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Baixar áudioAs exportações do agronegócio brasileiro movimentaram US$ 15,1 bilhões em 1.453 municípios em agosto. O valor corresponde a 45,8% do total das vendas do país no mês e registrou um crescimento de 6,7% em relação ao mesmo período do ano passado.
Em nota, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) destacou a importância do resultado positivo para a geração de emprego e renda nas economias locais.
A entidade defende que é relevante acompanhar o comportamento do setor para melhorar o planejamento público, direcionar ações estratégicas e fortalecer as políticas de incentivo aos setores produtivos prioritários. Segundo a Confederação, os dados do levantamento foram fornecidos pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), já a lista de produtos foi disponibilizada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
Entre os estados exportadores, Mato Grosso totalizou US$ 2,2 bilhões em exportações no mês de agosto. O montante equivale a 14,6% de participação em todo o total exportado pelo agro brasileiro no período.
O resultado mato-grossense foi influenciado por uma concentração em 78 municípios exportadores, que participaram do envio de 49 produtos agropecuários distintos.
Em seguida aparece São Paulo, com US$ 2,03 bilhões em exportações no mês que equivalem a 13,4% do total nacional. A diversificação do agronegócio paulista contou com 334 municípios que registraram embarques em agosto, que comercializaram 334 produtos agropecuários diferentes.
No acumulado de 2026 também houve alta nas exportações, com crescimento de 6,1% em relação ao ano passado.
O principal produto exportado foi a soja, que movimentou US$ 4,4 bilhões. O valor representa uma alta de 14% em relação a 2025. O produto respondeu por 29,1% da participação de toda produção do agronegócio no período.
A soja foi, ainda, a principal exportação de 126 municípios brasileiros. Em segundo lugar aparece a carne bovina in natura, qie gerou recursos de US$ 1,2 bilhão. Já o café verde, em terceiro lugar, somou US$ 1,1 bilhão – valor que traduz uma alta de 24,1% comparado ao ano anterior.
O maior parceiro comercial do Brasil foi a China, com US$ 4,2 bilhões das vendas de agosto, com a soja como principal produto. Em seguida, estão os Estados Unidos, que movimentaram US$ 905,58 milhões. Para o mercado estadunidense, a carne bovina in natura teve destaque, com aumento de 16,5% em comparação com o mesmo período de 2025.
O país foi o principal comprador em 208 municípios exportadores. Outras nações parceiras são as que integram a União Europeia, e que responderam por US$ 2,4 bilhões. O total equivale a uma alta de 31,5%, percentual influenciado pela compra do café verde.
As importações de produtos agropecuários também avançaram, 5%, frente ao mesmo mês do ano anterior, e alcançaram US$ 1,6 bilhão.
Nas importações, o trigo liderou movimentando US$ 126 milhões.
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Baixar áudioOs municípios brasileiros recebem nesta quinta-feira (10) os recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). O valor inclui o repasse de R$ 4,9 bilhões referente ao primeiro decêndio de setembro e mais de R$ 9,7 bilhões da parcela adicional de 1% do FPM, implementado pela Emenda Constitucional 112/2021. Neste decêndio, a parcela é 4% superior ao repassado no mesmo período de 2025.
O especialista em orçamento público Cesar Lima destaca que o primeiro decêndio confirma o cenário de um ano positivo para o FPM. Ele ressalta, ainda, que os recursos podem ser usados livremente pelas prefeituras, sem vinculação específica em áreas como saúde e educação.
“Esperamos que os gestores possam fazer um bom uso desses recursos. Ambos os recursos não têm nenhuma vinculação. Então, eles podem ser aplicados em qualquer um dos serviços públicos mantidos pelos municípios. O que representa um grande ganho para as populações”, afirma Lima.
São Paulo concentra o maior volume de recursos neste primeiro decêndio de setembro, com quase R$ 610 milhões. Entre os municípios paulistas com os maiores repasses estão Franca, Itu e Pindamonhangaba, cada um com valores superiores a R$ 2,6 milhões.
Na sequência aparece Minas Gerais, com mais de R$ 606 milhões. No estado, Betim, Contagem e Ibirité estão entre os municípios que recebem os maiores valores, todos acima de R$ 2,8 milhões.
O valor extra é garantido por meio da Emenda Constitucional 112/2021 e os recursos já eram esperados pelas prefeituras. Segundo a Confederação Nacional de Municípios (CNM), este ano marca o fim da regra de transição estabelecida pela emenda.
Em relação ao repasse extra, São Paulo também recebe o maior volume de recursos, somando quase R$ 1,2 bilhão. Entre os municípios paulistas com os maiores repasses extras estão Mogi das Cruzes, Bragança Paulista e Taboão da Serra, cada um com valores superiores a R$ 5,2 milhões.
Já Minas Gerais aparece logo em seguida, com repasse de mais de R$ 1,1 bilhão. Entre as cidades mineiras que recebem os maiores montantes estão Betim, Contagem e Divinópolis, cada uma recebendo mais de R$ 5,6 milhões.
Em 2026, o repasse chega ao primeiro ano de aplicação integral do percentual de 1% sobre os 12 meses de arrecadação considerados no cálculo. A regra foi implantada de forma gradual: começou em 0,25% em 2022, passou para 0,5% em 2024 e alcançou 1% em 2025.
Na avaliação da Confederação, o volume de recursos representa reforço relevante para o caixa das prefeituras. A entidade destacou, em nota, que o repasse garante maior estabilidade fiscal e a continuidade dos serviços essenciais à população no segundo semestre.
Em nota, o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, destacou a importância do valor para os municípios. “É um valor importante para os prefeitos tentarem suportar a difícil realidade financeira, especialmente em um ano em que mais de 54% dos municípios estão no vermelho”, disse.
O recurso extra não sofre retenção do Fundeb e integra a Receita Corrente Líquida (RCL) dos municípios. A CNM destaca que os gestores devem considerar o valor nas obrigações fiscais e ficar atentos às regras de aplicação dos recursos. Por exemplo, ao cumprimento da aplicação obrigatória do percentual constitucional em Manutenção e Desenvolvimento do Ensino (MDE).
Até o dia 8 de setembro de 2026, nove municípios estavam impedidos de receber recursos do FPM. Confira a lista:
Boa Esperança (ES)
Conforme o Tesouro Nacional, os bloqueios estão atrelados a diversas razões, como a falta de recolhimento da contribuição ao Pasep, pendências previdenciárias junto ao INSS, débitos inscritos na dívida ativa da União pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e a ausência de envio de informações ao Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde (SIOPS).
Os repasses ficam suspensos de forma temporária e a transferência dos recursos é restabelecida após regularização da pendência pelo município. O dinheiro do FPM costuma ser aplicado no financiamento de áreas como saúde, educação, infraestrutura e pagamento de pessoal.
Os repasses do Fundo de Participação dos Municípios são feitos a cada dez dias. Nos meses em que a data prevista coincide com fim de semana ou feriado, o crédito é antecipado para o primeiro dia útil anterior.
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Baixar áudioMais de 58 mil casos de dengue foram registrados em São Paulo desde o início de 2026. Dados das autoridades de saúde apontam que 42 pessoas morreram em decorrência da doença. E, no momento, há 30 óbitos sob investigação.
O município paulista de Taubaté (SP) tem o maior número de mortes pela doença até agora. A cidade registrou 11 óbitos, sendo sete pacientes com idade entre 10 anos e 79 anos e quatro com mais de 80 anos.
Segundo matéria da Agência Brasil, publicada no último domingo (6), a Secretaria da Saúde aponta que dos 58.683 registros de dengue em todo o estado de São Paulo, 57.402 foram classificados como casos de dengue, 1.180 como de dengue com sinais de alarme e 101 de dengue grave.
Confira os sintomas do quadro com sinais de alarme:
Já o paciente com dengue grave apresenta choque ou desconforto respiratório, sangramento grave ou comprometimento severo de órgãos.
A matéria da Agência Brasil destacou que a Secretaria da Saúde disse que mantém medidas de controle da arbovirose no estado. Entre as ações estão acompanhamento ininterrupto e atenção especial no intervalo de outubro a maio, quando as transmissões registram aumento.
A pasta destacou, ainda, o lançamento do Plano Estadual de Preparação e Resposta em Saúde para o Fenômeno El Niño, que adapta ações diante do provável aumento no número de casos de dengue.
Segundo o plano, as mudanças de temperatura, chuva e umidade provocadas pelo fenômeno podem alterar a distribuição de arboviroses, que são as doenças transmitidas por mosquitos, como dengue, chikungunya, zika e febre amarela.
Entre as providências estão a identificação de regiões prioritárias, o fortalecimento das salas de situação e o apoio aos municípios na organização da vigilância e da rede de atendimento.
O plano também destaca as principais ameaças relacionadas aos efeitos do El Niño e os impactos disso para a população entre os Departamentos Regionais de Saúde (DRS) de São Paulo.
De acordo com o plano, as regiões de Araçatuba, Araraquara, São José do Rio Preto, Barretos, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Marília, Bauru, Franca, São João da Boa Vista e Piracicaba estão entre as áreas de maior prioridade.
O alerta é para o aumento da transmissão dessas doenças, o que pode provocar sobrecarga nos serviços de saúde, além de mais internações e mortes por formas graves, principalmente entre grupos vulneráveis.
Com informações da Agência Brasil.
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Baixar áudioO Senado Federal aprovou o Projeto de Lei (PL 2.780/2024) que cria Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta prevê até R$ 7 bilhões por meio de incentivos governamentais a projetos para estimular investimentos na pesquisa, extração, beneficiamento e transformação desses minerais no país.
Pelo texto, o total de até R$ 7 bilhões em instrumentos de incentivo é dividido em duas frentes.
Entre as medidas previstas está a criação do Fundo Garantidor da Atividade Mineral (FGAM), com aporte de até R$ 2 bilhões da União para atividades vinculadas à produção de minerais críticos e estratégicos. Também está previsto investimento de R$ 5 bilhões para beneficiamento e transformação desses minerais em território nacional.
O FGAM terá a função de oferecer garantias a projetos considerados prioritários na produção de minerais críticos e estratégicos. Além do aporte da União, o fundo também poderá receber recursos de outros cotistas, bem como contribuições voluntárias de estados e municípios.
O projeto é de autoria do deputado Zé Silva (Solidariedade-MG) e foi aprovado sem mudanças no mérito, sob a relatoria do senador Eduardo Braga (MDB-AM). Como o texto sofreu apenas alterações na redação, não precisará voltar à Câmara.
A proposta integra a lista de prioridades legislativas definidas pelo presidente do Senado e do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), junto com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e com o presidente da Câmara, Hugo Motta.
O texto segue agora para sanção presidencial.
A política de minerais críticos e estratégicos tem como foco o processamento em território nacional, rastreabilidade, inovação e fortalecimento da governança do setor mineral.
Pelo texto, minerais críticos são aqueles cuja disponibilidade está em risco devido a limitações na cadeia de suprimento. Também entram na lista aqueles em que a escassez poderia afetar setores prioritários da economia nacional, como transição energética, segurança alimentar e soberania nacional.
Já os estratégicos são os que têm importância para o Brasil por conta do país ter reservas significativas essenciais para a balança comercial e para o desenvolvimento tecnológico com redução de emissões de gases do efeito estufa.
A lista de minerais classificados como críticos e estratégicos será revisada a cada quatro anos, em alinhamento com o Plano Plurianual, e poderá ser analisada de forma extraordinária pelo Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE), também instituído pelo projeto.
O Brasil possui grandes reservas de minerais críticos e estratégicos, considerados essenciais para projetos de transição energética e de tecnologias de ponta, como painéis solares, smartphones, notebooks e carros elétricos. Além disso, são importantes para a indústria militar.
O texto estabelece qua as empresas ligadas à mineração (pesquisa e lavra), beneficiamento e transformação de minerais críticos e estratégicos deverão direcionar 0,2% de sua receita operacional bruta ao fundo garantidor por seis anos. Outra parte, de 0,3%, será direcionada pela empresa a projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica relacionados a pesquisa, lavra, beneficiamento e transformação dos minerais.
Após esse período, os 0,2% obrigatórios para o fundo poderão ser a ser destinados a projetos de pesquisa, indo de 0,3% para 0,5% no total.
Segundo a Agência Senado, o projeto inclui, ainda, a prospecção e a pesquisa mineral no rol de projetos elegíveis à emissão de debêntures incentivadas, títulos de renda fixa emitidos por empresas privadas para financiar projetos de infraestrutura.
Conforme a proposta, todos os instrumentos de fomento só poderão ser acessados por projetos de minerais críticos e estratégicos que estejam no cadastro nacional a ser criado e habilitados pelo conselho.
O cadastro unificará informações dos órgãos federais, estaduais, municipais e distritais ligados à atividade. O projeto estabelece, ainda, a criação do Certificado Mineral de Baixo Carbono, com benefícios para empreendimentos que aderirem voluntariamente.
Além disso, pela proposta, as áreas com potencial para a produção de minerais críticos e estratégicos deverão ser priorizadas em leilões da Agência Nacional de Mineração (ANM), incluindo as desoneradas – que possuem direito minerário extinto por renúncia, desistência, caducidade ou indeferimento, retornando ao controle da agência.
A autorização de pesquisa em áreas com minerais críticos ou estratégicos terá prazo máximo improrrogável de dez anos. Após o período, caso o interessado não tenha apresentado relatório final de pesquisa, o direito minerário será extinto.
Segundo a revista Brasil Mineral, os valores em instrumentos financeiros e fiscais buscam enfrentar um problema da cadeia mineral brasileira: apesar de o país ter grandes reservas de nióbio, lítio, grafita, cobre, níquel e terras raras, parte da produção é exportada em forma de concentrado, enquanto produtos com maior grau de transformação são importados.
A proposta pretende estimular que etapas como separação, refino, produção de ligas metálicas e manufatura sejam realizadas no Brasil, agregando valor à produção mineral e fortalecendo a cadeia produtiva nacional.
Entre os possíveis impactos da medida estão o aumento dos investimentos em pesquisa e desenvolvimento de tecnologias relacionadas aos minerais críticos e estratégicos, além da atração de investimentos nacionais e estrangeiros para o setor, favorecida pela criação do fundo garantidor e pelos incentivos fiscais.
O Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) considera a aprovação do projeto um avanço para as políticas públicas voltadas aos minerais críticos e estratégicos. A política é apontada como relevante para que o país aproveite, de forma estruturada, as oportunidades estimuladas pela transição energética e pelo aumento da demanda global por minerais essenciais às novas tecnologias.
Já a Associação Brasileira dos Municípios Mineradores (AMIG Brasil) questiona se os investimentos previstos no projeto vão, de fato, permanecer nos municípios onde ocorre a exploração mineral. A entidade afirma que a falta de clareza em relação ao que efetivamente ficará nos municípios onde os minerais serão explorados pode repetir um padrão histórico: a extração ocorre nos municípios, mas as etapas de maior valor agregado, os investimentos e os empregos qualificados ficam em outras regiões. Para a entidade, o investimento precisa permanecer onde está o impacto da atividade.
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Baixar áudioO número de empresas negativadas chegou a 9,2 milhões em julho de 2026, segundo o Indicador de Inadimplência das Empresas da Serasa Experian. No período, o total de dívidas não pagas atingiu 67,2 milhões, somando R$ 238,6 bilhões. O setor de serviços registrou o maior percentual de empreendimentos negativados e o maior volume de negócios com dívidas em atraso foi registrado na Região Sudeste.
Os dados apontam que, em média, cada negócio inadimplente acumulou 7,3 contas negativadas, com dívida média de R$ 25.983,88 por CNPJ e ticket médio de R$ 3.551,59.
Conforme o levantamento, as micro e pequenas empresas concentraram a maior parcela dos CNPJs negativados, com 8,7 milhões. O grupo concentrou 60,5 milhões de dívidas, que somaram R$ 206 bilhões. Segundo o levantamento, cada micro e pequena empresa acumulou 6,9 contas negativadas, com dívida média de R$ 23.574,33 e ticket médio de R$ 3.403,77.
Do total de empresas que estavam com as contas negativas em julho, 55,8% eram do setor de “Serviços”. Na sequência apareceram “Comércio” (32,1%), “Indústria” (8,0%) e o segmento “Primário” (1,0%).
Já em relação à origem das dívidas vencidas, o maior volume ficou com “Serviços” (31,7%), seguido por “Bancos/Cartões” (19,7%). Na sequência apareceram “Cooperativas” (8,5%), “Utilities” (6,9%) e “Telefonia” (6,2%).
As instituições financeiras, que abrangem “Bancos/Cartões” e “Financeiras”, concentraram 24,3% das pendências, enquanto 75,7% estavam fora desse grupo.
Em julho de 2026, a Região Sudeste registrou o maior volume de empresas inadimplentes. O destaque é para o estado de São Paulo, com 3.147.102 CNPJs com dívidas. Em seguida está Minas Gerais, com 915.410 e Rio de Janeiro, com 870.189. Na sequência apareceram Paraná, com um total de 607.497 empresas no vermelho, e Rio Grande do Sul, com 533.041.
O Indicador Serasa Experian de Inadimplência das Empresas calcula o número de empresas brasileiras que estão com contas vencidas e que não constam pagamento.
Para a mensuração, uma empresa é considerada inadimplente quando possui ao menos um compromisso financeiro vencido e cujo não pagamento foi formalmente comunicado pelo credor. De acordo com o Serasa Experian, a apuração é feita com base nas notificações registradas até o último dia do mês de referência.
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Baixar áudioAs prefeituras podem solicitar o parcelamento de dívidas com a União, previsto na Emenda Constitucional nº 136/2025 (PEC dos Precatórios). Os municípios interessados em aderir à medida devem enviar um ofício de manifestação de interesse à Secretaria do Tesouro Nacional até o dia 9 de setembro, com as respectivas leis autorizativas publicadas no Diário Oficial do município. Os débitos podem ser pagos em até 360 parcelas.
O Decreto nº 13.080/2026 detalha as novas condições financeiras para os entes municipais. Além de permitir o parcelamento em até 360 parcelas mensais sucessivas, também há possibilidade de redução de juros e mudanças dos indexadores originais das dívidas pelo IPCA.
Conforme o Tesouro Nacional, o decreto se aplica somente às dívidas contratuais administradas pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN).
O município deve enviar um ofício à Secretaria do Tesouro Nacional (STN), por meio do e-mail [email protected], até o dia 9 de setembro.
Confira o que o documento deve conter:
Em nota, a Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP) destacou que o município pode optar pela amortização de percentual do saldo devedor, com transferência de valores, bens móveis ou imóveis, créditos junto ao setor privado ou União. Também é possível optar pela compensação financeira da exploração de gás, petróleo, recursos hídricos ou minerais, entre outros. Para algumas opções, é preciso uma lei municipal específica.
As prefeituras também podem optar pelo compromisso de investimento dos juros que deixarão de ser pagos à União em áreas como educação, saneamento, habitação, adaptação climática, transportes ou segurança pública.
A prefeitura que optar por essa modalidade deverá apresentar um plano de aplicação dos recursos, com a identificação das obras e intervenções previstas, os benefícios esperados e o cronograma físico-financeiro. Além disso, será obrigada a prestar contas, semestralmente, ao tribunal de contas e ao Poder Legislativo municipal.
As prestações serão calculadas conforme a Tabela Price e vencem no dia 15 do mês seguinte ao de assinatura do contrato/aditivo. Em caso de amortização, o saldo devedor será atualizado após a transferência dos ativos à União.
A legislação estabelece situações onde o município poderá ser excluído do parcelamento. Confira:
Em caso de contratação de empréstimo para pagar prestações do parcelamento;
Caso haja exclusão do ente, o município perde os benefícios financeiros obtidos com a adesão e o saldo devedor será recalculado.
O site do Tesouro disponibiliza uma página com respostas para sanar dúvidas das prefeituras sobre a aplicação do decreto, no site: www.tesourotransparente.gov.br. Na mesma página, também é possível acessar um quadro com todas as combinações possíveis de juros a serem pagos à União, percentuais de amortização extraordinária e de investimento.
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Baixar áudioA Polícia Rodoviária Federal (PRF) deu início, na sexta-feira (4), à Operação Independência. O foco da fiscalização é o combate à embriaguez ao volante, com o objetivo de evitar mortes nas rodovias federais.
Apenas entre janeiro e julho de 2026, dirigir após ingerir álcool foi a principal causa de 2.080 acidentes de trânsito nas estradas. No total, 127 pessoas morreram e 1.754 ficaram feridas.
Segundo a PRF, os dados deste ano indicam queda em relação ao ano passado. Mesmo com a redução, no mesmo período, o órgão intensificou o combate à mistura álcool e direção. De janeiro a julho de 2026, foram feitos 2.255.639 testes de alcoolemia, 5,33% a mais que no ano passado, quando foram feitos 2.141.440 testes de detecção de consumo de álcool.
No entanto, apesar do reforço na fiscalização, 25.289 motoristas se recusaram a fazer o teste de alcoolemia e 4.051 foram flagrados na direção de veículo após ingestão de álcool ou por apresentarem sinais de embriaguez durante o período.
Já em 2025, o número de pessoas que não fizeram o teste foi menor, de 24.813, e 4.513 pessoas foram flagradas dirigindo embriagadas.
Conforme o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), dirigir sob a influência de álcool ou a recusa ao teste de alcoolemia são infrações de trânsito gravíssimas. Além de multa, há suspensão do direito de dirigir por doze meses. Além disso, o motorista embriagado pode ser detido, a depender da quantidade de álcool presente no organismo ou por apresentar sinais de embriaguez.
Em agosto, o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) definiu novas regras para a fiscalização de alcoolemia em todo o país.
A Resolução 1.031/2026 inclui a triagem, conhecida por teste passivo, e a autuação por detecção de pelo menos dois sinais de embriaguez – procedimentos que já eram realizados pela PRF.
Além disso, a medida também estabelece procedimentos para a fiscalização quando há álcool residual no organismo, envolvendo produtos que podem deixar resíduos de álcool na boca, como bombons de licor, enxaguantes bucais e pão de forma.
Outra novidade é a inclusão de equipamentos específicos para identificar outras substâncias psicoativas, como drogas.
As novas regras começam a valer a partir de outubro de 2026.
A PRF orienta que os condutores sigam uma série de regras para garantir a segurança nas viagens pelas rodovias ao longo do feriado. Confira:
Copiar o textoFenômeno pode elevar temperaturas, atrasar chuvas e aumentar o risco de queimadas no Brasil
Baixar áudioDe setembro a novembro, o Brasil tem 90% de probabilidade de enfrentar um episódio de El Niño muito forte. A previsão é do Centro de Previsão Climática, da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (CPC/NOAA), divulgado no início de agosto de 2026. Segundo boletim divulgado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), em parceria com outras instituições, a previsão indica temperaturas acima da média em quase todo o país.
Há possibilidade de chuvas que superem a média histórica na Região Sul e de um trimestre mais seco nas regiões Norte e Nordeste.
O Boletim nº 3 do Painel El Niño 2026-2027 aponta que a combinação de calor e estiagem prolongada nas regiões Central e Norte do país pode implicar em um problema adicional: as queimadas. Conforme o boletim, o cenário aumenta o potencial de propagação de queimadas, especialmente se o início da estação chuvosa atrasar – o que, segundo o Inmet, já é considerado provável.
A publicação é realizada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em parceria com o Inmet, a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), o Serviço Geológico do Brasil (SGB), a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec) e o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam).
O boletim também informa que, geralmente, o trimestre marca a transição da seca para o período chuvoso na Amazônia Legal e no Pantanal. No entanto, diante de um El Niño mais intenso e prolongado, pode existir atraso neste processo.
Segundo o instituto, projeções do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) indicam chuvas abaixo da média em nove estados, sendo: Amapá, Roraima, Pará, Maranhão, Amazonas, Acre, norte de Mato Grosso e nas porções norte e central do Tocantins e Rondônia. O fenômeno também deve impactar as temperaturas, que devem ficar acima da média em toda a região.
Na prática, isso pode prolongar as condições típicas de estiagem durante parte da primavera, mantendo o solo mais seco e a vegetação mais suscetível ao fogo por mais tempo do que o habitual.
O alerta dos pesquisadores da NOAA é de que, historicamente, eventos de El Niño mais intensos não significam automaticamente impactos mais severos. Mas aumentam a probabilidade de que ocorram.
Em nota, o Inmet reforçou a necessidade de monitoramento contínuo das condições meteorológicas nas próximas semanas, tanto em escala de curto prazo quanto sazonal, com o objetivo de identificar as áreas mais vulneráveis a secas, ondas de calor e episódios de chuva intensa com antecedência.
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Baixar áudioO Brasil se prepara para a nova temporada de cruzeiros, que começa no fim de outubro, com aumento de 24% na oferta de leitos em relação ao ciclo anterior. Segundo o Ministério do Turismo (MTur), serão mais de 831 mil vagas distribuídas em oito navios que vão operar na costa brasileira.
A temporada 2026/2027 contará com 675 escalas e 187 roteiros. A pasta estima que a estrutura deverá superar o impacto econômico do ciclo anterior, quando o setor movimentou R$ 4,28 bilhões na economia nacional.
“O turismo de cruzeiros gera resultados concretos para os destinos das rotas marítimas brasileiras. É um setor que fortalece pequenos negócios e cria oportunidades em várias frentes", explicou o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, durante uma visita técnica ao Porto do Recife (PE), nesta quinta-feira (3).
Uma das principais portas de entrada dos cruzeiros internacionais no país, o terminal da capital pernambucana será o responsável pelas boas-vindas aos meganavios da nova temporada.
O primeiro navio internacional a chegar no porto deve ser o Buenavista, da empresa Corazul Cruzeiros. Será a primeira vez da companhia em águas brasileiras. De acordo com a Clia Brasil (Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos), a atracagem está prevista para o dia 31 de outubro com 2.014 passageiros e 751 tripulantes.
Durante encontro com representantes do setor do turismo pernambucano, Feliciano destacou a expectativa de ampliar, ao longo do tempo, o potencial turístico de Recife e fortalecer o setor no estado.
“A expectativa é que a gente possa, exatamente, através do pontapé inicial aqui do Recife com a chegada desses navios, poder aumentar o fluxo e a frequência de navios a partir de Recife, para que essa temporada seja mais potencializada”, afirmou.
Embora os turistas permaneçam no porto por apenas algumas horas antes de seguirem viagem, o ministro destacou que o retorno desses visitantes à região depende de esforços conjuntos do MTur e dos profissionais que atuam no setor turístico local.
“A partir dessa primeira experiência, a gente espera que o turista possa criar um elo de relação com aquele roteiro, com aquela rota. Então ele vai vir para o Recife, talvez conheça algumas coisas por perto, mas cabe exatamente a quem faz o turismo de Pernambuco, e nós do ministério, divulgar o resto do estado, as belezas naturais que se tem no litoral sul, no litoral norte, que tem no interior do estado, para que exatamente ele tenha esse conhecimento e possa retornar e regressar”, destacou o chefe da pasta.
Ainda de acordo com o MTur, alimentação, comércio, transporte, passeios e hospedagem lideram a lista de serviços beneficiados pelos gastos de passageiros e tripulantes no fomento às economias locais.
Nas cidades de escala, o gasto médio gerado por cada cruzeirista é de R$ 800,98. Já nos destinos de embarque e desembarque, em que a permanência e o consumo são maiores, a média chega a R$ 962,55 por passageiro.
O setor também traz benefícios para o mercado de trabalho. Na temporada 2025/2026, o segmento foi responsável pela criação de 64.529 postos de trabalho — dos quais 63.321 correspondem a empregos diretos e indiretos na cadeia produtiva.
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Baixar áudioO Tribunal Superior Eleitoral (TSE) definiu os critérios para caracterizar um conteúdo como deepfake nas Eleições 2026. Pela tese, para ser enquadrado como deepfake, o conteúdo gerado ou manipulado por inteligência artificial (IA) deve ter realismo ou verossimilhança e alterar imagem, voz ou manifestação de pessoa viva, falecida ou fictícia.
A decisão, tomada por maioria no dia 1º de setembro por 5 votos a 2, deve orientar o julgamento de casos semelhantes pela Justiça Eleitoral.
A Corte também estabeleceu uma condição para a aplicação da proibição do uso de deepfake nas eleições: o conteúdo precisa ser caracterizado como propaganda eleitoral.
Deepfake é um conteúdo sintético produzido ou manipulado por IA, usado para criar ou alterar vídeos, áudios e imagens de maneira realista.
No caso analisado, o TSE negou um pedido da Federação Brasil da Esperança (FE Brasil) para retirar do ar e proibir a veiculação do vídeo de um deepfake de Jair Bolsonaro declarando apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República.
A FE Brasil é formada pelo Partido dos Trabalhadores (PT), Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e Partido Verde (PV).
O vídeo em questão recriou, com inteligência artificial, a imagem e a voz do ex-presidente Jair Bolsonaro e foi reproduzido durante a convenção partidária do Partido Liberal (PL), realizada em 25 de julho.
A partir do entendimento, o TSE rejeitou o pedido de retirada do vídeo e de aplicação de multa, por 4 votos a 3.
No julgamento, o relator, ministro Kassio Nunes Marques, considerou que o vídeo foi apresentado durante uma convenção partidária, destinada às deliberações internas da legenda, e que não houve pedido explícito de voto. Ele destacou, ainda, que a manifestação não configurou propaganda eleitoral antecipada.
Para o Colegiado, a transmissão do evento pela internet também não transforma automaticamente uma manifestação de apoio político em propaganda eleitoral antecipada.
A Corte destacou que, nesses casos, é necessário analisar o conteúdo da mensagem, a linguagem utilizada, os destinatários e o contexto em que o material foi produzido e divulgado.
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