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TERMO DE USO E PARCERIA

TERMO DE USO E PARCERIA

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a) A utilização do material - na íntegra, ou em partes - só será permitida desde que as informações não sejam distorcidas, manipuladas ou alteradas.

b) Não é necessário a identificação do Brasil 61 na hora da replicação do conteúdo. Mas toda e qualquer veiculação de áudios produzidos pelo Brasil 61 prevê o cadastro no site, com a disponibilização de dados que serão utilizados para a organização do mailing desta empresa,

2º - OBRIGAÇÕES DO BRASIL 61

a) O Brasil 61 se compromete, a partir deste termo de uso, a produzir conteúdo particularizado diariamente, trazendo informações de dia-a-dia e bastidores do Planalto Central, além de outras temáticas de relevância do noticiário nacional. 

b) O acesso ao conteúdo jornalístico (na versão de leitura) é livre e gratuito, podendo ser replicado por qualquer usuário que acesse o site. O download do áudio para que seja utilizado na programação das rádios requer que o usuário realize o login no site do Brasil 61 - informando e-mail e senha cadastrados. 

3º - OBRIGAÇÕES DOS COMUNICADORES PARCEIROS

Não alterar o sentido dos materiais, ou distorcer fala de entrevistados ou mudar a conotação das mensagens dos materiais. 

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a) O Brasil 61 poderá distribuir conteúdo patrocinado com ou sem assinatura dos clientes patrocinadores do boletim e sem aviso prévio ao comunicador. 

b) As rádios parceiras não vão ter participação financeira sobre o faturamento do Brasil 61.

c) Os comunicadores podem patrocinar os conteúdos do Brasil 61, desde que não alterem o sentido e a conotação dos conteúdos oferecidos. Nesses casos, o Brasil 61 não terá participação nos lucros conquistados pelos veículos parceiros. 

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 Última atualização: 24 de dezembro de 2020 

Minas Gerais

Brasil Mineral
24/07/2021 03:00h

O estado arrecadou $ 1,9 bilhão nos seis primeiros meses de 2021

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A arrecadação da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (Cfem) em Minas Gerais cresceu 134% no primeiro semestre de 2021, em comparação com o mesmo período do ano passado. A informação é de balanço do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), feito com dados da Agência Nacional de Mineração (ANM).

Nos primeiros seis meses deste ano, o recolhimento dos royalties da atividade mineradora no estado chegou a R$ 1,9 bilhão, frente aos R$ 835 milhões recolhidos no primeiro semestre do ano passado.

Puxado pelo aumento no preço de commodities e minerais no mercado internacional e pela valorização do dólar em relação ao real, o resultado matém Minas na segunda colocação na arrecadação da contribuição, atrás do Pará. 

Em todo país, a arrecadação da CFEM, segundo o presidente-executivo do Ibram, Flávio Penido, mais do que dobrou no primeiro semestre de 2021, chegando a um valor de R$ 4,48 bilhões, o que representa um aumento de 111,7% com relação ao primeiro semestre do ano passado.

"Quatro ponto cinco bilhões em um semestre é uma substancial contribuição para os cofres públicos, principalmente dos municípios. É fácil imaginar, pelos valores apontados, a série de investimentos que é possível fazer pelos prefeituras e isso, sem dúvida, leva a uma melhora do IDH de cada município com esses investimentos."

Conceição do Mato Dentro (R$ 319 milhões), Itabirito (R$ 225), Congonhas (R$ 195), Mariana (R$ 171), Itabira (R$ 157), Nova Lima (R$ 152) e São Gonçalo do Rio Abaixo (R$ 128) estão no ranking dos 10 maiores arrecadadores da CFEM no semestre. 

No primeiro semestre de 2021, o faturamento da produção mineral em Minas Gerais foi de R$ 61 bilhões, um aumento de 122% em comparação com o mesmo período do ano passado (R$ 27 bi). Esse montante equivale a 41% do valor do faturamento total da produção mineral brasileira no período.

Brasil

O valor da produção mineral brasileira cresceu 98% no primeiro semestre de 2021, em comparação com o mesmo período de 2020, alcançando R$ 149 bilhões, contra R$ 75,3 bilhões no período anterior. O aumento foi puxado pelo minério de ferro, cujo valor da produção nos seis primeiros meses deste ano somou R$ 107,5 bilhões, o que representa um aumento de 135% em relação ao valor da produção do primeiro semestre de 2020, que foi de R$ 45,8 bilhões. 

O segundo item a impactar positivamente no valor da produção foi o minério de ouro, cuja produção somou R$ 13,7 bilhões, um crescimento de 46%. Já o cobre, que ocupou o terceiro lugar no valor da produção, teve um crescimento de 52%, com um total de R$ 8,1 bilhões no período.

Para o presidente do Conselho Diretor do Ibram, Wilson Brumer, esse crescimento no valor da produção mineral brasileira em 2021 é explicado pelo aumento de preços de algumas commodities minerais no mercado internacional e pela valorização do dólar em relação ao real. Os preços do minério de ferro, por exemplo, tiveram um aumento de 101,5% no período, passando de uma média de US$ 91,04 por tonelada para US$ 183,43/t. O preço médio do cobre, por sua vez, aumentou 65,8%, evoluindo de US$ 5.486,91/t para US$ 9.094,61/t. Já o níquel e o alumínio aumentaram, respectivamente, 41,5% e 41,0%. 

Quanto ao câmbio, a cotação do dólar em relação ao real passou de R$ 4,92 para R$ 5,38. Indagado sobre as perspectivas de crescimento da produção mineral até o final de 2021, Brumer afirmou que não se surpreenderá se o valor chegar a R$ 300 bilhões, já que acredita na manutenção dos preços – principalmente do minério de ferro – e numa taxa de câmbio não muito diferente da atual.

As exportações minerais também apresentaram bom desempenho, com uma variação positiva de 91,41% no período, passando de US$ 14,44 bilhões para US$ 27,65 bilhões. Como as importações minerais somaram US$ 3,14 bilhões, o saldo da balança comercial mineral foi de US$ 24,51 bilhões, um crescimento de 110,53%. E aqui novamente o minério de ferro foi decisivo, já que o valor das exportações passou de US$ 9,5 bilhões para US$ 21,5 bilhões, ou seja, mais 126%, embora, em tonelagem, as vendas ao exterior no período tenham registrado um crescimento de 15%. As outras substâncias minerais que tiveram crescimento nas exportações foram principalmente o cobre e o nióbio.

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22/07/2021 16:00h

Apoio emergencial será repassado pela Defesa Civil Nacional.

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A Defesa Civil Nacional vai repassar mais R$ 370 mil à cidade de Faria Lemos, em Minas Gerais. O município teve danos em sua infraestrutura pública após inundações ocorridas no mês de fevereiro. Os recursos serão usados na reconstrução de uma ponte e de uma estrada.  

Estados e municípios atingidos por desastres naturais podem solicitar recursos do Ministério do Desenvolvimento Regional, o MDR, para ações de resposta e de reconstrução de infraestrutura pública danificada. 

Karine Lopes, secretária de Proteção e Defesa Civil substituta, explica como os municípios devem fazer para solicitar o apoio emergencial.


“Para solicitar o recurso, o ente deve ter o reconhecimento federal de situação de emergência ou estado de calamidade pública. Os pleitos devem ser remetidos por meio do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres / S2iD. É importante que todos os municípios estejam cadastrados e com os cadastros atualizados”

LOC: O S2iD pode ser acessado em s2id.mi.gov.br. Também nesta semana, o município catarinense de Campo Erê, que passa por estiagem, recebeu recursos da Defesa Civil Nacional para a compra de óleo diesel para os veículos que fazem o transporte de água para a população.

Para saber mais sobre as ações de defesa civil do Ministério do Desenvolvimento Regional, acesse mdr.gov.br

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22/07/2021 12:30h

Campanha on-line "A Vida por um Fio" tem como objetivo alertar a população sobre os riscos do uso de cerol e linha chilena, e incentivar a denúncia do comércio ilegal desses materiais e dos locais onde são fabricados

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O Governo do Estado de Minas Gerais lançou a campanha on-line "A Vida por um Fio", que tem como objetivo alertar a população sobre os riscos do uso de cerol e linha chilena. Vídeos e peças gráficas serão compartilhados ao longo dos próximos dias abordando conscientização sobre a brincadeira segura com pipas. 

A campanha incentiva ainda a denúncia do comércio ilegal desses materiais e também dos locais onde são fabricados, por meio do Disque Denúncia Unificado (DDU), o 181, cuja ligação é gratuita e o anonimato é garantido. 

Um balanço do 181 registra 539 denúncias de comércio ilegal de linha chilena e cerol em Minas Gerais durante todo o ano de 2020. Em 2021, somente no primeiro semestre, já foram recebidas 426 denúncias. Em caso de flagrantes de alguém soltando pipa ou papagaio com linhas cortantes, a orientação é acionar o 190 ou a Guarda Municipal.

O governo ressalta que há uma lei estadual que veda a comercialização e o uso de linha cortante em pipas, em vigor desde dezembro de 2019. A multa para quem for flagrado vendendo linhas cortantes varia de R$ 3.590 a R$ 179 mil. Quando a linha cortante apreendida estiver com uma criança ou adolescente, os pais ou responsáveis legais serão notificados da autuação e o caso será comunicado ao Conselho Tutelar.

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Educação
12/07/2021 10:50h

Depois de quase um ano e meio longe das salas de aula, devido à pandemia da Covid-19, mais unidades retomaram a atividade presencial

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A partir desta segunda-feira (12) novas escolas retornam com as atividades pedagógicas presenciais na rede estadual de ensino de Minas Gerais. Depois de quase  um ano e meio longe das salas de aula, devido à pandemia da Covid-19, mais unidades voltam a receber os alunos. 

A rede estadual passará a contar com 751 escolas reabertas com atividades presenciais, respeitando rigorosamente os protocolos sanitários da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG). O novo passo só foi possível graças à melhoria dos índices epidemiológicos e do acompanhamento realizado nas primeiras unidades de ensino reabertas. 

Especialistas e lideranças educacionais defendem retomada das aulas presenciais

PNAE já repassou R$ 2.6 bi para merenda escolar aos estados e municípios

Com as novas determinações, 17 unidades de ensino, de 5 municípios que estavam em localidades enquadradas na onda vermelha, poderão começar com o acolhimento de professores para um retorno dos alunos após o recesso escolar. 

Além disso, com as novas determinações do Comitê Extraordinário Covid-19, com as atualizações nas ondas do Plano Minas Consciente, todas as regiões do estado estão aptas para o retorno das atividades presenciais nas escolas da rede pública estadual, desde que não haja impedimento por parte da prefeitura local.

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10/07/2021 17:00h

Em algumas cidades, autoridades de saúde afirmam que medida tem diminuído casos de pessoas que se recusam a receber vacina por causa do fabricante

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É crescente o número de municípios brasileiros que decidem mandar para o fim da fila de imunização as pessoas que se recusam a tomar ou querem escolher o fabricante da vacina contra a Covid-19. A medida adotada por gestores de saúde é uma reação aos cidadãos conhecidos como "sommeliers de vacinas”, que desconfiam da eficácia e segurança de alguns imunizantes usados no País. 
 
Em Itajubá, no sul de Minas Gerais, diante do aumento de casos em que algumas pessoas queriam escolher a vacina de acordo com a marca, a prefeitura publicou um decreto em que esses cidadãos são encaminhados para o fim da fila de imunização. Assim, apenas quando todos os maiores de 18 anos receberem a vacina, é que o grupo poderá receber o imunizante. 

Nilo Baracho, vice-prefeito e secretário municipal de Saúde de Itajubá, explica como funciona o protocolo junto a essas pessoas. “Quando há a recusa em receber aquela vacina que está disponível, a [área] técnica pede para a pessoa assinar um documento [afirmando] que está recusando. Esse termo também é assinado por duas testemunhas e, aí, essa pessoa é retirada da fila do sistema online que temos e é colocada no final da fila”, detalha. 

Segundo Nilo, o decreto está surtindo o efeito esperado. “Existem relatos dos nossos vacinadores que algumas pessoas tentaram escolher a vacina, mas quando foi falado que isso não era permitido e que, mediante essa situação deveriam assinar um termo em que eles falam que tem preferência pela vacina, foram demovidos dessa ideia e tomaram a vacina que estava disponível para eles”, confirma. 
 
O Ministério da Saúde já distribuiu mais de 61,5 mil doses de imunizantes para Itajubá. Dessas, 46.634 foram aplicadas, das quais 34.546 referentes à primeira dose e 12.088 relativas à segunda. A população vacinável (acima dos 18 anos) do município é de 76.158 pessoas. 

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Logística

Gestores de saúde que tomaram essa medida apontam que ela é necessária para evitar prejuízos ao processo de imunização da população local, uma vez que há uma ordem preestabelecida pelas autoridades de saúde. “A pessoa vai de um lugar para o outro para achar o imunizante que lhe convém. Além de criar a sensação de que todos podem escolher, se não for tomada uma medida séria pelo poder público, em pouco tempo fica impossível se fazer a gestão de uma vacinação tão complexa como é a vacinação contra a Covid-19”, pontua Baracho.
 
No município de Fama, que possui pouco mais de dois mil moradores, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o prefeito decretou o “fim de fila” para os "sommeliers de vacinas” de modo preventivo, relata Edson Prado Futemma, secretário municipal de Saúde.
 
“Não são muitos os casos de pessoas que estão querendo escolher a vacina, mas para evitar, como a cidade é pequena, se um fala, ‘ah, eu escolhi tal vacina, porque é melhor’, isso vai passando muito rápido e, no final, acaba que muita gente ia querer escolher. Se deixar isso acontecer, pode atrasar o cronograma”, conta. 
 
Segundo ele, é necessário vacinar 92% de cada grupo para iniciar a vacinação dos grupos seguintes. “Se as pessoas começam a recusar a vacina, vai atrasar toda a programação”, avalia. Em Fama, quem se nega a tomar a vacina, também tem que assinar um termo de ciência em que assume estar “passando a vez” na fila.
 
A cidade já recebeu 2.100 doses de vacinas contra a Covid-19. Dessas, 1.683 foram aplicadas, das quais 1.214 referentes à primeira dose e 469 relativas à segunda. A população vacinável (acima dos 18 anos) do município é de 1.963 pessoas. 

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Escolha justificada?

Atualmente, o Plano Nacional de Imunização (PNI) conta com imunizantes de quatro fabricantes. Por ordem de chegada ao País, são as vacinas CoronaVac, AstraZeneca/Oxford, Pfizer e Janssen. Além de diferir quanto à tecnologia empregada, há diferenças na quantidade de doses necessárias para a imunização — no caso da Janssen, é de apenas uma dose por pessoa — e nos efeitos colaterais.
 
Mesmo assim, o médico e especialista em infectologia, Leandro Machado, explica que não há motivo razoável para que as pessoas queiram escolher a “marca” da vacina. “Os efeitos colaterais em vacinas já são esperados e conhecidos. Quando vocês levavam seus filhos ou quando vocês iam tomar vacina quando eram crianças, a gente já espera os efeitos colaterais, como dor no braço, febre, falta de apetite.  A grande maioria dos efeitos, [em] quase 100% das pessoas, são leves. É muito, mas muito raro ter um efeito grave”, diz. 
 
Para Machado, além de atrasar o PNI, a escolha por vacinas pode, sem o devido controle, impedir que alguns grupos tenham acesso a imunizantes que lhes sejam mais adequados. “Os pacientes renais crônicos, por exemplo, têm vacinas específicas que são voltadas para esse público. Se a gente acaba usando em um público que poderia estar usando qualquer vacina, nós deixamos de vacinar uma parte importante da população. Então, qual é a melhor vacina? É a vacina que entrar no seu braço. Simples. Essa é a melhor vacina”, orienta.

Medida se amplia

O fim de fila para quem escolhe vacina já ocorre em diversas cidades do País. No estado de São Paulo, municípios como Campinas, São Caetano do Sul e São Bernardo do Campo já adotam a medida. Em outros locais, autoridades se movimentam para adotar a prática. É o caso de Curitiba, onde um vereador propôs um projeto de lei para a causa. 
 
Em Alagoas, o presidente da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), Hugo Wanderley, está recomendando que prefeitos e secretários de saúde municipais também apliquem a regra do fim de fila. Segundo ele, as recusas têm ocorrido em diversas cidades do estado, o que seria “injustificável”. Wanderley deve se reunir com os gestores e representantes do Conselho de Secretários Municipais de Saúde (Cosems) nesta segunda-feira (12) para debater a medida.
 
“Essa medida é importante e necessária para que nós possamos manter a eficiência e celeridade do plano de imunização. Não há justificativa para que as pessoas recusem uma vacina em detrimento de outra. Todas as vacinas ofertadas em nosso País têm eficiência e eficácia comprovadas e têm salvado milhões de vidas”, afirma. 

 

Vacinação

Até o início da tarde de sábado (10), o Ministério da Saúde distribuiu quase 144 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19. Dessas, cerca de 110 milhões foram aplicadas na população, sendo 81,1 milhões referentes à primeira dose e 28,9 milhões à dose de reforço. 
 
Até o momento, 531.688 pessoas morreram por causa da doença. O País registra pouco mais de 19 milhões de casos confirmados e cerca de 17,4 milhões de recuperados. Acesse as informações sobre a Covid-19 no seu estado e município em brasil61.com/painelcovid.  

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06/07/2021 16:00h

Os recursos irão para os municípios de Monte Alegre (PA), Nhamundá (AM), Santa Cruz do Escalvado (MG) e São Lourenço do Oeste (SC); dinheiro poderá ser empregado em no socorro à população afetada, restabelecimento de serviços essenciais e recuperação de infraestruturas danificadas

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A Defesa Civil Nacional vai repassar mais de R$ 2,5 milhões a quatro cidades do País atingidas por desastres naturais. 

No Amazonas, o município de Nhamundá terá mais de um R$ 1,5 milhão para a compra de cestas básicas, material de limpeza e dormitório e aluguel de embarcações. 

Já no Pará, a cidade de Monte Alegre vai receber mais de R$ 840 mil para a aquisição de comida, material de limpeza e dormitório e água potável. Os dois municípios do Norte foram atingidos por inundações.

Em Santa Catarina, São Lourenço do Oeste terá acesso a mais de R$ 240 mil para a compra de combustível e aluguel de caminhão-pipa em resposta à estiagem. 

E em Minas Gerais, Santa Cruz do Escalvado vai receber R$ 58 mil para a reconstrução de uma contenção em gabião danificada por chuvas intensas.

Estados e municípios de todo o Brasil podem solicitar recursos do Ministério do Desenvolvimento Regional, o MDR, para resposta aos desastres naturais e reconstrução de infraestrutura pública danificada.

O coronel Alexandre Lucas, secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, explica como pode ser utilizado o repasse.

TEC/SONORA: Alexandre Lucas  

“Os recursos da defesa civil nacional podem ser empregados de três formas: socorro da população afetada, restabelecimento de serviços essenciais e recuperação de infraestruturas danificadas pelo desastre”

LOC: Além das ações de resposta, o MDR reconheceu nesta terça-feira, 6 de julho, a situação de emergência em nove cidades de Roraima por conta de chuvas intensas. 

Para saber mais sobre as ações de defesa civil do Ministério do Desenvolvimento Regional, acesse mdr.gov.br

Reportagem, Hermano Freitas

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Desenvolvimento Regional
01/07/2021 16:50h

Os recursos serão usados para a reconstrução de bueiros e bocas de lobo danificadas

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A Defesa Civil Nacional vai repassar recursos a duas cidades da Região Sudeste atingidas por chuvas intensas. Serão 50 mil reais para Alto Jequitibá, em Minas Gerais, e 21 mil para Alegre, no Espírito Santo. Os recursos serão usados para a reconstrução de bueiros e bocas de lobo danificadas.

Estados e municípios de todo o País podem solicitar recursos do Ministério do Desenvolvimento Regional, o MDR, para resposta aos desastres naturais e reconstrução de infraestrutura pública danificada. 

O coronel Alexandre Lucas, secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, explica como pode ser utilizado o repasse.

“Os recursos da defesa civil nacional podem ser empregados de três formas: socorro da população afetada, restabelecimento de serviços essenciais e recuperação de infraestruturas danificadas pelo desastre”

Todo o procedimento de solicitação de recurso deve ser feito pelo S2iD, o Sistema Integrado de Informações sobre Desastres. A ferramenta pode ser acessada em s2id.mi.gov.br.

Além dos municípios no Sudeste, foram liberados recursos para Itacoatiara, Maraã e Japurá, no Amazonas, São Geraldo do Araguaia, no Pará, Coronel Vivida, no Paraná, e Frederico Westphalen, no Rio Grande do Sul.

Para saber mais sobre as ações do Ministério do Desenvolvimento Regional, acesse mdr.gov.br.

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28/06/2021 03:00h

Com o objetivo de simplificar a legislação de tributos, o senador Carlos Viana (PSD-MG), acredita que a Reforma Tributária é uma discussão que precisa ser encarada pelo Congresso para que o estado e o País possam voltar a crescer economicamente

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Entre janeiro e maio deste ano, o estado de Minas Gerais arrecadou um total de R$ 25,12 bilhões de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). O total representa uma variação positiva de 26,17% frente ao mesmo período do ano passado. Em 2020, a Unidade da Federação coletou R$ 19,91 bilhões referentes ao tributo. Os números são do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz).
 
Com o objetivo de simplificar a legislação de tributos, o senador Carlos Viana (PSD-MG) acredita que a Reforma Tributária é uma discussão que precisa ser encarada pelo Congresso para que o estado e o País possam voltar a crescer economicamente. “Reduzir e facilitar a vida de quem gera emprego e renda no Brasil, tornar a carga mais equilibrada, quem ganha menos paga menos e sem aumentar impostos, porque a sociedade não quer mais. Apenas com equilíbrio e a reorganização”, destacou.


  
O atual sistema tributário brasileiro é o responsável pela baixa competitividade do País, pelo quadro de estagnação da economia e pela perda da posição relativa da indústria no Produto Interno Bruto (PIB) nacional. Para o senador, as novas regras de cobranças de impostos, devem gerar ganhos não só para Minas Gerais, mas para todo o Brasil, que deve voltar a crescer economicamente com a aplicação do novo sistema. 
 
Segundo dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o estado possui, atualmente, PIB industrial de R$ 142,8 bilhões, equivalente a 10,9% da indústria brasileira. Ao todo, o setor emprega mais de 1 milhão de trabalhadores na indústria, cenário que pode ser potencializado com a aprovação da reforma. 

Melhorias no ambiente de negócios no País depende da resolução de problemas do Custo Brasil

Governo federal anuncia que Plano Safra 2021/2022 vai contar com R$ 251,2 bi
 
Segundo o advogado tributarista Arthur Calaça, do escritório Cypriano e Barbosa Advogados, o alto número de normas tributárias em vigor causa um comprometimento na segurança jurídica. “Caso a Reforma Tributária venha a reduzir complexidades e a tornar o ambiente de negócios do Brasil mais favorável, existe uma tendência normal de um estímulo também à atividade industrial interna”, pontuou.

Vantagens

Dados que englobam pesquisas de profissionais renomados – que fazem parte de instituições como o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a LCA Consultores e a Fundação Getúlio Vargas (FGV) – apontam que a Reforma Tributária Ampla pode aumentar em até 20% o ritmo de crescimento do PIB do Brasil nos próximos 15 anos.
 
Esse resultado será consequência de ganhos de competitividade da produção nacional em relação aos competidores externos e da melhor alocação dos recursos produtivos.
 
De acordo com o IPEA, por exemplo, com as alterações na forma de se cobrar impostos no Brasil, a pressão dos tributos poderá sofrer uma queda para o cidadão de menor renda, contribuindo para a diminuição das desigualdades sociais.

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25/06/2021 18:30h

Quilombolas foram incluídos como grupo prioritário no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19

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Com a inclusão dos povos quilombolas nos grupos prioritários no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19, os 11 municípios da microrregião de Januária vacinaram mais de sete mil pessoas dessas comunidades. De acordo com o IBGE, Minas Gerais é o segundo estado com o maior número de localidades quilombolas, ficando atrás apenas da Bahia. 

A região de Januária é uma das que possui o maior número de quilombolas do estado, aproximadamente 11.975, de acordo com o IBGE. Os municípios que compõem a microrregião são: Bonito de Minas, Manga, São Francisco, Matias Cardoso, Chapada Gaúcha, Januária, Montalvânia, Pedras de Maria da Cruz, Cônego Marinho, Juvenília e Pintópolis. 

Número de quilombolas vacinados com a primeira e a segunda dose na microrregião de Januária, de acordo com o  Painel Nacional de Vacinação contra a Covid-19, do Ministério da Saúde:

Januária – primeira dose: 2.777 / segunda dose: 68
Manga – primeira dose: 1.543 /  segunda dose: 564
São Francisco – primeira dose: 885 /  segunda dose: 9
Matia Cardoso – primeira dose: 330 /  segunda dose:  8
Chapada Gaúcha – primeira dose: 578 /  segunda dose: 8
Pedras de Maria da Cruz – primeira dose: 490 /  segunda dose:  2
Cônego Marinho – primeira dose: 73 /  segunda dose: 53
Bonito de Minas – primeira dose: 824 /  segunda dose: 2
Juvenília, Pintópolis e Montalvânia – até o fechamento desta reportagem, os municípios não disponibilizaram os dados no Painel. 

A coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Francieli Fantinato, explica a importância da vacina nos grupos prioritários. “As comunidades quilombolas são populações que vivem em situação de vulnerabilidade social. Elas têm um modo de vida coletivo, os territórios habitacionais podem ser de difícil acesso e muitas vezes existe a necessidade de percorrer longas distâncias para acessar os cuidados de saúde. Com isso, essa população se torna mais vulnerável à doença, podendo evoluir para complicações e óbito.”

A transmissão do vírus da Covid-19 tende a ser mais intensa em povos e comunidades quilombolas, devido a maneira como estão condicionados na sociedade. Dessa forma, o Ministério da Saúde alerta que o controle de casos e vigilância nestas comunidades impõem desafios logísticos, de forma que a própria vacinação teria um efeito protetor altamente efetivo.

A secretária de Saúde de Bonito de Minas, Lilian Xavier, reforça que a população quilombola possui um nível elevado de vulnerabilidade e está suscetível a um maior impacto ocasionado pela Covid-19. “Os quilombolas, por serem um grupo de maior vulnerabilidade, têm o risco mais elevado para quadros graves e óbitos pela doença, necessitando de maior proteção, que é fornecida pela vacinação”, alerta.

Segundo a Organização Mundial da Saúde – OMS, a imunização é uma das principais formas de combater o novo coronavírus. Conforme o Ministério da Saúde, todos os imunizantes usados no Brasil passam por rigorosos testes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa.  A vacina não impede que a pessoa contraia o vírus, mas contribui para que a doença não se desenvolva para um quadro clínico mais grave e, consequentemente, ao óbito.
Imunizados, sim!

Quatro trabalhadores quilombolas de serviços gerais, da Comunidade Quilombola de Mandus, se infectaram com vírus da Covid-19 e, após cumprirem a quarentena e passado por um longo período da infecção, conseguiram se vacinar. Marcos Barcellona, um dos integrantes desse grupo e presidente da associação dessa comunidade, conta sobre sua experiência e faz um alerta sobre o vírus.

“Trabalho com serviços gerais. Eu e meus colegas de trabalho pegamos a Covid-19. Não fizemos tratamento pois nossos sintomas foram leves, febre, dor de cabeça, dor nos olhos, dor no corpo e perda de paladar. Infelizmente, o contágio aconteceu, mas todos nós tomamos a primeira dose da vacina”, conta Marcos.

O quilombola ainda faz uma ressalva: “Estamos trabalhando de máscara, mesmo com o calor que faz aqui. Trabalhamos de máscara e usamos álcool gel sempre que necessário. A nossa política é a política da prevenção. A política da prevenção é a que está salvando vidas.”

Marcos Barcellona, presidente e líder da Associação Remanescente de Quilombolas Mandus, recebe a primeira dose do imunizante contra a Covid-19. Foto: Arquivo Pessoal/Marcos Barcellona

Em outra região, o líder quilombola da Comunidade Cabeceira de Rancharia, Itamar Salobo, revela estar muito contente por ter recebido a vacina e diz que não houve resistência em sua comunidade para receber o imunizante. “A sensação de receber a vacina foi de muita alegria, a gente não esperava que iria ter essa prioridade, então, ficamos muito felizes e agradecemos a Deus também. Não houve nenhuma resistência de nenhum (quilombola), todos receberam a primeira dose muito alegre e satisfeitos”, relatou Itamar, que ainda fez um apelo a todos os quilombolas do País que não quiseram receber o imunizante: “Tomem a vacina. Essa é a melhor forma de combater o vírus.”

Proteja-se

Se você sentir febre, cansaço, dor de cabeça ou perda de olfato e paladar procure atendimento médico imediato. A recomendação do Ministério da Saúde é que a procura por ajuda médica deve ser feita imediatamente ao apresentar os sintomas, mesmo que de forma leve. Mesmo com a vacinação, é preciso seguir com os protocolos de segurança, como: o uso de máscara, higienização frequente das mãos com água e sabão ou álcool 70%; manutenção dos ambientes limpos e evite aglomerações. 

Carteira de Vacinação 

Por meio do aplicativo “Conecte SUS”, lançado pelo Ministério da Saúde, é possível acompanhar seu histórico clínico, dados de vacinas e medicamentos retirados. Além disso, é possível encontrar as unidades de saúde mais próximas de sua casa. A partir do momento que os usuários receberem os imunizantes contra a Covid-19, já podem consultar o aplicativo: o tipo de vacina aplicada, a data em que foi tomada a dose e o lote de fabricação. O Conecte SUS também emite o Certificado Nacional de Vacinação para o coronavírus. Ele pode ser acessado pela internet e está disponível no Google Play e na App Store.

Vacinação em Minas Gerais

De acordo com o Vacinômetro de Minas, o estado recebeu do Ministério da Saúde 12.663.304 doses da vacina contra a Covid-19. Segundo dados da pasta, 66.503 imunizantes foram aplicadas em povos quilombolas ao longo do estado. Fique atento ao calendário de imunização do seu município. Proteja-se. Juntos podemos salvar vidas! 

Serviço

Quilombolas que vivem em comunidades quilombolas, que ainda não tomaram a vacina, devem procurar a unidade básica de saúde do seu município. Para saber mais sobre a campanha de vacinação em todo o país, acesse gov.br/saude.

Veja como está a vacinação Quilombola no seu município


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25/06/2021 17:00h

Cerca de 68% da população quilombola de Capelinha tomou a primeira dose da vacina. Em Berilo, município que integra a região, 89% dos quilombolas deram o primeiro passo para a imunização

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Moradores das comunidades quilombolas da microrregião de Capelinha, em Minas Gerais, deram o primeiro passo para a imunização contra a Covid-19. A região de Capelinha abrange as cidades de Berilo, Itamarandiba, Francisco Badaró, Minas Novas, Capelinha, Angelândia, Chapada do Norte, Jenipapo de Minas, Leme do Prado e José Gonçalves de Minas. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 12 mil quilombolas moram na região. Desse número, 8.248 tomaram a primeira dose da vacina contra o coronavírus, o equivalente a 68,7% da população quilombola, segundo painel do Ministério da Saúde. 

Número de quilombolas que tomaram a vacina na região de Capelinha:

Município 1ª Dose 2ª Dose
Itamarandiba 419 1
Francisco Badaró 491 1
Minas Novas 1099 9
Capelinha 970 6
Angelândia 208 0
Chapada do Norte 1349 12
Berilo 2826 13
Jenipapo de Minas 577 0
Leme do Prado 98 0

*Dados do dia 24/06/2021

Berilo é o município que concentra o maior número de quilombolas, com 3.169 moradores. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, cerca 89% da população quilombola acima dos 18 anos tomou a primeira dose da vacina AstraZaneca, produzida no Brasil pela Fundação Oswaldo Cruz. Até o último boletim epidemiológico divulgado pela prefeitura, no dia 23 de junho, a pequena cidade, que fica distante 350 km de Belo Horizonte e possui pouco mais de 12 mil habitantes, registrou 152 casos de contaminação pela Covid-19, sendo que 21 foram entre quilombolas. A cidade não registrou nenhum óbito. 

A coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Francieli Fantinato, explica, no entanto, a importância da vacina nos grupos prioritários. “As comunidades quilombolas são populações que vivem em situação de vulnerabilidade social. Elas têm um modo de vida coletivo, os territórios habitacionais podem ser de difícil acesso e muitas vezes existe a necessidade de percorrer longas distâncias para acessar os cuidados de saúde. Com isso, essa população se torna mais vulnerável à doença, podendo evoluir para complicações e óbito.”

Berilo é um dos poucos municípios brasileiros que não registrou nenhuma morte em decorrência da doença desde o início da pandemia. Para a secretária municipal de Saúde, Liliane Rodrigues Ferreira, os números baixos são resultado de um trabalho de conscientização. “Não tivemos nenhum óbito. Nós não fizemos lockdown nenhuma vez. Em 2020, não era a nossa gestão, mas foi feito o trabalho de prevenção, orientação, campanhas de conscientização e, naquele momento, a população acatou muito bem”, disse Liliane. 
 
Apesar de a maioria dos quilombolas terem sido vacinados, algumas pessoas ainda estão resistindo em tomar o imunizante devido à falta de informações. Geralda Gomes Oliveira, de 68 anos, moradora da Comunidade Quilombola de Caititu do Meio, disse que não tomou a primeira dose da vacina por sentir medo, mas mudou de ideia depois que seus irmãos foram imunizados. “Antes eu não conhecia ninguém que tinha tomado a vacina. Não tinha vontade de tomar [a vacina], pois tinha medo. Mas já que veio para minha comunidade, eu vacinei. Conheci muita gente que se vacinou e não teve reação”, declarou. 

Proteja-se

De acordo com o Ministério da Saúde, todos os imunizantes utilizados aqui no Brasil passaram por testes e são totalmente seguros, como explica a coordenadora Francieli Fantinato. “Todas as vacinas de Covid-19 que estão disponíveis hoje, no Programa Nacional de Imunizações (PNI), são seguras. Seja para a população quilombola, ou seja, para a população em geral. Então todas elas passaram pela avaliação da agência regulatória e comprovaram a sua eficácia e segurança”, ressaltou.


Francieli ressalta que é comum algumas pessoas apresentarem reações leves após tomarem a vacina. No entanto, ela garante que o imunizante é seguro. “Na maioria das pessoas, esses eventos são leves. Os eventos mais comuns observados, em relação à vacina contra a Covid-19, são dor de cabeça, dor no local da aplicação, febre, náuseas, dores no corpo, tosse e até mesmo diarreia. Em caso de eventos adversos pós vacinação, orienta-se que os indivíduos procurem a unidade de saúde para ser acompanhados pelo serviço.”

Os quilombolas são grupo prioritário no calendário nacional de vacinação. A vice-presidente da Associação Quilombola dos Produtores e Artesãos do Quilombo Barra do Ribeirão Bau e Sanim, Maria das Neves, faz apelo para que todos os quilombolas se vacinem “Gostaria de pedir a todos, principalmente os quilombolas, que valorizem, aproveitam esse direito nosso. É uma oportunidade que estamos tendo de vacinar. A vida é muito importante. E, como quilombolas, nós somos do quilombo, nós temos que aceitar, respeitar e lutar bravamente em busca dos nossos direitos. Procure as suas comunidades. Quem não foi vacinado ainda, que vá atrás, vá em busca dos seus direitos”, pediu. 

Após a vacinação, continue seguindo os protocolos de segurança: use máscara de pano, lave as mãos com frequência com água e sabão ou álcool 70%; mantenha os ambientes limpos e ventiladores e evite aglomerações. Se você sentir febre, cansaço, dor de cabeça ou perda de olfato e paladar procure atendimento médico imediato. A recomendação do Ministério da Saúde é que a procura por ajuda médica deve ser feita imediatamente ao apresentar os sintomas, mesmo que de forma leve.

Vacinação em Minas Gerais

De acordo com o Ministério da Saúde, 13.292.074 doses da vacina contra a Covid-19 foram enviadas para Minas Gerais. Dessas, 8.247.075 foram aplicadas, sendo 5.869.532 aplicadas como primeira dose e 2.377.543 como segunda dose.  Em relação às doses aplicadas nas comunidades quilombolas, o boletim da Secretaria de Saúde do Estado aponta que Minas vacinou 100% da população com a primeira dose e 7,42% com a segunda dose da vacina. Fique atento ao calendário de imunização do seu município. Para saber mais sobre a campanha de vacinação em todo o país, acesse gov.br/saude.

Serviço

Quilombolas que vivem em comunidades quilombolas, que ainda não tomaram a vacina, devem procurar a unidade básica de saúde do seu município. Para mais informações, basta acessar os canais online disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Acesse o portal saude.gov.br/coronavirus ou baixe o aplicativo Coronavírus – SUS. Pelo site ou app, é possível falar com um profissional de saúde e tirar todas as dúvidas sobre a pandemia.

Veja como está a vacinação Quilombola no seu município

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