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LOC.: Seis em cada dez empresas brasileiras enfrentam dificuldades para controlar as finanças em tempo real. O problema afeta cerca de 12 milhões e 600 mil pequenas e médias empresas, de acordo com a 2ª edição do Panorama da Gestão de Despesas Corporativas, levantamento realizado pela Conta Simples em parceria com a Visa.
Segundo a pesquisa, o modelo tradicional de fechamento mensal perdeu espaço em um cenário marcado por pagamentos instantâneos. Atualmente, 86% das empresas utilizam o Pix e 71% adotam cartões corporativos.
Na avaliação do estudo, a digitalização resolveu o problema do "como pagar", mas ampliou o desafio do "como acompanhar".
A vice-presidente da Visa, Marcela Pinori, ressalta que a expansão dos meios de pagamento digitais elevou o nível de governança exigido das empresas. Segundo ela, a tecnologia deve ir além da digitalização das transações, mas deve estruturar o fluxo financeiro e conectar os pagamentos a regras claras de acompanhamento e controle, para fornecer informações que apoiem decisões estratégicas e sustentem o crescimento dos negócios.
O CEO e cofundador da Conta Simples, Rodrigo Tognini, ressalta que o impacto da falta de controle vai além da rotina operacional e a empresa passa a reagir em vez de decidir. Segundo ele, a visibilidade oferece tempo e gestão, fatores que potencializam o crescimento do negócio com estabilidade.
O levantamento também aponta que, embora o uso de cartões corporativos tenha crescido, 58% das empresas concentram as operações em apenas um ou dois cartões. Além disso, 51% não estabelecem limites de gastos por área ou finalidade, o que reduz a previsibilidade e enfraquece a governança financeira.
Segundo Tognini, a fragmentação das despesas entre diferentes bancos e meios de pagamento dificulta a consolidação das informações e mantém processos excessivamente dependentes de planilhas.
Para Marcela Pinori, os cartões virtuais surgem como alternativa para aprimorar o controle financeiro. Emitidos instantaneamente para diferentes áreas, equipes ou projetos, eles permitem acompanhar os gastos com maior precisão e transparência.
Reportagem, Paloma Custódio