Medicamentos

22/07/2022 20:05h

Ainda não houve a divulgação dessa lista. Em entrevista coletiva nesta sexta-feira (22), pasta também negou que tenha havido perda de medicamentos nos depósitos do governo

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O Ministério da Saúde informou, em entrevista coletiva na tarde desta sexta-feira (22), que analisa uma relação de 86 medicamentos com “deficiência no mercado”. Ainda não houve a divulgação dessa lista. 

“O Conasems colaborou conosco e encaminhou uma lista de 126 medicamentos, fora outras listas que também nós estamos recebendo das sociedades, das associações, para nos apoiarem, para realmente poderem nos ajudar e mostrar aquilo que está com mais deficiência no mercado. Dentre essa lista, batendo todas as listas, comparando, de 126 a gente concluiu 86 medicamentos”, detalhou a secretária de Ciência, Tecnologia, Inovação e Assuntos Estratégicos do Ministério da Saúde, Sandra de Castro Barros. 
Segundo a secretária, há outros fatos além do preço que configuram os obstáculos referentes ao abastecimento de medicamentos. “Lockdown da China e da Índia, a própria guerra na Ucrânia, aumento dos custos dos insumos, escassez de matérias-primas”, cita. 

Sandra Barros ainda comentou sobre a recomposição dos estoques de contraste iodado, que foi alvo de uma orientação publicada pelo ministério para que o uso do contraste para exames e procedimentos médicos seja racionalizado. De acordo com a pasta, os estoques devem estar normalizados até o final de setembro deste ano. 

Sobre a validade de medicamentos nos estoques do Ministério da Saúde, Daniel Pereira, secretário-executivo da pasta, rebateu. “Medicamentos como azitromicina e amoxilina, que foi dito que perderam a validade e faltaram na ponta, essa informação não é verídica. Não houve nenhuma perda de validade nos depósitos do Ministério da Saúde.”

Ações do Ministério

O Ministério da Saúde destacou que as ações da pasta envolvem a liberação de impostos, a vistoria de preços não correspondentes aos praticados no mercado e a coibição de práticas anticoncorrenciais. “Foram liberados de preço seis medicamentos que tinham de fato uma fundamentação que o preço não estava correspondendo à realidade prática do mercado. Foram liberados conforme a Resolução nº7  da CMED”, afirmou Daniel Pereira. A Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) é o órgão interministerial responsável pela regulação econômica do mercado de medicamentos no Brasil. 

Sobre a liberação de impostos, a pasta afirma coordenar, junto à Câmara de Comércio Exterior (Camex),  a liberação do imposto de importação de 11 medicamentos e insumos. As ações também envolvem o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para atuar contra práticas que prejudiquem o fornecimento de produtos. 
 

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20/05/2022 17:17h

Seu remédio da pressão alta está muito caro? Será que você consegue esses remédios mais barato ou pelo SUS? Neste episódio, a Dra. Tatiana Torres dará mais detalhes sobre o assunto

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O sucesso do tratamento da pressão arterial depende da mudança do estilo de vida incluindo: Atividade física regular, controle do peso, dieta balanceada, manejo do estresse, parar de fumar e é claro uso adequado de medicações.

O uso adequado das medicações é algo essencial no tratamento, mas não é seguido por todos! Alguns, por exemplo, esquecem os horários da medicação, outros param de tomar por efeitos colaterais e há ainda aqueles em que o preço da medicação está pesando no bolso e por isso não conseguem seguir o tratamento como gostariam.

Existem diversos tipos de medicamentos para pressão arterial que agem em pontos diferentes do organismo. São diversos nomes comerciais, com as mais diversas dosagens e intervalos de tomadas. Alguns desses medicamentos, não todos infelizmente, são disponíveis sem uma marca própria. São os medicamentos genéricos, que de fato, possuem a mesma eficácia e segurança dos medicamentos de marca.

Os medicamentos para serem considerados genéricos passam pela aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. É a Anvisa que testa se há o mesmo princípio ativo, a mesma dose para aquela forma de apresentação, além da biodisponibilidade e bioequivalência, ou seja, testa se, na prática o medicamento genérico é o mesmo remédio da marca.

Alguns desses medicamentos genéricos estão disponíveis para dispensação pelo SUS em UBS, AMAS e hospitais públicos, por isso é possível sim manter um tratamento adequado sem gastar nada! Para isso aconselho você a procurar mais informações nas unidades de saúde próximas a sua casa. Além dos genéricos disponíveis no SUS, o governo federal criou o programa Farmácia Popular. Trata-se de uma parceria com farmácias cadastradas no programa que realizam distribuição de medicamentos, ampliando o acesso a população. 

Se estiver com dificuldades financeiras e a conta da farmácia está pesando no orçamento mensal, não deixe de fazer o tratamento por conta!!  Converse com seu médico!  É ele que irá avaliar a possibilidade de substituição ou modificação do seu tratamento para um genérico equivalente sem custo.

 

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17/05/2022 00:13h

Nova lei que institui a bula digital de medicamentos foi sancionada na última quinta-feira (12) pelo governo federal

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A partir de agora, os laboratórios farmacêuticos poderão inserir QR Code nas embalagens de medicamentos para a bula digital. A lei que implementa o novo formato eletrônico foi sancionada na última quinta-feira (12). 

A versão digital da bula também pode contar com ilustrações, quando houver necessidade. Além disso, há a possibilidade de conversão do texto em áudio ou vídeo, o que garante acessibilidade às pessoas com deficiência e analfabetos. A ideia é que também sejam disponibilizados links para outros documentos explicativos.

A nova redação modifica a Lei 11.903/09. O intuito é expandir e facilitar o acesso à bula, no modelo digital, com informações obrigatórias como composição, utilidade e dosagens, por exemplo. 

Na avaliação do secretário-geral do Conselho Federal de Farmácia (CFF), Gustavo Pires, a medida deve facilitar a leitura e a compreensão por parte dos usuários. “Para aqueles que têm acesso tanto à internet quanto a um aparelho que se possa utilizar para poder ter acesso a uma bula digital, é mais dinâmico e mais prático. Então, isso pode ser considerado uma vantagem em relação ao formato impresso”, destaca. 

Controle

Pelos termos da legislação, o controle será realizado por meio do sistema de identificação de medicamentos. Para isso serão utilizadas tecnologias de captura, armazenamento e transmissão eletrônica de dados. As embalagens dos medicamentos devem contar com o código de barras bidimensional de leitura rápida, que leve ao endereço na internet que dá acesso à bula digital.

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A rastreabilidade será de responsabilidade dos laboratórios, que deverão ter sistema próprio que permita a elaboração de mapa de distribuição de medicamentos. 

“Uma preocupação que temos é a descontinuidade do projeto de rastreabilidade, que foi abortado por meio desse projeto de lei aprovado. Com a descontinuidade da rastreabilidade, os riscos de falsificação de medicamentos voltam a aparecer”, ressalta Gustavo Pires.

As bulas digitais precisam ser hospedadas em links autorizados pela Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa). Vale destacar que a inclusão de informações digitais não implicará no fim da apresentação em formato de bula impressa.
 

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18/02/2022 13:00h

Cerca de 8,5 milhões de brasileiros sofrem ou sofreram com sequelas da Covid-19

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Cansaço, fraqueza muscular, problemas no sono, ansiedade e depressão. Essas são as queixas mais frequentes de quem se curou da Covid-19. Um estudo realizado com 1.733 pacientes que ficaram internados por complicações da Covid, mostrou que mesmo seis meses após a alta, 76% das ainda apresentavam algum sintoma. 

O jornalista Gustavo Caldas, de 35 anos, desenvolveu a forma grave da doença em junho de 2020. Ele passou por um longo período de internação hospitalar, foram mais de 10 dias numa unidade de tratamento intensivo. “Fiquei um ano e meio sem olfato e sem paladar. Nunca mais consegui dormir direito”, relata. 

Depois de mais de um ano, ele sofreu embolia pulmonar, infarto pulmonar e trombose na safena, o que o levou a uma nova internação. Segundo o médico que o atendeu, o indício do problema já estava presente nos exames da época da Covid-19. Atualmente, Gustavo faz acompanhamento médico com uma equipe multidisciplinar. 

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Sintomas comuns

O médico cardiologista, Dr. Fabrício da Silva, diz que agora com a Ômicron uma sequela comum à Covid é o desenvolvimento de sinusite bacteriana, além da perda de olfato e paladar, cansaço e dores de cabeça. “As sequelas são muito mais frequentes em pacientes com o quadro clínico grave ou crítico”, assegura. 

Nesses casos, há risco aumentado para trombose, além de inflamações e mesmo desnutrição. Estudo realizado pela USP avaliou 425 pacientes entre seis e nove meses após a alta hospitalar da Covid-19. Mais da metade relata perda de memória, ansiedade e depressão. 

Dayanne Timóteo, 36 anos, teve um quadro leve de Covid 19 há mais de um ano e ainda sofre com o problema. “Muitas vezes quero falar alguma coisa e não consigo me lembrar das palavras”, diz. 

O médico infectologista, Hemerson Luz, diz que a Covid-19 é muito mais do que uma doença pulmonar. “É uma doença sistêmica que pode cursar com processo inflamatório disseminado. E o próprio coronavírus pode causar lesão em diversos órgãos e tecidos. Alterações renais, fibromialgia e cefaleias também são comuns.”

Os sintomas pós-covid costumam durar cerca de dois meses. “Mas pode passar disso”, alerta o infectologista. A presença persistente de sequelas é mais comum em quem teve a forma mais grave da doença. Por isso, tanto Dr. Hemerson Luz quanto Dr. Fabricio Silva orienta que cada um complete seu esquema vacinal. “Quanto mais branda a doença, menor a presença de sequelas. O que torna a doença mais branda é a vacinação”, assegura Dr. Fabrício. 

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20/01/2022 16:50h

Segundo especialistas o uso dos medicamentos é viável

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A maioria das pessoas sente algum sintoma logo depois da aplicação da vacina contra a Covid-19, como febre, dores de cabeça e no corpo, que variam de leves a moderadas. Aí surgem as dúvidas: Posso tomar dipirona ou paracetamol? Preciso esperar algum tempo após tomar a vacina, para fazer uso do remédio? 

Segundo os especialistas é viável, mas com moderação.  “Se a pessoa tiver alguma reação pós vacina como febre, como qualquer outra vacina não tem problema algum tomar antitérmico. O modo como a gente deve agir é o mesmo, o brasileiro é acostumado às nossas campanhas de imunização e em nada muda”, afirma a infectologista  Ana Helena Germoglio. 

De acordo com o Instituto Butantan, fabricante da CoronaVac,  analgésicos comuns, daqueles que são comprados sem receita médica (dipirona, paracetamol e outros anti-inflamatórios não esteroidais) podem ser usados porque não interferem na vacinação. Também não há contraindicação para o uso de qualquer antibiótico e antiviral antes ou após a aplicação da CoronaVac. Quanto aos medicamentos de uso contínuo, não é preciso interromper a administração, a não ser sob orientação médica.

O único cuidado é evitar o uso de corticosteróides sem orientação médica. Esse tipo de medicação pode interferir na resposta à vacina. Mas quem toma esse tipo de medicamento diariamente devido a alguma comorbidade não deve interromper seu uso.

A jovem Nicole Diniz estava ansiosa para tomar a primeira dose da vacina contra a Covid-19, mas receosa com os efeitos que poderia sentir, como dor de cabeça e dores  no corpo. "Eu saí do posto, comprei o remédio e logo tomei.”

Ela fez certo? Não, segundo o especialista da Fiocruz Nicole só poderia ter tomado depois de sentir os sintomas. “Não se recomenda fazer uso de analgésico e antitérmico antes da vacinação para prevenir o aparecimento de febre ou dores no corpo. Se a pessoa vacinada desenvolver este sintomas após a vacinação não há objeção alguma do uso de analgésicos nas doses aprovadas em bula que são as recomendadas pela Anvisa”,  afirma Sérgio Nishioka, especialista da Fiocruz.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) alerta que o uso indiscriminado de paracetamol para alívio de dores e febre após a vacinação contra Covid-19 pode levar a eventos adversos graves, incluindo hepatite medicamentosa e morte. Portanto, o uso do medicamento deve ser feito com cautela, sempre observando a dose máxima diária e o intervalo entre as doses.  

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25/12/2021 08:00h

A lista com os valores disponibilizados para cada cidade pode ser conferida no anexo da portaria

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Ministério da Saúde aprova portaria (3.785/2021) que libera recursos para os municípios habilitados no Programa Nacional de Qualificação da Assistência Farmacêutica (Qualifar-SUS). A lista com os valores disponibilizados para cada cidade pode ser conferida no anexo da portaria. Os recursos serão repassados pelo Fundo Nacional de Saúde.

A transferência dos valores tem como base uma seção da Portaria de Consolidação n° 1/GM/MS, que trata da Base Nacional de Dados de Ações e Serviços da Assistência Farmacêutica no âmbito do SUS e define as normas sobre os direitos e deveres dos usuários da saúde, a organização e o funcionamento do SUS, no trimestre anterior ao da respectiva competência financeira, cuja responsabilidade é dos gestores dos municípios.

Segundo a portaria 3.785/2021, o ente beneficiário precisa comprovar a aplicação dos recursos recebidos, por meio do Relatório Anual de Gestão (RAG).

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Saúde
24/11/2021 17:00h

De acordo com especialista, as pessoas utilizam sem prescrição a medicação quando estão gripadas ou com alergia sem saberem dos riscos

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O uso de corticoides sem moderação pode causar sérios efeitos colaterais em quem utiliza, principalmente em crianças. Amanda Veloso tem dois filhos, Isabelle, 15 anos, e Lourenzo, 5 anos. Ela trabalha na área de saúde como técnica em radiologia em uma Unidade Básica de Saúde de Teresina (PI), por isso, sempre administrou o uso do medicamento em seus dois filhos.
 
Ainda assim, isso não os livrou de sofrer efeitos colaterais. Isabelle faz o uso dos medicamentos desde pequena, e, hoje em dia, tem dentes muito fracos, perdeu a coloração natural deles e faz acompanhamento odontológico. De acordo com a dentista da família, esses problemas eram causados pelo corticoide.
 
A jovem tem rinite e crise de alergia, e o que alivia os sintomas é o uso da medicação. No entanto, os problemas dentários não são os únicos com os quais ela sofre. “A mais velha tem os dentes muito fracos em razão disso, ela emagreceu muito, não consegue ganhar peso com suplementação. É muito alta, magra para a altura que tem e devido ao medicamento o ciclo menstrual é irregular”, conta Amanda sobre Isabelle.


 
Lourenzo, por outro lado, tem problemas de visão em razão do uso excessivo do medicamento. Além disso, ele sofre de insônia, e por causa de um remédio para corrigir um problema, precisa tomar outro para conseguir dormir. Amanda afirma que esses efeitos são da medicação, e ela ainda diz que em farmácias é muito fácil de consegui-los sem receita médica.
 
O médico e otorrinolaringologista Carlos Maurício explica que o corticoide é uma medicação amplamente utilizada para o tratamento de vários problemas de saúde, tanto para adultos, quanto para crianças. Mas, muitas vezes, utilizado de maneira equivocada. 
 
“Primeiro, a gente precisa entender o que é o corticoide. Ele é considerado um anti-inflamatório hormonal, ou seja, é uma substância parecida com o hormônio produzido no organismo que faz parte do metabolismo corporal. Por ser um hormônio, ele pode ter vários efeitos colaterais se você o utilizar em doses altas e em períodos prolongados”, alerta.
 
Frequentemente, os pais utilizam essa medicação, como um xarope para tosse, um remédio para gripe, mas é preciso atenção, recomenda o especialista.  
 
“Sendo um hormônio, ele pode modificar o funcionamento normal do organismo e isso pode impactar em alguns efeitos colaterais e alguns problemas como a osteoporose, a catarata, a pressão alta, o diabetes, alterações de humor, o aumento da retenção de líquido, ele vai afetar o metabolismo da gordura e pode gerar alterações de pele no estômago”, enumera.
 
Dependendo da dose, ele vai influenciar também na resposta imunológica. O uso pode bloquear parcialmente o sistema imunológico e isso facilita a infecção tanto viral quanto bacteriana. Contudo, o médico pondera que o remédio pode ser utilizado na dosagem correta, principalmente, quando se busca um efeito anti-inflamatório. 
 
O especialista ainda ressalta os problemas que ele pode causar para o desenvolvimento da criança. O uso do corticoide, segundo sua explicação, reduz a absorção de cálcio, essencial para o crescimento. “É uma boa medicação, ela tem efeitos importantes em várias doenças, mas não pode ser utilizada sem critério”, pontua.

Além disso, pacientes em uso de prednisona 20 mg, um tipo de corticoide, por mais de 2 semanas ou prednisona 5 mg, também esse tipo de medicamento, por mais de 30 dias não podem suspender o tratamento de forma abrupta, alerta a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBME). 

Covid-19

O paciente que se contaminar com Covid-19 e fizer uso de corticoides precisa ter cuidado. A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBME) elaborou uma série de recomendações a respeito desse assunto.
 
“Quando utilizado como terapia anti-inflamatória e imunossupressora, as doses dos corticoides são no mínimo 4 a 5 vezes mais elevadas do que as doses de reposição fisiológicas. Nessa situação, o risco de complicações na vigência da Covid-19 é potencialmente maior”, afirma em nota.
 
A médica Larissa Camargo, que é otorrinolaringologista, afirma que há estudos que dizem que o corticoide é benéfico em casos de Covid-19, mas só o médico pode avaliar se o remédio vai ajudar ou atrapalhar no tratamento da doença. “Já existem trabalhos mostrando o benefício do uso do corticoide naqueles pacientes que apresentam quadro clínico sugestivo de comprometimento pulmonar e comprometimento sistêmico. Mas é sempre importante que seja feita uma avaliação junto ao seu médico assistente”, pondera. 

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22/11/2021 14:00h

A assistente social Leticia Andrade dá mais detalhes sobre o assunto

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Você sabe como conseguir remédio mais barato ou de graça pelo SUS? A assistente social Leticia Andrade dá mais detalhes sobre o assunto.

O Brasil desde 1988 possui uma política específica sobre medicação, o objetivo com isso é garantir a necessária segurança, qualidade e eficácia dos medicamentos. Existem duas maneiras de você conseguir ter acesso a esses medicamentos de maneira gratuita ou com o custo bem reduzido.

Onde conseguir medicamentos gratuitamente

  • Postos de saúde: Disponibilizam alguns medicamentos de maneira gratuita.
  • Farmácias Populares: Oferecem grande desconto nos valores das medicações. 

O que é preciso para conseguir ter acesso aos medicamentos gratuitos

  • Documento de identificação com foto
  • Receita médica básica contendo nome genérico da medicação, dados do médico, endereço da unidade de saúde de onde foi atendido e data da prescrição médica.

Caso o seu remédio não seja disponibilizado na lista de medicamentos das farmácias populares, não pare por aí. Procure saber quais são as opções de medicações que estão disponíveis, liste-as e retorne com seu médico para que seja verificada a possibilidade de substituir por outra medicação que faça parte do programa.

CONTEÚDO PARA EMISSORAS DE RÁDIO: Nesta edição, você pode utilizar dois áudios sobre o tema:

  • Remédios gratuitos ou mais baratos no SUS
  • Como conseguir medicamentos

Para saber mais, assista ao vídeo no canal Dr. Ajuda. 

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19/11/2021 19:30h

A mobilização pretende conscientizar a população sobre práticas que dificultam o combate a bactérias, vírus e parasitas

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Endossada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a campanha global "Semana Mundial de Conscientização Antimicrobiana" vai até o dia 24 de novembro e pretende conscientizar a população para combater a resistência a antibióticos e outros medicamentos antimicrobianos. Essa resistência ameaça a prevenção e tratamento de uma série de infecções.

Quando criada, essa resistência antimicrobiana pode ameaçar a prevenção e tratamento de uma série de infecções causadas por bactérias, parasitas, vírus e fungos. Assim, as infecções mais comuns ficam difíceis de tratar, aumentando o risco de propagação de doenças graves, com possibilidade de morte.

São diversos os fatores que aceleraram este problema, entretanto, o uso excessivo e incorreto de medicamentos em seres humanos é a maior preocupação das autoridades de Saúde. Segundo pesquisa do Conselho Federal de Farmácia (CFF), 77% dos brasileiros se automedicam, ou seja, tomam um medicamento por conta própria, sem ter uma avaliação médica acerca do diagnóstico dos sintomas clínicos, e isso pode ter consequências graves. 

“Os riscos vão do menos grave, como uma reação alérgica leve, pode ter uma erupção cutânea, uma dor de cabeça, náusea, vômito ou diarréia. Até os riscos graves, como choque anafilático, em que cai a pressão arterial da pessoa, e a pessoa pode entrar em choque e até evoluir para óbito", esclarece Claudia Vidal, diretora científica da Sociedade Brasileira para a Qualidade do Cuidado e Segurança do Paciente (Sobrasp).

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A pesquisa ainda revelou que quase metade dos brasileiros (47%) se automedica pelo menos uma vez por mês e 25% o faz todo dia ou pelo menos uma vez por semana. Com 53%, as mulheres são as que mais usam medicamentos por conta própria, pelo menos uma vez ao mês.

Aumento no uso de antibióticos e analgésicos

A resistência dos microrganismos a medicamentos antimicrobianos pode tirar a vida de 10 milhões de pessoas, a cada ano, até 2050, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Por isso, a organização reconhece a resistência antimicrobiana como uma das 10 maiores ameaças à saúde pública.

“Os antibióticos são uma arma muito forte para o enfrentamento de infecções. Muitos deles não funcionam mais para as bactérias que comumente eles conseguiam tratar, por conta do uso excessivo e, muitas vezes, não apropriado. Ele [o antibiótico] só deve ser usado se o paciente tiver uma infecção e precisa ser administrado a partir de uma consulta médica”, afirma Claudia Vidal.

A diretora detalha, ainda, que quem faz a automedicação com antibióticos pode usar um medicamento inadequado para aquele tipo de infecção e, fazendo isso, as bactérias sensíveis morrem, favorecendo o crescimento das bactérias resistentes. Assim, a infecção, que seria comum, fica cada vez mais difícil de tratar. 

Apesar da OMS e diversos pesquisadores da área acreditarem no aumento significativo do uso de antibióticos na pandemia, ainda não há um balanço completo. Membro do Conselho Federal de Farmácia, Dr. Gustavo Pires, acredita que no próximo levantamento haverá uma alta expressiva nos números de automedicação.  

“Devido ao novo vírus circulante e ainda poucos estudos frente ao enfrentamento a ele [Covid-19]. Faltou, no início, informação e foram disseminadas muitas notícias falsas acarretando em indicações de medicamentos sem eficácia comprovada”, afirma.

Por outro lado, números sobre o uso desses medicamentos já começaram a surgir e mostram que os analgésicos e antitérmicos, como a dipirona, ibuprofeno e paracetamol, foram os medicamentos mais comprados durante a pandemia, com 6,5% das vendas total.

Os dados foram coletados de fevereiro de 2020 a fevereiro de 2021 pela plataforma Farmácias APP, aplicativo de venda online de saúde que contempla todo o varejo farmacêutico, tanto físico quanto digital. 

Claudia Vidal explica que a automedicação com analgesicos pode ter um impacto menor no organismo quando comparado ao do antibiótico. “O impacto da automedicação de analgesicos pode ser menor, excepcionalmente, com medicamentos que você habitualmente já utiliza, porque já foi prescrito por um médico e que você já sabe que se tiver um quadro gripal ou dor de cabeça, vai poder usar aquele analgesico. E, no caso de uma febre, usar aquele antitérmico", afirma.

Esse é o caso da dona de casa, a mineira Graziela Soares, de 38 anos, que já se automedicou diversas vezes, por conta de seu quadro clínico, mas percebeu que na pandemia as doses aumentaram. “Eu me automediquei várias vezes na pandemia por medo. Como eu tenho sinusite, qualquer sintoma  já acho que é Covid. Fico preocupada e acabo tomando remédio”, conta.

Além dos analgésicos, a ivermectina também foi muito procurada pelos brasileiros na pandemia. De acordo com o Conselho Federal de Farmácia (CFF), o vermífugo teve crescimento de 857% nas vendas, que equivale a mais de 81 milhões de unidades, entre março de 2020 e março de 2021.

“Esse medicamento [ivermectina] é um antiparasitário e não deve ser tomado sem prescrição médica, de forma alguma! Não é um medicamento isento de efeitos colaterais”, alerta Claudia.

Cuidados

As consequências do uso indiscriminado de medicamentos e da automedicação são muitas, e podem ocorrer a longo e médio prazo. Aquele analgesico que curava enxaqueca, por exemplo, pode não fazer mais efeito e até piorar o quadro. Os antitérmicos podem mascarar algo mais grave, como uma infecção. Já os anti-inflamatórios podem sobrecarregar os rins.

Quando se trata de antibióticos, para evitar atitudes que possam fortalecer a resistência microbiana é importante não utilizá-los mais do que o prescrito pelos médicos. Segundo a Sobrasp, apesar de ser necessária uma receita para comprar esse tipo de medicamento, muitas pessoas não utilizam o remédio todo e acabam guardando para usá-lo novamente em outras situações.

“Mesmo medicamentos que estamos habituados a tomar, como medicamentos para febre ou dor no corpo, um analgésico simples ou antitérmico, em algum momento pode dar uma reação adversa, mesmo sendo utilizada a algum tempo e você nunca ter tido aquele evento adverso. Por isso que a automedicação deve ser desestimulada e deve ser sempre orientado que o paciente procure um médico. Às vezes parecem sintomas simples, mas é um sinal de alerta”, finaliza Claudia Vidal.

Para os gestores da área da Saúde, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) disponibiliza o Plano Nacional para a Prevenção e o Controle da Resistência Microbiana nos Serviços de Saúde, criado em 2017 para auxiliar e promover medidas preventivas, de controle e de monitoramento de infecções relacionadas à resistência microbiana no país.

Além disso, a legislação brasileira (MS 2.616/1998) determina que todos os hospitais do Brasil implementem um Programa de Controle de Infecção Hospitalar (PCIH), que é um conjunto de ações desenvolvidas sistematicamente, em vista de reduzir o máxima possível a incidência e a gravidade dessas infecções. 

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16/09/2021 21:55h

O Sotrovimabe é um anticorpo monoclonal, que atua contra a proteína spike do Sars-CoV-2, e é projetado para bloquear a ligação do vírus e a sua entrada nas células humanas

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a autorização temporária de uso emergencial (AUE), em caráter experimental, do medicamento Sotrovimabe, um anticorpo monoclonal para tratamento da Covid-19. Indicado para casos leves e moderados, ele deve ser utilizado em pacientes adultos e adolescentes com 12 anos ou mais (que pesem pelo menos 40 kg) e que estão em risco de progressão para o estágio grave da doença.

O medicamento atua contra a proteína spike do Sars-CoV-2 e é projetado para bloquear a ligação do vírus e a sua entrada nas células humanas. O diretor geral de medicamentos da Anvisa, Gustavo Mendes, explicou sua ação. “É um anticorpo, que é fabricado em laboratório para fazer a mesma função que um anticorpo produzido naturalmente, ou seja, neutralizar o vírus. E a proposta da empresa é que esse anticorpo consiga prevenir a hospitalização e mortes”, disse. 

Os anticorpos são proteínas produzidas no organismo que ajudam o sistema imunológico a combater vírus, bactérias e câncer por meio do reconhecimento de antígenos. Com o avanço da biotecnologia, foi possível produzir em laboratório anticorpos monoclonais, ou seja, específicos para uma única região do antígeno. 

A biotecnologia farmacêutica do Sotrovimabe cria ainda uma barreira para a seleção de variantes resistentes e permite que o medicamento mantenha a atividade in vitro contra cepas mutantes do vírus. O medicamento é de uso restrito a hospitais e não pode ser vendido em farmácias e drogarias. A dose recomendada é uma dose única de 500 mg, administrada por infusão intravenosa.

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Análise

O pedido de autorização emergencial foi protocolado em 19 de julho deste ano pela empresa GlaxoSmithKline (GSK) Brasil Ltda. A análise foi feita pela Gerência-Geral de Medicamentos e Produtos Biológicos (GGMED), pela Gerência-Geral de Inspeção e Fiscalização Sanitária (GGFIS) e pela Gerência-Geral de Monitoramento de Produtos Sujeitos à Vigilância Sanitária (GGMON). 

Fora do Brasil, a agência reguladora norte-americana (Food and Drug Administration – FDA) e a agência canadense Health Canadá também já haviam autorizado o uso emergencial do medicamento. Além disso, a Agência Europeia de Medicamentos (European Medicines Agency – EMA) emitiu um parecer científico apoiando o uso do Sotrovimabe como opção de tratamento para a Covid-19.

Outros medicamentos

Esse é o quinto medicamento autorizado no Brasil para tratamento do vírus, sendo o quarto em uso emergencial. “A Anvisa aprovou mais de cem estudos de medicamentos, vacinas e produtos biológicos, e tem acompanhado de perto todos os resultados que são gerados para que, quando um novo medicamento ou uma nova proposta terapêutica apresente o benefício maior que o risco e que possa auxiliar no enfrentamento da pandemia, possamos disponibilizar o quanto antes para a população”, destacou Gustavo Mendes.

Em março, a Anvisa anunciou o registro do primeiro medicamento para pacientes hospitalizados com Covid-19: o antiviral Remdesivir. Já em abril, outro medicamento foi aprovado em caráter emergencial. O coquetel contém a combinação de casirivimabe e imdevimabe (Regn-CoV2), dois remédios experimentais desenvolvidos pela farmacêutica Roche.

Em maio, a Anvisa aprovou o uso emergencial da combinação de dois anticorpos monoclonais: o banlanivimabe e etesevimabe. Assim como o Sotrovimabe, eles são versões das defesas naturais do corpo fabricadas em laboratório, com o objetivo de combater infecções. Em agosto foi aprovado ainda o uso emergencial do regdanvimabe, que auxilia na reprodução de anticorpos que ajudam no combate a alguma doença específica, contudo o uso do medicamento não previne a doença.

Dados do Covid-19

O Brasil registrou 34.407 novos casos e 643 óbitos por Covid-19 nas últimas 24 horas, de acordo com a última a atualização do Ministério da Saúde, em 16 de setembro. Ao todo, mais de 21 milhões de brasileiros foram infectados pelo novo coronavírus desde o início da pandemia. O número de pessoas que morreram pela doença no País é de 589.240. Mais de 20,1 milhões de pessoas já se recuperaram da Covid-19 e outros 323 mil casos ainda estão em acompanhamento. 

A taxa de letalidade média do Brasil é de 2,8%. O Rio de Janeiro é o estado com o indicador mais elevado entre as 27 unidades da federação: 5,52%. Em seguida estão São Paulo, Amazonas e Pernambuco, todos com o índice acima dos três pontos percentuais.  

Taxa de letalidade nos estados 

  • Rio de Janeiro – 5,55%
  • São Paulo – 3,42%
  • Amazonas – 3,22%
  • Pernambuco – 3,19%
  • Rio Grande do Sul – 3,03%
  • Alagoas – 3,00%
  • Maranhão – 2,87%
  • Pará – 2,82%
  • Goiás – 2,74%
  • Ceará – 2,58%
  • Paraná – 2,58%
  • Minas Gerais – 2,56%
  • Mato Grosso do Sul – 2,56%
  • Mato Grosso – 2,55%
  • Rondônia – 2,46%
  • Piauí – 2,19%
  • Bahia – 2,18%
  • Sergipe – 2,16%
  • Espírito Santo – 2,16%
  • Distrito Federal – 2,12%
  • Paraíba – 2,12%
  • Acre – 2,07%
  • Rio Grande do Norte – 1,99%
  • Tocantins – 1,68%
  • Santa Catarina – 1,63%
  • Amapá – 1,61%
  • Roraima – 1,58%                 

Os números têm como base o repasse de dados das Secretarias Estaduais de Saúde ao órgão. Acesse as informações sobre a Covid-19 no seu estado e município no portal brasil61.com/painelcovid.  

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Brasil 61