Pequenas empresas

03/12/2021 04:00h

Empreendedores de micro e pequeno porte tiveram menos acesso ao crédito na recuperação da pandemia, em comparação com grandes negócios

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O presidente Jair Bolsonaro sancionou a Lei 14.257/21 que cria o Programa de Estímulo ao Crédito. A medida é direcionada a microempreendedores individuais (MEIs), micro e pequenas empresas e produtores rurais, com receita bruta anual de até R$ 4,8 milhões.

Se a empresa abriu em 2020 ou 2021, o limite do valor da receita bruta anual será proporcional aos meses em que esteve em funcionamento, respectivamente a cada ano. 

O programa será operacionalizado por bancos e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central, com exceção das cooperativas de crédito e administradoras de consórcios. 

O governo espera que o programa estimule até R$ 48 bilhões em novos créditos para os empreendedores de micro e pequeno porte, que foram os mais afetados durante a pandemia.

João Silva é farmacêutico em Santo André, no ABC paulista. Ele conta que, mesmo funcionando durante toda a pandemia, sentiu os impactos financeiros do período.

“A gente via todos os comércios do lado fechado. Era muito triste ver as pessoas desesperadas, que não tinham uma estratégia. E tudo que o governo fizer para ajudar o comerciante será bem-vindo.”

O deputado Alexis Fonteyne (NOVO-SP) afirma que as pequenas empresas não tiveram as mesmas chances de se recuperar da pandemia, como os grandes negócios.

“Quando foram ver o perfil dos empréstimos, eram das grandes empresas, que já  tinham linhas de subsídio, até porque elas têm muitas garantias. O grande problema está nas pequenas e microempresas, que têm garantias mais fracas, que têm mais dificuldade em poder se articular com o banco. Então foi um projeto acertado do governo, importante para manter as empresas de pé e gerar emprego.”

Papel das micro e pequenas empresas

Segundo pesquisa do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), elas representam 98,5% das empresas privadas do país, além de serem responsáveis por 27% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e 50% dos trabalhos formais.

O especialista em direito empresarial Filipe Denki destaca outra importância das empresas de micro e pequeno porte: a regionalização da economia. 

“As grandes empresas estão localizadas em pequenos eixos, em pequenas e poucas cidades. E a micro e pequena empresa tem esse papel de regionalizar e interiorizar a economia, levando a economia para todas as partes do país.”

Ele comenta que a categoria foi negativamente impactada durante a pandemia. “Um dos motivos pelo qual elas sofreram com os efeitos da pandemia é em função do seu fluxo de caixa; ela não tem capacidade para operar e ter uma redução abrupta do seu faturamento por um período prolongado. Existem pesquisas que falam que a empresa consegue ficar sem operar em torno de aproximadamente 25 dias.”

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“Com a medida provisória 1057/2021, há uma expectativa de injeção de crédito na casa de 48 bilhões; e as pequenas e micro e pequenas empresas poderão utilizar esse crédito para pagamento de fornecedores e empregados”, acrescenta Filipe Denki.

Antes de ser sancionada, a lei foi aprovada pelo Congresso Nacional como Medida Provisória e tinha até 1º de dezembro para ser validada pelo presidente da República.

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03/12/2021 03:00h

Lei que cria o programa foi sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro nesta semana

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O Programa de Estímulo ao Crédito poderá beneficiar quase 800 mil micro e pequenas empresas de Santa Catarina. A lei que cria o programa (Lei 14.257/21, antiga MP 1057/21) foi sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro, nesta semana.

O programa é direcionado a microempreendedores individuais (MEIs), micro e pequenas empresas e produtores rurais, com receita bruta anual de até R$ 4,8 milhões, e será operacionalizado por bancos e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central, com exceção das cooperativas de crédito e administradoras de consórcios. 

O governo espera que o programa estimule até R$ 48 bilhões em novos créditos para os empreendedores de micro e pequeno porte, que foram os mais afetados durante a pandemia.

O deputado Celso Maldaner (MDB-SC) ressalta a importância do Programa de Estímulo ao Crédito para as empresas de micro e pequeno porte, que são as maiores responsáveis pela geração de emprego no país.

“A MP 1057 é muito importante para o setor de microempreendedores,  principalmente porque é quem mais gera emprego nesse país. Isso tem que ser tornar uma política de estado, não só política de governo, porque é fundamental incentivar os pequenos investidores, que têm iniciativa própria para começar pequenos estabelecimentos.”

Papel das micro e pequenas empresas

Segundo o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), os empreendimentos dessa categoria representam 98,5% das empresas privadas do país, além de serem responsáveis por 27% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e 50% dos trabalhos formais.

O especialista em direito empresarial Filipe Denki destaca outra relevância das empresas de micro e pequeno porte: a regionalização da economia. 

“As grandes empresas estão localizadas em pequenos eixos, em pequenas e poucas cidades. E a micro e pequena empresa tem esse papel de regionalizar e interiorizar a economia, levando a economia para todas as partes do país.”

Ele comenta que a categoria foi negativamente impactada durante a pandemia. “Um dos motivos pelo qual elas sofreram com os efeitos da pandemia é em função do seu fluxo de caixa; ela não tem capacidade para operar e ter uma redução abrupta do seu faturamento por um período prolongado. Existem pesquisas que falam que a empresa consegue ficar sem operar em torno de aproximadamente 25 dias.”

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“Com a medida provisória 1057/2021, há uma expectativa de injeção de crédito na casa de 48 bilhões; e as pequenas e micro e pequenas empresas poderão utilizar esse crédito para pagamento de fornecedores e empregados”, acrescenta Filipe Denki.

Antes de ser sancionada, a lei foi aprovada pelo Congresso Nacional como Medida Provisória e tinha até 1º de dezembro para ser validada pelo presidente da República.

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29/11/2021 03:00h

Indicadores que medem desempenho, situação financeira, confiança e perspectivas do setor cresceram na comparação com o segundo trimestre de 2021. Falta ou alto custo de matéria-prima e energia, além de elevada carga tributária são os principais problemas

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Os principais indicadores da pequena indústria melhoraram no terceiro trimestre deste ano. O aumento no índice de desempenho, que chegou a 48,3 pontos nos meses de julho, agosto e setembro, ante 46,5 pontos no segundo trimestre; além do leve crescimento no índice de situação financeira, que ficou em 42,6 pontos — antes 42,3 pontos — são os destaques positivos do Panorama da Pequena Indústria, divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). 

De acordo com o levantamento, as medidas de acesso ao crédito são responsáveis, em boa parte, pela melhora no faturamento dos micro e pequenos negócios industriais. Tiveram peso importante o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), que oferece empréstimos a juros mais baixos e com prazos extensos para o pagamento, e o Open Banking. 

Segundo o deputado federal Alexis Fonteyne (Novo/SP), o Pronampe e o Open Banking são importantes na retomada da atividade das pequenas indústrias, que costumam ter poucas garantias e finanças mais frágeis. No entanto, ele destaca que é a volta do consumo que mais impacta o desempenho e o faturamento desses negócios.

“A melhoria financeira está muito mais vinculada à atividade econômica, atividade da empresa, do que ter folga no caixa. Não podemos confundir ter caixa como saúde financeira. É óbvio que ter acesso a recursos é importante, mas eu entendo que mais importante do que isso é ter a retomada das vendas, a abertura das portas, é o consumo que aumenta”, acredita. 

Problemas

Os donos de micro e pequenas indústrias, sobretudo dos segmentos de transformação e construção, apontam que a falta ou alto custo de matéria-prima é o principal problema que enfrentam há cinco trimestres, ou seja, um ano e três meses. “A falta de matérias-primas e, por isso mesmo, o elevado custo delas, continua ainda como grande problema das empresas”, aponta o parlamentar. 

Para Marco Antonio Rocha, professor do Instituto de Economia e pesquisador do Núcleo de Economia Industrial e da Tecnologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), o fornecimento de insumos e matérias-primas só deve se normalizar no primeiro semestre de 2022. 

“A gente está vendo que, mundo afora, há uma série de problemas relativos à normalização do comércio e do fornecimento da estrutura de certas cadeias de fornecimento de insumos no pós-pandemia, mas isso tende a se normalizar com passar do tempo, embora ainda vai exercer certas pressões de custo, pelo menos, até ano que vem”, projeta. 

As micro e pequenas indústrias também apontam desafios internos à retomada econômica, como a elevada carga tributária e a falta ou alto custo de energia. Segundo Rocha, o baixo investimento para diversificar a matriz do setor, muito dependente das hidrelétricas, e a falta de chuvas explicam a crise energética. “Esse é um problema mais difícil de se corrigir, porque são investimentos de grande escala, são investimentos de longa maturação, e tudo isso demora um tempo até que a oferta chegue ali na ponta da indústria. Então, as pressões sobre custos ainda permanecerão por um certo tempo”, avalia. 

Parcelamento dos débitos tributários é fundamental para apoiar 2,2 milhões de empresas de micro e pequeno porte no estado de SP

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Otimismo

Apesar de dois dois indicadores que compõem o panorama da pequena indústria - confiança e perspectivas - terem apresentado queda em outubro, em relação aos valores do trimestre de julho a setembro, ainda assim os valores se encontram no patamar acima de 50 pontos, que indicam otimismo entre os micro e pequenos empresários.

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25/11/2021 03:00h

Durante a pandemia, cerca de 72% dos empresários de micro e pequeno porte paulistas disseram que o faturamento diminuiu. Projetos de lei tramitam no Congresso Nacional com propostas de renegociação dos tributos devidos à União

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O estado de São Paulo possui quase 2,2 milhões de empresas de micro e pequeno porte. Dessas, 72% disseram que o faturamento diminuiu durante a pandemia da Covid-19. A informação é do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). 

João Silva é farmacêutico em Santo André, no ABC paulista. Ele conta que, mesmo funcionando durante toda a pandemia, sentiu os impactos financeiros do período.

“A gente via todos os comércios do lado fechados. Era muito triste ver as pessoas desesperadas, que não tinham uma estratégia. E tudo que o governo fizer para ajudar o comerciante será bem-vindo.”

Para apoiar os micro e pequenos empreendedores brasileiros, tramita na Câmara dos Deputados o projeto de lei 130/2020, que propõe o Programa Especial de Regularização Tributária decorrente da crise causada pela pandemia da Covid-19 (Pert-Covid).

O texto, aprovado pela Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara, permite que empresas de micro e pequeno porte possam parcelar débitos tributários com o Simples Nacional. Os valores mínimos das parcelas serão de R$ 100 e, no caso de microempreendedores, R$ 50. 

Modelos de renegociação

De acordo com o PLP 130/2020, as empresas de micro e pequeno porte que aderirem ao Pert-Covid poderão escolher uma das seguintes modalidades de parcelamento: 

  • em até seis parcelas mensais e sucessivas, com redução de 100% dos juros de mora, 70% das multas de mora, de ofício ou isoladas e 100% dos encargos legais, inclusive, honorários advocatícios; 
  • em até 120 parcelas mensais e sucessivas, com redução de 80% dos juros de mora, 50% das multas de mora, de ofício ou isoladas e 100% dos encargos legais, inclusive, honorários advocatícios; 
  • em até 180 parcelas mensais e sucessivas, com redução de 60% dos juros de mora, 40% das multas de mora, de ofício ou isoladas e 100% dos encargos legais, inclusive honorários advocatícios.

O especialista em direito público Eliseu Silveira afirma que medidas como o Pert-Covid são essenciais para que os empresários - especialmente os menores, que foram mais afetados pelo fechamento do comércio - possam retomar o crescimento econômico.

Ele lembra que as obrigações tributárias não foram suspensas. “Nos meses em que os empresários ficaram com o seu comércio fechado, não se gerou um abatimento no valor dos impostos, ou uma diminuição; [mas] apenas a prorrogação do prazo de pagamento. Então é de suma importância a aprovação de política de renegociação de dívidas tributárias, porque são esses empresários que garantem até 70% dos empregos do país; os micro e pequenos empresários”.

O economista William Baghdassarian concorda que, em um contexto de calamidade pública, as empresas de micro e pequeno porte e os microempreendedores individuais, que foram bastante fragilizados, podem ser beneficiados por programas de renegociação de dívidas tributárias.

“Em um contexto de pós-pandemia, de elevado desemprego, de baixo crescimento econômico, eles [programas de renegociação] podem ajudar no processo de retomada [da economia] e acabam liberando essas empresas para poderem voltar a produzir, liberando um pouco de fluxo de caixa”, afirma. 

Eliseu Silveira explica que, pelo modelo do Pert-Covid, não há nenhuma oneração aos cofres públicos; pelo contrário: “na verdade os cofres públicos já não tem esse dinheiro, porque só vai poder aderir ao parcelamento quem estiver em atraso. Em razão desse motivo, os cofres públicos vão se encher com os parcelamentos”. 

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RELP

Além do PLP 130/2020, também tramita no Congresso Nacional o projeto de lei 46/2021, que institui o Programa de Renegociação em Longo Prazo de débitos para com a Fazenda Nacional ou devidos no âmbito do Simples Nacional (RELP). O texto já foi aprovado no Senado e aguarda votação na Câmara dos Deputados.

A proposta permite que micro e pequenas empresas e microempreendedores individuais, optantes do Simples Nacional, paguem suas dívidas com a União em até 15 anos (180 parcelas). Podem aderir, inclusive, empresas em recuperação judicial.

Apenas as contribuições previdenciárias não poderão ser divididas em 180 parcelas, porque a Constituição Federal proíbe o parcelamento delas em prazo maior que 60 vezes.

O deputado Marco Bertaiolli afirma que milhares de micro e pequenas empresas acumularam dívidas tributárias durante a pandemia e que este é o momento para elas quitarem os débitos devidos e não acessórios, como multas, juros e honorários advocatícios.

“O RELP tem exatamente esse objetivo: separar o que é dívida do que é acessório e proporcionar um parcelamento que a pequena empresa possa honrar com o seu compromisso, mas manter a sua atividade econômica em funcionamento. Nós não queremos receber a qualquer custo, fechando, falindo, quebrando as empresas. Nós precisamos receber e manter as empresas saudáveis, abertas e fundamentalmente gerando empregos.”

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19/11/2021 19:33h

Instrumento busca orientar políticas públicas que visem a ampliar a oferta hídrica e fomentar atividades produtivas em conjunto com programas de oferta de águas em pequenas propriedades

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O Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) e o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) realizaram, nesta quinta-feira (18), o 1º Seminário Nacional de Agricultura Irrigada em Pequenas Propriedades. Durante o evento, foram iniciadas as discussões para a elaboração do Plano de Ação Nacional de Agricultura Irrigada, buscando orientar políticas públicas que visem a ampliar a oferta hídrica e fomentar atividades produtivas em conjunto com programas de oferta de águas em pequenas propriedades.

“Desde 2019, todas as ações sob a responsabilidade do MDR adotam a água como fio condutor. Água é vida, é o insumo principal da maioria das cadeias produtivas, é geração de emprego e desenvolvimento”, destacou o secretário-executivo da pasta, Daniel Ferreira. “Nesta parceria com o IICA, iremos levantar informações e subsídios para produzir um plano de ação voltado às pequenas propriedades, levando em consideração as desigualdades regionais”, explicou.

Representante do IICA no Brasil, Gabriel Delgado destacou que o País tem umas das maiores reservas hídricas do mundo e 5,3 milhões de hectares de área irrigada. “E temos potencial para triplicar essa área. Precisamos incluir a todos, principalmente os pequenos empreendedores, nesta riqueza e fazê-lo com sustentabilidade e cooperação, contando com a disseminação e capacitação das boas práticas e políticas públicas diferenciadas, assim como investimentos em pesquisa e tecnologias para desenvolver novas práticas inovadoras", apontou.

A programação foi dividida em quatro fases: discussão de diretrizes e de políticas públicas, pela manhã, e apresentação de tecnologias e experiências, no período da tarde. Dentre os temas debatidos, destacam-se a agricultura familiar, a irrigação e o associativismo e as políticas públicas para acesso à água para pequenos empreendimentos.

Também houve painel sobre a importância da capacitação dos atores envolvidos na agricultura irrigada em pequenos estabelecimentos e a apresentação de cases do Programa Estadual de Agricultura Familiar, da Secretaria de Agricultura Familiar do Mato Grosso, e das experiências adquiridas na condução da política pública de oferta de água e irrigação da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul.

Voltado principalmente a pequenos agricultores, indústrias e representantes do governo e da iniciativa privada ligados ao tema da agricultura irrigada, o seminário também contou com a participação de representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), do Instituto Nacional do Semiárido (INSA), do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e de entidades representativas do setor.

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Economia
05/10/2021 03:00h

Deputado federal Alexis Fonteyne (Novo/SP) acredita que aumento do consumo foi determinante para crescimento da pequena indústria no segundo trimestre

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A indústria de Piracicaba mantém a trajetória de crescimento em 2021. Entre julho e agosto, mais de 60% das exportações do município foram de maquinários agrícolas. Além disso, os empresários locais importaram produtos como reatores nucleares, caldeiras, máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos, o que indica investimento no desenvolvimento industrial. Os dados são da Associação Comercial e Industrial de Piracicaba (ACIPI).
 
O mesmo se observa nos micro e pequenos negócios, afirmam empresários e entidades locais. A nível nacional, de acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), as micro e pequenas empresas do setor industrial tiveram um segundo trimestre bem melhor do que o primeiro em 2021. Os indicadores que medem a situação financeira, o desempenho, a confiança e as perspectivas dos empresários aumentaram de abril a junho na comparação com o período entre janeiro e março. 
 
Para o deputado Alexis Fonteyne (Novo/SP), a melhora das pequenas indústrias é consequência do aumento do consumo pela população, impulsionada, por exemplo, pela continuidade do auxílio emergencial. “Elas [as pequenas indústrias] vêm a reboque das grandes indústrias. As demandas que estavam reprimidas estão sendo atendidas. Há, inclusive, uma grande escassez e uma dificuldade para conseguir matérias-primas no mercado, e isso significa que o consumo está mais alto, que está tendo atividade e, portanto, as pequenas indústrias também estão dando os seus retornos aí”, destaca.

Euclides Baraldi Libardi, presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas, de Material Elétrico, Eletrônico, Siderúrgicas e Fundições de Piracicaba, Saltinho e Rio das Pedras (Simespi) vai na mesma linha e destaca a melhora dos números em contraste com problemas na cadeia de produção.

“Houve um crescimento e temos expectativa de continuar nesse ritmo, mas também houve algumas dificuldades, como a falta de matéria-prima. O crescimento poderia, inclusive, ser melhor até. Havia uma demanda reprimida. Essa demanda voltou, os pedidos voltaram, mas eles enfrentam essa dificuldade de matéria-prima”, ressalta.

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Melhora

O Índice de Situação Financeira dos pequenos negócios, por exemplo, encerrou o segundo trimestre com 42,3 pontos. O resultado é 4,5 pontos percentuais acima do que foi registrado nos três primeiros meses do ano e, de acordo com a pesquisa, é consequência da maior produção e faturamento dessas empresas.
 
Dono de uma pequena empresa que fabrica telas e filtros para indústrias de papel e celulose, Rami Yehia conta que, apesar das dificuldades, o negócio cresceu 12% em 2020, pois novos mercados se abriram com a chegada da pandemia. No entanto, ele destaca que este ano tem sido ainda mais positivo.
 
“A vacinação abrangeu uma quantidade maior de pessoas. Isso deu tranquilidade para a população sair um pouco de casa, houve uma melhora e no nosso negócio não foi diferente. O mercado é grande e também cresceu bastante, sobretudo neste segundo trimestre. Tivemos um crescimento em torno de 3% a 4% no segundo trimestre em comparação com o primeiro trimestre. Estou numa curva ascendente dentro do meu segmento”, comemora.

Perspectivas

Os empresários industriais de pequeno porte estão confiantes. O indicador que mede o otimismo dos empreendedores encerrou o segundo trimestre em 60 pontos. O resultado é bem acima da média histórica, que é de 52,5 pontos. Para o economista William Baghdassarian, o avanço da imunização contra a Covid-19 é um dos sinais que a sociedade precisa para voltar a viajar, consumir e gerar emprego novamente. 
 
“À medida que os números da vacinação vão subindo e grande parte da população foi vacinada, essa incerteza diminui, a confiança do empresário aumenta, ele investe mais, ele gera mais renda, o comerciante compra mais para vender mais”, destaca o especialista. 
 
Rami diz que as expectativas para o segundo semestre são as melhores, não apenas para a sua empresa, mas também para todos os atores da atividade produtiva. “A gente tem uma perspectiva de realmente melhorar não só o nosso negócio como todos ao redor, porque é uma cadeia. Quando você tem consumo, você também produz para as empresas de consumo. Eu estou com uma perspectiva de terminar o ano de 2021 com uma condição muito melhor do que nós começamos”, afirma.

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01/10/2021 17:10h

Indicadores que medem desempenho da micro e pequena indústria melhoraram entre abril e junho, aponta CNI

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As micro e pequenas indústrias de Minas Gerais melhoraram no segundo trimestre de 2021 na comparação com o primeiro. A evolução pode ser observada a partir do Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI), que saltou de 47,6 pontos, em março, para 59,2 pontos em junho, de acordo com a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG). 
 
O resultado reflete o avanço das pequenas indústrias no nível nacional. De acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), os indicadores que medem a situação financeira, o desempenho, a confiança e as perspectivas desses empresários aumentaram de abril a junho. 
 
Segundo o deputado federal Mário Heringer (PDT/MG), os números não refletem, necessariamente, um crescimento, mas, sim, a recuperação do que se perdeu por causa da pandemia da Covid-19. 
 
“É uma recuperação do status passado em função da redução do número de contaminados e do número de mortes, já que a pandemia, apesar de ainda estar em franco andamento, já reduziu bastante e, claro, naturalmente a um esforço desses pequenos empreendedores que saem para uma luta desigual”, avalia. 

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Além das expectativas

O presidente do Conselho da Micro e Pequena Empresa da FIEMG, Alexandre Mol, destaca que a economia mineira, de modo geral, teve performance melhor que a nacional no segundo trimestre de 2021. Enquanto o Produto Interno Bruto (PIB) de Minas Gerais cresceu 1,8%, o PIB do Brasil sofreu retração de 0,1%, de acordo com a Fundação João Pinheiro (FJP). 
 
Segundo ele, a indústria mineira está em “pleno crescimento”, sobretudo os micro e pequenos negócios. ”O micro e o pequeno empreendedor têm mais facilidade para retomar os seus negócios. Ele está à frente do seu negócio, não depende de uma equipe para sentir como está a empresa, é um autodidata. É um cara que tem controle de todas essas informações, então, as tomadas de decisão ficam muito mais ágeis e fáceis”, afirma. 
 
O empresário Rogério Lima é dono de uma pequena indústria que fabrica artigos de couro, em Belo Horizonte. A produção abrange bolsas, carteiras, malas, entre outros itens, que são vendidos para grandes corporações e, também, para lojas de acessórios. 
 
Ele conta que o faturamento da empresa cresceu 100% no trimestre que acabou em junho. O desempenho só não foi melhor por causa de fatores externos. “O faturamento dobrou em relação ao primeiro trimestre e só não foi maior, não pela capacidade produtiva, mas por falta de matéria-prima. Eu tive que recusar algumas coisas porque não dava tempo de chegar matéria-prima. Eu acho que na hora que normalizar, ninguém segura”, ressalta. 

Perspectivas

Com o avanço da imunização contra a Covid-19 entre a população economicamente ativa e a chegada das festividades de fim de ano, Alexandre Mol diz que a pequena indústria pode esperar boas notícias. “Eu acredito que o consumo vá ser muito superior ao ano passado, vai ser pujante, vai ser bastante motivador”. Ele alerta que os empreendedores devem estar atentos às mudanças que ocorreram por conta da pandemia.
 
“O consumo não será como foi antigamente, pois mudou de formato. Acho que será um comércio um pouco diferente, não aquele de porta de loja, de rua. As pessoas aprenderam que conseguem comprar pela internet, tem aplicativos que resolvem as demandas à distância. Muito empresário já atentou para isso: o cara que tinha uma indústria e só vendia os produtos dele em loja física já foi para o e-commerce, foi para uma plataforma”, pontua. 

Indústria nacional

De acordo com o Panorama da Pequena Indústria, o Índice de Situação Financeira, por exemplo, encerrou o segundo trimestre com 42,3 pontos. O resultado é 4,5 pontos percentuais acima do que foi registrado nos três primeiros meses do ano. Já o indicador que mede o otimismo dos empreendedores encerrou o segundo trimestre em 60 pontos.

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16/09/2021 19:30h

A 1ª Conferência Nacional da Rota do Mel teve objetivo de aproximar os diferentes polos de produção apícola e gerar resultados melhores ao setor

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Apicultores e produtores de mel tiveram dois dias para trocar experiências e debater perspectivas para o futuro durante a 1ª Conferência Nacional da Rota do Mel. O evento foi realizado pelo Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), na terça (14) e quarta-feira (15), com objetivo de aproximar os diferentes polos de produção apícola e gerar resultados melhores ao setor.    

Segundo o coordenador do Polo do Mel do Pampa Gaúcho, Aldo Machado, o início das ações da Rota marcou um novo momento para os apicultores de todo o País. “A Rota do Mel veio para mudar a cara da nossa apicultura brasileira, porque é um programa que está sendo muito bem-visto não só pelos apicultores, mas por todos que estão envolvidos. Com certeza, vai haver o antes e o depois da Rota do Mel”, avaliou.

Hoje existem nove polos da Rota do Mel instalados pelo Brasil: Polo Apícola do Norte de Minas (Minas Gerais); Polo do Mel de Jandaíra (Rio Grande do Norte); Polo do Mel do Caparaó e Sul Capixaba (Espírito Santo); Polo do Mel do Crateús-Inhamuns (Ceará); Polo do Mel do Pampa Gaúcho (Rio Grande do Sul); Polo do Mel do Semiárido Baiano (Bahia); Polo do Mel do Semiárido Piauiense (Piauí); Polo do Mel do Sudeste do Pará (Pará); e Polo do Mel dos Campos de Cima da Serra (Rio Grande do Sul).

Para Francisco Soares, diretor de Desenvolvimento Regional do MDR, a Rota do Mel é um exemplo de sucesso e, entre os resultados alcançados, é possível destacar o potencial de exportação dos produtos.

“Para nós, do MDR, é um marco deixarmos registrada a importância deste trabalho que está sendo desenvolvido nas Rotas de Integração Nacional. A Rota do Mel é o melhor exemplo de sucesso, porque, apesar de ser uma das mais recentes, é a que tem melhores resultados alcançados, já com exportação com qualidade excelente dos produtos que são elaborados pelos produtores”, explicou.

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Rotas

As Rotas de Integração Nacional são redes de arranjos produtivos locais associadas a cadeias produtivas, Cadeias essas capazes de promover a inclusão e o desenvolvimento sustentável das regiões brasileiras priorizadas pela Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR).

As rotas promovem a coordenação de ações públicas e privadas em polos selecionados, mediante o compartilhamento de informações e o aproveitamento de sinergias coletivas, a fim de propiciar a inovação, a diferenciação, a competitividade e a sustentabilidade dos empreendimentos associados, contribuindo, assim, para a inclusão produtiva e o desenvolvimento regional.

A partir da identificação das potencialidades locais, o Ministério do Desenvolvimento Regional, em conjunto com órgãos parceiros, associações e entidades locais, realiza um diagnóstico considerando questões como capacidade hídrica, energética, de escoamento da produção (rodovias, aeroportos, ferrovias e portos), capacidade de beneficiamento e produção.

Além disso, é oferecido apoio técnico e de planejamento estratégico para estruturar e profissionalizar o trabalho dos agricultores, especialmente os pequenos produtores e familiares.

No momento, o MDR apoia as rotas do Açaí, da Biodiversidade, do Cacau, do Cordeiro, da Economia Circular, da Fruticultura, do Leite, do Mel, do Peixe e da Tecnologia da Informação e Comunicação.
 

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Economia
13/09/2021 03:00h

Indicador que mede situação financeira das micro e pequenas empresas do setor melhorou 4,5 pontos na comparação com os três primeiros meses do ano

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O Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) é um dos responsáveis pela melhoria dos principais indicadores das pequenas indústrias no segundo semestre de 2021. A afirmativa é do senador Flávio Arns (Podemos/PR) ao portal Brasil61.com.
 
Um dos indicadores que compõem o panorama, o Índice de Situação Financeira encerrou o trimestre entre abril e junho com a marca de 42,3 pontos. O resultado é 4,5 pontos percentuais acima do que foi registrado no primeiro trimestre. “Um dos fatores decisivos para que a situação financeira das micro e pequenas empresas melhorasse foi, no meu ponto de vista, a facilitação do acesso ao crédito proporcionada pelo Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno (Pronampe)”, destacou o parlamentar.

Senador atribui melhora da pequena indústria a avanço da vacinação, auxílio emergencial e Pronampe

Indicadores da pequena indústria apresentam resultados positivos no segundo trimestre

Pronampe 

O Pronampe é um programa que oferece empréstimos a juros mais baixos e com prazos extensos para o pagamento aos donos de micro e pequenas empresas. Criado em 2020 para ajudar esses negócios a enfrentar a crise econômica causada pela pandemia da Covid-19, o Pronampe concedeu mais de R$ 37,5 bilhões em linhas de crédito para cerca de 517 mil empreendedores no ano passado. 
 
Este ano, com a persistência da crise sanitária e econômica, o Congresso Nacional aprovou um projeto de lei que tornou o programa permanente. Até dezembro, o Governo Federal vai disponibilizar R$ 5 bilhões em garantia para os empréstimos, valor que com a participação da iniciativa privada pode chegar aos R$ 25 bilhões. 
 
Segundo Welinton Mota, diretor tributário da Confirp, empresa que presta consultoria para micro e pequenas empresas, a consolidação do Pronampe foi fundamental para a melhoria da situação financeira desses negócios. 
 
“O Pronampe foi um dos fatores que fez com que os pequenos negócios se mantivessem e, pelo fato de se manter, eles tiveram que pegar dinheiro emprestado para se financiar e continuaram vivos. Por conta disso, a economia retomou e agora esse crescimento se deve, com certeza, ao Pronampe”, avalia. 
 
Flávio Arns afirma que as micro e pequenas empresas são pilares fundamentais da economia, pois respondem por cerca de um terço de toda a riqueza produzida no Brasil e são responsáveis por 55% dos empregos no País. Segundo o senador, o avanço da vacinação é fator chave para o crescimento das pequenas indústrias. “Os problemas econômicos tinham uma causa bem definida, que é a pandemia, e a imunização atacou justamente a causa dos problemas e ela já está contemplando grande parte da população economicamente ativa. Sempre soubemos que a vacinação seria imprescindível para retomada da economia e isso está se comprovando agora, na prática”, avalia. 

Balanço

Segundo o levantamento, outros indicadores ajudam a explicar o otimismo em torno das pequenas indústrias. O Índice de Desempenho das pequenas empresas registrou aumento de 3,9 pontos entre abril e maio (de 43,7 para 47,6 pontos) e de 0,7 ponto entre maio e junho, passando de 47,6 pontos para 48,3 pontos. 
 
Já o indicador que mede a confiança do pequeno empresário industrial encerrou o segundo trimestre em 60 pontos, resultado bem acima da média histórica, que é de 52,5 pontos. Arns acredita que o desempenho crescente tem tudo para continuar nos próximos meses. “Temos um aumento do otimismo e da confiança no setor para os próximos meses, o que se reflete no aumento do Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) para pequenas indústrias, sinalizando que os pequenos negócios possuem ótimas perspectivas para um bom ritmo de crescimento econômico”, conclui. 

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Economia
10/09/2021 03:00h

Wellington Fagundes (PL/MT) acredita que índices de situação financeira, desempenho, confiança e perspectivas continuarão crescendo nos próximos meses

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A melhoria dos principais indicadores das pequenas indústrias no segundo semestre de 2021 se explica pelo avanço da vacinação e consequente aumento da produção, além do pagamento do auxílio emergencial. Essa é a avaliação do senador Wellington Fagundes (PL/MT) em entrevista ao portal Brasil61.com
 
De acordo com o Panorama da Pequena Indústria, publicado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em agosto, as micro e pequenas empresas apresentaram crescimento no Índice de Situação Financeira e em outros indicadores que medem o desempenho, a confiança e as perspectivas dos empresários entre abril e junho. 
 
“Acredito que este aumento no índice de situação financeira das pequenas indústrias se dá pelo avanço da vacinação no Brasil, que está – principalmente – atingindo faixas etárias que incluem a população economicamente ativa, à normalização dos níveis de volume de produção. O auxílio emergencial, pago pelo Governo Federal durante a pandemia, também contribuiu para que as pessoas continuassem economicamente ativas. A população está, aos poucos, e ainda com cautela, voltando aos hábitos de produção e consumo”, acredita. 

Indicadores da pequena indústria apresentam resultados positivos no segundo trimestre

Pronampe

Um dos indicadores que compõem o panorama, o Índice de Situação Financeira encerrou o trimestre entre abril e junho com a marca de 42,3 pontos. O resultado é 4,5 pontos percentuais acima do que foi registrado nos três primeiros meses do ano e, de acordo com a pesquisa, é consequência da maior produção e faturamento dessas empresas, que também contaram com acesso facilitado ao crédito, como o obtido por meio do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe).
 
O Pronampe é um programa que oferece empréstimos a juros mais baixos e com prazos extensos para o pagamento aos pequenos e médios empresários. Criado em 2020 para ajudar as micro e pequenas empresas a enfrentar a crise econômica causada pela pandemia da Covid-19, o Pronampe concedeu mais de R$ 37,5 bilhões em linhas de crédito para cerca de 517 mil empreendedores no ano passado. 
 
Este ano, com a persistência da crise sanitária e econômica, o Congresso Nacional aprovou um projeto de lei que tornou o programa permanente. Até dezembro, o Governo Federal vai disponibilizar R$ 5 bilhões em garantia para os empréstimos, valor que com a participação da iniciativa privada pode chegar aos R$ 25 bilhões. 
 
Segundo Welinton Mota, diretor tributário da Confirp, empresa que presta consultoria para micro e pequenas empresas, a consolidação do Pronampe foi fundamental para a melhoria da situação financeira desses negócios. 
 
“O Pronampe foi um dos fatores que fez com que os pequenos negócios se mantivessem e, pelo fato de se manter, eles tiveram que pegar dinheiro emprestado para se financiar e continuaram vivos. Por conta disso, a economia retomou e agora esse crescimento se deve, com certeza, ao Pronampe”, avalia. 
 
O senador Wellington Fagundes concorda: “a liberação de rodadas do Pronampe e depois a aprovação da lei que o torna permanente colaborou para essa retomada do crescimento das pequenas indústrias.”
 
Para o especialista, com o avanço da imunização das pessoas que movimentam a economia, sobretudo os que estão no mercado de trabalho, os micro e pequenos negócios vão permanecer em ascensão. “Nós que trabalhamos aqui no mercado contábil, a gente sabe, a gente vê os balanços das empresas melhorando. Então, nós acreditamos, sim, que a economia vai retomar daqui por diante e que esses índices vão melhorar ainda mais”, estima o diretor tributário da Confirp.

Panorama positivo

Segundo o levantamento, outros indicadores ajudam a explicar o otimismo em torno das pequenas indústrias. O Índice de Desempenho das pequenas empresas registrou aumento de 3,9 pontos entre abril e maio (de 43,7 para 47,6 pontos) e de 0,7 ponto entre maio e junho, passando de 47,6 pontos para 48,3 pontos. 
 
Já o indicador que mede a confiança do pequeno empresário industrial encerrou o segundo trimestre em 60 pontos, resultado bem acima da média histórica, que é de 52,5 pontos. 

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