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LOC.: Caso o Brasil produzisse cerca de um terço dos produtos de defesa e segurança que importa, poderia criar DUZENTOS E VINTE E SEIS MIL empregos diretos e indiretos. Além disso, haveria uma arrecadação de tributos e contribuições sociais em torno de quase DEZ BILHÕES DE REAIS.
É o que revela o novo simulador de impacto elaborado pelo Observatório Nacional da Indústria, da Confederação Nacional da Indústria, a CNI. O levantamento mostra que o impacto total no valor da produção seria de acima de SESSENTA BILHÕES DE REAIS.
Atualmente, o Brasil importa, em média, mais de SETENTA BILHÕES DE REAIS em produtos dessa área, por ano. Entre os itens estão coletes balísticos, trajes antibombas e mísseis, além de peças e componentes para aeronaves militares.
O especialista em políticas e indústria da CNI, Danilo Severian, pontua que o fortalecimento da base industrial de defesa tem efeitos estruturantes sobre cadeias produtivas de alta complexidade.
TEC./SONORA: Danilo Severian, especialista em políticas e indústria da CNI
“Historicamente, o fortalecimento do setor de defesa é parte da política de inovação dos países com estrutura industrial consolidada. Então, o fortalecimento e adequação das compras públicas no Brasil para o setor de segurança pública e defesa nacional é um instrumento poderoso para fortalecer nossa base industrial de defesa e segurança, gerar empregos qualificados e renda, gerar arrecadação tributária e colocar o país em um patamar tecnológico mais elevado.”
LOC.: Ainda de acordo com a CNI, mais de 90% das importações atuais no setor são de uso tanto militar quanto civil. Diante disso, a entidade considera que há uma ampliação do potencial de desenvolvimento tecnológico e produtivo, com inclusão de setores como telecomunicações, aeroespacial, automotivo, cibernético e energético.
Para a Confederação, mesmo que a nacionalização seja parcial, pode haver uma diminuição da vulnerabilidade externa em setores sensíveis. Além disso, há a promoção do estímulo à inovação e ao fortalecimento da soberania tecnológica do país.
Se o país produzisse TRINTA POR CENTO do que hoje importa em produtos de defesa, a projeção é de que seriam criadas CENTO E VINTE E TRÊS MIL vagas formais.
Do total, SEIS MIL E NOVECENTAS seriam ocupações inovativas. Já outras cerca de DUAS MIL E QUATROCENTAS seriam voltadas para áreas técnico-científicas ligadas à pesquisa e desenvolvimento, enquanto mais de CINCO MIL E TREZENTAS seriam destinadas para técnicos e tecnólogos e aproximadamente e MIL E DUZENTAS para engenheiros.
Reportagem, Marquezan Araújo