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TERMO DE USO E PARCERIA

TERMO DE USO E PARCERIA

Regras de Uso

1º - A utilização gratuita e livre dos materiais produzidos pelo Brasil 61 só será permitida depois que este termo de parceria for aceito pelo usuário, prevendo as seguintes regras:

a) A utilização do material - na íntegra, ou em partes - só será permitida desde que as informações não sejam distorcidas, manipuladas ou alteradas.

b) Não é necessário a identificação do Brasil 61 na hora da replicação do conteúdo. Mas toda e qualquer veiculação de áudios produzidos pelo Brasil 61 prevê o cadastro no site, com a disponibilização de dados que serão utilizados para a organização do mailing desta empresa,

2º - OBRIGAÇÕES DO BRASIL 61

a) O Brasil 61 se compromete, a partir deste termo de uso, a produzir conteúdo particularizado diariamente, trazendo informações de dia-a-dia e bastidores do Planalto Central, além de outras temáticas de relevância do noticiário nacional. 

b) O acesso ao conteúdo jornalístico (na versão de leitura) é livre e gratuito, podendo ser replicado por qualquer usuário que acesse o site. O download do áudio para que seja utilizado na programação das rádios requer que o radialista realize o login no site da Agência do Rádio - informando e-mail e senha cadastrados. 

3º - OBRIGAÇÕES DOS COMUNICADORES PARCEIROS

Não alterar o sentido dos materiais, ou distorcer fala de entrevistados ou mudar a conotação das mensagens dos materiais. 

ADENDOS IMPORTANTES SOBRE A PARCERIA

a) O Brasil 61 poderá distribuir conteúdo patrocinado com ou sem assinatura dos clientes patrocinadores do boletim e sem aviso prévio ao comunicador. 

b) As rádios parceiras não vão ter participação financeira sobre o faturamento do Brasil 61.

c) Os comunicadores podem patrocinar os conteúdos do Brasil 61, desde que não alterem o sentido e a conotação dos conteúdos oferecidos. Nesses casos, o Brasil 61 Mais não terá participação nos lucros conquistados pelos veículos parceiros. 

Ao clicar em ACEITO, a emissora aqui cadastrada afirma concordar e estar ciente de todas as condições apresentadas neste Termo de Utilização de Conteúdo.

Minas Gerais

08/07/2020 00:00h

Iniciativa quer diminuir propagação da covid-19 e aprimorar assistência aos pacientes; governo do Ceará e prefeitura de Uberlândia já adotam telemedicina

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Anunciada no final de abril, a iniciativa do Ministério da Saúde que visa ofertar consultas não presenciais a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), no âmbito da Atenção Primária, já conta com mais de 5.956 profissionais cadastrados para esse tipo de atendimento. A ideia é que o serviço ajude a diminuir a propagação do novo coronavírus, além de aprimorar a assistência à população.

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O Consultório Virtual de Saúde da Família, como é denominado, está sendo implementado em três etapas. Na primeira fase, os gestores municipais cadastraram os profissionais da APS que vão atender remotamente. A segunda fase é a validação da lista dos profissionais cadastrados em duas bases de dados: Conselho Federal de Medicina (CFM) e Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES). Essa é a etapa atual em que se encontra o projeto.  

Na terceira e última fase, após todo o processo de conferência dos dados, é feito contato com os médicos para passar informações sobre a certificação digital ICP-Brasil e sobre o uso da plataforma.

Na avaliação da enfermeira e professora de saúde coletiva da Universidade de Brasília (UnB), Carla Pintas, a medida representa uma evolução no que diz respeito à comodidade do paciente, pois ele não precisa se deslocar até uma unidade de saúde, o que reduz riscos durante a pandemia.  

“Incorporar a telemedicina é fundamental hoje na atenção primária. A gente deve dar conta de fazer o acompanhamento regular desses pacientes. Muitas vezes, não é só a consulta em si, é também a unidade retornar a ligação para o paciente, perguntar como tem sido a utilização de alguns medicamentos, como ele tem se sentido”, explica.

O cidadão poderá marcar a consulta ao fazer uma solicitação de agendamento junto à equipe de saúde que, normalmente, o atende no dia-a-dia. A consulta virtual poderá ocorrer tanto por telefone, quanto por videoconferência. Vai depender da familiaridade do paciente com cada canal de comunicação. No caso de atendimento por vídeo, os médicos vão enviar o endereço eletrônico da consulta aos pacientes.

Quem teve uma experiência semelhante ao que o Ministério da Saúde pretende implantar foi Maria Eunice Fernandes, de 73 anos, moradora de Sobral, no Ceará. A professora aposentada conta que já teve câncer e sofre com outros problemas de saúde, como pressão alta.

Com receio de estar contaminada com covid-19, Eunice foi atendida por médicos especialistas via teleconsulta. Com todas as informações e orientações recebidas pelos profissionais, conta que ficou satisfeita com atendimento à distância.

“Eles me deram dicas de como lavar bem as mãos, usar máscaras, álcool em gel e como higienizar a casa de modo geral. Para mim, foi ótimo falar com eles, pois me senti bem assistida”, relata a paciente.

No Ceará, o teleatendimento, por meio da plataforma Plantão Coronavírus, já realizou cerca de 360 mil atendimentos via chat automatizado e 63 mil por meio do WhatsApp (85) 98439-0647. A iniciativa teve início em abril e trata-se de uma parceria entre a Secretaria de Estado da Saúde (SESA) e o Laboratório de Inovação e Dados do Governo do Ceará.

A secretária Executiva de Vigilância e Regulação da SESA, Magda Almeida, esclarece que as dúvidas mais frequentes das pessoas atendidas são referentes à covid-19. Ressalta que a plataforma ajuda a detectar casos suspeitos, oferece orientação especializada com profissionais de saúde e informa sobre medidas de enfrentamento à pandemia.

“Nesse momento, foi importante evitarmos aglomerações, diminuir as filas dos serviços de saúde e manter uma avaliação de qualidade por profissionais da saúde. O telessaúde e o coronabot permitiram isso”, acredita.

Outro exemplo semelhante é praticado em Uberlândia (MG). A prefeitura disponibilizou um meio virtual para que as pessoas com sintomas suspeitos da covid-19 pudessem receber mais informações sobre a doença e atendimento médico por meio de uma consulta virtual. As consultas são realizadas por meio do WhatsApp (34) 9.9774-0616.

A assessora técnica da rede de urgência e emergência da Secretaria Municipal de Saúde, Soraya Guimarães, garante que a iniciativa foi bem aceita pela população e acredita que a medida pode ser estendida para além da pandemia.

“Isso facilitaria o acesso do usuário e diminuiria o número de pessoas dentro das unidades, reduzindo assim o risco de contaminação e transmissão da covid-19”, avalia.

Os atendimentos virtuais vão além de consultas para pacientes infectados pelo novo coronavírus. A jornalista Thays Estarque, 28 anos, mora em Brasília e conta que, ao perceber aumento do seu peso durante a pandemia, teve uma experiência positiva ao consultar uma nutricionista por meio de uma plataforma de videoconferência.

“Foi a primeira vez que fiz uma consulta virtual e eu não senti nenhuma diferença, tirando a fato de não poder me pesar ou colher o índice de massa corporal. Isso foi novo para mim. A questão de montar meu plano alimentar, de conversar como está minha alimentação, minha rotina, meu corpo e meu organismo, foi tudo a mesma coisa de uma consulta presencial, inclusive o mesmo tempo de duração”, revela.

Para o Consultório Virtual elaborado pelo Ministério da Saúde, a ideia é que sejam treinados cerca de 20 mil profissionais que atuam nas unidades de Saúde da Família para que possam acessar e navegar no sistema. O projeto prevê manutenção e suporte técnico aos médicos e enfermeiros por 24 horas, todos os dias.

Funcionamento

Por meio do Consultório Virtual, médicos, enfermeiros e multiprofissionais vão poder fazer teleconsultas e dar continuidade ao tratamento de pacientes com hipertensão e diabetes, por exemplo. A ferramenta on-line busca dar agilidade, comodidade e segurança no âmbito da Atenção Primária em Saúde.

O Ministério vai certificar, gratuitamente, os profissionais que aderirem às práticas de telemedicina e telessaúde. O Consultório Virtual é uma parceria entre a Secretaria de Atenção Primária à Saúde (SAPS) e o Hospital Albert Einstein. De acordo com o Ministério da Saúde, a iniciativa deve custar pouco mais de R$ 4 milhões.

A ferramenta vai permitir que os profissionais da Atenção Primária registrem a consulta à distância e emitam atestados e receitas. Para garantir a segurança dos dados, o suporte da plataforma vai permitir a emissão de certificação digital gratuita, com validade de cinco anos. Após o atendimento, a pessoa vai receber o resultado da consulta e uma pesquisa de satisfação.
 

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06/07/2020 05:00h

Prefeitura também precisa instalar sistema de esgoto em 6 meses. De acordo com o Ministério Público, ação é prevista na legislação e pode ser aplicada em outros municípios

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O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) condenou o município de Estiva, na região sul do estado, a pagar R$ 50 mil reais de danos morais coletivos por não ter saneamento básico. A ação foi movida pelo Ministério Público do estado (MPMG), que argumentou que a falta de sistema de tratamento de esgoto causa inúmeros prejuízos à saúde, à segurança e ao bem-estar da população, além de degradação ambiental. Isso porque os detritos são lançados, há muitos anos, em riachos.

De acordo com relatos de moradores, somente um bairro é atendido com o serviço de coleta de esgoto. Todo o resto depende de fossas ou de tubulações improvisadas, que levam os detritos até córregos que passam dentro do município.

“Em um período de chuvas fortes em fevereiro a tubulação de esgoto da rua onde eu moro entupiu de madrugada. Acordamos com a casa inundada. Tivemos muitas perdas. Soube que aconteceu a mesma situação em outras ruas. Presenciamos a falta de estrutura pessoal e técnica que a prefeitura tem. Ela ‘empurra com a barriga’ o saneamento, prioriza outras ações e deixa que esses eventos aconteçam com a população”, explica a engenheira Flávia Petta, 39, moradora de Estiva.

À justiça, o município se defendeu dizendo que não é simples implantar um sistema de tratamento de esgoto: a obra precisa de aprovação da Câmara dos Vereadores e de tempo para ser executada. Estiva é um dos 218 municípios mineiros que optaram por não fazer a concessão do esgotamento sanitário à Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). Contudo, a prefeitura não consegue fazer o tratamento de esgoto de toda a cidade.

Apesar de não conceder entrevista, a prefeitura respondeu à reportagem do portal Brasil 61 por meio de nota. Argumentou que o valor necessário para a obra corresponde a mais de 60% do orçamento do município. “Se optássemos pela realização da obra, serviços essenciais como saúde e educação estariam comprometidos. Esta é uma realidade da grande maioria dos municípios brasileiros”, se defendeu. Nossa equipe também procurou os vereadores da cidade, para repercutir o argumento da prefeitura, mas eles também não quiseram dar entrevista.

O advogado e professor de direito do Ibmec DF, Thiago Sorrentino, explica que muitos municípios do Brasil realmente vivem nessa realidade, mas que isso não é desculpa para que nada seja feito.

“Essas dificuldades orçamentárias não podem ser um obstáculo. Os municípios não estão sozinhos nessa luta pela superação dessas deficiências centenárias que nós temos. Eles precisam, além de aplicar seus próprios recursos, procurar apoio junto ao estado, a União e, agora com o novo marco do saneamento, até recursos privados para fazer frente a essas despesas e conseguir levar a toda população o sistema de saneamento”, defende.

Senado aprova novo marco do saneamento e abre caminho para atrair investimentos privados no setor

Minas Gerais gasta, por habitante, 22% a menos que a média nacional com saneamento básico

Em primeira instância, o juiz do TJMG deu o prazo de seis meses para que o município de Estiva pudesse obter as licenças ambientais e começasse a implantar uma rede ampla de esgoto. Caso contrário, precisaria pagar uma multa no valor de R$ 100 mil. Contudo, o Ministério Público recorreu, argumentando que a prefeitura precisa pagar uma indenização por não ter feito o serviço nos últimos anos, causando danos ao meio ambiente e à coletividade. Portanto, em segunda instância, a 8ª Câmara Cível do TJMG condenou o município a também pagar a indenização por dano moral ambiental. O dinheiro da multa será usado em ações de preservação ambiental no Município. Caso o mesmo não cumpra com a determinação da instalação da coleta de esgoto em seis meses, novas multas podem ser aplicadas.

Outros municípios também podem ser multados

O Promotor de Meio Ambiente Ricardo Linardi, do MPMG, que moveu a ação, explica que a deliberação 128 de 2008 do Conselho Estadual de Política Ambiental (COPAM) definiu prazos para que as cidades mineiras implantem sistemas de saneamento básico. Disse também que há leis claras em nível nacional e precedentes na justiça para punir municípios que causem dano ao meio ambiente por falta de saneamento.

“Esses prazos, em muitos municípios, já estão extrapolados. E como se sabe, no Brasil há um déficit muito grande de saneamento básico. Então essa ação que propusemos em Estiva, com certeza pode levar a medidas semelhantes de outros Ministérios Públicos estaduais”, analisa.

Veja abaixo a entrevista:

 

Hoje no Brasil, 46,9% da população, não é atendida com sistema de coleta e tratamento de esgoto. De acordo com a Lei do Saneamento, todos os municípios do Brasil precisam ter um plano municipal sobre os serviços de água, esgoto, lixo e drenagem das águas de chuva.


 

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02/07/2020 16:00h

Testes em células vivas infectadas com o vírus apresentaram resultados promissores, segundo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI)

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O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) procura 500 pacientes com a Covid -19, no município mineiro de Juiz de Fora para participar de estudos clínicos com o medicamento nitazoxanida. O objetivo da pesquisa é verificar se o vermífugo é capaz de inibir a replicação do vírus nesses pacientes com a mesma eficácia obtida em  testes com células vivas infectadas.

O titular da pasta, ministro Marcos Pontes, e o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), além de gestores locais, estiveram nesta semana  na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Santa Luzia, local onde vai ser feito a ação. 

Segundo o ministério, todos os interessados em participar do estudo clínico serão submetidos ao teste diagnóstico RT-PCR, que detecta a Covid-19, e só vão poder colaborar com a pesquisa aqueles com resultado positivo da doença.  A UPA de Santa Luzia está localizada na Rua Ibitiguaia, 1230, no bairro de Santa Luzia, em Juiz de Fora. 
 

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29/06/2020 00:00h

Projeto Monitoramento Covid Esgotos estima que número de infectados pode ser 18 vezes maior que o apurado

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O sexto boletim emitido pelo projeto-piloto Monitoramento Covid Esgotos mostra o quão poderosa pode ser essa ferramenta epidemiológica. Após oito semanas analisando o esgotamento sanitário de diversas regiões de Belo Horizonte, a equipe estimou que mais de 50 mil pessoas na região podem estar infectadas com o novo coronavírus, número quase 18 vezes superior ao divulgado pelos boletins epidemiológicos da Secretaria de Saúde do Estado. Isso porque a técnica consegue avaliar a carga genética do vírus dos dejetos de pessoas que são assintomáticas, ou seja, aquelas que carregam o coronavírus, mas não manifestaram os sintomas da doença.

O projeto é conduzido pela Agência Nacional de Águas (ANA) e pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Estações Sustentáveis de Tratamento de Esgoto (INCT), da UFMG, em parceria com a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (COPASA), o Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM) e a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG).

O último boletim divulgado pelo projeto trouxe resultado das amostras de esgoto coletadas nos sistemas de esgotamento sanitário das bacias do Arrudas e do Onça, em Belo Horizonte e Contagem (MG), o que apontou novo crescimento na detecção da Covid-19 no esgoto. 

Sérgio Ayrimoraes, superintendente de planejamento de recursos hídricos da ANA, explica que o objetivo do projeto era saber se seria possível a detecção e quantificação do coronavírus em amostras de esgotos. Como isso se mostrou efetivo, é chegada a hora de uma segunda etapa do projeto, ou seja, fazer com que a outra parceira, a Secretaria de Saúde, possa usar esses dados para melhorar as estratégias de enfrentamento da pandemia, como por exemplo o fortalecimento ou abrandamento do isolamento social.

“Agora temos como fazer uma estimativa da população infectada a partir dessa amostragem. Um dos principais objetivos do projeto é esse monitoramento indireto da população para que possamos estimar as pessoas infectadas, incluindo até as que não manifestaram os sintomas da doença, que são os portadores assintomáticos”, explica o superintendente.

Juliana Calabria, professora do Departamento de Engenharia Sanitária Ambiental da UFMG e uma das coordenadoras do projeto, explica que o que se pôde observar com esses últimos resultados foi uma evolução, um aumento no número de amostras que testaram positivo para a presença do material genético do coronavírus. 

“Isso quer dizer que aumentou a circulação do vírus em diferentes regiões onde fazemos o monitoramento, o que representa diferentes bairros da região de Belo Horizonte. Quando fizemos o cálculo da estimativa da população infectada baseada na carga viral encontrada no esgoto, vimos que nessas regiões a prevalência da doença, ou seja, o número de pessoas infectadas é maior.”

O último boletim comparou a população infectada estimada e o número de casos confirmados da Covid-19 divulgados pelos boletins epidemiológicos da prefeitura de Belo Horizonte. Segundo Juliana, na semana 7 o número de casos clínicos confirmados eram de 2.129 e estimativa do monitoramento para o mesmo período, baseado na carga viral do esgoto foi dez vezes superior, ultrapassando os 23 mil casos. Nesta última semana, o informe foi de que havia pouco mais de 2.800 infectados na região, mas a estimativa do projeto apontou que o número de infectados ultrapassou a barreira de 50 mil.

Ainda segundo dados do boletim, a estimativa de população infectada chegou a 11,7% da população atendida por uma das sub-bacias de esgotamento analisadas. Na semana anterior, cujas as coletas ocorreram de 1º a 5 de junho, a estimativa era de que 6,9% da população atendida estaria infectada pelo novo coronavírus.

Alternativa à baixa testagem
A especialista explica que a testagem direta, ou seja, clínica, é muito baixa no Brasil, assim, as estimativas do projeto conseguem mostrar a real prevalência da doença é maior. No entanto, ela ressalta que essa coleta no esgoto é uma testagem indireta, ou seja, serve como uma ferramenta complementar de vigilância epidemiológica. 

“Como estamos fazendo amostragem em diferentes regiões, temos ao longo do tempo, um acompanhamento da evolução da circulação do vírus nessas diferentes localidades, o acompanhamento do número estimado de pessoas infectadas. Com os parâmetros que adotamos, que são parâmetros conservadores, podemos ter uma ideia da disseminação do vírus, já que a testagem clínica é muito baixa”, ressalta.

Como a prevalência naquelas regiões foi apontada como alta, a Secretaria de Saúde de Minas Gerais pode, agora, de posse dessas informações, intensificar ações nesses diferentes bairros. Dentre as ações estão o aumento da testagem clínica na população dessas regiões específicas, os inquéritos epidemiológicos ou até mesmo a aplicação de testes sorológicos rápidos. “A ideia é que a secretaria se aproprie desses dados para que possa nortear mais ações de enfrentamento, ou ainda direcionar esforços para uma área mais específica”, relata.

Em outros estados
Já existem outras várias iniciativas no Brasil. O projeto é da Agência Nacional de Águas e INCT da UFMG. Como outras sete universidades federais são parceiras do instituto mineiro, elas também já começaram a fazer coletas de amostras nas suas respectivas cidades. A Universidade Federal de Pernambuco ainda vai começar a coletar amostras, mas outras unidades em outros estados, como Paraná, São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro já iniciaram o monitoramento dos esgotos, algumas delas amparadas na expertise da UFMG. 

“Infelizmente ainda não há uma articulação nacional coordenada e integrada”, lamenta Juliana. “Esperamos que isso possa acontecer.”
Sérgio Ayrimoraes, superintendente da ANA, explica que o projeto tem se mostrado como um indutor de outras ações que também estão acontecendo no país, que é outro objetivo desse projeto piloto. 

“A ANA, com abrangência de caráter nacional, tem essa preocupação, seja de apoiar, seja de acompanhar, seja servir de exemplo para que outras regiões adotem os protocolos, os procedimentos, a metodologia e a gente tenha uma estratégia que não se restringe a uma só região, como Belo Horizonte, mas que possa compor uma estratégia de caráter mais amplo nacionalmente”, aponta.

Segundo Sérgio, o Ministério da Saúde já tem recebido as informações de todas as regiões que estão desempenhando projetos similares para somar às estratégias nacionais que estão sendo criadas, mas, por enquanto, não há planos para uma estratégia nacional de monitoramento do esgoto em relação à Covid-19. 
 

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25/06/2020 11:25h

Senador do PSD-MG acredita que a nova regulamentação para o setor de saneamento básico pode trazer a universalização dos serviços de coleta de esgoto e água tratada.

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O novo marco do saneamento pode ser a alavanca que o Brasil precisa para corrigir a histórica falta de investimento e baixa cobertura dos serviços de água tratada e coleta de esgoto. Na avaliação do senador Carlos Viana (PSD-MG), a entrada da iniciativa privada no setor por meio de licitações pode ser determinante para a melhoria do atendimento à população.

“Muitos municípios de Minas Gerais não conseguem fazer o tratamento [de água e esgoto]. Quando tem, a empresa estatal não atende da maneira correta porque não consegue o dinheiro para investimento necessário. No futuro, poderemos fazer com que os municípios se juntem em microrregiões para contratar empresas que não sejam a estatal e abrir o tratamento de água para todos”, acredita o parlamentar.

A expectativa do senador é que o novo marco do saneamento ajude também na redução com gastos públicos. “Vai auxiliar no combate à mortalidade infantil, em que as cidades terão melhor qualidade de vida, e também a redução do orçamento da saúde, porque esgoto e água tratada é dar às pessoas melhor qualidade de vida”, ressalta Carlos Viana. 

Fundamentado no modelo concorrencial entre empresas públicas e privadas, a nova lei estabelece que os contratos em vigor podem ser prorrogados por até 30 anos. A condição é que cumpram metas até o final de 2033, limite máximo estabelecido pelo Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab) para que o fornecimento de água potável e coleta e tratamento de esgoto sejam universalizados. 

Já os novos contratos entre municípios e empresas operadoras passam a ser de concessão, com abertura de licitação e escolha da melhor proposta em termos técnicos e econômicos. Atualmente, a maioria dos acordos, conhecidos como contratos de programa, é feita sem concorrência e não preveem metas de cobertura e expansão dos serviços. 

O senador Fabiano Contarato (Rede-ES) avalia a abertura de mercado como “benéfica”, com a possibilidade de universalização dos serviços de saneamento básico. “Nossa triste realidade é que ainda mais de 35 milhões de pessoas sobrevivem sem água encanada em casa. Temos, portanto, de trabalhar a favor do saneamento básico universalizado”, pontua.

Outra novidade é a formação de blocos regionais, onde uma empresa escolhida por licitação pode operar em mais de uma cidade. Esse mecanismo é uma tentativa de ajudar locais que individualmente não teriam capacidade de atrair investimentos.

“O bloco de municípios busca maior coordenação entre os diferentes municípios, para que eles não decidam sozinhos sobre o tema, especialmente quando compartilham alguma instalação indispensável”, avalia o professor de Direto Concorrencial e Econômico do Ibmec SP, Bruno Renzetti.

O novo marco do saneamento também estabelece que a Agência Nacional de Águas (ANA) passa a emitir parâmetros de qualidade para os serviços de saneamento. A ideia é trazer segurança regulatória e unificar normas e processos, já que existem no país mais de 50 agências reguladoras regionais e estaduais.

Atraso

Ranking elaborado e divulgado em 2020 pelo Trata Brasil revela a discrepância no setor de saneamento básico. A região Norte apresenta alguns dos piores dados. Cidades como Porto Velho (4,76%) e Macapá (11%) convivem com péssimo índices de atendimento de esgoto. Ao contrário de outras capitais como Curitiba (99,9%) e São Paulo (96,30%), as melhores do país no quesito.

Em Minas Gerais, 27,9% da população não têm coleta de esgoto e 17,9% vive sem água encanada. Já no Espirito Santo, a parcela populacional sem coleta de resíduos domésticos é de 45,1%, enquanto o percentual a falta de água potável é uma realidade de 18,8%. 
 

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Brasil
10/04/2020 04:51h

Entidade pretende montar estrutura de quatro andares no Hospital Mater Dei e também doar mil respiradores ao governo do estado

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Na luta para inibir o avanço da pandemia do novo coronavírus, a Federação das Indústrias de Minas Gerais (FIEMG), em parceria com empresários locais, planeja disponibilizar 242 leitos para tratar infectados no estado. Para isso, a ideia é montar uma estrutura de quatro andares no Hospital Mater Dei Betim-Contagem, apta a receber 180 pacientes no Centro de Tratamento e Terapia Intensiva (CTI) e outros 62 em quartos. 

O presidente da FIEMG Regional Centro-Oeste, Paulo César Costa, afirma que o projeto está em fase de arrecadação de recursos e aquisição de equipamentos. Segundo ele, os atendimentos na unidade, apesar de particular, serão realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

“Tudo isso é feito com ajuda financeira das indústrias. Já temos um valor expressivo em dinheiro. É essa a contribuição que nós estamos fazendo. Dessa forma, vamos salvar vidas e salvar os empregos e as empresas”, espera Paulo César Costa, que não informou o montante arrecadado até o momento.

Outra ação liderada pela FIEMG é a mobilização de empresários locais para aquisição de mil respiradores, que serão doados para a rede pública de saúde do estado. Até a última terça-feira (31), já haviam sido arrecadados R$ 15 milhões. A distribuição dos aparelhos hospitalares ficará a cargo da Secretaria Estadual de Saúde. 

“Precisamos investir no combate ao vírus e investir na cura das pessoas infectadas”, garante Costa, ao lembrar que a os novos respiradores representam 15% do número total de equipamentos que o estado possui atualmente (6,6 mil).

Para suprir a falta de outros insumos, o Centro de Inovação e Tecnologia (CIT) SENAI/FIEMG, em parceria com o Departamento de Química da UFMG, já iniciou a produção de três mil litros de álcool em gel 70%. O material será distribuído gratuitamente em hospitais públicos, asilos e creches para prevenção à covid-19.

Educação à distância 

O apoio do SENAI não se restringe apenas à área da saúde. Como forma de levar educação e qualificação profissional a milhões de brasileiros que precisam ficar em casa neste momento, a instituição abriu 100 mil vagas gratuitas em cursos a distância com temas ligados à tecnologia. Os interessados podem ter acesso por meio do Mundo SENAI e só precisam fazer um cadastro.

“O SENAI tem uma plataforma de educação à distância com repositório de material, com realidade aumentada. Também há kits simuladores à distância que propiciam o aprendizado. Estamos investindo, sobretudo, na formação de competência da indústria 4.0, que tende a ser um elemento portador de futuro na carreira dos trabalhadores brasileiros”, aponta o diretor geral do SENAI, Rafael Lucchesi.

Essas e outras ações do SENAI e da FIEMG para amenizar os efeitos da Covid-19 e proteger quem produz e quem consome fazem parte da campanha nacional “A indústria contra o coronavírus”. Também participam da iniciativa a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Serviço Social da Indústria (SESI), o Instituto Euvaldo Lodi (IEL) e as Federações das Indústrias dos estados e do DF. Mais detalhes sobre as ações de cada instituição podem ser acessados pelas redes sociais.
 

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Brasil
07/04/2020 12:26h

Município mineiro garantiu primeiro Selo em 2013-2016; no atual ciclo, 111 cidades do estado trabalham para garantir direitos a crianças e adolescentes por meio de políticas públicas intersetoriais

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A experiência e a organização da comunidade de Lassance (MG) deram esperança para que os moradores de lá voltassem a sonhar. O município mineiro, que abriga pouco mais de 6,5 mil habitantes segundo último censo do IBGE, está todo voltado para abocanhar a segunda certificação no Selo UNICEF, iniciativa do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) que reconhece os esforços de municípios do Semiárido e da Amazônia Legal que colocam crianças e adolescentes como prioridades em políticas públicas intersetoriais. 
 
O Selo propõe algumas metas a serem seguidas em um período de três anos. A mobilizadora em Lassance, Karla Ferreira, orgulha-se do empenho da comunidade e da gestão intersetorial do município, já que, em dezembro do ano passado, todos os desafios obrigatórios já tinham sido cumpridos. “Nos reunimos com a comissão que criamos para isso e optamos por criar um cronograma dos desafios”, revela.   
 
E foi essa metodologia que trouxe resultados positivos para a cidade. A cada dois meses, eram realizadas atividades com os adolescentes – maior destaque dentro das ações. Por meio de palestras, debates, apresentação de vídeos e outros instrumentos, o município conseguir juntar cada vez mais jovens em uma corrente de mobilização entre pares.
 
Saiba mais: Participação de adolescentes: como a mobilização tem mudado a realidade de municípios do Semiárido e Amazônia Legal
 
“Observamos que a informação e o diálogo, especialmente entre os pares e com uma boa orientação dos adultos, geram uma consciência e um conhecimento maior nos adolescentes”, acrescenta o coordenador do programa Cidadania dos Adolescentes do UNICEF no Brasil, Mário Volpi.
 

 
Karla conta que o Núcleo de Cidadania de Adolescentes (NUCA), como é conhecido o grupo de jovens dentro do desafio do Selo no Semiárido, participou de praticamente todas as atividades. “Foi até inesperado, porque tivemos um número bem maior de adolescentes se comparado ao da edição passada (2013-2016). Eles estão mais interessados, mais participativos. Tivemos um grande sucesso em relação aos nossos jovens”, elogia.  
 
A mobilizadora ressalta que muitas ações propostas pelo Selo se tornaram fixas no município. “São ações que dão um norte muito grande para a juventude. E eles também se empenharam para isso”, destaca.
 

 
Quilombolas
Nessa edição do Selo, a comunidade de Lassance se empenhou também para combater o racismo. A campanha “Por uma infância sem racismo” foi um sucesso entre os moradores e trouxe resultados – recentemente, a comunidade Tira Barros e João Martins foi reconhecida como quilombola.
 
O diretor da Escola Estadual Carlos Chagas, Gustavo Araújo, conta que a iniciativa partiu de um trabalho de faculdade do irmão dele, que identificou, por volta de 2017, que a comunidade onde viviam tinha todos os requisitos para ser reconhecida.
 
Ele conta o que mudou depois disso. “Até a visão da população mudou. Tivemos mais acesso a direitos, a serviços públicos, saúde, habitação, educação. Recebemos mais recursos na escola, estamos em processo de demarcação e reconhecimento do próprio território”, enumera.
 

 
Ele destaca também a participação de jovens nesse processo, especialmente dos que vivem na comunidade quilombola. Segundo Gustavo, uma das ações que mais envolveu a população foi uma palestra na Câmara de Vereadores do município. Os adolescentes também realizaram uma feira de artes, com materiais produzidos por eles mesmos como resultado de uma oficina de pintura, todos sobre a temática do enfrentamento ao racismo.
 
“Isso é muito importante, a gente tenta empoderá-los e incentivá-los com essas ações”, diz. Gustavo conta também que já sentiu diferença desde o reconhecimento da primeira comunidade quilombola do município e que quer fazer mais para ajudar.
 
“Comecei uma segunda faculdade agora, de direito. Alguns casos que vemos lá eu levo para a faculdade para pegar orientação com os professores, além de buscar outros direitos”, celebra.
 
Ações em MG
No ciclo de 2017-2020, Minas Gerais teve 111 municípios participantes nas ações do Selo – 11 a mais do que na edição passada, realizada entre 2013 e 2016. No ciclo passado, 16 municípios foram certificados e a expectativa dos moradores de Lassance é de que venha o segundo Selo nesse ano.
 
“Enquanto pudermos participar das ações do Selo, vamos continuar. É um benefício para o nosso município, é gratificante. Já estamos na expectativa para fazer uma grande festa aqui”, comemora Karla.
 

 
“É importante que todo o município esteja engajado e trabalhando para alcançar os resultados sistêmicos propostos pelo Selo, mas sobretudo que estejam engajados para garantir direitos para cada criança e cada adolescente”, propõe a oficial de Educação do UNICEF no Brasil, Julia Ribeiro.
 
O Selo
Implantado pela primeira vez em 1999, no Ceará, o Selo UNICEF já contabiliza 20 anos de história e de mudança na vida de milhões de crianças e de adolescentes em situação de vulnerabilidade no Semiárido e na Amazônia Legal. Atualmente, 18 estados são alcançados pela ação – Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe e norte de Minas Gerais, no Semiárido, e Acre, Amazonas, Amapá, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins, na Amazônia Legal.
 
Com o sucesso das experiências, o Selo cresceu e, hoje, procura aplicar o aprendizado das edições anteriores aos participantes da atual. A metodologia foi unificada para o Semiárido e Amazônia Legal e introduziu o conceito de Resultados Sistêmicos no lugar de ações, visando dar sustentabilidade às iniciativas dos municípios e garantir que as crianças e adolescentes continuem sendo beneficiadas pelas políticas públicas implementadas mesmo após o fim do ciclo.
 

 
O Selo é dividido em ciclos, que coincidem com as eleições municipais. No atual ciclo (2017-2020), 1.924 municípios aceitaram o desafio, sendo 1.509 do Semiárido e 805 da Amazônia Legal. Cumprindo as metas propostas pela ação, o município recebe, após três anos, um selo que comprova e reconhece o esforço da comunidade envolvida.
 
No ciclo de 2017-2020, os municípios devem apresentar os resultados das ações desenvolvidas até 30 de junho (prazo prorrogado), por meio da plataforma Crescendo Juntos, no site do Selo UNICEF. A comprovação das atividades é feita por meio de documentos comprobatórios e anexados no portal. O envio pode ser feito pelo computador, celular ou tablet ou com auxílio de agentes comunitários, caso o município não tenha acesso à internet.
 

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Saúde
17/03/2020 04:16h

Apenas em janeiro deste ano, foram registrados quase 800 casos suspeitos da doença e 72 confirmações, na cidade

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Os temporais em Belo Horizonte ameaçam trazer mais um efeito colateral para a população, além das ruas alagadas e dos desabamentos: o aumento de casos de dengue. Apenas em janeiro deste ano, foram registrados quase 800 casos suspeitos da doença e 72 confirmações, na cidade. Mas, com os temporais, o mosquito transmissor da doença pode encontrar mais ambientes propícios para proliferação.

O diretor de Zoonoses de Belo Horizonte, Eduardo Gusmão, explica que assim que os temporais diminuírem, se não forem tomadas precauções, pode ocorrer um grande crescimento no número de pessoas infectadas com arboviroses.

“Primeiro tem aquela chuva torrencial que lava tudo, até as próprias larvas do mosquito. Depois que é o período que mais nos preocupa: as consequências que ficam. Depois dos temporais, fica aquele resto de produtos pelas ruas, tem aquelas casas que tiveram que ser abandonadas e que ficaram criadouros. Leva um tempo para que a gente sinta isso em termos de número de casos, mas a população não pode subestimar o risco da ocorrência de dengue.”

Para evitar que depois da onda de temporais o mosquito encontre lugares propícios para se reproduzir, a prefeitura de Belo Horizonte desenvolveu uma estratégia integrada de combate aos focos do mosquito. Parte do trabalho está sendo executado pela Superintendência de Limpeza Urbana, o SLU. Ele está sendo o responsável por retirar os resíduos carregados pela chuva e informar as equipes de zoonoses os locais com mais riscos.

Outro parceiro é a Defesa Civil, que abriu espaço para que a Secretaria de Saúde envie alertas para a população relativos ao risco e aumento de proliferação e Aedes aegypti. Ações do ‘Saúde na Escola’ vão ser desenvolvidas em todas as escolas municipais da capital.

Eduardo Gusmão conta, ainda, que vão utilizar drones para que as imagens aéreas mostrem prováveis criadouros do mosquito e assim, direcionar as equipes de agentes para combate nesses locais.

“Os drones foram extremamente efetivos no direcionamento de esforços de controle, no primeiro semestre de 2019, durante a epidemia. As equipes já estão pontuando as áreas de maiores riscos, para em seguida, já com esse georeferenciamento, os drones já ofereçam as imagens necessárias para esse direcionamento.”

No momento, a região leste e Venda Nova são os locais que exigem mais cuidado. Mas os mais de 1.3 mil agentes de endemias e 2.3 mil agentes comunitários, mantem a rotina de visitas e cuidados em todos os bairros da cidade.

Se você deseja solicitar a visita desses profissionais, fazer denúncias ou informar sobre locais de risco, entre em contato pelo 156 no serviço de atendimento ao cidadão. Outra opção é o aplicativo “BH App”, na qual você pode acionar a prefeitura que vai direcionar agentes para o local informado.

E você? Já combateu o mosquito hoje? A mudança começa dentro de casa. Proteja a sua família. Para mais informações, acesse saude.gov.br/combateaedes. 

Arte: Ítalo Novais/Sabrine Cruz

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Saúde
12/03/2020 12:00h

Em janeiro deste ano, em Minas Gerais, foram registrados quase 7 mil casos prováveis de dengue

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As autoridades de saúde estão preocupadas com a circulação do tipo 2 da dengue neste ano em Minas Gerais. Assim como em outros estados, essa variedade do vírus voltou a circular com força no ano passado, causando aumento no número de casos. Em Minas Gerais, 95% dos casos de dengue que tiveram o sorotipo identificado eram do tipo 2.

O receio das autoridades é que esse padrão se repita neste ano. Em janeiro deste ano, foram registrados quase 7 mil casos prováveis de dengue. E o número não para de crescer: neste ano, têm sido registrados mais de dois mil novos casos por semana. E todos os testes para descobrir o tipo da doença apontaram dengue tipo 2.

O coordenador-geral de Vigilância em Arbovirose do Ministério da Saúde, Rodrigo Said, explica que o maior risco oferecido pelo tipo 2 da dengue é porque o vírus passou anos sem circular no Brasil.

“Quando ocorre alteração do padrão de circulação desses sorotipos, você tem a possibilidade da ocorrência de um aumento significativo de casos. De 2010 até 2016, a circulação mais importante foi pelo sorotipo 1 e sorotipo 4. Em 2018, houve alteração de circulação para o sorotipo 2.”

Além da dengue, também foram registrados em janeiro 131 casos de chikungunya e 52 de Zika, doenças que também são transmitidas pelo Aedes aegypti. No começo do ano, o Ministério da Saúde divulgou que 11 estados do Brasil corriam risco de passar por um surto de dengue em 2020. Minas Gerais não estava incluído, mas os recentes temporais que castigaram as cidades mineiras mudaram o cenário para o estado. Carolina Dourado Amaral é coordenadora estadual de doenças transmissíveis pelo Aedes. Ela alerta que o nível elevado de chuvas no estado precisa inspirar um maior nível de cuidado dos moradores.

“A população deve se atentar, principalmente, neste período de chuva, do qual temos tido um aumento significativo em janeiro de 2020. A população deve se atentar aos possíveis focos de Aedes aegypti dentro dos domicílios e, também, na sua comunidade, no bairro, como um todo.”

Com as chuvas, o cuidado deve ser redobrado: não se deve jogar lixo no chão nem deixar os sacos de lixo em locais onde eles possam ser levados pela correnteza. Além de se tornar possíveis criadouros do mosquito da dengue, o lixo entope os bueiros e dificulta o escoamento da água.

E você? Já combateu o mosquito hoje? A mudança começa dentro de casa. Proteja a sua família. Para mais informações, acesse saude.gov.br/combateaedes.
 

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Educação
28/02/2020 09:59h

Ideia concorre, com outras 99 selecionadas, na etapa nacional da FLL, que começa nesta sexta-feira (6), em São Paulo

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Um grupo de alunos do SESI de Governador Valadares pretende dar uma nova funcionalidade aos orelhões, que perderam a importância com o avanço da tecnologia. A equipe “Turma do Bob” desenvolveu um projeto para transformar as cabines telefônicas em cadeiras e lixeiras, por exemplo. A ideia vai ser apresentada na etapa nacional do Festival SESI de Robótica, que começa nesta sexta-feira (6), em São Paulo. 

Durante o processo de identificação dos problemas da cidade, os alunos descobriram quatro depósitos de armazenamento das cabines de proteção dos telefones públicos. Esses ambientes, sem os devidos cuidados, se tornam potenciais ambientes para proliferação de mosquitos da dengue, ratos e escorpiões. 

 

 

Para evitar que a saúde da população esteja em risco e a matéria-prima dos orelhões não seja descartada, o grupo levantou maneiras de reutilizar a fibra de vidro e o acrílico. O material já deu origem a cinco novos objetos usados na própria escola: três lixeiras e duas cadeiras. A criatividade e a forma inovadora dos estudantes renderam a classificação na seletiva regional, no mês passado, em Contagem. Segundo o aluno Gabriel Sousa Cruzate, de 16 anos, tudo saiu como o esperado graças ao esforço de todos. A participação em um torneio nacional, conta Gabriel, tem deixado ele e os colegas ansiosos. 

“Nossa expectativa está alta, estamos trabalhando nisso há tempos, dedicando horas do nosso dia. A gente está dando o melhor que temos para entregar o melhor trabalho possível”, projeta o jovem. Além de lixeiras e cadeiras, o projeto prevê potencial de criação também de estantes, holofotes, carrinho de mão e diferentes tipos de cobertura para casas.

 

 

Valores e habilidades

Nos torneios de robótica, os competidores são avaliados em quatro categorias: Projeto de Pesquisa, Desafio do Robô, Design do Robô e Core Values. Os grupos utilizam um aplicativo oferecido pela LEGO, com uma linguagem em blocos. A construção do robô é a grande atração dos torneios, mas não é a única prova. Além de mostrar conhecimento técnico, domínio da tecnologia, os estudantes precisam mostrar trabalho em equipe e compartilhar conhecimentos e habilidades. 

Para o técnico da equipe, Túlio Menezes de Barros, a classificação para a etapa nacional é resultado de cinco anos de dedicação. “Para mim, é gratificante. Mudando equipe, tentando encontrar uma melhor ligação entre eles, ou seja, pra mim é realização pessoal. Graças a Deus, é um sonho realizado para toda a equipe depois anos”, comenta. 

O Festival SESI de Robótica, que é o maior campeonato de robótica do Brasil, reunirá 100 equipes de todo o Brasil, formadas por estudantes de 9 a 16 anos, na categoria FIRST LEGO League, que utiliza robôs Lego para enfrentar os desafios desta temporada. A ideia é promover disciplinas, como ciências, engenharia e matemática, além da sala de aula. Este ano, os competidores terão que apresentar soluções inovadoras para melhorar, por exemplo, o aproveitamento energético nas cidades e a acessibilidade de casas e prédios.
 
O diretor de Operações do Departamento Nacional do SESI, Paulo Mól, ressalta que a elaboração dos projetos estimula a autonomia e o trabalho em equipe e contribui para a formação profissional dos alunos. “A questão do empreendedorismo é a base de todo o processo. Nesse torneio, uma das avaliações que é extremamente importante é a capacidade de empreender, de buscar coisas novas, de fazer com que o produto seja desenvolvido”, atesta.

 

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