Empréstimos

Economia
07/12/2021 03:00h

Enquanto os maiores bancos do país já fecharam cerca de duas mil unidades desde o início da pandemia, as cooperativas financeiras pretendem expandir o atendimento presencial. Para moradores de quase 600 municípios do país, elas serão única forma de inclusão bancária

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Na contramão dos maiores bancos do país — que já fecharam 2.080 agências desde o início da pandemia —, as cooperativas de crédito pretendem expandir o atendimento à população. Pesquisa do Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito (FGCoop) aponta que o segmento deve abrir 1,3 mil novas agências de assistência aos brasileiros até o final de 2022, o que deve consolidar as cooperativas como a maior rede de atendimento do Sistema Financeiro Nacional (SFN). 

A projeção é de que a rede de cooperativas de crédito chegue a 8.800 pontos de atendimento em todo o Brasil. Em 600 municípios, o segmento será a única forma de inclusão e acesso dos moradores aos serviços bancários. Segundo João Carlos Spenthof, presidente do FGCoop, a expansão das cooperativas é importante para a retomada da economia no período de pós-pandemia da Covid-19. 

"Há grandes oportunidades detectadas. Existe um plano de expansão de todas as cooperativas. Queremos mostrar à sociedade o quanto as cooperativas pretendem contribuir para o desenvolvimento econômico e social, e estar presentes em todas as regiões do Brasil”, destaca. 

Emprego

Cada unidade aberta gera, em média, dez empregos diretos, entre atendentes, caixas e gerentes. Isso significa que a inauguração de 1,3 mil agências deve gerar cerca de 13 mil postos de trabalho. Atualmente, as cooperativas de crédito são responsáveis por 71,7 mil empregos diretos. No entanto, Spenthof ressalta que o impacto gerado pela expansão do cooperativismo de crédito será ainda maior. 

“O mais importante não são nem os empregos diretos gerados pelas cooperativas de crédito. São os empregos que elas geram frutos dos empréstimos ou financiamentos que concedem aos seus associados e à comunidade. Com esses empréstimos se gera produção, produção gera riqueza, e a riqueza gera empregos. Todas essas ações levam a um desenvolvimento maior das regiões onde as cooperativas estão presentes”, afirma. 

Levantamento da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) mostra que a cada R$ 35,8 mil emprestados por essas instituições, uma vaga de emprego é criada. Além disso, cada R$ 1 de crédito concedido gera R$ 2,45 na economia. 

Acesso ao crédito puxa melhora financeira das pequenas indústrias brasileiras no terceiro trimestre

Brasil pode perder R$ 8,2 bi do PIB em 2021, devido à alta do preço da energia elétrica

Expansão

De acordo com o Banco Central, 2.427 cidades brasileiras não tinham agência bancária em agosto deste ano, o que representa 43,4% dos municípios. Desde o início da pandemia da Covid-19, o número de municípios desassistidos pelos bancos cresceu. Diante deste cenário, as cooperativas de crédito ganham destaque, pois permitem que a população dessas cidades tenha acesso aos seus produtos e serviços financeiros, como conta corrente, poupança, cartão de crédito e financiamentos. 

A presença dessas instituições se faz ainda mais importante nas regiões mais pobres do país, como o Norte e o Nordeste. De acordo com o FGCoop, essas regiões vão presenciar a expansão das cooperativas em 2022. No Norte, o estudo aponta uma intenção de abertura de 349 unidades. No Nordeste, esse número deve chegar a 240 pontos de atendimento. 

O Sicoob Pernambuco é um dos sistemas cooperativos que pretende aumentar a rede de atendimento. Segundo Aline Robéria, gerente da regional do Sertão, a projeção é que 12 novas unidades sejam abertas nos municípios que estão sob sua área de atuação. 

O município de Prata, no Cariri Ocidental da Paraíba, é uma das cidades atendidas pelo Sicoob Pernambuco. É por meio da cooperativa que os moradores locais têm acesso aos serviços financeiros, já que não há agências bancárias na cidade, explica Aline. “A gente tem um fator que eu considero muito relevante: a nossa forma de atuação. Por sermos a única instituição financeira, por ser uma cidade pequena e por ter o que a gente tanto preza, que é a questão do relacionamento, eu diria que a população tem uma certa afeição pela cooperativa”, avalia. 

Embora Prata tenha menos de 4,3 mil habitantes, de acordo com estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a assistência à população é ampla, garante a gerente. O público-alvo do serviço inclui os funcionários públicos, os comerciantes e, também, os pequenos produtores rurais do município. A presença da cooperativa, diz Aline, movimenta a economia local. “A gente aplica, hoje, na cidade de Prata, quase R$ 3,5 milhões em operações de crédito”, diz. 

Dados da própria instituição apontam que são 1.115 associados, o que significa 26% da população da cidade. Quando se leva em conta a população economicamente ativa, o percentual chega a 63%. Para ter acesso a essa carteira de serviços e produtos, é necessário ser sócio da cooperativa, o que é possível com apenas R$ 1. 

José Damião é um dos associados da cooperativa. Com a crise econômica, o pequeno produtor rural precisou recorrer a uma linha de crédito junto à instituição. “Foi essencial, o melhor pra mim. Se não fosse esse financiamento, eu não teria escapado, estava morto. A crise é pesada. Foi uma mão na roda”, conta. 

Com o financiamento, José Damião compra bois e, depois do tempo de engorda, vende o gado para abate. É daí que ele tira o dinheiro para manter os três filhos e pagar as parcelas do empréstimo. “Não sei nem como agradecer. Uso para sustento próprio e da minha família. Compro o gado e do lucro vou sobrevivendo. Eu pago e ainda sobra uma coisinha”, diz. 

Digitalização

O maior número de unidades nos municípios é um alento para parte da população que ainda prefere o atendimento presencial ou que, pela baixa instrução educacional, tenha dificuldade para lidar com as soluções digitais, diz Aline. “Quando a gente chega em uma cidade que fica no interior, existe toda uma questão cultural. A gente não tem como direcionar um aposentado para que ele seja atendido através de um aplicativo. Então, a gente tem um público específico para ser atendido neste município. É toda uma questão cultural, que demanda a questão do relacionamento”, acredita. 

O olhar especial para o atendimento olho no olho, porém, não deixará a oferta tecnológica dos produtos e serviços em segundo plano, garante Spenthof. O segredo é equilíbrio. “Apostamos em um crescimento “fisital” (físico + digital) da estrutura de atendimento ao cooperado. Uma estratégia benéfica tanto para as pessoas que buscam a comodidade de resolver seus problemas financeiros em qualquer hora e lugar, com total autonomia, quanto quem gosta de contar com uma opinião especializada na hora de tomar decisões que envolvam dinheiro”, conclui. 

Sobre o FGCOOP

O FGCoop é uma associação civil sem fins lucrativos, com personalidade jurídica própria, de direito privado, de abrangência nacional, tendo como associadas todas as cooperativas singulares de crédito captadoras de depósitos e os dois bancos cooperativos: Bancoob e Banco Sicredi.

O fundo garantidor foi criado para proteger os depositantes e investidores das cooperativas associadas, com as mesmas garantias de depósitos dadas aos clientes de bancos comerciais (até R$ 250 mil por CNPJ ou CPF). Desta maneira, o FGCoop  contribui com a manutenção da estabilidade do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC), ampliando a credibilidade do sistema.

Sobre o Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC) 

O SNCC é composto por dois  bancos cooperativos, quatro confederações, 34 centrais, 663 cooperativas singulares de crédito captadoras de depósitos e 170 cooperativas singulares de capital e empréstimo. Também fazem parte do setor outras empresas controladas por cooperativas que atuam majoritariamente na prestação de serviços para o cooperativismo financeiro, como a Confederação Nacional de Auditoria Cooperativa (CNAC) e a Confederação Brasileira das Cooperativas de Crédito (Confebras). 

Em junho de 2021, o SNCC contava com 7,5 mil unidades de atendimento em funcionamento (sedes + postos de atendimento), que hoje representam a maior rede de atendimento financeiro do Brasil.

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Economia
07/12/2021 02:00h

No município de Prata, Cariri paraibano, a presença de uma cooperativa de crédito ajuda a movimentar a economia local

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O município de Prata, no Cariri Ocidental da Paraíba, é uma das cidades atendidas pelo Sicoob Pernambuco. É por meio da cooperativa que os moradores locais têm acesso aos serviços financeiros, já que não há agências bancárias na cidade. O município tem pouco mais de 4 mil habitantes, de acordo com estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Segundo Aline Roberia, gerente da regional do Sertão, a cooperativa tem um papel fundamental no dia a dia da população de Prata. “A gente tem um fator que eu considero muito relevante: a nossa forma de atuação. Por sermos a única instituição financeira, por ser uma cidade pequena e por ter o que a gente tanto preza, que é a questão do relacionamento, eu diria que a população tem uma certa afeição pela cooperativa”, avalia. 

Na contramão dos maiores bancos do país — que já fecharam 2.080 agências desde o início da pandemia —, as cooperativas de crédito pretendem expandir o atendimento à população. Das 1,3 mil agências que o segmento deve abrir em 2022, cerca de 45% serão nas regiões mais pobres do país. Segundo levantamento do Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito (FGCoop), há intenção de abertura de 349 unidades no Norte e 240 pontos no Nordeste. 

A projeção é de que a rede de cooperativas de crédito chegue a 8.800 pontos de atendimento em todo o Brasil. Em 600 municípios, o segmento será a única forma de inclusão e acesso dos moradores aos serviços bancários. O Sicoob Pernambuco é um dos sistemas cooperativos que pretende aumentar a rede de atendimento. Segundo Aline, a projeção é que 12 novas unidades sejam abertas nos municípios que estão sob sua área de atuação. 

Embora Prata seja uma cidade de pequeno porte, a assistência à população é ampla, garante Aline. O público-alvo do serviço inclui os funcionários públicos, os comerciantes e, também, os pequenos produtores rurais do município. A presença da cooperativa, diz a gerente, movimenta a economia local. “A gente aplica, hoje, na cidade de Prata quase R$ 3,5 milhões em operações de crédito”, diz. 

Dados da própria instituição apontam que são 1.115 associados, o que significa 26% da população da cidade. Quando se leva em conta a população economicamente ativa, o percentual chega a 63%. Para ter acesso a essa carteira de serviços e produtos, é necessário ser sócio da cooperativa, o que é possível com apenas R$ 1. 

José Damião é um dos associados da cooperativa. Com a crise econômica, o pequeno produtor rural precisou recorrer a uma linha de crédito junto à instituição. “Foi essencial, o melhor pra mim. Se não fosse esse financiamento, eu não teria escapado, estava morto. A crise é pesada. Foi uma mão na roda”, conta. 

Com o financiamento, José Damião compra bois e, depois do tempo de engorda, vende o gado para abate. É daí que ele tira o dinheiro para manter os três filhos e pagar as parcelas do empréstimo. “Não sei nem como agradecer. Uso para sustento próprio e da minha família. Compro o gado e do lucro vou sobrevivendo. Eu pago e ainda sobra uma coisinha”, diz. 

Acesso ao crédito puxa melhora financeira das pequenas indústrias brasileiras no terceiro trimestre

Brasil pode perder R$ 8,2 bi do PIB em 2021, devido à alta do preço da energia elétrica

Emprego

Cada unidade aberta gera, em média, dez empregos diretos, entre atendentes, caixas e gerentes. Isso significa que a inauguração de 1,3 mil agências deve gerar cerca de 13 mil postos de trabalho. Atualmente, as cooperativas de crédito são responsáveis por 71,7 mil empregos diretos. No entanto, Spenthof ressalta que o impacto gerado pela expansão do cooperativismo de crédito será ainda maior. 

“O mais importante não são nem os empregos diretos gerados pelas cooperativas de crédito. São os empregos que elas geram frutos dos empréstimos ou financiamentos que elas concedem aos seus associados e à comunidade. Com esses empréstimos se gera produção, produção gera riqueza, e a riqueza gera empregos. Todas essas ações levam a um desenvolvimento maior das regiões onde as cooperativas estão presentes”, afirma João Carlos Spenthof, presidente do FGCoop. 

Levantamento da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) mostra que a cada R$ 35,8 mil emprestados por essas instituições, uma vaga de emprego é criada. Além disso, cada R$ 1 de crédito concedido gera R$ 2,45 na economia. 

Expansão

De acordo com o Banco Central, 2.427 cidades brasileiras não tinham agência bancária em agosto deste ano, o que representa 43,4% dos municípios. Desde o início da pandemia da Covid-19, o número de municípios desassistidos pelos bancos cresceu. Diante deste cenário, as cooperativas de crédito ganham destaque, pois permitem que a população dessas cidades tenha acesso aos seus produtos e serviços financeiros, como conta corrente, poupança, cartão de crédito, e financiamentos. 

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Economia
09/11/2021 19:30h

Em audiência pública realizada na última sexta-feira (5), a procuradoria da ANM recebeu críticas pelo posicionamento sobre o tema

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Em audiência pública realizada na última sexta-feira (5), agentes ligados ao setor mineral criticaram a minuta (última versão) da Agência Nacional de Mineração (ANM) para a proposta de regulamentação das garantias para financiamento do segmento. O tema faz parte do Plano Lavra, que reúne uma série de medidas da ANM para estimular a mineração em meio à pandemia da Covid-19. 

O objetivo do projeto em discussão é estabelecer quais os direitos minerários que as empresas do setor podem dar como garantia para conseguirem financiamento junto às instituições financeiras. Segundo a legislação, a União é a dona dos recursos minerais, como o ouro e o minério de ferro, por exemplo. No entanto, a administração pública concede os direitos minerários às empresas interessadas e que cumpram as exigências da lei. 

Esses direitos incluem o alvará de autorização de pesquisa, a concessão de lavra, o licenciamento e a permissão de lavra garimpeira. A legislação atual afirma que a concessão de lavra pode ser oferecida como garantia financeira. Porém, o Decreto 9406/2018 diz que cabe à ANM estabelecer se os outros direitos (autorização de pesquisa, por exemplo) também podem ser usados como penhor para que uma empresa mineral consiga um empréstimo junto à uma instituição financeira. 

É justamente isso que o órgão tenta normatizar por meio do projeto chamado "Garantia para fins de financiamento”, debatido na audiência pública. Responsável pela versão discutida no evento, a Procuradoria Federal Especializada (PFE) da ANM afirma que há limitações jurídicas para que mais direitos minerários sejam usados como garantia para obtenção de financiamento. 

O principal obstáculo, segundo a PFE/ANM, é o parecer JT-05, da Advocacia-Geral da União (AGU), de 2009. O documento afirma que o Código de Mineração não prevê a possibilidade de oneração do alvará de pesquisa e que, se o legislador quisesse que o interessado onerasse o título, teria deixado claro, como ocorre com a concessão de lavra. 

O gerente de Política Regulatória da ANM, Yuri Faria Pontual de Moraes, destacou que o parecer não é apenas um indicativo, mas tem força vinculante, o que significa que todos os órgãos da administração pública federal devem segui-lo.  

“Desde fevereiro deste ano até meados de setembro foram feitas várias reuniões. Apesar das manifestações favoráveis à ampliação dos direitos minerários, do Conjur, do Ministério de Minas e Energia, e da PGFN, do Ministério da Economia, a Consultoria-Geral da União manteve o entendimento inalterado do parecer JT-05. Essa restrição jurídica foge da alçada da ANM. É um parecer de força vinculante e cabe a nós segui-lo.” 

Na prática, a procuradoria da ANM entende que, diante do parecer da AGU, cabe ao Congresso Nacional analisar se os demais direitos minerários podem ser usados como garantia para financiamentos pelas empresas do setor. 

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Reação

O posicionamento da PGE/ANM gerou uma enxurrada de críticas dos representantes do setor. Pedro Garcia, especialista em direito contratual e coordenador da área de mineração do Veirano Advogados, disse que recebeu com “tristeza” a última versão da proposta. Segundo ele, o artigo 44 do Decreto 9.406, que determina que a ANM deve regular as hipóteses de oneração dos direitos minerários, continua sem definição. 

O advogado destacou que o parecer JT-05 parte de uma ideia equivocada para impedir a ampliação dos direitos minerários como garantia financeira: a de que as autorizações de pesquisa não têm como ser medidas economicamente.  “Ninguém há de discordar nesta audiência que as autorizações de pesquisa são, sim, apreciáveis economicamente. Muito pelo contrário, são autorizações de pesquisas que, em geral, fazem parte do principal rol de ativos de uma empresa de pesquisa mineral”, defendeu. 

Ainda segundo o especialista, a legislação assegura que esses direitos podem ser cedidos e transferidos. “Podem ser objetos de penhor direitos, suscetíveis de cessão. A autorização de pesquisa é um dos direitos suscetíveis de cessão e o artigo 1420 do Código Civil deixa expresso que quem pode alienar, transferir e ceder pode, também, oferecer em garantia”, afirmou. “Podemos estar perdendo uma grande oportunidade de fomentar o setor mineral, que precisa muito desse tipo de liberdade e os financiadores precisam ter a confiança de que a agência fomenta esse tipo de operação”, completou. 

Luís Maurício Azevedo, presidente da Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa Mineral (ABPM) e representante da Confederação Nacional da Indústria (CNI) também discorda da ANM. Em sua fala, ele disse que a ABPM e a CNI defendem, há mais de cinco anos, que todos os direitos minerários, não só os de lavra, possam ser usados como garantias. 

“Apesar de aguardarmos há quase um ano a resolução prevista no artigo 44 [Decreto 9406/2018], infelizmente estamos todos frustrados. Essa não veio. Fomos surpreendidos com a negativa por parte da Procuradoria da ANM e da AGU. Só nos resta lamentar que tenha prevalecido o formalismo sobre a evolução e a eficiência”, pontuou. 

Segundo Luís, a nova Lei de Liberdade Econômica estabelece que o agente regulador não pode interferir no contrato entre os entes privados. “Se o agente financeiro se predispõe a assinar um financiamento e averbar o contrato ao direito minerário, em qualquer das suas fases a garantia estará assegurada.”

Débitos

Outros participantes que estiveram na audiência defenderam que, além de servirem como garantia para financiamentos, os direitos minerários poderiam ser usados para regularização de débitos. 

Foi o que argumentou Alberto Bruno Leopoldo, representante da Samarco. “A sugestão é que talvez a regulamentação, seja por meio dessa ou outra por parte da ANM, de utilização dos direitos minerários [sirva] não só como garantias para fins de financiamento, mas como forma de garantir também, nas situações de débitos, porque isso é uma forma de alavancar a atividade econômica da empresa”, disse. 

Os interessados podem se manifestar a respeito da minuta da resolução até a próxima sexta-feira (12) por meio do site Participa ANM. 

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Mutirão da Negociação de Dívidas e Orientação Financeira tem, ainda, foco na educação sobre finanças. Portal com dicas será lançado nesta quarta-feira (3)

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Pessoas físicas com dívidas em atraso com instituições financeiras têm agora no mês de novembro uma oportunidade de cuidar da saúde do bolso. O Banco Central, a Febraban, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e o Senado Federal iniciaram hoje (1º) o Mutirão da Negociação de Dívidas e Orientação Financeira. A iniciativa, que vai até o dia 30, também tem foco na educação, de modo a mostrar ao brasileiro as melhores formas de fugir do endividamento.

A particularidade desta campanha é que o pretendente à renegociação é orientado em cada um dos passos, tudo por meio de um único site do Mutirão. Antes de enviar a proposta de negociação à plataforma consumidor.gov.br, o devedor terá acesso a todas as informações necessárias, como o quanto é vantajoso renegociar e quanto do orçamento será comprometido na ação. O site também dá acesso ao Registrato, ferramenta do Banco Central pela qual é possível acessar todas as dívidas em seu nome junto às instituições financeiras.

Vale lembrar que a renegociação é direcionada a pessoas físicas com dívidas em atraso cujas modalidades não contemplem bens dados em garantia do empréstimo (tais como financiamento de carro ou imobiliário), ou seja, dívidas de pessoas naturais, em atraso, com bancos ou financeiras e sem garantia. São dívidas como, por exemplo, cartão de crédito, cheque especial e empréstimo pessoal.

Passo a passo

Para iniciar a negociação de uma dívida, o devedor deve realizar o registro na plataforma consumidor.gov.br. Lá ele escolhe a instituição com a qual deseja negociar a dívida, relata o problema e fornece o máximo de informações que puder. O banco tem prazo de até 10 dias para analisar a solicitação e apresentar uma proposta.

Amaury Oliva, diretor de Cidadania Financeira da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), explica que os devedores podem se reorganizar financeiramente de diversas formas junto às instituições financeiras. “O consumidor tem várias vantagens para participar do Mutirão de Negociação e Orientação Financeira. Ele pode renegociar suas dívidas em atraso, pode buscar uma nova pactuação, parcelamento da dívida e até juros menores.”

O diretor da Febraban também ressalta a importância da preparação prévia oferecida pela plataforma do Mutirão. “O consumidor que tiver interesse em negociar suas dívidas em atraso pode acessar a página eletrônica mutirão.febraban.org.br e ter acesso a conteúdo exclusivo de orientação financeira, dicas de como trocar uma dívida mais cara por uma mais barata, como fazer o seu orçamento doméstico e como calcular aquelas despesas e o saldo que pode ser renegociado para dívidas”, enumera. 

“Depois disso, nessa página, o consumidor é redirecionado para plataforma do Ministério da Justiça, da Senacon, onde mais de 160 instituições financeiras estão prontas para receber os pedidos dos consumidores.”

Educação financeira

A iniciativa, além de renegociar as dívidas, também contribui para a saúde financeira do consumidor, já que oferece uma série de informações, dicas e conteúdos para que o consumidor possa ter mais equilíbrio e um uso mais saudável do crédito. Por isso, será lançada, nesta quarta-feira (3), a plataforma de educação financeira Meu Bolso em Dia. Além de Amaury Oliva, estarão presentes no lançamento o presidente da Febraban, Isaac Sidney, o diretor de Relacionamento, Cidadania e Supervisão de Conduta do Banco Central, Maurício Moura, e o chefe do Departamento de Promoção da Cidadania Financeira do Banco Central, Luís Gustavo Mansur Siqueira.

A ferramenta é gratuita e permite ao usuário diagnosticar sua saúde financeira, por meio de trilhas de aprendizagem personalizadas, para que ele possa adotar estratégias para melhorar sua saúde financeira.

Desenvolvida em cooperação técnica com o BC e apoio dos bancos, membros do Sistema Financeiro Nacional e acadêmicos, a nova plataforma utiliza inteligência artificial para levar conteúdo em linguagem simples e didática ao usuário.

O economista César Bergo, presidente do Conselho Regional de Economia do Distrito Federal, explica que a educação financeira é uma das prioridades do Banco Central e mesmo ela sendo importante, nunca foi tão necessária. “O Banco Central vem conduzindo essa matéria há bastante tempo. Inclusive tem um grupo permanente de educação financeira junto com várias instituições. E agora, obviamente, tem esse aspecto da taxa de juros, que vem subindo, e isso pode, de alguma forma, criar problemas para as famílias”, aponta.

Segundo Bergo, tudo diz respeito ao planejamento, algo que o consumidor só aprende a fazer quando se atenta a campanhas como esta. “Essa educação financeira ensina a pessoa a planejar, economizar, entender a diferença entre investimento e poupança. E a partir daí, ela vai fazer um uma regra de colocar um percentual para emergência, que é algo que ninguém faz e depois acaba recorrendo a cartão de crédito e cheque especial, uma bola de neve de juros que pega a pessoa e ela não consegue sair.”

O economista enfatiza que o planejamento, para aqueles que estão aprendendo agora, já pode começar neste final de ano. “A educação financeira é importante e fundamental para que a pessoa aprenda a gastar menos do que recebe e aproveitar certas situações para melhorar a ‘saúde do bolso’. É preciso ficar de olho no orçamento. Agora, por exemplo, tem o 13º salário no final do ano, uma oportunidade para essas pessoas arrumarem a casa”, ensina.

Mesmo com a possibilidade de quitar as dívidas por meio do Mutirão, Bergo explica que nem toda renegociação é vantajosa e o consumidor deve ficar atento ao que lhe é oferecido. “A taxa Selic hoje está acima de 7,5% e a tendência é que chegue a 9,5% em dezembro. Ou seja, quem fez empréstimo há dois anos, quando a taxa estava em 2%, precisa ter cuidado com a situação atual”, alerta o economista, que ressalta: “Mais uma questão que é foco dessa campanha, a orientação. Ela é fundamental porque vai ensinar as pessoas a analisarem melhor o pacote dessas propostas, os benefícios, se os juros oferecidos agora são mesmo menores.”

Dicas para cuidar do bolso

A plataforma Meu Bolso em Dia tem o passo a passo para a educação financeira , principalmente por suas ferramentas de personalização. Mas o economista César Bergo destaca uma entre todas as dicas: saber com o que gastar.

“O principal é não fazer compra por impulso. Existe o endividamento bom e ruim. O bom é aquele em que você adquire um bem que se paga com o decorrer do tempo e o ruim é aquele gasto desnecessário, como uma viagem, que a pessoa financia e depois passa muito tempo se lamentando pela dívida”, explica.

Segundo o economista, a educação promovida pela plataforma também é crucial para que as pessoas entendam a importância de ter o “nome limpo” na praça. Sem isso, muitas vezes é impossível alugar um imóvel, financiar novos bens e ter menor restrição nas parcelas de qualquer compra. “Sem falar na saúde emocional e no bem-estar do consumidor”, finaliza.

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28/09/2021 18:20h

Após baixar o aplicativo Caixa Tem, a contratação é feita pelo celular e leva 10 dias para aprovação

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A Caixa Econômica Federal lançou nesta segunda-feira (27) o programa de empréstimos de R$ 300 até R$ 1000 reais que podem ser solicitados de maneira rápida e fácil pelo aplicativo Caixa Tem. 

A contratação é feita pelo celular, por qualquer sistema operacional, e leva 10 dias para aprovação. Para conseguir o empréstimo precisa ser cliente, possuir conta Poupança Social Digital CAIXA e, nessa primeira fase, nascer em janeiro ou fevereiro.  

O presidente da Caixa, Pedro Guimarães, enfatizou que o programa é destinado para pessoas que possuem renda mas não têm como provar e, em alguns casos, optam por buscar empréstimos fora do sistema financeiro, com juros exorbitantes. “Este crédito de 300 a 1000 reais, com 24 meses para pagar e uma taxa de 3,99 ao mês, será o primeiro crédito bancário de dezenas de milhões de pessoas.”

Pedro Guimarães acrescentou que só foi possível desenvolver o projeto graças ao auxílio emergencial, que reuniu informações de crédito de milhões de brasileiros que não estão incluídos no sistema financeiro formal. “A caixa conseguiu uma base de dados que nenhuma instituição financeira no Brasil tem. E o que nós vamos fazer? Ajudar quem mais precisa e tem condição de pagar, mas que não consegue comprovar”.

Como solicitar meu crédito?

O primeiro passo é entrar na loja de aplicativos da Google Play, se o seu celular for Android, ou na Apple Store, caso seu dispositivo seja iOS. Em seguida procure pelo Caixa Tem, faça a atualização e acesse o aplicativo. Lá, selecione a opção “atualizar seu cadastro” no menu principal, nesta etapa será solicitado a digitalização do documento de identidade e uma foto “selfie” do usuário. Em até 10 dias, a avaliação do cadastro é concluída.

Caso seja aprovado, a conta passa de Poupança Social Digital CAIXA para Poupança Digital+. Basta acessar o aplicativo novamente e ao clicar na opção ‘Crédito CAIXA TEM’ será apresentada a opção para solicitação de empréstimo, a simulação para que o cliente indique o valor e a quantidade de parcelas a serem pagas. 

A avaliação para verificar se o usuário possui limite a ser disponibilizado, conforme o solicitado, é automática. O empréstimo é creditado exclusivamente na Poupança Digital+ do cliente após a contratação. As parcelas são debitadas mensalmente da mesma conta.

A liberação para atualização do cadastro e, posteriormente para a solicitação de crédito, acontecerá de forma escalonada. Confira o calendário abaixo para os nascidos de março até dezembro: 

Para novos clientes, a solicitação de crédito poderá ser feita a partir de 8 de novembro, porém a Caixa informou que está elaborando como será feito o cadastro.

Linhas de crédito

A Caixa disponibilizará duas linhas de créditos distintas, o Caixa Tem Pessoal, que é o empréstimo com destinação livre para o que o cliente necessitar, inclusive para utilizar em despesas pessoais, como pagamentos de dívidas. E o Caixa Tem para o Seu Negócio que é o empréstimo para investimento produtivo para despesas em negócios, como obter recurso para pagamento aos fornecedores, as contas de água, de luz, de internet, o aluguel, a compra de matérias-primas e/ou mercadorias para revenda, entre outras.

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27/09/2021 21:00h

Contratação de crédito de R$ 300 a R$ 1 mil poderá ser feita pelo aplicativo Caixa Tem

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O programa Crédito Caixa Tem foi lançado nesta segunda-feira (27) pela Caixa Econômica Federal e vai oferecer crédito de R$300 a R$ 1 mil reais que poderão ser contratados diretamente pelo aplicativo. 

O anúncio foi feito nesta manhã durante cerimônia que ocorreu no Palácio do Planalto e contou com a presença do presidente Jair Bolsonaro e de ministros. O presidente da Caixa, Pedro Guimarães, diagnosticado com Covid-19, participou remotamente do evento. 

Ele explicou que só foi possível desenvolver o projeto graças ao auxílio emergencial, que foi capaz de reunir informações de crédito de milhões de brasileiros que não estão incluídos no sistema financeiro formal. “Hoje o que a Caixa está fazendo nunca foi feito, porque pelo menos 38 milhões de invisíveis não tem nenhuma informação de crédito, então não há como realizar uma análise matemática. A caixa conseguiu uma base de dados que nenhum banco, nem instituição financeira no Brasil tem. E o que nós vamos fazer? Ajudar quem mais precisa e tem condição de pagar, como nós vimos: marisqueiros, ambulantes, pescadores, pessoas que têm renda, mas que não conseguem comprovar”.

Os nascidos em janeiro e fevereiro que possuem conta Poupança Social Digital, no aplicativo do Caixa Tem, já podem fazer o cadastro na nova modalidade e solicitar o crédito. A análise é feita em até dez dias. A solicitação estará disponível de forma gradual para os demais meses, seguindo até 27 de dezembro, com os nascidos em novembro e dezembro. 

Para novos clientes, a solicitação de crédito poderá ser feita a partir de 8 de novembro. Basta baixar o aplicativo gratuitamente na Google Play ou Apple Store e em seguida realizar o cadastro.

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Linhas de crédito

A Caixa disponibilizará duas linhas de créditos distintas: uma delas é o Caixa Tem Pessoal, que é o empréstimo com destinação livre para o que o cliente necessitar, inclusive para utilizar em despesas pessoais, como pagamento de dívidas. A outra é o Caixa Tem para o Seu Negócio, que é o empréstimo para investimento produtivo para despesas em negócios, como obter recurso para pagamento aos fornecedores, as contas de água, de luz, de internet, o aluguel, a compra de matérias-primas e/ou mercadorias para revenda, entre outras. Para ambas as linhas, a taxa de juros é de 3,99% ao mês, com pagamento em até 24 vezes.

Segundo o economista Roberto Piscitelli, essa modalidade, destinada a pessoas de pequeno patrimônio e microempresas, vai funcionar como uma válvula de escape para atender urgências: “Essa nova linha de microcrédito lançada pela Caixa, através do aplicativo Caixa Tem, é uma modalidade bastante democrática de crédito, a medida em que ela se destina a um número muito grande de pessoas.”

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01/09/2021 11:00h

Anteriormente, o tempo de espera para conclusão do procedimento era de 2 anos

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O prazo médio para contratação das operações de crédito que envolvem aquisição e estruturação de um imóvel rural passou de 2 anos para até 6 meses. Com isso, agricultores familiares vão esperar menos tempo para que a proposta de financiamento seja analisada no âmbito do Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF).

A redução do prazo se deu após a otimização das etapas de análise dos documentos e informatização de procedimentos pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). A pasta simplificou o fluxo de tramitação das propostas de financiamento, que possuía um total de 14 etapas e passou a contar com apenas 6.

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Outra iniciativa que ajudou a diminuir o tempo de espera foi a implementação do serviço digital Obter Crédito - Terra Brasil, lançado em julho de 2020, por meio de parceria entre o Mapa e a Secretaria de Governo Digital.

Essa ferramenta possibilita o envio do Projeto Técnico de Financiamento, além de toda a documentação do candidato a beneficiário, do vendedor e do imóvel rural, de forma totalmente digital, dispensando a necessidade de presença física para isso.

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09/08/2021 14:55h

O prazo de vigência da medida termina nesta segunda-feira (9). O texto está sob análise da Câmara dos Deputados

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Aprovada recentemente pelo Senado Federal, a Medida Provisória que trata da modernização do ambiente de negócios está sob análise da Câmara dos Deputados e precisa ser votada nesta segunda-feira (9), último dia de vigência da MPV 1040/2021.

A matéria propõe facilitação para abertura de empresas, proteção de acionistas minoritários, facilitação do comércio exterior, entre outros pontos. Segundo o senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), os pontos sugeridos na proposta são positivos e podem levar o País a uma retomada econômica de forma mais acelerada. Além isso, o parlamentar fez elogios à condução da medida, e acredita que o Brasil só tem a ganhar com a aprovação.

“Quero cumprimentar o Senador Irajá, que fez um trabalho digno de reconhecimento ao relatar essa importante Medida Provisória 1.040, medida provisória essa que procura melhorar o ambiente de negócios em quatro dimensões: na abertura de empresas, na proteção a investidores minoritários, na execução de contratos e também nas questões relativas ao comércio exterior”, considera.

Segundo o assessor-chefe de Ambiente de Negócios da Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Michael Dantas, a MP vai facilitar a abertura de empresas.

“Antes a gente tinha uma média de 17 dias nas capitais; e agora a gente quer levar um dia para o país inteiro. Ela vai dar mais segurança e uma série de relações jurídicas, que garantam que, se um empresário precisar entrar com processo, que isso ocorra mais rapidamente”, explica.

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Pernambuco registrou um saldo positivo de 4.798 novos postos de trabalho no mês de abril, referentes ao setor de serviços. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregado (Caged). O estado obteve 32.397 admissões contra 27.599 desligamentos. A indústria aparece como o setor que mais contratou no mês. Ao todo, foram gerados 588 novos empregos.

Tramitação

Medida Provisória 1040/2021 foi aprovada na última semana pelos senadores. O texto retornou à Câmara dos Deputados.  O prazo de vigência da proposta termina nesta segunda-feira (9).

A MPV foi aprovada nos termos do PLV que altera regras de abertura e funcionamento de empresas e de procedimentos para exportação e importação. O intuito é acabar com exigências e simplificar a abertura e o funcionamento das companhias.

Durante a tramitação, os parlamentares excluíram texto aprovado pelos deputados a revogação da lei do piso salarial do engenheiro; de dispositivos do código civil relacionados ao funcionamento de sociedades simples, e da proibição de sua constituição.
 

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14/07/2021 15:00h

Iniciativa do governo do Tocantins busca fomentar a economia do estado

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O Governo do Tocantins lança a linha de Crédito Rápido On-line. Por meio da Agência de Fomento, empreendedores podem pegar empréstimos de até R$ 20 mil com rapidez e agilidade, pela internet. As operações de crédito possuem taxas a partir de 1,39% ao mês.

Interessados devem acessar o site da Agência, preencher as informações cadastrais e encaminhar os documentos solicitados; tudo de forma virtual. Em seguida, o sistema vai gerar um número de protocolo para que o empreendedor possa acompanhar o andamento do processo pela plataforma online. Todos os documentos necessários estão listados no site.

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De acordo com a presidente da Agência Fomento, Denise Rocha, a iniciativa busca fomentar a economia do estado, já que o empreendedor pode solicitar o crédito de qualquer lugar, com agilidade.

Para mais informações, ligue nos telefones (63) 3220-9800 e (63) 99993-7016 / 99277-5147.

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01/07/2021 03:00h

Medida Provisória vale até 31 de dezembro, com o objetivo de alavancar o setor produtivo brasileiro

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Congresso Nacional aprova Medida Provisória (MPV 1028/2021) que dispensa a apresentação de Certidão Negativa de Débitos (CND) para contratações e renegociações de crédito. A medida vale até 31 de dezembro de 2021 para pessoas físicas e jurídicas. 

Relator da matéria no Senado Federal, senador Angelo Coronel (PSD-BA) destaca as vantagens da MP para o setor produtivo brasileiro, especialmente no período de crise econômica agravada pela pandemia.

“De agora em diante, os bancos não poderão exigir certidões negativas para fechar o contrato de empréstimo, tanto com uma pessoa física quanto jurídica. Imagine querer comprar algum insumo da sua indústria e ter um problema de ordem tributária, que está negativado, e sem poder colocar sua empresa para dar continuidade à fabricação do seu produto, que está gerando emprego e renda para o Brasil”, ressalta o parlamentar.

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De acordo com a MPV 1028/2021, o cidadão que queira pegar um empréstimo está livre da exigência legal de Certidão Negativa de Débito trabalhista, fiscal, eleitoral, tributária, além da consulta prévia ao Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (CADIN).

O advogado Leonardo Memória, especialista em direito público do Kolbe Advogados Associados, detalha os documentos dispensados.

“Com essa medida provisória, não é mais necessário a certidão de quitação dos funcionários, a relação de todos eles, a quitação eleitoral, a quitação de tributos federais, os certificados de regularidade do FGTS, a certidão negativa de CND, que se refere aos débitos previdenciários e, no caso das empresas rurais, o comprovante de recolhimento de ITR”, detalha. 

Para o especialista, a MP já deveria ter sido aprovada no início da pandemia.

“Essa medida já deveria ter sido tomada bem antes, até porque no início da pandemia foi emprestado aos bancos uma quantia para que eles pudessem socorrer os empresários, porém essas restrições impediam que o dinheiro chegasse ao comerciante”, avalia. 

Ampliação do prazo

Inicialmente, a Medida Provisória só dispensava as certidões negativas até 30 de junho de 2021. No entanto, quando passou pela Câmara dos Deputados, ela foi aprovada na forma do PLV 11, que ampliou o prazo até o último dia deste ano. A extensão do período foi essencial, já que a pandemia e suas consequências econômicas ainda prevalecem no Brasil.

No Senado, foram retirados alguns destaques e a matéria foi aprovada em votação simbólica. O texto aguarda a sanção presidencial, mas já está valendo.

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Brasil 61