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Baixar áudioMunicípios, prestadores de serviços e entidades reguladoras que iniciaram a inserção de dados no Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (Sinisa) têm até o dia 23 de setembro para finalizar o procedimento. O prazo foi prorrogado pelo Ministério das Cidades e é exclusivo para os entes locais que iniciaram o cadastramento até o dia 3 de setembro.
Em nota, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) destacou a importância de os gestores enviarem as informações. A entidade alertou, ainda, que estar em dia com a declaração ao Sinisa é uma das condicionantes de acesso aos recursos do governo federal.
Os dados a serem preenchidos são referentes ao ano-base 2025. As informações abrangem os serviços de abastecimento de água, esgotamento sanitário, limpeza e manejo de resíduos sólidos, drenagem e manejo de águas pluviais. Há também o módulo de gestão municipal, que deve ser preenchido exclusivamente pelas prefeituras.
Segundo o Ministério das Cidades, o fornecimento dos dados ao Sinisa é uma obrigação legal. Nesse caso, a ausência de envio das informações pelos municípios ou prestadores pode impedir o acesso a recursos federais destinados a ações e investimentos em saneamento básico.
Dados do Ministério das Cidades, apurados até o dia 11 de setembro, mostram que o nível de conclusão varia entre os eixos de saneamento nos municípios. No módulo de Água, 24,86% dos municípios finalizaram o preenchimento, enquanto 72,96% estão com esta etapa em andamento.
Em relação ao Esgoto, foram 37,46% de conclusões e 58,27% com preenchimento ainda em realização. Os números são maiores em Resíduos Sólidos, com 81,92% já enviados e 9,98% em complementação, enquanto Águas Pluviais está com 82,77% e 6,62%, respectivamente. Já o eixo de Gestão Municipal soma 81,04% finalizados e 7,04% em aberto.
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Baixar áudioO Brasil recebeu 113.228 turistas chineses entre janeiro e agosto de 2026. O número supera em 10% o total registrado durante todo o ano de 2025, quando 103.122 visitantes da China entraram no país. Na comparação com os oito primeiros meses do ano passado, o crescimento foi de 73,3%.
Os dados fazem parte do levantamento oficial do Ministério do Turismo (MTur), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur) e a Polícia Federal.
Segundo o MTur, a alta ocorre após o início da isenção de visto para turistas chineses, que passou a valer em maio deste ano e vai até 31 de dezembro de 2026. A pasta também destacou que o período foi marcado pelo fortalecimento das relações entre Brasil e China, além de ações de promoção dos destinos brasileiros no mercado asiático, incluindo iniciativas do Ano Cultural Brasil-China.
Para o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, os resultados mostram os efeitos da política de isenção de visto e da aproximação entre os dois países para impulsionar o turismo bilateral.
“[Estou] muito feliz de poder comemorar esses dados. O governo do Brasil adotou a política de isenção de visto e a gente está podendo colher o fruto dessa política, atrelada à proximidade entre países. São políticas públicas como essa que a gente procura e espera desenvolver o turismo do Brasil cada vez mais”, afirmou Feliciano.
Em maio, o chefe da pasta realizou missão oficial na China e se reuniu com representantes de agências de viagens, de empresa aérea e operadores de turismo. “Estamos construindo uma agenda de longo prazo para posicionar o país de forma permanente entre os destinos prioritários do público chinês”, disse o ministro.
Atualmente, Brasil e China contam com uma operação de voo direto com parada técnica na Europa, realizada pela Air China. Outras companhias, como a Emirates, oferecem rotas com conexão.
O MTur criou um Grupo de Trabalho de Turismo Brasil-China para discutir medidas relacionadas à recepção dos visitantes e para apoiar a expansão do fluxo. Entre as iniciativas estão a qualificação do receptivo, adaptação de serviços, capacitação de profissionais e melhoria da experiência dos turistas.
Mais de 330 agências brasileiras já estão aptas a receber turistas chineses. O grupo também deve identificar destinos, rotas e produtos com potencial de atração, além de mapear oportunidades relacionadas à conectividade aérea, mobilidade e infraestrutura.
Entre os destinos apontados estão a Amazônia, Foz do Iguaçu e o Pantanal. A Chapada Diamantina (BA), também vem ganhando espaço entre os turistas chineses, principalmente pela diversidade de fauna e flora e pelos rios da região.
A promoção internacional dos destinos brasileiros também tem sido realizada em parceria entre o Ministério do Turismo e a Embratur, com participação em feiras especializadas, relacionamento com operadores de turismo e companhias aéreas e campanhas voltadas ao mercado asiático.
O crescimento da entrada de turistas chineses ocorre em um cenário de expansão do turismo internacional no Brasil. Dados do MTur indicam que de janeiro a agosto de 2026, o país registrou 6.451.257 chegadas de turistas estrangeiros – sendo o segundo melhor resultado da série histórica para o período.
Apenas no mês de agosto, o país recebeu 576.276 visitantes internacionais. Esse foi o maior número registrado para o mês desde o começo da série histórica, em 2009. O resultado representa alta de 37,9% em relação a agosto de 2019, antes da pandemia, com 158.482 chegadas a mais.
Em todo o ano de 2025, o Brasil registrou o recorde anual de 9,2 milhões de turistas internacionais.
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Baixar áudioNo cenário regional, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera as simulações de 2° turno nas regiões Nordeste e no Sudeste, mas fica atrás dos adversários nas regiões Norte/Centro-Oeste e Sul. Os dados são da pesquisa BTG/Nexus, sobre as intenções de voto para a Presidência da República nas eleições de 2026, divulgada no dia 14 de setembro.
A 14ª rodada da Pesquisa BTG/Nexus mostra que o cenário eleitoral para a eleição presidencial de 2026 segue competitivo no 1° turno, com Lula (PT) à frente de Flávio Bolsonaro (PL). Os dados mostram que o petista avança de 39% para 45% das intenções de voto, já o candidato do PL passou de 35% para 37%.
O escritor Augusto Cury (Avante) aparece em seguida, com 6%, seguido por Ronaldo Caiado (PSD), com 5%, Renan Santos (Missão), com 2%, e Zema (Novo), com 1%.
O levantamento também mostra que a consolidação das preferências eleitorais aumentou. Entre os entrevistados que escolheram algum candidato no 1°turno, 83% afirmam que a decisão de voto já está tomada e não deve mudar até a eleição. Outros 17% dizem que ainda podem mudar o voto. O índice de decisão consolidada avançou de 81% em relação à rodada anterior para 83% agora.
A pesquisa também testou cinco cenários de eventual segundo turno entre Lula (PT) e os candidatos Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) , Zema (Novo), Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão). Em todos os cenários, Lula lidera no Nordeste e no Sudeste, enquanto os adversários aparecem à frente no Norte/Centro-Oeste e no Sul. O candidato do PT também lidera no Norte/Centro-Oeste contra o adversário do Missão.
Lula x Flávio Bolsonaro
O levantamento mostra que no recorte regional do eleitorado, considerando o cenário Lula contra Flávio Bolsonaro (PL) no 2° turno, o petista lidera com 61% das intenções de voto no Nordeste e 48% no Sudeste. Já o senador atingiu 33% entre o eleitorado nordestino e 43% entre os moradores do Sudeste.
Em contrapartida, Flávio Bolsonaro lidera no Sul, com 68% das intenções de voto, ante 29% do petista. Já no recorte Norte/Centro-Oeste, o senador marca 53% e Lula 39% das intenções de voto entre os entrevistados.
Lula x Ronaldo Caiado
No cenário de um eventual 2° turno entre Lula e Ronaldo Caiado (PSD), 64% dos respondentes da Região Nordeste votaria no candidato petista, já 28% em Caiado. Lula também lidera no Sudeste, com 46% ante 42% do adversário.
Nas demais regiões do país, o candidato do PSD aparece na liderança. Caiado lidera entre os eleitores que participaram da pesquisa no Norte/Centro-Oeste, com 51% das intenções de voto, contra 38% de Lula; e no Sul, com 55% das intenções ante 29% registradas em relação ao candidato do PT.
Lula x Romeu Zema
No cenário contra Romeu Zema (Novo) no 2° turno das eleições, Lula mantém vantagem regional nas regiões Nordeste e Sudeste. Já nas regiões Sul e Norte/Centro-Oeste, Zema aparece à frente.
Confira o percentual por região, considerando Lula X Romeu Zema:
Lula x Renan Santos
Em um eventual 2° turno contra Renan Santos (Novo), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém vantagem regional nas regiões Nordeste, Sudeste e no recorte Norte/Centro-oeste. Na Região Nordeste, o petista registra 64% das intenções de voto, contra 26% de Renan Santos. Já no Sudeste, Lula aparece com 47%, ante 37% do candidato do Novo.
Lula também lidera no recorte mapeado pela pesquisa, que considera Norte/Centro-Oeste, com 44% ante 39% de Renan.
Renan Santos, por sua vez, lidera apenas no Sul, com 51%, ante 28% de Lula (PT).
Para a pesquisa, foram entrevistados 2.003 eleitores por telefone, entre os dias 11 e 13 de setembro de 2026. O levantamento ouviu eleitores em todas as 27 unidades da federação, com distribuição proporcional por região.
A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. O número de registro da pesquisa no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é BR-04076/2026.
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Baixar áudioEscolas estaduais e municipais de todo o país devem se preparar para os possíveis impactos do El Niño 2026-2027. O alerta integra uma nota técnica elaborada por pesquisadores do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), em parceria com o Instituto Alana. As recomendações são destinadas aos gestores estaduais e municipais das redes de ensino.
O objetivo da iniciativa é contribuir para o fortalecimento das estratégias de adaptação às mudanças climáticas em escolas e comunidades escolares. A ideia também é estimular a gestão na redução de riscos de desastres, considerando os possíveis impactos associados ao El Niño 2026/2027.
A análise indica que o planejamento e a adoção de medidas de preparação para possíveis impactos do fenômeno climático devem integrar as estratégias de gestão de riscos das redes de ensino.
Segundo o Cemaden, eventos climáticos como ondas de calor, secas, inundações, alagamentos, tempestades, vendavais e outros eventos extremos podem afetar a saúde, o bem-estar, a segurança e o direito à educação.
O documento “El Niño 2026-2027: Orientações para a preparação das redes de ensino brasileiras” orienta estados e municípios a adotarem medidas preventivas para reduzir os riscos relacionados aos efeitos do fenômeno climático nas unidades escolares.
Segundo o Cemaden, a preparação das redes de ensino é importante para reduzir os impactos de desastres e garantir maior segurança e continuidade das atividades escolares.
O documento lista uma série de ações sobre como as redes de ensino podem se preparar e reduzir os riscos nas unidades escolares.
Entre as recomendações estão:
A publicação destaca que, embora as Secretarias de Educação sejam responsáveis por orientar e viabilizar parte das ações, a efetividade das medidas depende da articulação com as escolas e as comunidades.
A nota orienta, ainda, que as prefeituras evitem usar as escolas como abrigos temporários. De acordo com o Cemaden, o planejamento municipal deve identificar previamente os locais para acolher a população em situações de desastre.
Pela nota técnica, as escolas devem ser consideradas apenas em caráter excepcional e temporário, para garantir o direito à educação dos estudantes.
Segundo o Cemaden, a adoção das medidas, considerando as características de cada território, pode fortalecer a capacidade local de prevenir e reduzir riscos, preparar as redes para situações de emergência, coordenar ações e enfrentar possíveis impactos.
A nota técnica foi elaborada por pesquisadores especialistas em Educação para Redução de Riscos e Desastres (ERRD) do Cemaden.
A ERRD busca desenvolver, nas comunidades escolares, conhecimentos, habilidades e atitudes que contribuam para prevenir e responder a situações de emergência.
O Cemaden informou que o monitoramento da temperatura do Oceano Pacífico Tropical mostrou que o El Niño apresentou rápido fortalecimento, e alcançou anomalia de cerca de 1,8 °C, em agosto de 2026. As projeções da National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA) indicam que o fenômeno poderá atingir intensidade muito forte no período de setembro a novembro.
Além disso, o período de máxima intensidade deve ocorrer antes do esperado, atualmente, previsto para o trimestre de outubro a dezembro de 2026. “Esse cenário reforça a necessidade de implementação imediata de ações de prevenção e preparação nas redes de ensino”, reforçou o Cemaden, em nota oficial.
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Baixar áudioProdutores rurais devem enfrentar condições climáticas distintas nas diferentes regiões do país entre setembro e novembro. O Boletim Agroclimatológico Mensal do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) aponta tendência de redução das chuvas e temperaturas elevadas em áreas do Norte, Nordeste e Centro-Oeste, enquanto a Região Sul deve registrar maior disponibilidade de água e excesso de umidade em algumas áreas.
O cenário pode exigir atenção no planejamento das atividades agrícolas e pecuárias, principalmente em relação à disponibilidade de água no solo. O boletim do Inmet apresenta estimativas dos estoques de água e informações climáticas voltadas ao planejamento do setor agropecuário.
No Norte, a previsão indica condições mais secas em parte da região, com impactos sobre a disponibilidade hídrica e o desenvolvimento das atividades no campo. No Nordeste e no Centro-Oeste, a combinação de menor volume de chuvas e temperaturas elevadas também pode aumentar a demanda por água.
Já no Sul, o excesso de umidade pode dificultar operações agrícolas, como preparo do solo, plantio e colheita, além de favorecer a ocorrência de doenças em determinadas culturas.
Norte
Conforme o Boletim, a restrição hídrica, associada à temperatura elevada na Região Norte, poderá intensificar o estresse das culturas e demandar maior atenção em algumas áreas. O alerta é para localidades produtoras de arroz de várzea da região de Marajó, especialmente nas lavouras em fases mais sensíveis ao déficit hídrico, como floração e enchimento de grãos.
Em contrapartida, em Roraima, onde o milho de terceira safra deverá estar nas fases de maturação e colheita, o Inmet informa que o tempo seco previsto para o período tende a favorecer a produção.
Nordeste
Já na Região Nordeste, entre as previsões do Inmet, a deficiência hídrica associada ao calor intenso poderá comprometer o crescimento e a produção de biomassa das pastagens, especialmente nas áreas de sequeiro do Maranhão, Piauí, Ceará, oeste do Rio Grande do Norte, oeste da Paraíba, oeste de Pernambuco, sertão de Sergipe e semiárido baiano.
Nessas regiões nordestinas, há previsão de redução da oferta e da qualidade da forragem. Segundo o boletim, o cenário poderá afetar o ganho de peso dos bovinos de corte e elevar os custos de produção devido à necessidade de suplementação alimentar.
Centro-Oeste
Em setembro, a estiagem deverá favorecer a colheita do algodão, milho de segunda safra e sorgo no Centro-Oeste. Já no sul de Mato Grosso do Sul, as chuvas acima da média poderão dificultar a colheita do milho e do trigo. Em outubro, a insuficiência de água no solo e as altas temperaturas no sudoeste de Mato Grosso poderão prejudicar a germinação e o estabelecimento da soja. Nesse caso, há o risco de falhas e replantio.
O Inmet alerta, ainda, que a menor disponibilidade de água também poderá favorecer incêndios, reduzir a qualidade das pastagens e afetar o desempenho do rebanho.
Já em novembro, a previsão indica alta nos níveis de armazenamento de água no solo em grande parte da região – exceto no sudoeste de Mato Grosso e no norte de Mato Grosso do Sul. Pelo prognóstico, o cenário deve favorecer as lavouras de soja semeadas mais tardiamente.
Sudeste
Para a Região Sudeste, a previsão climática indica chuvas acima da média em São Paulo e triângulo mineiro. Já nas áreas do centro-norte da região deverão ter chuvas abaixo da média, especialmente no centro-norte de Minas Gerais, Espírito Santo e norte do Rio de Janeiro.
A temperatura média do ar também deve permanecer acima da média climatológica em toda a Região Sudeste.
Em grande parte de São Paulo, no sul e sudeste de Minas Gerais e no Rio de Janeiro, a chuva pode favorecer culturas agrícolas, como cana-de-açúcar, hortifruticultura e pastagens.
O Inmet pontua na publicação que, durante o trimestre, o início da semeadura da soja em São Paulo e Minas Gerais poderá ser mais desafiador em Minas Gerais, devido à redução das chuvas, temperaturas elevadas e baixos níveis de água no solo, especialmente em setembro e outubro.
Para milho, feijão e trigo, as condições climáticas devem contribuir para o encerramento da colheita em Minas Gerais, enquanto, em São Paulo, as chuvas poderão dificultar as operações.
Sul
Com a previsão de chuvas acima da média em toda a Região Sul, em setembro, os maiores excedentes deverão se concentrar no sul do Paraná, centro de Santa Catarina e norte do Rio Grande do Sul.
Já o mês de outubro deve registrar os maiores excedentes de chuva do trimestre, estendendo para áreas do sul do Paraná, todo o estado de Santa Catarina e o centro, oeste e norte do Rio Grande do Sul. Já em novembro, o excesso de água no solo está previsto para noroeste do Rio Grande do Sul e oeste de Santa Catarina.
Segundo o Instituto, as condições podem dificultar a semeadura do arroz irrigado, em áreas com drenagem deficiente. O excesso de umidade também poderá atrasar a colheita.
O boletim completo pode ser acessado em portal.inmet.gov.br.
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Baixar áudioAs operações de crédito rural contratadas nos dois primeiros meses da safra 2026/2027, de julho a agosto de 2026, somaram R$ 65,7 bilhões. O montante contempla operações do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) e demais produtores rurais.
Os dados foram divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e são baseados em informações do Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor), do Banco Central do Brasil.
Entre as regiões do país, o Sul concentrou o maior número de contratos e o maior volume de crédito. Foram 22.631 operações, que registraram R$ 11,7 bilhões em crédito.
Confira o ranking regional de em concessões no bimestre por região:
O levantamento aponta diferenças no valor médio das operações entre as regiões. O Nordeste registrou o maior valor médio por contrato, de R$ 1,05 milhão. Em seguida, o Centro-Oeste alcançou o montante de R$ 1,03 milhão.
No entanto, apesar da Região Sul registrar o maior número de contratos e o maior volume de crédito entre as regiões, apresentou o menor valor médio, de R$ 516,5 mil.
Na análise por segmento, os demais produtores rurais, fora do Pronamp, responderam por R$ 22 bilhões. O montante equivale a 33,5% do total concedido no período. Já o Pronamp registrou R$ 11,4 bilhões em concessões, o equivalente a 17,3% do total.
Ao todo, a agricultura empresarial registrou 70.657 contratos de crédito rural no bimestre. Do total, 23.478 foram operações de Cédulas de Produto Rural (CPRs) – que são títulos que permitem ao produtor obter recursos mediante o compromisso de entrega futura de produtos agropecuários.
Segundo o Mapa, as CPRs se destacaram com uma parcela significativa das contratações realizadas no bimestre. As Cédulas responderam por R$ 32,4 bilhões do total contratado no período, o equivalente a 49,2% das operações.
Os dados mostram que o volume superou as operações de custeio convencional, que somaram R$ 23 bilhões, o que representou 34,9% do total.
Do total destinado ao custeio da produção, os demais produtores empresariais responderam por R$ 12 bilhões, equivalentes a mais da metade do custeio contratado (52,2%).
Já os produtores enquadrados no Pronamp contrataram R$ 11 bilhões, correspondentes a 47,8%.
Em relação à comercialização da produção agropecuária no período, R$ 4 bilhões foram contratados em crédito. Já as operações destinadas à industrialização somaram R$ 2,9 bilhões. Nas duas segmentações, os recursos ficaram concentrados entre médios e grandes produtores.
E as operações de investimento, destinadas à aquisição de máquinas e equipamentos, irrigação e modernização de estruturas produtivas, somaram R$ 3,5 bilhões no bimestre. Entre os programas específicos, o Pronamp Investimento registrou R$ 428 milhões em contratações. Por outro lado, o RenovAgro somou R$ 413 milhões.
Entre as fontes de recursos utilizadas no financiamento do crédito rural, os Recursos Obrigatórios foram a principal fonte controlada no período, com R$ 9,9 bilhões.
Já a Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) na modalidade controlada somou R$ 6,7 bilhões.
Entre as fontes não controladas, formadas por recursos captados livremente pelas instituições financeiras no mercado, a LCA Livre foi a principal, com R$ 7,6 bilhões destinados ao crédito rural.
A previsão de recursos equalizáveis para a safra 2026/2027 totaliza R$ 97,6 bilhões, conforme a Portaria MF nº 2.170, de 22 de julho de 2026. Segundo o Mapa, os valores são destinados a linhas de crédito com taxas de juros controladas pelo Governo Federal, com a equalização da diferença em relação às taxas de mercado.
Nos dois primeiros meses da safra, foram concedidos R$ 10,9 bilhões em recursos equalizáveis.
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Baixar áudioOs brasileiros com 60 anos ou mais têm papel cada vez maior na gestão dos lares. Com renda média mensal de R$ 3.865,00, a mais alta do país, essa parcela da população chefia cerca de 21,6 milhões de domicílios. O número representa 32% dos lares brasileiros. Os dados são do levantamento “Geração 60+: Moradia e Arranjos Familiares”, feito pela Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados.
O estudo identificou que o papel dos 60+ no orçamento familiar vem, em muitos casos, acompanhado de sobrecarga familiar. Além disso, há informalidade entre aqueles que trabalham.
Apesar da maior renda, o grupo não ganhou mais nos últimos anos. O levantamento aponta que entre 2016 e 2025, o rendimento médio da população 60+ caiu 4% em termos reais. Em contrapartida, no mesmo período, a renda média da população geral cresceu 13%. Ainda assim, com R$ 3.865,00 por mês, a Geração 60+ segue com a maior renda média entre as faixas etárias analisadas.
Segundo a Nexus, as pessoas com 60 anos ou mais são responsáveis pela chefia ou gestão compartilhada do orçamento doméstico em 87% dos lares em que vivem.
O levantamento mostra, ainda, o papel da Geração 60+ na organização financeira das famílias. No estudo, o CEO da Nexus, Marcelo Tokarski, destacou que a participação desse grupo na manutenção dos lares vai além dos benefícios, previdenciários ou não.
“A Geração 60+ contribui diretamente para a manutenção da casa. A dimensão econômica desse grupo dentro dos lares vai além da condição de beneficiário de aposentadorias ou outros rendimentos”, observou Tokarski.
De acordo com a Nexus, 8,5 milhões de pessoas com 60 anos ou mais estão no mercado de trabalho. O número representa 24,4%. Do total, mais da metade é empreendedora (50,6%) – equivalente a 4,3 milhões de pessoas.
O relatório evidencia que a maior parte das atividades acontece sem formalização. Considerando trabalhadores por conta própria e empregadores, 72% dos empreendedores 60+ atuavam sem CNPJ em 2025, totalizando 3,1 milhões de pessoas.
Em uma década, a quantidade de pessoas com 60 anos ou mais vivendo sozinhas cresceu 75%. O movimento é liderado pelas mulheres, que representam 62% do total.
Os dados identificaram que a maior parcela dos chefes de domicílio da Geração 60+ não mora sozinha. Apenas 32% das pessoas dessa faixa etária que chefiam seus domicílios vivem por conta própria, já nos outros 68%, há duas ou mais pessoas morando na mesma residência.
No recorte regional, o maior número de 60+ que moram sozinhas está concentrado nas regiões Sudeste e Nordeste, 4,7 milhões de pessoas – o equivalente a 72,6% do grupo.
As mulheres são maioria em praticamente todas as regiões e chegam a representar 67% das pessoas 60+ que vivem sozinhas no Sul. A única exceção é a Região Norte, onde há equilíbrio entre homens e mulheres: cada grupo representa 50% das pessoas 60+ que moram sozinhas.
Entre as unidades da Federação, as mulheres são maioria em 23 das 27 UFs. São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais concentram, juntos, 45% desse contingente – o que representa 2,89 milhões de pessoas.
O levantamento foi baseado em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A análise da Nexus considerou dados de 2015 a 2025 sobre renda, composição e chefia dos domicílios, arranjos de moradia e participação da população com 60 anos ou mais no mercado de trabalho.
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Baixar áudioBrasil e México assinaram, nesta semana, um plano de ação para ampliar a cooperação no setor de turismo, com previsão de troca de dados e experiências e de facilitar o intercâmbio de informações de profissionais e estudantes entre os dois países. O documento foi firmado na Cidade do México, durante o 4º Congresso Mundial de Turismo Esportivo.
Entre as medidas previstas estão a troca de dados estatísticos e informações sobre o setor, o compartilhamento de experiências em gestão e estratégias de mercado e a divulgação de destinos turísticos brasileiros e mexicanos.
A cooperação ainda prevê ações de qualificação para prestadores de serviços turísticos e intercâmbio de estudantes e professores de cursos de turismo. Profissionais de órgãos oficiais dos dois países também poderão participar de atividades de troca de experiências e boas práticas.
O plano também estabelece que os órgãos deverão divulgar cursos, seminários e conferências promovidos pelos dois países. O objetivo é permitir a participação de servidores brasileiros e mexicanos em atividades de capacitação sobre o setor.
A assinatura foi realizada pela secretária-executiva do Ministério do Turismo (MTur), Fernanda Câmara Norat, e pela secretária de Turismo do México, Josefina Rodríguez Zamora.
Norat destacou que a cooperação busca ampliar o fluxo de turistas entre os dois países e fortalecer o intercâmbio estratégico.
“Vamos trocar experiências, dados, informações, com o objetivo de aumentar o fluxo de turistas entre o Brasil e o México. Por meio dessa assinatura e dessa cooperação esperamos divulgar os destinos no Brasil e no México. Esperamos que nos próximos anos isso tudo se reflita em aumento de chegadas de mexicanos ao nosso país”, disse Norat.
A agenda no 4º Congresso Mundial de Turismo Esportivo também promoveu a realização da Copa do Mundo Feminina de 2027 no Brasil, que será realizada de 24 de junho a 25 de julho, com vistas a ampliar o fluxo turístico internacional para o Brasil.
Segundo Fernanda Câmara Norat, a Copa do Mundo Feminina de 2027 – a primeira a ser realizada na América do Sul – deve movimentar cerca de R$ 9 bilhões de reais na economia brasileira. Ela destacou, ainda, que o mundial de futebol será uma oportunidade para ampliar a divulgação dos destinos brasileiros e atrair turistas estrangeiros.
Norat também defendeu que a realização de eventos esportivos deve ir além dos dias de competição e gerar benefícios permanentes, que englobam não apenas destinos e comunidades. Para ela, a infraestrutura para a Copa de 2027 deve visar ganhos sociais e econômicos contínuos.
“Será mais uma oportunidade para a gente divulgar nossos destinos, nossa história, nossa rica cultura para o mundo todo. Os mega-eventos esportivos são uma oportunidade única de a gente mostrar o que tem de melhor e deixar um legado duradouro para os destinos, a infraestrutura e na melhoria da experiência dos visitantes para o país”, disse Norat.
Na ocasião, a representante do MTur destacou as experiências do Brasil como sede de mundiais, como a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016, que estimularam investimentos em aeroportos, mobilidade e hotelaria.
O debate contou com a participação de ministros e secretários de turismo da Argentina, Portugal, Uruguai e Belize.
Considerando o fluxo de turistas, o MTur, em parceria com a UNESCO, lançou o Guia para Mulheres que Viajam Sozinhas — já com versões em inglês e espanhol. Norat destacou que o documento permite que turistas conheçam o país com mais autonomia.
Fernanda Norat esteve no México para participar da quarta edição do congresso, organizado pela ONU Turismo. O evento, que aconteceu de 7 a 9 de setembro, reuniu representantes de diferentes países para discutir iniciativas e estratégias relacionadas ao turismo esportivo, como eventos relacionados ao esporte que podem favorecer o turismo nos países.
A secretária-executiva participou de um painel sobre o turismo esportivo nas políticas públicas, ao lado de representantes da Argentina, Portugal e Uruguai.
Na quinta-feira (10), a agenda seguiu em Cancún, onde Norat realizou uma visita técnica ao aeroporto internacional da cidade e participou de uma reunião com representantes do Grupo Aeroportuario del Sureste (ASUR), responsável pela administração do terminal.
Conforme o MTur, o Grupo assumiu 20 operações aeroportuárias na América Latina, sendo 17 no Brasil e três divididas entre Equador, Costa Rica e Curaçao. Entre os principais ativos da empresa em território brasileiro estão os aeroportos de Curitiba, Belo Horizonte e Goiânia.
Para a pasta, a operação abriu espaço pra aproximar os ecossistemas turísticos brasileiro e mexicano em relação à gestão aeroportuária, desenvolvimento de rotas, experiência dos passageiros e integração entre aeroportos e destinos turísticos.
Já nesta sexta-feira (11), a secretária-executiva se reuniu com a governadora de Quintana Roo, Mara Espinosa. O estado fica na Península de Iucatã e abriga Cancún, um dos principais destinos turísticos do México.
Durante a agenda no México, o Ministério do Turismo sugeriu que estados dos dois países firmassem acordos para a divulgação de atrativos entre si. A ação inédita focará na promoção conjunta entre estados do Brasil e do México.
A proposta foi apresentada pela secretária-executiva do Ministério, Fernanda Câmara Norat, durante reunião com Roberto Monroy García, presidente da Mesa Diretora da União de Secretárias e Secretários de Turismo do México (ASETUR).
A previsão é de que os estados façam propagandas conjuntas por meio de campanhas publicitárias e da participação em feiras, além de outras iniciativas. Segundo o MTur, García demonstrou interesse pela ideia e disse que a pasta “pode fazer a ponte” entre os estados.
Segundo a secretária-executiva brasileira, os acordos podem estimular que os estados solicitem a companhias aéreas uma maior frequência de voos entre os dois parceiros.
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Baixar áudioUma empresária de Teresina (PI) é a primeira microempreendedora individual (MEI) inscrita no Cadastro Único (CadÚnico) a assinar um contrato do Fundo Geral de Turismo (Fungetur), segundo o Ministério do Turismo (MTur). Maria do Perpétuo Socorro Medeiros teve o crédito de R$ 21 mil liberado para capital de giro, com o objetivo de expandir a empresa de eventos que mantém há 14 anos.
O contrato foi assinado nesta quinta-feira (10), durante encontro técnico na Universidade Federal do Piauí (UFPI). Na ocasião, foram apresentadas aos MEIs e empresários do setor de turismo inscritos no Cadastur as condições da linha de financiamento e o passo a passo para contratação dos recursos.
O financiamento para Maria do Perpétuo foi concedido pela Agência de Fomento e Desenvolvimento do Piauí (Badespi), com prazo de 24 meses, sendo três meses de carência e 21 parcelas.
“Esse crédito chegou no momento certo. Para o pequeno empreendedor, conseguir financiamento costuma ser difícil, mas pelo Fungetur foi um processo simples e sem burocracia. Vou usar o recurso para comprar insumos, melhorar nossos serviços e atender melhor a demanda dos clientes”, comemorou a empresária.
O evento contou com a participação do ministro do Turismo, Gustavo Feliciano; do ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias; além de representante do Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, do Sebrae e de instituições financeiras parceiras.
“Com a parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social, a gente fez um trabalho para que os microempreendedores individuais do CadÚnico, ou seja, que estão procurando uma alternativa, pudessem, junto do Programa Acredita, aderir a um financiamento que possa dar uma oportunidade para as pessoas que têm efetivamente uma necessidade de crédito e, muitas vezes, têm dificuldade da garantia e do avalista”, explicou Gustavo Feliciano.
A modalidade de crédito é destinada a MEIs da cadeia turística que tenham renda familiar condizente com os critérios e estejam inscritos no CadÚnico e com cadastro ativo no Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos (Cadastur), do Ministério do Turismo. Entre os profissionais que podem acessar a linha estão guias de turismo, motoristas, artesãos e comerciantes de alimentos e bebidas.
As operações têm garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO), no âmbito do Programa Acredita no Primeiro Passo. Com isso, os bancos não exigem garantias patrimoniais do MEI.
Para solicitar o crédito, o empreendedor precisa manter o CadÚnico ativo, ter registro como MEI e cadastro regular no Cadastur. Também deve procurar o Sebrae para orientação técnica e elaboração da proposta e, depois, apresentar a solicitação a um banco parceiro. No Piauí, a linha está disponível pela Badespi, Caixa e Banco do Nordeste.
Segundo o Ministério do Turismo, o Fungetur dispõe de R$ 1,033 bilhão para concessão de crédito em todo o país em 2026. Desde 2023, foram viabilizados mais de 6,3 mil financiamentos, que somam R$ 2,81 bilhões. No Piauí, foram 179 contratos no período, com R$ 62,92 milhões destinados à economia do estado.
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Baixar áudioOs municípios brasileiros receberam nesta quinta-feira (10) os recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). O valor inclui o repasse de R$ 4,9 bilhões referente ao primeiro decêndio de setembro e mais de R$ 9,7 bilhões da parcela adicional de 1% do FPM, implementado pela Emenda Constitucional 112/2021. Neste decêndio, a parcela é 4% superior ao repassado no mesmo período de 2025.
O especialista em orçamento público Cesar Lima destaca que o primeiro decêndio confirma o cenário de um ano positivo para o FPM. Ele ressalta, ainda, que os recursos podem ser usados livremente pelas prefeituras, sem vinculação específica em áreas como saúde e educação.
“Esperamos que os gestores possam fazer um bom uso desses recursos. Ambos os recursos não têm nenhuma vinculação. Então, eles podem ser aplicados em qualquer um dos serviços públicos mantidos pelos municípios. O que representa um grande ganho para as populações”, afirma Lima.
São Paulo concentra o maior volume de recursos neste primeiro decêndio de setembro, com quase R$ 610 milhões. Entre os municípios paulistas com os maiores repasses estão Franca, Itu e Pindamonhangaba, cada um com valores superiores a R$ 2,6 milhões.
Na sequência aparece Minas Gerais, com mais de R$ 606 milhões. No estado, Betim, Contagem e Ibirité estão entre os municípios que recebem os maiores valores, todos acima de R$ 2,8 milhões.
O valor extra é garantido por meio da Emenda Constitucional 112/2021 e os recursos já eram esperados pelas prefeituras. Segundo a Confederação Nacional de Municípios (CNM), este ano marca o fim da regra de transição estabelecida pela emenda.
Em relação ao repasse extra, São Paulo também recebe o maior volume de recursos, somando quase R$ 1,2 bilhão. Entre os municípios paulistas com os maiores repasses extras estão Mogi das Cruzes, Bragança Paulista e Taboão da Serra, cada um com valores superiores a R$ 5,2 milhões.
Já Minas Gerais aparece logo em seguida, com repasse de mais de R$ 1,1 bilhão. Entre as cidades mineiras que recebem os maiores montantes estão Betim, Contagem e Divinópolis, cada uma recebendo mais de R$ 5,6 milhões.
Em 2026, o repasse chega ao primeiro ano de aplicação integral do percentual de 1% sobre os 12 meses de arrecadação considerados no cálculo. A regra foi implantada de forma gradual: começou em 0,25% em 2022, passou para 0,5% em 2024 e alcançou 1% em 2025.
Na avaliação da Confederação, o volume de recursos representa reforço relevante para o caixa das prefeituras. A entidade destacou, em nota, que o repasse garante maior estabilidade fiscal e a continuidade dos serviços essenciais à população no segundo semestre.
Em nota, o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, destacou a importância do valor para os municípios. “É um valor importante para os prefeitos tentarem suportar a difícil realidade financeira, especialmente em um ano em que mais de 54% dos municípios estão no vermelho”, disse.
O recurso extra não sofre retenção do Fundeb e integra a Receita Corrente Líquida (RCL) dos municípios. A CNM destaca que os gestores devem considerar o valor nas obrigações fiscais e ficar atentos às regras de aplicação dos recursos. Por exemplo, ao cumprimento da aplicação obrigatória do percentual constitucional em Manutenção e Desenvolvimento do Ensino (MDE).
Até o dia 8 de setembro de 2026, nove municípios estavam impedidos de receber recursos do FPM. Confira a lista:
Boa Esperança (ES)
Conforme o Tesouro Nacional, os bloqueios estão atrelados a diversas razões, como a falta de recolhimento da contribuição ao Pasep, pendências previdenciárias junto ao INSS, débitos inscritos na dívida ativa da União pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e a ausência de envio de informações ao Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde (SIOPS).
Os repasses ficam suspensos de forma temporária e a transferência dos recursos é restabelecida após regularização da pendência pelo município. O dinheiro do FPM costuma ser aplicado no financiamento de áreas como saúde, educação, infraestrutura e pagamento de pessoal.
Os repasses do Fundo de Participação dos Municípios são feitos a cada dez dias. Nos meses em que a data prevista coincide com fim de semana ou feriado, o crédito é antecipado para o primeiro dia útil anterior.
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