AÇO

19/10/2021 17:40h

A parceria pretende desenvolver estudos de viabilidade econômica para utilização de produtos de menor impacto de carbono

A Vale e a produtora de aço chinesa Jiangsu Shagang assinaram um memorando de entendimento para desenvolvimento de soluções para a siderurgia, focadas na redução das emissões de carbono.

A parceria pretende desenvolver estudos de viabilidade econômica para utilização de produtos de menor impacto de carbono no processo de fabricação do aço, como produtos de minério de ferro de alta qualidade e para a cooperação em plantas Tecnored, subsidiária 100% da Vale focada no desenvolvimento de um processo de ferrogusa de baixo carbono por meio do uso de fontes de energia, como biomassa e gás de síntese, que emitem menos CO2 que os processos tradicionais de produção de ferro gusa, como o carvão e coque.

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A iniciativa contribui para que a Vale atinja a meta de reduzir em 15% as emissões líquidas de Escopo 3 até 2035. Além disso, a mineradora quer diminuir as emissões absolutas de Escopo 1 e 2 em 33% até 2030 e alcançar neutralidade até 2050, em linha com o Acordo de Paris.
 

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13/10/2021 16:30h

Um crescimento de 23,5% sobre o mesmo período de 2020 e 2,7% acima na comparação com os sete meses iniciais de 2019

A Alacero divulgou que a produção de aço bruto entre janeiro e julho de 2021 somou 37.670,7 milhões de toneladas, um crescimento de 23,5% sobre o mesmo período de 2020 e 2,7% acima na comparação com os sete meses iniciais de 2019. No caso dos aços laminados, a produção alcançou 32.798,9 milhões de toneladas, um incremento de 30,4% em comparação com o mesmo período de 2020, e 8,1% superior aos níveis de 2019. 

Apenas em julho, a produção de aço – bruto e laminado – caiu 2,2% e 0,7%, respectivamente, enquanto em junho houve redução do déficit de 8,5% na comparação com o mês anterior. Apesar disso, o acumulado se mantém crítico e o déficit é 64,2% superior ao do primeiro semestre de 2020. A queda do déficit mensal se deve à retração limitada das importações e ao aumento das exportações. 

As importações intrarregionais cresceram 1,2% em junho, em relação a maio passado, atingindo 7,4% das importações totais. As exportações extrarregionais representaram 30,8% das exportações totais. No que diz respeito ao consumo, o acumulado nos seis primeiros meses de 2021 foi 37,8% maior do que o de 2020, refletindo a recuperação dos setores demandantes de aço. O segundo trimestre deste ano ficou 64,3% acima do mesmo período do ano anterior e 9,6% acima do primeiro trimestre de 2021. “Esses números, além de serem positivos para o setor, se traduzem em resultados tangíveis para o desenvolvimento dos países latino-americanos”, diz Alejandro Wagner, diretor executivo da Alacero. 

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Segundo ele, o setor colabora com mais de 1,2 milhão de postos de trabalho de alta qualidade, entre diretos e indiretos, e com salários superiores aos do restante da indústria manufatureira. “Além disso, a região tem a vantagem de produzir um aço muito mais limpo e sustentável do que os seus principais concorrentes. (A América Latina emite 1,6 tonelada de CO2 por tonelada de aço bruto produzido na atmosfera, contra 2,1 toneladas da China)”, comenta Wagner.

62° Congresso da Alacero ocorre em novembro

A Associação Latino-Americana de Aço (Alacero) promove, nos dias 17 e 18 de novembro, o 62° Congresso da entidade, com o título “O futuro da indústria em um mundo sustentável”. O evento será totalmente virtual e terá a participação de palestrantes e de especialistas da região e do mundo, que apresentarão suas visões sobre a atualidade e os próximos desafios e oportunidades para que o setor do aço continue trabalhando para ser uma indústria inovadora, responsável com o meio ambiente, geradora de empregos de qualidade e promotora do desenvolvimento integral para as suas comunidades em toda a região. 

Como foi anunciado no recente relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, sigla em inglês) da ONU, a sustentabilidade do meio ambiente se encontra em um ponto de inflexão e a indústria siderúrgica já começou a trilhar o caminho para, novamente, estar na vanguarda. O evento irá debater para o setor tomar um rumo e liderar este novo desafio global.

Maiores informações sobre o Congresso podem ser obtidas no https://summit2021.alacero.org/?lang=pt-br

Sobre a Alacero

A Alacero – Associação Latino-americana do Aço – é uma entidade civil sem fins lucrativos que reúne a cadeia de valor do aço da América Latina para fomentar os valores de integração regional, inovação tecnológica, excelência em recursos humanos, segurança no trabalho, responsabilidade empresarial e sustentabilidade socioambiental. Fundada em 1959, é integrada por mais de 60 empresas produtoras e afins cuja produção é de cerca de 60 milhões de toneladas anuais. A Alacero é reconhecida como Organismo Consultor Especial pelas Nações Unidas.

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04/10/2021 15:45h

O Congresso Aço Brasil, realizado no dia 29 de setembro, contou com mais de 1.500 pessoas no evento online e gratuito

O 2º painel do Congresso Aço Brasil 2021 reuniu alguns dos principais CEO’s da indústria do aço para abordar os principais desafios e oportunidades para o futuro do setor. Participaram Marco Polo de Mello Lopes, presidente executivo do Instituto Aço Brasil, que moderou o debate e Sergio Leite, conselheiro do Instituto Aço Brasil e diretor-presidente da Usiminas; Gustavo Werneck, conselheiro do Instituto Aço Brasil e diretor-presidente e CEO da Gerdau; Frederico Ayres Lima, conselheiro do Instituto Aço Brasil e diretor-presidente da Aperam South America e ainda Marcelo Chara, conselheiro do Instituto Aço Brasil e presidente executivo da Ternium.

Marco Polo abriu o debate com uma provocação aos participantes: “O ano de 2020 seria o ano da recuperação. Veio a pandemia, o importante isolamento social, e com isso uma grave crise de demanda.” Sergio Leite comentou que o setor de aço sofreu em 2020, com a grave crise de demanda, mas revelou que o mercado já está plenamente abastecido e não apresenta qualquer excepcionalidade. Já Gustavo Werneck disse que a indústria do aço está preparada e tem alta capacidade para atender às demandas do presente e as que vêm no futuro, enquanto Frederico Ayres fez uma análise mais macro e reforçou que, na prática, PIB e desenvolvimento econômico andam juntos.

“Dever de casa do Brasil é reduzir as assimetrias competitivas. E nesse sentido é necessário melhorar a competitividade em geral.”

Por último, Marcelo Chara afirmou que o setor é competitivo e que o foco deveria ser a melhoria da competitividade sistêmica. “A construção metálica já é uma realidade. E ela é um caminho que precisa ser analisado. Quando olhamos para a Coréia do Sul, por exemplo, a construção metálica já é uma realidade. É um grande case. E isso precisa ser estimulado no Brasil. Temos que aumentar o debate sobre esse assunto no País”, afirmou Werneck.

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Na sequência, Marco Polo comentou sobre as medidas extraordinárias de proteção adotadas por vários mercados no mundo. “Se houver condição isonômica de competição, nós podemos competir com qualquer país do mundo quando o assunto é aço. O que temos que buscar internamente é essa condição competitiva. É a correção das assimetrias. Buscar salvaguarda, por si só, no meu ponto de vista, está fora de questão”, pontuou Gustavo.

Frederico complementou dizendo que o setor não precisa de medida extraordinária. “Somos competitivos. Precisamos, porém, de isonomia de tratamento. O ponto que vale analisar é que fazemos parte de um mercado que está se protegendo em todo o mundo. As regras da OMC, então, precisam ser seguidas e as práticas desleais precisam ser combatidas”, reforçou Frederico. O executivo da Usiminas concordou com os pares e afirmou ser contra qualquer tipo de protecionismo. “A luta é por um comércio intenso e com práticas leais. A grande reflexão que precisamos ter, porém, é que o Brasil não pode ser um país liberal em termos comerciais em um mundo protecionista.”

Outro ponto do debate foi a inflação, juros em alta, crise hídrica, crise institucional e tensão política. Para os CEO’s das companhias, há muito o que se enfrentar em 2021. Sérgio Leite disse que apesar do cenário otimista para o ano, com consumo aparente de aço superior a 24% e crescimento da economia acima de 5%, em 2022. O setor terá uma desaceleração. “Mesmo assim, estou otimista, até porque temos um estoque de boas decisões tomadas no campo da infraestrutura, com projetos que serão materializados nos próximos anos”, pontuou Sergio Leite.

Marcelo Chara endossou a fala de Leite e afirmou que o Brasil é um país que possui um potencial extraordinário de crescimento, por conta de suas características naturais, como suas dimensões continentais e os seus mais de 200 milhões de habitantes, contando, ainda, com uma enorme rede de energia renovável.

“Continuo otimista, mas em um cenário mais desafiador. Insisto que o Brasil pode multiplicar por três o seu consumo de aço. Temos base energética e temos potencial para isso. E o primeiro motivo desse meu otimismo é a resiliência da indústria do aço. Há um ano não sabíamos se conseguiríamos manter a operação das nossas plantas e agora tudo está rodando perfeitamente bem, em ótimos níveis. Vivemos muitas crises, muitas recessões, e demonstramos ser uma indústria com rápida resposta e com colaboradores engajados e que vestem a camisa”, explicou Frederico.

Gustavo ainda acrescentou que a indústria do aço possui grande capacidade de transformação e grande capacidade para geração de oportunidades.

O Congresso Aço Brasil, realizado no dia 29 de setembro, contou com mais de 1.500 pessoas no evento online e gratuito. O Congresso teve patrocínio das empresas ArcelorMittal, Gerdau, Ternium, Usiminas, CSP, Aperam, Vallourec, AVB, Sinobras e Villares Metals, além do apoio de diversas entidades congêneres ao Aço Brasil.

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28/09/2021 20:05h

Brasil produziu 3,1 milhões de toneladas e registrou crescimento de 14,1% em agosto de 2021 na comparação com o mesmo mês do ano passado

A worldsteel divulgou que a produção mundial de aço bruto alcançou 156,8 milhões de toneladas em agosto de 2021, uma queda de 1,4% em relação ao mesmo mês do último ano. A Ásia e a Oceania produziram 112,7 milhões de toneladas em agosto, em recuo de 7,3% sobre agosto de 2020. Apenas a China produziu 83,2 milhões de toneladas, 13,2% a menos que em agosto do ano passado, enquanto a Índia produziu 9,9 milhões de toneladas no mês, um incremento de 8,2% sobre o mesmo mês do último ano. Japão e Coreia do Sul produziram 7,9 milhões t e 6,1 (estimada) milhões de toneladas de aço bruto em agosto, respectivamente, com altas de 22,9% e 6,2% na comparação com o mesmo mês de 2020. 

Os países do Bloco Europeu produziram 11,6 milhões de toneladas de aço em agosto de 2021, ou 27,1% a mais que no mesmo mês de 2020. O destaque fica para a Alemanha, com produção de 3 milhões de toneladas (estimada) e aumento de 6,7% sobre julho de 2020. Países europeus, como Bósnia-Herzegovina, Macedônia, Noruega, Sérvia, Turquia e Reino Unido, produziram 4,5 milhões de toneladas, um crescimento de 11,7% sobre agosto de 2020. A Turquia produziu 3,5 milhões de toneladas, 7,1% a mais que em agosto do ano passado. 

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A África – Egito, Líbia e África do Sul – produziu 1,3 milhão de toneladas de aço bruto em agosto, 39,2% superior na comparação com agosto do último ano. Já os países da CIS produziram 8,8 milhões de toneladas, um aumento de 3,6%, com destaque para a Rússia, que teve um volume de produção estimado de 6,3 milhões de toneladas, o que representa alta de 4,4% sobre agosto de 2020. 

Os países do Oriente Médio - Irã, Catar, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos – registraram produção de 3,6 milhões de toneladas de aço bruto, um incremento de 10,9% na comparação com agosto de 2020. Estima-se que o Irã tenha produzido 2,5 milhões de toneladas, um aumento de 8,7% no mês. 

A produção na América do Norte cresceu 24,4% em agosto de 2021, somando 10,2 milhões de toneladas. Apenas os Estados Unidos produziram 7,5 milhões de toneladas, 26,8% a mais que em agosto de 2020, enquanto a produção na América do Sul alcançou 4 milhões de toneladas, 17,2% a mais do que em agosto de 2020. O Brasil produziu 3,1 milhões de toneladas e registrou crescimento de 14,1% em agosto de 2021 na comparação com o mesmo mês do ano passado. No acumulado do ano até agosto, a produção mundial de aço bruto somou 1.321 bilhão de toneladas, o que representa um acréscimo de 10,6% em relação ao mesmo período de 2020.

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17/08/2021 12:05h

Dentre os projetos, destacam-se a ampliação da produção de aço em usina em Ouro Branco e aprimoramento de práticas ambientais e modernização tecnológica nas plantas de Barão de Cocais, Divinópolis e Sete Lagoas

A Gerdau anunciou plano de investimento de R$ 6 bilhões em Minas Gerais para os próximos cinco anos para modernizar, ampliar e atualizar tecnologicamente suas operações locais. A expectativa da companhia é gerar seis mil novos postos de trabalho diretos e indiretos no
período. 

O plano de investimento contempla todas as regiões onde a Gerdau possui atuação, beneficiando dezenas de municípios mineiros, em atividades de produção de aço, mineração, produção de energia renovável e a atividade de florestas plantadas. 

Dois projetos de ampliação da produção de aço estão programados para sua usina em Ouro Branco (MG), que passará a produzir 250 mil toneladas anuais de bobinas a quente, previsto para início de 2024, além de dobrar a capacidade de produção atual de perfis estruturais para 500 mil toneladas por ano, com início da produção projetado para 2025. 

“A nova capacidade de bobinas a quente nos permitirá entregar aço com cada vez maior valor agregado aos nossos clientes. Por sua vez, a produção adicional de perfis estruturais, segmento no qual somos pioneiros no Brasil desde os anos 2000, está alinhada à nossa estratégia de desenvolvimento da indústria de construção metálica, contribuindo para uma maior produtividade dos segmentos imobiliário, industrial e de infraestrutura”, diz Marcos Faraco, vice-presidente da Gerdau. 

Além de Ouro Branco, os aportes serão feitos no aprimoramento de práticas ambientais e modernização tecnológica no âmbito da Indústria 4.0 de todo o seu parque industrial em Minas Gerais, incluindo as plantas localizadas nos municípios de Barão de Cocais (MG), Divinópolis (MG) e Sete Lagoas (MG).  

Para estas unidades, a Gerdau possui um plano de uso de ferramentas digitais de controle de processo e decisão, ampliação dos sistemas de automação, uso de ferramentas para ganhos de eficiência energética, aumento da eficiência hídrica e também modernização dos equipamentos de controle de emissão de particulado, o que trará impactos ambientais positivos para as comunidades vizinhas a essas operações.

“Este ciclo de investimentos em Minas Gerais é parte da estratégia global de crescimento da Gerdau e reflete as nossas iniciativas de inovação e a evolução da nossa estratégia de sustentabilidade”,  afirma Gustavo Werneck, diretor-presidente (CEO) da Gerdau. 

A siderúrgica investirá também no crescimento e modernização de sua base de florestas renováveis de eucalipto, em 20%, para a produção de carvão vegetal, o chamado biorredutor, utilizado para a produção de aço, em substituição ao carvão mineral de origem fóssil. 

A Gerdau já possui uma base florestal, entre plantios de eucalipto e áreas de preservação, de 250 mil hectares em dezenas de municípios mineiros, o que contribui para que as operações de produção de aço da empresa tenham média de emissões de CO2 abaixo da média mundial do setor. 

Na área de mineração, a companhia irá destinar os investimentos na descaracterização da barragem dos Alemães, localizada em Ouro Preto (MG), a adoção de tecnologias de empilhamento a seco de rejeitos e a sustentabilidade econômica da produção de minério de ferro. Com esses investimentos, a Gerdau eliminará o uso de barragens em suas operações. 

Outro investimento na linha da sustentabilidade e da diversificação dos negócios é o desenvolvimento de um parque fotovoltaico no município de Brasilândia de Minas (MG) em parceria com a Shell Brasil. As duas empresas assinaram um termo de cooperação que estabelece as premissas para a discussão e constituição de uma joint venture. 

Com capacidade instalada de 190MWdc, o parque Aquarii fornecerá uma parte da energia limpa para as unidades de produção de aço da Gerdau e outra para ser comercializada no mercado livre através da comercializadora de energia da Shell, a partir de 2024.

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25/05/2021 14:24h

A Fitch Solutions revisou para cima sua previsão de curto prazo do preço global do aço para uma média de US$ 800 por tonelada, em comparação com US$ 660 por tonelada anteriormente

A Fitch Solutions revisou para cima sua previsão de curto prazo do preço global do aço para uma média de US$ 800 por tonelada, em comparação com US$ 660 por tonelada anteriormente, já que a incompatibilidade entre oferta e demanda continua elevando os preços. Os preços do aço tiveram um aumento significativo desde o quarto trimestre de 2020, chegando próximos às altas registradas pela última vez em meados de 2008. Os preços do aço até agora estão em uma média de US$ 883 por tonelada, enquanto a média de 2020 foi de US$ 582 por tonelada. "Embora esperemos que essa alta comece a se estabilizar com a aproximação do segundo semestre do ano, não prevemos uma redução significativa nos níveis de preços ou um colapso. Isso se deve à demanda aquecida, apesar dos níveis estáveis de produção", declara a Fitch. 

No entanto, espera-se que a resistência em pagar preços tão altos por parte de players downstream (construtoras, fabricantes de eletrônicos e equipamentos) cresça nos próximos trimestres e aconteça uma desaceleração geral no consumo chinês, já que a atividade de construção geralmente atinge seu pico nos meses de verão de cada ano. Além dos Estados Unidos e da China, a Fitch também espera uma retomada da demanda de aço europeia após o colapso visto em 2020 devido à pandemia da COVID-19. 

Como o aço europeu é principalmente aço de baixo carbono, produzido em fornos elétricos a arco usando sucata, em comparação com o aço chinês, que é produzido principalmente em altos-fornos que requerem carvão de coque e minério de ferro, a Fitch espera que mais participantes a jusante (especialmente grandes montadoras e fabricantes de eletrodomésticos) prefiram aço europeu daqui para frente, a fim de reduzir suas emissões de escopo 3. "Também esperamos uma cadeia de abastecimento mais localizada nos próximos anos, levando as indústrias de downstream ocidentais a consumir maiores quantidades de aço europeu em comparação com as exportações chinesas". 

A Fitch afirma que os preços globais do aço podem diminuir dos níveis atuais no longo prazo. A demanda se estabilizará após uma forte recuperação em 2021, em um momento em que a produção provavelmente permanecerá elevada, o que fará com que os preços caiam significativamente em 2022. "Vemos uma média de US$ 600 por tonelada no próximo ano e US$ 535 por tonelada entre 2023-2025. Em última análise, esperamos que uma combinação de desaceleração do crescimento do consumo de aço chinês e aumento do protecionismo do mercado global de aço, levando a uma maior produção nos países afetados afrouxe o mercado e arraste os preços mais para baixo no médio prazo”. A Fitch disse que a demanda interna chinesa por aço cairá de maneira geral em 2022 e mais adiante, à medida que o equilíbrio da economia, afastando-se da indústria pesada e indo direção ao setor de serviços, for retomado, o que reduzirá os preços domésticos do aço na China e no mundo em geral.

 
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Brasil 61