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LOC.: A nova hidrovia do Rio São Francisco vai possibilitar a retomada da navegação comercial de Pirapora, em Minas Gerais, até Petrolina, em Pernambuco. Esse tipo de operação não é realizado no rio desde 2012, devido ao assoreamento de alguns trechos.
A via navegável contará com mais de MIL E TREZENTOS quilômetros de extensão. A projeção é que a movimentação de cargas pelo rio alcance CINCO MILHÕES de toneladas no primeiro ano de retomada da navegação comercial. As informações foram disponibilizadas pelo Ministério de Portos e Aeroportos.
A gestão da hidrovia passará a ser de responsabilidade da Companhia das Docas do Estado da Bahia. Os estudos técnicos devem ser iniciados ainda em junho deste ano.
O diretor do Departamento de Navegação e Fomento da Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação da Pasta, Otto Luiz Burlier, reforça que um comboio de embarcação hidroviária pode substituir até MIL E DUZENTOS caminhões na estrada, o que, segundo ele, contribuiu para a redução da emissão de CO₂ e o desgaste das rodovias.
TEC./SONORA: Otto Luiz Burlier, diretor do Departamento de Navegação e Fomento da Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação do MPor
“Um dos grandes benefícios da movimentação de cargas ou transporte por meio de hidrovias é que é muito mais sustentável do que, por exemplo, meio rodoviário. Cerca de 70% das cargas movimentadas no país são por meio rodoviário. Então, se a gente migrar para o hidroviário ou navegação de cabotagem, vamos reduzir a emissão de CO², além de aproveitarmos o potencial que temos no Brasil de vias navegáveis.”
LOC.: O projeto foi dividido em três etapas. Na primeira, as intervenções serão em um trecho de SEISCENTOS E QUATRO quilômetros navegáveis, de Juazeiro e Petrolina a Ibotirama, na Bahia.
A segunda fase vai incluir o trecho entre Ibotirama e Bom Jesus da Lapa e Cariacá, ambos na Bahia, com CENTO E SETENTA E DOIS quilômetros navegáveis.
Já na terceira etapa haverá um aumento de SEISCENTOS E SETENTA quilômetros na hidrovia, em um trecho que ligará Bom Jesus da Lapa e Cariacá a Pirapora.
De Petrolina a Pirapora, devem ser transportados produtos como gesso, gipsita, drywal, calcário e gesso agrícola. Quanto ao café, o trajeto deverá ser o contrário. As cargas sairão da cidade mineira em direção a Juazeiro e Petrolina, para abastecer o Nordeste.
Reportagem, Marquezan Araújo