Ciência & Tecnologia - Mundial de robótica·29 de abril de 2026

Estudantes brasileiros disputam o maior torneio de robótica do mundo, nos EUA

Liderada pelo SESI, delegação reúne 17 equipes de escolas públicas e privadas de dez estados no FIRST Championship, em Houston

Por Paloma Custódio
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Foto: Leudo Lima/CNI

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Estudantes brasileiros de 9 a 18 anos vão representar o Brasil no FIRST Championship, a principal competição mundial de robótica, que acontece entre 29 de abril e 2 de maio, em Houston, nos Estados Unidos. A delegação brasileira é liderada pelo Serviço Social da Indústria (SESI), operador oficial dos torneios da FIRST no país. 

Ao todo, 17 equipes representarão escolas do SESI, além de instituições públicas e privadas, dos seguintes estados:

  • São Paulo: 4 equipes
  • Rio Grande do Sul: 2 equipes
  • Distrito Federal: 2 equipes 
  • Goiás: 2 equipes 
  • Mato Grosso: 2 equipes
  • Minas Gerais: 1 equipe 
  • Pernambuco: 1 equipe 
  • Sergipe: 1 equipe 
  • Espírito Santo: 1 equipe 
  • Santa Catarina: 1 equipe 

O coordenador da categoria FIRST® LEGO® League Challenge pelo SESI, Marcos de Sousa, afirma que, no passado, apenas estudantes de poucas regiões, predominantemente, conseguiam avançar até a etapa mundial. Segundo ele, a nova metodologia aplicada pelo SESI no treinamento e no regramento das equipes tornou o programa mais homogêneo em todo o país.

“Com a maturidade da operação no programa, chegando a lugares que antes eram um pouco difíceis, o SESI faz, de fato, um trabalho de forma hegemônica, que chega nas pontas onde precisa chegar. E com isso, temos esses resultados dos estudantes brilhando Brasil afora”, explica.

Sousa também destaca que a conquista dos títulos nacionais e a participação no torneio mundial impactam diretamente na trajetória de todos os envolvidos no projeto.

“Não estamos falando só do estudante, que de fato é o mais impactado, mas também dos professores, de toda a comunidade escolar e da família também. Todos são impactados de uma forma positiva, porque aquele jovem descobre o que há lá fora, analisa, conhece pessoas, entende estratégias de outras equipes, se desafia a falar, interpretar e raciocinar em outro idioma”, ressalta.

A maior parte da delegação brasileira (9 equipes) compete na categoria mais avançada do torneio, com robôs industriais de até 1,5 metro de altura, além do desenvolvimento de projetos sociais que promovem o acesso à robótica em comunidades brasileiras. 

Outros times participam em categorias com diferentes níveis tecnológicos: três equipes competem com robôs de LEGO e cinco disputam a categoria intermediária, com robôs de porte médio. 

Confira as modalidades

FIRST® LEGO® League Challenge (FLLC)

  • Na modalidade iniciante, alunos de 9 a 15 anos formam equipes com 2 a 10 integrantes para construir robôs com peças de LEGO. Os estudantes devem cumprir uma série de desafios e somar o máximo de pontos em partidas de 2 minutos e 30 segundos. Além disso, cada equipe desenvolve um projeto de inovação, que propõe soluções para problemas reais dentro de um tema específico — neste ano, relacionado à Arte. 

FIRST® Tech Challenge (FTC)

  • Voltada para estudantes do ensino médio, a categoria envolve a construção de robôs maiores, de até 19 kg, utilizando kits reutilizáveis, tecnologia Android e diferentes níveis de programação baseados em CAD, Java e Blocks. As equipes também produzem um portfólio de engenharia, detalhando o funcionamento dos robôs, que precisam executar tarefas como movimentação e transporte de objetos em uma arena. 

FIRST® Robotics Competition (FRC)

  • Considerada a categoria mais avançada, reúne estudantes do ensino médio que constroem e programam robôs industriais de até 56 kg e 1,5 metro de altura. A competição é amplamente consolidada no exterior e conta com o patrocínio de grandes empresas — como General Motors, Apple, Xerox, Google, GE Energy, Toyota — que utilizam o torneio como forma de identificar novos talentos na área tecnológica. 

Desde que o SESI passou a organizar as competições da FIRST no Brasil, em 2012, mais de 45 mil estudantes participaram dos torneios. Apenas na modalidade iniciante (FLLC), as equipes brasileiras já conquistaram mais de 110 prêmios internacionais. 

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SOBRE

Paloma Custódio

Paloma Custódio é jornalista, radialista e graduada em Relações Internacionais. Atuou como produtora e repórter na Rede Boa Vontade de Comunicação (LBV), integrou a equipe de comunicação da ONU Brasil, foi roteirista do Grupo Bandeirantes e repórter do Agro Estadão.

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