Produção

16/11/2021 18:25h

O projeto que aumenta eficiência e reduz a emissão de carbono, é um dos ganhadores do Wind Propulsion Innovation Awards

O projeto da Vale para a criar o primeiro mineraleiro de grande porte do mundo equipado com sistema de velas rotativas (rotor sails) ganhou o Wind Propulsion Innovation Awards, premiação anunciada pela International Windship Association em Glasgow, na Escócia, durante evento paralelo à Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP26). 

A organização, que estimula globalmente o uso de propulsão a vento na navegação comercial, concedeu à Vale o prêmio na categoria destinada às empresas que fomentam a adoção deste tipo tecnologia por meio de protótipo ou uso comercial - desde maio, a frota de navios a serviço da empresa conta com um Guaibamax equipado com as velas rotativas.

Vale e BNDES fecham parceria para projeto que irá investir R$ 500 milhões em recuperação de florestas

Cimento: vendas caem 9,5% em outubro

Alumínio: CBA bate recorde de receita a R$ 2,3 bi no trimestre

No total, 84 nominações foram submetidas a um painel formado por membros da indústria, academia, apoiadores da tecnologia de propulsão a vento e pessoas ligadas às áreas de energia e sustentabilidade. A Vale foi vencedora em uma das quatro categorias que foram abertas à votação do público. Segundo os organizadores, foram reconhecidos projetos pioneiros, tecnologias inovadoras, pessoas e empresas que estão fazendo a diferença no avanço da propulsão a vento como uma opção eficiente de baixo carbono e sustentável para a frota comercial de navegação.

“Essa escuta ativa e engajamento com a sociedade é muito importante, e não só reconhece o nosso trabalho dos últimos anos, mas principalmente nos envia uma mensagem forte de como a agenda de mudanças climáticas e a transição para um mundo de baixo carbono é importante e como devemos ser parte da solução”, afirma o gerente de engenharia naval da Vale, Rodrigo Bermelho.

As velas rotativas são rotores cilíndricos, com quatro metros de diâmetro e 24 metros de altura — equivalente a um prédio de sete andares. Durante a operação, os cinco rotores giram em diferentes velocidades, dependendo de condições ambientais e operacionais do navio, para criar uma diferença de pressão de forma a mover o navio para a frente, a partir de um fenômeno conhecido como efeito Magnus. 

Ainda em fase de testes, as velas rotativas podem oferecer um ganho de eficiência de até 8% e uma consequente redução de até 3,4 mil toneladas de CO2 equivalente por navio por ano. Caso o piloto mostre-se eficiente, estima-se que pelo menos 40% da frota esteja apta a usar a tecnologia, o que impactaria em uma redução de quase 1,5% das emissões anuais do transporte marítimo de minério de ferro da Vale.

Meta Carbono

O projeto de utilização das velas rotativas faz parte do Ecoshipping, programa criado pela área de navegação da Vale para atender ao desafio da empresa de reduzir suas emissões de carbono, em linha com o que vem sendo discutido no âmbito da Organização Marítima Internacional (IMO). No ano passado, a companhia anunciou um investimento de pelo menos US$ 2 bilhões para reduzir em 33% suas emissões de escopos 1 e 2 até 2030. Anunciou ainda que irá reduzir em 15% as emissões de escopo 3 até 2035, relativas à cadeia de valor, das quais as emissões de navegação fazem parte, já que os navios não são próprios. As metas são alinhadas com a ambição do Acordo de Paris.

Em agosto deste ano, a Vale recebeu o primeiro navio Guiabamax com air lubrication instalado. A tecnologia cria um carpete de bolhas de ar na parte de baixo do navio, permitindo reduzir o atrito da água com o casco. Expectativas conservadoras apontam para uma redução de combustível em torno de 5 a 8%,
com potencial de redução de 4,4% das emissões anuais do transporte marítimo de minério de ferro da Vale.

Eficiência

Com a adoção de novas tecnologias e renovação de sua frota, a Vale tem investido fortemente para incorporar o estado da arte em termos de eficiência e de inovação ambiental na área de navegação. Desde 2018, a empresa opera com Valemaxes de segunda geração e, desde 2019, com os Guaibamaxes, com capacidade de 400 mil toneladas e 325 mil toneladas, respectivamente. Essas embarcações estão entre as mais eficientes do mundo e conseguem reduzir em até 41% as emissões de CO2 equivalente se comparadas com as de um navio capesize, de 180 mil toneladas, construído em 2011.
 

Copiar o texto
25/10/2021 17:05h

No terceiro trimestre de 2021 a produção no sistema Minas-Rio, em Conceição do Mato Dentro, no Médio Espinhaço, foi de 6,1 milhões de toneladas de minério de ferro

Baixar áudio

A produção de minério de ferro da Anglo American no Brasil teve aumento de 22% no terceiro trimestre de 2021, em comparação com igual período do ano passado. Foram produzidas 6,1 milhões de toneladas, contra 4,9 milhões de toneladas nos mesmos meses de 2020. Já em relação ao segundo trimestre de 2020, o aumento foi de 4%. 

Como resultado da maior produção no Minas-Rio, a produção de minério de ferro do grupo Anglo American registrou um acréscimo de 15% em comparação ao período anterior. A empresa espera produzir no Brasil, em 2021, um total de 24 milhões de toneladas. 

A produção de níquel da empresa no País, por sua vez, alcançou 10,4 mil toneladas, o que significa um aumento de 2% sobre o mesmo período de 2020. 
Comparando com a produção do 2º trimestre de 2021, de 10,6 mil toneladas, houve uma ligeira queda de 2%. Até o fim deste ano, a companhia espera atingir uma produção entre 42 e 44 mil toneladas em Goiás.

A Anglo American também aumentou sua produção de diamantes em bruto em 28% no período, principalmente nas minas de Jwaneng e Venetia, o que reflete maior produção planejada em resposta à contínua recuperação da demanda do consumidor liderada pelos principais mercados dos Estados Unidos e China. 

A produção de cobre da empresa caiu 6% no trimestre, em razão da manutenção planejada em Collahuasi, enquanto a produção total de 2021 até o momento em todas as operações de cobre cresceu marginalmente em 1%, apesar das contínuas restrições de disponibilidade de água causadas por condições recordes de seca no Chile. 

As operações de Platinum Group Metals (PGMs) entregaram um aumento de 39% na produção refinada, o que acarreta desempenho estável da unidade ACP Fase A, enquanto a produção de minério de ferro foi 15% superior no trimestre, impulsionada principalmente pelo aumento de 22% do Minas-Rio, que demonstrou manutenção planejada no terceiro trimestre de 2020 para varredura interna de rotina do duto. A produção de Kumba também cresceu 11% devido ao melhor desempenho da planta. 

Setor mineral pretende reduzir uso de energia elétrica e água, além de aumentar áreas protegidas e eliminar risco de acidentes

Produção de minério de ferro aumenta e preços caem

Indústria caiu cinco pontos percentuais na participação do PIB brasileiro nos últimos dez anos

A Anglo American viu as operações de carvão metalúrgico longwall na Austrália, a Moranbah, melhorar constantemente à medida que mineraram em zonas geológicas desafiadoras neste trimestre. Já o trabalho de desenvolvimento em Grosvenor continua a progredir, com a mineração longwall prevista para reiniciar no final do ano. A produção de níquel primário aumentou 2% no período e o níquel subproduto de nosso negócio de PGMs aumentou 20%, para 6.000 toneladas. 

Mark Cutifani, CEO da Anglo American, disse que a produção aumentou 2% em comparação ao terceiro trimestre do ano passado, com os níveis operacionais geralmente mantidos em aproximadamente 95% da capacidade normal. “O aumento na produção é liderado pela maior produção planejada de diamantes em bruto na De Beers, aumento da produção de nossa operação de minério de ferro Minas-Rio no Brasil, refletindo a manutenção planejada do duto no terceiro trimestre de 2020, e melhor desempenho da planta em nossas operações de minério de ferro Kumba no Sul África.” 

Ainda segundo Cutifani, a Anglo segue orientação de produção para 2021 em todos os produtos, enquanto aproveita a oportunidade para estreitar a orientação para diamantes, cobre e minério de ferro dentro da faixa atual conforme o ano chega ao final. “Nossas operações de cobre no Chile continuam a trabalhar arduamente para mitigar o risco de disponibilidade de água devido aos desafios apresentados pela mais longa seca já registrada na região, incluindo a obtenção de água que não é adequada para uso em outros lugares e aumentando ainda mais a reciclagem de água.”
 

Copiar o texto
Economia
15/10/2021 00:30h

Resultado é boa notícia para as quebradeiras de coco babaçu. Óleo de babaçu, extraído das amêndoas, vem perdendo espaço na fabricação de sabão e sabonete para o óleo de palmiste, o que prejudica renda dessas mulheres

Baixar áudio

O município de Viana, na região da Baixada Maranhense, produziu 264 toneladas de amêndoa de babaçu em 2020, totalizando mais de meio bilhão de reais em valor de produção. A informação é da Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em 2019, a cidade produziu 220 toneladas, totalizando R$ 441 mil. Isso significa que a receita com a extração da amêndoa de babaçu aumentou 25,6% no último ano. O resultado é um alívio para as quebradeiras de coco locais, que tiram o próprio sustento da exploração do fruto do babaçu. 

Nos últimos anos, o óleo de babaçu, que é extraído das amêndoas, vem perdendo espaço para o óleo de palmiste (originário da África), principalmente como insumo na fabricação de sabão e sabonete, o que tem prejudicado as famílias tradicionais que têm no babaçu uma fonte de renda. 

Por conta disso, o Conselho de Gestão do Patrimônio Genético (CGen), do Ministério do Meio Ambiente, instalou a Câmara Temática do Óleo de Babaçu, que tem o objetivo de resgatar a competitividade do óleo de babaçu. 

O deputado federal Juscelino Filho (DEM/MA) acredita que as autoridades devem implementar programas que revertam a queda na produção do insumo, estimulando a expansão das áreas de plantio, a melhoria da qualidade e o aumento da produtividade das lavouras. 

“A recuperação e/ou o reequilíbrio da competitividade do babaçu exige intervenções estruturantes, de médio e longo prazos, contexto no qual é oportuna e bem-vinda a iniciativa do Ministério do Meio Ambiente e da Confederação Nacional da Indústria (CNI) ao destacarem a importância do óleo nos sabões e sabonetes”, destaca. 

Baixa produção de óleo de babaçu coloca em risco rendimento de quebradeiras de coco do Maranhão

Competição

De acordo com a Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA), a produção do óleo de babaçu caiu de 53 mil toneladas em 2010 para 22 mil toneladas em 2019, no Brasil. Já a produção do óleo de palmiste, no mundo, saltou de 5,75 milhões de toneladas para 8,9 milhões de toneladas no mesmo período, aponta o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. 

Para o pesquisador da Embrapa Cocais José Frazão, o óleo de palmiste tem se sobressaído ao óleo de babaçu porque tem custos de produção inferiores. “O óleo de babaçu é mais caro porque é um produto do extrativismo. O extrativismo tem, normalmente, baixa produtividade. O custo do óleo de palmiste é muito mais baixo. Se o Brasil começar a importar óleo de palmiste, a consequência é a queda de preço imediata do óleo de babaçu, o que traz consequências para as quebradeiras de coco”, avalia. 

O deputado Juscelino Filho (DEM/MA) explica como essa diferença pode ser minimizada. “A concorrência internacional de produtos similares ao óleo de babaçu brasileiro deve ser enfrentada de imediato tanto com medidas tarifárias de importação quanto através de incentivos fiscais que desonerem custos domésticos”, indica. 

Tradição

Maria do Rosário é quebradeira de coco há cerca de 40 anos. A maranhense conta que se considera “nascida” na atividade, que é uma tradição de família. “É  tradição da gente, dos povos tradicionais, quebradeiras de coco, quilombolas, indígenas e pescadores. É uma atividade econômica que contribui muito com a renda familiar das pessoas, principalmente as pessoas de baixa renda”, explica. 

Maria é presidente da Cooperativa Interestadual das Mulheres Quebradeiras de Coco Babaçu (CIMQCB), e responsável pela região da Baixada Maranhense, onde fica o município de Viana. Ela diz que o óleo do babaçu é extremamente importante para as comunidades tradicionais na alimentação, pois é mais saudável do que os óleos industrializados. A quebradeira de coco destaca que o insumo também é comercializado. 

“Dentro do movimento a gente tem várias agroindústrias construídas para que as quebradeiras possam produzir o óleo e comercializar através da nossa cooperativa. Parte dele vai para a nossa mesa e parte vai também para venda, inclusive para produção de sabão e sabonete”, diz. 

De acordo com o Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu, mais de 300 mil mulheres extrativistas trabalham com o babaçu no Maranhão, Piauí, Tocantins e Pará. 

Copiar o texto
13/10/2021 16:30h

Um crescimento de 23,5% sobre o mesmo período de 2020 e 2,7% acima na comparação com os sete meses iniciais de 2019

A Alacero divulgou que a produção de aço bruto entre janeiro e julho de 2021 somou 37.670,7 milhões de toneladas, um crescimento de 23,5% sobre o mesmo período de 2020 e 2,7% acima na comparação com os sete meses iniciais de 2019. No caso dos aços laminados, a produção alcançou 32.798,9 milhões de toneladas, um incremento de 30,4% em comparação com o mesmo período de 2020, e 8,1% superior aos níveis de 2019. 

Apenas em julho, a produção de aço – bruto e laminado – caiu 2,2% e 0,7%, respectivamente, enquanto em junho houve redução do déficit de 8,5% na comparação com o mês anterior. Apesar disso, o acumulado se mantém crítico e o déficit é 64,2% superior ao do primeiro semestre de 2020. A queda do déficit mensal se deve à retração limitada das importações e ao aumento das exportações. 

As importações intrarregionais cresceram 1,2% em junho, em relação a maio passado, atingindo 7,4% das importações totais. As exportações extrarregionais representaram 30,8% das exportações totais. No que diz respeito ao consumo, o acumulado nos seis primeiros meses de 2021 foi 37,8% maior do que o de 2020, refletindo a recuperação dos setores demandantes de aço. O segundo trimestre deste ano ficou 64,3% acima do mesmo período do ano anterior e 9,6% acima do primeiro trimestre de 2021. “Esses números, além de serem positivos para o setor, se traduzem em resultados tangíveis para o desenvolvimento dos países latino-americanos”, diz Alejandro Wagner, diretor executivo da Alacero. 

Evolução do setor mineral depende de política regulatória e de incentivos, dizem especialistas

Valor da produção mineral cresce 112% em 2021

Setor mineral brasileiro ganha nova rede de financiamento

Segundo ele, o setor colabora com mais de 1,2 milhão de postos de trabalho de alta qualidade, entre diretos e indiretos, e com salários superiores aos do restante da indústria manufatureira. “Além disso, a região tem a vantagem de produzir um aço muito mais limpo e sustentável do que os seus principais concorrentes. (A América Latina emite 1,6 tonelada de CO2 por tonelada de aço bruto produzido na atmosfera, contra 2,1 toneladas da China)”, comenta Wagner.

62° Congresso da Alacero ocorre em novembro

A Associação Latino-Americana de Aço (Alacero) promove, nos dias 17 e 18 de novembro, o 62° Congresso da entidade, com o título “O futuro da indústria em um mundo sustentável”. O evento será totalmente virtual e terá a participação de palestrantes e de especialistas da região e do mundo, que apresentarão suas visões sobre a atualidade e os próximos desafios e oportunidades para que o setor do aço continue trabalhando para ser uma indústria inovadora, responsável com o meio ambiente, geradora de empregos de qualidade e promotora do desenvolvimento integral para as suas comunidades em toda a região. 

Como foi anunciado no recente relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, sigla em inglês) da ONU, a sustentabilidade do meio ambiente se encontra em um ponto de inflexão e a indústria siderúrgica já começou a trilhar o caminho para, novamente, estar na vanguarda. O evento irá debater para o setor tomar um rumo e liderar este novo desafio global.

Maiores informações sobre o Congresso podem ser obtidas no https://summit2021.alacero.org/?lang=pt-br

Sobre a Alacero

A Alacero – Associação Latino-americana do Aço – é uma entidade civil sem fins lucrativos que reúne a cadeia de valor do aço da América Latina para fomentar os valores de integração regional, inovação tecnológica, excelência em recursos humanos, segurança no trabalho, responsabilidade empresarial e sustentabilidade socioambiental. Fundada em 1959, é integrada por mais de 60 empresas produtoras e afins cuja produção é de cerca de 60 milhões de toneladas anuais. A Alacero é reconhecida como Organismo Consultor Especial pelas Nações Unidas.

Copiar o texto
24/09/2021 20:40h

A 1ª Conferência da Rota do Leite, que foi promovida pelo Governo Federal, por meio do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR)

Baixar áudio

Produtores de leite tiveram dois dias para trocar experiências e debater perspectivas para o futuro durante a 1ª Conferência da Rota do Leite, que foi promovida pelo Governo Federal, por meio do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR),  na quarta (22) e quinta-feira (23). 

Durante o evento, o diretor de Desenvolvimento Regional e Urbano do MDR, Francisco Soares, reforçou o compromisso da Pasta em auxiliar os produtores envolvidos na Rota do Leite. “O MDR está inteiramente disposto a avançar na melhoria dessas condições de trabalho do pequeno e médio produtor. Coletamos as seja contribuições e demandas deles para fazermos com que a Rota do Leite ainda mais bem-sucedida”, explicou.

Atualmente, há cinco polos da Rota do Leite instalados pelo Brasil: Polo APL Lácteo da Região de São Luís de Montes Belos (Goiás), Polo Centro-Sul do Mato Grosso do Sul (Mato Grosso do Sul), Polo Sertão Central e Vale Jaguaribano (Ceará), Polo APL Fronteira Noroeste (Rio Grande do Sul) e Polo Vialacto da Região da Produção (Rio Grande do Sul).

O coordenador do Polo Sertão Central e Vale Jaguaribano, Arnaldo Cavalcante Lima, destacou a importância das ações da Rota do Leite para auxiliar os pequenos produtores envolvidos a melhorarem a sua produção, especialmente na unidade cearense.

“Enquanto, no resto do País, os pequenos produtores estão deixando de produzir, nós estamos aumentando a produção, diversificando e dando uma contribuição para o lar de várias famílias”, reforçou Lima.

Semana da Mobilidade: Governo quer incentivar o uso de transportes sustentáveis

Empresários do segmento de máquinas e equipamentos são os mais confiantes da indústria

Rotas

As Rotas de Integração Nacional são redes de arranjos produtivos locais associadas a cadeias produtivas, Cadeias essas capazes de promover a inclusão e o desenvolvimento sustentável das regiões brasileiras priorizadas pela Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR).

As rotas promovem a coordenação de ações públicas e privadas em polos selecionados, mediante o compartilhamento de informações e o aproveitamento de sinergias coletivas, a fim de propiciar a inovação, a diferenciação, a competitividade e a sustentabilidade dos empreendimentos associados, contribuindo, assim, para a inclusão produtiva e o desenvolvimento regional.

A partir da identificação das potencialidades locais, o Ministério do Desenvolvimento Regional, em conjunto com órgãos parceiros, associações e entidades locais, realiza um diagnóstico considerando questões como capacidade hídrica, energética, de escoamento da produção (rodovias, aeroportos, ferrovias e portos), capacidade de beneficiamento e produção.

Além disso, é oferecido apoio técnico e de planejamento estratégico para estruturar e profissionalizar o trabalho dos agricultores, especialmente os pequenos produtores e familiares.

No momento, o MDR apoia as rotas do Açaí, da Biodiversidade, do Cacau, do Cordeiro, da Economia Circular, da Fruticultura, do Leite, do Mel, do Peixe e da Tecnologia da Informação e Comunicação.

Copiar o texto
06/08/2021 04:00h

Nenhum setor cresceu tanto quanto o agro durante a pandemia e gerou tantos empregos – foram mais de 150 mil só este ano

Baixar áudioBaixar áudio

Desde o cultivo até a chegada dos alimentos na mesa da população brasileira, o setor agropecuário segue consolidando-se como um dos principais geradores de economia no País e tem ajudado a “engordar” o PIB nacional.  De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), somente no primeiro trimestre deste ano, o Produto Interno Bruto deste segmento registrou uma alta de 5,7% sobre o 4º trimestre de 2020 e de 5,2% em comparação ao mesmo período do ano passado. 

Esse resultado faz do agronegócio o setor que mais cresceu no período da pandemia de Covid-19 e amplia ainda mais a participação no índice nacional, passando de 20,5% em 2019 para 26,6% em 2020. Para se ter uma ideia mais clara do que significa esse desempenho em valores reais, o PIB brasileiro totalizou R$ 7,45 trilhões em 2020, sendo que somente o agro corresponde por quase R$ 2 trilhões desse total. 

Além disso, esses números deixam o Brasil na posição de um dos maiores produtores de alimentos no mundo, tendo sido menos afetado pela pandemia do que muitos outros países que tiveram escassez de alimentos de 2020 para cá. Outro dado que reforça essa visão é do levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), apontando que atualmente o Brasil tem capacidade de produzir alimentos suficientes para abastecer aproximadamente um bilhão de pessoas em todo o mundo. 

Brasil ultrapassa marca de 66% da população vacinada contra Covid-19

Relatório da segunda parte da reforma tributária prevê gatilho para queda do IRPJ

Nas palavras do diretor executivo da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), Eduardo Daher, um dos pontos positivos para o agronegócio prosperar em um momento como esse foi a quantidade de produtos oferecidos e as exportações. “O segredo do agronegócio brasileiro é a diversidade de produtos. O Brasil, hoje, fornece uma enorme quantidade de produtos que vão de A à Z, do abacate ao zebu, como se diz popularmente, e distribuímos isso para mais de 170 diferentes destinos. O segredo desse sucesso, então, está nessa diversidade de produtos e diversidade de mercados”, explicou Daher.  

Segundo levantamento realizado no segundo trimestre de 2021 pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) para 2021 está estimado em R$ 1,11 trilhão, ou seja, é 11,8% superior ao de 2020, que foi de R$ 993,9 bilhões, e significou um marco frente ao ano de 2019, que registrou R$ 651,5 bilhões. Este crescimento foi puxado pela exportação de grãos, mesmo frente à estiagem e as exportações de carne bovina. 

Segundo o presidente Executivo da Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários (Andav), Paulo Tiburcio, em 2021 “o Brasil tem potencial para atingir uma nova safra recorde e as exportações devem acompanhar essa tendência. Segundo dados do Ipea, as exportações brasileiras do agronegócio no primeiro semestre do ano somaram US$ 61,5 bilhões, alta de 20,9% na comparação com o mesmo período do ano passado. Desta forma, ao que tudo indica, devemos registrar um novo recorde”, destacou. 

E esse tema é tão relevante que será o assunto principal do 10º Congresso Andav, maior encontro da distribuição de insumos agropecuários do mundo, organizado pela Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários (Andav) e a Zest Eventos. O congresso vai ser realizado de forma 100% digital entre os dias 11 a 13 de agosto, com uma programação que incorpora atrações e conteúdos exclusivos, apresentados por grandes nomes do mercado – em transmissões ao vivo ao longo dos três dias de realização.

Crescimento na oferta de empregos

E com todo esse volume de dinheiro circulando pelo setor do agronegócio, junto crescem também as ofertas de trabalho. Segundo o Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o mercado de trabalho formal segue avançando na geração de empregos e, em junho, registrou criação líquida de 309.114 novos postos de trabalho, acima dos 280.666 gerados em maio.
 
O saldo de empregos, divulgado pelo Ministério da Economia, decorreu de 1.601.001 admissões e de 1.291.887 desligamentos no mês. Em junho de 2020, o País tinha registrado perda líquida de 10.984 vagas devido aos efeitos negativos da pandemia da Covid-19 sobre o mercado de trabalho.

Então, o avanço da vacinação por todo o País e a flexibilização das restrições de circulação de pessoas seguem sendo um ponto de grande contribuição para o resultado. Em razão disso, entre os setores da economia, a agropecuária gerou mais de 38 mil vagas, sendo que no acumulado no primeiro semestre do ano, o número de novas vagas com carteira assinada no país alcançou a marca de 151.252 novos empregos. 
 
E aqui é importante destacar que para o setor do agronegócio estar com toda essa potência, foi preciso contar com uma base de apoio que não pode ser dissociada deste sucesso: os serviços de distribuição, produtos para cultivo, entre outros. É isso o que afirma o diretor técnico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Bruno Lucchi.
 
“Quando a gente fala de agronegócio, significa dizer antes da porteira, com o setor de insumos (fertilizantes, medicamentos e tudo aquilo que é preciso para o processo produtivo); tem a produção primária, que aí são todos os produtores rurais independente do porte e do perfil que eles produzem; tem a agroindústria ou indústria de processamento, que é quem recebe esses produtos e beneficia; e tem o setor de distribuição que é o último ponto e vai direto ao consumidor”, ressaltou Lucchi. 
 
Vale ressaltar que no acumulado do primeiro semestre de 2020, apenas a Agropecuária registrou criação líquida de empregos (62.419), todos os demais setores da economia perderam postos de trabalho no período. 

Copiar o texto
Brasil
05/08/2021 09:30h

A atuação dos fiscais leva em conta os níveis de consumo do azeite, a vulnerabilidade de produtos, assim como o histórico de inconformidade das marcas

Baixar áudio

O consumo do azeite de oliva no Brasil aumentou e, com isso, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) teve que ampliar ações de fiscalização para evitar a comercialização de produtos fraudados. 

As iniciativas de inspeção são programadas em média duas vezes ao ano. A atuação dos fiscais leva em conta os níveis de consumo do azeite, a vulnerabilidade de produtos, assim como o histórico de inconformidade das marcas, entre outros pontos.

Em junho deste ano, por exemplo, uma ação realizada no Espírito Santo apreendeu mais de 2 mil garrafas de azeite. Atualmente, os produtos passam por avaliação técnica. O resultado dos laudos deve ser publicado em breve, pela pasta.

Defensoria Pública tem déficit de 4,7 mil profissionais no país

Municípios vão receber mais de R$ 4,8 bi por meio de emendas impositivas ao Orçamento 2021

Ainda de acordo com o MAPA, “o nível de inconformidade desse tipo de produto girava em torno de 20% e, após ações sucessivas de fiscalização, foi possível reduzir o índice para 1%, em 2019".

O Brasil é o terceiro maior importador de azeite de oliva do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos e da União Europeia. Dados do Conselho Oleícola Internacional apontam que, no ano passado, o Brasil importou mais de 100 mil toneladas de azeite e bagaço de oliva, ou seja 20% a mais que no ano anterior.

Copiar o texto
Agronegócios
22/06/2021 20:15h

Valor é 6,3% superior ao disponibilizado na última edição do principal instrumento de financiamento dos pequenos e médios produtores rurais do país

Baixar áudio

O governo federal anunciou o Plano Safra 2021/2022, nesta terça-feira (22), em cerimônia no Palácio do Planalto. Principal instrumento de financiamento dos pequenos e médios produtores rurais do país, o Plano Safra vai disponibilizar R$ 251,2 bilhões em recursos para custeio e investimento da agricultura brasileira. 
 
O montante é R$ 14,9 bilhões superior ao valor disponibilizado no período de 2020/2021, o que representa um aumento de 6,3%. O Tesouro Nacional vai repassar R$ 13 bilhões para equalização dos juros. Durante o evento, a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, comemorou a nova edição do Plano Safra. 
 
“Esse plano, depois de muita luta, saiu do forno. Acho que será um bom plano. Essa edição do Plano Safra nos dá condições para manter o agronegócio como o setor mais dinâmico da economia. Serão disponibilizados ao sistema produtivo R$ 251,2 bilhões, representando um aumento de R$ 14,9 bi em relação ao plano passado”, destacou. 

Garantia-Safra autoriza pagamento para mais de 380 mil agricultores

Capacidade de armazenamento agrícola teve retração, diz IBGE

Abate de bovinos tem queda significativa no primeiro trimestre de 2021

Plano Safra 2021/2022

Dos R$ 251,2 bilhões do Plano Safra 2021/2022, R$ 177,8 bi serão destinados ao custeio e comercialização e R$ 73,45 bi para investimentos. A tendência é que os contratos para financiamento estejam disponíveis a partir de 1º de julho e se estendam até 30 de junho do ano que vem. 
 
De acordo com o anúncio do governo federal, o Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) vai contar com 19% a mais de recursos em relação à última safra. Serão R$ 39,3 bilhões para bancar crédito para os pequenos produtores. 
 
A taxa de juros para esse grupo subiu cerca de 10% em relação ao último plano. Assim, passa de 2,75% para 3% em financiamentos para produção de produtos alimentares e de 4% para 4,5% para os demais produtos. 
 
No caso dos médios produtores, cuja intermediação é feita pelo Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), serão destinados R$ 34 bilhões, com taxas de juros que variam de 5,5% para custeio e 6,5% para investimento. Demais produtores e os financiamentos via cooperativas vão pagar juros de 7,5% a 8,5% ao ano. 
 
Wilson Vaz de Araújo, diretor de financiamento e informação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) comentou as condições do Plano Safra. “Mesmo diante das dificuldades fiscais em que nos encontramos, conseguimos viabilizar um Plano Safra suficiente para que os produtores rurais se sintam confortáveis em desenvolver as suas atividades produtivas, tanto de investimento, como de custeio. Inevitável uma elevação da taxa de juros.  A gente conseguiu que não fosse uma elevação muito acentuada”, ressaltou. 

Arte: Brasil 61

Meio Ambiente

Em um aceno à sustentabilidade, o governo federal anunciou que dobrou os recursos destinados para o Plano ABC, cuja finalidade é a adoção de tecnologias de produção sustentáveis no campo. Ao todo, serão R$ 5 bilhões, que poderão ser utilizados para incentivo à produção de bioinsumos e biofertilizantes nas propriedades rurais; fomento a projetos para a geração de energia renovável e para produção de energia elétrica a partir de biogás ou biometano. 
 
Tereza Cristina disse que o Plano Safra deste ano vem “pincelado de verde”. “O Brasil é uma potência agroambiental. Temos a responsabilidade de mostrar ao mundo que produzir e conservar podem andar juntos. Esse Plano Safra caminha nessa direção. Deixará o nosso agro mais competitivo, reforçando as práticas de uma produção cada vez mais verde, inclusiva e próspera.”
 
O Plano Safra também destinará mais recursos para a construção de armazéns, que somam R$ 4,12 bi, 84% a mais do que o montante liberado para a mesma finalidade no ano passado. Projeções da pasta apontam que o valor pode expandir a capacidade de armazenamento em cinco mil toneladas, com a construção de 500 plantas. 
 
Além disso, o plano prevê a liberação de R$ 1 bilhão para o seguro rural. 

Copiar o texto
12/05/2021 15:45h

A elevação representa a recuperação do setor em relação ao ano passado

Baixar áudio

Segundo dados divulgados pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), o total de motocicletas novas vendidas no mês de abril no Brasil chegou a 94.654 unidades, resultado 52% maior do que o registrado em março e 235,1% superior ao mesmo período no ano passado. Já de janeiro a abril, as vendas ultrapassaram 300 mil motocicletas, apresentando um aumento de 9,1% em relação a 2020.

Por outro lado, as exportações de motos em abril representaram cerca de 32% a menos do que em março, mas em relação ao mesmo mês em 2020, houve um aumento de 903%. No volume produzido, a queda foi de 2,8% em comparação ao mês anterior.

Produtividade na indústria cai 2,5% no primeiro trimestre do ano

Segundo Marcos Fermanian, presidente da Abraciclo, a produção de motos apresenta uma curva de recuperação próxima ao patamar atingido em 2019. O objetivo para os próximos meses é de manter o ritmo para alcançar o equilíbrio entre a oferta e a demanda, e regularizar o abastecimento.

Copiar o texto
11/05/2021 18:00h

Índice é representado pelo volume produzido pela indústria dividido pela quantidade de horas trabalhadas

Baixar áudio

Segundo levantamento divulgado nesta terça-feira (11) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), a produtividade do trabalho na indústria brasileira caiu 2,5% no primeiro trimestre de 2021 em comparação com o último trimestre de 2020. De acordo com a entidade, o número de horas trabalhadas aumentou em 1,9%, porém, mesmo com este aumento, foi registrada uma queda de 0,5% na produção. O resultado do índice de produtividade é representado pelo volume produzido pela indústria dividido pela quantidade de horas trabalhadas.

A CNI atribui a queda da produtividade pela incerteza trazida pela pandemia, assim como o desarranjo das cadeias produtivas, associado a estoques baixos, alta dos custos e aumento da escassez de insumos e matérias-primas.

Indústria registra alta de 2,2% no faturamento em março, diz CNI

Ipea: demanda por bens industriais cai 1,2% em março

Essas dificuldades afetam a capacidade de planejamento das empresas e o ritmo de produção. Além disso, outro fator que pode ter influenciado o índice foi o esgotamento dos prazos dos acordos celebrados em 2020, que permitiram adiantamento de férias, redução de salário e jornada, e suspensão do contrato de trabalho.

Copiar o texto
Brasil 61