Sustentabilidade

28/11/2022 04:00h

Durante a COP27, o presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (EMBRAPII), José Luis Gordon, defendeu que a agenda de sustentabilidade é global e vai pautar todo o desenvolvimento tecnológico do mundo

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“Não dá para discutir agenda de sustentabilidade sem discutir novas tecnologias”. É o que considera o presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (EMBRAPII), José Luis Gordon. Durante a 27ª Conferência do Clima da Organização das Nações Unidas (COP27), em Sharm El Sheik, no Egito, ele defendeu que a economia precisa evoluir, mas sem desconsiderar pontos relacionados ao desenvolvimento sustentável. 

“A agenda de sustentabilidade é a agenda global e a agenda que vai pautar todo o desenvolvimento tecnológico do mundo. Não dá para discutir agenda de sustentabilidade sem discutir novas tecnologias, sem discutir novos materiais, sem discutir o que fazer com os resíduos sólidos e agregar valores, sem discutir uma agricultura sustentável, sem discutir o setor de mobilidade sustentável. Tudo isso precisa de tecnologia e inovação. Ou seja, pensando no Brasil do futuro, sustentável, pensando em um mundo mais igual”, destacou. 

Gordon participou de painéis que discutiram modelos e desafios de estímulo à inovação sustentável no país e no mundo. No último dia 16, o presidente da EMBRAPII também participou do painel promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), com o tema “Contribuições da indústria para a conservação florestal”. Na ocasião, os debates envolveram ações realizadas pelo setor industrial para o fortalecimento e valorização da biodiversidade e das florestas brasileiras.

“O Brasil tem tudo para ser o principal player global dessa agenda de sustentabilidade. O país está pronto, tem tudo para isso. Nós estamos preparados para apoiar cada vez mais projetos nessa agenda; trabalhando para apoiar o setor empresarial brasileiro a ser referência em inovação ligada à agenda de sustentabilidade”, pontuou Gordon.

De acordo com a EmbrapII, atualmente, 67% dos projetos de inovação apoiados pela entidade apresentam temáticas ligadas aos princípios de sustentabilidade da ONU. Energia limpa, saúde, bem-estar e redução da fome e agricultura sustentável, estão entre os temas mais presentes nessas iniciativas.

Membros do Congresso Nacional também participaram ativamente da COP27, no Egito. É o caso do senador Fabiano Contarato (PT-ES).  Durante o evento, o parlamentar atuou em debates sobre diagnósticos e soluções da pauta ambiental do Brasil, com foco nas metas do país dentro do Acordo de Paris. Entre os temas, destaca-se a redução de emissões por desmatamento no Brasil.  

Mercado de carbono é um dos principais temas debatidos na COP27

Brasil precisa adotar plano consistente para descarbonizar economia, afirma presidente da CNI

O senador apresentou relatório de sua autoria acerca da avaliação da política pública federal de regularização fundiária, aprovado pela Comissão de Meio Ambiente do Senado. O material denuncia a grilagem/ocupação ilegal de terras públicas na Amazônia Legal por meio de propriedades registradas ilegalmente no Sistema Nacional de Cadastro Ambiental Rural este ano.

“Sabemos que a prevenção e o controle do desmatamento, tanto na Amazônia quanto nos demais biomas brasileiros, envolve a necessidade de se desenvolver uma agricultura de baixo carbono, que seja rentável e de interesse dos produtores rurais, de modo a incentivar sua adesão a esse modelo. Zelar pela preservação do meio ambiente e pela conservação dos povos tradicionais significa debater as oportunidades que se abrem para o Brasil, na exploração da floresta em pé”, avaliou. 

COP27

A Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP27) é considerada o maior e mais importante evento já realizado acerca do tema. A 27ª edição ocorreu entre os dias 6 e 18 de novembro.

A COP é realizada uma vez por ano e reúne líderes de praticamente todos os países em busca de um mesmo objetivo: debater as mudanças climáticas e identificar soluções para os problemas ambientais. A cada ano o evento é realizado em um país diferente. 
 

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25/11/2022 04:30h

Segundo a diretora de Relações Institucionais da CNI, Mônica Messenberg, esse empenho vai além da questão ambiental, já que também se trata de uma questão de sobrevivência do negócio

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 A diretora de Relações Institucionais da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Mônica Messenberg, destacou o comprometimento da indústria brasileira com a questão ambiental. “Hoje, realmente temos uma indústria preocupada com a sustentabilidade”, afirmou durante a programação da 27ª Conferência do Clima da Organização das Nações Unidas (COP27), que ocorreu no Egito entre os dias 6 e 18 de novembro.

Segundo a diretora, esse empenho vai além da importância ambiental, já que também se trata de uma questão de “sobrevivência do negócio.” Mônica Messenberg destacou a relevância da participação do setor nos debates sobre mudanças climáticas. “É uma forma de a gente mostrar o que a indústria tem feito em prol da descarbonização e da melhora da sustentabilidade industrial como um todo”, pontuou. 

Mercado de carbono é um dos principais temas debatidos na COP27

Brasil precisa adotar plano consistente para descarbonizar economia, afirma presidente da CNI

Em meio aos debates na COP27, a CNI promoveu o evento Brazilian Industry Day, que teve como objetivo aprofundar o debate sobre quatro pilares de sustentabilidade da indústria, além da apresentação de experiências bem-sucedidas das empresas brasileiras. 

Pilares essenciais para uma indústria sustentável

Para a CNI, inicialmente, são necessários debates sobre quatro pilares compreendidos como relevantes para um contexto de indústria sustentável. São eles: mercado de carbono, transição energética, economia circular e conservação florestal. Confira o que cada pilar representa. 

O ponto relacionado ao mercado de carbono diz respeito à promoção e a regulação do mercado de carbono por meio de um mercado regulado no modelo cap and trade, capaz de estimular o ambiente de negócios, assim como a inovação e competitividade empresarial, sem aumentar a carga tributária. 

Quanto à transição energética, as discussões devem envolver a expansão e a diversificação das fontes renováveis (eólica, solar e bioenergia) para geração de energia, por meio de novas tecnologias, como é o caso do hidrogênio verde. 

Já acerca da economia circular, a entidade defende que é possível adotar um modelo econômico com o intuito de reaproveitar ao máximo os recursos, evitando o desperdício e preservando o meio ambiente, com menor geração de resíduos. 

Por fim, em relação à conservação florestal, a CNI entende que a indústria de base florestal precisa desenvolver todo o seu potencial, tanto pelo crescimento da produção quanto pela promoção de novos produtos e modelos de negócio com foco no desenvolvimento de novos materiais.

De acordo com a entidade, a criação de um ambiente de negócios favorável e o fortalecimento das instituições que cuidam do tema são fatores essenciais para a melhoria da competitividade do setor e para o desenvolvimento do potencial florestal do Brasil, tanto de florestas plantadas quanto de nativas.
 

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21/11/2022 04:30h

Segundo o gerente executivo de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CNI, Davi Bomtempo, essa nova economia vai gerar emprego, renda, arrecadação e desenvolvimento regional

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Considerado o segundo maior produtor de biocombustíveis do mundo, além de contar com 20% da biodiverdidade do planeta e uma ampla disponibilidade hídrica, o Brasil tem potencial para atender a demanda mundial quanto à segurança energética. A declaração é do gerente executivo de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Davi Bomtempo. 

O pronunciamento ocorreu em meio ao evento Brazilian Industry Day, realizado pela entidade, no Egito. Segundo Bomtempo, a questão energética tem pautado as decisões do mundo inteiro e o Brasil pode ganhar um lugar de destaque nesse debate. 

“Primeiro, precisamos entender que o Brasil é um potencial, que a indústria parte da solução, e que essa nova economia vai gerar emprego, renda, arrecadação e desenvolvimento regional. Dessa forma, o pilar de transição energética é muito importante para o Brasil. Dentro dessa estratégia, desenvolveremos ações sobre eficiência energética, expansão de renováveis, o fortalecimento da nossa política nacional de biocombustíveis e, principalmente, novas tecnologias, como hidrogênio sustentável”, afirmou. 

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Cidades brasileiras apresentam cases de boas práticas em desenvolvimento urbano sustentável

Durante o evento, a gerente de Meio Ambiente, Responsabilidade Social Corporativa e Transição Energética da Engie, Flávia de Oliveira, destacou a importância que o setor da indústria tem no sentido de promover e incentivar práticas sustentáveis por meio da chamada transição energética. 

“Quero registrar o quanto a indústria vem protagonizando a agenda climática, sobretudo a indústria brasileira, que tem se encorajado a assumir essa agenda. Temos um diferencial competitivo incontestável, na medida em que contamos com um setor elétrico, uma matriz elétrica e uma abundância de recursos naturais para promover essa reindustrialização verde no Brasil”, pontuou. 

COP27

Os debates promovidos pela CNI se dão no contexto da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP27), considerado o maior e mais importante evento já realizado acerca do tema. A 27ª edição começou no último dia 6 de novembro e seguiu até a última sexta-feira (18).  

A COP é realizada uma vez por ano e reúne líderes de praticamente todos os países em busca de um mesmo objetivo: debater as mudanças climáticas e identificar soluções para os problemas ambientais. A cada ano o evento é realizado em um país diferente. 
 

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21/11/2022 04:00h

A declaração foi feita na abertura do Brazilian Industry Day, evento promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), no Egito, onde ocorre a COP27

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O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, afirmou que, “além dos investimentos em processos de produção mais sustentáveis, a indústria brasileira tem sido uma importante provedora de soluções para a descarbonização da economia.” A declaração foi feita, nesta quarta-feira (16), na abertura do Brazilian Industry Day, evento promovido pela CNI, no Egito. 

O evento ocorre em meio à programação da 27ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP27). Os objetivos principais são aprofundar o debate sobre os quatro pilares de sustentabilidade do indústria  e destacar experiências bem-sucedidas das empresas brasileiras. 

“Para incentivar a expansão dos investimentos em modelos sustentáveis e promover o pleno desenvolvimento da bioeconomia no país, é preciso aumentar a competitividade da nossa indústria. Devemos, entre outras medidas, adotar uma política industrial moderna, que estimule a inovação e a produção de tecnologias socioambientais. É necessário que o plano também promova as fontes renováveis e a eficiência no uso da energia. Isso pode trazer vantagens competitivas para as empresas e garantir um lugar de maior destaque para o Brasil no cenário internacional”, considerou. 

Cidades brasileiras apresentam cases de boas práticas em desenvolvimento urbano sustentável

Brasil precisa adotar plano consistente para descarbonizar economia, afirma presidente da CNI

Ainda segundo Andrade, o momento atual apresenta risco de desaceleração da economia. Por isso, o presidente da confederação defende que o combate às mudanças climáticas deve estar alinhado com iniciativas que garantam a segurança alimentar e o abastecimento de energia para todo o mundo, sobretudo os países menos desenvolvidos.

“As ações em favor do combate às mudanças do clima devem ser combinadas com medidas que incentivem o crescimento duradouro da economia”, pontuou, ao ressaltar que o setor industrial do Brasil tem um papel essencial para expandir investimentos em tecnologias limpas e criar empregos de qualidade para a população.

Na ocasião, o secretário nacional da Amazônia do Ministério do Meio Ambiente, Marcelo Freire, defendeu que a indústria nacional representa uma possibilidade de o Brasil mostrar ao mundo a posição do país no desafio global de enfrentamento à mudança do clima.

“Nos últimos anos, conversamos muito com o alto nível de decisão do mundo e está cada vez mais claro o quanto o Brasil representa uma grande oportunidade de alocação de investimentos que busca descarbonização. Toda vez que uma multinacional toma uma decisão de alocar um recurso para um novo empreendimento, essa alocação é descarbonizante. A indústria brasileira deixa isso muito claro”, destacou. 

Atuação da indústria para alcançar metas climáticas 

A atuação da CNI na COP27 faz parte das iniciativas do setor da indústria para aumentar o debate acerca da transição para uma economia de baixo carbono, com a adoção de tecnologias limpas e processos produtivos mais eficientes, que provoquem menor impacto no meio ambiente. Com isso, o setor busca diminuir ou eliminar a emissão de gases de efeito estufa.

As recomendações destacadas pela CNI para o governo do Brasil dão ênfase a três temas: estabelecimento e operacionalização do mercado global de carbono, mobilização de recursos para assegurar o financiamento climático e avanço da agenda de adaptação à mudança do clima.
 

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18/11/2022 20:40h

Dado inédito de estudo realizado pela CNI também mostra que a população está cada vez mais adotando hábitos como a reciclagem e a redução de desperdícios

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De acordo com a pesquisa “Retratos da Sociedade: Hábitos sustentáveis e consumo consciente’, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), 74% dos entrevistados se dizem consumidores ambientalmente conscientes. Sendo que 30% dizem que sempre adotam esses hábitos e 44% afirmam que “às vezes”.

Os dados da pesquisa da CNI ainda revelam que 69% dos brasileiros costumam separar materiais para reciclagem.  A parcela que adota essa prática em 2022 é maior que em pesquisas anteriores. Em 2019, por exemplo, 55% dos entrevistados destinavam materiais para reciclagem. Na edição de 2013, essa parcela era de 52%.

Quando, no entanto, são perguntados sobre qual a percepção em relação às pessoas que residem, os números foram diferentes. Para os entrevistados, apenas 32% da população de seu estado adotam hábitos ambientalmente sustentáveis, sendo que apenas 7% adotariam esse hábito sempre, na visão deles.

Para a diretora de Relações Institucionais da CNI, Mônica Messenberg, tanto a sociedade, quanto os produtores e as indústrias estão cada vez mais comprometidos em prol de um futuro melhor. 

“É um caminho sem volta. Tanto a indústria, quanto os produtores e a sociedade, vão cada vez mais exigir que os produtos sejam sustentáveis, que tenhamos menor emissão de gás estufa e que o país e o globo como um todo, tenham um futuro mais ambientalmente sustentável”, observa a gestora, que participou da Conferência das Nações Unidas Sobre as Mudanças Climáticas, a COP 27.  “A indústria está realmente empenhada nessa indústria de baixo carbono”, completa. 

O chefe da Seção de Meio Ambiente das Centrais de Abastecimento do Distrito Federal, a Ceasa-DF, Renato Lino explica que esse comportamento da sociedade em relação ao consumo consciente já acontece há algum tempo. Uma mudança perceptível que constata no dia a dia dos produtores e consumidores da Ceasa-DF. 

“A questão da sustentabilidade dá também uma maior visibilidade ao produto. Os clientes estão cada vez mais preocupados com essa questão ambiental, onde foi produzido, em que tipo de terra foi cultivada, quais os produtores foram utilizados naquela produção, inclusive até a maneira de transporte, como esse alimento chega na cidade”, explica. “Quem está no mercado ambiental, trabalhando com o meio ambiente há alguns anos vê nitidamente essa mudança comportamental do consumidor brasileiro, ainda incipiente, 69% é um índice alto, mas a gente pode chegar a 100%, pelo menos a meta é essa”, defende. 

Ao todo, foram entrevistadas na pesquisa 2.019 pessoas com idade a partir de 16 anos, nas 27 unidades da Federação. As entrevistas foram realizadas entre 8 e 12 de outubro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.

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18/11/2022 18:29h

COP27: CAIXA assina acordo com New Development Bank para estruturar projetos e iniciativas sustentáveis

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A CAIXA firmou, na última quarta-feira (16), na COP27, Memorando de Entendimento com o New Development Bank, banco estabelecido pelos países do BRICS. A parceria vai promover projetos e iniciativas de cooperação nas áreas de energia renovável e eficiência energética, proteção ambiental, agricultura sustentável, água e saneamento e infraestrutura social. 

Pelo acordo, os dois bancos pretendem colaborar com o crescimento inclusivo e o desenvolvimento sustentável no Brasil.

A presidente da CAIXA, Daniella Marques, explicou que as ações a serem desenvolvidas vão desde a troca de experiências entre as instituições até o financiamento de projetos de infraestrutura. A presidente do banco destacou ainda que a parceria prevê o compartilhamento de conhecimento, por meio da organização de eventos conjuntos, treinamento e pesquisas na área ambiental.

O presidente do New Development Bank, Marcos Troyjo, comentou que a colaboração entre os dois bancos está centrada em uma visão compartilhada para o crescimento e desenvolvimento sustentável do Brasil. 

O New Development Bank é uma instituição financeira estabelecida pelos países que compõem o BRICS, grupo formado por países de economias emergentes. O banco mobiliza recursos para projetos de infraestrutura e desenvolvimento sustentável dos participantes. Em 2021, iniciou a expansão de membros e admitiu Bangladesh, Egito, Emirados Árabes Unidos e Uruguai como seus novos países membros.

Na COP27, a CAIXA também firmou acordo de cooperação com a Verra, organização líder mundial em padronização de projetos de carbono. Firmado na última segunda-feira (14), o acordo prevê troca de experiências a longo prazo entre as instituições, para fortalecer o crescimento da participação da CAIXA no mercado de carbono, avançando ainda mais nos critérios de sustentabilidade de produtos, processos e negócios.

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16/11/2022 04:00h

A declaração foi feita em evento realizado pela CNI, no Egito. Segundo Andrade, a entidade tem promovido práticas empreendedoras e atuado junto ao governo para avançar na transição para uma economia de baixo carbono

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O Brasil precisa adotar um plano para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e, ao mesmo tempo, promover o crescimento sustentável do Brasil. Foi o que defendeu o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade. 

Durante evento no Egito realizado nesta terça-feira (15) pela entidade, com a presença de representantes empresariais brasileiros e estrangeiros, parlamentares e autoridades, Andrade afirmou que a CNI tem promovido práticas empreendedoras e atuado junto ao governo para avançar na transição para uma economia de baixo carbono.

“A indústria brasileira, que sempre desempenhou um papel relevante no desenvolvimento do país, é essencial para ampliar os investimentos em tecnologias limpas, criar soluções voltadas à consolidação de uma economia de baixo carbono e criar empregos de qualidade”, pontuou.

Critérios ESG já fazem parte do dia a dia de 85% das indústrias brasileiras

Capacidade instalada de energia fotovoltaica teve aumento de 80% em relação a 2021

Para que o objetivo seja alcançado, a CNI criou uma estratégia baseada em quatro pilares. São eles: transição energética, mercado de carbono, economia circular e conservação florestal. 

“Nossas propostas para essas áreas vêm sendo amplamente discutidas com o setor produtivo, com os governantes e com representantes de outros segmentos da sociedade. A expectativa da indústria é que as sugestões sejam consideradas nos projetos do governo eleito, ajudando o país a superar as adversidades e a avançar nos próximos quatro anos”, destacou.

O evento foi realizado em parceria com a Câmara de Comércio Internacional (ICC, na sigla em inglês). O encontro ocorreu no Hotel Renassaince, em Sharm El Sheikh, no Egito. 

Diálogo entre setor público e privado 

O presidente da CNI também discursou em defesa do diálogo permanente entre os setores público e privado acerca de políticas voltadas para o meio ambiente e os compromissos climáticos que devem ser assumidos pelos países na COP27.

Robson Andrade e o presidente da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, Omar Chohfi, assinaram termo para construção de agenda de trabalho conjunta para a COP28, que ocorrerá em Dubai, em 2023

Agenda

Nesta quarta-feira (16), a partir das 9h, a CNI vai realizar o Brazilian Industry Day. O evento será no pavilhão da COP e terá como objetivo aprofundar o debate sobre quatro pilares de sustentabilidade da indústria, além da apresentação de experiências bem-sucedidas das empresas brasileiras. 

A programação é composta por cinco painéis com os temas ações para o desenvolvimento do mercado de hidrogênio verde no Brasil; as iniciativas da indústria para uma economia de baixo carbono; bioeconomia e florestas; neutralidade climática; e transição energética.
 

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Em evento da CNI no Egito, nesta terça-feira (15), o presidente do Senado também defendeu iniciativas de transição energética e o mercado de carbono

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O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), afirmou que o Brasil precisa acabar com o desmatamento ilegal e que acredita que a equipe de transição pode dar bons passos nessa direção. O parlamentar participou da abertura do evento Diálogo Empresarial para uma Economia de Baixo Carbono, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em parceria com a Câmara de Comércio Internacional (ICC, na sigla em inglês). O encontro ocorreu no Hotel Renassaince, em Sharm El Sheikh, no Egito. 

Pacheco defendeu que o país tem uma imagem negativa no exterior devido à prática do desmatamento ilegal, o que prejudica investimentos nacionais no exterior e destacou a importância da COP27. “Desde 1992, quando se instituiu essas conferências do clima, muitas iniciativas surgiram e ao longo do tempo foram sendo debatidas. A COP27 é responsável por dar início à implementação de todas as ideias, como iniciativas de transição energética, essenciais para se depender menos de combustíveis fósseis. E o mercado de carbono, para que se possa ter um ativo para estimular a não emissão ou menos emissão de poluentes”, pontuou. 

O presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, defendeu uma cooperação entre os setores público e privado com o intuito de acelerar a transição energética no Brasil. Durante a COP27, ele destacou a importância da indústria brasileira no desenvolvimento de uma economia de baixo carbono, porém, criticou a cobrança unilateral de taxas ambientais para as exportações do Brasil. “Medidas unilaterais que visam a imposição de barreiras ambientais ao comércio internacional podem causar enormes prejuízos”, disse.

Critérios ESG já fazem parte do dia a dia de 85% das indústrias brasileiras

Capacidade instalada de energia fotovoltaica teve aumento de 80% em relação a 2021

Para Andrade, essas medidas prejudicam fabricantes de produtos com “baixa intensidade tecnológica”. Na avaliação dele, o Brasil está em posição de destaque para liderar esforços de cumprimento dos acordos climáticos e ampliar o percentual renovável da malha energética, com a presença de parques eólicos em alto-mar e a produção de hidrogênio verde. 

Agenda

Nesta quarta-feira (16), a partir das 9h, a CNI vai realizar o Brazilian Industry Day. O evento será no pavilhão da COP e terá como objetivo aprofundar o debate sobre quatro pilares de sustentabilidade da indústria, além da apresentação de experiências bem-sucedidas das empresas brasileiras. 

A programação é composta por cinco painéis com os temas ações para o desenvolvimento do mercado de hidrogênio verde no Brasil; as iniciativas da indústria para uma economia de baixo carbono; bioeconomia e florestas; neutralidade climática; e transição energética.
 

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Meio Ambiente
15/11/2022 04:00h

Levantamento da CNI com empresários do setor aponta que as empresas estão mais comprometidas com iniciativas que impactem positivamente o meio ambiente e a sociedade, além da adoção de políticas de governança transparentes e responsáveis

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Cerca de 85% das indústrias brasileiras já formalizaram o compromisso ou pretendem implementar os critérios ESG em seus processos de produção. É o que aponta uma pesquisa inédita da Confederação Nacional da Indústria (CNI) com cerca de mil empresários do setor.

ESG (sigla em inglês para Environmental, Social e Governance) corresponde a um conjunto de critérios que indicam o comprometimento das empresas com iniciativas que impactem positivamente o meio ambiente e a sociedade, além da adoção de políticas de governança transparentes e responsáveis. 

Apenas 13% dos empresários disseram que a adoção desses critérios não faz parte da estratégia ou não está em planejamento pelas suas empresas. Segundo a entidade, esse e outros dados foram preparados para serem divulgados durante a COP 27, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que ocorre no Egito até 18 de novembro. 

Nove em cada dez empresários disseram que os critérios ESG são muito importantes para os seus negócios. Na última pesquisa, realizada no ano passado, cerca de oito em cada dez empresários tinham a mesma opinião. 

Ainda a respeito de ESG, a CNI perguntou aos industriais quais critérios são os mais importantes para suas respectivas indústrias. Os entrevistados puderam citar até dois critérios. Cerca de 65% dos industriais elencaram como primeira ou segunda opção que as iniciativas sociais, relativas ao impacto social na comunidade são as mais importantes para as suas empresas. Houve, portanto, uma mudança em relação ao último levantamento, em que os aspectos ambientais, relativos ao impacto ambiental da empresa, foram os mais lembrados pelos executivos, com 70%. 

Cerca de 60% das indústrias brasileiras têm área dedicada à sustentabilidade

Meio ambiente, social e governança 

De acordo com a pesquisa, aumentou o número de empresários da indústria que veem as ações de sustentabilidade como uma agenda de “só oportunidades” ou de “mais oportunidades do que riscos” para o setor. No ano passado, 30% dos industriais tinham essa perspectiva positiva. Agora, são 47%. 

Já a quantidade daqueles que consideravam que a sustentabilidade representa “só riscos” ou “mais riscos do que oportunidades” diminuiu de 23% para 7%. O gerente executivo de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CNI, Davi Bomtempo, afirma que já é possível perceber a preocupação da indústria com a sustentabilidade no dia a dia. 

“A indústria é parte da solução. Podemos perceber no nosso dia a dia uma máquina de lavar que consome menos água, um ar-condicionado que consome menos energia. Tudo isso mostra o papel que a indústria vem fazendo em relação a uma agenda de sustentabilidade”, acredita. 

Poder público, setor produtivo e agenda de sustentabilidade

Os industriais responderam, como primeira ou segunda opção, que a redução de custos é o principal motivo para o setor investir em ações voltadas à sustentabilidade. O aumento da competitividade e o atendimento a exigências regulatórias vieram em seguida.

Na avaliação dos empresários, a falta de incentivos do governo é o maior obstáculo para investimentos em sustentabilidade no setor industrial. A falta de uma cultura de sustentabilidade do mercado consumidor e o fato de representar custos adicionais vêm logo após como os empecilhos mais lembrados. 

Segundo o levantamento, 16% das indústrias buscaram crédito público para investir em ações mais sustentáveis na produção nos últimos dois anos. Dessas, apenas 6% conseguiram financiamento. Em relação ao crédito privado com esse objetivo, 23% dos industriais tentaram. Desses, 15% tiveram êxito.

Confira o cruzamento dessas informações abaixo: 

Arte: Brasil 61

Entre os motivos para buscar crédito privado, o uso de fontes renováveis de energia foi citado por 47% dos participantes. Em seguida veio o aprimoramento de processos (16%) e a modernização de máquinas para melhoria de produtividade e aspectos ambientais (14%). Para 55% dos entrevistados, o acesso ao crédito para implementar ações sustentáveis no Brasil é “difícil” ou “muito difícil”

Amostra

Participaram da pesquisa executivos de 1.004 indústrias de pequeno, médio e grande portes de todas as regiões brasileiras. As entrevistas ocorreram entre 6 e 21 de outubro de 2022. 

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14/11/2022 04:00h

Em evento promovido pela Brasil Mineral, a coordenadora-geral do Departamento de Desenvolvimento Sustentável na Mineração do MME, Dione Macedo, diz que ESG e ODS contribuem para desenvolvimento do setor

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ESG e ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) estão intrinsecamente conectados, uma vez que, no âmbito da mineração, sinalizam para a sociedade os compromissos do setor nas tomadas de decisão para orientar investimentos, ações e projetos. Foi o que destacou a coordenadora geral do Departamento de Desenvolvimento Sustentável na Mineração do Ministério de Minas e Energia (MME), Dione Macedo, na última terça-feira (8), durante o 7° Mineração e Comunidades. O evento, realizado pela revista Brasil Mineral

“Os 17 ODS, embora tenham natureza global e sejam universalmente aplicáveis, dialogam com políticas e ações nos âmbitos regional e local. Essa é uma das razões que favorecem o seu vínculo com a mineração, uma vez que a rigidez locacional da mineração faz com que a atividade tenha que lidar com diferentes realidades econômicas, sociais e ambientais”, pontuou. 

Um dos focos da programação era debater sobre a conciliação entre ESG e ODS para desenvolver territórios sustentáveis na mineração. Sobre esse ponto, o engenheiro com mestrado em cerâmica e geociências, Renato Ciminelli, afirmou que era preciso trabalhar a cooperação em cada segmento envolvido.

“Outro ponto para se colocar é que o próprio ODS induz à colaboração. É fazer com que a governança do território e da comunidade estabeleça um foco de colaboração com as próprias empresas, no caso, as de mineração. Esse sinergismo vai trazer maior economia, velocidade e contemplar as prioridades e expectativas das empresas, da sociedade e do território”, defendeu.  

Ao longo da programação, os painéis ainda deverão abordar, por exemplo, questões relacionadas ao ciclo de vida das minerações e as alternativas de desenvolvimento socioeconômico, assim como mudanças na disposição de rejeitos em função das comunidades.

ESG e a mineração 

O Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) divulgou o documento denominado “Carta Compromisso do Setor Mineral”. Trata-se de uma declaração dos novos propósitos voluntários para o setor mineral, com metas estabelecidas, verificáveis e alcançáveis. 

A carta ficou conhecida como ESG da Mineração. O documento, de acordo com o Ibram, esclarece a visão do instituto e suas associadas acerca de como a indústria minerária vai construir o futuro do setor. 

COP27: indústria brasileira apresentará estratégias para enfrentar crise climática

Cerca de 60% das indústrias brasileiras têm área dedicada à sustentabilidade

Entre as ações estão a apresentação de um novo arcabouço de normas e leis visando regular a mineração do futuro; a criação de um centro de excelência de segurança operacional e P&D do setor mineral, para compartilhar e desenvolver boas práticas; além de criar relatório anual sobre segurança operacional através de fóruns específicos entre empresas do setor mineral, instituições de ensino e órgãos não-governamentais.

ODS 17

Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) compõem uma agenda mundial adotada em meio à Cúpula das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável em setembro de 2015, formada por 17 objetivos e 169 metas a serem atingidos até 2030.

Confira a lista dos ODS

  • Erradicação da pobreza
  • Fome zero e agricultura sustentável
  • Saúde e bem-estar
  • Educação de qualidade 
  • Igualdade de gênero
  • Água limpa e saneamento
  • Energia limpa e acessível
  • Trabalho decente e crescimento econômico 
  • Inovação infraestrutura
  • Redução das desigualdades
  • Cidades e comunidades sustentáveis
  • Consumo e produção responsáveis
  • Ação contra a mudança global do clima
  • Vida na água
  • Vida terrestre
  • Paz, justiça e instituições eficazes
  • Parcerias e meios de implementação
     
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Brasil 61