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TERMO DE USO E PARCERIA

TERMO DE USO E PARCERIA

Regras de Uso

1º - A utilização gratuita e livre dos materiais produzidos pelo Brasil 61 só será permitida depois que este termo de parceria for aceito pelo usuário, prevendo as seguintes regras:

a) A utilização do material - na íntegra, ou em partes - só será permitida desde que as informações não sejam distorcidas, manipuladas ou alteradas.

b) Não é necessário a identificação do Brasil 61 na hora da replicação do conteúdo. Mas toda e qualquer veiculação de áudios produzidos pelo Brasil 61 prevê o cadastro no site, com a disponibilização de dados que serão utilizados para a organização do mailing desta empresa,

2º - OBRIGAÇÕES DO BRASIL 61

a) O Brasil 61 se compromete, a partir deste termo de uso, a produzir conteúdo particularizado diariamente, trazendo informações de dia-a-dia e bastidores do Planalto Central, além de outras temáticas de relevância do noticiário nacional. 

b) O acesso ao conteúdo jornalístico (na versão de leitura) é livre e gratuito, podendo ser replicado por qualquer usuário que acesse o site. O download do áudio para que seja utilizado na programação das rádios requer que o radialista realize o login no site da Agência do Rádio - informando e-mail e senha cadastrados. 

3º - OBRIGAÇÕES DOS COMUNICADORES PARCEIROS

Não alterar o sentido dos materiais, ou distorcer fala de entrevistados ou mudar a conotação das mensagens dos materiais. 

ADENDOS IMPORTANTES SOBRE A PARCERIA

a) O Brasil 61 poderá distribuir conteúdo patrocinado com ou sem assinatura dos clientes patrocinadores do boletim e sem aviso prévio ao comunicador. 

b) As rádios parceiras não vão ter participação financeira sobre o faturamento do Brasil 61.

c) Os comunicadores podem patrocinar os conteúdos do Brasil 61, desde que não alterem o sentido e a conotação dos conteúdos oferecidos. Nesses casos, o Brasil 61 Mais não terá participação nos lucros conquistados pelos veículos parceiros. 

Ao clicar em ACEITO, a emissora aqui cadastrada afirma concordar e estar ciente de todas as condições apresentadas neste Termo de Utilização de Conteúdo.

Sergipe

Economia
29/06/2020 15:00h

Atualmente, já estão na carteira do programa os projetos para desestatização dos TPPs de Cabedelo, na Paraíba; Belém, no Pará; e de Manaus, no estado do Amazonas

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Com a publicação da resolução 128/2020 no Diário Oficial da União (DOU), cinco novos Terminais Pesqueiros Públicos (TPP) foram qualificados na carteira do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI). Os terminais são o TPP de Aracaju, em Sergipe; TPP de Natal, no Rio Grande do Norte; os TPPs de Santos e de Cananéia, no estado de São Paulo; e o TPP de Vitória, no Espírito Santo.

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento é responsável por promover e acompanhar os procedimentos licitatórios das desestatizações. Atualmente, já estão na carteira do programa os projetos para desestatização dos TPPs de Cabedelo, na Paraíba; Belém, no Pará; e de Manaus, no estado do Amazonas.

Terminais Pesqueiros Públicos (TPP) são as estruturas físicas utilizadas para as atividades de movimentação e armazenagem de pescado. Esses locais podem servir de entreposto de comercialização, além de beneficiamento e apoio à navegação de embarcações. 

Em 2019, a produção pesqueira nacional atingiu cerca de 722 mil toneladas. A estimativa da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura é que, em 2030, essa produção possa chegar a 20 milhões de toneladas. 
 

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Saúde
25/06/2020 09:04h

Marco legal do setor abre concorrência entre empresas públicas e privadas para alavancar investimentos; segundo senador, nova lei é “ponto de mudança no atendimento ao cidadão”

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O novo marco do saneamento (PL 4.162/2019), que abre concorrência no setor, pode garantir a retomada de investimentos e melhorar a qualidade dos serviços de água e esgoto, na avaliação do senador Alessandro Vieira (CIDADANIA-SE). Hoje, segundo dados do Sistema Nacional de Informações de Saneamento (SNIS), o atendimento de coleta e tratamento de resíduos em Aracaju alcança pouco mais da metade dos moradores. 

“A aprovação é um ponto de mudança no atendimento ao cidadão brasileiro. Hoje, há um percentual imenso de desperdício e de não cobertura. Ou seja, as pessoas não têm acesso à água potável e esgoto tratado. Isso gera prejuízos severos em toda cadeia de produtividade, de educação e de saúde pública”, afirma.  

Segundo o senador, a nova lei não prevê a privatização obrigatória, nem representa o fim de estatais, o que tem sido, de forma equivocada, motivo de resistência de alguns governadores. “O que existe é uma situação de abertura de mercado, para que se tenha uma concorrência saudável e uma melhor prestação de serviço”, esclarece. 

Com a aprovação da proposta, a Agência Nacional de Águas (ANA) passa a emitir normas de referência e padrões de qualidade para os serviços de abastecimento de água, esgotamento sanitário, gestão de lixo urbano e drenagem de águas pluviais. Alessandro Vieira acredita que isso é “oportuno” para organizar o setor. “Durante as negociações das quais participamos, ficou registrado que o governo federal vai reforçar a estrutura da ANA para que ela possa dar atendimento bastante adequado”, comenta o parlamentar. 

O professor de Direto Concorrencial e Econômico do Ibmec SP Bruno Renzetti explica o papel da ANA no setor. “Ela não vai atuar em regulação tarifária, por exemplo, porque isso vai ficar a cargo das agências locais de saneamento. Mas o mérito dessa disposição da ANA é justamente editar normas gerais que deverão ser observadas por estados e municípios, criando um padrão no saneamento básico. Isso reflete em uma maior segurança jurídica para eventuais investidores privados”, analisa. 

A formação de blocos regionais para a prestação do serviço, onde uma empresa escolhida por licitação pode operar em mais de uma cidade, é outra novidade. Esse mecanismo é uma tentativa de ajudar locais que individualmente não teriam capacidade de atrair investimento e deixa claro que nenhuma empresa pode deixar de atender, à revelia, determinado município, sob a pena de ter o contrato de concessão cancelado.

Para Bruno Renzetti, isso é importante para que os serviços de saneamento cheguem a todos os municípios do país, incluindo áreas rurais, visto que muitas prefeituras dependem de infraestrutura interligada. 

“O bloco de municípios busca maior coordenação entre os diferentes municípios, para que eles não decidam sozinhos sobre o tema, especialmente quando compartilham alguma instalação indispensável com municípios vizinhos”, acrescenta. 

Atraso nacional

Segundo dados do Sistema Nacional de Informações de Saneamento (SNIS), 33,1 milhões de brasileiros ainda não têm acesso à água potável, o que corresponde a 16,4% da população. Quase 100 milhões ainda não têm acesso a serviços de coleta de esgoto – 46,9% do total de habitantes no país. Apenas 46,3% do esgoto produzido é tratado. 

Em ranking elaborado e divulgado em 2020 pelo Trata Brasil, capitais como Porto Velho (4,76%) e Macapá (11%) convivem com péssimos índices de atendimento de esgoto. Ao contrário de cidades como Curitiba (99,9%) e São Paulo (96,30%), as melhores do país no quesito. 
 

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Saúde
22/06/2020 00:00h

Na região metropolitana de Aracaju, epicentro da doença, coleta de esgoto chega a menos da metade dos domicílios; quadro é ainda pior no interior

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Com quase de 19 mil casos confirmados e 462 mortes até 18 de junho, a pandemia de covid-19 tem escancarado um problema estrutural em Sergipe que vai além do colapso na saúde: a falta de saneamento básico. No estado em que 1,6 milhão de habitantes (74,5%) não têm coleta de esgoto e quase 300 mil (13,1%) sequer têm água potável na torneira, a recomendação de lavar as mãos para se proteger da doença se torna um desafio diário. Os dados são do Painel Saneamento Brasil.

Enquanto o vírus avança em cidades do interior, como Nossa Senhora do Socorro e Lagarto, a situação nos grandes centros também preocupa. Na região metropolitana de Aracaju, epicentro da doença e onde vivem quase 950 mil pessoas, 550 mil estão mais expostas à covid-19 por não terem rede coletora de esgoto nem água encanada. Segundo o presidente do Trata Brasil, Édison Carlos, o risco é ainda maior para quem mora nas periferias. 

“Como é que essas pessoas podem se higienizar, em um momento de pandemia, se elas não têm água? Muitas usam água de poço, de cacimba, de cachoeira, de rio. Além de não se higienizar contra o coronavírus, elas podem adquirir outras doenças que são tradicionalmente transmitidas pelo esgoto doméstico”, alerta. 

Em Nossa Senhora do Socorro, que já registra mais de 1,2 mil casos de covid, 71% dos moradores não tem acesso a coleta de esgoto e 17,6% se viram como podem para conseguir água limpa para consumo e para cozinhar alimentos. O índice de tratamento dos resíduos domiciliares na cidade é de apenas 45,6%. O quadro em Lagarto, onde vivem mais de 100 mil pessoas, é ainda pior. Mais de 97 mil pessoas não têm rede coletora de esgotamento sanitário e somente 11% dos efluentes passam por tratamento. A parcela da população sem acesso à água supera os 14%, de acordo com o Painel Saneamento Brasil.

A Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso) atende a 71 dos 75 municípios do estado e é responsável pela ineficiência dos serviços prestados em Aracaju, Nossa Senhora do Socorro e Lagarto. Segundo dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), quase metade da água (48,7%) é desperdiçada nas redes de distribuição e não chega às torneiras dos sergipanos. Isso faz com que o estado possua o quinto maior índice de perdas do Nordeste. 

Esse volume alto de água reflete as condições de operação do serviço e significa que a situação das redes tem piorado, o que remete à falta de investimentos para manutenção do sistema. O problema é que o estado, principal acionista da Deso, enfrenta grave crise financeira, o que compromete a expansão e a universalização dos serviços de saneamento até 2033, como prevê o Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab). 

Em janeiro de 2019, o governador Belivaldo Chagas sugeriu que poderia vender de 30% a 40% das ações da Deso, "captando recursos para melhorar os serviços, mas não deixando de ser o acionista majoritário". Também descartou a ideia de privatizar a estatal.
Com a pouca capacidade de investimento da companhia estadual, o presidente da Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de

Água e Esgoto (Abcon), Percy Soares Neto, aponta que a única solução é injetar recursos no setor. Segundo ele, a entrada de capital privado no estado seria o caminho e ajudaria, inclusive, a diminuir a pressão no sistema público de saúde, com menos pessoas doentes em virtude da prestação inadequada desses serviços essenciais.

“Para a pessoa que vive em um bairro sem esgoto, não interessa se ela é 1%, 10% ou 20% da população. É um cidadão ou uma comunidade de cidadãos que não está atendida pelos serviços”, ressalta. 

Abertura de concorrência

Em um movimento para atrair mais investimentos e gerar concorrência através da participação da iniciativa privada, o Senado pode votar, na quarta-feira (24), o novo marco legal do saneamento (PL 4.162/2019). 

O texto prevê que os contratos sejam firmados por meio de licitações, facilitando a criação de parcerias público-privadas (PPPs). Ainda de acordo com a proposta, a privatização dos serviços de saneamento não se torna obrigatória, apenas garante a oferta mais vantajosa. Dessa forma, as empresas estatais podem ser mantidas, livres para participarem das concorrências, desde que se mostrem mais eficientes que as empresas privadas que participarem da licitação.

“Isso é importante por conta do déficit que a gente vive. Os recursos públicos para investimento em saneamento são cada vez mais escassos. Com isso, há a necessidade de atrair investimentos privados para o setor”, pontua a pesquisadora do Centro de Estudos em Regulação e Infraestrutura da Fundação Getulio Vargas (FGV/CERI) Juliana Smirdele.

Atualmente, os chamados contratos de programa, maioria em vigência no país, dispensam licitação para escolha da empresa prestadora dos serviços. Isso significa que o atendimento à população não tem qualquer exigência de qualidade ou expansão. 

Segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), 57% das cidades brasileiras que têm contrato para prestação do serviço de esgotamento sanitário operam em situação irregular, o que significa contrato vencido/inexistente ou delegação em vigor sem a prestação do serviço. Na região Nordeste, isso ocorre em 80% dos municípios.

Para melhorar os índices de cobertura no interior de Sergipe, a nova lei possibilita a criação de blocos de municípios. Com isso, duas ou mais cidades passariam a ser atendidas, de forma coletiva, por uma mesma empresa. Entre os critérios que poderão ser utilizados, está a localidade, ou seja, se dois ou mais municípios são de uma mesma bacia hidrográfica, por exemplo.
 

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Saúde
12/03/2020 11:49h

A incidência no Estado é baixa se comparada com outras regiões do país. São 3 casos a cada 100 mil habitantes.

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Sergipe registrou 72 casos prováveis de dengue em 2020, segundo Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde. Os dados são do mês de janeiro. A incidência no Estado é baixa se comparada com outras regiões do país. São 3 casos a cada 100 mil habitantes. 
O número de casos é maior do que o registrado no mesmo período do ano passado quando o estado registrou 34 notificações e tinha uma taxa de incidência inferior a 2 casos por 100 mil habitantes. 

A Diretora de Vigilância em Saúde de Sergipe, Mércia Feitosa, ressalta que é muito importante a população estar sempre em alerta com possíveis focos de dengue.

Apesar da redução na quantidade de casos, a Diretora de Vigilância em Saúde de Sergipe, Mércia Feitosa, ressalta que é muito importante a população estar sempre em alerta com possíveis focos de dengue.

“A ideia é essa. Não deixar esse mosquito nascer. A gente deve ter os cuidados e cada um tem que fazer o seu papel. Nessa força conjunta, a gente consegue manter isso sob controle.”

ARB MAIS

Em janeiro, o Ministério da Saúde declarou que todos os estados nordestinos correm o risco de sofrer surto de dengue. Além de toda a região Nordeste, a população do Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo, deve ficar atenta para o possível surto do sorotipo 2 da dengue. 
O coordenador-geral de Vigilância em Arbovirose do Ministério da Saúde, Rodrigo Said, pede que a população dos estados siga as orientações e entre no enfrentamento ao Aedes aegypti. 

“Hoje, mais de 80% dos criadouros do mosquito são domiciliares. Então, a ação de controle é necessária, integrada de atividades do poder público, tanto do Ministério da Saúde, como das secretarias estaduais e municipais, de saúde, aliado as ações de mobilização da população.”

E você? Já combateu o mosquito hoje? A mudança começa dentro de casa. Proteja a sua família. Para mais informações, acesse saude.gov.br/combateaedes. Ministério da Saúde, Governo Federal. Pátria Amada Brasil.

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Saúde
27/02/2020 13:02h

A chamada “Brigada Itinerante de Combate à Dengue” está sendo deslocada para os municípios onde foi detectado alto risco de infestação do mosquito

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Para fortalecer o combate ao mosquito da dengue, neste ano, a secretaria estadual de saúde de Sergipe designou 100 agentes para reforçar a prevenção da doença nos municípios. A chamada “Brigada Itinerante de Combate à Dengue” está sendo deslocada para os municípios onde foi detectado alto risco de infestação do mosquito. Os primeiros a serem visitados foram as quatro cidades onde foram detectados os maiores índices de infestação: Salgado, Riachão do Dantas, Siriri e Nossa Senhora da Glória.

Segundo a Diretora de Vigilância em Saúde de Sergipe, Mércia Feitosa de Souza, as equipes da secretaria estadual de saúde atuam em cooperação com as secretarias municipais.

“Vai se somar aos profissionais que já atuam no município, que conhecem a realidade e o território e sabem quais são as áreas mais críticas. Os agentes comunitários do município fazem o controle químico. Os da brigada fazem o controle mecânico, a educação e a mobilização.”

Antes da visita, a equipe estadual se reúne com a equipe municipal para discutir as estratégias de combate. De acordo com o governo, em um dia, a Brigada Itinerante de Combate à Dengue consegue visitar todo uma localidade de 3,5 mil habitantes. Além de fazer a limpeza de terrenos que poderiam ser criadouros do mosquito, as equipes conversam com moradores e fazem palestras em escolas para mobilizar a população contra o mosquito da dengue. Mércia Feitosa ressalta que a participação da população é essencial nessa batalha.

“A ideia é essa: não deixar esse mosquito nascer. Acho que a gente tem que ter os cuidados, mas que cada um tem que fazer o seu papel. Nessa força conjunta, a gente consegue manter isso sob controle.”

Além do trabalho dos agentes de endemias, as autoridades de saúde reforçam o papel dos moradores no combate a focos do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. A recomendação do Ministério da Saúde é de que essa limpeza dentro de casa seja semanal.

Sergipe aparece na lista dos 11 estados brasileiros em que o Ministério da Saúde identificou possibilidade de surto de dengue em 2020. De acordo com órgão, a dengue tipo 2, um tipo mais grave da doença, que não ocorria nesses pontos do país desde 2008, pode avançar para essas áreas neste ano. Em janeiro, em Sergipe, foram notificados 40 casos suspeitos de dengue, 12 confirmações e nenhuma morte.

Em 2019, em todo Brasil, foram notificados mais de um milhão e meio de casos prováveis de dengue. Por isso, a luta contra o mosquito não pode parar. Cada pessoa deve se tornar um fiscal para eliminar focos com água parada e impedir que o mosquito se prolifere.

E você? Já combateu o mosquito hoje? A mudança começa dentro de casa. Proteja a sua família. Para mais informações, acesse saude.gov.br/combateaedes. Ministério da Saúde, Governo Federal. Pátria Amada Brasil. 

Infográfico diferenciando os sintomas da Dengue, Zika e Chikumgunya. Arte: Ítalo Novais/Sabrine Cruz
 

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Saúde
31/01/2020 16:10h

Em relação a Sífilis, o médico sanitarista e gerente do Programa de IST HIV/Aids de Sergipe, Almir Santa, afirma que o estado registra uma média de 300 casos por ano em gestantes e 300 casos de sífilis congênita – quando a criança é infectada pela mãe durante a gestação ou parto.

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As Infecções Sexualmente Transmissíveis em Sergipe são ainda um grande desafio, principalmente o HIV, a Aids, a Sífilis e as Hepatites B e C.  De acordo com a Secretaria de Saúde do Estado, nos últimos cinco anos foram registrados 1.576 casos de Aids. Desse total, 1.112 correspondem aos homens e 464 as mulheres. No caso do HIV, foram 2.191 casos e, mais uma vez, os homens lideram a lista com 1.455 ocorrências, enquanto as mulheres registraram 736 casos.

As ISTs são transmitidas principalmente por meio de relações sexuais sem uso do preservativo. Elas estão entre as doenças contagiosas mais comuns e afetam diretamente a vida das pessoas. A professora Maria Georgina Machado, 56 anos, de Aracaju, foi diagnosticada com HIV há 20 anos. Alguns anos após ficar viúva, a professora encontrou um novo parceiro. Depois de seis meses, ela começou a adoecer com frequência, ter diarreias constantes e perda de peso. Até ser diagnosticada com o HIV, Maria Georgina passou por oito médicos e todos falavam que ela estava com anemia profunda. O último especialista foi quem conseguiu identificar a doença. Maria Georgina conta que, até o diagnóstico, passou por momentos difíceis. Ela perdeu o emprego e o parceiro desapareceu. Hoje, ela realiza todos os tratamentos e exames pelo Sistema Único de Saúde no SAE Aracaju, no bairro Siqueira Campos. Ao analisar tudo que viveu, Maria defende que é preciso conversar sobre as formas de prevenção.
 
“Hoje, com o ativismo, eu sei o quanto é importante falar sobre o uso da camisinha com seus filhos, seus netos ou quem for. O fundamental é você fazer o uso do preservativo feminino ou masculino”.
 
Em relação a Sífilis, o médico sanitarista e gerente do Programa de IST HIV/Aids de Sergipe, Almir Santa, afirma que o estado registra uma média de 300 casos por ano em gestantes e 300 casos de sífilis congênita – quando a criança é infectada pela mãe durante a gestação ou parto. Em geral, segundo o médico sanitarista, o público alvo das Infecções Sexualmente Transmissíveis em Sergipe está na faixa etária de 20 a 34 anos. Almir explica que um dos fatores para o número de casos serem altos é a falta de prevenção das pessoas.
 
“Tem gente que não se considera em situação de risco e tem relação sexual sem camisinha. Infelizmente, muita gente está escolhendo não usar e termina infectado. Nós, no Brasil, precisamos falar mais das ISTs. A orientação é o uso correto e consistente da camisinha.”
 
Os dados da Secretaria de Saúde revelam que as cidades mais afetadas pelas ISTs no estado são Aracaju, Nossa Senhora do Socorro, Estância, Itabaiana, Lagarto, São Cristóvão e Nossa Senhora da Glória. Para diminuir os índices de infecção, o estado tem disponibilizado, em média, 700 a 800 mil camisinhas por ano. Além disso, têm desenvolvido ações para levar os testes rápidos, por meio da unidade móvel “Fique Sabendo”, às principais áreas de risco.
 
Sem camisinha, você assume o risco. Use camisinha e proteja-se de ISTs como HIV, Sífilis e Hepatites. Para mais informações, acesse: saude.gov.br/ist. 

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Saúde
15/01/2020 05:52h

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De janeiro a dezembro de 2019, Sergipe registrou 6,4 mil casos prováveis de dengue, 298 de chikungunya e 64 de zika. Os dados são do Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde.  

Apesar dos registros, a Secretaria Estadual de Saúde conseguiu diminuir, no decorrer do ano, a incidência do Aedes aegypti. Há, no entanto, três municípios em alto risco, 40 em médio e 28 em baixo. Os dados foram apresentados em novembro do ano passado.

Com febre e muitas dores no corpo, a professora aposentada Maria de Lourdes Lima, de 67 anos, foi até uma unidade de saúde, onde foi diagnosticada erroneamente com dengue em agosto de 2019. Na verdade, ela tinha chikungunya. Só começou a receber os remédios corretos com 7 dias de avanços dos sintomas.

“E eu venho sofrendo até agora. É muita dor nas articulações todas. Os pés incham todos os dias. É pé inchado, doendo. Eu estou com uma mão que é dormência direto. Os meus dedos, eu não posso nem tocar. Essa semana eu já tive febre de novo. Acordei na madrugada sentido dores no corpo todo e febre”.

É onde entra a grande diferença da chikungunya para as outras doenças do mosquito. Além da incapacitação de mobilidade, ela deixa sequelas que acompanham o paciente depois da alta. Como o médico sanitarista da Fiocruz Claudio Maierovitch detalha.

“Embora, em geral, os sintomas de mal-estar não sejam tão intensos quanto da dengue e a febre pode não ser tão alta, há uma particularidade da doença causada pelo vírus chikungunya, que são essas dores e essa inflamação nas articulações que podem durar um bom tempo. Podem durar várias semanas, e em alguns casos, que não são tão frequentes, podem até durar vários anos e serem incapacitantes”.

Maierovitch lembra dos cuidados para diminuir a incidência do Aedes aegypti. Como a reprodução ocorre por meio de água parada, todo objeto que permita acúmulo do líquido deve ser verificado. É importante que todo mundo faça a sua parte, porque o mosquito afeta para além dos limites das casas e pode transmitir para vizinhos e pessoas que estão apenas passando nas proximidades.

E você? Já combateu o mosquito hoje? A mudança começa dentro de casa. Proteja a sua família. Para mais informações, acesse saude.gov.br/combateaedes.

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Saúde
15/01/2020 02:45h

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O município de Lagarto, em Sergipe, teve 450 notificações para dengue em 2019. O número preocupa se comparado ao de 2018, quando foram registradas três notificações da doença transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti. 

Em todo o estado de Sergipe, as autoridades de saúde registraram 6,4 mil casos prováveis de dengue, em 2019. Ao todo, três mortes foram confirmadas em decorrência da doença no período.

O coordenador do Núcleo de Epidemiologia, Carlos Carvalho afirma que a situação cidade, no entanto, reflete a do país, que vive o alerta contra o mosquito. 
O coordenador afirma que prefeitura tem se mobilizado, com estratégias para o combate ao Aedes aegypti. 

“Em 2019, lançamos uma campanha, realizada pelas ruas da cidade, nos bairros com maiores índices de infestação para o mosquito. Foram realizados mutirões de limpeza e orientação à população. Ao mesmo tempo, nós fizemos diversas reuniões para orientações e capacitação de profissionais para os possíveis focos e identificação precoce da doença para o manejo clínico adequado”.

Carlos Carvalho conta que houve uma integração entre poder público e sociedade, com equipes de saúde, da família e o secretário de saúde. Nasceu desse encontro ações como o Projeto Cata Treco, que recolheu entulhos e materiais em locais inadequados e propícios para o desenvolvimento do mosquito.

O médico sanitarista da Fundação Oswaldo Cruz Cláudio Maierovitch explica como o mosquito se prolifera em meio ao lixo, aliando-se ao clima. 

"Existem fatores na natureza, quando há uma certa alternância entre períodos de chuva e períodos curtos de estiagem. Essas são condições ótimas para a reprodução do mosquito, com produtividade maior”.

Lembre-se de que você é responsável pela sua casa. Portanto, fiscalize possíveis criadouros, como ralos, pneus, garrafas, vasos de flores e caixas d’água. Caso queira denunciar algum terreno abandonado ou focos do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya, entre em contato pelo número do disque denúncia da prefeitura: (79) 3631-9605. Repetindo. (79) 3631-9605.

E você? Já combateu o mosquito hoje? A mudança começa dentro de casa. Proteja a sua família. Para mais informações, acesse saude.gov.br/combateaedes. 

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Saúde
13/11/2019 13:22h

Atualmente, mais de 45 mil pessoas esperam por um transplante no Brasil, segundo o Ministério da Saúde.

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A doação de órgãos leva esperança a quem está na lista de espera por um transplante. Para muitos deles, receber um novo órgão é renascer. Essa foi a experiência vivida pela Cícera dos Santos, de 46 anos. Após cinco anos de saúde debilitada e sessões semanais de hemodiálise, a moradora de Aracaju teve um rim transplantado. O doador foi o próprio irmão. Hoje, os dois levam o que a Cícera chama de ‘uma vida normal’. Para que mais histórias como a dela se repitam, a manicure pede aos optantes pela doação que se orientem e tornem pública tal vontade.

“Procurem mais informação sobre a doação. [Saibam que] Os órgãos doados vão ‘bater’ em outras pessoas... Vai bater o coração. Doar órgãos é deixar outras pessoas vivas”, declara.

Entre os órgãos que podem ser doados, estão coração, pulmão, rim, fígado e pâncreas. Há também a possibilidade de doar tecidos, como as córneas, tecidos musculoesqueléticos, valvas e pele. Atualmente, mais de 45 mil pessoas esperam por um transplante no Brasil, segundo o Ministério da Saúde. 

O país tem o desafio de diminuir a taxa de recusas familiares à doação de órgão. Quarenta por cento dos familiares não autorizam doar órgão de parentes com morte cerebral. Em Sergipe, esse índice chega a 78%, segundo a Central de Transplantes do estado.

Diante desse contexto, o coordenador da central, Benito Oliveira, reforça a necessidade da conversa entre os possíveis doadores e famílias.“Qualquer pessoa pode precisar de um transplante. Posso doar hoje e alguém da minha família, alguém que eu amo, pode receber de alguém que doou. A doação não é só um ato de amor, mas de cidadania, porque restabelece a qualidade de vida de uma pessoa que está sofrendo muito”, afirma.

A maior demanda dos pacientes do estado é para o transplante de rim, segundo o gestor. Atualmente, são 1,3 mil sergipanos em diálise. Deste número, entre 600 e 650 devem necessitar de um transplante, estima Oliveira. Há, também, grande demanda por transplante de fígado. Como o estado não realiza o procedimento para esses dois órgãos, os receptores são encaminhados para outras Unidades da Federação. 

Sergipe possui equipe e estabelecimento habilitado para realizar apenas o transplante de córnea. Em 2018, fizeram 210 procedimentos do tipo. Neste ano, até o momento, 175 sergipanos receberam o tecido.

Na tentativa de levar mais conhecimento sobre a doação de órgãos, a central sergipana desenvolve projetos de conscientização e formação. Um deles é o ‘Educar para doar’, realizado nas escolas, com adolescentes. Outro projeto é o “Dando que se recebe”, feito em postos de saúde e hospitais, para preparar os profissionais de saúde para o conhecimento sobre o processo e acolhimento familiar. Além disso, o estado conta com uma Organização de Procura de Órgãos (OPO), que desenvolve cursos de capacitação para profissionais e entrevista familiar para reduzir o número de recusa familiar.

No estado, a unidade de referência é o Hospital de Urgência de Sergipe, que atende alta complexidade e cirurgias neurológicas. O Hospital Universitário de Aracaju está sendo capacitado para realizar o transplante renal. A expectativa é que procedimentos do tipo sejam realizados em 2020.

Em números absolutos, o Brasil é o segundo maior transplantador do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. Os pacientes recebem assistência integral, incluindo os exames preparatórios, a cirurgia, o acompanhamento e os medicamentos pós-transplante, financiados pela rede pública de saúde. 

A vida continua. Doe órgãos. Converse com sua família. Para mais informações, acesse: saude.gov.br/doacaodeorgaos.
 

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Política
08/10/2019 18:00h

Em 2017, déficit previdenciários dos estados, somados, foi de R$ 1,9 bilhão. Proposta deve ser votada em segundo turno no Senado em 22 de outubro

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Às vésperas de ser votada em segundo turno no Plenário do Senado Federal, a reforma da Previdência (PEC 6/2019) é defendida pelo senador Rodrigo Cunha (PSDB-AL). O parlamentar acredita que o sistema previdenciário atual é insustentável, levando em conta o “alto custo” que o país tem para manter as aposentadorias.

“Acredito que o Senado colaborou muito no aperfeiçoamento do texto que chegou da Câmara, que também foi aperfeiçoado daquele que foi encaminhado pelo governo. Na tramitação, acredito que teremos celeridade, uma vez que temos um cronograma que foi obedecido”, ressaltou o parlamentar.

Estudo elaborado em junho pela Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado mostra a necessidade de alteração do modelo da Previdência nos estados do Nordeste. Em 2017, o déficit previdenciário de Alagoas, por exemplo, foi de R$ 1,04 bilhão, o que corresponde a 14,2% da Receita Corrente Líquida (RCL).
Sergipe, por sua vez, apresentou déficit previdenciário de R$ 496 milhões, número correspondente a 7,2% da RCL. As aposentadorias precoces e os benefícios adicionais pagos a aposentados com valor próximo ao de servidores ativos são os principais fatores que causam rombo nas contas públicas, segundo o levantamento.

Na contramão do que defendiam os governadores e mesmo com a maioria das unidades da Federação em situação fiscal delicada, a Câmara dos Deputados decidiu deixar estados e municípios de fora do texto aprovado no Plenário da Casa. Com isso, cada ente teria que aprovar regras próprias para promover mudanças em seus sistemas previdenciários. Como solução, o Senado criou a chamada PEC paralela, texto alternativo elaborado para, por exemplo, reinserir estados e municípios na reforma da Previdência, sem que o texto principal voltasse à Câmara.

Se for aprovada pelos senadores, a PEC paralela precisa passar por análise na Câmara. Para a senadora Maria do Carmo Alves (DEM-SE), a proposta é necessária para ajudar os estados e municípios a reequilibrarem as contas e terem mais dinheiro para investir em áreas estratégicas, como saúde, educação e segurança.

“A previdência está quebrada e essa reforma é extremamente importante. É preciso aprovar a PEC paralela porque muitos estados não têm condições de fazer uma reforma da Previdência. Incluir estados e municípios é o melhor para todos”, ressalta a parlamentar.

Calendário

Inicialmente prevista para esta quinta-feira (10), a votação da reforma da Previdência em segundo turno no Senado pode ocorrer apenas em 22 de outubro. A demora deve-se, entre outros motivos, à viagem de senadores ao Vaticano.

Para tentar cumprir o calendário de tramitação da PEC 6/2019, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), defende acordo entre todos os líderes partidários para que o texto seja promulgado pelo Congresso Nacional ainda esta semana.

Na madrugada da última terça-feira (1º), o Plenário do Senado aprovou o texto, em primeiro turno, por 56 votos a 19. Na ocasião, foram apresentados dez destaques que poderiam modificar a redação principal da reforma da Previdência. O único aprovado pelos senadores é o que exclui as mudanças nas regras do abono salarial, benefício anual de um salário mínimo pago ao trabalhador de empresas, entidades privadas e órgãos públicos contribuintes do PIS ou PASEP.

Entre outros pontos, a reforma da Previdência estabelece idade mínima de aposentadoria de 65 anos para homens e de 62, para mulheres. Essa regra não inclui professores, nem membros da Polícia Federal, polícias legislativas, Polícia Civil do Distrito Federal e agentes penitenciários federais.

O texto prevê ainda tempo de contribuição mínima de 15 anos para as trabalhadoras e de 20 para os trabalhadores da iniciativa privada. Em relação ao setor público, esse período será de 25 anos para ambos os sexos. Vale lembrar que as regras para aposentadoria de trabalhadores rurais e de concessão do Benefício de Prestação Continuada (BPC), auxílio pago a idosos e pessoas com deficiência, não sofreram alteração.

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