Desenvolvimento sustentável

25/11/2022 04:30h

Segundo a diretora de Relações Institucionais da CNI, Mônica Messenberg, esse empenho vai além da questão ambiental, já que também se trata de uma questão de sobrevivência do negócio

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 A diretora de Relações Institucionais da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Mônica Messenberg, destacou o comprometimento da indústria brasileira com a questão ambiental. “Hoje, realmente temos uma indústria preocupada com a sustentabilidade”, afirmou durante a programação da 27ª Conferência do Clima da Organização das Nações Unidas (COP27), que ocorreu no Egito entre os dias 6 e 18 de novembro.

Segundo a diretora, esse empenho vai além da importância ambiental, já que também se trata de uma questão de “sobrevivência do negócio.” Mônica Messenberg destacou a relevância da participação do setor nos debates sobre mudanças climáticas. “É uma forma de a gente mostrar o que a indústria tem feito em prol da descarbonização e da melhora da sustentabilidade industrial como um todo”, pontuou. 

Mercado de carbono é um dos principais temas debatidos na COP27

Brasil precisa adotar plano consistente para descarbonizar economia, afirma presidente da CNI

Em meio aos debates na COP27, a CNI promoveu o evento Brazilian Industry Day, que teve como objetivo aprofundar o debate sobre quatro pilares de sustentabilidade da indústria, além da apresentação de experiências bem-sucedidas das empresas brasileiras. 

Pilares essenciais para uma indústria sustentável

Para a CNI, inicialmente, são necessários debates sobre quatro pilares compreendidos como relevantes para um contexto de indústria sustentável. São eles: mercado de carbono, transição energética, economia circular e conservação florestal. Confira o que cada pilar representa. 

O ponto relacionado ao mercado de carbono diz respeito à promoção e a regulação do mercado de carbono por meio de um mercado regulado no modelo cap and trade, capaz de estimular o ambiente de negócios, assim como a inovação e competitividade empresarial, sem aumentar a carga tributária. 

Quanto à transição energética, as discussões devem envolver a expansão e a diversificação das fontes renováveis (eólica, solar e bioenergia) para geração de energia, por meio de novas tecnologias, como é o caso do hidrogênio verde. 

Já acerca da economia circular, a entidade defende que é possível adotar um modelo econômico com o intuito de reaproveitar ao máximo os recursos, evitando o desperdício e preservando o meio ambiente, com menor geração de resíduos. 

Por fim, em relação à conservação florestal, a CNI entende que a indústria de base florestal precisa desenvolver todo o seu potencial, tanto pelo crescimento da produção quanto pela promoção de novos produtos e modelos de negócio com foco no desenvolvimento de novos materiais.

De acordo com a entidade, a criação de um ambiente de negócios favorável e o fortalecimento das instituições que cuidam do tema são fatores essenciais para a melhoria da competitividade do setor e para o desenvolvimento do potencial florestal do Brasil, tanto de florestas plantadas quanto de nativas.
 

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21/11/2022 04:30h

Segundo o gerente executivo de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CNI, Davi Bomtempo, essa nova economia vai gerar emprego, renda, arrecadação e desenvolvimento regional

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Considerado o segundo maior produtor de biocombustíveis do mundo, além de contar com 20% da biodiverdidade do planeta e uma ampla disponibilidade hídrica, o Brasil tem potencial para atender a demanda mundial quanto à segurança energética. A declaração é do gerente executivo de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Davi Bomtempo. 

O pronunciamento ocorreu em meio ao evento Brazilian Industry Day, realizado pela entidade, no Egito. Segundo Bomtempo, a questão energética tem pautado as decisões do mundo inteiro e o Brasil pode ganhar um lugar de destaque nesse debate. 

“Primeiro, precisamos entender que o Brasil é um potencial, que a indústria parte da solução, e que essa nova economia vai gerar emprego, renda, arrecadação e desenvolvimento regional. Dessa forma, o pilar de transição energética é muito importante para o Brasil. Dentro dessa estratégia, desenvolveremos ações sobre eficiência energética, expansão de renováveis, o fortalecimento da nossa política nacional de biocombustíveis e, principalmente, novas tecnologias, como hidrogênio sustentável”, afirmou. 

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Cidades brasileiras apresentam cases de boas práticas em desenvolvimento urbano sustentável

Durante o evento, a gerente de Meio Ambiente, Responsabilidade Social Corporativa e Transição Energética da Engie, Flávia de Oliveira, destacou a importância que o setor da indústria tem no sentido de promover e incentivar práticas sustentáveis por meio da chamada transição energética. 

“Quero registrar o quanto a indústria vem protagonizando a agenda climática, sobretudo a indústria brasileira, que tem se encorajado a assumir essa agenda. Temos um diferencial competitivo incontestável, na medida em que contamos com um setor elétrico, uma matriz elétrica e uma abundância de recursos naturais para promover essa reindustrialização verde no Brasil”, pontuou. 

COP27

Os debates promovidos pela CNI se dão no contexto da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP27), considerado o maior e mais importante evento já realizado acerca do tema. A 27ª edição começou no último dia 6 de novembro e seguiu até a última sexta-feira (18).  

A COP é realizada uma vez por ano e reúne líderes de praticamente todos os países em busca de um mesmo objetivo: debater as mudanças climáticas e identificar soluções para os problemas ambientais. A cada ano o evento é realizado em um país diferente. 
 

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21/11/2022 04:00h

A declaração foi feita na abertura do Brazilian Industry Day, evento promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), no Egito, onde ocorre a COP27

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O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, afirmou que, “além dos investimentos em processos de produção mais sustentáveis, a indústria brasileira tem sido uma importante provedora de soluções para a descarbonização da economia.” A declaração foi feita, nesta quarta-feira (16), na abertura do Brazilian Industry Day, evento promovido pela CNI, no Egito. 

O evento ocorre em meio à programação da 27ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP27). Os objetivos principais são aprofundar o debate sobre os quatro pilares de sustentabilidade do indústria  e destacar experiências bem-sucedidas das empresas brasileiras. 

“Para incentivar a expansão dos investimentos em modelos sustentáveis e promover o pleno desenvolvimento da bioeconomia no país, é preciso aumentar a competitividade da nossa indústria. Devemos, entre outras medidas, adotar uma política industrial moderna, que estimule a inovação e a produção de tecnologias socioambientais. É necessário que o plano também promova as fontes renováveis e a eficiência no uso da energia. Isso pode trazer vantagens competitivas para as empresas e garantir um lugar de maior destaque para o Brasil no cenário internacional”, considerou. 

Cidades brasileiras apresentam cases de boas práticas em desenvolvimento urbano sustentável

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Ainda segundo Andrade, o momento atual apresenta risco de desaceleração da economia. Por isso, o presidente da confederação defende que o combate às mudanças climáticas deve estar alinhado com iniciativas que garantam a segurança alimentar e o abastecimento de energia para todo o mundo, sobretudo os países menos desenvolvidos.

“As ações em favor do combate às mudanças do clima devem ser combinadas com medidas que incentivem o crescimento duradouro da economia”, pontuou, ao ressaltar que o setor industrial do Brasil tem um papel essencial para expandir investimentos em tecnologias limpas e criar empregos de qualidade para a população.

Na ocasião, o secretário nacional da Amazônia do Ministério do Meio Ambiente, Marcelo Freire, defendeu que a indústria nacional representa uma possibilidade de o Brasil mostrar ao mundo a posição do país no desafio global de enfrentamento à mudança do clima.

“Nos últimos anos, conversamos muito com o alto nível de decisão do mundo e está cada vez mais claro o quanto o Brasil representa uma grande oportunidade de alocação de investimentos que busca descarbonização. Toda vez que uma multinacional toma uma decisão de alocar um recurso para um novo empreendimento, essa alocação é descarbonizante. A indústria brasileira deixa isso muito claro”, destacou. 

Atuação da indústria para alcançar metas climáticas 

A atuação da CNI na COP27 faz parte das iniciativas do setor da indústria para aumentar o debate acerca da transição para uma economia de baixo carbono, com a adoção de tecnologias limpas e processos produtivos mais eficientes, que provoquem menor impacto no meio ambiente. Com isso, o setor busca diminuir ou eliminar a emissão de gases de efeito estufa.

As recomendações destacadas pela CNI para o governo do Brasil dão ênfase a três temas: estabelecimento e operacionalização do mercado global de carbono, mobilização de recursos para assegurar o financiamento climático e avanço da agenda de adaptação à mudança do clima.
 

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Construção de jardins de chuva, integração de dados e planejamento de políticas com mais participação social foram algumas das soluções apresentadas pelos municípios após mentoria realizada pelo MDR em parceria com o governo da Alemanha

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Representantes de sete cidades brasileiras apresentaram, nesta quinta-feira (17), cases de sucesso com foco em desenvolvimento urbano sustentável. Os projetos foram realizados com base em uma mentoria promovida, de 2020 a 2022, pelo Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), em parceria com a Agência de Cooperação Alemã GIZ (Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit), por meio do Projeto Apoio à Agenda Nacional de Desenvolvimento Urbano Sustentável (Andus).

Os cases de sucesso foram apresentados durante o Seminário EncerrANDUS, que marca o encerramento do Projeto Andus. O público presente pôde conhecer experiências das cidades de Anápolis (GO), Hortolândia (SP), Fortaleza (CE), Amajari (RR), Naviraí (MS), Maringá (PR) e Juiz de Fora (MG). No total, 26 cidades, escolhidas por meio de seleção pública, participaram das mentorias. Os editais levaram em conta a diversidade do Brasil, ou seja, os diversos biomas e as diferenças de densidade populacional, por exemplo. Saiba mais neste link.

Durante sua apresentação, a prefeita de Amajari, Nubia Lima, elogiou a ação realizada pelos governos do Brasil e Alemanha. Ela explicou, que ao longo do trabalho, foi possível aprender a identificar problemas e a resolvê-los com recursos e equipe locais. Foram construídos, por exemplo, diversos jardins de chuva para evitar alagamentos e prejuízos para a sociedade como um todo. Além disso, na sede da prefeitura, foi construída uma fossa séptica para fazer o tratamento do esgoto.

“O município, hoje, tem uma visão totalmente diferente daquilo que tinha. Que é pegar uma equipe e colocar em prática aquelas pequenas diferenças, soluções baseadas na natureza”, resumiu a prefeita.

Já a cidade de Hortolândia trabalhou para diminuir os impactos da verticalização sobre o município e, consequentemente, sobre a qualidade de vida da população. A prefeitura desenvolveu uma série de indicadores para que o poder público pudesse monitorar o crescimento da cidade e, ao mesmo tempo, desenvolver políticas públicas para proteger o meio ambiente.

Arquiteta da Secretaria de Planejamento Urbano e Gestões Estratégicas do município, Patrícia Camargo explicou que, agora, todos os dados e estudos estão integrados entre as diversas secretarias para que todas as políticas sejam multidisciplinares. “Verificamos a necessidade de ter indicadores das várias secretarias, um acesso, uma informação coletiva de modo que o gerenciamento da verticalização fosse entendido por todos e como afeta cada área”, afirmou.

Já o vice-prefeito de Fortaleza, Élcio Batista, lembrou que o Projeto Andus também ajudou a reforçar uma agenda nacional de desenvolvimento urbano sustentável e que, daqui para frente, o Brasil poderá “construir uma política nacional de desenvolvimento urbano”.

Para Batista, a participação social foi essencial para que a cidade pudesse entender como desenvolver e implementar políticas públicas cada vez mais sustentáveis. “A construção dos projetos foi feita de forma participativa, depois todo um de retorno para a comunidade daquilo que foi feito e a implementação”, explicou.

Projeto Andus

O Projeto Andus surgiu como forma de apoiar o governo brasileiro no aprimoramento de políticas para o desenvolvimento urbano sustentável, a partir da concepção, difusão e implementação de uma nova abordagem, baseada na Agenda 2030, na Nova Agenda Urbana e no Acordo de Paris sobre mudanças climáticas. Saiba mais sobre a iniciativa neste link.

De acordo com a secretária nacional de Mobilidade e Desenvolvimento Regional e Urbano do MDR, Sandra Holanda, a parceria entre Brasil e Alemanha foi importante, pois levou conhecimento e capacitou gestores em todas as regiões do Brasil.

“É um projeto que levou mentoria, ensinou aos municípios de diferentes tamanhos, de diferentes regiões do país. Ensinou aos municípios como eles podem desenvolver projetos utilizando recursos municipais, utilizando mão de obra municipal e resultando em riqueza para a população. Riqueza cultural, riqueza do aproveitamento da sua natureza”, destacou.

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17/11/2022 03:30h

Setor tem crescido no país: segmento gerou R$ 76,7 bilhões em investimentos privados nos últimos dez anos, de acordo com a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar)

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Dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) mostram que o país acaba de ultrapassar a marca recorde de 14 gigawatts (GW) de potência instalada em residências, comércios, indústrias, produtores rurais e prédios públicos. E o setor tem crescido no país: o segmento gerou R$ 76,7 bilhões em investimentos privados nos últimos dez anos.

De acordo com projeção realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), a capacidade instalada poderá dobrar até o início de 2023. A vice-presidente da Absolar, Bárbara Rubim, salienta que o consumidor está colocando na balança o melhor equilíbrio entre custo e benefício. 

“Cada vez mais os brasileiros têm decidido gerar sua energia a partir do sol e receber um desconto equivalente na sua conta de luz. De 2012, que foi quando essa possibilidade surgiu, até hoje, mais de 1,5 milhão unidades de consumidores se beneficiam da geração própria de energia”, destaca a gestora. “Produzindo então energia a partir de  uma usina que pode estar instalada num solo, no telhado de uma casa, de um comércio, de um prédio público e recebendo o desconto na sua conta no final do mês”, explica. 

A Energia Solar Fotovoltaica é gerada a partir da luz solar, captada mesmo em dias de chuva ou com céu nublado. Quanto maior for a radiação solar, maior será a quantidade de luz produzida. O mercado de Energia Solar Fotovoltaica iniciou-se no Brasil para valer em 2012, com a regulamentação da Resolução Normativa 482. A lei é responsável por criar as regras da geração distribuída no território nacional,  um marco legal no setor.

Números da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica apontam, que potência instalada, os consumidores residenciais lideram o uso da energia solar, com 48,4%. Já as indústrias têm 6,8%. A instalação desse tipo de fonte para abastecimento elétrico nos lares, comércio ou zona rural permite uma economia que varia de 50% a 95%  na conta de luz, conforme informa a associação.

O investimento feito para instalação de placas solares é pago pelo dinheiro economizado com a redução de gastos. Essa possibilidade de redução significativa no consumo de energia solar foi o que atraiu a atenção de um dos sócios de uma empresa de metalurgia no interior de Goiás, Alex Braga.

“É um investimento caro, dependendo, lógico, do tamanho da fonte, mas é um investimento que se paga rápido. E quando você quitar essa dívida, sabendo que não vai pagar mais energia, é um custo a menos”, avalia.  

Entre as principais motivações apontadas para o uso crescente de telhados com placas solares está o alto custo da energia elétrica no país e a vontade de consumir uma energia mais limpa e sustentável. 

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16/11/2022 04:00h

A declaração foi feita em evento realizado pela CNI, no Egito. Segundo Andrade, a entidade tem promovido práticas empreendedoras e atuado junto ao governo para avançar na transição para uma economia de baixo carbono

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O Brasil precisa adotar um plano para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e, ao mesmo tempo, promover o crescimento sustentável do Brasil. Foi o que defendeu o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade. 

Durante evento no Egito realizado nesta terça-feira (15) pela entidade, com a presença de representantes empresariais brasileiros e estrangeiros, parlamentares e autoridades, Andrade afirmou que a CNI tem promovido práticas empreendedoras e atuado junto ao governo para avançar na transição para uma economia de baixo carbono.

“A indústria brasileira, que sempre desempenhou um papel relevante no desenvolvimento do país, é essencial para ampliar os investimentos em tecnologias limpas, criar soluções voltadas à consolidação de uma economia de baixo carbono e criar empregos de qualidade”, pontuou.

Critérios ESG já fazem parte do dia a dia de 85% das indústrias brasileiras

Capacidade instalada de energia fotovoltaica teve aumento de 80% em relação a 2021

Para que o objetivo seja alcançado, a CNI criou uma estratégia baseada em quatro pilares. São eles: transição energética, mercado de carbono, economia circular e conservação florestal. 

“Nossas propostas para essas áreas vêm sendo amplamente discutidas com o setor produtivo, com os governantes e com representantes de outros segmentos da sociedade. A expectativa da indústria é que as sugestões sejam consideradas nos projetos do governo eleito, ajudando o país a superar as adversidades e a avançar nos próximos quatro anos”, destacou.

O evento foi realizado em parceria com a Câmara de Comércio Internacional (ICC, na sigla em inglês). O encontro ocorreu no Hotel Renassaince, em Sharm El Sheikh, no Egito. 

Diálogo entre setor público e privado 

O presidente da CNI também discursou em defesa do diálogo permanente entre os setores público e privado acerca de políticas voltadas para o meio ambiente e os compromissos climáticos que devem ser assumidos pelos países na COP27.

Robson Andrade e o presidente da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, Omar Chohfi, assinaram termo para construção de agenda de trabalho conjunta para a COP28, que ocorrerá em Dubai, em 2023

Agenda

Nesta quarta-feira (16), a partir das 9h, a CNI vai realizar o Brazilian Industry Day. O evento será no pavilhão da COP e terá como objetivo aprofundar o debate sobre quatro pilares de sustentabilidade da indústria, além da apresentação de experiências bem-sucedidas das empresas brasileiras. 

A programação é composta por cinco painéis com os temas ações para o desenvolvimento do mercado de hidrogênio verde no Brasil; as iniciativas da indústria para uma economia de baixo carbono; bioeconomia e florestas; neutralidade climática; e transição energética.
 

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Em evento da CNI no Egito, nesta terça-feira (15), o presidente do Senado também defendeu iniciativas de transição energética e o mercado de carbono

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O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), afirmou que o Brasil precisa acabar com o desmatamento ilegal e que acredita que a equipe de transição pode dar bons passos nessa direção. O parlamentar participou da abertura do evento Diálogo Empresarial para uma Economia de Baixo Carbono, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em parceria com a Câmara de Comércio Internacional (ICC, na sigla em inglês). O encontro ocorreu no Hotel Renassaince, em Sharm El Sheikh, no Egito. 

Pacheco defendeu que o país tem uma imagem negativa no exterior devido à prática do desmatamento ilegal, o que prejudica investimentos nacionais no exterior e destacou a importância da COP27. “Desde 1992, quando se instituiu essas conferências do clima, muitas iniciativas surgiram e ao longo do tempo foram sendo debatidas. A COP27 é responsável por dar início à implementação de todas as ideias, como iniciativas de transição energética, essenciais para se depender menos de combustíveis fósseis. E o mercado de carbono, para que se possa ter um ativo para estimular a não emissão ou menos emissão de poluentes”, pontuou. 

O presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, defendeu uma cooperação entre os setores público e privado com o intuito de acelerar a transição energética no Brasil. Durante a COP27, ele destacou a importância da indústria brasileira no desenvolvimento de uma economia de baixo carbono, porém, criticou a cobrança unilateral de taxas ambientais para as exportações do Brasil. “Medidas unilaterais que visam a imposição de barreiras ambientais ao comércio internacional podem causar enormes prejuízos”, disse.

Critérios ESG já fazem parte do dia a dia de 85% das indústrias brasileiras

Capacidade instalada de energia fotovoltaica teve aumento de 80% em relação a 2021

Para Andrade, essas medidas prejudicam fabricantes de produtos com “baixa intensidade tecnológica”. Na avaliação dele, o Brasil está em posição de destaque para liderar esforços de cumprimento dos acordos climáticos e ampliar o percentual renovável da malha energética, com a presença de parques eólicos em alto-mar e a produção de hidrogênio verde. 

Agenda

Nesta quarta-feira (16), a partir das 9h, a CNI vai realizar o Brazilian Industry Day. O evento será no pavilhão da COP e terá como objetivo aprofundar o debate sobre quatro pilares de sustentabilidade da indústria, além da apresentação de experiências bem-sucedidas das empresas brasileiras. 

A programação é composta por cinco painéis com os temas ações para o desenvolvimento do mercado de hidrogênio verde no Brasil; as iniciativas da indústria para uma economia de baixo carbono; bioeconomia e florestas; neutralidade climática; e transição energética.
 

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14/11/2022 04:00h

Em evento promovido pela Brasil Mineral, a coordenadora-geral do Departamento de Desenvolvimento Sustentável na Mineração do MME, Dione Macedo, diz que ESG e ODS contribuem para desenvolvimento do setor

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ESG e ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) estão intrinsecamente conectados, uma vez que, no âmbito da mineração, sinalizam para a sociedade os compromissos do setor nas tomadas de decisão para orientar investimentos, ações e projetos. Foi o que destacou a coordenadora geral do Departamento de Desenvolvimento Sustentável na Mineração do Ministério de Minas e Energia (MME), Dione Macedo, na última terça-feira (8), durante o 7° Mineração e Comunidades. O evento, realizado pela revista Brasil Mineral

“Os 17 ODS, embora tenham natureza global e sejam universalmente aplicáveis, dialogam com políticas e ações nos âmbitos regional e local. Essa é uma das razões que favorecem o seu vínculo com a mineração, uma vez que a rigidez locacional da mineração faz com que a atividade tenha que lidar com diferentes realidades econômicas, sociais e ambientais”, pontuou. 

Um dos focos da programação era debater sobre a conciliação entre ESG e ODS para desenvolver territórios sustentáveis na mineração. Sobre esse ponto, o engenheiro com mestrado em cerâmica e geociências, Renato Ciminelli, afirmou que era preciso trabalhar a cooperação em cada segmento envolvido.

“Outro ponto para se colocar é que o próprio ODS induz à colaboração. É fazer com que a governança do território e da comunidade estabeleça um foco de colaboração com as próprias empresas, no caso, as de mineração. Esse sinergismo vai trazer maior economia, velocidade e contemplar as prioridades e expectativas das empresas, da sociedade e do território”, defendeu.  

Ao longo da programação, os painéis ainda deverão abordar, por exemplo, questões relacionadas ao ciclo de vida das minerações e as alternativas de desenvolvimento socioeconômico, assim como mudanças na disposição de rejeitos em função das comunidades.

ESG e a mineração 

O Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) divulgou o documento denominado “Carta Compromisso do Setor Mineral”. Trata-se de uma declaração dos novos propósitos voluntários para o setor mineral, com metas estabelecidas, verificáveis e alcançáveis. 

A carta ficou conhecida como ESG da Mineração. O documento, de acordo com o Ibram, esclarece a visão do instituto e suas associadas acerca de como a indústria minerária vai construir o futuro do setor. 

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Entre as ações estão a apresentação de um novo arcabouço de normas e leis visando regular a mineração do futuro; a criação de um centro de excelência de segurança operacional e P&D do setor mineral, para compartilhar e desenvolver boas práticas; além de criar relatório anual sobre segurança operacional através de fóruns específicos entre empresas do setor mineral, instituições de ensino e órgãos não-governamentais.

ODS 17

Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) compõem uma agenda mundial adotada em meio à Cúpula das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável em setembro de 2015, formada por 17 objetivos e 169 metas a serem atingidos até 2030.

Confira a lista dos ODS

  • Erradicação da pobreza
  • Fome zero e agricultura sustentável
  • Saúde e bem-estar
  • Educação de qualidade 
  • Igualdade de gênero
  • Água limpa e saneamento
  • Energia limpa e acessível
  • Trabalho decente e crescimento econômico 
  • Inovação infraestrutura
  • Redução das desigualdades
  • Cidades e comunidades sustentáveis
  • Consumo e produção responsáveis
  • Ação contra a mudança global do clima
  • Vida na água
  • Vida terrestre
  • Paz, justiça e instituições eficazes
  • Parcerias e meios de implementação
     
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Medidas representam evolução para energia elétrica no Brasil e buscam estabelecer marco legal e seguro no setor

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O Ministério de Minas e Energia (MME) publicou duas medidas que permitem o avanço da implantação de usinas eólicas no mar. Em uma das portarias, o órgão federal estabelece, em conjunto com o Ministério do Meio Ambiente (MMA), a criação de um portal para gestão de áreas marítimas voltadas para as usinas. Já a outra norma estabelece diretrizes para a cessão onerosa de áreas destinadas à geração offshore.

A energia eólica offshore (áreas fora da costa) é a fonte de movimentação limpa e renovável que se obtém aproveitando a força do vento que sopra em alto-mar, com alcance de velocidade maior e mais constante, devido à inexistência de barreiras. Para explorar ao máximo esse recurso, são desenvolvidas megaestruturas assentadas sobre o leito marinho e dotadas das últimas inovações técnicas. 

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De acordo com o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Hamilton Madureira, as medidas representam um avanço na implantação desse tipo de energia no país. Sobretudo porque vai dar mais credibilidade e confiança aos contratos, fomentando postos de trabalho e faturamento para o governo. 

“Essa regulamentação terá como base os melhores exemplos de marcos jurídicos do mundo e permitirá maior segurança, previsibilidade e respeito aos contratos a quem quiser investir em eólicas offshores no Brasil”, salienta o gestor do MME.  “Isso fará que os investidores despertem ainda mais interesse e venha de fato investir aqui, sendo os principais parceiros do governo na geração de emprego e renda”, destaca. 

Ainda segundo Hamilton Madureira, as condições naturais do país, como medidas oceânicas e potência do vento, garantem a implementação desse tipo de captação de energia, sobretudo na região Nordeste. São mais de 7.000 quilômetros de costa e 3,5 milhões de quilômetros quadrados de espaço marítimo favoráveis para a instalação e operação de empreendimentos para geração de energia elétrica offshore, com potencial de quase 700 gigawatts em locais de profundidade de até 50 metros. Os dados são apoiados em pesquisas da Empresa de Pesquisa Energética.  

“O Brasil, com a plataforma continental extensa que confere águas rasas ao longo do litoral e a incidência de ventos com a intensidade e direções constantes, presentes em especial na região Nordeste do País, tem todas as características de empreendimentos offshore”, constata. 

A publicação das duas portarias, a poucas semanas da COP 27 - a Conferência das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, que neste ano será no Egito -, sinaliza um avanço relevante nesse tipo de produção de energia elétrica, contribuindo para o estabelecimento de um marco legal seguro e mais apropriado com as leis ambientais. 

Por meio do Portal Único, será possível fazer o requerimento de Cessão de Uso, realizar consulta do andamento dos pedidos de cessão e acompanhar publicações oficiais e informações relevantes, entre outros. A gestão do PUG-offshore é de responsabilidade da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e a prestação dos serviços por meio da plataforma será gratuita, a partir da disponibilização da ferramenta. 

Para Zoraide de Souza Pessoa, doutora em ambiente e sociedade e atual docente associada do Instituto de Políticas Públicas da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, fomentar e incentivar a criação de um novo tipo de modal energético é fundamental para o desenvolvimento de uma nação. 

“Precisamos ampliar e diversificar mais ainda a nossa matriz energética e elétrica nacional, principalmente incorporando novas fontes que tenham componentes renováveis como principal caracterização”, defende a professora, especialista em estudos e pesquisas sobre  energia global. 

De acordo com estudos elaborados pelo Ibama, um mapa aponta a localização de 23 projetos de Geração de Energia Eólica Offshore que estão em processo de licenciamento. Os estudos propõem a instalação de 3.486 aerogeradores - aquelas hélices gigantes movidas ao evento - totalizando 46.631 megawatts. A maioria localizada nos estados do Rio Grande do Norte, Ceará, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, com quatro empreendimentos cada. 

“O Brasil já vem produzindo nos últimos 20 anos com muita força, bastante destaque desse segmento na região Nordeste do Brasil e, espera-se, os estudos indicando que o Nordeste vai ser também importante protagonista na produção de energia elétrica offshore”, salienta a professora Zoraide de Souza Pessoa. 
 

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25/10/2022 04:00h

Os terminais estão entre os sete da América Latina e do Caribe que tiveram o reconhecimento

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Os aeroportos internacionais de Belo Horizonte (MG), de Salvador (BA) e Tom Jobim/RIOGaleão (RJ) receberam o prêmio ACI-LAC Green Airport Recognition por promoverem boas práticas socioambientais, que visam reduzir os impactos da operação aeroportuária. Os terminais estão entre os sete da América Latina e do Caribe que tiveram o reconhecimento. 

O engenheiro civil com especialização na área ambiental, Edson Benício, considera que os aeroportos têm mostrado preocupação em adotar medidas que contribuam para a preservação do meio ambiente. Para ele, promover estudos dessa natureza favorece tanto a questão econômica quanto a ambiental. 

“Tenho percebido que as administrações dos aeroportos, juntamente com suas equipes de meio ambiente, têm buscado garantir níveis elevados de qualidade em relação a questões ambientais. É muito importante desenvolver políticas e monitoramentos voltados para impactos ambientais, justamente para que haja uma convivência harmoniosa entre a operação do aeroporto e as comunidades em volta”, destaca.  

Belo Horizonte

O destaque de Belo Horizonte partiu do projeto de reforma da Central de Água Gelada, que recebeu menção honrosa como projeto sustentável nas áreas de Reuso de Água, Eficiência Energética e Custo de Manutenção. Denominado “Inovação do Sistema de Climatização do Aeroporto Internacional de Belo Horizonte”, o projeto tem o intuito de implantar um sistema de ar-condicionado eficiente e econômico, formado por duas centrais de água fria instaladas nos terminais de passageiros 1 e 2.

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A ideia é proporcionar maior eficiência no sistema de refrigeração, de até 30%, assim como uma diminuição do consumo, em horários mais movimentados, de até 70%. O sistema também promove economia no consumo de água, uma vez que está ligado ao conjunto de reaproveitamento de águas pluviais. 

Tom Jobim/RIOGaleão

O Aeroporto Internacional Tom Jobim/RIOGaleão, por sua vez, estabeleceu o Programa de Gestão de Resíduos na categoria de Mudanças Climáticas. A iniciativa contribuiu, até o momento, para a diminuição de 42% das emissões de gases de efeito estufa. 

Outra ação elaborada pelo terminal destinou mais de 16 mil toneladas de resíduos recicláveis a cooperativas de recicladores e compostagem. A medida contribuiu para a geração de renda de 57 famílias.

“É comum se ouvir dizer que conservação só gera gasto. Mas, se você observar, as empresas aéreas têm vários benefícios ao adotarem práticas conservacionistas, com preocupações ambientais, com resíduos, com território e com a ocupação humana nessas áreas de segurança essencial à atividade”, pontua o professor do Departamento de Engenharia Florestal da UnB Reuber Brandão. 

Salvador

Premiado pela terceira vez como “aeroporto verde”, o terminal de Salvador foi contemplado, desta vez, por apresentar o projeto “Compostagem Acelerada”. A iniciativa consiste em uma composteira com tecnologia exclusiva de biodigestão. O mecanismo permite que haja aceleração no processo de reuso de resíduos de alimentos em até 24 horas, transformando-os em líquidos. 

Depois desse procedimento, o líquido é destinado à Estação de Tratamento de Efluentes (ETE) do próprio sítio aeroportuário e enviado para reuso. O material é aproveitado nas descargas dos banheiros, assim como na limpeza de ambientes comuns. O processo proporciona uma economia de até 68 mil litros de água por mês.
 

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