30/08/2025 04:10h

Dados do 48º Data Stories – Inside Audio 2025, feito pela Kantar IBOPE Media, também mostram que 92% da população ouviu algum formato de áudio nos últimos 30 dias; média do consumo diário de rádio chega a quase quatro horas

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Em uma época marcada pelo consumo de vídeos verticais curtos nas redes sociais, o rádio mantém sua força no cotidiano de 79% dos brasileiros das metrópoles. O dado integra o 48º Data Stories – Inside Audio 2025, feito pela Kantar IBOPE Media. A pesquisa mostra, ainda, que 92% dos brasileiros ouviram algum conteúdo de áudio nos últimos 30 dias, em forma de rádio, música, streaming ou podcast.

Pelo estudo, as características ou sentimentos relacionados ao rádio vão além do som e marcam os usuários pela informação (60%), emoção (54%), diversão (36%) e companheirismo (29%).

Força do rádio

O rádio atinge quase 4 horas de escuta por dia entre os ouvintes – se consolidando como um dos meios mais presentes e influentes na rotina dos brasileiros, de acordo com o Kantar IBOPE Media.

Na capital Rio de Janeiro, o consumo de rádio é ainda mais alto, chegando a 4h15min por dia.

Entre as capitais, o consumo de rádio em Belo Horizonte (MG) lidera, com 87% das respostas. Em seguida aparecem Porto Alegre (RS) e Goiânia (GO), ambos com 84%. Já o consumo de rádio em Florianópolis (SC) chegou a 82%.

A pesquisa revela, ainda, que os conteúdos produzidos por emissoras de rádio não são consumidos apenas nos formatos AM/FM – com 70% de audiência dessa forma. O consumo chega a 33% pelo YouTube e atinge 16% dos ouvintes por meio de serviços streaming de áudio.

Além disso, os brasileiros também consomem conteúdos de rádio por meio do app e das redes sociais da emissora de rádio.

Para mais da metade dos entrevistados, o áudio online é escolhido por conta da possibilidade do acesso sob demanda e da variedade de conteúdo disponível.

Publicidade em áudio nas rádios

O levantamento revela que 56% dos ouvintes prestam atenção nos anúncios nas rádios e gostam do formato das propagandas. Inclusive, 46% dos entrevistados já compraram ou pesquisaram algum produto/serviço devido a um anúncio que ouviu em áudio.

Podcasts

Em relação à escolha de consumir podcasts, 50% dos ouvintes de rádio destacam que escutaram ou baixaram podcasts nos últimos três meses, já 60% ouvem streaming de música. Segundo a pesquisa, podcasts e streaming ampliam as possibilidades de conexão e reforçam, assim, o papel estratégico do áudio.

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30/08/2025 04:00h

Boletim da FioCruz aponta que alta foi registrada no Rio de Janeiro, Ceará, Amazonas e Paraíba; apesar de não ter grandes impactos nas hospitalizações por SRAG, população deve ficar atenta, diz pesquisadora

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O mais recente Boletim InfoGripe da Fiocruz aponta que o número de casos de Síndrome Respiratória Grave (SRAG) por Covid-19 tem aumentado no Rio de Janeiro, Ceará, Amazonas e Paraíba.

Apesar da alta ainda não ter gerado grandes impactos nas hospitalizações por SRAG, a população deve ficar atenta aos cuidados respiratórios e à vacinação. A análise é referente ao período de 17 a 23 de agosto.

A pesquisadora do Programa de Computação Científica da Fiocruz e do InfoGripe, Tatiana Portella, destaca que a vacinação é essencial para proteger a população, especialmente a vacina contra a Covid-19. Segundo ela, estar imunizado é a principal forma de proteção contra os casos graves e óbitos da doença.

Tatiana Portella frisa a importância de as pessoas dos grupos de risco verificarem se estão em dia com a vacina.

“Por isso a gente pede para que as pessoas dos grupos de risco verifiquem se estão em dia com a vacinação contra o vírus, lembrando que idosos precisam tomar doses de reforço a cada seis meses, enquanto que os outros grupos, como imunocomprometidos, que são também grupos de risco, precisam tomar doses de reforço uma vez ao ano”, reforça Portella.

SRAG

Conforme o Boletim, o aumento dos casos de SRAG no Distrito Federal, Mato Grosso e Goiás ocorre principalmente nas crianças e adolescentes de dois a 14 anos. O documento informa que a alta pode estar sendo impulsionada pelo rinovírus

Já o crescimento de SRAG vem ocorrendo especificamente na faixa etária de 2 a 14 anos em diversos estados do centro-sul brasileiro, com destaque para São Paulo. No estado paulista o avanço é acentuado, conforme o levantamento.

Apenas no Amazonas, o crescimento do número de casos ocorre entre crianças pequenas e é causado pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR). O estado também é o único que ainda apresenta avanço de SRAG por VSR no país.

A pesquisa identificou que duas das 27 capitais apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco – referente às últimas duas semanas – com sinal de crescimento de SRAG na tendência de longo prazo, nas últimas seis semanas, até a semana 34. As capitais são: Cuiabá (MT) e Manaus (AM).

Em 2025, já foram notificados 163,9 mil casos de SRAG, sendo 53,5% com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório. Entre os casos positivos, 24,6% foram de influenza A e apenas 1,1% de influenza B. Por outro lado, 45,1% foram de vírus sincicial respiratório, 44,8% de rinovírus e 11,5% de Sars-CoV-2 (Covid-19).   

Covid-19

O Brasil vive um momento de alerta no acompanhamento da Covid-19. Um boletim recente do Instituto Todos pela Saúde mostra que, até o dia 16 de agosto, houve oito semanas consecutivas de alta na confirmação de casos da doença. 

A elevação foi observada em todas as faixas etárias, com impacto mais acentuado entre os adultos de 30 a 59 anos. Entre os estados, o Distrito Federal registrou a maior taxa na última semana, com 19%, seguido do Rio de Janeiro e de São Paulo, ambos com 18%.
 

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29/08/2025 04:55h

Nova modalidade de microcrédito produtivo rural é voltada a agricultores de baixa renda e pode significar inclusão para 100 mil famílias, segundo MIDR; Banco da Amazônia participou do lançamento da campanha

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Os pequenos produtores rurais das regiões Norte e Centro-Oeste passaram a contar com uma nova modalidade de microcrédito produtivo rural, o  AgroAmigo. O programa vai destinar R$ 1 bi dos fundos constitucionais para apoiar produtores rurais das duas regiões.

O lançamento da campanha "AgroAmigo – Microcrédito pertinho da gente" foi realizado pelo governo federal no início desta semana, em Brasília (DF), e contou com a participação do Banco da Amazônia, que deve operacionalizar a nova linha de crédito na Amazônia.

A nova modalidade de microcrédito produtivo rural é voltada a agricultores de baixa renda, cujas famílias tenham renda bruta anual de até R$ 50 mil e que trabalhem em atividades agrícolas como forma de subsistência.

Segundo o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), o  AgroAmigo pode possibilitar a inclusão de 100 mil famílias das Regiões Norte e Centro-Oeste. A iniciativa foi inspirada no programa de mesmo nome, do Banco do Nordeste (BNB). 

Conforme o Banco da Amazônia, o microcrédito rural é destinado a agricultores familiares para estimular a geração de renda e melhorar as condições de vida e trabalho no campo. Inclusive, para a instituição financeira, os produtores rurais de pequeno porte são prioridades para o banco.

Poderão usufruir do crédito agricultores, pecuaristas, pescadores artesanais, indígenas, quilombolas, extrativistas. O subsídio pode ser aplicado em diversas melhorias na propriedade, de forma estrutural, e também no sistema produtivo – como construção de reservatórios e armazéns e na implantação de sistemas de irrigação.

Os recursos também podem ser utilizados pelos produtores rurais em ações voltadas à sustentabilidade – as quais são apoiadas pelo Banco da Amazônia, como a recuperação de pastagens. 

O evento contou com a participação do Gerente Executivo de Estratégias de Negócios do Banco da Amazônia (GENEG), Misael Moreno e do Coordenador de Microfinanças (COMIC), Melquesedeque Filho. 

Misael Moreno destacou a importância do programa para os produtores rurais da Amazônia.

“Ao levar o AgroAmigo para a Amazônia, o Banco da Amazônia amplia e fortalece a agricultura familiar como pilar estratégico de fomento, reduz as desigualdades regionais e impulsiona a sustentabilidade na Região Norte”, pontuou Misael.

Também participaram do lançamento outros órgãos federais e autoridades, como o Ministro da Integração e Desenvolvimento Regional (MIDR), Waldez Góes; o Secretário do MIDR, Eduardo Tavares; o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA); o Superintendente da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (SUDAM), Paulo Rocha; a Caixa Econômica Federal (CEF); o Banco do Brasil (BB), entre outros convidados.

AgroAmigo

De acordo com o governo federal, o Agroamigo abrange grupos diversos, desde assentados, ribeirinhos, comunidades extrativistas e pescadores, a indígenas e quilombolas. 

Segundo o Banco da Amazônia, o Agroamigo reconhece as especificidades e vulnerabilidades de diferentes perfis dentro da agricultura familiar. Sendo assim, a linha de crédito deve disponibilizar limites diferenciados conforme o perfil do beneficiário.

Confira a destinação de recursos para cada perfil:

  • Mulheres poderão acessar até R$ 15 mil;
  • Jovens, até R$ 8 mil;
  • Homens, até R$ 12 mil.

De acordo com a instituição financeira, uma mesma família pode somar até R$ 35 mil em crédito – desde que cada integrante esteja inscrito no Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF). 
 

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29/08/2025 04:50h

Com linha de crédito do Banco da Amazônia, empreendedores investem em melhorias para atender público do evento internacional

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Mais de 40 mil visitantes são esperados durante os principais dias da COP30, em Belém (PA), segundo estimativas da Fundação Getúlio Vargas (FGV). A Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 será realizada em pouco menos de três meses e os proprietários de estabelecimentos comerciais da região tem se preparado para receber os turistas. É o caso de Almir Serra dos Santos, dono do bar/restaurante Tony Lanches.

O empresário de 38 anos abriu seu próprio negócio em 2019 – um restaurante situado na orla de Icoaraci, um dos pontos turísticos da capital paraense. Por ter uma localização estratégica de negócio e na expectativa para a COP 30, Almir aderiu à linha de crédito Fungetur, por meio do Banco da Amazônia.

O fundo é vinculado ao Ministério do Turismo (MTur) e o empresário buscou a linha de crédito com o objetivo de melhorar o estabelecimento para recepcionar os participantes da Conferência.

Com os recursos, o empresário investiu em melhorias na infraestrutura do local com vistas a modernizar o espaço. O crédito foi destinado à reforma do telhado do estabelecimento para deixar o ambiente mais moderno e confortável para atrair clientes pela localização privilegiada e visitantes com a proximidade da COP30, 

Almir recorreu à linha de crédito do Fungetur, operada pelo Banco da Amazônia e vinculada ao Ministério do Turismo. O financiamento teve como objetivo oferecer mais conforto e um ambiente renovado para os clientes durante o evento internacional.

“O valor investido no estabelecimento foi 100% do valor adquirido, fiz melhorias na cozinha e estrutural no telhado; o antigo telhado era muito feio e eu levantei um telhado de estrutura metálica”, conta Almir.

Almir conheceu o Fungetur por meio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), por meio de uma indicação de uma amiga e, logo em seguida, procurou o Banco da Amazônia para aderir ao fundo.

Como as reformas foram estruturais, os benefícios para o empreendimento local vão além do período da COP30. Almir destaca a importância do Fungetur para o seu negócio e diz que está com boas expectativas para a Conferência. 

“O Fungetur foi muito importante para essa expansão, nessa nova fase do meu estabelecimento. Foi uma ajuda que caiu do céu e, graças a Deus, está superando minhas expectativas com a nova repaginação que eu dei na casa. Eu estou bem otimista com a COP30. Graças a Fungetur consegui fazer uma atualização no estabelecimento, ficou mais bonito, mais amplo, para poder atender um outro tipo de público. E estamos preparados também para atender a COP30”, salienta o empresário paraense.

Fungetur

O Fungetur é uma linha de crédito destinada a financiar empresas do setor de turismo, vinculado ao Ministério do Turismo. A linha possui orçamento específico, com disposição de patrimônio próprio e autonomia financeira e orçamentária.

O fundo também atua como suporte financeiro no desenvolvimento de políticas públicas voltadas a fomentar a atividade turística.

De acordo com o Banco da Amazônia, podem ser apoiadas atividades turísticas por meio do financiamento de investimentos em capital fixo, bens e capital de giro isolado.

Confira os itens financiados:

  • Investimentos em capital fixo: obras para implantação, ampliação, modernização e reforma de empreendimentos turísticos;
  • Bens: máquinas, equipamentos, veículos, móveis e utensílios, etc;
  • Capital de giro isolado.

O produto é destinado a diversos tipos de negócios, como sociedades empresariais, empresários individuais e Empresas Individuais de Responsabilidade Limitada (EIRELI), legalmente constituídas e com registro no Cadastro dos Prestadores de Serviços Turísticos (CADASTUR).

Além disso, também podem aderir ao fundo os empreendimentos em fase de implantação – que visem financiar investimentos em capital fixo – ou empresas em implantação, para financiamento de bens ou capital de giro isolado.

Entre as atividades econômicas relacionadas à cadeia produtiva do turismo que podem ser contempladas pela linha de crédito, estão as de meios de hospedagem, agências de turismo, transportadoras turísticas, organizadoras de eventos, entre outras.

Taxas de juros 

A taxa de juros do Fungetur é composta pela variação anual do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), acrescida da taxa de juros de 5% a.a.

Confira o prazo para pagamento em relação ao item financiado:

  • Investimentos em capital fixo: até 240 (duzentos e quarenta) meses, já incluída a carência de até 48 (quarenta e oito) meses;
  • Bens: até 120 (cento e vinte) meses, já incluída a carência de até 48 (quarenta e oito) meses;
  • Capital de giro isolado: até 48 (quarenta e oito) meses, já incluída a carência de até 4 (quatro) meses.
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29/08/2025 04:20h

Condição é uma forma de sinusite crônica marcada pela formação de lesões na cavidade nasal e nos seios da face; especialista detalha fatores de risco e cuidados

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Nariz entupido com frequência, perda de olfato e crises respiratórias. Estes sintomas não são apenas incômodos passageiros e podem indicar polipose nasal – uma forma de sinusite crônica marcada pela formação de lesões na cavidade nasal e nos seios da face, chamadas de pólipos. A condição, segundo especialistas, afeta a qualidade de vida. exigindo diagnóstico precoce e tratamento médico para evitar complicações.

Luiz Vicente Rizzo Castanheira, especialista do Hospital Paulista de Otorrinolaringologia, alerta que os sintomas da doença podem ser confundidos com resfriados ou crises de rinite. No entanto, a condição costuma apresentar sintomas mais persistentes e intensos, segundo Castanheira.

Confira os sintomas mais comuns da polipose nasal:

  • Obstrução nasal persistente;
  • Diminuição ou perda completa de olfato em alguns casos;
  • Infecções frequentes com uso repetido de antibióticos.

Polipose nasal e condições respiratórias

O otorrinolaringologista explica que a polipose nasal ocorre devido a uma inflamação crônica da mucosa da região da face. Quanto mais intensa for a inflamação, completa Castanheira, maior o número e o tamanho dos pólipos. 

“A polipose nasal acaba gerando uma obstrução das vias de drenagem dos seios da face. Então mesmo tendo uma sinusite crônica e com essa formação de pólipo, podem acontecer episódios de crises de sinusites agudas decorrentes dessa obstrução da via de drenagem do seio da face que a polipose nasal gera.”

Castanheira destaca que a doença costuma aparecer acompanhada de outras condições respiratórias, como rinite alérgica, asma e sinusites recorrentes. 

“A polipose nasal, por ser um processo crônico da mucosa respiratória da via aérea superior, tem relação também com doenças crônicas inflamatórias do trato respiratório inferior. Então tem uma certa associação da polipose nasal com doenças como a asma, por exemplo, que são doenças crônicas inflamatórias da via aérea inferior”, elucida.

Sinais de alerta e tratamento precoce

Como a polipose nasal afeta o sistema respiratório, o otorrinolaringologista destaca que as pessoas com fatores de risco – como histórico de asma ou alergias respiratórias – devem procurar um especialista assim que os sintomas ficarem frequentes.

Conforme Castanheira, o diagnóstico precoce é fundamental para evitar o avanço da doença.

“Quanto antes a gente consegue fazer o diagnóstico, mais cedo a gente consegue fazer o tratamento e normalmente o tratamento clínico com medicamento de isotópico nasal, por exemplo, acaba sendo suficiente para poder fazer um controle adequado da lesão, evitando que tenha uma maior quantidade de lesões e um maior impacto na qualidade de vida”, aponta Castanheira.

Tratamento

A doença não tem cura, mas pode ser controlada. O tratamento depende da gravidade do quadro do paciente. Segundo Castanheira, os casos mais leves, com poucos pólipos, podem ser tratados com sprays nasais e acompanhamento médico. 

“Então, com o uso desse tipo de medicamento, nós conseguimos algumas vezes até reduzir o tamanho do pólipo nasal e conseguir abrir as vias de drenagem dos seios da face, reduzindo os episódios de sinusites agudas”, pondera o otorrinolaringologista.

Já as situações com maior grau de complexidade exigem cirurgia para remoção das lesões.

A indicação do especialista é de que o acompanhamento seja multidisciplinar – envolvendo otorrinos, pneumologistas e alergologistas – especialmente caso haja doenças crônicas associadas. 

De acordo com Castanheira, alterações climáticas como tempo seco, frio, úmido ou quente não influenciam na evolução da doença. No entanto, a população deve redobrar os cuidados nos períodos em que a circulação de vírus respiratórios é mais intensa, como no inverno.

“Na época de inverno, por exemplo, em que há uma circulação maior de vírus e bactérias, há um risco maior nessa época do ano de ter mais episódios de agudização, mas não por conta do clima em si, mas por conta da maior circulação de agentes patológicos como vírus e bactérias”, salienta o especialista.

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29/08/2025 04:10h

Cabo Frio (RJ) está sem acesso aos valores desde janeiro; entre as demais, grande parte das cidades estão no Rio Grande do Sul e tiveram o bloqueio iniciado há menos de um mês

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O terceiro decêndio de agosto do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) será transferido nesta sexta-feira (29), totalizando R$ 4,7 bilhões. Entretanto, seis cidades brasileiras não terão acesso aos recursos, pois estão com o repasse bloqueado no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi), do Tesouro Nacional.

Quando um município é incluído no Siafi como bloqueado, a prefeitura fica impedida de receber transferências da União, independentemente da modalidade de apoio.

Segundo o assessor de orçamento Cesar Lima, é fundamental que os gestores municipais identifiquem rapidamente a causa da restrição e adotem as medidas necessárias para restabelecer o recebimento dos repasses.

“Então, em relação aos municípios que não estão aptos a receber ou aqueles entes que estão bloqueados, procure a União para saber o motivo do bloqueio e tentar resolver de alguma forma, seja parcelando algum déficit ou mesmo cumprindo com alguma obrigação que o município deixou de cumprir legalmente”, pontua.

O bloqueio do FPM traz impactos diretos às administrações municipais, já que impede o repasse de recursos federais fundamentais para a manutenção de serviços básicos, como saúde, educação e transporte.

Municípios bloqueados

Até 26 de agosto, seis cidades estavam impedidas de receber os valores do fundo, sendo quatro delas no Rio Grande do Sul. A lista completa pode ser consultada no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi), do Governo Federal:

  • Cabo Frio (RJ)
  • Guamaré (RN)
  • Caçapava do Sul (RS)
  • Capão da Canoa (RS)
  • São Lourenço do Sul (RS)
  • Torres (RS)

Com exceção de Cabo Frio (RJ) e Guamaré (RN), todos os municípios entraram na condição de bloqueio há menos de um mês. No caso da cidade fluminense, a situação é mais crítica: desde janeiro, a prefeitura permanece impossibilitada de acessar os repasses. Embora tenha uma receita significativa proveniente dos royalties do petróleo, a retenção do FPM pressiona o equilíbrio financeiro do município.

Possibilidades de desbloqueio

O bloqueio não significa perda definitiva dos recursos. Os valores ficam apenas retidos até que as pendências sejam solucionadas. Para reverter a situação, é necessário que a prefeitura identifique, junto ao órgão responsável — Receita Federal, INSS ou tribunais —, a causa do impedimento e regularize sua condição.

De acordo com o Tesouro Nacional, mesmo após a resolução das pendências, o desbloqueio não é imediato: o prazo pode chegar a até três dias úteis.

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28/08/2025 04:55h

Os recursos foram repassados para 965 municípios e para 11 estados e são referentes a contratos de valores de concessão e cessão onerosa do mês de junho.

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A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) concluiu todas as etapas da operacionalização da distribuição de royalties nesta semana, relacionados à produção de junho de 2025, para os contratos de concessão e de cessão onerosa. O montante repassado aos estados foi no valor de R$ 795,8 milhões (795.848.165,47). Já os municípios receberam R$ 972,5 milhões (972.572.176,22).

Os recursos beneficiaram 965 municípios e 11 estados. Segundo a ANP, além desses entes federativos, algumas parcelas de royalties foram destinadas à União e ao Fundo Especial, conforme a legislação vigente.

Os royalties estão previstos na Lei nº 7.990/1989 e Decreto nº 1/1991 e na Lei nº 9.478/1997 e Decreto nº 2.705/1998.

O assessor de orçamento Cesar Lima destaca que os valores são essenciais para fortalecer a economia dos municípios, aliado a outros repasses federais.

“Então é algo que já vem há bastante tempo e acontece com uma certa frequência. Eles são repassados mensalmente pela agência nacional de petróleo. É mais um recurso para os municípios que ajuda a fortalecer os caixas e a pagar o custeio das máquinas municipais e estaduais”, afirma Cesar.

Os estados e municípios podem conferir os valores de forma detalhada na aba ‘Royalties’ no site oficial da ANP.

De acordo com a agência, os dados referentes ao mês de agosto ainda estão sendo consolidados e devem ser publicados em breve.

Royalties

Conforme a ANP, pela legislação, não há data estabelecida para o pagamento dos valores referentes aos royalties.

Os valores dos depósitos e os respectivos beneficiários podem ser consultados no sítio eletrônico do Banco do Brasil. Para verificar os Royalties, no campo Fundo, selecione “ANP – ROYALTIES DA ANP”.
 

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28/08/2025 04:55h

Linha de crédito intermediada pelo Banco da Amazônia ajuda empreendedores a investirem em inovações para atender público do evento internacional

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Estimativas da Fundação Getúlio Vargas (FGV) apontam que são esperados mais de 40 mil visitantes durante os principais dias da COP30, em Belém (PA). A Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 será realizada em novembro e os proprietários de estabelecimentos comerciais da região seguem realizando investimentos em seus negócios para receber os turistas. É o caso de Glenda de Castro Alves, CEO do bar e restaurante Marujos – localizado na Estação das Docas, um dos pontos turísticos mais famosos da capital paraense.

O Marujos é um negócio de família com 29 anos de história e, assim como milhares de estabelecimentos, também sofreu os reflexos da pandemia. Além disso, Glenda também relata que entre os desafios para a manutenção de seu negócio, está o cenário econômico brasileiro.

“A nossa marca Marujos tem 29 anos, é consolidada e sobrevive aos percalços de agentes externos, como a pandemia, que foi muito forte, e a própria economia do Brasil, a inflação descontrolada. Esses são os nossos maiores desafios, como a impossibilidade de planejamentos, em médio e longo prazo. E também a questão da tributação, que é bem desleal com os empresários, principalmente na área de alimentação e serviço”, relata a CEO.

Apesar das dificuldades, Glenda afirma que sempre conta com o Banco da Amazônia para realizar contratos de crédito com vistas a investir no negócio da família. Considerando a localização estratégica e a expectativa para recepcionar milhares de turistas durante a COP 30, Glenda aderiu à linha de crédito Fungetur, por meio do Banco da Amazônia.

O fundo é vinculado ao Ministério do Turismo (MTur) e a empresária buscou a linha de crédito com o objetivo de melhorar o estabelecimento para recepcionar os participantes da Conferência.

Glenda destaca as facilidades oferecidas pela instituição financeira, tanto com o Fungetur quanto com relação a outros produtos oferecidos pelo Banco da Amazônia.

“Eu já sou cliente há muitos anos do  Banco da Amazônia, há mais de 12 anos, e a gente sempre recorre à questão das taxas menores. Então, foi assim que eu conheci o Fungetur e também com os incentivos das associações que a gente participa e pelo contato com o Ministério do Turismo, já que todos os nossos restaurantes estão em áreas turísticas”, salienta Glenda.

Investimentos para a COP30

O grupo familiar é integrado por quatro restaurantes Marujos e pelo Café Santo Pizzaria. Glenda compartilha que os recursos do Fungetur foram priorizados para investir no restaurante Marujos da Estação das Docas e do Café Santo, em Belém, por conta da localização e da necessidade de ampliação devido à COP30.

Com os recursos, a empresária investiu em melhorias na infraestrutura do local para deixar o espaço mais acolhedor ao público do evento internacional. Além disso, também comprou equipamentos e alocou recursos para treinar os funcionários.

“Nós conseguimos a linha de crédito do Fungetur no valor de 500 mil reais e isso foi investido tanto em capital de giro como em reforma. A gente priorizou a questão da infraestrutura do restaurante Marujos, da Estação das Docas, e do Café Santo, devido à ampliação e à necessidade da COP30. Investimos também em equipamentos, em renovação de layout das lojas, inovação, comunicação e em treinamento dos funcionários”, diz Glenda.

Na avaliação de Glenda, todos os estabelecimentos localizados em pontos turísticos – especialmente em Belém, deveriam recorrer à linha de crédito Fungetur, por meio do Banco da Amazônia, por conta das taxas reduzidas.

“Eu superindico a qualquer empresa que seja apta a procurar o Fungetur; as taxas são imbatíveis e bem providenciais para investimentos, como o que vai acontecer na COP30, onde Belém vai sediar esse grande evento com fluxo gigantesco de pessoas. Como nós estamos em locais turísticos, a gente precisava urgente resolver essas questões todas de reforma, ampliação e adaptação para o evento. E para continuar realmente a prestar o serviço de qualidade tanto de produto quanto de serviço que a gente sempre se propôs a fazer. Então, foi fundamental para o nosso negócio a linha Fungetur”, pontua Glenda.

Fungetur

O Fungetur é uma linha de crédito voltada a financiar empresas do setor de turismo, vinculado ao Ministério do Turismo. A operação possui orçamento específico, com disposição de patrimônio próprio e autonomia financeira e orçamentária.

O fundo atua, ainda, como suporte financeiro no desenvolvimento de políticas públicas voltadas a fomentar a atividade turística.

Segundo o Banco da Amazônia, podem ser apoiadas atividades turísticas por meio do financiamento de investimentos em capital fixo, bens e capital de giro isolado.

Confira os itens financiados:

  • Investimentos em capital fixo: obras para implantação, ampliação, modernização e reforma de empreendimentos turísticos;
  • Bens: máquinas, equipamentos, veículos, móveis e utensílios, etc;
  • Capital de giro isolado.
  • O produto é destinado a diversos tipos de negócios, como sociedades empresariais, empresários individuais e Empresas Individuais de Responsabilidade Limitada (EIRELI), legalmente constituídas e com registro no Cadastro dos Prestadores de Serviços Turísticos (CADASTUR).

Também podem aderir ao fundo os empreendimentos em fase de implantação – que visem financiar investimentos em capital fixo – ou empresas em implantação, para financiamento de bens ou capital de giro isolado.

Entre as atividades econômicas relacionadas à cadeia produtiva do turismo que podem ser contempladas pela linha de crédito, estão as de meios de hospedagem, agências de turismo, transportadoras turísticas, organizadoras de eventos, entre outras.

Taxas de juros 

A taxa de juros do Fungetur é composta pela variação anual do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), acrescida da taxa de juros de 5% a.a.

Confira o prazo para pagamento em relação ao item financiado:

  • Investimentos em capital fixo: até 240 (duzentos e quarenta) meses, já incluída a carência de até 48 (quarenta e oito) meses;
  • Bens: até 120 (cento e vinte) meses, já incluída a carência de até 48 (quarenta e oito) meses;
  • Capital de giro isolado: até 48 (quarenta e oito) meses, já incluída a carência de até 4 (quatro) meses.
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28/08/2025 04:10h

Entre os estados, o maior valor foi destinado a Minas Gerais, que conta, no total, com mais de R$ 113,5 milhões

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Os valores complementares para o pagamento do piso da enfermagem referentes ao mês de agosto já estão disponíveis para consulta. Os montantes foram detalhados na Portaria GM/MS nº 8.013, de 25 de agosto de 2025, publicada pelo Ministério da Saúde no Diário Oficial da União.  

A quantia a ser transferida totaliza R$ 802.906.607,83, entre os valores destinados à execução municipal e estadual. 

O recurso é repassado aos entes federados mensalmente. O objetivo é que, com a verba, estados e municípios possam efetuar o pagamento do piso de profissionais da categoria. 

No entanto, o advogado especialista em direito médico, Josenir Teixeira, afirma que é necessário que a destinação desse dinheiro seja fiscalizada, para garantir que os valores cheguem aos trabalhadores.

“Os profissionais da enfermagem devem ficar atentos a acompanhar o repasse que os municípios irão receber, para que os municípios efetivamente repassem os valores às suas empregadoras, para que, finalmente, as suas empregadoras paguem os valores dentro da folha de pagamento. Vamos ver se realmente esses valores repassados pela União serão suficientes para cumprir o que disse a lei”, aponta Teixeira.

Municípios como Monteiro (PB), Oeiras (PI) e Lucas do Rio Verde (MT), receberão mais de R$ 200 mil, cada. Para Sobral (CE), Teófilo Otoni (MG) e Londrina (PR), a previsão é de destinação de mais de R$ 2 milhões para cada.

Confira na tabela abaixo quanto cada estado recebeu  

Região UF Valor Transferido para Estado Valor Transferido para Município Valor Transferido em agosto - Total
Centro-Oeste GO 5.165.872,03 12.432.701,29 17.598.573,32
Centro-Oeste MS 1.839.782,71 9.991.835,11 11.831.617,82
Centro-Oeste MT 1.439.594,34 9.230.202,64 10.669.796,98
Centro-Oeste DF 362.525,30   362.525,30
Nordeste BA 28.584.975,94 56.419.587,86 85.004.563,80
Nordeste PE 36.031.180,16 32.530.496,33 68.561.676,49
Nordeste MA 15.027.761,55 45.940.746,13 60.968.507,68
Nordeste CE 5.501.500,25 40.049.800,16 45.551.300,41
Nordeste PB 6.603.589,67 28.048.898,44 34.652.488,11
Nordeste RN 3.977.415,18 17.962.910,32 21.940.325,50
Nordeste PI 3.605.917,90 16.861.304,48 20.467.222,38
Nordeste AL 2.061.742,63 15.983.173,27 18.044.915,90
Nordeste SE 4.609.375,98 5.868.656,04 10.478.032,02
Norte PA 12.658.952,56 36.431.193,47 49.090.146,03
Norte AM 10.448.442,47 12.744.571,50 23.193.013,97
Norte TO 4.522.216,90 6.460.687,23 10.982.904,13
Norte RO 2.123.880,67 6.125.005,07 8.248.885,74
Norte AP 522.377,67 4.577.003,66 5.099.381,33
Norte AC 1.701.898,76 1.155.071,71 2.856.970,47
Norte RR   981.349,10 981.349,10
Sudeste MG 5.061.347,24 108.477.888,51 113.539.235,75
Sudeste RJ 5.036.790,78 45.609.323,72 50.646.114,50
Sudeste SP 14.003.097,62 30.801.529,59 44.804.627,21
Sudeste ES 9.103.421,81 7.839.379,15 16.942.800,96
Sul PR 16.756.848,64 13.916.987,41 30.673.836,05
Sul RS 10.462.733,18 15.055.969,98 25.518.703,16
Sul SC 8.177.807,43 6.019.286,29 14.197.093,72

Entre os estados, o maior valor foi destinado a Minas Gerais, que conta, no total, com mais de R$ 113,5 milhões. Na sequência aparece Bahia, com cerca de R$ 85 milhões, entre valores de execução estadual e municipal. 
 

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28/08/2025 04:00h

Parcela é referente ao terceiro decêndio de agosto; montante é 18% superior ao repasse do mesmo período do ano passado

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Após receberem o terceiro menor repasse de 2025 na parcela intermediária de agosto do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), os 5,5 mil municípios brasileiros partilham R$ 4,7 bi na próxima sexta-feira (29). O valor é referente ao terceiro decêndio deste mês e representa um valor 18% superior do que no mesmo período de 2024.

O assessor de orçamento Cesar Lima aponta que a última parcela de agosto propicia um fôlego para as prefeituras que obtiverem o repasse intermediário muito abaixo do esperado. Apesar do cenário, ele avalia que o ano segue com valores satisfatórios destinados às prefeituras. 

“Nesse, agora, nós temos um resultado positivo, 18% melhor do que o mesmo período no ano passado, então isso é muito bom. Temos motivos para acreditar que o decêndio passado foi realmente um ponto fora da curva e que teremos esse ano um ano muito bom em termos de FPM. Então, temos uma situação de empregabilidade muito boa, o que reflete diretamente no imposto de renda, que é o principal componente do FPM”, destaca Cesar.

SP e MG recebem os maiores valores

Entre os estados, São Paulo e Minas Gerais concentram os maiores volumes de repasse – sendo R$ 589,4 milhões e R$ 586,2 milhões, respectivamente. Os recursos devem ser divididos entre municípios como Araçatuba, Bauru e Carapicuíba (SP), além de Barbacena, Divinópolis e Governador Valadares (MG).

Em contrapartida, o Amapá, que possui apenas 16 municípios, recebeu 0,12% do total distribuído: R$ 5,7 milhões. Santana ficou com a maior parcela do estado, R$ 1,1 milhão, seguida por Laranjal do Jari, que recebeu R$ 709 mil neste decêndio. 

FPM: municípios bloqueados 

Até o último dia 26 de agosto, seis cidades estavam bloqueadas para recebimento dos valores do FPM. A maioria das cidades está localizada no Rio Grande do Sul. A lista pode ser acessada no Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi).   

O bloqueio do FPM implica em consequências como o impedimento de que as cidades recebam os recursos federais destinados a custear serviços essenciais, como saúde, educação e transporte.

A suspensão ocorre, no geral, devido a pendências com órgãos de controle, como Receita Federal, INSS ou tribunais. Além disso, pode comprometer o funcionamento da administração local. 

Confira a lista dos municípios bloqueados:   

  • Cabo Frio (RJ)
  • Guamaré (RN)
  • Caçapava do Sul (RS)
  • Capão da Canoa (RS)
  • São Lourenço do Sul (RS)
  • Torres (RS)
     
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