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TERMO DE USO E PARCERIA

TERMO DE USO E PARCERIA

Regras de Uso

1º - A utilização gratuita e livre dos materiais produzidos pelo Brasil 61 só será permitida depois que este termo de parceria for aceito pelo usuário, prevendo as seguintes regras:

a) A utilização do material - na íntegra, ou em partes - só será permitida desde que as informações não sejam distorcidas, manipuladas ou alteradas.

b) Não é necessário a identificação do Brasil 61 na hora da replicação do conteúdo. Mas toda e qualquer veiculação de áudios produzidos pelo Brasil 61 prevê o cadastro no site, com a disponibilização de dados que serão utilizados para a organização do mailing desta empresa,

2º - OBRIGAÇÕES DO BRASIL 61

a) O Brasil 61 se compromete, a partir deste termo de uso, a produzir conteúdo particularizado diariamente, trazendo informações de dia-a-dia e bastidores do Planalto Central, além de outras temáticas de relevância do noticiário nacional. 

b) O acesso ao conteúdo jornalístico (na versão de leitura) é livre e gratuito, podendo ser replicado por qualquer usuário que acesse o site. O download do áudio para que seja utilizado na programação das rádios requer que o radialista realize o login no site do Brasil 61 - informando e-mail e senha cadastrados. 

3º - OBRIGAÇÕES DOS COMUNICADORES PARCEIROS

Não alterar o sentido dos materiais, ou distorcer fala de entrevistados ou mudar a conotação das mensagens dos materiais. 

ADENDOS IMPORTANTES SOBRE A PARCERIA

a) O Brasil 61 poderá distribuir conteúdo patrocinado com ou sem assinatura dos clientes patrocinadores do boletim e sem aviso prévio ao comunicador. 

b) As rádios parceiras não vão ter participação financeira sobre o faturamento do Brasil 61.

c) Os comunicadores podem patrocinar os conteúdos do Brasil 61, desde que não alterem o sentido e a conotação dos conteúdos oferecidos. Nesses casos, o Brasil 61 não terá participação nos lucros conquistados pelos veículos parceiros. 

Ao clicar em ACEITO, a emissora aqui cadastrada afirma concordar e estar ciente de todas as condições apresentadas neste Termo de Utilização de Conteúdo.

Paraíba

28/10/2020 11:00h

A pesquisa “Continuar cuidando – Observatório da Covid-19” terá início formal em 3 de novembro e alcançará 130 municípios

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O governo da Paraíba deu início a uma pesquisa inédita no Brasil sobre a Covid-19. Nessa terça-feira (27), agentes comunitários da saúde (ACS) e profissionais da Secretaria de Saúde do estado, com apoio da Universidade Federal da Paraíba, começaram o piloto da “Continuar cuidando – Observatório da Covid-19”. A pesquisa vai ter início formal no dia 3 de novembro. 

A ideia do projeto-piloto foi entrevistar famílias e realizar testes para a doença, como uma prévia do que vai ocorrer nas próximas oito semanas em 130 municípios paraibanos. 

De acordo com informações da Secretaria de Saúde da Paraíba, por meio da pesquisa será possível conhecer, de forma mais profunda, como a pandemia afetou, e está afetando, a vida das pessoas, as condições de saúde e a rotina das famílias. A partir desse levantamento, será possível definir o futuro do estado referente às atividades educacionais. 

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As residências serão visitadas por meio de sorteio, utilizando metodologia censitária, por amostra de população. A população terá acesso aos avanços e resultados preliminares da pesquisa por meio de boletins e relatórios da Secretaria de Saúde, que devem ser emitidos a cada 15 dias. 

O questionário vai abordar perfil de saúde, sociodemográfico das famílias e sobre o retorno das aulas presenciais. O governo do estado alerta que não há perguntas com direcionamento político partidário. Em caso de dúvidas, a população pode entrar em contato pelo “Ligue Corona”, no telefone (83) 99146-9790. 

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16/10/2020 10:45h

Dados são do TSE e do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba

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Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) revelam que o estado nordestino tem 31 municípios com mais eleitores do que habitantes. A maior diferença foi observada na cidade de Lastro, no sertão do estado, onde há 1.531 eleitores a mais do que habitantes.

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Para fazer o levantamento, o TSE e o TRE-PB cruzaram os números da estatística eleitoral para as eleições de novembro com a estimativa populacional do IBGE. Os tribunais também observaram cidades que têm diferença mínima entre o total de habitantes e eleitores. Se encaixam nesse quadro os municípios de Boa Ventura, São Domingos, Areia de Baraúnas e Capim, que possuem menos de 20 pessoas entre o número de habitantes e o quantitativo de eleitores.

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05/10/2020 13:00h

Novas regras passam a valer a partir desta segunda-feira (5)

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A partir desta segunda-feira (5), passa a vigorar no estado da Paraíba uma nova classificação dos municípios com base no Plano Novo Normal, documento que fixa recomendações sobre medidas preventivas para impedir o crescimento do número de casos e de óbitos do novo coronavírus. 

Segundo a avaliação, que é feita pelo governo estadual, 81% dos municípios paraibanos estão na fase amarela do plano, penúltimo nível de retomada das atividades no estado. Além disso, seis municípios migraram para a fase verde, estágio em que as medidas de isolamento e de retomada das atividades são mais flexíveis. 

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Até domingo (4), a Paraíba tinha 122.713 casos e 2.851 óbitos da Covid-19 em todo o estado. Em 24 horas,  foram registrados 32 novas notificações e 5 óbitos da doença.

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02/10/2020 11:00h

Iniciativa promete facilitar procedimentos de agendamento de eventos de propagada de rua

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O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) disponibilizou sistema Agenda Rua. Trata-se de uma ferramenta digital que promete facilitar os procedimentos nos cartórios eleitorais e, assim, agilizar agendamentos de eventos das campanhas dos candidatos nas Eleições 2020.

De acordo com a Coordenadoria de Sistemas (COSIS) e com a Seção de Análise e Desenvolvimento de Sistemas (SEDES), do TRE-PB, apenas os chefes de cartório e juízes eleitorais estarão habilitados a usar o sistema inicialmente.

Eleitores vão poder justificar ausência por meio do aplicativo e-Título. Saiba mais.

O sistema está disponível no site do TRE da Paraíba, em tre-pb.jus.br

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29/09/2020 11:30h

Segundo Domiciano (DEM) concorrerá à reeleição; para ser reeleito, ele precisará apenas de um voto

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São José do Sabugi, no sertão paraibano, é o único município do estado em que apenas uma pessoa se candidatou a prefeito. O atual prefeito, Segundo Domiciano (DEM), tentará a reeleição na cidade, em chapa formada com o vice-prefeito, Tantico (Cidadania). Nas eleições de 2016, Domiciano havia concorrido apenas com uma candidata. 

De acordo com a legislação eleitoral, em cidades com apenas um candidato a prefeito, basta o postulante conseguir somente um voto para ser eleito. Em todo o estado da Paraíba, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 12.336 pessoas se candidataram a prefeito, vice-prefeito e vereador. A maioria dos postulantes (67,85%) é formada por homens. 

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Neste ano, o primeiro turno das eleições municipais ocorre em 15 de novembro e, onde houver, o segundo turno ocorrerá em 29 de novembro. 

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24/09/2020 13:00h

O evento de lançamento será em João Pessoa e contará com um novo formato, obedecendo às normas sanitárias do Ministério da Saúde, como uso de equipamentos de proteção, higiene e ventilação dos ambientes

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Será lançado nesta quinta-feira (24), em João Pessoa, o programa Mobilização pelo Emprego e Produtividade. A iniciativa tem como objetivo identificar os principais problemas enfrentados pelos empresários e gestores públicos para aplicar medidas em favor da competitividade local.

O evento de lançamento será realizado com um novo formato, obedecendo às normas sanitárias determinadas pelo Ministério da Saúde, como uso de equipamentos de proteção, higiene e ventilação dos ambientes. O programa já foi lançado nos estados de Minas Gerais, Santa Catarina, Paraná, Bahia, Mato Grosso, Pernambuco, São Paulo e Ceará.

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O programa conta com a participação do Ministério da Economia, da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado da Paraíba (Fecomércio-PB), do Serviço Social do Comércio (Sesc) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac).

 

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30/08/2020 10:00h

Ideia da UFSC vai contar com parceria da UFPB e da UFABC para desenvolver fármacos a partir de plantas comestíveis

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A Universidade Federal da Paraíba (UFPB), por meio do Departamento Químico, vai participar de um projeto para desenvolver medicamentos anticovid-19 a partir de plantas comestíveis. O projeto foi batizado de “Prospecção bio-guiada de fármacos antiCovid-19 a partir de plantas comestíveis e desenvolvimento de híbridos sintéticos com potencial antiviral". 

A ideia partiu da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e contará com a participação das universidades federais da Paraíba e do ABC Paulista (UFABC). De acordo com um dos pesquisadores, a pesquisa está em andamento e os cientistas já realizaram um procedimento chamado docking de compostos químicos. O docking é um método que prevê a orientação preferencial de uma molécula para uma segunda, quando ligada à outra para formar um complexo estável.

Eles explicam que são moléculas que apresentam o mesmo “esqueleto” das plantas, com algumas alterações realizadas por meio de síntese. Os pesquisadores confirmaram, ainda, que realizaram cálculos com diversos algoritmos e com diversas estruturas (proteases), que representaram várias conformações diferentes. 

Uma das constatações dos especialistas foi a definição dos flavonoides como uma classe de compostos químicos de origem natural. Eles possuem propriedades farmacológicas que são capazes de trazer benefícios para a saúde humana. 

Eles podem ser encontrados em frutas, como uva, morango, maçã e romã, vegetais (brócolis, couve e cebola) e nos cereais e sementes (nozes, soja e linhaça). Também estão presentes em bebidas, como chá, café, vinho tinto e cerveja, nos chocolates e no mel. 

Segundo o autor da pesquisa, Antonio Luiz Braga, são plantas simples, mas que têm princípios ativos com propriedades de inibir as enzimas e não bastam, sozinhas, para debelar o SARS-CoV-2. A ideia é conectar em laboratório esses produtos naturais com outras moléculas.  

O projeto obteve, por meio de edital, quatro bolsas de doutorado, seis de pós-doutorado e um financiamento de R$ 100 mil. 

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26/08/2020 14:00h

O ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, afirma que a reabertura destes destinos é fundamental para uma retomada econômica do setor no país

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Recentemente, os municípios paraibanos de Conde, Cabedelo e João Pessoa flexibilizaram o acesso às praias, comércio, bares, restaurantes e hotéis. Aos poucos, o estado inicia a reabertura de seus atrativos turísticos, observando todas as medidas de prevenção necessárias. As principais cidades optaram por fechar os pontos turísticos e demais atividades desde março de 2020. 

O ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, afirma que a reabertura destes destinos é fundamental para uma retomada econômica do setor no país. Para ele “uma flexibilização com os devidos cuidados, mostra que o turismo não é o vilão”. No entanto, o ministro ressalta que os protocolos de segurança devem ser seguidos à risca. 

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Em Cabedelo, por exemplo, o acesso às praias e ao Parque do Jacaré está permitido desde o dia 8 de agosto. A liberação também atingiu os passeios de catamarã e o funcionamento de bares e restaurantes. Já no município de Conde, os turistas podem usufruir dos passeios de buggy, do comércio de alimentação e se hospedar em hotéis e pousadas. As praias da cidade, no entanto, ainda não foram liberadas. 

O Ministério do Turismo criou uma parceria com o estado da Paraíba para intensificar a divulgação das atrações nos principais estados emissores de turistas. Até o final de 2020, a campanha vai circular na mídia e em uma das principais operadoras de turismo da América do Sul por meio de outdoors, divulgação nas redes sociais e vídeos institucionais. 

 

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17/08/2020 03:00h

No estado, o recuo foi puxado pela retração de 4,15% do ICMS, de acordo com dados da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz-PB)

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A Paraíba registrou, em julho, perdas de arrecadação própria do ICMS, IPVA e ITCD, com uma queda de 1,04%, em comparação ao mesmo mês de 2019. O recuo foi puxado pela retração de 4,15% do ICMS, de acordo com dados da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz-PB). Além disso, também houve perdas de receita no valor de R$ 244,2 milhões no período de abril a julho de 2020, meses de maiores impactos econômicos da pandemia.

Ao passo que o estado sofre com a redução de valores de tributos arredados, o Congresso Nacional avança na discussão que objetiva elaborar um texto que simplifique o sistema de cobranças de impostos no Brasil. A comissão mista da reforma tributária, composta por deputados e senadores, já ouviu, inclusive, o ministro da Economia Paulo Guedes, que comentou os principais pontos do PL 3887/20 – proposta enviada ao Congresso pelo governo.

“O nosso primeiro passo nessa direção é exatamente o primeiro grande imposto sobre consumo, que é um tormento, é parte do manicômio tributário brasileiro. Em vez de mandarmos uma PEC que pudesse colidir com duas outras PECs que já estão no Congresso, nós vamos mandando as nossas propostas para que sejam analisadas pela Comissão Mista e sejam, então, ou modificadas, ou melhoradas, ou encaixadas”, pontua o ministro.

Parte dos parlamentares, no entanto, avalia a medida como “tímida”, pois a mesma se baseia apenas na unificação do PIS com a Cofins para criação da Contribuição Social sobre Movimentação de Bens e Serviços (CBS). O Executivo ainda tem intenção de mandar outras sugestões à medida em que as discussões avancem. Até então, os congressistas acreditam que a PEC 45/2019 e a PEC 110/2019, já sob análise do colegiado, são mais interessantes pela abrangência que propõem.

O deputado federal Efraim Filho (DEM-PB) defende que a comissão mista elabore um texto favorável à criação de empregos e à retomada do desenvolvimento econômico. Nesse sentido, o parlamentar entende que a simplificação tributária é um passo importante para que o setor produtivo tenha mais confiança e possa ampliar os investimentos e, consequentemente, as contratações.

“Precisamos ver um Brasil que volte a crescer, que recupere os empregos perdidos e retome o rumo do desenvolvimento. A reforma tributária é prioridade dentro dessa análise. A comissão mista foi uma boa alternativa escolhida para juntar esforços, produzir um texto que seja construído a quatro mãos e seja aprovado rapidamente”, avalia o deputado.

Propostas semelhantes

O consenso para a instalação de uma comissão mista para discutir o tema se deu por conta das semelhanças das propostas, que tramitam, separadamente, na Câmara e no Senado. Os deputados apreciam, desde o ano passado, a PEC 45, que acaba com cinco tributos: IPI, PIS e Cofins, de arrecadação federal; ICMS, dos estados; e ISS, de cobrança municipal. Em substituição, seriam criados o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e o Imposto Seletivo (IS).

Já a PEC 110/2019, discutida por senadores, extingue 10 tributos: IPI, IOF, CSLL, PIS, Pasep, Cofins e Cide Combustíveis, de arrecadação federal; o ICMS, de competência dos estados; e o ISS, de âmbito municipal, além do Salário-Educação. Em substituição, cria o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e o Imposto Seletivo (IS). A arrecadação e a partilha, em ambos os textos, seriam únicas para União, estados, municípios e Distrito Federal. Dessa forma, a cumulatividade de cobrança seria extinta, incidindo apenas no estado de destino do produto fabricado.

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Segundo o relator da reforma tributária na comissão mista, o deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), o colegiado deve concluir um texto definitivo com base nas propostas em análise, o que deve finalmente entregar para a população um modelo tributário que atenda a todas as classes da sociedade.

“Temos um sistema tributário que hoje afeta, fere de morte o nosso País, por impedir a competitividade, por gerar extrema confusão do ponto de vista da sua segurança jurídica, da instabilidade que nós temos no nosso País. A sociedade civil não tem acesso à transparência que é preciso haver para se enxergar a quanto se paga de imposto”, defende Ribeiro.

Na mesma linha, o advogado tributarista Eduardo Salusse afirma que o atual sistema dificulta o crescimento da economia nacional, pois é obscuro e dificulta o entendimento do contribuinte sobre o que exatamente ele paga de impostos.

“Esse sistema complexo, com benefícios fiscais, multiplicidade de impostos, de alíquotas e com legislação que muda a todo tempo, faz com que o ambiente de negócios seja completamente negativo”, avalia o especialista.

Dinâmica invertida

Sobre o que se propõe até agora, a fórmula de arrecadação do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), de competência dos estados, também deve ser revista pelos parlamentares da comissão mista da reforma tributária. A princípio, a ideia de deputados e senadores é agregar essa tributação ao IBS, com alíquota padronizada em todos os entes da federação, com parte do valor flexível e sob competência dos estados, como prevê o texto da PEC 45/2019.

Além disso, a cobrança do imposto estadual deve ter a dinâmica invertida. No modelo atual, o ICMS é cobrado no estado onde o produto é fabricado. Com a criação do IBS, o tributo passa a ser retido no destino da mercadoria. A tática pode contribuir para diminuir a “guerra fiscal” e tornar a concorrência mais justa entre as unidades da Federação.

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20/07/2020 05:00h

Brasil 61 fez um levantamento do panorama da pandemia da Covid-19 em cada um dos estados. Confira.

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O Nordeste do país vê cada vez mais longe o pico da curva de contaminação da Covid-19. De acordo com o Ministério da Saúde, a região registrou queda no número de mortes pelo novo coronavírus na comparação entre as duas últimas semanas epidemiológicas.

Entre os especialistas, há um consenso: os meses mais difíceis parecem ter ficado para trás. É o que explica a infectologista Melissa Medeiro. “A gente tem visto que essa nossa curva passou e estamos na descendente, diferente de alguns estados que ainda estão em curva ascendente, principalmente no Centro-Oeste e no Sul do Brasil e de outros que estão entrando em estabilização. Enquanto a gente estava vivendo o nosso pico, o pessoal do Rio Grande do Sul tinham casos esporádicos. Isso hoje se inverteu”.

Na última reportagem do levantamento feito pelo Brasil 61 sobre o panorama da Covid-19 nas cinco regiões do país, você vai ver como está a situação epidemiológica em cada um dos nove estados nordestinos e as perspectivas de retomada da atividade econômica.

Ceará

No Ceará, o número de óbitos caiu 31% na comparação entre as duas primeiras semanas do mês. De 1º a 7 de julho, o estado registrava uma média diária de 42 vítimas pela Covid-19. No entanto, entre os dias 8 e 14, a média caiu para 29. Já o número de casos novos por semana teve queda de 64%. Foram 664 ocorrências nos primeiros sete dias de julho contra 235 na semana seguinte. Os dados são do Integra SUS, da Secretaria da Saúde do estado.

Até o momento, o Ceará registra 146.064 casos confirmados da Covid-19. Ao todo, 7.166 pessoas perderam a vida pela doença desde o início da pandemia. A taxa de ocupação das UTIs é de cerca de 71%, índice bem melhor do que há dois meses, quando os hospitais do estado tinham fila de espera para leitos e o sistema de saúde chegou ao colapso.

Desde junho, está em vigor um plano de reabertura econômica, que tem quatro fases. A capital, Fortaleza, já passou para o nível 3, após estabilização nos indicadores e se os números continuarem caindo, o avanço para a próxima fase está próximo, de acordo com o governador Camilo Santana. “Se os indicadores continuarem como estão, os números caindo, a procura assistencial diminuindo, Fortaleza entrará na quarta fase, mas sem aulas presenciais, cinemas, bares, academias nem shows”, destacou em entrevista recente a um jornal do estado.

Com o arrefecimento da pandemia na capital, a preocupação se volta para o interior. Por causa disso, o governador Camilo Santana publicou um decreto na última sexta-feira que mantém medidas de distanciamento social mais rígidas para cinco municípios, que ficam no sul do estado: Juazeiro do Norte, Iguatu, Crato, Barbalha e Brejo Santo.

Segundo a infectologista Melissa Medeiros, o mês de maio foi o pior para o sistema de saúde cearense. Ela confirma que Fortaleza já passou pelo pico da Covid-19, e que a atenção está voltada para os municípios do interior. “Principalmente no Centro-Sul e no Cariri, a gente tem visto um aumento de casos. Eles estão passando pelo pico agora, a onda que Fortaleza já viveu”, avalia.  

O executivo local já investiu mais de meio bilhão de reais no combate ao coronavírus. O maior gasto é com material hospitalar: cerca de R$ 140 milhões.

Maranhão

Desde o começo de junho, o estado retomou as atividades de vários setores do comércio. Medidas como uso obrigatório de máscaras valem para todos os cidadãos. Eventos que causem aglomeração continuam proibidos, tais como shows, cinema, casos noturnas e jogo de futebol, por exemplo. O último decreto do governador, Flávio Dino, ampliou a suspensão das aulas até 2 de agosto.  Apesar disso, a Secretaria de Educação de São Luís pretende retomar as atividades presenciais apenas em setembro.
 
O estado superou os 105 mil casos de coronavírus. Desses, 2.640 morreram, segundo a Secretaria de Saúde. O Maranhão foi o primeiro estado do país a decretar o bloqueio total. A capital, São Luís, chegou a ter mais de 95% dos leitos de UTI ocupados no fim de maio. Hoje, é o índice é de 65 %. Em Imperatriz, segunda cidade mais populosa, o índice está em 63%. Nas demais regiões, cerca de 45% dos leitos estão ocupados.

Recentemente, Dino afirmou que o Maranhão tem “um quadro de estabilidade”, o que se observa nas estatísticas. De acordo com o Ministério da Saúde, o estado não teve aumento, tampouco redução nas mortes na comparação entre as duas últimas semanas epidemiológicas.

Bahia

A prefeitura de Salvador e o governo do estado pretendem atuar juntos para estabelecer um protocolo de segurança e um cronograma da retomada da economia, afirmou ACM Neto. A expectativa é de que a primeira fase de flexibilização para o retorno do comércio ocorra próxima semana, segundo o próprio prefeito soteropolitano.

Com o avanço da Covid-19 pelo interior do estado, diversos prefeitos de municípios baianos decretaram toque de recolher nos últimos dias para tentar conter a disseminação do vírus. Moradores de Ilhéus, Barreiras e Cansanção, por exemplo, estão proibidos de circular pelas ruas entre às 20h e às 5h. Nessas cidades, só os serviços e atividades considerados essenciais podem funcionar.

Ao todo, o governo da Bahia já confirmou 118.657 casos e 2.738 óbitos por causa da Covid-19. A taxa de ocupação de leitos de UTI é de 79%, de acordo com a Secretaria de Saúde.

Pernambuco

O estado tem 77.423 casos confirmados da Covid-19 e 5.869 óbitos. De acordo com a Secretaria de Saúde local, o estado registrou queda nos principais indicadores sobre a evolução da pandemia na comparação entre as duas últimas semanas epidemiológicas (nº 27 e 28º). De 28 de junho a 4 de julho, 221 pessoas morreram no estado por causa da Covid-19. Já entre 5 e 11 de julho, foram 130 óbitos, queda de 41%.
 
Graças à redução no número de casos, a prefeitura de Recife desativou, nesta semana, quatro dos sete hospitais de campanha que foram construídos para o atendimento aos pacientes com o novo coronavírus.

Em Pernambuco, o Plano de Monitoramento e Convivência com a Covid-19, que estabelece a retomada da atividade econômica, está em vigor. Algumas macrorregiões de saúde, como são os casos de Recife e da Zona da Mata já estão na 5ª etapa de retomada.

O Agreste do estado, que passou por restrições mais severas nas últimas semanas graças à expansão do coronavírus, conseguiu avançar no plano de retomada na última segunda-feira (13). Os municípios da região puderam reabrir o comércio de rua, salões de beleza, shoppings e as igrejas e templos religiosos.

Ao todo, o governo já gastou mais de R$ 300 milhões em ações de combate ao novo coronavírus.

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Paraíba

Batizado de “Novo Normal Paraíba”, o plano de retomada gradual das atividades é balizado por indicadores como a quantidade percentual de novos casos, a letalidade (óbitos), a ocupação da rede hospitalar e o percentual de isolamento social. Os 223 municípios podem ser classificados em quatro bandeiras: vermelha, laranja, amarela e verde. Cada classificação permite o funcionamento de atividades específicas.

De acordo com a última atualização, a capital João Pessoa e a maioria dos municípios do estado, por exemplo, está na bandeira amarela, o que lhes permite abrir o comércio e o funcionamento do transporte coletivo municipal. Já as cidades de Santa Rita, Bayeux, Princesa Isabel, Matureia e Bonito de Santa Fé estão na bandeira laranja, em que somente os serviços essenciais podem funcionar. A boa notícia é que nenhum município do estado está mais classificado na bandeira vermelha.

A flexibilização tem sido possível devido à taxa de ocupação dos leitos de UTI estaduais. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, o índice é de 50%.  Além disso, a Paraíba teve 8% menos mortes por Covid-19 na comparação entre as duas últimas semanas epidemiológicas, de acordo com o Ministério da Saúde.

Segundo os dados mais recentes, são 66.347 casos confirmados e 1.446 óbitos por causa da Covid-19. Ao todo, o executivo local gastou mais de R$ 80 milhões para combater a pandemia.

Alagoas

Assim como os estados vizinhos, Alagoas tem apresentado tendência de desaceleração da curva de contaminação. Dados do Ministério da Saúde apontam que o número de óbitos diminuiu 8% e a quantidade de casos caiu 6% na comparação entre a Semana Epidemiológica 28 e a Semana Epidemiológica 27.  

Até esta sexta-feira, são mais de 49 mil casos confirmados e 1.230 óbitos pelo novo coronavírus. O percentual de leitos de UTI ocupados é de 62%, de acordo com as autoridades em saúde.

Em Alagoas, o distanciamento social controlado ocorre em cinco fases. A capital Maceió avançou para a fase amarela e pode reabrir, a partir de segunda-feira (20), shoppings, comércio ambulante e nas praias, além dos salões de beleza e barbearias, templos, igrejas e demais instituições religiosas e lojas ou estabelecimentos de rua, permitidos desde a fase anterior, a laranja. Os municípios do interior continuam nas fases mais restritas (vermelha e laranja), de acordo com o último decreto do governador Renan Filho.

Recentemente, o governador afirmou que houve melhora nos indicadores do coronavírus no interior e que as atividades nos municípios poderão ser flexibilizadas. "Para ser sereno e prudente eu digo que está muito mais perto de abrir o interior do que antes”, disse.

Rio Grande do Norte

Há pouco mais de um mês, o governo do estado admitia que o sistema de saúde havia colapsado. Os hospitais da Região Metropolitana de Natal chegaram a ficar com todos os leitos de UTI ocupados. Nas últimas semanas, a rede de saúde conseguiu respirar um pouco mais. A taxa de ocupação dos leitos de UTI é de 88%, atualmente. Há uma semana, era de 94%.

Entre todos os estados da região, o Rio Grande do Norte foi o que mais conseguiu reduzir o número de mortes na comparação entre as últimas semanas epidemiológicas. De acordo com o Ministério da Saúde, a queda foi de 38%. O número de casos também caiu: 56%. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde Pública, até esta sexta-feira (17) eram 41.424 casos confirmados e 1.532 óbitos em decorrência da Covid-19.

Kleber Luz, infectologista e professor na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), afirma que os estados nordestinos já passaram pelo pico da Covid-19. “Nós estamos vendo agora uma redução no número de casos graves em relação ao número de leitos. Alguns hospitais, principalmente os privados, já começam fechar setores que antes estavam reservados para pacientes com a Covid-19. A doença parece estar entrando em uma fase de contenção, de arrefecimento no número de casos e, consequentemente, no número de mortes, avalia”

Há duas semanas, o governo lançou o plano de retorno às atividades, em três fases. A última delas está prevista para começar em agosto. A governadora Fátima Bezerra decidiu reabrir, primeiramente, salões de beleza e barbearias. Para isso, o comércio deve respeitar o protocolo de segurança, com uso de máscara e disponibilização de álcool em gel para funcionários e os clientes. Algumas cidades, como a capital Natal decidiram não seguir o decreto do estado e vão flexibilizar o comércio de acordo com protocolos próprios.

Sergipe

Em Sergipe, o governo estadual deu início à retomada da atividade econômica no dia 29 de junho. O plano prevê a reabertura gradual em três fases. A primeira delas é a laranja, conhecida como “controle”. Desde o fim de junho, os salões de beleza, barbearias, escritórios, livraria e clínicas da área da saúde estavam em funcionamento.

No entanto, uma decisão da Justiça Federal na última semana determinou que a flexibilização do comércio fosse suspensa. A juíza responsável pela decisão argumentou que não há margem de segurança na quantidade de leitos de UTI que permita a reabertura. O avanço, segundo ela, só vai poder acontecer quando a ocupação for inferior a 70%.

A rede privada chegou a ficar sem leitos na última semana, conforme apontava o painel da Secretaria de Saúde local. Hoje, a taxa de ocupação das UTIs nos hospitais particulares está em 94%. Já os hospitais da rede pública registram ocupação de 81%.

De acordo com a última atualização, o estado tem 41.226 casos do novo coronavírus confirmados e 901 óbitos.

Piauí

Batizado de Pro-Piauí, o plano de retomada das atividades econômicas está em vigor no estado. No último dia 6, os setores de saúde humana e animal, automotivo e da construção civil puderam voltar a funcionar. No entanto, cada estabelecimento tem que tomar medidas preventivas para minimizar os riscos de contaminação. É necessário, também, que o dono do comércio apresente uma estratégia de segurança sanitária ao governo.

O plano de retomada tem quatro fases: 0,1, 2 e 3. Na última delas, todas as atividades vão ser liberadas. Atualmente, o estado está entre a fase 0 e a 1, com a liberação apenas do que é essencial e dos setores permitidos com a reabertura gradual.

Estado da região Nordeste com menor número de casos, o Piauí conseguiu diminuir a média de óbitos na comparação entre as duas últimas semanas epidemiológicas, de acordo com o Ministério da Saúde. A redução foi de 11%, a segunda melhor, atrás apenas do Rio Grande do Norte.

De acordo com o último boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde do Piauí (SES-PI), são 38.568 casos confirmados. Mais de 1,6 mil pessoas morreram no estado em decorrência da doença. A ocupação dos leitos de UTI está em 69%.

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