16/10/2026 04:25h

Fenômeno pode elevar as temperaturas e alterar a distribuição das chuvas no Semiárido; cenário deve afetar principalmente culturas dependentes de chuva e pastagens

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Projeções da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) sobre os riscos do El Niño 2026/2027 para o setor produtivo indicam que o agronegócio da Região Nordeste deve priorizar a conservação do solo, o uso eficiente da água e a formação de reservas. A análise aponta que o fenômeno pode elevar as temperaturas e alterar a distribuição das chuvas no Semiárido, com reflexos nas culturas dependentes de chuva e pastagens

O último quadrimestre de 2026 na Região Nordeste deve ter maior probabilidade de chuvas abaixo da média e temperaturas elevadas. As projeções indicam ainda que há aumento dos riscos de déficit hídrico, ondas de calor e queimadas. 

Considerando que o ano agrícola no Semiárido fica concentrado no primeiro semestre, os impactos mais significativos sobre a produção são esperados no início de 2027, ocorrendo durante um período decisivo da estação chuvosa.

O Nordeste recebe o atual El Niño em situação hídrica diferente da observada no episódio de forte intensidade de 2015/2016. Em agosto daquele ano, os reservatórios nordestinos armazenavam cerca de 23% de sua capacidade. Este ano, o volume está próximo de 51%.

A Embrapa avalia que a condição inicial é mais favorável. No entanto, as chuvas irregulares ou insuficientes podem comprometer a recarga, especialmente de pequenos reservatórios.

Já para o primeiro semestre de 2027, considerado um período crucial para a produção agrícola e pecuária, a manutenção do El Niño forte indica alta chance de chuvas abaixo da média. Nesse cenário, há dificuldade para a recarga de pequenos reservatórios e a recuperação do solo.

As informações integram uma das cinco notas técnicas lançadas pela Embrapa, com orientações para as diferentes regiões do país e recomendações para a gestão de riscos climáticos associados ao El Niño 2026/2027.

Principais riscos e recomendações

Segundo a Embrapa, o fenômeno exige estratégias diferentes para a agropecuária nas cinco regiões do país –  resultando em riscos específicos e recomendações particularizadas.

Confira os riscos:

  • Danos às culturas perenes e semiperenes;
  • Prejuízos continuados no rebanho;
  • Quebra do fluxo de caixa;
  • Seca hídrica acumulada.

Para mitigar os impactos do El Niño e contornar os riscos à produção nordestina, a principal orientação é em relação à água. O ideal é que os produtores antecipem a formação de reservas e ampliem a captação, o armazenamento e o uso eficiente da água. 

Considerando as culturas agrícolas, a Embrapa destaca que é importante seguir as orientações e janelas de plantio do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), considerar espécies e cultivares adaptadas às condições locais e escalonar atividades. Em áreas de maior risco para o milho, o sorgo pode ser uma alternativa.

A Embrapa também orienta cuidados com o solo, como manter cobertura vegetal ou morta. Para a pecuária, o ideal é planejar a alimentação dos rebanhos com antecedência e conservar reservas de forragem, bem como manter bancos de palma-forrageira e ajustar a taxa de lotação à capacidade de suporte da propriedade.

Na avaliação da empresa, a principal estratégia para reduzir os riscos no Semiárido é antecipar as decisões.

Confira as orientações da Embrapa para alguns cultivos na Região Nordeste:

Feijão-Caupi

  • Reduzir a área cultivada ajustando-a à água disponível e selecionar áreas com solos mais profundos;
  • Seguir o Zarc e praticar o cultivo consorciado para diversificar riscos.

Milho

  • Cultivar apenas nas melhores glebas da propriedade;
  • Reduzir ou escalonar a área plantada e proteger as fases de florescimento e enchimento de grãos;

Sorgo

  • Utilizar o sorgo como alternativa prioritária ao milho em áreas com maior risco de seca;
  • Adotar o sorgo para produção de grãos ou forragem/silagem em sistemas diversificados;

Cebola

  • Restringir o plantio a locais com irrigação garantida e solos de boa retenção;
  • Ajustar a irrigação durante a fase crítica de formação dos bulbos.

Plataforma El Niño

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em parceria com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), disponibilizaram uma página online com informações sobre o El Niño e os impactos do fenômeno climático na agricultura e na pecuária brasileira.

O intuito é apoiar ações de prevenção, preparação e redução de riscos climáticos no campo.

A plataforma reúne dados e orientações que podem ser consultados pelo produtor antes do início do cultivo ou da contratação de crédito rural. A proposta é apoiar a tomada de decisões e contribuir para a redução dos riscos relacionados ao clima. 

A página especial El Niño Agro está disponível no portal do Ministério da Agricultura, em: www.gov.br/agricultura.
 

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15/10/2026 13:25h

Espaço em Belém (PA) reúne 12,5 mil obras, incluindo livros sobre a Amazônia, literatura e exemplares raros; atendimento será de terça a sexta-feira, das 10h às 16h

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A capital Belém (PA) passa a contar com um novo espaço dedicado à leitura, à pesquisa e ao conhecimento sobre a Amazônia. A Biblioteca do Centro Cultural Banco da Amazônia inicia o atendimento regular ao público no dia 20 de outubro, com funcionamento de terça a sexta-feira, das 10h às 16h. O acervo reúne 12,5 mil obras, entre livros de literatura, meio ambiente e publicações relacionadas à história e às atividades do Banco da Amazônia.

O espaço foi inaugurado na quinta-feira (15), após a exibição do curta-metragem de animação O Menino Urubu. O evento contou com a presença do cineasta e diretor Fernando Alves, que lançou o livro infantil A Grande Fúria do Pequeno Duende, com sessão de autógrafos. O evento ocorreu a partir das 10h, na sede do Centro Cultural, localizada na Avenida Presidente Vargas, número 800, no bairro Campina, em Belém.

A iniciativa busca ampliar o acesso à leitura, à pesquisa e ao conhecimento, além de contribuir para a preservação da memória e da diversidade cultural da Região Amazônica. 

Para a bibliotecária do Banco da Amazônia, Patrícia Cristina Corrêa Costa, a proposta também aproxima o banco da comunidade.

“Ao reunir essa literatura, as produções intelectuais e as obras raras, ela também contribui para preservar e compartilhar a memória da região. Então a iniciativa reforça o papel do Banco da Amazônia no desenvolvimento regional, aproximando a instituição da comunidade e valorizando a educação, a cultura e a produção de conhecimento sobre a Amazônia”, destaca.

Acervo

O acervo da biblioteca contempla obras sobre a Amazônia, literatura, meio ambiente e produções intelectuais de empregados do Banco da Amazônia. O espaço também reúne parte da coleção particular de Afonso Vianna Netto, empregado da instituição que foi presidente do Banpará, doada pela família após seu falecimento.

Entre os destaques do acervo da biblioteca do Centro Cultural estão obras raras, incluindo livros do período da borracha. 

Com 183,82 metros quadrados, a biblioteca dispõe de salão de leitura, salas para estudo individual e em grupo e área destinada ao acervo bibliográfico. O ambiente conta ainda com um espaço dedicado à literatura infantojuvenil e aos romances.

Acessibilidade e consulta ao acervo

O espaço possui acesso por elevador para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida e disponibiliza recursos de acessibilidade digital, como os programas DOSVOX e VLibras.

A biblioteca é aberta ao público, mediante cadastro na recepção do Centro Cultural. Neste primeiro momento, porém, o empréstimo de livros está disponível apenas para colaboradores do Banco da Amazônia, incluindo terceirizados, estagiários e aprendizes. 

O prazo de devolução é de 15 dias. Os demais visitantes podem consultar as obras no próprio local.

Segundo a bibliotecária Patrícia Cristina Corrêa Costa, está em estudo uma proposta para ampliar a possibilidade de empréstimo aos demais usuários, mediante a entrega de um exemplar destinado à doação.

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15/10/2026 04:45h

Pacote do governo federal prevê recursos para investimentos e medidas de regularização de dívidas; pequenos empresários do setor apontam oportunidades para renovar equipamentos e melhorar hospedagens

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O pacote Prospera MEI, lançado pelo governo federal, prevê medidas para facilitar a regularização de dívidas, ampliar o acesso a recursos para investimentos e reduzir a burocracia para microempreendedores individuais (MEIs). No setor de turismo, a expectativa é que as iniciativas ajudem guias de turismo, motoristas, artesãos e outros prestadores de serviços a investir nos negócios, ampliar a oferta de atividades e aumentar a renda. A guia de turismo Jéssica Mesquita, que atua com ecoturismo e astroturismo na Chapada dos Veadeiros (GO), afirma que a medida pode abrir novas possibilidades para os pequenos negócios.

O pacote inclui o perdão integral de débitos tributários inscritos na Dívida Ativa da União, medida que depende de aprovação pelo Congresso, e a compra de débitos bancários. Segundo o governo, a proposta de perdão tributário poderá beneficiar cerca de 3,6 milhões de MEIs, com débitos que somam R$ 12,6 bilhões. Entre as iniciativas está ainda a oferta de apoio financeiro de até R$ 5 mil, previstos para 2027, para investir no próprio negócio. 

A microempreendedora Jéssica Mesquita é formalizada desde 2019, mas atua na área desde 2017. Ela conta que nunca acumulou grandes dívidas nem buscou crédito por meio do MEI, mas considera que as iniciativas anunciadas pelo governo federal podem ajudar profissionais a manter a formalização e investir em suas atividades.

“Eu acho que essa possibilidade de você renegociar as dívidas traz um novo fôlego para que o microempreendedor coloque energia no seu talento, no seu negócio, fomentando a pequena economia ali, uma rede local de serviços”, afirma.

O guia de turismo autônomo Júlio Sales, de Manaus (AM), também avalia que as medidas podem ajudar microempreendedores a retomar as atividades e manter os próprios negócios. Embora não tenha dívidas vinculadas ao MEI, Júlio destaca que a possibilidade de regularização pode beneficiar profissionais que interromperam o trabalho por dificuldades financeiras. 

“Agora, podendo ter o perdão dessas dívidas, essas pessoas vão poder trabalhar novamente, empreender novamente e conseguir realizar seus sonhos, de conseguir um empreendimento próprio, um negócio próprio e continuar investindo nos seus trabalhos”, afirma. Para Júlio, a iniciativa também pode impulsionar o turismo, ampliando a oferta de atividades e serviços aos turistas.

Apoio ao turismo

O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, ressaltou que as medidas podem beneficiar diferentes profissionais que atuam no setor, incluindo guias de turismo, artesãos e outros microempreendedores.

“E você, que atua no turismo, que é guia de turismo, artesão, microempreendedor individual, vai ter muito benefício com essas medidas. O governo vai zerar todas as dívidas dos microempreendedores individuais com a União. Nós também vamos criar o PixMEI, serão R$ 5 mil para impulsionar o seu negócio”, destaca o ministro.

O ministro acrescentou que as medidas podem contribuir para manter o crescimento do setor e os recordes registrados pelo turismo nacional. Segundo ele, o fortalecimento dos microempreendedores individuais é importante para melhorar o atendimento aos visitantes e ampliar a capacidade do país de receber turistas estrangeiros e brasileiros que viajam pelo território nacional.

Jéssica destaca que o apoio financeiro de até R$ 5 mil pode viabilizar melhorias pontuais, sem que o profissional precise assumir uma dívida para investir. No caso dela, a expectativa é renovar equipamentos utilizados nas atividades turísticas na natureza e testar um novo produto turístico durante a baixa temporada.

“Às vezes, a gente não precisa de um grande investimento para comprar algum ativo que a gente precisaria de um valor muito grande ou tem medo de contrair uma dívida, mas às vezes um pequeno aporte já é suficiente para uma melhoria no próprio negócio”, avalia Jéssica.

A guia turística compartilha que os equipamentos utilizados para trabalhar com o seu tipo de turismo, como mochilas, tênis e vestuário específicos, têm valores elevados e sofrem desgaste com o uso frequente. Por isso, ela espera que a medida seja aprovada para renovar os itens de trabalho e ampliar as opções de serviços oferecidos aos visitantes.

“Eu já tô super animada, esperando que a medida seja aprovada o quanto antes para poder fazer investimentos nos meus equipamentos individuais e testar um novo produto durante a baixa temporada do turismo”, diz.

Impacto na economia local

Além dos investimentos nos próprios negócios, Jéssica ressalta que a formalização dos profissionais do turismo pode contribuir para fortalecer a economia regional. Segundo ela, o setor movimenta uma cadeia de atividades que inclui alimentação, hospedagem e transporte, beneficiando outros pequenos empreendedores.

Já a proprietária de uma pousada em Rio da Conceição (TO), Fernanda Tainã Castro, avalia que as medidas podem ajudar pequenos negócios a se recuperar e investir na estrutura para atrair mais visitantes. 

Segundo ela, o apoio de até R$ 5 mil permitiria realizar melhorias no estabelecimento, que conta com sete apartamentos, como renovar a iluminação, a decoração e o paisagismo. 

“Essa é uma grande oportunidade, porque eu pessoalmente conheço vários negócios, agências de turismo, lanchonetes que fecharam depois da pandemia. E realmente essa oportunidade de renegociação de dívidas traz oportunidade de muita gente voltar a respirar e fazer aquilo que ama. Porque não é só trabalhar, é trabalhar naquilo que a gente ama. E o turismo é apaixonante ”, ressalta Fernanda. 

Para Fernanda, os investimentos também podem incentivar a divulgação da pousada pelos próprios hóspedes e contribuir para aumentar a ocupação dos quartos.

Crédito para investir 

O pacote Prospera MEI reúne cinco frentes de atuação. Além do perdão proposto para dívidas tributárias e da negociação de débitos bancários, o governo anunciou o PixMEI, iniciativa que prevê apoio não reembolsável de até R$ 5 mil para investimentos produtivos.

O conjunto inclui ainda propostas para elevar o limite de faturamento anual do MEI para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028, permitir a contratação de um segundo funcionário e simplificar a emissão de notas fiscais nas vendas a pessoas físicas. 

Além disso, desde maio deste ano, microempreendedores individuais (MEIs) do setor de turismo também podem acessar financiamentos do Fundo Geral de Turismo (Fungetur), com condições especiais para capital de giro, aquisição de equipamentos e realização de obras. O crédito pode chegar a R$ 21 mil. 

O Sebrae oferece orientação técnica na preparação dos pedidos de financiamento, que devem ser apresentados a agentes financeiros credenciados para operar os recursos do Fungetur.

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14/10/2026 04:20h

Em Mato Grosso, Goiás e no Distrito Federal a previsão é de secas severas, atraso no início das chuvas e ondas de calor; já Mato Grosso do Sul deve ter precipitações acima da média histórica na primavera

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O El Niño, caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico, deve afetar o Brasil de formas diferentes no período entre 2026/2027. Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o fenômeno exige estratégias diferentes para a agropecuária nas cinco regiões do país. Para o Centro-Oeste, a orientação é antecipar medidas para reduzir os efeitos da seca.

Na região, os estados de Mato Grosso e Goiás apresentam o maior risco de seca, enquanto no sul de Mato Grosso do Sul a chuva deve ocorrer com maior intensidade. 

Além da seca, Mato Grosso e Goiás, bem como o Distrito Federal, devem enfrentar atraso no início das chuvas e ondas de calor.

As informações fazem parte de uma das cinco notas técnicas lançadas pela Embrapa, com orientações para as diferentes regiões do país e recomendações para a gestão de riscos climáticos associados ao El Niño 2026/2027.

Período crítico

A nota técnica alerta que a região central do Brasil pode passar por um período crítico entre setembro e novembro e entre novembro de 2026 e janeiro de 2027 – sendo este último o período mais seco.

Conforme a empresa, o atraso das primeiras chuvas pode comprometer a condição para a semeadura da safra de verão.

Confira os detalhes de cada período: 

  • Setembro a novembro: atraso na regularização das chuvas, mantendo o balanço hídrico do solo negativo;
  • Novembro a janeiro: pico de severidade da seca, com probabilidades superiores a 70% de chuvas abaixo da média em Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal.

Impactos nas culturas

Em Mato Grosso e Goiás, os riscos incluem atraso do plantio, déficit hídrico e impactos sobre a cultura em sucessão à soja, como o milho e o algodão safrinha. A Embapa informa que no Distrito Federal as orientações gerais devem ser aliadas às destinadas às culturas produzidas na região. Já o estado de Mato Grosso do Sul apresenta situação distinta das outras UFs. A parte sul-grossense tende a ter chuvas acima da média na primavera, no entanto, isso não exclui a possibilidade de veranicos durante a safra.

A Embrapa orienta que os agropecuaristas não esperem condições adversas para agir. Além do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), as medidas que podem ser tomadas de uma forma geral incluem aguardar condições adequadas de umidade antes da semeadura e manter o solo coberto. Outras orientações gerais abrangem recorrer à irrigação quando houver segurança hídrica e acompanhar as previsões climáticas de forma contínua.

Em nota, o pesquisador da Embrapa Agropecuária Oeste (MS) e líder da plataforma regional do Centro-Oeste, Rodrigo Garcia, mesmo com previsão de adversidades climáticas, o setor produtivo trabalha com a perspectiva de produtividades elevadas, considerando os investimentos em tecnologia.

Confira as orientações da Embrapa para cada tipo de cultivo na Região Centro-Oeste:

Soja e milho

  • Escalonar a época de semeadura e utilizar cultivares com histórico de maior tolerância ao estresse hídrico; 
  • Reavaliar viabilidade do milho 2ª safra;  
  • Considerar o plantio de espécies de rápido crescimento (Crotalaria juncea ou milheto) logo nas primeiras chuvas para formação de biomassa antes da soja;  
  • Planejar o manejo de doenças foliares, no caso do sul de MS;

Algodão

  • Usar cultivares de ciclo mais longo no início da janela; 
  • Priorizar áreas descompactadas e com altos níveis de fertilidade em profundidade;
  • Manejar o crescimento vegetativo rigorosamente com reguladores em períodos de seca; 

Arroz de terras altas

  • Evitar semeaduras tardias (a partir de janeiro/fevereiro); 
  • Mitigar picos térmicos para prevenir esterilidade de espiguetas, ocasionada em temperaturas acima de 35 °C na floração;

Feijão

  • Ter atenção ao estresse térmico para não provocar abortamento massivo de flores;   
  • Usar inoculantes/bioinsumos apenas em condições adequadas de umidade no solo;

Cana-de-açúcar

  • Cultivar diferentes variedades;  
  • Utilizar irrigação de salvamento na rebrota/plantio;
  • Na colheita, manter a palha sobre o solo e manter a rede de aceiros limpa contra incêndios.

Em relação às pastagens e à pecuária, os agropecuaristas devem ajustar a lotação dos animais à capacidade de suporte das pastagens. Os produtores também devem manter reservas de forragem e garantir água e sombra. 

Para o Pantanal, a recomendação é acompanhar conjuntamente as chuvas, os níveis dos rios e as condições hidrológicas, além da prevenção contra incêndios.

Página El Niño

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em parceria com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), disponibilizaram uma página online com informações sobre o El Niño e os impactos do fenômeno climático na agricultura e na pecuária brasileira.

A iniciativa busca apoiar ações de prevenção, preparação e redução de riscos climáticos no campo.

A plataforma reúne dados e orientações que podem ser consultados pelo produtor antes do início do plantio ou da contratação de crédito rural. A proposta é apoiar a tomada de decisões e contribuir para a redução dos riscos relacionados ao clima. 

A página especial El Niño Agro está disponível no portal do Ministério da Agricultura, em: www.gov.br/agricultura. 
 

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13/10/2026 04:30h

Levantamento ouviu 412 cidades da região; 81% também não possuem Conselho Municipal ativo e 88% não têm fundo específico

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Dos 412 municípios da Região Sul que participaram de levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM), 309 informaram não possuir Plano Municipal de Políticas sobre Drogas. O número representa 75% dos municípios sulistas consultados. Outros 32 disseram ter plano vigente e atualizado, enquanto 5 possuem documento vigente, mas desatualizado. Já 7 cidades têm planos que não estão mais em vigor. Em 32 municípios, o plano está em elaboração.

O levantamento faz parte do estudo técnico “Entre responsabilidades e escassez de recursos: a implementação da política sobre drogas nos Municípios brasileiros”.

A pesquisa foi realizada por meio de entrevistas telefônicas com gestores municipais entre outubro de 2025 e fevereiro de 2026. Ao todo, foram obtidas 1.567 respostas em todo o país. Na Região Sul, participaram 412 municípios.

Ausências de conselhos e fundos

A pesquisa mostra, ainda, uma baixa presença de estruturas específicas para a política sobre drogas nas localidades consultadas. Entre os 412 municípios sulistas respondentes do estudo, 333 declararam não possuir Conselho Municipal de Políticas sobre Drogas (Comad) – o equivalente a 81% dos participantes. Apenas 35 informaram ter o conselho ativo e outros 35 disseram que o órgão está inativo.

Por estado, o Rio Grande do Sul apresentou o maior número absoluto de municípios sem conselho, com 148 dos 174 participantes. No Paraná, foram 111 dos 137 consultados, enquanto Santa Catarina registrou 74 dos 101 municípios participantes que disseram não dispor do órgão.

A ausência de fundo específico também é predominante no Sul do país. Segundo a pesquisa, 364 dos 412 municípios da Região Sul não possuem Fundo Municipal de Políticas sobre Drogas. O número corresponde a 88% dos respondentes. Apenas 13 informaram ter um fundo ativo e 7 disseram possuir o mecanismo, mas sem atividade.

Fontes de financiamento

Entre as fontes de financiamento utilizadas pelos municípios para ações relacionadas à política sobre drogas, os recursos próprios aparecem como principal alternativa. Dos 412 participantes, 311 citaram recursos municipais, o equivalente a 75%. Transferências estaduais foram mencionadas por 70 municípios, enquanto 43 citaram emendas parlamentares.

O Fundo Nacional Antidrogas (Funad) foi apontado por 11 municípios, ou 3% dos participantes. Como a questão permitia múltiplas respostas, um mesmo município poderia indicar mais de uma fonte de financiamento.

Ações 

Apesar das lacunas na estrutura institucional, os municípios relatam desenvolver ações relacionadas à política sobre drogas na Região Sul. Confira quantos municípios  mencionaram as respectivas ações:

  • Iniciativas de prevenção: 334 participantes (81%);
  • Ações de assistência social: 323 municípios;
  • Ações de atenção e cuidado em saúde: 307 indicaram; 
  • Iniciativas de reinserção social (educação, cultura, trabalho, esporte): 258 citaram; 
  • Ações de fiscalização ou repressão, em articulação com a segurança pública: 190 .

Circulação de drogas

A pesquisa aponta ainda que 333 dos 412 municípios consultados no Sul, o equivalente a 81%, afirmaram enfrentar problemas relacionados à circulação de drogas. O estado com o maior número de municípios que afirmaram enfrentar a problemática é o Rio Grande do Sul, com 137.

Já 30 municípios disseram não enfrentar esse tipo de problema, com o menor número registrado no Paraná, sendo apenas 3. Outros 49 não responderam.

Cenário nacional

Considerando o estudo completo, com todas as regiões brasileiras, 88,1% dos municípios  – o equivalente a 4.906 entes na amostra extrapolada – disseram não ter um fundo específico. Em contrapartida, apenas 2,5% dos municípios têm um fundo ativo, sendo o equivalente a 139 entes da amostra.

Além disso, apenas 10,9% do total de municípios consultados dispõem de Conselho Municipal de Políticas sobre Drogas ativo e apenas cerca de 11% dispõem de Plano Municipal vigente na área. Outros 72,2% dos entes pesquisados afirmam não dispor de Plano Municipal de Políticas sobre Drogas em nenhuma de suas formas – seja vigente, desatualizado ou em elaboração.

Conforme a CNM, embora os municípios demonstrem estar exercendo autonomia em relação ao tema, com protagonismo na implementação das ações, as ações autônomas têm sido acompanhadas de grande responsabilização financeira local, “pela omissão da União no financiamento das ações”, afirma a entidade em um trecho do levantamento.

No estudo, a Confederação destacou que os resultados reforçam a necessidade de fortalecer a cooperação entre os diferentes níveis de governo e ampliar o apoio técnico e financeiro aos municípios para a implementação da política sobre drogas. 

O estudo completo pode ser acessado em cnm.org.br. 

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13/10/2026 04:15h

Pesquisa da Habitat para a Humanidade Brasil mostra que 74% dos brasileiros reduziram algum gasto para conseguir manter despesas com aluguel ou financiamento; especialista orienta buscar negociação antes que a dívida avance

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O custo para manter a moradia tem levado famílias brasileiras a cortar outras despesas para conseguir pagar aluguel ou financiamento. Uma pesquisa da Habitat para a Humanidade Brasil, realizada com 1.400 brasileiros entre abril e junho de 2026, mostra que 74% dos entrevistados reduziram pelo menos um gasto no último ano para arcar com os custos de habitação.

A dificuldade em arcar com os custos do aluguel levou quase metade dos respondentes a reduzir despesas com alimentação. Esse tipo de corte de gastos foi apontado por 48% dos entrevistados.

O levantamento também aponta que 34% precisaram cortar gastos considerados essenciais, como alimentação, medicamentos e vestuário. Além disso, 56% disseram temer que algum imprevisto comprometa a capacidade de continuar vivendo onde estão.

O cenário acende um alerta para o risco de inadimplência. Segundo o especialista em Direito Imobiliário Stefano Ribeiro Ferri, um dos principais sinais de que a família precisa buscar ajuda é quando a moradia passa a consumir uma parcela elevada da renda. 

“O ponto central é fazer um diagnóstico das dívidas e da renda antes de assumir novos compromissos. A moradia é uma despesa essencial, mas justamente por isso o planejamento precisa acontecer antes de a família chegar ao ponto de escolher entre pagar o aluguel ou colocar comida na mesa”, destaca Ferri.

Outro sinal que requer atenção dos moradores é quando o pagamento do aluguel depende, de forma constante, de cartão de crédito, empréstimos ou do corte de despesas essenciais.

Orientações

O especialista indica que o morador procure alternativas para pagamento do aluguel ou financiamento antes mesmo do primeiro atraso. 

Veja o que pode ser feito preventivamente em caso do aluguel:

  • Negociar valores, prazos e condições de pagamento;
  • Dependendo da situação: desocupação planejada, para que a dívida não continue aumentando.
  • No caso dos financiamentos imobiliários, as alternativas dependem das condições do contrato e da situação de cada consumidor. O especialista pontua que  a própria instituição financeira pode oferecer mecanismos para reorganizar os pagamentos. 

A principal indicação é de que o consumidor não tente apenas adiar o problema por meio de novas dívidas.

Consequências da inadimplência 

A inadimplência pode trazer consequências diferentes conforme o tipo de contrato. No aluguel, a falta de pagamento pode resultar em cobrança dos valores devidos e ação de despejo. Não existe uma regra geral que garanta ao inquilino um período fixo de tolerância antes que o proprietário possa tomar providências.

Já nos financiamentos imobiliários submetidos à alienação fiduciária, o imóvel pode chegar à consolidação da propriedade em nome do credor após o cumprimento do procedimento previsto em lei. 

O especialista alerta que deixar de pagar e esperar que a situação se resolva com o tempo pode aumentar os riscos para o consumidor. Segundo ele, quanto mais cedo o consumidor busca informação e tenta negociar, maiores podem ser as chances de resolver a situação habitacional sem gravidade. 

“O ideal é não esperar o primeiro atraso para procurar uma solução. A renegociação antecipada costuma oferecer mais alternativas do que uma negociação feita depois que a dívida já se acumulou”, ressalta Ferri.

Revisão judicial 

Outro caminho que pode ser avaliado em determinadas situações é a revisão judicial de cláusulas ou cobranças que sejam efetivamente abusivas ou ilegais. No entanto, a simples redução da capacidade financeira da família não significa, por si só, que o contrato poderá ser alterado pela Justiça. É necessário analisar as condições específicas da contratação.

Stefano Ribeiro Ferri aponta que a revisão judicial não deve ser tratada como solução automática para qualquer dificuldade financeira.

Ele destaca, ainda, que as famílias que enfrentam dificuldades com a moradia também podem avaliar mecanismos previstos nas regras de prevenção e tratamento do superendividamento, principalmente quando o problema do aluguel ou financiamento faz parte de um conjunto maior de dívidas.

A recomendação é fazer um diagnóstico da renda e de todas as dívidas antes de assumir novos compromissos, além de analisar o contrato antes de aceitar uma renegociação. Também é importante não ignorar notificações ou comunicações feitas pelo proprietário ou pela instituição financeira.

Dicas do especialista para evitar que a inadimplência imobiliária se agrave:

  • Procurar renegociação antes do primeiro atraso, se possível;
  • Evitar recorrer continuamente a empréstimos ou cartão de crédito para pagar a moradia;
  • Analisar o contrato antes de assumir uma renegociação;
  • Buscar orientação sobre consequências de um eventual atraso;
  • Verificar se existem cobranças ou cláusulas que possam ser abusivas ou ilegais;
  • Avaliar as dívidas da família antes de assumir novos compromissos;
  • Não ignorar notificações ou comunicações do proprietário ou da instituição financeira. 
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12/10/2026 04:10h

Levantamento da CNM mostra que apenas 59 cidades têm Plano Municipal de Políticas sobre Drogas vigente e atualizado e 378 não possuem conselho municipal específico

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Dos 558 municípios da Região Sudeste considerados em estudo da Confederação Nacional de Municípios (CNM), 480 não têm Fundo Municipal de Políticas sobre Drogas, o equivalente a 86% dos participantes da pesquisa. Apenas 17 municípios informaram ter um fundo ativo e 20 disseram possuir o instrumento, mas sem funcionamento. O levantamento foi organizado em cinco categorias: ambiente institucional, planejamento e gestão, financiamento, implementação da política e realidade local.

O estudo identificou que o financiamento das ações políticas antidrogas nos municípios depende principalmente de recursos próprios. Das 558 prefeituras participantes do Sudeste, 441 ou 79%, citaram recursos municipais próprios como fonte de financiamento das políticas sobre drogas.

Já as transferências estaduais foram mencionadas por 66 municípios, enquanto 63 citaram parcerias com organizações da sociedade civil e 50 indicaram emendas parlamentares. Apenas 17 municípios, 3% dos participantes, apontaram recursos do Fundo Nacional Antidrogas (Funad).

O levantamento também aponta fragilidades em outros instrumentos de gestão. Entre os municípios consultados na região, 378 não possuem Conselho Municipal de Políticas sobre Drogas (Comad).

Outros 73 têm conselho, mas ele está inativo. Apenas 92 municípios, ou 16% dos participantes, informaram possuir um conselho ativo.

Planejamento

A pesquisa também identificou um número baixo de municípios respondentes que dispõem de Plano Municipal de Políticas sobre Drogas. Das 558 cidades consultadas,  apenas 59, que equivale a 11%, disseram ter um plano municipal específico vigente e atualizado.

Outros 18 têm plano vigente, mas desatualizado; 13 possuem um plano que não está vigente; e 48 estão elaborando o documento. A maior parte, 380 municípios, não possui plano municipal específico.

O estudo mostra ainda diferenças entre os estados da região. Minas Gerais apresentou o maior percentual de municípios sem conselho, com 75% dos participantes da pesquisa. Em São Paulo, o percentual foi de 62%.

Prevenção

Apesar da falta de estruturas específicas, os municípios relatam desenvolver ações relacionadas à política sobre drogas. 

Confira o tipo de ação preventiva e quantos municípios relataram promover as atividades:

  • Campanhas educativas, oficinas e palestras: 444 municípios;
  • Ações de assistência social: 431 cidades;
  • Iniciativas de atenção e cuidado em saúde, incluindo serviços como Centros de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPSad) e unidades básicas: 389.

Outros 26 municípios assinalaram que não enfrentam problemas com drogas em suas localidades.

Cenário nacional

Na amostra total, 88,1% dos municípios  – o equivalente a 4.906 entes – indicaram que não tem um fundo específico. No entanto, apenas 2,5% dos municípios têm um fundo ativo, sendo o equivalente a 139 entes na amostra.

Considerando a ausência de conselhos municipais específicos, apenas 10,9% dos municípios dispõem de Conselho Municipal de Políticas sobre Drogas ativo e apenas cerca de 11% dispõem de Plano Municipal vigente na área. Além disso, 72,2% dos entes pesquisados afirmam não possuir Plano Municipal de Políticas sobre Drogas em nenhuma de suas formas  – seja vigente, desatualizado ou em elaboração.

Para a CNM, embora os municípios demonstrem estar exercendo autonomia em relação ao tema, com protagonismo na implementação das ações, as ações autônomas têm sido acompanhadas de grande responsabilização financeira local, “pela omissão da União no financiamento das ações”, diz a entidade em um trecho do estudo.

No estudo, a Confederação ressaltou que os resultados reforçam a necessidade de fortalecer a cooperação entre os diferentes níveis de governo e ampliar o apoio técnico e financeiro aos municípios para a implementação da política sobre drogas. 

O estudo completo pode ser acessado em cnm.org.br. 

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11/10/2026 04:10h

Levantamento da CNM aponta que 76% das cidades participantes não possuem Conselho Municipal de Políticas sobre Drogas (Comad); 77% não possuem fundo específico para a área

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Dos 120 municípios da Região Centro-Oeste que participaram de levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM), 91 não possuem Conselho Municipal de Políticas sobre Drogas (Comad). O número corresponde a 76% das cidades consultadas na região, segundo o estudo Entre responsabilidades e escassez de recursos: a implementação da política sobre drogas nos Municípios brasileiros, divulgado pela entidade.

A pesquisa também identificou que 15 municípios (13%) possuem conselho ativo, enquanto dez (8%) contam com a estrutura, mas ela está inativa. Outros quatro municípios não responderam à pergunta.

Planejamento e financiamento

O levantamento também identificou dificuldades no planejamento e no financiamento dessas políticas. Na Região Centro-Oeste, 83 municípios não possuem Plano Municipal de Políticas sobre Drogas, enquanto 10 informaram que o documento está em elaboração. 

Em relação ao financiamento, 103 dos 120 municípios consultados não possuem Fundo Municipal de Políticas sobre Drogas, o equivalente a 86% dos respondentes. Apenas duas cidades afirmaram que o tem o fundo ativo.

Considerando as fontes de financiamento utilizadas para a política de drogas no município, os entrevistados responderam um questionário com múltipla escolha. 76 municípios mencionaram que utilizam recursos próprios (63%), outros 17 mencionaram transferências estaduais e 19 apontaram que os recursos são provenientes de parcerias com organizações da sociedade civil.

Apenas dois municípios, localizados em Mato Grosso e em Mato Grosso do Sul, informaram utilizar recursos do Fundo Nacional Antidrogas (Funad). 

Cenário nacional

No cenário total, 88,1% dos municípios considerados no estudo – o equivalente a 4.906 entes na amostra extrapolada – indicaram não possuir um fundo específico. Apenas 2,5% dos municípios  do país possuem um fundo ativo, sendo o equivalente a 139 entes na amostra.

Em relação à ausência de conselhos municipais específicos, apenas 10,9% dos municípios possuem Conselho Municipal de Políticas sobre Drogas ativo e somente cerca de 11% dispõem de Plano Municipal vigente na área. Além disso, 72,2% dos entes pesquisados afirmam não possuir Plano Municipal de Políticas sobre Drogas em nenhuma de suas formas  – seja vigente, desatualizado ou em elaboração.

Para a CNM, embora os municípios aparentem estar exercendo autonomia em relação ao tema, com protagonismo na implementação de ações, as ações autônomas têm sido acompanhadas de grande responsabilização financeira local, “pela omissão da União no financiamento das ações”, diz a entidade em um trecho do estudo.

No estudo, a Confederação destacou que os resultados reforçam a necessidade de fortalecer a cooperação entre os diferentes níveis de governo e ampliar o apoio técnico e financeiro aos municípios para a implementação da política sobre drogas. 

O estudo completo pode ser acessado em cnm.org.br.

Metodolodia

O levantamento foi realizado por meio de entrevistas telefônicas com gestores municipais entre 29 de outubro de 2025 e 18 de fevereiro de 2026. Ao todo, a pesquisa reuniu respostas de 1.567 municípios brasileiros.

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09/10/2026 04:55h

19ª edição do Jantar de Adesão do Círio de Nazaré arrecadou recursos para obras sociais da Arquidiocese de Belém (PA); colaboradores também mobilizaram doações para a Casa de Plácido

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O Círio de Nazaré conecta Belém por meio da fé, da tradição, dos encontros e também da movimentação da cidade. A poucos dias da realização do evento católico paraense, o Banco da Amazônia reforça as tradições da instituição com uma série de ações em preparação à manifestação religiosa. Entre elas, estão o 19º Jantar de Adesão do Círio, realizado nesta quarta-feira (7), e a Gincana Social promovida entre os colaboradores da instituição.

Celebrado no segundo domingo de outubro, em 2026 a procissão principal do Círio de Nazaré acontece no dia 11. No período de preparação, o Banco da Amazônia participou das celebrações com ações que reuniram confraternização e solidariedade. 

Realizado  no Salão B do Hangar Centro de Convenções, em Belém (PA), a 19ª edição do Jantar de Adesão do Círio de Nazaré reuniu convidados, clientes e parceiros do banco. A arrecadação do evento será destinada às obras sociais da Arquidiocese de Belém. O jantar é feito tradicionalmente durante o período do Círio.

Ao longo da programação do jantar, o presidente do Banco da Amazônia, Luiz Lessa, fez a entrega simbólica de um pix ao arcebispo de Belém, Dom Júlio Endi Akamine. 

Lessa destacou que a iniciativa, realizada há 19 anos, demonstra que é uma ação permanente de solidariedade.

“Há 19 anos, o Jantar do Círio mobiliza nossos parceiros em torno de uma contribuição concreta às obras sociais da Arquidiocese de Belém. A cada edição, renovamos uma parceria construída com base na confiança e transformamos a participação dos convidados em apoio às ações que atendem à população paraense”, afirma.

O evento contou ainda com apresentações musicais de Samarone Lacerda e Júlia Passos.

Gincana Social do Círio

Há cerca de 15 anos outra ação solidária promovida pelo Banco da Amazônia na preparação para o Círio é a Gincana Social do Círio. A mobilização é realizada entre os funcionários do Banco da Amazônia para arrecadar doações de alimentos e itens de limpeza destinados à Casa de Plácido, que acolhe os romeiros que chegam à capital para participar das celebrações do Círio. A casa integra a Pastoral da Acolhida da Paróquia de Nazaré.

Em 2026, a mobilização arrecadou quase 11 mil quilos de alimentos, mais de 2,3 mil itens de higiene e limpeza e outros 124 itens, correspondentes a doações individualizadas.

A Gincana Social se consolidou como uma das principais ações de solidariedade dos colaboradores do Banco da Amazônia. 

Para a coordenadora de Gestão de Pessoas do Banco da Amazônia, Thaís Gomes, a mobilização contribui para fortalecer a cultura de solidariedade, integração e responsabilidade social entre os funcionários.

“Mais uma vez tivemos uma participação expressiva dos nossos colaboradores. Cada doação é um gesto que transforma vidas, fortalece nossa cultura de solidariedade e reafirma o propósito humano do Banco da Amazônia”, destacou Thaís Gomes.

Programação para o Círio de Nazaré 2026

As ações do  Banco da Amazônia também acompanham a programação religiosa do Círio. Nesta quinta-feira (8), a sede da instituição recebe a Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Nazaré. No local, será celebrada uma missa por Dom Júlio Endi Akamine, às 8h.

Durante a Trasladação, no sábado (10), e a grande procissão do Círio, no domingo (11), o Banco da Amazônia também prepara homenagens à Nossa Senhora de Nazaré. Na passagem da Berlinda, haverá apresentações de Vozes da Amazônia, Grupo AMA e Ministério Seráfico, com repertório dedicado à Maria.

Também integra as homenagens preparadas pelo Banco da Amazônia para a Trasladação e para o Círio a tradicional chuva de pétalas de rosas sobre a Berlinda que conduz a imagem de Nossa Senhora de Nazaré. Neste ano, serão utilizados 450 quilos de pétalas.

Movimento religioso, cultural e econômico

A programação acompanha movimenta a capital paraense  além do aspecto religioso, já que o Círio movimenta a cidade, recebe pessoas, impulsiona atividades comerciais e cria oportunidades para quem vive e trabalha em Belém.

Fora de Belém? Acompanhe o Círio de Nazaré 2026 de casa

As homenagens realizadas pelo Banco da Amazônia durante o Círio serão transmitidas ao vivo pelo canal da instituição no YouTube, em: @bancoamazonia.

Segundo o banco, a transmissão será realizada com câmeras exclusivas com o objetivo de levar as emoções da Trasladação e da grande procissão do Círio para todo o país.
 

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07/10/2026 04:40h

Levantamento da CNM mostra que apenas quatro municípios da região informaram ter conselho ativo; 84 não possuem fundo específico para a área

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Oito em cada dez municípios da Região Norte que participaram de estudo da Confederação Nacional de Municípios (CNM) não têm conselho de políticas sobre drogas. Dos 92 municípios entrevistados pela entidade, apenas quatro informaram que o conselho está ativo, enquanto outros seis possuem a estrutura, mas sem funcionamento, e dois não responderam.

Os municípios que possuem um Conselho Municipal de Políticas sobre Drogas (Comad) estão localizados no Tocantins (1), Amazonas (1) e Pará (2).

O estudo da CNM investigou a implementação da política sobre drogas nos municípios brasileiros em todas as regiões do país.

Na Região Norte, o levantamento identificou que a maioria dos municípios considerados pela pesquisa ainda não conta com estruturas específicas para formular e acompanhar políticas públicas sobre drogas. 

O estudo também aponta dificuldades na existência de outros instrumentos de gestão. 66 dos 92 municípios não têm plano de políticas sobre drogas, documento que estabelece diretrizes e ações para enfrentar o problema no âmbito municipal.

O levantamento faz parte de estudo nacional da CNM sobre a implementação da política sobre drogas nos municípios brasileiros. A pesquisa ouviu municípios de todas as regiões do país e analisou, entre outros aspectos, a existência de conselhos, planos, fundos específicos e fontes de financiamento.

Financiamento

A situação também se repete quando o assunto é financiamento. Dos 92 municípios da Região Norte considerados na análise, 84 afirmaram que não possuem fundo específico para políticas sobre drogas. Entre as fontes de recursos utilizadas pelos municípios, 69 citaram recursos próprios. Apenas um município, localizado em Roraima, informou utilizar recursos do Fundo Nacional Antidrogas (Funad).

Os dados mostram ainda diferenças dentro da própria Região Norte. No Pará, 27 municípios entrevistados não possuem conselho de políticas sobre drogas. No Amazonas, 10 dos municípios que participaram da pesquisa não tem essa estrutura.

Cenário nacional

Considerando o cenário total do estudo, 88,1% dos municípios  – o equivalente a 4.906 entes na amostra extrapolada – indicaram não possuir um fundo específico. Por outro lado, apenas 2,5% dos municípios  do país possuem um fundo ativo, sendo o equivalente a 139 entes na amostra.

Em relação à ausência de conselhos municipais específicos, apenas 10,9% dos municípios possuem Conselho Municipal de Políticas sobre Drogas ativo e somente cerca de 11% dispõem de Plano Municipal vigente na área. Além disso, 72,2% dos entes pesquisados afirmam não possuir Plano Municipal de Políticas sobre Drogas em nenhuma de suas formas  – seja vigente, desatualizado ou em elaboração.

Para a CNM, embora os municípios aparentem estar exercendo autonomia em relação ao tema, com protagonismo na implementação das ações, as ações autônomas têm sido acompanhadas de grande responsabilização financeira local, “pela omissão da União no financiamento das ações”, diz a entidade em um trecho do estudo.

No estudo, a Confederação destacou que os resultados reforçam a necessidade de fortalecer a cooperação entre os diferentes níveis de governo e ampliar o apoio técnico e financeiro aos municípios para a implementação da política sobre drogas. 

O estudo completo pode ser acessado em cnm.org.br.
 

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