AÇO

21/11/2022 16:30h

A desaceleração será espalhada na América Latina, somando os desafios externos da conjuntura global

Segundo dados da Associação Latino-americana de Aço (Alacero), as perspectivas de crescimento do setor na região são moderadas para o término de 2022 e início do próximo ano por causa da inflação global e política monetária contrastiva, com bancos na América Latina apertando suas políticas monetárias. “A previsão é impulsionada pela menor demanda externa, enfraquecida por altas taxas de juros e queda do poder de compra. O mundo vive um processo inflacionário sem precedentes, amplamente distribuído entre os países”, analisa Alejandro Wagner, diretor executivo da associação que gera dados para o setor na região e atua como porta-voz da indústria.

A desaceleração será espalhada na América Latina, somando os desafios externos da conjuntura global, como a crise energética na Europa e a guerra na Ucrânia, aos desafios locais, como a inflação. A previsão de crescimento para 2023 é baixa, até acima do esperado na China e nos Estados Unidos, principais parceiros comerciais da região. Dentre os setores que demandam aço da região, a construção civil caiu 1,8% de junho a agosto de 2022, enquanto a indústria automotiva cresceu 29,3% de julho a setembro do mesmo ano, enquanto as máquinas mecânicas aumentaram 0,8% de junho a agosto de 2022 e o uso doméstico caiu 13,7% no mesmo período. Em relação aos insumos demandados na produção siderúrgica, o petróleo caiu 0,9%, o gás aumentou 1% e a energia 0,4%, todos dados de junho a agosto de 2022.

Entre janeiro e agosto de 2022, as exportações de aço somaram 7.740,7 mil toneladas, um crescimento de 47,3% sobre o mesmo período de 2021. Assim, as exportações cresceram 10,7% em agosto em relação ao mês anterior. As importações, por sua vez, sofreram redução de 12,5% no acumulado de oito meses de 2022, em relação ao mesmo período de 2021, totalizando 16.871,1 mil toneladas. Em agosto, o valor foi 25,4% superior ao de julho.

A produção segue relativamente estável, impulsionada pelo expressivo volume das exportações. Até setembro, a produção latino-americana de aço bruto caiu 4,1% em relação ao mesmo período do ano anterior, registrando 46.862,5 mil toneladas. Os laminados apresentaram redução de 3,7% no mesmo período, com 41.033,8 mil toneladas.

Segundo a Alacero, o Brasil cresceu 4,6% no último ano e tem projeção de incremento de 2,7% e 0,6% para o próximo ano. Dos setores demandantes de aço no Brasil, a construção retraiu 5,7% de junho a agosto de 2022, enquanto o setor automotivo cresceu 32% de junho a setembro do mesmo ano, máquinas mecânicas diminuíram 4% de junho a agosto de 2022 e uso doméstico caiu 16,7% no mesmo período. Em relação aos insumos demandados na produção de aço, o petróleo diminuiu 1,2%, o gás -0,1% e a energia 2,8%, todos os dados de junho a agosto de 2022.

A expectativa em médio prazo para a construção é que o setor mostre recuperação: setor privado deverá aumentar o investimento em 2023, em um contexto de inflação mais estável. O automotivo registra possível desaceleração no ritmo de crescimento da produção, devido a menores vendas locais e queda nas exportações para Argentina e Colômbia (o setor pode ter um superávit de unidades em estoque). Quanto à maquinaria mecânica, o esperado é o crescimento da demanda por máquinas agrícolas. O Brasil caminha para mais uma safra recorde de 200 milhões t em 2023-2024, que continuará impulsionando a produção desse tipo de maquinário. Já no uso doméstico, a expectativa é que o governo promova uma política de redistribuição de renda, estimulando a demanda e impulsionando a produção.

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24/10/2022 16:39h

A estimativa da entidade é que neste ano a demanda por aço recue 2,3%, e cresça 1% no próximo ano, para 1,814 milhões de toneladas

A worldsteel atualizou o Short Range Outlook (SRO) para os anos de 2022 e 2023. A estimativa da entidade é que neste ano a demanda por aço atinja 1,796 milhões de toneladas, um recuo de 2,3%, e cresça 1% no próximo ano, para 1,814 milhões de toneladas. A demanda por aço registrou seu melhor desempenho em 2021, quando houve alta de 2,8%. 

A previsão atual representa uma revisão para baixo em relação a 2021, refletindo a repercussão da alta da inflação e do aumento das taxas de juros globais. “A economia global é afetada pela inflação persistente, aperto monetário dos Estados Unidos, desaceleração econômica da China e as consequências da invasão da Ucrânia pela Rússia. Preços de energia elevados, taxas de juros crescentes e confiança em queda levaram a uma desaceleração nas atividades dos setores que utilizam o aço. Como resultado, nossa previsão atual para o crescimento da demanda global por aço foi revisada para baixo em comparação com a anterior”, disse Máximo Vedoya, CEO da Ternium e Presidente do Comitê de Economia do worldsteel.

Segundo Máximo, a perspectiva para o próximo ano depende do impacto do aperto das políticas monetárias e da capacidade dos bancos centrais de ancorar as expectativas de inflação. “Particularmente, as perspectivas da União Europeia estão sujeitas a mais riscos de queda devido à alta inflação e à crise de energia que foram exacerbadas pela guerra Rússia-Ucrânia”. 

No âmbito global, o ambiente econômico deteriorou-se significativamente em 2022, à medida que o risco de inflação se materializou, juntamente com outros percalços como a guerra Rússia-Ucrânia e os bloqueios da China. A guerra Rússia-Ucrânia aumentou a pressão inflacionária desencadeada pelos desequilíbrios de oferta e demanda pós-bloqueio, à medida que a guerra interrompeu o fornecimento de energia e alimentos e interveio na normalização das cadeias de suprimentos. 

Na Europa, onde a dependência do fornecimento de gás russo é alta, as atividades econômicas, bem como a confiança, são fortemente afetadas pela crise energética. Junto a isso, os aumentos das taxas de juros e o dólar forte do FED impulsionaram os riscos de recessão norte-americana e terão um efeito cascata para o resto do mundo por meio de saídas de capital nas economias emergentes.

Os problemas da cadeia de suprimentos diminuíram um pouco em 2022, mas continuaram a restringir as atividades de produção à medida que surgiram novas interrupções. Caso a guerra não termine em breve e a China continue mantendo sua rígida política de contenção da COVID por enquanto, os gargalos de oferta não se dissiparão completamente, apesar da desaceleração da demanda. Entre os principais riscos que podem ser gerados estão o efeito do aperto monetário, a continuação da inflação, a direção da economia chinesa e sua política de COVID, a potencial crise de abastecimento de gás na Europa e o agravamento da guerra russo-ucrânia com consequências inesperadas.

Na China, a recuperação da demanda por aço no final de 2021 foi revertida no segundo trimestre de 2022, pois os repetidos bloqueios da COVID levaram a um arrefecimento drástico da economia chinesa. O investimento em infraestrutura está se recuperando devido às medidas do governo e fornecerá algum suporte à demanda por aço no final de 2022 e 2023. No entanto, enquanto o setor imobiliário permanecer deprimido, a demanda por aço na China caiu 6,6% até agosto de 2022. Para todo o ano, a demanda por aço deve cair 4% com o baixo efeito base do segundo semestre de 2022. 

Em 2023, novos projetos de infraestrutura e uma leve recuperação no mercado imobiliário podem evitar uma maior contração da demanda por aço. 

Nas economias avançadas, a recuperação da demanda por aço sofreu um grande revés em 2022 devido à inflação sustentada e aos gargalos duradouros do lado da oferta. A guerra na Ucrânia deu mais impulso às questões de inflação e cadeia de suprimentos, principalmente no Bloco Europeu, que enfrenta condições económicas difíceis com inflação elevada e crise energética. 

A demanda de aço na UE deverá cair 3,5% em 2022. Com a falta de perspectiva de uma melhoria imediata na situação do fornecimento de gás, a demanda de aço na UE continuará em baixa no próximo ano, com um risco significativo de queda em caso de inverno rigoroso ou novas interrupções no fornecimento de energia. Há também possíveis consequências de longo prazo para a estrutura da economia e, portanto, para a demanda de aço, se as restrições econômicas continuarem no nível atual. Por outro lado, se a guerra Rússia-Ucrânia terminar mais cedo do que o esperado, há um potencial positivo. 

A recuperação dos Estados Unidos está próxima de terminar graças à atuação do FED, que busca aumentos agressivos de juros para conter a inflação. Espera-se que as atividades manufatureiras esfriem acentuadamente graças ao ambiente econômico fraco, dólar forte e mudança de gastos de bens para serviços. No entanto, o setor automotivo deve continuar em alta devido à demanda reprimida e ao alívio das restrições da cadeia de suprimentos. O setor de construção enfrentará dificuldades devido à flexibilização do boom imobiliário e à recuperação atrasada do setor não residencial devido ao aumento do custo dos materiais e às altas taxas de juros. A nova Lei de Infraestrutura, no entanto, impulsionará fortemente o investimento em infraestrutura, e o aumento do investimento no setor de energia apoiará o crescimento da demanda por aço, apesar do enfraquecimento da economia. 

No Japão, a recuperação da demanda de aço enfraqueceu, pois o aumento do custo dos materiais e a escassez de mão-de-obra levaram a atrasos na construção. No entanto, com o apoio dos setores de construção e máquinas não residenciais, a demanda por aço continuará sua recuperação moderada em 2022. O crescimento na indústria automotiva com o alívio das restrições da cadeia de suprimentos permitirá uma recuperação contínua da demanda de aço em 2023. Já na Coreia do Sul, a perspectiva sobre a demanda do aço piorou e deve cair este ano, devido à contratação de investimentos e construção de instalações. 

A recuperação em 2023 será liderada pela flexibilização dos gargalos da cadeia de suprimentos de automóveis e uma perspectiva aprimorada para entregas e construção de navios. No entanto, a recuperação da manufatura será limitada devido à fraca economia global. 

Os dois países asiáticos enfrentam riscos negativos devido à piora das perspectivas econômicas globais, já que seus setores que usam aço têm uma alta exposição às exportações. A demanda por aço no mundo desenvolvido cairá 1,7% e se recuperará 0,2% em 2022 e 2023, respectivamente, após se recuperar 16,4% em 2021 da queda pandêmica de 12,3%.

Muitas economias em desenvolvimento, especialmente as importadoras de energia, estão experimentando inflação mais aguda e ciclos de aperto monetário que começaram antes das economias desenvolvidas. Ainda assim, as economias asiáticas em desenvolvimento de rápido crescimento, como a Índia e a ASEAN (Associação das Nações do Sudeste Asiático), manterão um alto crescimento, sustentado pela força estrutural da economia doméstica.

A demanda por aço da Índia mostrará um alto crescimento devido ao forte consumo urbano e gastos com infraestrutura, o que também impulsionará a demanda por bens de capital e automóveis, entre outras coisas.

Na região da ASEAN , a demanda por aço teve um início lento de recuperação da pandemia, com a recuperação da construção atrasada. No entanto, em 2022, a demanda por aço da região vem apresentando forte crescimento à medida que os governos estão pressionando por projetos de infraestrutura. Prevê-se um crescimento particularmente forte na demanda de aço na Malásia e nas Filipinas.

Por outro lado, países da América do Sul e Central terão uma grande desaceleração na demanda de aço, uma vez que a região enfrenta desafios de um ambiente de alta inflacionária. Após uma recuperação excepcional em 2021, a demanda por aço em muitos países da América do Sul e Central sofrerá uma contração em 2022, com significativa desestocagem e desaceleração da construção.

Na região MENA , a demanda por aço continua resiliente devido aos países exportadores de petróleo se beneficiarem dos altos preços do petróleo e dos megaprojetos de infraestrutura no Egito. No entanto, os altos preços do petróleo não levaram a um grande aumento nos novos projetos de construção nos países do GCC, já que os governos estão tentando construir amortecedores fiscais.

Na Turquia , a depreciação da lira e a alta inflação estão prejudicando suas atividades de construção, levando a uma contração da demanda por aço em 2022 e apenas uma recuperação limitada em 2023.

Apesar das pesadas sanções impostas à Rússia, a demanda por aço deverá contrair menos do que o previsto no início da guerra, principalmente devido aos altos preços do petróleo e às medidas de apoio do governo à construção. No entanto, os setores automobilístico e de máquinas sofreram uma forte contração devido à sua alta dependência de peças e componentes importados. Em 2023, espera-se que a demanda por aço tenha uma contração mais profunda à medida que as sanções se tornam mais fortes ao longo do tempo. A demanda por aço na Ucrânia assolada pela guerra contraiu mais de 50% em 2022, mas espera-se uma recuperação parcial em 2023 devido às atividades de reconstrução.

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20/10/2022 17:35h

As vendas internas caíram 3,6% no mês quando comparado a setembro de 2021 e alcançaram 1,8 milhão de toneladas

Segundo dados do Instituto Aço Brasil (IABr), a produção brasileira de aço bruto somou 2,7 milhões de toneladas em setembro de 2022, o que representa um recuo de 11,7% na comparação com o mesmo mês de 2021. Já a produção de laminados atingiu 1,8 milhão de toneladas, 17% inferior à registrada em setembro de 2021, enquanto a produção de semiacabados para vendas foi de 674 mil toneladas, uma queda de 3,1% em relação ao ocorrido no mesmo mês do último ano. 

As vendas internas caíram 3,6% no mês quando comparado a setembro de 2021 e alcançaram 1,8 milhão de toneladas. O consumo aparente de produtos siderúrgicos somou 2 milhões de toneladas, 5,9% inferior ao apurado no mesmo período de 2021. As exportações atingiram 874 mil de toneladas em setembro, ou US$ 777 milhões, o que resultou em queda de 7,5% e de 17,1%, respectivamente, na comparação com o ocorrido no mesmo mês de 2021, enquanto as importações foram de 235 mil toneladas e de US$ 372 milhões, uma queda de 34,3% em quantum e de 10,2% em valor na comparação com o registrado em setembro de 2021.

Os resultados dos nove primeiros meses de 2022 indicaram uma produção de aço bruto de 25,9 milhões de toneladas, queda de 5,3% frente ao mesmo período do ano anterior. A produção de laminados foi de 18 milhões de toneladas, redução de 10,3% em relação ao registrado no mesmo acumulado de 2021. A produção de semiacabados para vendas totalizou 6 milhões de toneladas de janeiro a setembro de 2022, uma queda de 3,3% na mesma base de comparação. 

As vendas internas alcançaram 15,4 milhões de toneladas até setembro de 2022, o que representa uma retração de 12,7% quando comparada com o apurado com o ano anterior. O consumo aparente nacional de produtos siderúrgicos foi de 17,7 milhões de toneladas no acumulado até setembro de 2022, 14,3% inferior frente ao mesmo período de 2021. As importações somaram 2,4 milhões de toneladas até setembro, uma redução de 39% frente ao mesmo período do ano anterior. Em valor, as importações atingiram US$ 3,5 bilhões e caíram 3,6% no mesmo período de comparação. As exportações atingiram 9,4 milhões de toneladas, ou US$ 8,6 bilhões o que corresponde a aumentos de 19,2% e de 33,5%, respectivamente, na comparação com o mesmo período de 2021.

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27/09/2022 17:28h

O Brasil produziu 2.8 milhões de toneladas e registrou 10,3% a menos do que em agosto de 2021

A worldsteel divulgou que a produção mundial de aço bruto alcançou 150.6 milhões de toneladas em agosto de 2022, uma queda de 3% em relação ao mesmo mês do último ano. A Ásia e a Oceania produziram 112.6 milhões de toneladas em agosto, um leve recuo de 0,2% sobre agosto de 2021. Apenas a China produziu 83.9 milhões de toneladas, 0,5% a mais que em agosto do ano passado, enquanto Índia produziu 10.2 milhões de toneladas no mês, um incremento de 1,2% sobre o mesmo mês do último ano. Japão e Coreia do Sul produziram 7.3 milhões t e 6.1 (estimada) milhões de toneladas de aço bruto em agosto, respectivamente, com baixas de 7,4% e 0,4% na comparação com o mesmo mês de 2021. 

Os países do Bloco Europeu produziram 9.7 milhões de toneladas de aço em agosto de 2022, ou 13,3% a menos que no mesmo mês de 2021. O destaque fica para a Alemanha, com produção de 2.9 milhões de toneladas e redução de 2,3% sobre agosto de 2021. Países europeus, como Bósnia-Herzegovina, Macedônia, Noruega, Sérvia, Turquia e Reino Unido, produziram 3.6 milhões de toneladas e despencaram 18,6%, na comparação com agosto de 2021. A Turquia viu a produção cair 21%, para 2.8 milhões de toneladas em agosto de 2022. 

A África – Egito, Líbia e África do Sul – produziu 1.3 milhão de toneladas de aço bruto em agosto, 3,5% superior na comparação com agosto do último ano. Já os países da CIS produziram 6.9 milhões de toneladas, uma retração de 22,4%, com destaque para a Rússia, que teve um volume de produção estimado de 5.9 milhões de toneladas, o que representa uma queda de 5,5% sobre agosto de 2021. 

Os países do Oriente Médio - Irã, Catar, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos – registraram produção de 3.2 milhões de toneladas de aço bruto, um incremento de 34,2% na comparação com agosto de 2021. O Irã produziu 2.1 milhões de toneladas, um aumento de 64,7% no mês. 

A produção na América do Norte caiu 10,1% em agosto de 2022, somando 9.6 milhões de toneladas. Apenas os Estados Unidos produziram 7 milhões de toneladas, 7,1% inferior ao volume de agosto de 2021, enquanto a produção na América do Sul alcançou 3.6 milhões de toneladas, 10,1% a menos do que em agosto de 2021. O Brasil produziu 2.8 milhões de toneladas e registrou 10,3% a menos do que em agosto de 2021. No acumulado do ano até agosto, a produção mundial de aço bruto somou 1,253 bilhão de toneladas, o que representa um decréscimo de 5,1% em relação ao mesmo período de 2021.

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21/09/2022 15:44h

As vendas internas caíram 6,8% frente ao apurado em agosto de 2021 e atingiram 1,7 milhão de toneladas

O Instituto Aço Brasil divulgou que a produção de aço bruto atingiu 2,8 milhões de toneladas em agosto, uma queda de 11,3% na comparação com agosto de 2021. Já a produção de laminados foi de 2,1 milhões de toneladas, 11,6% inferior à registrada em agosto de 2021, enquanto a produção de semiacabados para vendas somou 574 mil toneladas, 23,3% a menos em relação a agosto de 2021. 

As vendas internas caíram 6,8% frente ao apurado em agosto de 2021 e atingiram 1,7 milhão de toneladas. O consumo aparente de produtos siderúrgicos foi de 2,1 milhões de toneladas, 8,3% inferior ao apurado no mesmo período de 2021. As exportações de agosto foram de 924 mil de toneladas, ou US$ 898 milhões, o que resultou em aumento de 7,0% e de 3,5%, respectivamente, na comparação com o mesmo mês de 2021. As importações alcançaram 319 mil toneladas e US$ 462 milhões, uma queda de 30,9% em quantum e de 0,2% em valor na comparação com o registrado em agosto de 2021. 

No acumulado do ano, a produção atingiu 23,1 milhões de toneladas, queda de 4,5% frente a igual período em 2021. As vendas internas, por sua vez, caíram 13,8%, para 13,6 milhões de toneladas. As importações recuaram 35,2%, para 2,1 milhões de toneladas. O consumo aparente caiu 15,3%, para 15,7 milhões de toneladas. Com menos vendas internas, houve maior escoamento de produtos para fora do país, resultando em alta de 23,1% nas exportações, que chegaram a 8,5 milhões de toneladas. O Instituto Aço Brasil também divulgou o Índice de Confiança da Indústria do Aço (o ICIA) referente ao mês de setembro. O ICIA aumentou 3,7 pontos frente a agosto e atingiu 53,4 pontos.

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17/08/2022 10:00h

Evento deve reunir os principais stakeholders da indústria do aço para debater as perspectivas e a importância do setor para a economia brasileira

O Instituto Aço Brasil (IABr) promove, nos dias 23 e 24 de agosto, o Congresso Aço Brasil 2022, que deve reunir os principais stakeholders da indústria do aço para debater as perspectivas e a importância do setor para a economia brasileira. O evento contará com a presença do Presidente Jair Bolsonaro e o Ministro da Economia Paulo Guedes e será realizado, de forma presencial, no Hotel Unique, em São Paulo, localizado na Av. Brigadeiro Luís Antônio, 4700 - Jardim Paulista. As inscrições para o público em geral devem ser feitas pelo link https://congressoacobrasil.org.br/. 

Alguns dos outros temas debatidos durante a série de palestras ainda visam discutir as mudanças climáticas e a indústria do aço; o cenário político das eleições 2022; e a visão dos CEOs sobre a indústria brasileira do aço. O Congresso começará às 9h com a cerimônia de posse do presidente e vice-presidente do Conselho Diretor do Instituto Aço Brasil e a participação de Jair Bolsonaro. 

O Painel 1 terá como tema ‘A nova ordem econômica mundial: Impactos nas cadeias globais’; o Painel 2 será ‘As mudanças climáticas e a indústria do aço’; o Painel 3 debaterá o ‘Papel estratégico da indústria do aço no desenvolvimento.’

No dia 24 de agosto, o Congresso abre com a ‘Conferência: Cenário político - ELEIÇÕES 2022’, com o cientista político, Murillo de Aragão. Na sequência, às o Painel 4 discute ‘ESG - Impacto no valor de mercado das empresas’; o Painel 5 será ‘Futuro da indústria brasileira do aço: A visão dos CEOs’. Às 12h30 é realizado o encerramento, com Jefferson De Paula - Presidente do Conselho Diretor do Instituto Aço Brasil/Presidente da ArcelorMittal Brasil, CEO Longos e Mineração LATAM.

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28/07/2022 18:10h

A guerra entre Rússia e Ucrânia e as restrições à circulação em grandes cidades chinesas devido à Covid-19, tem ocasionado uma queda do valor de venda do aço

Segundo levantamento da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), a guerra entre Rússia e Ucrânia e as persistentes restrições impostas à circulação em grandes cidades chinesas devido à COVID-19, tem ocasionado uma queda do valor de venda do aço, além de pressionar prazos de entrega e aumentar o valor de fretes, fatores que prejudicaram a indústria metalúrgica brasileira no primeiro semestre deste ano. 

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Produção brasileira cai 2,8% no semestre

O resultado da movimentação é uma menor demanda por energia elétrica no setor, segundo a CCEE. O consumo da metalurgia, que é o mais representativo em termos de volume de energia, foi de 5.441 MW médios, com oscilação negativa de 0,2% na comparação com o mesmo período de 2021. Das dez classes de atividades monitoradas pela CCEE, cinco mantiveram-se estáveis ou em queda, com declínio maior na produção de laminados planos de aço (-5,1%) e metais não-ferrosos e suas ligas (-2,3%). Entre as que registraram aumento, o destaque no primeiro semestre ficou para os relaminados, trefilados e perfilados de aço (30,1%). A Câmara de Comercialização aponta ainda a crise logística internacional como fator para a oscilação negativa, que desencadeou preços mais altos e prazos maiores de produção e entrega.

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25/07/2022 19:30h

As vendas internas alcançaram 10,3 milhões de toneladas entre janeiro e junho, uma retração de 14,6% na comparação com o mesmo semestre de 2021

Segundo dados do Instituto Aço Brasil (IABr), a produção de aço bruto somou 17,4 milhões de toneladas no primeiro semestre de 2022, uma queda de 2,8% em relação ao mesmo período de 2021. A produção de laminados foi de 12 milhões de toneladas e a de semiacabados para vendas 4,309 milhões de toneladas, um recuo de 9,2% e aumento de 4,6%, respectivamente, no período. 

As vendas internas alcançaram 10,3 milhões de toneladas entre janeiro e junho, uma retração de 14,6% na comparação com o mesmo semestre de 2021. O consumo aparente chegou a 11,8 milhões de toneladas até junho, 15,6%inferior na comparação com o primeiro semestre de 2021. As importações atingiram 1,5 milhão de toneladas no semestre, 39,4% a menos que no mesmo período do último ano. Em valor, as importações somaram US$ 2,3 bilhões, um leve recuo de 0,8%. Já as vendas externas atingiram 6,6 milhões de toneladas, um aumento de 27,6% em relação ao primeiro semestre de 2021, e renderam US$ 6 bilhões, alta de 54,5%. 

“A comparação com a alta base de 2021 pode induzir a interpretações equivocadas quanto ao desempenho da indústria do aço em 2022, uma vez que o ano de 2021 se caracterizou pela forte retomada da demanda, recomposição de estoques e até mesmo pela formação de estoques defensivos de alguns segmentos devido à aceleração dos preços internacionais das commodities”, disse Marco Polo de Mello Lopes, presidente do Aço Brasil. O Instituto Aço Brasil irá revisar suas previsões para o ano de 2022 e a indústria brasileira do aço está investindo R$ 11,9 bilhões em 2022, com a segurança de que será um bom ano para o setor. 

Produção mundial é menor em junho

A worldsteel divulgou que a produção mundial de aço bruto alcançou 158,1 milhões de toneladas em junho de 2022, uma queda de 5,9% em relação ao mesmo mês do último ano. A Ásia e a Oceania produziram 118,8 milhões de toneladas em junho, um recuo de 3,1% sobre junho de 2021. Apenas a China produziu 90,7 milhões de toneladas, 3,3% a menos que em junho do ano passado, enquanto Índia produziu 10 milhões de toneladas no mês, um incremento de 6,3%. Japão e Coreia do Sul produziram 7,4 milhões e 5,6 (estimada) milhões de toneladas de aço bruto em junho, respectivamente, com decréscimo de 8,1% e 6%. 

Os países do Bloco Europeu produziram 11,8 milhões de toneladas de aço em junho de 2022, ou 12,2% a menos que no mesmo mês de 2021. O destaque fica para a Alemanha, com produção de 3,2 milhões de toneladas e queda de 7% sobre junho de 2021. Países europeus, como Bósnia-Herzegovina, Macedônia, Noruega, Sérvia, Turquia e Reino Unido, produziram 3,8 milhões de toneladas, um retrocesso de 10,9% sobre junho de 2021. A Turquia produziu 2,9 milhões de toneladas, 13,1% inferior que em junho do ano passado. 

A África -- Egito, Líbia e África do Sul – produziu 1,2 milhão de toneladas de aço bruto em junho e despencou 18,7%, na comparação com junho do último ano. Já os países da CIS produziram 5,9 milhões de toneladas, redução de 34,3%, com destaque para a Rússia, que teve um volume de produção estimado de 5 milhões de toneladas, o que representa um recuo de 22,2% sobre junho de 2021. 

Os países do Oriente Médio - Irã, Catar, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos – registraram produção de 3,4 milhões de toneladas de aço bruto, 5% inferior na comparação com junho de 2021. Estima-se que o Irã tenha produzido 2,2 milhões de toneladas, uma queda de 10,8%. 

A produção na América do Norte caiu 2,4% em junho de 2022, somando 9,6 milhões de toneladas. Apenas os Estados produziram 6,9 milhões de toneladas, 4,2% a menos que em junho de 2021, enquanto a produção na América do Sul alcançou 3,7 milhões de toneladas, decréscimo de 4,9% sobre junho de 2021. O Brasil teve produção estimada de 2,9 milhões de toneladas e registrou queda de 6,1% em junho de 2021 na comparação com o mesmo mês do ano passado. No primeiro semestre de 2022, a produção global de aço bruto atingiu 949,4 milhões de toneladas, o que significa 5,5% abaixo em relação ao mesmo período de 2021.

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Economia
02/05/2022 03:04h

Conflito no Leste Europeu levou à disparada no preço de matérias-primas fundamentais para a produção do aço, mas expectativa continua positiva pelo lado da demanda, com a construção civil, agronegócio e segmentos industriais

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Apesar da incerteza e dos impactos econômicos negativos gerados pela guerra entre Rússia e Ucrânia, como a disparada no preço das matérias-primas, o Instituto Aço Brasil mantém as projeções de crescimento para a indústria siderúrgica do país em 2022. Em coletiva de imprensa nessa terça-feira (26), os representantes do setor reafirmaram a estimativa de alta de 2,2% na produção brasileira de aço bruto este ano. 

O Instituto Aço Brasil também projeta aumento do consumo aparente de 1,5% e das vendas no mercado interno de 2,5%. Já em relação ao comércio exterior, espera-se alta de 1,5% das exportações e queda de 12% das importações. Marcos Faraco, presidente do Conselho Diretor do Aço Brasil disse que o setor permanece com expectativas otimistas para 2022. 

“Estamos vendo uma localização das cadeias locais e oportunidades de abastecimento locais sendo construídas no Brasil. Temos as questões de energia ligadas ao Brasil, as de infraestrutura sendo destravadas, a construção civil com uma perspectiva muito positiva, o setor agrícola se beneficiando muito nesse momento, máquinas e equipamentos e, também, uma oportunidade das exportações”, disse. 

Para o deputado Laercio Oliveira (PP-SE), a projeção de crescimento da indústria do aço em 2022 é importante para todos os setores que dependem do produto. “Nesse momento que o Brasil atravessa de retomada do desenvolvimento, o suporte através de insumos tão importantes, como tudo aquilo que é produzido pela indústria do aço, nos dá uma segurança e uma certeza de que iremos viver momentos muito positivos. Celebro esse momento, porque os benefícios serão em diversas áreas, não apenas na produção industrial, mas na construção civil e no agronegócio”. 

Desempenho
A produção de aço saltou 10,1% em março na comparação com fevereiro, segundo o instituto. Já as vendas internas aumentaram 20,2% no mesmo período. O consumo aparente, por sua vez, cresceu 14,7%. 

Mas o desempenho trimestral, comparado aos três primeiros meses de 2021, foi inferior. A produção de aço caiu 2,4%; as vendas internas registraram queda de 19,7%; e o consumo aparente recuou 17,7%. Marco Polo de Mello Lopes, presidente-executivo do Aço Brasil, destaca que 2021 foi um ano atípico, com resultados expressivos, o que acaba minorando o que ele considera um desempenho positivo em 2022. 

“Tivemos um crescimento importante em janeiro, fevereiro e março e, na hora que vamos fazer a comparação ao mesmo período de 2021, vamos apresentar quedas, porque a base de 2021 é muito elevada. Temos o efeito estatístico que acaba por reduzir o que seria o nosso crescimento”. 

O presidente-executivo do Aço Brasil também explicou que não há falta de oferta de aço no país, mas de demanda. Marco Polo explica que o grau de ociosidade da siderurgia brasileira comprova essa retração. “Não só a brasileira, mas a siderurgia mundial tem que operar acima de 80% da sua capacidade instalada para poder trazer os resultados esperados. O grau de ociosidade em que a siderurgia brasileira opera está acima dos 30%. O mercado é soberano. Ele leva o setor para o fundo do poço. Sobe, escala. Sempre impõe as regras de funcionamento”, reforçou. 

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Impactos da guerra
A guerra envolvendo Rússia e Ucrânia teve impactos diretos na cadeia de produção do aço. Os russos são o quinto maior produtor de aço do mundo e o segundo na oferta de carvão. Já a Ucrânia, embora não esteja entre os dez primeiros, é a 14ª maior produtora de aço, segundo a World Steel Association. 

O conflito fez o preço das principais matérias-primas para a produção de aço dispararem. O valor do carvão mineral, que responde por até 50% do custo de produção do aço, subiu 315,8%. 

“Ao longo de 2020 a gente teve uma escalada das commodities. Da metade para o final do ano passado, tivemos uma acomodação disso e, agora, desde o mês de março com a eclosão desse conflito, a gente está vendo um grande boom, que está afligindo todo mundo e isso está chegando no Brasil através do custo de carvão”, avaliou Marcos Faraco, presidente do Conselho Diretor do Aço Brasil

O preço de outros insumos importantes também disparou. O ferro-gusa subiu 218,7% e a sucata teve alta de 158,7%. “Rússia e Ucrânia representam mais da metade da produção mundial de gusa. Com esses dois mercados fora, o preço do gusa explodiu. Naturalmente, a sucata, como substituta, veio junto. As usinas integradas estão sendo pressionadas pelo carvão e as usinas elétricas sendo pressionadas pelo gusa e pela sucata”, completou Faraco. 

Internamente, Faraco defendeu que o aço não tem participação significativa na inflação do país. “Alguns setores industriais têm dito que o aço está causando inflação e participa do núcleo da inflação. Segundo a FGV, a contribuição da inflação vinda do aço é marginal em relação à inflação que está se vendo no atacado do Brasil. O aço não pode ser, de forma alguma, responsabilizado pela inflação. Os componentes que estão levando à alta da inflação não estão correlacionados ao aço”, rebateu. 

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25/04/2022 11:04h

Mercado espera que os preços do aço acabado brasileiro subam ainda mais em abril devido aos custos elevados

Segundo pesquisa mensal realizada pela S&P Global Commodity Insights junto a produtores, distribuidores, traders e consumidores finais brasileiros entre o final de março e início de abril, o índice de evolução dos preços do aço acabado no Brasil ficou em 80 pontos – estável em relação a março – influenciado por 76% dos respondentes que esperam por ajustes adicionais. O índice varia de 0 a 100, com linha de corte em 50 pontos. Os dados acima desse valor indicam expectativa de aumento, e abaixo indicam expectativa de queda na comparação com o mês anterior. Uma leitura de 50 significa expectativa de estabilidade. 

A maioria dos participantes do mercado espera que os preços do aço acabado brasileiro subam ainda mais em abril devido aos custos elevados, além de uma maior alocação de material para o mercado internacional. Embora os produtores mencionem a alta dos custos como o motivo dos aumentos de 15% nos preços anunciados para as tabelas de abril, os consumidores afirmaram que, além desse fator, as usinas também aumentaram a atenção e volumes para o mercado de exportação – reduzindo a oferta nacional.

A avaliação Platts para o preço da bobina laminada a quente em 14 de abril ficou em R$ 6.275/mt, ou US$ 1.335,11/mt, ex-works, sem impostos, com base em uma faixa negociável de R$ 6.150-6.400/mt, enquanto o preço do vergalhão doméstico de 10 mm foi avaliado em R$ 4.900/t, ou US$ 1.042,55/t, ex-works, sem impostos, com base em uma faixa de negociações de R$ 4.800-5.000/t. "As usinas estão de olho na China para evitar uma enxurrada de produtos importados", disse um participante do mercado. 

Em relação aos preços das matérias-primas, cerca de 70% dos respondentes também veem os preços da sucata metálica e do carvão numa crescente ainda maior em abril, com um índice geral de 80 pontos - queda de 2,72 pontos em relação a março. Os produtores sinalizaram que tais custos permanecerão bastante elevados, com uma leitura de índice de 90. Todas as especificações de sucata ferrosa brasileira aumentaram entre 10% e 20% desde o início de abril, enquanto o carvão metalúrgico/coque importado tem sido limitado e sujeito às flutuações do mercado australiano e chinês, segundo dados verificados pela S&P Global Commodity Insights. "O frete continua pesando nas operações dos recicladores nacionais e a queda na oferta de sucata industrial - automotiva - contribui para o cenário de elevação dos preços em meio a compras firmes", disse um participante.
 

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Brasil 61