Imagem: reprodução/Aena Brasil
Imagem: reprodução/Aena Brasil

Inclusão nos aeroportos: João Pessoa e Aracaju inauguram salas para passageiros com TEA

Programa do MPor alcança 11 unidades e garante estrutura sensorial adaptada para acolher famílias neurodivergentes


Os aeroportos de João Pessoa (PB) e Aracaju (SE) passam a oferecer salas multissensoriais voltadas ao acolhimento de passageiros com Transtorno do Espectro Autista (TEA). As novas unidades integram o Programa de Acolhimento ao Passageiro com TEA, promovido pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor). 

Com essas inaugurações, a iniciativa alcança a marca de 11 salas instaladas em aeroportos brasileiros ao longo de 2025. “O crescimento do número dessas salas mostra que estamos no caminho certo, promovendo dignidade, respeito e, acima de tudo, acolhimento. Nosso objetivo é chegar a 20 espaços como este até o fim de 2026”, afirmou o ministro de Portos e Aeroportos, Sílvio Costa Filho.

Em João Pessoa, a sala está localizada na área de embarque, próxima ao canal de inspeção, e tem capacidade para receber um passageiro e um acompanhante por vez. Já em Aracaju, a sala fica próxima ao portão 1 e pode receber até oito pessoas. Em ambas, o funcionamento é gratuito e aberto 24 horas por dia.

Salas multissensoriais

As salas multissensoriais oferecem um ambiente preparado para reduzir estímulos sensoriais, aliviar o estresse e proporcionar bem-estar. O projeto busca atender às necessidades específicas de pessoas neurodivergentes, com foco na inclusão e no conforto durante a experiência aeroportuária.

Além de João Pessoa e Aracaju, o programa já contempla unidades nos aeroportos de:

  • Congonhas (SP);
  • Florianópolis (SC);
  • Galeão e Santos Dumont (RJ);
  • Natal (RN);
  • Recife (PE);
  • Vitória (ES);
  • Campo Grande (MS); 
  • Maceió (AL).

Segundo a Aena Brasil, responsável pela administração dos terminais, os espaços contam com tecnologia IoT, inteligência artificial multilíngue, controle por dispositivos móveis, técnicas de vídeo modelagem para orientar os passageiros e mobiliário adaptável.

Cartilha

Como parte das ações voltadas à inclusão, a Pasta lançou a cartilha Inclusão Dentro e Fora do Avião, com texto de Aline Campos e ilustrações de Luana Chinalia. 

A publicação apresenta, de forma lúdica, a história de duas crianças neurodivergentes e oferece orientações sobre direitos, recursos e boas práticas para garantir uma experiência de viagem mais tranquila.

O material está disponível para download no site oficial do MPor e também pode ser encontrado nas salas multissensoriais instaladas em aeroportos de todo o país.

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LOC.: Os aeroportos de João Pessoa e Aracaju inauguraram salas multissensoriais para acolher passageiros com Transtorno do Espectro Autista, o TEA. 

A iniciativa faz parte do Programa de Acolhimento ao Passageiro com TEA, promovido pelo Ministério de Portos e Aeroportos, o MPor.

Com essas novas unidades, o programa soma ONZE salas em funcionamento em aeroportos brasileiros. De acordo com o MPor, a meta é alcançar VINTE espaços até o fim de 2026.

TEC./SONORA: Sílvio Costa Filho, ministro de Portos e Aeroportos

“A gente incorporou esse projeto e conseguimos implementá-lo nos aeroportos brasileiros como uma política pública permanente. E eu tenho um sonho. Que sonho é esse? É que, nesses próximos dois, três anos, possamos ter todos os principais aeroportos do Brasil com salas multissensoriais, para apoiar e ajudar todas as crianças, todas as pessoas autistas do nosso país.”


LOC.: Em João Pessoa, a sala fica na área de embarque e comporta UM passageiro com acompanhante por vez. 

Já em Aracaju, o espaço pode receber até OITO pessoas e está localizado próximo ao portão UM.

As salas contam com ambiente adaptado, tecnologia assistiva e recursos sensoriais, com foco no conforto e no bem-estar de famílias neurodivergentes. 

Os espaços funcionam gratuitamente e permanecem abertos 24 horas por dia. 

Além das novas unidades, o programa já está presente em Congonhas, Florianópolis, Galeão, Santos Dumont, Natal, Recife, Vitória, Campo Grande e Maceió.

Reportagem, Maria Clara Abreu