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LOC 1: Caso entrem em vigor, as barreiras tarifárias impostas pelo governo dos Estados Unidos a Brasil, China e 14 outros países causarão impacto negativo mundial. A ação pode resultar em queda de 0,12% no PIB global.
O país mais prejudicado pode ser os Estados Unidos, com redução de 0,37% no PIB. China e Brasil teriam diminuição de 0,16% no PIB. No Brasil, o percentual equivale a R$ 19,2 bilhões.
As estimativas são de um estudo da Universidade Federal de Minas Gerais.
Entre os setores nacionais mais afetados estão o industrial e o agropecuário, aponta a publicação. Devem sofrer os maiores impactos negativos nas exportações e produção os setores dos tratores e outras máquinas agrícolas, de aeronaves, embarcações e outros equipamentos de transporte, e de carne de aves.
Ricardo Alban, presidente da Confederação Nacional da Indústria, a CNI, alerta para as consequências regionais, a partir do efeito do tarifaço nas pequenas e médias empresas.
TEC./SONORA: Ricardo Alban, presidente da CNI
“Calçados ainda não é muito grande, mas tem uma representatividade enorme nas exportações para os Estados Unidos. Hortifrutigranjeiros, que nós temos, principalmente, muitas frutas do próprio Ceará. No Ceará, de 100% das exportações cearenses, cerca de 45% são para os Estados Unidos. Então, para aquele estado, a relatividade do impacto seria muito grande, principalmente para determinados setores. Então, isso também é importante porque atinge pequenas e médias indústrias que vão sofrer significativamente.”
LOC 2: Segundo a projeção econômica da UFMG, os cinco estados mais afetados serão São Paulo, com enfraquecimento das Indústrias de Transformação, Comércio e Transporte, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina e Minas Gerais, que teriam as maiores perdas no Agro e na Indústria Extrativa.
A embaixada do Brasil em Washington protocolou, na última quarta-feira, uma carta junto ao governo dos Estados Unidos pedindo a retomada do diálogo técnico sobre a suspensão das tarifas de 50% impostas às exportações brasileiras.
O documento foi assinado pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, e pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. Mas até o momento, sem respostas.
Reportagem, Janaína Michalskì