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LOC.: O Índice de Confiança do Empresário Industrial, o ICEI, Setorial aumentou em VINTE E UM setores, em outubro. Mesmo assim, o resultado não reverte o quadro de pessimismo na indústria do país. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira, 24 de outubro, pela Confederação Nacional da Indústria, a CNI.
Apesar dessas altas, apenas cinco segmentos ultrapassaram a linha de CINQUENTA pontos, que indica um estado de confiança. É o que explica o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo.
TEC./SONORA: Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI
“A maioria dos recortes ainda continuam mostrando falta de confiança por conta da perda que foi se acumulando em meses anteriores. Então, todos os portes de empresa ainda mostram falta de confiança, assim como 24 dos 29 setores industriais pesquisados e em 4 das 5 regiões brasileiras, todos ainda mostram falta de confiança, apesar da melhora registrada em outubro.”
LOC.: A situação é otimista em setores como o de Farmoquímicos e farmacêuticos, por exemplo, que registram mais de CINQUENTA E SEIS pontos. Porém segmentos como Metalurgia e Madeira, ficaram com pouco mais de QUARENTA pontos.
Para o economista-chefe da Análise Econômica, André Galhardo, entre os principais fatores que contribuem para essa falta de confiança do empresariado da indústria estão os níveis atuais das taxas de juros no país.
TEC./SONORA: André Galhardo, economista-chefe da Análise Econômica
“A taxa de juros continua impactando o nível de atividade econômica, está desacelerando a economia brasileira e, como consequência, acaba impactando o nível de consumo e de produção e a indústria acaba sentindo esse impacto, não apenas pelo custo de captação do crédito, mas também pela diminuição da demanda de produtos industrializados. O nível menor de consumo exige menos produção e, consequentemente, acaba impactando e onerando a indústria brasileira.”
LOC.: A confiança das pequenas indústrias voltou a subir depois de quatro meses. O salto foi de UM ponto, chegando a mais de QUARENTA E SEIS. As médias empresas também tiveram alta de UM ponto, atingindo pontuação acima de QUARENTA E SETE. Já quanto às grandes indústrias, o resultado final ficou acima de QUARENTA E OITO pontos.
O ICEI ainda chegou a subir em três das cinco regiões do país. No Sul do Brasil, houve alta e a pontuação ficou acima de QUARENTA E CINCO. No Sudeste, o índice superou QUARENTA E SEIS. Já no Nordeste, o registro foi de CINQUENTA E DOIS pontos, superando o patamar mínimo de otimismo.
O Centro-Oeste ficou com cerca de QUARENTA E NOVE pontos, enquanto o Norte, com aproximadamente QUARENTA E SEIS.
Reportagem, Marquezan Araújo