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LOC.: Empresários pernambucanos defendem a atualização dos limites de faturamento do Simples Nacional. A medida está em debate no Congresso Nacional por meio do Projeto de Lei Complementar 108 de 2021, que trata das faixas de enquadramento do regime tributário utilizado por micro e pequenas empresas.
A proposta estabelece o aumento do limite de faturamento anual do MEI para até 130 mil reais e autoriza que a faixa possa empregar até dois funcionários.
Representantes do setor produtivo afirmam que os limites atuais estão sem atualização desde 2018 e que muitas empresas acabam ultrapassando os tetos de faturamento em razão da inflação e do aumento dos custos operacionais, sem registrar ganho real de lucratividade.
O presidente da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado de Pernambuco, Ricardo Montenegro, afirma que a correção da tabela pode evitar o desenquadramento de pequenos negócios.
TEC./SONORA: Ricardo Montenegro, presidente da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado de Pernambuco
“A atualização dos limites do Simples é essencial porque muitas empresas crescem apenas nominalmente e não aumentam sua lucratividade. Sem essa correção, o pequeno negócio pode ser desenquadrado injustamente, passando a pagar mais impostos e enfrentar mais burocracia. O Simples é uma ferramenta importante para manter as empresas formalizadas, competitivas e gerando emprego.”
LOC.: O empresário e ex-presidente da Associação Comercial e Industrial de Toritama, Edilson Tavares, também defende a atualização dos limites.
Segundo ele, o aumento dos custos com matéria-prima, logística e mão de obra fez com que muitas empresas atingissem os limites atuais sem registrar crescimento econômico real.
TEC/SONORA: Edilson Tavares, empresário
“Corrigir a tabela do Simples Nacional não significa conceder benefício fiscal, absolutamente, mas sim recompor as perdas causadas pela inflação. Trata-se de uma medida de justiça tributária, que evita que empresas sejam penalizadas por um aumento nominal do faturamento que não representa, necessariamente, um crescimento econômico real.”
LOC.: A pauta também mobiliza entidades empresariais de outros estados. Sob a liderança da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, a CACB, o setor defende a atualização da tabela do Simples Nacional e a ampliação dos limites de faturamento para microempreendedores individuais, microempresas e empresas de pequeno porte.
A entidade propõe que o teto anual de faturamento do MEI passe dos atuais 81 mil reais para cerca de 144 mil e 900 reais.
Para o presidente da CACB, Alfredo Cotait Neto, atualizar a tabela do Simples é importante para evitar que empresas deixem o regime simplificado ou migrem para a informalidade.
TEC./SONORA: Alfredo Cotait Neto, presidente da CACB
“O que nós precisamos é conscientizar os nossos políticos da importância da aprovação do aumento do limite do Simples Nacional, pelo menos para o MEI, o microempreendedor individual, e para o micro e a microempresa. Sem isso, as empresas ou vão mudar o seu regime ou vão para informalidade.”
LOC.: A Câmara dos Deputados analisa a proposta que estabelece o aumento do limite de faturamento anual do MEI para até 130 mil reais por meio de uma Comissão Especial. Esse colegiado promove debates que reúnem especialistas, representantes do governo e do setor produtivo antes da votação final. Após eventual aprovação na Câmara, o projeto retorna para o Senado Federal – local em que teve origem.
Reportagem, Bianca Mingote