Paraíba

24/12/2022 01:00h

A cidade tem registrado, nos últimos anos, índices altos de infestação predial, de acordo com a série histórica do Levantamento Rápido de Índices para o Aedes aegypti, o LIRAa.

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A população de Fagundes e dos outros sete municípios da microrregião de Campina Grande (PB) precisa ficar alerta contra o mosquito transmissor da dengue, da chikungunya e da Zika. É que a cidade tem registrado, nos últimos anos, índices altos de infestação predial, de acordo com a série histórica do Levantamento Rápido de Índices para o Aedes aegypti, o LIRAa. O levantamento permite, por amostragem, saber a quantidade de imóveis que abrigam recipientes com larvas do mosquito. 

Além disso, o Estado da Paraíba registrou, entre janeiro e dezembro deste ano (SE49), 29.399 casos prováveis de dengue, segundo informações do mais recente boletim epidemiológico do Ministério da Saúde. Ainda, de acordo com o documento, no período, foram 18.977 casos prováveis de chikungunya e 614 casos prováveis de Zika (SE46).

Diante desse cenário, os moradores de Fagundes devem redobrar os cuidados para diminuir a infestação do Aedes aegypti, especialmente em época de chuva. A melhor maneira para isso é descartar ou higienizar semanalmente e proteger qualquer objeto que acumule água e possa servir de criadouro. A enfermeira da Estratégia de Saúde da Família, Adryenne de Carvalho Mello, compartilha algumas medidas simples e eficazes para interromper o ciclo de vida do mosquito.

“Esvaziar garrafas, não estocar pneus em áreas descobertas, não acumular água em lajes ou calhas, colocar areia nos vasos de planta e cobrir bem tonéis e caixas-d’água são algumas iniciativas básicas. Todo local de água parada deve ser eliminado, pois é lá que o mosquito transmissor coloca os seus ovos”. 

Adryenne de Carvalho Mello lembra que todas as faixas etárias têm o mesmo risco de contrair a dengue e que outras doenças, como a chikungunya, A Zika e até a COVID-19 podem ter sintomas parecidos. Para não haver dúvida em relação ao diagnóstico e ao tratamento mais adequado, a enfermeira orienta buscar atendimento na Unidade de Saúde mais próxima a qualquer sinal de mal-estar.

“Normalmente, o primeiro sintoma da dengue é a febre alta (39° a 40°C), de início repentino, que geralmente dura de 2 a 7 dias, acompanhada de dor de cabeça, dor no corpo e nas articulações, prostração (fadiga), fraqueza, dor atrás dos olhos e erupções cutâneas. Na fase febril, é difícil diferenciar a doença de outras enfermidades. Por isso, é importante consultar um médico em caso de suspeita.”

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) recomenda aos paraibanos que façam, semanalmente, faxina para eliminar depósitos de água parada, como copos descartáveis, tampas de refrigerantes e garrafas. Recomenda ainda a limpeza e a vedação de caixas-d'água, além de não deixar acúmulo de água em pneus, calhas e vasos. E faz um apelo à população: é preciso receber em domicílio o técnico de saúde devidamente credenciado para que as visitas de rotina sirvam como vigilância.
 
Todo dia é dia de combater o mosquito. E de ficar atento aos sintomas também. Saiba mais sobre as formas de prevenção aos focos do Aedes aegypti e consulte as orientações no site www.gov.br/combataomosquito

 

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24/11/2022 09:39h

Decreto publicado pelo governo estadual não é válido para áreas essenciais, como saúde e segurança pública

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Com o início da Copa do Mundo do Catar, os governos estaduais publicaram decretos que estabelecem o funcionamento dos serviços locais para os dias de jogo do Brasil. Em 11 de novembro, o Ministério da Economia já havia divulgado uma portaria definindo as regras para o expediente dos servidores federais. O Brasil estreia nesta quinta-feira (24), às 16h, contra a Sérvia. 

Na Paraíba, segundo a norma estabelecida pelo Executivo local para a primeira fase da competição, os funcionários das repartições públicas serão liberados uma  hora antes do jogo. Para os jogos que começam às 16h, a estreia e o último jogo da fase de grupos, dia 2 de dezembro, contra Camarões, o expediente será encerrado às 15h. Para a segunda partida, dia 28 de novembro, às 13h, o trabalho encerrará às 12h. 

Caso o Brasil avance para as fases eliminatórias do torneio, poderá jogar, em dias úteis, às 12h ou 16h. Nesse caso, a liberação com uma hora antes da partida será mantida.
 
De acordo com o comunicado, o expediente excepcional é válido para todas as entidades da administração direta e indireta, “devendo ser preservado o funcionamento dos serviços essenciais”.
 
“Considera-se atividade especial aquelas que são essenciais ao desenvolvimento, à manutenção das pessoas. Podemos citar, por exemplo, postos de gasolina, serviços de segurança e saúde. Podemos falar da questão relacionada à manutenção de elevadores, caldeiras em indústrias. Neste caso, elas não podem, durante os jogos, serem afastadas do trabalho”, diz Barbosa. 

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Bancos

Os bancos também seguirão expediente diferente em dias de jogo do Brasil no Catar, seguindo decisão comunicada pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

No caso de jogos às 13h, o funcionamento das agências será das 8h30 às 11h30. Nos dias de jogos às 16h, o horário de funcionamento será das 9h às 14h. Em todos os casos, considera-se o horário de Brasília.

Caso o Brasil avance para as etapas seguintes e tenha algum jogo marcado para às 12h, o horário de atendimento ao público será das 9h às 11h e das 15h30 às 16h30. Segundo a Febraban, a decisão considera questões como a segurança das agências e de transporte de valores. 

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30/10/2022 19:15h

População da Paraíba foi às urnas também para decidir no segundo turno das Eleições 2022 entre João Azevêdo (PSB) x Pedro Cunha Lima (PSDB)

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João Azevêdo (PSB) é reeleito governador da Paraíba. Com 52,34% dos votos válidos e 97,58% das urnas apuradas, o candidato foi considerado eleito. 

Azevêdo tem 69 anos e é o atual governador do estado. Ele é engenheiro civil. No primeiro turno, obteve 39,65% dos votos válidos. Natural de João Pessoa, já foi secretário de Planejamento da prefeitura de Bayeux. Ele também já foi secretário de Infraestrutura da capital e secretário de Infraestrutura, Recursos Hídricos, Meio Ambiente e Ciência e Tecnologia do estado. O atual vice-prefeito de Campina Grande, Lucas Ribeiro (Progressistas) é o vice-governador.

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Dos 156 milhões de eleitores brasileiros que foram às urnas neste domingo (30) para decidir a disputa presidencial, mais de 3 milhões também escolheram o novo governador da Paraíba. A disputa ao governo estadual foi entre João Azevêdo (PSB) x Pedro Cunha Lima (PSDB).

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29/10/2022 16:48h

As eleições ocorrem neste domingo (30). Para votar, o cidadão precisa apresentar somente um documento de identificação oficial com foto

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Além da escolha do novo presidente da República, que ocorrerá neste domingo (30), eleitores de 12 estados brasileiros também voltam às urnas para decidir, em segundo turno, quem será o novo governador ou governadora. 

Em Alagoas, a disputa será entre Paulo Dantas (MDB) e Rodrigo Cunha (União Brasil). Já na Bahia, o eleitorado deverá optar entre Jerônimo (PT) e ACM Neto (União Brasil). Na Paraíba, João Azevêdo (PSB) e Pedro Cunha Lima (PSDB) disputam a vaga. 

No estado de Pernambuco, uma única certeza, a vitória será de uma mulher. Os eleitores vão escolher Marília Arraes (Solidariedade) ou Raquel Lyra (PSDB). Sergipe, por sua vez, tem como candidatos Rogério Carvalho (PT) e Fábio (PSD).

Na região Norte, dois estados terão segundo turno. No Amazonas, a disputa será entre Wilson Lima (União Brasil) e Eduardo Braga (MDB). Já em Rondônia, o próximo governador será Coronel Marcos Rocha (União Brasil) ou Marcos Rogério (PL).

No Centro-Oeste do país, o único estado que terá disputa no segundo turno é Mato Grosso do Sul. Os eleitores devem optar por Capitão Contar (PRTB) ou por Eduardo Riedel (PSDB).

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O Sul do Brasil contará com eleições em segundo turno no Rio Grande do Sul, onde a disputa fica entre Onyx Lorenzoni (PL) e Eduardo Leite (PSDB), e em Santa Catarina, Jorginho Mello (PL) e Décio Lima (PT) concorrem à vaga. 

Na região Sudeste, haverá segundo turno no em São Paulo e no Espírito Santo. No estado paulista, o eleitorado terá que escolher entre Tarcísio (Republicanos) e Fernando Haddad (PT). Já os capixabas terão Renato Casagrande (PSB) ou Manato (PL) como próximo governador. 

O cientista político Newton Marques acredita que, em alguns estados, pode haver virada, alterando a ordem estabelecida no primeiro turno das eleições. “No Rio Grande do Sul, tem chance de haver virada. Em São Paulo está equilibrado. São os dois principais colégios eleitorais do Brasil. Pernambuco é um caso emblemático, porque imaginava-se que Marília Arraes poderia vencer, mas parece que agora a adversária tem muito mais chance. Eu não sei se o apoio de Lula à Marília Arraes pode conseguir virar esse jogo”, pontua. 

Na avaliação do analista de Risco Político e Estrategista Eleitoral, Márcio Olímpio, os próximos governadores, reeleitos ou não, terão pela frente desafios existentes desde 2018, relacionados, principalmente, ao saneamento das contas públicas estaduais. 

“Grande parte dos governos estaduais vão enfrentar um desafio clássico, que é como estabelecer recuperação fiscal, controle de contas públicas e, ao mesmo tempo, separar parte do orçamento para realizar investimentos públicos, principalmente nas áreas de educação e saúde, e em políticas de emprego e renda. Em linhas gerais, os governadores estaduais vão precisar fazer um bom jogo”, destaca. 

Quais os documentos necessários para votar?

Para votar, o cidadão precisa apresentar somente um documento de identificação oficial com foto. Vale destacar que a apresentação do título de eleitor não é obrigatória. 

O eleitor pode optar pela carteira de identidade, Carteira Nacional de Habilitação (CNH) física ou digital, passaporte, identidade social, carteira de trabalho, certificado de reservista ou outro documento de valor legal com foto. 

Também é permitido que o eleitor vote com a versão digital do título, adquirida no e-Título, aplicativo gratuito da Justiça Eleitoral, caso a sua foto já apareça esteja disponível.
 

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08/10/2022 03:00h

Especialistas recomendam atenção ao trabalho dos parlamentares nos próximos anos. Conheça quem são e o que fazem os deputados estaduais, federais e os senadores eleitos no estado. Veja também nova configuração das bancadas do Congresso Nacional a partir de 2023

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A Paraíba elegeu o senador Efraim Filho (União) e 12 deputados federais no dia 2 de outubro. O candidato mais votado para deputado federal foi Hugo Motta (Republicanos), com 158.171 votos.

Confira todos os deputados federais eleitos pela Paraíba:

UF

Candidato(a)

Partido/Coligação

Situação

Votos Computados

PB

HUGO MOTTA

REPUBLICANOS

Eleito por QP

158.171

PB

AGUINALDO RIBEIRO

PP

Eleito por QP

135.001

PB

CABO GILBERTO SILVA

PL

Eleito por QP

126.876

PB

MERSINHO LUCENA

PP

Eleito por média

114.818

PB

ROMERO RODRIGUES

PSC

Eleito por QP

114.573

PB

MURILO GALDINO

REPUBLICANOS

Eleito por QP

112.891

PB

WELLINGTON ROBERTO

PL

Eleito por média

109.067

PB

RUY CARNEIRO

PSC

Eleito por média

102.531

PB

WILSON SANTIAGO

REPUBLICANOS

Eleito por média

84.407

PB

GERVASIO MAIA

PSB

Eleito por QP

69.405

PB

DR. DAMIÃO

UNIÃO

Eleito por QP

64.023

PB

LUIZ COUTO

PT - Federação Brasil da Esperança - FE BRASIL (PT/PC do B/PV)

Eleito por QP

54.851

Já para a Assembleia Estadual, 36 deputados estaduais foram eleitos. O mais votado foi Adriano Galdino (Republicanos), com 59.329 votos.

Confira todos os deputados estaduais eleitos pela Paraíba:

UF

Candidato(a)

Partido/Coligação

Situação

Votos Computados

PB

ADRIANO GALDINO

REPUBLICANOS

Eleito por QP

59.329

PB

WALLBER VIRGOLINO

PL

Eleito por QP

49.419

PB

FELIPE LEITÃO

PSD

Eleito por QP

48.277

PB

FABIO RAMALHO

PSDB - Federação PSDB Cidadania (PSDB/CIDADANIA)

Eleito por QP

48.260

PB

EDUARDO CARNEIRO

SOLIDARIEDADE

Eleito por QP

47.535

PB

WILSON FILHO

REPUBLICANOS

Eleito por QP

47.129

PB

MICHEL HENRIQUE

REPUBLICANOS

Eleito por QP

46.699

PB

JOÃO PAULO

PP

Eleito por QP

46.088

PB

CHICO MENDES

PSB

Eleito por QP

43.068

PB

TANILSON SOARES

PSB

Eleito por QP

42.087

PB

TIAO GOMES

PSB

Eleito por QP

41.806

PB

JUNIOR ARAUJO

PSB

Eleito por QP

41.800

PB

DRª JANE PANTA

PP

Eleito por QP

41.277

PB

MARCIO ROBERTO

REPUBLICANOS

Eleito por QP

40.909

PB

FRANCISCA MOTTA

REPUBLICANOS

Eleito por QP

40.230

PB

DRª PAULA

PP

Eleito por QP

38.799

PB

JOAO GONÇALVES

PSB

Eleito por QP

37.431

PB

DANIELLE DO VALE

REPUBLICANOS

Eleito por QP

37.235

PB

CAIO ROBERTO

PL

Eleito por QP

36.809

PB

GALEGO DE SOUZA

PP

Eleito por média

34.452

PB

TACIANO DINIZ

UNIÃO

Eleito por QP

33.779

PB

JUTAY MENESES

REPUBLICANOS

Eleito por média

33.272

PB

CAMILA TOSCANO

PSDB - Federação PSDB Cidadania (PSDB/CIDADANIA)

Eleito por QP

32.586

PB

CIDA RAMOS

PT - Federação Brasil da Esperança - FE BRASIL (PT/PC do B/PV)

Eleito por QP

31.819

PB

HERVAZIO BEZERRA

PSB

Eleito por média

31.798

PB

BRANCO MENDES

REPUBLICANOS

Eleito por média

31.202

PB

CHIÓ

REDE - Federação PSOL REDE (PSOL/REDE)

Eleito por QP

28.569

PB

GEORGE MORAIS

UNIÃO

Eleito por QP

26.733

PB

ANDERSON MONTEIRO

MDB

Eleito por QP

25.218

PB

INÁCIO FALCÃO

PC do B - Federação Brasil da Esperança - FE BRASIL (PT/PC do B/PV)

Eleito por QP

24.266

PB

DR ROMUALDO

MDB

Eleito por média

24.075

PB

TOVAR

PSDB - Federação PSDB Cidadania (PSDB/CIDADANIA)

Eleito por QP

23.577

PB

LUCIANO CARTAXO

PT - Federação Brasil da Esperança - FE BRASIL (PT/PC do B/PV)

Eleito por média

22.272

PB

GILBERTINHO

UNIÃO

Eleito por QP

21.893

PB

SARGENTO NETO

PL

Eleito por QP

20.602

O especialista em direito eleitoral Rafael Lage explica que o Artigo 24 da Constituição Federal estabelece os temas que os estados podem legislar em concorrência com a União. Além disso, cada estado tem a própria constituição, com suas respectivas particularidades que refletem na atuação da Assembleia Legislativa. 

“Considerando que cada Assembleia Legislativa do estado tem um número de eleitos, geralmente eles estão espalhados por diversas regiões de cada estado. Então, geralmente em todas as regiões, presume-se que estão devidamente representadas. E aí esses eleitos vão basicamente levar as demandas das determinadas regiões dos seus respectivos estados para a casa legislativa e fazer essa aproximação com o próprio poder executivo estadual e tentar propor melhorias para suas respectivas regiões.”

A consultora legislativa e chefe da Unidade de Constituição e Justiça da Câmara Legislativa do Distrito Federal, Olávia Bonfim, comenta as funções do poder legislativo: “É um poder no qual conseguimos observar com bastante clareza a democracia acontecer. Isso porque os deputados eleitos representam os variados segmentos da sociedade, e eles atuam de modo a promover as principais funções do poder legislativo, que são principalmente legislar e fiscalizar, e na função de fiscalizar se faz um verdadeiro controle do poder Executivo”.

O que fazem deputados federais e senadores

O deputado federal tem como principais responsabilidades legislar e fiscalizar. Ele pode propor novas leis, mas também sugerir mudanças ou o fim de normas que já existem, incluindo a própria Constituição Federal. 

Cabe a esses parlamentares analisar qualquer projeto de lei proposto pelo Executivo. Eles também discutem e votam as medidas provisórias (MPs) editadas pelo governo federal. Vale lembrar que nem todas as propostas são votadas no Plenário, ou seja, por todos os 513 parlamentares. Algumas pautas são decididas nas comissões temáticas da Câmara dos Deputados. 

Os deputados federais também devem controlar os atos do presidente da República e fiscalizar as ações do Executivo. Segundo a Constituição, a Câmara tem poder para autorizar a instauração de processo de impeachment contra o presidente e o vice-presidente, embora o julgamento seja papel do Senado. Eles também podem convocar ministros de Estado para prestar informações e julgar as concessões de emissoras de rádio e televisão, bem como a renovação desses contratos.

Pode-se dizer que os deputados estaduais têm as mesmas prerrogativas que os deputados federais. Ou seja, têm a missão de legislar e fiscalizar, mas enquanto um o faz isso no nível federal, na Câmara dos Deputados, o outro atua na Assembleia Legislativa, em nível estadual. 

Assim como os deputados federais, os senadores têm as atribuições de legislar e fiscalizar. Mas como o Senado é considerado a Câmara Alta do Poder Legislativo Federal, isso confere aos parlamentares da Casa alguns papéis exclusivos.

A primeira distinção se dá em relação ao tempo de mandato. Enquanto os deputados têm quatro anos no cargo, os senadores permanecem por oito anos. Além disso, o Senado representa o DF e os estados da federação, enquanto a Câmara representa o povo. É por isso que, diferentemente da Câmara, o Senado tem o mesmo número de parlamentares por estado, qualquer que seja o tamanho da população da unidade federativa. 

Quando o assunto é impeachment, cabe aos senadores julgar se o Presidente da República cometeu crime de responsabilidade. O mesmo vale para processos contra ministros de Estado. No caso de acusações envolvendo comandantes das Forças Armadas, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e o procurador-geral da República (PGR), os processos são de responsabilidade exclusiva do Senado, desde o início. Os senadores também decidem se aprovam os nomes indicados pelo Executivo ao STF, à PGR e ao Banco Central. 

Orçamento

Cabe aos deputados federais e aos senadores discutir e votar o orçamento da União. É a Comissão Mista de Orçamento (CMO), composta por parlamentares das duas casas legislativas, que analisa e vota a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA). 

Cesar Lima, especialista em orçamento público, explica que todos os parlamentares podem apresentar emendas individuais. É por meio delas que eles podem alterar o orçamento, destinando recursos para a realização de obras específicas em seus estados e municípios. Isso é uma forma de atender os interesses e necessidades de seus eleitores.

Além das emendas individuais, existem as emendas de bancadas estaduais, explica Cesar. “As bancadas estaduais são formadas pelos parlamentares eleitos por cada estado, todos juntos. Eles podem apresentar cerca de R$ 260 milhões em emendas. Só que ao contrário das emendas individuais, que podem ser para qualquer tipo de obra, as emendas de bancada têm que ter um caráter estruturante, ou seja, obras de maior porte, e só podem ser utilizadas dentro daquele estado que está indicando”, detalha. 

Os parlamentares também devem fiscalizar a aplicação dos recursos públicos. Para isso, contam com a parceria do Tribunal de Contas da União, o TCU. “A Comissão Mista de Orçamento pode realizar diligências com os seus membros para fazer esse tipo de fiscalização, mas geralmente se utiliza o TCU, que já tem toda uma estrutura voltada para essa fiscalização, não só da correta aplicação dos recursos dentro das normas mas também sobre a efetividade das políticas públicas”, afirma Cesar.

Papel do eleitor

A atuação dos eleitores continua depois da escolha feita na cabine de votação. É preciso acompanhar o trabalho dos representantes escolhidos para aprovar as leis que regem o cotidiano da população brasileira. 

O especialista em direito eleitoral, Alberto Rollo, destaca que além de eleger, é fundamental fiscalizar os trabalhos dos candidatos eleitos. “Porque se aquela pessoa que foi eleita cumprir o seu papel, cumprir os seus compromissos, vai merecer novamente o voto do eleitor. Se a pessoa que foi eleita não cumpriu nada, não fez nada do que prometeu, então não vai merecer de novo o voto, e a gente vai dar espaço, lugar para outra pessoa”, observa. 

No Congresso Nacional, 23 homens e quatro mulheres vão assumir funções no Senado a partir de 1º de fevereiro de 2023, para um mandato de oito anos. Cada um dos 26 estados e o DF elegeram uma pessoa como representante. 

A Câmara dos Deputados, com 513 eleitos para os próximos quatro anos de legislatura, será composta por 422 homens e 91 mulheres. O número de representantes por estados e DF é proporcional à população de cada unidade federativa, a partir dos dados mais recentes do IBGE. 

Nova configuração do Congresso Nacional

Das 81 cadeiras do Senado, o PL terá a maior bancada. A legenda do Presidente da República, Jair Bolsonaro, vai ocupar 15 vagas. São seis vagas a mais que antes do primeiro turno das eleições. Os senadores Marcos Rogério e Jorginho Mello, que compõem a bancada do PL, disputam o segundo turno para o governo de seus estados, Rondônia e Santa Catarina, respectivamente. Se ambos forem eleitos governadores, o partido de Bolsonaro será representado por 13 senadores.

O PSD, partido do presidente da Casa, Rodrigo Pacheco, terá a segunda maior bancada, com 11 senadores. A legenda perdeu uma vaga em relação ao cenário pré-eleições. A terceira maior bancada, por enquanto, pertence ao União Brasil. O partido terá dez senadores, quatro a mais do que tinha. A sigla, criada após fusão do DEM com o PSL, pode perder Rodrigo Cunha, candidato ao governo de Alagoas. Se ele vencer, a legenda ficará com nove cadeiras. 

Antes dono da maior bancada no Senado, o MDB perdeu três vagas e deve começar a próxima legislatura com nove senadores. Mesmo número do PT, que viu a bancada aumentar de sete para nove parlamentares. O partido, no entanto, aguarda o resultado do segundo turno das eleições em Sergipe, pois se Rogério Carvalho se eleger governador, a legenda terá oito representantes na Casa. 

Podemos e PP dividem o posto de sexta maior bancada, cada uma com seis senadores. PSDB, com quatro, Republicanos e PDT, com três, completam a lista das siglas que terão mais de um senador em 2023. Já PROS, PSB, PSC, Cidadania e Rede serão representados por apenas um senador. 

Vale lembrar que PSB, PSDB, MDB e PSD também estão de olho no segundo turno das eleições para governador. Isso porque cada um desses partidos têm um suplente que vai assumir uma cadeira no Senado, caso os parlamentares envolvidos nas disputas pelos governos estaduais vençam os pleitos. 

Confira abaixo a evolução das bancadas no Senado 



A maior bancada da Câmara dos Deputados é do Partido Liberal (PL), que passará de 76 a 99 deputados, um aumento de 23 vagas. Em segundo lugar, fica a federação PT-PCdoB-PV, com 80 deputados, 12 a mais que a legislatura atual. A terceira maior bancada é do União: 56 deputados eleitos, um crescimento de oito parlamentares na bancada. 
 

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Desenvolvimento Regional
30/09/2022 19:00h

Projeto Nascentes recebeu investimento federal de R$ 2 milhões e tem como objetivo implementar ações de recuperação de nascentes para o abastecimento urbano e industrial

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O Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) realizou, nesta quinta-feira (29), uma vistoria no Projeto Nascentes, que está inserido no Programa Nacional de Revitalização de Bacias Hidrográficas. A iniciativa visa implementar ações de recuperação de nascentes em bacias estratégicas para abastecimento urbano e industrial dos estados do Rio Grande do Norte e da Paraíba, nas bacias dos rios Trairi, Jacu, Curimataú e Mamanguape.

O projeto foi criado em dezembro de 2021, após parceria entre o MDR e a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). O investimento do Governo Federal na iniciativa foi de cerca de R$ 2 milhões.

“O projeto é interessante porque envolve jovens, que desde cedo aprendem a importância da preservação das nascentes e da natureza como um todo”, destaca o secretário nacional de Segurança Hídrica do MDR, Sergio Costa. “Preservar as bacias é garantir que não falte água”, completa.

Coordenador do Projeto Nascentes, o professor Rodrigo de Freitas ressalta que a iniciativa conta com a participação da comunidade. “Temos um objetivo muito ousado, que é atrelar a recuperação de nascentes com a integração da educação ambiental, com escolas, fazendo com que os alunos participem do processo de recuperação de nascentes, criando conscientização ambiental. E, também, buscamos contribuir com produtores rurais para que eles consigam produzir e, ao mesmo tempo, cuidar da proteção ambiental”, afirma.

Com o envolvimento da comunidade local, foi possível recuperar cinco nascentes na Bacia do Jacu, na Paraíba e no Rio Grande do Norte, com o plantio de 675 mudas de espécies nativas e frutíferas. A interação com a comunidade é considerada essencial para a conscientização da importância de se conservar áreas de proteção permanente para garantia da quantidade de águas nos rios brasileiros.

O projeto também tem contribuído para a certificação ambiental de produtores rurais, como é o caso de Elias Alves, fabricante de cachaça orgânica. “Eles (MDR e UFRN) nos ajudaram nessa revitalização, nessa proteção das nascentes, por meio do isolamento para que animais não frequentem essa área e, também, de reflorestamento para as plantas nativas aqui da região. Há duas famílias que moram aqui, além da minha família, e tem mais trabalhadores temporários. Usamos essa água na produção da cachaça e o que sobra vai para o Rio Araraí totalmente limpa”, comentou.

Além disso, o projeto prevê o treinamento, já em execução, de 150 agricultores para produzirem mudas de espécies nativas e frutíferas, fortalecendo a fruticultura familiar. Além disso, também incluía avaliação do nível de efetividade da metodologia empregada na recuperação das nascentes e a publicação científica sobre os resultados alcançados.

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14/09/2022 03:30h

Pais e responsáveis da cidade de João Pessoa, aproveitem a mobilização nas unidades de saúde do SUS para atualizar a caderneta de vacinas de seus filhos e protegê-los de doenças graves

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As unidades de saúde do SUS de todo o País já aplicaram mais de 3,6 milhões de doses da vacina contra a paralisia infantil, desde o começo da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e de Multivacinação, iniciada no último dia 8 de agosto.

Em João Pessoa, são mais de 13 mil doses aplicadas. O dado preliminar é do painel montado pelo Ministério da Saúde, com base nas notificações feitas em tempo real por estados e municípios.

O público-alvo da vacinação contra a pólio é de 41 mil bebês e crianças menores de cinco anos. De acordo com a prefeitura da cidade, somente no Dia D, ocorrido no último dia 20, foram aplicadas 2,8 mil doses contra a poliomielite.  Em relação às vacinas do calendário básico de imunização das crianças e adolescentes, os postos aplicaram 4,6 mil doses. A Isabel mora na cidade, é mãe de duas crianças, e mantém a caderneta de vacinação dos pequenos em dia. 

“Primeiro pela prevenção. Depois, para não contagiar outras pessoas. É importante vacinar, principalmente por conta do contágio das crianças na escola. Sabe? [A vacinação] É um meio de prevenção tanto para o seu filho quanto para o do próximo.”

O objetivo da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite, também conhecida como paralisia infantil, é vacinar 95% da população menor de cinco anos de idade. Além de reduzir o número de crianças e adolescentes menores de 15 anos que estão com vacinas atrasadas, com a Campanha da Multivacinação.
A infectologista Joana D’arc alerta: o Brasil apresenta redução nas coberturas vacinais, o que pode ser um risco para a população.

“Essa campanha é importante porque a gente tem tido uma redução muito grande do número de pessoas vacinadas no Brasil e isso faz com que a gente tenha risco de reintrodução de doenças, podendo ter surtos e epidemias de doenças já controladas. Vacinar é um gesto de amor porque a gente tem a certeza de que nossos filhos vão estar protegidos.”

POLIOMIELITE: Entenda os riscos de não vacinar as crianças

CADERNETA DE VACINAÇÃO: Pais devem manter documento atualizado

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e de Multivacinação vai até o dia 30 de setembro nas unidades básicas. Para as crianças e adolescentes estão disponíveis as vacinas BCG; hepatite A, hepatite B; penta; pneumocócica 10-valente; pneumocócica 23-valente; poliomielite inativada (VIP) e poliomielite oral (VOP); rotavírus humano; meningocócica C (conjugada), meningocócica ACWY (conjugada); febre amarela; tríplice viral; tetraviral; tríplice bacteriana (DTP); dupla adulto (dT); varicela e HPV quadrivalente. 

Em João Pessoa, a mobilização acontece nas mais de 100 Unidades de Saúde da Família (USF). Há postos de vacinação também nas policlínicas municipais e no Centro Municipal de Imunização (CMI). Localizado na Avenida Ruy Barbosa, s/n, Torre, o centro fica aberto de segunda a sexta-feira, das sete às onze da manhã e do meio dia às quatro da tarde.

A atualização da caderneta vacinal aumenta a proteção das crianças e adolescentes contra as doenças imunopreveníveis, evitando a ocorrência de surtos, hospitalizações e óbitos. Todos os imunizantes são seguros e estão registrados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa.

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13/09/2022 03:30h

A meta da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite é vacinar 95% das crianças de um a quatro anos no estado. Para a Multivacinação a meta é atualizar a caderneta de vacinas de seus filhos e protegê-los de doenças graves. Pais e responsáveis da Paraíba, aproveitem a mobilização nas unidades de saúde do SUS para atualizar a caderneta de vacinas de seus filhos e protegê-los de doenças graves.

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Os pais e responsáveis de bebês, crianças e adolescentes menores de 15 anos de idade devem ficar atentos: a Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e de Multivacinação deste ano já começou. Na Paraíba, a mobilização envolve as mais de 1,5 mil unidades de saúde do SUS espalhadas pelos municípios do estado. São 18 vacinas do Calendário Nacional de Vacinação, do Programa Nacional de Imunizações, que previnem doenças como poliomielite, sarampo, rubéola, caxumba, entre outras. 

A intenção é ampliar as coberturas vacinais para as crianças e os adolescentes menores de 15 anos. Em 2022, a cobertura vacinal da poliomielite, por exemplo, está em 47,5%, no estado.

Já a cobertura da primeira dose da Tríplice Viral é de 52,9%. Os dados são do DataSus.

A infectologista Ethel reforça: é fundamental ter altas coberturas vacinais para o controle das doenças imunopreveníveis. 

“O que significa atingirmos um percentual grande da população para faixa etária indicada para cada vacina. Em geral, a meta de vacinação está entre 90 e 95% do público-alvo a ser vacinado.”

O foco da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite, também conhecida como paralisia infantil, é vacinar 95% da população menor de cinco anos de idade. Além de reduzir o número de crianças e adolescentes menores de 15 anos, não vacinados e que estão com vacinas atrasadas, com a Campanha da Multivacinação.

A paraibana Isabel tem dois filhos. Ela faz questão de manter a caderneta de vacinação dos pequenos em dia. A dona de casa explica o porquê:

“Primeiro pela prevenção. Depois, para não contagiar outras pessoas. É importante vacinar, principalmente por conta do contágio das crianças na escola. Sabe? [A vacinação] É um meio de prevenção tanto para o seu filho quanto para o do próximo.”

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e de Multivacinação vai até o dia 30 de setembro nas unidades básicas. Para as crianças e adolescentes estão disponíveis as vacinas BCG; hepatite A, hepatite B; penta; pneumocócica 10-valente; pneumocócica 23-valente; poliomielite inativada (VIP) e poliomielite oral (VOP); rotavírus humano; meningocócica C (conjugada), meningocócica ACWY (conjugada); febre amarela; tríplice viral; tetraviral; tríplice bacteriana (DTP); dupla adulto (dT); varicela e HPV quadrivalente. 

A atualização da caderneta vacinal aumenta a proteção das crianças e adolescentes contra as doenças imunopreveníveis, evitando a ocorrência de surtos, hospitalizações e óbitos. Todos os imunizantes são seguros e estão registrados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa.

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25/07/2022 03:35h

Sempre engajada com as tendências da moda, Thaianne Venâncio, de João Pessoa (PB), enxergou na sua paixão uma oportunidade de empreender

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As redes sociais e aplicativos estão cada vez mais presentes no dia a dia dos pequenos negócios. No ramo da moda, 80% empreendedores utilizam essas plataformas para vender seus produtos, segundo o Sebrae. É o caso da Thaianne Venâncio, de João Pessoa, Paraíba. Dona de uma loja de roupas e acessórios femininos, ela viu suas vendas aumentarem com o auxílio de ferramentas digitais.

O fascínio pelo mundo da moda e a visão empreendedora mudaram os rumos da empreendedora. Graduada em Direito, a paraibana deu uma guinada na carreira e decidiu investir no pequeno negócio. 

E o que ela chama de “experimento” logo deu certo e a procura pelos produtos aumentou. Então, em 2018, Thaianne oficializou a marca Tcharme e abriu a primeira loja física na capital paraibana. Ela nos conta como foi o início dessa jornada:

“Como todo começo, há desafios e aprendizados que com certeza nos fazem evoluir. Desde o nosso começo até os dias atuais, sempre obtivemos resultados muito satisfatórios. Pelo fato de agir com estratégias corretas e simplesmente nunca parar de evoluir.”

Assim que a Tcharme ganhou mais notoriedade, as demandas aumentaram. Diante desse potencial, Thaianne buscou o apoio do Sebrae para aprimorar seu negócio: se capacitou em marketing digital, gestão de negócios e técnicas para vendas. E esses conhecimentos ajudaram a empreendedora a lidar com a crise da pandemia de Covid-19. 

Thaianne garante: o apoio do Sebrae foi fundamental para o negócio

“O Sebrae oferece todas as orientações e nortes necessários para que o empreendedor consiga transformar todos os seus sonhos em realidade. Não apenas em nosso começo, como nos dias atuais, o Sebrae faz parte dos nossos resultados exitosos, seja em orientações ou capacitações.”

Durante a pandemia, Thaianne dobrou o crescimento da sua loja com estratégias digitais, como aprimoramento das vendas online, uma vez que a loja física estava fechada. Criou novos catálogos de produtos e investiu na entrega dos produtos.

O Sebrae apoia pequenos negócios como o de Thaianne. São pessoas que trabalham e realizam, movimentando a economia e transformando a história de milhares de brasileiros. 

Sebrae, há 50 anos ao lado de quem fez história ontem, constrói o hoje e cria o futuro todos os dias.

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15/07/2022 03:30h

Do total, quase 75 mil já possuem uma formação ou estão inseridos no mercado de trabalho, mas precisam se aperfeiçoar

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O estado da Paraíba precisa qualificar 97 mil trabalhadores em ocupações industriais até 2025. A informação consta no Mapa do Trabalho Industrial 2022-2025, compilado pelo Observatório Nacional da Indústria da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Do total, 22,3 mil devem se capacitar em formação inicial - para repor os inativos e preencher novas vagas - e 74,8 mil já possuem uma formação ou estão inseridos no mercado de trabalho, mas precisam se aperfeiçoar.

O gerente executivo do Observatório Nacional da Indústria, Márcio Guerra, afirma que a qualificação profissional é crucial tanto para os trabalhadores que já estão empregados quanto para aqueles que estão fora do mercado de trabalho.

“O aperfeiçoamento deve ser uma estratégia para todos os profissionais. O aprendizado ao longo da vida passa a ter um papel fundamental no mercado de trabalho nos dias de hoje.”

Na Paraíba, a demanda pelo nível de capacitação até 2025 será de:

  • Qualificação (menos de 200 horas): 54.017 profissionais
  • Qualificação (mais de 200 horas): 22.920 profissionais
  • Técnico: 14.663 profissionais
  • Superior: 5.572 profissionais

Em volume, ainda prevalecem as ocupações com nível de qualificação, cerca de 79% do total. Mas, segundo Márcio Guerra, houve um crescimento da demanda por formação em nível superior.

“O nível superior cresce sem dúvida a uma taxa muito elevada. Então, é preciso entender que fazer educação profissional não é o fim de uma trajetória. Profissionais que fazem qualificação profissional, fazem curso técnico e depois caminham para o ensino superior são profissionais extremamente valorizados no mercado de trabalho, pela experiência, pela prática e também pela formação”, avalia.

Áreas de formação

Na Paraíba, as áreas que mais vão demandar profissionais capacitados, tanto em formação inicial, quanto continuada, são:

  • Construção: 17.495 profissionais
  • Transversais: 15.789 profissionais
  • Metalmecânica: 10.642 profissionais
  • Logística e Transporte: 10.484 profissionais
  • Têxtil e Vestuário: 9.288 profissionais
  • Couro e Calçados: 7.085 profissionais
  • Alimentos e Bebidas: 4.904 profissionais
  • Tecnologia da Informação: 3.104 profissionais
  • Química e Materiais: 2.754 profissionais
  • Gráfica: 2.355 profissionais

O gerente executivo do Observatório Nacional da Indústria, Márcio Guerra, destaca a relevância das ocupações nas áreas transversais. “Ou seja, aquelas ocupações coringas, aquelas profissões que são absorvidas por diversos setores da economia, que vão desde o setor automotivo até o setor de alimentos. No que diz respeito às áreas, vale destacar também aquelas profissões que estão relacionadas com a indústria 4.0, relacionada a automação de processos industriais.”

Ele também explica que há diferenças nas áreas de formação mais demandadas entre os estados. Isso se deve à dimensão do país e à complexidade da economia brasileira. Segundo Márcio Guerra, a heterogeneidade de recursos e de produção acaba refletindo essas características.

"Nós sabemos que, em alguns estados, há uma concentração industrial maior e em outras regiões, como a região Norte, há uma dispersão maior. Então a estrutura industrial, ou seja, os setores que são predominantes em determinadas regiões são diferentes.”

INDÚSTRIA: Demanda por profissionais com nível superior deve crescer 8,7% até 2025

Brasil precisa qualificar 9,6 milhões de trabalhadores em ocupações industriais até 2025

Mapa do Trabalho Industrial

De acordo com o Mapa do Trabalho Industrial 2022-2025, o Brasil precisa qualificar 9,6 milhões de trabalhadores em ocupações industriais nos próximos três anos. Márcio Guerra explica que a projeção considera o contexto econômico, político e tecnológico do país.

“A partir da inteligência de dados, o objetivo do mapa é projetar a demanda por formação profissional de forma que essa informação sirva, não só para o Senai, mas também para uma discussão mais ampla sobre qual vai ser a demanda futura de profissionais no mercado de trabalho. É muito importante para a sociedade conhecer quais são as tendências, quais são as áreas que tendem ao maior crescimento, sobretudo na sua localidade, mas também entender quais profissões têm mais relevância, mais demanda, para que ele possa planejar a sua trajetória de formação profissional”, explica.

Confira outras informações do Mapa do Trabalho Industrial e a demanda de outros estados no link.

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Brasil 61