CNI

05/02/2023 17:18h

Documento foi entregue ao presidente Lula e ao chanceler alemão, Olaf Scholz, em reunião em Brasília

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A Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Federação das Indústrias Alemãs e a Comissão de Negócios Alemães da América Latina assinaram e entregaram ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e  ao chanceler da Alemanha, Olaf Scholz, uma declaração conjunta que aponta cinco ações consideradas como prioritárias pelo setor, para comércio e investimentos bilaterais em 2023. 

O documento foi apresentado aos líderes em reunião realizada na última segunda-feira (30), em Brasília, para discutir a parceria estratégica entre os dois países. Segundo o Ministério das Relações Exteriores (MRE), dentre as pautas do encontro estão paz e segurança, transição energética, mudanças climáticas, reindustrialização, agricultura sustentável, combate à pobreza, saúde e educação. O acordo Mercosul-União Europeia também foi abordado na reunião.

Brasil e Alemanha são tradicionais parceiros em comércio; investimentos, com destaque para o setor industrial; e em pautas ambientais. O país europeu vai liberar cerca de € 200 milhões para uso em ações ambientais no Brasil.  O anúncio foi feito nesta segunda-feira pela ministra da Cooperação Econômica e do Desenvolvimento da Alemanha, Svenja Schulze. 

De acordo com o MRE, mais de mil empresas alemãs atuam em território brasileiro e a corrente de comércio bilateral superou US$ 19 bilhões em 2022. O Brasil é o principal parceiro da Alemanha na América do Sul. O economista William Baghdassarian explica que a relação entre os dois países vai além das trocas comerciais. 

“A relação econômica entre Brasil e Alemanha é muito mais ampla do que só importação e exportação. Ela passa pela Alemanha ser a principal economia europeia e falar em nome da Europa. Então estamos falando em integração com a Europa, não só com a Alemanha”, pontua. 
 

Prioridades

A primeira prioridade elencada no documento é a conclusão do Acordo União Europeia-Mercosul. Os representantes da indústria afirmam se tratar de uma medida fundamental para aumentar o comércio bilateral.

A modernização do plano de ações da parceria estratégica entre Brasil e Alemanha é a segunda prioridade da lista. O grupo justifica que essa é uma forma de alcançar novas áreas de cooperação e defende a inclusão de tópicos como descarbonização, inteligência artificial e segurança cibernética. Outro pedido presente no documento é um novo e moderno tratado para evitar dupla tributação. 

Na sequência, o documento traz como prioridade a entrada do Brasil na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Para a indústria, “avançar no sentido da coerência regulamentar, econômica, tributária, ambiental, tecnológica e política entre as economias mundiais mais relevantes exige compromissos de longo prazo por parte dos governos e das partes interessadas do setor privado”. 

Promover iniciativas bilaterais de digitalização e da Indústria 4.0 encerra a lista das principais medidas defendidas por representantes da indústria nas relações entre os países. Os tópicos citados são: tecnologia 5G; segurança cibernética; e transição energética sustentável. Para o economista Hugo Garbe, as prioridades apresentadas pela indústria são importantes para facilitar o comércio internacional. 

“Um acordo para evitar bitributação é um acordo que visa facilitar o comércio internacional entre Brasil e Alemanha. Uma das prioridades é a entrada do Brasil na OCDE, que é um órgão comercial. Essencialmente os países que fazem parte da OCDE são países que buscam o estado da arte em termos de relações econômicas internacionais. Então é importante o Brasil levar a sério essas prioridades para figurar entre os países mais importantes, não só da América Latina como do mundo”, afirma. 
 

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04/02/2023 17:13h

Proposta deve ser discutida no Congresso Nacional em 2023. A concessão florestal autoriza um ente privado a explorar comercialmente, de forma temporária, uma floresta pública de maneira sustentável

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Os trabalhos do Congresso Nacional começam, oficialmente, nesta quinta-feira (2). Com parlamentares empossados e os presidentes da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), reconduzidos ao cargo, o Legislativo foca agora nas principais pautas a serem debatidas e aprovadas nas Casas. Um dos assuntos em alta a ser discutido pelo parlamento é a concessão florestal.

O tema foi abordado durante o seminário RedIndústria, realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), nesta semana. O evento contou com a participação dos deputados José Guimarães (PT-CE), líder do governo na Câmara, e Arnaldo Jardim (Cidadania-SP) e do senador Eduardo Gomes (PL-TO). De acordo com o Serviço Florestal Brasileiro (FSB), a concessão florestal é um instrumento de gestão de florestas públicas que possibilita ao governo autorizar um ente privado a explorar comercialmente, de forma temporária, uma floresta pública de maneira sustentável.

No seminário, o deputado Arnaldo Jardim destacou a medida provisória 1151/2022, editada pelo então presidente Jair Bolsonaro (PL) no final de dezembro do ano passado. A MP prevê mecanismos para o desenvolvimento e comercialização de créditos de carbono e serviços ambientais não apenas em florestas nacionais, mas também em outros tipos de unidades de conservação. 

O parlamentar citou também o projeto de lei 5518/2020, de autoria do ex-deputado federal Rodrigo Agostinho (PSB-SP), que assumiu a presidência do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). A proposta, em tramitação na Câmara dos Deputados, tem como objetivo proporcionar maior celeridade ao processo licitatório, flexibilidade aos contratos e atratividade ao modelo de negócio das concessões florestais. Jardim destaca a importância das concessões sustentáveis. 

“O Brasil tem um tamanho de 850 milhões de hectares. Toda área plantada do Brasil, toda cana, soja, milho, feijão, frutas, floresta de celulose, somos o maior produtor do mundo, 80 milhões de hectares. As florestas públicas são 50 milhões de hectares, se fizermos uma regra para a concessão disso, manejo disso, respeitando a floresta, isso tem um potencial extraordinário”, afirma o deputado. 

O SFB, responsável pelo monitoramento das concessões florestais, afirma que o instrumento é uma forma de combater atividades nocivas ou ilegais, como incêndios, grilagem de terras, garimpo ilegal e desmatamento e gera benefícios sociais e ambientais, além de contribuir com o desenvolvimento sustentável da floresta. Segundo o  especialista em direito ambiental, Gabriel Machado Sampaio, a permissão de exploração prevê a proteção ao meio ambiente. 

"Essas florestas públicas podem estar sujeitas à gestão por particulares sem que a área da floresta deixe de ser pública, mas isso é permitido com objetivo de possibilitar a renda ou a exploração comercial que não seja nociva ao meio ambiente. Não significa uma autorização para corte da floresta. É previsto o corte de áreas restritas, com replantio de espécies naturais e o aproveitamento de subprodutos, até algumas questões de turismo também local. O concessionário pode explorar as madeiras e subprodutos, como o látex, a castanha”, explica. 

Dados do Sistema Nacional de Informações Florestais (SNIF) apontam que, em 2021, o  Brasil registrou 738.522 empregos em atividades do setor florestal. O processo de concessão depende de dez etapas com participação do poder público e sociedade civil antes do início das operações. 


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03/02/2023 16:50h

Em seminário promovido pela CNI, parlamentares analisam que é necessário o Brasil recuperar vanguarda em relação às questões ambientais aliadas ao desenvolvimento econômico

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No seminário promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), nessa terça-feira (1º), um dos temas discutidos pelos parlamentares participantes como uma das pautas prioritárias para o período legislativo que se inicia é o desenvolvimento sustentável. Os congressistas avaliaram que é necessário o Brasil recuperar a vanguarda no cenário internacional sobre a preservação do meio ambiente aliada ao desenvolvimento econômico.

O deputado federal Arnaldo Jardim (Cidadania-SP) destacou que é preciso um planejamento estratégico para que o país saia do papel de “algoz” da questão ambiental no mundo e possa se tornar destaque em relação à economia de baixo carbono. 

“O Brasil, com a legislação rigorosa que nós temos, como nenhum outro país, com a área de preservação que nós temos, com a matriz energética mais limpa - calcada no crescimento das fontes renováveis -, ou com a matriz de combustíveis que é sem igual também, pelo etanol, pelo biodiesel. O Brasil pode ser vanguarda naquilo que nós estamos fazendo. Nós precisamos de um projeto de desenvolvimento.” observa o parlamentar.

O deputado federal José Guimarães (PT-CE) também ressaltou a importância da preservação e conservação do meio ambiente em conjunto com o desenvolvimento econômico. “Nós podemos fazer a sustentabilidade unindo as duas coisas.. A legislação de proteção não pode travar, tem que proteger, mas sem travar aqueles que querem produzir, investir, sem desmatar”, pontua.

Economia de baixo carbono

Arnaldo Jardim ainda enfatiza que o desenvolvimento econômico está pautado em novas formas de produção e consumo. Uma das pautas mais debatidas no momento é o mercado de crédito de carbono, que está ligado ao sistema de compensações de emissão de carbono. 

A compensação se dá por meio da aquisição de créditos de carbono pelas companhias que não atingiram as metas de redução de gases de efeito estufa (GEE) daquelas que reduziram suas emissões. O presidente da Associação Brasileira de Direito da Energia e do Meio Ambiente (ABDEM), Alexandre Sion, explica que as empresas podem se interessar na aquisição de créditos de carbono para que possam cumprir as metas de emissão de gases poluentes. 

“A compra de crédito de carbono traz para as empresas uma série de vantagens, incluindo a redução das emissões de gases de efeito estufa na atmosfera, a incorporação da sustentabilidade como valor agregado, o desenvolvimento de novas oportunidades de negócios e o ganho de imagem e criação de valor da iniciativa sustentável. Seja a médio ou longo prazo, essa prática pode promover o crescimento da companhia e a geração de novos empregos”, afirma Sion. 

No Brasil, os setores mais promissores para geração de créditos de carbono são os de florestas, agropecuário e energia. A perspectiva em torno dessa compensação é movimentar entre US$ 493 milhões e US$ 100 bilhões, além de gerar cerca de 8,5 milhões de empregos até 2050.

Projetos de lei

No Congresso Nacional, tramitam propostas sobre a temática. Um desses projetos de lei é o 412/2022, com início de tramitação no Senado, que estabelece medidas para a criação do Mercado Brasileiro de Redução de Emissões. Já na Câmara dos Deputados tramita a proposta (PL 528/2021) que institui o Mercado Brasileiro de Redução de Emissões (MBRE), e busca regular a compra e venda de créditos de carbono no Brasil. 

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Economia
27/01/2023 04:15h

Elevada carga tributária e a falta ou alto custo do trabalhador qualificado completam o pódio dos principais problemas do setor, de acordo com sondagem da Confederação Nacional da Indústria

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As taxas de juros elevadas se mantêm como o principal problema enfrentado pela indústria da construção no quarto trimestre de 2022. De acordo com a Sondagem Indústria da Construção, 30,6% das empresas pesquisadas apontam as altas taxas como um dos três principais obstáculos. No trimestre anterior, o problema já ocupava o primeiro lugar no ranking das dificuldades enfrentadas pelo setor e teve crescimento de 0,6 ponto percentual. Os dados foram divulgados nesta semana pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

A elevada carga tributária (28,5%) e a falta ou alto custo do trabalhador qualificado (23,5%) completam o pódio dos maiores problemas relatados por empresários da indústria da construção. A falta ou alto custo de matéria-prima e a burocracia excessiva ficaram em quarto e quinto, respectivamente. O gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, comenta os resultados.

“Quando se fala dos principais problemas enfrentados  pela indústria da construção, a taxa de juros continua como principal problema, já tinha acontecido isso no trimestre anterior, ele ganhou mais importância. É importante destacar que a falta ou alto custo de insumos, que foi um problema muito importante para o setor, em um passado recente, continua perdendo importância no ranking de principais problemas e já chega na quarta posição”, afirma. 

A pesquisa ouviu 381 empresas de pequeno, médio e grande porte, durante o período de 3 a 13 de janeiro de 2023. O levantamento indica ainda que o índice de evolução do nível de atividade da indústria de construção ficou abaixo da linha divisória de 50 pontos. A queda para 46,6 pontos, entretanto, é natural e esperada nos últimos dois meses do ano. O índice de evolução do nível de número de empregados da construção também ficou abaixo da linha, marcando 46,9 pontos em dezembro. Azevedo destaca que as quedas são mais brandas que em anos anteriores.

“Tudo esperado para o período e é importante destacar que as quedas observadas,  em dezembro de 2022, são mais brandas que em anos anteriores, anos de maior dificuldade do setor da indústria de construção. Essas quedas acontecem depois de uma longa  sequência de altas tanto do nível de atividade, quanto da utilização de passagem operacional, quanto do emprego”, pontua. 

De acordo com a pesquisa, em janeiro de 2023, o  Índice de Confiança do Empresário (ICEI) da indústria da construção caiu 1,1 ponto frente a dezembro, para 49,6 pontos. O indicador mostra uma transição de um estado de confiança para a falta de confiança dos empresários da construção. É a quarta queda consecutiva do índice, que acumula um recuo de 13,1 pontos. Azevedo afirma que a expectativa saiu de otimismo para pessimismo. 

“Olhando para frente, quando se vê as expectativas, a gente vê uma mudança diante dos empresários da construção. A gente vê perda da confiança, na verdade, o índice de confiança do empresário reverteu de confiança para falta de confiança. E as expectativas, de uma forma geral, saíram de otimismo para pessimismo com relação aos próximos seis meses. Da mesma forma, a intenção de investimento caiu”, diz Azevedo. 

Situação financeira e acesso a crédito

A pesquisa Sondagem Indústria da Construção mostra que houve melhora da situação financeira, segundo as empresas. O avanço na satisfação foi de 1,6 ponto, para 49,5. Essa é a melhor avaliação da situação financeira das empresas da construção desde o último trimestre de 2013. 

Por outro lado, os empresários mostram insatisfação com a margem de lucro e a facilidade de acesso ao crédito. O recuo foi de 0,7 e 1,5, respectivamente. Ainda conforme o levantamento, o índice de preço médio dos insumos e matérias avançou  1,8 ponto, para 62,6. 

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23/01/2023 04:00h

As oportunidades contemplam, além da capital Belém, outros sete municípios. A carga horária varia de 960 horas a 1.520 horas

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O SENAI no Pará está com vagas abertas para vários cursos técnicos neste início de ano. As oportunidades são para os municípios de Belém, Barcarena, Castanhal, Bragança, Paragominas, Parauapebas, Altamira e Santarém. A carga horária varia de 960 horas a 1520 horas. As pré-inscrições podem ser realizadas pelo site www.senaipa.org.br. 

Entre as opções estão os cursos técnicos em administração, automação industrial, edificações, eletromecânica, eletrotécnica, informática, logística, mecânica, mineração, segurança do trabalho, tendo também a opção de semipresencial para o curso de eletrotécnica. A previsão para o início das aulas é fevereiro. 

Senai-RJ oferece mais de 2.600 vagas para cursos técnicos

Senai Goiás tem mais de 4 mil vagas ofertadas em cursos técnicos

O gerente de Relacionamento com o Mercado do SENAI-Pará, Lucas Silveira, garante que os cursos técnicos oferecidos pelas instituições espalhadas pelo país são uma boa alternativa para quem está em busca de emprego. O gestor destaca como diferencial para os alunos a estrutura física e pedagógica do SENAI. 

“A gente se preocupa em oferecer a estrutura pedagógica adequada, os espaços pedagógicos para as aulas teóricas e também as aulas práticas. O SENAI oferece uma educação profissional alinhando teoria e muita prática. Os alunos colocam a mão na massa, aprendem fazendo. A base teórica é muito importante, mas essa atividade prática profissional também é indispensável, segundo nossa metodologia”, salienta. 

Levantamento realizado pelo SENAI com alunos que concluíram cursos técnicos revelou que, em média, 72,6% conseguem emprego até um ano depois de formado. O índice que mede o percentual de preferência por contratação de egressos do SENAI é de 93,6% nas empresas. Essa é a expectativa do aluno do curso de eletromecânica, Augusto Vinícios Pinto Pinheiros, 44 anos. 

“Escolhi o curso de eletromecânica no SENAI em função da necessidade que eu enxergo no mercado de trabalho, hoje, de profissional dessa área. Espero concluir o curso dentro da carga horário prevista, de maneira a me qualificar mais para o setor, que cada dia mais é mais exigente”, torce. 
 

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23/01/2023 03:45h

Segundo a pesquisa Indicadores Industriais, o avanço foi de 6,0% na comparação com o mesmo mês de 2021

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O rendimento médio real dos trabalhadores da indústria avançou 1,0% em novembro de 2022, na comparação com o mês anterior. A pesquisa Indicadores Industriais, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), na última quarta-feira (18), aponta que o rendimento reverte a queda de outubro e atinge o ponto mais alto desde agosto de 2020. O avanço é de 6,0%, quando comparado a novembro de 2021. 

O economista e professor da FGV-EAESP, Renan Pieri, analisa que a massa salarial depende do nível de qualificação dos profissionais, mas também do retorno que a empresa tem com as contratações. Ele explica que a produtividade na indústria, em geral, supera a dos outros setores, o que gera maiores receitas e melhores salários. 

“A indústria é fundamental para o desempenho da economia, possibilita bons trabalhos formais que geram impactos positivos em toda a economia. A indústria tem um potencial de crescimento no Brasil, apesar de alguns gargalos que vão desde a infraestrutura, complexidade tributária e a própria falta de mão-de-obra qualificada. Mas, certamente, o setor tem um potencial grande”, afirma.   

Taxa de desemprego cai para 8,1% e população ocupada bate recorde em novembro, segundo IBGE

Brasil ocupa posições intermediárias em ranking mundial de acesso à água e esgoto tratados

A indústria responde por 23,6% do Produto Interno Bruto (PIB) e emprega cerca de 10,3 milhões de trabalhadores, além de pagar os melhores salários. O setor também é responsável por 71,8% das exportações brasileiras de bens e serviços e por 34,4% da arrecadação de tributos federais, com exceção de receitas previdenciárias. 

A pesquisa não sugere novos impulsos da indústria de transformação devido a pequena variação, de 0,1%, da capacidade instalada, horas trabalhadas e acomodação em relação ao mês anterior. No entanto, houve espaço e uma relativa estabilidade de preços para o avanço dos indicadores financeiros, como faturamento, massa salarial e rendimento médio do trabalhador. Na comparação com novembro de 2021, o crescimento é de 1,3%.

A CNI define a indústria de transformação como “um segmento de indústria que realiza a transformação de matéria-prima em um produto final ou intermediário que vai ser novamente modificado por outra indústria. Os materiais, substâncias e componentes usados por essas indústrias são provenientes de produção agrícola, mineração, pesca, extração florestal e produtos de outras atividades industriais.” 

A indústria de transformação responde por 12% do PIB e por 46,2% das exportações de bens e serviços. O engenheiro mecânico industrial Francisco Oliver destaca a importância do segmento. 

“A indústria da transformação tem muito a contribuir para o desenvolvimento do país, por ser um setor um segmento muito empregador, desenvolver novas tecnologias e inovações, e sempre oferecer treinamento específico para a mão de obra. Em suma, se a economia voltar a crescer um pouco, esse desempenho pode melhorar ainda mais”, ressalta. 

A pesquisa Indicadores Industriais tem como objetivo retratar o cenário industrial em determinado período, que engloba emprego, faturamento, horas trabalhadas, massa salarial e rendimento médio real. O estudo serve como base para outras análises da CNI, como o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI).

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20/01/2023 15:00h

Pesquisa Indicadores da Indústria aponta crescimento de 1,0% após queda de 0,5% registrada em outubro

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Novembro de 2022 registrou crescimento de 1,0% na massa salarial real da indústria de transformação, em comparação com outubro. É o que aponta a pesquisa Indicadores da Indústria, divulgada nesta quarta-feira (18), pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). De acordo com o estudo, o resultado reverte a queda de 0,5%, em outubro, e leva a massa salarial a alcançar o ponto mais alto desde 2020. O crescimento foi de 6,8%, em comparação com o mesmo mês de 2021.

A pesquisa não sugere novos impulsos da indústria de transformação devido a pequena variação, de 0,1%, da capacidade instalada, horas trabalhadas e acomodação em relação ao mês anterior. No entanto, houve espaço e uma relativa estabilidade de preços para o avanço dos indicadores financeiros, como faturamento, massa salarial e rendimento médio do trabalhador. Na comparação com novembro de 2021, o crescimento é de 1,3%. Para o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, os números são positivos. 
 
“Em resumo, a gente vê um quadro que mostra falta de certos impulsos para continuar a atividade crescendo mais, mas, por outro lado, as variáveis ligadas ao rendimento do trabalhador e ao rendimento da própria indústria seguem bastante positivos”, destaca. 

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A indústria responde por 23,6% do Produto Interno Bruto (PIB) e emprega cerca de 10,3 milhões de trabalhadores, além de pagar os melhores salários. Apesar disso, o conselheiro do Conselho Federal de Economia (Cofecon), Carlos Eduardo de Oliveira Jr, acredita que o Brasil não tem acompanhado o processo evolutivo industrial, o que leva a indústria brasileira a sofrer com a concorrência internacional.

“A indústria é um tema bastante relevante para a nossa economia e ela vem sofrendo muito nos últimos anos, devido, principalmente à concorrência, com produtos importados de outros países, de outras nações, outras localidades. E também há uma obsolescência da nossa indústria. Aí não estamos conseguindo acompanhar esse processo de evolução. Por isso que ela tem sofrido uma queda de forma gradativa na nossa economia”, pontua. 

A pesquisa Indicadores Industriais tem como objetivo retratar o cenário industrial em determinado período, que engloba emprego, faturamento, horas trabalhadas, massa salarial e rendimento médio real. O estudo serve como base para outras análises da CNI, como o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI).
 

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20/01/2023 14:40h

Pesquisa Indicadores da Indústria não sugere novos impulsos, mas aponta estabilidade para crescimento de indicadores financeiros

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O faturamento real da indústria de transformação cresceu 1,4% em novembro de 2022 em relação ao resultado de outubro, segundo a pesquisa Indicadores Industriais, produzida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O crescimento foi 9,9% em comparação com o mesmo mês de 2021. De acordo com os dados, divulgados nesta quarta-feira (18), o faturamento acumula o segundo mês de crescimento e atinge o ponto mais alto desde 2015. 

Segundo a pesquisa, novembro não sugere novos impulsos da indústria de transformação. A capacidade instalada, horas trabalhadas e acomodação do emprego tiveram uma pequena variação positiva, de 0,1%, em relação ao mês anterior. Na comparação com novembro de 2021, o crescimento é de 1,3%. O gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, explica que o percentual está em queda.

“Emprego e utilização da capacidade instalada. Todos aumentaram 0,1%, no caso de horas trabalhadas e emprego e 0,1% no caso da utilização da capacidade instalada. São variações bastante pequenas. A utilização da capacidade instalada vem de uma leve sequência bastante gradual de quedas. Continua em um percentual alto, mas vem em queda”, destaca.

Taxa de desemprego cai para 8,1% e população ocupada bate recorde em novembro, segundo IBGE

Brasil ocupa posições intermediárias em ranking mundial de acesso à água e esgoto tratados

No entanto, houve espaço e uma relativa estabilidade de preços para o avanço dos indicadores financeiros, como faturamento, massa salarial e rendimento médio do trabalhador. Para Marcelo Azevedo, os números são positivos. 

“À primeira vista, os números dos indicadores industriais de novembro de 2022 são bastante positivos. Todos mostraram variação positiva. O faturamento real, por exemplo, continua em uma forte sequência de alta. Ele chegou no maior valor de 2015. Massa salarial e rendimento médio do trabalhador da indústria, seguindo uma sequência de altas também e refletindo uma melhora do mercado de trabalho, também atingiram os melhores valores desde 2020, são valores bem positivos”, afirma.

A pesquisa Indicadores Industriais tem como objetivo retratar o cenário industrial em determinado período, que engloba emprego, faturamento, horas trabalhadas, massa salarial e rendimento médio real. O estudo serve como base para outras análises da CNI, como o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI).
 

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13/01/2023 14:15h

Para janeiro deste ano, índice caiu 2,2 pontos, chegando a 14,2 pontos de queda desde outubro de 2022

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Pelo quarto mês consecutivo, a confiança do setor industrial caiu. No primeiro levantamento de 2023, a redução foi 2,2 pontos na comparação com dezembro de 2022, recuando de 50,8 para 48,6 pontos. Os dados, divulgados nesta quinta-feira (12), são do Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI), produzido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e sinalizam as mudanças de tendência da produção industrial.

Com a queda recente, o índice se posicionou abaixo da linha divisória de 50 pontos, o que aponta a falta de confiança do setor pela primeira vez desde julho de 2020. Desde outubro de 2022, quando teve início a sequência de quedas, a confiança do setor caiu 14,2 pontos.

Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI, contextualiza o resultado. “A queda começou muito por conta das expectativas e muito focada na economia brasileira. Só que isso foi se contaminando, tanto as expectativas contaminando cada vez mais a avaliação das condições correntes, como também a própria avaliação das empresas, que também veio piorando e, nesse mês, a própria avaliação das condições atuais das empresas também caíram para o campo negativo”, explica o gestor.

A pesquisa atual também aponta que, na comparação com janeiro de 2022, houve queda de 7,4 pontos na confiança do empresário do setor industrial, quando o índice apontava para uma confiança de 56 pontos.

Para Azevedo, a análise do cenário já indicava para mais um resultado negativo. “Era uma sequência que já vinha de alguns meses e, como a gente percebia tanto uma piora nas expectativas quanto nas condições, pioras crescentes nas duas avaliações, a continuar essa tendência, era de se esperar que se chegasse no campo de falta de confiança, infelizmente”, lamento o especialista.

Composição ICEI

O ICEI é composto por dois indicadores: o Índice de Condições Atuais, que mede a percepção dos empresários sobre a economia brasileira em relação aos últimos seis meses, e o Índice de Expectativas, que mensura as perspectivas do setor industrial para o semestre seguinte. Na pesquisa atual, os dois componentes do índice de confiança caíram e migraram para patamares negativos. 

O Índice de Condições Atuais referente a janeiro recuou 2 pontos, para 48,3 pontos, e ficou abaixo da linha divisória de 50 pontos, indicando que o setor deixou uma percepção de melhora e passou a enxergar uma piora nas condições atuais na comparação com os últimos seis meses. Quando indagados sobre as condições atuais da empresa, em janeiro de 2023 os empresários passaram a perceber piora, diferentemente dos meses anteriores. A percepção das condições da economia brasileira, por sua vez, já era pessimista em dezembro.

Em relação ao Índice de Expectativas, houve queda de 2,2 pontos para 48,8 pontos, levando a uma posição abaixo da linha divisória de 50 pontos e, assim, migrando a expectativa do setor industrial para a economia brasileira do otimismo ao pessimismo com relação aos próximos seis meses. A expectativa no que diz respeito às empresas, apesar de menos otimista, segue positiva. 

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26/12/2022 03:45h

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) aponta queda da confiança do setor em dezembro. Indústria é responsável por 23,6% do PIB do país

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A confiança da indústria caiu em dezembro em 19 dos 29 setores industriais, de acordo com o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI). Os dados apontam queda em três regiões do país em pequenas, médias e grandes empresas. Com o resultado, 11 dos 29 setores e duas regiões brasileiras demonstraram falta de confiança na indústria.  

Segundo a pesquisa, a queda em dezembro está associada à avaliação dos empresários sobre a economia. Enquanto a maioria dos setores segue avaliando positivamente o estado atual e futuro das próprias empresas, a maioria avalia negativamente o estado atual e futuro da economia brasileira, como explica o gerente de Análise Econômica da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Marcelo Azevedo. 

“Ainda há algum otimismo e uma avaliação relativamente positiva com relação aos seus negócios, com relação ao futuro dos seus negócios, mas a expectativa e a avaliação com relação à economia brasileira vem contaminando a confiança dos empresários, registrando essa queda e falta de confiança em vários setores”, pontua Azevedo. 

A indústria representa 23,6% do Produto Interno Bruto (PIB) e emprega cerca de 10,3 milhões de trabalhadores, além de pagar os melhores salários. Por isso, medir o nível de confiança dos empresários do setor é fundamental, segundo a CNI. 

“A CNI acompanha a confiança dos empresários porque é muito importante perceber como está o ânimo dos empresários, porque empresários confiantes tendem a aumentar as contratações, produzir mais e investir mais. Empresários sem confiança tendem a adiar essas decisões, reduzindo contratações, investimentos e produção, desacelerando a economia como um todo”, afirma Marcelo Azevedo.

A pesquisa aponta que os setores de químicos, biocombustíveis, produtos têxteis e vestuário e acessórios passaram de um estado de confiança para a falta de confiança. Os mais confiantes são os setores de produtos farmoquímicos e farmacêuticos, bebidas, manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos e extração de minerais não metálicos. Enquanto os menos confiantes são produtos de borracha, confecção de artigos do vestuário e acessórios, couros e artefatos de couro e produtos de madeira.

Foram consultadas 2.033 empresas, sendo 803 de pequeno porte, 737 de médio porte e 493 de grande porte, entre 1º e 12 de dezembro. A confiança do setor industrial recuou nas regiões Sudeste, Norte e Sul do Brasil e se manteve inalterada nas regiões Nordeste e Centro-Oeste. 
 

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Brasil 61