28/09/2026 17:18h

Mostra imersiva apresenta mais de 200 fotografias, documentos, vídeos e anotações relacionados à viagem realizada em 1983 e liderada pelo artista, arquiteto e paisagista Roberto Burle Marx; entrada é gratuita no Centro Cultural Banco da Amazônia

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Uma viagem de 11 mil quilômetros pela Amazônia, realizada em 1983, é o foco da exposição “Burle Marx – Expedição Amazônia”, aberta à visitação no Centro Cultural Banco da Amazônia, em Belém (PA). A mostra reúne registros da expedição liderada pelo artista, arquiteto e paisagista Roberto Burle Marx, além de documentos, fotografias, vídeos e anotações que revelam a trajetória do paisagista e o trabalho dedicado à preservação da Amazônia. A mostra vai até 24 de janeiro de 2027.

A exposição propõe uma experiência imersiva sobre os 52 dias de viagem, que contou com 11 participantes e passou por estados como Minas Gerais, Goiás, Tocantins, Mato Grosso, Rondônia, Amazonas, Roraima, Pará e Maranhão. O material permite ao visitante conhecer diferentes aspectos da expedição, desde a pesquisa botânica até os registros feitos pela equipe durante o percurso.

A gerente do Centro Cultural Banco da Amazônia, Ana Amélia Fadul, destaca que a exposição apresenta a dimensão científica e ambiental da viagem.

“Nela podemos ver a equipe capitaneada por Burle Marx com técnicos, desenhistas, artistas que fizeram o mapeamento de mais de 400 espécies, fizeram a denúncia do desmatamento, do corte de madeira, da devastação da Amazônia, ou seja, traz uma visão dessa expedição que aconteceu em 1983 e que ainda hoje é atual e é relevante, pois é um tema muito cogente, a gente poder falar de preservação”, diz.

Ela também salienta que a mostra está ligada aos valores do Centro Cultural, voltados à preservação ambiental e sustentabilidade. “Isso coaduna com a função do Banco da Amazônia, que é o mantenedor dessa galeria e do nosso Centro Cultural, que sempre foi uma instituição voltada para assuntos de sustentabilidade e preservação do meio ambiente”, completa.

O curador da exposição, Luiz Prado, explica que a ideia surgiu a partir dos registros produzidos durante a viagem. Além de mostrar os registros históricos da expedição, Prado compartilha que a mostra também apresenta o olhar de Burle Marx sobre a degradação ambiental que ele presenciou durante a viagem. Para Luiz Prado, os registros revelam uma atuação do paisagista que ia além da produção artística.

“A gente entendeu que isso daria uma grande mostra apresentando o olhar múltiplo diverso sobre a Amazônia, a partir da perspectiva de quem estava presente nessa expedição e também mostrar um pouco desse Roberto Burle Marx que, quando se deparou com a destruição da Amazônia já em 83, começou a denunciar, e ele como um grande ativista também, além de artista e paisagista, pensou, a gente trouxe isso também, essa narrativa para dentro da exposição”, afirma.

Entre os materiais apresentados estão mais de 200 fotografias em diferentes formatos, projeções de slides, uma instalação com dezenas de monóculos, vídeos com depoimentos de participantes da expedição, registros botânicos e objetos originais do Sítio Roberto Burle Marx – localizado em Barra de Guaratiba (RJ).

O local é um santuário botânico e cultural reconhecido como Patrimônio Mundial pela UNESCO e gerido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O espaço foi doado pelo paisagista para ser utilizado como fonte de pesquisa.

Roberto Burle Marx nasceu em São Paulo (SP), em agosto de 1909. Ele foi pintor, desenhista, tapeceiro, pesquisador e um dos maiores paisagistas do século XX.

Exposição aproxima estudantes da história da Amazônia

A mostra também tem sido utilizada como espaço de aprendizagem para estudantes. Um grupo de 34 alunos do 6° ano do ensino fundamental visitou a exposição na quarta-feira (23), acompanhado de professores e conduzido pelo historiador e doutor em História Social Rafael Zamorano, chefe da Divisão Técnica do Sítio Roberto Burle Marx.

A visita chamou a atenção dos estudantes para os registros botânicos apresentados na exposição. Ewerton Morais, de 11 anos, destacou a chamada Planta da Lua, também conhecida como Flor da Lua.

“Eu queria ver a Planta da Lua e achei muito legal o sistema dela para florescer, porque é igual ao Lobisomem: floresce só na lua cheia. Gostei muito de ver as plantas”, disse.

Para Rafael Zamorano, o caráter multimídia da exposição contribui para aproximar o público mais jovem do legado de Burle Marx.

“A exposição, por ser multimídia, consegue manter as crianças atentas e isso é muito bom para conseguirmos mostrar a esse público tão jovem o legado do Roberto (Burle Marx). Os jardins, para ele, tinham uma função pedagógica, que também está presente aqui”, destacou.

Além da exposição

A mostra contou com uma programação especial de abertura e entre os dias 23 e 24 de setembro o Centro promoveu visitas guiadas especiais conduzidas por Rafael Zamorano Bezerra, historiador, doutor em História Social e chefe da Divisão Técnica do Sítio Roberto Burle Marx (SRBM-Iphan).

E na sexta-feira (25), Zamorano ministrou uma palestra gratuita intitulada "Roberto Burle Marx - O Sítio e suas coleções" no auditório do espaço.

Serviço

Exposição: Burle Marx – Expedição Amazônia
Período de visitação: De 23 de setembro de 2026 a 24 de janeiro de 2027
Local: Centro Cultural Banco da Amazônia - Av. Presidente Vargas, 800, Bairro da Campina, Belém (PA)
Funcionamento: De terça a sexta-feira, das 10h às 16h. Finais de semana e feriados, das 10h às 14h. 
 

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28/09/2026 17:08h

Já o candidato do PT alcança 50% das intenções de voto no Norte e 58% no Nordeste. No cenário geral, os dois adversários empatam com 42% das intenções de voto. Levantamento foi encomendado por O Globo e pela Globo

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O recorte regional da pesquisa Quaest sobre a eleição presidencial mostra diferenças entre as regiões do país em um eventual segundo turno entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Enquanto Flávio lidera em três regiões, Lula alcança 50% das intenções de voto no Norte e 58% no Nordeste. No recorte geral, os dois aparecem empatados, com 42% cada.

Seguindo a divisão regional do eleitorado, Flávio Bolsonaro aparece à frente de Lula em três regiões. No Sul, o senador marca 54% das intenções, contra 29% de Lula; no Sudeste, aparece com 43%, ante 37% do candidato do PT. Já no Centro- Oeste, o senador marca 57% e Lula 29% das intenções de voto do eleitorado brasileiro.

Conforme o portal g1.globo.com, na pesquisa anterior, como Flávio tinha 42%, contra 41% de Lula, os números apontavam para um empate técnico. Na atual rodada, o presidente Lula aparece 39% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro com 34% no primeiro turno. Nesse cenário, os dois saíram da situação de empate técnico em que se encontravam na semana anterior.

Já no cenário geral, em um eventual 2° turno, os dois adversários empatam com 42% das intenções de voto.

Ainda em relação ao balanço nacional de 2° turno testado, Lula tem 46% contra 30% de Romeu Zema (Novo), 43% contra 40% de Ronaldo Caiado (PSD), 42% contra 39% de Renan Santos (Missão) e 42% ante 33% de Augusto Cury (Avante).

Cenários regionais 

Para identificar a intenção de voto dos brasileiros, a pesquisa considerou diversos segmentos sociais, como faixa de renda, escolaridade, religião, idade e gênero dos eleitores. Entre as áreas analisadas, a região também é considerada.

Para a pesquisa Quaest, Lula também foi testado contra Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante).

Confira o percentual de intenções de voto por região

Lula (PT) X Ronaldo Caiado (PSD)

Em um eventual 2° turno entre Lula e Ronaldo Caiado (PSD), 61% dos respondentes da Região Nordeste votaria no candidato petista; já 29% em Caiado. Lula também lidera nas intenções de voto no Norte, com 51% ante 38% do adversário. 

Nas demais regiões do país, o candidato do PSD lidera. Entre os eleitores que participaram da pesquisa no Centro-Oeste, 60% votaria em Caiado e  24% em Lula; no Sudeste, o candidato do PSD alcança 41% das intenções ante 37% marcadas pelo candidato do PT; e no Sul, Caiado marca 47%, ante 31% do petista.

Lula (PT) X Romeu Zema (Novo) 

No cenário contra Romeu Zema (Novo) no 2° turno das eleições, Lula mantém vantagem regional no Nordeste (63%), no Norte (53%) e no Sudeste (40%), segundo o recorte por região da Quaest. No Nordeste, Zema alcançou 20%; no Norte 34%, e no Sudeste, 33%.

O candidato do Novo lidera na Região Sul, com 38% ante 32% do candidato petista, e no Centro-Oeste, com 36% contra 34% de Lula.

Lula (PT) X Renan Santos (Missão)

Renan Santos, por sua vez, lidera em três regiões brasileiras. No Sudeste, Renan alcança 41%, ante 38% do candidato do PT. No Centro-Oeste, 48% contra 32% de Lula, e tem vantagem, ainda, no Sul, onde soma 42%, ante 29% do petista.

Lula (PT) X Augusto Cury (Avante)

A pesquisa Quaest também analisou um eventual 2° entre o presidente Lula e o escritor Augusto Cury. 

Confira o percentual por região, considerando Lula contra Cury:

  • Nordeste: petista registra 59% das intenções dos participantes ouvidos pela Quaest, contra 24% de Cury;
  • Norte: Lula alcança 52%, ante 36% do candidato do Avante;
  • Sudeste: Lula aparece com 37% e Cury com 36%;
  • Sul: Cury lidera, somando 40%, ante 23% de Lula; 
  • Centro-Oeste: Cury alcança 34%, e Lula alcança 31%.

Pesquisa Quaest 

Para a pesquisa, a Quaest entrevistou 2.004 eleitores de 16 anos ou mais, em todo o país, entre os dias 24 e 27 de setembro.

A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. O número de registro da pesquisa é BR-06520/2026.
 

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28/09/2026 00:04h

Investigação da Mercy For Animals expõe descarte de animais por trituração e impulsiona debate sobre adoção da sexagem in ovo, tecnologia que permite identificar o sexo das aves antes da eclosão dos ovos

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Em um único dia, cerca de 35 mil pintinhos machos foram mortos em um incubatório de grande porte localizado na Região Sul do país. É o que revela uma investigação inédita da organização Mercy For Animals (MFA), que documentou a prática de descarte de pintinhos por trituração.

A investigação identificou que os machos foram triturados ainda vivos nas primeiras 24 horas de vida. O procedimento ocorreu em máquinas industriais chamadas maceradores, equipadas com lâminas rotativas de alta velocidade. 

A MFA ressalta que os equipamentos nem sempre provocam a morte imediata, o que pode prolongar o sofrimento dos animais — não considerados economicamente viáveis pela indústria por não produzirem ovos e nem apresentarem as características genéticas ideais para a produção de carne.

A vice-presidente de Relações Institucionais e Governamentais da Mercy For Animals, Vanessa Garbini, destaca que a investigação evidencia uma prática estrutural da cadeia de produção de ovos no Brasil.

“A maioria das pessoas desconhece que, por trás do consumo de ovos, existe uma realidade terrível, na qual animais frágeis e sensíveis são mortos de forma brutal. Esse tema precisa  ser debatido, inclusive porque a nossa Constituição Federal proíbe a crueldade contra animais. Já existem alternativas para reduzir esse sofrimento, como a sexagem in ovo”, afirma.

Cerca de metade dos pintinhos que nascem, naturalmente, são machos, e isso acontecia também no incubatório investigado. No entanto, fêmeas consideradas inadequadas para a produção de ovos, por apresentarem deformidades ou anomalias, ou que excedessem a demanda diária das granjas, também eram descartadas no mesmo processo. 

Segundo dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), mais de 85 milhões de pintinhos machos são descartados por ano no Brasil. Na indústria de ovos, os pintinhos são separados por sexo logo após o nascimento. As fêmeas são direcionadas às granjas de postura, enquanto os machos são descartados por não serem considerados economicamente viáveis para a produção de ovos.

Alternativas ao descarte de pintinhos machos

Países como Alemanha, França e Itália vêm adotando medidas para eliminar o descarte de pintinhos machos a partir da sexagem in ovo. A tecnologia identifica o sexo da ave ainda durante o período de incubação e os ovos com embriões machos deixam de ser incubados. Consequentemente, o processo evita o nascimento dos pintinhos que seriam mortos.

Vanessa Garbini ressalta que a tecnologia para evitar o descarte de pintinhos machos ainda está em estágio inicial no Brasil e que o tema está no radar de regulamentação pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

“No Brasil, essa tecnologia ainda se encontra em estágio inicial e está restrita a iniciativas isoladas. Mas grandes empresas já vêm discutindo a sua adoção, porque reconhecem a importância desse tema. E o assunto também já está sendo pautado no âmbito do Governo Federal. Ele já está na agenda de regulamentação do Ministério da Agricultura e Pecuária”, destaca.

Uma pesquisa realizada pela Ipsos, em parceria com a Mercy For Animals, aponta que 83% dos brasileiros se preocupam com o bem-estar dos animais na indústria de ovos. Já um estudo encomendado pela Innovate Animal Ag no Brasil mostrou que 73% dos respondentes sentem desconforto com o abate de pintinhos machos logo após a eclosão. Além disso, 76% concordam que a indústria de ovos deve encontrar uma alternativa à prática.

Regulamentação

No Brasil, a Constituição Federal proíbe a crueldade contra animais, sem fazer distinção entre espécies. Embora ainda não exista lei federal específica sobre o descarte de pintinhos machos, métodos que causem sofrimento podem ser analisados à luz dessa vedação. O descarte cruel e rotineiro de pintinhos no país já recebeu atenção do Congresso Nacional, onde tramitam dois projetos de lei sobre o tema, o PL 783/2024 e o PL 3034/2026. 

A MFA destaca que o desconhecimento das pessoas sobre a prática de trituração de pintinhos machos vivos pela indústria de ovos é um dos principais obstáculos para a adoção da sexagem in ovo em larga escala no Brasil, o que motivou a divulgação dos resultados da investigação. 
“Por isso, para que o país possa avançar no tema, é importante que toda a sociedade tenha conhecimento sobre a prática de trituração de pintinhos”, pontua Garbini.

Para acessar a investigação na íntegra, acesse: salvepintinhos.com.br
 

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26/09/2026 00:05h

Gustavo Feliciano afirma que país deixou de ser uma “promessa” no setor; estrangeiros movimentaram R$ 33,6 bilhões nos primeiros sete meses de 2026

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O Brasil vive um novo momento no turismo e já ocupa uma posição de protagonismo no cenário internacional. A avaliação é do ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, em artigo publicado às vésperas do Dia Mundial do Turismo, celebrado neste domingo (27). 

“O turismo nacional vive uma fase de consolidação histórica, deixando o papel de mera promessa e se firmando como um dos motores mais eficientes de desenvolvimento sustentável, geração de emprego e distribuição de renda do nosso país”, escreveu Feliciano.

Entre os indicadores destacados pelo ministro está o gasto de turistas estrangeiros no país. Nos primeiros sete meses de 2026, os visitantes internacionais deixaram R$ 33,6 bilhões na economia brasileira. O valor supera os R$ 25 bilhões registrados no mesmo período de 2025, uma alta de cerca de 34%.

De janeiro a agosto, 6,4 milhões de turistas internacionais entraram no Brasil, segundo os dados citados pelo ministro. O volume mantém o país no patamar recorde registrado no mesmo período do ano passado.

O mercado doméstico também aparece entre os indicadores destacados. Foram 68,3 milhões de passageiros em voos dentro do país nos oito primeiros meses de 2026, o maior volume para o período, segundo Feliciano.

O avanço do setor também se refletiu no mercado de trabalho. De acordo com o ministro, o turismo gerou 93 mil novos empregos formais em um ano. Atualmente, o setor reúne 2,44 milhões de trabalhadores, o equivalente a 5% da força de trabalho do país.

Crédito e investimentos

Na avaliação de Feliciano, a expansão do turismo também está relacionada ao aumento do crédito e dos investimentos públicos no setor. O Fundo Geral de Turismo (Fungetur) viabilizou cerca de 6,5 mil contratos de financiamento, que somam R$ 2,94 bilhões destinados à modernização e estruturação de empresas do setor.

Desde 2023, segundo o ministro, estados e municípios também firmaram quase 2,1 mil contratos para obras relacionadas ao turismo. Os projetos representam R$ 2,7 bilhões em recursos e incluem intervenções como reformas de orlas, construção de centros de eventos e melhorias de infraestrutura urbana.

No cenário internacional, Feliciano destaca ainda a presidência brasileira do Conselho Executivo da ONU Turismo e acordos de cooperação com México, Índia e China. O ministro também cita o acordo de liberalização aérea na América do Sul como uma medida capaz de ampliar a integração regional e estimular o fluxo de turistas.

Para Feliciano, o desafio agora é transformar o crescimento do setor em oportunidades econômicas para diferentes regiões e segmentos do país, incluindo o afroturismo, o turismo em terras indígenas e o turismo de fronteira.

Ao fazer um balanço do setor no Dia Mundial do Turismo, o ministro afirma que o Brasil não precisa mais esperar por um futuro de protagonismo na atividade. Na avaliação dele, o momento “de encantar o planeta é agora”.

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26/09/2026 00:01h

Previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mostra que a primeira onda de calor da primavera de 2026 deve atingir áreas do Centro-Oeste, Sudeste e Sul, a partir deste sábado (26)

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Neste final de semana, áreas do Centro-Oeste, Sudeste e Sul do país devem enfrentar a primeira onda de calor da primavera de 2026. A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica que as temperaturas máximas poderão ultrapassar 40°C no Centro-Oeste, especialmente em Cuiabá (MT).

O calor intenso deve provocar uma sequência de dias com temperaturas acima da média climatológica em 5°C ou mais, por pelo menos cinco dias consecutivos. Segundo o Inmet, esse é o critério usado para caracterizar um evento de onda de calor. Inclusive, o Instituto emitiu aviso vermelho para o fenômeno – válido deste sábado (26) até quarta-feira (30)

O aviso abrange seis estados: Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo, em todo o território; além do centro e do sul de Mato Grosso, incluindo a capital, Cuiabá; do centro, do sul e do oeste do Rio de Janeiro, incluindo a capital; e do sul e do sudeste de Minas Gerais, em áreas próximas aos municípios de Passos, Poços de Caldas, Varginha, Maria da Fé e Lavras.

A previsão indica quais áreas em que as temperaturas devem subir mais e em quais dias. Confira:

  • Cuiabá (MT): 41 °C no domingo (27) e na segunda-feira (28);
  • Campo Grande (MS): 40 °C na segunda-feira. 
  • São Paulo (SP): máxima de 32 °C no domingo.

Calor sem alerta

As temperaturas elevadas também devem abranger outras regiões do país nos próximos dias. No entanto, essas localidades não estão incluídas no aviso já que a previsão não atende aos critérios de intensidade e persistência usados para caracterizar o evento.

As condições de calor sem alerta deverão ser observadas em partes do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina, do sul de Rondônia, do sul de Goiás, do centro e do sul do Pará e em outras áreas de Mato Grosso. Já em Brasília (DF), a máxima poderá chegar aos 32°C no início da próxima semana.

Recomendação à população

A partir de quarta-feira (30), o Inmet aponta que uma nova frente fria deverá alterar o padrão atmosférico no centro-sul do Brasil e favorecer a redução das temperaturas nas áreas afetadas. 

O Instituto recomenda que a população acompanhe as atualizações das previsões e dos avisos emitidos nos próximos dias. O alerta é de que as condições atmosféricas podem mudar e as previsões podem ser ajustadas.
 

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24/09/2026 00:06h

Levantamento do Ministério do Turismo e do Itaipu Parquetec prevê 22,5 mil entrevistas presenciais e deve reunir dados sobre hábitos, gastos e avaliação dos visitantes para apoiar formulação de políticas públicas no setor

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Turistas de diferentes regiões do país estão sendo entrevistados para ajudar a traçar um perfil dos viajantes e entender como eles planejam e avaliam suas viagens. Realizada pelo Ministério do Turismo (MTur) e pelo Itaipu Parquetec, a Pesquisa Nacional de Demanda Turística (PNDT) já começou em 50 municípios das cinco regiões brasileiras (veja lista abaixo). A previsão é realizar cerca de 22,5 mil entrevistas presenciais até 3 de outubro. Os resultados devem ser disponibilizados até abril de 2027.

O levantamento vai reunir informações para apoiar o desenvolvimento do turismo nacional. A pesquisa vai analisar os seguintes aspectos:

  • Motivos das viagens;
  • Planejamento do deslocamento;
  • Fontes de informação usadas na escolha do destino; 
  • Avaliação da experiência vivida.

O questionário é padronizado para todos os municípios participantes. As perguntas abordam informações como meios de transporte, hospedagem, tempo de permanência, composição dos grupos de viagem, atividades realizadas e gastos durante a estadia.

Além da dimensão dos padrões de comportamento dos turistas, a pesquisa também deve apontar a percepção dos visitantes sobre infraestrutura, qualidade dos serviços, acessibilidade, segurança, conectividade e preços.

Segundo o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, a pesquisa ocorre em um momento de expansão do setor e pode ajudar o governo a formular políticas públicas com base em informações atualizadas.

“A pesquisa vem num momento oportuno, porque o turismo no Brasil tem crescido bastante e um dos nossos desafios à frente do ministério é poder fazer com que esse crescimento se torne permanente e a gente possa avançar cada vez mais. E a pesquisa se dá exatamente para que a gente possa, recolhendo os dados mais apurados e fiéis do momento turístico que nós estamos fazendo, implementar políticas públicas consistentes para desenvolver o turismo em todas as regiões do Brasil”, afirma.

Municípios

A escolha dos 50 municípios foi baseada no Mapa do Turismo Brasileiro e em indicadores relacionados à atividade turística, como o Índice Geral dos Municípios – ranking que categoriza os destinos a partir da análise de 70 indicadores, distribuídos em dez dimensões relacionadas ao turismo.

O ministro destaca que a abrangência nacional da pesquisa busca considerar as diferenças entre os destinos brasileiros.

“A gente leva em consideração os indicadores que nós temos nos Índices Gerais dos Municípios e a participação na atuação turística. Então, é importante destacar que é uma pesquisa nacional. O Brasil é um país continental, com várias demandas, belezas naturais, vários tipos de turismo, então é uma pesquisa bastante abrangente. Muito vai ser discutido e cinquenta municípios do nosso país estão sendo escolhidos nesse momento”, ressalta.

A seleção reúne cidades das cinco regiões e inclui destinos como Ananindeua (PA), Salvador (BA), Fortaleza (CE), Foz do Iguaçu (PR), Brasília (DF) e Cuiabá (MT). Conforme o MTur, a expectativa é ampliar a participação dos municípios posteriormente.

Pesquisa 

A pesquisa integra as ações do Observatório Nacional de Turismo Sustentável e é coordenada pela Rede Brasileira de Observatórios de Turismo (RBOT), que é responsável pelo planejamento metodológico, coordenação da coleta de dados e consolidação dos resultados. 

A expectativa do MTur é de que os dados contribuam para identificar padrões de comportamento dos visitantes e orientar ações voltadas ao desenvolvimento dos destinos.

Também estão previstos workshops nas cinco regiões do país e uma conferência nacional até o primeiro semestre de 2027. O objetivo será apresentar a metodologia e compartilhar conhecimentos relacionados ao levantamento.

A proposta é que informações sobre o perfil e o comportamento dos visitantes possam ajudar a direcionar investimentos e estratégias para o setor, com impactos sobre pequenas e grandes empresas, além dos trabalhadores que integram a cadeia produtiva do turismo. 

O ministério também aponta a pesquisa como instrumento para apoiar o desenvolvimento econômico dos destinos e a preservação do patrimônio natural e cultural do país.

A coleta da Pesquisa Nacional de Demanda Turística (PNDT) é realizada por pesquisadores capacitados e identificados por crachá, em pontos de circulação e concentração de visitantes. Estão aptos a participar do estudo turistas brasileiros e estrangeiros com 18 anos ou mais. É necessário não ser residente do município pesquisado e ter realizado ou pretendido realizar ao menos uma pernoite no destino durante a viagem.

Lista dos municípios onde as pesquisas serão aplicadas

Região Norte

Ananindeua/PA

Belém/PA

Boa Vista/RR

Cruzeiro do Sul/AC

Ji-Paraná/RO

Macapá/AP

Manaus/AM

Palmas/TO

Paraíso do Tocantins/TO

Porto Velho/RO

Rio Branco/AC

Região Nordeste

João Pessoa/PB

Recife/PE

Maceió/AL

Natal/RN

Aracaju/SE

Cabedelo/PB

Caucaia/CE

Fernando de Noronha/PE

Fortaleza/CE

Japaratinga/AL

Parnaíba/PI

Parnamirim/RN

Porto Seguro/BA

Salvador/BA

São Cristóvão/SE

São José de Ribamar/MA

São Luís/MA

Teresina/PI

Região Sudeste

São Paulo/SP

Rio de Janeiro/RJ

Armação dos Búzios/RJ

Belo Horizonte/MG

Extrema/MG

Ilhabela/SP

Vila Velha/ES

Vitória/ES

Região Sul

Balneário Camboriú/SC

Curitiba/PR

Florianópolis/SC

Foz do Iguaçu/PR

Gramado/RS

Porto Alegre/RS

Região Centro-Oeste

Brasília/DF

Caldas Novas/GO

Campo Grande/MS

Cuiabá/MT

Goiânia/GO

Sinop/MT

Três Lagoas/MS
 

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24/09/2026 00:05h

Resultado representa crescimento real de 8,25% na comparação com o mesmo período de 2025, conforme a Receita Federal; no acumulado de janeiro a agosto, arrecadação chegou a R$ 2,11 trilhões, alta real de 7,12%

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A arrecadação federal somou R$ 235,5 bilhões em agosto, crescimento real de 8,25% em relação ao mesmo mês de 2025. O resultado foi influenciado, entre outros fatores, pelo desempenho do setor de extração de petróleo e gás natural, cuja arrecadação passou de R$ 871 milhões em agosto do ano passado para R$ 14,4 bilhões neste ano. Os dados foram divulgados pela Receita Federal, na última terça-feira (22) 

O montante arrecadado representa o melhor resultado para o mês em toda a série histórica, que começou em 1995.

Já no acumulado dos oito primeiros meses de 2026, a arrecadação atingiu R$ 2,112 trilhões. O valor representa uma alta real de 7,12%.

Os dados mostram que, quando consideradas apenas as receitas administradas pela Receita Federal, houve alta real de 8,24% em agosto. O total foi de R$ 227,865 bilhões. Já de janeiro a agosto, as administradas somaram R$ 2,019 trilhões – com uma alta real de 7,10%.

A Receita Federal destacou que entre os principais indicadores que ajudam a explicar o desempenho da arrecadação das receitas federais no oitavo mês de 2026, em comparação em relação ao ano passado, apenas a produção industrial apresentou recuo (1,07%). Já os indicadores de venda de bens, serviços, massa salarial e o valor em dólar das importações cresceram.

Conforme o com o fisco, o dado do mês foi também impactado de forma positiva por ganhos considerados não recorrentes. Um dos destaques é o incremento de R$ 1,944 bilhão em imposto de exportação de óleo bruto, que foi classificado pela Receita Federal como fator não recorrente e relacionado a alterações na legislação.

Este ano, o imposto de exportação, relacionado à tributação de combustíveis, gerou R$ 9,926 bilhões aos cofres públicos.

Desempenho por setor

No recorte de desempenho por setor, a extração de petróleo e gás natural atingiu R$ 14,429 bilhões em agosto deste ano, contra R$ 871 milhões no mesmo período no ano anterior. 

O desempenho positivo também foi impactado pelo comércio atacadista, com avanço de 11,89%, seguido por atividades auxiliares do setor financeiro, com incremento de 29,8% e fabricação de produtos do fumo, que registrou alta de 112,7%.

Entre os principais responsáveis pelo resultado de agosto estão o Imposto de Renda das empresas (IRPJ) e a contribuição paga pelas empresas sobre seus lucros (CSLL), atualizada pelo IPCA, que apresentou crescimento real de 13,09% em relação ao mesmo mês de 2025. Os dois tributos totalizaram R$ 34,1 bilhões.

Já as receitas previdenciárias apresentaram avanço de 4,3% em agosto deste ano e somaram R$ 63 bilhões e o ganho com Imposto de Importação subiu cerca de 22,7%.
 

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22/09/2026 19:32h

Estudo vai mapear atrativos, infraestrutura e oportunidades no Norte e no Sul para ampliar o fluxo de visitantes e apoiar empreendedores locais

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O Ministério do Turismo (MTur) está desenvolvendo um diagnóstico e um plano de ação parahttps://www.gov.br/turismo/pt-br. A iniciativa é resultado de uma cooperação técnica com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e prevê estudos sobre potencialidades, desafios e oportunidades de desenvolvimento da atividade turística em áreas próximas a países vizinhos.

A expectativa da pasta é ampliar oportunidades para os agentes locais, como comunidades tradicionais e empreendedores da cadeia produtiva do turismo. O levantamento deve, ainda, identificar desafios relacionados à infraestrutura, conectividade, governança e promoção turística.

O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, explica que o estudo busca identificar as vocações turísticas das regiões de fronteira e avaliar como a proximidade com países vizinhos pode ser aproveitada para ampliar o fluxo de visitantes.

“A gente está buscando diagnosticar as vocações dos estados e das regiões. Então, a fronteira e a proximidade que se tem com países vizinhos, a gente, junto da Unesco, está fazendo um estudo fronteiriço para que a gente possa aproveitar o fluxo de turistas, não só no aumento da conectividade com esse estado, não só no encurtamento de distâncias com países vizinhos, e que a gente possa fazer esse estudo fronteiriço para fortalecer e fomentar o turismo da região”, destaca Feliciano.

Fronteiras do Norte e do Sul

No eixo que envolve Amapá e Pará, os estudos abrangem áreas relacionadas ao Suriname e à Guiana Francesa e devem considerar aspectos territoriais, econômicos, sociais e culturais. Também estão previstas análises no Acre e em Rondônia, nas áreas de fronteira com Peru e Bolívia, além de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, na região de fronteira com países do Mercosul, no Sul do país.

O estudo envolve o envio de equipes técnicas do MTur ao estado de Rondônia e deve  englobar a análise dos fluxos turísticos, oferta de atrativos, serviços e equipamentos turísticos disponíveis em toda a região, além de mapear as iniciativas de cooperação internacional já existentes.

O projeto busca promover o desenvolvimento do turismo a partir de uma abordagem integrada, com estratégias para formulação e aprimoramento de políticas públicas que considerem a preservação ambiental, a valorização das culturas locais e a cooperação entre estados e países fronteiriços.

A iniciativa ganhou força após discussões realizadas na reunião de ministros do Turismo do Mercosul, em 2023, e está alinhada às diretrizes do Comitê Nacional de Fronteiras e à elaboração da Estratégia Nacional de Fronteiras.

Segundo o Ministério do Turismo, o Brasil recebeu 9,3 milhões de turistas internacionais em 2025. Cerca de 65% eram de origem de países sul-americanos, o que reforça a relevância das áreas de fronteira para o fluxo turístico internacional.
 

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21/09/2026 00:02h

Ação alcança contribuintes com inconsistências na EFD-Contribuições; fiscalização deve ser iniciada após 10 de novembro, segundo a Receita Federal

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A Receita Federal do Brasil (RFB) notificou empresas com avisos para regularização de inconsistências relacionadas ao PIS/Cofins. A iniciativa integra o Plano Anual da Fiscalização (PAFIS) 2026 e busca a regularização espontânea das divergências identificadas. As inconsistências alcançam R$ 1,3 bi. O prazo para regularizar as informações vai até 10 de novembro. 

Nesta edição, a Receita Federal priorizou dois tipos de inconsistências identificadas nas Escriturações Fiscais Digitais da Contribuição relacionadas com a apropriação indevida de créditos da contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins (EFD-Contribuições). 

O primeiro risco identificado pela Receita envolve a utilização indevida de créditos relacionados a insumos na revenda. O segundo está ligado à contratação de serviços de transporte de carga prestados por pessoas jurídicas optantes pelo Simples Nacional.

Revisão

Segundo a Receita Federal, as empresas que apresentaram inconsistências nos dados receberam os avisos para regularização via Correios e por meio da caixa postal do contribuinte no Portal e-CAC (Centro Virtual de Atendimento). Já os contribuintes sujeitos a acompanhamento diferenciado devem ter recebido a comunicação pelo canal de comunicação e-Mac.

De acordo com a orientação da Receita, a empresa que recebeu o comunicado deve verificar as informações apontadas e, quando necessário, retificar a EFD-Contribuições para adequar os dados.

Não é necessário comparecer presencialmente a uma unidade da Receita Federal nem enviar ao órgão comprovantes das retificações, compensações ou pagamentos realizados. As informações são validadas pelos sistemas da própria Receita.

Após 10 de novembro, o Fisco fará novas verificações. Se as inconsistências permanecerem, serão iniciados procedimentos de fiscalização. Na edição anterior da ação, os alertas levaram à regularização de R$ 900 milhões, sem aplicação de multas de ofício. Para os contribuintes que não aproveitaram a oportunidade de regularização, foram programadas fiscalizações com previsão de lançamento de R$ 1,8 bilhão em crédito tributário.

A regularização pelas empresas evita a multa prevista na Lei nº 8.218/1991, equivalente a 5% do valor das operações omitidas na escrituração ou prestadas com erros referentes aos registros e respectivos arquivos. Além disso, a regularização tem benefícios, como permitir que os negócios participem de editais públicos e recebam benefícios fiscais e financiamentos públicos.

Manual de Orientação Tributária 

A Receita Federal disponibilizou ainda um Manual de Orientação Tributária sobre créditos de PIS/Pasep e Cofins, com orientações para que os contribuintes identifiquem e corrijam as inconsistências apontadas.

Em relação às empresas que não receberam o comunicado, a Receita destacou que os contribuintes que identificarem que se enquadram em uma ou mais situações descritas no manual podem fazer a regularização de forma espontânea. A medida permite corrigir informações prestadas em escriturações e declarações e evitar a possibilidade de autuação e aplicação das multas previstas na legislação tributária.

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19/09/2026 00:02h

Monitor do PIB-FGV mostra crescimento de 1,3% na comparação anual, mas aponta dificuldade de manter taxas mais elevadas até o fim de 2026

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A economia brasileira recuou 0,4% em julho, na comparação com junho, influenciada pela queda da agropecuária e pela estabilidade da indústria e dos serviços. Os dados são do Monitor do PIB-FGV,  do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgado nesta quarta-feira (17).

Na publicação, a coordenadora da pesquisa, Juliana Trece, destaca que o resultado de julho pode sinalizar um ritmo mais moderado da economia nos próximos meses.

“O desempenho negativo de julho evidencia a dificuldade de manutenção de taxas mais elevadas de crescimento no restante do ano, com possibilidade de resultados próximos da estabilidade”, destacou no estudo.

A pesquisadora explicou, ainda, que contexto é desafiador tanto no ambiente externo, com aumento das tarifas dos Estados Unidos sobre parte das exportações brasileiras e da alta do preço do petróleo, quanto no interno, com juros e endividamento das famílias em patamares elevados.

Os dados mostram que na comparação com o mesmo período do ano passado, a economia cresceu 1,3% em julho e 1,6% no trimestre concluído em julho. Já a taxa acumulada em 12 meses até julho foi de 1,8%.

A estimativa é de que o PIB acumulado até julho de 2026 tenha alcançado R$ 7,853 trilhões em valores correntes.

Consumo das famílias 

O consumo das famílias cresceu 0,4% no trimestre móvel encerrado em julho. O resultado foi impulsionado principalmente pela contribuição positiva dos produtos duráveis, enquanto serviços e produtos não duráveis tiveram participação menor no desempenho do período.

Segundo o levantamento, a taxa registrada até julho foi a menor desde o trimestre móvel encerrado em outubro de 2025.

Exportação

O trimestre, que teve fim em julho, também fechou com crescimento de 0,3%. O resultado refletiu a contribuição positiva das exportações de serviços, bem como dos produtos agropecuários Os bens intermediários também participaram, mas com menor impacto.

Em contrapartida, a exportação de produtos da extrativa mineral exerceu a principal contribuição negativa. A taxa observada foi inferior à registrada nos trimestres móveis anteriores.

Importação

Já as importações cresceram 3,9% no trimestre que foi concluído em julho. O resultado foi puxado pelo desempenho positivo de serviços, bens de consumo e bens de capital. Em relação aos trimestres móveis anteriores, a taxa de crescimento das importações desacelerou.
 

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