaliados como regular, ruim ou péssimo, e 28,2% como bom ou ótimo. Já nas rodovias concedidas, ruim ou péssimo somam 25,8% das avaliações, e 74,2% são tidas em estado bom ou ótimo. 

Entre 2010 e 2020, a extensão das rodovias pavimentadas no Brasil teve taxa média de crescimento anual de 0,36%, ou cerca de 225 quilômetros. “É muito pouco, principalmente quando avaliamos que a frota de veículos nesse mesmo período subiu 66%”, diz Bruno Batista, diretor executivo da Confederação Nacional do Transporte (CNT).

Para o presidente da CNT, Vander Costa, é necessário mais investimentos em rodovias por parte dos governos que as administram. 

“É preciso investimento até para garantir o desenvolvimento econômico sustentável. Se pegarmos o que foi arrecadado pela Dutra [rodovia que liga os estados de SP e RJ], dava para fazer um desenvolvimento paralelo muito grande. É o que está sendo feito no modal ferroviário. Queremos pegar esse modelo para as rodovias. O que for arrecadado de outorgas, que seja reinvestido e, se possível, dar reequilíbrio econômico ao Brasil”, avalia. 

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17/09/2022 23:20h

O resultado foi obtido com base nas informações de agosto e representa uma ligeira tendência de queda de 0,3%, em relação a 2021

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O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de 2022 está estimado em R$ 1,207 trilhão. O resultado, que foi obtido com base nas informações de agosto, representa uma ligeira tendência de queda de 0,3%, em relação ao ano passado. Na comparação com 2021, o VBP das lavouras teve redução de 1,7%, enquanto a pecuária caiu 4,4%. 

A diminuição de preços das carnes bovina, suína e de frango levaram ao recuo do valor da produção de 2022. Na pecuária, leite e ovos foram a exceção nesse grupo. Os produtos apresentaram alta de 2,7% e 3,9%, respectivamente. 
 
O especialista em finanças Marcos Melo entende que a alteração não é significativa. Segundo ele, apesar da redução, o Brasil tem mostrado evolução no setor, principalmente com a utilização de novas tecnologias que ajudam no desenvolvimento do agronegócio nacional. 
 
“Ao longo dos últimos anos, o Brasil se desenvolveu bastante na sua agricultura e pecuária também, isso fruto de pesados investimentos em tecnologia. Existe muita tecnologia para se desenvolver variedades de culturas diferentes, que não estavam originalmente associadas a solo e climas como os do Brasil. Hoje, somos um exemplo para o mundo inteiro de como se pode investir em tecnologia, para gerar maior produção agrícola e assim poder alimentar o Brasil e outros países do mundo”, destaca. 

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A soja também contribuiu para a queda do VBP.. O principal fator associado à diminuição do faturamento foi o decréscimo da produção, já que os preços médios do ano não mostram sinais de redução. Para o complexo soja, formado por grãos, farelo e óleo, as exportações dos seis primeiros meses de 2022 geraram uma receita de US$ 43,78 bilhões, e as carnes, US$ 14,6 bilhões.
 
A maior parte dos produtos analisados apresentou contribuição positiva para a formação do VBP. Confira os resultados baixo:
 

  • Algodão (27,7%) 
  • Banana (13,6%)
  • Batata inglesa (13,8%) 
  • Café (35,9%) 
  • Cana de açúcar (10,2%)
  • Mandioca (9,2%) 
  • Milho (13,9%) 
  • Tomate (23,8%)
  • Trigo (40,4%)  

 
Outros com menor destaque são amendoim, feijão, mamona e mandioca. Os produtos dessa relação representam 52,5% do VBP total. 
 
Os resultados regionais mostram a liderança de Mato Grosso, Paraná, São Paulo e Minas Gerais na geração de valor na agropecuária. Em valores absolutos o montante é de R$ 642,9 bilhões, que representam 53,2% do VBP total.
 

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16/09/2022 04:30h

De acordo com a pesquisa feita pelo Datafolha, somente 16% dos entrevistados se sentem bem informados sobre o programa. Quem tem direito aos empréstimos pode pegar até 30% da receita bruta anual, calculada com base no exercício anterior

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Levantamento feito pelo Datafolha, a pedido do Sindicato da Micro e Pequena Indústria do Estado de São Paulo (Simpi), mostra que 4 em cada 10 empresários do setor não conhecem o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe). De acordo com a pesquisa, somente 16% dos entrevistados se sentem bem informados sobre o programa.

O diretor tributário da Confirp - companhia que presta consultoria para micro e pequenas empresas, Welinton Mota, entende que o Pronampe é importante para a economia do Brasil, sobretudo por melhorar as condições das empresas que sofreram com os efeitos negativos da pandemia. Por isso, ele defende que os benefícios da medida sejam acessíveis a todos que têm direito ao crédito. 

“O Pronampe foi um dos fatores que fizeram com que os pequenos negócios se mantivessem e, pelo fato de se manter, eles tiveram que pegar dinheiro emprestado para se financiar e continuaram vivos. Por conta disso, a economia retomou e agora esse crescimento se deve, com certeza, ao Pronampe”, considera. 

Antônia Rodrigues, de 54 anos, é empresária e proprietária de um salão especializado em cabelos crespos e cacheados. Antônia entende que os recursos do Pronampe são importantes e vai tentar um empréstimo para investir ainda mais no seu empreendimento. 

“Pretendo usar esse recurso para melhorar o fluxo de caixa, comprar novos equipamentos. Minha ideia é retomar antigos projetos que ficaram engavetados por conta da pandemia”, afirma.

Na nova etapa do programa, que começou no dia 25 de julho, as instituições financeiras envolvidas já emprestaram R$ 20,3 bilhões em crédito para mais de 221 mil companhias do país, a maior parte desse montante por meio do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal.
A pesquisa foi realizada entre julho e agosto de 2022 e apontou, ainda, que 46% dos pequenos industriais afirmam ter tido capital de giro insuficiente para manter o negócio.

Pronampe

O Pronampe é destinado às microempresas e pequenas empresas; às associações, às fundações de direito privado e sociedades cooperativas, exceto as de crédito; e aos profissionais liberais.

56 anos de FGTS: Além de ser uma reserva de recursos para o trabalhador, o FGTS é fonte de investimento às áreas de habitação, saneamento, infraestrutura urbana, microcrédito e saúde

Cooperativismo pretende movimentar R$ 1 tri em 5 anos

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Quem tem direito aos empréstimos pode pegar até 30% da receita bruta anual, calculada com base no exercício anterior. Caso se trate de empresa com menos de um ano de funcionamento, o limite do empréstimo corresponderá a até 50% do capital social ou a até 30% do faturamento mensal, neste caso, o que for mais vantajoso. Em relação aos contratos firmados em 2021 será utilizada, no cômputo do limite, a receita bruta auferida no exercício de 2019 ou de 2020, considerando a que for maior.

Já as condições para financiamento para MPEs são: taxa de juros anual máxima de Selic + 6%, prazo de 36 meses para o pagamento, e carência de até 8 meses. As companhias que desejam contratar empréstimos com recursos do Pronampe devem procurar uma instituição financeira autorizada, como bancos, cooperativas ou fintechs. 

O programa foi criado em 2020 como uma linha emergencial para pequenos e médios negócios. A iniciativa atendeu, inicialmente, aproximadamente 750 mil empresas, com valor total de R$ 200 bilhões.
 

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14/09/2022 12:30h

Neste ano, 99% dos resultados alcançados pelo Fundo, que representam R$ 13,2 bilhões, foram distribuídos nas contas de FGTS de 106,7 milhões trabalhadores

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Conseguir guardar um dinheirinho e usar esse recurso para realizar um sonho é uma das melhores sensações da vida. A administradora Poliana Passos, 38, teve esse privilégio, graças ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Foi com a reserva do Fundo que ela e o esposo compraram a casa própria. Criado em 13 de setembro de 1966, o FGTS completou 56 anos nessa terça-feira (13). 

O Fundo tem sido fonte de segurança financeira ao trabalhador brasileiro para investimento em áreas prioritárias, como a de interesse social, saneamento básico, infraestrutura, microcrédito e saúde. Neste ano, o valor de R$ 13,2 bilhões foi distribuído nas contas de FGTS de 106,7 milhões de trabalhadores, e possibilitou uma rentabilidade de 5,83% no exercício, índice superior à correção da poupança e ao CDI no período.

Poliana conta que, sem o FGTS, a compra do imóvel seria dificultada, principalmente, pela necessidade de assumir uma dívida alta em prestações. Com o saldo do fundo e mais alguns investimentos, ela comprou o imóvel à vista. “É uma segurança que nós temos, né, saber que podemos contar com aquele dinheiro futuramente, no caso de uma demissão, uma doença grave, em um momento de dificuldade como esses, é uma segurança para o trabalhador”, afirma. 

Segundo o vice-presidente agente operador da CAIXA, Edilson Carrogi, o FGTS foi criado com duplo propósito: o primeiro, constituir uma garantia, um pecúlio, um patrimônio para o trabalhador brasileiro, que vai sendo acumulado durante todo o período laboral. Além da reserva financeira individual, os recursos do Fundo são aplicados em setores fundamentais para o país.

“O FGTS é um tesouro da sociedade brasileira porque ele alcança os trabalhadores que têm carteira assinada, que têm registro formal de trabalho mas também toda a sociedade, mesmo aqueles que não têm carteira assinada, na medida em que o FGTS é aplicado em tantas áreas prioritárias para investimento no desenvolvimento social do país e com isso toda sociedade sai ganhando”, complementa.

Como funciona o FGTS?

A Caixa Econômica Federal é o banco operador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço desde a publicação da Lei nº 8.036, de 11 de maio de 1990. Durante o período de atividade, o empregador deposita, mensalmente, 8% da remuneração devida numa conta de FGTS na CAIXA, em nome do empregado. Atualmente, há 23 hipóteses de saque do FGTS, e as principais são o saque por rescisão, calamidade pública, aposentadoria, moradia própria e o saque aniversário.

Mais praticidade

O saque do FGTS pode ser 100% digital, sem precisar ir a uma Agência CAIXA. Basta acessar o aplicativo do Fundo para consultar os valores já liberados e solicitar o saque, indicando uma conta bancária de sua titularidade em qualquer instituição financeira para receber o crédito. Os trabalhadores que desejarem ainda podem solicitar o Saque Extraordinário do FGTS, de até R$ 1 mil, até o dia 15 de dezembro de 2022.


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13/09/2022 04:45h

O desafio foi proposto pelo presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, que prevê também crescimento para 30 milhões de cooperados até 2027

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Movimentar 1 trilhão em Prosperidade. Ou seja, R$ 1 trilhão de reais em faturamento que se transforma em renda, trabalho, sustentabilidade e produtividade, em um prazo de 5 anos. O desafio, proposto pelo presidente do Sistema OCB (Organização das Cooperativas do Brasil), Márcio Lopes de Freitas, prevê esse crescimento a partir da capacidade de promover transformação social do modelo de negócios cooperativista. A fala do presidente se alinha com os últimos feitos que fortalecem o setor, como a promulgação da Lei Complementar 196/22, que impulsiona o crescimento do cooperativismo de crédito no país por meio de mudanças em conceitos, estrutura e processos. Segundo Freitas, o desafio será cumprido com a ajuda dos cooperados, que também devem chegar a marca de 30 milhões até 2027.

Para o presidente, o desafio vem em um momento importante, quando é preciso parar e refletir sobre o que tem sido feito e o que se espera realizar a longo prazo. “Precisamos começar a criar métricas, a ter objetivos e metas bem estabelecidas. Se não pensarmos lá na frente, no futuro, a gente não consegue chegar lá”, justifica. No entanto, para ele, alcançar a meta de R$ 1 tri faz parte da trajetória. Dados do Sistema OCB mostram que, em 2021, as cooperativas movimentaram quase R$ 525 bilhões. “Em um cenário arrojado chegaríamos nesta meta logo em 2024, mas como somos pé no chão, no formato moderado, até 2027 alcançaremos a meta”, pondera.

O otimismo tem explicação. Segundo Márcio Lopes de Freitas, conquistas como a da promulgação do novo marco do cooperativismo (leia mais) provam que o setor saiu do papel de coadjuvante. “Cada centavo gerado dentro de uma cooperativa se transforma em qualidade de vida na comunidade onde as cooperativas estão inseridas. Então, vamos gerar 1 trilhão de novas oportunidades para o povo brasileiro, especialmente aos cooperados, em forma de trabalho, de renda, de programas de inovação, cursos, projetos sociais, ações de sustentabilidade e investimentos diretos na melhoria das comunidades em que atuamos. Chegou a hora de mostrar que o nosso jeito de fazer negócio gera resultados muito expressivos”, afirma.

Estratégia de unificação

O Sistema OCB pretende apoiar o crescimento por meio de suas Unidades Estaduais, com estratégia unificada entre as cooperativas e cooperados, e com diretrizes capazes de balizar o desenvolvimento do movimento de maneira integrada, respeitando a diversidade de cada cooperativa. Uma das primeiras unidades a se movimentar nesse sentido foi a do Rio Grande do Sul. O Sistema Ocergs apresentou o desafio de alcançar R$ 150 bilhões de faturamento. Chamado de Plano Gaúcho de Cooperativismo RSCOOP150, o movimento pretende atingir também a meta de 4 milhões de associados até 2028, considerando seus segmentos de negócios com visão de curto, médio e longo prazo. 

O impacto desse crescimento poderá ser visto, segundo previsões do RSCOOP150, no surgimento de 100 mil empregos diretos, na realização de R$ 300 milhões de investimentos em capacitação e R$ 7,5 bilhões de sobras líquidas por ano. Conheça mais sobre o plano gaúcho aqui.                

Segundo o  superintendente executivo de Assuntos Regulatórios do Sicredi (Sistema de Crédito Cooperativo), Clairton Walter, o desafio se torna possível também a partir de novas oportunidades de negócio para o cooperativismo de crédito. “Isso só reforça as ações sociais que as cooperativas já desenvolvem na comunidade. Somente em 2021, no Sicredi, foram destinados mais de R$ 120 milhões de reais em ações de benefício social”, reforça Walter.

Resultado na ponta

A expectativa em girar a economia por meio do cooperativismo nos próximos 5 anos é um ânimo a mais na ponta desse sistema, junto aos cooperados, que também já preveem ainda mais prosperidade.  Cleusimar Andrade, presidente da Central Rede Alternativa das Cooperativas de Trabalho de Catadores do Distrito Federal e Ride-DF, conta que foi por meio das cooperativas de crédito que os catadores puderam sair da informalidade. Hoje, segundo Cleusimar, 22 cooperativas estão com contratos ativos junto ao Governo do DF. 

“Por meio do sistema [cooperativista] a gente pode ter crédito, cartão de crédito, comprar caminhão novo financiado pelas operadoras de crédito, foi um salto de qualidade muito grande, a gente ter conhecido e estar, hoje, fazendo parte desse sistema que reconhecemos que foi um grande passo para sermos o que somos hoje na sociedade brasileira”, pontua.

A Cooperativa dos Apicultores e Agricultores Familiares do Norte de Minas (Coopemapi), localizada em Bocaiúva (MG), conta com 300 cooperados, que atendem cerca de 25 municípios. Segundo Luciano Fernandes, presidente da Coopemapi, não faltará suporte para alcançar o desafio proposto. 

A região passará, inclusive, de 46 para 55 produtores orgânicos, apicultores que atenderão, entre outros mercados, o europeu. “Hoje, a nossa cooperativa tem inspeção e, se não fosse a cooperativa, os cooperados não teriam condições de comercializar o mel e atender o mercado mundial. O cooperativismo nos proporcionou isso”, comemora.

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13/09/2022 03:30h

Já nos primeiros 12 anos de concessão, serão investidos R$ 4,9 bilhões de um total de R$ 5,5 bilhões, segundo dados da Associação e Sindicato das Operadoras Privadas de Saneamento (Abcon)

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Os leilões de saneamento realizados em Alagoas já mostram o poder de transformação econômica do processo de universalização dos serviços de água e esgoto. As licitações vão beneficiar 2,6 milhões de pessoas (76% da população) em 74 municípios (73% do total do estado) divididos nos blocos A, B e C. 

Os dados foram divulgados pela Associação e Sindicato das Operadoras Privadas de Saneamento (Abcon). Na avaliação do diretor executivo da entidade, Percy Soares Neto, o setor de saneamento pode aquecer a retomada econômica necessária ao Brasil, com a geração de 14 milhões de empregos diretos e indiretos.

“Isso vai gerar um impacto positivo na saúde das pessoas, vai gerar um impacto positivo no meio ambiente, pela redução de contaminação nos corpos hídricos, e vai girar a roda da economia. O investimento em saneamento tem impacto positivo sobre o setor da construção, máquinas e equipamentos, eletroeletrônicos. É um setor muito importante no impulsionamento da economia local”, destaca. 

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O levantamento mostra que, já nos primeiros 12 anos de concessão, serão investidos R$ 4,9 bilhões e, ao longo de todo o projeto, o total chegará a R$ 5,5 bilhões.

O especialista em Infraestrutura da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Matheus de Castro, afirma que o Brasil ainda investe pouco em saneamento. No entanto, ele acredita que, com a participação do setor privado, os serviços serão ampliados, inclusive, para pequenos municípios. 

“Em linhas gerais, no setor de saneamento, o nível de atendimento por área, tanto distribuição de água quanto de coleta e tratamento de esgoto, é muito baixo. Isso é um reflexo do baixo investimento. Recentemente, a nova lei do saneamento foi aprovada e hoje temos a perspectiva de uma ampliação da participação privada por meio de concessões e PPPs de empresas estaduais e até autarquias microrregionais”, avalia. 

O montante investido em saneamento no estado deve gerar 14,5 mil empregos e movimentar cerca de R$ 824 milhões na construção civil, segundo estimativas da Abcon. Também serão investidos mais de R$ 718 milhões no setor de insumos para implantação das estações de tratamento.
 

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08/09/2022 04:00h

Quanto à análise setorial do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), quatro dos 22 segmentos registraram avanços, com destaque para os segmentos de veículos e alimentos, com altas de 1,9% e 1,7%, respectivamente

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O Indicador Ipea de Consumo Aparente de Bens Industriais fechou o segundo trimestre de 2022 com alta de 2,9%. De acordo com levantamento divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), houve crescimento de 2,7% na produção de bens nacionais e de 5,8% nas importações de bens industriais. 

Para o economista e pesquisador da Unicamp, Felipe Queiroz, entre outros pontos, o quadro se deve a um cenário de retomada gradual da economia, após um período de conjuntura crítica provocado pela pandemia. 

“Parte do resultado decorre de um processo contínuo de recuperação da pandemia. Devemos considerar uma taxa de comparação bastante deprimida, que favorece isso. Empresas voltaram a investir. Por outro lado, a projeção e a expectativa de melhora contribuíram para o resultado. O segundo ponto é que a demanda global, em grande medida estava se recuperando e ainda tende a se recuperar, a depender dos desdobramentos da guerra entre Rússia e Ucrânia”, explica. 

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Ainda de acordo com o balanço, no mês de junho, entre os componentes do consumo aparente, a produção interna destinada ao mercado nacional apresentou recuo de 0,9%, enquanto as importações de bens industriais caíram 2,7%. No entanto, quando a comparação é feita com o mesmo mês de 2021, a demanda interna por bens industriais subiu 0,1%. 

“A indústria é um grande empregador para a economia, tem um efeito multiplicador tanto em produtos de cadeias para frente quanto para trás. O setor demanda bens industriais, matérias-primas, bens intermediários de consumo. À medida que o setor emprega mais pessoas, ele produz um efeito benéfico para outros setores, como o de serviços, por exemplo”, destaca Felipe Queiroz.

Classes de produção

No que diz respeito às classes de produção, a demanda interna por bens da indústria de transformação registrou queda de 1,8% sobre maio e elevação de 3,7% no segundo trimestre do ano. A indústria extrativa mineral, por sua vez, registrou salto de 1,5% na margem e recuou 8,7% no trimestre. No acumulado em doze meses, as indústrias extrativas apresentaram alta de 14,5%.

Quanto à análise setorial, quatro dos 22 segmentos registraram avanços, com destaque para os segmentos de veículos e alimentos, que tiveram os melhores resultados, com altas de 1,9% e 1,7%, respectivamente. Em relação ao trimestre, 17 segmentos tiveram alta na comparação dessazonalizada, com destaque para o consumo aparente de derivados de petróleo, da metalurgia e de veículos, com altas de 14,4%, 6,1% e 5,4%.
 

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07/09/2022 04:15h

Em agosto, mais 15 aeroportos de seis estados foram concedidos à iniciativa privada. Cerca de 90,4% do tráfego aéreo no Brasil ocorre em terminais que pertencem à iniciativa privada

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A atração de investimentos e a consequente melhora da infraestrutura do país passam pelas concessões à iniciativa privada, segundo avaliação de Renan Pieri, economista e professor da Escola de Administração de Empresas de São Paulo, da Fundação Getúlio Vargas. Para Pieri, problemas fiscais e o alto déficit público são os principais obstáculos do governo para o aporte de capital em estradas, rodovias e aeroportos.

“Na minha opinião, as concessões são uma maneira muito interessante de alavancar, não só a taxa de investimentos no país, mas também promover o crescimento econômico e melhorar o setor de infraestrutura no país”, opina. 

Para Fábio Carvalho, CEO da Associação Nacional das Empresas Administradoras de Aeroportos (ANEAA), as burocracias são a base dos gargalos deixados pela administração pública. “O setor público possui menos agilidade na contratação de serviços, no processo de contratação de pessoal. Ao trazer a expertise e a agilidade da iniciativa privada, esses gargalos são deixados de lado e aumenta-se bastante a eficiência”, avalia. 

Segundo a ANEAA, desde 2011, quando começou o programa de concessões, são mais de R$ 12 bilhões investidos na melhoria da infraestrutura aeroportuária brasileira. 

Novas concessões

Em agosto, na sétima rodada de leilões, mais 15 aeroportos de seis estados foram concedidos à iniciativa privada. Juntos, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), eles representam cerca de 15% do movimento de passageiros do transporte aéreo brasileiro. Os terminais estão localizados em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pará, Mato Grosso do Sul e Amapá. 

Leilão concede 15 aeroportos em seis estados à iniciativa privada

A concessão tem prazo de 30 anos e, segundo o governo federal, garante investimentos da ordem de R$ 7,3 bilhões. Até julho de 2022, foram 44 aeroportos privatizados. “Tem como objetivo aumentar o volume de investimentos na expansão da capacidade de voos, principalmente em rotas regionais, faz sentido conceder esses aeroportos a empresas que, em troca da exploração comercial do aeroporto, são obrigadas a fazer investimento”, avalia Pieri. 

Alguns dos principais aeroportos brasileiros já haviam sido concedidos anos atrás como parte de uma estratégia visando melhorar o funcionamento de terminais para a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. Alguns deles são Guarulhos (São Paulo), Confins (Minas Gerais), Galeão (Rio de Janeiro) e Brasília (Distrito Federal). 

Movimento de passageiros cresce com concessões

Estudo elaborado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), com base em dados da Anac, revela que o volume de passageiros em aeroportos concedidos à iniciativa privada vem crescendo desde o início das privatizações.

Em 2012, 57 milhões de pessoas transitavam em terminais privatizados, frente a 138 milhões em aeroportos administrados pelo poder público. Sete anos mais tarde, em 2019, antes do forte impacto causado pela pandemia, o cenário era outro: 142 milhões de passageiros em aeroportos privados e 71 milhões em terminais públicos. 

“O setor privado demonstrou, desde o começo das privatizações de aeroportos, ser mais preparado do que o poder público para investir em obras de modernização e adequar os aeroportos para atender à crescente demanda por transporte de passageiros e de cargas”, destaca Robson Andrade, presidente da CNI. 
 
Para Fábio Carvalho, a participação de empresas estrangeiras na administração aeroportuária coloca o Brasil no caminho para o estabelecimento de uma infraestrutura de qualidade. “O Brasil é o país do mundo que tem maior grupo de operadores estrangeiros atuando, o que trouxe grandes investimentos de outros países para modernização dos nossos aeroportos, contribuindo para o crescimento da aviação, de modo que o aeroporto nunca mais vai ser um gargalo no país”, conclui. 

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06/09/2022 04:15h

Em junho, por exemplo, o estado registrou 4.420 admissões e 3.523 desligamentos, ou seja, 897 novas vagas preenchidas no setor

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Entre janeiro e junho de 2022, o estado do Pará gerou 2.779 novos postos de trabalho no setor da indústria. No período, foram registradas 24.513 contratações e 21.734 demissões. Os dados são do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese/PA).

Por meio de nota, o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), José Conrado Santos, afirma que, apesar do resultado positivo, o estado continua trabalhando para manter o ritmo de crescimento do setor. “Estamos atentos para a relevância das pequenas e médias indústrias que ainda sentem as repercussões negativas causadas pela pandemia. Neste sentido, criamos o programa de valorização do produto paraense, o ‘Feito no Pará, pode comprar’, para apoiar essas empresas no atendimento às demandas dos grandes projetos”, disse. 

“Além disso, enquanto novas reformas não são adotadas pelo Governo Federal, estamos nos mobilizando de outras maneiras para melhorar o ambiente de negócios dentro do Pará, gerando mais postos de trabalho e desenvolvimento, como por exemplo, a parceria com o Governo do Estado em projetos para atrair investimentos privados, e com a Secretaria de Estado da Fazenda (SEFA) para reduzir a alíquota de importação de máquinas, o que facilitaria a modernização do nosso parque industrial que está defasado”, complementa a nota. 

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O mesmo levantamento revela que, considerando apenas o mês de junho, o Pará também teve saldo positivo de empregos formais. No período, foram feitas 4.420 admissões e 3.523 desligamentos, ou seja, 897 novas vagas preenchidas no setor. 

Na avaliação do advogado especialista em direito falimentar e tributário, Jorge Lucas de Oliveira, o resultado é consequência de uma retomada gradual da economia, após um período delicado provocado pela pandemia. 

“O estado do Pará, por ser um dos principais exportadores de commodities, puxado, principalmente, pela mineração e pelo agronegócio, se beneficia muito do momento, porque o estado é uma das fontes abastecedoras de um mundo que estava parado e que está voltando agora ao ritmo normal de consumo. A indústria paraense representa cerca de 34% do PIB do estado, o que é um dado extremamente positivo, o que comprova o alto nível de pujança dos complexos industriais desenvolvidos no Pará”, considera.   

No mesmo mês, todos os estados da região Norte tiveram saldos positivos de empregos formais na indústria. O destaque é para o Amazonas, seguido do Pará, Rondônia, Tocantins, Amapá e Acre. Confira abaixo: 

  • Amazonas - 1.472
  • Pará - 897
  • Rondônia - 329
  • Tocantins - 229
  • Amapá - 163
  • Acre – 11
     
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Brasil 61