AÇO

17/08/2022 10:00h

Evento deve reunir os principais stakeholders da indústria do aço para debater as perspectivas e a importância do setor para a economia brasileira

O Instituto Aço Brasil (IABr) promove, nos dias 23 e 24 de agosto, o Congresso Aço Brasil 2022, que deve reunir os principais stakeholders da indústria do aço para debater as perspectivas e a importância do setor para a economia brasileira. O evento contará com a presença do Presidente Jair Bolsonaro e o Ministro da Economia Paulo Guedes e será realizado, de forma presencial, no Hotel Unique, em São Paulo, localizado na Av. Brigadeiro Luís Antônio, 4700 - Jardim Paulista. As inscrições para o público em geral devem ser feitas pelo link https://congressoacobrasil.org.br/. 

Alguns dos outros temas debatidos durante a série de palestras ainda visam discutir as mudanças climáticas e a indústria do aço; o cenário político das eleições 2022; e a visão dos CEOs sobre a indústria brasileira do aço. O Congresso começará às 9h com a cerimônia de posse do presidente e vice-presidente do Conselho Diretor do Instituto Aço Brasil e a participação de Jair Bolsonaro. 

O Painel 1 terá como tema ‘A nova ordem econômica mundial: Impactos nas cadeias globais’; o Painel 2 será ‘As mudanças climáticas e a indústria do aço’; o Painel 3 debaterá o ‘Papel estratégico da indústria do aço no desenvolvimento.’

No dia 24 de agosto, o Congresso abre com a ‘Conferência: Cenário político - ELEIÇÕES 2022’, com o cientista político, Murillo de Aragão. Na sequência, às o Painel 4 discute ‘ESG - Impacto no valor de mercado das empresas’; o Painel 5 será ‘Futuro da indústria brasileira do aço: A visão dos CEOs’. Às 12h30 é realizado o encerramento, com Jefferson De Paula - Presidente do Conselho Diretor do Instituto Aço Brasil/Presidente da ArcelorMittal Brasil, CEO Longos e Mineração LATAM.

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28/07/2022 18:10h

A guerra entre Rússia e Ucrânia e as restrições à circulação em grandes cidades chinesas devido à Covid-19, tem ocasionado uma queda do valor de venda do aço

Segundo levantamento da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), a guerra entre Rússia e Ucrânia e as persistentes restrições impostas à circulação em grandes cidades chinesas devido à COVID-19, tem ocasionado uma queda do valor de venda do aço, além de pressionar prazos de entrega e aumentar o valor de fretes, fatores que prejudicaram a indústria metalúrgica brasileira no primeiro semestre deste ano. 

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Produção brasileira cai 2,8% no semestre

O resultado da movimentação é uma menor demanda por energia elétrica no setor, segundo a CCEE. O consumo da metalurgia, que é o mais representativo em termos de volume de energia, foi de 5.441 MW médios, com oscilação negativa de 0,2% na comparação com o mesmo período de 2021. Das dez classes de atividades monitoradas pela CCEE, cinco mantiveram-se estáveis ou em queda, com declínio maior na produção de laminados planos de aço (-5,1%) e metais não-ferrosos e suas ligas (-2,3%). Entre as que registraram aumento, o destaque no primeiro semestre ficou para os relaminados, trefilados e perfilados de aço (30,1%). A Câmara de Comercialização aponta ainda a crise logística internacional como fator para a oscilação negativa, que desencadeou preços mais altos e prazos maiores de produção e entrega.

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25/07/2022 19:30h

As vendas internas alcançaram 10,3 milhões de toneladas entre janeiro e junho, uma retração de 14,6% na comparação com o mesmo semestre de 2021

Segundo dados do Instituto Aço Brasil (IABr), a produção de aço bruto somou 17,4 milhões de toneladas no primeiro semestre de 2022, uma queda de 2,8% em relação ao mesmo período de 2021. A produção de laminados foi de 12 milhões de toneladas e a de semiacabados para vendas 4,309 milhões de toneladas, um recuo de 9,2% e aumento de 4,6%, respectivamente, no período. 

As vendas internas alcançaram 10,3 milhões de toneladas entre janeiro e junho, uma retração de 14,6% na comparação com o mesmo semestre de 2021. O consumo aparente chegou a 11,8 milhões de toneladas até junho, 15,6%inferior na comparação com o primeiro semestre de 2021. As importações atingiram 1,5 milhão de toneladas no semestre, 39,4% a menos que no mesmo período do último ano. Em valor, as importações somaram US$ 2,3 bilhões, um leve recuo de 0,8%. Já as vendas externas atingiram 6,6 milhões de toneladas, um aumento de 27,6% em relação ao primeiro semestre de 2021, e renderam US$ 6 bilhões, alta de 54,5%. 

“A comparação com a alta base de 2021 pode induzir a interpretações equivocadas quanto ao desempenho da indústria do aço em 2022, uma vez que o ano de 2021 se caracterizou pela forte retomada da demanda, recomposição de estoques e até mesmo pela formação de estoques defensivos de alguns segmentos devido à aceleração dos preços internacionais das commodities”, disse Marco Polo de Mello Lopes, presidente do Aço Brasil. O Instituto Aço Brasil irá revisar suas previsões para o ano de 2022 e a indústria brasileira do aço está investindo R$ 11,9 bilhões em 2022, com a segurança de que será um bom ano para o setor. 

Produção mundial é menor em junho

A worldsteel divulgou que a produção mundial de aço bruto alcançou 158,1 milhões de toneladas em junho de 2022, uma queda de 5,9% em relação ao mesmo mês do último ano. A Ásia e a Oceania produziram 118,8 milhões de toneladas em junho, um recuo de 3,1% sobre junho de 2021. Apenas a China produziu 90,7 milhões de toneladas, 3,3% a menos que em junho do ano passado, enquanto Índia produziu 10 milhões de toneladas no mês, um incremento de 6,3%. Japão e Coreia do Sul produziram 7,4 milhões e 5,6 (estimada) milhões de toneladas de aço bruto em junho, respectivamente, com decréscimo de 8,1% e 6%. 

Os países do Bloco Europeu produziram 11,8 milhões de toneladas de aço em junho de 2022, ou 12,2% a menos que no mesmo mês de 2021. O destaque fica para a Alemanha, com produção de 3,2 milhões de toneladas e queda de 7% sobre junho de 2021. Países europeus, como Bósnia-Herzegovina, Macedônia, Noruega, Sérvia, Turquia e Reino Unido, produziram 3,8 milhões de toneladas, um retrocesso de 10,9% sobre junho de 2021. A Turquia produziu 2,9 milhões de toneladas, 13,1% inferior que em junho do ano passado. 

A África -- Egito, Líbia e África do Sul – produziu 1,2 milhão de toneladas de aço bruto em junho e despencou 18,7%, na comparação com junho do último ano. Já os países da CIS produziram 5,9 milhões de toneladas, redução de 34,3%, com destaque para a Rússia, que teve um volume de produção estimado de 5 milhões de toneladas, o que representa um recuo de 22,2% sobre junho de 2021. 

Os países do Oriente Médio - Irã, Catar, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos – registraram produção de 3,4 milhões de toneladas de aço bruto, 5% inferior na comparação com junho de 2021. Estima-se que o Irã tenha produzido 2,2 milhões de toneladas, uma queda de 10,8%. 

A produção na América do Norte caiu 2,4% em junho de 2022, somando 9,6 milhões de toneladas. Apenas os Estados produziram 6,9 milhões de toneladas, 4,2% a menos que em junho de 2021, enquanto a produção na América do Sul alcançou 3,7 milhões de toneladas, decréscimo de 4,9% sobre junho de 2021. O Brasil teve produção estimada de 2,9 milhões de toneladas e registrou queda de 6,1% em junho de 2021 na comparação com o mesmo mês do ano passado. No primeiro semestre de 2022, a produção global de aço bruto atingiu 949,4 milhões de toneladas, o que significa 5,5% abaixo em relação ao mesmo período de 2021.

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Economia
02/05/2022 03:04h

Conflito no Leste Europeu levou à disparada no preço de matérias-primas fundamentais para a produção do aço, mas expectativa continua positiva pelo lado da demanda, com a construção civil, agronegócio e segmentos industriais

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Apesar da incerteza e dos impactos econômicos negativos gerados pela guerra entre Rússia e Ucrânia, como a disparada no preço das matérias-primas, o Instituto Aço Brasil mantém as projeções de crescimento para a indústria siderúrgica do país em 2022. Em coletiva de imprensa nessa terça-feira (26), os representantes do setor reafirmaram a estimativa de alta de 2,2% na produção brasileira de aço bruto este ano. 

O Instituto Aço Brasil também projeta aumento do consumo aparente de 1,5% e das vendas no mercado interno de 2,5%. Já em relação ao comércio exterior, espera-se alta de 1,5% das exportações e queda de 12% das importações. Marcos Faraco, presidente do Conselho Diretor do Aço Brasil disse que o setor permanece com expectativas otimistas para 2022. 

“Estamos vendo uma localização das cadeias locais e oportunidades de abastecimento locais sendo construídas no Brasil. Temos as questões de energia ligadas ao Brasil, as de infraestrutura sendo destravadas, a construção civil com uma perspectiva muito positiva, o setor agrícola se beneficiando muito nesse momento, máquinas e equipamentos e, também, uma oportunidade das exportações”, disse. 

Para o deputado Laercio Oliveira (PP-SE), a projeção de crescimento da indústria do aço em 2022 é importante para todos os setores que dependem do produto. “Nesse momento que o Brasil atravessa de retomada do desenvolvimento, o suporte através de insumos tão importantes, como tudo aquilo que é produzido pela indústria do aço, nos dá uma segurança e uma certeza de que iremos viver momentos muito positivos. Celebro esse momento, porque os benefícios serão em diversas áreas, não apenas na produção industrial, mas na construção civil e no agronegócio”. 

Desempenho
A produção de aço saltou 10,1% em março na comparação com fevereiro, segundo o instituto. Já as vendas internas aumentaram 20,2% no mesmo período. O consumo aparente, por sua vez, cresceu 14,7%. 

Mas o desempenho trimestral, comparado aos três primeiros meses de 2021, foi inferior. A produção de aço caiu 2,4%; as vendas internas registraram queda de 19,7%; e o consumo aparente recuou 17,7%. Marco Polo de Mello Lopes, presidente-executivo do Aço Brasil, destaca que 2021 foi um ano atípico, com resultados expressivos, o que acaba minorando o que ele considera um desempenho positivo em 2022. 

“Tivemos um crescimento importante em janeiro, fevereiro e março e, na hora que vamos fazer a comparação ao mesmo período de 2021, vamos apresentar quedas, porque a base de 2021 é muito elevada. Temos o efeito estatístico que acaba por reduzir o que seria o nosso crescimento”. 

O presidente-executivo do Aço Brasil também explicou que não há falta de oferta de aço no país, mas de demanda. Marco Polo explica que o grau de ociosidade da siderurgia brasileira comprova essa retração. “Não só a brasileira, mas a siderurgia mundial tem que operar acima de 80% da sua capacidade instalada para poder trazer os resultados esperados. O grau de ociosidade em que a siderurgia brasileira opera está acima dos 30%. O mercado é soberano. Ele leva o setor para o fundo do poço. Sobe, escala. Sempre impõe as regras de funcionamento”, reforçou. 

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Impactos da guerra
A guerra envolvendo Rússia e Ucrânia teve impactos diretos na cadeia de produção do aço. Os russos são o quinto maior produtor de aço do mundo e o segundo na oferta de carvão. Já a Ucrânia, embora não esteja entre os dez primeiros, é a 14ª maior produtora de aço, segundo a World Steel Association. 

O conflito fez o preço das principais matérias-primas para a produção de aço dispararem. O valor do carvão mineral, que responde por até 50% do custo de produção do aço, subiu 315,8%. 

“Ao longo de 2020 a gente teve uma escalada das commodities. Da metade para o final do ano passado, tivemos uma acomodação disso e, agora, desde o mês de março com a eclosão desse conflito, a gente está vendo um grande boom, que está afligindo todo mundo e isso está chegando no Brasil através do custo de carvão”, avaliou Marcos Faraco, presidente do Conselho Diretor do Aço Brasil

O preço de outros insumos importantes também disparou. O ferro-gusa subiu 218,7% e a sucata teve alta de 158,7%. “Rússia e Ucrânia representam mais da metade da produção mundial de gusa. Com esses dois mercados fora, o preço do gusa explodiu. Naturalmente, a sucata, como substituta, veio junto. As usinas integradas estão sendo pressionadas pelo carvão e as usinas elétricas sendo pressionadas pelo gusa e pela sucata”, completou Faraco. 

Internamente, Faraco defendeu que o aço não tem participação significativa na inflação do país. “Alguns setores industriais têm dito que o aço está causando inflação e participa do núcleo da inflação. Segundo a FGV, a contribuição da inflação vinda do aço é marginal em relação à inflação que está se vendo no atacado do Brasil. O aço não pode ser, de forma alguma, responsabilizado pela inflação. Os componentes que estão levando à alta da inflação não estão correlacionados ao aço”, rebateu. 

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25/04/2022 11:04h

Mercado espera que os preços do aço acabado brasileiro subam ainda mais em abril devido aos custos elevados

Segundo pesquisa mensal realizada pela S&P Global Commodity Insights junto a produtores, distribuidores, traders e consumidores finais brasileiros entre o final de março e início de abril, o índice de evolução dos preços do aço acabado no Brasil ficou em 80 pontos – estável em relação a março – influenciado por 76% dos respondentes que esperam por ajustes adicionais. O índice varia de 0 a 100, com linha de corte em 50 pontos. Os dados acima desse valor indicam expectativa de aumento, e abaixo indicam expectativa de queda na comparação com o mês anterior. Uma leitura de 50 significa expectativa de estabilidade. 

A maioria dos participantes do mercado espera que os preços do aço acabado brasileiro subam ainda mais em abril devido aos custos elevados, além de uma maior alocação de material para o mercado internacional. Embora os produtores mencionem a alta dos custos como o motivo dos aumentos de 15% nos preços anunciados para as tabelas de abril, os consumidores afirmaram que, além desse fator, as usinas também aumentaram a atenção e volumes para o mercado de exportação – reduzindo a oferta nacional.

A avaliação Platts para o preço da bobina laminada a quente em 14 de abril ficou em R$ 6.275/mt, ou US$ 1.335,11/mt, ex-works, sem impostos, com base em uma faixa negociável de R$ 6.150-6.400/mt, enquanto o preço do vergalhão doméstico de 10 mm foi avaliado em R$ 4.900/t, ou US$ 1.042,55/t, ex-works, sem impostos, com base em uma faixa de negociações de R$ 4.800-5.000/t. "As usinas estão de olho na China para evitar uma enxurrada de produtos importados", disse um participante do mercado. 

Em relação aos preços das matérias-primas, cerca de 70% dos respondentes também veem os preços da sucata metálica e do carvão numa crescente ainda maior em abril, com um índice geral de 80 pontos - queda de 2,72 pontos em relação a março. Os produtores sinalizaram que tais custos permanecerão bastante elevados, com uma leitura de índice de 90. Todas as especificações de sucata ferrosa brasileira aumentaram entre 10% e 20% desde o início de abril, enquanto o carvão metalúrgico/coque importado tem sido limitado e sujeito às flutuações do mercado australiano e chinês, segundo dados verificados pela S&P Global Commodity Insights. "O frete continua pesando nas operações dos recicladores nacionais e a queda na oferta de sucata industrial - automotiva - contribui para o cenário de elevação dos preços em meio a compras firmes", disse um participante.
 

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21/03/2022 18:30h

As vendas internas também tiveram forte retração, com um total de 2,9 milhões de toneladas, o que representa uma queda de 23,8%

No acumulado de janeiro e fevereiro de 2022, a produção brasileira de aço bruto somou 5,6 milhões de toneladas, uma queda de 5,8% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo o instituto Aço Brasil. A maior queda ocorreu na produção de semi-acabados, que teve um recuo de 19,2%, alcançando apenas 1,4 milhão de toneladas. A produção de laminados caiu menos, 10,2%, alcançando 3,8 milhões de toneladas. 

As vendas internas também tiveram forte retração, com um total de 2,9 milhões de toneladas, o que representa uma queda de 23,8%, sempre na comparação com igual período de 2021. O consumo aparente nacional, por sua vez, foi de 3,5 milhões de toneladas, com queda de 19,7%. 

Também houve redução nas importações, que alcançaram 593 mil toneladas, 10,2% a menos sobre os dois primeiros meses do ano anterior. Em valor, no entanto, as importações aumentaram 35,6%, somando US$ 796 milhões. 

Por outro lado, as exportações atingiram 2,2 milhões de toneladas, no valor de US$ 1,8 bilhão. O volume foi 68,2% maior e o valor 115,1% a mais do que no mesmo período de 2021.

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07/03/2022 22:02h

Coalizão Indústria se reuniu nesta segunda-feira (7) e apontou benefícios da diminuição do imposto sobre produtos industrializados

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A redução em 25% da alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) deve ser repassada aos consumidores de forma imediata e integral. É o que acredita José Ricardo Roriz, presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast). A declaração foi dada em evento que reuniu representantes de entidades do setor industrial nesta segunda-feira (7). 

No fim de fevereiro, o Governo Federal publicou decreto que diminuiu o imposto. O IPI incide sobre os produtos industrializados, como carro, geladeira, fogão, televisão, celular e computador. A redução da alíquota foi possível porque a União vem arrecadando acima das expectativas desde o ano passado. A projeção é que esses produtos fiquem mais baratos. 

“Nos segmentos onde existe mais concorrência, é lógico que a redução do IPI vai ser repassada quase que imediatamente, e as [empresas] que não repassarem isso vão perder parte no mercado. A própria concorrência vai pressionar para que esse repasse venha o mais rápido possível para o consumidor final”, avaliou Roriz. 

Valores a receber: dinheiro esquecido em bancos pode ser resgatado a partir desta segunda-feira (7)

Governo quer diminuir IPI em 25%, diz ministro Paulo Guedes

Reindustrialização
O ministro Paulo Guedes trata a redução do IPI como uma das iniciativas para promover a “reindustrialização brasileira”, ou seja, para que o setor volte a ter papel de destaque na economia do país em resposta à diminuição da importância nas últimas décadas. 

Para as entidades que compõem o setor industrial, a reindustrialização só é possível com a diminuição do Custo Brasil e isso passa, entre outras coisas, pela redução de impostos sobre a indústria, que reduzem a competitividade das empresas brasileiras no mercado internacional. 

“É um imposto que não deveria ter existido. Incide somente sobre a indústria e onera toda produção industrial e, também, os mais pobres, porque é um imposto regressivo. Essa decisão parcial de cortar para todos os segmentos industriais vai na direção do começo da reindustrialização brasileira, mas ainda precisamos de muito mais para que o Brasil se torne competitivo contra produtos estrangeiros e temos um caminho grande para restabelecer essa produtividade”, afirmou Roriz. 

Amortecedor
Segundo empresários do setor industrial, a redução do IPI vem em momento oportuno, também, porque a guerra entre a Rússia e a Ucrânia já tem impacto sobre as cadeias globais de produção. Dessa forma, a disparada no preço das commodities, como o petróleo, e de matérias-primas, e suas consequências sobre as empresas e os consumidores, podem ser minimizadas, no nível local. “Essa redução contrabalança esse aumento de preços que vem por aí”, disse Roriz. 

“Apesar do contexto, nós da Coalizão Indústria não compartilhamos com as previsões negativas que vêm sendo apresentadas para 2022”, ressaltou Marco Polo de Mello, coordenador da entidade e presidente-executivo do Instituto Aço Brasil. 

Arrecadação
Embora seja arrecadado pela União, o IPI é partilhado com estados e municípios. Por isso, desde o anúncio da redução do imposto, há reclamação desses entes, que alegam que a medida vai causar queda de arrecadação sem ter uma compensação. No entanto, há quem discorde que a iniciativa do Governo Federal vá causar prejuízo aos cofres estaduais e municipais. Pelo contrário, projeta Fernando Pimentel, presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção. 

“Há uma expectativa que o PIB nos próximos 15 anos com base nessa redução possa ganhar R$ 467 bilhões, ou seja, mais de R$ 30 bi por ano, para uma redução da ordem de R$ 20 bi de arrecadação do IPI. Portanto, está muito claro, materializando-se essas expectativas e perspectivas que a indústria vai se beneficiar aumentando competitividade e isso, também, vai acabar chegando em emprego e salário”, estima. 

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23/02/2022 18:13h

A Ásia e a Oceania produziram 111,7 milhões de toneladas em janeiro, em recuo de 8,2% sobre janeiro de 2021

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A Worldsteel divulgou que a produção mundial de aço bruto alcançou 155 milhões de toneladas em janeiro de 2022, uma queda de 6,1% em relação ao mesmo mês de 2021. 

A Ásia e a Oceania produziram 111,7 milhões de toneladas em janeiro, em recuo de 8,2% sobre janeiro de 2021. A China teve produção estimada de 81,7 milhões de toneladas, 11,2% a menos que em janeiro de 2021, enquanto a Índia produziu 10,8 milhões de toneladas no mês, um incremento de 4,7% sobre o mesmo mês de 2021. 

Japão e Coreia do Sul produziram 7,8 milhões de toneladas e 5,9 milhões de toneladas de aço bruto em janeiro, respectivamente, com quedas de 2,1% e 1% na comparação com o mesmo mês de 2021. A produção da Coreia do Sul é estimada para janeiro deste ano. 

Os países do Bloco Europeu produziram 11,5 milhões de toneladas de aço em janeiro de 2022, ou 6,8% a menos que no mesmo mês de 2021. A Alemanha produziu 3,3 milhões de toneladas, o que representou um decréscimo de 1,4%. 

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Países europeus, como Bósnia-Herzegovina, Macedônia, Noruega, Sérvia, Turquia e Reino Unido, produziram 4,1 milhões de toneladas, um recuo de 4,7% sobre janeiro de 2021. A África – Egito, Líbia e África do Sul – produziu 1,2 milhão de toneladas de aço bruto em janeiro, 3,3% superior na comparação com janeiro de 2021. 

Já os países da CIS produziram 9 milhões de toneladas, 2,1% de crescimento sobre o mesmo mês de 2021, com destaque para a Rússia, que teve um volume de produção estimado de 6,6 milhões de toneladas, o que representa acréscimo de 3,3% sobre janeiro de 2021. Os países do Oriente Médio - Irã, Catar, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos – registraram produção de 3,9 milhões de toneladas de aço bruto, 16,1% a mais que em janeiro de 2021. Estima-se que o Irã tenha produzido 2,8 milhões de toneladas no mês, uma alta de 20,3%. 

A produção na América do Norte cresceu 2,5% em janeiro de 2022, somando 10 milhões de toneladas. Apenas os Estados Unidos produziram 7,3 milhões de toneladas, 4,2% a mais que em janeiro de 2021, enquanto a produção na América do Sul alcançou 3,7 milhões de toneladas, 3,3% a menos do que em janeiro de 2021. O Brasil produziu 2,9 milhões de toneladas e teve baixa de 4,8% em janeiro de 2022 na comparação com o mesmo mês de 2021.
 

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27/01/2022 18:44h

Em dezembro, porém, a produção siderúrgica global teve uma queda de 3% em relação ao mesmo período de 2020

Em 2021, a produção mundial de aço bruto somou 1,911 bilhão de toneladas, o que representa um aumento de 3,9% em relação ao ano anterior, conforme a Worldsteel. Mas no mês de dezembro, a produção alcançou 158,7 milhões de toneladas em dezembro de 2021, uma queda de 3% em relação ao mesmo mês de 2020. 

A Ásia e a Oceania produziram 116,1 milhões de toneladas em dezembro, um recuo de 4,4% sobre dezembro de 2020. A China produziu 86,2 milhões de toneladas, 6,8% a menos que em dezembro de 2020, enquanto a Índia produziu 10,4 milhões de toneladas no mês, um incremento de 0,9% sobre o mesmo mês de 2020. Japão e Coreia do Sul produziram 7,9 milhões de toneladas e 6 milhões de toneladas de aço bruto em dezembro, respectivamente, com altas de 5,4% e 1,1% na comparação com o mesmo mês de 2020. 

Os países do Bloco Europeu produziram 11,1 milhões de toneladas de aço em dezembro de 2021, ou 1,4% a menos que no mesmo mês de 2020. A Alemanha produziu 3,1 milhões de toneladas, o que representou um ligeiro aumento de 0,1%. Países europeus, como Bósnia-Herzegovina, Macedônia, Noruega, Sérvia, Turquia e Reino Unido, produziram 4,3 milhões de toneladas em dezembro, um decréscimo de 0,8% em relação ao mesmo mês de 2020. A Turquia produziu 3,3 milhões de toneladas, queda de 2,3% sobre dezembro de 2020. 

Mineradora reforça a campanha do Janeiro Branco que busca chamar atenção para a saúde mental

BRUMADINHO: Vale diz que avança na reparação social e ambiental

MG: Empresa projeta primeira peça de arame de aço por impressão 3D

A África – Egito, Líbia e África do Sul – produziu 1,2 milhão de toneladas de aço bruto em dezembro, 9,6% inferior na comparação com dezembro de 2020. Já os países da CIS produziram 8,9 milhões de toneladas, queda de 3% sobre o mesmo mês de 2020, com destaque para a Rússia, que teve um volume de produção estimado em 6,6 milhões de toneladas, e manteve-se estável com o mesmo período de 2020. Os países do Oriente Médio - Irã, Catar, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos – registraram produção de 3,9 milhões de toneladas de aço bruto, aumento de 22,1% quando comparado a dezembro de 2020. Estima-se que o Irã tenha produzido 2,8 milhões de toneladas no mês, um incremento de 15,1%. 

A produção na América do Norte cresceu 7,5% em dezembro de 2021, somando 9,7 milhões de toneladas. Apenas os Estados Unidos produziram 7,2 milhões de toneladas, 11,9% a mais que em dezembro de 2020, enquanto a produção na América do Sul alcançou 3,5 milhões de toneladas, 11,7% inferior a dezembro de 2020. O Brasil produziu 2,6 milhões de toneladas, um déficit de 11,4% sobre o mesmo mês de 2020.

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24/01/2022 16:11h

A solução pretende otimizar o estoque e tempo de substituição de peças e é pioneira em Minas Gerais

A Belgo Bekaert, em parceria com o Centro de Inovação e Tecnologia CIT SENAI, está desenvolvendo sua primeira peça feita por impressão 3D, a partir de arame de aço projetado especificamente para este fim. 

O protótipo, impresso em 24 horas pelo processo MADA (Manufatura Aditiva por Deposição a Arco), é a roldana de um equipamento de trefilaria que costuma demorar dias para ser fabricado da forma tradicional. 

A solução, que pretende otimizar o estoque e o tempo de substituição de peças, é pioneira em Minas Gerais e será testada pela própria Belgo Bekaert, na fábrica de Contagem (MG).

"Desenvolver a tecnologia da manufatura aditiva (impressão 3D) a partir do nosso arame como insumo abre uma gama de possibilidades para a indústria como um todo. Tanto para a fabricação de uma peça única com mais rapidez, quanto para uma peça que não está mais disponível no mercado, por ser um modelo já antigo, ou mesmo customizar a peça para algum projeto", explica o gerente de Inovação de Fronteira Tecnológica da Belgo Bekaert, Glauber Campos.

Com base em um modelo tridimensional criado no computador, e usando arame de aço de alta qualidade, a parceria chegou a um resultado com as mesmas especificações técnicas da peça feita pelo método convencional. 

"A partir de agora, começaremos os testes de uso do protótipo dentro da Belgo, e, assim, conseguiremos a comparação de performance da impressão 3D de peças com nosso arame e uma peça convencional", complementa o gerente de Produtos da Belgo Bekaert Jeremias Antônio da Silva, explicando que já se utiliza comercialmente a impressão 3D a partir de pó metálico, entretanto, disponível apenas para ligas de metais de alto custo. 

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O desenvolvimento de arames de aço, em curso, com o processo MADA, pode proporcionar uma nova área de desenvolvimento para a indústria que produz peças em aço, com um custo mais competitivo.

O analista de Tecnologia do CIT SENAI, Givan Martins Macedo Júnior, explica que o processo MADA emprega nova abordagem para a fabricação de peças, com redução de custos e outras vantagens.

"O MADA melhora a competitividade e gera novas abordagens da cadeia de manufatura como um todo. Quando faço um componente impresso, gero o produto na forma final que quero, sem desperdício. Posso também combinar diferentes materiais em uma mesma peça, o que não é possível fazer nos processos comuns de fabricação", pondera Macedo. 

O analista diz ainda que a Belgo Bekaert já é parceira do CTI SENAI há mais tempo, e que esse desenvolvimento de materiais cria potencial para que a empresa cumpra demandas da própria fábrica e, ainda, possa fornecer para vários players.

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Brasil 61