5G

11/08/2022 20:15h

Representantes das principais operadoras de telefonia do mercado explicam em seminário do Ministério das Comunicações que a revolução do 5G ocorre primeiro no setor produtivo

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O impacto mais imediato do 5G no Brasil será sentido pela indústria. É o que afirmam os representantes das principais operadoras de telefonia do país, que participaram do Seminário 5G.BR, promovido nesta quinta-feira (11) em São Paulo pelo Ministério das Comunicações. O evento, que também terá edições em outras capitais, discutiu a chegada da internet móvel de quinta geração no Brasil e o alcance da transformação na economia e nos setores produtivos proporcionado pela tecnologia.

O primeiro painel, "5G no Brasil: avanços da conectividade em um país continental", contou com representantes de algumas das principais empresas de telefonia do mercado, como TIM, Vivo, Claro e Ericsson, além do executivo do setor de Telecom, Carlos Alberto Landim.

José Félix, presidente da Claro, comentou que o início do 5G é promissor, principalmente porque as operadoras estão instalando mais antenas que o solicitado pela Anatel na primeira fase, e que o consumidor vai ter de aguardar pelas novas aplicações que serão proporcionadas com o tempo pela nova tecnologia, assim como foi com o 4G. Ele cita o Waze, o aplicativo de navegação por GPS que hoje é amplamente utilizado.

“O Waze aconteceu com o advento do 4G. Tomando esse exemplo, assim como os aplicativos de delivery, se imagina que, naturalmente, vai começar a aparecer uma centena de novas aplicações de 5G”.

O presidente da Claro, no entanto, explicou que neste primeiro momento quem mais vai se beneficiar com a internet de alta velocidade e baixo tempo de resposta é a indústria. Ele explica que a maior velocidade será sentida pelos consumidores, mas que algumas novidades prometidas por meio da tecnologia, como a telemedicina e os carros autônomos vão demorar um pouco para chegar.

“A velocidade é o que é mais notável, porque é o que aparece de forma massiva, que são as pessoas, os usuários comuns, os consumidores. Todo aquele resto, a baixa latência, capacidade de fazer milhares de conexões simultâneas, isso vai aparecer mais na Internet das Coisas, que é mais voltada à indústria e, eventualmente no futuro, quando tivermos coisa falando com coisa.”

5G: São Paulo entra na era da internet de quinta geração
Todas as capitais brasileiras devem receber 5G até 29 de setembro

Márcio Fabbris, vice-presidente de Marketing e Venda da Vivo, lembra do lançamento do 4G, em 2012, quando novos modelos de negócios foram sendo oportunizados ao longo do tempo por meio de aplicativos, como bancos on-line e serviços de entrega. Ele destaca que ainda não se sabe se existirá uma aplicação chave para essa nova tecnologia de quinta geração, mas que o 5G deve primeiro revolucionar setores como agro e indústria.

“A gente pode mencionar talvez o setor agro como um dos primeiros a se aproveitar disso, da automatização da agricultura, da agropecuária, que é um setor super importante para o Brasil e pode ser um dos primeiros a ter o benefício de ter múltiplos dispositivos conectados ao mesmo tempo, transmitindo informações em tempo real, podendo elevar o nível de produtividade a um outro patamar. Depois a gente pode pensar em finanças, indústria 4.0, tem muitas aplicações que baseadas em baixa latência, confiabilidade e a possibilidade de conectar múltiplos dispositivos podem viabilizar novos negócios”, ressalta Fabbris.  

A latência é o tempo de resposta entre um comando utilizado na rede e a resposta. No 4G, a latência gira em torno de 50 milissegundos. Já o tempo de resposta do 5G pode chegar a 1 milissegundo, essencial para aplicações em equipamentos e maquinários da indústria ou operações à distância, que compõem a Internet das Coisas.

O 5G foi ativado na cidade de São Paulo, o maior mercado de telefonia móvel do Brasil, no último dia 4 de agosto. Antes, a tecnologia foi disponibilizada em Brasília, João Pessoa, Belo Horizonte e Porto Alegre. Além da indústria e da medicina, a quinta geração de internet móvel também vai impactar diversos outros setores, como educação e transporte, além de oportunizar acesso livre à internet e melhores serviços à sociedade.

Próximos seminários

As capitais Porto Alegre, Natal, Manaus e Brasília receberão as próximas edições do Seminário 5G.BR, quando o Ministério das Comunicações continua debatendo os avanços possibilitados pela nova tecnologia e os meios de aplicá-los a serviço dos cidadãos. Dessas próximas capitais, apenas Porto Alegre e Brasília já disponibilizaram o 5G. Natal e Manaus ainda aguardam a conclusão da limpeza da faixa 3,5 GHz. Todo o processo, incluindo a implementação, deve ser concluído até o dia 29 de setembro para atender às exigências da Anatel.
 

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05/08/2022 18:10h

O podcast Giro Brasil 61 faz uma seleção dos principais fatos e acontecimentos noticiados pelo Brasil61.com durante a semana

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No episódio desta semana (05), o podcast Giro Brasil 61 fala sobre a emissão da nota fiscal de serviço eletrônica pelo MEI. Além disso, a importância da vacinação contra gripe e Covid-19, a chegada do 5G em São Paulo, a medida provisória que regulamenta o teletrabalho e o dia mundial da cerveja.

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03/08/2022 20:30h

A cidade de São Paulo é a quinta do país a ter o 5G. Além disso, lei que regula o chamado silêncio positivo já foi sancionada e pode ajudar na ampliação da infraestrutura necessária

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O 5G chegou a São Paulo (SP) e a nova tecnologia de internet móvel já começa a funcionar na mais populosa capital do país a partir desta quinta-feira (04). A cidade é a quinta a receber a internet 100 vezes mais rápida que a tecnologia anterior, o 4G, em funcionamento há nove anos. A primeira cidade a receber o 5G foi Brasília (DF), no dia 6 de julho, seguida por Belo Horizonte (MG), Porto Alegre (RS) e João Pessoa (PB), todas no dia 29.

As prestadoras que adquiriram a faixa de 3,5 GHz no leilão de 5G, realizado em 2021, já começam a ativar as estações com a tecnologia nesta quinta-feira. Na primeira etapa do processo, de acordo com as normas do Edital, pelo menos 462 estações devem estar ativas até o dia 29 de setembro. São Paulo, no entanto, deve ir além para oferecer a nova internet a mais pessoas: até a data de implementação, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) já havia recebido 1.378 pedidos de licenciamento na faixa de 3,5 GHz na capital.

Ainda segundo as regras, as empresas de telecomunicação devem instalar uma antena a cada 100 mil habitantes no início das operações, o que no caso de São Paulo significa 154 antenas por operadora. Como são três operando no mercado, chega-se à quantidade mínima de 462. Até julho de 2025, as operadoras terão de instalar uma antena para cada 10 mil habitantes em São Paulo, aumentando significativamente a mancha de captação da nova tecnologia.

Luciano Stutz, presidente da Associação Brasileira de Infraestrutura para Telecomunicações (Abrintel), explica que a maior cobertura inicial em São Paulo se dá justamente pela alteração na lei municipal, que deu mais agilidade no processo de licenciamento de novas antenas na cidade.

“Isso significa que a cidade de São Paulo está sendo priorizada na mancha de cobertura. Isso quer dizer que São Paulo vai ter uma cobertura maior que a obrigatória. Fruto da modificação da lei municipal, isso é importante dizer. Estão sendo colocados esses pedidos e aprovados porque teve uma modificação na legislação e agora eles são aprovados rapidamente, em até 15 dias”, explica.

A liberação do 5G em São Paulo foi confirmada após a chamada limpeza da faixa de 3,5 GHz, para impedir problemas de interferência nos sinais de TV por antenas parabólicas, que foram migradas para outra banda.

Expansão da conectividade

Enquanto as cinco capitais recebem o 5G, as demais aguardam a limpeza da faixa ou a conclusão da instalação das infraestruturas necessárias para a nova tecnologia, que precisa de um maior número de antenas para funcionar. No último dia 28 de julho, foi sancionada a Lei nº 14.424/2022, que autoriza a instalação de infraestrutura de telecomunicações em casos de não manifestação do órgão competente no prazo de 60 dias, o chamado silêncio positivo.

Marcos Ferrari, presidente executivo da Conexis Brasil Digital, representante das grandes operadoras, lembra que São Paulo já possui uma lei municipal atualizada que agiliza a autorização de novas antenas, mas que a lei do silêncio positivo vai ajudar na expansão da conexão como um todo, já que os editais preveem, além da instalação do 5G nas capitais, uma maior cobertura do 4G onde ela ainda é falha.

“A nova lei do silêncio dispositivo vai ajudar a expandir a conectividade do país. Tanto o 5G quanto o 4G. As obrigações do edital ainda exigem que se coloque o 4G onde ainda não tem, que são 8 mil localidades, mas ainda temos muita dificuldade em avançar na instalação de infraestrutura do próprio 4G. E o 5G, como é uma tecnologia que requer muito mais antenas do que o 4G, também vai exigir um mecanismo ágil para que avance na instalação de infraestrutura”, explica o presidente da Conexis.

Onde terá o 5G na cidade

Segundo informações da Anatel, a cobertura inicial do 5G na cidade de São Paulo está concentrada no chamado centro expandido, entre as marginais Tietê e Pinheiros, perpassando uma boa parte da zona oeste e o começo da zona sul. A área concentra os principais prédios empresariais, polos de empregos e famílias com maior poder aquisitivo.

As zonas leste e norte da cidade, assim como o extremo da zona sul, têm antenas umas mais distantes das outras, ou seja, a mancha de cobertura não será tão longa e a conexão deve ficar alternando entre o 4G e o 5G, caso a pessoa esteja em movimento, já que a cobertura é de cerca de 300 metros entre as estações.

As próximas capitais a receber o 5G devem ser Goiânia (GO), Salvador (BA), Curitiba (PR) e Rio de Janeiro (RJ), que, assim como São Paulo, já passaram pela instalação dos filtros. A data de implementação, porém, ainda não foi definida.
 

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01/08/2022 04:00h

Em entrevista ao Brasil61.com, presidente da Abrintel, Luciano Stutz fala sobre a perspectiva de implementação da nova internet móvel no país. Depois de Brasília, Belo Horizonte, João Pessoa e Porto Alegre receberam a tecnologia na última sexta-feira (29)

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Nessa sexta-feira (29), três capitais, Belo Horizonte (MG), João Pessoa (PB) e Porto Alegre (RS), receberam a tecnologia 5G. Brasília (DF) foi a primeira cidade do país a receber a quinta geração da internet móvel, e todas as capitais devem contar com a nova tecnologia até o dia 29 de setembro, de acordo com o cronograma da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). O prazo anterior era 31 de julho, mas foi alterado porque a faixa de 3,5 Ghz está passando por uma limpeza, a fim de evitar interferências no tráfego dos sinais de TV captados por antenas parabólicas.

 

A Associação Brasileira de Infraestrutura para Telecomunicações (Abrintel) acompanha o processo da chegada do 5G ao país desde o início, dando apoio principalmente aos municípios, que precisam alterar as legislações ultrapassadas para permitir a instalação das novas antenas necessárias à nova tecnologia. Luciano Stutz, presidente da Abrintel, conversou com o Brasil61.com sobre o andamento da implementação da internet móvel de quinta geração e as perspectivas de instalação nas demais capitais brasileiras. Stutz também fala sobre os cuidados que os usuários devem ter ao se deparar com a nova tecnologia.

 

Confira a entrevista

 

Brasil61: Luciano, a Abrintel acompanha desde o início o processo da chegada do 5G, principalmente ajudando na reformulação das legislações municipais defasadas e que atrapalhariam a instalação das antenas necessárias para a internet móvel de quinta geração. O prazo estipulado pela Anatel para que o 5G chegue a todas as capitais do país, que era até o fim de julho, foi prorrogado até o dia 29 de setembro. Mesmo com o prazo estendido, como nós estamos em relação à instalação do 5G no país?   

 

Luciano Stutz, presidente da Abrintel: “Estamos bem nesse período de julho e explico o porquê. Primeiro é preciso dizer que o cronograma da Anatel foi adiado por 60 dias. O prazo para implantação do 5G nas capitais passou para 29 de setembro. Isso não tem nada a ver com velocidade de implantação, mas muito por conta das providências de mitigação de interferência que a Agência está coordenando, distribuindo filtros de parabólica de TV aberta para quem tem o CadÚnico. Até agora, o que nós podemos dizer é que nós vimos bem. Alguns aspectos eu gostaria de destacar. Primeiro, na implantação física. As antenas estão sendo colocadas, a maioria das capitais já está vendo as antenas sendo colocadas para promover essa cobertura até o dia 29 de setembro, e também quero ressaltar o compromisso que nós tivemos desde o começo, da Abrintel, com a reformulação de leis municipais. As principais capitais brasileiras que tinham uma legislação defasada já corrigiram seu problema e hoje estão no caminho, com a legislação bem sedimentada e que permite a implantação das novas antenas.”

 

Brasil61: À medida que o 5G chega às capitais, os usuários também precisam realizar alguma mudança junto à operadora? O celular também precisa ser diferenciado?

 

Luciano Stutz, presidente da Abrintel: “É importante dizer que você usar a tecnologia 5G depende primeiramente do seu smartphone. O seu aparelho tem de ter acesso a essa tecnologia. Se você está hoje, por exemplo, em Brasília, e já vê aparecer no seu smartphone ‘5G’ no topo do aparelho, é porque ele funciona na rede 5G. O segundo passo é entrar em contato com a operadora, porque aí vai fazer parte da opção comercial de cada operadora como é que ela vai liberar o seu usuário para fazer uso do plano de serviço com o 5G. Provavelmente as operadoras não vão cobrar qualquer adicional e deixar seus usuários utilizarem o 5G, mas outras podem, e isso é permitido, cobrar, por exemplo, um plano de serviço diferente para o 5G. Até agora não vi nada nesse sentido, com plano diferente do 4G. Se a estratégia das operadoras for a mesma, provavelmente você vai detectar o 5G no seu aparelho e a partir de então fazer uso da nova tecnologia.

 

Brasil61: Além do aparelho utilizado e da velocidade 100 vezes mais rápida que o 4G, tem alguma outra mudança que o usuário vai sentir.?

 

Luciano Stutz, presidente da Abrintel: “À medida que você usar o 5G, tem que ficar ligado no tamanho do pacote de dados. Como a velocidade é muito mais alta, o consumo de dados costuma ser mais muito rápido. Ou seja, se para baixar um filme no 4G demorava 25 minutos, um filme de 2 gigabytes, agora vai levar cerca de 25 segundos. Em 25 segundo você vai gastar o número de dados que você levava 25 minutos para gastar, então, o seu plano de dados contratado, que é por capacidade, ele pode se esvair de maneira muito mais rápida e o consumidor precisa ficar ligado nesse consumo.”

 

Brasil61: Em Brasília, apenas o centro recebeu essa cobertura de 5G, e não todas as cidades do Distrito Federal. A periferia das capitais, ou seja, as pessoas que moram perto, vão se beneficiar de uma internet mais rápida quando?

 

Luciano Stutz, presidente da Abrintel: “Aí vai ser por interesse comercial das operadoras. Conforme for surgindo demanda, as pessoas tendo aparelhos com 5G, e demandarem consumo, essa cobertura vai aumentando para chegar nessas localidades. As periferias das grandes cidades, e aí não sou eu que estou dizendo, é uma filosofia de política pública, é primeiro tentar fazer uma cobertura de 4G de 100%. Você bem sabe que nas cidades satélites, alguns trechos, como é a realidade de bairros de São Paulo, bairros do Rio de Janeiro e de outras regiões metropolitanas do Brasil, ainda dependem de uma cobertura efetiva de 4G. Então, a primeira meta imposta pela Anatel é levar 5G para as capitais brasileiras, mas 7 mil localidades aproximadamente no Brasil, que hoje não tem 4G, afastados dos distritos sedes dos municípios, estão ganhando cobertura de 4G também para massificar essa cobertura. Isso é aumentar a inclusão digital, diminuir desigualdade social. Essa é a meta. Você vai ver primeiro aumentar a mancha de 4G na cidade satélite e depois, então, essa mancha de 5G, alcançar as cidades mais periféricas. Isso é o que vai acontecer certamente.”

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29/07/2022 19:15h

Início da operação da tecnologia nas capitais foi possível após a adaptação de estações receptoras de satélite. A data foi definida nessa quarta-feira (27) pelo Grupo de Acompanhamento da Implantação das Soluções para os Problemas de Interferência (Gaispi)

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A partir desta sexta-feira (29), operadoras poderão ativar a tecnologia 5G em Belo Horizonte (MG), João Pessoa (PB) e Porto Alegre (RS). A data foi definida nessa quarta-feira (27) pelo Grupo de Acompanhamento da Implantação das Soluções para os Problemas de Interferência (Gaispi) na faixa de 3.625 a 3.700 MHz, composto por representantes da Agência Nacional das Telecomunicações (Anatel), do Ministério das Comunicações e de empresas.

O início da operação do 5G nessas capitais foi possível após a adaptação de estações receptoras de satélite. As três cidades se somam a Brasília, onde a tecnologia está em funcionamento desde a primeira quinzena de julho. A área de cobertura do 5G será expandida aos poucos em Belo Horizonte, João Pessoa e Porto Alegre, a exemplo do que já ocorre na Capital Federal. 

Segundo o Gaispi, todos os testes necessários para a liberação do 5G foram feitos nas localidades aptas a ativá-lo. Foi verificada a possibilidade de o sinal da tecnologia afetar o funcionamento de antenas parabólicas domésticas, por exemplo. A utilização do 5G permite download e upload em alta velocidade, entre outras ações. A nova tecnologia deve estar disponível em todos os municípios até 2029.

Como primeira exigência de cobertura do edital dos leilões do 5G, o Ministério das Comunicações determinou prazo até 31 de julho para que as prestadoras de telefonia móvel instalem no mínimo uma antena de tecnologia de quinta geração para cada 100 mil habitantes nas capitais brasileiras. 

No entanto, esse prazo foi estendido por 60 dias. Um dos motivos é a necessidade de uma limpeza na faixa de 3,5 Ghz, a fim de evitar interferências no tráfego dos sinais de TV captados por antenas parabólicas. Além disso, as operadoras enfrentaram dificuldades para importar os equipamentos necessários para implementar a tecnologia.

5G: quinta geração de internet móvel chega a Brasília antes do prazo oficial, nesta quarta-feira (6) 

“O edital do 5G previa investimentos em várias obrigações. A primeira delas é o 5G em todas as capitais até 2022.  A primeira foi Brasília. Todas as outras capitais terão que começar a funcionar até 29 de setembro. Brasília começou no dia 6 de julho, então tem até o dia 29 de setembro para otimizar toda a faixa, todas as obrigações, e a partir desta data é que a Anatel vai fazer aferição”, explicou o ministro das Comunicações, Fábio Faria.

O Gaispi voltará a se reunir em 10 de agosto para avaliação da liberação do sinal do 5G em outras capitais. 
 

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14/07/2022 21:10h

Segundo o diretor de Política Setorial de Telecomunicações no Ministério das Comunicações (MCom), Wilson Diniz, quanto mais se investe em tecnologias como a internet 5G e internet das coisas, melhor será a evolução das atividades agrícolas

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No Brasil, 37% dos produtores rurais passaram a utilizar o meio digital como forma de gerenciamento das propriedades. É diante desse quadro que o setor passa a ampliar os debates sobre a conectividade e inovação no agronegócio. Segundo o diretor de Política Setorial de Telecomunicações no Ministério das Comunicações (MCom), Wilson Diniz, quanto mais se investe em tecnologias como a internet 5G e internet das coisas, por exemplo, melhor será a evolução das atividades agrícolas. 

“Apesar de o agro não ser o setor que mais demanda aplicação de internet das coisas, ele é o que apresenta maior capacidade de desenvolvimento, frente à utilização dessa tecnologia. Então, quanto mais investirmos em tecnologias que levem a esse desenvolvimento, teremos maior capacidade de crescimento do agro brasileiro”, considerou. 

A declaração de Diniz se deu em meio à audiência pública realizada na última terça-feira (12) na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Capadr) da Câmara dos Deputados, onde o diretor apresentou dados de três estudos recentes sobre o impacto da conectividade no campo.

Em um dos levantamentos, houve a apresentação de cenários distintos que tratam das perspectivas da conectividade no setor. Uma das situações mostra que a utilização de estruturas de torres e antenas existentes para ampliação da cobertura rural para 48% do território agrícola nacional conta com incremento de R$ 47,56 bilhões no Valor Bruto de Produção. 

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Um segundo cenário revela que a criação de novas estruturas de torres e antenas para ampliação da cobertura rural para 90% do território agrícola nacional conta com incremento de R$ 101,47 bilhões no Valor Bruto de Produção.

O coordenador de Inovação do Sistema CNA/Senar, Matheus Ferreira, também participou dos debates. Na ocasião, ele destacou o avanço da tecnologia na agricultura do país, assim como a importância da conectividade para o setor rural.

“A conectividade nas propriedades rurais, tanto nas cidades quanto no campo, é uma necessidade. Para isso, é importante debatermos esse tema e que haja investimentos públicos e privados para que o produtor consiga obter, ao máximo, a produtividade e a rentabilidade do seu negócio, uma vez que as margens das atividades estão cada vez menores”, destacou.

Apesar dos avanços, o Censo Agropecuário 2017 – últimos dados disponibilizados - das mais de 5 milhões de propriedades rurais do País, 72% não contam com acesso à internet, o que representa uma área de quase 196 milhões de hectares. Do total, 50% estão no Nordeste brasileiro e 91% são propriedades com até 100 hectares.
 

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13/07/2022 20:00h

Consumidores têm dúvidas sobre a nova tecnologia

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Com a chegada do 5G, os usuários têm dúvidas sobre como podem usufruir da nova tecnologia. Além de aparelhos compatíveis com as redes de quinta geração, há incertezas sobre quais tipos de planos de internet são necessários para ter acesso. Por enquanto, a resposta é simples para quem já utiliza os planos de 4G: não precisa fazer nada além de estar em uma área com cobertura ativa. Até o momento, o sinal com faixas exclusivas para o 5G está disponível somente em Brasília.

Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), as três principais operadoras de telefonia do país (Tim, Claro e Vivo) afirmaram que não há mudanças de custos dos planos ou necessidade de troca de chips para receber o novo sinal - ao menos, por enquanto. A Vivo destacou em nota no seu portal que "os clientes com chip 4G já têm acesso ao 5G", caso tenham dispositivos compatíveis. A mesma informação foi confirmada por Tim e Claro.

Mas e quem não tem dispositivos compatíveis?

Para navegar nessa frequência será necessário trocar o celular, uma vez que os aparelhos de recepção de redes móveis não estão adaptados às faixas disponíveis para o 5G. 

Segundo o engenheiro de telecomunicações da Telemar do Rio de Janeiro, Cesar Nunes, o recomendado é que a troca seja feita com cautela e que o consumidor se certifique se o novo equipamento é homologado pela Anatel. “Nós licitamos algumas faixas de frequência específicas aqui do Brasil. Pode ser que você compre um aparelho de fora e esse não tenha essa faixa do Brasil, então pode ser que não funcione”, explica o engenheiro. 
Atualmente, existem cerca de 40 modelos de celulares no Brasil que já estão aptos para receber o sinal 5G. Veja a lista dos aparelhos que aceitam a frequência.  

O analista político Lucas Machado, apesar de ser muito antenado nas novidades tecnológicas, planejou trocar o celular. “O meu aparelho atual só recebe até o sinal 4G. Então, vou esperar o lançamento de mais aparelhos que devem vir com o preço mais acessível”, aposta. 

5G: implementação mais rápida da tecnologia pode adicionar R$ 81,3 bi ao PIB de 2030, estima CNI
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Parabólicas

O 5G puro ocupará na faixa de 3,5 GHz, faixa parcialmente ocupada por antenas parabólicas antigas que operam com sinal analógico na Banda C. As pessoas com esse sinal precisarão comprar uma antena nova e um receptor compatível com a Banda Ku, para onde está sendo transferido o sinal das antenas parabólicas. Famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) com parabólicas antigas receberão conversores novos, que dispensarão a necessidade de comprar outras antenas.

Segundo a Anatel, Brasília foi escolhida para estrear a tecnologia 5G por ter um número baixo de parabólicas. Conforme os dados mais recentes da agência reguladora, existem cerca de 3,3 mil parabólicas em funcionamento no Distrito Federal.

Originalmente, o edital do leilão do 5G, realizado em novembro do ano passado, previa que todas as capitais deveriam ser atendidas pela telefonia 5G até 31 de julho. No entanto, problemas com a escassez de chips e com atrasos na produção e importação de equipamentos eletrônicos relacionados à pandemia da Covid-19 atrasaram o cronograma em dois meses.

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Ciência & Tecnologia
11/07/2022 04:00h

Levantamento reforça que municípios precisam atualizar legislações próprias sobre instalação de antenas com suporte ao 5G. Apenas 1% das cidades estão preparadas

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Quanto mais rápido o 5G for implementado nas cidades brasileiras, maior tende a ser o impacto econômico que a adoção da quinta geração de internet móvel vai causar sobre o crescimento econômico do Brasil. A avaliação faz parte do estudo “Tecnologia 5G — Impactos econômicos e barreiras à difusão no Brasil”, de autoria da Confederação Nacional da Indústria (CNI). 

Segundo o levantamento, a diferença entre uma disseminação acelerada ou lenta da tecnologia pode representar 0,2% no Produto Interno Bruto (PIB) potencial per capita do país de 2030. Isso equivale a um acréscimo de R$ 81,3 bilhões na economia. 

A CNI trabalhou com dois cenários. No mais otimista, a penetração do 5G no país será de 81% até 2030. No mais pessimista, cai para 40,5%. Vale lembrar que, de acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), as empresas que venceram o leilão do 5G devem ofertar a tecnologia para todos os municípios brasileiros com população igual ou superior a 30 mil habitantes até 31 de julho de 2029. 

Renato da Fonseca, superintendente de Desenvolvimento Industrial da CNI, destaca que o estudo procura medir o impacto da implantação da rede 5G no PIB por meio do crescimento da população em idade ativa (IPA) e da produtividade do trabalho, que aumenta com a adoção da tecnologia. 

“Por exemplo, quando você tem uma implementação de até 40% até 2030 e compara com o cenário de implementação de até 80%, essa diferença é de cerca de R$ 80 bilhões em valores de 2030. Ou seja, é um impacto bastante significativo que a gente vai ter na produtividade se fizer uma implementação rápida e não demorar muito para levar o 5G a todo o país”, avalia. 

Fonseca explica que a adoção do 5G vai beneficiar todos os setores produtivos, como o setor de serviços e o agronegócio, além de melhorar o dia a dia das pessoas. Ele também ressalta como a tecnologia impacta a indústria. 

“O 5G é essencial para a indústria 4.0, ou seja, para a digitalização do processo industrial. Na indústria, a alta velocidade do 5G, a baixa perda na transmissão de dados e, principalmente, a baixa latência, ou seja, o tempo de resposta que é quase zero, permite que a gente realmente implemente a tecnologia digital na operação de máquinas, de transportes movidos por computadores, porque a resposta é muito rápida”, diz. 

O superintendente também diz que o 5G se difere da atual geração de internet móvel por permitir a comunicação em tempo real entre as máquinas e equipamentos, o que otimiza a produção e evita prejuízo para a indústria. 

“As máquinas estão conversando uma com a outra. Se há uma demora, ele não identifica o aquecimento, uma interrupção e você gera um prejuízo muito grande para as empresas, então a confiabilidade e a rapidez desse novo sistema permite que o Brasil entre na era da digitalização, ou seja, da indústria 4.0”, acredita. 

5G: Câmara aprova projeto que facilita chegada da tecnologia no país

5G: quinta geração de internet móvel chega a Brasília antes do prazo oficial, nesta quarta-feira (6)

Entraves

O estudo aponta que a diferença dos dois cenários mede o custo de oportunidade de não executar as reformas necessárias para a ampla difusão do 5G, entre elas: 

  • Atualização das legislações municipais para permitir a instalação de antenas;
  • Redução da insegurança jurídica associada ao compartilhamento de infraestrutura;
  • Regulamentação das redes privativas;
  • Uso dos fundos setoriais de telecomunicações de maneira mais eficaz e transparente;
  • Aprovação de uma reforma tributária para diminuir o peso de impostos indiretos sobre os serviços de telecomunicações.

Renato da Fonseca pontua que o maior obstáculo para a ampliação da cobertura 5G no país é o déficit de antenas instaladas. Ele diz que a implementação da nova tecnologia exige cinco vezes mais antenas do que o suporte dado à rede 4G. “Isso precisa de modificações na legislação e cada um dos 5 mil municípios brasileiros precisa fazer isso e até hoje apenas 1% já implementou essa nova lei”. 

Os municípios precisam criar ou atualizar suas legislações para receber o sinal do 5G. Além disso, as operadoras de telefonia móvel reclamam da demora das prefeituras em permitir a instalação das antenas; alguns processos levam anos. 

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Nesta semana, o Senado Federal aprovou  projeto de lei 1.885/2022, que pretende resolver a demora. O PL propõe que a Anatel dê autorização temporária para instalação de antenas nos casos em que os órgãos municipais competentes não concedem a permissão no prazo de 60 dias após o pedido. O texto aguarda sanção presidencial. 

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08/07/2022 11:35h

O projeto de lei autoriza a instalação das infraestruturas necessárias para a operação do 5G em áreas urbanas quando o órgão competente não cumprir o prazo para o licenciamento

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O Senado Federal aprovou, nessa quarta-feira (6), o projeto de lei que autoriza a instalação da infraestrutura de telecomunicações em áreas urbanas quando o órgão competente não cumprir o prazo para o licenciamento. 

Pelos termos da Lei 13.116/2015, atualmente, os órgãos contam com um prazo de 60 dias para emitir parecer contrário ou favorável ao requerimento para instalação da infraestrutura de telecomunicações. No entanto, os parlamentares argumentam que, na prática, esse prazo sempre é excedido, ultrapassando o período de um ano, em alguns casos. Com o projeto aprovado, as empresas podem instalar as antenas após esse período sem resposta. 

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Segundo o presidente  da Associação Brasileira de Infraestrutura para Telecomunicações (Abrintel), Luciano Stutz, a proposta dá mais celeridade ao processo de implantação da internet 5G. A quinta geração das redes móveis depende da instalação de novas antenas para funcionar. 

“Esse tipo de equipamento não tinha previsão específica dentro das leis municipais. Então as leis municipais precisavam ser alteradas não só para entrar com o silêncio positivo, que é o dispositivo que em 60 dias dá essa licença, entre aspas, tácita, mas também pra arrumar todo esse arcabouço legal e permitir a implantação dessas antenas menores do 5G”, destaca.

Mais antenas 

A proposta aprovada pelos senadores prevê que, mesmo com o licenciamento temporário, as infraestruturas instaladas precisam estar em conformidade com as condições do requerimento apresentado e com as outras regras estabelecidas na atual legislação. Para a implementação das redes móveis de quinta geração, é necessário que se faça a instalação de um número maior de antenas para cobrir a mesma área atualmente atendida com o 4G.

A projeção é de que a rede móvel 5G possibilite velocidades a partir de 1 gigabit por segundo (Gbps). Atualmente, a velocidade do 4G varia entre 13 Mbps e 80 Mbps. 

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06/07/2022 14:30h

Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Distrito Federal diz que cerca de 80% do DF vai ter acesso ao 5G. Cobertura total deve ocorrer até o fim de setembro

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Brasília é a primeira capital do país a receber o 5G, a nova geração de internet móvel. De acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o sinal da tecnologia será liberado nesta quarta-feira (6). A chegada do “5G puro” (standalone) à cidade se dá de forma antecipada, já que o prazo inicial era até 31 de julho. 

Os moradores da capital federal que pretendem aproveitar o 5G, que chega a ser 20 vezes mais rápido que o 4G, têm que ter aparelhos compatíveis com a tecnologia. No dia a dia, os usuários que têm o 5G vão conseguir navegar e fazer o download de arquivos com mais velocidade, por exemplo. 

Em entrevista ao Brasil 61, o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do Distrito Federal, Elísio Luz, disse que cada uma das operadoras de telefonia móvel instalou cerca de 100 antenas 5G no DF, o que vai garantir a cobertura a 80% da população. 

A princípio, ele explica, o Plano Piloto, a região central da capital, terá mais cobertura, mas parte dos moradores de outras regiões administrativas, como Ceilândia, Taguatinga e Samambaia, por exemplo, também já vão contar com o 5G a partir desta quarta-feira. “Brasília está sendo a primeira capital [com a tecnologia] lançada. Vai acontecer mais na região do Plano, mas também em algumas satélites. A plenitude do sinal para cobertura tem um prazo até 29 de setembro”, afirmou. 

Ou seja, quem quiser usufruir da tecnologia deve ter um aparelho compatível com o 5G e estar próximo de uma das 400 antenas espalhadas pelo DF. O secretário esclareceu que dentro de uma mesma cidade vão haver pontos com acesso e outros sem acesso. 

Apesar de o Distrito Federal ter antecipado a chegada do 5G a cobertura total não será atingida até o dia 31. O novo prazo é o dia 29 de setembro. “Foi adiado devido à dificuldade das operadoras em fazer as importações dos equipamentos necessários para implementar o total das antenas”, disse. Ele ressaltou que o sinal do 4G vai continuar funcionando. 

O secretário comparou a nova geração de internet móvel com a anterior. “Para se ter uma ideia, com essa nova tecnologia, o que a gente tinha em velocidade de 13 megabytes indo até 80 megabytes com a tecnologia 4G, na tecnologia 5G pode chegar a 1 gigabyte de velocidade por segundo. Isso muda muito a resposta de todos os aparelhos e permite que sejam introduzidas novas tecnologias com outros equipamentos”, ressaltou. 

Setor produtivo
Elísio Luz disse também que o impacto do 5G será perceptível também pelo setor produtivo, como a agricultura. “Você tem, por exemplo, o mapeamento de uma área agrícola por meio de drones Ele consegue fazer uma análise da vegetação, onde precisa de mais fertilizantes ou menos fertilizantes, onde tem praga, onde não tem e consegue fazer um ataque localizado naquilo que é necessário. A economia em cima disso tudo é muito grande”, explica. 

Além disso, a quinta geração de internet móvel permite o uso de carros autônomos e a aplicação do conceito de cidade inteligente, em que a tecnologia ajuda a amenizar os problemas do dia a dia das grandes cidades, como os engarrafamentos, por exemplo. 

“O 5G pode mudar muitas questões tanto na vida da cidade quanto na vida pessoal de cada usuário. Além do acesso à internet, que é o básico, a gente vai ter muito mais coisas trabalhando automaticamente linkadas via nuvem, dando respostas para nós sobre o nosso dia a dia, porque a velocidade agora é muito maior e isso permite um tempo de resposta muito mais preciso para aquilo que está sendo usado”, avalia. 

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Tempo é dinheiro
Quanto mais rápida for a implementação da nova geração de internet móvel, maior será o impacto do 5G sobre o crescimento econômico do Brasil. Essa é a avaliação de um estudo elaborado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Segundo o levantamento, a diferença entre uma disseminação acelerada ou lenta será de 0,2% no PIB potencial per capita de 2030, o que equivale a R$ 81,3 bilhões. 

A CNI trabalhou com dois cenários de implementação da tecnologia no país. No mais otimista, a penetração será de 81% em 2030. No mais pessimista, cai para 40,5%. O crescimento potencial do PIB é calculado a partir do crescimento da população em idade ativa (PIA) e da produtividade do trabalho. 

E é justamente esse indicador que será impactado com a adoção do 5G, diz a CNI. A baixa latência e alta velocidade na transmissão de dados vai permitir ampliar as atividades que precisam de automação e digitalização, favorecendo a consolidação da indústria 4.0. 

O estudo destaca, no entanto, que há reformas necessárias para a ampla difusão do 5G mais rapidamente, como: 

●    Atualização das legislações municipais para permitir a instalação de antenas;
●    Redução da insegurança jurídica associada ao compartilhamento de infraestrutura;
●    Regulamentação das redes privativas;
●    Uso dos fundos setoriais de telecomunicações de maneira mais eficaz e transparente;
●    Aprovação de uma reforma tributária para diminuir o peso de impostos indiretos sobre os serviços de telecomunicações.

Segundo a CNI, o principal gargalo da infraestrutura é o baixo número de antenas instaladas. Para funcionar em sua totalidade, o 5G vai precisar de cinco vezes mais antenas do que o 4G dispõe atualmente. A ampliação dessa estrutura passa pela modernização das legislações municipais, que impõem restrições “não condizentes às características físicas das novas infraestruturas de telecomunicações”. 

De acordo com o Movimento Antene-se, apenas 1% dos municípios brasileiros têm leis preparadas para receber a quinta geração de internet móvel. 

Cronograma alterado
A aprovação para o uso do 5G na faixa de radiofrequência de 3,5 gigahertz (GHz) em Brasília ocorreu na última segunda-feira (4), após reunião do Grupo de Acompanhamento da Implantação das Soluções para os Problemas de Interferência na faixa de 3.625 a 3.700 MHz (Gaispi). 

Segundo a Anatel, o Gaispi também criou uma “Sala de Guerra” para solucionar com mais velocidade eventuais interferências prejudiciais ao sinal. Inicialmente, todas as capitais brasileiras receberiam o 5G até o fim de julho. No entanto, a Anatel estendeu o prazo máximo para o dia 29 de setembro. 

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Brasil 61