Sustentabilidade

21/10/2021 16:40h

Ação visa incentivar o plantio de árvores em áreas urbanas e rurais

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A Mineração Serra Verde doou 200 mudas nativas do Cerrado para moradores de Minaçu (GO) e para 274 alunos da Escola Municipal Dona Izaura Maria da Silva Oliveira. As mudas são árvores frutíferas como pequi, cajá, jenipapo, buriti e pitomba, cultivadas por profissionais da empresa Cerradão Serviços Ambientais e Patrimoniais, especializados em prepará-las até que estivessem prontas para inserção direta no solo. 

As mudas foram distribuídas gratuitamente nos meses de setembro e outubro, aos interessados que passavam em frente ao Centro de Relações Comunitárias (CRC). Segundo a engenheira agrícola Luciana Ferreira, técnica responsável do viveiro instalado na área da Engie Brasil Energia, cada espécie tem sua especificidade. "Uma muda de pequizeiro, por exemplo, é uma das mais difíceis de se obter. Devido à dormência natural da semente, exige uso de técnicas específicas até que chegue o momento de plantio direto no local desejado", explica.

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Herta Torres, Gerente de Relações Institucionais e Responsabilidade Social Corporativa da Mineração Serra Verde, diz que a ação despertou o interesse na comunidade para o plantio, além de impactar positivamente na educação ambiental dos alunos. "Por meio da arborização, vamos favorecer um clima mais agradável, além de aumentar a biodiversidade e reduzir a poluição sonora", diz.

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05/10/2021 18:50h

Promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), evento será realizado nos dias 25 e 26 de outubro. Inscrições já estão abertas

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O Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) e a Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ) vão realizar, nos dias 25 e 26 de outubro, a 1ª Feira Virtual de Construção Sustentável (FVCS). O evento, que será gratuito e 100% on-line, visa possibilitar a troca de conhecimentos e a realização de negócios entre diferentes empresas, sociedade civil e o setor público, estimulando o mercado e fortalecendo cadeias de produção sustentáveis na construção civil. As inscrições já estão abertas e podem ser feitas neste link

A feira vai contar com palestras com especialistas, que apresentarão soluções para a cadeia produtiva do setor, com foco no aumento da eficiência energética na construção habitacional de interesse social. O evento faz parte do Projeto EEDUS – Eficiência Energética para o Desenvolvimento Urbano Sustentável, promovido pelo MDR em parceria com a GIZ.

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O evento também vai contar com rodadas de conexões e negócios, com produtos e serviços relacionados à eficiência energética. Por meio de um sistema exclusivo de agendamento, os participantes identificarão e convidarão as organizações com as quais desejam se reunir. Nas reuniões, com duração de 15 minutos, as organizações apresentarão suas oportunidades de parcerias e/ou negócios, proporcionando a aproximação entre as partes.

A feira on-line é destinada a profissionais do setor, executivos de construtoras, empreiteiras, incorporadoras, consultoria e gerenciamento de obras, projetistas, fabricantes de materiais e equipamentos, agentes financeiros e fundos de investimentos, agentes públicos, acadêmicos, entidades de classe, estudantes e interessados por temas que permeiam os diferentes setores da construção sustentável.

A 1ª edição da FVCS será um dos destaques da programação da 93ª edição do Encontro Nacional da Indústria da Construção (Enic). Considerado o maior evento do setor, o Enic é realizado com apoio e patrocínio de indústrias e empresas de serviços, além da parceria dos sindicatos e associações da construção civil. É ainda reconhecido como o mais importante fórum de debates dos temas estratégicos e da agenda nacional da construção.

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04/10/2021 15:20h

O documento será entregue ao governo brasileiro, com a intenção de que o texto seja levado para a conferência das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, a COP26, que será realizada em novembro, na Escócia

O CEO da Companhia Brasileira de Alumínio (CBA), Ricardo Carvalho, assinou carta para desenvolver ações ambiciosas e participar como protagonista na luta do Brasil nas negociações do clima. O movimento é liderado pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) e tem participação de mais de 100 empresas, nacionais e estrangeiras, além de entidades setoriais. O documento será entregue ao governo brasileiro, com a intenção de que o texto seja levado para a conferência das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, a COP26, que será realizada em novembro, na Escócia. 

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“Estamos comprometidos em gerar contribuições positivas para o meio ambiente e a sociedade, por meio de uma agenda que prevê a oferta de alumínio de baixo carbono, desenvolvimento social e atuação em toda a cadeia de valor. Do ponto de vista ambiental, um fator primordial é nossa capacidade de geração de 100% de energia elétrica pelas nossas hidrelétricas, além de iniciativas e investimentos no processo produtivo para a redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE)", comentou Carvalho. Segundo o executivo da CBA, a empresa tem como estratégia ESG que orienta e estrutura as iniciativas da Companhia. “Por isso participar desta iniciativa reafirma o compromisso assumido no enfrentamento às mudanças climáticas.”, disse o CEO. 

Além de signatária desta carta, a CBA aderiu também ao compromisso com o clima promovido pelo Science Based Targets (SBTi), iniciativa conjunta do Pacto Global, CDP e outras instituições, dedicada à redução das emissões de GEE, e se juntou ao Acordo Ambiental São Paulo. Anualmente, a CBA publica seu inventário de emissões no programa Brasileiro GHG Protocol, atestando a rastreabilidade, confiabilidade e transparência dos dados, por meio de auditoria externa. A companhia obteve nota A- (categoria de Liderança) na avaliação do CDP, um dos principais ratings globais de sustentabilidade mundial. "Esses movimentos retratam nosso genuíno compromisso em ampliar a consciência e engajamento de todos e todas para uma agenda verde eficaz, e nos colocarmos como participantes e colaboradores nesta jornada", diz Carvalho.

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29/09/2021 17:20h

O tema foi assunto do Congresso Aço Brasil 2021, realizado nesta quarta-feira (29)

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A produção de aço bruto no Brasil teve aumento de 24% no primeiro semestre de 2021, em relação ao mesmo período do ano passado, atingindo 18,1 milhões de toneladas. As vendas internas saltaram 43,9%, enquanto o consumo aparente subiu 48,9%.

Os dados são do Instituto Aço Brasil (IABr) que, nesta quarta-feira (29), promoveu o Congresso Aço Brasil 2021. O evento, que abordou os principais processos e números da cadeia nacional do produto, deu ênfase na importância de o setor atuar de forma sustentável.

A diretora de Assuntos Institucionais do Instituto Aço Brasil, Cristina Yuan, apontou as mudanças climáticas como fator que acende a necessidade de debate entre as companhias para definirem papéis que auxiliem o setor nas questões sociais, econômicas e ambientais. Nesse caso, ela mostrou preocupação com a emissão de gases CO2.

“Se nós, como país, assim como as demais nações do planeta, não nos esforçarmos de uma forma global, o resultado não será positivo. Em relação às emissões específicas de gás de efeito estufa no nosso setor, a média setorial no mundo é de 1,83 toneladas de CO2, por tonelada de aço bruto produzida, enquanto a do Brasil é de 1,72”, destaca.

Para que o engajamento global do setor siderúrgico seja atingido, Cristina pontuou como condição essencial, o envolvimento dos governos, independentemente da esfera. “Temos visto que o governo federal tem iniciado algumas ações nesse sentido, assim como os governos estaduais”, disse.

“É importante que essas políticas e metas se comuniquem, porque todos os setores envolvidos não podem ficar atendendo a compromissos e objetivos diferenciados, em função do que venha a exigir-se da União, dos estados e dos municípios”, considerou Cristina.

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Outro participante do evento foi o conselheiro do Instituto Aço Brasil e presidente da ArcelorMittal Brasil, Benjamin Baptista. No debate, ele defendeu que a produção do aço seja feita de forma racional. Desta forma, ele acredita que o setor atenderá aos anseios da sociedade no que diz respeito à sustentabilidade, o que garantirá maior demanda de produção no futuro.

“A tensão entre o curto e o longo prazo é muito maior do que a tensão entre o lucro e os impactos socioambientais. E, as perspectivas do aço em razão do aumento da população e com o otimismo de que 2,3 bilhões de pessoas sairão da pobreza para a classe média, é que chegaremos a 2,6 bilhões de toneladas de aço a serem produzidas em 2050”, projetou.

Sobre os trabalhos sustentáveis de empresas do setor desenvolvidos atualmente, ele citou como exemplo a parceria entre o governo do Espírito Santo com a ArcelorMittal Tubarão, que prevê a utilização, pela companhia, de água de reuso para fins industriais. A medida, segundo Baptista, acarreta economia de recursos hídricos provenientes do Rio Santa Maria da Vitória.

Futuro da Indústria Brasileira do Aço

O debate desta quarta-feira também tratou do futuro da indústria do aço a nível nacional. O conselheiro do Instituto Aço Brasil e diretor-presidente da Usiminas, Sergio Leite, lembrou do cenário de crise registrado em 2020, e ressaltou que o setor teve que elaborar estratégias, sobretudo redução de estoque para preservação de caixa.

Porém, após uma avaliação do momento atual, ele afirma que toda a cadeia de produção do aço já está recuperada. “Nós, durante o segundo semestre de 2020 e durante o primeiro semestre de 2021, realizamos um trabalho intenso, produzimos com alta escala, normalizamos o abastecimento do mercado”, afirmou.

“Podemos dizer que esse abastecimento está normalizado, assim como a grande maioria dos estoques. A indústria do aço está atendendo plenamente em quantidade e qualidade”, complementou Leite.

Nos seis primeiros meses de 2021, as exportações do setor tiveram retração de 13,7% em quantidade, com total de 5,2 milhões de toneladas, e aumento de 28,3% em valor, de US$ 3,8 bilhões. Já as importações evoluíram 140,6% no período, somando 2,5 milhões de toneladas e 105,6% em valor, com US$ 2,3 bilhões.

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29/09/2021 15:30h

O novo CCTT compreende quatro plataformas tecnológicas complementares: Flotação, Separação Magnética, Desaguamento e Modificação de Reologia

A Clariant inaugurou o Centro de Competência para Tratamento de Rejeitos (CCTT – Competence Center for Tailings Treatment), um local para trabalho técnico em Belo Horizonte (MG) e voltado exclusivamente ao desenvolvimento de soluções e tecnologias químicas para o processamento de rejeitos da mineração. 

 “A Clariant está na vanguarda da oferta de soluções sustentáveis para a mineração. O CCTT utilizará sua excelente capacidade técnica para demonstrar como nossas inovações podem aprimorar o processamento de rejeitos e a redução de resíduos”, comenta Wagner Silva, Global Head of Technology, Clariant Mining Solutions.

O novo CCTT é um pilar central do Programa de Gestão de Rejeitos da Clariant (TMP – Tailings Management Program), que compreende quatro plataformas tecnológicas complementares: Flotação, Separação Magnética, Desaguamento e Modificação de Reologia. As soluções químicas para flotação aplicadas em lamas, por exemplo, ajudam a recuperar minerais de interesse que atualmente não são aproveitados, bem como permitem reprocessar rejeitos antigos. Além disso, auxiliares de filtragem ajudam no melhor desaguamento dos rejeitos, gerando filtrados mais secos e aumentando a produtividade. 

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Segundo George Nunes, Global Head of Clariant Mining Solutions: “O novo Centro de Competência é um importante marco na estratégia de apoiar a sustentabilidade da indústria global de mineração. Com esse recurso adicional, seguiremos trabalhando em conjunto com nossos clientes para desenvolver soluções importantes e práticas, que resolvam seus maiores desafios de sustentabilidade.”

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14/09/2021 17:35h

O Selo Sustentabilidade Tesouro Verde é dado pelo estado às empresas que adotam medidas mais ecológicas em seus processos

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Com o propósito de promover uma cadeia produtiva de valor ambiental, a Mina Tucano, localizada a 200 km de Macapá (AP), adotou o Selo Sustentabilidade Tesouro Verde em sua operação no estado. A ideia é adotar medidas sustentáveis em atividades que vão desde a produção do ouro até o consumidor final.

A adesão também motiva a realização de práticas responsáveis do ponto de vista ESG, que traduzido do inglês significa Governança Ambiental, Social e Corporativa. Trata-se de uma avaliação da consciência coletiva de uma companhia sobre fatores sociais e ambientais.

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Segundo o diretor de Operações da Mina Tucano, Fabio Marques, a adesão surgiu do interesse da empresa de informar que as atividades de minério “têm origem em uma operação responsável, com proteção ambiental e boas práticas no curto, médio e longo prazo.”

A iniciativa faz parte da política de sustentabilidade do governo do Amapá, que reconhece as empresas que compensam a pegada ecológica por meio do Selo Sustentabilidade Tesouro Verde. O título é concedido pelo Grupo Brasil Mata Viva (BMV).

Como funciona

Por meio da Lei 2.353/2018, regulamentada pelo Decreto 2.894/2018, o Amapá passou a disponibilizar uma série de incentivos públicos para que as atividades econômicas que conservam florestas nativas ingressem na economia verde do estado.

Nesse sentido, o Selo Sustentabilidade Tesouro Verde é a credencial reconhecida pelo governo local, que atesta que a companhia cumpriu a Cota de Retribuição Socioambiental do ano, adquirindo o Crédito de Floresta.

Entre as vantagens de aderir ao Selo está o incentivo do comércio sustentável do minério e a valorização da mineração responsável, por comunicar suas estratégias de ESG com sua cadeia de valor.

Com o selo, o comprador tem acesso a todas as informações de conservação das florestas com adesão ao programa do governo do Amapá, além de poder acompanhar as ações de neutralização de carbono da operação, entre outros benefícios gerados pelo Tesouro Verde.
 

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O novo Marco, que completou um ano em julho passado, prevê a criação de consórcios de municípios para gestão integrada da coleta e destinação dos resíduos sólidos urbanos

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O Governo Federal participou nesta quarta-feira, 8 de setembro, de seminário sobre o Marco Legal do Saneamento. Promovido pela Prefeitura de São Paulo, o evento tratou da regionalização da prestação dos serviços de resíduos sólidos urbanos.

O novo Marco, que completou um ano em julho passado, prevê a criação de consórcios de municípios para gestão integrada da coleta e destinação dos resíduos sólidos urbanos. Além disso, a lei instituiu prazo para que as cidades determinem a maneira pela qual serão custeados os serviços.

Presente ao evento, Pedro Maranhão, secretário Nacional de Saneamento do Ministério do Desenvolvimento Regional, o MDR, comentou o impacto dos investimentos no setor para a saúde da população. 

Nós estamos tratando de vidas. Nós estamos salvando vidas. Morrem 15 a 20 mil pessoas por ano com doenças originadas por falta de saneamento. 700 mil pessoas por ano não vão ao emprego durante um dia por alguma questão de saneamento. E além de ter todo o ganho da saúde, tem o ganho de vidas. O saneamento salva.

Ricardo Nunes, prefeito da cidade de São Paulo, reforçou o papel da sociedade civil nos debates e na construção de uma política de saneamento mais bem estruturada e efetiva.

"É uma questão de sobrevivência saudável a discussão desse tema e a responsabilidade, não só do prefeito, mas de todos. Do legislativo, do poder executivo, tanto o governo federal, estadual, como o municipal, da imprensa de ter a compreensão e fazer a mensagem ao cidadão da forma como a gente precisa fazer a conscientização e a formação da opinião desse tema". 

Para saber mais sobre ações do Ministério do Desenvolvimento Regional em saneamento básico, acesse mdr.gov.br.

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31/08/2021 17:35h

Lançamento da Estratégia Investimento Verde para o Desenvolvimento Regional ocorreu nesta segunda-feira (30) com a assinatura de acordos de cooperação técnica com oito entidades

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Nesta segunda-feira (30), o Ministério do Desenvolvimento Regional, o MDR, assinou acordos de cooperação técnica com oito associações do setor privado.

O objetivo é que empresas dessas entidades possam adotar os chamados critérios ASG em projetos de infraestrutura para o desenvolvimento regional. ASG é uma sigla para ambiental, social e governança.

"O que estamos preconizando, na verdade, há alguns anos, vai ao encontro do que o mundo hoje propõe como uma bandeira universal", afirmou o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho. "Não tenho dúvida de que o que nós estamos fazendo aqui é dando um passo inicial muito importante para trazermos a iniciativa privada para, junto com o Governo Federal, com a mesma visão do que nós queremos para esse País como uma política de Estado", completou.

Atualmente, várias empresas têm o foco voltado para a preservação do meio ambiente, responsabilidade social e buscam melhorar suas práticas de governança. Fundos de investimentos baseados nos pilares ASG são considerados referência no mercado de investimentos e ações.

A adoção dessas medidas em projetos que envolvem o MDR vai se dar de maneira voluntária, adaptável a cada projeto, e flexível, de forma a ser usada em diferentes setores.

Assinaram o acordo com o MDR representantes das seguintes associações setoriais e do setor financeiro do País: Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil (CBIC), Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE); Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG); Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE); Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (Abcon); Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe); Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae); e Banco do Nordeste (BNB).

“A estratégia vai ser uma plataforma da maior importância para colocar o País na vanguarda, como um exemplo de fomento econômico, de proteção ambiental, de desenvolvimento social e com governança nesses diversos setores”, destacou o diretor-presidente da Abrelpe, Carlos Roberto Vieira da Silva Filho.

ASG é uma sigla para ambiental, social e governança. Atualmente, várias empresas têm o foco voltado na preservação do meio ambiente e em responsabilidade social e buscam melhorar suas práticas de governança. Fundos de investimentos baseados nos pilares ASG são considerados referência no mercado de investimentos e ações.

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27/08/2021 15:26h

Municípios selecionados terão estudos de pré-viabilidade financiados com recursos não reembolsáveis do Governo da Alemanha. Iniciativa vai dar apoio técnico em projetos que contribuam para a redução de emissões de gases de efeito estufa e para a inclusão social.

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As cidades de Curitiba, Fortaleza, Guarulhos, Recife e Salvador foram as vencedoras da chamada pública de Projetos de Mobilidade Sustentável promovida pelo Governo Federal.  

A iniciativa, coordenada pelo Ministério do Desenvolvimento Regional, o MDR, tem como objetivo oferecer apoio técnico a estados e municípios interessados em desenvolver projetos que contribuam para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e para a inclusão social.

As cidades selecionadas terão seus estudos de pré-viabilidade financiados com recursos do Governo da Alemanha.

Para Maxwell Vieira, diretor de Projetos de Mobilidade e Serviços Urbanos do MDR, a chamada dos projetos é muito importante para a qualificação dos planejamentos de infraestrutura pública.

"Estamos buscando, cada vez mais, qualificar os projetos de infraestrutura. E o estudo pré-viabilidade visa justamente saber se o projeto inicial tem viabilidade. Esses projetos selecionados irão subsidiar as cidades na implementação de grandes obras estruturantes, que possibilitarão a melhora da mobilidade urbana e, consequentemente, da qualidade de vida das pessoas."

Uma das cidades aprovadas é Guarulhos, na Grande São Paulo. Para o prefeito Gustavo Henric Costa, o financiamento para realização deste estudo é extremamente importante para que a cidade possa implementar um projeto de mobilidade urbana sustentável.

"Isso permitirá uma visão mais detalhada e aprofundada com essa proposta e a nossa ideia é que a gente consiga embasar uma eventual concorrência futura para a concessão do serviço ou outras medidas pra viabilização da implantação."

Entre os critérios utilizado para seleção das cidades estiveram a adequação da tecnologia à realidade local, a integração com os demais modos de transporte no município, a sustentabilidade financeira, o alinhamento aos planos locais e aspectos inovadores.

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13/08/2021 18:40h

Promoção da sustentabilidade ambiental e manutenção de atividade econômica também estão entre os objetivos do programa, que teve o seu detalhamento divulgado pelo Ministério de Minas e Energia

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O compromisso com o meio ambiente e a sustentabilidade está crescendo. Cada vez mais surge a necessidade de novas implementações dentro de setores como o mineral, por exemplo, onde novas tecnologias de combustão limpa permitem a utilização de combustíveis de baixo poder calorífico. É o que garante o detalhamento do Programa para Uso Sustentável do Carvão Mineral Nacional, publicado através da Portaria nº 540/GM/MME pelo Ministério de Minas e Energia (MME).

O Programa busca estabelecer uma política para a continuidade da atividade de mineração de carvão nos estados da Região Sul do Brasil, feita através da geração termelétrica de energia e produção de novos produtos a partir do carvão mineral. Com isso, são estabelecidos objetivos como a promoção da sustentabilidade ambiental e manutenção de atividade econômica na Região, ao mesmo tempo que usinas desativas são substituídas afim de modernizar e instalar novas capacidades de geração pelos próximos anos.

Segundo André Luiz Rodrigues Osório, Diretor de Departamento de Informações e Estudos Energéticos do Ministério de Minas e Energia, cada um dos objetivos busca identificar barreiras, fazer um diagnóstico e propor ações a serem realizadas, assim como contribuir com o desenvolvimento regional e com a segurança energética dos municípios.

“O Programa visa a continuidade da atividade de mineração de carvão nos estados do sul do Brasil através da geração termelétrica de energia e de modo a contribuir no desenvolvimento regional, segurança energética nacional e com recuperação ambiental no que diz respeito aos resíduos da mineração gerados no passado e o reaproveitamento desses resíduos nas novas usinas termelétricas instaladas ao longo da execução desse Programa”, destaca.

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Outro ponto também levado em consideração no detalhamento é a necessidade de as contratações de carvão mineral nacional seguirem o atual compromisso do Brasil no Acordo de Paris, que trata da neutralidade nas emissões de gases de efeito estufa até o ano de 2050. André Luiz explica como as novas implementações contribuiriam para este compromisso.

“Foi estabelecida no objetivo três do Programa a premissa de encerramento da utilização do carvão mineral nacional para o suprimento do ambiente de contratação regulado, mantendo assim o compromisso do Brasil no acordo de Paris para 2050. Isso não significa que após 2050 não haja mais geração a carvão no país, a ideia é que seja buscado opções tecnológicas com zero emissão por meio de tecnologias de sequestro e armazenagem de CO2.”

Atualmente, o parque termelétrico a carvão tem uma eficiência ponderada de 32,5% e idade média de 23 anos. Através da substituição por novas usinas com maior eficiência mínima de 35%, as emissões de carbono podem ser reduzidas em 12,5%.

Região Sul

As reservas de carvão conhecidas atualmente se concentram principalmente nos três estados da Região Sul, que juntos somam 99,97% dos recursos identificados no Brasil. Destes, 89,27% estão no Rio Grande do Sul, 10,38% em Santa Catarina e 0,32% no Paraná.

Devido à grande quantidade de carvão mineral, o Rio Grande do Sul pode ser considerado a maior reserva do Brasil. Cerca de três bilhões de toneladas do minério são detidos pela Companhia Riograndense de Mineração (CRM). Com quatro minas ao todo, atualmente a única em atividade é a céu aberto localizada no município de Candiota. Segundo informações da CRM, a unidade possui as condições geológicas mais favoráveis do país e, além de realizar a mineração do carvão, investe na recuperação das áreas mineradas com o objetivo de manter a preservação do meio ambiente.

Já em relação aos parques geradores desativados, a manutenção também se torna necessária pelo fato desta desativação afetar a cadeia produtiva do carvão. Consequentemente, atividades industriais como o transporte e produção de cimento também são abaladas, o que leva ao impacto direto na economia da Região Sul. É o que destaca o diretor André Luiz:

“Destaca-se que a atividade mineral também contribui com outros segmentos industriais. As tecnologias atuais de gaseificação de carvão tornam um gás de síntese competitivo, permitindo ganhos de eficiência no desenvolvimento regional via criação de uma indústria carboquímica que produz fertilizantes, olefinas, plásticos, dentre outros. Assim, se torna oportuno o exame cuidadoso da contribuição do carvão nacional tanto para geração de energia elétrica, quanto para a produção de produtos de valor agregado.”

Além do alinhamento entre a movimentação econômica, a manutenção da indústria mineira ainda garantiria aos municípios sulistas uma nova geração de emprego e renda por meio da recuperação dos passivos ambientais.

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Brasil 61