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TERMO DE USO E PARCERIA

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 Última atualização: 24 de dezembro de 2020 

Medicamentos

22/04/2021 15:45h

Segundo o ministro Marcelo Queiroga, a pasta vai realizar um pregão internacional para normalizar estoques de kit intubação

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O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que a vacinação do grupo prioritário, previsto no Plano Nacional de Imunização contra Covid-19, deve ser concluída até setembro de 2021. Durante entrevista coletiva transmitida pelas redes sociais do Ministério da Saúde, o ministro disse que o governo está em negociação com a Pfizer para compra de 100 milhões de doses.

“O processo de vacinação no Brasil tem ocorrido cada vez mais célere e, se continuar nesse ritmo, até setembro vamos atingir a imunização da população prevista no Programa Nacional Imunização. Nosso objetivo é que isso ocorra antes. Estamos em tratativas avançadas para firmar um novo contrato com a Pfizer de mais 100 milhões de doses, com vistas ao ano de 2022.” 

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Em Cuiabá (MT), a média de vacinação contra Covid-19 é de 4 mil pessoas diariamente. Nesta quinta-feira (22), o município começou a aplicar a primeira dose nas pessoas de 60 a 64 anos; além da segunda dose no grupo de 75 a 79 anos e nos idosos com mais de 80, que já deveriam ter se vacinados, mas não compareceram a um posto de vacinação.

Segundo a coordenadora de Vigilância Epidemiológica, Valéria de Oliveira, não é possível estimar quando Cuiabá irá imunizar todo o grupo prioritário, pois “tudo depende da quantidade de doses que chegaram [do Ministério da Saúde].” Segundo ela, esse número não é informado com antecedência para fazer uma estimativa.

Kit intubação

O titular do Ministério da Saúde afirmou que a pasta vai realizar um pregão nacional e internacional, sem fixação de preços, para tentar normalizar os estoques de medicamentos do kit intubação, usados em pacientes das unidades de terapia intensiva (UTIs). O objetivo é conseguir os insumos mais rapidamente.

O doutor Álvaro Furtado da Costa, infectologista do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), explica que o kit intubação é um conjunto de medicações usadas no momento de intubar o paciente e para mantê-lo sedado.

“São medicações sedativas e bloqueadores neuromusculares. Não ter essas medicações disponíveis é um prejuízo enorme na assistência. Precisamos tentar, nessa dificuldade, substituir por segundas opções de remédios. Obviamente a segunda opção tem um momento desabastecimento, não podemos esperar. Tem que haver negociação de importação dessas medicações”, comenta.

Segundo o ministro Marcelo Queiroga, o MS tem atuado juntamente com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) e a Indústria Nacional para aumentar a produção desses insumos. Além disso, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ampliou a oferta desses medicamentos através da redução da quarentena biológica, da autorização de novas marcas comerciais e da flexibilização da importação direta dos insumos.

Não sendo o suficiente para garantir um abastecimento do mercado interno, o ministro destacou outras ações.

“Nós adotamos algumas ações junto com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) para aquisição desses insumos. Ocorre que esse tipo de ação não é rápida. Isso demora, no mínimo, cerca de 40 dias para chegar, o que em tese é insuficiente para atender a demanda momentânea.”

A secretária municipal de Saúde de Cuiabá (MT), Ozenira Félix, destaca a importância de agilizar o processo de aquisição desses medicamentos.

“A medida é importantíssima. Em Cuiabá temos conseguido suprir [a falta de insumos] com muita dificuldade. Ninguém faz entregas de grandes volumes e isso cria uma insegurança para o sistema. Precisamos de medicamentos em grande quantidade nesse momento”, avalia.

O ministro da Saúde destacou as doações de kit intubação feita por empresas e por outros países, como a Espanha, para abastecer os hospitais brasileiros.

“A Espanha vai doar 80 mil itens desse kit de intubação, com previsão de chegada na próxima semana. A Vale do Rio Doce já nos doou dois milhões desses itens, os quais foram distribuídos – pactuado no Conass e o Conasems – para estados e municípios. E ainda há 1,1 milhão [para receber], sendo que 900 mil chegam na próxima semana e 200 mil na primeira semana de maio.” Segundo o ministro, a pasta também espera uma execução contratual com a Industrial Nacional de 400 mil itens do kit intubação até o final do mês.

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20/04/2021 11:45h

Cerca de 124 mil medicamentos do kit intubação serão entregues a 62 hospitais em 47 municípios do Rio Grande do Sul

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A Secretaria da Saúde do Rio Grande do Sul e o Exército farão a entrega de quase 124 mil medicamentos do kit intubação a 62 hospitais em 47 municípios gaúchos nesta terça-feira (20/4). Os bloqueadores neuromusculares, relaxantes musculares e sedativos são utilizados no procedimento de intubação em pacientes com dificuldades respiratórias e foram enviados pelo Ministério da Saúde a partir de uma doação da empresa Vale S/A. 

O lote é formado por fentanila (1.910 ampolas), propofol (22.620 ampolas), midazolam (77.850 ampolas) e besilato de cisatracúrio (21.450 ampolas), totalizando 123.830 unidades. 

Ministério da Saúde envia mais de 2,3 milhões de kits intubação aos estados e municípios

CoronaVac: Butantan entrega mais 700 mil doses da vacina

A lista de hospitais contemplados está em definição pela equipe técnica da Secretaria de Saúde do estado. O rateio é realizado com base em dados de estoque e consumo informados pelos próprios hospitais.

Desde o início da pandemia, já foram entregues aos hospitais gaúchos cerca de 470 mil unidades de medicamentos. A remessa a ser entregue nesta terça (20) será a maior entrega desses medicamentos já realizada pela Secretaria de Saúde do estado.
 

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13/04/2021 00:00h

Método já é tradição na Medicina, mas especialistas alertam para risco da automedicação

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Médicos e pesquisadores de todo o mundo apostam na técnica de reposicionamento de medicamentos para tratar Covid-19. O método consiste em usar uma droga, que já possui aprovação para determinado fim terapêutico, para tratar outra enfermidade. Diversos estudos científicos foram realizados, ou estão em andamento, e alguns já obtiveram bons resultados.

Em entrevista exclusiva ao portal Brasil61.com, o médico neurocirurgião e especialista no enfrentamento de crises em Saúde, Paulo Porto, afirma que o reposicionamento é uma tradição médica.

“Está usando remédio para pressão alta para tratar queda de cabelo. Isso é uma tradição médica. Reposicionamos medicamentos, quando descobrimos que eles têm outras utilidades, além das quais eles foram projetados”, defende.

Confira a entrevista completa sobre tratamento medicamentoso da Covid-19 com médico neurocirurgião e especialista no enfrentamento de crises em Saúde, Paulo Porto, no Entrevistado da Semana do portal Brasil61.com.

Prefeituras indicam Ivermectina para tratar Covid-19

Médicos comentam sobre medicações e interesses farmacêuticos durante a crise da Covid-19

A doutora Mariana Gonzaga, professora de farmácia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e membro do Conselho Científico do Instituto para Práticas Seguras no uso de Medicamentos (ISMP-Brasil), afirma que o reposicionamento de remédio também é uma prática comum da indústria farmacêutica.

“Os medicamentos normalmente são aprovados para uma indicação terapêutica inicial, que pode depois ser expandida para outras indicações. E pode ser colocado em prática com a realização de novos ensaios clínicos randomizados”, explica.

Reposicionamento para tratar Covid-19

Para doutora Mariana, o reposicionamento seria uma excelente estratégia para tratar Covid-19, uma vez que a comunidade de saúde já conhece o perfil de segurança dos medicamentos existentes. No entanto, boa parte dos estudos científicos realizados até o momento, inclusive incentivados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), ainda não foram capazes de comprovar a eficácia.

“Discutimos muito sobre a possível estratégia de reposicionamento de medicamentos, como hidroxicloroquina e cloroquina, para essa finalidade. Entretanto os resultados desses ensaios clínicos não demonstraram a eficácia destes medicamentos e de vários outros que foram testados nessa prerrogativa”, ressalva.

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Em depoimento no Senado Federal, o médico neurocirurgião e especialista no enfrentamento de crises em Saúde, Paulo Porto, apresenta uma Nota Técnica apresentada ao Ministério Público de Goiás, contendo evidências científicas acerca do atendimento integral das pessoas acometidas com a Covid-19.

“Aqui os senhores têm mais 100 páginas de evidências científicas. Este documento, produzido por médicos e pesquisadores, tem mais de 93 evidências e mais de 60 estudos.”

Em entrevista ao portal Brasil61.com, o doutor Paulo Porto cita também uma série de estudos publicados na National Library of Medicine (NIH) sobre o reposicionamento de medicamentos para tratar Covid-19, como “O tratamento antiviral precoce contribui para aliviar a gravidade e melhora o prognóstico de pacientes com Covid-19”; “Favipiravir e a necessidade de tratamento ambulatorial precoce da infecção por SARS-CoV-2 (Covid-19)”; “A hidroxicloroquina é eficaz e consistente quando fornecida precocemente, para paciente com Covid-19: uma revisão sistemática”; “Um curso de cinco dias de Ivermectina para o tratamento de Covid19 pode reduzir a duração da doença” (em traduções livres).

O médico imunologista Roberto Zeballos defende, em suas redes sociais, o reposicionamento de medicamentos para tratar a Covid-19.

“O tratamento tardio é o que mais mata nesse vírus. Independe do remédio, quando você acolhe precocemente, as perdas são mínimas. Olhe Porto Feliz, Porto Seguro, Búzios: é um atendimento imediato, independente da droga A, B ou C. Porque o que conta é usar o corticoide no início da infecção pulmonar”, afirma.

Em seu portal, o Conselho Federal de Medicina reforça que “as autonomias do médico e do paciente na escolha do tratamento devem ser respeitadas, conforme previsto na Constituição Federal e na Declaração Universal dos Direitos do Homem, permitindo-lhes definir em comum acordo e de forma esclarecida suas escolhas terapêuticas no enfrentamento da Covid-19, conforme previsto no Parecer CFM nº 4/2020”. O texto alerta, no entanto, que a autonomia não isenta o profissional de suas responsabilidades, conforme prevê o Código de Ética Médica.

Remdesivir e Corticoides

Os ensaios clínicos do reposicionamento do medicamento Remdesivir, para tratar Covid-19, tiveram resultados positivos e hoje ele é o único remédio aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para esta finalidade. Inicialmente, a droga foi desenvolvida para combater o ebola.

“O Remdesivir tem o potencial de reduzir o tempo para recuperação do paciente. Mas é um medicamento injetável, manejado no âmbito do sistema de saúde e não em paciente que não está internado”, ressalta a médica Mariana Gonzaga.

A especialista também cita o uso de corticoides, como Dexametasona, que se mostrou eficaz no tratamento de pacientes com Covid-19, que precisaram de reposição de oxigênio.

“Para esses pacientes graves de Covid-19, a Dexametasona tem o potencial de reduzir a mortalidade. Mas eu reforço que seria um âmbito hospitalar de um paciente grave.”

Entenda como corticoide pode ser usado para tratar casos graves de Covid-19

Automedicação

O vice-presidente do Conselho Federal de Medicina, Dozinetti Giamberardino, orienta que o método de reposicionamento só deve ser feito sob o acompanhamento médico.

“Quando o médico decide usar uma medicação off label (fora da bula), ele deve avaliar todo risco e benefício. Nesse sentido, só é possível fazer medicação off label com a devida informação, autonomia do médico e do paciente e, principalmente, com acompanhamento médico”, aconselha.

O uso indiscriminado de medicamentos sem prescrição médica também preocupa a doutora Mariana Gonzaga.

“Sempre ouvimos essa máxima de que mal também não vai fazer e isso nunca é uma frase que se aplica ao uso de medicamento, já que isso pode estar associado à ocorrência de reações adversas. Temos medicamentos que tem potencial de alterar a função hepática, que podem prejudicar a função neurológica”, alerta.

Segundo a especialista, medicamentos como Ivermectina e Nitazoxanida, mesmo em dose única ou repetida quinzenalmente, possuem documentação de efeitos adversos; e ainda assim, pessoas estão fazendo uso contínuo em doses muito mais altas.

“É muito preocupante, principalmente porque são pessoas que podem estar consumindo álcool, o que potencializaria esses efeitos adversos. São pessoas que podem estar tomando outros medicamentos ou já ter problemas de saúde.”

Além disso, a especialista ressalta que a própria Covid-19 pode causar lesões neurológicas e em órgãos como rins e fígado, o que pode ser potencializado pelos efeitos adversos do consumo indiscriminado de medicamentos.

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12/04/2021 00:00h

Medicina brasileira foi pioneira na técnica, mas especialistas alertam para efeitos colaterais e prejuízos da automedicação

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Ação anti-inflamatória dos corticoides pode ser usada para tratar pacientes com sintomas avançados de Covid-19. A técnica já vem sendo utilizada por médicos brasileiros e tem resultados promissores em estudos científicos. O problema é quando os pacientes tomam o remédio sem prescrição médica.

Em entrevista exclusiva ao portal Brasil61.com, o médico neurocirurgião e especialista no enfrentamento de crises em Saúde, Paulo Porto, destacou o pioneirismo da medicina brasileira no uso do medicamento para tratar casos graves de Covid-19.

“Em março do ano passado, um médico brasileiro de nome Roberto Zeballos falava aos quatro cantos do mundo que o corticoide faria uma diferença no tratamento da doença. Em julho saiu o Oxford Trial (The Oxford Vaccine Research – University of Oxford) provando cientificamente que o corticoide fazia muita diferença na mortalidade e na hospitalização desses pacientes.”

Confira a entrevista completa sobre tratamento precoce da Covid-19 com o neurocirurgião Paulo Porto, no Entrevistado da Semana do portal Brasil61.com.

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Ação do corticoide

O pneumologista José Tadeu Monteiro, professor da Universidade Federal do Pará e coordenador da Comissão de Infecções da Sociedade Brasileira de Pneumologia, explica que o corticoide bloqueia a produção de substâncias inflamatórias no organismo humano, diminuindo sintomas como dores, febres e instabilidades clínicas.

Ele detalha de que forma o medicamento pode auxiliar no tratamento da Covid-19.

“Além do efeito deletério do vírus sobre os órgãos em geral, ele induz uma resposta inflamatória muito potente, que vai levar a sintomas como falta de ar e queda da saturação de oxigênio. O corticoide agiria bloqueando esse momento”, explica.

No entanto, a farmacêutica Patrícia Muriel, professora da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), explica que logo que um indivíduo é infectado pelo coronavírus, o sistema imunológico reage com uma inflamação controlada para combater esse agente. Por isso, não se deve usar corticoide nos primeiros dias da doença.

“Se tomarmos corticoide – que é um anti-inflamatório – num processo inicial da Covid-19, quando necessitamos que nosso sistema imune trabalhe para combater o vírus, podemos prejudicar a resposta do organismo a esse agente. Com isso, a defesa do organismo não vai controlar o vírus e pode haver o agravamento da doença”, explica.

O pneumologista  José Tadeu Monteiro cita um estudo publicado no The New England Journal of Medicine (The Recovery), no qual os médicos-pesquisadores utilizaram dexametasona em pacientes com Covid-19, que precisavam de respiradores.

“Se o paciente dá entrada no hospital, com falta de ar, queda na saturação e precisa usar o oxigênio – seja por cateter, por máscara ou se é intubado – esse paciente vai se beneficiar da utilização do corticoide sistêmico. Os pacientes que não precisam de oxigênio, ou seja, aqueles com uma Covid-19 leve, o corticoide não traz benefício, ele só traz prejuízo”, esclarece.

Para José Tadeu a prescrição do corticoide deve ser individualizada e cada caso analisado pelo médico, já que é uma droga potente, com muitos efeitos adversos, que podem agravar os sintomas, caso seja utilizado na fase inicial da doença.

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Efeitos Colaterais e Automedicação

O pneumologista José Tadeu Monteiro explica que os corticoides podem levar a queda da imunidade.

“Os efeitos adversos dos corticoides incluem a baixa da imunidade, predispondo [o organismo] a infecções por outros agentes, como bactérias. Por isso ele precisa ser instituído em uma fase bem direcionada, para não trazer prejuízo”, explica. 

Dentre os corticoides, o mais utilizado para tratar Covid-19 é a dexametasona, que pode ter efeitos colaterais. “A dexametasona pode ter efeitos colaterais importantes em pacientes com doenças crônicas. Pode descompensar a pressão arterial e a insulina”, alerta a farmacêutica Patrícia Muriel.

Ela também chama atenção para o significado da tarja vermelha nas embalagens de corticoides.

“Isso significa que precisamos de prescrição médica para compra. O risco de fazer uma automedicação desses remédios com tarja vermelha é muito grande, porque eles podem trazer vários efeitos colaterais para seu organismo, podendo causar mais danos do que benefícios.”

Em caso de infecção pela Covid-19, a farmacêutica recomenda procurar um médico, pois só o profissional poderá indicar se há necessidade de introduzir o corticoide e em que momento isso deve ser feito.

Em seu portal, o Conselho Federal de Medicina (CFM) reforça que “as autonomias do médico e do paciente na escolha do tratamento devem ser respeitadas, conforme previsto na Constituição Federal e na Declaração Universal dos Direitos do Homem, permitindo-lhes definir em comum acordo e de forma esclarecida suas escolhas terapêuticas no enfrentamento da Covid-19, conforme previsto no Parecer CFM nº 4/2020”. O texto alerta, no entanto, que a autonomia não isenta o profissional de suas responsabilidades, conforme prevê o Código de Ética Médica.

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10/04/2021 00:00h

Alguns médicos observam que o uso do medicamento tem surtido efeito no tratamento de seus pacientes, mas autoridades de saúde afirmam que estudos não são suficientes para comprovar eficácia

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Na busca pelo tratamento precoce de pacientes com Covid-19, diversas prefeituras estão indicando Ivermectina para suas populações. O medicamento não tem indicação da Organização Mundial da Saúde (OMS), nem da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para combater a doença.

Em Uberlândia (MG), a Secretaria Municipal de Saúde elaborou um fluxograma para atendimento dos pacientes, no qual indica o vermífugo para casos suspeitos e leves da Covid-19.

A autônoma Karita Lopes é moradora da cidade do Triângulo Mineiro, e afirma que, assim como sua família, vai tomar o medicamento para se proteger do coronavírus.

“É difícil termos certeza de algo, mas as minhas tias tomaram, eu tenho primos que fazem uso contínuo desse remédio e ainda não pegaram. Conheço também algumas pessoas que já tomaram, pegaram o vírus e foi brando. Eu vou tomar”, afirma.

A empresária e influencer digital curitibana, Patricia Ziebart, conta que seguiu a recomendação do marido de uma prima, que é médico, e de seu ginecologista, para tomar Ivermectina no início dos sintomas da Covid-19.

“Ela [prima] me alertou: se você pegar Covid-19, me avisa que o Alexandre vai passar os medicamentos para você. Tem que ser no início da doença. Em outubro, senti os sintomas, entrei em contato com meu ginecologista – que eu sabia que era favor do tratamento precoce – ele me passou a receita, que era praticamente a mesma que meu primo me passou”, conta.

Em Macapá (AP), a prefeitura criou o Programa +Proteção, que distribui um complexo de vitaminas C e D, além de Zinco e Ivermectina, aos pacientes com Covid-19, para impedir a evolução da doença. 

Chapecó (SC) também incluiu o tratamento medicamentoso com Ivermectina no plano de combate à pandemia, que também determina o funcionamento de todas as unidades de saúde e aplicação de testes rápidos. O prefeito João Rodrigues afirma que a gestão municipal optou pelo que fosse melhor para a população.

“Aqui nós não discriminamos a ciência e não desrespeitamos o dito popular, que muitos médicos e especialistas indicaram. Como prefeito da cidade, nós lideramos o processo, unimos o povo e adotamos todo e qualquer tratamento que possa dar resultado, cientificamente aprovado ou por médicos que já testaram e deu certo”, esclarece.

O que dizem as autoridades de Saúde

Em nota, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informa que, até o momento, o único medicamento aprovado no Brasil, com indicação aprovada em bula, para o tratamento da Covid-19 é o Rendesivir. Ainda assim, o Rendesivir tem uma indicação específica para determinados grupos de pacientes e sua prescrição deve ser feita por um médico.

Cabe ainda aos órgãos de vigilância locais a fiscalização de venda e dispensação de todos os medicamentos sujeitos à prescrição.

Também em nota, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) comunica que monitora periodicamente as evidências sobre possíveis intervenções terapêuticas para o manejo de pessoas com Covid-19. O relatório está disponível no link.

Embora 25 estudos clínicos randomizados tenham avaliado a Ivermectina em pacientes com Covid-19, apenas alguns deles relataram resultados clinicamente importantes. Os resultados combinados desses estudos sugerem redução da mortalidade com a Ivermectina. Porém, a certeza das evidências foi muito baixa devido às limitações metodológicas e ao pequeno número de eventos.

Segundo a OPAS, são necessárias mais informações a partir de estudos, com um desenho adequado, para confirmar ou descartar essas conclusões. 

A organização continuará examinando os resultados dos ensaios clínicos publicados e sintetizando as evidências, para apoiar a formulação de recomendações.

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Em seu portal, o Conselho Federal de Medicina (CFM) reforça que “as autonomias do médico e do paciente na escolha do tratamento devem ser respeitadas, conforme previsto na Constituição Federal e na Declaração Universal dos Direitos do Homem, permitindo-lhes definir em comum acordo e de forma esclarecida suas escolhas terapêuticas no enfrentamento da Covid-19, conforme previsto no Parecer CFM nº 4/2020”. O texto alerta, no entanto, que a autonomia não isenta o profissional de suas responsabilidades, conforme prevê o Código de Ética Médica.

Estudos Científicos

Uma pesquisa da Universidade Federal de Sergipe (UFS) pretende determinar a eficácia da Ivermectina na prevenção ao agravamento dos sintomas de pacientes infectados pelo coronavírus. O estudo foi aprovado pelo Edital n° 11/2020 do Programa de Combate a Epidemias da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, vinculada ao Ministério da Educação.

No entanto, segundo o diretor do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde da UFS e responsável pela pesquisa, Adriano Araújo, o estudo ainda está em fase inicial e em sigilo. 

A médica da Atenção a Urgência e Emergência em leitos de contingência de semi-intensivo de Uberlândia, Carolina de Oliveira, afirma que a prática da medicina deve se basear em estudos científicos de qualidade. 

“Um estudo observacional geralmente é um estudo de baixa confiança e um estudo clínico randomizado possui uma evidência maior. Então, para além da justificativa do uso de determinada intervenção, é necessária uma criticidade científica para analisar a qualidade da evidência”, afirma.

Ela cita um estudo, publicado em 2020 na Science Direct, feito com cultura de células in vitro. O resultado mostra uma redução de 99% da carga viral, com uma concentração de cerca de 5 microgramas de Ivermectina. No entanto, a dosagem era muito acima do recomendado.

“Levantou uma esperança muito grande. Porém quando foi publicado, levantou também preocupações consideráveis, porque na prática clínica superaria a dose aprovada na bula de 27 até 63 vezes. Nós nunca usamos uma dose dessa dimensão em clínica até hoje, desse tipo de medicação”. A doutora ressalta ainda que o estudo in vitro, ou seja, em laboratório possui variáveis muito diferentes do organismo humano.

A doutora Carolina de Oliveira também cita um estudo publicado na Journal of the American Medical Association (JAMA), no dia 4 de março de 2021, com o método randomizado duplo-cego, realizado com 476 pacientes com sintomas leves de Covid-19. Segundo a médica, as conclusões mostram não haver diferença entre o grupo que tomou placebo e o que tomou a Ivermectina. 

Posicionamentos dos médicos

Para a doutora Carolina de Oliveira, a Ivermectina é um medicamento considerado promissor, mas os estudos ainda não são suficientes para comprovar sua eficácia.

“Não podemos falar que é uma medicação eficaz. E frente a essas informações é necessário muita cautela e orientação de seu uso, porque ela pode ter complicações. Não é conveniente fazer o abuso, a automedicação, o uso indiscriminado, sem ser prescrito”, recomenda. 

Segundo a doutora Carolina de Oliveira, os médicos brasileiros recebem orientações das grandes sociedades e conselhos, além do próprio Ministério da Saúde, mas cada médico individualmente possui uma certa autonomia para prescrever e recomendar os cuidados para pacientes infectados pelo coronavírus.

“Inclusive, no guideline do Ministério da Saúde, até o momento, não há um medicamento específico para o tratamento do novo coronavírus”, ressalta a médica.
Para o médico neurocirurgião e especialista no enfrentamento de crises em Saúde, Paulo Porto, o médico deve ter autonomia para prescrever o que achar necessário para o tratamento do paciente, desde que tenha se capacitado para isso e esteja convencido da eficácia e da segurança dos fármacos que pretende indicar.

“O paciente tem o direito de ser tratado imediatamente quando a suspeita clínica é feita. É assim quando a gente suspeita de pneumonia; é assim quando a gente suspeita de câncer. A gente não pode perder tempo com doença nenhuma. Com a Covid-19 é a mesma coisa”, afirma.

Confira a entrevista completa sobre tratamento precoce da Covid-19 com o neurocirurgião Paulo Porto, no Entrevistado da Semana do portal Brasil61.com

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31/03/2021 12:15h

Remédios são produzidos pelo laboratório Eli Lilly do Brasil Ltda

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recebe pedido de uso emergencial de mais dois medicamentos para tratar Covid-19: a combinação de banlanivimabe e etesevimabe, da empresa Eli Lilly do Brasil Ltda. Nas primeiras 24 horas após o pedido é feita uma triagem do processo e verificação se os documentos necessários estão todos disponíveis. Caso falte informações importantes, elas serão solicitadas ao laboratório.

Segundo a Anvisa, para fazer essa avaliação, os técnicos utilizam um relatório emitido pela FDA (Food and Drug Admnistration) – autoridade regulatória americana –, além dos dados mostrados no processo e as informações apresentadas na reunião de pré-submissão, realizada com a agência em 15 de março deste ano.

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A avaliação da autorização para uso emergencial de medicamentos contra Covid-19 leva até 30 dias, mas quando a documentação está completa, a Anvisa tem deliberado em até sete dias úteis. Não é levado em conta o tempo do processo em status de exigência técnica; que é quando o laboratório precisa responder a Anvisa sobre questões técnicas em relação aos medicamentos.

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25/03/2021 00:00h

A alta ocupação de leitos de UTI em hospitais do Brasil provoca ainda um aumento da utilização de medicações, que já estão em falta ou baixa cobertura, segundo levantamento do Fórum Nacional de Governadores

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O acesso aos tratamentos adequados de saúde em casos de infecção pela Covid-19 enfrenta outra dificuldade atual. Após a superlotação de leitos de unidade de terapia intensiva (UTI) — que registra, nesta semana, 25 das 27 unidades da federação em estado crítico e longas filas de espera por leitos —, o Brasil enfrenta também o cenário de falta de medicamentos nas unidades de saúde.

É o que afirma um documento do Fórum Nacional de Governadores, enviado ao presidente da República, Jair Bolsonaro. O fórum informa que “ao menos 11 medicamentos estão em falta ou em baixa cobertura em mais de dez estados”, de acordo com dados da primeira quinzena deste mês de março. 

A preocupação vem de diferentes entidades e é cada vez maior. O Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) também publicaram uma nota conjunta, em 23 de março, citando o “aumento abrupto” do consumo de medicamentos do chamado kit intubação e o “cenário de dificuldades na reposição de estoque” dessas drogas “na maioria dos Estabelecimentos Assistenciais de Saúde (EAS) do país”. 

Os medicamentos utilizados nas intubações de pacientes contaminados com o novo coronavírus são os principais objetos de alerta. Sedativos, analgésicos e bloqueadores neuromusculares, necessários para a manutenção de ventilação mecânica e permanência em UTIs, sofrem de uma alta demanda devido ao cenário de quadros clínicos graves nesta segunda onda da pandemia, como explica o médico Luciano Lourenço, do Hospital Santa Lúcia.

“Essas são medicações necessárias não só no momento da intubação, mas também na manutenção da sedação do paciente. Quando temos um paciente que precisa de ventilação mecânica para a gente recuperar o pulmão, temos um consumo alto da classe de medicamentos sedativos, anestésicos e bloqueadores neuromusculares. A demanda cresceu pela quantidade de pacientes graves. As UTIs estão cheias. Esse momento é crítico e cada um tem que fazer tudo o que for possível para evitar a disseminação do vírus.”

Dados da plataforma LocalizaSUS sobre as fases de distribuição e entrega de medicamentos hospitalares mostram uma queda brusca após agosto de 2020, mas a tendência de aumento de entregas de medicações neste ano de 2021, como é possível verificar no gráfico acima. A plataforma detalha ainda as drogas mais distribuídas. Fentanila, Propofol e Atracúrio, utilizadas principalmente para sedação, são as mais compradas pelo governo.

O Ministério da Saúde afirma que acompanha semanalmente a disponibilidade dos medicamentos de intubação orotraqueal (IOT) em todo o Brasil e envia informações da indústria e distribuidores para que os estados possam realizar as aquisições. “Além disso, toda semana a pasta recebe do Conass e do Conasems informações do Consumo Médio Mensal dos medicamentos por estados e municípios. O ministério também recebe dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sobre a produção e venda dos fabricantes no país”, informa.

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Cenário imprevisível

Paulo Maia, presidente executivo da Associação Brasileira dos Distribuidores de Medicamentos Especializados, Excepcionais e Hospitalares (Abradimex), afirma que a quantidade de pacientes que precisam dessas substâncias atingiu um “volume inimaginável”. Para ele, esse “não é um problema do governo ou da indústria”, mas uma consequência de vários fatores da pandemia. 

“A falta dos medicamentos tem se dado por uma questão de volume de pedidos que têm ocorrido nesses últimos 15 dias, que realmente sobressalta, mesmo no cenário da pandemia. De 15 dias para cá, o volume de solicitação de aquisição desses produtos ultrapassaram cenários inimagináveis para a gente, em uma proporção muito grande”, diz.

Em agosto de 2020, o Conselho Nacional de Saúde (CNS) recomendou que diferentes órgãos desenvolvessem ações e monitorassem a compra e distribuição de medicamentos do Sistema Único de Saúde (SUS), “devido ao desabastecimento causado pela pandemia”, alertando que “o planejamento para aquisição dos medicamentos do chamado ‘kit intubação’, foi consumido em 90 dias, com a chegada da pandemia.”

Paulo avalia, porém, que qualquer planejamento prévio seria prejudicado com essa realidade atual. “Temos um cenário não muito favorável. Me parece uma indicação de que a gente precisa rever o comportamento social que está levando a esse tipo de patologia”. Ele exemplifica o caso do medicamento Atracúrio, utilizado em intubação. “A gente tinha uma demanda semanal de 400 pedidos por unidade, e hoje o volume é de 12 mil unidades, semanal.”

Na capital do país, a plataforma InfoSaúde, da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, mostra que só há estoque do Atracúrio para mais 17 dias. O site também mostra que cinco drogas estão sem nenhum estoque para dia posterior, enquanto três já acabaram. 

Em nota, a Secretaria de Saúde esclareceu que “os medicamentos que estão com estoque reduzido ou sem estoque possuem processo de aquisição em andamento”, e ressaltou que eles “podem ser substituídos por outros com a mesma finalidade e que apresentam estoque regular”.

Aumento preocupante

O médico Lucas Vargas, coordenador da Clínica Médica do Hospital Santa Lúcia Norte, lembra que o cenário de não ter medicamentos não acontece hoje em muitos hospitais privados, mas há um alerta em todas as unidades de saúde, devido ao acompanhamento dos números da pandemia. 

“Ainda não tivemos falta dessas medicações, mas temos receio, caso a gente não consiga conter o aumento dos casos, de enfrentar um racionamento, uma falta, dificuldade no uso dessas medicações e materiais, que são tão importantes para assistência aos doentes”, pontua.

Estatísticas do site Our World in Data, ligado à Universidade de Oxford, mostram que o Brasil é o país com mais mortes diárias por Covid-19 no mundo há duas semanas. Entre segunda-feira (22) e terça-feira (23), 3.251 vidas foram perdidas na pandemia nacional, um novo recorde em 24 horas, com dados do Ministério da Saúde. 

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12/03/2021 17:30h

Desenvolvido para combater o ebola, o Rendesivir é um antiviral que já havia apresentado bons resultados para tratar pacientes infectados pelos outros tipos de coronavírus

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou, nesta sexta-feira (12), a aprovação do primeiro medicamento com indicação em bula para tratamento de pacientes infectados pela Covid-19. O antiviral Rendesivir já vinha sendo estudado no Brasil desde junho de 2020, quando a agência autorizou um estudo clínico em pacientes hospitalizados com pneumonia grave provocada pela infecção do vírus.
 
Desenvolvido para combater o ebola, o Rendesivir é um antiviral que já havia apresentado bons resultados para tratar pacientes infectados pelos outros tipos de coronavírus.

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O medicamento já foi autorizado para uso temporário para tratar pacientes em mais de 50 países, entre eles Estados Unidos, Austrália, Canadá, União Europeia, Hong Kong, Índia, Israel, Japão, Cingapura, Coréia do Sul, Taiwan e Emirados Árabes Unidos.
 
A Anvisa também concedeu o registro definitivo à vacina da AstraZeneca/Oxford, que já tinha autorização para uso emergencial no País. Com a liberação, a vacina terá uma etapa de produção no Brasil, na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). 

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05/03/2021 00:00h

Uso foi aprovado para tratamento da hipofosfatemia em crianças. Oferta tem início em até 180 dias

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Crianças que dependem do medicamento burosumabe para tratamento da hipofosfatemia ligada ao cromossomo X, doença crônica debilitante e deformante que causa raquitismo, terão o remédio de forma gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O Ministério da Saúde tornou pública a portaria que determina o prazo para distribuição, que será em até 180 dias. Neste momento, a medicação não será disponibilizada para adultos.

O medicamento tem como função aumentar a reabsorção de fosfato pelos rins e, por meio da produção de vitamina D, melhorar a absorção intestinal de cálcio e fosfato, reduzindo os danos causados pela doença. 
 

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Crianças que dependem do medicamento burosumabe para tratamento da hipofosfatemia ligada ao cromossomo X, doença crônica debilitante e deformante que causa raquitismo, terão o remédio de forma gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O Ministério da Saúde tornou pública a portaria que determina o prazo para distribuição, que será em até 180 dias. Neste momento, a medicação não será disponibilizada para adultos.

A sociedade pôde contribuir com a decisão por meio de consultas públicas realizadas pela Conitec. A incorporação do medicamento pode sofrer novo processo de avaliação, caso sejam apresentados novos fatos que possam alterar o resultado da análise efetuada.

Como a medicação ainda não foi distribuída pelo SUS, portadores do raquitismo hipofosfatêmico ligado ao cromossomo X encontram dificuldades para obter o remédio. O burosumabe é importado para o País, e cada dose custa a partir de R$3.400 podendo chegar a R$52 mil reais, a depender da dosagem. 

Grande parte dos pacientes com raquitismo não conseguem cobrir os custos da medicação, e por isso, entram com ação judicial para fazer com que o governo federal custeie o tratamento. 

Pietro Inglese, de 15 anos, é portador de raquitismo hipofosfatêmico ligado ao cromossomo X. O custo da medicação dele chega aos R$150 mil reais por mês. De acordo com o autônomo Paulo Inglese, pai de Pietro, o governo parou de disponibilizar a medicação e a família entrou novamente com um pedido judicial. Dessa vez, a União disponibilizou o dinheiro e o processo de importação ainda está em andamento, deixando Pietro sem a medicação. 

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“É muito importante liberar o quanto antes o medicamento pelo SUS. Uma: porque sem processo não existe outro caminho, ao menos o meu bolso não permite gastar R$150 mil por mês”, diz Paulo. Ainda de acordo com ele, são muitos os pacientes que necessitam da medicação de forma gratuita, pois o processo judicial tende a demorar cerca de um ano. 

O que é a Hipofosfatemia ligada ao cromossomo X (HLX)?

A HLX é uma doença ultra rara, cronicamente debilitante e deformante. É causada por alterações genéticas que implicam na regulação do fosfato (um mineral necessário para a formação dos ossos) no organismo, levando à perda renal dessa substância. É considerada um tipo de raquitismo resistente ao tratamento com vitamina D e que atinge os ossos, deixando-os fracos.

Os baixos níveis de fósforo estão geralmente presentes imediatamente após o nascimento, porém as deformidades esqueléticas e o retardo no crescimento são notados posteriormente, quando a criança já começa a sustentar seu próprio peso.

Quando o crescimento ósseo cessa, as deformidades tornam-se irreversíveis e podem ser fonte de dor contínua. Outras manifestações da doença incluem problemas dentários e perda auditiva. Adultos podem apresentar sintomas como a osteomalácia (amolecimento dos ossos, que causa aumento do risco de fraturas), fraqueza muscular, dor óssea persistente, osteoartrite precoce (degeneração das cartilagens) e fadiga. 

Por estar relacionada a uma condição genética, pode afetar vários indivíduos da mesma família. Seu modo de transmissão se dá pelo cromossomo X, porém, portadoras do sexo feminino geralmente apresentam sintomas semelhantes aos do sexo masculino. 

De acordo com o OrphaNet, website de referência em doenças raras, a doença atinge, aproximadamente, um a nove casos a cada 1 milhão de pessoas no mundo. No Brasil, é possível que exista cerca de 211 a 1.9 mil pessoas com a patologia.

Medicação

O medicamento tem como função aumentar a reabsorção de fosfato pelos rins e, por meio da produção de vitamina D, melhorar a absorção intestinal de cálcio e fosfato, reduzindo os danos causados pela HLX.

A Nefrologista Pediátrica Enaira Rocha, destaca que a medicação melhora a qualidade de vida das crianças, pois é possível diminuir a quantidade de reposição de fosfato e vitamina D. “O burosumabe é uma medicação que bloqueia o efeito do excesso do hormônio FGF23. É um remédio que vai se ligar no receptor do hormônio, vai impedir que ele se ligue e evite o efeito do hormônio no nosso organismo, impedindo a liberação de mais fosfato pelo rim”, conclui.

Maria Valentina de 8 anos, portadora de raquitismo, tomou a primeira dose da medicação em agosto de 2020. A mãe dela, Vanessa de Extrema, explica como a dose agiu positivamente na saúde da filha. “É visível como a Maria Valentina melhorou. Os níveis de fósforo dela que nunca iam passar de 2.4, estão em 3.2. Porque Maria não absorve fósforo, e com essa medicação ela consegue atuar exatamente nessa absorção que ela não tem.” 

Segundo a Conitec, os resultados apresentaram melhora do raquitismo em crianças, da mobilidade e do crescimento em relação ao tratamento com fosfato e vitamina D. Em adultos, também houve benefícios com o uso do medicamento, porém menos consistentes do que em crianças. Apesar da expectativa de que o medicamento possa contribuir para o avanço mais lento da doença ou para melhora do prognóstico, os estudos ainda são iniciais e pouco confiáveis. 
 

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03/03/2021 11:20h

A partir de abril a mudança passa a valer para todos os planos e seguros de saúde contratados a partir de 1999

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A partir de abril, novos exames e tratamentos passam a fazer parte da lista obrigatória de assistência de planos e seguros de saúde privados. Isso é o que foi definido por uma nova resolução normativa da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), publicada no Diário Oficial da União nesta terça-feira (2), no sentido de promover uma ampla atualização nos procedimentos e eventos que devem ter cobertura garantida. Essas mudanças valem para todos os planos contratados a partir de 1999.

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Ao todo, foram adicionadas 69 coberturas, sendo 50 relativas a medicamentos e 19 referentes a exames, terapias e cirurgias indicadas no tratamento de enfermidades. Entre os remédios, passam a integrar a lista obrigatória de assistência 17 imunobiológicos. Outros 19 são antineoplásicos orais indicados no enfrentamento de diversos tipos de câncer. Além disso, novas intervenções cirúrgicas terão cobertura garantida. Consultas com enfermeiro obstetra ou obstetriz também serão realizadas pelos planos de saúde e seguros. 

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